...ponho-me a andar de bicicleta das 8 às 9 da noite.
Tenho que a trazer para cima à rédea (não esquecer que Seia é a porta de entrada da Serra da Estrela e é exactamente aqui que ela começa), e já cá cantam quase 52... mas andar a pé também é um bom exercício.
Afinal o objectivo é acima de tudo fazer exercício e não ver mais miséria.
E não esganar-me a pedalar...
Imagens de um pôr do sol na Torre. Algumas delas foram usadas por vários blogs e sites.
Para o canal Seia TV - nr 32 62 62
Cenas com cerca de 10 anos editadas agora para a Seia TV Canal 32 62 62 da MEO
Um preview do filme no canal Seia TV - canal de turismo da MEO nr. 326262
Entrará aqui automaticamente mal acabe o upload. Lá para a meia noite...
Também podem visitar a página do facebook do canal onde diariamente haverá versões comprimidas dos conteúdos a irem para o ar.
A estátua de Afonso Costa situa-se no centro do largo Marques da Silva, o criador da EHESE, a empresa que trouxe para Seia muitos quadros técnicos, sobretudo nos anos 60, que muito contribuiram para povoar Seia e transformar uma pequena vila de província num grande pólo tecnológico.
Nos anos 60 Seia tinha 32 mil habitantes. Hoje tem 24 mil. Se os tiver...
Afonso Costa foi 3 vezes primeiro ministro de Portugal, na última das quais enfrentou as "aparições" de Fátima.
Nunca se estudou o paralelismo das aparições com a retirada de bens e privilégios de Afonso Costa à Igreja nem com a revolução russa. Tudo aconteceu em simultâneo. Eu já escrevi sobre isso aqui neste blog mas, claro, ao de leve. Já tenho inimigos que chegue, não preciso de mais dezenas de milhares de fanáticos religiosos.
Parece que ainda está muito recente e é assunto tabú.
SEIA HDTV nos Canais em destaque da MEO, ao lado do canal de Ricardo Araújo Pereira, do da TMN e do de Bernardo Sassetti hoje infelizmente desaparecido.
Planos de Seia tirados hoje mesmo para o canal SeiaHDTV da MEO nr: 32 62 62
Que já tem 200 e tal seguidores por dia!
Em 2008 fiz esta recolha de imagens. Largo da Câmara e esplanada do Ego de então. É um estudo para decidir a melhor compressão para o Seia HDTV - canal de turismo HD de Seia.
Para além do acervo gigantesco de imagens que tenho e fui recolhendo ao longo dos anos - em 2000 já eu gravava os meus filmes em dvd (ainda só havia filmes em dvd importados, sem legendas e apenas meia dúzia de títulos) e ofereci o 1º DVD gravado em Portugal com conteúdos portugueses ao Herman - as novas capturas de imagem que fizer serão sempre em Full HD.
Embora o MEO não permita uploads de maior resolução do que 1280x720 e eu grave em FullHD (1920x1080), penso que encontrei a fórmula certa para que a compressão não faça perder muito.
Quando o MEO, ou outro servidor de TV, disponibilizarem este formato total, eu já cá estou.

Em 48 horas e graças à praia fluvial de Loriga, pois não tenho lá praticamente mais nada. Apenas uma queijaria e um restaurante...
O pessoal e os amigos de Loriga são valentes!
Só lá para as duas da manhã... tempo estimado de upload: 75 minutos. São 470 Mb depois de muito comprimido. O original em QuickTime tem 2,6Gb...
Entretanto a apresentação da Praia de Loriga pela vereadora e presidente da Cãmara, ontem, na praia da Comporta, conta já com 1143 visualizações, segundo o Youtube! Em pouco mais de 24 horas... é obra!
760 207 703 ou em www.7maravilhas.sapo.pt
(dentro de momentos. A carregar o vídeo...)
Criei hoje este canal que se dedica exclusivamente à divulgação do concelho de Seia no país através desta plataforma de payTV. Claro que nem daqui a um ano isto terá espectadores em número significativo, mas é mais uma ajuda que tento dar à divulgação do turismo na minha Terra. À medida que houver tempo, vou actualizando a Seia TV. Já tinha uma versão no livestream na net. Esta é a versão TV. Abri hoje com 3 conteúdos apenas: Gastronomia no Sabugueiro (Miralva), uma queijaria em Sta Eulália e a praia fluvial de Loriga que esperemos seja seleccionada para as 21...
O canal não terá preferencialmente informação falada para evitar a poluição que se ouve por aí fora. Se tiver, o mínimo possível. Toda a informação será imagem e música.
Seia TV na net é isto:
Hoje, 1º de Maio, não foi dia do trabalhador em Seia: foi dia do cliente de supermercado!
Dada a inacreditável afluência de público a aproveitar a promoção de 50% de desconto, gerou-se uma grande confusão à porta do Pingo Doce de Seia.
Dezenas - para não dizer centenas - de pessoas foram-se aglomerando ali por lhes ser vedado o acesso ao interior.
As queixas eram muitas. Segundo alguns "irredutíveis" que ficaram à porta até às 8 e meia da noite - o supermercado barrou as entradas às 18h mas só terá colocado o aviso às 19h. Esse grupo de pessoas que ficou até ao fim para entregar uma queixa por escrito dizia que os amigos dos funcionários e algumas outras pessoas usando estratégias enganadoras - dizendo por exemplo que tinham familiares lá dentro - conseguiram entrar, enquanto todos os demais ficavam à porta.
Uma patrulha da GNR manteve-se à entrada do estabelecimento até às 20:30h para manter a ordem.
Apesar das centenas de queixas indignadas que se ouviram durante algumas horas afinal apenas duas foram feitas por escrito, o que surpreendeu esse grupo que entregou uma delas.
E mesmo estes pensavam que bastava uma queixa assinada por várias pessoas, tipo abaixo assinado!
Outra dizia que só lhe deram uma folha e não cabia lá tudo!
Conclusão:
O povo berra berra berra, mas quando toca a escrever.... tá quieto!
Para depois aparecer no Gosto Disto, não???
Recebi de Eduardo Brito a confirmação de que o cenário que aponto, abaixo, não se verificará.
Claro que estamos em Abril de 2012, a ano e meio do próximo momento eleitoral.
Daqui até lá muita água correrá por debaixo das pontes, muita coisa nos vai acontecer a todos nós, mas de qualquer modo aqui fica o facto político.
Eduardo Brito não pensa voltar e até apoia quem lá está.
Alguma coisa se clarificou este fim de semana.
A ser assim o meu texto está desactualizado pelo que ficará em stand by....
Portanto, escolhido que está o candidato vamos ver o que vai acontecer no PSD.
Mantenho o Inquérito sobre o PS, na mesma, por uma questão de curiosidade.
Deixe o seu voto e a sua opinião. Todas as opiniões serão assunto de debate nos próximos meses.
O meu amigo e ex-adversário político Eduardo Brito lançou-me hoje um desafio.
Perguntou-me se eu andava doente porque continuava a vir aqui ler-me mas não encontrava aquela acutilância que (dizem) me caracteriza.
Respondi-lhe que de futuro iria falar mais de Seia, a par do país.
É o que farei a partir de amanhã.
E vou começar justamente por escrever sobre quem me lançou o repto: Eduardo Brito. O próprio.
Porque cada vez mais gente pergunta se se vai candidatar de novo, o que andará ele a tramar, que pretenderá com aquelas crónicas no jornal que agora também é seu...
Estes são os temas que tratarei a partir de amanhã.
Como sempre, os comentários estão abertos. Convido os (muitos) comentadores políticos de Seia a deixarem aqui as suas opiniões.
Primeiro tenho que dizer que EB é amigo de há muitos anos. Recordo que foi do meu carro na altura - um Renault 21 Turbo - que ele deu a sua primeira entrevista à comunicação social - Rádio Beira Alta - na noite da sua primeira eleição em 93.
Ex-adversário porque eu solicitei a minha desfiliação do PSD no dia seguinte ao destas últimas eleições legislativas.
Tinha-me filiado no dia seguinte ao da vitória de José Sócrates para lutar contra aquilo que eu considerava o piorzinho que nos aconteceu na política portuguesa após 25 de Abril.
Uma vez atingido esse objectivo a minha luta tinha chegado ao fim. Entretanto também fui conhecendo o PSD de Seia (se é que se pode chamar a 3 ou 4 pessoas bem intencionadas - rodeadas de outras tantas que só aparecem na altura das eleições a ver se lhes calha alguma coisa - o PSD de Seia) e rapidamente percebi que aquilo não era ambiente para mim.
Por essas duas razões me vim embora.
Hoje viria por uma terceira: é que - nunca imaginei vir a dizer isto na vida! - o rapazola que sucedeu a Sócrates se revelou uma fraude ainda maior que o célebre engenheiro-aos-domingos.
Portanto já não sou adversário de Eduardo Brito na acepção partidária da palavra. Nem adversário de ninguém, a bem dizer, excepto deste miserável governo que nos vendeu à troika mas - pior! - ainda nos esmaga mais do que a troika manda.
Continuo a ser crítico de algumas opções que EB tomou.
Reconheço que por detrás de autênticos desastres e de inutilidades crassas - como a Cine Eco, por exemplo - estaria provavelmente uma intenção louvável. Simplesmente depois de tantos anos em que se esbanjou em vão tanto dinheiro e vendo que aquilo não servia para rigorosamente nada, ele deveria ter posto cobro ao evento.
Recordo que fui o 1º deputado municipal a desmascarar a CineEco e a propor-lhe que acabasse com aquilo em plena AM, o que me valeu arranjar alguns inimigos de estimação que conservo até hoje.
Acontece que hoje praticamente toda a gente (até a oposição!) me acompanha na análise que fiz em 2006. Já lá vão 6 anos.
Mas qual é a ideia? - perguntar-se-á.
Acabar com o modelo da Cine Eco como fez este presidente?
- Não. O que se fez este ano foi pior do que o que havia. Devia-se ter acabado com aquela inutilidade de vez, e não andar-se ali às voltas com experiências que só serviram para se gastar ainda mais dinheiro inutilmente. Voltaremos a este assunto mais tarde.
Foi hoje apresentada aquela que será a sucessora da Fiagris: a BTS.
Terá lugar de 27 a 29 de julho e pretende mostrar o que de melhor este concelho tem para oferecer ao turista.
Finalmente, após uma década de esforços a tentar mostrar aos responsáveis pela condução da política na minha Terra que a única saída que nos pode salvar do já bem notório despovoamento é o turismo, vejo recompensada a minha luta.
Mais: a Câmara estabeleceu uma parceria com a Associação Empresarial da Serra da Estrela, o Nerga e a Associação de Artesãos no sentido de serem divididas tarefas e responsabilidades.
O certame terá lugar no pavilhão gimno desportivo do parque e os artesãos espalhar-se-ão pelo parque como de costume.
As entradas serão gratuitas, como há muito advogo.
Portanto parece que desta vez as coisas estão a ir por um caminho lógico e só pecam por tardias.
A grande tarefa é exteriorizar o evento na medida em que não faz sentido uma mostra de turismo se ela apenas for visitada pelos residentes.
Os espectáculos serão produzidos com a prata da casa.
Parabéns ao executivo por dar este sinal de visão de futuro para a nossa região e às várias associações por aceitarem este desafio.
O Museu do Pão, em Seia, comemora 1 milhão de visitantes.
E vai oferecer pão a 1 milhão de pessoas carenciadas
João Mário Amaral fala da Associação de Artesãos da Serra da Estrela, dos seus produtos e da falta de certificação dos produtos regionais
Entrevista com a Dra Madalena Cunhal a propósito da inauguração do Museu da Electricidade na Sra do Desterro - S. Romão.
Entrevista com o Presidente da Câmara de Seia no programa "Há Volta" em 2011 onde se realça a importância dos produtos regionais e a nossa rede de museus. João Baião dá uma ajudinha no final
Por ocasião da volta a Portugal em bicicleta o presidente da Câmara, Carlos Filipe Camelo, convida o país a visitar Seia, as suas belezas naturais e a sua rede de museus.
Jorge Garcia fez 2500 kms sobre a sua bicicleta para tentar angariar fundos para a construção do Quartel dos BV de Loriga.
Foi a primeira vez na minha vida que vi o povo aclamar um conterrâneo com o epíteto de HEROI.
Algo que se lê nos livros de história mas que é raríssimo ver-se ao vivo.
Esta é a notícia da suspensão da Artis, um evento que custava apenas 10 mil euros (a mais barata das iniciativas costumeiras do vira o disco e toca o mesmo que se organizam anualmente em Seia) mas que, segundo os participantes, realmente custava à entidade promotora zero euros ou muito próximo disso, uma vez que os artistas expunham de borla e nem os seguros do transporte das obras eram pagas pela organização. Ora, se as instalações e as obras ficavam de borla não se percebe muito bem para onde iria o dinheiro...
Mas o evento não tem que acabar! Tem que ser pago pelo seu real custo.
Ou a arte e a Cultura só se promovem se derem dinheiro para o bolso de alguém?
No caso da CineEco a coisa ainda é mais chocante.
O evento chegou a custar 100 mil mas Lauro António - que trazia os filmes e publicava o livro e produzia o cartaz e o trailer de apresentação (quer dizer: fazia TUDO menos pagar os comes e bebes à fartazana) queixa-se de só receber 9 mil e por fim 6 mil.
O Jazz e Blues é mais um fenómeno. Estou farto de falar sobre isso, não me vou repetir. E embora este blog esteja neste momento temporariamente sem histórico, daqui a uns dias, quando o problema for resolvido, se poderá nele ler o que tenho escrito sobre isso. Mas basicamente é um evento de 2 dias para, no máximo, 365 pessoas - que são as que cabem no cine teatro - e custava muitos milhares de euros. Chegou a custar 25 mil, agora parece que muito menos. Os 2 grupos que estiveram em Seia este ano podem contratar-se por uma quinta parte desse orçamento. Mesmo a 5 mil euros dá 20 euros de subsidio por cada espectador REAL.
O mais giro nem sequer é este o artigo. É o comentário ressabiado que se segue.
Eu também inseri lá um que aparece agora em primeiro lugar. Refiro-me ao comentário seguinte de "JMarques".
Com alguns pontos bastante pertinentes pergunta-se: porque só se fala da Cine Eco e do Jazz e Blues quando se fecha a torneira à Artis?
SEIA: 95% dos efectivos do Contact Center em Greve!
Dos 400 funcionários apenas cerca de 20 estão ao serviço. São os jovens que ainda nem sequer assinaram contrato e ouytros que estão na empresa há menos de 2 meses... Está tudo em pé de guerra para a s bandas da EDP em Seia.
Hoje é um dia negro para nós.
Os que tivemos a sorte de a conhecer. E que aprendemos a admirá-la e a respeitá-la ao longo das 4 breves décadas que viveu.
Uma Professora preocupada com os seus alunos e por eles venerada.
Uma Linguista que não pactuava com os erros e calinadas permanentemente desculpados a muito desgraçado que da escrita faz profissão ou passatempo.
Uma jovem intelectual que vivia o nosso Património Maior Colectivo - a nossa Língua - como se da própria Vida se tratasse.
A mesma vida que a abandonou ontem, inesperada e inexplicavelmente.
Escrevemos um texto em colaboração. Há poucos meses.
Sobre as dezenas de calinadas que se podiam ler num panfleto distribuído em todos os cafés onde se pedia a construção das acessibilidades prometidas para Seia.
As acessibilidades não vieram. Se viessem teriam portagens.
O panfleto analfabeto desapareceu.
Os analfas cá continuam - é certo - mas já não incomodam a Anita.
E eu só me lembrei deles por causa desta triste ocorrência.
Eu cá continuarei a lutar contra a estupidez e o analfabetismo a toda a hora patentes na mediocridade reinante no interior estupidificado.
Sei que luto pelo menos por duas pessoas: por mim e pela Anita.
Um motorista de longo curso foi ontem fiscalizado pela GNR de Seia cerca das 17:00h, na ponte de Santiago. Detectada uma irregularidade - parece que o motorista estava a conduzir há tempo a mais relativamente ao que a lei determina - os agentes tiraram-lhe o disco, mas, ao contrário do que o homem reclamava ser obrigatório, não lhe deram cópia do mesmo.
Assim, alegando estar a ser vítima de procedimento ilegal por parte da GNR de Seia o motorista ameaçou que atravessava o camião na estrada. Como os agentes não fizessem caso das reclamações do condutor este cumpriu a ameaça e atravessou o TIR no acesso à rotunda da ponte de Santiago impedindo o acesso a esta.
Um caso caricato a merecer a atenção dos responsáveis...
É ou não obrigatório que se entregue a cópia do disco ao condutor?
E, se não é, como poderá ele provar a sua inocência - se for caso disso - sem ter o disco na sua posse?
Explica o Municipio de Gouveia:
"O Município de Gouveia, à semelhança de outros Municípios do Distrito da Guarda e de todo o país, teve que por em prática medidas de redução de despesas. Uma das áreas em que atuou foi na iluminação pública, começando por desligar luminárias em vários pontos do concelho, sobretudo em locais onde eram menos necessárias.
Porém, tal não foi suficiente para fazer face ao aumento de encargos com a iluminação pública, nesse sentido o Município de Gouveia, reunido com os senhores Presidentes de Junta, acertaram proceder ao desligar da iluminação pública em todo o concelho no horário das 2h30 às 5h30 da madrugada.
Na cidade de Gouveia permanecem com as luminárias acesas durante toda a madrugada as luminárias da zona da Praça de S. Pedro e envolvente, a zona envolvente do Centro de Saúde de Gouveia e a Zona Industrial de Gouveia.
Esta é uma medida que não agrada ao Município mas que se tornou necessária e mereceu a compreensão dos senhores Presidentes de Junta. É uma medida excecional e como tal deverá ser entendida."
O Município de Seia ainda não explicou nada.
Eu considero que esta medida, tomada de sopapo sem sequer ser explicada previamente às populações, constitui uma total falta de respeito pelos habitantes.
O centro de Seia encontrava-se completamente às escuras, esta madrugada. O mesmo se passou em Gouveia.
Já ontem a av dos BV esteve sem iluminação. Mas há outros ramos iluminados, nomeadamente os periféricos. Por exemplo, o parque - que está fechado - tem a iluminação a 100%...(!)
Apenas as zonas centrais urbanas se encontram às escuras. Se não é coincidência ou avaria - e não parece sê-lo - estamos perante uma regressão civilizacional aos primeiros anos do sec 20. Antes de Marques da Silva e da EHESE.
Em Sta Eulália - Seia - Serra da Estrela.
O queijo regional feito com carinho e... tecnologia
Tal como tinha previsto numa simulação que fiz neste blog há uns meses - e que aqui reproduzo - a perda de população no concelho de Seia em cada 10 anos é mais do que preocupante: é absolutamente fatal para a sobrevivência do nosso concelho.
Na última década perdemos 4 mil habitantes o que representa um sexto da população actual. A este ritmo Seia perderá metade da população que hoje ainda tem em apenas 3 décadas.
Ou seja: quando a minha geração estiver a bater a bota Seia não será mais do que uma pequena vila no sopé da Serra da Estrela com um concelho absolutamente despovoado. Freguesias inteiras não terão pessoas. Centenas de quilómetrs quadrados não verão vivalma.
A comparação com Oliveira do Hospital faz sentido porque na próxima década Oliveira alcançará Seia em população uma vez que a sua queda é muito menos pronunciada do que a de Seia. Oliveira perdeu metade da população que Seia perdeu em 10 anos. Apenas 2 mil habitantes nos separam neste momento. Seia com 24 mil e Oliveira com 22 mil. Em 2021 Oliveira alcançará e até ultrapassará Seia.
Agora:
Oliveira não é uma cidade turística.
Seia tem a faca e o queijo - literalmente - na mão.
O problema é que Seia não investe na única coisa que a poderia fazer subsistir e desenvolver: o turismo.
Em Oliveira - concelho - não há turismo mas há indústria e comércio.
Em Seia - concelho - a Indústria é já hoje insignificante se comparada com a de Oliveira ou Nelas - Mangualde. A oferta comercial da nossa cidade também é muito inferior à de Oliveira do Hospital.
A oferta em diversidade de Ensino em OH é também já superior à de Seia.
Portanto os ingredientes estão todos reunidos para que, se não se verificar uma inflexão rapidamente na conjuntura económica do nosso concelho, este possa perder a liderança na região em termos globais.
Em resumo:
Seia perdeu 3442 habitantes o que equivale a 14% da sua população actual.
Oliveira perdeu 1271 habitantes o que equivale a apenas 6% da sua população actual.
Seia perdeu, portanto, percentualmente, mais do dobro da população de Oliveira na mesma base, na última década.
E em termos absolutos perdeu quase o triplo (2,7 vezes) dos habitantes que Oliveira do Hospital perdeu no mesmo período de tempo.
É preciso, de uma vez por todas, que tanto o município como a sociedade civil acordem e comecem a trabalhar.
Eu pessoalmente estou farto de 3 décadas de palavreado inconsequente de muitos políticos e da inacreditável falta de iniciativa continuada da sociedade civil.
Temos, todos juntos, que animar isto.
Eu tenho feito o que posso pela minha Terra.
E estou disposto a fazer mais.
Seia não pode ser deixada à sua sorte. Porque, por este caminho, vai ter pouca.
Seia em 2011. Clique na imagem para aumentar
Oliveira do Hospital em 2011. Clique na imagem para aumentar
Seia em 2001. Clique na imagem para aumentar
Oliveira do Hospital em 2001. Clique na imagem para aumentar.
Documental. A Câmara treme muito mas o principal está lá.
Apenas 2 casos que são de uma tal inacreditável estupidez que eu acho mesmo que quem os não vir ou ouvir não consegue neles acreditar.
1º - Numa Rádio dita local que não tem absolutamente infra-estrutura nenhuma em Seia nem num raio de 45 kms pode ouvir-se um jingle publicitário a uma loja de roupa em Seia em que uma desgraçadinha "canta" a música conhecida como: "Eu gosto é do verão" dos Fúria do Açúcar, pelo menos 4 tons acima do tom em que o playback foi gravado. A desafinação é tão indescritível que arranca verdadeiros gritos de desespero de quem não for absolutamente surdo!
Pois ninguém naquela maravilhosa rádio percebeu a desafinação da mulher e por isso aí está o jingle no ar, para gáudio de quem for surdo e desespero de quem o não for.
2º - um blogger local coloca na página principal do seu blog a seguinte secção: Notícias de Seia e da sua região.
E que notícias são essas?
São notícias de uma organização sediada em Washington DC que se chama, de facto, SEIA, mas este Seia quer dizer: Solar Energy Industries Association.
E não se trata de uma gralha... são 3 as notícias e apanham toda a primeira página do blog! O tipo nem sequer percebe o que publica...
É esta a "inteligência" que campeia na minha Terra.
É esta inacreditável estupidez, este abissal analfabetismo que grassa por aqui.
E não há ninguém - ou quase ninguém - que se indigne e aponte o dedo a esta monumental onda avassaladora de estupidez.
Qualquer dia quem não for estúpido é segregado socialmente, tal o padrão de analfabetismo reinante e a absoluta falta de espírito crítico da sociedade para com estes calinos.
Bem sei que ninguém ouve as rádios locais nem ninguem quer saber do que escreve um mentecapto qualquer. Há milhões deles. Mas bolas! Esta gente tem a coragem de falar em Seia. E através da www chegam a todo o lado.
Quem ouvir e ler estas calinadas pelo mundo fora pensará que em Seia só há disto: surdos e atrasados.
E isso não é verdade.
Não é, de todo.
Não teria hipóteses de responder a todos nos próximos dias.
JT
Eu farto-me de rir com os comerciantes e os empresários de Seia!
Passam a vida a reclamar que em Seia não se faz nada...
A Câmara reúne com os comerciantes e pede a sua colaboração para a iluminação de Natal. Os comerciantes - os mesmos que reclamam de nada se fazer - mostram-se indisponíveis para contribuir.
Quer dizer: querem as coisas mas só se for de borla!
... A Junta de Freguesia, que até hoje não percebi para que serve, também nada diz.
Fica Seia às escuras.
Uma cidade que se diz turística, tem zero animação natalícia em termos de iluminação.
Numa altura em que se vê que as cidades espertalhonas que oferecem alguma coisa - como a Guarda ou Óbidos (já não falo dos 3 milhões para o Funchal) - tem direito a aparecer nos telejornais todos!
Seia está pelo segundo ano consecutivo às escuras. Triste, escura, desanimada.
Mas tem uma bela de uma Cine Eco inútil, com sessões para 2, 3 e 4 pessoas (aqui já é uma enchente!) apesar das ofertas de bilhetes à fartazana para toda a gente amiga. O custo de cada CineEco inútil cobria pelo menos 2 anos de iluminação!
Entretanto, e pelo 3º ano consecutivo, temos o melhor som de rua e o melhor repertório do género do país. Graças à iniciativa privada e à competente autorização municipal.
E quem disser o contrário terá que me mostrar onde é que há melhor som.
E o que fazem 90% dos comerciantes?
Não aderem... porque isto está mau!!!
Felizmente os 10% que restam - os verdadeiros empresários com visão e, de facto, os que gostam da sua Terra, são suficientes para se manter o projecto activo.
Mas lá está: estão 90 a usufruir do esforço de 10!
Como sempre acontece neste pais de gentinha muito pequenina que passa a vida a reclamar de tudo e de todos...
Deviam reclamar da sua própria falta de visão... mas não a têm sequer para poderem dela reclamar.
Qualquer dia nem há iluminação nem som. E se houver é poluição como acontece em outras terras aqui ao lado.
E é isto o que Seia merece...?
Não há iluminação Natalícia mas há som de rua... Pelo 3º ano consecutivo, sem qualquer comparticipação da Câmara Municipal. Apenas com a sua aprovação e autorização.
Há que não deixar morrer o pouco que ainda temos.
Seia era suposto ser uma cidade turística....
Não sei que vos diga.
Para afastar a tristeza e a crise e dar as boas vindas ao turismo...
Neste Natal, em Seia, vamos ter pelo terceiro ano consecutivo SOM de RUA profissional... o melhor que existe no país.
E mais umas quantas surpresas que se revelarão oportunamente.
É preciso dizer que o sistema será suportado integralmente pelo comércio e indústria locais. Não há encargos para a Câmara Municipal.
SEIA é fixe... e a crise que se lixe!

Ex. ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República
1 – O Partido Socialista enquanto partido político na oposição ou como partido político de governo sempre teve como uma das suas prioridades para a região da Serra da Estrela a construção do Itinerário complementar n.º 6, n.º 7 e n.º 37.
2 – A construção destes itinerários, além, de fazerem parte do plano rodoviário nacional, a sua construção é crucial para assegurar o desenvolvimento sustentado daquela região, sendo, sem dúvida, o impulso que garante o crescimento económico regional através da fixação de novas empresas, maior facilidade na circulação de bens e mercadorias, melhoria das acessibilidades para uma zona de grande atracção turística.
3- Assim, a construção destas vias de comunicação sempre estiveram presentes nos programas eleitorais do Partido Socialista, bem como no programa de Governo onde se constata, também aqui, a clara intenção da construção dos respectivos itinerários.
4- Durante o período de Governação Socialista, entre 2005 e 2011, mais precisamente em Agosto de 2009, o Governo, em Conselho de Ministros aprova o despacho que previa a, imediata, abertura dos concursos públicos, logo que concluído os estudos de impacte ambiental.
5- Logo após esta decisão, a aquando a negociação entre Governo e partidos políticos para o Orçamento de Estado 2011, veio o Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho, exigir o cumprimento integral de 6 requisitos, para que a viabilização do orçamento, por parte do seu partido, fosse possível. Um dos requisitos foi o da “imediata suspensão das parcerias público-privadas em curso e de todas as obras públicas de grande vulto”.
6- Fica assim claro, que mesmo após o fim dos estudos de impacte ambiental, por exigência do PSD, nomeadamente do seu líder, Pedro Passos Coelho, o processo que rapidamente foi desenvolvido e que tinha como, claro, objectivo a construção dos itinerários da Serra da Estrela ficavam suspensos por exigência do PSD.
7- Entretanto, após a tomada de posse do Governo do PSD/PP, há praticamente seis meses e, constatando-se que não se descobriu um texto ou uma intervenção política do Governo sobre o interior do País e das suas dificuldades, perguntamos:
Reconhece este Governo as dificuldades, desta região, no que concerne à dificuldade de captação de investimento, criação de emprego, captação de linhas de turismo para o maciço central?
1.
O Governo tem a noção que a não construção destas vias de comunicação será catastrófica para a economia regional, hipotecará o desenvolvimento futuro, bem como irá, de certo, impulsionar uma clara e irreversível recessão para aquela região?
2.
Para quando a abertura dos concursos públicos relativos aos referidos itinerários, tão indispensáveis para a região, nomeadamente, para os distritos de Guarda, Coimbra, Viseu e Castelo Branco?
3.
Quer ou não o Governo avançar com a construção dos itinerários complementares da Serra da Estrela (IC 6,7,37)?
Assembleia da República, 12 de Outubro de 2011
Palácio de São Bento, quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Deputado(a)s
NUNO ANDRÉ FIGUEIREDO(PS)
FERNANDO SERRASQUEIRO(PS)
PAULO RIBEIRO DE CAMPOS(PS)
_____________________
De minha casa, em três saíram três para as Universidades de Lisboa. 100%
Hoje saiu a última.
Nenhum voltará a Seia para exercer a sua profissão.
Três dos melhores alunos que a secundária de Seia já viu investirão as suas capacidades, inteligência, criatividade e trabalho em Lisboa ou noutra grande cidade.
Todos os anos por esta altura as pequenas cidades do interior são sangradas daquilo que tinham de melhor: a sua juventude válida. A sua garantia de futuro.
Por estas cidades e vilas do interior ficam aqueles que não conseguem entrar nas Universidades. Mas nem esses ficam, porque têm forçosamente que emigrar se quiserem ganhar a vida.
E também cá fica a ralé das escolas. Os piores alunos. Os analfas, os incapazes, os vândalos, os rendimentos mínimos, as etnias; ou seja: fica por cá "a escória da sociedade" - como repetia o saudoso Professor Ferreira - e a mediocridade que, por se encontrar em esmagadora maioria, dia a dia toma conta desta nossa região mortalmente despovoada.
Os melhores viram costas e vão ganhar a vida onde a há.
Este país não tem futuro nenhum.
E esta região obviamente ainda tem menos.
Daqui a 15 anos não mora cá ninguém. E a escolaridade média será o 9º ano dado a quem não sabe ler.
Em 2025 quem tiver o 12º ano sem ser nas Novas Oportunidades será um doutor na maior parte das cidades do distrito da Guarda.

Na passada semana, Paulo Macedo, actual Ministro da Saúde foi ouvido na Comissão de Saúde. Esta foi uma oportunidade para o Deputado André Figueiredo questionar o actual Ministro sobre algumas matérias ligadas ao sector, em especial, a questão do encerramento de 11 extensões de Saúde de várias localidades do Concelho de Seia.
André Figueiredo considerou a entrega da Saúde ao actual Ministro tem vindo a ser um péssimo caminho para a defesa do Serviço Nacional de Saúde e defesa do Estado Social. Alertou o Ministro para o facto de utentes não ter como sinónimo contribuintes e, doentes, efectivamente, não ter como sinónimo infractores fiscais.
André Figueiredo mencionando o número 1 do Artigo sexagésimo quarto (64º) da constituição Portuguesa que prevê: Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. Esta é a nossa responsabilidade colectiva e esta é a principal responsabilidade de quem Governa, questionou o Ministro da Saúde porque é quese as medidas tidas como necessárias pela Troika implicavam uma redução de despesa de 550 milhões em 2012 para o sector da saúde, que inclui para além do SNS também os subsistemas públicos de saúde e nomeadamente a ADSE, qual o alcance do Ministério da Saúde por si só pretender cortar 810 milhões quando reconhece que isso implica a redução da cobertura dos portugueses? Mais 260 ME do que o acordado. Que reais impactos para as pessoas tem este aumento dos cortes? Que gorduras vão ser de facto eliminadas?
Referiu ainda:
“O Governo prometeu cortar na gordura do Estado e nos consumos intermédios. Já tinha sido essa a proposta do PSD/CDS quando estavam na oposição. Passados quase 3 meses de Governo pouco ou nada se vê nesta matéria em todas as áreas da Governação. O que sobressai destes meses são três aumentos consecutivos de impostos”, constatou.
Na fase final da sua intervenção, André Figueiredo, acusando o Ministro, por todos os exemplos referidos, de protagonista de uma política calamitosa para as pessoas e reflectora de uma total insensibilidade social, questionou como pode o Ministério da Saúde encerrar 11 extensões de saúde num concelho de 29 freguesias, em que mais de 3000 utentes ficaram sem local acessível para cuidados de saúde, com a agravante de muitas dessas localidades não terem acesso a transportes públicos.
Perguntou ainda, por onde anda o dialogo do Governo, quando se decide encerrar serviços tão importantes para as pessoas e nem um contacto de faz com a autarquia no sentido de minimizar o impacto para as populações ou, pelo menos, tentar encontrar soluções alternativas, se é que estas sejam possíveis.
Finalizou dizendo que “ é necessário cortar na despesa, é necessário, constantemente, equilibras as contas públicas, mas não fazendo um “autêntico ataque” ao Estado Social, neste caso ao Serviço Nacional de Saúde e à Constituição da República Portuguesa, onde existem direitos plenamente consagrados. Governar exige responsabilidade e equilíbrios. A Constituição consagra a existência de um Serviço Nacional de Saúde é universal e tendencialmente gratuito” pelo queo Deputado lamentou que se esteja a caminhar no sentido contrário.
O deputado do PS, eleito pelo círculo eleitoral do Porto, mas natural de Seia, Distrito da Guarda, votou, na passada semana, favoravelmente um projecto do PCP e do BE e contra a orientação da sua própria bancada. A votação foi relativa a um projecto do PCP e BE em que se recomendava ao Governo a não introdução de portagens na A23, A24 e A25. Além de André Figueiredo, também Fernando Serrasqueiro e Hortense Martins e Rui Santos votaram contra a introdução de portagens nas auto-estradas do interior.
André Figueiredo lembrou que “a finalidade daisenção de pagamentos nestas Scut´s sempre esteve fundamentado num compromisso de protecção e defesa territorial, promoção damobilidade e solidariedade nacional para o desenvolvimento desta região.
Referiu ainda que “sempre foi uma marca política de discriminação positiva para esta região, que pretendeu beneficiar quem cá reside e trabalha, promovendo a fixação de novas empresas e por consequência o aumento do emprego.
Diz que “serei sempre contra a introdução de portagens nestas Scut´s enquanto não se atingir o nível médio de desenvolvimento económico do nosso País. O que se constata é que o actual Governo do PSD e de Passos Coelho não têm nenhuma sensibilidade social e não protegem, aqueles, que sem culpa alguma, residem em regiões mais desprotegidas. Deve-se, ao invés do que o actual Governo tem praticado, promover medidas de discriminação positiva para o interior, tal como foi feito pelos Governos do Partido Socialista, para que possamos, o mais rapidamente, resolver muitos dos problemas que hoje em dia nos afectam. A introdução de portagens na A25, na A23 e na A24 conduzirá, de certo, ao aumento dos níveis de desemprego, à deslocalização de umas empresas e encerramento de outras, bem como acabará com a pouca atractividade que ainda existia no que concerne ao aumento e fixação de pessoas na região.
Notícia completa:
http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=797&id=32985&idSeccao=14064&Action=noticia
Notícia completa:
http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=797&id=32984&idSeccao=14064&Action=noticia
Imagens da câmara tal como foram captadas. O momento não carece edição nem manuseamento.
Foi isto o que se passou.
No Jornal da tarde de ontem a SIC transmitiu uma peça jornalística produzida nos Vales em que a população se mostra desagradada pelo facto de nunca ter tido saneamento publico. Estamos em 2011 e a apenas 3 kms da sede do Concelho, mas nos Vales não existe rede de esgotos pública e os residentes locais não tem remédio senão o de construírem as suas próprias fossas e chamar os serviços camarários, de tempos a tempos, para as esvaziar.
Algo que era admissível há 40 anos mas que hoje se compreende mal. Especialmente depois de tanta propaganda feita ao longo dos anos no sentido contrário. Recordo-me bem de ler nos jornais locais que Seia se orgulhava de ter a sua rede de saneamento completa. Isto, há anos...
" - Promessas por cumprir... querem é votos e mais nada. Nós aqui não havíamos de votar!", desabafa uma mulher na peça.
Um outro morador faz a comparação com a Póvoa Velha que tem 7 habitantes e tem a sua rede de esgotos completa. Nos Vales moram mais de 100 pessoas.
Paulo Caetano, vereador da CMS, veio explicar que pontualmente falta construir essa infra-estrutura nos Vales, na Vila Chã e Teixeira. E que, nesta conjuntura, tem que ser com calma... Percebe-se bem que agora não há dinheiro para se fazer o que se anunciou e se devia ter feito há décadas... agora há que aguentar.
A peça pode ser vista neste 2º bloco do primeiro jornal de ontem ao min 18:35
Devo dizer que NÃO CONCORDO:
1º - que se convidem palermas e chonés para representar a minha Terra.
2º - que se convidem pessoas que em vez de promoverem Seia falem de outras Terras como Lagares da Beira
3º - que se promova - e de forma imbecil - um evento que só tem lugar uma vez por mês quando temos tanta coisa aberta todos os dias e às moscas
4º - Que não tenha havido promoção de Seia durante toda a manhã ao contrário do que aconteceu com todas as demais cidades / partidas de etapas
5º - que a RTP tenha colocado um bloco publicitário justamente quando o pelotão chegava a Seia o que inviabilizou qualquer imagem aérea da nossa cidade. É a quarta vez que me lembre que isto acontece. Todas as terras foram captadas em vista aérea menos a nossa. E é a nossa vista mais bela. Filmaram pardieiros e casas em ruínas. O que é bonito não se viu por causa da publicidade.
6º - que não se tenha visto uma única imagem de nenhum Museu, do Cise, de nenhum equipamento de Seia.
7º - E que a realização da RTP escolhesse transmitir imagens de palhaços durante as poucas entrevistas sérias e com qualidade que foram produzidas.

Infelizmente sem o acompanhamento televisivo, porque a RTP1 durante toda a manhã não transmitirá a volta.
Seia parece não ter sorte com a volta. Há 2 anos foi o temporal que impediu o programa de divulgação na Torre, o ano passado foram os incêndios que afastaram os ciclistas de Seia, este ano não haverá cobertura televisiva durante a manhã....
Não temos mesmo sorte.

Faleceu Pedro Gouveia, filho do eng Fernando Gouveia e da dra Fátima Oliveira. Irmão de Rodolfo Gouveia.
Se perder um Pai é o que é, não consigo imaginar o que seja perder um filho...
Espero que a Família enlutada supere e reaja porque "todos nós temos que levar a nossa cruz ao Calvário" como dizia o meu Pai...
De causas ainda desconhecidas deflagrou um incêndio na zona industrial de Seia, hoje, pelas 17 horas e 30 minutos.
O incêndio confinou-se a um terreno de vinha e pinheiros com vegetação perigosamente inflamável, nesta altura do ano, encravado entre construções e um armazém.
Rapidamente alastrou a todo o terreno e só a pronta intervenção dos vizinhos, populares e Bombeiros conseguiu evitar que se propagasse às construções contíguas: uma vivenda, uma churrasqueira e um pavilhão / armazém de plásticos.
Vizinhos deram o alarme e conseguiram conter as chamas munidos de um extintor e uma pequena mangueira, até à chegada dos BV.
5 carros pesados e mais de 20 homens combateram o incêndio.
Um meio aéreo (helicóptero) sobrevoou, em reconhecimento, a zona.
Os prejuízos ficam-se pela vinha totalmente destruída já que nenhuma das construções foi atingida.
Numa primeira leitura à crónica de Eduardo Brito no último número do Porta da Estrela fica a impressão de que aquilo é uma coluna em que nada se transmite a quem a lê.
No entanto, numa segunda leitura e muito subliminarmente, nas últimas duas linhas EB diz ao que vem.
Na reunião a que se refere - Pensar Seia - EB não abriu a boca privando-nos de conhecer a sua visão sobre a problemática que o levou a nela participar.
Mas no jornal explica o que pensa - não sobre a temática proposta - mas sobre este executivo.
E vem simplesmente dizer que ouvir os cidadãos é politicamente correcto mas que quem tem que decidir é o executivo.
E com este recado indica claramente que o executivo não tem sabido decidir.
E nisso é EB secundado por muita gente. O sentimento geral que começa a instalar-se em Seia, ao que se ouve nas ruas, é que este executivo não tem estado realmente à altura das expectativas que criou.
As novas iniciativas em torno da agenda 21, por muito meritórias que o sejam, não se têm traduzido em grande impacto social e 99% da população não as valorizam nem as conhecem sequer.
A eliminação de uma festa anual - fiagris ou outra - e a manutenção do até aqui considerado absolutamente inútil (pelas populações) Cine-Eco, mantendo o inacreditável orçamento de 65 mil euros, como se pode ler nos jornais, ou o Jazz e Blues que se reduz, na prática, a 2 concertos para 150 pessoas + amigos e custa 25 mil euros ao erário público, fazem saltar a tampa a muito cidadão que se interessa pelo que se passa - mas sobretudo pelo que deixou de se passar ultimamente - na nossa Terra.
Economicamente:
As lojas comerciais definham e fecham na 1º de Maio pela primeira vez desde que a avenida se tornou o centro comercial da cidade nos anos 90.
Há 15 anos pagava-se uma fortuna para se conseguir ali uma loja. E pelo menos 200 contos (1000 euros) de renda. Hoje estão vagas e ninguém as quer.
Restaurantes e bares fecham e outros preparam-se para fechar nos próximos tempos.
Não há turismo a partir da Páscoa. Nas lojas do Sabugueiro não se troca um euro durante uma semana inteira.
Loriga pouco ou nada beneficiou até hoje com a nova estrada para a lagoa comprida. O que - à semelhança do que aconteceu com Fornos, Celorico e Mangualde - mais uma vez prova que as estradas só por si não resolvem problema nenhum.
Já não falo nas demais freguesias. Porque não existem a não ser para quem lá mora.
A emigração está aí em força. Todas as semanas senenses vão trabalhar para outros países, Antes para Angola, agora mais para Espanha, Brasil e principalmente para a Suiça.
Por cá os equipamentos disponibilizados pela CMS para as populações e para quem nos visita não têm visitantes.
O Cise não tem utilidade pública nenhuma.
O Museu da Electricidade não arrancou ainda. Ninguém sabe que aquilo existe.
Falta um restaurante para que o Cise e o Museu do Brinquedo possam dar o salto.
Foi o restaurante quem tirou o Museu do Pão do anonimato porque quando este abriu o espaço museológico não tinha grande assunto. Hoje, com a última remodelação, está muito melhor. Mas, enquanto museu, continua a visitar-se em meia hora.
No Cise ou no Museu do Brinquedo ocupa-se uma manhã ou uma tarde se quisermos apreciar toda a exposição. Não há comparação possível.
No entanto o Pão continua a facturar e os outros a marcar passo.
E isto é o que verdadeiramente interessa às populações.
Quanto à comunidade:
Diz-se que o executivo cede às pressões dos quadros superiores delegando (quase sempre de forma duvidosa) em quem mostra há anos não ter competência para assumir tal delegação.
Há também muito quem lembre que o responsável pela falta de criatividade nas várias actividades propostas à população se deve ao próprio EB porque "foi ele quem meteu toda aquela gente" na Camara Municipal. E é verdade.
Mas cabia a este executivo separar o trigo do joio. Pôr os bons a trabalhar em projectos aglutinadores e de impacto social - e não curiosidades fatalmente destinadas a fracassar a curto prazo - e arranjar tarefas de coadjuvação aos menos capazes. E não o contrário.
O problema é que 2 anos volvidos não se descortina essa clara separação. De modo que, no terreno, continua a mandar quem não está habilitado para isso.
Que fazer, então?
As medidas para combater todo este cenário são de 2 tipos:
1 - Dinamizar a população internamente em torno de eventos que lhes digam alguma coisa. Por exemplo, o grande festival concelhio ou mais globalmente a gala do Concelho.
2 - Atrair o turismo com iniciativas de grande visibilidade e baixo custo. A Câmara tem um projecto meu nesse sentido. Não o revelo aqui porque se encontra ainda em apreciação. Quantos mais aparecerem, melhor para todos.
Resumindo: as palavras de ordem para o aumento da satisfação das populações são as mesmas desde Júlio César: Pão e Circo.
Pão - Atrair gente = atrair dinheiro e satisfação ao comércio.
Circo - Dinamizar as populações em torno de um grande projecto recreativo / cultural que promova a auto-estima e nos dê visibilidade regional, pelo menos.
E é preciso que sejam denunciadas para que o mecanismo de auto-correcção social comece a produzir efeitos.
Os jornais passam ao lado das principais e mais escandalosas notícias. Chegam a ver-se notícias sobre Seia nas televisões e nos jornais nacionais e por aqui... nem uma palavra. É preciso um jornal novo que trate os nossos problemas e não sirva de palco apenas a meia dúzia de parladores que nunca nada dizem de novo nem apontam saída nenhuma para nenhum problema senense.
A rádio simplesmente não existe. Estarrece-me ver os responsáveis pelo executivo e pela oposição darem os parabéns a uma coisa que é uma perfeita fraude relativamente ao projecto vencedor do concurso para atribuição da frequência. Nada daquilo tem a ver com Seia. Não há profissionais nem estúdios nem jornalistas no nosso concelho. nada! Trata-se de uma emissão toda ela enlatada e difundida a partir de Viseu.
As notícias são sobre Viseu, Coimbra, Aveiro, sobre todas as terras excepto Seia.
Percebo que ninguém se indigne porque ninguém a ouve. Aquilo é mau demais para que alguém a consiga sintonizar mais do que 5 minutos. O enlatado é de tão má qualidade que chegam a desejar uma boa noite às 7 da tarde, com o sol bem alto nesta altura do ano!
Ninguém protesta contra esta indignidade mas caberia aos concorrentes derrotados fazerem-no. Pelo menos esses, cujo projecto foi preterido em favor desta escandalosa fraude.
Não os vejo a eles nem a ninguém preocupados com isso.
É preciso uma rádio nova que não misture pimbalhada com música de alguma qualidade orquestral e que não difunda apenas o que se faz em Portugal (porquê só musica portuguesa???) e trate dos problemas da nossa Terra. Noticiando, debatendo, promovendo a troca de ideias e de soluções.
O ócio toma conta da população envelhecida. São às dezenas os idosos - e não só, a maioria até são homens de meia idade - que passam a santa tarde sentados nas escadas da Casa Municipal das Artes. Chegam a ter que sentar-se nos degraus superiores porque os inferiores estão tomados. Dia após dia, semana após semana.
Foi simplesmente icónico ver-se em algumas fotos da inauguração do Novo Mercado de Seia muito mais gente sentada nas escadas do Conservatório, sem nada fazerem, do que as que visitavam o mercado ali ao lado.
O que se passa com esta gente? Quem se preocupa com alguma actividade que tire esta gente desse marasmo doentio?
Mais grave: muitos deles nunca visitaram o Cise. Arriscaria mesmo a dizer que a maioria não foi ao Cise uma única vez.
Que estão ali a fazer?
A GNR continua à caça da multa aos fins de semana. Não tem uma presença dissuasora, como lhe compete. Das 8 tarefas que constam da sua missão apenas a parte de uma se dedicam. A fazer os automobilistas soprar no balão. Ontem mesmo, ao perceberem que havia festa em S. Romão, imediatamente cercaram a vila numa ostensiva caça ao condutor que apenas procurou divertir-se um pouco.
Digo isto porque é pública a história de um condutor que há 15 anos é abstémio e que acusou 0,75g aqui há dias. O que leva a uma questão bastante mais grave: estarão bem aferidos os aparelhos usados pela GNR de Seia para detecção da concentração dos corpos cetónicos, vulgo "álcool" no sangue?
Pelos testemunhos crescentes já poucos nisso acreditam. São já numerosos os casos de raparigas que garantem que não bebem - com vários colegas a testemunharem esse mesmo facto, e por isso mesmo são elas que levam o carro - e que "acabam sempre por acusar algum álcool se mandadas soprar".
Isto é o que se ouve nos cafés e, pela minha recente experiência pessoal, posso garantir que acredito piamente que o aparelho está mesmo avariado ou mal calibrado.
Ora isso não pode ser.
Isto tem que ser denunciado publicamente para que haja controle sobre esses aparelhos.
Porque para além da inspecção anual, os detectores, com o uso - e aqui em Seia os aparelhos não têm parança! - perdem características e podem estar a indicar - e estão por certo - valores absolutamente absurdos.
Todas estas problemáticas têm que ser tratadas e discutidas pela sociedade. Não podemos envelhecer a embrutecer. É preciso espírito crítico na população e acabar com o resignado encolher de ombros e com o "não vale a pena".
Há coisas a fazer e há MUITAS coisas a fazer em várias àreas e âmbitos.
Há que ocupar os idosos, levá-los ao Cise e ao Museu da Electricidade e pô-los a discutir assuntos de interesse para as populações e para a nossa cidade.
Acabar com a maledicência e o comentário imediato sobre quem tem o azar de passar de carro na Praça da República, que é logo objecto de comentário jocoso compulsivo e generalizado
.
Ocupar os jovens agora durante as férias com actividades de lazer e culturais. Dar-lhes um cartão para terem acesso ao Cise, que é o nosso melhor equipamento científico. Po-los a pesquisar, a aprender de forma lúdica, lançar-lhes desafios que eles superarão com consulta e aprendizagem no Cise.
Acabar com a rivalidade estúpida que alguns jovens de S. Romão continuam a manifestar publicamente contra qualquer instituição ou até pessoa residente em Seia, como ainda ontem aconteceu no fim da Festa de S. Romão que só não gerou violência - mais uma vez - graças à pronta intervenção do guarda Batista da GNR (que eu não conhecia, mas li o nome na placa que trazia). Ele sozinho conseguiu conter meia dúzia de jovens toldados pela bebida que desataram a provocar os "gajos de S. Romão B" como um eterno repetente da Secundária vociferava.
São estas algumas das coisas que têm que ser corrigidas na nossa sociedade.
Mas, para que se corrijam, primeiro têm que ser identificadas e denunciadas publicamente.
É o que eu tenho feito há 8 anos neste blog. Arranjando inimigos, é certo, mas não me demitindo nunca da minha obrigação social.
Que outros façam o mesmo, ou se calem para sempre. Porque ouve-se a toda a hora falar de coisas escandalosas na nossa sociedade mas depois, na prática, ninguém avança sequer com a sua denúncia formal.
Isso é falta de cidadania. Pode ser esperteza saloia e chico-espertice mas não ajuda a nossa comunidade.
É simplesmente falta de inteligência.
A propósito de um comunicado emitido pelo PSD de Seia, supostamente sobre o encerramento dos postos médicos, o PS emitiu o comunicado denominado "nota à imprensa" que pode ler-se abaixo, clicando no link.
Os meus comentários ao documento são os seguintes:
1 - Era inútil perder tempo com esse assunto porque ninguém conhece o comunicado do PSD. Como sempre, juntam-se 2 ou 3 manos não se sabe bem onde porque não há sede, e um deles escreve umas coisas que envia para o jornal, que também ninguém lê.
2 - Esta resposta dá palco ao suposto e inexistente adversário porque valoriza aquilo que passa ao lado dos cidadãos. Com esta reacção o PS vai fazer com que as pessoas mais atentas queiram ler o comunicado do PSD que, de outra forma, desconheceriam. Como aconteceu sempre com todos os demais "comunicados". Eu, por exemplo, já vou ter que procurar tal documento que de todo desconhecia.
3 - No seu conteúdo comete o terceiro erro de, mais uma vez, sobrevalorizar aquilo que alguém escreveu e que nem sequer os militantes social democratas conhecem. E responde-lhe de forma preocupada e atenta.
4 - A única parte curiosa é aquela em que se diz que o PSD insulta a inteligência dos senenses.
O que é uma contradição em termos.
Para a insultar em primeiro lugar ela teria que existir de forma visível e generalizada. O que é manifestamente falso. Há gente muito inteligente em Seia mas não existe tal coisa como a inteligência colectiva senense. Os senenses nunca a cultivaram, não existe massa crítica organizada - mas apenas avulsa - e a prova é que as duas únicas vezes que alguns notáveis se juntaram para conseguir alguma coisa perderam sempre. Refiro-me às estradas que não temos nem teremos no nosso tempo de vida e à rádio. Que é a desgraça que (não) se ouve.
Não há, pois, tal coisa. Pelo menos ela não se vê.
Em segundo lugar os senenses teriam que se sentir insultados. Como ninguém conhece o documento que supostamente os insulta, não podem os senenses sentir-se por ele insultados.
Portanto, na minha opinião, cada minuto dedicado a responder ao suposto comunicado do PSD foi um minuto perdido. Essas energias devem ser canalizadas para implementar projectos de animação e atracção de visitantes a Seia, que é disso que Seia urgentemente necessita.
COMUNICADO
Os comunicados emitidos pelos Senhores Vereadores da Coligação PSD/CDS/PP e Comissão Política do PSD/Seia, sobre o anunciado encerramento de extensões de saúde no Concelho de Seia, demonstram pura demagogia política, deixando de fora o que realmente interessa neste processo: as PESSOAS.
Não há, por parte do PSD, uma única palavra para com as populações afectadas nem conhecimento de qualquer diligência efectuada, detendo-se exclusivamente a explicar, imaginese, que esta decisão nada tem a ver com o novo Governo.
Ao invés de agir, a sua única preocupação foi agradar ao partido, limpar eventuais danos, numa atitude que demonstra grande falta de responsabilidade e total desconhecimento dos factos, revelando uma enorme subserviência partidária, quando o que se pede ao PSD/Seia é que use da sua capacidade de influência junto do Governo.
O PS e o Presidente da Câmara demonstraram que não vergam em termos de quem é poder, independentemente de esse poder ser afecto ao próprio PS.
Foi assim e até mereceu aplausos do PSD, aquando da inauguração da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Seia, pela Sra. Ministra da Saúde do anterior Governo, Drª. Ana Jorge, o Presidente da Câmara, com coragem e determinação, denunciou o que está menos bem no campo da saúde no nosso concelho, mormente no que releva ao problema das extensões, como também no Centro de Saúde de Seia e no Hospital.
O PSD continua a vibrar de satisfação com os insucessos do Concelho, ao invés de lutar e defender os interesses dos senenses. Nesta matéria o PSD insulta a inteligência dos senenses, que sabem bem que o Município não tem qualquer competência nesta matéria.
Mas a verdade é que foi o PS e a maioria que governa a Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, que agiu, quando confrontado com o problema e, na sequência da proposta apresentada unilateralmente pela ULS-Guarda, convocou para uma reunião todas as Juntas de Freguesia, onde compareceu também a Administração da ULS da Guarda.
Deste encontro resultou a elaboração de um documento conjunto, contestando esta medida e enviado ao Senhor Ministro da Saúde, a quem foi solicitada uma audiência, com carácter de urgência, tendo o assunto sido igualmente colocado na ordem do dia, junto de todos os Deputados eleitos pelo Distrito da Guarda, e remetido protesto supra mencionado para a Senhora Presidente da Assembleia da Republica, ao abrigo do direito de petição, no sentido do assunto ser analisado em sede da Comissão competente (Saúde).
É altura do PSD/Seia mostrar o que vale e quanto vale a sua capacidade de influência.
E há que perguntar: O que vem aí? São as Unidades de Saúde Familiar/Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, que estão no actual Programa de Governo?
Se assim for, qual será a posição dos Senhores Vereadores da Coligação PSD/CDS e da Comissão Política Concelhia do PSD de Seia?
Seia, 16 de Julho de 2010
Comissão Politica Concelhia de Seia do PS
110 jovens passaram uma semana em Seia trabalhando diariamente neste curso.
Uma iniciativa que passa perfeitamente ao lado da "comunicação social" que nunca esteve tão desatenta em Seia.
Aqui valorizam-se os eventos comprados chave na mão. Como este não é comprado mas construído no dia a dia, ninguém fala nisso.
Pois bem: apesar de todo este obscuro culto da mediocridade os jovens cá estiveram vindos de toda a região - pagararam para frequentar este curso! - e esta é uma das peças apresentadas no concerto de encerramento.
Um concerto que não teve um cartaz a promovê-lo nem uma referência em lado nenhum e que, mesmo assim, encheu o cine-teatro da casa da Cultura de Seia no passado sábado.
Para que não se diga que eu só critico a GNR pela sua caça cega e diária, de balão em riste, aos condutores que se atrevem a conduzir à noite na cidade de Seia e arredores, aqui fica o reconhecimento a um bom trabalho levado a cabo nas Aldeias de Gouveia.
Após a denúncia de populares a GNR e a PSP conseguiram capturar um gang de 4 assaltantes que, segundo o CM já haviam perpetrado cerca de 20 assaltos na região.
À vigésima foi de vez.
Parabéns aos militares envolvidos.
Parece que a história da carochinha que foi posta a correr sobre o marroquino se tornou mesmo a versão oficial.
Como a falta de massa crítica por estas bandas é algo de assustador, o povo engole tudo. Ou simplesmente encolhe os ombros.
Ficam por explicar as questões que coloquei no post anterior.
Mas pode ser que este inacreditável acontecimento leve os militares de Paranhos a questionarem-se se continua a valer a pena sair todas as noites a partir das 23 horas nas patrulhas nocturnas, de balão em riste, ou se é preferível defender o próprio posto dos assaltantes...
Esta madrugada o posto da GNR de Paranhos foi assaltado.
Roubaram 1 kg de massa, 1 telemóvel e a própria placa a dizer GNR!!!
Não levaram armas porque não quiseram!
Esta notícia vai fazer correr muita tinta... e muita imagem...
Letra para o karaoke:
Eu vi um sapo
um feio sapo
ali na Horta
com a boca torta
Eu vi um sapo
com um guardanapo
estava a papar
um bom jantar
Eu vi um sapo
a encher o papo
tudo comeu
nem ofereceu
Os nomes que dão às coisas...
Deve haver algum iluminado a ganhar 4000 euros / mês só para pensar nas alterações aos nomes das coisas...
Adiante: parece que vão encerrar qualquer coisa como 11 postos médicos só no Concelho.
Portanto, pelas minhas contas, não deve ficar nenhum, já que a maioria já não tinha médico regularmente...
A CMS já se demarcou da decisão de acordo com o que pode ser lido no seu site.
Mas a regra é sempre a mesma.
Quem não protesta aceita.
É o Serviço Nacional de Morte - quanto mais rápida melhor, que se poupa nas reformas...
http://www.cm-seia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1272&Itemid=537
Mas não para dar conta das notícias e dos eventos. Para isso há jornais e blogs que se dedicam a essa divulgação.
Este blog é para eu falar da minha visão do que se passa e do que prevejo se passará em Seia.
Na passada sexta feira apeteceu-me ir a uma tertúlia que se denominava pensar Seia.
Embora o título tenha sido algo infeliz - porque não são 50 pessoas que pensam os destinos que uma sociedade aberta terá que trilhar, nem ninguém em particular mas apenas a lei da oferta e da procura - lá dei o meu contributo.
Para explicar que se Seia perde 400 senenses por ano é porque ninguém vem para cá e os que cá nascem se vão embora. Porque não tem havido forma de os manter cá.
Mas quem é que vai embora? Aqueles que NUNCA deveriam ir!
Os estudantes que mais tarde serão intelectuais. Esses são os que vão todos embora. E são os melhores.
E quem cá fica? Os que não conseguem entrar nas faculdades. Dispenso-me de os comparar com os anteriores.
Portanto estamos condenados a ficar aqui com os que não estudam superiormente, perdendo o melhor que aqui se "produz". Estes vão enriquecer outras terras.
Tudo isto já está aqui escrito e comentado 1000 vezes.
O que fazer, então, para obstaculizar este fenómeno de há 30 anos?
1º PONTO e ÚNICO - DIVULGAR / PUBLICITAR SEIA.
Fazer com que as pessoas venham cá. Para ver, para conhecer. Depois talvez invistam. Mas o simples facto de aqui virem já é um investimento.
Se não vierem aqui ver as condições que o nosso concelho tem para oferecer decerto não investirão aqui.
É preciso, pois, uma campanha inteligente (= eficaz e barata) para levar Seia ao conhecimento dos portugueses e dos estrangeiros - turistas e investidores - que nos visitam.
As mais belas imagens são as da serra da Estrela.
Mas o Turismo da Serra da Estrela não esteve envolvido no projecto.
A avaliar pela longuíssima ficha técnica no final...
O Turismo Serra da Estrela está mais preocupado em esbanjar dezenas de milhares com o patrocínio de um programa de 1 minuto que ninguém ouve na TSF... sobre a bolsa.
Isso é que nos traz grande visibilidade, não há dúvida.
A versão deste ano está menos apalhaçada, sem locução institucional a apelar aos mentecaptos, mas com algum exagero na sépia, no meu entender. Especialmente no princípio.
As imagens mais marcantes são as da serra da estrela. Todas as outras estão demasiado vistas e o voo rasante sobre o lago elevado (lagoacho?) é de tirar a respiração.
A Serra da Estrela é muito mais bela no verão do que no inverno. Estou farto de o escrever...
Após o solicitado no dia seguinte ao da derrota de José Sócrates, acabo de receber a confirmação de que estou definitivamente desfiliado do PSD.
Um alívio que quero aqui dar a muito má gente.
Mas o maior alívio é, de certeza, o meu!
Quando todo o lambe botas se chega ao PSD, finalmente vitorioso, à espera da migalha da praxe, eu venho-me embora.
Nunca mais, enquanto viver, farei parte de nenhum grupo social de qualquer tipo.
Não há, definitivamente, pachorra.
900 votantes perderam-se desde 2009.
O PS perdeu 1500. Só o PS perdeu mais do que o total. Quer dizer que outros os ganharam. Foi o PSD, que ganhou 1200 votos. O CDS perdeu 100. A CDU ganhou 50 e o BE perdeu 650. Mas atenção que o BE teve um excepcional resultado em 2009 já fruto da revolta de muitos socialistas. Desta vez o BE recebeu apenas o voto dos seus apoiantes. Os "revoltados" ex-BE votaram agora PSD porque perceberam que a estratégia de 2009 não deu resultado.
O fenómeno do voto útil foi claro, em Seia. O CDS recuou fruto do voto útil anti-Sócrates, no PSD. O BE perdeu metade do seu apoio para o voto útil no PSD. 1000 socialistas descontentes ficaram em casa.
Mesmo com esses 1000 o PSD ganharia. E nem é preciso somar os votos do CDS.
Atenção a este resultado para as próximas eleições autárquicas.
Se tudo se mantiver como há 2 anos, com este novo cenário é fácil perceber o que acontecerá.
Eis o meu percurso partidário:
Maio de 1974: adesão à JS com número de militante 1.
Sede do PS em Seia - antigo "Scala".
Meados de 1975: abandono da militância no PS na sequência da tomada de assalto de 28 militantes, no mesmo dia, pela mão do industrial Joaquim Fernandes que simultaneamente mandou alcatifar a sede do PS, que entretanto tinha mudado para as instalações da actual biblioteca municipal. Entre esses novos militantes encontravam-se o futuro primeiro presidente da Câmara de Seia pós 25 de Abril, Jorge Correia, e futuro presidente da câmara Eduardo Brito.
1989: candidatura, como independente, à CMS nas listas do PCP, dirigindo uma campanha audiovisual em que se procurava mostrar ao povo que Jorge Correia (que era então candidato pelo PSD) e Eduardo Brito (candidato pelo PS) eram iguais.
Ganhou Jorge Correia (PSD) por 64 votos. PPD/PSD: 6057 (35,01%)
PS: 5993 (34,64%)
21 de Fevereiro de 2005: adesão ao PSD em consequência da 1ª eleição de José Sócrates e para preparar a campanha autárquica desse ano.
6 Junho de 2011: pedido de anulação de inscrição (não me ocorre outro termo) no PSD na sequência da derrota e consequente demissão de José Sócrates na eleição de 5 de Junho.
Devo ser o único militante a abandonar o partido na hora da vitória, mas é assim mesmo.
Não há nenhuma razão que me leve a continuar sequer inscrito no PSD aqui em Seia.
O PSD em Seia não existe há mais de uma década. Um grupo de cidadãos que se intitula o PSD em Seia não trabalha nem deixa trabalhar. Querem é aparecer nos jornais de vez em quando e que não os chateiem.
Das duas vezes que me propus quebrar com o marasmo consegui fazer com que a máquina-zero funcionasse: reuniu-se contra mim.
Os sociais democratas aqui de Seia gostam é da calma e da descontracção.
Gel no cabelo, roupinha e imagem cuidada. Isso, sim!
Trabalhar, não. Isso é para os pobres.
Portanto tudo o que se pretender fazer por aqui é inútil.
Como diria Sócrates: é o fim de um ciclo.
Que durou exactamente o tempo do seu.
Taborda, o baladeiro, deixou-nos ontem. Nos braços do filho, o Luís, amigo como há poucos, desinteressado, sem segundas intenções.
Um Amigo verdadeiro com quem trabalhei na área das comunicações e da música.
Há alguns meses tivemos uma óptima confraternização no Algarve, lembrando tempos "antigos"... um acontecimento memorável.
Ao Luis quero expressar as minhas mais profundas condolências extensíveis a toda a Família.
O Taborda Pai é e foi sempre uma figura memorável. Amigo, ele próprio, do meu Pai, companheiros neste hobby que é a música feita por intuição.
Taborda Pai tinha uma bela voz. Recordo as noitadas no Primavera nos anos 90...
Inteligente e arguto, estava a quilómetros de distância da mesquinhez e da mediocridade que vai tomando conta de muito cérebro empedernido neste interior esquecido e despovoado.
Taborda era um visionário. Tal como o meu Pai, um homem muito à frente do seu tempo.
Também por isso sofreu em vida.
Agora já não sofre mais.
Os seus problemas estão resolvidos.
Um forte abraço ao Luis.
A vida continua e a Memória dos homens bons também.
A Comissão Política do Partido Socialista elegeu, por unanimidade, o Secretariado Nacional.
André Figueiredo, que antes já desempenhava as funções de chefe de gabinete de José Sócrates e que na anterior composição do Secretariado era Secretário Nacional Adjunto, é uma das alterações mais relevantes.
O dirigente socialista integra agora este órgão de direcção restrita como Secretário Nacional e será responsável pelo pelouro da organização, que coordena o aparelho partidário.
Para o órgão de direcção restrita deste partido entra Francisco Assis e Helena André, Fernando Medina, João Tiago Silveira e Pedro Marques. Mantêm-se no Secretariado Nacional José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Edite Estrela, José Lello, Augusto Santos Silva e Idália Serrão.
A Comissão Política Nacional do PS, realizada no passado dia 20 de Abril, aprovou ainda, por ampla maioria as listas de candidatos a deputados socialistas nos 22 círculos eleitorais, onde o Senense André Figueiredo também integra a lista do PS pelo círculo do Porto no 13.º lugar.
André Figueiredo, natural de Seia, filho de Célia Figueiredo e Alfredo Figueiredo, fez a sua escola primária na Arrifana e o ensino secundário na Escola Secundária de Seia.
Foi Presidente da Juventude Socialista de Seia e foi também, Presidente da Concelhia do PS de Seia e actualmente desempenha funções de Deputado Municipal do PS no seu Concelho.
Pertence aos órgãos Nacionais do PS desde o XV Congresso Nacional, tendo sido escolhido por José Sócrates para integrar o Secretariado Nacional, pela primeira vez em Março de 2009.
Torna-se agora responsável pelo Aparelho Socialista, sendo que é o mais novo dirigente com este cargo nos Partidos Socialistas da Europa, sucedendo no cargo a Jorge Coelho e Vieira da Silva.
Este blog atingirá hoje, 26 de Abril de 2011, as 500 mil visitas não contabilizando as repetidas em cada dia.
Segundo o contador weblog, o do próprio servidor, há muito que atingiu 1 milhão e aí parou, mas esse contava todas as visitas.
O blog está online desde Novembro de 2003.
Tem 4726 textos, mais de 24 mil comentários mas muitos são spam e por isso acabei com eles há 2 anos. Tem 30 e tal categorias e o leitor pode aceder a todos os textos no final da página através dos arquivos mensais ou através das categorias.
Os últimos 500 textos podem ser acedidos directa e individualmente no final da página também.
De 2003 até agora a história do país e da minha terra está aqui comentada no dia a dia, segundo a minha óptica.
Isto é apenas uma curiosidade. Não tem a intenção de me armar aos cágados até porque já tive muito mais visitas do que tenho hoje. Fruto, obviamente, de não fazer fretes a partidos nem a associações de interesses.
Também não tiro fotos ao povão nem falo de futebol nem das "tradições" das terreolas, por isso o povão não vem aqui fazer nada.
Este filtro foi conscientemente estabelecido há muitos anos.
Ao não abordar assuntos popularuchos já se sabe que se perde a maioria dos leitores toscos.
Mas esses também os não quero aqui.
É preciso gente que tenha um mínimo de estrutura mental para criticar e contrapor ideias.
É isso o que falta na minha terra há muito tempo.
Os "notáveis" da política são gente intelectualmente muito frágil. Os pensadores coerentes há muito abandonaram Seia e os poucos que restam mandaram a política às urtigas.
Temos os partidos principais entregues a gente sem carisma, sem ideias próprias. Sem autonomia intelectual. Se a têm não a mostram com medo de perder o lugar. Que vale zero.
A Assembleia Municipal - diz-se por todo o lado, porque eu nunca mais lá fui - é uma vergonha.
Não há ninguém nem no PS nem na oposição que diga alguma coisa que jeito tenha.
Ao ler o que os lideres parlamentares escrevem, arrepio-me com a falta de conteúdo, para não falar nos constantes pontapés na gramática...
E a isto está reduzido o debate político na minha terra.
Voltando ao blog: ele retrata fielmente a minha visão sobre as coisas.
Visão essa que nunca - ou quase nunca - coincide com a dos decisores políticos e muito menos com a do povo, que não tem nenhuma sobre o que quer que seja (excepto futebol) e nem quer que lhe falem em chatices.
Nesta negra conjuntura de falta de massa crítica só me admiro como é que ainda há gente que me lê...
Menos um insulto a quem mora nesta parte do interior profundo: apresentarem-nos um candidato pela Guarda que nunca cá pôs os pés.
Este obstáculo está transposto.
A carrinha do Seia FC e um outro veículo particular acabaram multados pela GNR durante uma caravana que festejava a subida de divisão do Clube da cidade.
O clube acabava de vencer o desafio em Paços da Serra por 0-2 e de ter acesso à 1ª divisão distrital.
No percurso até Seia e já em plena avenida principal da cidade, a carrinha acabaria por ser imobilizada pela GNR e viria a ser multada porque alguns jovens vinham a cantar e a festejar com a cabeça de fora; e também porque a carrinha trazia excesso de lotação.
César Fernando, o treinador, nem queria acreditar:
"- Isto é inacreditável! - exclamava! Mandarem-nos parar para nos multarem porque alguns miúdos vinham com a cabeça de fora! Num dia de festa, como é o de hoje! Isto não cabe na cabeça de ninguém!"
E acrescentava: "o que farão logo se o FC Porto for campeão e as pessoas festejarem da mesma forma, como é normal nestas circunstâncias?"
O treinador era secundado por todos os jogadores, claque e muitos populares que entretanto se juntaram no local a ponto de rodear complertamente o carro da GNR.
Aos gritos de "vitória" e de "campeões", os populares protestavam enquanto os agentes faziam calmamente o seu trabalho, escrevendo sobre o capot do carro como se nada se passasse.
A atitude dos agentes foi unanimemente considerada como claramente desajustada enquanto os agentes eram acusados de excesso de zelo pelos presentes.
Alguns populares chegaram a propôr o bloqueio da avenida e até "virar o carro da GNR de rodas para o ar" mas felizmente tudo não passou de nervos exaltados.
O episódio, que durou cerca de 15 minutos, foi alvo de curiosidade de muitos traseuntes e veículos que passavam no sentido contrário, festejando ruidosamente a vitória do Seia FC.
Só os dois agentes da GNR parece não terem gostado nada do festejo pois, horas mais tarde, cerca das 23:15h, bloquearam de novo o veículo do treinador após uma perseguição de mais de 5 kms até à Aldeia da Serra (pela estrada Seia - Torre).
César Fernando queixa-se de ter sido perseguido pelos mesmos agentes que, cerca das 23:15h, o terão imobilizado em plena estrada da serra "como se fosse um criminoso", segundo as suas próprias palavras.
O veículo foi forçado a parar e os 2 agentes obrigaram César Fernando a submeter-se ao teste de alcoolemia.
O resultado do teste foi zero.
O treinador não entende o motivo desta perseguição e só a vê como a materialização de uma "ameaça" deixada pelos mesmos agentes durante o episódio da tarde.
Foi assim bastante atribulado o festejo da subida de divisão do Seia FC na tarde e noite de domingo passado.
JT

Nestas alturas não há divisões entre os senenses.
Não há partidarites nem clubites.
A sociedade portuguesa tem sido, ao longo das últimas décadas, cuidadosamente fracturada entre partidos e clubes de futebol. Mas nestes infelizes momentos a solidariedade ainda vem ao de cima.
Pena que esse sentimento dure apenas umas horas. E que logo a seguir volte tudo ao mesmo.
A 1º de Maio foi pequena, ontem, para a última viagem de Beto. Milhares de amigos fizeram questão de o acompanhar nessa viagem.
A sua missão está cumprida.
A nossa - a dos que cá ficámos - continua.
Que o Beto descanse em Paz.
Beto Camelo partiu hoje.
Não havia grande esperança na sua recuperação, mesmo que parcial, pelo que este infeliz desfecho era, embora em negação, esperado.
Mesmo assim foi com um profundo e surdo baque que recebi a notícia.
Beto deixa muito sofrimento e deixará ainda mais saudade espalhados pelos Amigos e pelos senenses em geral.
A vida é injusta a maior parte das vezes. Beto Camelo, com apenas 60 anos, não tinha que partir tão cedo.
Mas partiu. Pelo menos fisicamente, porque é claro que alguém só desaparece definitivamente quando é definitivamente esquecido.
E isso Beto não será tão cedo.
Nunca privei muito com o Beto. Ele era mais velho... mas lembro-me dele na minha mocidade a jogar futebol de salão, no rinque de patinagem do bairro, onde eu morava, célebre pelos petardos que queimavam a bola! Por mais de uma ocasião a bola - já coçada, por certo - lhe rebentou no pé. Lembro-me bem disso. Tenho dele essa sólida imagem...
Grande jogador, o Beto... forte como poucos e, se calhar, até como nenhum.
Mais tarde foi sempre um homem simples, sem pedantismos nem peneiras. Um terra-a-terra como já não se encontram muitos.
Fomos colegas na Assembleia Municipal durante 4 anos. De poucas palavras e menos rodeios, dizia sempre o que lhe ia na alma.
Mesmo já fisicamente debilitado pela doença que lhe foi progressivamente roubando a vista, nunca se encolheu nem se acobardou perante ninguém.
Era assim, o Beto. Frontal. Sem politiquices nem papas na língua.
É assim que o guardarei enquanto viver.
Para quem nisso acredita, estará já com os Pais e com os Amigos que o precederam.
Dá muito jeito ser Crente nestas alturas. Seria infinitamente Maravilhososo que isso fosse verdade...
Mas eu não tenho essa sorte. A de ser Crente numa Religião.
O que não me impede de desejar ardentemente estar enganado.
Se assim for, até breve, Grande Beto!
(E ele agora respondia: - "Até logo ó engenheiro!).
17 MARÇO 2011 (CM)
A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve dois homens e duas mulheres suspeitos de se dedicarem à prática de vários tipos de furtos, designadamente em residências, na zona da Serra da Estrela..
No decorrer de um desses furtos, a proprietária e única residente de uma residência, uma mulher de 79 anos, acabaria por ser morta. A habitação situa-se num local isolado no concelho de Seia, tendo os presumíveis autores do crime entrado pela janela, depois de serrarem a grade de ferro que a protegia.Os detidos, com idades compreendidas entre os 41 e os 64 anos, foram sujeitos a um primeiro interrogatório judicial, ficando sujeitos a apresentações periódicas.
Seia na BTL...
Um totem com 6 ou 7 metros de altura com duas fotos gigantes.
A visibilidade é boa.
Se serve para alguma coisa, não sei.
Pelo menos notoriedade penso que conseguirá alguma.
A informação que se privilegia é a neve, o que também não é desajustado, nesta época.
Uma das fotos é uma aérea da Torre com neve.
Uma imagem estática não comporta muito mais.
Todos os pavilhões das Regiões de Turismo apresentam vídeo em média ou alta resolução, como os Açores.
Viana do Castelo apresenta um vídeo em 3D muito bem conseguido.
A Turismo Serra da Estrela ainda está no século passado. Só estática.
Percebe-se a intenção de plantar ali uma montanha de totems. Serra da Estrela = montanha.
Mas podiam levar uns plasmas de 65", ou pelo menos de 50" a meio, para animar aquilo, quer dizer...
Foi o que toda a gente fez...
E depois, no fim de contas, estes estáticos, sem mais nada, acabam por ficar muito mais caros do que Video em HD.
Não sei porquê. Mas é assim.
São os negócios da publicidade...


No próximo verão, Mangualde, em Viseu, vai ter uma praia artificial com água salgada, um areal, bares, concertos internacionais e o homem das bolas de Berlim, num investimento de um milhão de euros, hoje apresentado em Lisboa.
O contrato celebrado entre a câmara de Mangualde e a organizadora de eventos portuguesa Live it Well, que patenteou este conceito de praia no interior do país, vale para os próximos seis anos.
A ideia é ter a funcionar, entre 15 de Junho e 15 de Setembro, uma praia artificial com 6.500 toneladas de areia e 945 mil litros de água salgada, que terá como fundo uma simulação da linha do horizonte através de uma tela em impressão digital com 65 por cinco metros de altura.
Além da praia, o recinto, com 22.500 metros quadrados, está preparado com uma zona com seis restaurantes e dois bares de apoio, uma zona com um palco preparado para concertos e "até o senhor que vende os gelados e as bolas de berlim", salientam os organizadores.
“Achamos que neste primeiro ano vamos ter um ‘apport’ importante por causa da novidade e a nossa estratégia de crescimento para os próximos cinco anos assenta na oferta de um cartaz musical de qualidade”, revelou o director geral da Live it Well, Rui Braga, salientando que os concertos maiores serão o primeiro e o último, mas no intervalo destes existirão concertos com artistas portugueses variados.
O grande objectivo da organizadora de eventos é internacionalizar o conceito e Rui Braga considera que uma Live Beach até ficava bem em Madrid, por exemplo, embora ainda não existam negociações.
“Não pedimos dinheiro, pedimos que nos disponibilizem um sítio. E, além de criamos postos de trabalho, iremos sempre revitalizar uma área da cidade, um aterro, uma zona onde não há nada”, disse considerando que “o investimento versus retorno é um bom negócio para a cidade”.
Segundo um estudo de impacto económico prévio, estima-se que o evento “possa transportar para Mangualde 13 milhões de euros incluindo o retorno ao nível de imagem e de potenciar o turismo na região”.
A próxima praia do género pode ser no Alentejo.
“Obviamente optámos por uma zona que nos dá mais garantias e para satisfazermos as nossas necessidades orçamentais com consolidação logo no primeiro ano foi-nos mais seguro optar pelo norte do país. Mas acho que vamos construir mais um Live Beach no sul do país”, afirmou Rui Braga.
Para o presidente da Câmara de Mangualde, João Nuno Azevedo, o evento é diferenciador e “coloca Mangualde no centro das atenções do Verão”.
“As pessoas vão ficar surpreendidas pela positiva. É uma oportunidade única em que temos mais uma marca privada a entrar em Mangualde que, além de criar um turismo de lazer e uma oportunidade diferente para as pessoas, vai também criar emprego e, por isso, vai ser um sucesso”, considerou o autarca, salientando que Mangualde recebe milhares de emigrantes no verão e que está localizada a uma hora de caminho de Espanha.
As infra-estruturas são de carácter permanente e a câmara, que cedeu o espaço, ficará com a responsabilidade de garantir meios logísticos como a água, a luz e a segurança exterior.
O bilhete diário de entrada na praia custa cinco euros e quem comprar dois leva um terceiro de graça.
A entrada no recinto é livre a partir das 19h.
E depois dizem que as minhas ideias são excêntricas!!!!
Se fosse em certas câmaras municipais que eu conheço, mandavam logo este projecto da Live it well para concurso!....
Um dos mais rápidos e seguros indicadores da instalação de uma crise económica - muito mais grave e endémica que a meramente financeira - é a falta de movimento nos restaurantes ao jantar.
Quando as pessoas estão animadas vão jantar fora pelo menos uma vez durante a semana. Ou porque algum elemento da família faz anos, ou porque há algo para celebrar ou porque, simplesmente, foi um dia cansativo e é preciso espairecer.
Era normal, até há pouco tempo, ver os principais restaurantes da cidade com gente. Podiam não estar a abarrotar mas sempre se viam umas mesas simpáticas.
Ontem, às 8 e meia da noite - a hora nobre - fui buscar a minha filha ao treino a S. Romão. Passei por 7 restaurantes à beira da estrada. Apenas um deles tinha 2 mesas.
Os restantes estavam a zero absoluto.
Depois lembrei-me que às 19h tinha ido a um hipermercado e pude escolher a caixa para pagar. Só uma tinha gente.
Que é que se passa?
Passa-se que as pessoas já interiorizaram que não há dinheiro para restaurantes nem para se ir ao hiper todos os dias.
Assim, começam a abastecer-se com compras maiores e evitam deslocações repetidas.
É a minha conclusão intuitiva, mas posso estar errado.
Vamos ver o que acontece nestes dias antes do dia dos namorados.
A 14 estarão todos cheios. Mas depois voltará tudo ao mesmo.
Se esta tese estiver correcta, tal como escrevi há meses atrás, até Junho muita coisa vai fechar na minha Terra.
Toca a preparar os casacos e a dar um saltinho aqui a Seia - Serra da Estrela.
Vai nevar este fim de semana (já não é sem tempo) e a Serra vai ficar Linda....
Sabugueiro, Loriga, Lago Comprida, Torre.
A não perder que a neve pode voltar a "derreter" já na próxima semana!
São 3500 pesoas que passam perto do ecran a pé e de carro num dia normal.
Fiz o estudo - por amostragem a horas diferentes - em 3 dias consecutivos.
A passadeira obriga os condutores a uma espera que lhes permite ver cerca de 45 segundos a 1 minuto de cada vez que ali passam.
A 50 metros as legendas lêem-se perfeitamente (o zoom é feito porque a máquina insere um factor de conversão diferente dos nossos olhos, e esta ainda mais porque estava em modo grande angular). A pixelização não existe na realidade. Tem a ver com a conversão da compressão.
Não há nada no distrito da Guarda tão poderoso em termos informativos nem com impacto semelhante em termos publicitários.
O sistema está desenhado para poder ser acedido e programado remotamente. Até hoje, desde o dia 17, nenhuma vez foi necessário aceder ao sistema no local.
A fiabilidade dos ecrans da Acústica é algo de espantoso.
Não é por acaso que este é o único fabricante de ecrans DIGITAIS de Leds do país. A Acústica foi distinguida com o galardão PME Líder.

http://netviagens.sapo.pt/Microsite/microsite.aspx?channelID=4034034E-9853-A420-6865-7CE2570144A8
E o resto é treta.
Seia está fora de qualquer coisa relacionada com a serra da estrela ou com o que quer que seja.
Seia está fora do mundo.
Não há o mínimo de iniciativa privada, não há coisa nenhuma, a não ser maledicência e inveja por quem ainda faz alguma coisa.
Aqui há uns meses publiquei uma projecção baseada em números reais que indicava claramente a perda de 1000 habitantes por ano e uma projecção de abandono generalizado da nossa cidade em 15 a 20 anos.
Chamaram-me de tudo aqueles que não imaginam sequer o que seja uma recta de regressão.
Mas é isso mesmo o que se passa. O que se vê é que a ignorância, por ser mais atrevida, já ultrapassa a mera mediocridade.
Precisa-se uma revolução de mentalidades urgente ou Seia não viverá mais 10 anos, sequer.
Quando os meus filhos mais novos tiverem 30 anos, aqui em Seia só viverão velhos, jovens analfabetos (os estudantes universitários não regressam) e ciganos.
Mais ninguém.
É preciso inverter esta perda de qualidade na população residente activa e o brutal despovoamento que a ninguém parece preocupar.
A iniciativa privada tem que acordar e começar a trabalhar. A criar empresas e a fazer alguma coisa por esta Terra.
Hoje de manhã estava tudo fechado em Seia mas amanhã tudo se queixa de que a crise está instalada!
A emigração voltou em força.
Está tudo a ir para África e agora também para o Brasil.
Essa deve ser a principal preocupação dos políticos locais.
Ou, na sua óbvia ausência, quem as suas vezes fizer.
Para começar este novo ano... Johann Strauss (II).
Bem sei que as centenas de turistas que vagueiam pela 1 de Maio e pela Praça da República queriam era encontrar cafés, restaurantes e pastelarias abertas.
Mas isso não há. Uma sequer.
Parecem baratas tontas, os turistas, a olharem para todo o lado e a explicarem uns aos outros que já foram até aqui e até além e está tudo fechado...
"Está tudo fechado" é a frase que se ouve nas ruas.
Será que estes turistas virão novamente a Seia para o ano?
Só se forem masoquistas.
Bom. O Café 4 Bicas estava aberto. O único de entre toda a 1 de Maio e Praça da República.
O restaurante Regional da Serra também. Às 12:30h não se rompia lá dentro.
Tudo o resto está fechado.
E como eu não tenho nenhum restaurante nem pastelaria nem café dou ao turista o melhor que lhe que posso dar: Johann Strauss (filho) em hi-fi nas ruas da cidade.
Para que não fiquem tão desiludidos com o amadorismo dos empresários turísticos da minha Terra.
Recebemos do actual gerente a seguinte comunicação que reproduzo na íntegra:
Caro Amigos, Clientes e Fornecedores,
Vimos por este meio desejar Boas Festas e um novo ano bem melhor que o que termina, mesmo que as perspectivas não sejam as melhores. Compete-nos a todos, já que o Governo pouco faz ou faz mal ou tardiamente, pôr este país nos eixos ! ainda que sem TGVs absurdos e sem as estradas prometidas para este lado oeste da Serra.
Vimos também informar todos, para acabar com especulações e boatos, que a Casa das Tílias irá suspender a sua actividade de 20 anos em prol do turismo na região, já no final deste ano. Embora a crise também nos afecte, são razões de ordem familiar, por muitos conhecidas, que nos levam a encerrar este ciclo da família Figueiredo Lopes, e a procurar uma nova família ou empresa, que aproveite este património recuperado da ruína e restaurado para melhor servir quem visite a Serra da Estrela.
O meu pai, por todos conhecido como o Capitão Figueiredo Lopes, deixou aqui uma obra que São Romão se pode orgulhar.
Aproveito para negar e repudiar boatos que o dão como falecido, mas apenas se mudou para Lisboa, para ficar mais junto da maioria da sua família e poder ter melhores condições médicas, que como sabemos por cá, significam para quem padece de algo, muitos kms despachados entre hospitais como se fossem mercadorias e um serviço bem deficiente. Hospitais, Centros de Saúde, Escolas, Tribunais, … não são só instalações, por mais modernas que sejam, são principalmente pessoas ! Um dia os políticos perceberão isto e privilegiarão estas, em detrimento da “obra feita” para cortar fitas.
Obrigado a todos por estes 20 anos,
Luis Figueiredo Lopes
www.casadastilias.com
É mais um marco no turismo da nossa região que encerra.
Das primeiras - se não a primeira Casa de Turismo de Habitação (como se chamava na altura) - vai encerrar as suas portas.
Em vez de aumentar, a oferta do nosso concelho em termos de turismo, ela diminui.
Para aqueles que se limitam a contar o numero de camas que existem em TER eu quero elucidar que isso é uma falácia pois a esmagadora maioria das TER no nosso concelho (e na maioria deles) não têm ocupação nenhuma durante o ano. A percentagem de ocupação de uma unidade de TER no nosso concelho não chega a 1% se contabilizarmos os dias e o número de quartos disponíveis por ano.
Andamos a tentar enganar o INE, os fundos europeus, mas mais do que isso: andamos a tentar enganar-nos a nós próprios.
Que me interessa a mim saber que em Seia há dezenas de casas de TER se elas passam 90% do ano sem um único cliente?
Porque é que não dizem a verdade às pessoas?
A quem interessa mistificar a realidade?
A mim, não.
Isto começa a ser recorrente.
Há dias fui surpreendido por mais um boato sobre André Figueiredo, que sustentava que o homem sombra de Sócrates - como a imprensa lhe chama - tinha agora assumido um cargo na administração da REN, auferindo um vencimento de 15 mil euros por mês, e um carro topo de gama - um Mercedes SLK - com direito a motorista.
(Achei logo estranho ter um motorista num carro desportivo, mas...)
E que até já o teriam visto deslocar-se para as reuniões no dito veículo.
O mais curioso foi o ar de escândalo com que algumas pessoas falavam desse boato.
Quer dizer:
Se esse cargo for ocupado por um desconhecido não haveria problema nenhum.
Se for ocupado por um senense, e ainda por cima um senense que colecciona inimigos políticos de entre a mediania político-tuga local, isso é que já não pode ser!
Pois bem. Eu fiz o que deveria ser feito: perguntei-lhe se era verdade.
E ele desmentiu.
E mais me transmitiu que quando alguma coisa de importante acontecer na sua carreira profissional eu serei dos primeiros a saber.
E pronto.
Foi mais um boato que não passou disso mesmo mas que serviu para animar a coscuvilhice local e mais uma vez demonstrar a inacreditavel raiva que a mediania nutre por quem se destaca da ruralidade.
Eu, como é fácil de ver, gosto tanto de Sócrates como de uma doença infecto-contagiosa, mas isso não me permite zurzir nele por tudo e por nada - só zurzo por tudo! - e menos ainda nos seus colaboradores.
No seu caso - o de Sócrates - os escândalos são de facto tantos e tão públicos que continuo a considerar um milagre que em pleno sec 21 uma pessoa daquele calibre ainda continue no cargo que ocupa.
Mas no caso de André tem que se lhe fazer a justiça de se reconhecer que ele é um homem de princípios.
Assumiu um compromisso com este PS e com este primeiro ministro que mantém e manterá até ao fim.
Como escrevi numa anterior crónica no Nova Guarda, aquele será dos ultimos a abandonar o barco.
Esperemos que não vá ao fundo com ele.
Mas como o próprio André faz questão de lembrar, quando isso acontecer:
"- Ouça lá mas eu não tenho mãozinhas para trabalhar?"
Tem sim, senhor.
E, por mim, prefiro que vá um senense para a administração da Ren.
Seja quem for, o que lá vai fazer é zero.
E, trazendo 15 mil por mês para a nossa Terra, sempre se aumentaria o nível de vida do nosso concelho.
Desde o passado dia 4 existe um sistema de public address - Som de rua -instalado no centro da cidade de Seia, com qualidade profissional, embora abrangendo, este ano, uma área menor que a do ano passado.
A área estende-se pela Av 1º de Maio até à PT, Rua Simões Pereira, Praça da República e Largo Marques da Silva.
Este sistema não é financiado pela Câmara Municipal. Sê-lo-á apenas pelos patrocinadores e comércio e indústria local.
Acreditamos que em tempo de austeridade e já que não há iluminação em Seia este ano - a iluminação que nos últimos 2 anos se constituía como uma referência a nível regional - há que animar as zonas nobres comerciais da nossa cidade.
Cortou-se a extensão do som a zonas que também são residenciais para evitar reclamações dos moradores doentes e acamados, como aconteceu no ano passado.
Sobre este sistema há que dizer que o volume da música tem que se sobrepor ao ruído dos carros que continuamente circulam na avenida. Caso contrário é inútil.
Por isso, de vez em quando, se não passa nenhum automóvel e a poluição sonora baixa durante alguns segundos, pode parecer que o volume está momentaneamente algo elevado. Isso deve-se apenas à ausência de ruído automóvel que aumenta exponencialmente em dias de chuva, com o piso molhado.
Mas se assim não for torna-se inútil o sistema em 90% do tempo.
Quando aos conteúdos:
Não se pode começar desde já a injectar a população exclusivamente com música de Nalal. Faltam 15 dias e ninguém aguenta música de Nalal durante 15 dias seguidos. Por isso o critério é o de ir intercalando música de Natal com sucessos mundiais e, na semana da Quadra Festiva, aí sim, exclusivamente música natalícia.
De qualquer modo as emissões iniciam-se às 9:30h e terminam às 20h pelo que durante as 10 horas e meia haverá blocos musicais para todos os gostos.
Outra novidade este ano é que toda a comunicação é feita em directo. Não há cá enlatados. Toda a palavra é dita em directo pelo que a comunicação será feita apenas nas horas de ponta, quando mais gente se desloca a pé nas ruas.
Durante as horas de almoço e no fim da tarde. Nas horas de abertura e encerramento do comércio.
Com esta estratégia garante-se que a maior franja da população recebe a comunicação emanada pelos patrocinadores sem cansar os comerciantes e os taxistas que têm que estar permanentemente sob o alcance do sistema.
Como esta iniciativa não tem fins lucrativos mas apenas se pretende cobrir as despesas, haverá espaço para sensivelmente 30 anunciantes.
As mensagens dos patrocinadores terão inicio este fim de semana.
Para qualquer dúvida / reclamação / aviso (caso de eventuais funerais) é favor contactar-me para o 918166623.
http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=258&id=19515&idSeccao=3836&Action=noticia
Caro Director:
Li o seu último editorial, em que se mostrava preocupado com o "laissez faire" das polícias relativamente a um gang de jovens cuja actividade continuada e inacreditavelmente repetida durante semanas abalou gravemente o sentido de segurança dos cidadãos dessa cidade.
Há 2 fins-de-semana fui à Guarda levar a minha filha a uma festa de anos de colegas. Já estávamos avisados - moramos em Seia! - da onda de vandalismo e pancadaria que por essa cidade grassava. A minha filha foi avisada pelas colegas que, se não trouxesse BI, não a deixavam entrar em nenhum bar.
Achei um piadão quando me disseram que se tratava de um gang de múltiplos jovens que, à noite, provocavam e espancavam as pessoas que encontravam e faziam desacatos os mais variados. Nessa mesma noite, de facto, incendiaram um eco-ponto no centro da cidade.
Ora... um grupo de jovens que se desloca à noite... e ninguém os vê???
Mas, há assim tanta gente na Guarda que um grupo tão numeroso de jovens possa passar despercebido?
Nesse sábado percebi que não. Não se via vivalma no centro da cidade às 21 horas.
Então, como é possível que um bando numeroso possa continuar a "trabalhar" sem ser interceptado e incomodado por ninguém?
Mas o pior foi quando soube que os bares tinham reforçado a segurança e que agora andavam nas ruas grupos de seguranças - tipo milícias - para "combater" os meliantes!...
Como se vivêssemos sem Forças da Ordem e não houvesse policiamento nenhum nessa cidade.
Mas acontece que na Guarda existe PSP e PJ!...
Quero dizer-lhe que quando eu geria as lojas da Telecel e mais tarde da Vodafone aí na Guarda, fomos assaltados 6 vezes e de todas elas nem PSP nem PJ descobriu um único assaltante apesar da profusão de impressões digitais deixadas por todo o lado. E num dos casos até testemunhas oculares havia. Que, obviamente, nunca foram chamadas a depor.
Coloquei, aquando do segundo assalto, um "agradecimento" à PSP, no vidro da montra, o que me valeu de imediato um processo-crime. Felizmente arquivado. Mas não deixei de reconhecer que, ao contrário do que se verificava com a qualidade das suas actividades investigatória e preventiva, quando se tratou de manifestar um incontido ressabiamento e uma compulsiva sede de vingança contra quem emitia uma opinião livre e fundada, o seu profissionalismo foi exemplar.
Entretanto, passada uma semana do último assalto, recebia sistematicamente uma carta da PJ a informar-me que o caso do assalto imediatamente anterior tinha sido arquivado sem resultados.
Nitidamente para não se acumularem processos sobre a mesma vítima...
Mas isso era antes. Antes as coisas estavam, de facto, mal. Agora está pior.
Já reparou que quase ninguém neste país mexe uma palha há meses?
Já viu bem qual é a preocupação das forças da ordem, dos Presidentes das Câmaras Municipais, do Governo Civil?
Os primeiros queixam-se de que não têm coletes à prova de bala - equipamento indispensável sem o qual não é possível passar multas de estacionamento.
Os segundos e terceiros esvaem-se em jantaradas e almoçaradas e viagens para todo o lado...
Desde que seja para desaparecerem daqui... é um verdadeiro despacho!
Contabilize os dias, por mês, que o presidente de uma qualquer câmara municipal do interior permanece no seu local de trabalho, hoje em dia... até se assusta!
Mas olhe: deixe lá. Portugal não tem hipóteses nenhumas até porque a partir de Abril já ninguém nos emprestará um avo e nós precisamos, só nesse mês, de 18 mil milhões para pagar dívidas anteriores.
Portanto, meu Caro: aferrolhe bem as portas de sua casa e tenha o carro em boas condições. Porque suspeito que terá que se deslocar muita vez a Espanha comprar produtos de luxo como mercearia e gasolina, já a partir de Janeiro.
Esta República MB dos Mafiosos (classe governante) e Bananas (o povão demitido e resignado) terminará em Abril de 2011.
Foram 37 anos.
João Tilly
Entretanto o Turismo Serra da Estrela gasta fortunas a patrocinar o programa da bolsa na TSF...
Não aprendem nada...

Bonito e real.
Não compreendo como é que ainda há gente que me lê num país de analfabrutos.
É sinal que nem todos o são.
Menos mal.
Sigamos para o meio milhão de visitas (de ips não repetidos, por dia) e para o milhão de páginas (vai em 900 mil).


Como eu não sou um cobarde informo já os meus declarados arqui-inimigos que apresentei queixa à ERC sobre a espantosa situação em que se encontra o Porta da Estrela desde a demissão do seu director / administrador/ proprietário e o mais que lhe queiram chamar.
Que se resume a existir ilegalmente SEM DIRECTOR, nem conselho de redacção nem a publicação do nome dos sócios com quotas superiores a 10%, nem linha editorial... mas com MUITA CENSURA!!!
Censurar, sim! Alguém que se responsabilize pelo que lá se escreve? Não!!!
Há 22 meses!!!
Esta é a capa da edição de 20 de Dezembro de 2008.
Último número em que o PE saiu tendo um director.
Há quase 2 anos.
Desde que lhe expus em público as verdadeiras intenções da sua tomada de "assalto" ao jornal - que não eram outras senão servir-se dele como trampolim para chegar a candidato à Câmara de Seia pelo PSD, como todos sabemos - arranjei ali um amigo a sério...
Porque lhe correu mal a vida.
Não conseguiu os apoios para os quais tão arduamente trabalhara e aí vai ele em Dezembro de 2008 a bater com a porta mas sempre ameaçando que continuava a controlar o jornal, já que (parece) controlar também a maioria das quotas. Quotas essas conseguidas - segundo alguns que lhas venderam - de forma pouco transparente e ao arrepio dos estatutos da cooperativa vigente que estatuía explicitamente que sócios só podiam vender a sócios...
É o que se comenta (pelos próprios), mas não é isso que me interessa.
A verdade é que, chateado e desiludido, o director bate com a porta e deixa o jornal (que já de nada lhe servia) entregue à sua sorte.
Mas tinha obrigação legal de o não fazer.
Porque um jornal tem que ter director e se ele desistiu de o ser - está no seu direito - porém enquanto sócio maioritário(?) tinha obrigação legal de não deixar sair o próximo número sem arranjar director.
É o que diz a lei no art 15º.
Ele tinha que resolver o problema que ele próprio criou.
A verdade é que já lá vão 22 meses e nem director nem conselho de redacção nem proprietários são conhecidos, como manda a lei.
Quer dizer: ninguém é responsável pelo que lá se escreve!
Um manto de silêncio tão fascizante como a própria censura que, passados 36 anos desde Abril, aquele jornal continua a impor aos conteúdos das pessoas de quem o ex-director não gosta.
Mas não o pode fazer.
Porque também não há linha editorial publicada e o jornal recebe subsídios do estado para ser plural e democrático.
Se não é um jornal de cariz religioso ou propagandístico de uma determinada ideologia, então não pode exercer nenhum tipo de censura a quem livremente escreve expondo as suas opiniões e os seus pontos de vista.
Eu deixei passar um tempo até ver quem seria nomeado para próximo director.
Mas, 22 meses depois, concluo que não seria mais ninguém se não fosse esta queixa.
Claro que agora lá andarão a correr de um lado para o outro, de calças na mão, para nomearem um director à pressa.
Mas o mal está feito.
E a censura é ilegal. Ouso mesmo dizer que, depois de tanto anti-fascista ter dado a Vida em prol da liberdade de expressão, censurar alguém, no Portugal democrático, é crime.
Não é que me importe muito com isso, no meu caso particular. Tenho este veículo que, por mês, chega a muito mais gente do que 1,4% da população da Guarda, como chega o PE, segundo dados da própria ERC que reproduzo.
Mas é uma questão de princípio.
br>
Não gosto de ver o fascismo e os seus tiques implantar-se a pouco e pouco na minha Terra.
Ainda mais pela mão de quem devia pugnar pela liberdade de imprensa, de informação e pelo pluralismo democrático.
Mas não acontece assim.
Jovens, que o são, estão desprovidos de qualquer sentido ético em tudo o que fazem na vida.
Não acreditam em deontologia, em democracia.
Apenas acreditam no "venha a nós".
E quando têm azar amuam e destroem os projectos de onde nunca se deviam ter aproximado se a sua intenção não era servir.
Pode ser que finalmente aquele que já foi um verdadeiro jornal o volte a ser.
Pela minha parte eu cumpri o meu dever: o de denúncia das gritantes ilegalidades perpetradas à frente de todos e que todos fingem não ver.
O teor da queixa pode ser acedido clicando abaixo.
Cópia seguiu já para o próprio jornal.
Podem acusar-me de tudo, mas não de fazer jogadas por debaixo da mesa nem de cozinhar arranjinhos.
Dou aos meus declarados inimigos (e nem sei porque o são) aquilo que eles nunca me deram a mim: a possibilidade de terem tempo extra para se prepararem.
Mas se pensavam que me podiam censurar, e a seguir maltratar, como se fazia antes do 25 de Abril, e ainda se ficavam a rir, enganaram-se redondamente.
O referido jornal viola claramente a legislação que regula a lei da imprensa em diversos artigos e 5 pontos. A saber:
1 - O jornal não tem director há 22 meses, numa clara violação ao nr 1 do artº 15º da Lei da Imprensa, a Lei n.º 2/99 de 13 de Janeiro, como se pode confirmar pelo histórico das publicações.
O último número que conteve a informação relativa ao seu director foi a edição de 20/12/2008 o que significa que o jornal já saiu para as bancas durante os últimos 22 meses (quase 2 anos) sem director: 32 números em 2009 a que acrescem 26 números já em 2010, num total de 58 edições em que não se cumpre este requisito legal.
2 - Para além desse, o jornal viola também o nr 2 do mesmo artigo porquanto dele não constam, nem nunca constaram, os nomes dos membros do conselho de administração ou de cargos similares e dos detentores com mais de 10% do capital da empresa.
3 - O referido jornal viola concumitantemente também o nr 2 do art 16º.
4 - E viola ainda, na íntegra o artº 17º nos seus 4 pontos, porquanto não publica anualmente qualquer estatuto editorial - e nem o poderia fazer já que não possui director há 2 anos.
5 - Sobre a falta de pluralidade, censura e até perseguição pessoal:
Para além destes aspectos formais e gravíssimos, de constatação fácil, o referido jornal viola gravemente o princípio do pluralismo democrático ao ter banido das suas colunas de forma cega e sem qualquer explicação, a opinião daqueles que - embora dizendo a verdade - foram pouco simpáticos para as pretensões políticas do seu director, como é o meu caso.
Este ponto não é de tão fácil constatação como os anteriores, pelo que se impõe uma explicação:
O jornal não publica o seu estatuto editorial. Como tal não segue qualquer orientação ideológica ou doutrinária pelo que tem que estar aberto a todas as correntes de opinião.
Se censura algumas, o jornal passa a violar o compromisso de assegurar o pluralismo de opiniões, o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas.
Ao passar a censurar sistematica e cirurgicamente os textos de antigos escribas e produtores de conteúdos com provas dadas naquele e nos principais jornais nacionais, o jornal pratica igualmente a Censura a todo e qualquer conteúdo de um determinado autor de forma descarada.
De facto, o dito jornal, na sequência da minha denúncia - nunca contestada - sobre as intenções políticas do anterior director / proprietário / administrador, ao "tomar de assalto" o jornal em vésperas das últimas eleições autárquicas, reagiu de imediato, passando a ignorar sistematicamente todos os artigos de opinião daquele que ainda hoje - volvidos 4 anos de censura - continua a ser o escriba mais publicado no histórico daquele jornal com 127 artigos de opinião (fora os que foram publicados antes da versão digital, as centenas de notícias, as entrevistas e as dezenas de primeiras páginas).
Como se pode confirmar em:
http://www.portadaestrela.com/search/search.asp?rFrom=&rTo=&page=1&Parametros=&SearchType=0&SearchRange=3&DateBegin=&DateEnd=&SearchLocal=0&IdSeccao=0&IdAutor=106&AutorName=Joao%20Tilly&SeccaoName=
(se entretanto os ficheiros forem apagados, o que não estranha mal o ex-director saiba que esta queixa existe) em possuo-os todos em back-up e a empresa Dom Digital será forçada a anexá-los à presente queixa.)
Esta cega e súbita censura à minha escrita ( e à de muitos outros) advem do facto de o antigo director alegadamente ter tomado posse da maioria das quotas do jornal, de forma pouco clara e (alegadamente também) à revelia dos estatutos da cooperativa então vigente, para dele se servir como trampolim à sua declarada intenção de se candidatar à Câmara Municipal de Seia, pelo PSD, intenção essa que eu denunciei publicamente.
Como não conseguiu apoios políticos e partidários suficientes o recém auto-nomeado director e proprietário maioritário (?) acabou por desistir desse desiderato em Dezembro de 2008, despedindo-se dos leitores enquanto director do jornal (no seu último editorial) e abandonou a corrida eleitoral e o jornal à sua sorte.
No´seu último editorial enquanto director, o de 20/12/2008, o ainda director inicia-o da seguinte forma:
"Cessarei no próximo dia 31 as funções de director deste jornal. Por conseguinte, e porque por tradição o Porta da Estrela não se publica no final do ano, esta é a última edição que efectivamente dirijo."
Pode ler-se em:
http://www.portadaestrela.com/noticia.asp?idEdicao=263&id=11478&idSeccao=2400&Action=noticia
e termina ameaçando:
"Manter-me-ei, naturalmente, como sócio da Editora, como é público, e muito empenhado em continuar a colaborar com uma empresa e com um jornal que também afectivamente são já uma parte de mim."
E tal foi o empenho que deixou o cargo de director vago até hoje.
Não se preocupando sequer em preenchê-lo quando ele próprio se reclama de sócio maioritário(?) da editora, portanto com obrigações acrescidas para resolver o problema que ele próprio criou.
Mas do que não se esqueceu foi de deixar instruções (que têm sido seguidas à risca) no sentido de que, a partir daquele instante - e sem qualquer alteração ao estatuto editorial (que também nunca existiu) - fosse ignorado todo e qualquer artigo de opinião da minha (e de outras) autoria(s), numa postura tão anti-democrática como duplamente condenável quando tomada por um director de um jornal num país democrático 36 anos depois de Abril.
E censura-me logo a mim, que ao longo de 6 anos escrevi centenas de artigos, fiz dezenas de reportagens, entrevistas políticas relevantes e algumas até históricas para o futuro de Seia, e dezenas de primeiras páginas naquele jornal, de 2000 a 2006.
De editor da edição online, que era o meu cargo na anterior direcção, com plenos poderes de moderação do fórum, por exemplo, passei num ápice a personna non grata - apenas por ter dito a verdade, como se veio logo a seguir a confirmar.
Eu pensava que era esse o papel do jornalista (no sentido lato de quem faz notícia): informar o público sobre a verdade.
Foi o que sempre fiz.
Mas o director não gostou que essa verdade se soubesse. Até porque essa verdade, dada a conhecer por mim com grande antecedência, foi decisiva no "corte de pernas" das pretensões políticas do sr director / administrador / proprietário de um jornal que não lhe interessava senão para se promover social e politicamente com vista às próximas eleiçoes autárquicas de 2009.
E os meus textos - os mais lidos do jornal segundo a opinião generalizada - passaram a ser automaticamente banidos daquele espaço que deveria ser público e plural já que, não havendo estatuto editorial que diga o contrário, teria que ser regido pelo pluralismo e pela democraticidade na publicação das opiniões, valores fundamentais da Democracia constitucionalmente garantidos.
É para isso que a imprensa recebe subsídios do estado: não para propagandear APENAS as ideias do director, nem as suas ambições políticas, mas para difundir as opiniões significativas emergentes na sociedade. Mesmo aquelas com as quais o director eventualmente possa não concordar.
A democracia é isto. E isto custou a saúde e a Vida a muitos anti-fascistas.
Mas neste caso nem é preciso alegar tanto, porque nunca houve estatuto editorial publicado. Logo, o jornal não pode, deontológicamente, censurar ninguém.
Mas pior: da falta de pluralismo e da censura sistemática rapidamente se passou à perseguição pessoal.
Porque desde que o último director se apoderou da propriedade e direcção do jornal - e foi por mim (e não só) denunciada a sua verdadeira intenção política ao fazê-lo - todas as referências escritas sobre a minha pessoa, mesmo enquanto deputado municipal, passaram a adquirir um tom desagradável perfeitamente identificado, numa tentativa clara de desprestigiar por todos os meios o cidadão, já que não me podiam combater no plano intelectual.
Ora, não me parece que seja este o papel da Imprensa local nem dos seus directores: o de perseguir determinadamente as pessoas das quais não se gosta.
Tal procedimento continuado levou-me a ter que proibir ao único funcionário daquele jornal - JOSÉ MANUEL BRITO - a simples menção do meu nome nas suas colunas.
Aceito que este ponto 5 seja dificil de atender - embora seja o que deontologicamente mais me choca - e por isso proponho apenas que se questione o ex-director ou o único jornalista sobre a veracidade deste ponto. Se ela for negada, prová-la-ei com os emails dos textos que foram sendo sistematicamente ignorados pela direcção e mais tarde sem direcção nenhuma, sequer.
Resumindo a queixa:
Para além da total falta de pluralismo e cega censura a alguns escribas históricos, de que eu não sou caso único, e que provarei documentalmente se a isso for instado, denuncia-se formalmente que:
1 - Não há director nem conselho de redacção nem administração declarada e dos quadros deste "jornal" consta apenas um único funcionário - José Manuel Brito - que faz tudo.
2 - A informação que consta da ficha técnica do jornal que se encontra registada na base de dados da ERC e aí pode ser consultada - onde se pode ler que o director do jornal é Albano Cabral Figueiredo - é falsa desde Dezembro de 2008, ou seja, há 22 meses.
3 - Não existem, pois, as condições mínimas legais para que aquele jornal continue a sair para as bancas.
4 - Pelo que se solicita que esta Autoridade actue como está previsto no Artigo 35.º -Contra-ordenações
"1 - Constitui contra-ordenação, punível com coima:
a) De 100000 a 500000, a inobservância do disposto nos n.os 2 e 3 do artigo 15.º, no artigo 16.º
b) De 200000 a 1000000, a inobservância do disposto nos n.os 2 a 6 do artigo 26.º, no n.º 2 do artigo 28.º, bem como a redacção, impressão ou difusão de publicações que não contenham os requisitos exigidos pelo n.º 1 do artigo 15.º;
c) De 500000 a 1000000, a inobservância do disposto no artigo 17.º;". Cito
5 - Mais se solicita a imediata apreensão da dita publicação ao abrigo do nr 3 do artº 35ª, porquanto 22 meses passados sobre este somatório de ilegalidades a situação mantem-se inalterada e as ilegalidades trimensais inclusivamente reiteradas.
"3 - As publicações que não contenham os requisitos exigidos pelo n.º 1 do artigo 15.º podem ser objecto de medida cautelar de apreensão, nos termos do artigo 48.º-A do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de Outubro, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 244/95, de 14 de Setembro." Cito
Esta apreensão torna-se urgente porquanto há 22 meses que não há responsáveis legais pelo que se escreve naquele jornal. E se se têm escrito barbaridades...
Mas não há a quem assacar responsabilidades, em última análise, por não haver director, conselho de redacção, administração, jornalista ou sequer proprietário identificado.
6 - E mesmo que, na sequência desta queixa, apareça, a partir de agora, um director inventado "à pressão", há que não esquecer que há quase 2 anos que este jornal está ilegalmente a ser vendido, recebendo os subsídios que são naturalmente canalizados para a imprensa regional.
Para além das respectivas coimas por prática ilegal reiterada, o Estado deve ser ressarcido de todos esses subsídios indevidamente recebidos, na minha opinião.
Uma coisa é uma negligência de um mês ou dois, na sequência de uma demissão inesperada de um director. Isso é, até certo ponto, compreensível.
Outra coisa é uma prática reiterada de 22 meses.
Isso já não é negligência. É dolo.
E a dita publicação deve ser condenada por prática dolosa.
Ou então não vivemos num estado de Direito.
Muito mais haveria a dizer sobre as práticas diárias deste jornal no que se refere à veracidade das notícias nele veiculadas - já nem falo do "tratamento" jornalístico das mesmas - mas o constante desta queixa é já suficiente para que se apurem pelo menos estes factos e alguém seja chamado à responsabilidade sobre a forma perfeitamente ilegal como tem gerido esta publicação, que já foi uma referência na informação no concelho.
Sem outro assunto,
João José Rodrigues Tilly
BI nr 4312761 emitido em 08/07/2004 Arquivo de Lisboa
Morada constante do formulário.
Para além da queixa-crime apresentada, no dia de ontem, no DIAP de Lisboa, por André Figueiredo a Victor Baptista por difamação e calúnia, os advogados de André Figueiredo informaram que Vítor Baptista será alvo de mais um processo crime, este, relativamente às suspeitas que o deputado levantou sobre a licenciatura do Dr. André Figueiredo.
Por outro lado, relativamente à notícia que um jornal nacional publicou, no dia de ontem, 18 de Outubro, sobre a integração de André Figueiredo no seu distrito da Guarda e no seu concelho de Seia, André nota que "não há dúvidas de que foi uma notícia orquestrada, em que os cidadãos, do distrito da guarda e concelho de Seia, escolhidos para prestarem declarações ao dito jornal nacional, são perdedores políticos no percurso político do André Figueiredo.

Na perspectiva do Secretário Nacional Adjunto e da Organização do Partido Socialista, o distrito da Guarda e concelho de Seia, "respiram de alívio por estes senhores fazerem parte de um passado, de um passado partidário onde são responsáveis por uma execução política partidária pífia, sem relevância, em que, de certo, a história não lhes dedicará nem sequer uma linha e essa ao existir aparecerá na “errata” da publicação.
Citei.
E mais notam:
Quanto ao cidadão de Seia que proferiu declarações a esse jornal nacional, a única coisa que apraz dizer, é que as razões que estão por detrás das suas declarações são de pura frustração e inveja, por nunca ter tido relevância em nada do que fez, nem nunca ninguém, no País, ter dado conta da sua existência política." Citei.
ABAIXO O TEOR DA QUEIXA-CRIME
Clique no link abaixo
PS: André Figueiredo apresenta hoje participação criminal por difamação no DIAP contra Victor Baptista
Número de Documento: 11656055;
Lisboa, Portugal 18/10/2010 18:50 (LUSA)
Temas: Justiça e direitos, Política, Partidos e movimentos
Lisboa, 18 out (Lusa) – O chefe de gabinete do secretário-geral do PS, André Figueiredo, vai apresentar hoje uma “participação criminal” por difamação no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa contra o deputado socialista Victor Baptista.
A queixa refere-se à carta que Victor Baptista distribuiu aos deputados da bancada do PS na quinta-feira e que foi depois publicada nos dois jornais diários de Coimbra, em que o deputado socialista acusa André Figueiredo de o ter tentado afastar da corrida à presidência da Federação de Coimbra com um cargo numa empresa pública, acusação que foi negada pelo chefe de gabinete de José Sócrates.
Segundo Vítor Baptista, André Figueiredo sugeriu-lhe “um lugar de gestor público no Metro, na CP ou na REFER, com um vencimento de 15 mil euros mensais”.
Numa nota de imprensa agora divulgada e assinada pelo advogado de André Figueiredo, é reiterado que são imputados factos ao chefe de gabinete “destituídos de fundamento, inverídicos” e cuja falsidade não é ignorada pelo deputado socialista.
“O conteúdo dessa comunicação atinge gravemente valores que constituem a reserva inatingível da dignidade de qualquer cidadão e a sua divulgação e reafirmação pública constituem um ataque suez e inqualificável ao seu bom nome e honorabilidade, que não mais podem dispensar a responsabilização integral dos seus autores”, lê-se na nota do advogado de André Figueiredo, Jorge Abreu Rodrigues.
Além disso, é ainda referido, o ataque assume-se “deliberadamente” como um “ataque pessoal”, com repercussão na sua família, na sua vida privada, no seu círculo pessoal que lhe é próximo, bem como em toda a sua actividade profissional e opinião pública em geral.
“Por essa razão instruiu-nos, enquanto seus mandatários legais, para elaborar e fazer entregar no dia de hoje as participações criminais que face ao sucedido se impõem, passando a aguardar que a Justiça julgue e puna esta atuação”, refere o advogado de André Figueiredo.
Na nota, o advogado Jorge Abreu Rodrigues adianta também que está já mandatado para agir perante qualquer nova atuação idêntica de Victor Baptista, “que será igualmente responsabilizado pelos prejuízos e danos causados com a sua difamatória atuação ilícita”.
Na nota à imprensa é ainda recordado que, nos últimos meses, André Figueiredo tem sido alvo de imputações que considera difamatórias e “viu e continua a ver vilipendiado o seu bom nome e reputação, pessoal e profissional, por parte do deputado Victor Baptista”.
“Até à presente data, fruto do respeito e da consideração que lhe merecem a confiança em que foi investido ao ser eleito Secretário Nacional Adjunto e da Organização do Partido Socialista, sempre procurou ignorar aquela atuação difamatória e caluniosa do referido Deputado, para assim defender a boa imagem e o bom nome do Partido que representa”, é referido.
Desta forma, lê-se ainda, André Figueiredo visou “honrar o universo dos militantes e dirigentes do PS, não pretendendo que uma qualquer sua atuação pudesse ser interpretada ou aproveitada para pôr em causa a isenção, rigor e transparência com que sempre pautou a sua atuação profissional e política, em cumprimento integral dos estatutos do PS e das leis vigentes, para mais quando as mesmas se inseriam num contexto de eleições federativas do Partido Socialista”.
VAM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim

O chefe de gabinete do secretário-geral do PS, André Figueiredo, apresentou hoje uma “participação criminal” por difamação no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa contra o deputado socialista Victor Baptista.
A queixa refere-se à carta que Victor Baptista distribuiu aos deputados da bancada do PS na quinta-feira e que foi depois publicada nos dois jornais diários de Coimbra.
Numa nota de imprensa agora divulgada e assinada pelo advogado de André Figueiredo, é reiterado que "são imputados factos ao chefe de gabinete “destituídos de fundamento, inverídicos” e cuja falsidade não é ignorada pelo deputado socialista.
“O conteúdo dessa comunicação atinge gravemente valores que constituem a reserva inatingível da dignidade de qualquer cidadão e a sua divulgação e reafirmação pública constituem um ataque suez e inqualificável ao seu bom nome e honorabilidade, que não mais podem dispensar a responsabilização integral dos seus autores”, lê-se na nota do advogado de André Figueiredo, Jorge Abreu Rodrigues.
Além disso é ainda referido que "o ataque assume-se “deliberadamente” como um “ataque pessoal”, com repercussão na sua família, na sua vida privada, no seu círculo pessoal que lhe é próximo, bem como em toda a sua actividade profissional e opinião pública em geral.
“Por essa razão instruiu-nos, enquanto seus mandatários legais, para elaborar e fazer entregar no dia de hoje as participações criminais que face ao sucedido se impõem, passando a aguardar que a Justiça julgue e puna esta atuação”, refere o advogado de André Figueiredo.
Na nota, o advogado Jorge Abreu Rodrigues adianta também que "está já mandatado para agir perante qualquer nova atuação idêntica de Victor Baptista, “que será igualmente responsabilizado pelos prejuízos e danos causados com a sua difamatória atuação ilícita”.
Na nota à imprensa é ainda recordado que, "nos últimos meses, André Figueiredo tem sido alvo de imputações que considera difamatórias e “viu e continua a ver vilipendiado o seu bom nome e reputação, pessoal e profissional, por parte do deputado Victor Baptista”.
“Até à presente data, fruto do respeito e da consideração que lhe merecem a confiança em que foi investido ao ser eleito Secretário Nacional Adjunto e da Organização do Partido Socialista, sempre procurou ignorar aquela atuação difamatória e caluniosa do referido Deputado, para assim defender a boa imagem e o bom nome do Partido que representa”, é referido.
Desta forma, lê-se ainda que "André Figueiredo visou “honrar o universo dos militantes e dirigentes do PS, não pretendendo que uma qualquer sua atuação pudesse ser interpretada ou aproveitada para pôr em causa a isenção, rigor e transparência com que sempre pautou a sua atuação profissional e política, em cumprimento integral dos estatutos do PS e das leis vigentes, para mais quando as mesmas se inseriam num contexto de eleições federativas do Partido Socialista”. Citei.
JUNTOS PELA GUARDA
UNIDOS PELA VERDADE
O PS é hoje um Partido debaixo de um fogo cerrado por parte de uma certa comunicação social e alguns comentadores políticos que pensam que a melhor forma de atingir os seus objectivos é denegrir a imagem dos seus principais dirigentes.
Não é de estranhar que tenha chegado a vez de André Figueiredo, um quadro próximo do nosso Secretário-Geral, Eng.º José Sócrates.
O jornalista que elaborou a peça publicada num jornal nacional, decerto não quis ouvir os responsáveis políticos do Distrito da Guarda, trazendo na algibeira um nome pré-formatado, considerado de “amigo da onça” do Partido Socialista para que a peça ficasse à altura dos objectivos pretendidos.
Atacar André Figueiredo é, assim, uma espécie de “2 em 1” já que, indirectamente, é o Secretário-geral do PS que é atingido.
O PS Guarda, lamenta profundamente que Camaradas e pessoas com responsabilidades politicas, tenham coragem de andar em praça pública a falar de assuntos que são da natureza interna do Partido, tais como as declarações proferidas pelo Ex-Presidente da Federação do PS Coimbra, Vítor Batista.
Consideramos, que o que se passou em relação ao Camarada André Figueiredo, constitui actos vergonhosos, que nada dignificam o Partido Socialista e muito menos quem profere esse tipo de acusações, ate porque, nas noticias relatadas, aparecem em foco ataques pessoais que não dizem respeito ao PS.
Lamentamos o facto do Camarada Vítor Batista ter arrastado o nome do PS Guarda e dos militantes desta estrutura, para um processo que apenas a ele diz respeito, circunscrito ao Distrito de Coimbra, onde decorreu o respectivo acto eleitoral, no qual o mesmo saiu derrotado.
Para o PS/Guarda, André Figueiredo é uma referência a nível Nacional do Partido, sempre disponível para ajudar a encontrar soluções para os problemas do Distrito.
Leal e frontal no comportamento e no confronto político, as suas qualidades colidem com algumas visões mesquinhas e manifestas invejas, por parte de alguns que, à falta de argumentos e de trabalho em prol do Partido e do Distrito, embarcam nesta sanha persecutória contra André Figueiredo.
O Secretariado da Federação do PS/Guarda lamenta e repudia a forma torpe e indigna como um antigo dirigente federativo e ex-Deputado por este Distrito classifica pessoal e politicamente André Figueiredo e esclarece que, na Guarda, nunca houve nenhum problema nas eleições federativas de 2008 e que foi André Figueiredo, como nº 2 da lista do PS candidata às Eleições Legislativas de 2009 (cujo cabeça de lista era o Presidente da Federação, José Albano), quem decidiu abdicar desse lugar em nome do reforço da unidade distrital do Partido, o que por si, demonstra o seu apego aos princípios e valores de sempre do Partido Socialista.
É, pois, claro e inequívoco que os principais dirigentes do PS/Guarda, as suas Concelhias, os seus Autarcas, particularmente Carlos Filipe Camelo, Presidente da Câmara Municipal de Seia e Presidente da Concelhia do Partido Socialista, o Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, bem como a generalidade dos seus militantes reconhecem e respeitam o papel de André Figueiredo na consolidação do Partido Socialista no tecido social do Distrito da Guarda e contam com ele para as tarefas e combates do futuro.
O Secretariado da Federação da Guarda do PS
Parabéns aos brilhantes lutadores da lista R pela sua vitória na eleição para a maior Associação de Estudantes de Seia - a da Escola Secundária.
Uma vitória contra uma lista adversária que bravamente se bateu e por isso democraticamente se cumprimenta.
Cultivem a Amizade entre vós e entre os elementos da lista adversária, porque a luta eleitoral já acabou.
Assim crescereis mais fortes e, sobretudo, mais avisados...
Um abraço a todos os lutadores da Lista R e da Lista M.
Explicando melhor o conceito do novo blog NOTICIAS de SEIA:
Há 3 tipos de notícias:
1 - As que se referem a factos com relevância para a vida das populações (REAIS) e depois:
2 - as chamadas "notícias mundanas", principalmente PREOCUPAÇÕES e ANÚNCIOS de eventos que vão decorrer num futuro próximo e
3 - as também chamadas notícias sociais ou COR DE ROSA.
Infelizmente 95% das notícias que se podem ler nos 2 jornais em papel do concelho são do segundo e terceiro tipos.
Tratam essencialmente de PREOCUPAÇÕES sobre assuntos que não estarão a correr da melhor forma, segundo os PREOCUPADOS; e ANÚNCIOS de coisas que vão decorrer e que depois, uma vez decorridas, nada deixam de rasto para o futuro do concelho. Por fim, há as notícias COR DE ROSA taxativas, sobre a sociedade e as suas vivências, faits divers sem consequência nem rasto histórico nenhum. Fumo que desaparece mal acabe de se ler.
Vejamos, a título de exemplos, algumas notícias que se podem ler nos jornais de Seia:
Num deles em toda a primeira página não há nenhuma notícia REAL.
Fala-se da PREOCUPAÇÃO da câmara relativamente ao Hospital de Seia.
A seguir, da PREOCUPAÇÃO de Luis Caetano por causa da perda de clientela dos laboratórios, e depois da resposta da administração da ULS que não diz absolutamente nada.
A seguir, uma "notícia" sobre o discurso de André Figueiredo na AM onde ele refere a sua PREOCUPAÇÃO sobre "noticias" saídas sobre a sua vida pessoal. Uma outra sobre uma carta que o movimento Mais(???) escreveu ao governo mostrando a sua PREOCUPAÇÃO por aquilo que nunca será noticia - as acessibilidades prometidas.
Vemos ainda uma "notícia" sobre a construção futura de um hotel de 4 estrelas, portanto um RE-ANÚNCIO já velho que foi dado por Eduardo Brito há mais de um ano, ainda ele era presidente, na AM.
Uma outra sobre as comemorações do centenário da República (COR DE ROSA), outra sobre uma exposição no Museu do Pão (COR DE ROSA), e a última sobre a realização do concurso nacional de música em Seia, um ANÚNCIO que não terá mais nenhuma referência futura porque os poucos que têm capacidade e conhecimentos para tratar de algo que diga respeito à musica estão-se bem a marimbar para os jornais PREOCUPADOS e COR DE ROSA que por cá ainda aparecem.
Ou seja: em destaque nenhuma notícia REAL que tenha mudado seja o que for em Seia. Nada, portanto, de interesse. Apenas PREOCUPAÇÕES e notícias COR de ROSA inconsequentes.
No entanto, procurando lá dentro sobre as consequências do evento mais ANUNCIADO de sempre - o Congresso de Turismo - a única coisa que se lê é o discurso do Presidente da Câmara. Sobre as conclusões do congresso, a avaliar pelo que está escrito, um relambório de lugares comuns muitos deles já pré anunciado pelo próprio presidente no seu discurso.
A única notícia digna de menção que eu encontrei foi que o futuro Museu de Sandomil, anunciado há 12 anos e que ainda não começou a ser construído, já mudou de nome outra vez.
É para aí a 5ª vez que um museu que não existe muda de nome.
A notícia é, evidentemente, o caricato da situação e não o novo nome. É que nos textos que acompanharam o anúncio do congresso que lhe mudaria o nome - e nomeadamente no número anterior do mesmo jornal sobre o evento - o museu ainda vinha identificado com o nome antigo!!!
Portanto este congresso já serviu para alguma coisa: para mudar o nome ao futuro museu de Sandomil.
Ora aí está uma notícia!
O blog Notícias de Seia não dá cobertura a inutilidades nem a inconsequências mundanas.
Recolhe factos REAIS apenas e de preferência em video.
O senense e quem viver noutras localidades mas tiver interesse naquilo que se passa REALMENTE nesta Terra terá acesso ao que de facto ACONTECEU DE IMPORTANTE - e portanto FEZ, de facto, HISTÓRIA - sem a contaminação das tricas inúteis que se esfumam imediatamente e que servem apenas para justificar a existência de blogs mundanos e - isso é que é grave - dos jornais que temos por aqui.
NOTICIAS DE SEIA
Criei um novo blog, numa nova plataforma da Movable type denominado, para já, de Noticias de Seia (que imaginação!) que coleccionará apenas notícias de Seia.
Mas calma: nada de porcarias de noticias cor de rosa!
Sobre isso já temos por aí publicações que chegue! Até se atropelam uns aos outros!
Eu não me meto nessa desgraça.
Só publico notícias importantes que influenciam a nossa vida DE FACTO.
O resto não interessa a ninguém a não ser aos promotores e aos beneficiários directos dessas mesmas "notícias" cor de rosa.
Sem porcarias, gadjets e links para a escumalha.
O que interessa é o conteúdo.
INFORMAÇÃO sobre Seia e sobre o que directamente influencie a nossa cidade e concelho.
APENAS.
www.noticiasdeseia.weblog.com.pt
Fogo numa instituição no concelho de Seia causa duas vítimas mortais
Mãe e filha que perderam a vida no fogo que destruiu uma das habitações da instituição Casa de Santa Isabel em S. Romão, no concelho de Seia. A mulher já tinha retirado das chamas duas das filhas e terá morrido ao tentar salvar a terceira menina.
Os corpos das duas vítimas foram encontrados já de madrugada entre os escombros da casa que ficou completamente destruída pelas chamas. Trata-se de mãe e filha que viviam numa das seis casas da Instituição Casa de Santa Isabel, uma comunidade terapêutica em S. Romão para crianças e jovens com necessidades especiais.
O espaço albergava nove pessoas. Foi a vítima mortal, monitora da instituição, que salvou das chamas a maioria dos residentes, entre eles duas filhas, mas quando se preparava para ir buscar a terceira não conseguiu sair a tempo.
O alerta foi dado à 1h30, quando chegaram ao local os bombeiros já nada puderam fazer. No combate ao fogo estiveram 50 homens da corporação de S. Romão. Não são ainda conhecidas as causas do incêndio que está as ser investigado pela Polícia Judiciária.

A direcção do Seia Futebol Clube, que apresenta 10 escalões em competição incluindo 3 femininos, apela directamente ao esforço dos pais dos atletas para que durante o próximo mês e meio ajudem quanto mais não seja no seu transporte para os campo de Santiago e outro que venha a ser disponibilizado.
O Estádio Municipal estará impraticável até princípios de Novembro devido à colocação de relva nova e por isso há que arranjar alternativas com carácter de urgência.
Foi o que se concluiu na reunião ontem havida no salão nobre da Câmara Municipal, em que o Presidente da Câmara, depois de uma exaustiva explicação de todo o processo, garantiu o empenho do município na resolução deste impasse: temos jogadores e técnicos voluntariosos mas não temos instalações para treinar.
Mais do que procurar culpados ou bodes expiatórios para algo que não correu bem, importa resolver o problema imediatamente.
Por isso, nos próximos tempos, há que fazer um esforço e transportar as crianças e jovens para os campos de treino alternativos.
É uma preciosa ajuda sem a qual o Seia FC não poderá subsistir.

Desta vez o ataque veio de dois lados no mesmo dia.
O Jornal i que publicou um comentário de André no Facebook sobre Passos Coelho (abusivamente, na minha opinião, porque se tratava de um desabafo entre amigos e não de um artigo formal para o domínio público); e o CM que levanta dúvidas sobre a veracidade da licenciatura do adjunto do nosso primeiro.
O mais curioso - ou talvez não - foi o facto de terem sido alguns dos socialistas aqui do burgo que iam chamando, à boca pequena, a atenção dos mais distraídos para a notícia do CM.
Eu sinto-me indignado com esta atitude - mais do que com as tricas "jornaleiras" ditadas por inimigos de estimação - com o que alguns (ditos) socialistas de Seia têm brindado André Figueiredo.
Sei bem que me arrisco a arranjar mais alguns inimigos poderosos mas aqui vai:
Eu não reconheço aqui em Seia muitos políticos tão capazes e eficazes como AF.
Na Assembleia Municipal, onde nos degladiámos por várias vezes, AF mostrou sempre uma elevação no trato e nas discussões havidas superior inclusivamente à minha, que por várias vezes me deixei arrebatar nos debates e nas lutas apaixonadas travadas a favor da minha Terra.
E, por falar na minha Terra, quero perguntar:
Teve ou não teve André Figueiredo influência e participação directa:
Na homologação de um dos cursos na ESTH?
Na luta pela construção do novo Hospital?
Na decisão da construção da estrada Lagoa - Portela do Arão?
Na decisão da construção das novas acessibilidades a Seia recentemente re-garantidas?
E ainda mais recentemente:
Na decisão da constituição de 2 mega Agrupamentos de Escolas em vez de um só?
Quem lutou, nos gabinetes ministeriais pelo não encerramento das escolas de Loriga e Tourais?
E no combate ao incêndio que destruiu mais de 5 mil hectares de área no nosso concelho, quem influenciou a vinda do exército e da engenharia militar para Seia?
E a disponibilização de aviões espanhóis para o combate ao incêndio?
Trouxe ou não a Seia o Ministro da Administração Interna que acompanhou a Valezim, ao aeródromo e, no seu próprio carro, levou junto das populações mais afectadas? E sem o circo das televisões atrás?
Acompanhou ou não o trabalho dos bombeiros durante 3 dias ao lado do responsável máximo regional da Protecção Civil?
Respondeu ou não afirmativamente quando lho pediram, no segundo dia de incêndio da Aldeia da Serra, quando - inacreditavelmente - ainda não havia meios aéreos a actuar (apesar de o aeródromo onde se encontravam estacionados se encontrar a escassos minutos de voo !!!) e o incêndio estava totalmente fora de controle?
Eu quero lá saber se André é licenciado ou não!!!
Eu quero é saber se alguém como ele - não vivendo em Seia - tem feito tanto pela sua Terra.
E como lhe agradecem os seus pares e correlegionários políticos?
Desta forma???
Elementos como André Figueiredo deviam ser acarinhados e homenageados pelo seu próprio partido.
Ele faz mais num ano por Seia do que todos os deputados que por aqui elegemos desde sempre.
André - goste-se ou não dele - se parar por aqui já fez muito por esta Terra. Muito mais do que aqui descrevi de memória. Mas não parará por aqui apesar da forma como tem sido tratado na sua própria Terra por muita gente...
Não me interessa o feitio ou o ar mais ou menos afectado que possa ter. Há-os aí muito mais afectados que nunca fizeram um caracol pela sua Terra.
Políticos profissionais como André Figueiredo, até pelo cargo que ocupa de adjunto de um Primeiro Ministro - de quem eu gosto tanto como de uma doença - não deviam andar a ser difamados nas ruas da sua cidade.
Eu tenho sido sempre adversário político dele mas tenho orgulho em ser AMIGO de André Figueiredo.
E garanto que os bons ofícios de André podiam ser muito mais aproveitado se os políticos do PS de Seia fossem mais humildes e lhe pedissem ajuda quando dela, de facto, necessitam.
Disse-o claramente a Eduardo Brito e a Filipe Camelo.
Lamento que muitos não tenham a minha opinião.
Quem fica a perder é sempre a mesma: a nossa Terra.
Porque André tem SEMPRE ajudado quando a sua Terra necessita.
E, enquanto assim proceder, terá sempre a minha Amizade e a minha Gratidão enquanto senense.
Já sei que arranjei mais uns "amigos" com este testemunho.
Paciência...
Nem todos podemos ser uns encolhidos e uns cobardolas à espera de ver de que lado sopram os ventos.
Enquanto os politicozinhos locais se ocupam das notícias sobre a licenciatura (CM) e o facebook (jornal i) do André Figueiredo, bandos de assaltantes fazem o que querem, impunemente, no coração da nossa cidade.
No edifício Castelo, um edifício recente no local mais central da cidade, alguns malfeitores entraram pela garagem na noite do dia 9 e fizeram lá dentro, calmamente, o que bem quiseram.
O modus operandi parece ter sido o que já se tem verificado em assaltos recentes no Porto e em Coimbra, segundo o proprietário do carro que foi roubado.
"Seis automóveis vandalizados, com os vidros partidos, e nem um alarme soou! Quando chegou a judiciária dispararam os alarmes todos" - referiu um dos proprietários lesados.
Isto passou-se há 6 dias mas, inacreditavelmente, Seia não possui um orgão de informação com periodicidade útil e credível de modo que a esmagadora maioria das pessoas só agora está a tomar conhecimento deste chocante acto deliberado de roubo e vandalismo.
Um manto de desinformação caiu, desgraçadamente, sobre esta cidade.
Dos dois jornais existentes, um deles é agora apenas mensal (devia pasar a revista, portanto) e o outro não tem director há quase dois anos (!!!!).
Seia tem também uma rádio de que ninguém fala, porque de tão pimba ninguém a consegue ouvir...
A isto estamos reduzidos.
Ora isto ajuda a explicar muita coisa e sobretudo muita passividade popular.
Quanto mais desinformado, menos reivindicativo o povo se torna.
Quando uma coisa com esta dimensão e impunidade ocorre em pleno coração da cidade temos que concluir que está em verdadeiro perigo a segurança de pessoas e Bens na nossa Terra.
ESCONDER O QUE SE PASSA AJUDA OS CRIMINOSOS E AFASTA O REFORÇO DA VIGILÂNCIA NA NOSSA CIDADE.
É preciso DENUNCIAR os crimes e não ESCONDÊ-LOS, para que o patrulhamento policial e a segurança sejam reforçados.
Isto é que é Serviço Público.
Que, infelizmente, também já não temos.

Restaurantes FECHADOS ao fim de semana publicitam poster do Congresso de turismo!!!
Maravilhoso!
Pelo segundo fim de semana consecutivo TODOS os restaurantes do centro de Seia estiveram fechados.
São 5.
Dos 5 restaurantes nem um só esteve aberto, novamente, no último fim de semana.
Apenas o restaurante do Hotel Camelo esteve aberto.
Um deles exibe mesmo a informação de que só está fechado ao fim de semana!!! Notável!!!
Restam os restaurantes da periferia.
Desses, indubitavelmente um dos melhores que Seia já viu acabou de fechar.
Qualidade a mais? Falta de público conhecedor? Os preços nem sequer eram exagerados...
A oferta de Seia - cidade que se diz turística - neste momento, em termos de restauração é diminuta, para não dizer ridícula.
Entretanto ontem - domingo, dia em que 70% dos restaurantes em Seia fecham - estive num restaurante em Poiares com 3 salas cheias e um período de espera de 1 hora.
Poiares não é uma cidade turística. Mas centenas de pessoas saem da via rápida para ir comer o frango às Medas.
Apesar da espera e do preço exagerados, a refeição compensa.
E porque é que não há nenhum restaurante digno de menção em Seia?
Um restaurante que leve as pessoas a vir cá?
Porque por aqui é tudo mediano e igual.
Uns foram montados com o próprio dinheiro dos empresários, outros com o dinheiro de todos nós, para inacreditavelmente concorrerem com os primeiros. Concorrerem em número, que não em qualidade.
Uns com mais, outros com menos luxo; uns com mais, outros com menos conversa fiada. A verdade é que em alguns deles se compra a conversa em vez da refeição.
Mas a conversa não é suficiente para quem frequenta restaurantes.
A qualidade do produto é decisiva. E essa, decididamente, falta.
Os senenses passam a vida a ir a Oliveira do Hospital, a Gouveia, a Canas e até a Viseu.
Onde ninguém lhes vende conversa.
Mas onde compram refeições de qualidade.
Porque é que isto não acontece por aqui?
Porque é preciso vender comida e Qualidade, mesmo.
Estes sinais nítidos de esvaziamento da actividade de restauração são o mais preocupante que há, para a nossa Terra e região.
Há umas semanas coloquei aqui uma projecção minha que aponta para um despovoamento record que se está a verificar, há 2 ou 3 anos, com o abandono em massa das populações jovens e de meia idade para outras paragens e novamente para o estrangeiro.
Por este andar, Seia verá reduzida a metade a sua população em menos de uma década. E mesmo nessa altura a que existirá terá acima de 55 anos. Gente que ou está reformada ou para lá caminha.
Seia não tem futuro se a sociedade civil continuar a não acreditar e a abandoná-la.
Há que fazer alguma coisa imediatamente.
Há que investir.
Mas investir na Qualidade do Produto e do Serviço.
Não é na converseta...
Ontem os principais restaurantes no acesso principal a Seia estavam fechados.
Os turistas andavam como baratas tontas de um lado para o outro e encolhiam os ombros.
- "Parece impossível! Já corremos 3 restaurantes e os 3 estão fechados.
A um domingo?"
Ninguém acredita.
De facto é ao domingo que os restaurantes tradicionalmente facturam.
Mas por aqui, por esta cidade "turística", as coisas não são bem assim...
Esta é mais uma evidência de que das duas, uma: ou o negócio correu bem demais este Agosto e portanto foi tudo de férias ou que as pessoas já não acreditam em nada.
Expliquem lá esta os "estudiosos" da treta do turismo. Entretidos na sua própria promoção social em congressos e simposiums inúteis, passam sempre ao lado da realidade e do fundamental.
Absolutamente ninguém segue quaisquer conclusões que se tiram destes "trabalhos" que agora proliferam como cogumelos por esse país fora.
Uns espertalhões metem uns cobres ao bolso e de resto fica sempre tudo igual.
O turismo precisa de empreendedores. Não precisa de fala-baratos que nunca investiram um tostão em nenhuma actividade turística.
O que vem esta gente que nunca fez nada pelo turismo na sua terra subitamente ensinar?
E a quem? Quem está para os ouvir?
INVISTAM, mas é!
Metam o vosso dinheiro no terreno já que percebem tanto de turismo!!!
MOSTEM NA PRÁTICA que sabem do que falam.
ENRIQUEÇAM a vossa Terra com ACTOS e INVESTIMENTOS:
E não insultem a inteligência de quem não é imbecil com palavreado furado que vale menos que zero.
O turismo precisa de empresários. De investidores.
Não é de quem nunca fez nada que tenha a ver com turismo e se vem agora armar em pavão descobridor da pólvora, a vender a banha da cobra aos que perderem tempo a ouvi-los.
Uma viagem pelo nosso país e por algumas das grandes riquezas locais...“Verão Total” é o programa que a RTP vai levar até si a partir de uma cidade, região ou localidade portuguesa. Iremos explorar o que há de melhor em Portugal desde a história, ao património, passando pelas tradições e lendas de cada local. Uma viagem pelo nosso país e por algumas das grandes riquezas locais - o ambiente, as festividades locais, a gastronomia, o artesanato, o desporto, as gentes e as figuras da terra. A cultura, a música, as curiosidades, a oferta turística, a organização do território e a realidade social da região serão outros temas “quentes” do programa.
O programa Verão Total está, desde esta manhã, em Oliveira do Hospital.
Durante todas estas horas a RTP tem conferido uma visibilidade nacional a um município que nos últimos anos se encontrava num marasmo absoluto mas que, com esta nova Câmara, parece estar a dar um grande salto em frente no sentido da sua visibilidade nacional e internacional.
A RTP (e RTP Internacional e RTP África) está a divulgar para todo o país os produtos - entre os quais o queijo da Serra da Estrela (!!!) - os locais turísticos, a cultura, as empresas e os serviços que se disponibilizam no concelho vizinho.
Ora aqui está uma divulgação infinitamente mais eficaz do que a que se consegue, por exemplo, com a Volta a Portugal - em que há poucos minutos para se dizer muita coisa - e... de borla!
Parabéns à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.
Por "Caixa d'imagens"
Este é o filme que pode visualizar em 3D no CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela em Seia.

Duas delas periféricas.
Travancinha e Carvalhal (anexa de Paranhos) são duas das freguesias limítrofes do concelho.
É preciso dizer que os alunos do Casal de Travancinha se levantam às 6 e meia para poderem estar em Seia a tempo do inicio das aulas. E que a escola de Travancinha está equipada com tudo. Pavilhão gimno desportivo e biblioteca.
Mas não há crianças...
Deixa-se despovoar o concelho - e não desertificar! Aprendam a falar e a escrever de uma vez por todas - e depois a consequência é invariavelmente esta.
Dentro de 10 anos estas freguesias estarão completamente despovoadas.
Dentro de 20 a 25 anos o concelho estará reduzido a 10 mil habitantes se o despovoamento continuar ao ritmo dos últimos 20 anos.
E quem é que cá fica?
Quem não conseguir entrar numa universidade. Praticamente o que hoje já se detecta no dia a dia.
Quais são os jovens, acima dos 19 anos, que passam o ano em Seia?
Os que não conseguiram sair daqui.
Não há nada mais preocupante do que isto, no meu entender, mas parece que ninguém leva esta morte rápida de Seia a sério.
Só quando os responsáveis políticos pela região acordarem e finalmente se derem conta da cruel realidade entrarão certamente em pânico porque tudo se dará durante o seu tempo de vida.
Eles terão a oportunidade de verificar o resultado das suas "políticas" para o interior que se consubstanciam, no dia a dia, no seu inevitável e rápido abandono por uma simples questão de sobrevivência.
Dou exemplos:
Este ano a ocupação das piscinas no Parque da Cidade foi visivelmente menos de metade da do ano passado. Houve dias de 5 funcionários para 5 clientes.
Por outro lado, um afluxo de juventude, no Parque da Cidade, similar ao do verão passado só se verificou em alguns dias de Agosto.
Isto porque em Julho os jovens universitários - a esmagadora maioria dos utentes do Parque hoje em dia - estavam ainda em exames.
Portanto em apenas um ano a frequência do Parque baixou em qualquer coisa como 40%.
Só em Agosto, como digo, se repetiu o que se verificou durante todo o verão passado - de Junho a Setembro.
Quando estes jovens se formarem e arranjarem emprego compatível - invariavelmente fora de Seia - estes jovens, que são o melhor que Seia produz, desaparecem de vez.
Toda a gente o percebe.
Se isto não é preocupante...
Para mim nada é mais preocupante do que isto.
Daí o subtítulo deste blog.
O incêndio que lavrava desde a madrugada de quarta feira no Parque Natural da Serra da Estrela foi dado como dominado hoje às 17:50, informa a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).
O fogo deflagrou cerca das 01:35 de quarta feira em Aldeia da Serra, concelho de Seia, distrito da Guarda, e à hora a que foi dominado era combatido por 269 bombeiros, apoiados por 75 veículos e dois helicópteros.
Durante a tarde foi acionado um avião bombardeiro pesado espanhol.
Os próximos 15 dias ainda são de calor, embora não tão acentuado como os que já passaram.
Para Seia deslocaram-se activos de Leiria, do Redondo e um grupo de 70 militares para ajudar a combater esta última catástrofe que trouxe à evidência a necessidade de uma reestruturação profunda da coordenação do ataque aos incêndios, aqui na região, e de outra ainda maior nas mentalidades de quem se limita a assistir ao espectáculo e de quem o reproduz.
Felizmente as populações já perceberam que têm que ajudar.
Que estes incêndios tenham servido, ao menos, para essa revolução de mentalidades.
E quando virem um atrasadinho analfabeto a tirar fotografias, em vez de ajudar, que lhe enfiem a máquina no local mais óbvio.
Aqui abaixo o texto da RTP sobre as queixas à coordenação do combate a incêndios, uma delas do Presidente da Câmara de Gouveia, um dos poucos que não tem medo das palavras nem do politicamente incorrecto
.
Entretanto há mais vida para além dos incêndios.
Autarca de Gouveia acusa falta de coordenação
O incêndio no Parque Nacional da Serra da Estrela continua a causar preocupação. É combatido por cerca de 250 bombeiros.
Para o presidente da Câmara Municipal de Gouveia a coordenação do combate aos incêndios não está a funcionar devidamente.
Em declarações à repórter Carolina Ferreira, Álvaro Amaro acusa o Comando de não conhecer em concreto os pontos de fogo.
"Não se pode comandar quando não se sabe os pontos de fogo", dizia Álvaro Amaro, alertando para "estatística a mais e coordenação a menos". O autarca, que elogia a actuação dos bombeiros, nota que algumas operações de rescaldo não são feitas.
Fogo rondou casas em Valezim, concelho de Seia
Os habitantes da aldeia de Valezim viram arder habitações abandonadas e palheiros em locais mais afastados, o que suscitou críticas à coordenação do combate. Ainda assim, bombeiros e populares impediram as chamas de chegar a outras habitações.
A população criticou o que considera a actuação tardia dos bombeiros. Segundo um depoimento recolhidos pela RTP, durante a tarde de sexta-feira, os bombeiros assistiam quando a população apagava o fogo, tendo sido necessária a ameaça das habitações para que estes entrassem no combate.
Também no concelho de Seia, em Aldeia da Serra estão envolvidos no combate mais de 380 homens e dois meios aéreos.
Eram registados 21 incêndios activos às 10h de sábado, 11 dos quais a lavrar com intensidade. Desde a meia-noite foram registados 123 fogos.
in RTP.pt
"Tendo em conta as zonas ardidas, aquele responsável (Armando Carvalho) acredita que o incêndio terá pouco impacto nas actividades económicas da montanha.
O fogo poderá até beneficiar o pastoreio, dado que as áreas ardidas deverão dar origem a novas zonas de pasto após as chuvas."
O maior incêndio de que há memória, como se vê, afinal até é benéfico na opinião do responsável pelo Parque Natural.
Ninguém acredita numa coisa destas!...
Que maravilhosa mensagem que este responsável transmite às populações!
O que se há-de fazer a um país destes?
Qualquer coisa, mas não o demitam!
Senão vai para lá um ainda pior!
Cerca de 70 militares estão em Seia, desde ontem, para ajudar nesta guerra que o fogo nos declarou.
Esta é a única guerra que eu apoio.
Apesar de termos perdido as primeiras batalhas - que porventura não teriam sido perdidas se o ataque ao primeiro fogo tivesse sido mais eficaz na madrugada de terça feira na Aldeia da Serra (diz toda a gente), e se a colaboração e a ajuda das populações aos bombeiros se fizesse sentir desde a primeira hora (digo eu) - temos que reunir todas as forças para combater esta catástrofe que se abateu sobre o nosso concelho e agora também sobre o concelho vizinho de Gouveia.
Não podemos perder esta guerra, se bem que as baixas materiais até agora já são gigantescas.
Esperemos que não haja baixas mais graves ainda...
Recordemos a História nos ensina.
Os EUA entram na 2º grande guerra após o ataque militar sem aviso a Pearl Harbour e acabaram-na usando uma super-arma ainda mais cobarde, incinerando centenas de milhares de pessoas, toda uma população civil indefesa que nada tinha que ver com a actividade militar.
Aproveitemos, pois, os ensinamentos da História:
quem o inimigo (o fogo) poupa (numa fase inicial) às mãos lhe morre...
As populações estão agora, por todo o lado, a ajudar os bombeiros.
Esse é o caminho.
Se o tivessem feito na fase inicial, na Aldeia da Serra, não teríamos chegado aos 2500 hectares de área ardida.
Dezenas de operacionais e - finalmente! - muitos populares combatem os incêndios de Paranhos e de Aldeia da Serra.
Esperemos que os meios aéres desta vez também ajudem.
Eu recuso-me a mostrar imagens dos incêndios.
Não pactuo com a disseminação deste triste espectáculo.
Os fogos que assolam o País e a região da Serra da Estrela obrigaram a organização da prova a alterar o percurso da 7.ª etapa.
No essencial a subida à Torre, em vez de ser feita por Seia, sê-lo-á pela Covilhã.
A etapa encurta 40 quilómetros e a partida acontecerá às 13h30 em vez de ser às 12h30, como estava previsto.
A etapa decorrerá como o previsto até ao Fundão (km 43,9) e depois sofrerá a alteração do percurso.
Portanto: a etapa rainha da volta foge a Seia, infelizmente, e contorna a serra pela Covilhã.
Desportivamente: o espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Prio) defende a camisola amarela e terá de defender-se também dos previsíveis ataques de David Bernabéu (Barbot-Siper) ou Hernâni Broco (LA-Rota dos Móveis), segundo e terceiro, a 43 e 44 segundos de distância.
Socialmente: em termos de visibilidade local ela fica quase a zero.
A CMS paga uma fortuna pela passagem da volta e, à semelhança do que aconteceu há 2 anos, o retorno é insignificante.
Há 2 anos foi porque choveu torrencialmente e não houve programa na Torre. Este ano é porque há incêndios e a volta não passa em Seia.
Claro que na Torre estarão os intervenientes convidados.
Vamos ver.
Para já, uma questão:
Andam para aí alguns assustadíssimos com a provável saída dos meios aéreos de Seia.
A verdade é que eles continuam aqui no aeródromo, mas Seia em nada tem beneficiado com eles, até agora.
Ontem, dia do flagelo, nenhum Canadair atacou os fogos em Seia, local onde estão estacionados.
Dos dois que estão estacionados em Pinhanços, um deles nem sequer levantou voo, ontem. Ficou parado na pista todo o dia...
90 bombeiros atacaram os fogos em Seia. Um verdadeiro exército que não conseguiu, no entanto, debelar a catástrofe. Provavelmente apenas minorá-la.
Há que repensar toda a estrutura e a logística de prevenção e combate aos incêndios.
A que existe - se existe alguma - mostrou ontem claramente que não dá resposta aos problemas.
E tudo começa pela inacção das populações. Seguem-se prioridades incompreensíveis. Acaba-se em meios que não funcionam.
Por exemplo:
1 - Ontem, ao longo da estrada Carvalhal da Louça - Seia (que esteve cortada durante horas), por volta das 7 e meia da tarde viam-se centenas de populares a apreciar as chamas enquanto alguns tractores particulares com depósitos de água tentavam debelar os incêndios.
Bombeiros... nenhum. Apenas vi 2 Jeeps estacionados na Ana Chaves.
Os populares também não devem encarar os incêndios como um espectáculo que não lhes diz respeito. Devem procurar ajudar.
Antigamente não havia tanto bombeiro e os incêndios nunca tomavam estas proporções porque os populares se mobilizavam logo no inicio para controlar os incêndios. Se ninguém faz nada e todos se limitam a telefonar para os bombeiros, quando estes lá chegarem - se houver activos disponíveis - a coisa já tomou proporções muito maiores.
Isto é do mais comum bom senso, penso eu...
2 - Ante-ontem, dia anterior aos incêndios, cerca das 11 horas da manhã, ao tentar lavar o carro no Intermarché - pensava que era mais rápido - deparo com a cena caricata de um todo o terreno amarelo pertencente aos serviços florestais, perfeitamente limpo, na fila de espera para a lavagem.
Eram tantos os carros em fila que desisti e fui embora.
Mas depois pus-me a pensar: espera lá! Então este veículo dos serviços florestais - e ainda por cima limpíssimo - não deveria estar a trabalhar no meio do mato? Esta brigada não está a ser paga para trabalhar? Ou está a ser paga para lavar o carro?
Então mas aquilo é um carro de trabalho ou de exposição em stand?
Está-se na fila, mais de uma hora, para lavar um carro - que já estava a brilhar - para depois ir para o mato?
Ou será que esse carro não anda no mato?
O que é que se passa com este absurdo?
3 - O que é que se passa com os meios aéreos que não voam? Custam dezenas de milhares por dia e não voam?
Estamos a mandar vir aviões do estrangeiro e depois eles ficam estacionados?
Para que servem estes meios estacionados em Seia ou em qualquer outro lado?
Esperemos que estas reflexões não sejam apenas minhas e sejam partilhadas por quem tem responsabilidades no combate a este flagelo nacional.
Há décadas que, em Seia, se fala de um teleférico que ligasse Loriga ou pelo menos Alvoco à Torre.
Pois bem: parece que finalmente ele será construído... mas por quem?
GRUPO BRANCAL INVESTE EM TELEFÉRICO
O Grupo Brancal, em parceria com um grupo Suiço e a autarquia covilhanense, pretende investir num teleférico que ligue Unhais da Serra às Penhas da Saúde.
O anúncio feito pelo empresário Manuel Brancal no dia em que recebeu, da assembleia de freguesia de Unhais da Serra, a medalha de mérito empresarial pelo investimento feito no hotel e termas de Unhais. Um investimento que segundo o empresário "tem excedido as minhas expectativas, com uma taxa de ocupação de 90% a 100%" e que leva o grupo a pensar noutros investimentos "por exemplo um teleférico que ligue o hotel às Penhas da Saúde, à Barragem do padre Alfredo, e regresse, é uma coisa grande como calcula". O empresário, que não quis adiantar o investimento nem o grupo suiço parceiro do projecto, garante que "a negociação que está a ser feita é do capital porque licenças está tudo".
Sem avançar números, Carlos Pinto diz que se trata de um investimento de uma grandiosidade financeira que só é possível com apoios comunitários "está dependente da vontade dos decisores do QREN porque ele só se torna rentável se comparticipado". Para o autarca covilhanense o governo tem que esclarecer "se os projectos na área do turismo, é o caso também do parque de sky urbano que está candidatado e ainda não temos resposta, vão só para o Algarve ou se vêm também para esta zona do país". Segundo Carlos Pinto a decisão é política uma vez que "o modelo construído de decisão dos fundos comunitários tem mais de político do que de técnico".
O teleférico, que iria ligar a vila de Unhais da Serra às Penhas da Saúde, é segundo o empresário Manuel Brancal "uma exigência dos nossos clientes" e segundo Carlos Pinto "um elemento de grande valorização quer de Inverno, com um acesso fácil às pistas de sky, quer de Verão, uma vez que permite desfrutar desta paisagem lindíssima".
Portanto tudo indica que, se obtiver verbas do QREN, Carlos Pinto passará a perna a Seia e construirá a mais importante infra estrutura turística da Serra da Estrela. A primeira, recorde-se, é a Estância de ski, totalmente localizada em terras de Seia mas explorada pela Turistrela, empresa igualmente sediana na Covilhã.
Por cá, as pessoas continuam distraídas com as acessibilidades para o Palácio do Gelo.
Por lá, a preocupação é explorar os imensos tesouros que a Serra tem escondidos no seu seio.
Esta é a diferença de visões entre a iniciativa privada do lado de cá - míope e tacanha onde de tudo se fala mas nada nunca se consegue concretizar, e a do lado de lá - incomparavelmente mais progressista e moderna.
O imobilismo e o deixa andar de uns conduz a que outros se apropriem daquilo que é de todos.
É a História quem no-lo ensina.

Em vários pontos do país se vende este queijo.
Aqui ninguém o conhece.
Pelo que pude verificar trata-se de um queijo produzido por alguém não especificado para, pelo menos, duas empresas. Uma delas eu conheço porque está ligada a um Museu muito conhecido aqui de Seia, mas a outra não.
De qualquer modo trata-se de uma apropriação da marca Seia (que nunca poderá ser uma marca registada) porque alguém percebeu que a marca Seia vende.
É pena que seja um espertalhão a apropriar-se daquilo que é Património de todos.
Mas ao menos que o produto seja de Qualidade e que alguém leve o nome da nossa Terra para outras paragens, já que parece que por aqui ninguém parece estar interessado nisso.
Li há tempos num jornal que o PSD local (um partido que não tem direcção efectiva desde 2005) "voltou atrás" e quer que a feira semanal continue a realizar-se onde hoje se realiza. No centro da cidade e às quartas feiras.
É uma atitude politica e historicamente pouco inteligente.
A feira semanal já é, só por si, uma coisa obsoleta.
Ali se vende roupa contrafeita e dvds piratas à frente de toda a gente.
Os crimes de contrafacção e usurpação de propriedade intelectual, perpetrados às quartas feiras, são visíveis e públicos e eu próprio já os fotografei e publiquei.
A Asae foi lá 2 vezes e por duas vezes encheu dezenas de sacos de mercadoria contrafeita - quiçá roubada - e os dvds piratas. O que só por si daria prisão.
Mas ninguém foi detido.

Mas mesmo que não se perpetrassem esses crimes, manter a feira no espaço mais nobre da cidade é um atentado contra o progresso.
Para além de que ninguém ganha nada com isso.
O cliente da feira vai à feira esteja ela onde estiver e é falso que haja mais movimento comercial na 1º de Maio por causa da feira. Tive lá uma loja durante quase 10 anos e sei bem que às quartas feiras de manha praticamente nada se fazia. Eram as manhãs mais fracas, as de quarta feira, e todos os vizinhos o corroboravam.
Mas mesmo que assim não fosse, isso seria negativo para todos os comerciantes que não estão instalados na 1º de Maio, não é?
Esta já costumeira falta de visão estratégica do PSD local(?) é algo que pasma qualquer um.
Parece que não há ali ninguém que faça a mínima ideia das consequências dos seus actos.
Manter a feira medieval no centro da cidade é das decisões mais retrógradas e tipicamente erradas que já vi.
Mas é só por estas desgraças que se fala do PSD(?).
Continua a não acertar uma...
O que o PSD(?) devia fazer era ultrapassar o PS local e tomar uma atitude histórica e progressita: propor que se BANISSE imediatamente a vergonha pública que é a feira semanal de Seia.
Porque aquilo já era uma perfeita vergonha nos anos 80 e agora, em pleno sec 21, aquela barracada imensa no centro da cidade é totalmente inadmissível.
Para além de inestético, promíscuo, pouco asseado nomeadamente no que concerne a comidas e bebidas (não há água corrente para se lavar a louça, sequer) aquele tipo de feiras não tem lugar numa sociedade contemporânea e civilizada.
Nem sequer se pode alegar protecção aos comerciantes porque os feirantes nem sequer são do nosso concelho e muitos deles vendem mercadoria visivelmente marada. A maior parte não paga impostos e tudo isto se traduz numa subversão absoluta do comércio.
O comerciante tradicional paga renda, impostos, segurança social dos empregados.
Há que acabar com essa pouca vergonha terceiro mundista das feiras semanais e o mais depressa possível; quanto mais mantê-las e no local nobre da cidade!...
Parece que certos senenses têm gáudio em exibir as nossas maiores vergonhas aos nossos visitantes...
Manter aquela aberração civilizacional ali é uma verdadeira pobreza intelectual...
Se não têm coragem para acabar de vez com aquela pouca vergonha, ao menos escondam-na dos olhos do turista.
Porque o futuro de Seia passa pela Cultura, pelo progresso, pela Qualidade de Vida e pela Qualidade dos produtos aqui transaccionados.
Não passa pela contrafacção, pelo subdesenvolvimento, nem pela miséria intelectual.

Decorreu, ontem e na sexta feira passada, o segundo fim de semana do Summer Beats, festival de DJs e de Dance Music na Esplanada do Parque Municipal.
Desta vez com DJ Peter Belt e ontem com o DJ Panchito.
Mais do que a dance music da berra, a forma de a sequencializar foi absolutamente genial...
Parabéns aos 5 DJs que, em apenas duas semanas, já passaram pelo Parque:
DJ Peter Glam
DJ Ktano
DJ Bota
DJ Panchito
DJ Peter Belt
e um VJ: Flux.
Um agradecimento especial à JC Som, que colaborou com a robótica.
Sigamos para Bingo.
Na próxima sexta feira continuaremos...
Após uma semana de estudo dedicado as duas orquestras formadas pelos 150 Jovens do Curso de Sopros e Percussão apresentam-se hoje, Sexta, 16 de Julho às 21:30h na Casa da Cultura de Seia.

Seia, a castanho, é o concelho mais populoso mas também aquele que mais rapidamente perde população.
Em 2051, se tudo continuar como nos últimos anos, Seia será apanhada por Oliveira do Hospital nos cerca de 18 mil habitantes. Metade do que teve na década de 60.
Este gráfico só tem em conta os últimos anos. No gráfico anterior entrava-se em linha de conta com a perda de população desde 1960, que é muito mais dramática mas porventura menos significativa.
Neste gráfico está reflectido também um factor de correcção que é o seguinte: num processo normal de despovoamento acelerado, numa primeira fase, as pessoas têm tendência a abandonar as aldeias para se fixarem, embora provisoriamente, nas capitais de concelho. Isto atrasa, em termos globais, o despovoamento global. Numa segunda fase verifica-se a migração para outros concelhos e até a emigração.
Oliveira do Hospital, a verde, é o concelho que tem resistido mais ao despovoamento. Seia e Gouveia, menos.
Gouveia, a azul, apresenta uma situação dramática uma vez que perde pessoas quase ao mesmo ritmo de Seia mas tem muito menos gente. Daí a inclinação da recta ser praticamente a mesma.
Os responsáveis da CMG há muito pressentiram o perigo. Daí a panóplia de actividades e eventos com que o Município tem brindado os munícipes, nos últimos anos, no sentido do estancamento desta sangria.
Pesoalmente não acredito que esta estratégia venha a ter muito sucesso dado que, claramente, o despovoamento não tem abrandado.
Considero, no entanto, que o Presidente do Municipio de Gouveia mais não pode fazer. Tem lutado, com denodo e com todas as suas forças contra o despovoamento da sua Terra.
Não sei é se irá a a tempo.
Se Seia não abrir os olhos o mesmo lhe poderá acontecer.
Ainda temos muita gente.
Estamos noutra escala.
Há ainda muita Vida e muita juventude, em Seia. O mesmo já não se verifica em Cidades como Gouveia, Fornos, Celorico, Trancoso, Nelas, Mangualde, Tábua.
Resta saber por quanto tempo.
Pelas minhas contas estamos já no limiar do que aconteceu com Gouveia no último mandato de Santinho Pacheco.
Quanto a mim, esta será a última oportunidade de estancar o despovoamento de Seia.
Cabe ao Presidente e ao gabinete que criar combater esta crise e encontrar as soluções para a nossa Terra.
Organizado pelo INATEL e pelo Conservatório de Música de Seia, a 5ª edição deste encontro de jovens músicos filarmónicos decorre esta semana, de 12 a 17 de Julho de 2010 em Seia.
Workshops de gravação, edição de partituras, história da música, formação musical e sobre o ensino de música em Portugal.
Estadias gratuitas para os jovens músicos de outras localidades.
Este turismo representa uma facturação de 700 milhões/ano.
O turismo religioso traz a Portugal cerca de 7 milhões de pessoas por ano, correspondentes a uma facturação de 700 milhões de euros. Estes números que representam cerca de 10% do movimento turístico nacional são bem exemplificativos da importância que este segmento deve ter aos olhos dos responsáveis pelo sector.
Bernando Trindade, secretário de Estado do Turismo, diz que "o turismo religioso é um contribuinte líquido para a procura de Portugal e pode justiifcar que se olhe para o pólo Leiria-Fátima com outros olhos". Na base desta constatação do secretário de Estado estão os números divulgados pelo próprio Santuário de Fátima e que dão conta de um número de cinco milhões de turistas por ano, quatro milhões dos quais peregrinos.
http://economico.sapo.pt
Seia possui, por exemplo, a Sra do Desterro com as suas múltiplas Capelas, a Sra da Guia em Loriga, A Sra da Saúde em Valezim, Vila Cova e o projecto inacabado da escadaria para a Virgem (?), Travancinha e a sua feira dos Santos e, acima de tudo, a espectacular sta Eufémia em Paranhos.
A verdadeira Fátima senense.
Um recinto como não há outro no interior do país. A feira dos Santos em Mangualde, por exemplo, se fosse realizada num recinto daqueles seria algo de notável.
Para que servem?

Este gráfico mostra a evolução esperada da população de Seia nos próximos anos se tudo continuar a passar-se como nos últimos 10 anos.
Assistimos a um ritmo actual de perda de população de 5000 pessoas por década.E eu não vejo ninguém preocupado com isto.
Da geração dos meus filhos NINGUÉM - repito - NINGUÉM ficará em Seia a trabalhar.
Dos estudantes universitários que hoje estudam nas Universidades Públicas - a nata da juventude e o que seria o futuro da nossa Terra - nem um ficará em Seia.
Nem os que se formam na ESTH cá ficam a trabalhar.
Portanto este gráfico até é benévolo.
Seia extinguir-se-á muito mais rápidamente ainda do que aqui é indicado.
Quando a minha geração, que agora tem 50 anos, se reformar, Seia só terá a juventude das familias que vivem do rendimento de inserção social.
Já hoje verificamos que nenhum recém licenciado em Universidades Públicas fica em Seia.
Nos últimos anos vieram para lugares de destaque, nas várias vertentes económica e social, alguns dos piores alunos da escola secundária e pessoas de fora que tiraram cursos em privadas de duvidosa reputação cientifica.
São essas "as forças vivas" na nossa Terra.
Forasteiros "licenciados" em institutos marrecos e senenses indiferenciados.
Os melhores de entre nós foram-se, entretanto, embora.
São eles próprios forasteiros noutras terras.
Portanto: o melhor de Seia vai enriquecer outras terras enquanto para a nossa veio gente mediana, sem qualquer atribuição notável que passa a vida a fazer o mesmo.
Seia exporta todos os anos Inteligência e tem importado mediocridade.
Isso paga-se a curto prazo e Seia está já a pagá-lo.
É altura de quem manda na nossa terra começar a preocupar-se com os factos e com as evidências.
Há quem defenda que ainda bem que veio gente de fora, embora de qualidade discutível, porque os de cá ainda são mais tacanhos.
Se assim for o panorama ainda é pior do que eu pensava.
Urge trazer para o centro do debate político o despovoamento e a forma de o combater.
E pôr de lado preocupações mundanas e banais.
Parar de fazer SEMPRE O MESMO todos os anos.
É preciso reinventar.
Fazer coisas novas.
O município tem-se preocupado tradicionalmente com o mesmo: eventos anuais repetitivos do tipo toma-o-cheque-e-vai-te-embora e Fiagris reestafadíssima a que ninguém liga a ponta de um caracol.
Há que olhar mais longe. Urgentemente.
Pensar sobre a situação actual do concelho.
Sabemos que não há oposição em Seia - fruto do mesmo fenómeno: os melhores vão-se embora. Mas então que seja o próprio município e o seu Presidente - um dos últimos resistentes ao despovoamento - que se rodeie de gente de qualidade (vá buscá-la fora se cá a não houver) crie um conselho ou um gabinete de apoio que esboce um plano estratégico e estruturado para a salvação da nossa Terra.
Isto chega a ser dramático. O despovoamento é tão rápido que na Wikipédia ainda se pode ler que "Estão localizadas em Seia as mais importantes fábricas têxteis (lanifícios) do país, que dão trabalho a mais de 5.000 trabalhadores. Possui unidades nos ramos da electrónica, metalomecânica e construção civil."
Meu Deus!!!
Na última noite, de sábado, cumpriu-se a segunda do Summer Beats na Esplanada.
No conjunto das duas noites mais de 1000 jovens frequentaram o parque da cidade, à noite.
E pelo parque se repartiram, convivendo, socializando.
Desde o fundo do parque, nas mesas de madeira, até ao anfiteatro (!!!) houve jovens em todo o lado.
A alegria e a animação invadiram o coração da cidade nestas últimas duas noites. As expectativas dos organizadores foram cumpridas.
Os DJs é que se lamentavam que os jovens de Seia são muito envergonhados e se fosse em Oliveira começava logo tudo a dançar...
Bom mas o objectivo não era transformar o parque numa discoteca, até porque bem sabemos que só a partir das 3h é que as discotecas começam a funcionar. É um problema de hábitos e este fenómeno regista-se por toda a Europa.
E não é em vão que, há anos, a juventude de Seia frequenta a noite de Oliveira que é bastante animada. Os Oliveirenses são mais extrovertidos e os senenses mais envergonhados.
Paciência.
O objectivo era apenas esse: proporcionar alegria e animação ao coração de uma cidade que, até há poucos meses, era apenas um antro de maus encontros à noite.
Hoje completamente reabilitado, o Parque é frequentado de dia e também à noite por famílias inteiras.
Summer Beats pretendeu contribuir também para isso: foi uma borla que a concessionária decidiu oferecer à população. Sem pedir nada em troca.
E continua hoje à tarde, a partir das 14 horas, terminando com a final do Mundial de Futebol entre a Espanha e a Holanda.
O objectivo era que os jovens se tivessem divertido e gostado de ter ficado no local mais aprazível que a sua cidade tem para lhes oferecer: o parque municipal.
E a verdade é que pelo menos este fim de semana não se registaram acidentes entre jovens a viajar de madrugada para as discotecas.
Apesar de todas as tentativas de boicote levadas a cabo por gentalha que já não devia estar no mercado há anos (dada a quantidade de cheques carecas e calotes distribuídos por Seia inteira) e que manda as namoradas telefonar para a câmara, o dia Zero do arranque do Summer Beats não podia ter corrido melhor.
O parque esteve cheio com centenas de jovens em alegria, animação e rostos felizes.
3 DJs que sabem muito bem o que estão a fazer usando a mais recente tecnologia e um VJ de se lhe tirar o chapéu animaram a noite de sexta feira que assim ficará na história da animação pública nocturna como a primeira noite de beat nocturno LIVRE que se praticou em Seia.
Quem quiser dança, quem não quiser conversa e passeia por todo o parque porque na esplanada a música é apenas de ambiente e no fundo do parque já nem se ouve.
Ao nível das casas na rua contígua o nível de ruído medido ontem era de 65 dB máximo, o que é bastante mais reduzido do que o produzido por um carro a passar. Cerca do mesmo que produzem os passarinhos a cantar.
No entanto, nesta Terra há sempre ranhosos que se mortificam quando as coisas correm bem e vai de telefonar para a GNR.
Ainda bem, porque assim os 2 agentes puderam verificar que a Esplanada tem licenças até às 2 da manhã e que a festa Summer Beats estava legalmente licenciada pela SPA.
Mais concluíram que o nível de ruído era residual, fora da zona da festa e que não era superior ao de um dia normal.
Tudo isto foi conseguido através de um aturado estudo acústico, aproveitando as caracteríticas do local.
Se conseguirmos evitar que os jovens da nossa terra se estoirem a caminho das discotecas de Oliveira e Viseu e possam encontrar na sua Terra a diversão e o convívio social que procuram DE BORLA dou-me por completamente satisfeito.
Só gasta dinheiro quem quer. A diversão é gratuita.
E um Sumol, 7Up, Compal, Coca Cola ou Pepsi custam 1 euro. Não custam 3 nem 4 como numa discoteca fechada.
A cerveja também. E, ao contrário dos bares falidos e queixosos, não vendemos álcool a menores de 16 anos nem a quem quem se mostre embriagado.
Isto chama-se Serviço Público feito por uma entidade privada.
Deve ser acarinhado pela sociedade.
A única nota negativa foi que, já depois de terminada a festa um bando de energúmenos drogados provenientes de uma vila perto de Seia, invadiram o parque infantil. Valeu a pronta intervenção da GNR que de imediato retirou os drogados dos brinquedos que se destinam às crianças e estavam a ser vandalizados por aquela escumalha proveniente de uma vila próxima de Seia.
De resto correu tudo da melhor maneira como vários funcionários da autarquia ali presentes e as forças da ordem podem testemunhar.
Os bares falidos e as suas namoradas de época baixa terão que se dedicar a outra actividade que essa de tentar meter medo ao executivo com falsidades não pega...

Os melhores DJs...
O melhor som...
A melhor iluminação!
Tudo ao ar livre....
Sem qualquer consumo obrigatório.
Uma oferta da Esplanada do Parque à juventude do Concelho (e não só!)
Para animar toda a malta.
Jove e não tão jove.
O final da Fiagris é o momento natural para se fazer o balanço da actividade governativa no que ao lazer diz respeito, na nossa cidade.
No entanto, dado o curto lapso temporal decorrido desde a eleição deste novo executivo até à realização do evento, não o farei, para já.
Falarei apenas da Feira e deixo o balanço final do ano para depois da costumeira Cine-Eco.
A Fiagris vem reflectindo, naturalmente, a diminuição do interesse manifestado pelas empresas e pelos públicos pela feira no que concerne à sua componente de actividade empresarial.
O público vai à feira ver concertos. Ponto final.
Se tiver tempo dá uma volta pelo stand do pavilhão. Raros são os que visitam os pavilhões do recinto da feira lá em baixo.
É assim há uma série de anos. Nada disto é novo.
As empresas que expõem têm a ilusão de publicitar os seus produtos mas, salvo cada vez mais raras e honrosas excepções, isso não se verifica.
O povo passa pelos pavilhões mas não se detém a ver nem a apreciar os produtos expostos.
Fá-lo como que cumprindo uma obrigação.
A Feira, em 95%, são os concertos.
E logo esta evidência demonstra a total falência do formato FIAGRIS enquanto Feira Industrial, Comercial e Agrícola. Não é nenhuma das 3. Venho-o escrevendo há anos. Cheguei a propor a mudança de nome que de forma nenhuma se ajusta ao que se tem passado na feira desde há anos.
Se aquela feira fosse representativa do que se passa no nosso concelho, em termos empresariais, estaríamos bem pior do que estamos hoje.
No meu tempo, quando eu expunha instrumentos musicais e depois telemóveis da Telecel e Vodafone, a Feira era uma festa. Havia música ao vivo nos stands, novidades tecnológicas, apresentação de produtos em primeira mão. Automóveis, motos, equipamentos de tecnologia avançada, grandes empresas expunham os seus serviços e produtos no pavilhão do União Desportiva de Seia porque não cabiam em mais lado nenhum.
Hoje nada disso existe.
A bem dizer a Fiagris esvaziou-se até à dimensão de uma mera feira artesanal e pálida mostra de associações para preencher espaços.
E mesmo assim fraquíssima.
E, para conseguir que o seja quase exclusivamente artesanal, ainda é preciso pagar aos artesãos para que cá venham.
Está tudo subvertido.
A Fiagris definhou a uma velocidade muitas vezes superior à da própria cidade que ainda continua viva, felizmente.
Depois a falta de público:
Os estudantes universitários estão em exames em princípios de Julho.
Os emigrantes ainda não vieram.
As entradas custam 2 euros por pessoa. Uma família de 4 gasta 8 euros por dia só para entrar. Resultado: ninguém apareceu na quinta feira, dia em que o inacreditável cartaz era ainda menos apelativo. Uns mascados a tocar tambores repetitivamente sem jeito absolutamente nenhum.
Sem variações, sem contra-tempos, sem solos, sem absolutamente ingrediente que despertasse o interesse do espectador para além da fraca coreografia e as pinturas e guarda roupa chocante.
Nada de música como os stomp, por exemplo, fazem.
Foi um flop como eu nunca me lembro ter visto.
Percebe-se a tentativa do Município em associar a Feira ao feriado municipal, mas já não percebo porque é que o feriado Municipal tenha que ser a 3 de Julho.
Seia existe há milhares de anos, não só de 86 para cá.
E o 3 de Julho nada diz a Seia. A data em que foi elevada a cidade foi uma coincidência e muitas outras vilas foram elevadas à categoria de cidades no mesmo dia.
O Feriado de Seia deveria ser, por exemplo, a data em que nasceu Afonso Costa, o senense mais ilustre até à data. Mas isso seria em 6 de Março. Inverno. Não pode ser.
Então que fosse a 15 de Agosto, respeitando a tradição religiosa local. Mas essa é a data em que os artistas levam mais caro... Ficaria no dobro do que fica hoje, a feira, e os artistas teriam que ser contratados com muita antecedência, o que parece ser uma recorrente impossibilidade.
Estamos, por isso, condenados a gramar a feira em Julho?
O 3 de Julho não serve para a Fiagris. Está demonstrado.
A ideia era boa mas não seu resultado.
Não há estudantes nem emigrantes.
Agora temos 3 longos meses de Verão pela frente sem actividades programadas.
Mas voltemos à feira:
A Feira reflecte o estado do concelho.
Parado.
Houve, no entanto, um evento muito positivo: a zona dos bares, a animação com os DJs e o brilho que o ecran de leds de 12 metros quadrados conferiu ao local.
Um pioneirismo que será, por certo, copiado pelos municípios vizinhos.
Infelizmente grande parte da juventude - a mais culta - não estava cá. Foi uma pena.
Mas houve várias coisas mal feitas:
1 - O palco 2, que não serve para nada, encostado aos restaurantes. Só serviu para incomodar quem tentava jantar com alguma calma e descontracção. O publico não quer saber de artistas menores. Quer saber dos maiores e ninguem se deteve a apreciar o trabalho desenvolvido pelas bandas da prata da casa. E, para quem está num palco, é terrivel ver o desfile de pessoas à sua frente nenhuma delas ligando peva ao trabalho dos músicos.
O palco 2 deveria ter um grupo de baile para entreter as pessoas e po-las a dançar antes e depois dos concertos. DJs em cima e bailarico à portuguesa em baixo. Nunca bandas em concerto.
2- Os espaços expositivos no largo da feira valem zero. Ninguem lá vai. A esmagadora maioria das pessoas com quem falei, na área dos bares e no anfiteatro, não passou lá.
3 - Mas o pior de tudo foi mesmo a escolha dos artistas. Espectáculos urbano-depressivos não são necessários em lado nenhum e menos ainda em Seia.
Rua da Saudade é bom para um recital. Numa Casa da Música, numa Aula Magna. Nunca para 5500 pessoas num auditório ao ar livre ávidas de alegria e diversão. Deolinda idem. David Fonseca, espertalhão, escolheu os temas mais alegres para animar a coisa.
Marco Horácio veio fazer sorrir - e não rir - algumas pessoas.
Da cena degradante dos tambores nem é bom falar.
O cartaz foi, de facto, absolutamente desajustado para uma festa que se queria de alegria e animação.
E porque é que isto acontece?
Porque quem escolheu os artistas não percebe nada disto.
Digo-o sem rodeios e sem medo de ferir susceptibiulidades porque é a mais pura das verdades.
Quem escolhe Rua da Saudade ou Toca a Rufar - sem outra banda de apoio - para uma Fiagris como a nossa simplesmente não sabe o que está a fazer.
Deolinda ainda se desculpa porque dois dos elementos são oriundos do nosso concelho. Mas também só por isso. Um grupo que nem sequer apresenta um instrumento de percussão não pode animar a malta e nunca poderia ser escolhido para o encerramento de uma festa.
Mas lá está: é muito amadorismo ou ignorância da parte de quem contrata e muito xico-espertismo da parte de quem vende os artistas.
Eu recusava-me a fornecer estes artistas para a festa da minha Terra.
Tinha vergonha.
Mas vergonha, ao contrário da azelhice, é coisa que cada vez menos têm e o que mais há é espertalhões que querem é ganhar o deles pouco se importando se os espectáculos vendidos têm ou não alguma coisa a ver com o que é bom para a nossa Terra.
Querem é o cheque no bolso no final de cada espectáculo e o resto é conversa.
Eu lamento profundamente que quem percebe disto - e a empresa que tem sido incumbida há anos de vender artistas para a Fiagris percebe disto, justiça lhe seja feita - aproveite a azelhice de jovens impreparadas a quem foram inacreditavelmente dados poderes para contratar os artistas, para vender o que naquele momento lhe dá jeito.
A pergunta é: porque é sempre a mesma empresa a vender os artistas para a Fiagris?
Será que este ano não tinham uma proposta alternativa muito mais alegre e abrangente, que motivasse os espectadores e os deixasse felizes - em vez de deprimidos - no final de cada concerto?
Parece-me bem que sim.
Então porque seguiram a via urbano-depressiva?
Foi proposta do agente incumbido ou pura ignorância de quem decidiu?
Uma coisa ou outra - ou se calhar ambas.
Mas foi mau.
Se a Fiagris é 95% de espectáculos então este ano foi 95% de fiasco.
Salvaram-se os bares os Djs e o VJ a quem endereço os meus parabéns pelo trabalho efectuado.
Foi pena, mais uma vez, que a maioria do público ao qual se dirigia o evento não estivesse presente por motivos profissionais.
E para o ano há mais.
Esperemos que não mais do mesmo.
Então o que fazer?
Eu tenho 2 projectos para a remodelação da Fiagris.
Um se se pretende apenas reformar o formato e outro se se pretende remodela-lo inteiramente.
Claro que não os vou colocar aqui, de borla, para que sejam MAL COPIADOS por quem tem o dever de implementar melhorias, que é para isso que recebe o seu ordenado ao fim do mês.
Trabalhem e puxem pela cabeçona!
Na sequência da decisão de fundir todos os agrupamentos de escolas do Concelho num mega Agrupamento sediado na Escola secundária, o partido que assumiu a oposição a esta ideia "pioneira" foi o PS.
A oposição ao governo PS, em Seia, é liderada pelo PS.
O PCP mostra-se preocupado com o fecho do interior, e o PSD e o CDS não se mostram preocupados com nada.
Nem se esperava outra coisa.
Quando faltarem 6 meses para as próximas eleições lá os veremos acordar da costumeira hibernação de 3 anos e meio.
Quando os agricultores abandonam as terras, o mato e os bichos ocupam-nas em pouco tempo.
Se as pessoas que manifestam ideias criadoras, que são capazes de as desenvolver em projectos inovadores, que realmente podem contribuir para o benefício de uma Terra acabam por desanimar e se vão embora ou simplesmente deixam de lutar contra a mediocridade globalmente estabelecida, quem perde é toda a comunidade.
Porque abandonam, os mais capazes, a nossa Terra?
Diz-se que os melhores em cada terra do interior a abandonam o mais depressa possível. Porque cá não há empregos, porque cá não há forma de desenvolverem a sua vida de uma forma compatível.
Eu sou um exemplo do contrário. E conheço outros.
Tive ofertas de emprego em grandes empresas nacionais e multinacionais e decidi ficar na minha Terra.
Deixei a indústria - a minha formação técnico-científica - para me dedicar ao ensino.
A escola tornou-se a minha empresa e Ensinar a minha missão.
Já lá vão 24 anos.
Os licenciados que permaneceram em Seia praticamente todos ficaram na Escola.
A Escola constituiu-se como a grande empresa que absorveu a mão de obra mais qualificada do interior. A maior concentração de trabalhadores intelectuais encontra-se na escola e não na indústria, no comércio, na agricultura ou nas pescas.
Não nasci em Seia. Vim para cá com 7 anos de idade para a segunda classe do saudoso professor Ferreira. Um professor e um lutador anti-opressão que dominava a sociedade da altura.
«Um Homem fala alto e mija direito
Um Homem refila sempre quando tem razão.»
Eram as suas duas máximas.
E, bem sabendo que falava para crianças de tenra idade com médias etárias de 8 anos, o grande Professor ia-nos ensinando que tinhamos que lutar contra a injustiça, o compadrio, a mediocridade e a estupidez organizada que assolavam este país nos anos 60 e 70.
Já se condecorou tanta gente que mais não merecia que uma medalha de cortiça, talvez fosse chegada a hora de homenagear este Professor que foi um os maiores combatentes senenses pelos valores da República, da Igualdade, da não-descriminação dos pobres pelos ricos, da Justiça e da Democracia.
O professor Ferreira, ao contrário de alguns seus colegas da altura, não era um medíocre. Orgulhoso da sua inteligência, não era, no entanto, um pedante. Era o oposto a isso. E ensinou-nos a abominar a mediocridade e o pedantismo que são as formas mais visiveis da falta de inteligência, ou seja: da estupidez.
Portugal é, pelo menos desde há 400 anos, um país mediocre.
Esgotámos o ouro do Brasil, perdemos esse território por uma velhacaria do D Pedro e a partir daí foi sempre a descer.
Hoje, Portugal é um país maravilhoso no que diz respeito às suas condições climáticas e às suas belezas naturais, mas perfeitamente medíocre no que concerne à qualidade do seu povo, dos cidadãos.
Cidadãos esses que começam logo por abdicar da sua principal arma de defesa consagrada na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos do Homem: a sua própria cidadania.
Portugal é hoje um país medíocre, no seio dos seus pares, no que respeita à Educação que ministra aos seus jovens, mas consegue ser ainda pior do que isso na Justiça que (não) ministra e na Saúde que (não) promove.
E pior do que isso - o que impossibilita qualquer esperança de futuro - na improdutividade do seu povo.
São poucos os que trabalham, menos os que produzem algo e quase uma fracção ínfima da população aqueles que fazem BEM.
E é este o maior cancro deste país.
A falta de produtividade.
Quando a esmagadora maioria dos cidadãos, chamados também de "funcionários", ganha a vida a pouco fazer, a pouco produzir e a nada acrescentar mais valia, não há progresso nem desenvolvimento à vista.
Muito pelo contrário.
(continua)
E é esse o mote para o meu próximo texto que se denominará
Manifesto anti-mediocridade.

ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEIA VENCE SESSÃO NACIONAL DO EUROSCOLA
A Escola Secundária de Seia, em representação do distrito da Guarda (por ter ganho a fase distrital), obteve o 1º lugar no Concurso Nacional Euroscola 2010, preparando-se agora para representar Portugal na fase europeia, que decorrerá no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
A apresentação do trabalho foi feita pelos alunos Andreia Gomes e Bruno Dias, do 10º C, com o acompanhamento do Prof. Alberto Reis.
Em Janeiro, os alunos apresentaram a concurso um texto sobre o tema proposto, o mesmo do Ano Europeu de 2010: Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social.
No dia 16 de Março, na Assembleia Municipal da Guarda, o trabalho - Erradicação da pobreza, das desigualdades e da exclusão social na Europa: uma questão consensual, uma questão prioritária! – foi apresentado oralmente perante um júri, com o suporte de um filme produzido pelos alunos. A vitória nesta fase concedeu-lhes o direito de representar o distrito da Guarda na fase nacional que decorreu em Lisboa, na Assembleia da República nos dias 26 e 27 de Abril de 2010.
A prestação na Sessão Nacional excedeu as melhores expectativas, tendo a Escola Secundária de Seia saído vencedora perante as escolas ‘campeãs’ de todos os 18 distritos de Portugal e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
O Euroscola é um concurso que visa seleccionar, a nível nacional, as escolas que irão representar Portugal nas Sessões Euroscola do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, onde jovens de toda a União Europeia debatem temas europeus.
As sessões Euroscola contam com a participação de cerca de quinhentos jovens, representantes dos vários Estados-membros da União Europeia, tendo como objectivo: familiarizar os jovens com o funcionamento das instituições europeias; consciencializar os jovens sobre a sua condição de cidadãos europeus e a importância da sua intervenção na organização futura da Europa; promover o envolvimento, oferecendo-lhes a oportunidade de exprimir, a partir de uma tribuna, opiniões pessoais.
Em cada sessão os jovens participam em grupos de trabalho multilingues, seguidos duma reunião plenária, fazendo uso dos seus conhecimentos linguísticos para comunicar com os seus homólogos, incentivando-se a compreensão mútua dos diversos ponto de vista e expectativas.
O programa é organizado a nível nacional pelo Instituto Português da Juventude e pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República e das Direcções Regionais da Juventude dos Açores e da Madeira.
Escreve Joaquim Pinto Gonçalves:
João Pina, neto do fundador do Grupo Desportivo Loriguense, Carlos Pina, e filho do Loriguense António José Pina, sagrou-se hoje campeão da Europa em Judo, em Viena, fazendo subir a Bandeira Portuguesa e ouvir o nosso hino, nos europeus de Judo a decorrer na capital Austríaca.
Parabéns ao atleta.
Não é por ser de Loriga que ele é notável.
É por ser excelente naquilo que faz e por lutar sem reservas pelo que acredita entregando-se de corpo e alma à sua luta que João Pina, que por acaso é de Loriga, é notável.
Gostava que o bom povo de Loriga visse no João um exemplo a seguir.
Que acabassem com separatismos estéreis e se unissem, finalmente, numa causa comum.
E a causa não é uma palhaçada qualquer. A causa é a da sua própria sobrevivência enquanto Vila.
Se um conterrâneo vosso conseguiu levar a nossa bandeira ao melhor que há na Europa, os Loriguenses, donos de uma das mais belas pérolas da Serra da Estrela, também podem conseguir.
Só têm que se unir e trabalhar em conjunto para o vosso desígnio e objectivo comum.
TSF:
O português João Pina sagrou-se, esta sexta-feira, campeão da Europa de judo na categoria de -73 kg, ao derrotar o russo Batradz Kaitmazov na final, em Viena.
Em declarações à TSF, o judoca revelou que este título resulta de «muitos anos de trabalhos» e neste momento já «pensa nos jogos [Olímpcios] de Londres» em 2012 e «fazer bons resultados».
Este é o melhor resultado de sempre do judoca do Sporting, que nunca tinha conseguido uma medalha em europeus, mundiais ou Jogos Olímpicos, como sénior.
Para chegar a este resultado histórico, o judoca português venceu cinco combates, o último dos quais com uma preciosa vantagem de waza-ari, logo aos 17 segundos.
João Pina apresentou-se muito forte e supreendeu o adversário nos instantes iniciais, com uma pega que projectou Kaitmazov no tatami, com o russo a cair sobre um dos ombros e o árbitro a dar o waza-ari (segunda pontuação máxima) ao português.
«Era uma final e não podia deixar escapar, por isso, desde o início comecei a lutar muito bem e a tentar ganhar vantagem. Depois foi gerir bem o combate até ao final», revelou.
O ouro de Pina sucede à medalha de bronze conquistada por Telma Monteiro nos Europeus de Viena, na quinta-feira, em -57 kg.
Desde sempre tenho defendido que Seia só progride se investir na sua promoção turística. Promoção e oferta, bem entendido.
Promoção sem oferta é inútil e negativa.
Venho defendendo esta saída estratégica para a minha Terra desde os princípios de 90.
E mais quando, pela mão da Telecel e depois da Vodafone e Motorola, e de alguns prémios nacionais ganhos, fui contemplado com viagens inesquecíveis que de outra forma seriam proibitivas para a minha bolsa e para a de 99% dos senenses de certeza absoluta. Tive, pois, a oportunidade rara de ver, in loco, o que se passava nalgumas das mais conhecidas estâncias turísticas do mundo. Tanto balneares como de montanha.
Depois de deixar essa actividade, em 2003, continuei, pelo menos 2 vezes por ano, a sair da minha montanha para ver o que se passa noutras regiões e noutros países.
Para ver, no fundo, como funciona a oferta e promoção turísticas noutras regiões similares às nossas e até vizinhas.
Com o mesmo tipo de clientela e de oferta.
Na altura fui um dos pioneiros a defender essa via, quando a maioria achava que o turismo era uma badalhoquice (e até era, porque era selvagem) e que os 70 autocarros diários só faziam mal a Seia (e até faziam, porque não havia oferta organizada).
Hoje, os comerciantes bem sentem a sua falta.
E é finalmente consensual na sociedade que Seia não foge ao despovoamento inevitável se o Turismo disso a não salvar.
Toda a gente já o percebeu, hoje em dia.
Tarde. Com 20 anos de atraso. Pelo menos 10. Mas enfim...
Por aqui, toda a gente enche agora a boca com o Turismo.
Claro que a maior parte apenas fala disso e espera que outros trabalhem.
Outros, felizmente, trabalham e produzem.
Neste momento uma conterrânea nossa, em representação da 5ª maior empresa mundial na área da publicidade, está a 2500 kms de Seia a apresentar um ambicioso projecto para a promoção turística de uma grande Região que investe milhões por ano, justamente, nessa promoção.
A proposta, em papel e conteúdos multimédia, pesa 12 kgs!
Quer dizer: felizmente, por essa Europa fora - e noutras regiões deste mesmo país - há gente que percebeu, há anos, que as suas regiões dependem do turismo para sobreviver. E elas têm indústria ligeira e pesada, e agricultura, e pesca, e comércio desenvolvido.
Em Seia não há nada disso.
Apesar de terem todas essas outras actividades económicas em grande solidez, os responsáveis por essas regiões bem sabem que o turismo é o pilar central da sua economia. Não é porque lhes parece. É porque têm os números. Que não mentem.
Sem os milhões que entram anualmente nos cofres da região, trazidos por essa industria, não há recursos para desenvolver a própria região nem melhorar a Qualidade de Vida dos seus moradores.
Toda a gente que não seja irremediavelmente estúpida percebe isto.
Por isso os gestores políticos e administrativos dessas regiões canalizam logicamente os seus principais esforços para aquilo que lhes traz riqueza.
Há gente, por esse país fora, que trabalha arduamente na promoção e oferta turística das suas regiões, enquanto alguns "distraídos" se entretêm com causas do facebook e petições as mais diversas.
E há gente, também na minha Terra, que tem visão.
Não falo, obviamente, daqueles que nunca saíram das suas aldeias para ver o que se passa por esse mundo fora.
Falo dos outros.
Dos que não são um fardo para o erário público.
Por isso:
Muita força para carregar com o peso da responsabilidade e Boa Sorte para a V. proposta, Cabeças!
Mesmo que não ganhem, o simples facto de a tua multinacional te confiar esta ciclópica tarefa tão cedo, mostra o quanto, para "eles", tu vales.
Seia é terra de extremos.
Extrema beleza - Serra da Estrela - e extrema incapacidade para dela se tirar proveito. Resultado: tiram os outros.
Depois berramos que vai tudo para a Covilhã.
Pois vai.
Porque o senense é mais criticar e pouco construir.
Depois queixa-se que os outros constroem.
Há anos a esta parte, no entanto, pareceria que a coisa tenderia a mudar...
Porque foi construída uma Escola Superior de Turismo.
Acontece que essa escola já licenciou centenas de alunos.
Temos, portanto, uma nova geração de letrados. Estudiosos do turismo formados em Seia - Serra da Estrela. O ex-segundo destino turístico nacional anual e ainda o maior destino nacional no Inverno.
Temos, portanto, uma escola de Turismo que forma jovens para trabalharem supostamente em Turismo... só não se sabe bem onde. Em Seia, não, concerteza.
Se cá ficassem também não teriam emprego porque surpreendentemente não há empresas que "vençam" licenciados em turismo.
O maior paradoxo.
Uma terra bafejada pela beleza natural e pela neve, visitada por centenas de milhares de turistas por ano, embora de passagem a maior parte deles, e não tem uma única empresa onde um licenciado em Turismo possa trabalhar.
Por acaso até tinha. Pelo menos duas. Mas nenhuma delas emprega nenhum licenciado da ESTH.
Portanto: os licenciados - agora até mestrados vai haver - vão licenciar e mestrar para outras freguesias que em Seia ninguém os quer.
Não há por onde.
Quer dizer: com escolas ou sem elas, com estudos ou sem eles, com estudiosos ou sem eles, em Seia, terra de letrados desempregados, continuam a ganhar rios de dinheiro com o Turismo aqueles que não perderam tempo a estudar.
Ao menos que a sociedade civil pusesse os olhos nisto...

Loriga, uma das vilas mais belas da Serra da Estrela ( se não for a mais bela, mesmo) foi recentemente servida por uma belíssima estrada de montanha, panorâmica, digna de postais ilustrados.
Pensavam, alguns bem intencionados, que com a estrada se resolvia o problema de Loriga. As novas acessibilidades trariam o progresso e o desenvolvimento à Vila.
A prova está aí.
Loriga corre o risco de desaparecer do mapa ainda durante o nosso tempo de vida.
A mais bela vila da alta montanha deixada morrer pela inépcia dos seus habitantes....
A culpa não é do Presidente da Câmara nem do governo.
Esses já fizeram o que podiam fazer.
A culpa é da sociedade civil que não se organiza e pacatamente assiste ao seu suicídio colectivo, a sua morte lenta. E à de um paraíso natural e civilizacional como Loriga.
Vejo em Loriga semelhanças com o que se terá passado na Ilha de Páscoa, evidentemente dramatizando e por causas diferentes mas em que o âmago do problema é o mesmo: a inépcia dos homens.
Os atrasadinhos, os medíocres, os míopes políticos, os tristes bandeirantes e os ridículos causeiros profissionais ousam, na sua imensa ignorância, criticar-me por eu defender a única solução lógica e minimamente inteligente para o nosso concelho.
A esses, pergunto: e agora? O que querem fazer de Loriga?
Mais um gigantesco lar de 3ª idade?
Naquele paraíso?
E para quê? Para o estado vir a enterrar nela mais uns milhões em subsídios que não tem?
Se outros concelhos tivessem a sorte de ter uma vila como Loriga, seria essa vila um dos principais contribuintes para os cofres dessas autarquias!
Mas enfim, a beleza e a inteligência não se escolhem à nascença...
Fica muito explicado.
Acabo de comunicar ao Carlos Amaro, um dos últimos combatentes públicos por aquele paraíso natural e construído, a minha total disponibilidade para colocar a minha experiência e dar o meu humilde contributo para lançar imediatamente pistas e estratégias que transformem Loriga numa Vila com muito futuro.
E neste caso eu não invento nada. Não tenham disso receio os meus medíocres detractores.
É só sair deste país - como eu tenho feito há décadas - e aprender o que os outros fizeram de bom e de mal em milhares de vilas e aldeias de montanha similares por essa europa fora.
Todas elas valem ouro para os municípios a que pertencem.
Assim a população aceite o meu repto.

Por que esperam?
Toca a vir à Serra da Estrela!
Se necessitam dicas/ reservas para:
- Restaurantes,
- Programas culturais,
- Visita ao Museu do Brinquedo,
- Visita ao Museu do Pão,
- Visita ao CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) - ESPECTACULAR!!!
- Passeios em Aldeias de xisto e de granito,
enviem email para:
Os bandeirantes aqui de Seia, aqueles que nunca tiveram ideias sobre coisa nenhuma e por isso se transformaram em agarradinhos às causas que lhes aparecem pela frente, berram agora desesperados por novas estradas.
"Precisam desesperadamente de poupar 5 minutos na viagem para o Palácio do Gelo" - como alguém aqui comentou com muita graça.
Entretanto, milhares de turistas demandam a nossa Terra aos fins de semana e encontram ZERO - repito: ZERO para fazer.
Com a crise económica emergente voltámos a ver dezenas de autocarros em Seia. Milhares de pessoas a deambular pelas ruas da nossa cidade sem nada para ocupar o tempo.
Para além do Museu do Pão e do Brinquedo - 2 dos mais visitados em Portugal, segundo o Expresso - nada mais ocupa o tempo dos turistas. E, na sua maioria, nem esses dois locais emblemáticos da nossa cidade os turistas visitam.
E, os que os visitam, por aí se ficam.
Mas não é porque não haja alternativas. O que mais temos é locais paradisíacos a poucos kms da cidade. E, no coração de Seia, temos o Cise e há sempre exposições temáticas no posto de Turismo e na Casa da Cultura... só que ninguém sabe disso.
Temos essa dádiva. O turismo vem ter connosco sem termos que nos preocupar com a sua captação. Muitas outras cidades gastam fortunas anualmente para atrair o turismo. Nós não precisamos de fazer esse investimento para termos aqui milhares de pessoas ao fim de semana. Elas vêm ter connosco naturalmente.
Mas depois, nem os cafés estão abertos, ao domingo, na 1º de Maio.
Os que estão e os restaurantes não têm mãos a medir.
É claro que eu vou propor mais uma iniciativa, nesse sentido, à CM, uma vez que não vejo ninguém na sociedade civil ligada ao turismo a fazer nada por esta Terra.
E, como eu não apareço no projecto, os velhos do Restelo não criticarão.
É impressionante verificar a maldade de meia dúzia de inúteis que por aqui vegetam. Não fazem a ponta de um corno pela nossa cidade... mas criticam imediatamente tudo o que se faz (se me associarem aos projectos) para melhorar o bem estar de quem nos visita. Claro que, se não me associarem a esses projectos, as múmias elogiam-nos rasgadamente.
É só rir!

[
Já perdi o conto às infraestruturas que a minha cidade já tem.
Mas este é um jogo não-viciante e muito mais enérgico que o Farm Ville.
Não me veria nunca a plantar cenouras e à espera que elas crescessem...
No princípio dos pcs de secretária, em 85/86, comprei um com um disco de 40 Megas(!!!) e alguém me ofereceu o Sim City que na altura era basicamente um construtor de cidades. Mas já nessa época mais complexo do que este simples jogo.
Convido os leitores a construir as suas próprias cidades com este jogo do Facebook.
É bem mais divertido do que os esgares do Vitalino Canas sobre a lei da rolha do congresso do PSD.
http://www.facebook.com/SocialCity

Um jogo do Facebook em que o jogador é o presidente de Camara de uma pequena cidade e, como tal, tem que arranjar verba junto das indústrias (impostos) para depois investir na qualidade de vida dos seus munícipes.
Uma espécie de Sim City simplificado.
Em 3 dias, a minha cidade - Seia DC - já tem 5 hotéis, 6 indústrias e mais de 20 mil cidadãos.
Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, advogado, professor, etc. N. em Ceia a 6 de Março de 1871. É filho de Sebastião Fernandes da Costa.
Matriculou-se na Universidade no ano lectivo de 1888-1889, e concluiu a sua formatura em 1894. Foi premiado nos 4.º e 5.º anos de Direito, tomou grau de licenciado em 17 de Janeiro de 1895, fez acto de conclusões magnas em 24 e 25 de Maio do mesmo ano, e doutorou-se em 9 de Junho ainda em 1895. O seu primeiro despacho para o magistério foi em Abril de 1896, e em Agosto de 1900 foi nomeado catedrático. O Dr. Afonso Costa, nome por que é mais vulgarmente conhecido, era considerado como um dos académicos mais notáveis do seu curso, e, quando nomeado lente, era o mais novo de todo o corpo catedrático. No exercício da advocacia revelou-se sempre como um dos mais brilhantes ornamentos do foro português moderno.
Também se tem distinguido pelas suas ideias políticas avançadas; em 1897, no Porto, foi um dos homens que saíram a campo a protestar contra o plano do governo progressista da alienação das linhas-férreas do Estado. No comício que então se realizou em 13 de Junho na rua do Bonjardim, foi o Dr. Afonso Costa um dos oradores mais fluentes, apresentando-se pela primeira vez publicamente ao povo do Porto; e foram tão convincentes as suas palavras, que desde logo ficou considerado um dos mais valiosos vultos do partido republicano. Noutros comícios que se realizaram seguidamente na mesma cidade, também o Dr. Afonso Costa tomou parte, sendo os seus discursos sempre ouvidos com o maior interesse e atenção. Quando a peste bubónia se declarou no Porto, no Verão de 1899, o regime excepcional das medidas preventivas a que a cidade foi submetida por ordem do governo progressista, determinou contra ele o descontentamento geral da população. Aproximavam-se as eleições de deputados, e o partido republicano do Porto apresentou as candidaturas do Dr. Afonso Costa, de Xavier Esteves e de Paulo Falcão. As eleições realizaram-se a 16 de Novembro, e depois de grandes lutas entre monárquicos e republicanos, ficaram eleitos os três candidatos apresentados, mas o governo conseguiu que esta eleição fosse anulada arbitrariamente, no tribunal de verificação de poderes. Este facto ainda exaltou mais os ânimos, incitando-os a novas lutas. Em 21 de Janeiro de 1900 saiu o primeiro número do jornal republicano O Norte, e os três candidatos eram novamente apresentados ao sufrágio dos eleitores independentes, como o haviam sido anteriormente na Voz Publica. O acto eleitoral realizou-se a 18 de Fevereiro seguinte, e a despeito de todas as pressões, o Porto tornou a eleger os três deputados republicanos, facto que em todo o país causou a maior impressão. O Dr. Afonso Costa apresentou-se na câmara respectiva como distinto parlamentar, e como um dos mais temíveis inimigos das instituições monárquicas. Orador fluente, os seus discursos eram calorosamente escutados. Caindo o ministério progressista, e subindo ao poder o partido regenerador, procedeu-se à eleição de deputados em 25 de Novembro do referido ano de 1900, e o partido republicano apresentou novamente os três candidatos, mas desta vez não foram reeleitos.
O Dr. Afonso Costa tem vastos trabalhos encetados na regência das três cadeiras da faculdade de Direito, e alguns deles já concluídos, como o Direito civil, 1896; Economia Política, 1896‑1898; Organisação judiciaria, 1897‑1901; dissertação para licenciado: Do serviço de peritos no processo criminal: legislação portugueza, critica e reforma; e a dissertação para tese, conclusões magnas, A Egreja e a questão social.
Transcrito por Manuel Amaral

Afonso Augusto da Costa (Seia, 6 de março de 1871 — Paris, 11 de maio de 1937) foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português
Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.
Filho de Sebastião Fernandes da Costa e de Ana Augusta Pereira da Costa, nasceu em Santa Marinha, no concelho de Seia, a 6 de Março de 1871.
Faleceu a 11 de Maio de 1937 em Paris, tendo sido sepultado inicialmente em Neuilly-sur-Seine, no jazigo de Robert Burnay, sendo trasladado posteriormente, em 1950, para o cemitério de Cemitério do Père-Lachaise, em Paris.
Os seus restos mortais só em 1971 foram trasladados para Portugal, encontrando-se actualmente em Seia, no jazigo da família.
O Doutor Afonso Costa, nome por que é mais vulgarmente conhecido, foi considerado como um dos académicos mais notáveis do seu curso, e, quando nomeado lente, era o mais novo de todo o corpo catedrático.
Foi deputado republicano durante a monarquia constitucional em 1899 (deputado da peste), 1906-1907, 1908 e 1910. Afonso Costa revelou-se um distinto parlamentar e um dos mais temíveis inimigos das instituições monárquicas. Orador fluente, os seus discursos eram atentamente escutados.
Com a implantação da República a 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a integrar o Governo Provisório da República, na pasta da Justiça e Cultos, lugar que ocupou até à dissolução daquele Governo (por ter sido aprovada a nova Constituição) a 4 de Setembro de 1911.
Recebeu, dos seus opositores, a alcunha de "mata-frades", pela legislação laicista que mandou publicar - Lei da Separação da Igreja do Estado, expulsão dos jesuítas, registo civil, lei da família e lei do divórcio, abolição do delito de opinião em matéria religiosa, legalização das comunidades religiosas não católicas, privatização dos bens da Igreja Católica, proibição das procissões fora do perímetros das igrejas, proibição do uso das vestes talares (religiosas) fora dos templos, etc. Foi acusado pelos sectores mais conservadores de ter dito que iria aniquilar a religião em Portugal em duas gerações, o que foi categoricamente desmentido.
Foi primeiro ministro por 3 vezes, a última das quais governando de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917, acumulando também as Finanças, num governo exclusivamente constituído por democráticos, mas com o apoio parlamentar dos evolucionistas.
A 13 de Maio, apenas 18 dias depois de tomar posse, "aparece" em Fátima a Nossa Senhora ou quem as suas vezes fez.
Nunca ninguém quis relacionar esta aparição com a reacção da Igreja contra quem lhe retirou grande parte da sua influência e bens.
Não sei porquê...
Afonso Augusto da Costa (Seia, 6 de março de 1871 — Paris, 11 de maio de 1937) foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português.
Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.
Filho de Sebastião Fernandes da Costa e de Ana Augusta Pereira da Costa, nasceu em Santa Marinha, no concelho de Seia, a 6 de Março de 1871.
Faleceu a 11 de Maio de 1937 em Paris, tendo sido sepultado inicialmente em Neuilly-sur-Seine, no jazigo de Robert Burnay, sendo trasladado posteriormente, em 1950, para o cemitério de Cemitério do Père-Lachaise, em Paris.
Os seus restos mortais só em 1971 foram trasladados para Portugal, encontrando-se actualmente em Seia, no jazigo da família.
Formação académica e iniciação política
Em 1883 realizou, na Guarda, os primeiros exames secundários, ingressando no Liceu da Guarda em Outubro desse mesmo ano. A partir de 1886 frequentou o Colégio de Nossa Senhora da Glória, no Porto, para aí concluir o ensino secundário. Matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra no ano de 1888. Aluno distinto, foi premiado nos 4.º e 5.º anos, tendo concluído a sua formatura em 1894, tomando o grau de licenciado em 17 de Janeiro de 1895. Nesse mesmo ano fez acto de conclusões magnas em 24 e 25 de Maio, doutorando-se a 9 de Junho com a dissertação A Igreja e a questão social, obra em que ataca violentamente a então recente encíclica Rerum novarum.
Nomeado docente da Universidade de Coimbra em Abril de 1896, logo em Agosto de 1900 foi nomeado lente. O Doutor Afonso Costa, nome por que é mais vulgarmente conhecido, foi considerado como um dos académicos mais notáveis do seu curso, e, quando nomeado lente, era o mais novo de todo o corpo catedrático. No exercício da advocacia revelou-se sempre como um dos mais brilhantes ornamentos do foro.
Rapidamente se distinguiu pelas suas ideias políticas, cedo se afirmando como republicano. Notabilizou-se em 1897 no protesto contra o plano do governo progressista de alienar as linhas-férreas do Estado. No comício que se realizou em 13 de Junho desse ano no Porto, na rua do Bonjardim, o Doutor Afonso Costa foi um dos oradores mais fluentes, apresentando-se pela primeira vez publicamente; e foram tão convincentes as suas palavras, que desde logo ficou considerado um dos mais valiosos vultos do Partido Republicano Português.
Quando no Verão de 1899 se declarou no Porto uma epidemia de peste bubónica, as medidas preventivas a que a cidade foi submetida, por ordem do governo progressista, causaram o descontentamento geral da população. Aproveitando essas circunstâncias, o Partido Republicano apresentou no Porto, apoiado pelo jornal republicano Voz Pública, as candidaturas do Doutor Afonso Costa, de Xavier Esteves e de Paulo Falcão. Extremamente disputadas entre monárquicos e republicanos, as eleições realizaram-se a 16 de Novembro, ficando eleitos os três candidatos republicanos. Contudo, o governo conseguiu que esta eleição fosse anulada arbitrariamente no tribunal de verificação de poderes, o que ainda exaltou mais os ânimos.
Marcada a repetição da eleição, os três candidatos eram novamente apresentados ao sufrágio, agora apoiados pelo jornal republicano O Norte, cujo primeiro número saiu a 21 de Janeiro de 1900. O acto eleitoral realizou-se a 18 de Fevereiro, e a despeito de todas as pressões, o Porto tornou a eleger os três deputados republicanos, facto que causou a maior impressão no país e que fez com que ficassem conhecidos como os deputados da peste, já que a sua eleição foi atribuída ao descontentamento criado pelas medidas impostas pelo governo para controlo da epidemia de peste bubónica no Porto.
Caindo o ministério progressista, e subindo ao poder o Partido Regenerador, procedeu-se à eleição de deputados em 25 de Novembro do referido ano de 1900, e o Partido Republicano Português apresentou novamente os três candidatos, mas desta vez não foram reeleitos.
De feitio truculento, agrediu Sampaio Bruno em 1902 numa disputa célebre (em Junho de 1914 desafiaria António José de Almeida para um duelo). Foi iniciado na maçonaria em 1905.
Foi deputado republicano durante a monarquia constitucional em 1899 (deputado da peste), 1906-1907, 1908 e 1910. Afonso Costa revelou-se um distinto parlamentar e um dos mais temíveis inimigos das instituições monárquicas. Orador fluente, os seus discursos eram atentamente escutados.
Afonso Costa e a Primeira República
Com a implantação da República a 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a integrar o Governo Provisório da República, na pasta da Justiça e Cultos, lugar que ocupou até à dissolução daquele Governo (por ter sido aprovada a nova Constituição) a 4 de Setembro de 1911.
Recebeu, dos seus opositores, a alcunha de "mata-frades", pela legislação laicista que mandou publicar - Lei da Separação da Igreja do Estado, expulsão dos jesuítas, registo civil, lei da família e lei do divórcio, abolição do delito de opinião em matéria religiosa, legalização das comunidades religiosas não católicas, privatização dos bens da Igreja Católica, proibição das procissões fora do perímetros das igrejas, proibição do uso das vestes talares (religiosas) fora dos templos, etc. Foi acusado pelos sectores mais conservadores de ter dito que iria aniquilar a religião em Portugal em duas gerações, o que foi categoricamente desmentido.[1]
Durante a Primeira República, Afonso Costa foi um dos políticos dominantes. A 29 de Agosto de 1911, anunciou o novo programa político do Partido Republicano Português, considerando-o como o partido único da República. Contudo, em Fevereiro de 1912, num processo de secessão entre os republicanos, assumiu a liderança do processo que levou ao aparecimento do Partido Democrático, mais radical, de que se tornou líder incontestado, e do Partido Evolucionista, mais moderado.
Consolidado o partido, presidiu pela primeira vez ao ministério de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914 (acumulando a pasta das finanças), formando o primeiro governo partidário da República, integrado por democráticos e pelos independentes agrupados, então liderados por António Maria da Silva.
Como líder dos democráticos, venceu as eleições parlamentares parcelares de 16 de Novembro de 1913, transformando de facto o Partido Democrático no principal partido do poder da Primeira República e na força dominante de todo o processo político até 1926.
Em 2 de Março de 1914 assumiu o exercício efectivo das funções de professor e director da Faculdade de Direito e Estudos Sociais de Lisboa (actual Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), onde permaneceu como director até finais de Janeiro de 1915, altura em que solicitou licença sem vencimento, para regressar à actividade académica a 1 de Novembro de 1915, como professor do Instituto Superior do Comércio.
Sem nunca o admitir publicamente, instigou a revolta militar contra Pimenta de Castro, vencendo depois as eleições parlamentares de 13 de Junho de 1915 com uma confortável maioria de 69% dos votos. Sofreu, a 3 de Julho desse ano, um acidente, ao saltar pela janela de um eléctrico em andamento, do qual saiu gravemente ferido. Tendo viajado para fora do país em tratamento, não pôde assumir a chefia do governo.
Assumiu pela segunda vez a presidência do ministério de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, acumulando também as Finanças, num governo monopartidário, mas que Afonso Costa considerava como sendo um governo nacional, declarando então pretender abster-se de praticar política partidária.
Decidida a participação de Portugal na Grande Guerra, assumiu a pasta das Finanças no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 15 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917.
Voltou pela terceira e última vez à presidência do ministério, governando de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917, acumulando também as Finanças, num governo exclusivamente constituído por democráticos, mas com o apoio parlamentar dos evolucionistas. Por esta razão foi alvo, em Maio de 1917, de forte contestação por parte de alguns deputados democráticos, que o acusavam de falso radical. Contudo, apesar da contestação, venceu o congresso do partido realizado a 3 de Julho seguinte, tendo como rival Norton de Matos. Nesta época chegou a invocar o marxismo, ao declarar, em 14 de Julho desse ano, que devem ser todos pela luta de classes, no sentido marxista da palavra.
De 8 a 25 de Outubro, visitou as tropas do Corpo Expedicionário Português na Flandres, acompanhado por Bernardino Machado. De regresso foi preso um tempo no Porto por ocasião do golpe de Sidónio Pais, a 8 de Dezembro de 1917.
Após o assassinato do presidente Sidónio Pais, e terminada a Guerra, a partir de 12 de Março de 1919 passou a chefiar a delegação portuguesa à Conferência de Paz, assinando em representação de Portugal o Tratado de Versalhes de 28 de Junho de 1919. Foi o representante português na primeira assembleia da Sociedade das Nações.
Por lhe faltar apoio parlamentar recusou formar governo em 1922, apoiando no ano seguinte a eleição de Manuel Teixeira Gomes para Presidente da República.
No final de 1923, novamente por falta de apoio parlamentar dada a oposição dos nacionalistas, recusou novamente formar governo. Apoiou o governo de Álvaro de Castro, de Dezembro de 1923 a Julho de 1924, recusando novamente nessa altura a presidência do ministério.
Em 1926, estando o Partido Democrático no poder, com um ministério presidido por António Maria da Silva, deu-se o golpe de 28 de Maio que instalou a ditadura militar (1926-1928), abrindo caminho à ditadura nacional do presidente da República Óscar Carmona (eleito por sufrágio universal em 1928) que vem a desembocar no regime do Estado Novo (1933-1974). Afonso Costa exilou-se então em Paris, opondo-se à nova situação, em particular à ascensão ditatorial de António de Oliveira Salazar. Em Fevereiro de 1927, juntamente com Álvaro de Castro, José Domingues dos Santos, Jaime Cortesão e António Sérgio, fundou a Liga de Defesa da República, em Paris, sendo eleito membro da sua Junta Directiva. No início do ano de 1937 foi indigitado para Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa, cargo que já não chegou a assumir, em virtude de ter falecido.
Obras publicadas
Direito
Do serviço de peritos no processo criminal: legislação portuguesa, crítica e reforma, Coimbra, 1895;
Commentario ao codigo penal portuguez : introdução : escolas e pricipios de criminologia moderna, Coimbra, 1895;
Direito civil, 1896;
A Igreja e a questão social, Coimbra, 1896;
Economia Política, 1896 e 1898;
Organização Judiciária, 1897 e 1901;
A marinha mercante no Brasil, Lisboa, 1910;
Estudos de Economia Nacional. O Problema da Emigração, Lisboa, 1911;
Les finances portugaises : des faits et des chiffres, Lisboa, 1913;
Questões económicas, Rio de Janeiro, 1918;
O dia de Camões : commemoração realizada a 10 de Junho de 1921... : conferencia, Rio de Janeiro, 1921;
O génio de Camões : os Lusiadas : ensaio crítico, Rio de Janeiro, 1921;
A Verdade sobre Salazar, Paris, 1934 (série de entrevistas concedidas ao jornalista brasileiro José Jobim);
Discursos Parlamentares 1914-1926 (Compilação, prefácio e notas de A. H. de Oliveira Marques), Lisboa, Bertrand, 1977.
Marques, A. H. de Oliveira. Afonso Costa. Lisboa, Arcádia, 1972.
Marques, A. H. de Oliveira.Um Diário Íntimo de Afonso Costa, in História n.º 24, Outubro de 1980, pp. 28-40.
↑ Afonso Costa nunca disse a frase que lhe atribuíram. Associação Cívica República e Laicidade. Página visitada em 2009-11-17.
Precedido por
Duarte Leite
1913-1914
(1.ª vez) Sucedido por
Bernardino Machado
Precedido por
José Ribeiro de Castro
1915-1916
(2.ª vez) Sucedido por
António José de Almeida
Precedido por
António José de Almeida
1917
(3.ª vez) Sucedido por
Sidónio Pais
Apesar de com apenas um único sobrevivente relativamente à 1ª versão dos The Animals - o baterista John Steel - os Animals and Friends (este é que é o verdadeiro nome da banda) deram ontem um concerto no Cine Teatro de Seia.
O melhor de tudo foi o som impecável. O sistema Line Array é mesmo outra loiça.
Se lá estivesse o cronista-sobre-tudo-aquilo-a-que-não-assiste, em breve teríamos aí já uma queixa contra o volume sonoro que era intensíssimo. Mas sem som não há espectáculo.
Nenhum músico é grande instrumentista - só aqui em Seia há dezenas deles com melhor capacidade técnica - excepto o cantor que de facto possui um instrumento potentíssimo e com carisma Q.B.. Claro que nada tem a ver com a voz de Eric Burdon, mas eu até gosto mais deste.
John Steel fez-me lembrar Ringo Starr. Um baterista dos anos 60 tipicamente. Aquilo e aquilo mesmo. Boogie woogie, slow rock, rock'n roll, meia dúzia de ritmos estereotipados, com um som (especialmente de pratos) irrepreensível.

A stratocaster original amarela single coil (série S?) do guitarrista John Williamson, com um som verdadeiramente sixties, sobrepos-se à técnica algo insipiente do instrumentista. Um som puro a válvulas, como há anos não ouvia. Sem distorção, sem efeitos. A guitarra eléctrica à antiga, mesmo, o "puro" do single coil. Com uma dinâmica impressionante, muito ajudada - claro - pelo excelente técnico de som que, a cada momento, debitou o ganho correcto. Não se vê muito disso, por aqui.

O piano e o orgão aflausinado - como competia - de Mick Gallagher estiveram bem. O piano suficientemente "acústico" e o orgão que, se não era, fazia lembrar perfeitamente um Hammond, por vezes, e um Farfisa antigo, por outras. Organista, mais do que pianista, sóbrio e eficaz, por vezes acelerado relativamente ao baterista, o que podia prenunciar uma monição algo deficiente.

O baixista cumpriu nas malhas antigas. Eu estava longe, na fila F, não consegui perceber a marca da guitarra baixo. Parecia uma Jazz Bass, mas o som não. Era muito McCartneyano, algures entre a Hofner e a Rickenbacker. Por aí.
Notou-se uma preocupação na manutenção das malhas e da atmosfera dos anos 60, bem presente nos velhinhos combos Vox.
O som é que foi muito melhor.
Enfim, alguns momentos valeram pela noite: Oh Lord, please dont let me be misunderstood, originalmente gravada por Nina Simone (1964), Suzy Q (1957) de Dale Hawkins, Bright Lights, Big City de Jimmy Reed (1961), Sitting (on the dock of the bay) do "maior" Otis Redding (1968). Outros momentos fizeram-me lembrar o rock psicadélico, Manfred Mann, T Rex e até Credence Clearwater Revival. A vaga anterior ao chamado rock sinfónico. A era "pré-músicos a sério" que teve o seu início com os super músicos Deep Purple. Antes dos Deep, os músicos eram assim como os Animals, Beatles, Rolling Stones, The Monkeys, Doors. Davam uns toques nas guitarras, no orgão e tal... Nada de muito complicado. Não era esse o objectivo. O que se pretendia era fazer "hits" - música que agradasse ao povo.
Mas de repente surgem músicos a sério como Jimmi Hendrix, Jack Bruce, Ian Paice, Keith Emerson, que começaram a tratar os instrumentos a sério. Claro que isso foi bastante depois, já na década de 70 (Jimmi na de 60 ainda).
Ora, mas esta é a vaga pré-músicos a sério. Eram músicos a brincar.
O principal era a música e não o virtuosismo dos instrumentistas. Qualquer principiante num instrumento podia tocar aquelas músicas.
Mas também é gira...
Curioso igualmente, no final, alguns momentos em que o guitarrista imitou bem as malhas Purpleanas de Blackmore e o teclista se aventurou numas lesliadas à Jon Lord. Foi a melhor parte.
Os velhinhos a imitar os que lhes sucederam....
Valeu a pena, apesar de tudo.
Pensei que não houvesse assunto, mas afinal até houve. Quanto mais não seja um assunto sociológico.
Para os entendidos na matéria.
De lamentar, uma vez mais, a falta de cobertura mediática do evento. Se é verdade que os Animals vieram de propósito tocar a Seia e não ao Porto nem a Lisboa - como disse o organizador do evento, António Ferro - então isso devia ter sido alvo, pelos menos, de transmissão televisiva.
Assim, foi mais um investimento que passou em branco.
Mais uma belíssima oportunidade perdida para a visibilidade de Seia.
Comparemos: daqui a uns meses Steve Hackett estará em Gouveia e hoje já toda a nação o sabe...
Pois...
Find more videos like this on Eric Burdon
Esta, anterior, uma das melhores interpretações do grupo.
A seguir... fica provavelmente a pior música da história do rock, infelizmente a música (?) mais conhecida da banda. Nem sei bem se se pode chamar música a isto. Não tem partes diferenciadas nem refrão nem nada. É apenas um loop de 30 segundos repetido quantas vezes o povão quiser. Uma coisa sem jeito absolutamente nenhum e por isso mesmo a mais conhecida.
Cruzes!
O único mau momento musical da noite.
Mas enfim... é o que o meu povo gosta...
A RCS - Rádio Cultura de Seia - inicia hoje as suas emissões.
E agora manda abrir um processo, com carácter de URGÊNCIA, porque se soube isso mesmo???
Mas afinal o que é que se passa com Pinto Monteiro?
É que já não se trata do seu juízo sobre o caso. O seu juízo é soberano.
Trata-se de outra coisa mais grave: trata-se de dizer uma coisa e despachar outra. E porquê? E na esperança de quê? De que não se viesse a saber?
Mas toda a gente sabe que se há coisa que funciona impecavelmente em Portugal é a violação do segredo de Justiça...
O que esperava Pinto Monteiro?
Que o seu despacho ficasse no segredo dos Deuses?
Porque enganou ele o país?
Há coisas que eu não consigo entender.
Já nem quero saber das conversas dos boys e das trafulhices da política. Sempre as houve neste Portugal Democrático.
Eu quero saber é porque é que os mais altos magistrados da nação alinham nas tramóias.
É só isso o que me confunde.
O resto, não.
Este blog teve um
subtítulo durante mais de um ano: do Portogallo à Siciliana.Muito antes do Sol e do I falarem do polvo.
A gente sabe bem como é que isto "funciona".
É só ler o percurso de vida dos intervenientes da alta política.
Não se percebe, pois, porque é que certas virgens ofendidas de repente se auto-reclamam do direito de moralizar uma coisa que é, intrinsecamente, podre. Porque sempre foi podre e é assim mesmo que isto "trabalha": na podridão. Na corrupção. Na negociata que o povo poaga.
Se a alta política não fosse podre ninguém nela se queria meter.
Vejam lá se os simples ordenados dos cargos políticos alguma vez compensavam...
Sócrates, primeiro ministro, ganha meros 5 mil euros por mês...
Rui Pedro Soares (???) ganha 180 mil. Quase 40 vezes mais.
Armando Vara ganha o dobro do Presidente dos EUA.
Só se podem tirar duas conclusões:
Ou A Vara tem o dobro das responsabilidades de B Obama,
ou então Portugal é um país muito mais rico que os EUA.
O Jazz e Blues, este ano, é paradoxal.
Tem um concerto destinado a quem tem grande sensibilidade musical e outro que é absolutamente proibitivo para quem a tiver.
Como optei por não fazer publicidade ao que é negativo e mal feito por gente de fora na minha Terra, falo apenas no que é bom.
E o que é bom é o genial acordeonista Richard Galliano. No próximo sábado. A não perder.
Eu farei um esforço sobre-humano para assistir, porque terei sempre presente a imagem e a música do meu Pai, outro extraordinário músico e exímio acordeonista.
E uma das últimas músicas que ele inseriu no ser repertório foi exactamente esta: Libertango de Astor Piazzola.
Tocava-a diariamente, cingindo-se o mais possível, como sempre fazia, à versão original.
Galliano improvisa - genialmente - sobre o tema de Piazzola.
Este é um país que não avança por dois motivos fundamentais:
1º É um país de fala-baratos. Toda a gente fala mas ninguém faz nada.
2º E há agora uma nova espécie de "estudiosos" que "estudam" aquilo que os outros já estudaram e com isso faz-se crer que estão a fazer alguma coisa.
Não pretendendo desvalorizar o trabalho académico, temos que reconhecer que são os operacionais - e não quem o seu trabalho estuda - quem faz verdadeiramente história e quem muda a face das Terras e das regiões.
Sejamos claros:
Se não for o turismo que nos traga rapidamente um acréscimo de divisas, a nossa Terra - Seia - não tem hipóteses nenhumas de viabilidade, mantendo a população actual.
Continuará a esvaziar e a esvaziar rapidamente como tem acontecido desde 91.
Apenas numa década Seia perdeu um terço da sua população.
Ninguém fala disto.
Neste momento a emigração está novamente ao nível da dos anos 60.
Seia terá já perdido metade da sua população em apenas 2 décadas.
Para o ano que vem, o censo 2011 mostrará claramente isto.
Seia já hoje é apenas MEIA Seia relativamente aquela que eu conheci em 1966 quando aqui cheguei com 6 anos de idade.
Eduardo Brito e eu mantivemos calorosas discussões na AM, porque ele defendia que não podíamos olhar para o turismo como o salvador da Pátria e tínhamos que captar outras indústrias.
Pois sim. Concordo, em tese.
Mas pergunto: quais? Quais indústrias?
Qual foi a última indústria que se fixou em Seia?
Quando foi isso?
É claro que hoje em dia NINGUÉM virá investir aqui em Seia a não ser em TURISMO.
Esperam-se os novos hotéis e o campo de golfe. E isso é o quê?
TURISMO.
Portanto infelizmente eu tinha razão.
Mas menos mal. Invista-se então no Turismo que é a única coisa que nos traz cá gente.
Ontem Seia estava cheia de turistas e o Carnaval já passou.
Os mitos vão caindo todos um atrás do outro.
Não se vêem os 70 autocarros de outrora em Seia, mas vêem-se milhares de automóveis que os substituíram.
Também não tinhamos infraestruturas para receber 5000 pessoas ao mesmo tempo.
Seia não está preparada para a única coisa que lhe dá riqueza.
Centenas de pessoas percorrem a 1ª de Maio à procura de qualquer coisa que não há e portanto acabam por se deter nos cafés (alguns deles fechados ao domingo), nas pastelarias e na lojas de produtos regionais.
Estas lojas não têm mãos a medir. Aquilo é uma indústria verdadeira.
O que Seia precisa é de algo que retenha o turismo e o anime.

Muita gente por aqui anda obcecada com as acessibilidades prometidas e que afinal não se construirão tão cedo.
A preocupação é legítima uma vez que elas foram prometidas. Mas fazer disso "a luta do momento ou da moda" é uma atitude pouco inteligente. Porque, à semelhança do que se passa com a política em Portugal em que um governo em funções há 4 meses ainda não começou a governar, corremos também nós o risco de nos entretermos em demasia com este assunto em vez de nos focalizarmos para o que verdadeiramente interessa ao nosso concelho.
Seia tem que evoluir, com ou sem acessibilidades.
Até porque elas não são absolutamente fundamentais para coisa nenhuma.
Não são elas que nos vão resolver o nosso problema do despovoamento. Muito pelo contrário, acelerá-lo-ão.
Não são elas que nos vão trazer mais turismo. O que atrai o turismo são as condições oferecidas ao turista. Não são as estradas. Ninguém vai para o algarve por causa da auto-estrada. Vai-se para o algarve por causa das praias ou da vida nocturna. Nunca por causa das estadas.
A estrada Viseu - Seia é muito melhor que a estrada Barcelona - Andorra, por exemplo. Ou a estrada Cancun - Chichen Itza.
As pessoas estão totalmente confundidas.
É certo que muitas nunca saíram daqui e pouco viram do que se passa no mundo, mas então é preciso esclarecê-las.
Parem para pensar.
Está a passar-se aqui um fenómeno inexplicável.
Uma rede social em torno das acessibilidades? Mas afinal se elas já são razoáveis, hoje...
Uma indignação em torno dos aviões de combate aos incêndios? Mas o que era fundamental era que o aeródromo fosse legalizado para que fosse utilizado por turistas e empresários.
Os aviões dos bombeiros não são fundamentais. Os aviões dos turistas e dos empresários é que eram.
Os senenses estão a ver o filme ao contrário.
Seia precisa de iniciativas novas e de corrigir as existentes.
Seia precisa da requalificação do rio Seia.
E de mais e melhores infraestruturas para alojamento do turismo que anda por aqui feito baratas tontas ao fim de semana sem saber o que fazer.
Para que querem estradas novas se não há oferta turística nem animação nenhuma mesmo com as estradas velhas?
Para mais rapidamente esvaziarem Seia? Não aprendem com o que se passou em Fornos, em Celorico, em Mangualde onde a população e o comercio desapareceu?
Primeiro construam-se as infra-estruturas turísticas. De modo a captar turismo e de qualidade.
Primeiro conceba-se um plano anual de atracção turística válido para todo o ano. A serra é linda nas 4 estações. Seia tem que ter oferta turística 365 dias por ano.
Repense-se a feira alarve do queijo que nos envergonha a todos (ainda bem que não vieram cá as televisões, porque Seia tornar-se-ia a risada do país com as imagens da voragem de dezenas de quilos de queijo em... 2 ou 3 minutos?).
Aposte-se nas comemorações do 25 de Abril, porque Seia foi sempre terra de republicanos e anti-fascistas.
Aposte-se no dia mundial da criança, a nossa esperança no futuro, no Foot Páscoa ou num mais abrangente Sport Páscoa.
Invista-se na visibilidade das feiras do livro e do brinquedo.
Confira-se visibilidade ao CISE adormecido.
Invista-se, este ano, no Mundial de Futebol para a distracção de turistas e residentes.
Adaptem-se as marchas populares tanto na data (a um sábado), como na forma, conferindo-lhes modernidade e visibilidade extra concelho.
Remodele-se totalmente a Fiagris e banam-se dela expositores africanos, por exemplo, que a descaracterizam.
Reconverta-se o feriado municipal e insira-se num conjunto mais alargado de actividades.
Remodelem-se as piscinas antigas já que não se constroem novas.
Melhore-se a acessibilidade ao anfiteatro que já está hoje inutilizado para os espectáculos por falta delas.
Cubra-se o anfiteatro para as festas de verão.
Repense-se o modelo do CineEco de modo a que as pessoas efectivamente o frequentem e dele usufruam.
Acabe-se com os eventos culturais chave na mão para gáudio de meia dúzia de pessoas e indiferença dos restantes milhares de senenses.
E inventem-se iniciativas que mobilizem toda a população e que ainda por cima ficam de borla quando comparadas com os eventos comprados.
Aposte-se na imagem do concelho no país e no mundo sem gastar balúrdios, porque hoje com pouco dinheiro chega-se a todo o lado.
Ou seja:
Primeiro planeie-se o que se quer oferecer ao turista e ao senense e depois exijam-se as estradas.
Caso contrário as estradas, se existissem, seriam de saída e não de entrada.
Exigir estradas sem termos depois onde "arrumar" os carros que as percorrem é literalmente trabalhar ao contrário.
Embora eu considere ridículo andar a pedir a quem tem o dever de servir, aqui fica o site para quem quiser dar-se ao incómodo de perder 15 segundos a assinar esta petição.
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1288

... melhor dito, o dia CC.
Dentro de algumas horas perceberão porquê....
No próximo sábado...Feira do Queijo.
No próximo fim de semana... Carnaval
Aqui vai mais um post politicamente incorrecto e absolutamente contra a maré.
Uma maré instituída que puxa para o mesmo lado: parece que sem as novas acessibilidades prometidas, Seia está condenada.
Eu não vejo nada que assim seja. Pelo contrário.
Já na AM nunca me bati pelas novas estradas. Pelo Hospital, sim.
Pelas estradas não.
E porquê, se toda a gente desespera por elas?
Porque acredito que as novas estradas são muito cómodas para quem nos visita, mas muito mais para quem delas usufrui diária e repetidamente. E quem são esses? Os senenses.
As novas estradas são o melhor convite para que o senense se ponha a andar daqui para fora ainda mais rapidamente do que até aqui.
E isto não são meras conjecturas baseadas no que me parece.
Basta analisar o que aconteceu a Celorico, Mangualde e Fornos para o perceber.
A IP5 foi a machadada final nessas terras.
Por todo o lado as novas estradas e os acessos facilitados transformam rapidamente grandes vilas e pequenas cidades em dormitórios.
O comércio fecha, o desemprego alastra, a oferta diminui, as pessoas metem-se à nova estrada para comprar bens de primeira necessidade que antigamente compravam nas suas terras. E para se divertirem nos centros comerciais, pois claro, que é a actividade preferida do verdadeiro tuga do interior. Centro Comercial onde se gasta o tempo e o dinheiro que antigamente se deixava nas terras de cada um.
É um benefício pouco inteligente para Seia que apenas acelerará o seu empobrecimento na medida em que dá mais uma machadada fatal ao já debilitado comércio local e em última análise acelera o seu despovoamento.
E relativamente ao turismo?
As novas estradas em pouco ou nada o beneficiariam.
Porque as que temos são perfeitamente suficientes para que o turista se desloque com conforto a Seia.
Não são auto-estradas mas também não é preciso que o sejam. O pior troço é o de Nelas a Carvalhal da Louça. Serão 8-9 kms de estrada difícil. Mas não muito. Bom piso, curvas largas na sua maioria.
A descida para a ponte do Dão, para quem vem do norte, é pior. Mas também aí são poucos quilómetros até Santar.
O turista desloca-se, portanto, com aceitável comodidade até Seia.
Depois é a estrada da Serra, uma estrada de montanha igual a centenas de outras por essa Espanha fora.
Não vejo nada de aberrante nela para além de não ser imediatamente limpa quando começa a cair neve, como acontece em qualquer parte do mundo desenvolvido.
Só quem nunca saiu daqui pode exigir melhores estradas enquanto se acomoda quando não nos limpam as que temos.
À atitude pouco inteligente de se exigir cegamente estas auto-estradas para o despovoamento seria muito preferível exigir a requalificação do Rio Seia à ponte de Santiago.
Essa, sim, uma maravilhosa obra que em muito beneficiaria o concelho e o turismo da nossa região.
Esqueçam lá a megalomania das estradas novas das quais ninguém verdadeiramente precisa e vamos mas é trabalhar para melhorar a nossa Terra naquilo de que ela efectivamente necessita.

Na sequência de uma acção de protesto promovida pelas associações de estudantes a nível nacional, a Escola Secundária de Seia acordou hoje fechada a cadeado.
A GNR já se encontra no local, esperando-se que reabra os portões a qualquer momento.
A GNR acaba de abrir a escola mas, segundo as últimas informações, o protesto continua, com muito poucos alunos a entrar nas instalações, e não parece que haja aulas, pelo menos para já.
Os estudantes vão dirigir-se em manifestação para o largo da Câmara Municipal.
A Sic acaba de anunciar formalmente que as nossas acessibilidades vão à vida.
Não há dinheiro para o interior.
Todo o trabalho realizado pela Assembleia Municipal de Seia e pela Câmara anterior vão, assim, por água abaixo.
Mal empregado tempinho...
E andámos nós a guerrearmo-nos, na AM, entre a opção dos túneis e do traçado alternativo.
Olhem: está o problema resolvido.
Pelos vistos nem um nem outro.
Recordo bem o que dizia Eduardo Brito, que sempre defendeu que se a opção dos túneis fosse a escolhida nem dali a 20 anos eles seriam construídos.
Pois bem: agora, a acreditar na SIC, nem uma opção, nem outra.


Pode ler-se no Porta da Estrela a seguinte informação sobre o mais ilustre dos senenses:
"Afonso Costa nasceu em Seia a 6 de Março de 1871. No ano seguinte à sua licenciatura, em 1895, passou a leccionar na Faculdade de Direito de Coimbra, acumulando o cargo com o exercício da advocacia. Nessa época destacava-se já como orador na defesa dos ideais republicanos. Em 1900 foi eleito deputado do Partido Republicano Português, pelo círculo do Porto. Voltou ao Parlamento em 1906, desta vez como deputado por Lisboa, onde se distinguiu no combate às instituições monárquicas. Em 1908 envolveu-se na tentativa de revolução, tendo sido preso. Depois do regicídio voltou ao Parlamento onde os seus discursos ficaram célebres. Com a Implantação da República assumiu o cargo de Ministro da Justiça tendo sido responsável por um importante conjunto de leis como a da Separação da Igreja do Estado, as Leis da Família e as do Registo Civil. Afonso Costa morreu em 1937, estando sepultado no cemitério de Seia."
O articulista esqueceu-se de mencionar um pormenor sem importância... é que Afonso Costa foi também o chefe do governo - o equivalente ao actual primeiro ministro - não apenas uma, mas TRÊS VEZES.
Tendo a última delas decorrido entre 25 de ABRIL (!!!) e 10 de Dezembro de 1917.
Não percebo como é que se falha uma informação destas.
Mais ainda: se repararem bem, este terceiro período da Presidência do Ministério coincidiu com a sequência das "aparições de Fátima", o que me leva a concluir que Fátima terá sido a resposta da Igreja ao seu arqui-inimigo mata-frades (Afonso Costa) que, com a legislação anti-católica que fez publicar - Lei da Separação da Igreja do Estado, expulsão dos jesuítas, registo civil, lei da família e lei do divórcio, abolição do delito de opinião em matéria religiosa, legalização das comunidades religiosas não católicas, privatização dos bens da Igreja Católica, proibição das procissões fora do perímetros das igrejas, proibição do uso das vestes talares (religiosas) fora dos templos, etc. - teve ainda a coragem de proclamar publicamente que acabaria com a religião em 2 gerações..
Espanta-me que ainda nenhum historiador tenha pegado neste tema que é por demais chocante e evidente.

Já se tentou desmascarar Fátima através de histórias pouco credíveis mas ninguém ainda olhou para as evidências e juntou 2+2.
Eu não tenho tempo senão esse seria um tema que eu gostaria de desenvolver antes de bater a bota.
A gigantesca fraude que foi Fátima, como a de Lourdes 59 anos antes.
Ambas apareceram em épocas em que a Igreja teve que reagir contra a perda de poderes e acima de tudo, de bens ameaçados por Afonso Costa, em Portugal e Napoleão III em França.
Quem quiser que pegue neste tema verdadeiramente apaixonante.
Muito mais que o Codigo Da Vinci.
Porque este código é real e bem português.
E quem quiser saber REALMENTE algo MAIS sobre Afonso Costa clique aqui em baixo sff.
Afonso Costa e a Primeira República
Com a implantação da República a 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a integrar o Governo Provisório da República, na pasta da Justiça e Cultos, lugar que ocupou até à dissolução daquele Governo (por ter sido aprovada a nova Constituição) a 4 de Setembro de 1911.
Recebeu, dos seus opositores, a alcunha de "mata-frades", pela legislação laicista que mandou publicar - Lei da Separação da Igreja do Estado, expulsão dos jesuítas, registo civil, lei da família e lei do divórcio, abolição do delito de opinião em matéria religiosa, legalização das comunidades religiosas não católicas, privatização dos bens da Igreja Católica, proibição das procissões fora do perímetros das igrejas, proibição do uso das vestes talares (religiosas) fora dos templos, etc. Foi acusado pelos sectores mais conservadores de ter dito que iria aniquilar a religião em Portugal em duas gerações, o que foi categoricamente desmentido.[1]
Durante a Primeira República, Afonso Costa foi um dos políticos dominantes. A 29 de Agosto de 1911, anunciou o novo programa político do Partido Republicano Português, considerando-o como o partido único da República. Contudo, em Fevereiro de 1912, num processo de secessão entre os republicanos, assumiu a liderança do processo que levou ao aparecimento do Partido Democrático, mais radical, de que se tornou líder incontestado, e do Partido Evolucionista, mais moderado.
Consolidado o partido, presidiu pela primeira vez ao ministério de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914 (acumulando a pasta das finanças), formando o primeiro governo partidário da República, integrado por democráticos e pelos independentes agrupados, então liderados por António Maria da Silva.
Como líder dos democráticos, venceu as eleições parlamentares parcelares de 16 de Novembro de 1913, transformando de facto o Partido Democrático no principal partido do poder da Primeira República e na força dominante de todo o processo político até 1926.
Em 2 de Março de 1914 assumiu o exercício efectivo das funções de professor e director da Faculdade de Direito e Estudos Sociais de Lisboa (actual Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), onde permaneceu como director até finais de Janeiro de 1915, altura em que solicitou licença sem vencimento, para regressar à actividade académica a 1 de Novembro de 1915, como professor do Instituto Superior do Comércio.
Sem nunca o admitir publicamente, instigou a revolta militar contra Pimenta de Castro, vencendo depois as eleições parlamentares de 13 de Junho de 1915 com uma confortável maioria de 69% dos votos. Sofreu, a 3 de Julho desse ano, um acidente, ao saltar pela janela de um eléctrico em andamento, do qual saiu gravemente ferido. Tendo viajado para fora do país em tratamento, não pôde assumir a chefia do governo.
Assumiu pela segunda vez a presidência do ministério de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, acumulando também as Finanças, num governo monopartidário, mas que Afonso Costa considerava como sendo um governo nacional, declarando então pretender abster-se de praticar política partidária.
Decidida a participação de Portugal na Grande Guerra, assumiu a pasta das Finanças no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 15 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917.
Voltou pela terceira e última vez à presidência do ministério, governando de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917, acumulando também as Finanças, num governo exclusivamente constituído por democráticos, mas com o apoio parlamentar dos evolucionistas. Por esta razão foi alvo, em Maio de 1917, de forte contestação por parte de alguns deputados democráticos, que o acusavam de falso radical. Contudo, apesar da contestação, venceu o congresso do partido realizado a 3 de Julho seguinte, tendo como rival Norton de Matos. Nesta época chegou a invocar o marxismo, ao declarar, em 14 de Julho desse ano, que devem ser todos pela luta de classes, no sentido marxista da palavra.
De 8 a 25 de Outubro, visitou as tropas do Corpo Expedicionário Português na Flandres, acompanhado por Bernardino Machado. De regresso foi preso um tempo no Porto por ocasião do golpe de Sidónio Pais, a 8 de Dezembro de 1917.
Após o assassinato do presidente Sidónio Pais, e terminada a Guerra, a partir de 12 de Março de 1919 passou a chefiar a delegação portuguesa à Conferência de Paz, assinando em representação de Portugal o Tratado de Versalhes de 28 de Junho de 1919. Foi o representante português na primeira assembleia da Sociedade das Nações.
Por lhe faltar apoio parlamentar recusou formar governo em 1922, apoiando no ano seguinte a eleição de Manuel Teixeira Gomes para Presidente da República.
No final de 1923, novamente por falta de apoio parlamentar dada a oposição dos nacionalistas, recusou novamente formar governo. Apoiou o governo de Álvaro de Castro, de Dezembro de 1923 a Julho de 1924, recusando novamente nessa altura a presidência do ministério.
Em 1926, estando o Partido Democrático no poder, com um ministério presidido por António Maria da Silva, deu-se o golpe de 28 de Maio que instalou a ditadura militar (1926-1928), abrindo caminho à ditadura nacional do presidente da República Óscar Carmona (eleito por sufrágio universal em 1928) que vem a desembocar no regime do Estado Novo (1933-1974). Afonso Costa exilou-se então em Paris, opondo-se à nova situação, em particular à ascensão ditatorial de António de Oliveira Salazar. Em Fevereiro de 1927, juntamente com Álvaro de Castro, José Domingues dos Santos, Jaime Cortesão e António Sérgio, fundou a Liga de Defesa da República, em Paris, sendo eleito membro da sua Junta Directiva. No início do ano de 1937 foi indigitado para Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa, cargo que já não chegou a assumir, em virtude de ter falecido.

Silva é um mítico vendedor de cautelas de Seia, embora corra todo o país.
Por 12 vezes - 12 vendeu a sorte grande, a acreditar nas suas histórias corroboradas pelo número de estrelas do seu chapéu.
Página central do livro da candidatura de Cavaco Silva, Silva é um dos senenses (Vale de Igreja - Paranhos) mais conhecidos no país.
E garante que "ainda me há-de pôr rico".
E se calhar até punha... se eu tivesse poupado todo o dinheiro que já lhe comprei em jogo...
Mas também de nada serviria.
Tenho tanta facilicdade em ganhá-lo como em gastá-lo.
Benza-o Deus...

No Haiti, Pelicano já está a tratar da sua vidinha.
Lá vem mais um documentário pré-fabricado para ganhar prémios em todo o lado.
Especialmente nos festivais tugas de cinema.
Ali, neste momento é só ligar a câmera e apontá-la para qualquer lado.
Filmar aquela desgraça vai dar, obviamente, muito papel.
Principalmente quando se está lá de borla, com o equipamento profissional e as deslocações pagas pela SIC.
Como é que dizia o outro?
Assim também eu...
O conteúdo do seu primeiro documentário é um verdadeiro nojo. Insulta os pastores e a inteligência de quem o vê do princípio ao fim.
O segundo foi melhor. Mas quase integralmente produzido com as imagens de arquivo da Sic às quais só quem lá trabalha em acesso. E, se fossem pagas ao segundo - como a estação cobra normalmente a quem as pede - custariam uma fortuna.
Mas não há dúvida que o rapaz filma bem.
Embora repita sempre os mesmos planos. Mas filma bem.
Nunca será um realizador consagrado porque em Portugal o único que o é tem mais de 100 anos e ainda não aprendeu o que é uma câmera. E Pelicano conhece bem o material e sabe bem o que faz.
É esperto, o jovem Pelicano.
Um esperto numa terra de burros.

Amigos meus e pessoas conhecidas estão a receber emails que pensavam serem meus - mas que não são - com este conteúdo:
Hey,
how are you doing recently?
I would like to introduce you a very good company and its website is http://velemobi.com/ It can offer you all kinds of electronic products that you may be in need,such as laptops ,gps ,TV LCD,cell phones,ps3,MP3/4,motorcycles and etc...
You can take some time to have a check ,there must be something interesting you 'd like to purchase .
Hope you can enjoy yourself in shopping from that company !
Regards
O que aconteceu?
Entrou algum virus em algum computador de alguém e copiou os seus endereços do hotmail. E agora está a difundir emails publicitários em nome dos contactos dessa pessoas.
Não se trata de nenhum virus. Apenas phishing.
Claro que eu sou completamente alheio a este facto e nem sequer uso este servidor de correio electrónico (hotmail.com).
Uso apenas a netvisao.pt e o gmail.com.
Reportem spam.
Depois de alguns reports desses, estas mensagens são enviadas para a respectiva pasta.
Embora alheio ao facto peço desculpas pelo incómodo.

Acabo de ler os "tormentos" do dr. AH no PE sobre o som de rua de Dezembro. E, embora ele não o mereça, faço 4 breves comentários ao seu reparo:
1 - Reclamações: o dr AH nunca se queixou do som de rua. A empresa instaladora do sistema recebeu apenas 2 reclamações durante os 30 dias. Uma por parte de um senhor acamado a quem tinha sido colocada uma coluna mesmo em frente à sua janela e que de imediato foi removida, outra porque parte do sistema não desligou automáticamente às 20:30h da noite no sábado dia 2. E às 23h ainda se encontrava no activo, embora a volume reduzido.
No mesmo sábado em que em S. Romão a festa nas ruas durava até às 6 da manhã sem reclamações.
2 - Coragem: o Sr Dr AH tem um condão, o de conseguir escrever sobre coisas que nem imagina que existem. E por isso não há dúvida de que demonstra uma certa coragem. A coragem que só uma imensa ignorância sobre os assuntos tratados pode conferir.
Provou-o de todas as vezes que escreveu sobre a Assembleia Municipal. De todas elas não acertou uma única vez. Também seria difícil acertar: eu nunca faltei a nenhuma sessão e nunca o vi por lá.... portanto, só por milagre AH faria uma pequena ideia do que por lá se lá passava...
Mas não é só isso que AH não sabe.
Ele não sabe também, pelo que dele se lê, o que se passa por essa Europa fora, hoje em dia, nem sequer o que se passa nas cidades do interior. Imaginará, porventura, que o som de rua foi inventado aqui em Seia. Mas não. Há-o em todo o lado.
3 - A surdez: pergunto-me se AH terá reconhecido uma única das músicas que "repetidamente" o atormentaram. Ele, que se diz amante de música clássica, terá escutado mesmo o repertório que foi transmitido?
Já que ouviu a publicidade "repetitiva" (há outra???) metade da qual institucional sobre a agenda cultural e os equipamentos que o município disponibiliza ao senense e ao turista, será que também ouviu o repertório clássico?
Terá ouvido Strauss? Mozart? John Williams?
Terão sido os Nocturnos de Chopin que o atormentaram?
Foi o Danúbio Azul? A Valsa dos patinadores?
Terão sido as bandas sonoras de ET, Forest Gump, Patriot, Amadeus, Império do Sol? Foi a música de Alan Silvestri?
Terão sido as mais cotadas obras da chamada música séria dos compositores clássicos e contemporâneos consagrados, que ele não ouve em mais lado nenhum, que o terão atormentado?
Preferiria AH escutar Emanuel, Marco Paulo ou Quim Barreiros? Foi dessa música que sentiu falta?
Ou foram as consagradas orquestras e coros de Ray Conniff ou dos Boston Pops na Quadra Natalícia que tanto o afligiram?
Terá sido essa - a melhor música de Natal até hoje gravada, a mais aplaudida música de Natal de todo o mundo civilizado (não muçulmano) - que o atormentou?
Não. Não foi nada disso, estou em crer.
O que se passou foi que o dr AH tem necessidade de escrever. Sobre tudo e nada. Mas a sua especialidade é mesmo escrever sobre nada.
E, quando escreve, esperando que a sua escrita se transformasse num gerador eólico, sistematicamente acaba por perceber que ela não ultrapassa, afinal, a dimensão de uma ventoínha de feira.
Em vez de produzir energia, consome a pouca que ainda lhe resta.
Por exemplo: tanto consegue criticar asperamente o Reitor numa edição do PE como, na edição seguinte, tecer-lhe os mais rasgados elogios.
Uma coisa nunca vista, alvo de risada geral de entre os poucos que ainda lêem as suas imperdíveis e humorísticas crónicas. Eu não perco uma...
O senhor consegue que lhe continuem a publicar textos do mais básico e desinteressante que há, sem um único rasgo, sem ideias, sem assunto, sem propostas para resolver seja o que for. Repisando os mesmo temas há séculos, AH escreve apenas para si num jornal sem director, ele próprio uma sombra do que já foi.
Repetindo-se mil vezes num sentido e duas mil no contrário, AH é, porventura, hoje o mais notável representante do que de pior se produz na escrita em Seia. Uma escrita de qualidade média-baixa, ela sim absolutamente repetitiva, ano após ano, vazia de assunto, descredível pelas costumeiras "análises" de cata-vento.
No fundo, é conforme calha.
4 - O "tormento": a conclusão é clara: o dr AH só pode ter passado os últimos 30 dias na rua. Porque no seu escritório não ouvia a música e em sua casa também não. E no Tribunal ainda menos.
Então onde ouviu ele a música e a publicidade repetidamente? Só pode ter sido... na rua. Que foi o único local onde ela se ouviu e para onde se dirigia a mensagem.
Mas não é suposto que um cidadão passe a vida na rua. A não ser que se trate de um sem-abrigo. A média, no inverno, é de 7 a 11 minutos POR DIA. Por isso a mensagem tem que ser repetida como se faz em qualquer parte do planeta Terra. Pelo menos de hora a hora.
Terá estado, AH, 30 dias, 8 horas por dia, debaixo das colunas? Se esteve tornou-se numa estátua. Ou numa planta.
Não sendo nenhum desses o caso, em que se terá transformado AH?
Apenas num mal intencionado?
Ou talvez apenas num escriba compulsivo sem assunto de momento para se poder contradizer à vontade?
E, se os turistas elogiaram diariamente a iniciativa por todo o lado por onde passaram e em todas as lojas onde entraram, porque será que o dr AH não gostou?
É simples: por isso mesmo. Porque eles, os turistas, gostaram.
E a população compreendeu e aceitou a iniciativa. A bem do turismo e do desenvolvimento da nossa Terra.
Toda a gente percebe isto.
Mas isto são pormenores que passam ao lado da análise barroca, para não dizer medieval, de críticos profissionais senenses como AH.
Mas acontece que até na na Idade Média a música era imprescindível nas épocas festivas.
Portanto, para AH, até a Idade Média está muito à frente...
Bom.
Nem perco tempo a explicar os benefícios e a inevitabilidade de manter uma cidade animada - sem aspas - como acontece em todas as pequenas cidades por essa Europa fora nas quadras festivas.
Sabemos que a pessoas cinzentonas, carrancudas e taciturnas como AH, nada as anima.
Mas o objectivo também não era dar Vida a quem a não tem. Isso seria uma missão impossível.
Era - e foi plenamente conseguido - dar ânimo à cidade e alegrar quem nos visita. Não a quem abomina a alegria.
Só uma pessoa totalmente desprovida de humor e absolutamente deslocada do tempo em que vive poderia criticar negativamente, sem explicar porquê, uma iniciativa com uma abrangência, uma qualidade sonora e um repertório semelhantes; e com uma componente turística desta dimensão.
Não. Definitivamente, em pleno sec 21, nem o dr AH nem o revanchismo reaccionário que a sua escrita não disfarça - e por isso estará a dar os últimos extertores aqui em Seia - podem ser levados a sério.
O tempo é de modernidade e de Progresso na nossa Terra.
Não é de obscurantismo bafiento.
O "pensamento" de AH (e é só a isso que me refiro, nunca à Pessoa em si) têm historicamente os dias contados.
O Tempo não volta atrás, para mal de alguns, mas para bem de todos.
Espero que o leitor não veja neste post um espírito retrógrado ou um provincianismo exacerbado, porque eu não sou uma coisa nem outra.
Se me irrito por ver a minha Terra sistematicamente ignorada quando se fala na nossa região - quando inclusivamente se faz corresponder aquilo que é nosso à cidade da Covilhã (contra a qual nada tenho e até gosto de lá ir de vez em quando) - é porque reconheço que este ostracismo traz consigo invariavelmente cada vez menos turismo e cada vez menos dinheiro e portanto cada vez menos oferta, cada vez menos desenvolvimento e cada vez menos progresso para a nossa Terra.
Posto isto,
veja-se estes exemplos na TV PAGA pelos nossos impostos.
Uma televisão que se diz protagonista do SERVIÇO PÚBLICO!
Ignorando permanentemente uma das duas entradas que a Serra da Estrela tem, leva o turismo todo para o lado da Covilhã quando afinal até a estância de Ski está do lado de cá e pertence ao concelho de Seia.
DESLIGAR O SOM DA JANELA DA SEIATV AQUI À DIREITA PARA NÃO INTERFERIR COM O SOM DAS PEÇAS.
Nesta peça fala-se apenas nas estradas principais de acesso à Serra da Estrela sem particularizar. Menos mal...
Nesta peça dá-se claramente a entender que só se pode chegar à Torre e às pistas de ski pela Covilhã, uma vez que se diz explicitamente que só se pode chegar até às Penhas da Saúde.
Como se a entrada Norte - a de Seia - não existisse. Os jornalistas e a GNR dão a entender que só existe a entrada Sul. Depois fala-se na estância de ski que está situada no nosso concelho, mas nada se diz sobre isso, dando-se a entender que as pistas estão do lado da falsa "única" entrada para a Estrela: a da Covilhã.
A nossa entrada, a de Seia, é uma entrada "maldita" já que é por todos ignorada.
REQUINTE DE MALVADEZ do repórter: fala de duas estradas: a da Covilhã e a "outra" até à Lagoa Comprida e depois para MANTEIGAS????? Que estrada é essa????
A Lagoa só dá acesso directo a Seia: para se ir para Manteigas tem que se fazer um desvio já depois do SABUGUEIRO (de que também nunca se fala).
As 2 peças acima só têm imagens da Guarda e da Covilhã.
Adianto que não há uma única imagem de Seia em qualquer peça filmada pela RTP, SIC ou TVI sobre a Serra da Estrela.
Coincidência? Não. Nem sequer se lembram disso.
Atente-se no placard filmado vezes sem conta que é sempre o mesmo. Covilhã em baixo e Seia em cima.
É o que está colocado na Covilhã.
O Sargento Fernandes fala da interrupção das estradas no Planalto Central. Piornos, Torre e Lagoa Comprida (Seia)
José Alberto carvalho fala da "única estrada" aberta no acesso à Serra da estrela. Imaginem lá qual é... Covilhã-Piornos.
E mais uma vez o fatídico placard da Covilhã...
Esta é uma reportagem das mais ignorantes e mais pulhas para Seia.
A atrasadinha da repórter AFIRMA que "não se pode subir à SERRA porque "não se pode subir acima da Covilhã."
Só há, portanto, uma forma de subir à serra para esta desgraçada ignorante.
Mais à frente a mesma atrasada diz que a RTP só conseguiu chegar aos Piornos porque utilizou um veiculo de 4 rodas(!!!) - queria dizer tracção ás 4 rodas, obviamente. Atrasadinha, mesmo.
Nota positiva: pela única vez um elemento da GNR diz que as estradas estão cortadas tanto do lado da Covilhã como do lado de Seia, mas mal se percebe a palavra Seia. Não interessa. Foi imediatamente cortado o discurso do GNR.
Aqui mostram-se imagens e promove-se o Hotel das Penhas - Turistrela e o H2Otel de Unhais. Como se só houvesse esses. Sobre o Eurosol Camelo Hotel, em Seia, ou a Albergaria Sra do Espinheiro, também em Seia, nem uma imagem nem uma palavra. Seia é terra maldita...
Uma reportagem gémea da anterior filmada exactamente no mesmo sítio - O Hotel das Penhas da Saúde sobre o mesmo assunto: o fim de ano. mas esta ainda é pior e mais sectária que a anterior porque só apresenta um hotel - o da Turistrela - e só fala na Covilhã.
Uma terceira peça filmada no mesmo hotel (RTP=serviço público para a Turistrela) e a dizer o mesmo.
Não satisfeita, a repórter lembra que há outros hotéis para além deste na Serra da Estrela. Mas onde? Na Covilhã!!!
Isto é que é Serviço Público, hein? Adoro pagar impostos assim tão bem empregues!
Ora mais uma vez o mesmo placar da Covilhã, mais uma vez a dizer-se que as estradas estavam fechadas e só se podia ir até aos Piornos, como se outra entrada não houvesse.
E mais uma vez o belo e costumeiro Hotel da Turistrela para fechar a peça. De positivo apenas imagens da Torre e dos radares que se encontram, claro, no concelho de Seia. Tal como a estância de ski.
E NÃO NO DA COVILHÃ!!!
Aqui está mais uma vez a informação de que as estradas de acesso à Serra da Estrela estão cortadas. Mas quais? A de Seia?
Essa não existe. A da Covilhã e a da Torre - Lagoa - Piornos - Manteigas!!!!
Mais uma maravilhosa estrada que existe apenas no imaginário dos magníficos repórteres que fazem a cobertura da neve na Serra porventura bem instalados no Hotel da Turistrela... a única coisa da Serra que, pelos vistos, conhecem bem...
URGE que as forças vivas do Concelho e o Município de Seia intentem acções mediáticas no sentido de dar mais visibilidade a Seia e ao nosso concelho INJUSTA e sistematicamente ostracizado pela comunicação Social e nomeadamente pelas televisões.
Avisei dezenas de vezes nos meus textos, nos jornais, na AM que isto estava a acontecer. O facto está hoje consumado.
Seia, para as televisões, não existe.
E, se não existe para as TVs não existe para o país.
Há que RESSUSCITAR Seia para o País. Urgentemente.
Atrevo-me a dizer que é deste desígnio Concelhio que depende a nosso sucesso no curto prazo.
Não é apostando em acções megalómanas, praticamente inúteis e sem qualquer retorno e que apenas servem para retirar centenas de milhares de euros por ano aos cofres do Município que se traz progresso e desenvolvimento para o Concelho.
É atraindo o Turismo. É a única Indústria que nos pode valer e para a qual Seia e o seu rico concelho tem propensão natural. Atrevo-me a dizer que somos o concelho com maior variedade de oferta cultural, histórica, científica, tecnológica e paisagística de toda a região da Serra da Estrela.
É combatendo a ideia pré-formada de que a Covilhã é a Serra da Estrela em regime de exclusividade e mostrando ao país e ao mundo que Seia existe, que venceremos.
Não é continuando a fechar os olhos e a porta a quem nos procura que singraremos.
Seia só pode subsistir e combater o definhar previsível da indústria - já quase inexistente - atraindo o turismo.
Não temos outra solução neste momento.
Está a nevar em Seia e em toda a Serra da Estrela.

E os politicuzinhos da nossa praça preocupadíssimos com o casamento da paneleiragem!...
Ainda gostava de ver uns casamentos desses aqui no interior.
Mas tinha que ser como ELAS - as bichas - gostam.
De véu e grinalda!
Eh eh eh...
País de gentinha louca...
País de bichas, de corruptos e de atrasadinhos.
Com o maior buraco financeiro pela frente, daqui a meia dúzia de meses não havendo sequer dinheiro para pagar reformas, pensões e ordenados a ninguém, vejam lá com o que andam preocupadíssimas estas aventesmas na Assembleia da República!

'Kamikaze @ Flickr Snow War I' by Hamed Saber via Flickr
Image is licenced under a Creative Commons Attribution licence

'I want to be a robin!' by foxypar4 via Flickr
Image is licenced under a Creative Commons Attribution licence

'snow tree' by Ryan McD via Flickr
Image is licenced under a Creative Commons Attribution licence
A Serra da Estrela continua destino de eleição para a passagem de ano
Os hotéis na Serra da Estrela estão quase completos para a passagem de ano. Mesmo quase sem neve, a montanha continua a ser um dos destinos mais procurados pelos turistas.
Esperadas milhares de pessoas na Serra da Estrela
Recordando que há neve na Serra da Estrela desde Novembro...
Nada de especial. Achei piada apenas ao movimento da câmara.
Temo que, a continuarem esta rajadas, os estragos em telhados sejam mais que muitos. Esperemos que o telhado aqui do prédio aguente senão vai chover cá em casa...

Estou farto de escrever sobre isto.
O site da Turistrela continua a direccionar o turismo proveniente do Norte ERRADAMENTE para a Covilhã.
Percebemos que é a cidade onde a Turistrela tem os seus investimentos que tem que proteger, mas está a dar uma informação errada ao direccionar para a Covilhã o turista nortenho que apenas quer visitar a Torre ou as pistas de ski - que ficam do lado Norte da Serra, do lado de Seia.
Esse turista de 1 dia apenas vai gastar o tempo todo numa viagem inútil e nem Seia, nem a Turistrela, e nem o próprio turista ganham nada com isso.
Quando muito ganhará algo a Covilhã. Mas nem disso estou certo. Não haverá tempo para uma refeição descansada sequer, se o turista sair do Porto às 9 da manhã. Não estará na Guarda antes das 11:30h e na Covilhã antes das 12:30h e a manhã já se foi. Almoçará na Covilhã para depois não ter tempo para usufruir das pistas? Ou não almoçará? E a família?
Ao invés, se vier por Seia, saindo à mesma hora do Porto, chegará ao Sabugueiro antes das 11h, onde pode tomar um pequeno almoço reforçado e dirigir-se de imediato às pistas.
Às 16:30 horas, depois de usufruir de cerca de 5 horas nas pistas, almoçará com toda a calma no Sabugueiro num dos muitos restaurantes que servem a essa hora, descendo novamente por Seia e ainda tendo tempo para visitar o Museu do Brinquedo, o Museu do Pão ou o Cise, em vez de empreender uma longa viagem de regresso de estopada...
Ao direccionar todo o turismo para o lado Sul, a Turistrela obriga o turista nortenho a andar cerca de 150 quilómetros a mais - ida e volta - distância que pouparia se vier naturalmente por Seia.
De facto, vindo pela A25, o turista deve sair em Viseu, seguindo para NELAS e SEIA, entrando directamente na Serra da Estrela.
Se lhe for dificil sair em Viseu, pode prosseguir e sair em Mangualde. Nesse caso rumará a Nelas ou em alternativa a GOUVEIA e depois escolherá se quer atingir a Torre por Manteigas ou se a quer atingir muito mais directamente entrando por Seia.
Tudo depende do tempo de que possa dispor. Se for mais do que um dia aconselha-se a que entre por um lado e saia por outro, para desfrutar o mais possível da beleza da Serra.
Mas nunca, NUNCA deve seguir pelo trajecto indicado no site da Turistrela.
Em termos de tempo, enquanto o turista rodeia a Serra, de Viseu à Guarda, chegará perfeitamente a Seia. E enquanto continua a viajar da Guarda ao centro da Covilhã, se vier por Seia, já estaria na Torre. Em termos de distância, poupa cerca de 150 kms na ida e volta. E passa pela aldeia mais alta de Portugal - O Sabugueiro - com o seu singular comércio regional no que se refere a agasalhos e gastronomia.
Há que combater este desvio continuado que a Turistrela conscientemente continua a provocar no trânsito incauto através do seu site muito profissional e muito bem elaborado.
E há que dar igualmente os parabéns à empresa que presta muita informação ao turista e oferece variadas actividades e programas àquele que demanda a Serra. Inclusive a nivel de turismo ambiental estabelece parcerias com o CISE e com o Museu do Pão aqui em Seia.
A Turistrela é o exemplo do bom funcionamento da agressividade da iniciativa privada a explorar o turismo da Serra da Estrela.
Pena que em Seia as pessoas directamente envolvidas nesta Indústria não se unam em torno de um projecto similar para fazerem o mesmo do lado de cá da Serra...
Apesar de os GPS mandarem os turistas que vêm do Norte e se dirigem para a Serra (e até para o Museu do Pão!) para a Guarda e para a Covilhã;
apesar de se ter perdido mais de uma década na promoção do turismo na nossa Terra;
apesar de a Covilhã ter ganho auto-estradas, 6 hotéis uma universidade e um centro de produção televisivo,
eu acredito que ainda não é demasiado tarde para se começar a trabalhar no sentido de mostrar ao país e ao mundo que Seia é a porta de entrada directa para a Estrela para quem vem do Norte.
Um documentário realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto pelos alunos Francisco Reis, João Tilly, José Francisco Veiga e Sandra Ildefonso, do 12ºE da Escola Secundária de Seia no ano lectivo 2008/09.
Com a participação especial de professores universitários Dra Cláudia Seabra e Dr Luis Abrantes, do Director do Intermarché de S. Romão Sr José Anjo e do actual Presidente da Câmara Municipal de Seia, Dr Filipe Camelo.
Em primeiro lugar quero agadecer e retribuir as dezenas de mensagens que tenho recebido por sms e email e os votos nelas formulados.
A todas respondo com os votos de muita Saúde, Ânimo e Determinação.
São estas 3 das 4 componentes da "sorte".
A quarta é muito e persistente Trabalho... mas dessa não se fala hoje.
Não sou católico nem professo qualquer tipo de religião, pois nem Deus nem Alá se interessaram por mim. Bastava que um deles quisesse, a acreditar que são todo-poderosos, e eu me converteria na mesma hora a um deles. O pior era se os dois se lembravam de mim ao mesmo tempo.... teríamos aí uma guerra de deuses que nem Spielberg conseguiria retratar.
Se calhar por isso, para preservar o equilíbrio cósmico do Universo, nunca nenhum deles me deu um sinal.
Mas não só. Desconfio que deve existir para aí uma conspiração galáctica qualquer porque aos 2 super-Deuses juntou-se agora a manete dos máximos do mercedes.
Também não dá sinal.
Por isso, o Natal religioso passa-me completamente ao lado, mas reconheço que os seus efeitos secundários - o fortalecimento dos laços de união e solidariedade entre família, amigos e simples conhecidos - são extraordinariamente benéficos para uma humanidade absolutamente confundida com o papel que anda aqui a desempenhar acima da crosta terrestre. Pelo menos até 2012.
No Natal apaziguam-se divergências e conflitos.
Perdoa-se muito do mal que nos fazem, esquecem-se pequenas e grandes velhacarias. Em nome do espírito Natalício. Ou de outro espírito qualquer.
E se nos lembrarmos que a pobreza intelectual é muitas vezes responsável por muitos dos actos irreflectidos que as pessoas cometem em vida, poderemos talvez encontrar uma explicação para essa pacificação.
Pelo menos eu tenho-a encontrado aí.
Há que desculpar-se a componente imputável à ignorância e à incultura, frutos inevitáveis da falta de ferramentas intelectuais com que se nasce.
Um lerdo não tem muita culpa de o ser. Nasceu assim. A sua culpa foi não ter lutado contra as suas limitações, estudando, cultivando-se, aprendendo.
Já um xico-esperto "iluminado" que se serve da estupidez ou da bondade alheia para atingir os seus próprios objectivos é mais difícil de perdoar.
Mas enfim: esta é a época dos reencontros, dos esquecimentos e das recordações.
De esquecer o que foi mau e da recordar o Bem que se passou.
Faz agora não sei quantos anos que me reconciliei com o meu Pai, depois de uns largos meses de candeias às avessas... e não me esqueço disso.
Aproveite-se esta época em que o coração dos Bons está mais aberto e refaçamos laços que o tempo e a Vida fez enfraquecer.
Pelo meu lado acreditem que não desejo mal a ninguém, mesmo a quem, ao longo dos anos, me tem tentado prejudicar.
Ao longo dos tempos fui esquecendo e hoje já nem me lembro bem do que se passou. Tenho essa vantagem. Não sou rancoroso.
Passados uns anos as coisas vão esquecendo desde que não continuem a ser alimentadas diariamente. E nisso têm muita influência terceiros.
Eu recuso-me a ouvir as histórias que alguns me têm tentado contar sobre pessoas de quem a Vida me separou.
Não dou para esse peditório.
E, assim, ao longo dos anos fui paulatina e naturalmente reatando relações com quase todos aqueles de quem contingências da Vida me afastaram.
Dizia Churchill que se um Homem chega aos 40 sem arranjar inimigos é porque não vale nada. É um berdamerdas. Dizia Napoleão que a importância de um Homem se mede pelo número de inimigos que granjeou em vida.
Eles bem o sabiam. Arranjaram milhões deles...
Eu não sou inimigo de ninguém. Apenas o sou da ociosidade e do analfabetismo. Por isso os tento combater, na minha profissão e nos projectos que implemento.
As pessoas válidas desta Terra e quem me conhece sabe que eu trabalho, em várias frentes, mas sempre para o Bem da nossa Terra. E que seria incapaz de me apoderar de projectos alheios ou do fruto do trabalho dos outros. E que não há nada que mais me repugne do que a mediocridade que arrasta consigo a maledicência fundada na inveja, a subsidio-dependência e a estupidez convicta.
Mas, enfim, tenho que conviver com estas "virtudes" que proliferam no interior do país culturalmente mais desprotegido da Europa desenvolvida.
A vida é curta demais para cultivar inimigos.
Um grande Abraço de solidariedade a todos os que continuam a acreditar que é possível viver e continuar a lutar pelos objectivos em que se acredita nesta Terra.
João Tilly
Isto que acaba de se sentir e que me acordou, aqui no 6º andar, só pode ter sido um tremor de terra.
A casa abanou toda, como que embalada.
Deve ter atingido pelo menos o grau 5 de Richter.
Digo eu...
O meu Nokiazinho já apareceu.
Uma senhora de S. Romão viu-o cair-me do bolso quando entrei para a tipoia e guardou-o. O sr Manuel Ascenção também viu e portanto tudo foi muito fácil. Hoje de manhã já o tinha.
Um Muito Obrigado à D. Maria da Conceição e ao sr Manuel Roque da Ascenção o camarada que já ensinou milhares de senenses a conduzir, ao longo da sua longa carreira de instrutor e tambem de gestor da sua empresa. Uma das mais antigas de Seia, pode dizer-se.
Nunca recebeu nenhuma medalha de mérito, mas palpita-me que não deve faltar muito dada a longevidade e a solidez da sua empresa.
Aproveito para dizer que há cerca de 15 dias, 3 semanas também perdi a carteira. Pu-la em cima do capot para meter gasolina depois de fazer o pagamento por multibanco e nunca mais me lembrei dela.
No dia seguinte, ainda nem me tinha apercebido que a tinha perdido já o sr Francisco (ou Fernandes? so conhecia o sr de vista) da Marogol me tentava repetidamente ligar para me dizer que a tinha encontrado à porta do stand e que a tinha consigo...
Claro que ma entregou intacta com o dinheiro certinho lá dentro.
Como vêem, caros turistas, aqui em Seia não há, praticamente, criminalidade.
Podem vir à vontade e perder E90s e carteiras em plena estrada que por certo no dia seguinte alguém vo-los entregará.

O meu telefone - escritório Nokia E90 deve-me ter caído do bolso (porque em Seia ainda não há carteiristas) ontem cerca das 20 horas no princípio da Av. 1º de Maio, junto à fonte, e eu no meio da azáfama da instalação que estava a testar não dei por isso.
Assim, como sou um tipo com alguma sorte e bem intencionado (ainda na semana passada perdi a carteira que depois me foi gentilmente entregue por um amigo que exerce funções na Marogol - peço a quem o encontrou que o devolva, ligando para o meu número antigo - 912805190.
Nem é bem pelo aparelho, mas pelas centenas de contactos, agenda, fotos e informação (profissional).
Recompenso quem o encontrar.
Se não me for devolvido num prazo de algumas horas concluirei que me foi furtado e mandarei bloquear o IMEI pelo que o telefone nunca mais poderá receber nem efectuar chamadas em qualquer rede num prazo de 24 horas.
Isto agora é rápido.
Obrigado antecipadamente.

Neste Sábado, 12 de Dezembro à noite, a dança contemporânea sobe ao palco da Casa Municipal da Cultura de Seia. “Nocturno” é o trabalho apresentado pelo Ballet Contemporâneo do Norte, no âmbito da programação do município e integrado no programa Território Artes.
A concepção e composição coreográfica são de Luís Carolino e a interpretação e criação de Susana Otero, Rui Marques, Sara Leite e Elisa Worm.
Uma mulher da vida, um homem solitário e uma falsa suicida habitam um espaço vazio.
“Nocturno” assume-se como uma visita à vida destas três personagens guiada pela própria Morte, a quarta personagem em cena, que nos fala a todos na primeira pessoa; fala-nos de si, do seu «trabalho», e de como nos vê. Um olhar muito próprio, implacável, terrível, mas, ao mesmo tempo, quase maternal: uma reflexão sobre esse incrível e improvável grão de tempo que é a nossa vida, o tudo-nada durante o qual somos.
“Nocturno” é uma incursão no nosso lado mais escuro, não necessariamente o nosso lado mais negativo, apenas o mais privado e secreto; o lugar de todos os medos e todas as ternuras, o reino da sensibilidade, da intimidade; o sítio onde nos encontramos com nós próprios.
Em Seia, a minha Terra, está a nevar de novo.
Já não se passa acima da Torre....

E foi um grande sucesso.
Parabéns à Organização.
Destaque para o melhor músico (de longe...) em palco - que não concorreu: To Zé Novais.
É pena que músicos como o To Zé e o Cury, por exemplo, não consigam (falta de tempo?) arranjar duas ou 3 músicas para se enviarem para as editoras.
Recorda-se que em toda a História dos músicos de Seia o único grupo que conseguiu gravar um LP totalmente financiado por uma editora foram os Portugueses Suaves, no longínquo ano de 1988...
Não teve promoção, vendeu 5000 cópias (nem sei como) e continua tristemente solitário na história discográfica oficial de Seia.



Médica dos HUC condenada
a pagar 8400 euros por
homicídio por negligência
Juíza não teve dúvidas de que “o crime estava a ser praticado” e considerou que “a arguida não actuou com cautela” ao autorizar o transporte do doente para outro hospital com menos meios.
O Tribunal de Coimbra condenou ontem uma cardiologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) por homicídio por negligência, uma sentença que não é muito frequente, apesar dos vários casos que chegam a tribunal. «Não tive dúvidas de que este crime estava a ser praticado. Ficaram provados os factos que estavam na acusação, pois a arguida não agiu com cautela», afirmou a juíza responsável pelo processo.
«A arguida devia ter tentado que o doente ficasse em Coimbra. Sendo uma médica com qualidade e experiência profissional devia saber que o estado de saúde desaconselhava a transferência para outro hospital. A ordem de transferência para o Hospital de Seia não devia ter sido dada. Houve falta de cuidado, exigia-se que adoptasse um comportamento correcto, o que não aconteceu», explicou a juíza.
Recorde-se que o caso remonta a Março de 2004. João Tilly dos Santos, de 72 anos, deu entrada nas Urgências dos HUC, transferido do Hospital de Seia, com um diagnóstico de enfarte de miocárdio em evolução e foi recebido pela arguida que não confirmou o diagnóstico e decidiu transferir novamente o doente para Seia. O seu estado agravou-se naquele hospital, o que obrigou a nova transferência para o Hospital da Guarda e, posteriormente, novamente para os HUC, onde João Santos acabou por morrer, dois dias depois, de enfarte agudo do miocárdio, revelou a autópsia.
Ontem a juíza, que ouviu vários profissionais de saúde que assistiram a vítima, considerou como provado que «as transferências múltiplas agravaram o estado clínico de João Tilly dos Santos», contribuindo para a sua morte. «Não se encontrava em condições de regressar ao Hospital de Seia, que tem menos condições, meios técnicos e valências que os HUC», adiantou.
Durante todo o processo, a cardiologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra manteve a convicção de que o doente não apresentava um quadro clínico que indicasse um enfarte agudo do miocárdio e colocou em causa o resultado da autópsia. A defesa da médica assentou nesse aspecto. Mas ontem a juíza deu como provado, depois de analisar várias perícias médicas, que a causa de morte foi mesmo enfarte do miocárdio. «Admito como válidos o relatório da autópsia e a fiabilidade do Instituto de Medicina Legal e do Conselho Médico-Legal, que afastam outra causa de morte», sentenciou.
Antes de aplicar a pena, a juíza deu ainda como provado os factos relativos à natureza pessoal da arguida, o que terá pesado na sentença. «É considerada uma excelente médica pelos seus colegas, uma pessoa boa e, para além disso, nada consta no seu registo criminal», recordou.
A arguida, especialista em cardiologia há 18 anos, foi então condenada a pagar 280 dias de multa, a 30 euros por dia, o equivalente global a 8400 euros.
Defesa vai interpor recurso
Depois da leitura da sentença, Castanheira Neves, advogado da médica cardiologista, considerou que a juíza «fez uma leitura legítima», mas ainda assim vai interpor recurso. «Estou em desacordo no que concerne à matéria de facto. Apesar de serem importantes, não considero que as perícias médicas tenham o significado de facto, elas não devem decidir na matéria de facto», fundamentou o responsável pela defesa da arguida.
Recorde-se que as perícias realizadas durante o processo indicaram que o doente morreu por enfarte do miocárdio, um dado que complicou a defesa da médica cardiologista.

Amanha, quinta e sexta cairá neve acima dos 1000 - 1200 metros na Serra da Estrela, o que quer dizer que nevará no Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal, e daí até à Torre.
Prepare-se, pois, para ver a neve pela primeira vez este outono.
Em Seia, claro.

Na distribuição de pelouros pelos 4 vereadores socialistas, Filipe Camelo assume as pastas de Coordenação Geral, Planeamento Estratégico, Desenvolvimento Económico, Finanças, Turismo, Segurança e Protecção Civil, Participação Externa e Geminações.
7 pastas incluindo 3 mega-pastas para um homem só.
Parece-me muito ambicioso.
Filipe concentra em si quase tudo o que é tarefa fundamental.
Não abdica das Finanças, e só essa já lhe daria que fazer a tempo inteiro. Acumular com Segurança e Protecção Civil, Planeamento Estratégico (a verdadeira função do Presidente) e ainda o Turismo, que aparece declarado pela primeira vez como um pelouro, parece-me sinceramente uma missão hercúlea.
Carlos Filipe precisava de mais 2 Carlos Filipes para o ajudarem nas tarefas principais, para ficar libertado para a coordenação geral.
Há muita coisa a fazer e urgentemente relativamente à promoção turística da nossa Terra. O captação de turistas terá que ser uma prioridade deste executivo porque se trata da mais limpa fonte de receitas que há e nós vivemos em ambiente privilegiado para essa indústria. Toda a gente concorda com isto, mas as acções destinadas a conferir visibilidade e reconhecimento externo à nossa região têm sido muito insipientes e de resultados duvidosos.
Como muito bem disse no seu discurso de tomada de posse, Seia não pode perder mais 4 anos a marcar passo e a ver crescer os outros.
Sem turistas na nossa terra ninguém aqui investe. E não se pode exigir nada mais.
A iniciativa privada só investe onde vê potencial e Seia tem revelado um baixo potencial para a atracção turística.
Se a CMS, com uma promoção turística inteligente e cuidada, conseguir atrair outros tantos turistas como aqueles que nos visitam, naturalmente o seu número subirá para o dobro, logo no primeiro ano.
Com um cenário destes ainda teremos capacidade de resposta, no limite, e portanto não haverá estrangulamento.
O que vai acontecer é que, instalado o ânimo na entorpecida iniciativa privada senense, esta fatalmente acordará e começará a investir em novas estruturas e ofertas, no ano seguinte.
Tudo com a coordenação da CMS, evidentemente.
Isto pode ser o verdadeiro Big Bang para o disparo do turismo no nosso concelho.
Há que ter esta visão estratégica e eu estou convencido que Carlos Filipe a tem.
Pelo menos eu vejo-a claramente reflectida nos seus últimos discursos: Cine Eco e tomada de posse.
A ver vamos se o novo presidente arranja é tempo para tudo isto.
Esperemos que sim, a bem da nossa Terra.
Nem sei como começar este texto. Escrevo sempre ao correr da pena, levado simplesmente pela inspiração do momento. A única coisa que corrijo são gralhas provocadas pela velocidade, já que os meus dedos no teclado não acompanham de forma nenhuma a velocidade do órgão que os manda trabalhar.
Olha: vamos começar por aí. Pela velocidade.
A velocidade no interior
No interior estamos habituados a ver coisas que funcionam mal. Porque quem as faz funcionar não está habilitado para isso. E porque os que estão habilitados vão para o litoral ou para as grandes cidades.
Ontem mesmo Lauro António desculpava as coisas que correm menos bem, no interior, com a nossa interioridade.
Há quem defenda que esse fenómeno de despovoamento dos competentes, do interior, provoca fatalmente que os poucos que teimosamente resistiram ao êxodo se sentem desaproveitados e acabam por fazer o mesmo que vêem fazer aos demais: o mínimo possível para se manterem à tona, no limiar da sobrevivência.
A verdade é que quem sabe fazer mais do que uma profissão ou quem exerça essa profissão de forma apaixonada e com total entrega, pouco encontra que fazer no interior. Porque não é valorizado nem aproveitado. O sistema está montado para dar resposta ao expectável. Um criador, um artista, uma pessoa diferente da esmagadora maioria dos mortais não é previsível, nem expectável. Por alguma razão ainda não determinada o seu cérebro não funciona da mesma forma.
O dos homossexuais parece que também não. Mas esses, como são muitos, conseguiram arranjar um lobby que trabalha incessantemente para que eles sejam aceites socialmente.
Um criador ou um trabalhador competente tem a vida mais dificultada que um homossexual. A competência não se organiza em lobbies, por definição.
O valoramento, no interior, tem sido feito pela média ou pela mediana, pelo que quem está desajustado desse valor central acaba por se sentir fatalmente empurrado para ele. E a mediana é, como o próprio nome indica, desmotivadora e até opressora dos talentos e da criatividade de um trabalhador.
De maneira que o primeiro problema com que se depara um cidadão que não seja mediano no interior é com a falta de interlocutor.
Em todo o interior?
Não.
Os municípios estão a descobrir por todo o lado que têm que lançar mão dos melhores recursos que ainda possuem nas suas terras: os humanos. Recebo emails diários das Câmaras municipais vizinhas a darem conta de iniciativas que são nitidamente cada vez menos estúpidas, cada vez menos folclórico-depressivas, cada vez menos apalhaçado-pseudo-culturais e cada vez mais revestidas de algum sentido, de algum conteúdo, de alguma Inteligência.
Sinais dos tempos.
Estará esta mudança a ser protagonizada pelos jovens que proliferam agora nas Câmaras Municipais a fazer estágios? Eu acredito nisso porque dos velhos não se espera grande iniciativa. Especialmente daqueles que nunca a tiveram antes.
A Inteligência e o Caos
Portanto, a velocidade da promoção de iniciativas sociais de componente cultural e o nível intelectual de quem as propõe estão a aumentar mais rapidamente do que os velhos morrem, no interior. E porquê?
Porque as velhas fórmulas revelaram-se gastas, ficaram progressivamente sem público, sem clientela. As pessoas envelheceram e cada vez menos saem de casa.
São oferecidas por todo o lado, aos públicos do interior, iniciativas surpreendentes no sentido de despertar a sua curiosidade e posteriormente a sua adesão.
Ultrapassando esta fase algo atabalhoada e frenética, como é natural, tenho que dizer que é esse o caminho.
A Cultura não pode ser privilégio do Litoral e das Grandes Cidades.
Os agentes culturais devem renovar as suas ofertas e fazê-las chegar nas formas mais diversificadas que for possível ao interior. Mas não caoticamente e sim submetidas a um projecto, a uma filosofia. Nunca de forma desgarrada sem qualquer fio-condutor que as ligue entre si.
A Cultura é tudo menos caótica, embora algumas formas de Arte o pareçam ser. Nunca o são. Cada pincelada, cada ângulo esculpido, cada nota musical foi pensada pelos seus criadores como parte daquela Obra mais abrangente: um quadro, uma escultura, uma sinfonia.
Toda a Cultura é, hoje, tecnológica. O mais humilde artesão utiliza a tecnologia nem que seja a de que se reveste o seu formão, a sua roda de oleiro, as suas próprias mãos nuas, que são as ferramentas tecnologicamente mais avançadas que há. Ainda hoje não se conseguem reproduzir com o mínimo de qualidade.
Eu próprio sou um artesão digital. Manipulo informação digital (zeros e uns) transformada em imagem e som com as ferramentas de que disponho (computadores, câmaras de video, microfones, mesas de mistura, compressores, hardware e software dedicado).
A "transmissão" da Cultura chamada erudita ou tecnológica exige que quem dela se incumbe esteja munido também das ferramentas necessárias para que essa transmissão se faça com a máxima eficácia.
E uma dessas ferramentas é a Inteligência que, tal como a Cultura ou a Arte, ninguém sabe ao certo o que é, mas que eu defino como o anti-caos: a reunião feliz de um conjunto de capacidades e perícias que, coordenadas de forma articulada e coerente, fazem sentido (obedecem a uma lógica matemática) e por isso produzem os resultados esperados.
Reconhece-se claramente essa, por entre outras, na caixa de ferramentas do Carlos Camelo.
O discurso
Qual o papel da autoridade máxima do Município neste contexto?
Exactamente aquela que ontem transmitiu Carlos Filipe Camelo na sessão de encerramento da Cine Eco e na qual eu me revejo a 96%.
Elegendo como uma das suas prioridades a disponibilização do Bem Cultural às populações, defendendo que ele não tem condições para ser auto-sustentável porque as populações (ainda) não o valorizam, e assemelhando-o, nesse campo, ao Bem Científico, estabelecendo claramente a ponte entre a Cultura e a Investigação Científica, Carlos Camelo quebrou as vidraças empoeiradas do culto da mediania que não deixa ver mais do que um palmo à frente do nariz, a que se tem colado sistemicamente o obscurantismo, a mediocridade e a comiseração.
Então porquê "apenas" a 96%?
Primeiro porque eu nem comigo concordo sempre a 100%. É essa margem para a dúvida metódica que me impede de estagnar como infelizmente vejo outros à minha volta. 1% de dúvida permanente permite-me evoluir e aprender com os erros que cometo.
Outro 1% pela forma marcadamente erudita e por isso "hermética" do discurso de Carlos Camelo, que não acredito tenha atingido sequer 5% das pessoas ali presentes. O que foi uma pena.
O terceiro 1% é porque eu não consigo encontrar no modelo desta Cine Eco a superior utilidade largamente propalada aos microfones das sessões de abertura e de encerramento. Aliás, esses auto-elogios repetitivos e recorrentes fazem desconfiar o mais distraído de que algo não correrá bem, caso contrário eles seriam desnecessários.
E não encontro essa superior utilidade simplesmente porque as pessoas... como hei-de dizer...?... não vão lá.
Ora, eu que sempre apoiei a realização deste festival de cinema ambiental em Seia e colaboro com ele sempre que solicitado, fico triste ao verifica-lo ano após ano.
Mas sou só eu!
A organização rejubila sempre anualmente com o êxito de cada certame e eu dou por mim a pensar se não serei eu que vejo mal (o público nas salas)
É que já lá vão 15 anos...
O festival teria, de facto, toda essa utilidade se as pessoas o frequentassem.
Já não se pedia salas cheias, mas que raio...
Aquilo que eu não consigo perceber é porque é que pelo menos os senenses não aderem em força ao certame.
O próprio Lauro António lamentou ontem que as escolas não aparecem. Se os jovens não aparecem a aposta está perdida e nem será necessário complementar essa informação com a outra: é que os menos jovens também não.
De qualquer modo quero tranquilizar o Lauro António informando-o que todos os meus alunos, e muitos que o não eram, viram atentamente o HOME, ainda em Junho do ano passado, porque o comprei na FNAC no dia do seu lançamento.
Mas se, de facto, o festival tem como principal objectivo a protecção ambiental e se quem tem a Vida pela frente não se interessa por estes temas... é como oferecer, ano após ano, aulas de condução de borla a quem, também ano após ano, continua a preferir andar a pé.
Portanto, estamos a trabalhar para quem?
E eu penso que é esta a grande questão que o brilhante discurso de Carlos Camelo não contemplou mas que ele deve colocar a si próprio e à Empresa Municipal que lidera:
Estamos aqui todos a trabalhar para quem?
Uma coisa é considerarmos que a Cultura é para todos e tem que ser proporcionada a todos pelo que tem que ser subsidiada, nesta fase, já que as pessoas não a valorizam. Tem que se criar públicos e massa crítica.
Plenamente de acordo.
Mas atenção: coisa oposta é o elitismo.
Na Guarda, o TMG produz espectáculos caríssimos para grupos de 12 pessoas assistirem. E consideram o balanço positivo.
Bem... depende do orçamento de cada Empresa Municipal, mas gastar o dinheiro das centenas de milhares de contribuintes da Guarda para que apenas um reduzido grupo se digne aproveitar não é inteligente. Porque depois falta para o que seria mais eficaz.
Eu sou ABSOLUTAMENTE contrário ao elitismo pedante.
Apoio a Cultura para todos, provisoriamente subsidiada porque tem que o ser no interior, neste momento, mas tendencialmente patrocinada na justa medida do ritmo de criação de públicos.
E receio que o actual modelo da CineEco esteja a ser conotado com um elitismo que, de facto, não tem.
Mas isto é como tudo. Não basta não sê-lo. É preciso não parecê-lo.
E, na minha humilde opinião, enquanto a componente social-vip do festival assumir a sua preocupação principal, o distanciamento dos espectadores aos filmes será directamente proporcional.
Bem sei que todos os grandes festivais de cinema têm os seus artistas convidados e é isso que também traz visibilidade ao evento. Artistas trazem televisões, tvs trazem os artistas e é um ciclo perpétuo. Se os festivais ganham nome já nem pagam aos artistas e são eles que se oferecem para vir, porque estão lá as tvs e as revistas todas. Tudo à sua escala, evidentemente.
Mas... qual é a nossa escala?
E aqui está o último 1%
Fazer descer o festival à cidade, às freguesias, organizar grupos previamente nas escolas, nos serviços, nas empresas, na sociedade civil para visualizar e comentar determinado documentário, levar alguns documentários às escolas, e não manter o festival em círculos restritos, em núcleos duros, no ambiente reservado dos hotéis é capaz de ser uma medida positiva, se de facto queremos abrir o festival à população.
Eu gostei muito de ter produzido a imagem da sessão de encerramento.
Acho que correu bem, tirando um problema técnico logo no início a que fui alheio.
Ela deu um cheirinho da dimensão que pode atingir um festival mais a sério.
Ritmo, conteúdos, timing, impacto audio-visual.
Foi, perdoem-me, um verdadeiro espectáculo.
E a organização pode continuar a contar com o meus fracos préstimos, quer a Cine Eco se expanda, quer não.
Mas é preciso tentar.
Penso eu de que.
![]()
As instalações já foram adquiridas na Aldeia da Serra e a antena será erguida por estes dias. Dentro em breve poderá começar a emitir experimentalmente. Tal só foi possível porque a empresa detentora da licença é uma verdadeira potência em termos de equipamento - hardware e software - para rádio tendo já equipado dezenas de outras rádios no país e no estrangeiro.
Simultaneamente com a Rádio será lançada uma nova secção do jornal Notícias da Região, do mesmo grupo, que passará a ter uma secção dedicada a Seia.
Algo vai mexer, parece-me bem, no marasmo por que se tem pautado a comunicação social na nossa Terra.

Mais uma vez terá que ser alguém que vem de fora que dará a pedrada no charco. Sem "conhecimentos" no terreno. Contra ventos e marés, contra cunhas e lobbies e pedidos e pós-pedidos e manobras de bastidores em que se recorreu a tudo num processo que envergonhou a nossa cidade.
E para que foi tudo isso, se de entre toda aquela gente que impugnou a decisão da atribuição da frequência, há 3 anos, não há um único que faça uma pálida ideia do que é e como funciona uma rádio?
Mistérios insondáveis...
Claro que se outros tivessem ganho a frequência nunca teríamos rádio em Seia, porque só o software de automação (que eles nem imaginam o que seja) custa 15 mil euros e um estúdio mesmo sem pós-produção não fica em menos de 150 mil. Fora as instalações. Ou seja: um investimento que, feito por amadores, não só nunca teria retorno como seria uma ruína total se se implementassem os postos de trabalho propostos!
Diz-se que a ignorância é muito atrevida.
Aqui está um verdadeiro exemplo de como a competência vence a ignorância, a politiquice e as manobras de bastidores.
É, uma vez mais, a nossa história a cumprir-se.
Seia sempre foi a cidade mais cosmopolita de todas as vizinhas.
Construiu-se tal como a conhecemos e foi-se destacando das demais muito à custa dos forasteiros e da sua capacidade empreendedora desde os anos 60.
Nada de anormal em Seia, portanto.
Veja mais de 20 horas de emissão contínua e excertos em separado em SEIA TV
É esta a denominação da rádio que Seia vai ter.
O nome deixa antever alguma intervenção no meio cultural.
Não será, portanto, mais uma rádio pimba.
Será propriedade do grupo RCI (Viseu).
A nova Rádio localizar-se-á na Aldeia da Serra - estúdios e grupo emissor (antena). Com possibilidade de colocação de repetidor para a Serra - Loriga, Alvôco, etc.
A Rádio admite um comercial
A nova Rádio está a admitir um comercial de preferência com formação na área da publicidade. Portanto, se percebe alguma coisa disso contacte-me através do 918166623 ou envie email para joaotilly@gmail.com.
1 - O efeito Filipe Camelo, embora não substituindo o efeito Eduardo Brito, fez-se sentir, somando cerca de 2000 votos ao resultado obtido pelo PS nas últimas eleições legislativas de há apenas 15 dias.
Camelo vale, portanto, mais 2000 votos do que Sócrates, em Seia.
2 - O CDS, com os seus 1350 votos, deu o 3º vereador de borla ao PSD. Não elegeu nenhum, mas fez eleger ao PSD. Sério aviso para daqui a 4 anos.
O PSD somado com o CDS obteve exactamente o que se esperava: 6000 votos = 4650 (PSD) + 1350 (CDS) Ou seja: não existe efeito Luis Caetano.
3 - Os dinossauros saíram derrotados. Bento Leitão, Pimentel e João Dias não conseguiram segurar o seu eleitorado. Cada um pelas suas razões, mas o efeito cansaço fez-se sentir no 1º e 3º casos e a descredibilidade provocada pelo episódio do arresto à Junta de Torroselo terão sido fundamentais para o desfecho do segundo.
4 - A maioria absoluta na Junta de Seia foi perdida pelo PS acima de tudo por efeito da contra-informação que se pôs a correr que anunciava que Beto Camelo apenas tomaria posse e deixaria a Junta entregue ao seu nr 2. Sem pretender retirar mérito ao Pedro Marques, que o tem, temos que analisar as coisas como elas são. A sua votação reflete muito mais um protesto generalizado relativamente ao que se pôs a correr do que uma escolha simples e clara. Em breve saberemos se esse receio tem fundamentos.
5 - PS, embora vencedor, tem fraco resultado em S. Romão. Na minha opinião por via da escolha feita para a lista da Câmara. Mas, enfim, admito que isto não passe de uma intuição. Mas por certo não tem nada a ver com episódios do futebol como querem fazer passar. Ninguem deixa de votar no pai só porque o filho fez um gesto menos próprio para uma bancada. Só se as pessoas fossem mais estúpidas do que parecem. O que é difícil.
A questão aqui em Seia parece ser a seguinte: não basta aos candidatos terem uma imagem de competentes se forem taciturnos e não falarem com ninguém.
Um candidato competente e taciturno só ganha a outro candidato popular se este for palerma.
Mas também não basta ao candidato ser um tipo porreiro que se limita a beber uns copos com toda a gente. Tem que mostrar também seriedade e competência.
Uma campanha eleitoral de 3 meses não faz a imagem de ninguém que a já não tenha consolidado antes. Mas pode desfazê-la.
Construir é difícil. Destruir é um fósforo.
É claro que no interior um candidato tem que ser popular para congregar o voto massivo das populações.
Mas não basta.
Tem que ter também algumas ideias para o concelho. Pelas quais se tenha batido ao longo do tempo.
Não pode ser um pára-quedista que de repente chega e diz: "estou aqui, votem em mim"!
Tem que ter como património mínimo um projecto próprio e consolidado para o concelho, freguesia, bairro ou rua e que tenha passado o teste dos anos.
Na minha opinião 2 condições um candidato tem que reunir para poder ter hipóteses de se bater para a vitória numa Junta ou na Câmara:
1 - Obra feita e
2 - Pensamento coerente publicado.
A Chico-espertice foi penalizada em todo o lado, de norte a sul do país, nestas autárquicas.
De norte a sul do concelho se viu aparecerem listas constituídas nitidamente por quem calhou.
Projectos? Nada. Ideias? Poucas ou nenhumas.
Isso paga-se. Nem toda a gente é estúpida. Já há muita gente que não vota apenas por amizade. É preciso algum argumento político, que foi muito descurado aqui em Seia.
Os debates que tive a oportunidade de ouvir (em diferido) foram do mais fraquinho que imaginar se possa.
Era dever das oposições desmontar a acção de quem governa e isso não foi minimamente conseguido nos 2 debates por nítida falta de preparação política.
Ora, eu pasmo... quem se propõe candidatar-se a um lugar deveria (pensava eu) estar minimante conhecedor dos dossiers e do estado do concelho.
Pelos vistos os candidatos da oposição não acharam este pormenor importante.
Ora, enganaram-se.
Em seguida falarei da campanha. Mas mais logo que agora não há tempo.
Voltando ao assunto:
Trata-se de um expressiva vitória de um só partido contra uma coligação dos 2 maiores partidos da oposição (e não apenas contra o PSD, como erradamente se está a querer fazer passar) e por diferença bastante superior àquela que obteve Eduardo Brito da primeira vez que foi eleito.
É isto que, honestamente, tem que se comparar.
(a actualizar...)
A derrota de Mário Alves. Mais um dinossauro que não resistiu ao desgaste do tempo.

Lajes - Ganham os Independentes (apoiados pelo PS) a Junta (ex-presidente da junta PSD) - Para a Câmara ganhou o PSD.
Sazes - Ganha o PS para a Câmara. Não tenho ainda informação da Junta
Várzea - Ganha o PS para a Câmara. Não tenho ainda informação da Junta
Cabeça - Ganha o PS para a Câmara e a Junta
Loriga - Ganha o PS a Junta por 544 contra 200. PS ganha para a Câmara também.
Torroselo - Ganha o PSD a Junta (Pimentel perdeu!) - histórico! PS ganha para a Câmara.
Carragosela Ganham os independentes a Junta. PS (Bento Leitao) perde! Histórico! Ganha o PS para a Câmara
Vila Cova - Ganha o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara
Sta Eulália - Ganha o PS a Junta (lista única). Não tenho ainda informação para a Câmara.
Girabolhos - Ganha o PSD a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara.
Teixeira - Ganha o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara.
Paranhos - Ganha o PS para a Câmara e a Junta
Sameice - Ganha PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara.
S. Martinho - Ganha PS para a Câmara e a Junta
Sabugueiro - Ganhou o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara.
S. Romão - Ganhou o PS para a Câmara (mas não por muito...) e a Junta por maioria absoluta (3-1)
Valezim - Ganham os Independentes a Junta (apoiados pelo PS). Não tenho ainda informação para a Câmara.
Tourais - Ganham os Independentes a Junta (apoiados pelo PS) e ganha o PSD para a Câmara (por 20 votos)
Santiago - Ganha o PSD a Junta e para a Câmara
Alvôco - Ganha o PS a Junta e para a Câmara
Sta Marinha - Ganha o PS a Junta e para a Câmara
Travancinha - Ganha o PS a Junta
Pinhanços - Ganha o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara
Folhadosa - Ganha o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara
Sandomil - Ganha o PS a Junta. Não tenho ainda informação para a Câmara
Vide - Ganha o PSD a Junta e ganha o PS para a Câmara
SEIA - Ganha o PS para a Câmara e para a Junta... por pouco.
E, com este resultado, o PS assegura a vitória para a Câmara de Seia com 4 vereadores, enquanto a coligação PSD/CDS elege 3 vereadores.
Em termos de Juntas de Freguesia, o PS vence em 20 delas, o PSD em 4 e as listas Independentes vencem em 5 freguesias, sendo que a maioria delas são apoiadas pelo PS.
(a actualizar... fazer refresh no browser para novos resultados...
ou voltar a carregar a página)
Será esmiuçada quando terminar.
Decorreu hoje aquela que foi a minha última Assembleia Municipal.
Durante 4 anos não faltei uma única vez.
Cheguei apenas atrasado a uma delas porque estava numa reunião de avaliação à qual não podia faltar.
Intervim em quase todas. Apenas em duas delas não fiz qualquer intervenção. E mesmo nessas tinha coisas para dizer. Simplesmente considerei que seria melhor para o Partido pelo qual fui eleito abster-me de intervir.
Porque eu, ao contrário de outros, não sou nem nunca serei uma ovelha.
Não pactuo com mediocridades, com inabilidades, com estupidez pura.
Por isso, parafraseando um dos meus grandes Amigos (um daqueles que nunca me roubou ideias nem se aproveitou delas): se não podes dizer bem, cala-te.
E foi o que fiz nessas 2 ocasiões.
Esta AM em especial foi uma Assembleia de redenção para alguns.
É preciso dizer que a composição desta AM foi resultado das últimas eleições pautadas por uma campanha eleitoral como nunca houve em Seia. Uma campanha eleitoral aguerrida feita com a prata da casa.
Hoje deixa-se a empresas mais ou menos especializadas a elaboração de tudo. Mas até aqui, não.
Até aqui era a alma que comandava as convicções e não o cheque pago à empresa A, B, ou C. Qualquer dia já nem é preciso que os candidatos falem. As empresas de marketing (ou as manhosas dos vãos de escada que se fazem passar por empresas de marketing) até actores contratarão para se fazerem passar pelos candidatos e falar por eles...
Não me arrependo da campanha aguerrida de há 4 anos.
O Concelho estava parado no tempo há outros 4. Pelo menos.
Espevitámos EB que fez mais num ano do que nos dois mandatos anteriores.
Fomos oposição e obrigamos EB a abrir a pestana.
E como ele a abriu!...
Esta AM foi disso o resultado.
E, durante 4 anos, as minhas intervenções (80% das intervenções de fundo da bancada parlamentar do PSD, como as actas comprovam) mostraram a minha preocupação na luta pelo concelho independentemente das cores políticas e dos interesses pessoais de quem continua a teimar fazer da política um trampolim para o seu projecto de vida.
Eu nunca tive essa ambição.
Se a tivesse fazia como os outros. Calava-me e de preferência fazia-me de morto. De certeza que era convidado para os mais altos cargos.
Pois... mas convidado por QUEM?
Lá está!
Como dizia há pouco, não pactuo com mediocridade, com a ignorância, com a estupidez.
A resposta seria sempre: NÃO.
Por isso, fiz bem em dizer o que me ia na alma.
Arranjei mais 2 inimigos, mas que, juntos, intelectualmente não fazem um.
Desculpe-se-me o pragmatismo.
Durante os últimos 4 anos propus dezenas de iniciativas para o desenvolvimento do Concelho, na AM.
Nunca lá vi os principais responsáveis políticos da oposição.
Nem os que escrevem nos jornais que a AM não serve para nada.
Nem público.
E isso é o que verdadeiramente mais me preocupa.
(continua)
Os únicos partidos que pouco ou nada ganham com a baixa generalizada do PS, aqui em Seia, são a CDU e o PSD.
Ambos mantêm o número de eleitores, sensivelmente, em relação ao que se passou na hecatombe de 2005.
Na freguesia de Seia o PS perde 500 votos mas o PSD só consegue ir buscar 70 desses 500.
Pior: em termos de freguesias o PSD só sobe alguma coisa que se veja na freguesia de Seia, mesmo (e mesmo assim apenas esses 70).
O PS perde 1500 votos no concelho relativamente a 2005: 500 para o CDS, 500 para o Bloco e os outros 500 para ninguém. Desapareceram, simplesmente.
O EFEITO EB
Para as autárquicas as previsões parecem-me simples:
Ou continua a existir o efeito Eduardo Brito e a coisa fica igual ao que se verifica hoje - 5 a 2; ou esse efeito deixa de se fazer sentir e a coisa fica-se pelos 4 a 3.
Milagres não existem.
Se o efeito EB se continuar a fazer sentir, grandes franjas do eleitorado PSD e CDS votarão Carlos Filipe como tem acontecido desde sempre, enquanto não haverá praticamente ninguém da área do PS que vote Luis Caetano.
Se esse efeito se desvanescer, Filipe Camelo ganhará na mesma mas por pequena diferença relativamente ao costume.
Se o eleitorado socialista se convencer que isto agora são favas contadas pode ser surpreendido.
A ver vamos.
O PS ganha com folga relativamente ao PSD no país.
Em Seia também. Mas mais folgadamente ainda.
Em Seia (freguesia) o PS ganha com 43,7% contra 29,7% do PSD.
No Concelho:
PS - 42,39 %
PSD - 30,57 %
CDS - 8,62%
BLOCO - 7,24%
CDU 4,6%
No concelho, até agora, o PSD ganhou em 8 freguesias: Travancinha - onde o PSD não apresenta lista para as autárquicas(!), Paranhos, Pinhanços(!), Lajes, Girabolhos, Santiago(!) Tourais e Sameice.
O PS ganha nas restantes Freguesias: Seia, S. Romão, Loriga, Sazes, Sandomil (!), Alvôco, Teixeira (!), Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Folhadosa (!), Carragosela (!), Várzea (!), Sabugueiro, Santa Comba, Valezim, Vila Cova (!) S. Martinho, Santa Marinha (!), Santa Eulália (!!!) Torroselo (!!!) e Vide.
A actualizar
Clique na imagem para aceder à emissão em directo.
Cheguei, quase sem dar por isso, às 400 mil visitas de Ips diferentes / dia.
Uma brincadeira que começou em 2003, ainda o meu Pai era vivo, e não por qualquer tipo de necessidade. Na altura era editor de um verdadeiro JORNAL - o PE - hoje (pelo menos o online) transformado num panfleto miserável, pasto de meia dúzia de inúteis e de cobardes anónimos que em Seia se fazem passar por uma "força" política.
Mas na altura era um jornal a sério. Muito antes de ter sido tomado de assalto por interesses políticos confessos numa estratégia que correu pessimamente tanto para o "assaltante" como para o jornal.
A isso voltaremos em breve. Deixemos passar a "luta" eleitoral.
Mas isto para dizer que eu não tinha à época, como não teria hoje, qualquer necessidade de criar um blog para fazer passar as minhas opiniões porque já nessa altura as exprimia nesse e em vários jornais nacionais.
O meu texto "Requiem do Hospital de Seia - a dança macabra das ambulâncias" acabaria por se revelar tragicamente profético para o meu Pai, passados poucos meses da sua publicação no JN.
Mas criei-o. O blog.
E hoje conta com mais de 400 mil visitas não considerando as repetições diárias. E se falarmos em termos de clicks, há muito ultrapassou os 2 milhões.
Com quase 3.800 textos, na esmagadora maioria da minha autoria, que dariam para escrever mais de 25 livros de 400 páginas, quem quiser, daqui a uns anos, terá material suficiente para estudar e acompanhar esta minha (e não só) perspectiva da vida do nosso país quase no dia a dia; e a da nossa cidade, quase semana a semana.
Uns concordarão com a minha visão das coisas. Outros não. É normal.
A esmagadora maioria nem sequer consegue perceber o que eu escrevo. E isso é que não é normal.
Mas para esses o problema também está resolvido. Para um país com tanto (80%?) analfabeto funcional é que não.
Obrigado a quem me lê, mesmo não concordando comigo.
Podem sempre enviar os vossos comentários para joaotilly@gmail.com.
Tenho recebido muitos comentários e até extensas cartas quase diáriamente e a todos respondo particularmente.
O meu blog deixou, no entanto, de ser palco privilegiado para cobardes e anónimos.
Que criem o deles, que eu depois também posso comentar...
Guardo os elogios e respondo às criticas, mas sempre particularmente.
Chegámos aos 400 mil.
Continuemos para o meio milhão, já agora...
Um abraço e até já, como diz a TMN...
Manuela descobriu subitamente que existe asfixia democrática em Portugal.
Em Seia, fala-se desde há anos no déficit democrático instalado.
São formas redutoras de ver a realidade.
Não há asfixia generalizada, como bem disse ontem Jerónimo de Sousa. Nem a democracia está em perigo por essa via.
Há, sim, casos pontuais de actos estúpidos como a invasão da sede do sindicatos dos professores na Covilhã ou o caso do "professor" (boy) que foi afastado do seu job por dizer uma piadola sobre Sócrates.
Actos estúpidos que de modo algum representam uma repressão generalizada sobre a liberdade de opinião.
O que se passa é bastante mais grave.
É que o jornalismo - quase todo - começa a prestar vassalagem imediata a quem está no poder desde o dia da sua eleição (muito antes da tomada de posse).
A subserviência em Portugal é generalizada mas é auto-induzida.
Ninguém obriga o povo português a ser cobarde nem a ser estúpido.
O povo é que decide sê-lo de livre e "espontânea" vontade (ou auto-condicionada, isso seria discutível).
A bufaria tuga está instituída na sociedade. Não é apenas no aparelho de estado. Ou nesta repartição ou naquela.
De uma ponta a outra é tudo a "chibar-se" e a contar boatos na esperança que lhe calhe alguma migalha por isso. A maior parte das vezes não cai nenhuma. Casos haverá em que este procedimento é recompensado. Não o nego.
Mas a oferta é muito superior à procura de modo que em cada 1000 bufos so um cai em graça, o que depois leva à revolta dos outros 999 bufos frustrados.
Daí vem a instituição do boato.
Pegue-se no caso das camas desaparecidas do hospital de Seia.
Não escrevi nada sobre este caso porque REALMENTE não sei até que ponto há alguma verdade naquilo.
Porque uma semana após a história da TVI não houve AINDA uma única pessoa que desse a cara a confirmar a história.
Portanto tem que se tomar esta história como não fidedigna ou então temos que concluir que em todo o Hospital de Seia não há um único Cidadão digno desse nome disposto a repôr a VERDADE.
Mas nem um único???
Não se acredita nisto.
Seria mau demais.
Não acredito nesta hipótese, até porque olhando para a constituição da lista do principal partido da oposição vejo enfermeiros em lugar de destaque.
O número um para a Assembleia Municipal, pelo PSD, é um enfermeiro. Do qual não se conhece qualquer ideia ou acção política - é certo - mas é, ainda assim, o proposto para número um.
Ora, se a história fosse verdadeira, pelo menos esse senhor tinha a obrigação MORAL e POLÍTICA de dar a cara para a confirmar.
Pois bem: se nem sequer o proposto para Presidente da AM pela oposição fala, que crédito podemos dar a esta história?
E não me venham com a desculpa cobarde do costume de que dizer a verdade prejudica as carreiras.
Em que é que dizer a verdade pode prejudicar uma carreira profissional?
Não se trata de difamação, de insulto, de injúrias a ninguém...
Não façam é dos portugueses mais estúpidos do que eles já são.
Esta cultura do silêncio e da cobardia não foi imposta pelo Sócrates.
Ela está - tenho-o escrito dezenas de vezes - solidamente instituída na sociedade analfabeta cultural tuga há anos, muito antes de Sócrates ou até de Cavaco.
Há é épocas e casos em que ela aparece mais visivelmente.
Mas isso são apenas os sintomas de uma doença crónica que, a bem dizer, vem de antes do 25 de Abril, funcionou imediatamente nos tempos escaldantes que se lhe seguiram para se detectarem os pides e os bufos e apenas terá estado mais ou menos adormecida nos anos 80.
André Figueiredo vai avançar com processo-crime por difamação contra a Direcção da Informação da TVI na sequência da notícia veiculada por este canal de televisão, segundo a qual André teria sido ouvido pela PJ em Junho último sobre alegadas contribuições do grupo Capinha Lopes ao PS para as autárquicas de 2001.
Ora, André desmente o conteúdo da notícia, na parte em que a si se refere, em absoluto.
Desmente que tivesse sido ouvido pela PJ, sequer. Muito menos no âmbito do Caso Freeport.
Por isso avançará com um processo-crime contra a estação emissora. Nesse sentido esteve já reunido com o seu advogado durante toda a noite de ontem. O processo entrará já na segunda-feira no Tribunal de Lisboa. Entretanto promete igualmente para segunda-feira a publicação de um desmentido formal em nota à imprensa.
Mais explica que, à data dos factos (2001) André ainda vivia em Seia, nem sequer estava ainda a residir em Lisboa pelo que não conhecia ninguém nem poderia ter qualquer contacto com alguém do escritório de advogados em causa.
Indemnização reverterá a favor de uma IPSS de Seia.
André Figueiredo está, por isso, confiante de que o Tribunal condenará a TVI numa significativa indemnização por danos morais causados e adiantou ser sua intenção entregar o montante dessa indemnização a uma IPSS de Seia.
"Agora é que eu percebo pelo que tem passado o nosso secretário-geral!..." - desabafou ainda ontem André Figueiredo, revelando que tem recebido, durante as últimas horas, centenas de mensagens e telefonemas de solidariedade de todo o PS, inclusivé do Primeiro Ministro e secretário geral.
História carece de credibilidade
De facto, parece no mínimo muito estranho que o PS tenha destacado um moço (na altura) a residir em Seia, sem conhecer rigorosamente ninguém nas altas esferas da governação ou no mundo empresarial lisboeta para ser interveniente em negócios de milhões.
Ninguém, em seu perfeito juízo, pode acreditar numa história destas.
Para mim é claríssimo que alguém confundiu o titular do cargo, à época, com a pessoa que actualmente exerce as mesmas funções junto do actual PM.
Vamos lá a ver como é que a TVI vai descalçar esta bota...
Noticia da TVI AQUI
O primeiro canal de webstreaming (a que alguns distraídos chamam "televisão"!!!!!) sobre Seia e a sua região.
Para já com 4,5 horas de conteúdos em loop.
Alguns são bastante amadores, mas é o que pode arranjar de repente... e a actualizar todos os dias.
Conteúdos é o que não me falta!
De futuro comprimi-los-ei eu próprio para melhorar significativamente a qualidade.
Fica aqui uma amostra de algo que se pode fazer pela região SEM PROPÓSITOS LUCRATIVOS.
Atenção:
Não é obrigado a ver a programação que está a ser transmitida.
Pode clicar em ON DEMAND e escolher o programa que quer ver, da lista que lhe é apresentada.
Quase 50 conteúdos neste momento. Amanhã serão 60 e assim sucessivamente...
É uma pergunta para a qual não imagino sequer resposta.
O que leva um partido a convidar gente absolutamente inexperiente em termos políticos para as suas mais importantes listas poderá ter - e tem - apenas uma explicação: não encontrou gente melhor, porque concerteza os melhores mandaram-nos à fava.
O que leva um(a) absoluto(a) inexperiente, que nunca pensou em política na vida, que nunca seguiu a política no seu concelho, nem sequer no país, e do(a) qual não se conhece qualquer acção ou pensamento políticos, qualquer iniciativa nem sequer no âmbito da resolução dos problemas do seu bairro, a aceitar integrar listas para a vereação, é um mistério só explicável pela imensa ignorância que patenteiam.
Isto é, no mínimo, ridículo.
Gente politicamente nula ser guindada às altas esferas da vida política do concelho é de deitar as mãos à barriga de tanto rir!
Só mesmo nesta terra!...
Se ganharem não saberão o que fazer pois nem os procedimentos básicos de coisa nenhuma conhecem.
Se perderem não terão capacidade para ser oposição porque nada sabem dos problemas do seu concelho, das lutas travadas, dos avanços e recuos que cada processo sofreu, em suma: das lutas políticas que outros protagonizaram enquanto estes "virgens políticos" se preocupavam com tudo menos com aquilo para que agora são convidados!
É a subversão total de tudo.
Pode um gerente bancário ser escolhido de entre as pessoas que passam à frente da montra do banco, num dado momento? Será esse o processo de selecção?
Pode um professor ser recrutado de entre uma plateia de futebol, à sorte?
Então não tem que haver um mínimo do conhecimento daquilo que cada um se propõe fazer, para se ocupar o lugar com o mínimo de dignidade?
Para tudo sim, menos para a política em Seia.
Para isso serve qualquer um, a acreditar nas listas de certos partidos...
Que vergonha! E que grande estupidez!
Porque os próximos 4 anos trarão à luz a brutal ridicularia a que se vai sujeitar quem devia estar quietinho em casa em vez de aceitar um lugar numa Assembleia Municipal ou numa Câmara Municipal para ser diariamente ridicularizado pelos demais pela ignorância que demonstrará a par e passo.
Enfim: quando a estupidez é explicação suficiente... não é necessária nenhuma outra.
Acabo de receber confirmação oficial de que o Hospital de Seia (ULS) será inaugurado na próxima segunda feira, 31 de Agosto, pelas 16 horas, com a presença da Ministra da Saúde.
Lá estarei, claro.
Será bom verificar que ela, afinal, não é só a ministra da Gripe A...
A mim o que me chateia solenemente é deparar com certos patos-bravos que, de vez em quando, aparecem para apodrecer os mercados. Nunca conseguem ganhar um tostão com nada do que tentem fazer - até porque tudo a que se propõe é cópia do que viram noutros lados e aqui não funciona. Nunca ganham, portanto, nada com coisa nenhuma, mas conseguem enganar uns quantos tansos que vão na cantiga. E apodrecem o mercado enquanto por aqui andam.
Depois desaparecem por uns meses e a coisa acalma. Mas, bem não, voltam ao ataque.
Cumpre esclarecer que o mercado da publicidade em Seia é extremamente débil porque as empresas que apostam num meio eficaz para dar a conhecer os seus produtos e serviços são poucas.
Por isso uma Rádio aqui nunca teria qualquer futuro, por exemplo.
Só um louco se proporia a instalar aqui uma estação de raiz.
Nunca teremos Rádio nenhuma a não ser um simples repetidor, porque ninguém está para perder 100 mil euros para nada.
Felizmente, essas empresas conhecem, apreciam e valorizam o esforço e os serviços das empresas que estão há anos instaladas no mercado a cumprir o seu objectivo e a inovar constantemente na área da publicidade e dos audiovisuais em particular.
Por isso, nenhum pato-bravo conseguirá mais do que apodrecer, por alguns tempos, um mercado já de si bastante débil.
De qualquer forma, porque já estou farto destas palhaçadas de sempre-os-mesmos que andam por aqui aos caídos, eu não me coibirei de denunciar a partir de agora todas as situações de trabalho ilegal que me aparecerem pela frente uma vez que ainda há quem pague impostos.
E milhares de euros em IRC custam a dar, ao fim do ano...
Não se pode permitir que empresas piratas com funcionários ilegais, que nem para a segurança social descontam, não pagam IRS nem IRC, prejudiquem quem trabalha legalmente e paga os seus impostos.
Cuidado, pois.!
Depois não digam que eu não avisei!...
Andam para aí uns vendedores da banha da cobra a "vender" ao povo canais falsos de "Televisão", que têm que ser urgentemente desmistificados.
E como este blog também é serviço público vamos lá a desmontar esta patranha que começa a instalar-se perigosamente sem que ninguém a ela reaja.
Em primeiro lugar é preciso dizer que é impossível criar canais de TV de sinal aberto. Não há licenças para isso. Por isso os vigaristas cuidadosamente omitem que se trata de canais virtuais (falsos) de "TV"... na NET.
Ora, na net tudo é possível criar-se. Qualquer um pode ter um site, um blog, uma estação de rádio ou um canal de webtreaming a que pomposamente os analfabetos e os mal intencionados apelidam de "Canais de Televisão".
Há até um analfabeto funcional que anuncia que leva a "televisão" à terra das pessoas! Enfim... a verdadeira nata da mediocridade instalada no Portugal profundo.
Claro que está a omitir que não se trata de um verdadeiro canal de TV, mas sim de um malabarismo em que um rapazito, com uma câmara às costas, vai filmar umas coisas para depois levarem com uma locução manhosa por cima e serem colocadas num sítio da net onde - felizmente! - só vai quem conhece.
E aí está o verdadeiro engano.
É que aquilo realmente não serve para nada. Só la vai quem conhece o endereço e tiver interesse em ver anormalidades.
Ou seja: praticamente ninguém.
Pois se há tanto conteúdo maravilhoso na net e ninguém o conhece...
Se há milhões de sites na net, milhões de canais de tudo e mais umas botas, o que levaria os senenses a passar horas à frente de um computador para ver se há mais um buraco na sua rua?
Nada.
É simplesmente estúpido.
Mas não só. É mal intencionado e uma vigarice, também. Porque se tenta vender gato por lebre enganando as pessoas e tratando-as como incautos ou pior: como atrasadinhos.
Explico porquê:
Há, nesta mentira descarada, muito de vigarice pura, quando se chega ao ponto de se tentar vender publicidade para esses tais "canais" falsos de televisão.
É aqui que a vigarice começa.
Se se fizerem umas palhaçadas de borla, ainda é como o outro. Mas o intuito do vigarista nunca é dar nada a ninguém.
É vender.
E, neste caso, vender a ideia de que o anunciante vai anunciar numa televisão, quando de facto ele vai é anunciar num site da net que ninguém vê.
Mas de onde aparece este súbito furor das tvs locais na net?
É que de repente os ociosos, que passam 18 horas por dia à frente do computador, descobriram servidores - como o livestream - que disponibilizam plataformas em que cada um pode transmitir o que quiser. O Youtube já fazia isso, mas não de forma contínua.
E essa é a única diferença. Um player - um sequenciador de conteúdos - faz a sequência automática dos conteúdos que lá forem colocados 24 sobre 24 horas.
É só colocar lá os conteúdos que ele trata do resto.
Pronto. A partir daqui qualquer pessoa pode ter um falso canal de televisão privado. Ou 10 ou 100. Quantos quiser. Não se paga nada... Não são só os espertalhões que, como nada fazem, passam horas por dia na net a descobrir estas coisas e depois a cogitar em que é que estes gadjets lhes podem dar dinheirinho saído directamente do bolso dos incautos.
O livestream é de borla, não se paga nada e é só colocar lá conteúdos. Filmes caseiros ou profissionais desde que não passíveis de direitos de autor.
Eu também já tenho um "canal" de "tv" desses. Chama-se SeiaTV e não tem ainda conteúdos, mas brevemente terá. Mas nunca me passaria pela cabeça vender publicidade para um site gratuito ao qual só acede quem conhecer e quem tiver curiosidade.
Portanto: nenhuma destas patranhas é real. Não se trata de nenhum canal de televisão de sinal aberto ou fechado.
Não é TV, simplesmente e por definição.
Ponto final.
Trata-se de sítios na net em que cada um pode inserir os conteúdos que quiser em janelinhas mais ou menos pequenas, com um leque muito reduzido de cores e bastantes erros quando se trata de movimentos de câmara (varrimentos) e com uma definição da treta justamente porque os filmes têm que ser muito comprimidos para poderem fluir (stream) rapidamente.
E só lá vai vê-los quem souber o endereço e tiver curiosidade.
Repito: nada que possa ser visto num aparelho normal de tv sintonizado para uma frequência de canal aberto. Nem sequer de canal fechado. Para isso era necessário comprar tempo num qualquer canal existente e esperar que menos de 0,1% da população pagasse mensalmente para o ver.
Aberrante e ridículo, mas mesmo assim com muito mais visibilidade que um qualquer sítio na net onde vão apenas os amigos e para o qual se pretendem atraír incautos anunciantes.
É por isso que eu alerto aqui para esses vigaristazecos e, quando algum deles lhe bater à porta para lhe vender publicidade para um "canal" de televisão de Seia, de Viseu, do raio que os parta, dêem-lhes uma valente corrida e mandem-nos trabalhar porque muitos deles nunca fizeram nada na vida a não ser chular os pais, fugir ao fisco e fazerem-se passar por "realizadores", quando nem sequer sabem qual o lado da câmara por onde se espreita....

As noites na esplanada têm agora mais brilho. As pérgolas estão transformadas em ecrans de 12 metros quadrados, cada uma, envolvidas nas mais belas imagens do planeta e do concelho.
Continuamos a trabalhar, a inovar e a criar.
Aqui fica uma pálida ideia do efeito original que os conteúdos audiovisuais conferem à nova Esplanada do Parque, à noite.

Porque desporto não é só futebol...

São assim as noites na esplanada do Parque.
Uma tela de 6 metros quadrados transmite os espectáculos do momento - futebol, e agora os campeonatos mundiais de atletismo - enquanto os ecrans de 50 polegadas transmitem outros conteúdos.
Depois, concertos variados e acaba-se a noite com a melhor ficção cinematográfica.
A Esplanada do Parque continua a ser um dos locais mais ecológicos que Seia tem.
No espaço de menos de uma semana chegaram às nossas caixas de correio as primeiras mensagens dos candidatos à CMS pelo PSD e pelo PS. A foto é ilustrativa da diferença de filosofia entre os candidatos. Luis Caetano (PSD) privilegia a imagem. Filipe Camelo (PS) o conteúdo.
Luis Caetano diz que Seia precisa de uma alternativa. E que essa alternativa é ele. Mas não diz o que se pode melhorar, nem explica as linhas mestras do seu pensamento. Fala do seu projecto para Seia mas esse projecto, se existe, não está publicado em lado nenhum. Percebe-se que um pequeno postal não possa conter as linhas mestras da sua política. Então foi um erro não escrever uma carta.
Subliminarmente, remete-se os eleitores para o seu site.
Mas acontece que a esmagadora maioria do povão que decide as eleições não tem acesso à net. Pelo que, não explicar no papel que chegou às nossas casas o que se quer para o concelho é mais uma oportunidade perdida.
Não vale remeter o povo para um site, porque nenhum deles atingirá 30 visitas por dia.
Mas vamos ao seu site só por uma questão de curiosidade.
O problema é que aí também não se encontram diagnosticados quaisquer problemas do concelho, nem a forma de os resolver. Pelo menos, até hoje, dia 29 de Julho.
Portanto, no seu site, na net, também não se encontra o seu projecto.
No seu blog, no entanto, já podemos encontrar alguns textos avulsos sobretudo relativamente ao associativismo, embora não se detecte fio condutor entre eles, justamente porque falta o projecto que lhes deveria subjazer.
As únicas medidas que podemos encontrar no seu blog são as que se referem à criação de orgãos para coordenar os que já existem. Mais burocracia, portanto.
Não aparece nenhuma ideia pioneira ou inovadora, nenhum projecto que contrarie o que foi feito pelos executivos socialistas.
Como digo, não há grande mal (eleitoralmente falando) nisso porque também ninguém os leria na net, mesmo que lá estivessem.
Mas é uma questão de princípio. Quem se submete a eleições deve apresentar um projecto. E um projecto político não pode constituir-se apenas num sorriso, por mais agradável que seja.
Fica-se com a sensação que Luis Caetano quer ganhar a Câmara de Seia... porque é bem parecido.
Ora, se era para não se dizer nada, mais valia tirar partido da óptima imagem de Luis Caetano e investir assumidamente nela, explorando-a em várias poses, para atrair o eleitorado impressionável a essa "argumentação" (e que é bem maior do que se pode imaginar) especialmente o eleitorado feminino.
Mas para isso era preciso que a direcção da sua campanha soubesse o que anda a fazer.
Assim, sem conteúdo e pouco explorando a sua imagem, não se percebe qual é a estratégia e o público-alvo da campanha de Luis Caetano.
Será, portanto, o PSD tradicional rural. A maior parte das pessoas não conhecendo sequer em quem vai votar, porque esse eleitorado vota na chaminé, independentemente do candidato. São 4000 votos sempre garantidos. Por isso só muito dificilmente o PSD não meteria 2 vereadores. É preciso não saber nada disto para se perspectivar o 6 a 1.
Luis Caetano está a trabalhar, portanto, para 4500 a 5000 pessoas, 2 vereadores no limite. Se as conseguir, será mesmo assim uma grande vitória para um candidato pessimamente tratado pelo partido, que arrancou tardíssimo e não tem nenhuma organização Inteligente (pelo contrário!) - a não ser o próprio candidato - por detrás.
Ao contrário daquilo de que o acusam, o que parece pouco é muito trabalho para um homem só.
Filipe Camelo anexa apenas uma pequena foto e preenche uma página A4 com conteúdos. Embora usando uma linguagem pouco assessível ao povão, explana 3 linhas mestras da sua futura actuação.
Porque (ao contrário do que se passa com LC) elas estão lá, pode falar-se sobre elas. E resumem-se a:
1 - Facilitar a interacção entre o cidadão e a administração, com vista a optimizar a eficácia dos procedimentos,
2 - apostar na atractividade do concelho para residentes e turistas, e
3 - promover a vitalidade da economia do concelho combatendo o abandono populacional que se chama DESPOVOAMENTO (e não desertificação) e o desemprego.
Embora o terceiro ponto seja o de mais difícil concretização os 2 primeiros estão perfeitamente ao seu alcance. A implementação de um plano de atractividade virado para residentes e turistas é algo por que eu próprio venho lutando há décadas. A cultura transmitida às massas aproveitando os programas culturais oferecidos e subsidiados pelo MC e a oferta turística latente só necessitam de um pequeno empurrão para decididamente saírem do cinzentismo e da indefinição em que se encontram.
A principal indústria de uma terra com as nossas condições, daqui a 10 anos, é o turismo. Os serviços serão prestados pelas IPSS dado o envelhecimento das populações. Seia continuará a ser uma pequena cidade que viverá dos serviços e do turismo, servida por um comércio local cada vez menos virado para a população residente e mais para quem nos visita.
Não me espanta que daqui a 10 anos não haja lojas de pronto a vestir (excepto roupas típicas) ou de calçado (excepto calçado típico) em Seia, quando estivermos a 25 minutos de Viseu.
Pode existir uma ou outra e nada mais.
Não me espanta que não haja cinema tradicional. Já o mataram em todas as pequenas cidades que dele não souberam cuidar, subalternando-o a espectáculos de qualidade duvidosa, fazendo perder o gosto e o hábito da ida ao cinema - a forma de arte mais eclética (porque é transportadora de todas as outras), espectacular e acessível - nas populações, já de si desprotegidas intelectualmente, do interior.
Não me espanta que daqui a 10 anos não haja indústria na cidade a não ser a "obrigatória": panificação, restauração e pouco mais.
Mas aí poderemos ter a mais importante, mais saudável, natural e a única que capta recursos do exterior: o turismo que substituirá todas as que hoje entram em falência.
Há uma média de 7 autocarros por dia que rumam a Seia durante o inverno e primavera.
Alguém está a aproveitar. São mais de 500 pessoas por dia que deixam em Seia pelo menos 10 euros. 5000 euros / dia. Estamos a falar de 150.000 euros / mês. Tudo dinheiro que vem de fora para cá.
Qual é a indústria em Seia que factura isso, hoje em dia?
O turismo não é a nossa tábua de salvação porque Seia, ao contrário de outras cidades limítrofes, ainda tem dimensão suficiente para não precisar de uma tábua de salvação.
Quando vejo estudos de totós que concluem que é preferível viver nos desertos de Fornos ou de Celorico do que em Seia, isso - se não fosse um insulto à inteligência de quem perde tempo a ler esse lixo - leva-me a soltar gargalhadas de desprezo por esses "estudos" baseados em aplicações informáticas de software marado.
Como é que há coragem para se dizerem disparates desses?
É preciso ser-se cego, surdo e mudo!
Mas ainda há quem compre balelas dessas e quem as use como arma política.
O que demonstra bem a qualidade intelectual de quem tem a indecência de publicar conclusões absurdas dessas e de quem as usa seja para que efeito for.
Uns e outros só podem ser extraterrestres.
Ou irreversivelmente estúpidos.
Conclusão:
Seia é uma das mais atractivas cidades do interior para se viver.
Porque tem mais oferta e equipamentos que as demais - Ensino Superior, um Conservatório de Música, Cinema com público (ainda...), piscinas ao ar livre e aquecidas, courts de ténis, estádio municipal com boa pista de atletismo. No seu concelho localizam-se as únicas pistas de ski de Portugal e o único aeródromo da região. E ainda tem GENTE que usa os equipamentos, coisa que outras terras há muito perderam.
Mas há, de facto, muita coisa que se pode melhorar em Seia.
Cabe à oposição listá-la e apresentar o seu projecto.
Não cabe ao candidato do actual governo mostrar as suas fragilidades.
Esse é o trabalho da oposição.
É isso que urge ver sob pena do meritório trabalho solitário de Luis Caetano acabar por cair em saco roto.
Oposições: digam lá de uma vez por todas:
O que é que está mal?
Como é que melhoravam?
Do que é que desistiam ?
O que é que substituiam?
O que faziam de novo?
Como querem credibilizar-se se nem a 2 meses e meio das eleições propõem coisa alguma?
Digam lá, senhores!
Desembuchem!...

Respondendo àqueles que me pedem opinião sobre a Fiagris que acabou, devo dizer que não a consegui visitar. Fiquei sempre pela esplanada a cumprir com os meus afazeres em termos de audiovisuais e por isso nada posso dizer.
Estive no recinto da feira semanal durante o concerto dos Xutos, demorei uma hora para jantar e não consegui fazê-lo no segundo dia, e não tive oportunidade de visitar stands nenhuns.
Ouço elogiar o artesanato e ouço as críticas de alguns expositores, mas isso é sempre assim. Os expositores queixam-se da fraca afluência de público ao stand da feira, mas este ano só não conseguiram total visibilidade aqueles que não a quiseram. Havia um ecran de leds de 12 metros instalado na esplanada a conferir visibilidade total perante milhares de pessoas por dia, a todos quantos a quisessem ter.
Muitos aproveitaram essa facilidade. Outros não. São precisamente esses que agora se queixam.
Mas ninguém tem culpa que as pessoas não aproveitem as oportunidades que lhes dão e as novas tecnologias que se disponibilizam.
Só podem queixar-se da sua curta visão.
Na imagem o concerto de Jorge Caria na esplanada no segundo dia da Fiagris.
Acabo de receber um telefonema oriundo do assessor de imprensa de José Sócrates que reproduzo:
"André Figueiredo é um dos mais promissores quadros do PS e um elemento com que José Sócrates conta para o futuro. Revelou grande dignidade e total despojamento relativamente ao problema que se colocou na elaboração das listas para a AR no circulo da Guarda. Podia ter sido colocado noutros círculos eleitorais mas o próprio (André) recusou por considerar que a sua luta se localiza no seu próprio concelho e distrito".
Foi desta forma que o assessor de imprensa de J. Sócrates - Luis Bernardo - pessoalmente me quis transmitir esta e outras informações que para mim guardo.
André Figueiredo saiu, portanto, pelo seu próprio pé de um processo que ele próprio desenhou e construiu mas que a certa altura foi tomado de assalto por aqueles a quem ele guindou.
Bem vindo ao clube!
Eu próprio dei vida a meia dúzia de palhaços em Seia que ainda hoje vivem dos restos dos meus projectos. E de enganar tolos.
Todos eles estão condenados ao fracasso porque Portugal não pode ser eternamente um país de incompetentes, reles copiadores, analfabetos e ladrões.
Da mesma forma, o candidato do PS e o seu segundo (o frankensteinzinho criado por André Figueiredo) não chegarão muito longe.
Rapidamente o PS perceberá quem são os seus melhores valores na Guarda.
Para já perderam-se 4 anos. Para Seia, pelo menos.
Nem Eduardo Brito nem André Figueiredo serão deputados da nação.
É claro que há mais partidos mas, para alem do PSD, mais nenhum meterá deputados pela Guarda.
O PSD meterá um pela Guarda - o meu amigo João Prata - e outro por Gouveia.
Com toda a lógica.
Seia, para o PSD, não existe.
por esse motivo fica suspenso o meu texto anterior a esse respeito
Se tudo se mantiver como ontem foi decidido em Celorico da Beira, André Figueiredo será o 2º deputado pelo circulo eleitoral da Guarda a ser eleito pelo PS.
E, se o novo presidente da Distrital for destacado para outras funções, como consta, André poderá subir para nr 1.
Sendo um senense de gema, o PS local não se identifica, no entanto, com André Figueiredo.
A cisão por este provocada na concelhia ao apoiar a candidatura de Albano contra Brito deixou feridas abertas que o tempo muito dificilmente conseguirá suavizar, não estivéssemos nós num Portogallo à Siciliana.
A estratégia global vem agora à luz, tal como sempre se previu.
Albano e André serão os primeiros da lista.
É curioso que André sempre negou a intenção de se candidatar ao parlamento. Mas a vida dá muitas voltas e isso ninguém pode levar a mal.
As vendettas, essas, aí estão para ficar nos próximos anos.
Seja como for, o que fica daquela Assembleia com as confusões suscitadas por um regulamento (naturalmente) mal feito e emendado à pressão é que o PS da Guarda provavelmente não estará a ser dirigido pelos seus melhores quadros.
O que também não é de estranhar em Portugal.
A mediocridade vai, paulatinamente, tomando conta de tudo....
É a regra geral.
A Qualidade é, cada vez mais, a excepção neste desgraçado país.
Não se aplica esta regra a André Figueiredo, um promissor jovem senense desde sempre dedicado à movimentação política que, a par de Eduardo Brito, se tem revelado dos poucos "profissionais" da coisa política oriundos da nossa Terra.
Que a sua prestação na AR seja mais profícua - para Seia e para o país - do que a dos últimos representantes de Seia nesse importante órgão.
Que foram simplesmente decepcionantes, para ser delicado.
Boa sorte é o que lhe desejo, para si e para o seu trabalho futuro na AR.
Conservatório de Música de Seia
Collegium Musicum
Casa Municipal das Artes
Praça da República
ENCONTRO de GUITARRAS
SEXTA, 17 DE JULHO, 11h-12h.
PARQUE do CISE
-- // --
Concerto Encerramento
IV Curso de Instrumentos de Sopro e Percussão.
ANFITEATRO
do
Parque Municipal de SEIA
SEXTA 17 de JULHO, 21:30
ENTRADAS LIVRES
--------
Direcção Pedagógica
Conservatório de Música de Seia
Casa Municipal das Artes
Praça da República
6270 SEIA
tel. 238 312583
conservatoriodeseia@gmail.com
antoniotilly@gmail.com
... junta a tua à nossa voz..."
Poderia ser o hino da CDU adaptado a Seia.
Mais um professor candidato - e somam 3 - o que pode indiciar alguma coisa sobre o estado de desencanto a que chegou o ensino em Portugal.
De qualquer modo é sempre preferível um professor a um trolha. Ou a um analfa.
Que também os há a proliferar por aí...
Abrantes parte com 600 votos das europeias. Precisava de outros tantos para ser eleito em último lugar - e isto supondo que o PSD mete 2 vereadores, o que de forma alguma está garantido e cada vez menos a avaliar pelo que (não) se passa nas freguesias.
Candidatos que nos custaram dezenas de viagens e de horas de trabalho, há 4 anos, vão agora assumidamente pelo PS... Nem eu imaginava isto nos piores cenários.
A isto é que se chama amadorismo puro desbaratador do Património.
Mas sempre assim foi e daqui a 4 anos o PSD de Seia estará precisamente na mesma.
Todo o trabalho que se desenvolve num ano é desperdiçado nos 3 seguintes.
Por isso perderá sempre.
Mas "eles" não percebem o que para todos é claríssimo.
Por isso é que perdem sempre.
De qualquer forma Abrantes não vai a lado nenhum. E ele sabe isso.
Resta saber por que razão se candidata, de facto.
Para passar uma mensagem?
Qual? Com que meios? E a quem?
Bom... mas louva-se o esforço.
Boa sorte é o que eu lhe desejo.

Seia:Prosseguindo com o seu projecto de animação, a Esplanada do Parque da Cidade exibe concertos dos melhores grupos internacionais e Cinema de Acção - agora que o Cinema de Seia entrou em obras e estará fechado nos próximos meses.
Uma fortuna para a SPA.
Mas tem que ser assim.
Caso contrário estaríamos - como muitos outros bares que o fazem - em situação ilegal e isso não faremos nunca.
Esta semana:
Às 21h: Concertos de Rolling Stones, Pink Floyd, Peter Gabriel, Genesis, Carlos Santana, Michael Jackson, AC/DC e os portugueses Rita Guerra, Rui Veloso, Xutos.
A partir das 22:00 horas:
Cinema: Ciclo Steven Spielberg.
ET, Encontros imediatos do 3ª grau, Quadrilogia Indiana Jones, o Império do Sol, Tubarão, etc, etc.
Apesar do chill out da noite, a esplanada possui pérgulas que cortam a brisa fria nocturna.
Mas traga um casaquinho à noite... à cautela.

Um fim de semana cheio nas 2 cidades vizinhas. Mais de 100 tocadores de concertina estiveram no anfiteatro de Seia numa acção de angariação de fundos em favor da Santa Casa da Misericórdia de Seia.
Anfiteatro quase repleto.
Não pude estar presente porque estive na cidade vizinha, Gouveia, onde milhares de pessoas passaram pela Tapiscos - mostra de tapas e petiscos nesta sua primeira edição. A nossa tasquinha "Vai à Fava" foi bastante concorrida especialmente à tarde, pela juventude, que se deliciou com o camarão (que esgotou), com o belo do caracol (que eu seria incapaz de provar mas o pessoal adora) e com os 2 pratos principais: as favas com enchidos e os torresmos que não lhe ficaram atrás. Como sempre, contámos com a colaboração dos nossos parceiros Sumol - Compal e Olá.
Montámos 2 sistemas der Audiovisuais em Gouveia na Tapiscos e em Seia na esplanada simultaneamente que é essa, afinal, a nossa vocação.
Música popular em Seia e petiscos em Gouveia.
Qual crise, qual carapuça...!
Foi ontem inaugurada a variante de Seia. A primeira fase. Que liga a rotunda do Pingo Doce à Rotunda da Urbanização Martinhos.
Dentro em pouco aqui deixarei o filme da inauguração e a primeira viagem oficial.
Para já, dizer que esta obra é extraordinariamente útil para o descongestionamento do tráfego inútil na cidade, que é uma coisa que os velhos do restelo não percebem.
Obrigar quem não quer passar no centro da cidade a passar no centro da cidade é uma coisa tão estúpida como certas crónicas que se lêem em publicações da treta.
Só deve passar nos centros das cidades quem se quer dirigir aos centros das cidades.
Mas isso é do mais intuitivo que há e é o que se pratica em todas as cidades dignas desse nome há décadas.
Infelizmente aqui em Seia há "cronistas" que parece que nunca saíram de trás das pedras...
Que se pode fazer?
Os maledicentes e os que nada fazem desaparecem, mais cedo ou mais tarde.
E as obras ficam.

Rita Guerra é a cantora portuguesa que me diz mais.
Quanto a RSE estava no ar, Rita era sempre power play.
Tem uns graves na voz e um intimismo ímpares. Num país de fadistas, Rita consegue quase o mesmo registo intimista e nada tem a ver com o faduncho das vielas ou com o revivalismo de Amália. Que é o que está a dar, agora.
A sua música é uma coisa híbrida, a meia distância entre uma Sade e o novo nacional cançonetismo de que Beto é um dos expoentes mínimos, infelizmente. Este nacional cançonetismo que é uma réplica do Michael Bolton dos anos 90.
Rita, ainda assim, resiste um pouco a isso.
É, no entanto, muito melhor cantora do que o seu repertório actual mostra.
As suas canções são maioritariamente lentas e intimistas.
Não incendeiam uma plateia. Nem o "cavaleiro andante" - provavelmente a coisa mais pindérica que fez consegue arrastar as multidões. Que também não estava ali para ouvir nada - diga-se de passagem - mas simplesmente para a VER.
E este começa a ser outro problema dos concertos no interior.
No largo da Câmara não havia muita gente que quisesse OUVIR o concerto. Senão não se punham de lado, ou à frente do palco. Porque aí não se ouvia rigorosamente nada.
Todos queriam era VER a Rita e conversar uns com os outros.
Eu, por exemplo, tive que mudar de lugar 4 vezes para conseguir ouvir alguma coisa em condições.
E vamos à crítica técnica.
Ontem o som era bom mas apenas junto à mesa de mistura. Avançava-se 10 metros e perdia-se o hammond, avança-se mais 5 e perdia-se quase tudo. Ficava apenas um baixo empastelado e bateria.
Porquê? Porque o line array estava voltado exclusicamente para a frente, sem componente angular horizontal e, dada a largura do palco, o som só se formava verdadeiramente perto da mesa.
Portanto 90% das pessoas não ouviram toda a informação que estava a ser transmitida pelos músicos. Mas também, como já disse, 90% não estava ali para isso.
Sobre o concerto propriamente dito:
Luz: Uma iluminação sóbria e os ecrans de leds fizeram o resto
Som: sofrível, melhorando à medida que se recuava e bom junto da mesa.
Repertório:não ajustado para uma festa de Verão. Muito soft, muito pouco animado, demasiado intimista.
Banda: músicos muito razoáveis, menção especial para o baixista, para o guitarrista da esquerda e para a voz. O Hammond só se ouviu no sound check o que foi uma pena.
Balanço final: bom concerto. Rita só tem que arranjar 3 ou 4 canções mais mexidas para agarrar melhor o público que, repito, não está ali para apreciar coisa nenhuma, mas apenas para socializar, gritar e dançar.
No sound check foi giro apreciar a uma Sade e uma banda à Huey Lewis.
Mas foi apenas no sound check.
Sobre o local:
Ontem era comum ouvir-se que era preferível que o concerto fosse realizado no anfiteatro, porque as pessoas lá estão sentadas e toda a gente vê bem o espectáculo. E evitava-se o custo do palco.
Bom: mas acontece que o palco do anfiteatro não é tapado e os camiões TIR não têm acesso ao parque.
O pavilhão não permite grandes alternativas, enquanto existir, mas mesmo assim, algo pode ser feito. E essa é uma das obras que a nova Câmara Municipal devia fazer:
Os tractores e atrelados podem dar a volta por baixo e passam atrás do pavilhão se o piso for afundado. E depois é só roubar um pouco à esquina do relvado da piscina para que eles entrem no parque.
Nada de especial.
E aí, sim. Aí Seia fica com um espaço para espectáculos perfeitamente aproveitado.
Claro que, para a coisa ficar completa, terá que se construir a estrutura de um palco standard que possibilite a sua cobertura e espaço para as colunas de graves, à frente.
Mas nada disso é impossível nem demasiado caro. É só optar por um tipo de palco standard e construí-lo ali.
Há empresas que fazem isso em poucas horas.
Mais um desafio para o próximo executivo.
Acabo de sair da Assembleia Municipal e confesso que ainda não consegui parar de sorrir, depois de ver elencados os gravíssimos problemas de que o Concelho de Seia padece, no parecer do (único) deputado incumbido do PSD de Seia:
Então tomem nota:
1º - A nova lei sobre a segurança dos parques infantis, que já foi publicada em Junho.
Estamos em Junho.
Lá teve que ouvir que quem constrói os parques infantis não é a CMS e que concerteza os construtores cumprem a lei. Por isso estão certificados.
Encaixa!
Mas isto é assunto???
2º - A eleição do novo director da Escola Secundária de Seia.
Hein??? Outro assunto de extrema importância para o Concelho, certamente!...
E Porquê? Terá sido ilegal?
Não. Porque não gostou da escolha.
Mas bastava comparar os curricula dos candidatos para se concluir que qualquer outra solução é que seria forçada. Quem tem maiores habilitações, experiência e currículum em gestão é que deve perder?
O incumbido (Tiro-no-pé) não ouviu esta porque Carlos Camelo a isso o poupou.
3º - O camião do écran de leds nas Marchas - o "quadro", no dizer do incumbido.
Que tapava a vista. Por isso não viu as marchas.
Ora aí está o principal problema do Concelho!
Qual desertificação!!! Qual desemprego!!!
Não disse que chegou tarde e más horas, a correr, esbaforido, de máquina a tiracolo, já a Marcha do Jardim de Infância estava de saída. Não....
Só disse que não conseguiu ver por causa do camião.
Como irá Seia resolver este gravíssimo problema???
Estou a ver as populações a sublevarem-se e a marchar sobre a Cidade reivindicando o ângulo morto atrás do anfiteatro para (não) ver as Marchas!!!
Àquela hora, com o anfiteatro repleto, o incumbido ou qualquer outra pessoa menos pitosga politicamente dificilmente veria alguma coisa.
Nem com camião nem sem ele.
O camião estava posicionado lateralmente, cerca de 6 metros atrás da entrada do anfiteatro. A ninguém poderia incomodar a não ser às formigas que por ali passavam em carreiro.
- Ah!!! Então foi um crime ecológico?!?
Também não.
Desviámos o carreiro com jeitinho. Não houve baixas a reportar.
E que rico ângulo de visão teriam, os pitosgas desta vida, se não estivesse lá o camião!...
Sim senhor!... Via o quê? As criancinhas da frente? Também não que são baixinhas e teria 50 cabeças à sua frente.
Então veria o quê?
Pelos meus cálculos, o topo dos arcos. Por causa das cabeças. E apenas os da frente. Não esquecer que dali está-se a ver de trás.
E àquela distância ninguém descortinaria nada mesmo que não fosse pitosga.
Mas não disse o incumbido que não viu nada pelo facto de o anfiteatro estar completamente cheio e ninguém se poder sequer aproximar da entrada. Não!
Foi por causa do écran... ou melhor: do quadro!
Muito bem.
E que a informação não era de qualidade.
Mas qual informação?
Aquela que ele não viu....
Ah! ah! ah! ah!!!
Bem: a mais esta vergonha poupei-o eu que às vezes até sinto pena...
Outra: que as pessoas que vieram de Loriga a acompanhar as Marchas não puderam entrar.
Ora, fui logo confirmar com o presidente da Junta de Loriga que estava sentado à minha frente (até nisto tem azar!): os acompanhantes da Marcha de Loriga foram 4 pessoas. E entraram todos. Para o palco. Por acaso até os filmei.
Os habitantes de Loriga - se era isso que ele queria dizer - estavam sentadinhos no anfiteatro há horas. Chegaram a tempo, não foi como aconteceu com certos críticos pitosgas.
Nessa altura - a 2ª marcha - ainda se podia passar. Não sei porque não passou o incumbido.... se eu passei... uma dietazita, talvez...?
Questionei o presidente da junta sobre se alguém se tinha queixado do ecran.
Disse que não. Pelo contrário.
Que tristeza...
Por último: que era uma questão de segurança.
Ora: a ambulância estava do outro lado. Se a alguém dá um treco, com o anfiteatro cheio, que importa que ali estivesse o ecran? A questão é transportar, pelo ar, sobre milhares de cabeças, a pessoa que estiver a sentir-se mal.
Mas, apesar disso, o ecran estava a mais de 6 metros da entrada. A ambulância podia também entrar por ali.
Todas as marchas saíram por ali, sem atropelos.
Veja-se ao que chega a falta de visão de algumas pessoas, para não dizer a estupidez crassa:
Para entrarem e saírem do palco, as Marchas têm que o fazer em menos do que 4 metros, que é quanto tem a rampa de largura.
As próprias ruas por onde as Marchas passam, pouco mais têm do que 6 metros de largura...
E, se fosse necessário, o camião ainda podia avançar mais 5 metros imediatamente, libertando totalmente a entrada.
Meu Deus!
Que pouca vergonha!
Que miséria!...
Esta gente é incapaz de aplaudir o melhor projecto, como, por exemplo, o dos transportes públicos - o Vai-Vem.

Simplesmente Incapaz!
Não se ouve uma palavra de regozijo por esta grande melhoria para a população que não tem carro, que tem dificuldades económicas ou que quer poupar o ambiente.
Nada!
É só dizer mal de tudo, mesmo do que está bem.
Por isso perdem e perderão sempre.
E só não perdem por mais, porque a população os não conhece. Senão, nem 2 vereadores metiam.
Enquanto gente como o incumbido estiver à frente do PSD de Seia, os social-democratas estão garantidos.
Esperemos o resultado das eleições para ver se alguém o chuta dali para fora.
Porque gente desta, gente desta categoria, nem com zero votos se demite!

Agora a sério:
Como é possível que certas pessoas que os próprios militantes consideram "intratáveis" e que já aqui andam há tanto tempo, continuem tão desajeitadas, destilem tanto ódio e tanta maledicência cega?!...
é que não conseguem esconder a raiva e a inveja escarrapachada de quem sabe e consegue fazer alguma coisa!
Ainda se soubessem - e quisessem - fazer alguma coisinha para o Bem do Concelho...
Portanto: apesar de se
não ver o que entusiasmou mais de 5000 pessoas, critica-se.
Infelizmente há muita gente assim, em Seia. Mas não haverá 4.500 pessoas, que foram as que votaram PSD nas últimas eleições.
Muitos, como eu, já aprenderam a conhecer esta gente que apenas destila ódio e a perceber que seria mesmo o pior que poderia acontecer a Seia se esta maledicência, esta falta de categoria, de idéias, de projectos e, numa palavra, este desconhecimento absoluto sobre tudo, fossem eleitos.
O PSD têm muito bons quadros. Pessoas muito capazes.
Mas esses não se misturam com gente desta.
Excepção feita ao Luis Caetano - uma jóia de moço - que muito será penalizado pela associação a esta pobreza de ideias e absoluta ausência de inteligência política.
Diz o Beto: "sou Camelo mas não sou burro"....
E digo eu: ora aí está um epíteto que não se pode aplicar a todos...

Neste momento, o Parque Municipal é um dos melhores locais para se estar em Seia.
Um parque infantil conservado, zonas de lazer, sombras maravilhosas, relva em 50% do parque, mesas de piquenique, piscina magnífica e esplanada com óptimo som e ambiente.
As instalações sanitárias são o seu ponto mais fraco mas mesmo essas têm sido alvo de redobrada atenção e limpeza.
O Parque está totalmente reabilitado relativamente ao ambiente que chegou a ter nos últimos anos.
Hoje, o parque não alberga marginais, nem confusões.
O pessoal da Câmara, por um lado, e a gerência da esplanada, por outro, em poucos dias conseguiram espurgar os elementos que, em anos anteriores, se dedicavam aos desacatos no parque.
Hoje, os visitantes e os senenses apreciam e elogiam o Parque.
À noite, jovens estudantes, agora em férias, ali se reúnem em animadas tertúlias.
Não importunam ninguém. Ali socializam e fortalecem amizades e cumplicidades. Tudo em sã convivência sem nenhuma confusão.
O parque está, de facto, reabilitado.
Abriram ontem as piscinas do Parque.
A afluência foi boa logo no primeiro dia.
Aqui há tempos ouvia um dos críticos costumeiros da nossa praça - críticos inúteis porque nunca nada fizeram nem propuseram para melhorar coisíssima nenhuma, em Seia - criticar a piscina, dizendo que aquilo era um tanque.
É absolutamente falso.
As piscinas, hoje, nada têm a ver com o que eram aqui há uns anos.
Convém deslocarmo-nos de vez em quando aos locais para ver com os nossos olhos o que se passa. Só depois se deve falar sobre as coisas.
Infelizmente, em Seia, o desporto preferido de alguns atrasadinhos é passar o dia nos cafés a falar sobre o que não conhecem.
Mas era fácil conhecerem. Era só deslocarem-se aos sítios.
Só que isso seria um sinal de inteligência e dava muito trabalho.
É mais fácil mandar umas bocas induzindo em erro quem ouve...
Enfim... nada disto é grave.
É estupidez, apenas.
Aqui ficam fotos da piscina tal como ela é hoje.
Se eu fosse um palhaço analfa como alguns "blogger´s" (parafraseando o seu analfabetismo endócrino) que por ai parasitam, agora enchia isto com fotos das marchas e do espectáculo que as envolveu.
Lindo!...
Mas nem que o quisesse fazer - vade retro! - nao o poderia. Nao tive tempo para tirar fotos.
O anfiteatro encheu ontem novamente para as Marchas. Provavelmente a maior enchente dos últimos anos.
O cartaz nem sequer foi dos melhores. Faltou a Marcha Nova, o habitual ex-libriis do evento, por motivos particulares que, se fossem tornados públicos, clarificariam muita coisa sobre o espirito de "pedidos", de cunhas, de toda a sorte de compadrios bem arreigada na sociedade tuga. Quem se dedica a zurzir na classe politica deve olhar primeiro para a essência do povão de que este país é constituído em 2009 depois de JC.
Essa falha terá sido, em parte, minimizada pela utilização de meios audiovisuais pela primeira vez vistos em Seia. E arredores.
O ecran de leds de 20 metros quadrados não foi colocado ali com o objectivo de "ofuscar" as marchas. Isso seria fácil demais. A dificuldade foi conseguir o contrário. Porque aquele meio é tão poderoso que qualquer conteúdo transmitido desperta de imediato a atenção de milhares, desviando-a do espectáculo principal: as marchas.
Daí a sobriedade dos seus conteúdos que se destinaram apenas a ilustrar cada marcha com a sua imagem de marca e informação adicional: ficha técnica, tema, refrão das letras e agradecimentos a quem ajudou a que essas marchas se pudessem realizar.
E publicitar também os próximos eventos a terem lugar em Seia como a Expo Social, que começa hoje, e a Fiagris, de 22 a 26 de Julho.
E - ao contrário do que alguns esperavam - não foi utilizado para outro qualquer fim. Por exemplo para fins eleitoralistas, para raiva de muitos que nitidamente esperavam ver naquele poderossíssimo meio de comunicação instantâneo com 6 mil pessoas algum laivo de promoção pessoal ou instititucional. Como imagens de obras ou inaugurações..
Tiveram azar.
Para seu desespero, limitaram-se a apreciar os conteúdos relativos ao evento.
E a informação comercial de quem pagou, DE FACTO, os meios: o comércio e a indústria locais que - também para desespero de alguns - continuam a acreditar nos bons projectos e a resistir à crise.
6 mil pessoas assistiram ontem às Marchas Populares. Um espectáculo gratuito que é um hino ao empenho, determinação e esforço de centenas de pessoas. E, pela primeira vez, também de tecnologia aliada à tradição.
A esmagadora maioria das pessoas gostou e fez questão de o demonstrar ali logo.
Os maledicentes crónicos e os que desesperam por tachos a seguir às próximas eleições talvez não. Paciência...
Por falar em tecnologia: estou a escrever este texto na esplanada do parque com o wireless disponibilizado gratuitamente e através do meu telefone que comprei em segunda mão.
Tem letras pequeninas e o ecran partido. Pode haver algum erro de acentuação mas isso nao é da doença da moda: o analfabetismo.
É ja falta de vista, mesmo. São 49...
A vida é assim. Eu já tenho falta de vista.
Outros, de visão.
A cena fazia lembrar um filme de Hollywood ou, pelo menos, uma série de televisão americana.
A história, passada na última terça feira, envolveu um imigrante ucraniano que, sob o efeito do álcool, passou a tarde a insultar as pessoas que se encontravam num bar e restaurante perto da praça da república.
Um funcionário da autarquia chamou a GNR e entretanto impediu que o desordeiro entrasse no restaurante, protegendo assim pessoas e porventura bens, já que o ucraniano não tinha contenção em gestos nem em palavras.
Como a GNR tardasse a aparecer, um segundo telefonema terá sido feito, segundo testemunhas, de uma forma menos própria e mais enérgica, apelando para a rápida comparência dos meios e agentes da autoridade.
Na sequência desse segundo telefonema, ao que tudo indica, a autoridade apareceu e deteve... o funcionário da autarquia.
O ucraniano provocador de todos os distúrbios, entretanto, assistia pacatamente à cena a uma distância de 10 metros. Só não fugiu porque manifestamente mal conseguia equilibrar-se.
Algemado com as mãos atrás das costas, e protestando com toda a veemência, foi o funcionário autárquico conduzido ao posto da GNR e posteriormente ao Hospital e ao Instituto de Medicina Legal, à Guarda.
A cena hollywoodesca que se desenrolou ao longo de vários minutos, atraíu a atenção de várias dezenas de pessoas que se encontravam nas imediações.
Regista-se que a GNR demorou cerca de 1 hora a comparecer no local desde a primeira chamada e, por isso, se não fosse a actuação do funcionário da autarquia que lhe barrou a entrada ao restaurante, o ucraniano teria tido tempo para fazer o que bem entendesse dentro do estabelecimento.
Uma vez mais poupo os leitores a pormenores mais sórdidos, como o facto de, segundo testemunhas no local, os agentes trazerem consigo algemas mas não a respectiva chave. Quando foi necessário aliviar a pressão das algemas teve que se chamar uma 2ª viatura.
Enfim... cenas destas felizmente não são frequentes, mas foi público e notório que algo terá que ser feito no sentido de agilizar e aumentar a eficiência das forças da ordem em Seia.
Quinze a zero?
Em Seia a política está uma animação…
1 - O único facto digno de nota foram os cartazes - todos os cartazes dos outdoors do PSD - que apareceram subitamente descolados.
Pelos vistos, tal não se ficou a dever (exclusivamente, pelo menos) ao vandalismo, mas apenas ao amadorismo de quem os colou.
Foram novamente colados. E de novo se descolaram. Claro.
2 - Sobre as próximas eleições para o Parlamento Europeu, há que dizer que não se encontra ninguém na rua que saiba em que dia elas se realizarão. E está tudo dito.
A indiferença da população relativamente às europeias é total e generalizada. Os próprios partidos locais não se movimentam minimamente para estas eleições. Ninguém quer saber disso para nada. Espera-se uma afluência às urnas da ordem dos 40%. Toda a gente interiorizou que aquilo é apenas um negócio para quem vai ser eleito e nada mais.
3 - Seguir-se-ão as legislativas. E aí a roca fia mais fino. Até que ponto a revolta das populações pobres e dos professores poderá combater o polvo socrático é o que iremos descobrir.
Já ninguém tem dúvidas que o PS não obterá maioria absoluta. Mas eu duvido até que o ENG Sócrates ganhe as legislativas.
Digo ENG Sócrates porque não é do PS que se trata: é mesmo e só do ENG Sócrates, o Rei-Sol. Aquele que se apoderou de um partido democrático e o transformou num feudo seu.
E duvido que ganhe porque até lá grandes convulsões sociais se manifestarão e grandes assimetrias se cavarão no seio da sociedade portuguesa. Com muita miséria posta a nu e muita privação abaixo do limiar da decência civilizacional a virem a lume nos noticiários das televisões. E a isso, tal como ao futebol, o povo ainda é sensível. O país estará a bater no fundo depois das férias. Cavaco bem o sabe. E isso vai pagar-se.
4 - Por fim, as autárquicas.
Em Seia não há assunto. Porque em Seia falta um pequeno pormenor em Democracia chamado: Oposição.
Não basta dizer que somos "o outro" partido. Era preciso explicar à população o que nos separa de quem governa, o que faríamos de diferente se tivéssemos oportunidade, e porque é que consideramos que a politica seguida nos últimos anos não é a melhor.
Pois era. Mas onde se vê isso em Seia? Em lado nenhum.
Em Seia, o PCP faz a sua oposição trazendo a lume problemas pontuais nas freguesias, numa Assembleia Municipal a que ninguém assiste. E o PSD, pela voz do deputado incumbido, trata de comentar as últimas notícias do Porta da Estrela. E é isto a oposição em Seia.
O PSD – a alternativa lógica à governação socialista - continua adormecido e alheio a qualquer forma de trabalho sério e visível de oposição democrática. Convencido que ser oposição é vestir T-Shirts cor de laranja nas campanhas eleitorais e distribuir canetas e autocolantes durante semana e meia, este mais que desgastado e minúsculo grupo de sempre-os-mesmos não se dá conta do que é óbvio para todos. Que as populações - tal como já fizeram claramente os militantes - lhe viram progressivamente as costas, porque não reconhecem credibilidade política naquela gente que tanto se preocupa em transmitir estilos de vida em vez de propostas de resolução de problemas.
5 – Carlos Camelo, por seu lado, não pára de visitar populações e Instituições. Não precisava, porque tem a máquina montada e oleada a trabalhar ao longo de 4 anos (e não 4 semanas) mas faz questão de aparecer e dar a cara. O seu problema será o contrário do do PSD. Não poder mudar alguns presidentes das juntas – que bem preciso era! - porque apesar de tudo eles ganham sempre.
Dentro de poucos dias se conhecerá a sua lista e veremos se aqueles que o acusam de seguidismo têm razão. A mim palpita-me que não. Para além da Dra Cristina Mendonça não me parece que Carlos Camelo repita vereadores.
Deixaremos a análise da sua lista para depois de ela ser revelada.
Voltando às oposições, isto vai tudo ficar muito animado com os resultados das europeias e das legislativas. E ainda bem para os amadores da política senense. Um pouco de auto-estima faz sempre bem.
Mesmo quando se sabe que se irá de vitória em vitória... até à derrota final.
Ou – como dizem os Gato Fedorento - se acaba sempre por se perder por “15 a zero”.
João Tilly

Para além de todos os canais da TV Cabo, pela primeira vez a esplanada do Parque disponibiliza um serviço gratuito de Internet wireless.
Sem registo. Sem senhas de acesso. Sem complicações.
E alimentação (corrente eléctrica) para os portáteis.
Nas 3 pérgulas existem tomadas de corrente à disposição dos clientes e utilizadores.
Há la melhor sítio em Seia para se trabalhar ou navegar?
Com uma envolvência destas....
Realizou-se ontem, no Restaurante O Pastor, na Zona Industrial, o jantar de apresentação dos candidatos à presidência da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Seia.
É evidente que eu não estive presente mas as notícias correm rápido e as minhas são provenientes de várias fontes e por isso absolutamente fidedignas.
Esperavam-se 600 a 700 apoiantes, apareceram mais de 1000.
Muitos foram os que não conseguiram, sequer, comer.
Seria até uma situação normal se as pessoas fossem ali ouvir algo de novo ou estivéssemos em plena campanha eleitoral.
Mas não.
As pessoas foram ali ouvir o que já sabiam. Nem sequer um nome novo. E sabiam que ia ser assim. Ninguém foi enganado.
Filipe Camelo levantou apenas uma ponta do véu ao afirmar que pela primeira vez um vice presidente da Câmara será uma mulher.
Também já todos sabemos que será a eng Cristina Mendonça. Nem sequer isso pode ser considerado como uma novidade.
Então se as pessoas não foram lá saber nada de novo, o que foi esta multidão lá fazer?
Prestar o seu apoio ao candidato à Câmara (e à Assembleia, embora isso me pareça nitidamente secundário) numa manifestação popular nunca vista neste concelho.
Aquela gente toda quis ir de propósito, pagar um jantar que não comeu, para dizer a Filipe Camelo que está com ele.
Inequivocamente.
A 4 meses e meio das eleições autárquicas o PS consegue a maior manifestação de apoio ao seu candidato e a maior concentração partidária - a pagar! - da história de Seia.
E ainda,
1 - Sem a presença de nenhuma figura de topo do PS nacional.
2 - Nem sequer intermédia. Foi só mesmo a prata da casa.
3 - Completamente fora da campanha. Nem sequer se sabe ainda quem serão os candidatos pelas diferentes listas.
Trata-se de um fenómeno ímpar de apoio popular.
Ainda mais numa altura em que as pessoas estão absolutamente desacreditadas da política e a eleição folgada (para não dizer folgadíssima), de Filipe Camelo não suscita dúvidas a quem conheça minimamente o concelho.
Não havia necessidade daquilo.
Recorde-se que os militantes socialistas pouco ultrapassam os 200.
A meu ver, as pessoas quiseram mostrar que estão atentas e não vão ficar a assistir ao espectáculo das eleições refasteladas no seu sofá.
Mostraram que são activas, empenhadas nesta candidatura e tudo farão para que ela se concretize.
E isto é o que de pior pode acontecer à oposição. Afinal onde está o desgaste provocado pelo poder e o eterno desencanto que se propala há quase 20 anos?
1000 activistas, por um lado, contra um punhado (se tanto...) pelos outros, parece-me uma luta demasiado desigual.
Qualquer análise política a este fenómeno não resiste a uma comparação básica:
Se o PCP ou o PSD convocassem um jantar semelhante, ontem, quantas pessoas compareceriam?
Há 4 anos o PSD conseguiu cerca de 700, com a presença de Marques Mendes - o então presidente do PSD - e numa clara dinâmica de vitória, no arranque da campanha.
E se fosse agora, da forma como as coisas estão?
Uma coisa é certa: este jantar, neste momento, inibiu o PSD de fazer algo de semelhante no futuro próximo, para não se sujeitar às inevitáveis comparações.
Ou seja: este ano não assistiremos por certo a nenhum jantar de apresentação do PSD.
A somar à antecipação da publicação dos candidatos à Câmara e à Assembleia Municipal, esta é a terceira vitória política seguida do PS sobre o PSD de Seia.
3 a zero, para já.
Aguarda-se as cenas dos próximos capítulos: as lutas nas freguesias...
Essa batalha decidirá entre o 4-3 (muito improvável, mas não impossível se houver grande abstenção nas hostes socialistas provocada por uma vitória natural e esperada) e o 6-1 (igualmente pouco provável, mas não impossível se se registar a mesma abstenção por parte dos militantes social-democratas em desânimo).
Como não sei como o PSD se está a desenvencilhar, este ano, por esses montes e vales não posso fazer futurologia.
Aquilo que me chega aos ouvidos é muitíssimo preocupante, mas nem sempre aquilo que se diz corresponde à verdade. E, à última da hora, ainda se conseguem algumas vitórias....

Esta é mais uma daquelas histórias deliciosas de tugas, que bem demonstra o provincianismo e a estupidez instalados no interior do país.
Teve o azar, a esposa do Chico Borja, de ir ao Hospital de Seia por causa de uma dor de cabeça.
Ao saberem que tinha chegado dos EUA, onde o casal reside há anos, uma onda de histeria colectiva se apoderou daquela gente toda, com telefonemas imediatos para as televisões(??), para os jornais e sei lá que mais!
Mandaram chamar uma ambulância (ou se calhar, na ânsia de tanto ligarem para as tvs até se esqueceram disso, vá-se lá saber...), mas como esta nunca mais aparecesse, a senhora não esteve para aturar aquilo por mais tempo e foi calmamente embora para casa.
Ninguém a impediu. Se a senhora estivesse, de facto, infectada teria vindo embora contaminar toda a gente.
O espalhafato de histeria que se seguiu envolveu, para além das TVs, também a GNR e o Tribunal com mandados do Juiz com carácter de urgência...
E a pobre senhora, que teve o azar de ter tido apenas uma dor de cabeça e de se dirigir ao Hospital (afinal já são 2 azares...) perante o aparato policial que lhe bateu à porta foi obrigada a ir, quase algemada, para os HUC...
Mas isto, só horas depois de ter vindo pelo seu próprio pé para casa!
Por acaso, passei à porta dos Borja quando me deslocava para a escola para uma reunião e a senhora estava no quintal, com o marido, a falar com uma outra senhora, aparentemente bem disposta, calma e descontraída.
Entretanto um jornal local na sua edição online atribuía-lhe já o estatuto de "suspeita"... como se de uma criminosa se tratasse!
A senhora foi obrigada pelas autoridades, no meio do maior aparato que já se viu por estas bandas, a seguir para os HUC, onde metade do Hospital deveria já estar à sua espera, a avaliar pelos directos da RTPN e da SIC Notícias.
Aguardam-se os resultados das análises.
No entanto, perante tal onda de histeria colectiva, com toda a gente do Hospital da Guarda a falar avidamente para as televisões e a dizer disparates, apetece-me perguntar:
Quantas pessoas já morreram nos hospitais da Guarda e de Seia desde que esta história do H1N1 tomou conta das notícias?
E de que morreram essas pessoas?
De H1N1? Talvez não.
De certeza que, das centenas de pessoas que morrem todos os dias nos hospitais deste pais, esta gripe H1N1 é a que mata menos.
De facto, matou ZERO até agora. Nada pode matar MENOS do que zero.
Mas este país, neste momento, só se preocupa com esta gripe.
As outras doenças que matam, DE FACTO, dezenas de milhares, por ano - centenas de pessoas por dia - deixaram de ter qualquer relevância social.
Continuam a matar, claro, mas isso não interessa nada. As atenções das autoridades e da população foram com eficácia voltadas EXCLUSIVAMENTE para esta doença da moda.
Este país foi tomado de assalto por uma mentalidade colectiva que presta um permanente e extraordinário culto à estupidez.
As pessoas deixaram de raciocinar, de pensar, de usar a mais preciosa ferramenta que Deus (para os que acreditam nisso) lhes deu.
Abdicam de qualquer nível de raciocínio, dizia, porque valores de estupidez e cretinice sempre mais altos se levantam.
Nas folgas do entretenimento propiciado pelas notícias quotidianas sobre o mega-deus Cristiano Ronaldo, o exemplo a seguir por todos os tugas, temos agora a gripe A.
É preciso trazer permanentemente o povo entretido para que não tenha tempo de pensar na sua triste vida.
Povo entretido é um povo feliz.
Portugal está a ser assolado por uma onda avassaladora de estupidez pura tão grande e generalizada que se torna impossível descrevê-la aqui.
Morrem 3.000 pessoas de constipação NORMAL por ano, em Portugal.
Milhares são contaminados dentro dos hospitais. Mais de 10 mil morrem devido a erros médicos, por ano.
Bactérias hospitalares dizimam velhinhos e só se começa a falar disso ao oitavo.
Tudo é abafado.
Ninguém quer disso saber...
Miúdos apanham gangrena em braços partidos e morrem nos hospitais.
Jovens pedem socorro depois de operações para extracção de um simples nódulo no pescoço e são deixados morrer por asfixia.
Todos nós temos inacreditáveis histórias de negligência passadas em hospitais que vitimaram, ou quase, entes queridos.
O meu pai foi deixado morrer, há 5 anos, no decurso de um episódio que durou 5 dias, por uma médica cardiologista que será finalmente julgada por isso a 6 de Outubro deste ano.
Tiveram 5 dias para o salvar. Ninguém quis saber.
Será agora julgada por negligência e por ter cometido graves erros médicos. Uma especialista! Mas quem é que acredita na justiça, neste país? Tratar-se-á de mais um pro-forma sem consequências.
Quem foi abandonado e deixado a morrer em macas encostadas às paredes dos hospitais teve azar. Nada mais.
Anda a tuguice toda doidinha com a única doença, em Portugal, que ainda não matou ninguém....
Mas vai matar. E muitos. Indirectamente.
Porque enquanto as equipes médicas, os Inems e os parcos recursos que temos forem direccionados primordialmente para o combate a esta gripe, que é a que mata menos de todas, são os restantes doentes deixados à sua sorte.
E por isso muitos morrerão.
Poderemos contabilizá-los como vítimas da gripe H1N1?
Não. Mas deviam ser contabilizadas como as vítimas da estupidez de um povo inteiro cada vez mais confundido e desorientado.
Um povo tão estupidificado ao longo da sua história recente que não tem, de facto, qualquer futuro num mundo a esta velocidade.
Nem com gripe nem sem ela.
O parque da Cidade está vivo.
As centenas de jovens (e menos jovens) que o povoam quase diariamente, vindas em excursões de todas as partes do país, mostram-se muito agradadas com o Parque e com a dinamização que a nova esplanada lhe confere.
Os mais jovens brincam, dançam, divertem-se.
Os menos jovens, repousam.
Todos eles passam aqui bons momentos enquanto esperam a ligação de / para os Museus do Pão e do Brinquedo.
Afinal, é também para isso que o Parque e a Esplanada servem.
Não se faz ideia da quantidade de visitantes que diariamente acorrem aos 2 principais Museus da Cidade.
São muitos milhares de pessoas, por ano.
Só vendo se acredita.
O parque da cidade situa-se bem no coração de Seia.
É um local aprazível. Recordo-me dos primeiros anos em que as árvores recém plantadas não deixavam antever as refrescantes sombras que hoje se podem encontrar. E já foi cortado o chorão à entrada do anfiteatro por atrair "visitantes" indesejados.
Hoje, o Parque da Cidade é um sítio frondoso, muito fresco e ecológico, equipado com um parque infantil de grande qualidade e, de facto, o melhor local para quem quiser desfrutar de uns momentos de calma e descontracção ao som do chilrear dos passarinhos que não se intimidam com a música da esplanada.
Sob as árvores, na parte Norte, mesas e bancos corridos de madeira convidam ao descanso e a um snack a meio da tarde.
As muitas excursões que nos procuram, ao fim de semana, dão-lhe bom uso a ponto de quase não haver espaço no relvado para os pic nics que se trazem de casa. Surpreendentemente, ao partir, os visitantes não deixam lixo atrás de si.
O parque, muito bem cuidado, convida à arrumação e à higiene.
A partir de agora a esplanada e o bar de apoio ao parque estão também abertos.
Som hi-fi e videoclips do mais actual.
À noite: concertos dos melhores grupos nacionais e internacionais, cinema de acção (apenas durante a semana para não colidir com a programação de Cinema da Casa da Cultura), futebol e demais desportos em écran de 3,5 metros de diagonal aos fins de semana.
(Uma fortuna para a SPA...)

No prazo de uma semana dois grandes concertos: um em Seia e outro em Gouveia.
Não se pode comparar o incomparável, por isso falo de um de cada vez.
Stick Men, o último projecto do supermúsico Tony Levin - stick,voz, Pat Mastelotto - bateria, percussão e Michael Bernier - stick, voz. Foi King Crimson quase todo o tempo. Mesmo quando não era, parecia.
O Chapman Stick, pelos vistos, presta-se às imitações harmónicas de Robert Fripp, embora depois os solos não tenham aparecido.
Dois músicos magníficos, um baterista a marcar. Mastelotto está longe, muito longe do virtuosismo de Levin.
O pior de tudo: o som. Nacional, claro.
Não se imagina maior amadorismo na colocação das colunas. Os graves acima do nível dos ouvidos e os agudos por cima dos graves.
Quer dizer: em mais de metade da plateia o som era péssimo. Só ressonâncias e as frequências graves a sobreporem-se ao resto, que é o principal. No caso do violinista da tarde, o violino mal se descortinava perante o emaranhado geral.
Junto à mesa o som era sofrivel, mesmo assim muito enrolado, o que provocava o empastelamento de todos os solos.
Strick Men mereciam ser muito melhor servidos em termos de som.
O público, conhecedor da música de Fripp, reagiu melhor do que se esperaria ao mediocre produto final apresentado.
Salvou-se "Elefant talk". A música tem tanta dinâmica, ataque e definição que o som não teve hipóteses de enrolar muito.
.jpg)
Joel xavier apresentou-se no Cine Teatro com a formação mais minimalista que me foi dado ver, ou pelo menos de que me recordo.
Uma guitarra (não duas: apenas uma! Se se partisse uma corda como era?) sem efeitos, sem pedais, sem pós-produção de qualquer tipo. A tocar num combo Roland do baixo da gama.
Um baixista fretless como nunca se viu naquele cineteatro a fazer falar a guitarra e um baterista sem timbalões. Apenas bombo (minusculo!), tarola, tom pequeno. Nada mais. Um ride que tambem fazia de crash e um splash. Eis o conjunto de pratos. Mas o baterista, excepcional. Só pode ser brasileiro, a avaliar pelo balanço que tirava daquela mini-bateria.
3 grandes músicos com Xavier a mostrar toda a sua técnica em palco. Mas sem esforço. Apenas a passear a sua classe.
Concerto absolutamente minimalista. Sem Luz, sem produção, sem tretas.
Para músicos.
À mesma hora do Rolling Fire (ATENÇÂO: ROLLING escreve-se com 2 L em vez de um só. Significa "rolando", em Inglês. Bastava ver como se escreve Rolling Stones) - corrida de carros de rolamentos - que levou centenas para o largo da feira.
Continua a não haver coordenação entre os vários eventos que se realizam em Seia.
Mais uma vez alerto: é urgente criar esse gabinete que coordene a agenda. Tão urgente quanto um gabinete que coordene as acções a desenvolver no âmbito da promoção turística da região.
Por último, os preços:
Em Gouveia, um espectáculo excelente servido por um som horrível foi vendido a 30 euros o bilhete.
Casa completamente cheia.
Em Seia um espectáculo muitíssimo bom foi dado de borla à população.
Que preferiu estar à chuva a ver os carros de rolamentos.
É caso para pensar o que é que andamos aqui a fazer...
Os 2 outdoors do PSD de 8 x 3 metros colocados em frente ao edifício Europa e na Rotunda da Camionagem têm o seu conteudo a cair.
Menos de 24 horas depois de terem sido colocados custa a crer que se trate de puro vandalismo.
Por outro lado o material de que o cartaz é composto é contínuo, pelo que a sua remoção fica facilitada.
Tratar-se-á de vandalismo ou de simples incompetência da empresa contratada para a sua colocação?
Amanhã saberemos a resposta.
Maria Mendonça, aluna do 5º grau do Curso Articulado de Piano do Conservatório de Música de Seia, foi apurada para participar no festival Dias da Música, este ano dedicado a Bach, que decorreu este fim-de-semana no CCB.
A jovem pianista apresentou o Prelúdio e Fuga nº9, no dia 26 de Abril, integrada no programa "Lições de Bach", na sala Amália Rodrigues, às 17h.
Programa disponível em:
DIAS DA MUSICA
----------------
António Tilly
Direcção Pedagógica
Conservatório de Música de Seia
Casa Municipal das Artes
Praça da República
6270 SEIA
telef. 238 312 586
conservatoriodeseia@gmail.com
O ano passado a iniciativa teve muito êxito, aparte o Coelho ter-me partido a tipóia, o irmão ter partido o Jeep e o eng Pedro Ferreira ter ficado pendurado à beira de um precipício...
Este ano será melhor ainda.
O programa está no cartaz.
As imagens da 2ª Rotta serão apresentadas durante o almoço e à noite em ecran gigante.
Quem quiser pode e deve adquirir o dvd.
Imagens captadas com 4 câmaras em movimento durante todo o percurso.
O montante reverte inteiramente para os BV de Seia, de quem tenho o orgulho de ser sócio há muitos anos.
Este ano a reportagem da 3ª Rotta será captada e produzida em full HD.
Quem tiver leitor de blu-ray em casa (ou playstation 3), poderá visioná-la em Alta Definição.
Edição também em dvd normal e versões para ipod, iphone e outros telemóveis 3G.

Está a nevar no Sabugueiro desde as 4 da tarde.
E vai nevar amanhã e depois.
No Concelho de Seia, o berço da Neve, neva em meados de Abril...
Há mais de 5 anos, eu "profetizava" assim:
"profecias...
Curiosa a leitura...
Mas vamos ver o que se passa hoje, 5 anos e 2 meses depois:
Eduardo Brito, presidente da concelhia do PS de Seia, fez saber que as listas para a Câmara e para a Assembleia Municipal serão apresentadas a 23 de Maio.
Embora as eleições deste ano sejam consideradas por toda a gente como pacíficas e antecipadamente resolvidas, há alguma curiosidade em se saber quem são as pessoas de que se vai rodear Carlos Filipe Camelo.
Relativamente à Assembleia Municipal não se esperam grandes alterações à composição que hoje se verifica, na bancada do PS, excepto no que se refere eventualmente aos dois Eduardos: Brito e Ambrósio. Este último por se constituir como a única voz declaradamente discordante na bancada socialista.
Se EB for eleito Presidente da Mesa da AM não poderá intervir nos assuntos tratados.
Diz ele que seria uma burrice ir para a AM porque o debate se centraria nele próprio.
Só é parcialmente verdade. E no que se refere ao passado.
E se for eleito Presidente da Mesa, EB só poderá intervir se para isso for solicitado. Esse seria, à primeira vista, o lugar certo para EB.
O problema é que esse estatuto também será muito penoso para EB que ouvirá coisas às quais não poderá responder. Uma tortura difícil de suportar se eu bem o conheço.
Enfim: mas como também não se esperam grandes ataques da oposição aos anteriores mandatos, uma vez que o que tem que se decidir é o presente, eu continuo a apostar em EB para Presidente da Mesa da AM.
Porém a sucessão natural a Pina Moura seria a de João Brás. Por tudo quanto se passou nesta legislatura.
Acontece que João Brás é dado, em certos círculos, como incluído na lista de Carlos Camelo para a Câmara.
Teorizemos um pouco sobre esta conjectura:
João Brás é uma pessoa competente quer para um quer para outro cargo. Ou seja: quer para vereador quer para Presidente da Mesa da AM.
Onde é que ele faz mais falta? Obviamente na vereação.
Acontece que João Brás - tal como qualquer pessoa que saiba fazer alguma coisa em Seia - desenvolveu anti-corpos junto dos "socialistas históricos" (que nada fazem para além de criticar os outros) a tal nível que me parece difícil que Carlos Camelo arrisque a cartada. Pelo menos neste primeiro mandato.
E isto nada tem a ver com as tão faladas influências de EB.
Porque nem eu credito que EB se meta nisso (é inteligente demais para correr esse risco), nem Carlos Camelo deixava. Só quem não conhecer um e outro poderia conjecturar uma tentativa de influência de EB sobre CC.
Portanto, influências aparte, João Brás parece-me pouco provável neste momento, na lista para a vereação.
O que é mau para Seia. Porque não vejo muitas pessoas capazes para ocupar o cargo de braço direito de CC.
A vereadora Cristina Mendonça será a única, na minha opinião, que tem lugar garantido na lista de CC. Pela simpatia, pela sensibilidade e sobretudo por não arranjar problemas a ninguém. O que também é muito necessário nos tempos que correm. Os problemas aparecem a toda a hora, não é preciso quem arranje mais. É preciso é quem os resolva. E Cristina Mendonça tem cumprido bem na sua área.
Mas continua a faltar o tal braço direito a CC. O capitão que faz ganhar as batalhas ao general.
João Brás era uma óptima escolha. Haverá outras mas eu, sinceramente, não vejo muitas pessoas com perfil para esse lugar nos quadros do PS de Seia.
Vaidosos, haverá. Mas gente com qualidade, cultura e espírito de entrega e trabalho a qualquer hora, que tenha espírito crítico e que para além de compartilhar a visão estratégica de CC para o Concelho tenha uma opinião própria sobre as coisas? E que, embora dentro da filosofia de governação do concelho, possa sugerir a par e passo alternativas aos caminhos a seguir na prossecução do objectivo comum? Sinceramente não vejo muitos.
E mais: que cumpra integralmente com a parte que lhe couber, com níveis de satisfação de excelência para não deixar o futuro Presidente da Câmara em posições delicadas, como já aconteceu no passado recente?
Receio exactamente o oposto: que à falta de quadros competentes se comecem a preencher os lugares disponíveis com gente banal, sem rasgo, sem chama, sem espírito de batalha, que para além de não ajudarem CC o deixarão "pendurado" em situações indesejáveis em tudo quanto deles dependa.
Já todos estamos habituados a ver esse filme.
Uns dizem que esse foi o preço que EB pagou por se ter rodeado de gente banal sem ideias próprias.
Pode até ser. Mas eu acho que é também porque, de facto, não existe muita oferta de gente capaz para ocupar com a qualidade necessária esses lugares.
De qualquer forma isso não é coisa que preocupe muito o eleitorado para quem a equipe escolhida costuma ser uma coisa de somenos importância.
Para mim não é.
A escolha da equipe de CC será determinante e pode constituir a diferença entre um bom mandato e um mandato banal, como já tivemos outros, nomeadamente o anterior a este. Simplesmente nós já não estamos em condições de ter um mandato banal. A situação económica da autarquia não o permite. E, para além do mais, urge promover Seia no mapa turístico de Portugal. E criar as condições para que a iniciativa privada ligada ao turismo se modernize e arranque de vez
no nosso concelho.
A cooperação com a Escola Superior de Turismo é urgente na criação de programas e estágios para os finalistas e recém licenciados.
Há que lhes criar condições para que estes licenciados possam criar as suas próprias empresas, aqui no Concelho, em colaboração com o Centro de Emprego, IAPMEI e demais instituições e programas de apoio à contratação e criação de emprego.
Há muita coisa a fazer e que estranhamente ainda se não fez, na colaboração entre a autarquia e a única Escola Superior do Concelho que, ainda por cima, é de Turismo. E de hotelaria.
Por fim, se é verdade que 99% da população não se importa com a lista, mais uma razão para que quem a escolhe opte pela qualidade em vez da simples simpatia que, só por si, já não chega.
Confio que Carlos Filipe escolha bem.
Eu é que não queria estar no seu lugar...
Uma coisa que me irrita profundamente neste país - e nomeadamente em Seia - é ver pessoas a insistir e até a perpetuarem-se em actividades para as quais não têm a mínima vocação.
Isto deve ser algum trauma de infância (que serve para explicar tudo) o de ver gente a tentar desesperadamente arranjar espaço social lutando por conotar-se com actividades que lhe são perfeitamente estranhas, para não dizer quase incompatíveis com as suas vocações pessoais.
Por exemplo:
Gente que não tem sequer noção da mecânica da Língua, nos seus vários discursos, desata a escrever. Primeiro em blogs privados e depois - pasme-se! - até em jornais com algum historial.
O mal não é eles desatarem a escrever. É desatarem a escrever da forma como o fazem: mal e porcamente.
E não há quem os puxe por um braço, os chame à parte e lhes diga:
- olhe lá, ó sr fulano, e se o sr fosse plantar batatas em vez de estar aqui a insultar-nos a inteligência com textos sem conteúdo e ainda por cima pessimamente escritos?
Pois é. Mas não existe esse provedor do leitor.
De maneira que qualquer um dos leitores não analfabetos - que ainda os há - inadvertidamente acaba por levar com cada paulada na pinha quando começa a ler as coisas inacreditáveis produzidas por esses crâneos iluminados que até fica zonzo...
Infelizmente ainda não existem detectores de estupidez - quais correctores ortográficos - que identifiquem num relance o grau de imbecilidade que um texto contem.
Quando se começa a ler um texto não se sabe que espécie de barbaridades se vai encontrar 10 centímetros adiante. Nem que tipo de pedantismo lhe subjaz, nem qual o grau de auto-promoção apalhaçada é seu objectivo e nem - pior do que tudo - que nível de analfabetismo funcional esse texto encerra.
E como ninguém quer saber disso, até porque a maior parte das pessoas também não sabe ler, estes personagens lá continuam a escrever, cada vez com mais confiança e naturalmente cada vez pior, convencendo-se que atingiram algum patamar do Conhecimento acima da cave bafienta do absurdo intelectual. Ou do de uma experiência de laboratório que correu mal.
Daí o meu contributo como Provedor da minha própria Inteligência na intenção de ir deixando aqui alertas para o que de pior se faz em termos de tratamento da Língua Materna.
E não estendo, para já, estas considerações a outras áreas para não ser mal interpretado. Mas sapateiros a tentar tocar rabecão é o que mais há neste país e nesta Terra.
Este fenómeno da desadaptação ao serviço (mão de obra não especializada) é uma coisa que entra pelos olhos adentro de qualquer um. Basta não ser cego. A Europa chama-lhe: especialização profissional.
Mas aqui não há especialistas em coisa nenhuma excepto em maledicência.
Porque a fazer coisas - e fazê-las bem feitas - não há, de facto, muita gente.
É um problema da interioridade, diz o meu Irmão. Eu digo que é um problema de falta de trabalho e de empenho no que se faz.
E, claro, se falamos em actividades que consagrem alguma componente para a qual é necessária alguma pre-disposição precoce (vulgo vocação), aí isso é só miséria.
Gente que tenta cantar sem ter voz, que tenta tocar um instrumento sem a mínima habilidade para tal nem sequer "ouvido musical" para saber se está ou não desafinado em dado momento, gente que ganha a vida a tirar fotografias e que consegue apresentar um produto pior que um miúdo a quem o pai lhe ofereça a primeira câmara pelo Natal, gente que pensa que filmar é apontar a câmara a tremelicar para o objecto e carregar no botão, sem a mínima noção do que é um discurso da produção cinematográfica... etc, etc, etc.
Aqui em Seia isto é um prato cheio.
Aqui não há especialistas, dizia. Só há generalistas que lançam a mão a tudo. E tudo fazem mal.
É nessa perspectiva que se enquadram os textos abaixo. Não na de denegrir pessoas ou Instituições.
Até porque muitas delas, infelizmente, já não precisam que ninguém as denigra.
A Sra do Desterro é um dos locais que vale a pena visitar em S. Romão - Seia.
Berço do futuro Museu da Electricidade, a inaugurar proximamente com base numa antiga central hidroeléctrica do início do sec XX, a mata já foi uma densa floresta de carvalhos. E mesmo hoje, em que alguns eucaliptos já tomaram o lugar das árvores autóctones, toda ela continua envolvida na mesma magia que recordo desde a minha infância, quando o meu pai esporadicamente me levava lá.
As duas casas de arquitectura unusual, para a época, erigidas no meio da floresta conferiam-me, com 8 ou 9 anos de idade, uma sensação ímpar de estranheza e irrealidade.
Parecia um outro mundo. Um mundo das histórias de encantar.
Uma ponte pedonal de reduzida largura faz-nos transportar justamente para esse mundo. Para o outro lado. Como que para outra dimensão.
Aqui vou deixar algumas imagens, hoje e amanhã, aconselhando desde já uma visita ao sítio do CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - onde o leitor poderá recolher mais informação sobre este sítio paradisíaco do nosso Concelho.
Um irmão matou outro a tiro de caçadeira na localidade do Aguincho, uma anexa da freguesia de Alvoco da Serra, no decurso de um desentendimento por causa de uma propriedade. De seguida tentou suicidar-se ficando gravemente ferido.
É a segunda vez, em poucos anos, que um caso de desavença entre irmãos culmina com a morte de um deles, no nosso concelho. O anterior ocorreu como resultado de uma disputa entre 2 feirantes. Também há alguns anos, na Teixeira - não muito longe dali - uma família inteira foi dizimada num crime estranho. Pai e 3 irmãos apareceram mortos num quádruplo homicídio cujos contornos não ficaram perfeitamente claros.
Isto tinha que ser estudado...
«Maputo: sonhar não é proibido» de Madalena Cunhal, integralmente rodado em Moçambique e «Conservação de Recursos Hídricos», rodado nos concelhos de Seia, Gouveia e Manteigas, da minha autoria, foram os 2 documentários convidados pela Organização do certame a concorrer ao 11º FICA - Festival de Cinema Ambiental de Goiás, Brasil, a cidade recentemente geminada com Seia.
O meu filme provavelmente acabará por não participar porque deixei passar o prazo de inscrição que, aliás, foi curtíssimo.
Mas estarei, de todo o modo, representado com «Maputo: sonhar não é proibido», na qualidade de realizador do documentário.
Esperemos que os convites não tenham simplesmente a ver com a recente geminação das duas cidades mas que tenham tido em consideração a qualidade dos produtos apresentados na Cine-Eco 2008.
Um grupo de 5 pessoas, cujo cabecilha é um presidiário em fuga, sequestrou várias pessoas incluindo pelo menos uma criança de 5 anos em Lagares da Beira.
A história começou com o sequestro de uma mulher de 54 anos em Espariz - Tábua e agora ocorre em Lagares da Beira. Com essa mulher estão sequestradas algumas outras.
Um grupo de operações especiais da polícia e um outro grupo de inspectores e negociadores da PJ estão no local.
O sequestro iniciou-se na madrugada.
O cabecilha é um presidiário condenado por furtos e violação e estava em gozo de uma saída precária, da qual não regressou.
E quem haviam de ser os sequestradores?
Lagares da Beira: Grupo armado agrediu idoso e sequestrou mulher
“Tremi de medo ao sentir faca no pescoço”
Esteve sequestrada mais de dez horas, foi ameaçada com uma faca mas manteve-se calma e conseguiu sair de "um verdadeiro pesadelo" sem ferimentos. "Só respirei de alívio quando saí e vi a Polícia Judiciária", contou Irene Santos, de 54 anos, pouco depois de ter sido libertada. A mulher foi levada à 01h00 de ontem da sua casa em Espariz, Tábua, por um ex-companheiro que tinha fugido da cadeia de Coimbra.
O evadido entrou em casa da vítima acompanhado de quatro homens e começou por agredir o companheiro de Irene, João Silva, de 90 anos. Depois, levou-a para Lagares da Beira, Oliveira do Hospital, onde ficou retida até perto do meio-dia.
"Era 01h00 quando bateram à porta, conheci um deles porque lhe tinha emprestado 750 euros para pagar a um advogado, há uns anos", contou João Silva, que teve de ser assistido no centro de saúde.
Sob ameaça de uma faca, Irene Santos foi obrigada a sair de casa com os sequestradores. "Tremi de medo ao sentir a faca encostada ao pescoço. O meu coração caiu-me aos pés", recorda.
Três elementos do grupo seguiram para casa da mãe do evadido, onde, com ajuda de outro irmão, mantiveram cativas nove pessoas, incluindo duas crianças, de seis e sete anos. Fizeram disparos de preessão de ar e atiraram telhas contra as viaturas das autoridades.
"As crianças estavam apavoradas e choravam", diz Irene, que falou "com o filho e com a PJ até que ele me apanhou e partiu o telefone".
Perto do meio-dia, os sequestradores sentiram-se encurralados, levantaram uma tábua do soalho e escaparam para a loja da casa, escondendo-se dentro de arcas de milho. Irene fugiu: "Como a porta estava trancada, saí pela janela da cozinha." As autoridades detiveram os quatro homens, que ofereceram resistência. O sequestro terminou sem feridos.
ATÉ A MÃE FICOU RETIDA EM CASA
Na casa onde Irene Santos foi mantida refém estavam, além dos quatro sequestradores, mais duas mulheres e duas crianças, de seis e sete anos. A mulher mais velha é a dona da casa e mãe dos três irmãos sequestradores. A mais nova é sobrinha de Irene Santos e mantém uma relação com um dos irmãos, sendo mãe da menina de seis anos. O menino de sete anos é filho de outro dos irmãos Caetano.
CADASTRADO PREPAROU CRIME
O sequestro de ontem foi praticado por seis homens, com idades entre os 30 e os 45 anos, três dos quais são irmãos, de apelido Caetano e naturais da zona de S. Romão, Seia. A família fixou-se em Lagares da Beira há alguns anos, mas não é bem vista pela vizinhança por se envolver em furtos e desacatos.
Tudo terá sido pensado por um dos irmãos José M., de 45 anos, que cumpria pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Coimbra por roubo e violação. Teve uma saída precária e não regressou, estando por isso na situação de evadido. O cadastrado já teve um relacionamento com a vítima, terá voltado à cadeia ainda ontem e arrisca-se agora a que a pena seja agravada.
Um dos irmãos que vive na casa em que a mulher foi mantida refém foi detido por estar presente no momento do resgate, mas as autoridades acreditam que não esteve envolvido de forma activa no sequestro.
Os detidos foram ouvidos ontem na GNR de Oliveira do Hospital: os três irmãos e um quarto suspeito são hoje presente ao Tribunal de Oliveira do Hospital. Os outros dois cúmplices continuavam ontem à noite por identificar.
"SÃO PESSOAS PROBLEMÁTICAS" (Coronel Dias Rosa, Comandante da GNR de Coimbra)
Correio da Manhã – Como decorreu a operação de resgate?
Dias Rosa – Montámos um perímetro de segurança e tivemos negociadores e elementos da Companhia de Operações Especiais da GNR no terreno. A vítima acabou por sair pelo próprio pé.
– Os detidos resistiram à detenção?
– Ofereceram resistência física. No momento da detenção não tinham armas, mas durante a noite usaram uma pressão de ar para intimidar quem se aproximasse da casa.
– Os sequestradores já eram conhecidos das autoridades?
– São pessoas problemáticas, que têm posto em causa a segurança da vizinhança.
VIZINHOS DIZEM QUE SÃO "GENTE DO PIOR QUE HÁ"
Em Lagares da Beira, freguesia do Concelho de Oliveira do Hospital, a família Caetano não goza de boa reputação. Durante a manhã de ontem, foram vários os populares que se juntaram nas proximidades da casa e os comentários sucediam-se. "A GNR anda aqui todos os dias. Isto é gente do pior que há", disse um popular que não quis ser identificado. "Desde que aqui estão é uma roubalheira, desde ovelhas a sinos das igrejas, levam tudo", confirmou outro residente. Segundo a população, alguns elementos da família já se envolveram também em várias rixas e discussões.
DÍVIDA
João Silva, 90 anos, companheiro de Irene Santos, foi agredido por um dos sequestradores a quem emprestou 750 euros. "Disse que ia pagar e pagou-me com um enxerto de porrada. Atirou-me ao chão e deu-me pontapés na cabeça".
SAIBA MAIS
ATÉ DEZ ANOS DE PRISÃO
O artigo 158 do Código Penal prevê pena de prisão até três anos para punir o crime de sequestro e de dois a dez anos se houver "ofensa à integridade física grave".
443
Segundo o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram raptadas ou sequestradas 443 pessoas, menos 114 (20,5 por cento) do que no ano anterior.
137
Ainda de acordo com o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram, nesse ano, detidas 137 pessoas suspeitas do(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas.
HOMEM E PORTUGUÊS
A maioria dos detidos são do sexo masculino e cidadãos portugueses. Ou seja, em 2007, dos 137 detidos pelo(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas 114 eram homens e 23 eram mulheres; 104 eram portugueses e os restantes 33 estrangeiros.
NOTAS
TÁBUA: SEQUESTRADA EM CASA
A acção criminosa do grupo começou em Espariz, Tábua, na casa onde residem João Silva e Irene Santos. O homem foi agredido e a mulher obrigada a ir com eles para Lagares da Beira.
OLIVEIRA DO HOSPITAL: VIAGEM DE 40 KM
Entre a residência de Irene Santos, em Espariz, e a casa onde esteve sequestrada até ao meio-dia, em Lagares da Beira, a distância é de quase 40 quilómetros por estradas sinuosas.
APREENSÃO: MATERIAL ROUBADO
Findo o sequestro, a GNR fez uma busca à casa e apreendeu diverso material roubado, entre o qual estava uma mota, mangueiras, sacos de batatas, andaimes e um aquecedor.
Cátia Vicente
Segundo os rumores instalados - parece que já houve uma reunião nesse sentido - a ARA vai dispensar mais 30 trabalhadores. Na semana passada a administração deu férias a toda uma secção. Agora soube-se que a unidade fabril de Avintes vai encerrar e, por isso, a ARA Seia não receberá mais o produto proveniente daquela unidade.
Daí a redução do pessoal.
A crise está aí e Seia apanha por tabela.
Mais uma vez: é necessário que a sociedade civil se organize em torno da projecto turístico da nossa região.
E esperemos que o futuro executivo da CMS se debruce sobre o Turismo e crie um pelouro do Turismo a Sério.
Não se compreende que na Porta da entrada para a Serra da Estrela - e ainda por cima com uma Escola Superior de Turismo instalada - continuemos a assistir ao colapso das nossas estruturas económicas habituais e não nos viremos imediatamente para nossa alternativa natural e, se calhar, a nossa tábua de salvação: o turismo.
Tenhamos fé...

Ele é que puxa pelos amigos
O actor iniciou sessões de quimio e radioterapia e não tem parado. Continua com a sua agenda de espectáculos e tem sido ele a dar força aos amigos. As mensagens de apoio e alento não param
António Feio, 54 anos, recebeu a confirmação de que tem cancro no pâncreas no início desta semana e os tratamentos de quimio e radioterapia já começaram. Os amigos não o têm largado um minuto. "E ele, felizmente, tem muitos", diz Eduardo Madeira, uma das pessoas que tem tentado apoiar o actor de "Conversas da Treta" nesta fase. "Ele tem feito praticamente a mesma vida", diz Eduardo Madeira. E, contrariando as expectativas, "está a puxar por todos", diz o guionista.
As primeiras suspeitas de que algo não estaria bem começaram no início deste mês, o actor fez exames no Hospital da Luz e a confirmação veio da UAU, a produtora dos espectáculos de "A Verdadeira Treta", que Feio continua a levar às salas de espectáculo de Portugal, ao lado de Zé Pedro Gomes, que tem estado com o amigo quase diariamente.
Mensagens de apoio não param
Eduardo Madeira diz que o telefone de António Feio não pára. "Chega a uma altura em que ele já não consegue. Já não tem pachorra para atender mais telefonemas", afirma Madeira, dando a dimensão dos apoios que têm chegado ao actor. De resto, basta espreitar a página de António Feio no Facebook, uma rede social da Internet, para perceber que não faltam frases de apoio, de fãs e de amigos, alguns bem conhecidos, que deixam respostas à última mensagem do actor.
Entretanto, António Feio continua na estrada com "A Verdadeira Treta". "Ele está com vontade e quer continuar a trabalhar", resume Eduardo Madeira. O espectáculo está hoje no Cine-Teatro Joaquim de Almeida, no Montijo, e no sábado no Teatro Municipal da Guarda. Eduardo Madeira adianta que o amigo tem datas marcadas até ao Verão e pretende cumpri-las. Quanto à série de humor que Teresa Guilherme está a preparar para a SIC, Eduardo Madeira acredita que o amigo não a poderá fazer. Não por estar doente, mas porque "não dá para conciliar com os espectáculos".
Não é crime nenhum. As pessoas são livres de se manifestarem.
Mas atendendo a que o Teixeirense é subsidiado pelo município de Seia e não pelo de Aguiar da Beira, torna-se, no mínimo, estranho...

É este mesmo o nome da aldeia: Aldeia da Serra, a caminho do Sabugueiro e da Torre - o ponto mais alto de Portugal Continental.
Entrada por Seia.

Perante uma vista destas, quem é que quer saber de polítiquices?
O Secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, vai assinar em Seia amanhã, dia 19 de Março, um protocolo entre a EP - Estradas de Portugal e o Município de Seia para a construção da segunda fase da Circular à Cidade.
A cerimónia terá lugar às 15 horas no edificio dos Paços do Concelho, seguida de uma visita às obras em curso da Variante de Seia.
Seia tem um parque no centro da cidade.
Onde as pessoas que nos visitam em excursões e trazem pique-niques podem desfrutar de belas sombras.
No último domingo o parque estava cheio à hora de almoço.
Não é exactamente este o turismo que nos interessa mais, mas não podemos fechar as portas a quem nos visita, mesmo que não deixe cá grande coisa, para além do lixo.
Mas não é necessário virem para Seia carregados com comida.
Para além do restaurante do Hotel Camelo existe um outro restaurante bem no centro da cidade - o Central.
Perto, a menos de 200 metros, o Borges, o Farol, a Petisqueira. Perto da Casa das artes, na praça da República, a pastelaria Ze Manel e mais 2 restaurantes regionais.
Existem também cafés e pastelarias perto do parque, no edificio Europa e na avenida 1º de Maio - a avenida principal de Seia.
E refeiçoes rápidas no Tutti Frutti, mas está fechado ao domingo.


Seia é a principal porta de entrada para a Serra da Estrela para quem vem do Norte e Centro do país.
De excursão ou de meio de transporte próprio são todos bem-vindos!
O sr Dr Alcides Henriques é useiro em tecer considerações sobre a Assembleia Municipal de Seia, nos seus habituais escritos no PE, e quase sempre na perspectiva de que os deputados pouco ou nada fazem e pouco ou nada discutem.
Está no seu direito. A opinião ainda é livre.
Mas quando se opina com base em "factos" é do mais elementar bom senso que se apure a verdade desses factos.
E, neste caso, infelizmente o sr Dr Alcides Henriques mostrou que não sabe do que fala.
E nem podia saber.
Simplesmente porque em quase 4 anos de mandato, sem ter faltado a uma única sessão, não me lembro de alguma vez ter visto o sr dr Alcides Henriques em qualquer uma delas.
Seguramente na última não esteve.
Se estivesse, não teria escrito o que escreveu com aquela forma aligeirada que usa quando se refere àquele Órgão cujos trabalhos, pelos vistos, lhe passam perfeitamente ao lado.
As suas considerações na última edição do PE surpreendem por se encontrarem fundadas numa clara falta à verdade.
Ao dizer que «Uma vez que os 59 elementos daquele Órgão que representa, no papel, os cerca de 30 mil habitantes do Concelho, nenhum apresentou sugestões, alterações ou fez a mínima referência a tão importante instrumento da vida social do Município», o dr Alcides Henriques prestou um péssimo serviço à comunidade e a este jornal. Porque mentiu.
Por ignorância - é certo - mas mentiu.
E mentiu porque eu próprio questionei o executivo sobre as alterações que se previam ao sentido do trânsito no futuro próximo. Embora a isso não obrigado estatutariamente, o Dr Carlos Filipe Camelo teve a gentileza de responder de imediato dizendo que para já não se previam alterações, mas que a CM estava atenta a possíveis modificações ao sentido do trânsito que se fossem apresentando como necessárias.
E, em resposta, declarei que não concordava com o sentido do trânsito na zona histórica, porquanto ele está errado na Rua Dr Simões Pereira, e expliquei porquê - porque basta que um automóvel vindo da Serra ou da Arrifana ou da Rua do Funchal pretenda virar à esquerda no sentido descendente, junto da Casa das Artes, para fazer parar o trânsito e as dezenas de veículos que se encontram atrás de si. Isso acontece diariamente mas é por demais evidente nos fins de semana no regresso da Serra. Os engarrafamentos monumentais verificados no trânsito de regresso da Serra (cheguei a demorar 2,5 horas do Sabugueiro a Seia a 30 de Novembro) têm toda a sua origem e causa na Praça da República em Seia.
Tenho esse facto documentado em dezenas de fotografias e filmes que publiquei no meu blog há meses. E pode rever-se aqui.
Essa evidência foi reconhecida pelo sr Presidente da Câmara, na última AM.
Daí a necessidade - por todos sentida - de uma nova variante que descongestione a Praça da República.
Tudo isso foi discutido na última AM.
E só estamos todos de acordo porque se trata de uma verdade simples e insofismável.
Mas também referi que o semáforo colocado junto à nova igreja mais não faz do que provocar filas intermináveis à hora de ponta. Nada resolve e tudo complica, solicitando que o timing e o próprio sistema de abertura do sinal fosse revisto.
O executivo tomou devida nota dessa recomendação.
Que o sr Dr Alcides Henriques não saiba o que se passa em Seia e na AM é desculpável.
Agora: que teça considerações aligeiradas baseadas nesse profundo e consolidado desconhecimento, sem sequer se preocupar em saber o que se passou, é que é imperdoável para quem se arroga o direito de escrever sobre a nossa Terra.
Solicita-se que, de futuro, o jornalista do PE - que tem estado sempre presente nas AMs - informe o sr Dr Alcides Henriques do que se vai passando nessas mesmas sessões, a fim de poupar este ilustre causídico senense a estas incómodas situações.
Ou seja: de preservar o dr Alcides Henriques de si próprio.
Luis Caetano , o candidato à Câmara de Seia pelo PSD, fala do que o motiva nesta contenda eleitoral e faz o ponto da situação dos trabalhos da pré-campanha.
Joaquim Pimentel explica o que aconteceu com a Junta de Torroselo e reage às acusações que lhe foram feitas publicamente.
Sempre à hora certa, mas só até às 13 horas de hoje.
Rádio Serra da Estrela - 87,6 Mhz
O investimento será menor, mas o campo maior. 18 buracos. Algo como o que se vê aqui.
Aqui temos mais uma prova da manobra que anda a ser perpetrada contra Seia, pela comunicação social televisiva há mais de uma década.
A repórter dá a entender que só se consegue chegar até aos Piornos. Naturalmente, vindo da Covilhã.
Mas acontece que também se pode entrar na Serra da Estrela por Seia que é, aliás, a melhor entrada.
Mas nenhum jornalista fala nisso.
Seia baixou os braços e deixou perder tudo para a Covilhã.
Quando se fala da Serra, fala-se apenas na Covilhã e, quando muito, em Manteigas.
Mais recentemente, a estratégia - bastante inteligente, aliás - de Gouveia foi associar-se ao símbolo da estrela, para desse modo recolher a visibilidade associada.
Mas Seia continua a ser a principal Porta de entrada para a Serra da Estrela.
É no seu concelho que mais neva e é no seu concelho que se encontram as únicas pistas de ski de Portugal.
A quem interessa ignorar Seia completamente quando Seia é, afinal, a Terra da neve?
A acreditar nos mentideros, a Misão Impossível 2009 acabou por sobrar para Luis Caetano.
Nunca acreditei na hipótese Patrocínio, nem na de Horacinho Prata nem mesmo na de Albano Figueiredo. Esses só iriam para ganhar, ou para perder por poucos.
Acredito nesta penúltima hipótese por ser benévola e desinteressada.
Quem o conhece sabe que o Luis não recusaria ajudar o partido, apesar de não haver partido há 3 anos em Seia.
Luis Caetano, para além de amigo do seu amigo, é uma pessoa séria e honesta.
Depois de todas as reviravoltas que esta inacreditável comissão política adormecida deu num processo que se pautou pelo seu permanente alheamento de tudo, parece que ainda foi preciso alguém do exterior dar uma ajuda para se lembrarem de avançar para o Luis.
Assim sendo agora só faltam mais 350 pessoas para as 31 listas.
Agora: vamos ver quem é que vai desbravar mato, porque o Luis não tem vida, nem tempo, nem feitio para isso.
Voltamos, portanto, à estaca zero.
Um bom candidato, que sempre esteve disponível e foi, por isso, insultado pela miopia desta inacreditável Comissão Política (e que nesta fase seria o último possível), e zero pessoas para trabalhar.
Tudo se encaminha conforme o previsto. Só falta o presidentezinho ir em segundo lugar...
O resto já está tudo previsto.
Até o resultado final.

Hospital da Guarda com redução de “stocks”
Falta de sangue em Unidade Local confirma problema da Região Centro
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda debateu-se, na semana passada, com um problema de falta de sangue. Contudo, Adelaide Campos, directora clínica da ULS, assegura que este «não é um problema do Hospital da Guarda», mas sim «da zona Centro, sendo que não deixámos de ter os "stocks" mínimos de todos os tipos de dadores».
Assim, a responsável garante que «nunca houve rupturas», tendo-se verificado em concreto uma «baixa do nível de "stocks" a que estamos habituados», em especial de «dador universal». De resto, a médica admite que «convém reforçar» as quantidades existentes, que esta semana já terão sido repostas.
Nesse sentido, Adelaide Campos alerta os cidadãos da Guarda para que «dêem sempre sangue, hoje pelos outros e amanhã poderá ser pelos próprios», acrescenta.
No seu site, o Instituto Português do Sangue apela às dádivas, relembrando que o sangue existente nos serviços hospitalares depende diariamente de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem a perdeu.
Todos os dias existem doentes com anemia, outros que vão ser submetidos a cirurgias, alguns com hemorragias e muitos outros que necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos. Entretanto, o serviço do Hospital Sousa Martins já solicitou o apoio das Juntas de Freguesia do distrito para divulgarem a necessidade urgente de dadores de sangue.
1 - Presidente da Junta de Pousafoles (Sabugal) acusado de se apropriar de dinheiros públicos, ao retirar dos cofres da junta montantes para despesas de representação às quais não tem direito.
2 - Presidente da junta da Marialva condenado a pagar 5000 euros de indemnização ao Presidente da Assembleia Municipal da Mêda
3 - Júlio Santos, ex-presidente da câmara de Celorico, viu a sua pena agravada, na Relação, de 5 anos e 10 meses para 6 anos e meio.
... e isto só no último mês e no distrito da Guarda...
O melhor espectáculo que eu vi no Cine Teatro da Casa da Cultura de Seia desde sempre.
Um guitarrista genuíno, com o blues a correr-lhe nas veias, sem artefactos nem pedaleiras. Um clássico Twin Reverb e um Marshall fazem o som necessário. Uma voz com muito dos harmónicos de Otis Redding, mas não só: um baixista que é uma verdadeira pauta, um baterista irrepreensível com um som imbatível, um teclista discreto mas extraordináriamente eficaz (a fazer lembrar Richard Tee), um som de orgão electrónico a imitar perfeitamente um Hammond A (embora Roland, pois claro!) e uma autêntica Leslie em palco!
Há quantos anos não se ouvia nada assim!
O Festival já não precisa de mais nada.
Está perfeitamente justificado, este ano.
O presidente em exercício foi notificado com carta registada e aviso de recepção no dia 6 do corrente, para que me fosse enviada cópia da acta da reunião em que a Comissão Política deliberou no sentido da retirada de confiança política à minha pessoa.
Até hoje nada recebi.
A CP do PSD é composta de 11 pessoas e a mesa da Assembleia por mais 3.
Um acto destes tem que ter sido discutido pela CP com efectivo quórum. No PSD não há secretariado. Há comissão política apenas. Composta de 11 pessoas.
É preciso saber:
Qual foi a data e hora da reunião em que tal deliberação foi tomada.
Quem esteve presente.
Que documentos alegadamente da minha autoria se discutiram.
Em que sentido se produziram as várias intervenções.
Quem se pronunciou sobre esses documentos.
Qual foi o resultado da votação final.
O PSD não é uma quinta do seu presidente em exercício.
Completando-se um mês sobre a data da recepção da minha carta sem que ela obtenha resposta, segue a competente queixa para o Conselho de Jurisdição Distrital do PSD.
Entretanto de imediato seguirá outra queixa referente ao não cumprimento do dever de reunir a Assembleia de Secção, reunião essa que estatutariamente deve ocorrer pelo menos uma vez por trimestre (artº 51 dos Estatutos).
Compete à Assembleia de Secção (artº 50):
a) Analisar a situação político-partidária e aprovar a estratégia política a desenvolver na Secção à luz dos princípios definidos nos órgãos de escalão superior.
b)Apreciar a actuação da comissão política de Secção e dos núcleos
c) ...
d) Aprovar o orçamento e as contas anuais do partido a nível da Secção
e)...
f) Dar parecer sobre as candidaturas aos órgãos das Autarquias Locais e aprovar o programa eleitoral sob proposta da Comissão Política.
Nada disto tem sido feito e é obrigatório que se faça.
Os militantes não estão a par de coisa nenhuma do que se passa na secção, nomeadamente daqueles 4 pontos fundamentais na actual situação política.
Pergunto: PORQUÊ?
Num ápice, porque o tribunal penhorou o recheio da Junta de Torroselo, toda a gente escarnece e condena Pimentel.
Mas eu tive a oportunidade de relembrar a AM de Seia que Pimentel não roubou nada para si.
A Junta, se deve, tem que pagar.
Mas não se trata de bens pessoais aqueles que estão em dívida como acontece noutras freguesias até do nosso distrito.
Trata-se da cobertura de um pavilhão do qual todo o povo usufrui.
É bom ter isso em conta antes de condenar liminarmente a pessoa.
As mentes iluminadas da CP do PSD de Seia não tiveram coragem de comparecer hoje na Assembleia Municipal para ouvir as verdades que doem mais do que balas.
Enviam cartas e escondem-se com medo da expectável resposta.
Nenhum dos dois miopes estrategas-zero do novo inexistente PSD de Seia teve a coragem de dar o corpo às balas e enfrentar-me ao vivo: nem o presidente em título, que nada faz, nem o seu ajudante.
Era de esperar...
Pois as verdades - e não todas - foram ditas.
O presidente-zero foi chamado de zero politico e expliquei porquê.
Se lhe restar um laivo de vergonha virá a terreno contrapor-me e explicar porque é que em 3 anos nada fez pelo PSD de Seia.
Se for intelectualmente honesto, virá pedir desculpas a Eduardo Brito por o ter acusado de fazer pouco quando ele, afinal, faz NADA.
Sabemos que nada disso acontecerá.
O PSD de Seia está entregue a um incapaz político.
E a gente politicamente ignorante e desqualificada.
Gente que se envergonha, politicamente, de cada vez que abre a boca e naturalmente envergonha o partido que representa.
Mas pior:
Gente politicamente desonesta que "ataca" e foge a coberto de um "partido" de 24 almas, sem nenhuma representatividade no terreno.
Gente que bem sabe que o PSD Real - o dos 5000 eleitores - lhes virou as costas há muito.
Gente politicamente descategorizada que há muito deveria estar arredada de um grande Partido como o PSD.
E gente politicamente muito estúpida, ao decidirem meter-se publicamente comigo...
Brito preocupado com penhora do recheio da Junta de Torroselo
O presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito, mostrou-se esta semana preocupado por o recheio do edifício da Junta de Freguesia de Torroselo ter sido confiscado pelo Tribunal no âmbito de um processo judicial por alegadas dívidas. O Tribunal de Seia, apreendeu, na semana passada, todos os bens que se encontravam no interior da sede da Junta de Freguesia, que ficou completamente vazia, contou hoje à Lusa Alexandre Cunha, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Torroselo. As pessoas que assistiram a tudo contam que a única coisa que lá ficou foram uns papéis no chão, explicou Alexandre Cunha, dando conta que das instalações foi retirado o mobiliário e os computadores.
Confrontado com a situação, o presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito (PS) disse à Lusa que ficou preocupado e que foi apanhado de surpresa. Estou muito preocupado e estou a procurar ver onde é que é possível ajudar a Junta de Freguesia a ultrapassar a situação, disse. Como o presidente da Junta de Torroselo, Joaquim Pimentel, eleito como independente, se encontra no Brasil, o autarca adiantou que espera pelo seu regresso do Brasil para saber o que se passou e ver o que poderei fazer para ajudar.
A concelhia da CDU de Seia já emitiu um comunicado onde refere que não ficou surpreendida com o episódio porque há cerca de 6 meses alertou publicamente para a gestão da Junta de Freguesia e alertava a população para a falta de cumprimento das leis no funcionamento dos órgãos da autarquia, e da acção antidemocrática do presidente da Junta. Acrescenta que o povo de Torroselo sofreu um choque ao assistir ao esvaziamento da sede da Junta de Freguesia do mobiliário e equipamento, o que constitui uma situação muito grave que só acontece porque existe desde há muito tempo na autarquia uma gestão onde campeia a falta de rigor, o secretismo, a falta de verdade e os atropelos à democracia. As dívidas à empresa que construiu a cobertura do Pavilhão (casa do povo) e que deu origem à decisão judicial de levar o mobiliário da autarquia, não constam do relatório e contas apresentados pela Junta de Freguesia e aprovados na Assembleia de Freguesia, apenas com o voto contra da CDU, lê-se na mesma nota.
O eleito da CDU na Assembleia de Freguesia, Alexandre Cunha, disse à Lusa que em todas as Assembleias fazia perguntas ao senhor presidente da Junta se havia dívidas a pagar e ele sempre me disse que não. Segundo Alexandre Cunha, as dívidas que levaram o Tribunal a penhorar os bens da autarquia, no valor de 16.500 euros, não constam do relatório de actividades. Sinto-me frustrado e enganado porque sempre fiz essas perguntas e o senhor presidente sempre me disse que não havia dívidas, concluiu.
O eleito da CDU anunciou que vai propor a realização de uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia para esclarecer bem esta grave situação vivida em Torroselo. A Lusa tentou contactar o presidente da Junta mas não foi possível porque Joaquim Pimental encontra-se ausente do país.
in Terras da Beira
Esta e outras notícias de Seia e da região na RSE 87.6 Mhz à hora certa.

in RTP
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=389206&tema=27
Infelizmente têm que se dar notícias destas.
A população acusa Joaquim Pimentel de se deslocar constantemente para o Brasil, deixando a Junta sem responsável.
Mas o executivo é composto de 3 pessoas...
Aguardemos os desenvolvimentos.
Agora é o próprio partido, em desespero, quem o faz.
Tenreiro Patrocínio, reconhecendo-se que não vira as costas ao partido, só por isso mesmo poderá aceitar ser candidato.
Mesmo assim ainda não acredito.
Quando ele vir quem é que há para trabalhar...
Patrocínio sozinho, mesmo sem máquina (que não existe), pode obter um resultado digno para a Câmara. É uma pessoa séria e honesta.
Mas há mais 2 eleições - para as juntas e para a AM - e ele sozinho, sem tropas no terreno, não conseguirá salvar o partido de uma derrota geral que pode ser humilhante.
Tudo tem a ver, portanto, com as tropas que escolher nas freguesias.
são essas que vão segurar os votos dos descontentes.
Ele - ou outro candidato qualquer - sozinho, ou rodeado de vaidosos inúteis que fogem do trabalho como o diabo da cruz, não vai a lado nenhum.
É preciso muito trabalho no terreno, agora a contra-relógio, e eu continuo convencido de que esse trabalho deveria ter-se iniciado, o mais tardar, em Setembro último. Com um ano de margem. E, mesmo assim, já era em cima da hora.
Afinal de contas, o que esteve a Comissão Política a fazer 3 - anos - 3?
Neste momento, a poucos meses das eleições, não haverá tempo para desenvolver esse trabalho com garantias minimas de eficácia.
Por essas freguesias, neste momento, os melhores candidatos dirão que não.
É sempre assim.
Mas melhor do que eu, ele saberá disso.
Bem, a ser verdade, pelo menos em Sandomil haverá lista do PSD. Porque caso contrário...
De qualquer forma, Tenreiro Patrocínio é do melhor que o PSD de Seia ainda tem.
E, pelo menos, é conhecido em vastas áreas do concelho.
Pena é que só se tenham lembrado dele in extremiis.
Se o consideravam como hipótese, à partida, Patrocínio devia ter sido convidado em primeiro lugar.
Claro que não consideravam. Andavam cegos com o Horacinho...
Tenreiro Patrocínio é um milhão de vezes melhor candidato do que Horácio & Albano & Cia Lda, que ninguém conhece em lado nenhum.
Não será um candidato arrebatador de multidões (esse também não existe), mas não desmerece e, pela popularidade, pode salvar o segundo vereador.
A ver vamos.
Se ele aceita esta missão impossível, em primeiro lugar...
Meus Caros:
Os comentários a partir de agora são dirigidos para:
joaotilly@gmail.com
Com o devido texto que se comenta.
Faço como toda a gente.
Obrigado.
JT
As cúpulas do CDS e do PSD reuniram ontem para acertar agulhas para as próximas eleições autárquicas a nível nacional.
Recordando as últimas, as de 9/10/2005, nelas o PS obteve 35,87% enquanto o PSD teve 28,27%, o CDS 3,07% e as coligações em que intervieram PSD e CDS tiveram mais 1,7% e 1,32%
.
Os resultados da "Aliança Democrática", se tivesse existido, aproximar-se-iam muito dos obtidos pelo PS. 34,36%. Mas mesmo assim não chegaria para ganhar as últimas eleições.
O CDS vale, portanto, a nível nacional, 3% aproximadamente.
Faltaria ao PSD 1,5%. Ou seja: mais metade do que vale o CDS.
O PSD tinha que ter arranjado 1 CDS e meio para se poder bater de igual para igual com o PS.
Mas, se 3% no país é praticamente insignificante, em Seia já o não é.
Vejamos porquê.

O que se passaria em Seia com uma coligação PSD-CDS?
A resposta é: praticamente nada relativamente ao que se passou há 4 anos.
E porquê?
1 - O CDS está desactivado há anos, não tem gente no terreno em nenhuma freguesia, pelo que não sabemos quanto vale. Menos do que a nível nacional, seguramente.
2 - A esmagadora maioria do eleitorado do CDS, não se vendo representada no terreno, tem tendência a votar PSD. Por isso, nas anteriores eleições, esse eleitorado - pouco ou muito - já votou PSD.
3 - Pelo que a candidatura do CDS só pode ser perniciosa para o PSD.
E Quanto?
Agora a parte mais curiosa:
Os últimos números disponíveis do CDS são de 1997. Valia 3.44%. Há 12 anos. E curiosamente já vinha a cair. Tinha obtido 5.7% em 89 e 4.58% em 93.
Claro que em 76 o CDS era uma força viva no concelho e conseguiu um score até acima do PSD. Mas isso foi há séculos. Era outro país e outro concelho. Até o PCP conseguiu, em 89, 20% irrepetíveis.
Outras guerras...
Pelos últimos números, o CDS valia pouco mais de 3% e ultimamente não há CDS em Seia nem no concelho.
Mas pergunta-se: se em 1997, 574 pessoas votaram CDS, quantas votariam hoje?
Não se sabe.
Mas pode-se dizer, com segurança que, se o CDS concorrer sozinho, pelo menos 400 votos terá. Todos conhecemos gente que é conotada com o CDS apesar de o partido não estar representado em Seia há mais de uma década.
Penso que este número será pacífico. Até porque Paulo Portas é muito mais oposição a este governo que o PSD. No concelho, estou convencido que, pelo menos 400 votos se arranjariam, se o CDS concorresse sozinho.
Quanto mais não fosse por voto de alternativa a um PSD que - convenhamos - não tem existido como força política interventiva em lado nenhum.
E sabem o que é que esses 400 votos significariam?
Simplesmente que, se esse cenário se tivesse verificado há 4 anos, o PSD teria perdido um dos vereadores.
De facto, se o PSD tivesse tido menos 309 votos, nas últimas eleições, não veria eleito o seu 2º vereador.
Foi por meros 154 votos que a última divisão do método de Hondt atribuíu o 7º vereador que faltava ao PSD.
Feitas as contas esses 154 votos representariam nas urnas, de facto, 309. Se o PSD tivesse obtido menos 309 votos do que os que realmente obteve, a última divisão teria sido favorável ao PS, que elegeria 6 vereadores e o PSD apenas 1.
Pergunta-se: Será que o CDS não consegue 309 votos?
Consegue.
Será que o PSD consegue subir a votação de há 4 anos para compensar esses 309 votos?
Ninguém nisso acredita pelo andar da carruagem.
Conclusão: será, então, que o PSD vai ter que oferecer o segundo vereador ao CDS por uns míseros 300 votos quando o PSD tem 15 vezes mais?
Atendendo a que o eleitorado do PS em Seia é fixo como cimento e que se espera uma extraordinária adesão em torno da candidatura de Carlos Camelo (até porque toda a gente está à espera de ver a comparação com os números de Eduardo Brito) os 300 votinhos do CDS em Seia podem determinar - e provavelmente fá-lo-ão - a diferença entre 5 ou 6 vereadores para o PS.
Mais um problema que alguém vai ter que resolver...

Então mas afinal, enquanto o PSD de Seia andava atrás dele à espera de resposta, estava o Pina Prata a tratar da sua vida em Coimbra e a marimbar-se bem para Seia...
Andou aqui alguém a enganar alguém durante tempo demais.
Como de costume.
(clique para aumentar)
Pode ler-se no blog do PS de Seia:
fevereiro 13, 2009
Candidato do PS
Inicia contactos com as Associações
O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, iniciou hoje uma ronda de contactos, que o vai levar nos próximos 2 meses, a ter reuniões com todas as Instituições e Associações do Concelho.
O objectivo é ouvir os seus principais problemas e preocupações, mas também transmitir as grandes linhas de orientação politica, que vão marcar o seu mandato.
A primeira reunião que decorreu esta tarde, foi com os Dirigentes Sindicais da Industria Têxtil e Lanifícios e teve como preocupação principal a defesa do Emprego.
E o que se passa a esse respeito com o PSD?
Nada.
Nem sequer há candidato.
E a comissão política o que faz?
Nada. Deixa passar o tempo.
Não esquecer que sábado passado foi dia dos namorados. Não houve tempo...
E no próximo é Sábado de Carnaval. Também não vai haver.

A propósito de uma referência que se faz no forum do PE a mim próprio, dando a entender que eu envio para lá textos ou comentários, acabo de informar o responsável conhecido (uma vez que não há director) do Porta da Estrela de que eu não escrevo no fórum desse jornal, como não escrevo em mais lado nenhum senão aqui.
Nem sequer em resposta a comentários provocatórios colocados noutros sítios. Nem sequer para me defender dessas provocações.
Nada!
Se tiver que responder, respondo aqui.
Não alimento guerras em terreno alheio/adversário.
Este é o único sítio onde eu escrevo.
Este é o meu sítio oficial e exclusivo.
Aqui escrevo e respondo o que tiver que responder.
Aqui ninguém me falsifica textos nem se faz passar por mim.
Em qualquer forum anónimo qualquer pessoa pode escrever o que quiser e inclusivamente assinar o meu nome.
Por isso o responsável pelo forum já ficou a saber que, se tal acontecer, isso é completamente falso.
Já não é a primeira vez que encontro excertos de textos meus ali publicados por cibernautas anónimos.
Vamos a ver: se não os distorcerem, se os reproduzirem na íntegra eu não me importo que eles sejam publicados seja onde for. Porque não estão a faltar à verdade.
Mas basta que mudem uma vírgula para lhes mudar o sentido. E eu já não os subscrever.
Para quem não lida com estas coisas diariamente: qualquer pessoa pode fazer copy / paste de qualquer texto na net - os meus incluídos - e metê-los onde quiser, naturalmente.
Mas eu sou completamente alheio a isso.
Há muita gente que concorda comigo e muita que discorda. Isso é normal.
Nem eu estou minimamente preocupado com o número de apoiantes que tenho. Espero quer sejam muito poucos. Se forem muitos, num país destes, começo a ficar preocupado...
Mas afirmar-se que eu escrevo comentários nesse fórum é absolutamente falso.
E seria, até, estúpido.
Toda a gente que vai ao fórum passa por aqui...
Mas todos esses truques são possíveis e é por isso mesmo que eu não escrevo no forum do PE NEM SEQUER ESTE AVISO.
Quem quiser ler-me, vem aqui.
Este - repito - é o único local OFICIAL em que o meu pensamento é genuinamente exposto.
Em nota de rodapé:
Sei bem que os 2 ou 3 maquiavélicos vão já dizer: «pois! ele está a dizer isso mas isso não o impede de escrever lá na mesma».
Impede, impede.
Sabem o quê?
A decência que eu ainda me orgulho de ter. E que eles há muito perderam.

Parece que já é seguro que Horácio Prata mandou o presidentezinho ir ver se chove.
Assim sendo, como escrevi há mais de 5 meses, resta ao zombie político uma última tentativa, que será igualmente frustrada.
Aceitará Albano Figueiredo o papel de "triste remedeio", como diz o povo?
Diminuir-se-á até à dimensão de um recurso? De uma banal segunda escolha? Não, decerto.
Albano, por mais ambição política que tenha (e aqui a ambição só pode ser a de manter o 5-2, naturalmente) não é menos do que Horácio Prata e, pelo menos, sempre frequenta mais Seia do que o ilustre desconhecido Horácio, que já nem se deve lembrar da estrada para Loriga.
Só se lembra até à Habijovem.
E não é por aí.
Ainda mais pela forma como foi conduzido o processo do Horácio: o segredo mais mal guardado de sempre.
Assim sendo, o futuro político do actual presidente da comissão politica do PSD está TOTALMENTE nas mãos de Albano Figueiredo.
Como todos nós sabíamos que iria acontecer, há meses...
Quer dizer... todos, menos o próprio presidentezinho. Naturalmente.
E vai ser resolvido nos próximos dias.
Alvaro Amaro anunciou em conferência de imprensa em Celorico da Beira que até ao fim do mês todos os candidatos pelo PSD ao distrito seriam anunciados.
Ora Seia está, neste momento, a zero.
Depois de 3 anos perdidos e a 17 dias do fim do prazo.
O incansável Presidentezinho vai ter que fazer em 17 dias o que não fez em 3 anos.
Adiante.
Se Albano aceitar reduzir-se à condição de segunda escolha para ser brutalmente cilindrado com toda a pompa e circunstância em Outubro, Andrade dura até Outubro.
Se for inteligente e se quiser preservar do inevitavel esmagamento eleitoral e do consequente final definitivo das suas pretensões políticas, mandará a múmia política apanhar bonés, como fez Horácio Prata.
E, nesse caso, só resta ao mais notável ausente político da história de Seia propor-se a si próprio in-extremiis como candidato.
Tudo isto está previsto há meses.
Acontece, porém, que eu não acredito que esta candidatura do vácuo absoluto seja politicamente aceite por quem de direito.
Por isso, se Albano recusar humilhar-se, Andrade está politicamente liquidado.
Se Albano aceitar, estão os dois.
Isto está a ficar interessante...
Ó diabo! Peço desculpa! Eu não podia falar do PSD, que estou inibido...
Vou já apagar o texto!

Le-se no PE:
PSD de Seia lança desafio aos habitantes do Concelho
Em ano de eleições autárquicas... o partido convida «todos quantos queiram contribuir para um projecto de relançamento do Concelho de Seia com todas as suas potencialidades», pretendendo com isso que «nos sejam dadas ideias, opiniões, sugestões, em diversas áreas, tais como, emprego, ambiente, património, tradições, manifestações culturais, turismo, água, montanhas, cultura, lazer, produtos regionais, energias renováveis, juventude, acessibilidades, questões da sua freguesia, entre outras áreas».
Meu Deus! Que subversão!
Ninguém, por esse país fora, decerto acredita nisto
Em vez de apresentar soluções e o tal famigerado plano, anunciado há 3 anos, o PSD de Seia pede agora IDEIAS aos senenses!!!
E ainda confessa que é «por ser ano de eleições!!!»
Como é possível?...
Então agora é a população, que está à espera que a classe política lhe apresente alternativas, que vai explicar a essa mesma classe política quais é que são essas alternativas?
Mas isto faz algum sentido?
Então para que serve a Comissão politica do PSD?
Para que se candidataram se confessam agora, publicamente, não ter nenhuma ideia para o concelho em nenhuma área?
Até que ponto esta gente se vai continuar a cobrir de ridículo a si própria e ao Partido que representa?
Os trabalhadores reclamam os ordenados e subsidios em atraso desde Novembro.
A empresa está localizada em Paços da Serra - Gouveia, freguesia vizinha de Seia.
Depois das peripécias com a carrinha do Conservatório, aqui relatadas - apenas em parte porque a situação foi ridícula demais para se contar na totalidade - é agora a vez da Câmara Municipal ver desaparecer uma Toyota de caixa aberta.
A carrinha foi furtada à porta da casa do seu condutor, ao que apurámos, no Bairro da Fisel, na noite do último domingo.
Até agora nada se sabe sobre o seu paradeiro.
Mas não deixa de ser estranho como é que desaparecem carrinhas aqui de Seia, durante o fim de semana, justamente quando Seia tem estado cercada pela GNT-BT a fazer sistematicamente testes do balão a toda a gente madrugada dentro!
Por exemplo, na madrugada de um domingo, não há muito tempo, ao chegar a Seia às 2 da manhã, vejo que a BT tinha uma mega operação na Ponte de Santiago. Chovia e estava um frio de rachar - temperatura negativa! - e aqueles homens ali!...
Claro que me mandaram logo entrar para as Bombas da Galp - o que não deixa de ser estranho dado que se trata de propriedade privada... - e soprar no balão. Deu zero, evidentemente.
Isto para dizer a quem não anda na rua, a altas horas, que são dezenas os agentes da GNR que cercam literalmente Seia, aos fins de semana.
Então e não mandaram parar o condutor da carrinha roubada?
Até que ponto uma Camara Municipal se pode substituir a um operador turístico para atrair pessoas para as suas Terras?
Aqui está um tema interessante para ser debatido.
Louva-se o esforço, mas ele já é indicativo da total falência da sociedade civil.
Ou não?
Com as duas interrogações assinaladas e uma correcção já efectuada, em Celorico, este é o quadro que o jornal Nova Guarda apresentava na sua última edição.
As interrogações são da minhas.
Não me parece que Álvaro Amaro concorra por Gouveia. Ainda se fosse pela Guarda...
Não me parece que Pina Prata aceite este suicídio político aqui em Seia.
Só se for tão desconhecedor da realidade de Seia que admita concorrer a vereador sem pasta. E vir a Seia de 15 em 15 dias às reuniões de Câmara.
Há mais de 6 meses escrevi um email a um esforçado e míope militante social democrata pertencente à comissão política anterior - e a esta, claro - a informá-lo das demarches que já tinham sido feitas junto de Horacinho.
Mostrou-se surpreendido. Disse que não sabia de nada.
Claro que tudo se confirma e o cenário é aquele que eu descrevi no texto anterior.
Se Horácio estiver tão desesperado na sua vida que aceite este convite, depressa se arrependerá. Não há aqui ninguém que trabalhe. Depois de 3 ou 4 visitas de resultado nulo pelas freguesias maiores ele perceberá claramente o que eu digo.
E quando tiver que constituir listas??
E quem aceitará ir pelo PSD, por essas freguesias fora, depois de um desprezo total de 3 anos e meio a que estas comissões politicas votaram todos os homens e mulheres que nós arduamente conseguimos convencer na última campanha a incorporar as nossas listas?
Já aí foi um martírio... e havia a maior vontade de mudar. Muita queixa contra Eduardo Brito (muitos anos a virar frangos...).
Então e Agora? Contra Carlos Camelo? Que não tem uma manchinha (ainda) por onde se ataque...
Vai lá, vai...
Não é que isso seja muito importante, nem eu gosto de falar de mim próprio mas a notícia do PE induz as pessoas que a lerem em erro quando diz que «eu estou inibido» de falar em nome do partido.
Nem há ninguém com legitimadade para me inibir de coisa nenhuma, excepto o Tribunal.
Mais: tal "inibição", a existir, seria absolutamente estúpida.
Se não fossem tão distraídos, perceberiam que eu nunca falei em nome do Partido até porque o Partido que me elegeu vale 5500 votos e não os 24 votos pingados que elegeram este presidente zero que nada faz pelo concelho.
E, ao contrário de outros, eu não gosto de ser apelidado de «palhaço» nem de «garoto sem credibilidade» em público, como foi caracterizado repetidamente o presidente da comissão politica do PSD de Seia numa Assembleia Municipal em que o jornalista que escreveu este texto esteve presente.
Sobre isso o jornalista não falou, e foi esse um facto da maior importância política e social.
Esse dia marcou a minha ruptura com este presidente zero.
Quem não se sente não é filho de boa gente e Andrade Ferreira, ao saber das acusações gravíssimas que lhe foram feitas, nem assim reagiu.
Pergunta-se: Já não há Homens no PSD?
Claro que há.
Mas não é geral, pelos vistos.
O PSD é um Partido que merece todo o respeito.
Um presidente decorativo que nada faz nem sequer defende o seu Bom Nome não merece nenhum. Enquanto presidente, está claro.
Como pessoa, toda a gente merece o meu respeito. E não só. Também todos os animais.
Todas as minhas críticas políticas têm sido dirigidas exclusivamente ao presidente zero desta comissão política e nunca para o PSD como Partido.
Basta ler o que eu escrevo. E está tudo neste blog.
Por isso é absolutamente imoral que um insecto político se apodere de uma legitimidade política que não tem, usando o Partido para se tentar vingar pessoalmente de alguém.
Eu nunca denegri o PSD enquanto Instituição.
Digo a verdade relativamente ao Presidente Zero.
Mas nunca me pronunciei sobre o PSD que são - repito - 5500 pessoas e não aqueles simples 24.
O PSD é e devia permanecer alheio tanto à sua brutal incapacidade política quanto às minhas críticas.
O PSD nunca deveria ter sido metido ao barulho.
Mas como os fracos não têm coragem nem argumentos para responder às críticas justas que lhes são feitas directamente, tentam "vingar-se" socialmente (palonços!...) usando ilegitimamente orgãos para os quais nem sequer foram eleitos com o mínimo de Dignidade e de Honra.
Eu nunca aceitaria ser empossado se tivesse obtido apenas aqueles ridículos 24 votos, sendo os membros da comissão política 14!.
É uma vergonha para o PSD de Seia.
Mas quem o envergonha e tem envergonhado?
Sou eu? Não!
Se alguém em Seia tem envergonhado o PSD é Andrade Ferreira com a sua inépcia, inacção e incompetência política.
Ao recorrer a estes expedientes, usando o Partido para tentar executar vinganças pessoais e vestindo, politica e descaradamente "as calças do pai", Andrade Ferreira demonstra publicamente a falta de estatura política que se espera de um presidente.
Mesmo daqueles que são eleitos com os votos da família.
Ontem, ao chegar a casa, apanhei um susto: uma carta registada remetida pelo PSD de Seia.
Embora o remetente me fosse desconhecido (PSD de Seia? Mas afinal há PSD na minha Terra?), abri-a.
Um pensamento me assaltou por um segundo:
- Ó diabo! Queres tu ver que o Horacinho - na sequência da sondagem marreca que mandaram fazer - já os mandou ver se chove e agora querem-me a mim para candidato à Câmara?
Mas felizmente não.
Era para me dizerem que não se revêm nas minhas posições públicas (também, pudera!...) e que por isso me retiravam "DA" confiança política.
Fartei-me de rir!
Para além da original sintaxe da carta, escrita por um doutor, tenho a agradecer penhoradamente essa retirada e lamentar não poder retribuir-lhes, porque, como é público e notório, a minha nunca a tiveram.
De qualquer forma este é já o segundo acto que esta comissão política invisível pratica em apenas 3 anos!
Para quem dizia que eles não trabalhavam... aqui está a prova em contrário.
Ai não se lembram do primeiro?
Foi demitir-se.
O que antecipa mais um fim de semana com alguma azáfama.
Pede-se à Protecção Civil que desimpeça as estradas logo que comece a cair os primeiros farrapinhos, o que ocorrerá sexta feira de manhã, quando o freezing level atinge os 2000 metros.
Sexta à noite nevará a partir dos 1250 metros e sábado de manhã a partir dos 1100 m.
Há que estar a postos....
Este blog atingiu ontem a bonita cifra de 350 mil visitantes.
As repetições diárias do mesmo IP estão excluídas.
Mais do que o mero número - o site de A bola tem mais do que isto por dia provavelmente - interessa sublinhar que este blog não é popular, não faz cedências ao facilitismo da leitura, não traz as notícias palonças da Terra e, por isso, não é exactamente um blog para estúpidos - o que automaticamente impede a leitura de 90% dos cibernautas.
Depois, ele é do politicamente mais incorrecto que há, o que afasta mais 50% dos restantes.
Ficamos com 5%.
E, ainda por cima, questiona directamente o que é tido como intocável nesta sociedade atrasada composta por gente maioritariamente desprovida de qualquer tipo de recurso intelectual.
E questiona-o com uma antecedência de anos relativamente ao que depois vem a ser confirmado pelos media e absorvido pelo mainstream.
Como mero exemplo: a propalada "super-eficácia" da PJ, que os casos Joana e Maddie puseram a nu.
Ou o (nada) estranho caso Freeport que, em 2004, logo num dos primeiros posts aqui denunciei.
E isso é o que me intriga.
Nem eu acreditava que houvesse, neste pequeno e lindo país tão mal frequentado por uma "massa crítica" mentalmente entupida que se situa no fim da cadeia alimentar dos predadores espertalhuços, afinal ainda tanta gente que:
a) soubesse ler e percebesse o que está a ler
b) perdesse tempo com estes devaneios.
Ainda bem.
Sigamos para o meio milhão.
Um post scriptum para notar que este blog tem 3400 textos, mais de 6 mil comentários e os meus indefectíveis leitores não só continuam a ler-me diariamente como (pelo menos 3 deles) conseguiram até chegar a autores!!!
Deve ser um bug...

Os stands de Seia e de Gouveia, na BTL 09, que teve início na quarta feira passada e terminou hoje.
O certame foi bastante menos interessante que os dos últimos anos.
Seia teve o seu stand, sóbrio como de costume, e Gouveia, pelo contrário, um stand de uma exuberância só comparável aos mais mediáticos.
Mas para melhor, mesmo assim.
A autoria de tal obra de Arte?
É do senense Paulo Coelho dos Santos.
Aqui está a prova de que Gouveia e Seia, quando colaboram, conseguem feitos ímpares.
Quem mais poderia imaginar uma obra daquelas?
Parabéns ao Paulo que não teve rival, em termos de concorrência, em toda a BTL, para aquelas dimensões.
Paulo C Santos é, seguramente, um dos mais geniais designers do centro do País (pelo menos).
O que esteve menos bem em ambos os stands foi o audiovisual.
O audiovisual pode ser muito poderoso se os conteúdos forem capazes.
E - claro - foi o recurso mais usado por todos os expositores, praticamente. Mas com qualidade, apenas por 2 ou 3. E todos espanhóis. Se bem que também se viu muito amadorismo vindo de Espanha.
Realmente o certame não esteve, de facto, ao nível de nenhum dos anteriores.
É a crise...
É gratificante, no entanto, verificar que Seia e os seus vizinhos (Gouveia, Mangualde e Oliveira do Hospital) que também estiveram presentes, percebem cada vez mais a importância que o turismo pode vir a desempenhar no contexto da captação de riqueza regional.
O turismo pode ser, no futuro, uma das mais importantes fontes de toda a nossa sustentabilidade.
Por isso nele investiram.
E Gouveia, como sempre, com aquele super-stand de 3 frentes, investiu mais que as suas vizinhas todas somadas.
Não sei é se terá o retorno equivalente.
Mas isso já não depende de quem investe.
Depende do mercado e das condições oferecidas ao turista no terreno.
Na noite de quinta para sexta, a Casa Municipal das Artes foi assaltada mais uma vez, sempre pelo mesmo método, com os criminosos a entrarem pelo telhado e, depois de passearem pelo seu interior e de furtarem algum dinheiro do cofre apanharam as chaves de uma carrinha que tinha sido adquirida há apenas 4 dias e que se encontra desaparecida desde então.
O barulho terá sido tanto que uma vizinha chamou a GNR que se deslocou ao local, mas não conseguiu detectar os ladrões.
O mais curioso é que já se previa que haveria assaltos nessa noite porque o proprietário de um restaurante nas imediações viu-se obrigado a dormir dentro do próprio estabelecimento para evitar o terceiro assalto em 2 semanas.
Sendo assim, os criminosos foram assaltar outro restaurante mais acima e ainda na Praça da República, junto à Fonte das 4 bicas.
Está assim a minha Terra à semelhança do que se passa em todo o país.
Os criminosos são soltos, nos tribunais, porque é uma vergonha internacional e muito caro termos tantos presos preventivos. Vai daí soltam-se e eles vêm para a rua assaltar e roubar o que existe.
Os assaltos repetem-se, não há semana nenhuma em que restaurantes não sejam assaltados e NINGUÉM FALA EM NADA, excepção feita para o Jornal de Santa Marinha que trouxe, na 1ª página da ultima edição, a notícia dos assaltos que assolam Seia.
A vigilância nocturna da GNR continua ineficaz.
Achei muita graça às queixas e à indignação de alguém que, em Sandomil, reclamava mais policiamento...
Pois se até no centro da cidade de Seia os assaltos se multiplicam sem consequências para os assaltantes e a verdade é que a GNR passa a vida a rondar a cidade à noite!... Quanto mais em Sandomil!
Nem os novos carros entretanto recebidos e muito bonitos parece estarem a contribuir para resolver os problemas.
Bem: também não é bem assim. Alguma coisa se resolveu. Os assaltantes e ladrões dos sinos das capelas de Seia foram apanhados pela GNR... de Coimbra.
Menos mal.
Mas em Seia toda a gente parece saber quem são os assltantes costumeiros - um elemento da GNR disse, numa reunião do Conselho Municipal da Educação em que estive presente, há coisa de um ano, que a corporação sabia bem quem eram os assaltantes - mas a verdade é que ninguém os apanha em flagrante e já se passaram dezenas de assaltos desde então.
Qualquer coisa tem que ser feita em relação a este preocupante assunto porque os proprietários dos cafés e restaurantes estão indignados e um deles (assaltado 2 vezes em 2 semanas) chegou a confessar, alto e bom som que, de cada vez que vir o grupo de meliantes que parece ser o responsável pela onda de assaltos, dormirá dentro do seu restaurante com a caçadeira ao seu lado.
E depois?
E se é mesmo assaltado nesse dia???
Palavras para quê?
Era um verdadeiro e sério jornal que foi tomado de assalto por um minúsculo aspirante a politico, que dele se serviu à exaustão para se tentar promover socialmente.
Censurou ilegalmente TODOS os meus textos e as minhas intervenções durante 2 anos e oito meses.
Cuidadosa e sistematicamente omitia o meu nome sempre que isso poderia ser positivo para mim e explanava-o com todas as letras quando entendia que tal me poderia arranjar inimigos.
Mas isso foi o menos.
O pior foi que, na ânsia de usar o papel subsidiado pelos nossos impostos para se promover socialmente, esvaziou-o de conteúdos e de interesse até ao zero absoluto que as vendas semanais indicam.
Com o fim do porte pago e perante a recusa do verdadeiro dono do jornal em continuar a subsidiá-lo, o director-censor não teve outro remédio senão meter o rabo entre as pernas e dar às Vilas Diogo.
O jovem censor provou do seu próprio veneno.
Só tenho pena dos anunciantes que pensavam que estavam a investir bem o seu dinheiro num produto que ninguém já lia e de um jornal que eu, o Zé Luis Vaz, o Fernando Paninho e o Zé Manel Brito ajudámos a crescer até esgotar edições em 24 horas.
Uma coisa impensável, hoje em dia.
Paciência.
Enquanto sócio maioritário, o ex-director-censor não deixará que o jornal vingue com outro critério editorial e por isso o Porta da Estrela está irremediavelmente condenado.
Esta edição presente já é ilegal porque não tem director e portanto ninguém é responsável, à luz da Lei da imprensa, neste momento, pelos seus conteúdos.
O outrora saudoso Porta da Estrela vive os seus últimos momentos de asfixia antes do extertor final.
Mais uma empresa que fecha, em Seia.
E o que vai acontecer a seguir?
Naturalmente outro jornal tomará o seu lugar.
Tal como se esperava, a vitória expressiva do candidato do aparelho, Carlos Filipe Camelo, sobre o candidato da incomodidade, António Maximino, foi clara.
Supunha-se, com a campanha aguerrida nos últimos dias, que Maximino conseguisse chegar aos 25%, o que reflectiria uma vaga de simpatia para com o "outsider", no sentido de lhe conferir ânimo para as batalhas futuras, dado que - como nunca ninguém duvidou - a vitória de Carlos Filipe seria clara.
Mas nem isso aconteceu.
Os 81.5% com que Carlos Filipe venceu as primárias dispensam quaisquer comentários.
O aparelho funciona e a máquina socialista está mais oleada que nunca. E ainda houve uma reserva de 19% de abstencionistas que nem se deram ao trabalho de se deslocar à mesa de voto, o que ainda constitui uma almofada que, se as circunstâncias fossem menos pacíficas, não existiria.
Resta a Maximino continuar a sua travessia no deserto - que não devia ter interrompido desta forma abrupta e extemporânea, como já escrevi - à espera de melhores dias. Que, tão cedo, não virão.
Comparação com os números do PSD de Seia
De qualquer modo, se lhe serve de conforto, veja-se que Maximino, sozinho, vale 1,5 vezes toda a comissão política do PSD que foi eleita com os seus brilhantes 24 auto-votos.
Maximino é só um e conseguiu 34.
Carlos Filipe, com os seus 163 votos vale 6,8 comissões políticas do PSD e ambos ultrapassam 8 vezes os votos que a comissão politica do PSD obteve da última vez que se auto-elegeu.
Os conselhos não se dão... pedem-se.
É por isso eu não dou nenhuns ao PSD (?) de Seia.
(Também não saberia a quem os dar...)
Mas, se eu estivesse no lugar do presidente que ninguém conhece e do seu desajeitado ajudante, começava seriamente a pensar em ir morar para outro lado...
É que quando os militantes, por essas aldeias fora, se começarem a aperceber do inacreditavel zero a que esta gente reduziu o partido...
Começa já na próxima quarta feira a BTL 09.
Seia, através da Câmara Municipal, tem mantido uma presença continuada e inovadora, neste que é o maior certame do género em Portugal.
Porque não se tem limitado a distribuir prospectos, como a esmagadora maioria das demais câmaras presentes (que não são tantas como isso, mesmo assim) mas tem promovido as empresas da região e mantido uma prova de vinhos e de queijo da Serra que começa a ser tradição na própria BTL.
Lamenta-se a não participação, este ano, do nosso conterrâneo Carlos Branquinho com o seu afamado Pão do Sabugueiro e enchidos da região, naquele que sempre foi o stand mais visitado da zona da restauração, devido a uma mudança radical na filosofia da Feira.
Lá estaremos, uma vez mais, para conhecer o que de melhor se faz e oferece em Turismo, em Portugal.
O frio vai intensificar-se a partir de hoje. Segundo o Instituto de Meteorologia, verifica-se uma acentuada descida de temperatura, em especial da mínima. Para amanhã prevê-se novamente uma queda de neve acima dos 800 metros, nas regiões Norte e Centro do País.
Na Serra da Estrela, a neve voltou a cair com "grande intensidade" entre as duas da madrugada até meio da manhã de ontem, obrigando novamente o Centro de Limpeza de Neve a cortar a circulação rodoviária na EN339 – Lagoa Comprida-Torre-Penhas da Saúde.
A estrada foi reaberta a meio da tarde e assim se manterá pelo menos até à madrugada de amanhã, altura em que está prevista a queda de novo nevão.
A temperatura também subiu substancialmente na Torre.
Ao início da noite de ontem, os termómetros marcavam ‘apenas’ quatro graus negativos.
Este é que seria, na minha opinião, o correcto sentido do trânsito no principal foco de engarrafamento em Seia - Praça da República e Praça Marques da Silva (rotunda da estátua Afonso Costa).
Basicamente a diferença é que a Rua Dr Simões Pereira passaria novamente a subir-se (como antigamente) em vez de se descer, como acontece hoje.
O resto pode ficar tudo igual.
As vantagens relativamente ao sentido que existe hoje seriam:
1 - Mais fácil acesso das ambulâncias vindas de S Romão ao Hospital. Hoje é uma desgraça.
2 - Mais fácil acesso à Serra para quem vem do centro da Cidade (hotel e residenciais) subindo a Rua Dr Simões Pereira em vez de a descer, o que só origina engarrafamentos na estátua do Afonso Costa.
3 - Evita as situações caricatas que se verificam hoje frente à Casa das Artes em que basta um só veículo que pretenda virar à esquerda para provocar um engarrafamento em todos os que estão atrás e pretendem apenas virar à direita. Não se escoa o trânsito para fora do centro enquanto um único veículo não virar à esquerda. E, com os engarrafamentos no Afonso Costa isso é tarefa muito dificil.
Evitavam-se 95% dos engarrafamentos por essa via.
4 - Enquanto não se constrói a variante ideal, pelo menos todos os veículos poderiam subir para a serra directamente. Tanto os vindos de S Romão quanto os que provêm da Ponte de Santiago.
Evitar-se-iam todos os engarrafamentos que hoje se registam à subida.
5 - E evitar-se-iam igualmente os congestionamentos à descida, já que não se poderia voltar à esquerda na Casa das Artes. Apenas à direita pela Luis Vaz de Camões, para quem quer sair da cidade. Todo o trânsito se escoaria muito rapidamente ao contrário do que acontece hoje.
Única alteração a fazer a quem desce:
Quem vem da Serra e pretenderia virar à esquerda na Casa das Artes para subir a 1º de Maio não o poderia fazer. Por isso, das duas, uma:
A - Deve virar logo em Crestelo e descer a 1º de Maio em vez de a subir.
B - Se, mesmo assim, pretender passar na Praça da República, não tem problema: Desce-a, segue à direita pela Luis Vaz de Camões e evita subir a Afonso Costa, mas deve seguir até à central de camionagem e subir a Dra Ester Barata.
Nunca há engarrafamentos no Afonso Costa, desta forma. Pode haver no Edificio Europa, mas isso já há hoje, também.
E podem evitar-se com uma rotunda à estátua do Bombeiro Voluntário.
Medidas para complementar:
1 - Alargar o acesso por Quintela ao tanque e chafariz.
2 - Construir rotunda ao cemitério e estátua do Bombeiro para quem sobe a Dra Ester Barata e passa assim a entrar logo na 1º de Maio, descongestionando a rua do Edificio Europa já que o trânsito ali não faz sentido.
Assim se evitavam 90% dos engarrafamentos em Seia na hora de ponta (17:30 às 18:45h) e aos fins de semana a partir do final da tarde.
Conte-se as empresas de Seia que encerraram e mantêm dívidas aos trabalhadores.
E nem muma palavra sobre isto.
Temos que ler os jornais regionais e nacionais para sabermos o que se passa na nossa Terra.
A lei da rolha ou provavelmente a pura ignorância tolhem qualquer réstea do bom e útil jornalismo que antigamente se praticava em Seia.
Os jornais falam das iniciativas do Rotary Club, que isso é que é deveras importante para a população.
Por isso os jornais vendem, hoje, 24 exemplares por tiragem.
Mas agora, com a nova lei do porte pago, não poderão continuar a enviar centenas de jornais para casa de quem nunca os pagou. Porque agora quem paga os portes é o jornal.
Eu alertei para isso tudo em tempo útil.
Liquidar-se aqueles que já foram jornais sérios e transformá-los em veículos de propaganda pessoal que ninguém acaba por ler, para além de extraordinariamente estúpido, dá nisto: o zero absoluto.
Jornalismo digno desse nome em Seia: Paz à vossa alma.
Felizmente agora existe uma Rádio - a Rádio Serra da Estrela, 87,6 Mhz - que transmite diariamente estas e outras notícias de interesse regional - distrito da Guarda, essencialmente.
Vamos ao que interessa:
No nosso distrito da Guarda há 11 empresas falidas com ordenados ou créditos atrasados, uma situação que afecta 872 pessoas e ultrapassa os 16 milhões de euros em dívida.
Só o encerramento da Gartêxtil afectou 180 operários, que ainda esperam pelo pagamento de mais de quatro milhões de euros.
A Sotave, em Manteigas, é a empresa que segue na lista, cuja insolvência deixou sem trabalho 170 pessoas. A têxtil ainda tem 2,5 milhões de euros por liquidar.
No caso da Malhas Combate, em Santa Marinha, Seia, estão por pagar 800 mil euros aos 90 funcionários que perderam o emprego. Ainda em Seia e em Santa Marinha, a Têxtil das Lamas deixou desempregados 71 pessoas às quais ainda deve 630 mil euros.
Só em Santa Marinha - Seia - 2 fábricas encerradas deixaram sem emprego 160 trabalhadores. Uma delas nem sequer fechou por dificuldades económicas, mas apenas por decisão da proprietária.
Ainda em Seia (Vodra) a Vodragés que, há anos, foi encerrada, ainda deve 1 milhão e 150 mil euros aos 100 funcionários que ficaram sem emprego.
A Alvalã, em Vila Cova, novamente em Seia, ainda está em dívida para com 61 funcionários.
Já a TSE, de Gouveia, deve mais de 1,6 milhões a 77 operários.
As guardenses Jopilã e a Efilã têm dívidas de mais de 560 e 450 mil euros relativamente a 35 operários cada.
Segue-se a Ranking (Sabugal), que ainda terá de prestar contas de 160 mil euros a 31 ex-trabalhadores e a Cabral e Irmão, de 79 mil aos 23 que despediu.
No total, como disse, há 872 trabalhadores no distrito da Guarda com créditos por receber e que ascendem a mais de 16 milhões de euros.

Afiançam-me que foi isso que se passou no sábado.
Eu não posso acreditar!!!!
Eu recuso-me a acreditar que os limpa neves tenham saído do Sabugueiro para Castro Daire e tenham deixado o Sabugueiro a ponto de nem sequer os autocarros poderem lá virar.
Espero que a informação seja falsa.
Mas vou confirmar.
Esta Terra não pode estar entregue aos bichos.
O poder central não pode continuar a insultar Seia e as suas gentes.
Não pode, sem que isso seja bem divulgado, pelo menos.
Não terminam as anormalidades, no que se refere ao trânsito, sempre que neva na minha Terra.

Primeiro, o painel mostrava claramente que a estrada para o Sabugueiro estava interrompida, hoje de manhã.
Mentira. Nem gelo nem sequer neve havia em todo o troço até ao Sabugueiro. Não se percebe quem é que dá informação totalmente errada ao trânsito nem qual é a intenção.
Depois, chegados ao Sabugueiro, e a menos de 100 metros da rotunda que ali foi construída para se poder fazer inversão de marcha, não se passava.
O limpa neves achou por bem não limpar aqueles 100 metros e por isso os autocarros tiveram que fazer marcha atrás, subindo novamente todo o Sabugueiro pela estrada principal até ao Abrigo da Montanha.
Ninguém acredita que isto se passe na aldeia mais alta de Portugal. Os comerciantes estavam revoltados porque os automobilistas também estavam indignados com esta situação de não se andar nem para trás nem para a frente porque já perceberam que isso é péssimo para o negócio e para a imagem da nossa Terra, e chamaram-me a atenção quando me viram com a máquina em punho, pedindo-me para escrever isto nos jornais.
Isto é mesmo uma situação caricata para o Nós por Cá. Não há dúvida.
Vejam bem se isto existe em algum país civilizado: autocarros de marcha atrás mais de 1 quilómetro em contra-mão!!!


Gastronomia e alojamento são apenas a satisfação das necessidades básicas do turista.
Mas nenhum turista vem a Seia para comer, beber e dormir, exclusivamente.
Vem para ver e conhecer.
Há que lhe ocupar o restante tempo com iniciativas direcccionadas que o não deixem andar à deriva pela estrada da Serra, como tem acontecido até aqui.
É urgente que apareçam novas empresas especializadas nos vários serviços direccionados para o preenchimento do tempo do turista.
Os serviços fundamentais são a gastronomia e o alojamento, é certo.
E, nesse aspecto, temos o que temos e também deveríamos ter mais e melhor.
Mas e depois?
Temos já, em Seia, neste momento, um leque de oferta interessante para o turista: há o Cise, os vários museus (do Brinquedo, do Pão, Etnográfico, brevemente o da Electricidade), mas é preciso criar percursos pedestres, a cavalo, de moto4, de TT, viagens guiadas a diversos pontos de interesse natural ou sociológico como a Cabeça, Casal do Rei, Fontão, Sra do Desterro, Sandomil, Loriga, Alvôco.
Urge que apareçam operadores turísticos com esta filosofia que, em conjunto com as unidades hoteleiras existentes, disponibilizem ao turista programas diversificados para a descoberta do nosso Concelho que tem coisas maravilhosas para conhecer.
O turista terá que ser atraído a Seia, numa primeira fase, por recurso a medidas inteligentes levadas a cabo nas grandes cidades e aglomerados populacionais.
Depois, uma vez aqui chegado, há que lhe proporcionar um conjunto de actividades das quais ele seleccionará aquelas que forem mais apelativas. Para o ano descobrirá as outras.
É assim que isto funciona em qualquer parte do mundo onde o turismo é uma industria em franca expansão.
E é por este caminho que tem que se ir.
A sociedade civil tem que, definitivamente, começar a trabalhar e ajudar esta região.
Digo e repito: não podemos estar eternamente à espera que sejam os organismos oficiais a substituir-se à iniciativa privada.
Há muito a fazer e muita riqueza a conseguir se começarmos já a promover a nossa região com pés e cabeça.
As últimas duas semanas e os últimos 5 fins de semana passei muito mais tempo do que habitualmente nas ruas da nossa cidade.
E apercebi-me do que é o afluxo caótico do turismo em Seia.
A seguir a um fim de semana de enchente - o de 8 de Dezembro - sucederam fins de semana "sem ninguém" - queixam-se os donos dos restaurantes.
Mas este «sem ninguem» é, de facto, uma ilusão.
Porque na realidade, a nossa cidade foi visitada por milhares de pessoas, em todos os fins de semana, mesmo nos considerados mais fracos.
O facto de os restaurantes não estarem a abarrotar, de as pessoas não se atropelarem nas lojas de queijos, enchidos, casacos e artesanato não me impediu de verificar que, mesmo assim, foram centenas as pessoas totalmente desconhecidas que percorreram as ruas da nossa cidade nos últimos fins de semana.
Digo mais: aos domingos e especialmente à tarde, 99% das pessoas que percorrem a 1º de Maio são turistas.
Não se encontram centenas delas simultaneamente, mas são centenas, bem contadas, por dia, aquelas que nos visitam.
Curiosamente, no fim de semana de 6,7 e 8 houve menos gente nas ruas do que nos posteriores e porquê?
Na minha opinião porque as bichas vindas do Sabugueiro levaram as pessoas ao desespero e, quando chegaram a Seia, já não havia disposição para parar e descansar um pouco antes de reiniciar a viagem de volta para o Norte.
A limpeza de neve é fundamental para o fluxo turístico.
A estrada cortada não interessa a ninguém. A curto prazo, alguns cobres que se vão buscar a mais no Sabugueiro pagam-se com língua de palmo nos fins de semana seguintes.
Porque as pessoas falam umas com as outras e quem pensava vir, com a experiências negativas dos amigos, vizinhos e familiares deixa de vir.
Foi o que aconteceu nos fins de semana seguintes aos dos feriados de Dezembro.
A nova Rádio da região Nordeste da Serra da Estrela está no ar.
Ontem ocorreu a primeira emissão de carácter experimental das 15 às 3 da manhã.
A Rádio, que se fará em directo, sempre que possível, marcará - e já marcou ontem - pela diferença radical relativamente à filosofia dominante nas demais Rádios locais e regionais.
A música é do melhor que há dentro da melhor produção mundial e nacional. Cumpriremos na medida do possível a Lei da Rádio, tendo como objectivo, neste primeiro semestre, a quota de 30% de produção nacional. O que não é fácil, se se pretende manter uma certa qualidade.
Nada de jingles foleiros, nada de porcarias feitas em casa, nada de spots provincianos enlatados, nada de horas de isto e daquilo.
É uma rádio à americana, feita em directo, por pessoas que comunicarão o que tiverem a comunicar em directo e ao vivo.
Não há mentiras na 876.
Embora a rádio esteja inteiramente automatizada, sempre que alguma voz se ouvir, é porque está o locutor presente no estúdio.
O ouvinte não precisa esperar mais do que 1 minuto e meio, em média, para saber se a emissão está a ser, ou não, em directo.
Porque nós falamos, nós comunicamos, nós temos coisas para dizer às pessoas - e para ouvir delas.
No entanto, a Rádio não se limitará a dar boa música aos 8 concelhos que alcança.
O principal, na próxima fase, serão os conteúdos.
Mas isso é outra conversa... e fica mais para a frente.
Para já, sintonizem a 876 Rádio - 87,6 Mhz - a 1ª Rádio no quadrante, a que fica colada à esquerda (do quadrante), se quiserem ouvir a melhor música que se emite nesta região.
Ainda não tem RDS, para uma melhor identificação, mas em breve terá.
Para falar connosco, em directo, ligue: 271 701 271
Estranham, os maledicentes de sempre, que "eu ande muito calado."
Não é que algum deles mereça resposta, mas remeto-os para os meus textos de Setembro de 2007, o pior dos meses.
Já lá vai mais de um ano.
Aí eu escrevi, preto no branco, que já tinha dito tudo o que havia para dizer, e denunciado tudo o que eu achava que estava mal na minha Terra.
Seria estúpido repetir-me indefinidamente mesmo que as coisas não melhorassem.
Não se pode passar a vida a dizer o mesmo. Este blog tem quase 3500 textos. Nele se podem encontrar de certeza vários pensamentos sobre qualquer assunto que se refira a Seia.
E não se pode passar a vida a carregar sempre na mesma tecla.
Eu não tenho feitio para isso.
Passei 5 anos a denunciar o que achava que estava mal.
Nos últimos 3 anos, na AM, tenho vindo a apontar alternativas e a propor algumas ideias que poderiam vir a alterar algumas rotinas que têm corrido menos bem. E algumas até têm vindo a ser, gradualmente, corrigidas.
Já o disse e repito: este executivo já fez mais por Seia, em 3 anos, que os dois anteriores somados.
Assim sendo não vejo motivos para continuar a "bater no ceguinho", como se costuma dizer.
Há, no entanto, muito ainda a fazer por Seia, que não se compadece com outro período de paragem no tempo igual ao que viveu durante alguns anos.
FIAGRIS
A Fiagris está a ser (bem) remodelada e este ano já não sofreu críticas de expositores nem de visitantes.
No entanto, há que reformular ainda mais o modelo no sentido de proporcionar ao público a entrada gratuita em todo o recinto, excepto à àrea dos espectáculos.
Os expositores artesanais devem pagar, como os demais, para vir aqui expor os seus produtos.
Seia e a Fiagris nada ganham com a exposição de artesanato africano marado que se pode encontrar em qualquer parte do país. Seia e a Fiagris ganham com o artesanato VERDADEIRO regional e português. Isso, sim.
A Câmara não deve subsidiar essa exposição - refiro-me ao artesanato africano marado, evidentemente.
Nem deve subsidiar seja quem for, a não ser que se trate de algum tipo de produto de índole tecnológica e inovadora, ou que de alguma forma atraia públicos e mobilize a feira. Por exemplo produtos inovadores ligados à investigação científica.
A compensação para os expositores deve ser a de terem milhares de visitantes por dia e isso só se consegue se a feira for aberta a todos, excepto a zona dos espectáculos.
Sei que é muito dificil implementar esse sistema aqui de repente, até porque em Gouveia não se paga nada pelos espectáculos, mas essa política não tem qualquer sustentabilidade.
Nós temos uma Feira, temos um recinto fechado, queremos ter um local onde expositores de prestígio paguem para poder expor os seus produtos e serviços. O mínimo que lhes podemos garantir é público em quantidade.
Gouveia tem uma Festa - e não Feira - de cariz popular e religioso. É uma filosofia completamente diferente e muito enraizada na população. Não se trata de uma Feira Comercial ou Industrial como a nossa.
Os espectáculos, se pagos, acabarão por ter o mesmo número de pessoas, ou mais.
Mas não devem ter o mesmo preço.
Um espectáculo que custa dezenas de milhares de euros à CMS deve ser comparticipado por quem dele usufrui.
Até para que se estabeleça o clima propício ao desenrolar do evento.
Isso de dar espectáculos ao povo de borla não se parece com nada. Acontece como aconteceu com a Mariza em Gouveia no ano passado: milhares de pessoas acotoveladas, ninguém ouve coisa nenhuma, porque cai lá toda a gente a fazer barulho e a estragar o espectáculo a quem dele pretenderia desfrutar.
Tem que se instruir o povo, como se sabe. Não é fácil, mas tem que se começar por algum lado.
FEIRA DO QUEIJO
Mas antes da Fiagris teremos outro Grande evento popular: a Feira do Queijo. Essa, então, não tem cumprido minimamente os objectivos a que a Organização se tem proposto.
E porquê?
1- Tem sido só uma manhã. O turista não tem tempo para ter acesso à Feira.
2 - A prova não pode ser feita como tem sido: grandes tabuleiros de queijo que são devorados nos primeiros 15 segundos após a colocação nas mesas.
Nada disso!
Quem tem que prestar as provas são os produtores se o quiserem fazer.
O queijo está lá para ser vendido aos clientes e apreciadores. Não é para ser oferecido indiscriminadamente ao povão que o deixa cair para o chão e o mete em sacos de plástico para levar para casa.
Onde é que nós estamos?
Qualquer dia acontece como na Feira de S Firmin e desatam a atirar queijo uns aos outros, não? Uma queijatina???
Parece que este ano as coisas vão mudar. Muito bem.
É preciso:
1 - Garantir a cobertura da comunicação social nacional - televisões
2 - Criar espaços para que os clientes e os produtores possam dialogar, porque é fruto desse diálogo que nasce a informação que será transmitida por esse país fora.
3 - Dure o dia inteiro para que haja tempo para que todos (residentes e turistas) possam ter oportunidade para fazer as suas compras.
4 - NÃO HAJA QUALQUER TIPO DE OFERTA DE QUEIJO AO POVÃO por parte da CMS. Repito: quem tem que oferecer provas são os produtores e ninguém mais.
5 - Haja animação de rua com bandas, ranchos, grupos de cantares permanentemente.
As pessoas reconhecerão que este modelo é o adequado e muito melhor do que a bagunça que tem ocorrido até aqui.
COROLÁRIO:
Evitar oferecer produtos e serviços a quem os não aprecia devidamente não é uma medida impopular: é uma medida inteligente e de racionalização de meios.
A chuva persistente pregou-nos uma grande partida, ontem.
Já não se pode confiar nestes "américas" que garantiam que só choveria até ao princípio da noite... provavelmente os meteorologistas já deviam estar com o grão na asa a festejarem o ano Obama...
Foi pena, que a noite teria sido de grande animação. As condições estavam criadas para isso. Mas o S. Pedro esteve, uma vez mais, mal disposto, à semelhança do que já tinha acontecido na Fiagris.
Paciência. O importante é que mais um ano se passou.
E este 2009, se não é muito prometedor - antes pelo contrário - também não nos pode deixar abater.
Eu já dou por mim a preferir ver uma boa ficção a um medíocre serviço informativo, nas televisões.
Deve ser uma reacção natural a tanta desgraça e a tanta má notícia. E a tanta não-notícia, também.
Em 2009, se não nos deixarmos abater, se reagirmos, se cada um de nós trabalhar 10% a mais do que no ano passado, concerteza que produziremos 10% mais riqueza.
Pagaremos 10% mais impostos, é certo, no país mais massacrante e perdulário dos impostos dos cidadãos, mas ainda sobrarão 9% desses 10% para fazer andar isto para a frente.
Há que trabalhar a sério que o Euromilhões - está visto - não nos sai.
E mesmo quando sai em Portugal nada por aqui melhora, o que é outra curiosidade portuguesa...
E há que encarar o futuro com alegria e vontade de viver.
Só temos uma vida.
Não podemos desperdiçá-la em lamentações e lamúrias.
As coisas não estão fáceis e é por isso que temos que nos empenhar, mais do que nunca, nos nossos serviços, nas nossas profissões, para tentar ultrapassar a maré negativa que já cá está e bem instalada.
Há que reagir contra a crise económica e - a pior de todas - a da falta de visão e a das mentalidades empedernidas.
É o que continuarei a fazer, pela minha parte, enquanto tiver forças para tal.
É apenas o conjunto e a interacção das microeconomias das pequenas empresas que convivem lado a lado que nos poderá salvar. As grandes empresas e as grandes economias não terão resposta para a crise em 2009. Serão as primeiras a sucumbir.
E, como sempre, serão as pequenas e as microempresas que serão chamadas a dar resposta aos despedimentos em massa nas grandes.
Acredito, sinceramente, que a Crise só pode ser vencida com muito suor, muitas horas a mais a trabalhar, mas também não se vence sem alguma inovação e sem novas formas de resolver os problemas do costume.
A Crise vence-se com Inteligência e com Trabalho.
Mas com os dois em simultâneo.
Só um deles não chega.
É preciso novas estratégias para dar a volta ao resultado.
É preciso novas ideias arejadas que abram novas janelas de oportunidade.
E muito trabalho no terreno para as implementar, testar, melhorar, optimizar.
É isso o que é preciso em 2009.
Segui este conselho e, estou convencido, tereis o melhor Ano possível.

O que quer dizer que o fim de ano em Seia será húmido, mas não molhado!
Óptimas notícias, uma vez que haverá animação na rua do mercado com um grupo musical - Inops, do meu Amigo Zé Augusto - e Djs a complementar.
Porco no espeto, também.
Organização do Rancho Folclórico de Seia e da Junta de Freguesia de Seia
Lá estaremos a despedir-nos deste 2008 que deixa poucas saudades...
Contrariando as previsões em vigor até há poucas horas a trás, o novo modelo WRF 27 km com centro em Linhares da Beira (local meteorológico de referência mais próximo) prognostica chuva a partir de quarta feira, 31. O que implicará um fim de ano com chuva ou chuvisco.
Nada bom para as actividades de Reveillon que se preparam para Seia e S. Romão.
A ver vamos...
Constatação prévia:
Há apenas 2 pessoas, em toda a AM de Seia, que não mais repetirão a sua situação actual: Eduardo Brito e eu próprio.
Todos os demais podem continuar a manter, na próxima legislatura, as posições que hoje ocupam.
Até o deputado que nunca o foi - o não-presidente da junta da Teixeira - se da próxima vez ganhar e tomar posse.
Até Carlos Filipe Camelo, se acumular a Presidência com a pasta das Finanças.
Mas nem Eduardo nem eu próprio repetiremos as posições que hoje temos.
EB porque não será Presidente da Câmara, embora possa ser deputado municipal.
E eu, por todas as razões do mundo que confluo numa só: não tenho nada a ver com esta inexistente direcção do PSD de Seia.
(Clique abaixo para continuar a ler o texto)
Há 3 anos embarquei numa luta política contra o estado a que este Concelho tinha chegado, que eu considerava literalmente marásmico.
Nas 2 legislaturas anteriores pouco ou nada se tinha feito pelo Concelho. Seia tinha perdido protagonismo a todos os níveis.
Enfim: «o tempo passava e a saudade ia ficando».
E eu não me conformei com isso.
Arregacei as mangas e fui à luta contra o candidato que anteriormente tinha apoiado. E com o qual tinha colaborado aquando da sua primeira eleição.
Para quem não sabe, a primeira entrevista que Eduardo Brito deu, na noite da sua eleição, foi para a Rádio Beira Alta, em directo para o Zé Luis Dias, a partir do meu carro - na altura um Renault 21 Turbo de grata memória. Iamos na Catraia de S. Romão. Eu conduzia enquanto Eduardo Brito falava através do telemóvel fixo do carro. Estávamos em 14 de Dezembro de 1993. Pioneirismo em toda a linha.
Eu tinha acabado de abrir a agência Telecel na Guarda.
Em 2005 - 12 anos e 3 mandatos depois - considerei que Seia estava parada no tempo e que algo tinha que ser feito. E fi-lo.
E considerei, simultaneamente, que a dissolução do Parlamento a 30 de Novembro de 2004 foi indigna e facciosa.
Foi após demorada ponderação destas duas grandes realidades - a política nacional com um Presidente da República no papel de árbitro caseiro; e na política local, com um Concelho parado no tempo, a perder todos os dias protagonismo para a Covilhã - que decidi aderir ao PSD, no dia anterior à eleição de 20 de Fevereiro de 2005, o dia fatídico que consagrou no poder o governo que hoje temos.
Sofremos uma pesadíssima derrota, por um lado porque a campanha foi agressiva demais e por outro porque o nosso candidato (embora de longe o melhor de todos os possíveis, à época) não reunia a simpatia necessária por parte das populações para que elas pudessem considerar uma alternativa a EB.
Foram estas as duas razões pelas quais perdemos as eleições e mais nenhuma.
Como vê, caro Eduardo, ao contrário do que disse eu sei bem porque perdi.
Hoje, volvidos 3 anos após o desaire eleitoral, tenho que reconhecer que este executivo trabalhou mais pelo concelho nesta legislatura do que nas 2 anteriores somadas. E ainda não chegamos ao fim.
O CISE, o Hospital, a variante, as acessibilidades, a requalificação projectada do Rio Seia (acreditemos nela)...
E, por outro lado, inexplicavelmente o PSD desapareceu.
O marasmo de que acusavamos EB transferiu-se integralmente para o PSD que, em 3 anos, a única coisa que conseguiu fazer foi demitir-se para se voltar a reeleger com míseros 24 votos.
Num partido no qual votam para cima de 5.500 eleitores, nada mais ridículo, nada mais patético do que isto se pode imaginar, penso eu.
Eu sou profundamente contrário à inacção. Para estar quieto ninguém deve candidatar-se a nada.
A actual direcção (?) do PSD é o exemplo mais acabado da total falha de ideias, da falta de combatividade, de alternativa credível ao poder instalado, numa palavra: de trabalho.
Uma, ou no máximo duas palavras caracterizam perfeitamente a actual direcção (?) do PSD de Seia e elas são: ZERO ABSOLUTO.
A FURGONETE gripada
Para piorar as coisas, trata-se de um zero persistente, residente e assumido que infelizmente extravasa a direcção (?) do PSD. Reflete-se igualmente, agora também, na Assembleia Municipal.
Já nem se trata só de ausência de pensamento político e de debate de ideias.
Enquanto parlamentares da mesma bancada, revejo-me em quase tudo o que diz Francisco Mota Veiga (generalidades da política nacional e local) e em praticamente nada do que diz Nuno Almeida cujo discurso caótico e denotando absoluta ausência de fio condutor corre ao sabor do que vier a talho de foice e do acordado na reunião anterior de "preparação" da AM, coisa sempre mal cozinhada entre o presidente dos 24 e ele próprio.
Por triste exemplo, a ideia peregrina que teve o desplante de debitar na última AM, de cortar na cultura para dar dinheiro aos pobres (!!!!) caracteriza bem as limitações do raciocínio político do "jovem mais velho que eu conheço", como o costuma caracterizar EB.
Mas não é só isso:
Do discurso repetitivo e monocórdico, da continuada ausência de um lampejo de uma ideia ou uma solução que não seja sistematicamente alicerçada no que já foi proposto por outrem à espantosa ausência do menor laivo de humor... e noutro plano: o típico "engravidar pelos ouvidos" à bela maneira da bufaria de outros tempos, descontextualizando completamente aquilo que se diz e chegando a inverter o sentido do que se disse; enfim: Nuno Almeida, ao adoptar o sarcasmo e ao recorrer ao ataque pessoal como resposta àquilo que nem sequer ouviu - como fez na última AM - demonstra não possuir estatura política para ser líder de um grupo parlamentar.
Esta forma de fazer política é claro exemplo do que não se deve fazer, se queremos personificar alternativa positiva a quem controla, de uma ponta a outra, as organizações de cidadãos em todo o concelho.
Não é com vinagre que se caçam moscas e a forma de fazer política de Nuno Almeida personifica, hoje, o que de mais antipático e impopular o PSD de Seia tem para apresentar à população.
Por outro lado, também não é entretendo-se a fazer eternos joguinhos de bastidores que se chega à população e se transmite alguma mensagem. Não é dando entrevistas a jornais locais que ninguem lê, a rádios locais de outros concelhos que ninguém ouve em Seia e a canais provincianos de televisão na net, de cuja existência ninguém suspeita, que se comunica com quem quer que seja.
É no terreno. Em estreito contacto com as populações.
Mas isso dá muito trabalho e requer a abdicação - como defende Ferreira Leite -de «muitos dias e todos os fins de semana».
Ora, este "incansável" presidente do PSD dos 24, com a sua total ausência de trabalho e empenho personifica, justamente, a segunda das duas principais razões pelas quais os senenses têm voltado e voltarão sempre as costas a este PSD cada vez mais deles distante.
De facto, está aqui uma dupla política engraçada.
Um deles a nada fazer e o outro a fazer pior.
Um porque, mesmo quando tem razão, é provocatório, antipático, sectário, arrogante. Outro, porque se recusa a mexer uma palha.
As condições estão de facto criadas para que o PSD consiga atingir, nas próximas autárquicas em Seia, números nunca antes alcançados.
E o mais incrível é que nem um nem outro alguma vez o perceberão.
O discurso de João Luis de Brito ainda faz algum sentido para quem fizer (muito) esforço para o ouvir. Tem uma forma antiquada de ver as coisas, com que efectivamente a voragem dos tempos não se compadece mas, nos intervalos dos toques do telemovel que nunca consegue desligar, lá vai dizendo umas coisas que fazem sentido.
E, da bancada do PSD, mais nada se passa.
A esta pobreza está reduzida aquela que foi, no primeiro ano do mandato, a bancada que muitas dores de cabeça deu a EB.
E porquê?
Porque gente politicamente inútil - para não lhes chamar «garotos sem credibilidade», como o fez pelo menos por 8 vezes EB numa AM - tomou conta do PSD de Seia, hoje conhecido como o partido dos 24, ou da furgonete.
E para quê?
Para o liquidar. Não se vislumbra outra intenção.
Se se coloca um invisual aos comandos de um comboio, a intenção só pode ser a de o fazer descarrilar.
Neste caso, felizmente, não se trata de um comboio mas apenas de uma furgonete. Com o motor gripado. As vítimas serão poucas.
E parece que pelo menos isso está a ser conseguido.
Com o convite feito ao banido Horácio Prata - há anos corrido da CM de Coimbra e persona non grata na mesma Instituição, naquele que foi o segredo mais mal guardado da história da política em Seia, do qual toda a gente sabia e eu próprio aqui o escrevi há meses atrás - confirma-se o suicídio político, para não dizer a pobreza intelectual que neste momento conduz esta lerda furgonete.
Horacinho, o banido e Baninho, o Censor demitido
Tal como prognostiquei, há meses, que o jovem Censor não se aguentaria por muito mais tempo à frente do jornal que destruiu, descredibilizou e censurou indignamente, também aqui afirmo que a pior coisa que pode acontecer ao PSD de Seia é que esta espantosa miopia política que hoje conduz a furgonete gripada do PSD de Seia continue aos seus comandos.
Quando o Horácio Prata - que aceitará logicamente o convite porque necessita urgentemente de reiniciar do zero a sua carreira política destruída - perceber o maior zero ainda em que se vai atolar aqui em Seia, saltará acto-contínuo da furgonete em andamento e dela fugirá 7 pés, deixando a dupla de condutores atantarada a poucas semanas das eleições.
E aí é que o descalabro será total.
A dupla de motoristas com graves problemas de visão não vislumbrou (por isso mesmo) que será, dentro em breve, atropelada pela furgonete que os investiu.
Quanto ao jovem censor - percebendo só agora (e finalmente!) que a furgonete não o apoia, e que o jornal que conseguiu esvaziar de conteúdos, notícias e interesse não sobrevive a vender meia dúzia de exemplares por tiragem - considera partir à conquista de espaço eleitoral que ele pensa que existe - e até existe! - mas que não está, neste momento, pelo menos, ao seu alcance.
Simplesmente porque ninguém o conhece em parte nenhuma deste concelho por mais perplexidade que o seu pretenso currículo musical, apresentado no festival da canção deste ano possa suscitar.
Ele não percebeu ainda que para se ter uma votação substancial junto da população é preciso, em primeiro lugar, ser-se muito conhecido e lidar frequentemente com o povão em todas as freguesias.
E mesmo assim... que o diga Nuno Vaz! Pensava eu que toda a gente o conhecia e afinal a esmagadora maioria dos eleitores nem nunca tinha ouvido falar dele.
Se for inteligente - e já provou por divesas vezes que politicamente não o é - o jovem Censor fará uma retirada estratégica e voltará para Coimbra, de onde nunca deveria ter saído.
E que lhe sirva de lição.
Primárias para quê? É o candidato natural e nem precisa de pasta medicinal
E no PS?
Nada de novo. Cantar continuadamente loas a Sócrates e às benesses que o seu governo trouxe a Seia. O Hospital, a variante, as acessibilidades cujo trajecto final ainda ninguém percebeu qual será, e até a barragem de Girabolhos - que não se sabe sequer se será efectivamente construída - são esgrimidas à exaustão.
O Hospital lá está, como as obras de Sta Engrácia. Um dia será terminado.
«Já morreram dezenas de pessoas que poderiam ter sido salvas se as novas valências estivessem a funcionar a tempo e horas» - acusam uns.
«A inauguração atrasa-se para coincidir com as eleições» - retorquem outros.
Não acredito nisso.
Isso seria de um maquiavelismo imperdoável.
As obras não avançam simplesmente porque não há papel.
Ponto final.
O construtor não recebe as tranches do governo atempadamente e a coisa pára. Até para poder pressionar os pagamentos em falta.
É isto o que se passa em todo o lado. Em Seia não será diferente. Pelo menos nisto.
Não há que inventar.
A 16 de Janeiro haverá primárias no PS de Seia e Carlos Filipe Camelo ganha-las-á a António Maximino com grande facilidade.
Não há mais ninguem a concorrer.
Rui Veloso não tem apoios.
A facção André Figueiredo & Friends também não se mete nisso. Eles só vão a jogo depois de prepararem durante meses o terreno e quando perceberem que podem ganhar. Não é o caso.
Eduardo Ambrósio está deslocado e não tem máquina.
Carlos Filipe ganhará com naturalidade, não só porque tem a máquina socialista do seu lado, mas porque tem trabalho feito e a credibilidade no máximo.
E é o candidato certo para o PS. Inteligente e arguto q.b., conhecido e estimado por todos, ricos e pobres, esquerdistas e liberais. Naturalmente acessível e "anti-arrogâncias" que é o que mata sempre os candidatos do PSD. Podem vir com sorrisos plásticos forçados nas pré-campanhas que toda a gente percebe que não passam disso mesmo: fita e impostura.
Nada a fazer.
Maximino daria um bom vereador se o seu orgulho lho permitisse.
Penso até que esta manobra da candidatura se destina, de facto, a isso.
Se assim é, não terá sido a melhor forma de o propor. A melhor forma é sempre a comunicação directa e o diálogo frontal. Até porque, se assim fosse, e se bem conheço Carlos Camelo, ele não rejeitaria liminarmente essa hipótese se ela lhe fosse colocada frontal e claramente. Assim, com todas estas fricções, tudo se tornará mais difícil.
A partir de 16 de Janeiro, Carlos Camelo iniciará a caminhada serena até às eleições, que limpará com toda a naturalidade desde que a comunidade socialista não se fie que está tudo no papo. Porque, mesmo estando, essa pode ser a diferença entre o 6-1 e o 4-3.
Pessoalmente acredito que fique tudo como está. 5-2
O PSD também não pode perder muito mais do que perdeu nas últimas eleições. De modo que o "papão" do 6-1 não se vislumbra, mesmo que a miopia que conduz a furgoneta faça aquilo que se espera dela - o zero costumeiro.
O putativo Independente
A não ser que apareça um candidato independente...
Mesmo não sendo eleito - só por milagre! - 200 votos retirados ao PSD roubar-lhe-á 1 de 2 vereadores. Um dos 2 que hoje tem.
Porque, a aparecer um independente, ele virá do quadrante à direita do PS e por isso praticamente só retirará votos ao PSD.
O jovem Censor, depois de avaliar o seu peso político, obviamente não avançará para não se cobrir de ridículo. Mas também não aceitará ser a décima quinta escolha, à ultima da hora, quando Horacinho cair em si e mandar a furgonete às urtigas.
Conclusão: terá que avançar 1 dos 2 motoristas míopes da furgonete gripada.
Porque nunca lhes passará pela cabeça o mais óbvio e inteligente: reconvidar o único candidato natural que o PSD tem em Seia: o Dr Nuno Vaz.
No PSD nunca se aposta 2 vezes no mesmo candidato. Também por isso se perderá sempre.
Então qual dos dois motoristas miopes avançará in-extremiis em Junho?
O que, dos dois, for o mais vaidoso e politicamente mais zérico.
E este é que é o prognóstico mais difícil...
Há já algum tempo que nem sequer comento o que se passa na AM de Seia de tão chochas as intervenções e tão vazios de significado os assuntos tratados.
Mas hoje vou comentar.
Porque ontem se passou algo que merece ser comentado.
Porque se definiu o que vai ser o futuro da política em Seia.
O texto até já está feito mas antes de o publicar tenho que fazer umas demarches particulares.
É que, ao contrário de alguns pulhas que este ano conheci, eu sou e sempre fui frontal com as pessoas. Mesmo com aquelas que me atraiçoam.
E digo-lhes o que tenho a dizer em sede própria.
Só depois venho a público comentar casos com elas relacionados.
Podem acusar-me de ser frontal e desagradável.
Porque a Verdade não é, muitas vezes, agradável de se ouvir.
Mas não me podem acusar de ser mentiroso nem maledicente.
Critico factos - e nunca pessoas! - com os devidos fundamentos.
Os pulhas roem-me na casaca, mas nunca têm a coragem de me acusar de nada frontalmente.
Que assim continue.
Pela primeira vez, desde que me recordo, vi as lojas da 1 de Maio abertas a um domingo!
Quando eu detinha a loja da Telecel e Vodafone eramos os únicos abertos aos Sábados à tarde. Quanto mais ao domingo!...
Em Seia até os cafés fecham ao domingo na avenida principal inundada de turistas - como é possível???
No fim de semana prolongado passado, em que se acotovelavam centenas de pessoas nas ruas, simultaneamente, estava tudo fechado.
Ontem o comércio acordou(?) mas inutilmente.
Não houve praticamente turismo este fim de semana em Seia.
A que se deveu tal facto?
As televisões dizem que não se sobe para a Torre, que só se chega aos Piornos...
O que se há-de fazer?
Remar contra a maré?
- Claro que sim!
Lutar contra o sistema?
- Mas evidentemente!
As televisões estão do outro lado da Serra - RTP na Guarda e SIC na Covilhã.
Apenas a TVI pode vir de Viseu.
De modo que todas as reportagens sobre a Serra da Estrela são gravadas do outro lado. Naturalmente.
Nunca, mas nunca se fala em Seia.
Apenas os placards luminosos escarrapacham bem alto o nome da nossa Cidade enquanto os repórteres sistematicamente falam da Covilhã, da Guarda, das Penhas da Saúde, dos Piornos e de Manteigas.
Dizia um cretino de um jornalistazeco que a cancela dos Piornos é a mais conhecida de Portugal.
Como se não houvesse a da Lagoa...
Com uma vantagem: quem não subir acima da Lagoa pode regressar por Loriga.
E quem não subir acima dos Piornos volta atrás como o caranguejo.
Mas contra a força parece não haver resistência.
Foi mais uma guerra mediática perdida para Seia com consequências gravíssimas para o comércio e turismo locais.
Fartei-me de alertar para o facto de que Seia tinha que ser mencionada na comunicação social sistematicamente a par da Covilhã.
E custava pouco: era pagar uns almoços ao pessoal da Guarda e da Covilhã para virem aqui falar do nosso lado da Serra também, que eles vinham logo a correr. Agora é cada vez mais difícil.
Está instituído que a Serra é a Covilhã.
Mais nada.
Um bom almoço no Museu do Pão, na Quinta do Crestelo, no Hotel Eurosol Camelo ou no Borges, por exemplo, produziria milagres mediáticos.
Por uns trocos, centenas de milhares de pessoas veriam e ouviriam falar da nossa Terra.
Mas nunca houve iniciativa nem motivação para isso tanto da parte da CMS como da Sociedade Civil - que tem tanta obrigação como a CMS de lutar pela sua região.
Mais ainda, porque se é verdade que se o executivo da CMS prestar um mau serviço no que concerne à visibilidade da nossa Terra o mais que lhe pode acontecer é perder as eleições, já para o comércio local o baixar dos braços significará ter que fechar portas com consequências imprevisíveis para as Famílias e para o tecido económico local.
O deixa-andar conduziu naturalmente à ignorância e ao ostracismo a que neste momento estamos votados em termos de comunicação social nacional.
Pois bem: há que reagir.
Urge tomar medidas.
Urge inverter a tendência para o esquecimento continuado.
Urge mostrar ao país que Seia existe e que a Serra, apesar do que está instituído não é só a Covilhã.
A "cassette" do costume terá que ser 1000 vezes passada e mil vezes rebobinada: as únicas pistas de ski, que pertencem a Seia, a parte da Torre incluindo a zona comercial, a mais bela encosta, a de melhor e mais duradoura neve... a de paisagens mais espectaculares tanto no Inverno como no Verão.
Há que lutar pela reabilitação da nossa estrada de montanha.
E pelo teleférico de Alvôco - porque não???
Mas acima de tudo há que falar da nossa Terra em todo o lado.
A CMS tem que criar ou reestruturar um gabinete de comunicação com interface dedicado aos média: jornais e rádios nacionais, televisões em antena livre e por Cabo - os turistas que têm poder económico vêem maioritáriamente TV por Cabo - há que fazer telefonemas, chamar cá a comunicação social.
Há que fazer alguma coisa pela visibilidade da Nossa Terra.
Quem não é visto não é lembrado.
Cabe ainda a este, mas acima de tudo ao próximo executivo apostar forte nesta FUNDAMENTAL área económica: a única que, a breve trecho, sustentará a maior parte da nossa economia.
Apenas 1.000 turistas, por fim de semana, deixam no Concelho 20.000 euros, pelo menos.
Estamos a falar de 100.000 euros por mês que podemos ir buscar a quem os vai deixar à Covilhã.
Mas temos capacidade para receber 50 mil turistas por fim de semana se o comércio, os alojamentos e os restaurantes tiverem condições, e se as lojas de recordações e as dos produtos artesanais autóctones estiverem abertas.
E se não vendermos gato por lebre.
Nem tigres brancos de peluche nem Senhoras de Fátima com os emblemas dos 3 grandes clubes de futebol.
O TURISTA que nos procura, hoje em dia, é um turista de elevado poder económico. Não é o pé rapado que se fazia transportar em camionetas nas excursões de há anos.
Esse turismo, o que suja, o que causa problemas não é preciso.
Estamos todos de acordo.
Mas não é esse o turismo que, hoje em dia, temos.
Basta ver as dezenas de automóveis topo-de-gama que estacionam no Hotel Camelo, na Quinta do Crestelo e à porta dos bons restaurantes que temos em Seia.
É um turista que deixa sempre para cima de 30 euros per capita na nossa cidade.
Dizia-me o gerente de um alojamento em Seia que apenas 2 casais com 3 crianças deixaram mais de 400 euros em apenas 1 dia e umas horas na sua unidade.
Gente ordeira, culta, que vem para se divertir com civismo e educação.
Este é o nosso público.
Há que o captar.
Como?
Desenvolvendo projectos direccionados, sustentados, tecnologicamente inovadores e sequencializados junto desse público alvo, atraíndo-o e levando-o subliminarmente a desejar visitar-nos em momentos chave do ano - e não só por ocasião da neve - com garantias de qualidade e satisfação.
Mas projectos que tenham custos o mais reduzídos possível. nada de megalomanias que o tempo não está para isso.
Tudo coisas com retorno garantido e custo minimalista.
Eu tenho um desses projectos.

A queda mais acentuada ocorrerá no sábado, apesar do vento forte que se fará sentir. Mas a partir deste momento já neva na Serra da Estrela.
Por isso, no próximo fim de semana, já sabem: toca a vir para aqui!
No último Domingo demorei 2 horas e um quarto do Sabugueiro a Seia e tive que vir por Gouveia.
A fila simplesmente não andava.
Da GNR ninguém dava informações. Apenas diziam que era congestionamento do trânsito.
Afinal a causa - ou pelo menos a principal - está aqui.
Na Praça da República em Seia. Cada obstáculo provoca um atraso de 15 a 30 segundos e há obstáculos a todo o instante.
O fluxo tem que ser desviado do centro da Cidade urgentemente. Até porque Seia nada tem a ganhar com o desespero dos condutores.
Com os meus comentários ao vivo a partir de 1: 15 min
Quem disse que uma bicicleta citadina não pode fazer todo o terreno???
Provavelmente o primeiro passeio de bicicleta pela futura variante de Seia...
Na estrada, fartei-me de ultrapassar ciclistas "profissionais" domingueiros a subir para S. Romão (!!!) em cima de altas máquinas.
Mais caras do que este meu brinquedo.
E fi-lo sem esforço, a assobiar, enquanto eles puxavam o máximo por si e pelas máquinas.
A bicicleta eléctrica é o melhor meio de transporte urbano até hoje inventado.
Não há dúvida nenhuma!
3 minutos do Afonso Costa à rotunda do Leitão a subir.
1 minuto a descer.
É a velocidade média normal de um automóvel numa hora sem muito trânsito.

Aproveitando para escrever o meu primeiro texto a partir do wireless do Espaço Ego informo todos os amantes da neve que hoje, durante toda a manhâ, caiu o belo manto branco em força em Seia e na Serra da Estrela.
Há pois que rumar a Seia para apreciar a maravilhosa neve e a óptima gastronomia da regiao.
Hoje não pude cumprir o meu ritual de há anos e ir comer o incomparável feijão ao Restaurante Mota Veiga, em Arrifana, por razões profissionais, mas fomos degustar o belo lombo e a bela vitela ao Leitão, outra referência da gastronomia Senense.
.
O restaurante do Eurosol Camelo Hotel é outra magnífica escolha, em Seia, tal como os restaurantes Borges e o Tachinho.
Na avenida Luis Vaz de Camões, a avenida do cinema, mais 2 restaurantes de boa qualidade e preço razoável se podem encontrar: Jardim e Regional. E, na 1º de Maio, o restaurante Central que hoje estava cheio como um ovo...
Na estrada para S. Romao, a pizzaria O Sole Mio propriedade de um verdadeiro amigo italiano, o Salvatore, e mais abaixo outro restaurante de charme: Prima Donna de muitíssima qualidade e, para a juventude, o Joan´s
.
Logo à frente, a Quinta do Crestelo, complexo turístico polivalente que disponibiliza um restaurante 5 estrelas (peço desculpa pelo esquecimento na primeira versão do texto).
A caminho da Torre, claro, o mais emblemático e conhecido restaurante de Seia: o Restaurante do Museu do Pão que já não necessita apresentações. Nem recomendações.
Portanto, podem vir ver a neve que fome, em Seia, não passam.

E não admira, com o frio que tem estado!
Cairá neve na Serra da Estrela, para altitudes a partir dos 1900 metros (Torre) durante os próximos dias.
O fim de semana promete!
A meia dúzia de quilómetros de Seia existe um outro lugar mágico.
A Póvoa Velha.
Uma aldeia recuperada, em grande parte, pelo investimento privado e transformada num local muito aprazível e relaxante.
A pouco mais de 1 quilómetro da estrada principal que liga Seia à Torre é de todo aconselhável este pequeno desvio onde o visitante pode desfrutar desta impressionante arquitectura rural.
Visitar também as Casas da Ribeira.

Segundo os sites "pro" da meteorologia mundial esta noite nevará na Serra da Estrela.
O suficiente para a cobrir com o manto branco costumeiro?
Sim. Acima dos 1200 metros.
Acima da Lagoa Comprida.
Para os turistas que queiram vir visitar a Serra, um dos percursos recomendados será:
Seia - Sabugueiro - Lagoa - Torre - Lagoa - Loriga - Valezim - S. Romão - Seia
Se o visitante quiser deliciar-se com as nossas aldeias de xisto (também temos) e paisagens maravilhosas ligadas ao Rio Alva aconselho:
Seia - Loriga - Fontão - Loriga - Cabeça - Casal do Rei - Vide - Sandomil - Seia
São apenas 2 de mais de 10 possibilidades diferentes com início e fim em Seia - a melhor e mais bela porta de entrada para a Serra da Estrela.
Desde meados de Outubro tenho recebido regularmente emails a solicitar informação sobre alojamentos em Seia para a passagem de ano.
Todos os anos assim acontece só que este ano os pedidos de informação começaram sensivelmente mais cedo.
A confirmar as declarações de Jorge Camelo que, há poucas semanas, confessava às televisões que este ano a procura estava mais activa.
Parece termos motivos para algum optimismo.
Não só porque o turismo traz receitas à nossa região mas principalmente porque traz também muita gente nova que em muito anima os fins de semana na nossa cidade, e que passa a conhecer o nosso concelho, os produtos regionais, a gastronomia, o artesanato, e pode levar consigo algumas das mais belas imagens naturais que por certo alguma vez as suas câmaras de fotografar ou filmar captarão.
Nesse sentido, o Município disponibilizará informação pública e permanente sobre locais e percursos de interesse turístico que, felizmente, por aqui não faltam.
O Turista não precisará perder tempo a procurar informação.
Seia possui um agradável posto de Turismo muito moderno e bem situado no centro da cidade mas, para além dele, a informação turística virá parar aos olhos e aos ouvidos do turista "naturalmente".
A partir de 1 de Dezembro uma nova dimensão em comunicação será implementada em Seia e em toda a região nordeste da Serra da Estrela.
Se há algum prémio de mérito que terá sido bem atribuído alguma vez, esse por certo o foi a Carlos Branquinho que, onde quer que vá, não se cansa de promover a sua e a nossa Terra até à exaustão.
Obrigado, Carlos.
Ocorreu no sábado passado o tradicional almoço de apresentação dos atletas do Núcleo de Desporto e Cultura de Gouveia. Muitos deles são de Seia.
De salientar que todos eles são excelentes alunos para além de multi-recordistas nas suas especialidades. O mais "velho"- André Jordão - entrou em medicina o ano passado.
Um directo da Praça da Alegria a partir da Companhia das Abóboras, uma empresa sediada em Gouveia mas com ligações, também, a Seia.
Um directo da Praça da Alegria a partir do Pão do Sabugueiro, uma empresa local com dimensão nacional e que continua a levar os seus produtos e o nome da nossa Terra - Sabugueiro, Seia - aos 4 cantos do país.
E a seguir o vídeo promocional que eu realizei por altura da inauguração da fábrica em Seia.
E que já vai com mais de 3300 visualizações no Youtube.
Este fim desemana tive o privilégio de desfrutar de um passeio de bicicleta por uma das regiões mais belas de Portugal: Sintra e Azenhas do Mar.
Estas bicicletas são absolutamente incríveis. Transformam literalmente subidas íngremes em planos. Autonomia de 70 kms, 3 horas para a carga completa. Exige apenas um mínimo esforço em subidas acentuadas.
Bom para a circulação.
Nenhum suor. É como andar a pé.
Mas 4 vezes mais rápido.
Tudo o que é preciso é movimentar as pernas... e pouco mais.
Para-se onde se quer mesmo nos centros citadinos mais condicionados. Estaciona em qualquer lado.
Média de 20 kms/h na baixa Lisboeta, onde os automóveis não ultrapassam os 13 kms/h.
Pelas minhas contas vou demorar o mesmo de minha casa à Escola. Porque estaciono em frente ao portão. Não tenho que deixar o carro a 150 metros nem da porta da escola nem da porta de casa.
Neste momento, desde que as Finanças foram para o palácio da Justiça, estacionar na Av Luis Vaz de Camões é mentira.
O motor eléctrico de 250 Watt - o máximo permitido pela legislação para este tipo de veículos - evita o uso de capacetes, carta de condução, seguro, matrícula e selo.
Não é preciso rigorosamente nada!
É só montar uma e.... toca a andar em qualquer lado.
Excepto auto-estradas.
O som dos pássaros, do vento nas árvores, a sensação de Liberdade por nem sequer ter que se usar capacete...
Não resisti...
Abaixo uma entrevista com o eng Paulo Guerra que, para fazer uma tese de doutoramente sobre mobilidade em Lisboa, andou mais de 100 dias com uma bicicleta destas.
A primeira tem a ver com a cantina (cozinha) do Centro de Emprego de Seia que foi fechada pela ASAE.
Fechada?
Sem hipóteses de continuar aberta com algumas alteraçõs de procedimentos como acontece em quase todo o lado?
É porque as irregularidades foram consideradas muito graves e insanáveis sem obras.
A outrora próspera fábrica de malhas COMBATE de Santa Martinha, proriedade do saudoso José Francisco Mendes dos Santos, encerrará definitivamente, tudo o indica.
Lançando cerca de 80 pessoas no desemprego.
Como é possível que a (ate há pouco tempo) mais próspera indústria têxtil de Seia, equipada com tecnologia moderna e contando no seu quadro com técnicos de alto gabarito tenha, de repente, deixado de ser rentável?
É algo que não se compreende com facilidade.
Se se tratasse uma indústria decadente, obsoleta... mas não.
A empresa estava até há pouco tempo perfeitamente actualizada tecnologicamente.
Então o que é que se passa?
Os funcionários não conseguem descortinar as razões do esperado encerramento - a empresa encontra-se encerrada para férias, neste momento - a não ser o estado de saúde da proprietária, a quem desde já desejo rápido restabelecimento.
Mas isso não é motivo suficiente. Os quadros técnicos da empresa - desde sempre - têm demonstrado estar absolutamente à altura dos desafios que os tempos recentes colocam às empresas do ramo.
Não se percebe, de facto...
Outra coisa que não se entende é não haver uma única entrada na net sobre «Malhas Combate».
Nos tempo que correm, nenhuma empresa sobrevive sem esta grande janela aberta e bem aberta para o mundo.
Algo de muito estranho se terá passado naquela empresa desde o falecimento do saudoso José Francisco.
Diz a TMN que o programa e-escolas disponibiliza banda larga de 2 megas!
Depois disponibilizam um terço.

Para verificar a sua velocidade de ligação e ver quanto é que está a ser roubado, por mês, clique aqui.

26/10/2008.
Aqui fica o documento para memória futura.
100 dos 105 Professores da Escola Secundária da minha Terra mostram ao país que não são cobardes nem têm medo da repressão da ministra.
Enquanto membro do Conselho Transitório, manifesto-lhes desde já o meu total apoio.
E o meu voto favorável, claro!
Parabéns aos subscritores.
PROPOSTA DE SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Geral Transitório;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Pedagógico;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo
Da ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEIA
Os professores da Escola Secundária de SEIA subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho dos docentes em curso, nos termos e com os fundamentos seguintes:
(clicar abaixo para ler todo o documento)
1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo DR 2/2008 de 10 de Janeiro não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;
2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a
dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;
3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;
4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;
5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;
6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é
possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;
7. A maioria dos itens constantes das fichas não é passível de serem universalizados.
Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu
grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem
quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;
8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio DR 2/2008, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados de forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;
9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;
10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas,
como itens de avaliação;
11. É evidente a incompletude do edifício legislativo do modelo, com frequentes
remendos em matérias como delegação de poderes, faltas relevantes, quotas, bem como a ambiguidade funcional decorrente da existência de departamentos
curriculares e departamentos de recrutamento;
12. A ausência de qualquer informação sobre o modo como se realizará a componente da avaliação da responsabilidade do Presidente do Conselho Executivo;
13. Suspender o processo de avaliação permitirá:
(i) focar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental
missão – ensinar;
(ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos;
(iii)
antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do
desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas.
Assim, os signatários propõem que o Conselho Pedagógico e o
Conselho Executivo da Escola Secundária de SEIA decidam pela
suspensão de todas as iniciativas e actividades relacionadas com o
processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem
para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos
nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.
Esta suspensão deverá manter-se até que se cumpram cumulativamente as seguintes condições:
1. A delegação de competências dos avaliadores seja publicitada em Diário de
República explicitamente ou integrada na Lei do Orçamento à data da publicação desta.
2. Seja esclarecido o preenchimento do parâmetro B, nomeadamente quanto à
forma de integrar os resultados escolares dos alunos e do abandono escolar na
avaliação individual, compatibilizando a letra da lei e as recomendações do
CCAP.
Os signatários afirmam ainda que:
1. Concordam que a avaliação é essencial para o desenvolvimento profissional dos professores cujo fim último é a qualidade dos serviços da educação portuguesa;
2. Reafirmam que o que sempre esteve em causa foi o modelo de obtenção da
classificação com todo o aparelho que lhe está subjacente que se antevê altamente burocratizado, não aferido e não sustentado em critérios de equidade e de justiça, por muitos esforços que se desenvolvam;
3. Reconhecem a importância da dimensão formativa do trabalho entre pares,
defendendo uma relação de proximidade entre professores de áreas científicas afins,
aceitando a observação de aulas, unicamente na dimensão formativa que dela pode decorrer;
4. Propõem-se contribuir para um diagnóstico das suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional, integrado na Avaliação Externa da Escola em processo que vai decorrer a partir deste ano de 2008/2009 e que deverá ser traduzido no Plano de Formação da Escola Secundária de Seia;
5. Divulgar esta posição junto da comunidade, sensibilizando-a para a ideia de que a suspensão da avaliação agora proposta visa possibilitar que a Escola Secundária de Seia atinja os seus grandes objectivos, nomeadamente, melhorar os resultados escolares correspondentes ao saber real e efectivo, norteados por valores de excelência e ao desenvolvimento da cidadania ampla, com respeito pela diversidade;
6. Manifestar a solidariedade efectiva aos seus eleitos representados nos órgãos da Escola em todos os efeitos que possam vir a decorrer das posições assumidas por estes órgãos, relembrando o dever de lealdade e solidariedade que o regime de gestão e administração da Escola consagrado no Dec-Lei 115A /98 requer.
Escola Secundária de Seia, 5 de Novembro de 2008
Os signatários (segue lista com 100 assinaturas num universo de 105 docentes)
Texto aprovado em assembleia de docentes com a presença de 80 professores no dia 5 de Novembro
Passei hoje por ruas que nem imaginava existirem na minha Terra. No Bairro da Fisel nasceram construções muito bonitas. Umas singelas e de cores apelativas e outras bem modernaças. Seia , apesar da crise, não pede licença a ninguém para continuar a crescer.

O Posto do Pingo Doce vende os combustíveis mais baratos de Seia.
Chegam a ser 8 centimos de diferença.
Vai daí... é o que se vê.
Nem quando os preços baixam, os senenses dispensam esta bomba.
É sintomático...
Recebi um email anónimo a informar que os alunos cumprirão um dia de protesto, amanhã, quarta feira, sob a forma de greve.
As reivindicações vão desde o novo Estatuto do aluno, à falta de Educação Sexual nas escolas e ao próprio artº 75 - autonomia das escolas.
Contactei o Presidente do Conselho Directivo que me confirmou a notícia.
A GNR estará já avisada para fazer a segurança dos alunos na sua caminhada até à Câmara Municipal.
Enfim... um dia diferente, amanhã, dia de feira, em Seia.

Visitem o canal do Jorge - basta clicar na imagem acima - um jovem senense e um virtuoso da guitarra que nada fica a dever a muitos dos grandes nomes das 6-strings nacionais (para não dizer mais...).
Nota: ele tem "mãos" mas também tem cabeça. E uma carinha bem laroca!
Acontece que é demasiado modesto para a mostrar.
Pode ser uma estratégia: deixar as fans a sonhar...
http://br.youtube.com/user/jorgecaria01
Um abraço ao Jorge que foi meu aluno há anos e que, se não se "estragar", vai longe.
As primeiras neves chegaram e o turismo tambem.
Hoje, no Sabugueiro, o movimento já era algum.
O Luis Mestre não tinha mãos a medir...
Seia é a Terra da Neve e o nosso amigo e ícon do Turismo local, Jorge Camelo, aqui está nesta curta peça da Sic a confirmá-lo.
A Antiga Casa das Obras é, presentemente, a sede da Câmara Municipal de Seia. Incendiada e praticamente destruída durante as invasões francesas, foi reconstruída posteriormente e assim chega aos nossos dias.

...100 anos depois...

A Escola Secundária de Seia subiu no ranking das escolas secundárias de forma espectacular.
Da posição 580 - no fundo da tabela, o ano passado - subiu este ano para um lugar já quase mediano - 378 - embora ainda abaixo da média, que seria o lugar 305.
Não sei se manterá para o ano, dadas as sucessivas instabilidades e atrasos nas colocações de professores a que estiveram sujeitos os alunos de "Humanidades", até há poucos dias.
Ainda por cima às cadeiras a que este ano vão ter exames.
Azar nítido.
De qualquer forma algo parece ter mudado.
Facto ao qual não terá sido alheia a acção de alerta por parte da Associação de Pais que, há pelo menos 2 anos, tem vindo a chamar a atenção do Conselho Pedagógico para o consecutivo afundanço da nossa escola no ranking durante os últimos 7 anos.
Pelos vistos a nefasta tendência parece começar agora a inverter-se.
Esperemos que seja para continuar.
Parabéns, por isso, a toda a comunidade escolar.

E Agenda Cultural de Novembro: clique abaixo
CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE SEIA
Agenda
NOVEMBRO 2008
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 8 | 21:30 Horas – "Festus / 2008” – 1º Festival de Tunas de Seia
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
Participação:
Rapazinhos Tuna – Oliveira de Azeméis
Real Tuna Universitária de Bragança
Trovantina – Instituto Politécnico de Leiria
Tuna Bruna – Universidade Internacional da Figueira da Foz
Extra-Concurso:
Tuna Escola Secundária de Seia
SENATUNA – Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia
Apoio: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia / IPG
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 14 Novembro | 21:30 Horas – Concerto “Flauta Mágica” de Mozart – Orquestra Sinfónica Norte
Concerto integrado nas XI Jornadas Históricas – “Maçonaria, Sociedade e Politica: uma visão histórica” – Dias 14 e 15
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 23 Novembro | 15:30 Horas – Concerto do centenário da banda Torroselense Estrela D’Alva, de Torroselo
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 27 Novembro | 21:30 Horas – “Quarteto de Cordas Vardanyan”
Concerto integrado no Festival Harmos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
O quarteto Vardanyan foi formado em 2005 no Royal College of Music. Em Maio de 2006, foram seleccionados como representantes deste colégio na Competição Inter-Clégios de Quartetos de Cordas Gerard Heller and Rosemary Pappaport. Depois de os ouvir num concerto privado em Janeiro de 2007, Bernard Haitink convidou-os a tocar na sua tournée na Suíça.
Actualmente, este quarteto está a trabalhar sob a direcção de Levon Chilingirian e Simon Rowland-Jones e tem actuado em vários locais de Londres, incluindo St Martin-in-the-Fields, the British Library and the National Gallery.
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 30 Novembro | 15:00 Horas – IX Grande Festival Nacional de Orquestras de Música Ligeira de Seia
Participação de:
Orquestra Juvenil da Serra da Estrela - Seia
Orquestra Ligeira Acrolate, In – Lordelo | Vila Real
Orquestra Ligeira do Conservatório de Música de Águeda
No intervalo:
Grupo de cordas da secção de Fado da Associação Académica de Coimbra
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 31 de Outubro e 1 de Novembro – 21:30H
Dia 2 de Novembro – 15:30H e 21:30H
“Mamma Mia!”
Realizador: Phyllida Lloyd
Intérpretes: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth
Género: Comédia Romântica, Musical
Classificação: M/6 Duração: 108 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 7 – 21:30H e Dia 9 – 15:30H e 21:30H
“Babylon A.D.”
Realizador: Mathieu Kassovitz
Intérpretes: Vin Diesel, Mélanie Thierry, Michelle Yeoh
Género: Acção, Aventura, Ficção Cientifica, Thriller
Classificação: M/12 Duração: 90 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 15 – 21:30H e Dia 16 – 15:30H e 21:30H
“Pequeno Grande Dave”
Realizador: Brian Robbins
Intérpretes: Sherman Alpert, Elizabeth Banks, Eddie Murphy, Gabrielle Union
Género: Comédia, Ficção Científica
Classificação: M/6 Duração: 90 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dias 21, 22 e 23 – 21:30H
“Tempestade Tropical”
Realizador: Ben Stiller
Intérpretes: Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black
Género: Acção, Comédia
Classificação: 12 anos Duração: 107 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dias 28 e 29 – 21:30H
“Um Padrasto para Esquecer!”
Realizador: Craig Gillespie
Intérpretes: Billy Bob Thornton, Seann William Scott, Susan Sarandon
Género: Comédia
Classificação: M/12 Duração: 87 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 13 | Quinta-Feira – 21:30H
Exibição dos documentários concorrentes ao Cine’Eco 2008, de realizadores do concelho de Seia:
“Cartas de Amor”, de Alexandre Sampaio
(Duração: 11’)
“Maputo: Sonhar não é proibido”, de Madalena Cunhal
(Duração: 15’)
“Conservação de Recursos Hídricos”, de João Tilly
(Duração: 20’)
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 20 | Quinta-Feira – 21:30H
Exibição dos documentários concorrentes ao Cine’Eco 2008, de realizadores do concelho de Seia:
“Centenário da Banda de Torroselo”, de Luís Silva
(Duração: 13’)
“Na Diáspora: Os Lusos na Argentina”, de Fernando Carlos Moura
(Duração: 60’)
FOYER DO CINE-TEATRO DA CASA MUNCIPAL DA CULTURA
FOTOGRAFIA
Durante todo o mês | Exposição de pintura de Sofia Kovalchuk
Sofia Kovalchuk tem 6 anos, nasceu em Seia no dia 27 de Julho de 2002. Começou a pintar aos 5 anos.
Frequenta a Escola Primária de Santa Marinha e nos tempos livres frequenta um curso de pintura orientado por Tânia Antimonova.
Os trabalhos expostos, em guache e aguarela são do 1º ano de ensino e transportam-nos
a um mundo de imaginários e de cores múltiplas, suficientemente apelativo e surpreendente.
*Horário da Exposição:
De segunda a sexta – das 14 às 17:30 Horas
e durante as sessões normais de cinema
aos fins de semana.
CISE – CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
CONFERÊNCIA
Dias 14 e 15 – XI Jornadas Históricas – “Maçonaria, Sociedade e Politica: uma visão histórica”
Casa Municipal da Cultura de Seia, Av. Luís Vaz de Camões 6270 - 484 SEIA
Telf. 238 310 249 Fax 238 310 236 Telm 964862521 site: www.casadaculturadeseia.com

Tinham morrido 55 jovens.
Eram exactamente aqueles que eu contei. Fora os que não se vêem da estrada...
Trata-se do prédio inacabado situado em frente à Escola Secundária de Seia, refúgio para os jovens fumadores em dias de chuva e não só.
Meus senhores:
Todos sabemos que o construtor não vai acabar a obra e que o prédio ao lado ruiu numa véspera de Natal há poucos anos.
Este prédio também vai ruir porque está há anos a ser minado pela intempérie e está assente numa confluência de linhas de água, que se acentuam naturalmente no inverno.
Só não se sabe é exactamente quando isso acontecerá.
Pode ser amanhã.
Alguém tem que fazer alguma coisa.
Nem que seja implodi-lo.
O mais depressa possível.
Seia, 29/10/2008 às 08:30h
Recebi aqui uma colecção de emails que terão sido enviados para o forum do PE e que pelos vistos não foram publicados.
As pessoas - uma delas perfeitamente identificada - estão indignadas e acusam o moderador do forum de censura.
Mais: para me tentarem "espicaçar" mostram-me que alguns dos textos censurados falavam de mim directamente e de forma elogiosa.
Meus Caros: eu estou-me bem a borrifar para o que as pessoas publicam ou deixam de publicar onde quer que seja.
Já o disse e repeti que a minha dead-line foi atingida a 16 de Setembro.
A partir daí não quero saber da política de Seia para coisa nenhuma e pouco - ou nada - me importa o que se poderá passar daqui em diante.
Uma coisa é certa: eu não terei nada a ver com o que se passar políticamente em Seia pelo menos até às próximas eleições autárquicas.
Depois disso, se cá estivermos, daremos os parabéns a quem ganhar e confortaremos quem perder, desde que se tenha esforçado.
Já fui trouxa que chegasse para três incarnações e meia...
Agora vou apenas assistir. Nada mais.
Por isso, se pensam que fico chateado por não publicarem elogios à minha pessoa, desenganem-se.
Se isso aconteceu, até tenho a agradecer a quem censurou estes textos.
Que nunca lhe doa o lápis azul!
Isso iria sempre ser interpretado ao contrário da intenção de quem escreveu e seguramente daquilo que me interessa a mim, neste momento, que é não ter qualquer participação na luta política que se avizinha.
Obrigado, caro censor, e continue assim.
Quando vir algum comentário que se refira à minha pessoa, continue a fazer o que tem feito nos últimos anos: censure à força toda, que eu até lhe agradeço.
Quanto menos se falar de mim melhor.
Foi um prazer e até à próxima.
E vamos mas é tratar de coisas sérias que a política, em Seia, não é uma delas.
Atente-se neste maravilhoso arco iris sobre a minha Escola.
Foto de Henriqueta Val-do-Rio.
Isto, ao contrário da politiquice provinciana, é que é uma ilusão que vale a pena ter.


Esta foto é ainda anterior. Uma formação que apenas se apresentou em público meia dúzia de vezes.
Chico Cunhal, com apenas 11 anos, penso eu, fazia o que podia na bateria - a minha primeira bateria, uma Pearl, onde eu aprendi a tocar, com apenas um timbalão e um prato a sair do bombo! - mas a qualidade do conjunto exigia um baterista "já feito".
Por isso fomos buscar o Mix a Gouveia, em 73.
Trata-se de um postal feito em tipografia através de zincogravura, a única tecnologia existente na época para se passar imagem para cartazes.
Os números de telefone foram batidos à máquina posteriormente, está bom de ver.

'Ol Tomix enviou-me esta que foi das primeiras montagens gráficas dos Kardos.
Mix, Fausto, eu com 13 anos, o meu velhote, nós todos na serra (já na altura fazíamos propaganda ao Turismo na Serra da Estrela!...) e Ferreira da Mota (Tó B...).
Fotos tiradas na cave da nossa casa, onde era a nossa sala de ensaios, já não me lembro por quem.
Estas colunas amplificadas Yamaha seriam mais tarde utilizadas no 1º primeiro de Maio da Liberdade (1974) na Praça da República, para a proclamação da Liberdade e da Democracia.

Aos 14 de idade já eu era batidão nestas coisas dos conjuntos de baile, e tocava com estes malucos.
Não tocávamos pimbalhada. Pink Floyd, Beatles, Status Quo, Rolling Stones, Nazareth, Led Zeppelin, e tambem tangos e valsas e pasos dobles, pois claro...
O baterista fugiu para a América, o Fausto foi para Viseu e o meu Pai anda por aí...
As carrinhas avariavam às 5 da manhã, não havia telemóveis, eu vinha a dormir em cima das colunas de vozes na caixa da camioneta Hanomag, chegávamos a casa ao meio dia e meio, e uma vez tirei o Paninho de dentro da caixa de uma camioneta que não abria por dentro e que desatou a arder depois de uma actuação em Famalicão da Serra.
Coisas banais em 1974.
O ano em que pensávamos que isto ia mudar...
Loriga, a Suiça Portuguesa, perdeu em têxteis o que ganhou em beleza e êxtase.
Com a temível e deslumbrante Garganta de Loriga ao fundo, um monumento natural da idade da Serra da Estrela - 20 milhões de anos - esta Terra de autêntica Magia nunca cansa. É sempre nova e toma novas cores ao longo do ano. Sempre irrepetíveis, sempre admiráveis.
O seu branquíssimo manto de inverno é gradualmente substituído por molduras de cores progressivamente mais quentes e efusivas até ao Outono, porventura a Estação que mais cambiantes traz a esta inacreditável Terra Mágica.
A apenas 15 minutos da Cidade de Seia, possui agora ligação directa à Lagoa Comprida e à Torre, servida por uma estrada nova que proporciona paisagens de cortar a respiração.
A não perder este espectacular circuito: Seia - S. Romão - Valezim - Loriga (um salto a Alvôco - outra Terra Mágica) - novamente Loriga - Portela do Arão - Lagoa Comprida e Torre. A descer, vir por Sabugueiro e comprar uma recordação do Concelho Mágico da Serra da Estrela, que é o de Seia.
Uma das mais inexploradas e a mais recente freguesia do concelho de Seia, a Lapa é uma Terra Mágica.
A poucos quilómetros da Cidade de Seia, empoleirada no cimo de um monte quase inacessível, dir-se-ia, ao subir a íngreme ladeira, estarmos a ser transportados para outra dimensão.
Tudo, lá em cima, é a subir e a descer. Praticamente não há um plano. As casas são o limite do precipício.
E aqui está uma grave limitação do vídeo e da fotografia que não conseguem trazer essa terceira dimensão - a maravilhosa profundidade - para o plano visual das 2 dimensões.
Há que lá ir.
O viajante ficará envolvido e extasiado com o micro-mundo que vai encontrar.
E nunca mais se esquecerá desta Terra Mágica.
Isso EU posso garantir.
Com música a sério....
No dia 22 de Outubro cerca de 1500 pessoas, sobretudo jovens das escolas, mobilizaram-se formando um corredor verde que uniu a Câmara ao Cise.
Aqui ficam algumas imagens documentais - sem tratamento, claro - que retratam exactamente o que aconteceu.
Esta é a primeira parte. A limitação do youtube não permite filmes com mais de 100 mega.
José Conde explica suscintamente o que é o CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - em Seia e informa as iniciativas que aquele extraordinário equipamento científico-cultural está a promover neste momento.
A resposta é simples:
Quando todos os limites da ética e da decência política são ultrapassados, quando não há um pingo de vergonha na cara das pessoas, quando a ignorância e a inépcia políticas são tão monstruosas e a falta de senso do ridículo chega a este ponto de verdadeiro escândalo regional... já não se encontram as palavras adequadas para comentar.
Para além disso, ao retirar-me da luta eleitoral, fi-lo por considerar que o PSD já não vai a tempo nem sequer de manter a representatividade no Concelho que tinha em 2005.
Por isso também não é justo que continue a criticar quem se propõe (???) trabalhar.
É claro que estas pessoas não fazem a mínima ideia da enormidade do trabalho que teriam pela frente se, de facto, pretendessem fazer alguma coisa...
Mas até isso é uma vantagem.
A ignorância é muito atrevida e, às vezes, até é benéfica.
Agora: eu não acredito que todos os elementos da recém auto-eleita comissão política sejam inconscientes a ponto de continuarem a seguir cegamente quem demonstra a par e passo não possuir as mínimas condições para liderar o partido.
Conferiremos, nos próximos dias, a quem ainda restará um pingo de vergonha. Parece-me absolutamente impensável que alguém, em seu perfeito juízo, caia no ridículo de aceitar tomar posse na sequência de uma votação com esta representatividade.... mas já acredito em tudo.
Cada um tem a lata e o senso do ridículo que tem...
Não há muito a fazer a esse respeito.

Mas há uma razão para isso:
O CISE e o Hospital estão arrumados e não há grandes projectos para o próximo ano. Enquanto que o Tribunal de Gouveia (!!!!) vai começar a ser construído.
Por acaso até há um projecto em Seia e bem grande: a requalificação do rio Seia. Só que ainda não houve tempo para lançar o concurso.
Para o ano que vem espera-se que este grande projecto já possa vir a ser contemplado.
E não é por ser ano de eleições, sejamos sérios.
Porque se tudo correr com as calmas do costume ainda nem sequer será para 2009 que veremos inscritas as verbas necessárias ao arranque dessa obra maior para a qualidade e atractividade da nossa cidade.
Esperemos que a próxima equipa que liderar os destinos de Seia, seja ela qual for*, se empenhe a sério nesse sentido.
Para Seia estão inscritos 578 mil euros enquanto que para Gouveia vão quase 4 milhões e 100 mil euros (7 vezes mais) e, para Oliveira, apenas 145 mil (um quarto do que virá para Seia).
*Digo: seja ela qual for porque no PS ainda não se sabe ao certo se o candidato será Carlos Filipe, ou se será Filipe Camelo.
E, para além disso, o PSD também pode ganhar as próximas eleições. Tal como a CDU.
E, enquanto docente de estatística, até posso assegurar que as probabilidades que este PSD de Seia tem de ganhar a Câmara, em 2009, são exactamente iguais às que tem a CDU.
Todas as semanas - e não sei se todos os dias - se tem passado o mesmo aqui em Seia em frente à Casa municipal da Cultura.
E muitas vezes com este mesmo veículo que já começa a ser conhecido aqui na rua.
Há 3 semanas o trânsito parou durante cerca de 45 minutos num dia em que o acesso principal ao centro de Seia estava fechado ao trânsito devido às obras do gas natural.
Durante 45 minutos, enquanto os carros que estavam estacionados na curva não foram removidos, ninguém passou. Nem sequer ambulâncias que, por via do fluxo do trânsito na rua que liga o largo Marques da Silva à Praça da República se fazer ao contrário do que é lógico, não podem aceder ao Hospital.
Um autêntico pandemónio.
Tive que pedir a um amigo que tinha o carro na Praça da República que me levasse à escola senão obviamente faltava ao trabalho.
Há que impedir o estacionamento dos carros ali na curva, e deslocar o separador central meio metro para a esquerda, porque a descer não há problema. O separador central, embora estreito, tal como está desenhado não permite que estes veículos longos possam dar a curva.
E depois é o que as imagens documentam

A escola que se vê é a EB 2,3 Dr Abranches Ferrão. A minha Escola.
Com uma vista destas, que eu tenho diariamente, volta a apetecer ser professor, apesar de tudo...
Até os pseudo-jornais que vendem 24 exemplares por tiragem se aproveitam de uma não-notícia como a disponibilidade anunciada em Assembleia de militantes de António Maximino para arranjarem tema de debate.
Como é que é possível que as pessoas estejam tão afastadas da realidade do que se passa em Seia para confundir um desabafo com uma intenção séria?
Maximino é uma mais valia no PS de Seia e é uma pena não estar na AM, por exemplo. Mesmo que, como acontece neste momento, tirando um ou outro debate, a AM ser apenas um pró-forma.
A verdade é que qualquer inclusão do seu nome numa lista neste PS presidido por EB seria despropositada dada a conflitualidade latente e recorrente entre ambos há demasiados anos. E Maximino sabe isso melhor que ninguém.
Então para quê aquele anúncio público?
A intenção só pode ter sido a de mostrar que nem tudo está resolvido e que ele ainda não foi engavetado.
Mas está.
Só quem não faça a mínima ideia do que é Seia e como é que isto funciona - como alguns eternos aprendizes de política de gabinete e secretária que eu cá sei - poderá ter a mínima dúvida.
Foi, no mínimo, um erro estratégico de Maximino. Cava ainda mais o fosso existente. Ou seja: vai ter que esperar ainda mais tempo para poder ser protagonista de alguma coisa dentro do PS de Seia.
Quem quer ser candidato arranja equipa e programa e submete-os à consideração da CP.
Esse anúncio informal e intempestivo retira-lhe à partida qualquer hipótese de se candidatar a candidato, de facto. Porque a CP do PS de Seia não lhe perdoará o incómodo causado.
E, como Maximino é uma pessoa inteligente, parece-me que a intenção terá sido mais esta - a de agitar as águas e dizer «ainda estou vivo!» - do que outra qualquer.
Feitios...
Rui Veloso é o eterno crítico - todos os partidos têm um - muitas vezes com alguma razão. A estratégia que utiliza no dia a dia é que vai descredibilizando, no meu entender, a razão que lhe possa assistir.
Talvez uma atitude mais construtiva, no dia a dia, dentro do próprio partido (já que dele se recusa a afastar), ajudasse a fortalecer a sua propositura.
Não acredito de maneira nenhuma que aquela "boca" passasse além disso.
Seia tem gente a menos e a contribuição de todos os cidadãos válidos como Maximino ou Veloso seria muito necessária para se corrigirem caminhos ou evitarem pântanos.
Infelizmente um e outro cavaram fossos junto de gente demasiado icónica dentro do PS para que, num futuro próximo, alguém os possa convidar para o lado da gestão.
A mim nada me chocaria ver Maximino como vereador. Duvido é que ele aceitasse... Posições extremadas dão nisto.
Quem perde é sempre o mesmo: o concelho.
Em nota humorística - até porque sou amigo de ambos - não resisto a meter esta:
Um é Camelo* mas os outros é que têm o deserto pela frente para atravessar.
*(Só de nome, claro!)

Acho que o convite é aberto a toda a gente (excepto, eventualmente, o almoço).
E se de repente a nossa orografia deixasse de constituir um limite para o cicloturismo?
E se as subidas se transformassem em planos como por artes mágicas?
Não é magia.
É electricidade!...
Este fim de semana vou estar com o importador das bicicletas que estão a fazer furor na Serra de Sintra.
Trata-se de um êxito absoluto.
Idosos de 80 anos pedalam serra acima como se estivesem em plano!
Para Seia seria um espectáculo!
Eu já experimentei uma e asseguro que se consegue subir até ao Sabugueiro sem o mínimo de suor.
Estas bicicletas transformam literalmente as subidas em planos.
Têm 6 velocidades assistidas por um motor eléctrico.
Autonomia para 70 kms e carregam em 3 horas.
Não há furos. Os pneus são auto-reparáveis.
Não há manutenção.
Não necessitam carta, nem seguro, nem capacete, nem qualquer documento para andar na estrada porque têm 250 Watt - o máximo permitido por lei para encaixar nestas facilidades.
Era qualquer coisa de espectacular!
E se passássemos a ir para os empregos de bicicleta?
Quando se poupava ao fim de um ano?
Pelo menos o valor da bike que, neste momento, em promoção, não ultrapassa os 880 euros!
E que Bem se fazia ao ambiente?
Ontem, na Assembleia Municipal, entre 8 deputados directamente eleitos e mais 4 presidentes das Juntas, num total de 12 presenças, o máximo que o PSD conseguiu, numa votação, foram 7 votos.
Na outra conseguiu apenas 6.
E todos os presidentes das juntas eleitos pelo PSD votaram contra a orientação da bancada. Nomeadamente num assunto que lhes diz directamente respeito: a baixa do IMI para 2009.
Isto é apenas uma constatação.
Como já afirmei, estou retirado da actividade política até às próximas eleições, pelo menos. Depois logo se vê.
Deixo aos analistas a análise e respectivas conclusões.
Esta versão de 5 minutos foi comprimida e enviada directamente do iMac em Full HD para o Youtube. Tudo directo.
Mesmo assim a coisa não vê melhoras. Vou tentar o Photobucket.
Dá-me ideia que o Youtube está, ultimamente, a comprimir demasiado as coisas.
Dificuldades técnicas em compatibilizar o filme em HD com os formatos super comprimidos do Youtube não permitiram que as imagens da caminhada estivessem ainda online.
Já vou na quarta compressão e a coisa ainda não está capaz.
O problema é que eu já só filmo e edito em full HD.
E é mais fácil queimar blu-rays do que enviar 1080 linhas para o youtube...
Mas vamos a ver se esta tarde já se consegue.
2ª Parte - A caminhada propriamente dita pela Cidade.
3ª parte - O final
Em 10 de Maio de 2003 filmei isto.
Um sábado à tardinha fui até à Torre e deparei com este incrível pôr do sol.
Ao remexer no meu baú de recordações, decidi recuperá-lo.
Claro que, se fosse hoje, metade das sequências não as aprovaria.
Mas fica o documento.

Dia 27 | Sábado - 21:45 Horas – Concerto com a Orquestra Filarmonia das Beiras
Intervenientes: Orquestra Filarmonia das Beiras; Bruno Monteiro (violino); Gonçalo Pescada (acordeão) e António Sérgio Ferreira, (direcção)
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
Programa:
Antonio VIVALDI – As Quatro Estações
Concerto Nº 1, “A Primavera”, RV 269, em Mi Maior
I – Allegro; II – Largo; III - Allegro
Concerto Nº 2, “O Verão”, RV 315, em Sol menor
I – Allegro non molto; II – Adagio – Presto; III - Presto
Concerto Nº 3, “O Outono”, RV 293, em Fá Maior
I – Allegro; II – Adagio – Presto; III - Allegro
Concerto Nº 4, “O Inverno”, RV 297, em Fá menor
I – Allegro; II – Adagio – Presto; III - Allegro
Astor PIAZZOLLA – Quatro Estações Portenhas
Classificação etária: maiores de 6 anos
Casa Municipal da Cultura de Seia, Av. Luís Vaz de Camões 6270 - 484 SEIA
Telf. 238 310 249 Fax 238 310 236 Telm 964862521 site: www.casadaculturadeseia.com

O PE descobriu ontem, para seu próprio espanto, o que toda a gente sabia há meses e o próprio Eduardo Brito nunca escondeu.
Mas pronto...
À falta de notícias, uma notícia estafada serve na mesma.
Qualquer dia ainda vão descobrir que candidato do PS é o Carlos Filipe Camelo.
Quem sabe lá?...
Chama-se a isto jornalismo de investigação.

Disseram-me ontem que as eleições para a comissão política do PSD local foram marcadas para 17 de Outubro.
Duas curiosidades:
1 - Eu comuniquei a minha decisão de me afastar do processo a 16. Mas claro que isso foi apenas mais uma coincidência.
2 - Essa convocatória não consta no orgão oficial do PSD - Povo Livre - como se pode constatar. E, sem essa condição obrigatória, o acto eleitoral é ilegal.

Este fim de semana dois blockbusters no Cinema de Seia:
Batman, o cavaleiro das trevas.
e, para a pequenada, sábado de manhã e domingo à tarde:
Kung Fu Panda.

Recebi o seguinte email, bastante preocupante, que transcrevo na íntegra.
«Amigo Tilly
Como trabalhadores da Beiralã e sabendo que o senhor está na Assembleia Municipal, agradecíamos que nos ajudasse.
Estamos a ser vitimas de um embuste do Rui Cardoso, com o silêncio, como alguns dizem "ensurdecedor", da Comissão Sindical (????), do Sindicato Texteis da Beira Alta - Carlos João (????) e também do Eduardo Brito.
Está uma tramoia montada e nós é que ficamos sem emprego, dinheiro e Seia vai ficar sem Beiralã, pois este senhor Rui Cardoso quer passar as máquinas para a Covilhã, para uma empresa (Texwool), que está em nome dos filhos.
Aliás, o quarto comentário (do Prognóstico), no seu post sobre a Beiralã (no seu blog) diz tudo.
Ajude-nos por favor
Um abraço
Trabalhadores da Beiralã »
Meus Caros:
Não sei como vos poderei ajudar a não ser propor à Asembleia Municipal que solicite esclarecimentos sobre as questões que vos suscitam dúvidas.
Para isso, façam-me chegar as vossas denúncias bem fundadas e fundamentadas.
Boatos não servem.
Elaboraremos um conjunto de questões e proporei à AM que essas questões sejam enviadas à Administração da Empresa.
Fiquem, no entanto, cientes que não estamos nos EUA e que não existem comissões especializadas para acompanhar estes casos e menos ainda a AM pode «obrigar» a Administração da Beiralã a responder ao que quer que seja.
No entanto, se nada houver a esconder, conhecendo um pouco o sr Rui Cardoso, de quem fui vizinho e entrevistei em tempos, para o PE, numa altura também muito problemática da empresa, creio que ele não se furtará a responder.
Aqui podem ler a peça que fizemos - eu e o Fernando Paninho - para o PE na altura em que o PE era um jornal a sério.
Se quiserem dêem uma olhada à primeira página dessa edição e vejam o JORNALISMO de investigação que se fazia (eu e o Paninho) em Seia em 2003.
As televisões filmavam a entrevista do Paninho ao Sr Rui Cardoso.
Uma coisa impensável, hoje em dia...
Se lerem com atenção a entrevista, ela já tocava todos os pontos que hoje ainda são quentes.
O que vai acontecer à empresa?
Vai deslocalizar-se? Vai fechar? As instalações serão vendidas para especulação imobiliária?
E a cantina? A quem pertence?
E o sindicato? Quem defende?
As fotos, da época, foram tiradas com a minha Minolta de rolo, ainda.
Mas adiante:
Aguardo as V. questões.
O meu número, se me quiserem ligar, é o 91 816 66 23.
Boa sorte para todos, e muita calma.
Nem toda a gente é vigarista e eu, até prova em contrário, acredito na boa fé das pessoas.
Mas vocês, enquanto Cidadãos, também podem ir à Assembleia Municipal expôr as V. preocupações pessoalmente.
Agora, infelizmente, até têm tempo para isso...
Antes da Ordem do Dia há um período para a intervenção do público.
Apareçam.
O Parlamento de Seia serve para isso mesmo.

Novo curso da ESTH de Seia sem alunos
O novo curso de Restauração e Catering da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (ESTH) – a nova denominação aprovada pelos também novos Estatutos do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), que foram publicados no passado dia 5 de Setembro – ficou completamente deserto: as 20 vagas disponibilizadas para esta primeira fase não tiveram qualquer procura. Por outro lado, das 40 vagas propostas para o curso de Turismo e Lazer apenas 20 foram agora ocupadas, o que se traduz numa taxa inicial de colocação de apenas 50%. Já o curso de Gestão Hoteleira registou um pleno sucesso na procura, sendo que as 44 vagas disponibilizadas ficaram todas preenchidas. Assim, de um total de 104 vagas previstas pela ESTH de Seia para esta fase, apenas foram preenchidas 64 (61,53%).
in PE.
Não há dúvida que algo não corre bem para os lados da Arrifana.
Criar cursos praticamente sem candidatos, pelo terceiro ano seguido, mostra a desintonia continuada entre a estratégia da oferta da Escola e as reais necessidades do mercado.
Há que fazer estudos e levantamento dessas necessidades do mercado, que nesta zona turistica é paradoxalmente exíguo - e as aspirações dos alunos que se encontram no 12º ano.
É o mínimo que se pode fazer.
Estará a ser feito esse trabalho?
Não deve estar, senão não se inventavam cursos que os candidatos não querem.
O futuro e a sobrevivência da ESTT (ou ESTH), na minha opinião, passará menos pelo show-off das actividades mediáticas - Odiseias e outras que tais, que pelos vistos não conferem prestígio nem trazem alunos à escola - e mais pela consistência, adequação e Qualidade da oferta académica.
Uma Escola Superior não pode embarcar no folclore instalado que hoje mascara a falta de rigor que se verifica no ensino básico, onde o verbo APRENDER já foi absolutamente arredado do léxico escolar, tendo sido substituído pelas infames «aquisições de (in)competências» nisto e naquilo.
Será a altura de João Brás chamar o Conselho Pedagógico à pedra...

O PSD de Seia continua a recusar-se a marcar eleições.
O PSD de Seia prova que quer - como eu já o afirmei - que tudo fique como está.
Com uma comissão política demitida há 3 meses que a única coisa que fez, desde que tomou posse, foi isso mesmo: demitir-se!.
Muito bem.
Estamos a 16 de Setembro. Eleições já só para meados de Outubro.
A primeira "volta" ao Concelho já se perdeu.
Vem aí o inverno e mete-se o Natal. Ninguém vai estar, como de costume, disponível para nada. Nem aos fins de semana.
Já vi esse filme há 3 anos.
Há-de haver freguesias onde nem sequer se irá.
Para se conseguir uma lista boa, numa freguesia apenas, neste momento, será preciso mais trabalho no terreno do que todos os baronetes juntos alguma vez desenvolveram pelo partido.
E ninguém vai estar disponível para coisa nenhuma, a não ser para entrar nas listas para a câmara e para a Assembleia Municipal, como sempre.
Pois eu também não.
Não vou andar a calcorrear outra vez - praticamente sozinho e agora a contra relógio! - montes e vales para arranjar listas que não nos envergonhem.
Fiquem lá com o Partido, ou com o que dele restar, e que vos faça bom proveito a todos!
A vida continua e há muitas formas de se lutar pelo bem estar da nossa Terra sem ser obrigatoriamente de dentro de um Partido político.
É o que sempre fiz e o que continuarei a fazer daqui em diante.
Agradeço o apoio daqueles que reconhecem a minha convicção e determinação para trabalhar pelo Concelho, apoio esse bem reflectido nas dezenas de mensagens e emails recebidos. Alguns deles directamente para aqui. Outros, pessoais.
Eu não vou andando por aqui, como dizia o outro.
EU SOU DAQUI.
DE SEIA E DE TODAS AS SUAS FREGUESIAS.
Ainda este ano as visitei a todas!
Conheço muita gente em todas elas. Boa gente! E gente humilde, mas que sabe bem o que quer.
Gente do PS, do PSD, da CDU, do CDS e apartidária.
Conterrâneos Meus.
Gente que merece que as suas Terras não desapareçam do mapa.
Nunca, dentro das minhas limitadas capacidades, evidentemente, me demitirei de lutar contra a desertificação, abandono e ruína do meu Concelho.
E a favor da melhoria da Qualidade de Vida das populações do meu Concelho.
Enquanto acordar com os pés a mexer, terão que me aturar!
Obrigado a todos.
João Tilly
Hoje às 7:40h da manhã em Carragozela, Seia, o alarme foi dado:
13 ovelhas jaziam mortas, num redil, duas delas literalmente devoradas. Uma, inclusivamente, arrastada para fora do redil que estava, naturalmente, fechado.
Os números são impressionantes.
«Mesmo que fossem lobos (que os não há...) eles não precisavam de matar tanta ovelha...» - assegura o dono do rebanho.
O jovem Marco Cabral está indignado com a resposta da GNR local:
- "Não vamos aí fazer nada".
Terá sido esta a resposta que a GNR de Seia lhe terá dado ao telefone.
Também tenho esse depoimento.
O pastor, homem de meia idade, garante, por sua vez, que «nunca viu uma coisa destas».
Brevemente fotos e filme aqui.

«Até há uns tempos estava convencido de que nada se fazia, no PSD de Seia, porque as pessoas não tinham jeito, não tinham disponibilidade ou simplesmente não queriam trabalhar.
O tempo passou.
Todos os limites para a inépcia, para o laxismo e até mesmo para a incompetência foram ultrapassados.
Hoje, 3 anos após as últimas eleições, conhecendo o "sistema" por dentro, e analisando a actuação de alguns "responsáveis" pelo Partido em Seia, sou forçado a concluir duas coisas:
1º - que não houve quem quisesse trabalhar em prol do Partido,
2º - mas houve e há muito quem esteja a "trabalhar" na sombra para que o PSD em Seia não vingue.».
João Tilly, 10/09/2008
«O PE contactou alguns militantes do PSD de Seia, numa tentativa de recolher reacções às posições tomadas por aquele que, em 2005, foi o director da campanha autárquica de Nuno Vaz, mas nenhum deles se quis pronunciar sobre o assunto, embora alguns tivessem lamentado a forma e o tom utilizados pelo deputado municipal para publicamente se referir ao partido por que foi eleito.»
Aqui está perfeitamente identificada a razão pela qual o PSD não passa da cepa torta:
«Os mesmos» continuam convencidos que aquela meia dúzia de múmias políticas - ELES PRÓPRIOS - é que são o partido.
E quando dizem: «para publicamente se referir ao partido que o elegeu» estão ou a ser distraídos ou maldosos.
Mas provavelmente as duas coisas.
1 - Distraídos porque confundem "o partido" a que me estou a referir com ELES PRÓPRIOS.
Não são! Percebam isso de uma vez por todas.
Vocês não são o Partido.
Eu não critico o Partido de 5500 simpatizantes. Critico a meia dúzia de políticos da sua direcção e os seus apoiantes dos jogos de bastidores que, em 3 anos, nada fizeram.
Refiro-me a essa mesmo meia dúzia de baronetes que nada fazem nem fizeram e nada farão para além dos jogos palacianos do costume que os levará sempre à derrota.
Toda a gente percebe isto menos essa meia dúzia, pelos vistos.
2 - Maldosos, quando logo a seguir referem: «o partido que o elegeu».
Aí já demonstram perceber que AFINAL falam de outra coisa: do verdadeiro Partido que são os tais 5500 militantes.
Afinal eles não estão totalmente confundidos.
No fundo já perceberam que a «meia dúzia» de barões do sistema afinal não são o partido.
São-no no princípio da frase, mas já o não são no fim...
É por isso que eu digo que esta gente não é só muito limitada intelectualmente: é maldosa, trambém.
Quando alguém - sempre a coberto do anonimato - profere declarações a um jornal falando de tricas e de oportunidades políticas para justificar o injustificável que é o facto de há 3 anos não termos uma liderança no PSD de SEiA, esse alguém está a revelar à sociedade o estado moribundo desta direcção partidária.
E a filosofia zérica que a subjaz.
Enquanto esta gente pensar que "o partido" são as 15 pessoas que lêem jornais em Seia está tudo estragado.
Enquanto esta gente não se compenetrar que se está a afastar cada vez mais da população senense, continuará a fazê-lo.
Eu só fico admirado com os números que o PSD ainda tem atingido APESAR da falta de direcção, de estratégia, de contacto com as populações.
Agora: sobre a situação no PS
É claro que justificar a inércia com a espera da definição do PS é argumento do mais ridículo que pode haver. E mostra à evidência que não há estratégia, não há rumo, não há inteligência.
Esperar pela definição do partido do poder para se «dançar conforme a música» é do mais medíocre e envergonhante que há, e mostra mais do que o ponto a que isto chegou: mostra à evidencia o MAL que esta gente continua a fazer ao Partido que devia estar há anos no terreno a trabalhar com as populações. Se é que as quer ganhar.
Mas isso dá muito trabalho, sabemos bem...
Adiante: Eduardo Brito anunciará, dentro de dias, que se chegou ao fim do seu ciclo e que vai retirar-se.
Alguns palonços darão saltos de contentes.
Alguns palonços estarão convencidos que assim será muito mais fácil.
Mas só mesmo os palonços.
Como já tive oportunidade de o dizer em sede própria, se Eduardo Brito não se candidatar às próximas eleições - e já lá vamos... - abrindo caminho ao seu eterno número 2 - Carlos Filipe Camelo - a tarefa do PSD fica muito MAIS dificultada.
Simplesmente porque se há 1000 assuntos mal resolvidos, 2000 conflitos, 3000 promessas não cumpridas por esse concelho fora que se podem esgrimir junto das populações relativamente ao actual Presidente da Câmara (falta menos de um ano para as eleições.... já nem tempo para isso haverá), a verdade é que há ZERO manchas a apontar a Carlos Filipe.
O homem apresenta-se às eleições completamente imaculado.
Eu nunca ouvi ninguém queixar-se de Carlos Filipe Camelo, o que até chega a ser estranho dada a quantidade de anos em que ele já está no executivo.
Era natural que alguém tivesse alguma coisa a apontar-lhe.
Nada!
Isto é o que os baronetes do sistema ainda não perceberam.
Andam para aí com jogos florais a ver se há terreno para meterem o jovem censor à força numa estrutura que não existe para ganharem um concelho desconhecido por todos.
Se EB não for, avança o censor!
Eis aquele que pode ser um bom slogan para a campanha!
Se eles fossem inteligentes isto seria, até, maquiavélico.
Infelizmente, Inteligência é coisa que não abunda no sistema.
O que se vê é apenas muita parvoíce, muito pedantismo, muito desconhecimento do Concelho, muito afastamento dos reais problemas que afligem as populações.
Eduardo Brito anunciará a sua intenção de não se candidatar dentro de dias.
Todos o sabemos há meses.
Se é disso que estão à espera, não estão à espera de coisa nenhuma!
Mas daqui até Abril muita água vai correr, seus palonços!
Muito telefonema de Lisboa - uns verdadeiros outros ficcionados - se hão-de atender.
Muitas pressões - umas verdadeiras outras nem por isso - se hão-de fazer.
Muitas conclusões - umas reais outras forjadas - se hão-de tirar.
E, para o PSD, muita oportunidade e muito trabalho necessário se há-de perder.
Mais uma vez.
E sai mais um slogan que eu hoje estou bem disposto:
Censor... encolhido... os zeros estão contigo!
O que eu quero é ver o jovem censor rodeado do sistema zero a calcorrearem montes e vales...
Isso é que vai ser o meu espectáculo preferido do próximo ano!
À terceira vez que saírem e perceberem que têm lá 7 pessoas à espera e que o povo não os conhece de lado nenhum depressa desistem.
Vamos a eleições, em 2009, sem sequer falarmos com ninguém...
Olhem: até pode ser que resulte...
Como o secretário de Estado das obras públicas é natural de Oliveira do Hospital, considera-se MUITO NATURALMENTE que ele decida as coisas A FAVOR dos interesses de Oliveira do Hospital!!!
E, portanto EM DESFAVOR dos interesses das outras cidades e concelhos de onde ele NÃO É natural.
E tudo isto é dito de forma muito NATURAL numa reunião de Câmara de Oliveira do Hospital felizmente filmada e tornada pública.
Esta é para o TELE RURAL!
Ao que chegou a política no interior profundo...
Administração da têxtil anunciou aos trabalhadores que vai pedir a insolvência da empresa
Após nove meses de incertezas, a Beiralã, uma das maiores empregadoras de Seia, anunciou aos trabalhadores que vai requerer a insolvência da empresa e que já não tem possibilidade de pagar os ordenados de Agosto.
Num plenário realizado na segunda-feira, a administração da têxtil, sucessora da histórica Fisel, também admitiu não ter capacidade financeira para continuar a laborar com os actuais 208 empregados.
Confrontados com esta situação, entre 150 a 170 operários vão suspender, já na próxima segunda-feira, os seus contratos de trabalho, tendo sido a administração a decidir quem sai. "Os mais novos foram privilegiados", adianta o administrador Rui Cardoso.
Para o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Alta, esta solução pode ser "uma forma de viabilizar a fábrica, mas é, sobretudo, a garantia de que vão receber os salários ao fim do mês".
Carlos João acrescenta que "todos querem evitar passar o que viveram em meados da década de 90, na então Fisel, quando tiveram oito meses de ordenados em atraso". O que ainda não é o caso.
Segundo o sindicalista, os vencimentos estão todos pagos, "excepto Agosto", enquanto o subsídio de férias deverá ser liquidado nos próximos dias.
Carlos João avisa, no entanto, que esta saída é "temporária", pois o futuro da empresa terá que ficar decidido até ao final do ano: "Se os credores não viabilizarem o plano de recuperação terá que se decretar a sua falência", sentencia.
"Este problema já esteve para rebentar no início do ano e em Maio, mas, agora, não há mais 'balões de oxigénio'", garante, recordando as reuniões no IAPMEI e no Ministério da Economia.
Sem margem de manobra, a administração não tem outra alternativa que não seja avançar com o pedido de insolvência, ao que tudo indica, ainda este mês. O administrador Rui Cardoso atribui as dificuldades à falta de encomendas, mas também ao facto de a empresa de "factoring" que trabalha com a Beiralã ter suspendido todos os contratos com a têxtil. "Desde Maio que não temos qualquer receita", adianta, dizendo que o assunto está em tribunal.
Mesmo assim, o empresário acredita que há condições para viabilizar a empresa, que tem "cinco milhões de euros" de dívidas a fornecedores e à banca.
Já Carlos João revela que a ideia da administração é manter apenas 100 trabalhadores no futuro.
"É um mal menor. Estes postos de trabalho, em Seia, são tão importantes como mil em Lisboa, porque, aqui, não há alternativas de emprego", diz o sindicalista.
Os trabalhadores que comigo falaram ontem realmente acreditam é que a empresa fechará irremediavelmente.
Por agora ficam ainda 40, mas dentro em pouco a empresa fechará portas.
Mais um grande problema para o tecido económico e para a sobrevivência de muitas famílias em Seia.
http://www.beirala.com
Acabo de ser informado de uns rumores que indicariam o fim do mês de Setembro para a realização das eleições para a Concelhia do PSD.
No entanto, consultanto o Povo Livre - orgão oficial do PSD - verifico que há dezenas de convocatórias para essa eleição em todo o país, mas Seia não figura entre elas.
E, como sabemos, a convocatória tem que ser ali publicada com, pelo menos, 30 dias de antecedência.
Portanto, antes de 10 de Outubro, não ocorrerão eleições.

É a questão que se coloca nas ruas.
Os senenses começam a ficar atónitos com o sono profundo do único partido que poderia lutar eleitoralmente pelo poder em Seia.
Ouve-se nas ruas, lê-se nos fóruns, vê-se o desânimo na face das pessoas.
O que o PSD fez, nos últimos 3 anos - um zero absoluto - mostra à população que as pessoas que se propuseram constituir alternativa à governação socialista afinal não o queriam fazer.
E isto é muito preocupante.
Entretidos em jogos florais à espera não sei de quê, o sistema paralisante a única coisa que faz é deixar passar o tempo até ser tarde demais.
Meus amigos: quem é que, a um ano das eleições, pode honestamente propor alguma coisa ao concelho com o mínimo de consistência?
Eu vejo por mim.
Tenho a minha estratégia (a única existente, até à data) publicada desde o ano passado.
Conheço o concelho todo de ponta a ponta. Ainda este ano o corri todo no âmbito de um projecto audiovisual. Fui a todas as freguesias.
Posso dizer-vos que não é sério nem exequível propor, com tão pouco tempo, qualquer tipo de acção a desenvolver por esse concelho fora.
Não há tempo, meus senhores.
As pessoas têm a sua vida. Ninguém é profissional da política.
São 29 freguesias.
Mesmo sacrificando todos os fins de semana para visitar as freguesias até às eleições, o tempo não dá para dar 2 voltas sequer ao concelho!
Nem sequer sabem fazer contas?
O trabalho de sapa não está feito. As bases não estão lançadas. Não se estabeleram cumplicidades sequer com as nossas listas tiradas a ferros e a contra relógio, sabe Deus com quanto suor... e que foram deixadas completamente ao abandono desde o dia 9 de Outubro de 2005 pelas duas comissões políticas que este partido teve.
Tenho a certeza que a maioria delas não estará disponível para as próximas eleições.
E quem vai arranjar alternativa?
Quem vai arranjar listas por essas freguesias fora?
Se esta comissão politica paralisada continuar em funções qual vai ser a vergonha pública de um partido que se vai apresentar com menos de metade do territorio coberto?
Isto, se conseguir apresentar listas em algum lado...
EU DUVIDO que esta comissão política actual consiga arranjar listas até em S. Romão, quanto mais nas freguesias da Serra!
Duvido que esta comissão política consiga apresentar listas em 50% do concelho.
O que será uma vergonha sem precedentes e absolutamente descredibilizante para os candidatos e nomeadamente para o candidato à camara.
Pois se esta gente nem sequer na terra onde vive conseguiu apresentar lista!...
Tivemos que ser nós, que não vivemos lá, a ir arranjar listas nas terras deles à última da hora!!!
É o máximo das ironias!
Se não fosse tão dramático dava vontade de rir.
Meus amigos: assim é impossível propor alternativas a Eduardo Brito e ao Partido Socialista bem instalado no terreno e com sólidas raízes consolidadas ao longo de décadas de poder.
O PSD tem que deixar de ser «um partido de vaidosos que não mexem uma palha» como é conhecido na sociedade.
Porque o PSD - repito - não são aqueles mesmos 10 ou 12 do costume.
O PSD são as 5.500 pessoas que, apesar de tudo e da inépcia das sucessivas comissões políticas, ainda acreditaram num projecto alternativo, nas últimas eleições.
Isso é que é o PSD!
5.500 senenses cujos sonhos e determinação são deitados a perder sucessivamente a cada 4 anos, pelos jogos florais de 20 ou 30 políticos que não mexem, de facto, uma palha a não ser nos seus joguinhos de bastidores.
Ridículo.
Digo mesmo: isto é estúpido demais!
Desapareçam de cena, seus jogadores de canasta, se nada querem fazer - como já demonstraram dezenas de vezes! - e deixem trabalhar quem sabe e o quer fazer!.
Ou então assumam de vez um projecto para o concelho, que seja exequível - e não meras palavras ôcas para encher papel - e vão para o mato implementá-lo.
Vão desbravar terreno! Vão fazer quilómetros! Vão falar com as pessoas!
Vão fazer qualquer coisinha ou desapareçam de vez e deixem trabalhar quem sabe e conhece o concelho!
Os 5.500 senenses que acreditaram no nosso projecto, em 2005,não querem saber de jogos florais nem de manobras de bastidores para nada.
Querem uma oposição forte, determinada e construtiva.
Que constitua a alternativa ao Partido Socialista no poder desde sempre.
E o que é que tiveram ao longo destes 3 anos?
Tiveram nada.
Um gigantesco e insuportável Nada!
Dá-me ideia que nada será também aquilo que os senenses sociais-democratas (que são muitos) e os descontentes do presente executivo (que são muitos mais) irão devolver ao PSD de Seia no próximo embate eleitoral.
E, se o fizerem, este PSD bem o mereceu.
Para terminar: aconselham-me, os históricos do PSD de Seia, a estar quieto e a deixar agora quem nada fez pagar pelo seu marasmo.
E eu confesso que era essa mesmo a minha vontade.
Mas acontece que quem faz a asneira são uns e depois quem a paga são os outros.
Se não tivesse anunciado publicamente a minha decisão de me candidatar à Comissão Política, hoje, ainda com menos 3 meses para trabalhar, já o não faria e deixaria MESMO o sistema paralisante resolver o problema criado pela sua inacreditavel inacção.
A ver vamos até onde este verdadeiro Hino à paralisia política nos vai levar.

Dois meses depois de Álvaro Amaro ter vindo explicar a Seia que isto que se passa no PSD local simplesmente não existe, tudo continua no mesmo marasmo.
Adaptando Descartes: «Nada se faz, nada se constrói, tudo apodrece».
Deixámos que uma comissão politica inexistente se instalasse no nada para nada fazer.
Temos uma sede inútil e não comunicamos com a população.
As eleições, que deveriam ter sido marcadas há quase dois meses, ainda o não foram.
Temos que concluir: este PSD de Seia, para além de se ter demitido de trabalhar, afinal nunca existiu!
Eu não pactuo com este marasmo.
Este PSD de Seia - cronicamente inexistente - não dá MESMO resposta a coisa nenhuma.
Nem sequer consegue convocar eleições!
E porquê? - perguntam-me...
Também não sei.
Talvez porque este PSD, dos eternos "mesmos", se habituou a perder.
Escrevi-o logo a seguir às eleições. E cada vez mais me convenço disso.
Pela minha experiência vos digo que há gente, dentro do PSD de Seia, parece estar bastante empenhado em SEMPRE perder!
Não há outra explicação para o que (não) se passa no PSD de Seia.
Esta será a acusação politicamente mais grave que alguma vez se fez publicamente.
Mas eu mantenho-a!
E envio-a para todos os jornais regionais para que ninguém o pretenda esconder.
A uma comissão política que a única coisa que fez foi demitir-se sucede o vazio.
Eu já não tenho dúvidas que o "sistema paralisante" do PSD de Seia não trabalha para a população nem para os senenses.
«Trabalhar» dá muito trabalho, mesmo...
O "sistema paralisante" do PSD - Seia vigente "trabalha", nada fazendo, para PERDER todas as eleições, na minha opinião.
Espero que alguém me desminta com factos.

Recebi o seguinte comentário num post anterior:
Tal como já tínhamos verificado, o Jornal Porta da estrela filtra determinados comentários a seu belo prazer:
Esse Forum tão dado a rumores e línguas viperinas, tão habituado a assassinar o carácter de pessoas e instituições, quando é alvo de um rumor (será mesmo?) resolve não colocar os escritos lá feitos, já foi assim no passado, quando se questionou porque a animação da Fiagris é sempre feita pelos mesmos e agora com o seguinte comentário, lá colocado em resposta de mais um devaneio do seu autor que talvez no intuito de condicionar o futuro do PSD lança a imagem de um D. Sebastião do PSD salvador dos coitadinhos Senenses das garras dos mouros Socialistas.
A resposta foi a seguinte:
« Por acaso o que me disse um militante bem relacionado é que se perspectivava uma candidatura do director desde jornal (porta da estrela), essa candidatura contava com uma base alargada de apoio, tendo já sido inclusivamente sondadas pessoas para fazerem parte da sua plataforma de candidatura e disponíveis para ocupar no futuro as funções de apoio ao Presidente. Tendo inclusivamente mencionado que o lugar de futuro secretário será entregue ao seu Braço direito, o autor da grande maioria das peças jornalísticas e também funcionário deste pasquim.»
Como o esperado nada disto foi publicado.
Para quando uma rádio em Seia?
-------------------------------------------------------------------------
Meu Caro (ou minha Cara):
Estaria o PSD completamente de rastos se tivesse que lançar mão de um total desconhecido da população senense.
Estaria o PSD completamente desesperado e sem ninguém credível nas suas fileiras se tivesse que recorrer a um indivíduo que não mora em Seia, não conhece nem é conhecido rigorosamente por ninguém por essas freguesias fora e tudo o que fez por Seia foi ter "tomado de assalto" um jornal que era muito lido e respeitado na região para o transformar numa coisa risível que não vende nem uma centena de exemplares em Seia.
Foi isto que esse forasteiro desconhecido dos senenses fez por Seia.
Ao censurar vergonhosa e ilegalmente (a lei da imprensa ainda existe) todos aqueles de quem não gosta, reduziu um jornal sério a um jornal da paróquia.
Incredível.
Patético.
Os números falam por si.
Pensava o jovem que, ao se apoderar de um jornal por um processo que ainda hoje não é claro, ganharia importância social bastante que lhe permitisse concorrer pelo partido que o ignorou há 3 anos.
Há 3 anos ofereceu-se para qualquer lugar. Ninguém o quis para nenhum.
Estou à vontade para o dizer porque nessa altura ainda eu não tinha qualquer influência no PSD de Seia.
Amuou, ameaçou rasgar o cartão.
Não conseguiu demover ninguém
É um jovem, para não lhe chamar outra coisa.
Apenas um jovem. Com tiques anti-democráticos.
Pelo menos censor, vergonhosamente, ele é. Tenho comigo varias provas disso que posso apresentar em qualquer lado.
E um jovem censor que não conhece nada de coisa nenhuma da vida desta cidade. Menos deste concelho.
E nem consciência disso tem.
Se o não fosse não andaria para aí - novamente - com manobras subterrâneas a anunciar que concorrerá como independente... à espera que o PSD de Seia o venha a apoiar.
Que tristeza... que vergonha!...
É certo que O PSD de Seia, neste momento, ninguém sabe o que é.
Na minha opinião, simplesmente não é.
Mas pior estaria mesmo este PSD demitido se cedesse a chantagens de quem nada tem em seu poder para chantagear seja quem for.
Só um outro perfeito ignorante do que se passa neste concelho poderia sequer colocar essa hipótese.
Qual é o seu trunfo? Um jornal da paróquia censurado? Que ninguém lê a não ser os políticos de Seia?
Ele que mostre os números das vendas REAIS desse jornal, neste momento.
Mas não as assinaturas que ninguém paga!
As vendas, mesmo.
É que eu fiz duas rondas pelas bancas de Seia e tenho esses números.
Um jornal que esgotava, há poucos anos, nos primeiros dias, está reduzido praticamente a zero neste momento...
Uma pena.
Mas deixando as actividades circenses e voltando à política:
Se há pessoas que foram incompreendidas e sofreram pesadas derrotas eleitorais não o merecendo, este mereceria o ridículo da mais esmagadora delas. Que só não sofrerá porque, obviamente, recuará quando perceber aquilo que de facto vale, em termos político-eleitorais: zero. Ou menos.
Quem se arroga de intelectual urbanoide e faz vida de politiquice rural não é carne nem peixe. Não se demarca nem se eleva a ponto de ganhar o mínimo respeito das populações. Nem aqui nem em Coimbra onde efectivamente trabalha e vive.
Quanto ao jornal da paróquia esvaziado de conteúdos e vergonhosamente censurado a que ele reduziu o nosso saudoso Porta da Estrela, deixe lá: isso é passageiro. E outro mal não lhe quero.
O prejuízo mensal que essa coisa dá, neste momento, é castigo bastante.
E quando os anunciantes perguntarem nas bancas de Seia - como eu fiz - quantas unidades aquilo vende, por número, neste momento, é que perceberão a inacreditável "fraude" em que ainda estão a apostar!
O que eu não percebo é outra coisa: um jornal daqueles, com aquela tiragem REAL no Concelho, custa 300€ por número, a produzir.
É incrível como é que ainda ninguém apareceu com um jornal a sério em Seia.
Eu já fui desafiado dezenas de vezes para o fazer, é certo. A última das quais há bem pouco tempo por alguém que queria colocar um jornal a sério e gratuito a circular.
Mas não tenho tido tempo.
Ainda não tenho tido tempo.
Ao contrário de alguns jovens censores, eu não quero nem preciso de um jornal para me promover socialmente. E também não me posso dar ao luxo de perder o pouco tempo que tenho com coisas que não trazem retorno material.
Prefiro escrever aqui. Sempre tenho 300 leitores por dia. Tomara ele tê-los por mês...
Mas deixe lá que pode ser que em breve as coisas comecem a mexer.
Não para o lado do jovem censor que, enquanto mantiver esta postura anti-democrática e de ilustre desconhecido, continuará uma eterna múmia política. E mal perceba que esta aventura do PE não serviu para nada a não ser para perder dinheiro passará a batata quente a outro, virará costas e voltará para Coimbra, de onde nunca deveria ter saído.
E o Porta da Estrela voltará novamente a renascer, deixará de servir os interesses políticos do seu actual proprietário e voltará a servir os interesses dos senenses e das populações.
Não tenho disso a menor dúvida. Esta é apenas uma fase negra da sua história.
Só não sei se irá a tempo. Porque o mais certo é que apareça, entretanto, uma alternativa útil e de cariz verdadeiramente jornalístico à publicação mundana e censurada a que o PE foi reduzido.
A ver vamos.
Porque há assuntos que acabam por se impor por si próprios, aqui recupero aquele que mais polémica tem levantado nos últimos tempos no concelho de Seia.
Apesar de remetido já muito lá para trás, neste blog, a verdade é que os Varzenses continuam a comentá-lo, e com muito empenho, o que, atendendo à qualidade da argumentação vertida em alguns dos mais de 30 comentários aqui colocados, me leva a ter que chamar este assunto novamente para a primeira página.
A minha opinião sobre este assunto está dada, num outro post anterior, para quem a quiser ler.
Recebi, na semana passada, o seguinte email com pedido de divulgação:
A pedido de várias pessoas, habitantes da freguesia de Várzea de Meruge, concelho de Seia, algumas delas membros da respectiva Assembleia de Freguesia.
COM O CARÁCTER DE URGÊNCIA QUE O CASO RECLAMA, venho levar ao vosso conhecimento o seguinte:
1. Existe nesta freguesia um Cemitério Velho, cerca de 200 anos, implantado junto a uma Igreja destruída aquando das Invasões Francesas;
2. Dessa Igreja salvou-se um arco em ogiva do século XVI que constituía a entrada principal da Igreja, o qual, por reconstrução posterior de um muro ficou nele embutida, no entanto, perfeitamente visível e assinalável beleza;
3. Crê-se até que no subsolo haverá material arqueológico que devia ser de adequadas escavações;
4. Com a conivência da Junta, parte de alguns membros da Assembleia de Freguesia e Câmara Municipal de Seia, um particular confinante, dono de uma propriedade mista, que desenvolve obras de restauro acordou com a Junta de Freguesia demolir os vetustos muros de granito do Cemitério e antiga Igreja de S. Tiago Maior, deixando apenas, naquela que pretende ser sua propriedade, a referida ogiva, o que pode representar um atentado àquele património e uma clara violação ao respeito e memória daqueles que ali foram sepultados.
5. É também do conhecimento geral, que foi retirada uma pedra que tinha a função de sepultura na qual constavam as datas de nascimento e falecimento de um Sr. Padre, bem com outras pedras com relevância histórica, o que constitui um acto de puro vandalismo e total desrespeito pela memória dos nossos antepassados que ali repousam.
Pelo exposto e no uso das competências de V.as Ex .as , deixa se este alerta, na profunda convicção de que não deixará de divulgar por forma a impedir aqueles procedimentos.
Para vossa informação, damos conhecimento, em anexo, o parecer que nos foi dado pelo Arqueólogo, Sr. Dr. Carlos Banha, funcionário da IGESPAR, Delegação do Fundão.
Sítios Arqueológicos
Designação: Cemitério Velho
Tipo de Sítio: Igreja
Periodo/Notas: Paleolítico ; Medieval Cristão ; Contemporâneo
CNS: 30621
Topónimo:
Div. Administrativa: Guarda/Seia/Várzea de Meruge
Classificação: -
Descrição: Igreja gótica em estado de ruína, da qual subsiste, para além do portal (em ogiva, actualmente entaipado), parte da frontaria e a parede Norte. A igreja foi integrada (em data indeterminada, de acordo com informação local após a sua destruição durante as invasões francesas) no cemitério velho de Várzea de Meruge e abandonado provavelmente na sequência da inauguração do cemitério novo em 1935. É possível que subsistam no local as necrópoles medieval e Moderna/Contemporânea.
Espólio: Não foi recolhido.
Ref. Bibliográficas: -
Trabalhos: Relocalização/Identificação/2008
Datações: -
Trabalhos do Sitio
Designação do Sítio: Cemitério Velho
CNS: 30621
Tipo de Trabalho: Relocalização/Identificação
Ano do Trabalho: 2008
Projecto: Relocalização, identificação e inspecção de sítios pela Extensão IPA - Covilhã
Estado: Outros
Objectivos: -
Data de Início: -
Data de Fim: -
Resultados: -
Arqueólogos: Carlos Manuel dos Santos Banha/Responsável
Anexo as fotografias recebidas e as 2 cartas que foram enviadas aos organismos oficiais (clicar aqui abaixo).
Várzea de Meruge, 19 de Agosto de 2008
A/C: Junta de Freguesia de Várzea de Meruge
C/c :Câmara Municipal de Seia
Governo Civil da Guarda
Bispo, D. Manuel Rocha Felicio
Pe. José Moreira Martinho
Pe. Nuno Maria Almeida e Silva
Exmo. Sr. ou Sra
Segue em anexo um ofício assinado pelos habitantes permanentes e flutuantes da freguesia, Várzea de Meruge, Seia, em defesa da preservação do património cultural da nossa aldeia, designadamente “o cemitério Velho”.
Consta-se que os órgãos do poder local estão a dar demasiada importância, mesmo apoiar o derrubamento da estrutura, que achamos que deverá ser preservada ou pelo menos mantida como foi deixada pelos nossos antepassados.
Assim sendo, discordamos totalmente dos argumentos que o poder local tem utilizado para demolir a “Igreja Gótica” que mais tarde teria sido convertida num “cemitério”. Consideramos que este assunto é de extrema importância para a sociedade em comum, e que as entidades competentes deverão intervir em conformidade.
Também, para vosso conhecimento vai em anexo o parecer dado pelo Arqueólogo, Sr. Dr. Carlos Banha, funcionário do IGESPAR- Delegação do Fundão, que se deslocou ao local, e após uma análise minuciosa do Cemitério atribuiu ao referido imóvel o número de inventário CNS- 30621. Este parecer pode ser consultado no site do IGESPAR, com endereço electrónico: WWW.IPA.MIN-CULTURA.PT.
Com os nossos melhores cumprimentos
Povo em geral de Várzea de Meruge e Arcozelo de Várzea
--------------------------------------------------------------------------------------------
É do conhecimento público que é intenção da Junta de Freguesia de Várzea de Meruge, Seia, autorizar a destruição das ruínas duma Igreja Oitocentista e do Cemitério adjacente que tem, como mais-valia arquitectónica, um Arco Românico na sua entrada.
Este cemitério foi utilizado até meados do sec. XX e é ainda um lugar de culto para uma boa parte da população da Freguesia pois aí têm os restos mortais dos seus familiares.
Para além dos valores sentimentais que são postos em causa com a destruição do Cemitério igualmente está a ser esquecido o seu valor arquitectónico, particularmente do seu Portal com Arco Românico, valor esse que é também reconhecido pela Câmara Municipal de Seia quando inscreve nos pontos de interesse da Freguesia o Portal Românico.
Por solicitação de um grupo de moradores da Freguesia deslocou-se recentemente ao local o Técnico Arqueólogo do IGESPAR do Fundão, Dr. Carlos Banha, que concordou com a importância arqueológica das ruínas da Igreja e do Cemitério com o seu Portal, tendo inclusive procedido à sua Inventariação, com o n. 30621.
Como natural da Freguesia de Várzea de Meruge não poderia deixar de manifestar o meu repúdio pela intenção de destruição das ruínas da Igreja e do Cemitério adjacente, pelo que solicito que o IPPAR, como organismo responsável pela conservação, preservação, salvaguarda e valorização do património arquitectónico português, intervenha no sentido de impedir a destruição anunciada.
Na expectativa de que esse organismo resolva a situação a contento da população de Várzea de Meruge, agradeço antecipadamente a atenção dispensada.
Maria Ivone Mendes Amaral
Av. Dr. António Babo, 26 – 1º - C
2840-472 Seixal
Tel: 933890284
Acabou o verão. Basta olhar para a janela para o comprovar.
Aproxima-se a passos largos mais um inverno, que é a época por excelência para o turismo na nossa região.
E como considero que enquanto não se descobrir petróleo, ouro ou diamantes o Turismo é a nossa verdadeira vocação e desígnio, não só para o nosso desenvolvimento mas inclusivé para a nossa sobrevivência enquanto cidade de província que não quer parar no tempo - e não está parada, de facto, quando comparada com outras vizinhas, diga-se a verdade - aqui vou deixando diariamente uma pequena amostra da beleza natural de que se reveste o nosso concelho no Inverno.
Começo com esta foto, que já correu mundo, tirada em 2005 nos cântaros.
Houve logo quem dissesse que era muito bonita mas que aquilo não é Seia.
E não é. Por uns escassos metros este território já pertence a Manteigas.
Mas o que é que interessa isso?
A beleza não respeita fronteiras políticas nem administrativas.
E a Serra não é propriedade de ninguém.
Nem sequer da Turistrela...

Assaltada a loja da Lion of Porches, na Av 1º de Maio, a avenida central da cidade.
Levaram tudo, segundo se consta.
Pelos vistos, as novelas que a GNR manda filmar em Seia, à noite, durante horas a fio com cães e televisões não impedem o crime no centro da cidade.
Quem é que esta gente pensa que anda a iludir?
Os ladrões, não, como se prova...
Recordo só que enquanto tive a loja Vodafone, logo ao lado, fomos assaltados 3 vezes, as 3 com destruição de grande parte da loja. Na última dessas ocasiões a loja vizinha da Optimus também foi assaltada e os larápios ainda tiveram o desplante de deixar os 10 dedos - 10 bem escarrapachados nas montras.
As impressões digitais foram recolhidas pela PJ.
Nunca ninguém foi apanhado.
Na Guarda fomos assaltados outras 3 vezes, pelo menos uma delas com testemunhas oculares.
Nunca ninguém foi apanhado.

O que se passa em Várzea não é diferente do paradigma do resto do concelho e provavelmente do resto do interior:
Enquanto não aparece ninguém interessado em fazer nada deixam-se as coisas ao abandono a apodrecer até cairem e desaparecerem naturalmente.
Com isso ninguém se preocupa.
Quando (e se...) aparece alguém a querer fazer alguma coisa: «aqui del-rei que querem destruir património valioso!».
Que só o é a partir do momento em que alguém quer fazer algo.
É isto o que acontece em todo o lado em Portugal.
Eu estive, no entanto, a analisar com toda a cautela a missiva do grupo de pessoas que se sente revoltada com o que se projecta para a Casa do Passal e devo comungar de algumas das suas preocupações.
É evidente que Património Histórico deve ser preservado.
Mas para isso ele deve ser alvo de estudo e devidamente catalogado.
E o que é que se passa no concelho a este respeito?
Passa-se que não há, praticamente, Património Histórico que tenha sido alvo de estudo aprofundado.
Mas pior: se parece não existir verdadeira sensibilização por parte do município em mandar estudar e catalogar o vasto património românico e até pré-histórico que temos, a verdade é que tal sensibilidade e preocupação também não se vê por parte de quem tinha obrigação para o fazer e é pago exclusivamente para isso: o IGESPAR.
O IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P - criado no âmbito da nova lei orgânica do Ministério da Cultura, resulta da extinção e fusão do Instituto Português de Arqueologia e do Instituto Português do Património Arquitectónico e tem as seguintes missões:
Propor a classificação e inventariação de bens imóveis de interesse nacional e de interesse público de relevância arquitectónica e arqueológica e, quando for o caso, estabelecer zonas especiais de protecção;
Elaborar(...) planos, programas e projectos para a execução de obras e intervenções (...) em imóveis classificados ou em vias de classificação ou situados nas respectivas zonas de protecção(...);
Assegurar(...) a gestão e valorização do património cultural arquitectónico e arqueológico (...);
Promover a inventariação sistemática e actualizada dos bens que integram o património cultural (...);
Pronunciar-se(...) sobre planos, projectos, trabalhos e intervenções (...) a realizar em imóveis classificados ou em vias de classificação e nas respectivas zonas de protecção (...);
Ora, o que se vê neste concelho - e noutros, concerteza - é que este Instituto não funciona.
Chamado aos locais, não comparece.
Depois de muita insistência lá aparece alguém, tira umas fotos, vai-se embora e tudo fica na mesma, excepto a proibição de mexer.
O IGESPAR não deixa mexer mas também não mexe, como aconteceu com a calçada romana de Travancinha.
De maneira que podemos dizer que estamos perante mais uma inutilidade nacional.
Assim sendo, a "culpa" desta confusão está repartida por 3 partes.
Em primeiro lugar a Autarquia, que tem inclusivamente um departamento ligado à História - o Arquivo Municipal - que se devia preocupar com a Classificação e preservação do nosso Património.
A sua Directora é uma pessoa muito dinâmica e competente e talvez fosse boa altura para se debruçar um pouco mais sobre aquilo que é do interesse colectivo: o nosso Património Arquitectónico - que existe em grande quantidade - e Arqueológico, que esse então é vastíssimo. E muito dele não está, sequer, inventariado.
A mesma culpa vai também para o Igespar que pensa que Portugal é Lisboa e o resto é uma chatice que eles têm que suportar de vez em quando. E até são capazes de ter razão.
Mas nesse caso seria bom que considerassem mudar de vida. É que eu já estou farto de falar com brasileiros aos balcões da Portugália e do leitão da Mealhada.
Gostava de lá ver também um português, de vez em quando...
O IGESPAR é como aquela equipa de vedetas, pagas milionariamente, mas que acaba por perder todos os desafios por falta de comparência.
Como ninguém lhes corta no ordenado as derrotas consolidam-se e perpetuam-se.
E em terceiro lugar - mas que devia ser a primeira porque directamente a mais interessada - a própria população das localidades, que não liga patavina a coisa nenhuma até ao dia em que alguém anuncia querer mexer em alguma coisa.
Neste caso particular, o que lá está agora é já uma total aberração.
Um arco ogival - gótico, portanto, e nunca românico! - provavelmente do sec XV ou XVI está emparedado num muro horrendo construído há 200 anos, segundo os queixosos.
Meus Caros: O arco é, obviamente, de manter e é isso o que o proprietário se propõe fazer.
Agora: um muro com 200 anos é um património cultural e histórico sem qualquer valor. Há centenas de milhares de muros e milhares de casas que ainda hoje são habitadas mais antigas que isso.
Por mero exemplo, as pedras do quebra-mar do Castelo do Queijo, Património da Era Quinhentista dos Descobrimentos - após a derrocada de há 10 anos, andam aí pelo interior do país a semear a sua vocação marítima delimitando quintas e terrenos e ninguém se preocupa com isso.
O Dólmen de Vale de Igreja - que é do tempo das Pirâmides (tem no mínimo 5000 anos) - está devidamente tapadinho com cimento, ornamentado com cavilhas de aço de orelha para secar roupa, e ainda apresenta um milenar motor de rega, verdadeiro monumento ao óxido de ferro, anexo a uma das lages!
E há algum problema?
Voltando a Várzea: os restos mortais dos antepassados «a quem nunca ninguém ligou nenhuma», segundo o povo, serão transladados para o cemitério novo.
Isto, se alguma coisa ainda restar ao fim de 200 anos, do que eu duvido.
E também não se percebe essa fobia pelos ossos, mas isso é uma coisa inexplicável neste país.
Dizem-me que é um problema cultural, mas eu nem nisso acredito.
Agora a parte perniciosa da questão:
Consta-se é que o proprietário vai dar um donativo à Igreja para obter a benção do padre neste negócio.
Isso é que, no meu entender, estraga tudo.
Não pode ser o sr padre a decidir se a transformação de um antigo cemitério numa piscina é ou não pecado em função do montante do donativo para o santinho padroeiro.
Isso, santa paciência, sr vigário, mas não pode ser.
Isso é que seria um grande pecado!
A ser verdade o que se diz, o senhor Padre corre o risco de ir parar ao inferno, ou pelo menos passar uma temporada no purgatório (se não for reincidente) por um prazo nunca inferior a 2000 anos se aceitar esse donativo interesseiro.
Tome atenção que o eng Sócras ainda não reformou o Código Penal Divino!...
Agora a sério: não vejo razão para tanta polémica.
Sinceramente.
Um abraço a Várzea e que as coisas se resolvam pelo melhor.
Mas - repito - não façam grande questão por causa do muro, que um muro com 200 anos não tem qualquer valor a não ser o da pedra que o constitui.
Esta sexta feira, dia 5 de Setembro, à noite, o teatro sai à rua em Seia. O “Teatro das Beiras” apresenta, no Largo da Câmara Municipal, a partir das 21:45 horas a peça “Catavento”, de Graeme Pulleveyn e Helen Ainsworth
Ao placo montado em frente aos paços do concelho, subirão os actores Fernando Landeira, Paulo Miranda, Sónia Botelho e Teresa Baguinho.
Entre a mitologia e a ciência, "Catavento" relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo…
http://www.teatrodasbeiras.pt/index.asp
O que se passou ontem em Gouveia, durante o concerto de Mariza, foi um fenómeno que tem que ser estudado por quem se dedica a estas coisas de estudar o comportamento do povo: os sociólogos.
É preciso dizer, para quem não sabe, que a CM Gouveia oferece gratuitamente todos os espectáculos à população. Não se paga nada.
Os palcos estão colocados na rua principal e quem quer assiste, quem não quer vai fazer outra coisa.
Ora, o que parece ser original e uma vantagem para o povo, degenerou no seu contrário precisamente ontem.
Para já, um sound-check feito à frente de toda a gente é pouco dignificante para a cantora e para os músicos. O povo batia palmas no final de cada ensaio de som a pensar que já era o concerto. Muitos diziam claramente não perceber porque tinha começado tão cedo.
Mas durante o concerto a coisa foi mais grave.
Milhares de pessoas comprimidas até ao máximo esperavam VER - que não ouvir, porque não paravam de conversar umas com as outras - a cantora.
Outras centenas tentavam subir e descer a rua em frente ao palco sem ligar peva ao concerto. Missão impossível, claro está. Ali ficaram retidas e esmagadas.
Mães com criancinhas ao colo, carrinhos de bebé, tudo no meio de uma compressão que um adulto tem dificuldade em suportar.
Não faltou ver ali nada.
As mulheres falavam alto, algumas gritando, rindo, praguejando... tudo isto em frente a um palco onde uma super cantora e 7 grandes músicos davam o seu melhor para que fossem ouvidos.
Durante os frequentes e prolongados silêncios - que são uma das principais características daquele concerto - a algazarra do povão em frente era envergonhante.
Eu consegui vir-me embora depois de 20 minutos de suplício rodeado de mulheres histéricas a conversar e uma atrás de mim a gritar as letras das canções em tempo real aos meus ouvidos.
À minha frente praguejava-se porque não se conseguia passar.
« - Não queremos ver espectáculo nenhum! Queremos passar!» - gritavam as pessoas durante os silêncios de Mariza.
Uma coisa indescritível...
Tirei esta fotografia quando me vi a salvo, a mais de 150 metros do palco.
Se dúvidas ainda tivesse sobre a utilidade prática de oferecer espectáculos gratuitos ao povo, elas foram todas tiradas ontem.
Meus Caros: o que é de borla o povo desvaloriza.
Há que cobrar um bilhete, nem que seja de 5 euros, para evitar que quem nem sequer faz uma pálida ideia do que lhe estão a oferecer gratuitamente estrague um espectáculo maravilhosos aos demais.
Assim é que não!
A CMG gastou o dinheiro, a cantora não encontrou as condições mínimas de decência para actuar, quem queria assistir àquele maravilhoso espectáculo não conseguiu porque estava tudo ocupado com mirones que apenas queriam VER a Mariza enquanto gritavam alegremente uns com os outros, e o resultado final acabou por ser muito negativo para a organização.
E esta é talvez a conclusão principal daquilo que se passou ontem: os comentários que se ouviam por todo o lado eram de desagrado relativamente à organização. O povão indigna-se contra a organização porque esta não conseguiu organizar o próprio povão.
Tipo: tu és incompetente porque não ME consegues disciplinar!
Esta é que eu nunca tinha visto!...
Estudem isto, meus Senhores.
Estudem isto!...
Percebe-se que não se possam deslocalizar os grandes concertos para outro lado. Esvaziava-se a feira e a afluência seria reduzida.
Percebe-se que se pretenda oferecer ao povo aquilo a que ele, de outra forma, não tem acesso.
Mas é preciso ter em conta que a esmagadora maioria do povo não tem cultura para ver em silêncio e recato um espectáculo destes que exige isso mesmo: pelo menos, silêncio.
Este é um espectáculo para se ver no ambiente recatado de um Coliseu com as pessoas sentadas.
Trata-se de um recital, meus senhores.
Aquilo não é uma festa popular. Aquilo não é um espectáculo para massas. Era impensável meter ali Dulce Pontes.
Não há condições, com o povo que temos, para levar a Gouveia ou a qualquer outra cidade do interior e de borla, um recital como este.
Dêem-lhes Quim Barreiros, Tonys Carreiras à força toda que isso é o que o povo adora e consome em ambiente de festa. E toda a gente canta, berra e fica feliz.
Não lhe dêem Mariza, Carlos do Carmo ou Plácido Domingo naquelas condições, por amor de quem lá têm!
Vamos ver o que acontecerá hoje com o espectáculo surpresa nr 7 do Herman.
O povo não entenderá patavina do que ele diz, mas vai concerteza rir-se com a voz perfurante da Maximiana e demais palhaçadas básicas com que ele, muito inteligentemente, recortará a actuação para assim chegar ao âmago do povo...
Está mesmo tudo inventado.
Em Melo, terra lindíssima e carregada de história, existe uma capela que é uma pequena catedral. Repleta de elementos escultóricos está encondida numa rua secundária e só dei com ela porque os populares ma indicaram quando estava a filmar o pelourinho, que é outra obra de arte perfeitamente preservada.
Ao lado, esta tabuleta incontornável.
Não há forma de se captar a lateral da capela sem a tabuleta aparecer em primeiro plano, porque do angulo contrário é propriedade privada e sem acesso.
Continuo a trabalhar (não sei fazer mais nada...) desta vez em Gouveia.
É um concelho muito mais fácil de cobrir que o de Seia. Tudo mais perto umas coisas das outras. As localidades mais pequeninas... tudo mais concentrado.
Há tempo para tudo. Colocar o tripé com calma, nivelá-lo... Tudo ao contrário do que me aconteceu em Seia onde o tempo e a extensão de um Concelho gigantesco não permitiam esses luxos.
E a visitar sítios onde nunca me lembro de ter estado.
Ribamondego, por exemplo, terra do Presidente da Câmara e meu amigo pessoal Dr. Álvaro Amaro, foi uma delas.
Não sei há quantos anos lá estive, mas não me lembrava nada daquilo.
Curiosa, a praia fluvial.
Tenho que lá voltar porque ontem já era tarde e não havia sol.
E também é bonito.
Hoje vou para a Serra.
Até logo, a ver o que é que o Cavaco quer...
Acabada a Fiagris, há que desmontar a tenda e ir pregar para outra freguesia.
Não li ainda nenhum comentário na forma escrita sobre a Festa, mas este é o meu:
Acho que correu tudo muito bem.
Uns desacatozecos ontem à noite - não há festa sem pancadaria - mas tudo dentro do normal.
Os expositores foram visitados com muita frequência. Os artesãos venderam. As firmas e as marcas tiveram a sua visibilidade. Não tive conhecimento de nenhuma situação anómala, portanto, tal como previa, a coisa terá corrido muito melhor do que no ano passado.
Eu também dei a minha modesta contribuição, com os 3 ecrans que colocamos no recinto que transmitiram permanentemente imagens de todo o concelho de Seia, de alguma forma promovendo o que cada freguesia tem para oferecer ao visitante.
Foi um elemento novo que trouxe uma animação acrescida e um look mais profisional à festa, penso eu.
A Organização está de parabéns e a segurança - muito profissional, este ano - também.
Para o ano há eleições... diz o povo que se espera uma Fiagris de arromba...
Isso não sei.
Mas esta, mesmo em ano "pacífico", foi muito positiva, no meu entender.
Quem não concordar com esta opinião e o consiga fazer sem ofender ninguém que se explique nos comentários aqui em baixo.

Não fui de férias, não senhor.
Não tenho é tido tempo nenhum desde que começou a Fiagris este ano.
Temos 3 ecrans no recinto da Feira que passam permanente imagens de todo o concelho de Seia mostrando as mais características.
Compilei tudo em 4 dvds.
De hora a hora passa um bloco publicitário que é o que ajuda a pagar o projecto, obviamente. Como acontece em todo o mundo no negócio do audiovisual. Mas ontem, por exemplo, devido à anulação do espectáculo maior da noite só passamos a publicidade no ecran da feira.
Nos dois centrais, nem um segundo.
Devido à instabilidade do tempo, Jorge Palma não pôde dar o seu concerto. Para a feira foi mau, mas para os expositores foi óptimo, porque nunca esperaram tanta gente nos seus stands.
No final do espectáculo da Nucha - que tem uma voz de uma versatilidade que eu desconhecia em absoluto - dei um salto ao stand do Centro Musical de Seia e ainda participei de uma pequena "jam" que um grupo de amigos ali estavam a fazer, com muito público a assistir.
Foi giro. Há 30 anos que não tocava com o Gilinho, por exemplo...
O formato da feira, este ano, parece-me bastante equilibrado.
A distribuição dos expositores pelos 2 espaços revela-se eficaz.
Os restaurantes (enfim... 2 deles, porque os preços praticados pelo terceiro são proibitivos) estão sempre cheios e há sempre muita gente no recinto da "feira" (cá em baixo) ao contrário do que se temia no início.
Parece-me que com o ajustamento da gratuitidade no acesso ao recinto e apenas o pagamento para o acesso aos espectáculos (parque) a filosofia ficaria perfeitamente sustentável e o formato na totalidade conseguido.
Pelo que se viu nos últimos 2 dias - com o anfiteatro completamente cheio - a quebra de verbas relativamente a este formato actual, a existir, não seria significativa.
Mas enfim. Não se ouve ninguém queixar-se, por isso presume-se que a coisa está muito aproximada ao ideal.
Diria talvez nos 90%.
No ano passado não estive cá mas é sabido que as coisas não correram bem.
Este ano estou convicto de que não haverá grandes queixas.
Pelo menos nos 3 primeiros dias - e mesmo com o cancelamento de um grande espectáculo - não as ouvi.
O que é sintomático.

Estão concluídas as filmagens.
20 horas de footage.
20 cassetes dv de 1 hora.
O maior projecto a que me propus até à data.
O concelho todo coberto.
O seu melhor.
Tipo Michel Giacometti do vídeo digital.
A diferença é que eu não inventei.
Seleccionei, é verdade.
Mas inventar, não.
Um comerciante de motos conseguiu recuperar uma moto que lhe tinha sido furtada, fazendo uma espera num posto de gasolina em Tourais a alguns elementos da etnia cigana.
Logrou amarrar um deles passando-lhe uma corda pelo pescoço e, forçando-o contra o chão, conseguiu a confissão do meliante e assim recuperar a moto que entretanto tinha sido vendida por 75 euros para os lados de Mangualde.
Uma coisa de filmes de cow-boys...
Foram cortados os acessos à feira de Seia que se realizou ontem e fiscalizados muitos carros de feirantes.
No entanto, os profissionais queixavam-se de que não é assim que se apanham os criminosos que têm colocado Seia em sobressalto, porque eles não serão sequer feirantes.
«Vendem produto mas não é deste» - ironizava um comerciante, ontem à tarde...
As duas senhoras violentamente agredidas na Rua do Funchal - uma delas com fractura de um pé, retiraram as queixas que tinham feito na GNR logo que souberam que os assaltantes eram ciganos, por medo de represálias.
Eu já nem comento.
Entretanto, neste momento, não há noite nenhuma em que não haja pelo menos um assalto em Seia.
FOTOGRAFIAS RETIRADAS POR ORDEM DOS AGENTES ENVOLVIDOS
2 agentes das autoridade acabam de me solicitar que retire a publicação das suas fotos. Eu não reconheci nenhum deles, mas a lei é bem clara: quando a pessoa visada solicita a retirada da sua imagem o publicador tem que o fazer no mais breve prazo possível sob pena de incorrer em crime.
Foi o que fiz.
5 minutos depois da solicitação as fotos... elas foram-se.
Eu cumpro a lei. Assim a cumprissem os delinquentes que diariamente fazem desacatos em Seia.
Acampamento de ciganos isolado pela GNR
O acampamento dos ciganos de S. Romão, frente ao campo de futebol, esteve ontem isolado pela GNR alegadamente na sequência de tiroteio havido entre elementos da própria etnia.
Um contingente armado com G3 e coletes à prova de bala cortou a estrada de acesso ao acampamento nos dois sentidos durante horas a fio enquanto procedia a buscas nas barracas e construções clandestinas que por ali proliferam. Não se conhece ainda o resultado das buscas.
Rixa entre ciganos no centro da cidade.
Ontem, ao fim da tarde, na zona em frente à empresa Carlos Saraiva lda, um aparato policial envolvendo um Jeep, vários carros ligeiros e vários elementos da GNR armados de metralhadoras, impressionou os vizinhos.
Uma rixa entre ciganos, com ciganas a rebolar pelo chão desenrolou-se durante vários minutos ante a estupefacção geral. Conta quem viu que os ciganos e os seus veículos, que entretanto chegaram ao local rodearam e suplantaram em muito o número de agentes da autoridade.
Mais tarde elementos desta etnia dirigiram-se a um bar de S. Romão onde consta que houve igualmente desacatos.
No entanto, questionados os proprietários, ontem à noite, estes confirmaram que os ciganos estiveram no referido bar mas que não se registaram incidentes.
Rixa entre ciganos e GNR no centro da Cidade
Na quarta feira passada, em frente à Portugal Telecom assistiu-se a um episódio caricato envolvendo elementos da etnia cigana que se manifestavam ruidosamente na rua com os carros mal estacionados, todas as portas abertas e música flamenga em altos berros. Tendo havido uma queixa por parte dos moradores do prédio em frente aproximou-se uma patrulha da GNR que terá sido recebida à bofetada.
Embora não possa garantir a total veracidade desta informação veiculo-a porque é o que toda a gente diz nas ruas, pedindo, no entanto, sempre o anonimato.
Encare-se isto como uma história que tem todas as condições para ser verídica, embora nenhuma das testemunhas oculares com quem falei, até agora, tenha aceitado assumir-se como tal.
Seia, terra do medo?
Cabe à GNR confirmar ou desmentir a versão que corre nas ruas.
Pedidos reforços, o mesmo terá acontecido a estes.
Diz-se que alguns agentes, talvez por não estarem de serviço, aparecerem de chinelos e calções. Terão recebido de imediato o mesmo "tratamento".
E consta-se ainda que, não satisfeitos, alguns ciganos ter-se-ão ainda dirigido ao posto da GNR para sovar, ou pelo menos insultar os elementos da autoridade.
Apesar de esta história ser voz corrente, em Seia, repito que me falta confirmar a total veracidade destas informações porque os agentes entretanto por mim contactados disseram que não estiveram presentes durante o referido episódio e recusaram-se a comentar o sucedido.
Quinto carro roubada num prazo de 2 semanas.
Foi furtada uma carrinha, que entretanto já apareceu, pertencente a um comerciante de motos.
A carrinha tinha uma moto lá dentro.
Apareceu riscada e pintada, ao que pude apurar.
Mais logo trarei aqui mais informações sobre estes casos.
Decorre, desta Segunda-Feira, 14 de Julho, até Quarta, 16 o 3º Curso de Aperfeiçoamento Interpretativo de Instrumentos de Sopro e Percussão. Trata-se de uma organização do Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum em parceira com o INATEL da Guarda e de Viseu, Escola Profissional da Serra da Estrela, Instituto de Etnomusicologia da UNL e da Câmara Municipal de Seia.
Trata-se de um workshop de três dias em regime de residência direccionado aos jovens músicos das bandas filarmónicas, orientado pelo professor Joaquim Raposo e com a colaboração de 10 professores para cada um dos instrumentos: Flauta, Clarinete, Oboé, Fagote, Saxofone, Trompete, Trompa, Trombone, Tuba e Instrumentos de Percussão.
Todos estes cursos integram a oferta educativa em regime articulado (gratuíto) do Conservatório de Mùsica de Seia e têm continuidade quer no ensino profissional que este ano abre na EPSE, como no próprio Conservatório no curso secundário também em regime articulado. Todos estes cursos estão isentos de encargos com propinas.
Por esta razão, este workshop, já na terceira edição, é muito importante para a afirmação e consolidação do ensino dos instrumentos de sopro em Seia, cidade que já pode ser considerada um centro de ensino musical de referência abrangendo todas as tipologias do ensino secundário de música.

É já o 4º carro roubado nos últimos dias em Seia.
Ao caso do automóvel que, depois do carjacking em Paranhos, foi atirado para a mina e ao taxi desviado e estampado na auto-estrada, somam-se agora mais dois casos: o de uma carrinha comercial roubada à porta da respectiva loja e o de um automóvel também roubado à porta de uma oficina.
E os jornais de Seia... nada!
Foi preciso assaltarem a mãe do director de um deles para aparecer alguma coisinha muito ao de leve num editorial.
Mas notícias, que é o que compete a um jornal?? Nada!
Com 2 jornais locais, os senenses têm que ler o Correio da Manhã para saberem o que se passa em Seia!
E a Rádio de Seia?
Nem vê-la.
Já podíamos ter uma rádio a funcionar há mais de um ano, mas como as altas competências e individualidades de Seia têm mau perder, reclamaram de quem ganhou e não é de Seia nem vaidoso.
E assim, não temos rádio.
Foi este o contributo que o alargado grupo de intelectuais de elevada competência e mérito reconhecidos, que se juntou para concorrer à frequência, conseguiu dar à sua Terra:
Evitar que Seia tivesse Rádio.
Em Seia é um bocado assim: só há categoria para se destruir. Construir ninguém sabe, e ninguém pergunta a quem sabe.
Depois da asneira feita desatam a tentar meter cunhas a toda a gente para ver se conseguem, com as cunhas, o que não conseguiram com a falta de competência.
Voltando aos jornais, que é o que há:
Ao "encobrirem" estes graves crimes, os jornais de Seia prestam um péssimo serviço à população, não alertando a sociedade civil para o crime desabrido que está a ocorrer diamente em Seia, com assaltos por esticão praticamente todos os dias, nem o ministério da Administração Interna para a necessidade URGENTE de aumentar os efectivos da GNR na nossa Terra.
Pergunto:
A quem interessa calar o que se está a passar?
1 - Os interruptores
Se outro mérito não tivesse - e provavelmente não terá - o anúncio da minha candidatura à CP do PSD já teve um: o de suscitar a discussão e animar a política local que estava um autêntico pântano.
As coisas começaram subitamente a mexer.
Isso é bom.
Recordo que o mesmo aconteceu há 14 meses quando publiquei a minha estratégia de então.
Porque é necessária e urgente a discussão em torno do que se pretende para o Concelho.
Uns concordam comigo, outros também não, e tudo isso é preciso para se lançar o debate:
Que se há-de fazer a Seia para que lhe não aconteça o mesmo que a outras cidades não muito distantes?
Essa é que é a questão em torno da qual todos não somos demais para trabalhar e juntar esforços e ideias.
Socialistas, sociais-democratas, comunistas, ciclistas, todos temos a obrigação de dar o nosso contributo neste sentido:
Como parar a desertificação galopante?
Como fixar a juventude se já não há mais vagas na Câmara e no Call Center já saem mais do que os que entram?
Como atrair investimento e iniciativa privada para além dos queijos e dos tigres que abanam a cabeça?
Como subornar o Harry Potter para se concluírem as obras na Casa da Cultura e no Hospital?
Onde jantar em Seia a partir das 9 horas da noite?
Quando é que o Elias me vem mudar os interruptores do corredor?
São estas algumas questões prementes que têm que ser por todos debatidas e o mais urgentemente possível.
Sob pena de, daqui a meia dúzia de anos, já não serem precisos os interruptores.
2 - Nem uma coisa nem outra. Antes pelo contrário.
Ora:
Respondendo aos mais ansiosos que me têm bombardeado com as sacramentais perguntas nos últimos 2 dias (e é curiosíssimo verificar que as pessoas não querem saber dos meus projectos para nada, mas apenas a constituição da lista e quem será o meu candidato à Câmara!...), direi que se eu chegar inteiro a Setembro - o que é muito pouco provável - e a minha lista ganhar as eleições para a CP (por falta de comparência do adversário) havia uma só coisa que eu faria de imediato:
Tudo ao contrário do que fiz há 3 anos.

Espero ter elucidado toda a gente e agora, se me permitem, vou filmar o nascer do Sol em Valezim (por que é que pensavam que eu estava acordado a esta hora?...)
Foi um prazer e até à próxima.
Faleceu hoje, dia 9, no Hospital de Viseu, na Unidade de Neurocirurgia, o nosso querido amigo, Dr. Alfredo Lourenço Bessa Gomes, com 78 anos de idade, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.
Presidente do Conselho Fiscal da Administração da Fundação Aurora Borges desde o primeiro momento e colaborador do Jornal de Santa Marinha, também desde a primeira hora, Dr. Bessa Gomes fazia parte, ainda, do Gabinete de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Seia.
Foi casado com a Sr.ª Dr.ª Constança de Jesus Almeida Cabral Bessa Gomes, também colaboradora do Jornal de Santa Marinha, de quem teve uma filha, a Sr.ª Dr.ª Ana do Rosário Cabral Bessa Gomes Cera.
Natural de Massarelos (Porto), Dr. Bessa Gomes reside há mais de 27 anos em Santa Marinha.
A sua morte consternou a todos quantos o conheciam, principalmente a sua família que não esperava um desfecho tão repentino, já que no prazo de 24 horas o seu estado agravou-se bastante.
Ainda ontem (dia 8), o Dr. Bessa Gomes dirigiu-se, a pé, à Fundação Aurora Borges, onde nos visitou.
Foi aqui que, de repente, se sentiu mal. A partir deste momento, pouco mais se pôde fazer.
Faleceu hoje, dia 9 de Julho, de 2008, pelas 15,30 horas, no Hospital de Viseu.
O seu corpo fica em Câmara Ardente na Capela de S. João, em Santa Marinha.
O seu funeral está previsto realizar-se amanhã, dia 10, pelas 18 horas, com Missa de Corpo Presente.
Jornal de Santa Marinha
Depois da reunião havida ontem, na sede do PSD de Seia, na qual Álvaro Amaro veio literalmente pressionar o PSD de Seia a fazer alguma coisinha, depois de 3 anos de marasmo - o mesmo marasmo de que acusávamos o executivo! - sinto-me impelido e obrigado (também literalmente) a dar o meu contributo nesse sentido. Não só pelo que foi dito em público, mas também pela confiança em mim depositada por pessoas de elevado prestígio regional e nacional, às quais não posso dizer que não.
Apresentarei a minha lista que está já a ser constituída pelos meus apoiantes convictos.
É claro que o "sistema" laranja senense reagirá de imediato, apresentando a sua lista de gente que nunca moverá uma palha pelo Partido e que se destinará apenas a que a minha não saia vencedora.
Parece que há verdadeiro interesse em que as coisas se perpetuem neste declínio seguro em que o Partido se encontra há anos.
Pois eu não quero saber disso para nada.
Darei este que será o meu último contributo para este Partido, pelo menos em Seia.
E depois assistirei, no remanso do meu sofá, ao suicídio continuado do PSD local.
Eu estou nesta luta quase como o Eduardo Brito está para a distrital.
Só que ele tem a simpatia do Concelho e perderá no Distrito.
Comigo passar-se-á ligeiramente ao contrário...
Mas eu até agradeço que assim seja.
Alguém andará, em vez de mim, a calcorrear montes e vales a tentar falar com quem não conhece para constituir listas desesperadamente à boca das urnas.
Veremos quantas listas e de que qualidade...
E eu estarei, entretanto, a tratar da minha vida, que tempo e dinheiro são duas coisas que eu não tenho para perder.
E pode ser que alguém, depois de passadas as eleições, venha a valorizar as minhas ideias, o meu empenho e o meu trabalho pela minha Terra.
Quem sabe lá?

Como se pode confirmar clicando aqui em baixo.
http://joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/251933.html
Até a requalificação do rio Seia estava já contemplada, mais de um ano antes do anúncio efectuado por Eduardo Brito na última Assembleia Municipal.
O problema é que o "sistema" laranja senense não tem permitido que se dê oportunidade a quem mostra serviço...
É preciso dizer-se que esta ainda é a única moção de estratégia apresentada por um militante nos últimos anos.
Foi anunciada uma outra, pela direcção demissionária, mas passado um ano ela nunca foi publicada.
Este projecto apresentado pela Câmara de Seia e que foi ontem discutido na Assembleia Municipal é, a par do CISE, na minha opinião, o projecto mais importante que Seia viu nas últimas décadas.
(Clique nas imagens para as aumentar)

Asim ele seja implementado.

Dei conta dessa minha satisfação e do meu total apoio ao projecto, mas também da minha preocupação pela sua efectiva execução no discurso que proferi ontem, na Assembleia Municipal, que reproduzo abaixo.

Meu discurso na Assembleia Municipal em 24/06/2008
(Clicar no Link abaixo)
Ex.mo Sr Presidente, Srs Deputados, Sr Presidente da Câmara:
Esta proposta 77/2007, a ser efectivamente concretizado o projecto que lhe subjaz é, a par da Construção do Cise, o facto mais importante que ocorrerá em Seia, na actual década.
Por isso quero deixar aqui, sobre este projecto, a minha opinião com toda a clareza e na forma escrita para que ela não seja mal interpretada no futuro.
Estudei cuidadosamente o projecto, fui verificar a sua viabilidade no terreno e concluí que, ao contrário de alguns outros mega-projectos anunciados sempre em tempo eleitoral (como a maior pista de ski da Europa e as gigantescas piscinas cobertas de 2005), este projecto pode, de facto, ser implementado.
Mais do que poder, deve sê-lo. E o mais brevemente possível, porque já vai com uma década de atraso desde que se começou a falar publicamente nele. E Seia, entretanto, já perdeu milhares de habitantes.
Sr Presidente, Srs Deputados:
Quero dizer que transformar duas ribeiras e um rio a transbordar de esgotos numa zona aprazível é um desafio e uma obra que se julgaria praticamente impossível de concretizar numa pequena Cidade como a nossa.
Mas é exactamente por isso que este projecto, hoje, é possível.
Limpar um pequeno rio e duas ribeiras com ele confluentes, havendo alternativa para o circuito dos esgotos urbanos é, hoje, uma tarefa absolutamente fundamental e exequível.
Não seria possível, como não é, fazer o mesmo ao Tejo.
Sabemos que o sr Presidente da Câmara não perderá a oportunidade de nos recordar que tal só será possível porque foi construída a Etar de Seia e que isso é obra da sua Administração.
É verdade, sr Presidente.
Mas para além da Obra ser sua, também o era a obrigação de a fazer.
O sr foi e é ainda o segundo autarca que nos governou desde que o Poder Local foi instituído, na presente forma, na Constituição de 75.
Em 8 eleições havidas Seia não teve 8 presidentes de Câmara: teve, apenas 2.
Portanto ou era o sr que tinha que as fazer, ou era o outro.
E o outro ainda fez algumas infelizes tentativas em S. Romão, em Seia, em Carvalhal da Louça e todas ficaram pelo caminho.
E já cá não estava quando apareceu a obrigatoriedade de as Etares terem que ser construídas. Aí já não era o outro quem era o presidente. Era o Senhor.
Não pode, por isso, atirar para as costas do outro aquilo que era obrigação sua.
Porque depois da elaboração da Agenda 21, aprovada no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimeto (CNU-AD) mais conhecida como a Cimeira da Terra, que teve lugar no Rio de Janeiro em Junho de 1992 e de onde saiu o conceito de Desenvolvimento Sustentável, foi o Sr quem ficou com a obrigação de implementar a construção dessas mesmas ETARES até porque, segundo Luisa Schmidt no seu livro Autarquias e Desenvolvimento sustentável sobre a Carta de Aalborg se diz que – e cito: «na última conferência da campanha realizada em 2004, apesar de 23 municípios terem aderido a essa carta, apenas 2 pequenos municípios estiveram presentes: Seia e Mértola.» Fim de citação.
Portanto o sr estava a par do que tinha que fazer e fê-lo.
Tarde. Mas fê-lo.
Menos mal.
E agora que a ETAR está feita, apetece perguntar quem se não lembra do cheiro pestilento e nauseabundo que, nas noites de verão, invadia toda aquela zona desde a Ponte de Santiago até à Zona Industrial?
Foi há apenas 2 anos.
Se este projecto for implementado até às próximas eleições – como espero, naturalmente – esse será um gigantesco passo em frente no sentido da requalificação urbana da nossa Cidade e porventura dos poucos dados, nas últimas décadas, no bom sentido.
Mas este projecto só pode ser implementado depois da minuciosa limpeza das margens, e da total despoluição do rio.
E isso só se conseguirá quando todos os efluentes domésticos desde Sta Marinha foram canalizados para a Etar de Seia.
E convém alertar para o facto de a ETAR da Arrifana não estar a trabalhar – há anos - nas devidas condições.
Esta informação está, infelizmente, actualizada.
Hoje foi o dia em que me desloquei pessoalmente àquela ETAR - que continua vandalizada há anos - e verifiquei que os efluentes que lança no rio Seia continuam a apresentar um aspecto sujo e emanam um cheiro muito activo e desagradável.
Há que criar, pois, as infraestruturas físicas antes de se começar a implementar o projecto.
E depois falta projectar uma zona de lazer com apoio de esplanadas de bar e restaurante. Nada disso está no projecto ainda.
É claro que não se pretende construir estruturas fixas ou umas docas como as de Lisboa; mas algo parecido com o que se construiu em Coimbra ao longo do Mondego não ficaria mal, salvaguardadas as devidas proporções.
Duas ou três esplanadas e um ou dois restaurantes de madeira seriam, penso eu, o suficiente para dar apoio aos cidadãos que se desloquem àquele que poderá ser o local mais aprazível que a Cidade terá para oferecer à população Urbana.
Assim ele seja, de facto, construído.
Com as inúmeras pontes sobre o rio e ribeiras, as ciclovias, os espaços de lazer, os espaços para realização de eventos e o respectivo palco, os locais destinados ao estacionamento de veículos automóveis e de bicicletas, a área de desportos radicais e de experimentação agrícola, o parque infantil, o parque de merendas, os percursos pedonais e, acima de tudo, as zonas de relva – presumo – a criar ao longo das margens do rio Seia e na Zona da Rotunda – com este projecto eu não posso estar mais de acordo.
E quero que fique bem claro este apoio firme e convicto.
Defendi inúmeras vezes - e até já aqui nesta assembleia – um projecto similar para aquela zona privilegiada da nossa Cidade, embora com uma configuração algo diferente. Mas a filosofia era, e sempre foi, a mesma.
Falta-lhe, na minha opinião, para além dos bares e restaurantes uma extensão da biblioteca municipal.
Nada melhor que as frondosas e refrescantes margens de um rio para se ler, com calma e em Paz de Espírito, um bom Livro.
Enfim, com as necessárias adaptações e correcções julgo ser este – repito – o projecto mais importante para a elevação da Qualidade de vida dos senenses e de quem nos visita.
Apareça ele!
E que não fique esquecido numa gaveta qualquer, a fazer companhia aos anteriores mega-projectos já referidos e anunciados com toda a pompa e circunstância, enchendo as primeiras páginas dos jornais, mas nunca implementados. Alguns deles, como a pista de ski, felizmente que o não foram!...
Srs Deputados, sr Presidente:
Que este fundamental projecto não veja apenas a luz do dia na próxima campanha eleitoral sob a forma de mais uma espampanante promessa, para depois adormecer mais uns quantos anos na sombra dessa ou de outra gaveta, cumprida a sua missão de adormecer os munícipes.
Que isso não aconteça com este projecto porque isso seria – afirmo-o sem qualquer dúvida – um verdadeiro desastre para Seia e o pior serviço que se poderia prestar aos senenses.
Seia não aguentaria tal desilusão.
E o desânimo que ela provocaria, agora que o “ouro” foi mostrado, seria fatalmente prejudicial para a auto-estima colectiva dos senenses enquanto cidadãos que adoram a sua Terra e a querem ver cada vez mais bonita e atractiva.
Mas não bonita e atractiva para Turista ver, porque Seia não pode ser progressivamente transformada num parque temático, nem os senenses figurantes disfarçados de pastores para os Srs da Quinta da Marinha se deleitarem com a nossa ruralidade quando nos visitam, como infelizmente se começa a ver fazer por esse país fora.
Não!
Seia tem que se tornar cada vez mais bonita e atractiva para nós, os senenses, podermos usufruir dessa beleza e atractividade com mais qualidade e satisfação.
Seia tem que ser permanentemente redesenhada e melhorada para os senenses e também – mas nunca exclusivamente – para turista ver!
O Turismo há-de gostar da nossa Terra se nós a fizermos mais bela e atractiva.
Mas somos nós, os senenses que aqui construímos a nossa vida e aqui criamos os nossos filhos, os primeiros a dela usufruir 365 dias por ano.
Por fim:
Se este projecto não vier a ser implementado, isso trará consigo a descredibilização total de quem gere os nossos destinos neste momento e de quem for proposto pelo mesmo Partido, para os gerir no futuro.
Quanto mais não seja por isso, sr Presidente da Câmara, lhe peço que não deixe cair aquela que será porventura a sua obra mais emblemática e a que mais beneficiará Seia, as suas populações e todos aqueles que nos visitam.
Muito Obrigado.
Este projecto apresentado pela Câmara de Seia e que foi ontem discutido na Assembleia Municipal é, a par do CISE, na minha opinião, o projecto mais importante que Seia viu nas últimas décadas.
(Clique nas imagens para as aumentar)

Asim ele seja implementado.

Dei conta dessa minha satisfação e do meu total apoio ao projecto, mas também da minha preocupação pela sua efectiva execução no discurso que proferi ontem, na Assembleia Municipal, que reproduzo abaixo.

Meu discurso na Assembleia Municipal em 24/06/2008
(Clicar no Link abaixo)
Ex.mo Sr Presidente, Srs Deputados, Sr Presidente da Câmara:
Esta proposta 77/2007, a ser efectivamente concretizado o projecto que lhe subjaz é, a par da Construção do Cise, o facto mais importante que ocorrerá em Seia, na actual década.
Por isso quero deixar aqui, sobre este projecto, a minha opinião com toda a clareza e na forma escrita para que ela não seja mal interpretada no futuro.
Estudei cuidadosamente o projecto, fui verificar a sua viabilidade no terreno e concluí que, ao contrário de alguns outros mega-projectos anunciados sempre em tempo eleitoral (como a maior pista de ski da Europa e as gigantescas piscinas cobertas de 2005), este projecto pode, de facto, ser implementado.
Mais do que poder, deve sê-lo. E o mais brevemente possível, porque já vai com uma década de atraso desde que se começou a falar publicamente nele. E Seia, entretanto, já perdeu milhares de habitantes.
Sr Presidente, Srs Deputados:
Quero dizer que transformar duas ribeiras e um rio a transbordar de esgotos numa zona aprazível é um desafio e uma obra que se julgaria praticamente impossível de concretizar numa pequena Cidade como a nossa.
Mas é exactamente por isso que este projecto, hoje, é possível.
Limpar um pequeno rio e duas ribeiras com ele confluentes, havendo alternativa para o circuito dos esgotos urbanos é, hoje, uma tarefa absolutamente fundamental e exequível.
Não seria possível, como não é, fazer o mesmo ao Tejo.
Sabemos que o sr Presidente da Câmara não perderá a oportunidade de nos recordar que tal só será possível porque foi construída a Etar de Seia e que isso é obra da sua Administração.
É verdade, sr Presidente.
Mas para além da Obra ser sua, também o era a obrigação de a fazer.
O sr foi e é ainda o segundo autarca que nos governou desde que o Poder Local foi instituído, na presente forma, na Constituição de 75.
Em 8 eleições havidas Seia não teve 8 presidentes de Câmara: teve, apenas 2.
Portanto ou era o sr que tinha que as fazer, ou era o outro.
E o outro ainda fez algumas infelizes tentativas em S. Romão, em Seia, em Carvalhal da Louça e todas ficaram pelo caminho.
E já cá não estava quando apareceu a obrigatoriedade de as Etares terem que ser construídas. Aí já não era o outro quem era o presidente. Era o Senhor.
Não pode, por isso, atirar para as costas do outro aquilo que era obrigação sua.
Porque depois da elaboração da Agenda 21, aprovada no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimeto (CNU-AD) mais conhecida como a Cimeira da Terra, que teve lugar no Rio de Janeiro em Junho de 1992 e de onde saiu o conceito de Desenvolvimento Sustentável, foi o Sr quem ficou com a obrigação de implementar a construção dessas mesmas ETARES até porque, segundo Luisa Schmidt no seu livro Autarquias e Desenvolvimento sustentável sobre a Carta de Aalborg se diz que – e cito: «na última conferência da campanha realizada em 2004, apesar de 23 municípios terem aderido a essa carta, apenas 2 pequenos municípios estiveram presentes: Seia e Mértola.» Fim de citação.
Portanto o sr estava a par do que tinha que fazer e fê-lo.
Tarde. Mas fê-lo.
Menos mal.
E agora que a ETAR está feita, apetece perguntar quem se não lembra do cheiro pestilento e nauseabundo que, nas noites de verão, invadia toda aquela zona desde a Ponte de Santiago até à Zona Industrial?
Foi há apenas 2 anos.
Se este projecto for implementado até às próximas eleições – como espero, naturalmente – esse será um gigantesco passo em frente no sentido da requalificação urbana da nossa Cidade e porventura dos poucos dados, nas últimas décadas, no bom sentido.
Mas este projecto só pode ser implementado depois da minuciosa limpeza das margens, e da total despoluição do rio.
E isso só se conseguirá quando todos os efluentes domésticos desde Sta Marinha foram canalizados para a Etar de Seia.
E convém alertar para o facto de a ETAR da Arrifana não estar a trabalhar – há anos - nas devidas condições.
Esta informação está, infelizmente, actualizada.
Hoje foi o dia em que me desloquei pessoalmente àquela ETAR - que continua vandalizada há anos - e verifiquei que os efluentes que lança no rio Seia continuam a apresentar um aspecto sujo e emanam um cheiro muito activo e desagradável.
Há que criar, pois, as infraestruturas físicas antes de se começar a implementar o projecto.
E depois falta projectar uma zona de lazer com apoio de esplanadas de bar e restaurante. Nada disso está no projecto ainda.
É claro que não se pretende construir estruturas fixas ou umas docas como as de Lisboa; mas algo parecido com o que se construiu em Coimbra ao longo do Mondego não ficaria mal, salvaguardadas as devidas proporções.
Duas ou três esplanadas e um ou dois restaurantes de madeira seriam, penso eu, o suficiente para dar apoio aos cidadãos que se desloquem àquele que poderá ser o local mais aprazível que a Cidade terá para oferecer à população Urbana.
Assim ele seja, de facto, construído.
Com as inúmeras pontes sobre o rio e ribeiras, as ciclovias, os espaços de lazer, os espaços para realização de eventos e o respectivo palco, os locais destinados ao estacionamento de veículos automóveis e de bicicletas, a área de desportos radicais e de experimentação agrícola, o parque infantil, o parque de merendas, os percursos pedonais e, acima de tudo, as zonas de relva – presumo – a criar ao longo das margens do rio Seia e na Zona da Rotunda – com este projecto eu não posso estar mais de acordo.
E quero que fique bem claro este apoio firme e convicto.
Defendi inúmeras vezes - e até já aqui nesta assembleia – um projecto similar para aquela zona privilegiada da nossa Cidade, embora com uma configuração algo diferente. Mas a filosofia era, e sempre foi, a mesma.
Falta-lhe, na minha opinião, para além dos bares e restaurantes uma extensão da biblioteca municipal.
Nada melhor que as frondosas e refrescantes margens de um rio para se ler, com calma e em Paz de Espírito, um bom Livro.
Enfim, com as necessárias adaptações e correcções julgo ser este – repito – o projecto mais importante para a elevação da Qualidade de vida dos senenses e de quem nos visita.
Apareça ele!
E que não fique esquecido numa gaveta qualquer, a fazer companhia aos anteriores mega-projectos já referidos e anunciados com toda a pompa e circunstância, enchendo as primeiras páginas dos jornais, mas nunca implementados. Alguns deles, como a pista de ski, felizmente que o não foram!...
Srs Deputados, sr Presidente:
Que este fundamental projecto não veja apenas a luz do dia na próxima campanha eleitoral sob a forma de mais uma espampanante promessa, para depois adormecer mais uns quantos anos na sombra dessa ou de outra gaveta, cumprida a sua missão de adormecer os munícipes.
Que isso não aconteça com este projecto porque isso seria – afirmo-o sem qualquer dúvida – um verdadeiro desastre para Seia e o pior serviço que se poderia prestar aos senenses.
Seia não aguentaria tal desilusão.
E o desânimo que ela provocaria, agora que o “ouro” foi mostrado, seria fatalmente prejudicial para a auto-estima colectiva dos senenses enquanto cidadãos que adoram a sua Terra e a querem ver cada vez mais bonita e atractiva.
Mas não bonita e atractiva para Turista ver, porque Seia não pode ser progressivamente transformada num parque temático, nem os senenses figurantes disfarçados de pastores para os Srs da Quinta da Marinha se deleitarem com a nossa ruralidade quando nos visitam, como infelizmente se começa a ver fazer por esse país fora.
Não!
Seia tem que se tornar cada vez mais bonita e atractiva para nós, os senenses, podermos usufruir dessa beleza e atractividade com mais qualidade e satisfação.
Seia tem que ser permanentemente redesenhada e melhorada para os senenses e também – mas nunca exclusivamente – para turista ver!
O Turismo há-de gostar da nossa Terra se nós a fizermos mais bela e atractiva.
Mas somos nós, os senenses que aqui construímos a nossa vida e aqui criamos os nossos filhos, os primeiros a dela usufruir 365 dias por ano.
Por fim:
Se este projecto não vier a ser implementado, isso trará consigo a descredibilização total de quem gere os nossos destinos neste momento e de quem for proposto pelo mesmo Partido, para os gerir no futuro.
Quanto mais não seja por isso, sr Presidente da Câmara, lhe peço que não deixe cair aquela que será porventura a sua obra mais emblemática e a que mais beneficiará Seia, as suas populações e todos aqueles que nos visitam.
Muito Obrigado.

“I’m Not There” é uma viagem pouco convencional à vida e aos tempos de Bob Dylan. Seis actores interpretam o papel de Dylan, como uma série de personagens em mutação – do público ao privado, passando pelo fantasioso – tecendo no seu conjunto um retrato rico e colorido deste sempre esquivo ícone americano.
Poeta, profeta, fora-da-lei, falso, estrela eléctrica, mártir do rock’n’roll, Cristão Novo – sete identidades cruzadas, sete órgãos a alimentar a história de uma vida, tão densa e vibrante como a era que a inspirou"

Como entendo que a melhor publicidade é aquela que é feita na hora e não a que se faz uma semana antes, porque toda a gente a esquece, opto por colocar os eventos que decorrem na Casa da Cultura no próprio dia ou no anterior.
Mesmo assim, se toda a gente que ler isto lá fosse, hoje, não havia lugar no cinema...
Mas isto cabe na cabeça de alguém?
Que milhares de motoristas e empresários desmobilizem porque conquistaram
1 - Uma promessa do governo? De um governo que não consegue cumprir uma só das milhares que já fez ao povo?
2 - E uma promessa de não aumentar impostos???
Então mas foi para isto que lutaram?
Alguém se anda a divertir a insultar a inteligências aos portugueses. Que já de si não é muita... basta ver o que se passou ontem com a corrida desenfreada às bombas de combustível.
Uma corrida completamente acéfala.
Não havia falta, se tudo se processasse com normalidade.
A média de espera dos senenses nas bichas, ontem, foi de 45 minutos a 1 hora.
Muitos perderam o jogo para estar na bicha.
Uma atitude absolutamente estúpida, repito.
Eu abasteci às 8:30h da noite, sem bicha nenhuma, na Ana Chaves em Tourais.
O posto estava cheio de combustível. 30 mil litros de gasóleo, diz o Eduardo.
Então para que foi a corrida às bombas em Seia?
Ficou tudo louco?
Será que à força de ver tanto futebol, dia e noite, o povo pirou de vez?
Eis o que se passava em Seia há menos de uma hora:
Bichas em todos os postos de combustíveis, incluindo na Repsol e na Galp.



Uma crise como não se via desde 75.
Será que os camionistas vão conseguir repetir o que fizeram os capitães de Abril?
Uma coisa é certa: isto está por um fio.
Este país é uma autêntica bomba prestes a explodir.
Só Sócras - tal como Marcelo, na altura - não o consegue ver.
A actualizar várias vezes por dia...




O rancho Folclórico de Seia inaugura a sua nova sede no próximo dia 10 de Junho.
Tenho a honra de participar nesse evento com um trabalho audiovisual.
Uma casa muito moderna repleta do chamado "tradicional".
(Essa discussão levava-nos longe... não era, António?)
Este espectáculo está inserido na inauguração.


Em pleno PREC, o Baile de finalistas do 5º ano (actual 9º).
Clicar nas imagens para as aumentar.

No próximo domingo há tudo em Seia:
Dia do Coração no Museu do Pão
Caminhar Saudável - Câmara Municipal
RolinFire 08 - Bombeiros Voluntários
e ainda...
Neve na serra!
Safa!... e ainda há gente a ir para o estádio do Fontelo para ver não sei o quê...

Como é possível???
Quase em Junho e a nevar na Serra da Estrela!
Quem viu The Day After Tomorrow não pode deixar de ficar assustado...

Este Sábado | Dia 24 de Maio - 21:45 Horas
CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE SEIA - CINE-TEATRO
Concerto - “Tributo a Tom Jobim”
Bilhetes: Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
Espectáculo de homenagem a um dos melhores compositores do século XX.
António Carlos Jobim foi responsável por canções maravilhosas, como “Garota de
Ipanema”, “Eu sei que vou te amar”, “Samba de uma nota só” e
“Insensatez”.
ADRIANA MIKI – voz
PAULO BARROS – piano
JOÃO SANTOS – guitarra
JOEL SILVA – bateria
SÉRGIO CRESTANA – baixo
www.casadaculturadeseia.com
Iniciativa integrada na programação da ARTIS |2008
(cartaz daqui a pouco)
Boa Noite.
Como uma das representantes dos alunos no pedagógico e devido à falta de oportunidade de assistir a última reunião, não consegui informar vossas excelências que 4 alunos da turma 11ºF/G( Tecnológico de Informática): , Carlos Cabral nº 4, Joana Silva nº7, João Ribeiro nº9, Paulo Morgado nº19 com a colaboração do professor Vítor Robalo inscreveram-se num concurso da Microsoft a nível Nacional, com o objectivo de criar uma página Web sobre a “Segurança na Internet”.
No passado dia 20 de Maio os sites foram publicados e vão agora ser submetidos a 5 dias de votação pública.
Peço então, por este meio, a vossa colaboração, votando uma vez por dia no nosso site, atribuindo 5 estrelas, até dia 25 de Maio. Ajudem a equipa da nossa Escola.
Se puder ser, peço ainda, que divulguem aos alunos, pois quanto maior for a projecção maior será o apoio.
Aqui fica a Hiperligação para votar:
http://webmaster2008.net/webmaster/Vota.aspx?Filtro=9:12:589&EquipaId=41
Para mais informações sobre o concurso:
http://www.webmaster2008.net
Cumprimentos
Joana Silva ( Aluna )

Basta clicar na imagem para serem redireccionados para o site em apreço.
Aqui fica o anúncio pedido.
A queixa-crime por injúrias e insultos de que fui vítima por parte do único aluno que entretanto se identificou, entra segunda feira no Ministério Público. Como os IPs estão registados não será difícial identificar os demais.
Não respeitam as regras de convivência numa sociedade civilizada... paciência.

Com especial realce para uma palestra sobre a blogosfera.
Claro que aceitei o convite para estar presente.

PROGRAMA:
14h30m – Cerimónia de Abertura com a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Dra. Idália Moniz.
15h00m – Início das Actividades (distribuição de T-Shirt’s):
Visita ao Museu
Viagem em Comboio Turístico
Camião Pedagógico
Prática de Hipoterapia – Presença da Associação Equestre “Entre Amigos”
Prática Desportiva (Ginástica)
Rastreio:
- Tensão Arterial
- Glicemia
Nota: todas estas actividades estarão a decorrer simultaneamente, e serão acompanhados de uma técnica do Museu do Pão.
15h30m – Actuação do Grupo de Metais da Escola de Musica de Seia e da Tuna da Escola Secundária de Seia.
15h30m – Início do Lanche:
Tenda da Sopa
Tenda do Pão
Tenda da Água
Tenda da Fruta
ENTRADA LIVRE PARA TODOS

Nem tudo é mau nesta espécie de país...

Aconselha-se vivamente aos visitantes.
Eu não faltarei, como quase todas as semanas, ao amigo Luis Mestre, mas desta vez irei também visitar mais um ou dois restaurantes.
1ª parte

Amanhã à noite na Casa da Cultura

Os meus agradecimentos à Sofia e à equipe técnica do Weblog.com.pt que conseguiram reparar as asneiras que eu inadvertidamente faço.
Não percebo peva de html, pelo que me limito a fazer copy / paste de umas coisas que funcionam, sem eu perceber como.
E, depois, de quando em vez, há asneirada...
Mais uma vez, muito grato e continuação do bom trabalho que têm feito.
João Tilly

Previsão de queda de neve hoje, amanhã e depois a 1900 metros de altitude, na Serra da Estrela.
Será, provavelmente, a última oportunidade, este ano, para se ver neve.
Embora cá!
Há alojamentos com fartura aqui em Seia e a serra, nesta época do ano, é lindíssima. Conjuga as cores da primavera com o último manto de neve.
A não perder!
Fototeca Municipal
Posto de Turismo - De 15 a 30 de Abril
Esta fotografia é de Serafim Correia e refere-se à eleição da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Seia que decorreu no mercado municipal no dia 19 de Maio de 1974.
Nela se pode ver, entre outros, o sr Aragão, Humberto Mota Veiga e o meu Pai, o primeiro secretário - não havia cá presidentes de comissões políticas - do PS de Seia.
(Eu fui o primeiro jovem incrito na JS, em Seia, em Maio de 1974, ainda com 13 anos).
Porque a vida não é só trabalho...
Aconselha-se vivamente aos senenses e aos visitantes.
Apesar de a Associação de Pais já o saber há já 3 dias, eu não quis publicar a história para não conduzir ao alarme social infundado, já que não se conheciam os contornos deste caso, nem se tinha a perfeita noção de que algum perigo existiria.
E hoje posso dizer que, se ele existe, é muito remoto.
Explico:
A uma aluna do 11º da ES Seia foi diagnosticada Tuberculose, pelos HUC, em estado de contágio.
Há mais de um ano que revelava tosse cavada e todos os sintomas da doença. Suores frios à noite, por exemplo, e forte perda de peso.
Apesar disso e das várias vezes que se dirigiu ao Hospital e ao médico de família, tais sintomas foram desvalorizados.
Neste momento a aluna está em casa, ao que tudo indica sem vigilância médica.
Segundo uma vizinha, a tuberculose foi-lhe diagnosticada no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital onde a aluna foi fazer uma radiografia "só para descargo de consciência"...
No dia seguinte foi chamada para ser internada de urgência nos HUC.
Está impedida de entrar na Escola e toda a população escolar foi
submetida a um rastreio hoje mesmo.
Depois, em Maio, um veículo devidamente apetrechado virá fazer micro radiografias à população escolar (800 pessoas).
Entretanto há mais histórias relacionadas.
1 - Em reunião havida, ontem à noite, na ES entre o CD, a Delegada de Saúde e os pais, alguns pais afirmaram que «se a aluna entrar na Secundária não deixam os filhos ir às aulas».
Outros garantiram que não vão ficar à espera do dia 15 de Maio para fazerem uma radiografia aos filhos. Vão fazê-las já por iniciativa própria.
2 - O diagnóstico foi feito apesar de o médico de família o desaconselhar.
3 - A aluna tinha antecedentes - pai e irmão - com a mesma doença mas culpa os colegas de lha ter "pegado".
4 - A aluna afirmava ontem ainda que «vai voltar à escola na próxima segunda feira e só não veio hoje porque está mau tempo».(!)
A aluna foi visitada ainda esta semana por colegas, em sua casa, sem qualquer protecção das vias aéreas, apesar do seu estado de saúde fazer recear o perigo de contaminação (por esse motivo está proibida de entrar na Escola).
Enfim... esperemos que nada mais aconteça. E não deve acontecer, já que a sua companheira de carteira desde o início do ano não apresenta qualquer sinais de doença.
Curioso que metade da equipa recordista do Gouveia é de... Seia.
Curioso... ou talvez não.
Porque pelo menos um Clube, aqui em Seia, não trata da forma mais correcta os atletas da sua Terra.
A Joana não recebeu 3 medalhas referentes a 3 provas que ganhou em 2007 porque o responsável do clube que representava não a federou nem quis saber disso para nada, apesar das minhas insistências nesse sentido.
Uma atleta, em início de carreira, que ganhou praticamente todas as provas em que participou no distrito, viu as colegas classificadas atrás de si receberem os seus louros (indevida mas legalmente) por 3 vezes (!) porque a sua situação não se encontrava devidamente regularizada dentro do Clube!
Poder-se-á dizer que estas medalhas são de cortiça mas, para jovens atletas que correm por amor à camisola, o incentivo que elas lhes proporcionam vale OURO!
A insensibilidade de certos actores e dirigentes desportivos é uma coisa que eu não compreendo nem compreenderei nunca, dá-me a impressão.
A Joana, depois de um ano a treinar sem qualquer apoio de ninguém desse clube, mas apenas da prof Regina Babo que, desinteressadamente, a treinou a título pessoal, e depois de um ano em que acabou por descobrir que afinal nem sequer estava inscrita nesse Clube, acabou por decidir entrar num clube real, que treina atletas da região, contribuindo para o seu apuro técnico dentro da modalidade que estes jovens adoram: o atletismo.
Diz-se, por todo o lado, que o clube de atletismo (porque o de futebol já nem sequer existe) aqui de Seia não se preocupa com a formação dos atletas da nossa Terra mas apenas com vedetas profissionais que vivem a centenas de quilómetros daqui e nem sequer se sabe se conhecem Seia ou se cá vieram alguma vez.
Isso não sei. Nem me interessa.
Já foi aberto um inquérito parlamentar ao funcionamento desse clube e deu em águas de bacalhau.
Por mim, que cada um trate da sua vida que eu estou-me bem a marimbar para isso.
Mas que não se prejudiquem os jovens do Concelho, votando-os ao abandono, porque depois estes jovens ou desistem ou têm que ir procurar outros concelhos para treinar.
Felizmente o NDC Gouveia treina... em Seia!
Que fique bem claro que eu não tenho nada contra os responsáveis do clube de Seia, que nem sequer vou nomear porque sou lido por muita gente fora de Seia (e até de Portugal) e não quero contribuir para dar uma imagem menos positiva desse clube.
Nada me preocupa se os responsáveis usufruem ou não de "mordomias absurdas", como vejo escrito em fóruns e se diz para aí alto e bom som.
Se as têm é porque alguém lhas proporciona porque considera que eles as merecem.
Portanto a "culpa" dessas benesses (se é que elas existem) não é, concerteza, de quem as aufere.
Não sei o que se passa nesse clube e, pelo pouco que percebi, nem quero saber.
O NDCG é um clube verdadeiro, um clube onde os jovens da nossa região são apoiados e devidamente orientados. Onde os responsáveis se preocupam com a performance mas também com o bem estar dos pequenos atletas em formação.
O NDCG é dirigido pelo lendário Prof Brito, um personagem muito acarinhado na sua Terra e também pelo jornal local: o Notícias de Gouveia.
Não há edição que não traga os "feitos" do clube.
Os meus parabéns pelo seu trabalho de há 4 décadas, que nunca relegou para segundo plano, repito, o principal objectivo dos atletas: crescerem em Paz, harmonia e nunca descurando os estudos.
Estas 4 atletas recordistas são todas excelentes alunas nas suas escolas.

Acabo de receber um telefonema de um amigo destas lides que me informou que o meu blog é o único, de todos os blogs actualmente activos em Seia, em que não há fiscalização nem censura prévia de comentários.
A ser verdade não fico contente por isso.
Os blogs são o que resta da imprensa livre e da livre opinião publicada.
Os comentários deviam ser todos livres.
Não faz nenhum sentido moderar (controlar previamente e banir previamente) aquilo que os cidadãos decidem comentar.
Eu nunca o farei.
Ou há comentários dos leitores, ou não há. Não pode haver só aqueles que nos convêm.
Se me insultarem - e já muitos o fizeram - são eles quem perde credibilidade. Se não concordarem comigo e explicarem porquê, eu agradeço.
É isso mesmo que eu quero: poder trocar ideias - sem censuras prévias - com quem discorda de mim.
Assim é curioso que sendo eu o "tipo mais polémico de Seia" ou "o único que chama os bois pelos nomes" - como dizem por aí - alvo de 3 cartas anónimas, seja o meu blog o único verdadeira e totalmente livre.
Ainda por cima quando este humilde blog tem mais de 9.000 leitores e 20.000 visitas por mês... (que representa mais leitores e leituras do que todos os outros blogs somados) e quando não me coíbo de chamar literalmente de COBARDES aos COBARDES que escrevem cartas anónimas!
(Lá vem mais uma!...)
Eh, eh, eh... É só rir!

Ricardo Alvo - o engravatado - tem um blog muito bonitinho há já uns tempos.
As minhas desculpas por só agora me lembrar de colocar a justa referência.
Socialista, secretário do Presidente, não deixa de ser bom rapaz...
Lá faz a sua propagandazita como pode, lá vai dizendo umas coisas, enfim... lá faz pela vida.
É com especial carinho que lhe dou, também a ele, as boas vindas ao mundo da imprensa livre.
Eis o endereço:
À volta dos dias
Tive muita pena de não ter podido assistir a este concerto que se realizou no sábado passado na Casa da Cultura de Seia. Estava justamente a chegar a Seia depois de uns dias fora e já não cheguei a tempo.
Socorro-me, por isso, de uma parte do texto de Mário Jorge Branquinho que utiliza as seguintes palavras para caracterizar o que viu e ouviu:
«Este Sábado à noite a Banda MUV de Seia proporcionou ao público senense um magnifico concerto, num tributo aos Pink Floyd. O concerto decorreu no Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura e contou com casa quase cheia.
A Banda MUV é constituída por Jorge Caria – Guitarra Solo e Voz; Filipe – Guitarra Ritmo; Elidio – Teclas e Voz; Luís Nobre – Bateria; José Cardoso – Baixo e Voz; e Zé Miguel – Sax.
Em mais de uma hora de concerto, ouviram-se os temas mais sonantes deste grupo mítico...»
Envio daqui um abraço aos 2 Jorges Caria - o mais velho, meu amigo e companheiro destas lides há décadas; e o mais novo, de quem também tive a grata oportunidade de ser professor, um promissor guitarrista com créditos já firmados na praça e que decidiu seguir esta bela mas árdua carreira de dar música ao povo.
Outro abraço ao Cardoso que comigo trabalhou num projecto antigo - uma banda de covers nos anos 90 chamada FX e ao Zé Miguel que foi meu aluno também e que tive a oportunidade de levar, conjuntamente com outros alunos, aos bastidores do HermanSic no já longínquo ano de 2000.
Muitos Parabéns, extensivos ao resto da banda, e aqui fica a promessa solene de não faltar ao V. concerto da próxima vez.

Neste momento até as camas dos médicos, nos seus gabinetes, estão ocupadas!
Os doentes estão lá semanas a fio, têm finalmente alta e, passados 2 dias, estão lá outra vez.
Ninguém percebe porquê.
Das 50 camas que foram anunciadas para a cirurgia, a última informação é que afinal só vão ficar disponíveis 9.
Tal como eu disse em Dezembro, é extemporâneo falar seja o que for sobre o Hospital. Ninguém sabe o que aquilo vai ser no início. Menos, passados 2 anos. Ou mesmo se estará aberto, ao fim de 3.
Paredes recentemente construídas, no novo bloco, já foram deitadas abaixo para acomodarem as novas tecnologias...
E ninguém diz nada...
Onde estão os jornais de Seia?
No PE online podia ler-se ontem, como notícia de ultima hora, que «Eduardo Brito desiste da Câmara de Seia e avança com queixa para o Ministério Público».
Hoje o mesmo jornal vem desmentir dizendo que se tratava de uma brincadeira do 1 de Abril.
Já ontem eu imaginava que uma notícia parva como esta só podia ser fruto de um costume igualmente parvo.
Por isso, fiz algumas demarches e uns telefonemas para tentar apurar a veracidade de tal notícia. E pude apurar que o Presidente da Câmara se sente, de facto, muito agastado por uma sucessão de comunicados anónimos, lançados para o chão por viaturas várias - ao que se pode ler no respectivo fórum - e que teve mais um desenvolvimento na semana passada.
Já publiquei a minha opinião sobre este tipo de comunicados anónimos neste blog e num jornal local.
Curiosamente foram apenas 2 pessoas e da oposição - eu e Nuno Vaz - os que publicamente reprovaram tais comunicados. Dentro do PS, ninguém teve a coragem de dar o corpo às balas, solidarizando-se para com Eduardo Brito.
Porquê?
É preciso perceber como isto funciona. Ninguém quer atrair sobre si as atenções do escrevinhador anónimo.
A cobardia não existe só em quem escreve, mas também em quem tinha o dever de se solidarizar com as vítimas desta indignidade e nada faz, assobiando para o lado, não lhe vá calhar a próxima a si...
Eu e Nuno Vaz provámos que não temos medo de escrevinhadores cobardes.
E aqui reitero, uma vez mais, que quem se esconde sob a capa do anonimato para cuspir veneno sobre quem quer que seja é, de certeza, UM ENERGÚMENO MUITO PIOR do que aqueles que pretende atingir.
Mas vamos ao que interessa: o último comunicado e os seus efeitos.
É um texto estúpido. Escrito por um cobarde estúpido.
Nada diz, de concreto, sobre a maior parte das pessoas nomeadas.
Excepção feita para um caso, depois de espremido nada resta.
Acusações genéricas, nada especificado, tudo prometido para mais tarde.
No entanto, se a única estratégia que se pode descortinar é a de criar agastamento em EB, tal parece estar a ser conseguido.
Conhecendo Eduardo Brito há alguns anos fico admirado por ele se deixar afectar por coisas destas. Especialmente por esta que não diz, no fundo, nada de concreto.
Mas o povo não percebe que a carta é um bluff. Essa é que é a maior curiosidade. Anda tudo chocado porque se "nomeiam pessoas". Mas nomeiam-se e acusam-se de quê?
De muito pouco ou nada em concreto.
A verdade é que, apesar de o comunicado ser um tiro de pólvora seca, não se fala noutra coisa em Seia inteira.
Pelo que tenho visto é este o tema destes dias.
E tenho relatos de pessoas que entraram ontem em várias lojas e o assunto de conversação recorrente é, de facto, aquilo a que chamam "a carta".
«Seia precisa de mudança e eu quero ser protagonista dessa mudança» terá afirmado EB na conferência de imprensa de ante-ontem.
«E brevemente revelarei a profundidade dessa mudança. Não farei disso tabu.»
Estas palavras podem ter muitas interpretações. A do PE foi uma interpretação aparvalhada. Outra coisa não seria de esperar dali, nos tempos que correm.
Resta-me saber qual a interpretação dos demais órgãos de comunicação social presentes, uma vez que eu não estive lá.

O que mais estranho é a última parte da notícia, confirmada posteriormente, em que se diz que «EB prepara a sucessão para o actual Vice-Presidente da Câmara, Carlos Filipe Camelo».
Se bem o conheço ele não iria tão longe, nesta fase.
Desconfio da veracidade dessa informação.
Para mim, EB estará a montar um golpe de teatro à espera de uma vaga de fundo que, por certo, se fará sentir depois das eleições do próximo dia 4.
Aproxima-se a maior partida de xadrez político no interior do PS e na vida política de Eduardo Brito.
EB precisará de aferir da solidez da sua imagem no seio do Partido. Por isso, mais cedo ou mais tarde, ele pode vir a ameaçar lançar a bomba atómica. Se der a entender que esta coisa das cartas anónimas o está a abalar e que está a pensar, de facto, em desistir, lançará em grande confusão, anseio, sofrimento e até pânico os seus satélites.
Nas movimentações que naturalmente se seguirão, alguns resguardar-se-ão, à cautela e à espera da clarificação das águas e de maiores definições.
Outros precipitar-se-ão em contactos e movimentações na ânsia de se chegarem à frente e poderem vir a fazer parte do próximo executivo.
Os verdadeiros "fiéis" nada farão e apoiá-lo-ão incondicionalmente.
Claro que ele não vai desistir coisa nenhuma e será sempre o eterno candidato a presidente enquanto o deixarem. Desiluda-se quem imaginar o contrário.
As eleições para a AR coincidirão com as eleições autárquicas e, com a nova lei eleitoral, ele não pode ser candidato a ambas.
Quem viu a trilogia «O Padrinho» percebe bem o que vou dizer a seguir. Quem não viu, eis aqui um bom pretexto para o fazer:
Os que se resguardarem e continuarem a assobiar para o lado estão liquidados politicamente, enquanto EB tiver mão no partido. Na hora em que precisou deles, eles não disseram: presente! Estão liquidados.
Aos que se esvaírem em movimentações, quais baratas tontas ou hienas àvidas da carniça acontecer-lhes-á precisamente o mesmo.
Aos que simplesmente demonstrarem a sua fidelidade ao lider, desinteressadamente, nada lhes acontecerá. Nem para bem nem para mal. Como sempre.
Ou seja: ninguém vai ganhar nada com esta partida de xadrez, mas muitos irão perder. Quanto mais não seja a veleidade de se afirmarem como alternativas no seio do PS-EB como este que temos em Seia.
Não acredito que, quando ele colocar em cima da mesa a opção de desistir (e fá-lo-á a seu tempo, como já expliquei) essa anunciada "desistência" alguma vez passe de uma estratégia, já muito vista, de depurar o seu próprio partido e separar "os seus" dos "outros".
A minha dúvida é se entre aqueles que ficarem do seu lado, no final deste processo, a EB restará gente suficiente, em número e qualidade, para se aguentar à bronca nos próximos 5 anos.
Tenho muitas dúvidas sobre isso...
Carlos Filipe Camelo é o seu maior trunfo. Mas só há um. Eram precisos mais 3 ou 4 Carlos Filipes Camelos.
EB é acusado de recusar os melhores e rodear-se dos medíocres.
Bem: eu ando aqui há 47 anos e quanto mais conheço alguns dos denominados "melhores" mais razão dou a quem se viu livres deles! Safa...!
Não quero dizer que EB tenha feito bem ao não tentar aproveitar António Maximino, por exemplo. Mas fez seguramente bem ao desprezar alguns inúteis que nunca fizeram nada na vida - alguns nem nunca tiveram uma profissão, sequer - e fazem vida de café, maledicência e leitura de jornais.
Uma coisa parece-me inquestionável:
Se não conseguir afastar alguns dos seus colaboradores do seu núcleo duro e não conseguir captar outros com capacidade de trabalho, novas ideias e vontade de dar o litro por Seia; se não conseguir arranjar uma equipa de muito maior qualidade do que aquela que hoje o rodeia, só lhe resta, de facto, uma saída: desistir.

(Clique aqui para aumentar o cartaz)
O Conservatório de Música de Seia organiza dois eventos especiais durante as férias da Páscoa, iniciativa que vimos divulgar junto de todos os pais e encarregados de educação dos jovens músicos.
O Festival "Dias de Música Electroacústica", orientado por Jaime Reis, destina-se a jovens músicos com mais de 8 anos e irá decorrer entre 17 a 29 de Março de 2008. Este evento proporcionará o contacto com um domínio fascinante no campo musical - a Música Electroacústica - e para além de concertos públicos diários, terá uma significativa componente de experimentação nos vários Workshops previstos.

(Clique aqui para aumentar o cartaz)
O Curso de Aperfeiçoamento Interpretativo de Viola Dedilhada destina-se a jovens músicos com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos de idade. Entre 17 a 20 de Março de 2008 os participantes terão oportunidade de aperfeiçoar a sua prática com o Prof. João Moita num ambiente muito especial em que contactarão com colegas de outras escolas e de diversos níveis ensino.
O custo destas actividades tem apenas um valor simbólico. Para um melhor esclarecimento pedimos o favor de contactar a secretaria do Conservatório de Música de Seia através do telefone 238 312 583 ou 238 081 883.

1 - Madalena Cunhal é a directora do Museu do Brinquedo de Seia. Mas não é isso que a distingue.
O que mais há é directores de tudo e mais umas botas que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer, quando fazem alguma coisa.
Madalena é verdadeiramente uma especialista e uma Autoridade em museulogia e naquilo que faz. Por isso, o seu conhecimento é requisitado de Norte a Sul do país. Neste momento é já muito respeitada e reconhecida nacional e internacionalmente.
Há 2 anos esteve em Moçambique, a convite da embaixada Moçambicana em Portugal.
Durante a sua estadia, teve contacto privilegiado com o sistema de ensino e com o universo lúdico das crianças de Moçambique.
Retirou imagens e testemunhos preciosos dessa estadia.
Amanhã mesmo irá fazer mais uma palestra, desta vez em em Cabeceiras de Basto, subordinada ao tema: «o universo lúdico das crianças de Maputo».
Madalena é, neste momento, a mais solicitada conferencista nascida em terras de Seia da contemporaneidade.
Tive a sorte de me ter escolhido para editar algumas imagens por ela captadas aquando da sua estadia por terras de África.
São 12 minutos de magia soberbamente comentados pela autora.
Em breve publicarei o trabalho aqui mesmo, se ela me der autorização.
Para a conferência de amanhã lhe desejo as maiores Felicidades.
2 - Teatro Escolar: embora nem sempre acarinhado e apoiado como merecia, José António Baptista tem feito um trabalho ímpar e pioneiro junto das escolas na promoção, divulgação e captação de talentos para a excelsa 5ª Arte.
Ontem levou à cena, na Casa da Cultura de Seia, mais uma peça - «Lisístrata» - da qual foi encenador, iluminador, cenógrafo, director de actores e o mais que é preciso.
A peça foi um êxito, numa casa muito composta de público, o que não é normal numa pequena cidade do interior, a uma quinta feira.
Os alunos estiveram à altura da "responsabilidade" e o momento foi de grande qualidade de interpretação a um ritmo alucinante, sem momentos mortos, numa entrega total.
O público não regateou aplausos.
Baptista e os alunos do 9º ano da Escola Dr Guilherme Correia de Carvalho estão de parabéns!
E a Casa da Cultura deve continuar a apoiar iniciativas "alternativas" às quintas feiras. Cinema de Autor (já o está a fazer), Teatro, Concertos, eventos que tragam alternativas ao cinema.
Mas nunca substituir o cinema por outros eventos, para não acontecer como está a suceder em cidades vizinhas.
O cinema constitui a forma de Arte mais eficaz, barata e tecnologicamente evoluída que se pode trazer junto das populações.
Para além de que é um hábito social que se perde, se interrompido.
Deve merecer lugar cativo numa Casa para ele desenhada, sob pena de rapidamente esmorecer de público.


Os alunos do 9º ano da EB 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho vão apresentar no próximo dia 13, na Casa Municipal da Cultura, a peça “Lisístrata”, de Aristófenes - Séc. V a.C..
O espectáculo tem início às 21:30h e retrata, através do humor, a emancipação da mulher.
Lisístrata convoca as mulheres de toda a Grécia para pôr termo à guerra no Peloponeso. Ao usar estratégias diversas, provoca uma "Guerra de Sexos".
Os alunos do 9º ano da EB 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho vão apresentar no próximo dia 13, na Casa Municipal da Cultura, a peça “Lisístrata”, de Aristófenes - Séc. V a.C..
O espectáculo tem início às 21:30h e retrata, através do humor, a emancipação da mulher. Lisístrata convoca as mulheres de toda a Grécia para pôr termo à guerra no Peloponeso. Ao usar estratégias diversas, provoca uma "Guerra de Sexos".
Terminou ontem a "season" da música nascida nos EUA, em Seia.
Percebe-se a ideia da organização de servir na primeira semana um prato mais acessível e facilmente digerível - o blues - deixando para a segunda volta o jazz, em princípio de mais difícil digestão para o grande público.
Mas não foi exactamente isso o que aconteceu.

No primeiro fim de semana ouvimos um grupo de blues que nos trouxe algumas fórmulas muito batidas e comerciais que, em princípio, seriam benéficas para "aquecer" um público que não está ainda muito habituado a este tipo de ambiências musicias.
Percebe-se bem que Minneman foi um músico de bares, muito batido mas pouco mais do que isso. Não trouxe grandes rasgos ou momentos dignos de nota ao seu concerto que, tirando o saxofonista de facto acima da média, se pode considerar como agradável dentro do comum.
Não gostei especialmente do baterista que prefere as actividades circenses à técnica que até mostra possuir, mas isso é com ele.
Tocaram certinho e, tirando o baterista, tudo o resto foi globalmente positivo com destaque para o saxofonista.
O segundo dia foi uma grande e agradável surpresa: Down Home, um grupo vocacionado para o jazz enérgico dos anos 10 a 30.
Embora sem piano, trouxe-nos um ragtime, um boogie-woogie, um fox, tudo alicerçado numa dupla contabaixo-steel guitar inédita, pelo menos para mim.
Um contrabaixista sérvio possuidor de uma técnica fora do comum, com um slap incrível no contrabaixo, voava pelo palco agarrado àquele instrumento monstro o que, para além de visualmente chocante, se mostrou muito eficaz em termos do agarrar da audiência.
Uma técnica irrepreensível demonstrada por quase todos os músicos com destaque menos positivo para a estrela da banda que, de facto, mesmo recorrendo ao som incomum da guitarra de metal com bottle-nec no anelar esquerdo, a ele não recorreu com a frequência e com o efeito que se esperaria, tendo a sua preformance real ficado algo aquém do que a expectativa visual faria prever.
Mas relativamente aos restantes músicos - dois jovens saxofonistas, o contrabaixista e um jovem baterista catalão - todos eles mostraram ser possuidores de uma técnica e de um rigor fora do comum.
Um momento altíssimo de musicalidade neste festival.
O terceiro concerto foi o mais difícil.
Já era esperado. Comprei o último disco do sexteto de Mário Barreiros há quase um ano e confesso que não o consegui ouvir mais do que 2 ou 3 vezes. E não na íntegra.
O Jazz de Barreiros é uma coisa muito à frente, a roçar o free-jazz de tempos a tempos e, embora imprescindível no actual panorama deste tipo de música em Portugal - Mário é considerado consensualmente como a maior referência na bateria no nosso país - parece-me ter sido uma aposta muito ousada nesta fase de instalação do festival, por assim dizer.
Claro que se tratou de um concerto óptimo que só comparo ao de Pat Metheny que vi em Silves no verão.
Imensa qualidade, rasgo, improvisação pura, claro, mas talvez algo demasiado ambicioso nesta fase do projecto para o grande público senense.
O público não reagiu, por isso, com a efusividade dos dias anteriores.
O último concerto foi o mais tocante de todos.
Toni Solá, com toda a energia e dinâmica que transfere para o sax, complementou o estilo oposto de maviosidade e de musicalidade pura de Harry Allen.
E o domínio dos saxofonistas foi de tal forma avassalador que dei por mim a fazer um grande esforço para tentar descortinar o trabalho dos demais instrumentistas, porque simplesmente aqueles dois génios do saxofone ofuscam praticamente tudo.
Um pianista muito sóbrio e eficaz, um baterista muito presente posuidor de um pé esquerdo notável, e um contrabaixista muito discreto (demasiado discreto) mas que fez o que dele se esperava, proporcionaram uma noite inolvidável de jazz e swing tradicional mas que nem por isso desmerece dos demais estilos hoje tão em voga.
Para ser verdadeiro, tenho que dizer que me tocou sobremaneira o sussurro extraordinariamente melódico de Allen.
Não é possível tocar sax com aquele volume mínimo, sem uma única nota bem definida, com o sopro por vezes a igualar e até a suplantar o volume do instrumento. Uma coisa memorável!
Solá, enérgico, senhor de uma técnica e de uma dinâmica ímpares não lhe fica atrás. Antes complementa o estilo "celestial" de Allen.
Um concerto magnífico que fechou com chave de ouro um festival bastante participado, muito positivo embora algo ambicioso, mas que está a marcar de facto posição no calendário cultural de Seia, de ano para ano.
Tenho que reconhecer que nunca esperei que o Jazz vingasse em Seia.
Felizmente, enganei-me.
Dizem-me que se os preços fossem mais baixos mais público haveria. De facto, um casal com um filho paga 21 euros para ver um espectáculo...
Uma última palavra para o público.
Extraordinariamente disciplinado e respeitador, sem ruído de fundo, sem os crónicos que costumam fazer de cada evento musical um pretexto para socializar, a recompensar os solistas com aplausos no final de cada solo e a pedir encores de forma sincronizada.
Dir-se-ia que o público de Seia está habituado a ver jazz toda a vida...
Um único reparo:
Por uma questão de educação, não se devem parar os aplausos enquanto o último músico não sair de cena.
De resto: o festival - este festival - talvez apenas com um ajustamento na política de preços, deve continuar.
Parabéns à Organização.

A Fototeca Municipal de Seia promove, de 2 a 29 de Fevereiro, no Posto de Turismo de Seia, uma exposição fotográfica de Luís Pinto, denominada “38 Imagens – 1960-1975”.
Hoje é a Feira do Queijo, mas nem todos temos que ser pastores, não é?
Já há o Hermínio Pelicano... já é suficiente.
DESLIGAR O SOM DO COTONETE (ou deste clip) para não haver sobreposição
Cantares das Janeiras (hoje)
Feira do Queijo já com 31 anos de existência (Sábado de Carnaval)
3º Festival de Jazz e Blues com (entre outros) o sexteto de Mário Barreiros (finais de Fevereiro e princípios de Março).

Aos 47 cheguei a um estado de serenidade e equilibrio mental que me permite assegurar que não sou inimigo nem quero o mal de ninguém.
Nem dos que me copiam as ideias e projectos para me fazerem concorrência desleal, nem dos que, mentindo, me atraiçoam pelas costas, nem dos que me roubaram durante anos, nem dos que me tentam prejudicar agora, nem dos que me moveram processos discipinares por eu ter dito verdades.
Mas sei que tenho alguns inimigos.
Acontece que «um homem que, aos 30 anos, ainda não tenha arranjado nenhum inimigo, não é um homem. É um palhaço.»
Por isso, enquanto os tiver, sei que estou no bom caminho.
Boas Festas para todos.

Eis aqui um novo blog que trata da problemática de Seia e do seu concelho numa perspectiva teoricamente diferente da minha.
Mário Jorge é um destacado deputado municipal pelo PS.
As nossas relações nunca foram afáveis.
Mas nada disso é importante quando se trata de defender a nossa Terra.
Aqui fica a sua visão e estratégia para o futuro do concelho.
http://seiaportugal.blogspot.com
O Museu do Pão foi convidado a gerir o Museu da Moagem do Fundão.
É uma notícia em primeira mão que mostra duas coisas:
1 - Que a Camara Municipal do Fundão reconhece e acredita nas capacidades dos gestores do Museu do Pão.
2 - Que os gestores do Museu do Pão reconhecem a importância do investimento no lado de lá da serra: o lado certo, por mal dos nossos pecados...
Já nem se falou em Seia aquando das notícias do recente nevão.
A única estrada que existe na Serra da Estrela, para a comunicação social televisiva, é a estrada Covilhã-Torre. Parece que nem há outra!
Algo há que ser feito, urgentemente, sob pena de Seia desaparecer de vez da identidade da Serra da Estrela.
Parabéns ao Museu do Pão.
Esperemos que os irmãos Quaresma tenham, pelas bandas do Fundão, tanta sorte como a que têm tido aqui em Seia.
O novo restaurante «Museu da Moagem» localizado no complexo cultural “A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes”, irá ser formalmente inaugurado no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 17h30.
O restaurante que será explorado pelo conceituado Grupo «Museu do Pão» possui uma lotação máxima de 100 pessoas. Em paralelo, irão funcionar, de forma gratuita, diversos ateliers relacionados com a temática da farinha destinados a crianças e famílias.
A gestão deste equipamento resultou de uma parceria público-privada entre a Fundão Turismo EM e o “Grupo Museu do Pão”.
Este grupo privado fica assim responsável pela exploração do restaurante e da abertura de uma loja de produtos locais no mesmo espaço, cuja oferta incidirá, essencialmente, sobre as riquezas tradicionais do Fundão e sobre o merchandising relacionado com os eventos culturais mais marcantes do concelho, como a Festa da Cereja e os Chocalhos. Prevê-se a sua abertura para o primeiro trimestre de 2008.
O Grupo «Museu do Pão» acompanhará ainda a recuperação e implementação do futuro “Museu da Moagem”, que irá contar com o valioso espólio de arqueologia industrial, único no país, e que se pretende afirmar como uma referência a nível nacional, enquanto “museu das moagens em Portugal”. A sua abertura está prevista para o próximo ano.
O restaurante encerrará às segundas-feiras, coincidindo com o dia de encerramento da “Moagem – Cidade do Engenho e das Artes”.
Atingimos hoje um quarto de milhão de leituras (pelo menos).
E isso - perdoem-me - é um número apreciável.
O Sitemeter não conta as vezes que o meu IP abre as minhas páginas nem conta as vezes repetidas que um qualquer computador lhes acede em cada dia.
Por isso, se um leitor aqui vier várias vezes por dia ler vários textos, essas várias leituras só contam como se fossem uma.
Já o contador do próprio alocador - o weblog - não é tão rigoroso. Conta todas as vezes que cada IP aceder às minhas páginas.
E, segundo o weblog, 895.552 (quase 900 mil...) é o numero detectado de aberturas das minhas páginas desde que este blog foi para o ar, em 22 de Novembro de 2003.
Podem verificar ao fundo da secção vermelha à direita. Não consigo copiar o script java para aqui.
Estatísticas da casa (experimental)
ontem: dia 17 - hits: 1.351; páginas: 798; visitas: 560; kbytes: 158.475
este mês: hits: 21.965; páginas: 13.462; visitas: 9.339; kbytes: 2.750.282
desde sempre: hits: 301.019; páginas: 407.570; visitas: 895.552; kbytes: 794.478
créditos: gerado: 2007-12-18 10:45:01
Ora, se as detectou, foi porque alguém a elas acedeu.
Muitas delas terei sido eu.
Mas, ao ritmo médio e razoável de 5 por dia, isso daria 7.500 aberturas da minha responsabilidade nestes 4 anos.
Ainda restariam 887.000 aberturas...
Portanto, caros leitores, algures entre um quarto de milhão e quase 900 mil estará o número de vezes que vocês abriram o meu blog.
Agradeço-vos por isso.
E também por terem elevado este humilde blog a níveis de notoriedade ímpares no interior do país.
Um nível de notoriedade que eu acho, sinceramente, que não mereço.
Mas agradeço na mesma.
E continuem...
Aproximam-se grandes novidades em 2008.
Para o ano, vou voltar a dedicar-me mais a Seia e à minha região.
Tenho andado arredado dessa problemática por vários motivos e acima de tudo porque atravesso um período em que não me dá ânimo deter-me com coisas comezinhas como estas que se têm passado por aqui.
Mas, se tiver saúde, para o ano será diferente.
2008 será o ano de Seia, da Serra da Estrela, da minha rádio-televisão na net e mais algumas surpresas...
Continuem sintonizados e muito obrigado pela vossa fidelidade.
JT
Agora já pode ter os seus filmes caseiros, que gravou há anos, em qualquer formato (VHS, SVHS, VHSC, 8 mm, Digital8, mini dv, etc) em formato DVD, de modo a preservá-los para toda a vida.
As fitas magnéticas, com o tempo e a humidade, perdem a sua magnetização e se estiverem perto de aparelhos eléctricos ou electrónicos que produzam campos electromagnéticos - televisões, vídeos, altifalantes - pior...
Há que transcrever o seu conteúdo, enquanto é tempo, para um formato virtualmente perene e que seja lido por qualquer aparelho leitor de DVD, hoje e no futuro.
Podemos fazer isso com ou sem edição.
Há cenas que foram gravadas indevidamente (câmaras a apontar para o chão ou para o céu por descuido) e que devem ser apagadas porque prejudicam a qualidade global do filme.
Caso se pretenda, podemos fazer a anulação dessas cenas que são feias e inúteis.
Podemos igualmente inserir menus, capítulos, música de fundo e efeitos especiais.
Tudo o que se imaginar pode ser feito.
É só uma questão de... tempo!
Para mais info ou consulta, contacte clicando....aqui

Uma organização da Casa da Juventude D. Ana Nogueira.
Sábado 15 de Dezembro, no Cine Teatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.
Gravado com 4 câmaras móveis e som digital para edição em DVD.
Tal como os anteriores.
Cá pelo rapaz...

Uma organização do Conservatório de Música de Seia

A exposição de Natal, patente ao público no Museu do Brinquedo, pode ser visitada de terça a Domingo das 10 às 18 horas durante os meses de Dezembro e Janeiro.

Seia e sobretudo algumas freguesias são agitadas, de quando em vez, pelo aparecimento de cartas ou comunicados anónimos que se põem a circular.
Nunca se sabendo ao certo de onde provêm, a verdade é que muita gente os copia e distribui pelos amigos, desconhecendo que, porque essas cartas têm um carácter vincadamente difamatório, estão a praticar crime semelhante ao dos autores.
Mas, mesmo que o não estivessem, é preciso dizer que é simplesmente deplorável que alguém se esconda atrás de um cobarde anonimato para poder dizer o que lhe vai na alma.
Se há críticas a fazer - e concerteza que as há, em qualquer parte do mundo - a Democracia disponibiliza as sedes próprias para que essas críticas possam ficar registadas e chegar ao conhecimento dos responsáveis pelas áreas ou serviços por elas visados.
Estou perfeitamente à vontade para o dizer, porque não deve ter havido, nos últimos 2 anos, quem mais tenha criticado, na Assembleia Municipal, algumas das opções do sr Presidente da Câmara de Seia, nomeadamente no que se refere ao desinvestimento na notoriedade da região e na visibilidade a conferir à cidade e ao Concelho para que se possa atrair turismo e investimento.
Mas uma coisa é criticar, justificando, as opções políticas em sede própria, o que é normal em Democracia; outra é espalhar comunicados anónimos acusando pessoas de actos de corrupção e de compadrio sem especificar esses actos e sem apresentar uma única prova do que se afirma.
Esses métodos de assassínio de carácter são indignos e execráveis.
Se a sociedade fosse, na sua essência, composta de gente esclarecida, as cartas anónimas seriam desprezáveis e imediatamente colocadas no lixo, de onde nunca deveriam ter saído.
Mas acontece que não se passa assim.
O déficit cultural de grande parte da população envelhecida do nosso concelho não lhe permite destrinçar entre o conteúdo e os objectivos de uma qualquer carta anónima e uma denúncia fundada e devidamente assumida e assinada.
Por isso aquelas acabam por ter sempre alguma eficácia e fazer mossa nos visados.
E mais: até a nível oficial elas são um instrumento validado de trabalho. Muitos são os processos disciplinares e criminais que têm a sua origem em investigações ao conteúdo de denúncias anónimas.
Eu considero esse procedimento absolutamente ilegal e até anti-constitucional.
Investigar e ser investigado a partir de denúncias anónimas é perfeitamente inquisitório e remete-nos para a idade das trevas. É como ser acusado, em Tribunal, por alguém que não dá a cara.
É absolutamente impensável. Mas, talvez por isso, é o que mais se vê em Portugal.
A Justiça assume muitas vezes como normal uma atitude absolutamente condenável e prossegue as suas diligências como se efectivamente se tratasse de uma denúncia normal, formal e fundamentada.
E tem conseguido resultados.
Eu tenho sido dos mais directos adversários políticos de Eduardo Brito.
Continuo a apontar os caminhos que defendo serem os inevitáveis para Seia e que se alicerçam na urgente revitalização do Turismo que nos passa cada vez mais ao lado.
E não estou sozinho nesta luta. Até o Presidente da República chamou, há poucos dias, para isso a máxima atenção dos autarcas e do país na sua viagem pelo distrito e aqui bem perto de nós.
Acredito, sinceramente, que sem ele - o Turismo, regrado, ecológico, cultural - Seia não terá hipóteses de sobrevivência enquanto cidade de pequenas dimensões, sem indústria, sem comércio forte, sem serviços para além dos básicos - e a perder velozmente os poucos que tem - como lamentavelmente se verifica hoje.
Isso não me impede de ter por Eduardo Brito elevada estima pessoal, e de o considerar um dos políticos mais hábeis que Seia viu desde o 25 de Abril.
E a prova é esta: é que milhares de pessoas o criticam em Seia e por essas freguesias fora, todos os dias; escrevinham todo o tipo de denúncias, a coberto do anonimato; plantam couves e pintam «estrada da vergonha» no alcatrão das estradas e ruas esburacadas; dizem tudo o que imaginar se possa sobre a sua alegada fortuna pessoal e a forma como ela terá sido adquirida... e depois, na hora do sufrágio, votam massivamente nele, como se tem visto e repetido.
Uns queixam-se de falta de alternativa, mas eu nem nisso acredito.
Nas últimas eleições o PSD apresentou um óptimo candidato, em Seia – não havia melhor na conjuntura - mas tal não impediu a vitória redundante de Eduardo Brito por números que não nos deixaram argumentação possível.
A cada um, o seu valor.
Não concordo, como é público, com a visão que tem EB tido para Seia.
Digo-lho na Assembleia Municipal sempre que se proporciona a ocasião.
Embora ultimamente EB tenha vindo a corrigir o seu clássico discurso anti-turístico e mais frequentemente venha aludindo aos benefícios que essa Indústria nos pode trazer, eu acredito que muito mais se pode fazer nessa área e defendo que é imperativo lançar Seia definitivamente na senda do progresso que, na minha opinião (que, neste caso, coincide com a de todos os especialistas na matéria que se debruçam e estudam aprofundadamente o assunto), dada a nossa localização geográfica privilegiada só pode passar por aquela que é, já hoje, a maior indústria do mundo.
EB não acha o mesmo, por enquanto.
Paciência....
Quando o PSD ou outro candidato do PS ganharem as eleições, a estratégia mudará. Tenho disso a certeza absoluta.
Pelo meu lado, cá continuo a debitar, para quem quiser ler, a minha visão do que se passa, também, em Seia.
E quero que fique bem claro que defendo e defenderei sempre que as denúncias e as críticas fazem-se cara a cara.
E nunca a coberto da mais torpe cobardia.
Tive ocasião, ontem, no Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Seia, de chamar a atenção para a sistematica desvalorização que o corpo docente daquela escola (ou pelos menos os seus representantes) tem atribuído aos sucessivos rankings anuais que têm sido publicados nos vários órgãos de comunicação social, e nos quais a escola secundária, desde 2002, tem vindo a descer de forma muito acentuada.
Desde uma nota média de 10,72 e uma posição média (276) em 2002, a Escola tem vindo progressivamente a ser ultrapassada por dezenas de outras escolas congéneres, a ponto de, neste momento, apresentar uma nota média nos exames nacionais de 8,58 e ocupar o lugar nr 440. Em 500...
Estamos, perigosamente, a entrar na cauda da tabela de todas as escolas secundárias nacionais.
E este facto - porque de um facto se trata e não de uma sondagem ou conjectura - deve preocupar-nos a todos: comunidade escolar e sociedade civil, porquanto, ao contrário do que alguns ainda afirmam para desvalorizar este ranking, ele não é nada subjectivo. É o mais objectivo que se pode imaginar porque trata dos resultados de exames a todas as disciplinas da Escola.
No Ensino básico, ao contrário, o "ranking" das escolas tem a ver apenas com as disciplinas de Português e Matemática ou mais propriamente "interpretação de textos aplicada à matemática", como eu gosto de identificar os exames que têm sido elaborados a uma disciplina que devia ser científica e que afinal - vai-se a ver - chegam a ter mais caracteres que os de Língua Portuguesa...
No Ensino básico ninguém avalia outras disciplinas para além daquelas 2 a que os alunos fazem exames. O ranking não é, pois, significativo de toda a aprendizagem e da qualidade de cada Escola.
Mas, no ensino secundário, assim não é.
Portanto, se todas as disciplinas são avaliadas, não se imagina método mais seguro do que este para aferir da convergência efectiva de cada escola às orientações pedagógicas do ME, quer delas se discorde muito ou pouco. Ou nada.
Enquanto funcionários do ME, os professores têm que cumprir os programas aprovados e têm que se esforçar ao máximo para que os alunos aprendam o que neles se ensina.
É tão simples como isso.
E não duvido que é isso, na esmagadora maioria dos casos, que acontece.
No entanto, o que se verifica é que os alunos da Escola Secundária de Seia não mostram atingir, em média, o que deles se espera e exige. A sua nota média é negativa nos exames nacionais. E tem vindo quase sempre a decrescer.
Não há que desvalorizar o ranking. Ele é um facto e provavelmente o único indicador da qualidade do trabalho da Escola.
Atenuantes para esta situação negativa há quantas queiramos.
Desde um concelho empobrecido e a desertificar a uma velocidade inimaginável ainda há pouco tempo atrás, até à sua grande extensão - há alunos que fazem dezenas de quilometros para chegar à escola secundária e voltar para suas casas diariamente - até ao facto de muitos deles serem "ajudados" com nota 10 para poderem ir a exame e não "se lhes cortar as pernas", sendo certo que a esmagadora maioria deles chumbarão, enfim...
Uma panóplia de argumentos se pode ir buscar para justificar esta nota e classificação muito negativas no ranking.
A verdade é que a culpa não é - nunca pode ser - de um só factor.
Esta é a única coisa que é certa.
Nem só dos alunos, que se desinteressam do estudo porque não vêm saídas profissionais, nem só da extensão e pobreza do concelho, nem só das "ajudas" dos professores para levar a exame quem não mereceria.
A culpa é, por certo, de tudo isto somado.
E o que fazer?
O primeiro passo é exactamente o que foi dado ontem no CP:
A consciencialização do corpo docente para a evidência de que algo está, de facto, a correr mal.
É o primeiro passo.
A Associação de Pais pede a toda a comunidade escolar que reflita sobre esta situação e não continue, como até aqui, a desvalorizá-la sistematicamente.
O diagnóstico é o primeiro passo para debelar este problema que se mostra crescente no que à nossa escola diz respeito. A seguir tratar-se-á de encontrar estratégias de remediação.
Uma coisa é certa:
Algo tem que ser feito - e urgentemente - sob pena de, para o próximo ano, a nossa secundária incluir a tabela das 10 ou 20 escolas menos cotadas do país.
Estamos - Associação de Pais e eu, pessoalmente - disponiveis e muito empenhados para contribuir para esse debate alargado e urgente, que diz respeito a todos os senenses.
A partir deste fim de semana inauguramos um novo serviço para as empresas e Câmaras Municipais (Empresas Municipais) da região.
Trata-se da difusão de publicidade comercial e institucional antes e nos intervalos das sessões de cinema.
Ambos os tipos de publicidade são constituídos por filme em alta resolução, com locução.
As Câmaras Municipais e Empresas Municipais dispõem agora de um veículo extra e muito eficaz para publicitar as suas iniciativas ou eventos a apoiar.
As empresas, por seu lado, passam a poder publicitar os seus serviços e produtos em local privilegiado e para plateias atentas, porque, ao contrário do que se passa em nossas casas, em que antes e no intervalo dos programas ninguem vê publicidade (ou se faz zapping ou se vai à casa de banho), os espectadores de cinema estão virados para o ecran sem terem nada que fazer.
São, por isso, receptores atentos da publicidade visual naquele preciso momento.
Apostar neste tipo inovador de publicidade de elevado impacto traduz-se num pequeno investimento muitas vezes mais rentável do que outro tradicional.
Trata-se de um conceito desenvolvido por mim, há 4 anos, no cinema de Seia e repetido no ano seguinte, mas de forma algo amadora, na altura.
Neste momento, a FORMATOS possui meios audiovisuais e de transmissão de sinal wireless que facilitam muito o processo e dão um ar mais profissional aos spots publicitários a passar.
Convido todos os meus leitores a ir aos cinemas da nossa região da Serra da Estrela, quanto mais não seja para verem o que se faz por cá.
E, brevemente, mais um projecto "revolucionário" de publicidade audiovisual do sec XXI, de maior impacto ainda, a que chamo, para já, projecto Y.
Dentro de uns meses descobrir-se-á a razão do Y...
Para mais informações ou informações sobre os preços (irrisórios) da publicidade nos cinemas podem enviar um email para mim ou para a FORMATOS, ou ligar para o 91 816 66 23
A pressão que a ministra da Educação tem exercido sobre a classe mais desunida e menos consciente profissionalmente que existe em Portugal começa a dar, infelizmente, os seus frutos.
Os professores andam absolutamente desorientados e estão a desatar a fazer o que não lhes compete provavelmente com medo que "alguém" venha sobre eles.
É preciso acalmar os professores e dizer-lhes que eles têm apenas que cumprir a Lei de Base do Sistema Educativo que ainda não mudou - mas para isso é preciso que a conheçam minimamente o que, também infelizmente, é raro acontecer.
Se não se conhece o enquadramento profissional, há que o ler e estudar. E mais vale tarde que nunca.
Trata-se, no fundo, da Lei n.° 46/86, de 14 de Outubro, alterada pela Lei nº 115/97 de 15 de Setembro, na sua versão nova consolidada de Lei nº 49/2005 de 30 de Agosto, que pode consultar aqui.
Não podem os professores demitir-se dos seus deveres de conhecer a lei em que se enquadram e que não muda estruturalmente desde 1986 - e escudar-se em directrizes ou orientações avulsas que ninguém sabe se existem e em que contexto foram criadas.
Não podem os professores cometer ilegalidades para atingir determinados fins ou "ajudar" determinado aluno.
O enquadramento psicológico de cada aluno com dificuldades educativas especiais tem que ser alvo de um diagnóstico e de um estudo aprofundado e individualizado. Os relatórios dos psicólogos das escolas não podem ser um texto sempre igual, obtido por copy / paste uns dos outros, assim como os planos curriculares de turma não podem ser documentos que se preenchem de qualquer forma com a repetição sistemática da palavra "alguns" porque isso, para além de ridicularizar o documento em causa, esvazia-o de qualquer conteúdo e propósito.
Os documentos, que têm que ser elaborados, devem servir para enquadrar, diagnosticar e ajudar a despistar as dificuldades de cada aluno em particular e não ser uma amálgama de generalidades que apenas serve para se dizer que se preencheu mais uma grelha de preenchimento obrigatório.
Meus Amigos: o Ensino, em Portugal, está muito doente.
São as evidências dos resultados dos exames, são a vergonha dos exames, eles próprios, são a vergonha internacional de sermos o único país de uma europa a 27 que tem apenas o 9º ano como escolaridade obrigatória.
Os professores não podem continuar a fazer parte da doença.
Nem podem continuar a ser o bode expiatório de todos os males do sistema de ensino, como este governo pretende fazer crer à população.
Mas para isso, os professores têm que se unir e estudar os seus direitos e deveres.
Tanto profissionais como sindicais. Se não fossem os sindicatos os professores estariam já a aparar relva e a descascar batatas em muitas escolas.
Os professores têm que começar a fazer parte da cura.
Chegámos a um ponto em que ninguém sabe ao certo o que anda a fazer e faz porque ouve dizer ou porque os outros também fazem.
É desolador!
Os documentos de preenchimento obrigatório encontram-se absolutamente vazios de qualquer significado prático.
A papelada e a burocracia em que os professores estão a ser afogados apenas contribui para confundir as suas missões e isso torna-se uma evidência nas reuniões intercalares.
Há que parar para pensar o que estamos a fazer numa Escola: se estamos a preencher papelada de cruz, ou se estamos de facto a trabalhar em prol do cultivo da inteligência dos nossos alunos.
É aterrador perceber que, mal surge uma dificuldade com um aluno "diferente", nenhum professor sabe ao certo o que fazer.
Uns poêm-se a fazer testes específicos sem sequer terem diagnosticado as áreas em que o aluno revela maiores dificuldades, porque ou não há relatórios técnicos ou eles são generalistas e perfeitamente omissos no que deviam diagnosticar.
Outros, desatam a adaptar currículos por sua livre e espontânea vontade a alunos que nem sequer estão sinalizados como possuindo necessidades educativas especiais.
E mesmo que o estivessem, perguntar-se-ia sempre:
1 - Quais??? Quais são as necessidades educativas que determinado aluno apresenta e
2 - PORQUÊ? Por que razão um aluno sente dificuldades numa determinada área do Conhecimento, por vezes de grau de dificuldade baixo, enquanto não revela essas mesmas dificuldades noutra, muitas vezes envolvendo uma profundidade de raciocínio mais complexa até que a anterior?
O que temos que perceber é isso antes de tomarmos qualquer atitude relativamente a um aluno em dificuldades:
Quais são as dificuldades que ele apresenta EXACTAMENTE e PORQUÊ???
Sem isto, nada feito.
É só perder tempo nas reuniões e fazer perder tempo aos outros.
Só depois de percebermos que tipo de dificuldades o aluno apresenta e que fragilidades conceptuais manifesta poderemos começar a delinear uma estratégia para tentar despistar as suas dificuldades.
Não há que inventar, não há que improvisar adaptação de testes nem de currículos à sorte.
Os serviços de psicologia e os professores especializados nessa área são quem nos deve enquadrar cada aluno. E cada adaptação de conteúdos a leccionar terá forçosamente que ser fruto de um trabalho conjunto entre os serviços da educação especial e os professores generalistas, que somos nós, sem formação específica para lidar com crianças que, pelos vistos, não nos compreendem.
Não são só os testes que terão sofrer adaptações, caso a caso.
Nalguns casos serão mesmo alguns conteúdos que terão que ser substituídos. Mas noutros, e provavelmente na maior parte, nem será preciso substituir coisa nenhuma.
Eu não posso acreditar que uma escola normal apresente, ano após ano, 20 a 25% de alunos NEEs!
Seria um escândalo nacional e internacional!
Estaríamos num país de atrasados ou de doentes mentais, se tal fosse verdade!
Mas é isso o que se verifica, demasiadas vezes, aqui no interior.
É preciso é que os alunos se motivem para trabalhar e para estudar.
Não são os professores que têm que estudar pelos alunos.
São eles próprios que têm que fazer esse trabalho, ao contrário do que tem sido a prática ultimamente nas escolas básicas em que só os professores e os tutores trabalham. Os alunos, pouco ou quase nada.
Não pode ser!
Porque dificuldades, meus caros, todos nós sentimos e até os alunos de 5 a todas as disciplinas o sentem aqui ou além.
Por isso estudam diáriamente.
Caros colegas: não há que inventar.
Há que motivar os alunos para o estudo em vez de os rotular a torto e a direito com o artigo 319, como tem sido prática até aqui.
Os alunos são todos diferentes, por isso há notas de 1 a 5.
E, os professores, nesta voragem dos tempos e esmagados pelo medo que se instalou nas suas vidas e nas suas carreiras parece que esqueceram isso.
Aqui fica este texto como contributo - para além do que me farto de alertar nas reuniões - para nos relembrarmos e nos ressintonizarmos nas nossas funções.
O ex-gerente do Tottra & Açores, acusado de praticar um desfalque superior a 10 milhões de euros, foi ontem presente ao Juiz no Tribunal de Seia.
A operação rodeou-se do maior secretismo e constituiu surpresa geral, dado que ainda ninguém sabia que Camilo já tinha sido extraditado e se encontrava em Portugal.
Camilo resistiu a vários motins em que ficou refém de gangs de reclusos e, ao contrário do que se temia (e talvez alguns desejassen), sobreviveu.
Desde a primeira hora eu sempre recusei crucificar o Camilo, chamando a atenção dos leitores para o facto de que Camilo é apenas a ponta de um iceberg gigantesco que ninguém sabe por onde se estende e a que profundidade flutua...
É fundamental descobrir o que e quem estava por detrás das operações propostas pelo Camilo.
Iremos finalmente saber a verdade sobre o que se passou no Totta & Açores de Seia durante os anos em que ele foi gerente?
Porque, senhores Juízes, não se trata de uma operação normal de desfalque e fuga, nem o banco lá tinha 10 milhões no cofre à espera que Camilo os fosse buscar e metesse num saco...
Nada disso!
Espero que a investigação, neste caso, não seja tão ingénua a ponto de se contentar com tretas destas.
O que se tratou foi de uma prática continuada de recebimentos de dinheiros da sociedade civil que livremente lhos entregou para que Camilo - com o conhecimento e aval de quem? - os aplicasse em off-shores e na especulação financeira, revertendo essas operações juros em montantes muitas vezes superiores aos praticados pela banca comercial.
Este género de "operações privilegiadas" são propostas e praticadas em todo o país sempre com o conhecimento e aval de quem delas pode decidir.
Só por isso é que se pode falar de desfalque...
Se foi desfalque é porque o montante em falta foi assumido como tendo desaparecido do banco.
Caso contrário, tratar-se-ia uma mera burla a depositantes a que o banco seria completamente alheio.
Mas, pelos vistos, não é.
E, se não é alheio...
Não se queira fazer crer, portanto, que se trata de um vulgar desfalque.
Não!
Isso já sabemos que é mentira.
Poderemos, agora, no decurso do julgamento, vir a descobrir duas coisas:
1 - Quem dava cobertura a Camilo, nestas operações e aplicações.
2 - Quem entregou a Camilo os 10 milhões agora reclamados.
O que provavelmente nunca saberemos é a proveniência dos 10 milhões que lhe foram entregues em mão para ele "rentabilizar".
Mas isso, num estado de Direito, é matéria para as Finanças resolverem.
Depois de 3 anos de luta, nem sempre compreendido, tive este ano a satisfação de ver o Cine Eco reformatado, sintonizado e colocado no seu devido lugar.
Um festival de filmes e documentários ambientais é isso mesmo.
Os documentários e filmes a concurso foram projectados no CISE - o que faz todo o sentido - e os estudantes deslocaram-se a ver os filmes a concurso e não blockbusters comerciais - o que ainda faz mais.
O nosso documentário, realizado por mim e protagonizado pelos alunos do Clube de AudioVisuais da minha Escola, em 2006, ganhou ontem uma Menção Honrosa na sessão de encerramento deste renovado formato do Cine Eco 2007.
O filme fazia parte dos objectivos e da programação do Clube.
Não custou um cêntimo à Escola e foi realizado com meios absolutamente mínimos.
Mesmo assim foi reconhecido pelo Júri do único festival português dedicado à protecção e educação ambientais.
O documentário segue o percurso da água desde o ponto mais alto de Portugal continental até às nossas casas, em Seia, no sopé da Serra da Estrela. E pretende descobrir o que lhe acontece (à agua) depois de ter sido utilizada por nós.
Lauro António, entrevistado pela RTP, deu especial enfoque aos filmes que começam a ser produzidos pelas escolas de Seia.
É também para isto que serve a Cine Eco.
Esta Cine Eco, com este novo formato, recomeça de facto a servir para alguma coisa.
Pena é que as escolas, como a minha, supostamente fruto de incorrecta informação externa, tenham decidido não levar as crianças a ver filmes e documentários ambientais.
O esforço meritório da organização, com este novo formato, esbarra ainda junto das escolas - justamente as Entidades que o deviam abraçar, apoiar e fazer reflectir.
Para o ano há que melhorar este aspecto.
E há, também, que providenciar melhor som e iluminação para a sessão de encerramento. As pessoas, no palco, estavam com metade da face às escuras, como as imagens da RTP demonstram.
Não são pormenores. O profissionalismo vê-se nos mais pequenos detalhes. E, para que as imagens televisivas tenham um mínimo de qualidade e a coisa não pareça demasiado amadora, é necessária boa iluminação como toda a gente sabe.
Corrigidos estes 2 aspectos - articulação com as escolas e mais profissionalismo audiovisual na sessão de encerramento, o festival reganhará o impacto regional e a projecção nacional que todos queremos.
Como eu sempre disse, o caminho é este.
Aqui abaixo deixo o nosso documentário, em duas partes, para quem tiver curiosidade em vê-lo.

.
Recebi este texto num comentário ao qual não posso deixar de dar destaque.
O que se passa com os Centros de Saúde de Seia e S. Romão?
Funcionam ou não?
Ainda mais quando se afirma que o Centro de Saúde de Seia até está a funcionar com as urgências que seriam destinadas ao Hospital, porque o mesmo Hospital não tem médicos suficientes!...
Mas afinal para onde caminha esta Terra em termos de saúde pública?
«Centro de Saúde de Seia:- Necessitando de uma consulta para o Médico de Família, para lhe dar conta de algumas consultas de especialidades a que fui obrigado a submeter-me e ainda para obter receita para as "famigeradas vacinas contra a gripe", uma vez que sou um idoso para quem é recomendada a sua aplicação, só consegui essa consulta para trinta e seis dias depois, seja, já em plena época outonal, com risco de entretanto ser apanhado por algum virus, que, evoluindo, lá poderá atirar comigo para o Hospital, onde me poderá acontecer aquilo que aconteceu a um seu ente querido, pedidndo desculpa de lembrar tal desgraça.
É que já me ia acontecendo o mesmo.
Posto Médico de S. Romão:- Consulta para Méico de Família.
É assim:- Tem que vir para a porta do Posto Médico pela manhã, para apanhar vez, se houver ainda alguma vaga das que guardam diariamente. Consta que tal é infrutífero, dado que alguns familiares de doentes madrugam para o efeito ou...
Outra hipótese:- Na última sexta feira do mês, da parte da tarde, começam as marcações das consultas para o mês seguinte. Se acontecer como aconteceu neste último mês, nessa última sexta feira de Setembro os utentes eram tantos que as datas disponíveis durante o mês de Outubro esgotaram e não conseguiram todos marcação de consulta.
Assim terão de voltar agora em 26 de Outubro a tentar de novo, se entretanto não forem desta para melhor.
Querem País mais terceiro-mundista?
Agradecerei a publicação.
Não refiro datas por ser facilmente identificável, e ficar marcado pelos senhores(as) que nos "guichets" nos tratam da saúde.»
Meus senhores: isto é uma perfeita vergonha.
Para além de ser ilegal e anti-constitucional esta é uma situação que envergonha Seia e as suas populações, que não têm culpa de morar num sitio tão desprezado pelo poder político central como este.
Há que tocar a reunir e exigir que o governo e a ARS cumpram com a sua obrigação e com a Constituição.
Porque os portugueses, ao serem esmifrados, pelo estado esbanjador, dos impostos injustos que são forçados a pagar, já cumprem - e bem! - com a sua parte.
Girabolhos - se o pregador não mentir - será a localização de uma das 10 barragens a construir no futuro...
1000 milhões de euros, fora os trocos, serão canalisados para estes projectos.
Se tudo correr bem, 45% da energia de que necessitamos será produzida em Portugal no "tal" futuro.
Não posso apoiar mais esta iniciativa, apesar dos transtornos ecológicos que trará aos rios e à vida neles existente...
Mas, há mais de 11.000 anos (ultima glaciação) que nós somos a espécie dominante neste planeta... Por isso, os peixinhos e os castores terão que ter paciência...
Estranhamente - ou talvez já não - ninguém fala disso em Seia...
Nem os políticos nem a sociedade civil, nem a comunicação social... nada.
Está tudo adormecido, como que anestesiado, as pessoas absolutamente desinteresadas do que quer que seja.
Já nem os assaltos repetidos são notícia.
Já não há notícias em Seia, parece..
Que Tempo desanimador e triste este em que vivemos....

Em Seia a factura da "água " chega a ser 9 vezes mais cara que a água ela própria.
Claro que para além da água (neste caso 1,05€ que corresponde a 3 metros cúbicos) temos mais 7 parcelas, em que duas delas são taxas de saneamento (em repetição), uma Tarifa de Quota de Disponibilidade(!), uma taxa de resíduos sólidos e 3 parcelas de IVA.
Este é um dos meios de encaixe de verbas da Câmara.
Mesmo que não se gaste água nenhuma (por ausência do proprietário), 8 euros e pouco ninguém os tira.
Mas estes valores deviam, no minimo, estar indexados entre si.
Quem não gasta água ou gasta pouca água (um agregado familiar pequeno, uma pessoa a viver sozinha, uma segunda habitação) também não produz lixo em quantidade comparável aos agregados grandes.
Aqui há uma nítida inversão dos valores aceites em todo o mundo, do que postulam a Agenda 21 e o protocolo de Quioto, por exemplo:
Paga quem não polui por aqueles que poluem.
As taxas foram aprovadas em Assembleia Municipal da qual eu faço parte. Mas nenhuma simulação foi feita e nem eu e - tenho a certeza - nenhum dos deputados se apercebeu do exagero que se abateu sobre os consumidores de Seia.

Pergunta-se:
Que será quando forem as Àguas do Zêzere e Coa a cobrar directamente ao consumidor?
A História começou aqui, em 2003.
«A qualidade da água ou negócio.
Milhões de investimento para uns, milhões a alienar para outros.
A preços de 2001, os únicos possíveis de acordo com a conta de Gerência Camarária aprovada, o Município de Seia despenderá em 2004 mais do aquilo que obtém na cobrança da água pelo facto de passar a integrar o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento.
E isso é só a comparticipação mínima garantida aos Amigos para a Vida, assim se auto proclama “Águas do Zêzere e Côa, SA”, em que Seia entrará com de 15% do Capital Social.
Enquanto em Seia se votou por unanimidade na sessão Camarária e por maioria na Assembleia Municipal, Oliveira do Hospital solicitou esclarecimentos adicionais.
Gouveia assumiu: fica de fora!
A Covilhã considera um escândalo a entrada nas AZC.
Uma consequência imediata para a população Senense: todos vão pagar.
Freguesias como Loriga, Alvoco da Serra, Teixeira, Vide não ficam isentas. As três últimas pagarão ainda a recolha do lixo. 2,5 euros por residência/mês não resolvem o problema. É necessário ainda um local único de aterro ou depósito daquele.
Ninguém o quer!»
Seia é uma terra de extremos.
Até há 2 anos era vedeta na tv pelas piores razões.
Durante 2 anos seguidos fomos, estatisticamente, o concelho em que a criminalidade mais cresceu, em todo o país!
E não se passava nada de anormal.
Hoje é que sim. Há assaltos desenfreados por todo o concelho e até no coração da cidade, todas as semanas, e ninguém fala nisso! Nem os jornais locais.
Mas isso é outro assunto a tratar proximamente.
Na época em que "eramos os maiores criminosos", não havia qualquer tumulto social.
Os muitos crimes eram de uma só espécie: tratava-se de um cerco montado a esta cidade pelas forças policiais que obrigavam toda a gente a soprar desenfreadamente no balão, dia e noite, o que levava a juntarem-se no tribunal aos 20 condutores cada segunda feira de manhã.
Na altura eu escrevia: «quem pesca a toda a largura do rio, 24 horas por dia, algum resultado há-de conseguir».
Alguns elementos da GNR (que não todos), na época, davam literalmente caça a quem viam beber. E perseguiam-no até à porta de casa. Não aconselhavam o cidadão a não beber, se fosse conduzir.
Não!
Deixavam-no beber à vontade e depois perseguiam-no.
Quando o condutor parava era forçado a soprar no balão. E acusava. Mas já estava parado e a viagem terminada.
Podia, entretanto, ter tido um acidente e morto alguém, mas isso não parecia ser importante, pelo menos para alguns agentes de então.
Este era um dos métodos seguros para apanhar condutores alcoolizados.
Num desses episódios, em Pinhanços, em perseguição a um condutor que tinha estado a beber toda a tarde e se deslocava numa carrinha por estradas de terra, os agentes quase destruiram um carro da corporação que esteve, depois, quase um ano numa oficina de Seia, em reparação. Ainda hoje se conta essa história, naquela terra, e a forma como os agentes passavam inumeras vezes em frente ao café, durante toda a tarde, à espera que o homem saísse para o perseguirem.
Também era usual esconderem-se, alguns agentes, à saída das aldeias em dias de festa, à cata de condutores que tivessem bebido.
Eu, que ando de bicicleta todos os verões, tenho encontrado e coleccionado tubos de plástico dos "balões" que aparecem como cogumelos em tudo quanto é recanto de matas à beira das estradas.
Um senense que reside em Lisboa e volta à sua terra todos os fins de semana contava publicamente que, em 3 semanas, tinha sido mandado parar e soprar 5 vezes.
As 5 vezes em Seia! E em mais lado nenhum.
Nem em Lisboa nem nas inúmeras viagens que fazia mensalmente.
Um outro conta que, numa mesma noite, foi mandado parar 3 vezes e 3 vezes foi obrigado a soprar no balão, num daqueles muitos dias de cerco à cidade em que todos os carros eram forçados a parar, desde que entrassem ou saíssem da cidade.
Numa ocasião filmei uma situação em que 7 carros da BT e dezenas de agentes cercavam a rotunda do Tribunal, no centro de Seia, e mandavam parar todos os automobilistas perante o olhar atónito de dezenas de populares que saiam à rua para ver o aparato.
Parecia que tinha fugido alguém de alguma prisão, comentavam os populares.
Pessoalmente, de máquina em riste, fui entrevistar o comandante daquela operação, um sargento que apenas me disse que estava ali a cumprir orrdens superiores. E mais não disse.
E multas por estacionamento, na cidade, a qualquer hora, também era o prato do dia mesmo com os condutores ao volante, como foi o meu caso.
Bom: esse tempo de perseguição aos condutores acabou.
O responsável por esse clima de terror foi promovido (que era a única coisa que lhe interessava, obviamente), foi-se embora e deixou-nos, felizmente, em paz.
Na época, por desmascarar estas e outras situações que trazia chocada a população inteira (e toda a gente comentava em privado mas ninguém tinha a coragem de denunciar em público), a GNR local tentou levantar-me um processo, mas como as chefias de Lisboa não viram nada de insultuoso no que eu escrevia, não se meteu nisso e deu "sopa" ao comando local.
Por isso, o comando local teve que avançar sozinho, "persuadindo" os agentes, individualmente, a levantarem-me esse processo de "difamação".
Muitos confessaram-me que assinaram de cruz, outros a isso foram compelidos, numa história que um dia contarei noutro formato.
Esse processo acabou por ser retirado, logo que o comando local foi substituído.
Serviu esta introdução para caracterizar o clima de perseguição e de quase terror que se vivia em Seia, há um par de anos, apenas.
Voltando ao assunto principal:
A GNR tem, hoje, uma postura exactamente oposta à que exibia anteriormente.
Os agentes são prestáveis, colaboram com o cidadão e ajudam em vez de multarem cegamente, como no tempo antigo, de péssima memória para Seia.
Numa das últimas Assembleias Municipais nem sequer foi admitida à votação uma proposta de louvor ao comandante das forças de então, o que demonstra bem a forma como os deputados de todos os partidos avaliam a qualidade dos serviços que este senhor prestou a Seia durante vários anos.
Eu, que tantas vezes escrevi aqui e no jornal local denunciando a postura cega e contraproducente da GNR "antiga", endereço agora os meus parabéns à nova filosofia e à nova postura dos agentes assumida, hoje em dia, nesta cidade.br>

Este exemplo que aqui deixo é, no entanto, um alerta.
Esta carrinha está muito mal estacionada, não permitindo aos peões permanecerem no passeio, por causa das bicicletas na traseira.
Um texto anterior mostra 13 carros estacionados no passeio, quando havia espaço no parque de estacionamento da estação de camionagem poucos metros adiante.
Era dia de feira.
Também não podemos passar do 80 ao 8...
2 troços impossíveis em Seia.
No primeiro não se pode subir nem descer.
O sentido do tráfego está errado.
Aquela rua devia ter 2 sentidos. Não há trânsito que justifique ter só um. Tem 100 metros e passam lá 3 carros por hora, valha-me Deus!


O segundo é mais grave. Esta é a rua que serve o Cace e algumas empresas. É estreita, não dá para ter dois sentidos.
Assim, o sentido a escolher deve ser o contrário ao que existe hoje. Entrar por onde se sai, até porque tem uma entrada construída para isso, mas que é aberrante, porque não pode ser pisada.
Não faz sentido nenhum que os empresários, os funcionários e os clientes tenham que dar uma volta pela escola secundária - quase 1 km - para chegar ali, a 100 metros de distância.
Sr Presidente, ponha os olhos nisto...
Como uma imagem vale mais que 1000 palavras, aqui deixo o equivalente a 13 mil.
Isto foi só a descer a rua D. Ester Barata, hoje, dia 22/8/2007, dia de feira.
É só clicar no quadro para aparecer cada imagem em tamanho maior.
Não faço mais comentários para não me chamarem xenófobo.... ou racista... ou intolerante....
Deus me livre!

O concelho de Seia tem duas realidades orográficas bem distintas: as freguesias da serra e as do vale.
Se as da Serra têm muitas belezas naturais, as do vale são mais propícias para o passeio em 2 rodas. E como nunca se fala nelas, falo eu.
E vou justamente iniciar uma viagem por todo o vale de Seia, em bicicleta normal (de montanha), para as retratar.
Aliás, já a iniciei há dias, sem querer.
Fui, com os meus filhos, às Lages.
Freguesia esquecida mas lindíssima, cujas imagens colocarei amanhã.
Não tivemos dificuldade em chegar lá. Meia dúzia de quilómetros desde o cruzamento da Lapa de Tourais. Duas ou três subiditas menores, de resto é sempre a rodar. Bebemos umas águas no clube. Conversei um pouco com aqueles carolas (um deles com 81 anos) que se queixam de que quando já não puderem tomar conta daquilo terão que entregar a chave à Junta. Os jovens parece que revelam pouco interesse pela manutenção daquela obra, o que é uma pena.
À tarde, fui sozinho dar a volta Seia - Arrifana - S. Marinho - Sta Marinha - Pinhanços - Seia.
Perigoso no troço da estrada principal e péssimo piso no troço Arrifana - S. Martinho. Autêntico trial. A estrada foi aberta para passagem das condutas que levam as águas residuais para as Etars e ainda não foi coberta.
De resto, impecável.
Ontem fiz o percurso Seia - Folgosa da Madalena - Sameice - Pereiro - Figueiredo e Seia.
Uma maravilha! Duas subidas fortes mas curtas no Pereiro e em Figueiredo. Fácil: desmonta-se. E menos de 100 metros depois é plano.
Bebi uma água no café do Pereiro servida por uma senhora muito simpática. Único cliente, àquela hora. Depois, paragem na Ana Chaves, como é obrigatório.
Um suminho e toca a andar para Seia.
Hoje, outra grande jornada: Seia - Arrifana - Zona Industrial - Vila Chã - Sta Comba - Seia.
5 estrelas! Já com o computador na bicicleta, fiz 16.2 kms em 1 hora e 22 minutos. À velocidade média estonteante de 11.8 kms/h!
Derreti cerca de 1100 Kcal que é o que interessa...
Enquanto se passeia, se faz exercício, se limpa a mente, se expulsa o stress e se queimam calorias armazenadas durante 2 décadas, vai-se apreciando a magnífica paisagem e também algumas coisas que não estão tão bem.
Fotos a partir de amanhã.
Seia e toda a Serra da Estrela são ambientes naturais de eleição para a prática do todo-o-terreno de lazer. Aqui ficam 3 exemplos com SUVs topo de gama.
Não pude evitar fazer-me esta pergunta, ontem, ao passar na rua D Ester Barata, em Seia.
Era dia de feira.
7 carros de matrícula francesa faziam fila literalmente em cima dos passeios.
Nenhum carro de matrícula portuguesa se encontrava naquelas condições.
O que me leva a perguntar:
O que é que aprendem os emigrantes que vivem há décadas num país muito mais desenvolvido que o nosso?
Será que nem sequer se dão conta que só carros de matrícula francesa invadem os passeios?
Não vêem, ao menos, que nenhum residente local faz isso?
Mas que gente é esta, afinal?
Será que é a este tipo de emigrantes que Sarcozy apelida de «escumalha», lá em Paris?
É esta a imagem civilizacional que os emigrantes portugueses projectam nas terras onde moram e onde ganham a vida?
Há quem me diga que, de um ano para o seguinte, muitos carros registam apenas mais 3000 quilómetros...
Se assim é, está tudo explicado...
Um extracto do filme da II Concentração de Automóveis Antigos.
Seia.
As "tremuras" nos panoramas não existem, claro, no filme original.
São as limitações da tecnologia flash em que se baseia o You Tube...
![]()
Acabei de ler as modificações previstas para a Cine Eco deste ano.
Elas estão absolutamente conforme o que venho defendendo, há anos, neste blog e desde que sou deputado à Assembleia Municipal.
Destaque para a utilização do CISE para a projecção dos filmes ambientais e para o fim da barbaridade de carregarem as crianças das escolas para verem o Homem Aranha, num Festival de Cinema Ambiental!...
Estava com receio que cedessem à tentação do Harry Potter, este ano...
É reconfortante e compensador verificar que continuam a não cair em saco roto as minhas denúncias e reparos.
Elas são fundamentadas, claras como a água, e não têm outro objectivo que não seja o de melhorar as coisas.
Neste momento já toda a gente - mesmo os que não me podem ver, vá-se lá saber porquê... - percebeu isso.
É claro que as novas ideias, por aqui, demoram sempre muito tempo a serem implementadas... mas lá o vão sendo, fruto de muito batalhar e muito explicar as coisas.
Menos mal.
Mas eu não estive lá.
Por isso não posso comentar o que não vi, por mais credibilidade que possa conferir aos relatos que me chegam.
Cabe à Câmara Municipal, enquanto entidade organizadora, corrigir os erros que eu próprio tenho vindo a apontar sucessivamente, em edições anteriores.
Se passou mais um ano e tudo continua igual ou pior, é porque as pessoas assim o querem.
Ou porque não aparece gente à altura para fazer melhor.
Em qualquer dos casos eu não fico satisfeito por ver a minha Terra definhar em todos os parâmetros.
Gostava de ver uma Fiagris ou, pelo menos, uma FICA (Feira Internacional de Comércio e Artesanato) forte, já que a indústria e a agricultura nos viraram decididamente as costas, e as de fora, ano após ano, não se mostram motivadas para participar.
Há que rever todo o modelo da organização da feira e Eduardo Brito tinha prometido fazê-lo no ano passado.
Tal como há que rever o modelo da Cine-Eco, uma promessa também feita publicamente, e da qual aguardo cumprimento.
É porque não bastam boas intenções.
É preciso estabelecer uma filosofia de base e objectivos previamente definidos.
O que é que se pretende, com esta FIAGRIS, afinal?
Ter muito povo lá dentro?
Para isso basta contratar Tony Carreira e Quim Barreiros e faça-se uma Feira num fim de semana.
Ficamos todos mais estúpidos mas os números atingidos "legitimarão" essa opção.
Ou pretende-se também - e acima de tudo - mostrar de uma forma elucidativa o melhor que se faz na região?
Se é isso - e parece-me, felizmente, que sim - o modelo tem que ser outro.
O número de visitantes não pode ser o único parametro a avaliar.
A qualidade da oferta, pelo menos, tem que ser outro parâmetro.
Mas, para isso, é preciso gente que saiba planear, executar e queira trabalhar arduamente para atingir esses objectivos.
Para que os expositores e o público não fiquem ambos defraudados.
Os primeiros queixando-se de falta de público e o público queixando-se de falta de oferta.
E também é fundamental um orçamento bem distribuído e definido com meses de antecedência.
Que a assistência esmagadora que se espera para ver Luis Represas não faça esquecer o que tem que se melhorar na próxima edição, são os meus votos sinceros.
E Viva Seia!
Um resumo de 4 minutos. Uma só camera. Uma curiosidade. É o segundo filme do dvd. O principal utiliza 3 cameras e demora 25 minutos. Não cabe aqui.

Feito refém inúmeras vezes nos motins da cadeia de Ary Franco.
Transferido agora para outra.
Várias vezes entre a vida e a morte.
Não cometeu qualquer crime no Brasil.
Não é brasileiro.
PORQUE NÃO FOI AINDA EXTRADITADO PARA PORTUGAL?
Respondo:
PORQUE NÃO INTERESSA A NINGUÉM QUE ELE VENHA CONTAR A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BURLA DOS MILHÕES.
O Tal e Qual, através do jornalista André Rito, conseguiu chegar à fala com Camilo Coelho via telemóvel e trará amanhã uma reportagem completa sobre o ponto da situação de um caso que envergonha Portugal.
O seu advogado no Brasil não tem dúvidas:
«ESTÃO (Portugal) À ESPERA QUE CAMILO SEJA ASSASSINADO NA PRISÃO PARA QUE NADA SE SAIBA SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS BURLA DOS MILHÕES!».
Andamos preocupados com assuntos que não nos dizem respeito, enquanto deixamos um conterrâneo nosso apodrecer literalmente nas Universidades do crime brasileiro: as prisões controladas pelas máfias da droga e das favelas.
A não perder o Tal e Qual de amanhã.
Este foi o produto final de 45 segundos que a equipa da Escola Secundária levou ao concurso.
Não conseguiu passar à fase final, mas representou bem a nossa Terra.
Um abraço para eles e para o professor Victor Robalo, grande dinamizador da equipa.
Serei eu ainda vivo quando este projecto for construído?
Aqui há 2 anos, coincidindo com a campanha eleitoral, também se viram uns cartazes muito giros representando a nova Piscina Municipal de Seia...
Parabéns ao Miguel Krippahl.
O projecto está feito.
Só falta o resto.
Estarei eu vivo, ainda, para o poder ver?
"Baseado" em coisas que lhe "chegaram aos ouvidos" o presidente da Junta de Sta Marinha tirou o dia de ontem para me atacar, na AM, colocando na minha boca expressões que eu nunca disse nem diria em público, mesmo que as pensasse.
Alguém interpretou mal, intencionalmente ou não, algo que eu terei dito num jantar ao qual até faltei e apenas apareci no fim, e que se prendia com a necessidade de os Presidentes das Juntas serem mais interventivos nos problemas e temas que lhes dizem directamente respeito, como seja o fecho das escolas, que acontecerá um pouco por todo o concelho a partir do próximo ano lectivo, legitimado por uma Carta Educativa eivada de erros e conclusões ao contrário.
Lamentava-me eu de que os Presidentes das Juntas (alguns, não todos!) estão a assistir pacificamente ao fecho das escolas melhores e mais bem equipadas para que as crianças sejam levadas para quilómetros de distância e para escolas com piores condições.
Isso foi interpretado como tendo sido dito desta forma: os presidentes das juntas só estão na AM para receber as senhas de presença.
É ridículo!
Perder um dia inteiro e deslocarem-se, alguns, de tão longe, terem que almoçar por sua conta para receberem, passado meio ano, uma mísera senha de presença de meia dúzia de euros?
É preciso ser-se muito tacanho, mesmo...
O que realmente se retém desta história é que, um pouco por todo o lado, à semelhança do que acontecia antes do 25/4, há muito quem se dedique à digna arte da "bufaria" desatando a bufar aos superiores hierárquicos, ou superiores "sociais", aquilo que pensa ter ouvido.
Ou o que lhe conviria ter ouvido.
Mas não ouviu.
Claro que, mesmo apanhado de surpresa, reagi energicamente e ditei para a acta a minha rejeição liminar desta mentira arranjada pela bufaria instituída.
Mas o caso não ficará por aqui.
Vou ouvir atentamente as acusações que me fizeram, em público, e procederei criminalmente se houver matéria para isso.
É que a mentira não é crime, mas a difamação é.

O meu agradecimento para um dos melhores designers da região - Ricardo Mota Veiga da F.O.R.M.A.T.O.S - que só não é arquitecto porque não é mentiroso, nem nunca foi aluno da Universidade Independente.
Como o Porta da Estrela se antecipou - porque alguém dentro do PSD lhe passou informação - ao calendário que eu tinha preparado para a apresentar, publico aqui a minha moção de estratégia para a actuação futura do PSD de Seia, a fim de que não restem dúvidas a ninguém.
Como o documento é extenso e não deve interessar a muita gente, quem quiser a ele ter acesso pode clicar aqui abaixo.
A moção denomina-se: «Um PSD vivo e Activo junto das populações.»
A estratégia é baseada em 7 medidas para 2007.
E como ela é muito mais abrangente do que o artigo no jornal, é explicada a seguir na sua globalidade e em extensão.
Escora-se em 7 linhas mestras:
1 – Deve eleger-se quem dá provas de trabalho feito e disponibilidade para o continuar.
2 – Um rumo de intervenção pública, de denúncia e de reconstrução do Concelho.
3 - O turismo como motor de desenvolvimento do concelho e travão para a desertificação.
4 – Abertura e visibilidade concelhias.
5 – Captação de investimentos e empresas para o Concelho.
6 – A política é uma nobre arte, mas é preciso fazê-la. E isso dá trabalho.
Este é o ponto que encerra a filosofia subjacente ao documento.
As principais preocupações da acção a desenvolver situam-se nos domínios:
- Saúde
- Educação
- Desemprego
- Desertificação
- Segurança
- Turismo
- Qualidade de Vida dos Senenses.
Termina com a inevitável
Conclusão:
Está tudo abaixo
É só clicar.
Moção de Estratégia: 7 Medidas Para 2007
Um PSD VIVO E ACTIVO junto das populações!
A presente moção de estratégia alicerça-se em SETE constatações prévias:
1 – Nos últimos 19 meses a comissão política demissionária do PSD de Seia não realizou reuniões periódicas com os deputados da Assembleia Municipal, nem com a Vereação, nem com os nossos presidentes de Junta, nem com os cabeças de lista nas Freguesias onde não ganhámos, mostrando-se estranhamente desinteressada pelo trabalho levado a cabo nestes três principais Órgãos da Democracia Representativa do Poder Local.
2 - Também não visitou as populações locais nem se inteirou dos seus problemas, que assumem cada vez maiores proporções e gravidade.
3 - Em consequência do que tem vindo a descurar os reais problemas das populações e do Concelho.
4 – Promovendo, com esta actuação, o descrédito junto das populações mais informadas, que continuam a não reconhecer grande empenho, por parte do PSD de Seia, na resolução dos problemas do Concelho.
5 - Ao alhear-se dos problemas das populações, a Comissão Política demissionária do PSD de Seia contribuiu para aumentar o sentimento de “falta de alternativa” junto daqueles que justamente devia seduzir para o seu projecto de Sociedade.
6 – o PSD é um partido de Poder, vocacionado para as grandes vitórias e para as reformas sociais, e por isso não pode afastar-se das populações nem dos seus legítimos problemas e anseios.
7 – Nessa linha, os vereadores do PSD e os seus Deputados na Assembleia Municipal têm desempenhado um trabalho notável, em todas as sessões de um
e de outro Órgão, como as respectivas actas confirmam, não dando tréguas ao executivo municipal e colocando, em todas as oportunidades, o Presidente da Câmara em situações políticas excepcionalmente incómodas e de muito difícil sustentação face às muitas promessas consecutivamente adiadas e ao desempenho quase catastrófico das Finanças camarárias. A proposta de uma Carta Educativa completamente absurda - porque repleta de erros e de conclusões opostas às evidências - é apenas o último exemplo da incompetência dos serviços camarários. Apesar disso, ela vai permitir encerrar muitas escolas com óptimas instalações para manter outras, que não possuem quaisquer condições para o acolhimento das crianças, em funcionamento;
O proponente apresenta a seguinte Moção de Estratégia baseada em 7 medidas a serem levadas a efeito já durante este ano de 2007.
As quais se enunciam como segue:
1 – Deve eleger-se quem dá provas de trabalho feito e disponibilidade para o continuar.
Deve, a futura Comissão Política do PSD de Seia ser extraída, em grande parte, do PSD que trabalha, e disso dá diariamente provas. Ou seja: da Vereação, da Assembleia Municipal e dos nossos representantes nas freguesias.
2 – Um rumo de intervenção pública, de denúncia e de reconstrução do Concelho.
Deve, a futura comissão política do PSD de Seia tomar um rumo muito diverso do que tem seguido: assumir uma postura de intervenção política pública, de marcação da agenda política, do debate concelhio, e de denúncia frontal:
- dos problemas adiados, e dos novos que entretanto foram criados;
- do incumprimento das promessas que só servem para se iludir o povo;
- do imobilismo que é a palavra de ordem da estratégia (ou da falta dela) do executivo;
- da continuada falta de captação de investimento para o nosso Concelho.
3 - O turismo como motor dde desenvolvimento do concelho e travão para a desertificação.
Deve, a futura Comissão Política do PSD de Seia:
- Trabalhar junto das populações, auscultá-las atentamente, ouvir os seus legítimos problemas e anseios.
- Alertá-las para as graves consequências das políticas imobilistas e do “deixa andar” do actual executivo municipal.
- Alertá-las para a necessidade da aposta no Turismo até porque se trata já da principal indústria mundial, a única que cresce 5% ao ano.
- Alertá-las e para a situação privilegiada da maioria das nossas freguesias que do Turismo muito podem aproveitar para se desenvolverem e para travarem a sua desertificação.
- Informá-las de que existe um pacote, anunciado por este governo, e com base no QREN de 100 milhões de euros para se investir no Turismo e que desse pacote praticamente nada está destinado ao nosso concelho.
- Ajudá-las no projecto, criação e implementação de empresas e actividades de cariz turístico, nomeadamente nas freguesias da Serra, nas Aldeias de xisto e de granito, nas Aldeias do Alva, e nas Freguesias do Vale que, embora não possuam as atracções naturais do xisto e da neve, estão dotadas da melhor localização e acessos para a construção de hotéis, residenciais, albergarias e possuem ainda óptimas condições para o desenvolvimento do turismo Cultural (Dólmens, Túmulos milenares, Estradas e Pontes Romanas notáveis).
4 – Abertura e visibilidade concelhias. Quanto maior, melhor para todos.
Simultaneamente, deve a futura Comissão política do PSD de Seia:
Promover a visibilidade da nossa Terra a nível nacional e internacional, por todos os meios ao seu alcance, quer de sua própria iniciativa, quer apoiando outras oriundas da sociedade civil, de valor e notoriedade que contribuam para arrancar Seia e o seu Concelho do esquecimento a que temos sido votados pela comunicação social nos últimos anos. Seia tem a única feira do queijo que nenhuma televisão cobre e o seu festival de Cinema há anos que não é visitado nem sequer pelas rádios nacionais. São iniciativas sem utilidade, que não deixam marca na sociedade nem sequer a nível regional. Captar a atenção para o Concelho é o primeiro passo para se poderem captar investimentos.
5 – Captação de investimentos e empresas para o Concelho.
O executivo municipal não tem sabido “vender” a nossa imagem – a principal porta de entrada para a Serra da Estrela - junto dos operadores turísticos, nem junto das empresas que estão vocacionadas para o turismo.
Nem junto de nenhumas outras, infelizmente. De facto, temos uma nova zona industrial ainda não completamente legalizada, com lotes por escriturar (por falta de verba) e confrangedoramente deserta.
É preciso fazer um esforço junto das novas empresas de base tecnológica que não necessitam de grandes eixos viários para se instalarem, nem de grandes mercados populacionais para vingarem. As empresas com base nas novas tecnologias tanto podem estar sediadas em Seia como em Silicon Valley, onde não há sequer mercado para se vender um computador.
É preciso levar a efeito esse grande esforço para conseguir atrair essas empresas de fácil instalação e elevado potencial, proporcionando-lhes as condições fundamentais – nomeadamente a disponibilização de pequenos pavilhões - para que se instalem no nosso Concelho.
Só assim se cria riqueza e se trava a desertificação.
6 – A política é uma nobre arte, mas é preciso fazê-la. E isso dá trabalho.
Sem trabalho nada se consegue. É preciso trabalhar no terreno e em várias frentes ao mesmo tempo. E isso consome muito tempo e é muito difícil para quem apenas vê, num cargo político, um palco para se pavonear, como a cigarra.
É também muito difícil para quem não tem tempo nem vontade de trabalhar como a formiga.
Mas o PSD precisa de “formigas”. Não precisa de “cigarras”.
Deve, por isso, a futura Comissão Política do PSD de Seia:
6.1 - Reunir com a Vereação, antes de cada sessão de Câmara, a fim de se pronunciar sobre as deliberações a tomar pelos seus vereadores em consonância com o pensamento e estratégia política aprovada.
6.2 – Reunir com os deputados da AM, antes de cada sessão a fim de se pronunciar sobre as deliberações a tomar pelos seus deputados em consonância com o pensamento e estratégia política aprovada.
6.3 – Delinear estratégias para o futuro do Concelho, de acordo com a ideologia social-democrata, identificando e dando resposta aos mais prementes problemas do Concelho, tais como:
6.3.1 - A Saúde - vamos ter um Hospital novo mas com grande perda de valências.
Dão-nos betão e tiram-nos especialidades e serviços. Isso não é bom para o nosso Concelho!
6.3.2 - A Educação – Aproximam-se anos negros para a Educação dos nossos jovens. A Carta Educativa, aprovada de cruz pela AM, vai permitir fechar a maioria das escolas do concelho, transferindo crianças de escolas mais bem apetrechadas para outras com muito piores condições; a par da indignidade de vermos crianças de 3 anos a serem transportadas ao longo de 2 horas, por dia, o que é absolutamente ilegal. O PSD conseguiu mudar o sentido de voto de 15 deputados: 5 votos contra e 10 abstenções nessa Assembleia Municipal.
6.3.3 - O Desemprego - galopante em Seia, ultrapassando os 10% neste momento, muito acima da média nacional. A resposta seria o investimento no Turismo, mas o Presidente da Câmara continua a ignorar a maior Indústria mundial - a única que cresce 5% ao ano e os 100 milhões de Euros que o governo se propõe investir na Serra da Estrela.
6.3.4 - A Desertificação - perdemos 10 mil habitantes na década passada. Estamos a perder mil habitantes por ano. Os jovens têm que arranjar emprego noutros concelhos, quer tenham estudado, quer não. A CMS nada faz nesse sentido.
6.3.5 – A Segurança. A vaga de assaltos, há anos arredia do nosso concelho, está a voltar a grande velocidade. Noites há em que são assaltados 3 e 4 estabelecimentos comerciais. Ninguém fala nisso. Para agravar a situação, dos 3 postos da GNR que existem no Concelho, brevemente restará apenas o de Seia.
6.3.6 – O Turismo. Que deve começar a ser visto como a mola real e implusionadora da recuperação do Concelho para os níveis de ocupação que se registam em todos os concelhos com aldeias de montanha como o nosso. Por essa Europa fora..
6.3.7 – A Qualidade de Vida dos Senenses. Que está intimamente ligada com os níveis de produtividade do Concelho e, consequentemente, com os pontos anteriores. Não se tem qualidade de Vida sem se produzir riqueza. Mas a riqueza produzida não é a única condição necessária e suficiente para se obter Qualidade de Vida. Um redimensionamento dos parques urbanos, a real (e não apenas a anunciada) despoluição dos rios Seia e Cobral, a implementação de áreas de lazer e bibliotecas por todas as freguesias e a implementação de uma área de lazer ribeirinha ao longo do Rio Seia, apoiada por estabelecimentos de apoio ao turismo e ao lazer – restaurantes, bares, pastelarias, livrarias, cinematecas e espectáculos ao ar livre, ciber-estabelecimentos, animação de rua, são condições necessárias à fruição, em plenitude, do tempo que nos foi concedido Viver nesta Terra, que escolhemos de facto para aqui Viver e não, apenas, para sobreviver.
7 - Conclusão:
Os Senenses não são alheios aos seus principais problemas.
Muitos já o sentem, mas muitos outros vão sentir, a curto prazo, que a Câmara não dispõe de recursos financeiros que lhe permitam terminar a obra prometida. Nem sequer a já iniciada, o que gerará um descontentamento generalizado. Há que fazer um esforço junto das populações no sentido de as alertar para o cenário que se aproxima e mostrar-lhes que a alternativa existe. Que nós temos a ALTERNATIVA. E que essa alternativa passa por uma mudança de política, de estratégia, de rumo para o nosso Concelho.
Os subscritores desta moção acreditam que é por esta via – usando a informação de que dispõe tanto na Vereação, através dos seus vereadores, como na Assembleia Municipal, através dos seus deputados eleitos, aliada ao trabalho árduo e permanente no terreno, que o PSD pode, desta vez, dar a volta ao nosso ”fado” e assumir os destinos do Concelho.
Mas, para isso, Seia necessita de um PSD Vivo e Activo, sempre presente, sempre actuante, sempre ao lado das populações, salvando e reconstruindo o que resta do nosso maravilhoso Concelho.
Acredito que, seguindo esta estratégia e adoptando este rumo, poderemos disputar o poder no Concelho em 2009 e salvá-lo da desertificação, do ostracismo e do esquecimento a que tem sido sistematicamente votado nos últimos anos.
Acredito que, com um PSD Vivo e Activo, poderemos reconstruir, numa década, tudo aquilo que os sucessivos executivos municipais destruíram e deixaram destruir em duas.
Por isso, a subscrevo.
Proponente:
João José Rodrigues Tilly
Militante nr: 137552
Deputado municipal
António Sequeira morreu hoje.
Fotógrafo de alta sensibilidade e pouca comercialidade.
Tive o prazer de trabalhar com ele no filme «a 5ª de Beethoven» a cujo início podem aceder aqui à direita e já tem milhares de visualizações.
Infelizmente, o Toninho nunca o viu.
Por motivos que depois explicarei.
Hoje aconteceram demasiadas coisas más em Seia e não estou com o discernimento necessário para falar friamente sobre elas.
Amanhã será outro dia.
Para mim, se calhar.
Para António Sequeira, já não.
Calo-me HOJE em respeito à sua Memória.
Mas um dia destes começarei a explicar aqui tudo quanto Seia precisa de ler, antes que me aconteça o mesmo que a ele.
Descansa em Paz, Sequeira.
Uma passagem de modelos júnior culminará hoje uma intensa semana de actividades levadas a efeito no Museu do Brinquedo, tais como ateliers de construção de brinquedos, actividades de animação e teatros destinados a todas as faixas etárias.
Essas actividades estão englobadas na 3ª Feira de Venda e Troca de Brinquedos.
Expositores de vários pontos do país estiveram no Museu a expor, a construír, a trocar e vender brinquedos.
Até aqui tudo muito bem.
Agora: eu gostava de saber quantas escolas estiveram presentes no MB ao longo da semana.
Porque durante a última exposição do Oceanário, que teve centenas de visitantes, a participação organizada das escolas do Concelho foi um deserto total.
E se havia Exposição interactiva mais interessante do que aquela!...
Ou porque não há transportes, ou porque não há calendário, ou por outra coisa qualquer, tudo se balda.
A verdade é que quando não há vontade para se trabalhar todas as desculpas servem.
Mas não é essa a função do Ensino nem da Educação.
As Escolas devem apoiar e participar em todas (e não só nalgumas) as iniciativas com alguma componente cultural que se realizam em Seia.
É evidente que a falta de organização na calendarização dos eventos não ajuda.
Passam-se meses em que nada se oferece aos senenses em termos de programação cultural. Ou então só palhaçada do mais estúpido que há.
De repente, acontece tudo ao mesmo tempo: actividades no Museu do Brinquedo, na Casa da Cultura, e até a Feira do Livro, no CISE.
Para quê?
As Escolas não podem "ir a todas" na mesma semana, como é evidente.
E até as pessoas, individualmente, terão dificuldade em dedicar, na mesma semana, mais do que uma tarde ou uma manhã a actividades múltiplas.
Gostam de dispersar as poucas pessoas que ainda se interessam pela cultura em Seia?
Estou farto de bater na mesma tecla, mas aqui vai novamente:
É urgente elaborar-se uma programação cultural calendarizada, com um fio condutor que lhe confira alguma lógica (em vez das palhaçadas avulsas do costume), regular e distribuída ao longo de todo o ano, senhores!
Quando é que aprenderão?
Ai, valha-me Deus!...

Arrancaram na última segunda-feira algumas das principais obras do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER) “Serra da Estrela Dinâmica”.
Numa altura em que a Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) comemora 50 anos de existência (criada em Maio de 1957), esta é a «melhor prenda» que o organismo poderia receber nas bodas de ouro.
O plano, que contém mais de duas dezenas de projectos para desenvolver o turismo na região, arrancou com o lançamento das primeiras pedras do “Moments Hotel”, uma unidade hoteleira de quatro estrelas que está a nascer em Gouveia, e do Centro de Interpretação dos Descobrimentos em Belmonte.
As obras foram apadrinhadas pelo secretário de Estado do Turismo, que não teve pudor em classificar o PITER “Serra da Estrela Dinâmica” como um bom plano. «Fiquei particularmente satisfeito e com a plena consciência que todos os investimentos do plano mereceram ser apoiados», apontou.
Bernardo Trindade não tem dúvidas que os projectos contemplados no PITER Serra da Estrela Dinâmica serão um grande instrumento para «combater a desertificação» no interior do país, para além de «proporcionarem riqueza, criação de emprego e, sobretudo, transmitirem uma ideia de que hoje pode existir turismo de qualidade no interior do país».
O “Moments Hotel” será a primeira unidade de quatro estrelas em Gouveia e resulta da recuperação de uma antiga fábrica têxtil do século XIX. A ideia é que a unidade se posicione como “hotel de charme” com um grande nível de qualidade.
O empreendimento contará com 57 quartos e quatro suites, restaurante e bar, spa, circuito de manutenção, piscina, sala de conferências/eventos, biblioteca, sala de jogos e uma área destinada a um museu.
O cenário de referência do Hotel será o acesso na entrada a um espelho de água com carácter multifuncional, que terá ainda como apoio um edifício enterrado multiusos.
O empreendimento está orçado em 4,25 milhões de euros e irá criar 28 postos de trabalho.
O Centro de Interpretação dos Descobrimentos, em Belmonte, é outra das obras incluídas no PITER “Serra da Estrela Dinâmica”. O investimento resulta da recuperação do Solar dos Cabrais, e terá como tema central os Descobrimentos Portugueses, com especial relevo para a viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. A obra está orçada em mais de dois milhões de euros, sendo que 1,5 milhões de euros serão apenas para os conteúdos museológicos que serão desenvolvidos através das novas tecnologias multimédia.
Na visita à região, o secretário de Estado do Turismo inaugurou ainda a Casa das Penhas Douradas, em Manteigas. Uma unidade de turismo rural que já se encontra há algum tempo em funcionamento e que custou 900 mil euros.
Outros projectos do PITER “Serra da Estrela Dinâmica” :
O plano integra cerca de duas dezenas de projectos, incidindo sobretudo na construção de novas unidades hoteleiras.
Para além do hotel em Gouveia e em Manteigas, o projecto inclui ainda a construção do Hotel “Villa Rica”, na Covilhã. Uma unidade que será de quatro estrelas e que possui um investimento de 18,6 milhões de euros.
Esta unidade vai nascer na antiga Fábrica Campos Melo (também designada como Fábrica Velha) e é promovida pelo grupo Fibeira S.A. A ideia passa por manter a traça original do edifício e deverá conter mais de 100 quartos, zona de lazer, um SPA, espaço museológico e estacionamento numa área de oito mil metros quadrados. Contempla ainda a construção de residências para estudantes – entre 50 a 70 apartamentos – e uma zona habitacional que se irá desenvolver numa área de dez a doze mil metros quadrados.
O Hotel possuirá ainda um Museu, de forma a preservar a história da indústria de lanifícios e algum património industrial da antiga fábrica.
No PITER Serra da Estrela Dinâmica, está ainda incluída a recuperação do Hotel das Penhas da Saúde e a sua classificação para quatro estrelas (9 milhões de euros); a construção do Hotel Senhora do Espinheiro, em Seia, (4 milhões de euros); do hotel Stellaris de quatro estrelas em Manteigas (6 milhões de euros) e a recuperação do ex-Sanatório dos Ferroviários (12,5 milhões de euros).
O complexo turístico Cegonha Negra, a ser construído em Belmonte, é o investimento mais caro englobado no plano. Trata-se de um investimento de 125 milhões de euros. Segue-se o Complexo Turístico do Vale Glaciar (no Ourondinho), e promovido pelo empresário António Lopes, com um investimento de 50 milhões de euros. Este último contempla campos de golfe e resorts.
O hotel termal de Unhais da Serra (um investimento de quase 10 milhões de euros), também será apoiado pelo PITER, assim como a construção em Penamacor da unidade hoteleira “Quinta do Calafado”, de três estrelas (7 milhões de euros) e o Hotel “Terras Serranas”, em Fornos de Algodres (3 milhões de euros).
Para além do Museu dos Descobrimentos, há ainda apoio para o Centro de Interpretação Judaico “Isaac Cardoso”, em Trancoso, (custo de 1,2 milhões de euros), bem como para a estância de montanha (orçada em 6,3 milhões de euros), para a construção de uma telecabine entre as Penhas da Saúde e a Torre (10 milhões de euros) e para a ampliação da estância de esqui (orçada em 4 milhões de euros).
in Kaminhos
Tudo somado, este programa contempla investimentos na ordem de 200 milhões de Euros, dos quais apenas 4 estão a ser aplicados em Seia.
De notar que nem o CISE nem o futuro Museu da Electricidade de Seia são nomeados neste programa.
in Kaminhos
Em 10 de Maio de 2003 filmei isto. Um sábado à tardinha fui até à Torre e deparei com este incrível pôr do sol.
Havia ainda muita neve, há exactamente 4 anos. Hoje não há nenhuma.
Ao remexer no meu baú de recordações, decidi recuperá-lo.
Claro que, se fosse hoje, metade das sequências não as aprovaria.
Mas fica o documento.
No dia 11 de Janeiro de 2003 tive o privilégio de acompanhar Carlos Teófilo a Lisboa, para visitar Camacho Costa. Já muito debilitado, aceitou deixar-me gravar esta sua mensagem para Seia. Volvidos mais de 4 anos, aqui a deixo porque merece ser recordada por todos aqueles que, como eu, admiravam o seu trabalho e o seu carácter.
Os Benshee de Alenquer venceram o 10º Festival da Canção organizado pela Casa da Juventudo D. Ana Nogueira, na Vila de S. Romão.
Eis aqui a canção.
A realização e produção visual do evento são minhas, com a preciosa ajuda da Joana e João nas câmaras 3 e 4.
O DVD já se encontra disponível na sede da Casa da Juventude.
Este blog atingiu 200.000 visitas no passado dia 11 de Maio.
Este blog é composto, neste momento, de 2.372 textos e de 4.315 comentários. E esteve fechado a comentários durante quase 2 anos.
O seu conteúdo dava para escrever 10 livros "normais" de 320 páginas cada.
À média que hoje apresenta - 237 leitores diferentes e 568 consultas por dia - assume-se, de longe, como a publicação local mais lida, jornais locais incluídos.
Claro que não é lido por toda a gente. Apenas por quem tem net (segundo o INE 73% dos portugueses!!! É só rir!!!) o que quer dizer: pela juventude e pelas pessoas mais informadas, pelas que querem continuar a sê-lo e têm acesso a esta janela global.
Dada a falta de notícias (ou de quem as dê) na região, e da inexistência de publicação de opinião contrária ao status quo, muitas têm sido as solicitações para que eu assuma definitivamente a direcção de um novo jornal.
Um jornal que fale de Seia, do que deveria ser feito, do que está a ser bem feito, mas também do que está a ser mal feito, e pior: do que NÃO está a ser feito, enquanto o tempo passa e a saudade do que já fomos cada vez mais fica.
A todos quero descansar: aos que apoiam essa nova publicação informo que estou já na posse de todas as condições legalmente exigidas para que ela possa aparecer ainda durante este ano de 2007. Mas não para já. Tenho outros projectos mais urgentes para implementar nos próximos meses.
Para os que a temem, também evitam de ficar descansados: não se aflijam já, que terão muito tempo para o fazer. Isto porque, ao contrário da palhaçada que foi construída à volta das candidaturas a uma Rádio Local que nunca o será, este jornal aparecerá mesmo.
Primeiro, porque não custará 20 mil contos, como a instalação de uma radiozeca de província, hoje em dia, custa. E sem contar com grandes estúdios nem repetidores, note-se.
Depois, porque não dará 1.000 contos de prejuízo por mês, seja qual for o tipo de gerência, como qualquer radiozeca de província, passados os primeiros meses de novidade, acaba sempre por dar. A publicidade local é coisa que não abunda e anunciantes menos ainda.
E ainda porque trará notícias que interessam aos senenses, em vez de se assumir como mais uma ridícula tentativa de auto-promoção da imagem do seu director para recolher apoios de gente distraída com objectivos político-partidários ou sócio-financeiros.
Portanto, entre o novo jornal e a nova rádio, só um se construirá.
E não será a rádio.
A não ser que a frequência seja ganha por uma Lusomundo ou uma Media Capital, com o objectivo de aumentar a sua rede nacional.
Mas isso é como se não existisse rádio local nenhuma.
Obrigado a todos os que me têm lido desde 2002.
Continuarei a dar notícias.
Para já, da minha visão sobre as coisas.
Futuramente, outras.
O Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, visita a Serra da Estrela no próximo dia 14 de Maio.
Toda?
Não!
Só a região que investe no Turismo a sério.
Seia - claro - é ignorada tanto na primeira volta como na segunda, a 18 de Junho.
«O governante passará por Gouveia, Manteigas, Belmonte e Covilhã. Em Gouveia, Bernardo Trindade fará o lançamento da primeira pedra do "Moments Hotel", uma obra de recuperação de um edifício fabril (classificado) do séc. XIX, sito na saída de Gouveia para as Penhas Douradas, próximo do Seminário do Cristo-Rei, seguindo depois para as penhas Douradas onde inaugurará um Hotel Rural. Segue depois para Belmonte onde faz também o lançamento da primeira pedra do Centro de Interpretação dos Descobrimentos. Na Covilhã, na sede da Região de Turismo, visita a Exposição "50 anos RTSE" e mantém um encontro com empresários "PITER Serra da Estrela Dinâmica".
Entretanto, está já agendada uma nova visita do governante, para o dia 18 de Junho, que incluirá, em Trancoso, o lançamento da primeira pedra do Centro de Interpretação Judaico, e, em Almeida, a apresentação do projecto do Memorial da Vida (Aristides Sousa Mendes). Conforme se pode verificar, o Concelho de Seia não terá a honra de receber o governante, apesar de estar em curso a ampliação do Hotel da Senhora do Espinheiro, cujos obras também receberam apoio o PITER.
Só o futuro Hotel?
ENTÃO E O CISE????
UM EQUIPAMENTO COM AQUELA ENVERGADURA NÃO MERECE A VISITA DE UM SECRETÁRIO DE ESTADO?
Não terá, pelo menos, a mesma importância que um Centro de Interpretação Judaico ou de um Centro de Interpretação dos Descobrimentos?
Cá para mim ele (o secretário de estado) ainda nem sabe que aquilo existe...
in PE
Bem! Para já deixo aqui os parabéns ao artista que se lembrou de vender Centros de Interpretação aos presidentes das câmaras do interior!
Foi um negócio da China!
Mas voltemos ao principal: não são necessários quaisquer comentários a esta notícia.
Saúda-se, isso sim, que uma notícia com esta carga negativa - se bem que real - tenha aparecido naquele que costumava ser O Jornal de Seia (embora apenas no on-line) e que agora não parece ser mais que uma alinhada publicação yes-man do camarariamente correcto.
É porque o "lápis azul" ainda não a viu...
A RTSE - cuja direcção integra um ex-vereador da Câmara Municipal de Seia! - promove um conjunto de actividades e projectos de índole turística denominado ”Serra da Estrela Dinâmica” que arrancará já este mês.
Trata-se de sete projectos-âncora para dinamizar o turismo na Serra.
Mas Seia - como sempre - é completamente ignorada neste contexto.
Como é possível?
Que interlocutores, que gente temos nós aqui em Seia a lutar pelo nosso concelho?
Pelos vistos, ninguém!
E dos 100 milhões de Euros que virão para a Serra da Estrela NADA FICARÁ NO NOSSO CONCELHO! Como eu disse no discurso do 25 de Abril: é necessário um novo 25 de Abril para Seia.
URGENTEMENTE!
Que andamos nós aqui a fazer, a deixar que outros decidam tudo na Serra sem nos passarem minimamente cavaco?
E o que faz o ex-vereador da CMS naquele organismo, que nem sequer se lembra da sua Terra?
Ninguém acredita nisto!
Leia-se em Kaminhos:
A Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) vai iniciar este mês as principais obras do Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (PITER) “Serra da Estrela Dinâmica”, que possui um orçamento de mais de 100 milhões de euros para aplicar até 2008 em projectos considerados relevantes para o desenvolvimento turístico da região.
O anúncio foi feito por Jorge Patrão ontem, durante o início das comemorações do 50º aniversário da criação do organismo do turismo, em 2 de Maio de 1957.
No Projecto “Serra da Estrela Dinâmica”, estão abrangidos duas dezenas de projectos, onde se destacam sete projectos-âncora para mudar radicalmente o turismo na região.
É o caso da recuperação do antigo sanatório dos ferroviários, o aldeamento de montanha das Penhas da Saúde, a construção de uma telecabina entre esta zona e a Torre, a ampliação da estância de esqui, novos hotéis em Penamacor e Gouveia, e a reconversão da centenária fábrica de lanifícios Campos Melo, situada junto à “& Companhia”. Prevê-se aqui a reconversão da antiga fábrica num hotel com 150 quartos, SPA e museu sobre a indústria dos lanifícios.
O PITER “Serra da Estrela Dinâmica” prevê ainda o apoio ao Centro de Interpretação dos Descobrimentos em Belmonte (que já se encontra em construção), - E PARA O CISE, NADA! - ao Complexo Termal de Unhais da Serra, e aos empreendimentos de Vale da Gaia (em Gonçalo) e para o Vale Glaciar (Unhais da Serra), onde se pretende construir um “resort” turístico com campo de golfe.
O projecto contempla ainda a requalificação da zona da judiaria da Covilhã, onde a RTSE prevê recuperar a antiga Sinagoga que ali existia em tempos.
Para o presidente da RTSE, o início das obras PITER “Serra da Estrela Dinâmica” é uma das «principais prendas» nestas bodas de ouro.
Outra das prendas, é o facto da Serra da Estrela ter sido considerada um dos cinco pólos estratégicosdo turismo nacional, a par dos Açores, Douro, Oeste, Algarve, Litoral Alentejano e Porto Santo.
A criação do pólo turístico da Serra da Estrela visa o desenvolvimento de um destino diversificado em torno da neve, da natureza e património para o mercado nacional.
Para o Governo, e para além do aproveitamento dos recursos naturais, a aposta turística na Serra da Estrela irá permitir o desenvolvimento económico da região e constituir uma real alternativa aos pequenos conjuntos turísticos (resorts) de montanha de Espanha.
Assim, o Plano Nacional de Turismo prevê, para esta zona, o melhoramento dos acessos - nomeadamente os não rodoviários - e a criação de uma oferta hoteleira capaz de responder a todos os segmentos de turistas.
Como se pode ver, a RTSE contempla, com os seus projectos, todos os concelhos MENOS SEIA(!!!), se retirarmos a ampliação das pistas de ski, que se encontram no nosso concelho, mas são explorados pela Turistrela -Covilhã.
Caros conterrâneos: nós temos MESMO que fazer alguma coisa pela nossa Terra, porque está visto que QUEM DE DIREITO deixa perder tudo, e deixa-nos para aqui enterrados à espera que o mato tome conta de nós.
Há que reagir!
Há que pressionar o executivo da CMS para que ACORDE da sua permanente letargia e que finalmente comece a TRABALHAR EM PROL DA SOBREVIVÊNCIA DA NOSSA TERRA que, a assim continuar, daqui a 20 anos já não existe.

Joana Tilly (única atleta da sua Escola a participar) em segundo lugar nos regionais de iniciados na Marinha Grande.
Para o primeiro ano de iniciados e a terceira vez em que corre 80 metros... não está nada mal!

Se somarmos os 11,6% dos analfabetos com os 45,1% dos que só têm, como estudos, o primeirto ciclo (antiga 4ª classe), obtemos o maravilhosos número de 56,7% de senenses que têm apenas o primeiro ciclo ou que nem sequer sabem ler...
Este número explica muita coisa, sem dúvida!
A Assembleia Municipal de Seia é livre de ler ou não ler os documentos que lhe são entregues.
É livre de os aprovar ou recusar.
Mas não devia poder aprovar algo que não leu.
O episódio indigno para a Democracia da aprovação de uma carta escolar com 252 páginas (na sua versão apresentada e com 246 na versão "aprovada" no "Conselho Municipal da Educação") sem sequer se ter uma pálida ideia do que lá está escrito, envergonha Seia e as populações que naqueles deputados confiaram a representação dos seus interesses, esperanças e anseios.
Tive a oportunidade de provar, ontem, que praticamente ninguém tinha lido a Carta, porque ninguém sabia sequer o principal: a taxa de analfabetismo da população senense!
Uma vergonha para Seia.
Aqui deixo a prova de que o documento - mesmo após a correcção das dezenas de erros que foram identificados pelo CAE e pelos representantes dos professores das escolas presentes no CM da Educação - continua pejado de dados falsos que se desmentem a si próprios.
Vejamos este exemplo claro:

Este gráfico, retirado da carta educativa, da página 30, mostra a evolução da população senense.
Nele se pode ver que em 2001 existiam 28.144 residentes.
Agora atente-se neste, retirado igualmente da carta educativa, da página 32.

Para além da descida brutal na franja populacional activa, dos 25 aos 64 anos, em apenas uma década, basta fazer as contas para se concluir que a população senense, em 2001, afinal seria apenas de... 4000 + 4000 + 4000 + 6000 = 18.000 residentes.
Só lá faltam 10.000! Um pequeno erro de 36%.
Vá lá, vá lá... Podia ser pior!
Agora atente-se na brilhante conclusão da análise do gráfico anterior:

É totalmente falsa a conclusão. Basta olhar para o gráfico.
Onde se verifica a maior descida é na faixa etária dos 25 aos 64 anos.
Que é de 10 mil!
O sr. Presidente da Câmara está habituado a lidar com gente pouco exigente.
Mas, de uma vez por todas, faça-me a justiça de não me confundir com eles.
13 anos, primeiro ano em iniciados femininos. Treinada por Regina Babo, do CAS.
Tem ganho todas as provas em que tem participado em Seia, Guarda e Castelo Branco.
Foi ontem apurada para os regionais.
Agora é preciso convencer a sua escola a inscrevê-la, o que não parece ser tarefa fácil. Há 2 anos que a escola não inscreve a atleta mais rápida de Seia, naquele escalão etário, sequer no mega-sprint...
É preciso dizer que, para além da mais veloz, a Joana recebeu também o Prémio de mérito escolar por ter sido a melhor aluna da Escola Dr Guilherme Correia de Carvalho, no ano passado.
De onde se prova que o desporto não é só para quem não dá nada nos estudos...
A minha segunda viagem aérea sobre o distrito.
Há uns anos sobrevoei Seia e fiz o primeiro filme aéreo sobre a cidade. Aterrámos no aerodromo de Seia sem autorização de ninguém (também não havia a quem a pedir) e vim a pilotar o avião durante parte da viagem de regresso até Viseu, naquela que foi a experiência mais louca aos comandos de uma máquina, depois de ter conduzido um comboio num troço entre Coimbra e Figueira da Foz, há muitos anos atrás...
Amanhã, sexta, a aventura será mais longa.
Dependendo do estado do tempo, do vento e da oscilação do pequeno Cessna, poderemos sobrevoar todo o distrito, o que me dará um banco de imagens notável.
A ver vamos.
Se o Cessna cair fica muita gente, em Seia, satisfeita.
Mas aquelas que ficarão na História do nosso Concelho provavelmente não.
Até amanhã.
De:
Enviado: segunda-feira, 26 de Março de 2007 16:42:09
Para: joaotilly@hotmail.com
Assunto: SEM COMENTÁRIOS
Autor: Olho Vivo
Data:29-08-2005 00:23
Assunto:Re: Comentário ao Sr. João Tilly
Mensagem:
O SR.J.T. tem todo o direito à sua opinião que é livre. Mas porque é
que no seu blog não são permitidos comentários? o Blog é do sr....
mas falar em liberdade, responsabilidade e democracia e depois
encerrar a participação aos leitores do blog parece-me
contraditório. Que ele exponha as suas ideias mas também que nos
deixe opinar... não deve ser assim?
(Cópia do cometário constante do PORTA DA ESTRELA, que é subscrito
por muitos. Até porque chamar ditadores a quem lhe apetece e
CENSURAR comentários que fazem... é que é de DITADOR)
Sei bem porque não agradam os tais comentários que não se podem
fazer...
RESPOSTA:
Não pode comentar?
Claro que pode!
Tal como o faz no PE!
No PE, para onde diz que se foi queixar, os seus comentários não são publicados automaticamente.
Eles só os publicam se quiserem.
Qual é a diferença?
Pode SEMPRE enviar comentários para o meu email
Tal como o fez agora
Não pode é inseri-los automaticamente
Tal como acontece em todo o lado e no PE.
Sabe porquê?
Porque os "democratas" cobardes anónimos utilizavam essa janela aberta e democrática para me insultarem.
E eu só deva conta horas depois. E, às vezes, até só dias depois.
Conhece algum blog que lhe permita publicar imediatamente?
Eu não.
Faça os seus comentários para onde enviou este.
O que o impede?
Se calhar a sua má-fé, não?
João Tilly
PS: Os comentadores podem usar um de 5 emails:
joao.tilly@netvisao.pt
joaotilly@netvisao.pt
joaotilly@hotmail.com
joaotilly@gmail.com
mail@joaotilly.com
Esta foi a última vez que se votou para uma Comissão Executiva na nossa Escola. Na nossa e em qualquer outra, porque a partir de agora os Executivos serão nomeados pelas DREs e CAEs (governo).
A nossa lista não colheu mais do que 28 votos contra os 103 da lista do actual directivo.
Os números dispensam comentários.
Continuo convicto que tinhamos condições para guindar aquela Escola aos níveis de Excelência que já alcançou, no passado, mas os eleitores preferem, em esmagadora maioria, que tudo continue como está.
Muito bem.
Fizemos a nossa obrigação. Apresentámos a nossa alternativa. A partir de agora, ninguém se pode queixar.
Agradeço aos 27 bravos resistentes e inconformados que confiaram no nosso projecto. Agradeço, também, aos alunos que ontem, inesperadamente, me deram uma grande prova de solidariedade e apoio incondicional, que me comoveu.
Infelizmente, naquela Escola, os bons alunos não têm voz nem ninguém se preocupa com eles. Só com os maus.
Por falar nisso, ficaria muito preocupado se tivesse visto algum alienado ou lambe-botas colar-se ao meu projecto.
Logicamente, não.
O que nos confere a legitimidade racional de que todas as minorias necessitam.
Em Democracia não é a Qualidade quem vence.
É o Número.
O povo - seja lá o que isso for - é quem mais ordena.
E até a auto mutilação democrática é uma opção, em democracia.
Aos que me perguntam se não receio, a partir de agora, as esperadas represálias pela minha frontalidade, repondo o mesmo de sempre:
Com quase 47 anos de idade ainda não descobri o que a palavra «receio» significa.
Uma coisa é certa: a mim ninguém me põe a pata no pescoço, nem de mim faz gato-sapato, como vejo tristemente fazer a outros, no dia a dia.
Continuarei a lutar na medida das minhas possibilidades, enquanto deputado municipal, por um Concelho mais próspero. E, enquanto Professor do Quadro, por uma Escola de Qualidade.
E continuarei a denunciar formalmente situações de gritante ilegalidade ou injustiça que se forem apresentando diante dos meus olhos.
Mas, a partir de agora, devolverei todas as queixas a quem mas fizer.
As queixas devem ser feitas a quem tem por obrigação resolver os problemas das populações: à Câmara Municipal, no Concelho de Seia; e ao Executivo, na Escola.
Já o tinha decidido, aquando do desfecho das autárquicas, e repito-o agora: acabou-se o Robin Hood.
Quem tiver queixas e reclamações a fazer, por mais gritantes que sejam, que tenha a coragem de as entregar no local próprio.
Porque eu estou farto de ser conotado com o defensor dos fracos e oprimidos que, na hora da verdade, pelos números revelados, não me parece que me agradeçam por aí além....
O mecanismo é sempre o mesmo: as pessoas vêm ter comigo a fazer as queixas mais incríveis que imaginar se possa. Eu, naturalmente (e pelos vistos ingenuamente também!), fico sensibilizado com os seus problemas.
Levanto as questões, quase sempre denunciando problemas alheios que os próprios, por qualquer razão, não têm a coragem de denunciar.
Fico, por isso, com o odioso sobre as minhas costas, como aconteceu no triste caso das autárquicas.
E, vai-se a ver, na hora da verdade... não aparece ninguém!
Pior: como se viu neste caso, acho até que "as vítimas" acabam por votar no seu "opressor"!
Ora, para esse peditório decididamente já dei.
Mais uma vez Muito Obrigado a todos os que acreditaram no meu projecto.
Vamo-nos vendo por aí!
O Público mostra a investigação que já foi publicada em inúmeros blogs por esse país fora, onde se demonstra que o bacharel galguista, armado em engenheiro, nunca poderia ter tirado a sua licenciatura na Universidade Independente, na altura.
É só rir!...
E agora?
Nada.
Processo de licenciatura
Há falhas no dossier de José Sócrates na Universidade Independente
22.03.2007 - 07h09 Ricardo Dias Felner
O dossier relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente tem várias falhas. Há alguns documentos por assinar, ou sem data, timbre ou carimbo, tal como há elementos contraditórios, nomeadamente os relativos às notas atribuídas a José Sócrates.
De acordo com os documentos a que o PÚBLICO teve acesso - 17 folhas fotocopiadas de "todo o dossier" de curso -, o primeiro-ministro terminou o bacharelato no Instituto Superior de Engenharia Civil de Coimbra em Julho de 1979, com média de 12 valores.
Quinze anos mais tarde, quando já estava empenhado na campanha de António Guterres para primeiro-ministro e era deputado do PS, inscreveu-se no curso do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) de Engenharia Civil, na modalidade de Transportes e Vias de Comunicação.
Uma das folhas do processo, de que foi dada cópia ao PÚBLICO e lida na presença do reitor da UnI, indica que José Sócrates fez dez cadeiras semestrais no ISEL, no ano lectivo de 1994/95. E deixou 12 por fazer, antes de entrar para a Independente. Aqui, Sócrates concluiu cinco disciplinas.
Foi essa folha que terá servido para atestar a frequência das disciplinas no ISEL no processo de equivalência e matrícula da UnI, a 14 de Setembro de 1995.
Só que a sua data é posterior: nas costas da fotocópia vê-se um carimbo, assinado pelo chefe de secção da secretaria do ISEL, "conforme o original arquivado", com data de 8 de Julho de 1996. Já o Boletim de Matrícula na UnI revela que, nessa ocasião, o único documento junto ao processo foi uma fotocópia do BI.
Se estes dois documentos são assinados e têm data, o mesmo não sucede com outras fotocópias. É o caso, por exemplo, do Plano de Equivalências de José Sócrates, sem qualquer timbre nem carimbo e onde se concretiza que cadeiras mereceram equivalência por parte da UnI.
Ou do Pedido de Equivalência, uma folha não numerada (como todas as outras), onde apenas surge o nome José Sócrates Sousa, manuscrito pelo próprio, e o mapa de equivalências por ele proposto.
Acresce que o número de cadeiras a que é requerida a equivalência, 25, tem menos uma cadeira do que o total das disciplinas a que José Sócrates viria de facto a obter equivalência no processo de transferência: 26.
Por outro lado, o espaço onde o responsável do conselho pedagógico pelo processo deveria colocar a sua assinatura está em branco.
Documentos sem numeração
Não se sabendo a data em que foi entregue, consta também dos documentos consultados o requerimento em que José Sócrates pede o plano de curso da UnI e afirma enviar a relação das cadeiras que fez no ISEL. Sócrates ressalva, contudo, que o certificado do ISEL só o poderá entregar em Setembro, "pelo facto de algumas notas não estarem ainda lançadas".
Calcula-se que o primeiro-ministro se estivesse a referir a Setembro de 1995, mas com essa data, ou outra aproximada, não se encontra qualquer certificado do ISEL.
O primeiro-ministro despede-se apresentando os melhores cumprimentos, com "do seu José Sócrates" escrito à mão.
O reitor disse não conhecer o primeiro-ministro antes de este ter frequentado a UnI.!!!!
Na resposta ao requerimento de José Sócrates, esta com data de 12 de Setembro de 1995, assinada pelo reitor, é atestada a recepção do requerimento e Luís Arouca indica já que a comissão científica da Faculdade de Ciências da Engenharia e Tecnologias deliberou "propor-lhe a frequência e conclusão das seguintes disciplinas do Plano de Estudos de Engenharia Civil: Análise de Estruturas, Betão Armado e Pré-Esforçado, Estruturas Especiais e Projecto e Dissertação".
De fora ficou, "por falha", segundo Luís Arouca, a cadeira de Inglês Técnico.
Por fim, existem duas folhas avulsas, aparentemente folhas de rosto, que não se percebe a que se referem. Uma, com cabeçalho do gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ambiente, é um fax dirigido a Luís Arouca e aparenta ser uma folha de rosto. Na zona do texto, José Sócrates escreveu: "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo."
Luís Arouca afirmou ao PÚBLICO não se lembrar a que se referia o primeiro-ministro.
O reitor insistiu, ainda, que não existem mais documentos sobre José Sócrates naquela instituição.
"As fichas de cada aluno já ninguém sabe delas. Nos primeiros anos, a nota final é acompanhada com fundamento, depois é deitada fora", concretizou.
Sobre o registo do pagamento de propinas, a resposta foi semelhante.
"Ao fim de cinco anos, vai tudo para o maneta."
Por fim, confrontado com o facto de as folhas do processo não estarem numeradas, o reitor afirmou:
"A numeração importa. Mas nem sempre se numera."
O certificado de habilitações, assinado pela chefe dos serviços administrativos, Mafalda Arouca, e pelo reitor, Luís Arouca, indica ainda que o curso foi concluído a 8 de Setembro de 1996, com média final de 14 valores.
Por que decidiu o Público fazer esta investigação - Nota da Direcção Editorial
Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios, à forma como José Sócrates obtivera a sua licenciatura em Engenharia Civil.
Para o PÚBLICO, o currículo académico de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias - como Jacques Delors - não possuíam qualquer licenciatura.
Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura.
E, entre os seis membros da direcção do PÚBLICO, só um completou a licenciatura, e não é o director.
Em contrapartida, para o PÚBLICO, é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas. Não para saber se merece ou não o título com que se apresenta, mas para verificar se agiu sempre de forma limpa, leal e legal.
Era isso que os boatos que corriam um pouco por todo o lado punham em causa - e saber se um curso superior foi obtido ou não de forma limpa, clara e legal é fácil de provar.
O resultado dessa investigação, assim como os passos dados pelo jornalista para recolher a informação aqui reunida, permite ao leitores ajuízarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena, algo que só foi possível porque o próprio primeiro-ministro deu autorização para que consultássemos o seu processo individual na Universidade Independente. Desse processo apenas reproduzimos nestas páginas imagens das peças que considerámos mais relevantes, o que resultou da opção de não divulgar outros elementos do currículo escolar que não eram relevantes para esta investigação. Fizemo-lo por considerar que isso podia configurar uma intromissão na esfera privada de José Sócrates que nada acrescentava ao esclarecimento do que era relevante. br>
Esta investigação permitiu já ao gabinete do primeiro-ministro corrigir um elemento do seu currículo que era disponibilizado no site oficial do Governo, o que em si mesmo é positivo.
Cumpre-me aqui corrigir um lapso que o calor do momento gerou.
Os agradecimentos que enderecei ao Dr Nuno Almeida têm forçosamente que estender-se ao Dr Nuno Vaz, já que ele esteve desde a primeira hora igualmente na base da estratégia da acção que interpusemos contra a DREC, a qual saiu vitoriosa em todas as instâncias.
Aqui fica a correcção e o pedido de desculpas ao Senador da Advocacia de Seia.
Um evento que vem sendo organizado, há 10 anos, pela Casa da Juventude D. Ana Nogueira, em S. Romão.
E que eu venho cobrindo desde 2003.
Em projecção, com duplo ecran de fundo, em tempo real, captura de imagem (com 3 câmaras) e realização.
Estou, neste momento, a editar a edição do décimo aniversário que se realizou em Dezembro último.
Entretanto, aqui fica a canção vencedora de 2004.
«Um luar contigo», vinda de Fornos de Algodres.
Deve demitir-se de imediato a comissão política inexistente e a auto-denominada «liderança» igualmente inexistente do grupo parlamentar do PSD.
Porque o presidente da comissão política, depois de prometer apoio a Álvaro Amaro, deu um dos seus hilariantes golpes de rins e decidiu incluir a lista do candidato concorrente. É preciso ter pontaria...
E porque a maioria dos membros da comissão política inexistente apoiou efectivamente a candidatura vencedora de Àlvaro Amaro.
Nuno Vaz bateu Tenreiro Patrocínio na Presidência da Mesa do Concelho Fiscal e teve a maior votação de entre todos os orgãos eleitos.
Inclusivamente mais do que Álvaro Amaro, ele próprio.
Santos da terra não fazem milagres???
Espera-se agora que o Presidente da Comissão Politica inexistente do PSD de Seia mostre um laivo de vergonha e se demita, levando consigo a auto-denominada «líder» inexistente da bancada parlamentar do PSD da AM.
Duas «lideranças» que nunca existiram simplesmente porque para se ser lider de alguma coisa é preciso saber-se do que se fala.
Só assim se ganha o respeito dos seus pares.
O PSD deve iniciar de imediato o seu processo de renovação. Com os velhos do Restelo e os "notáveis" maledicentes do costume (que não fazem RIGOROSAMENTE NENHUM durante 4 anos para além de criticarem quem tenta fazer alguma coisa, e de se mostrarem apenas por alturas de eleições), o PSD de Seia nunca mais lá irá.
Toda a gente o sabe.
Até eles!...
Tinha decidido retirar provisoriamente este texto para não provocar mais sobressaltos na fragilizada e praticamente inexistente "direcção" do PSD local. Mas, pensando bem, o que esta "direcção" precisa mesmo é de ser BEM abanada. Abanada até ser substituída por alguem que faça uma pequena ideia do que é trabalhar em prol do concelho.
O PSD precisa e merece gente à altura para o dirigir em Seia.
Gente desinteressada e que, pelo menos, tenha uma vaga noção sobre aquilo de que fala, quando o faz publicamente
O episódio do abandono da Assembleia Municipal, que se verificou ontem, por parte de alguns elementos do PSD, a pretexto do estrito não cumprimento dos prazos da convocatória, e apesar do Presidente da Câmara ter pedido publicamente desculpas à Assembleia pelo lapso, é dos piores serviços que se podem prestar ao Concelho de Seia.
Quem nos elegeu exige-nos que trabalhemos em prol da nossa Terra.
Não em favor das nossas ambições pessoais ou de outra coisa qualquer.
Tentar inviabilizar uma reunião da Assembleia Municipal com mais de 90% dos deputados presentes, que para ali se deslocaram e por isso perderam a tarde, não é uma atitude séria nem reveladora do respeito que temos que ter por quem nos elegeu.
Um simples lapso é claramente desculpável e tomáramos nós que todos os lapsos e falhas que existem neste Concelho fossem apenas dessa magnitude...
É por estas e por outras que certos "políticos" nunca irão a lado nenhum, tal como escrevi no PE logo a seguir às eleições.
Políticos desta qualidade, todos os dias dão razão a quem votou contra eles.
Todos os dias dão provas das prioridades que têm definidas para o seu Concelho, que deles espera, acima de tudo, muito trabalho e dedicação.
Todos os dias caem em erros cada vez mais clamorosos, desprestigiando os Órgãos para os quais foram eleitos e contribuindo decisivamente para o descrédito do Partido que representam.
A Direcção do PSD de Seia (caso haja), pelo seu lado, também está a prestar um óptimo serviço a Eduardo Brito e à sua conhecida estratégia de perpetuação no poder.
Porque ou não se vê ou só dá tiros no pé.
O tempo passa e nenhum documento ou iniciativa é apresentado ao Concelho. Quando decide finalmente concertar uma acção, dá nisto...
Na AM, e apesar dos repetidos alertas que tenho vindo a fazer ao longo do tempo, de cada vez que um certo deputado com auto-nomeadas grandes responsabilidades decide aparecer é, também, um autêntico fartote!
O que vale é que os restantes deputados actuais, felizmente, são portadores de um afinco e de uma qualidade interventiva muito acima da mediania cinzenta e têm conseguido produzir as melhores intervenções, alertando para os principais problemas e dificuldades que se fazem sentir no Concelho, e propondo simultaneamente estratégias para a sua resolução.
Isto, apesar de a Comissão Política actual (caso haja) se ter demitido de todas as funções, o que faz do PSD de Seia, neste momento, um barco que navega à deriva, sem rumo definido, sem estratégia que se veja.
Os deputados municipais que se recusaram a participar neste caricato episódio, têm consciência de que foram eleitos para representar o povo do Concelho de Seia.
Para ajudar, com as suas propostas e trabalho dedicado, a resolver os seus problemas e contribuir para o progresso e desenvolvimento do Concelho.
Falo por mim: não fui eleito para servir de muleta a ninguém. Nunca o faria.
Quem quer ser político deve curar, primeiro, de conhecer os problemas do Concelho.
Depois, elaborar uma estratégia para a sua resolução. Em terceiro lugar, se for da oposição, deve saber propor alternativas exequíveis para o rumo que o Concelho está a seguir.
Não deve, um político com responsabilidades assumidas e mandatado pelo povo, procurar faits-divers em tudo quanto lhe aparece pela frente para não ter que mostrar à evidência eventuais gritantes fragilidades no que se refere ao conhecimento dos problemas do Concelho.
Não pode, um político com responsabilidades assumidas e mandatado pelo povo, colocar a sua ambição de protagonismo à frente dos interesses do Concelho.
O PSD ia perdendo, ontem, na AM, uma soberana oportunidade de trabalhar em prol dos senenses.
Felizmente, os deputados que se recusaram a alinhar naquela caricata atitude, acabaram por marcar a sessão, produzindo as três únicas intervenções de verdadeira qualidade que se ouviram naquela Assembleia. Uma sobre o nosso desígnio concelhio – o Turismo de qualidade - e sobre o modelo que deve ser implementado, outra sobre a actuação e limites do Parque Natural e a terceira sobre a triste situação político-social do país.
Da bancada do regime, apenas loas ao governo. Nada mais.
O PSD, na Assembleia Municipal - apesar da ineficiência da sua comissão política actual (caso exista) - continua a trabalhar, mais do que qualquer outra bancada, em prol do Concelho.
João Tilly
Deputado Municipal pelo PSD que trabalha.
A foto que vem na 1ª página da kaminhos de hoje é esta.
Foi tirada há já uns anos, num domingo, e faz parte de um filme que intitulei «Torre sunset».
Vou procurá-lo para o colocar online.
Já nem me lembrava dele...
Ao contrário do que eu pensava, quando se levantou a questão, na penúltima Assembleia Municipal sobre o eventual fecho das esquadras de Loriga e de Paranhos da Beira, a população afinal parece não estar muito incomodada com essa medida.
Em Paranhos, populares em frente à própria esquadra chegaram a dizer-me, sem rodeios:
- «Deixe fechar, homem! Para que é que a gente os quer cá? Só para passarem multas aos automobilistas? Para isso não é preciso... deixe-os lá ir embora para outro lado...»
O que é que se responde a isto?
Pensamos que estamos a defender as populações e afinal são as próprias populações que não querem ser defendidas...
Março de 2004.
Eu (no meio da Orquestra Sinfónica do Norte) e o Sequeira - Foto Flash - cá em cima no coro da Igreja, de máquinas em riste, fazíamos das tripas coração para arranjar planos interessantes a partir de um assunto praticamente estático: uma orquestra sentada. Imóvel.
O resultado, à distância, nem foi mau.
Não havia luz à altura, por isso tivemos que diminuir as velocidades dos shutters até ao limite mínimo. E a coisa lá se desenrascou.
O resultado é este (apenas o primeiro movimento: «allegro con brio»).

... e apesar de o filme não ter corrido a maior parte do dia, devido a problemas técnicos a que sou totalmente alheio.
Parabéns ao Carlos Branquinho, ao Ricardo Mota Veiga (F.O.R.M.A.T.O.S) e ao Paulo Farol.
E a mim também, já agora....
Apresentação produzida e realizada por mim, com fotografia de Ricardo (F.O.R.M.A.T.O.S) Mota Veiga, e voz de Paulo Farol.

Vai nevar na Serra da Estrela a partir de amanhã.
Na terça feira com força (7 cms na Torre).
Teremos, pois, um Carnaval na Neve a sério.
Terça feira de Carnaval estará tudo branquinho a partir da Lagoa Comprida. Um espectáculo único para quem subir a Serra pela nossa encosta - Seia.
Quem entrar pela Covilhã só vê neve mesmo lá em cima na Torre.
Perde 99% do espectáculo natural.
Eu avisei...
Para todos aqueles que estavam à espera de que nada se soubesse.... correu mal.
Vamos à corrida!
A selecção cuidada de Paulo Farol emitida a partir da sua rádio na net.
Das 23 às 24h e das 7 às 8h da manhã a playlist é a minha.
O endereço directo é:
http://www.osimortais.serradaestrela.com/Emissao/osimortais.asx
Liguem as colunas.
Aqui a música, embora comercial, é outra...
Seia esteve presente com 2 representantes na BTL 2007.
A Câmara Municipal esforçou-se por levar a nossa imagem aos operadores e públicos.
Isso é de louvar.
A forma como o conseguiu é que não foi a mais eficaz.
Salienta-se, pela positiva, o profissionalismo e a espantosa alegria da Ana Fernandes a atender incansavelmente todos quantos se aproximavam.
Corri muitos stands e em nenhum vi tal dedicação.
Pela negativa, a crueza do próprio stand.
Sem uma imagem sequer que associe Seia à Serra da Estrela, paredes despidas, e apenas um logotipo gigante ao centro que diz muito pouco sobre Seia e sobre a sua oferta turística.
Seia tem que estar representada na BTL e até noutras feiras no estrangeiro. Seia viverá essencialmente do turismo ou de nada, nos próximos anos.
Já toda a gente o percebeu. Mesmo os mais resistentes.
O Turismo de Qualidade é uma indústria não poluente, de componente Cultural, que traz benefício aos clientes e gera empregos e riqueza para as populações locais.
O termos estado representados na maior bolsa de turismo que se realiza em Portugal é, repito, positivo.
Mas, de futuro, já que se gasta o dinheiro e os recursos humanos, com outra imagem mais eficaz e apelativa, defendo eu.
O segundo representante foi a Tasquinha das Sandes (bem conotada com a Serra da Estrela) do José Carlos Branquinho.
Aqui, as imagens também falam por si.
Ao profissionalismo do gerente e dos seus funcionários e à qualidade dos produtos oferecidos, respondeu o público sempre em grande número e com filas permanentes.
Está de parabéns o Zé Carlos e também a CMS, pelo seu esforço.
Para o ano, se me derem ouvidos, será melhor...
Vão estar disponíveis 1, 7 mil milhões de euros para a Região Centro, no âmbito do Programa Operacional (PO).
A região pode também candidatar-se a vários programas temáticos: Valorização do Território, Potencial Humano e os Factores de Competitividade.
Alfredo Marques, líder da CCDRC, defende que o novo QREN vem dar resposta, no essencial, às necessidades dos municípios, tendo aproveitado para apelar a que sejam apresentados “bons projectos”.
Os projectos locais e regionais só deverão ser candidatados a partir do segundo semestre deste ano, depois de os programas serem aprovados pela Comissão Europeia.
“Até lá, trabalha-se a regulamentação dos programas e as condições de acesso”, disse o presidente da Comissão, referindo-se ao objectivo destas reuniões com os autarcas e que, posteriormente, vai também desenvolver com todos os agentes locais.
Carlos Pinto, presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), disse que “se está a construir um modelo e se ficou a conhecer melhor o pensamento da CCDRC, que também levou opiniões de quem está a executar os projectos”.
O também líder da Câmara da Covilhã, salientou que este é um QREN “com menos betão e com uma participação significativa de incorpóreo, naquilo que pode ser uma aposta em emprego, qualificação e desenvolvimento económico”.
José Manuel Biscaia, presidente do Conselho Directivo da Associação de Municípios da Cova da Beira, considerou que o importante é que os municípios locais “apresentem bons projectos”.
Mais representação das autarquias
“Até aqui, os autarcas participavam nas unidades de gestão, onde se decidia projecto a projecto. Agora passam a participar, através de dois representantes, na Comissão Directiva do Programa. Ou seja, fazem parte do núcleo, composto por cinco pessoas, que dirige o programa. Estando aqui representados, estão também nas unidades de gestão, mas a um nível superior”.
Além disso vão participar num outro órgão, agora estratégico, onde “têm uma representação mais forte”, sublinhou. “Cada associação de municípios NUTT III pode nomear um representante no Órgão de Aconselhamento Estratégico. Atendendo a que a Região Centro tem 12 NUTT III, se cada uma tiver uma associação de municípios, temos 12 representantes dos autarcas num órgão que tem mais cinco elementos. O que significa que vão estar em larguíssima maioria”.
Os autarcas temem ainda que haja uma excessiva politização do Programa Operacional, uma vez que, além dos dois mandatários dos municípios, haverá também dois representantes do governo na gestão do programa.
Tirando as jogadas de bastidores e a preocupação absurda sobre quem tem mais poder e sobre quem controla o quê, não restam dúvidas de que não se pode deixar fugir esta (última?) oportunidade para o interior e a minha região se
desenvolverem.
in Kaminhos
«Levamos pás, picaretas e cimento e pomos lá os sinais»
Eduardo Brito dá 15 dias à EP - Estradas de Portugal e à Aenor, para colocarem placas de sinalização, nos dois sentidos da A25, à saída de Viseu, a indicar o caminho para a serra da Estrela, via Seia/Sabugueiro.
Se a exigência não for cumprida no prazo fixado, o autarca garante que ele próprio, chefiando uma brigada de pessoal da Câmara, colocará as placas na auto-estrada. "Levamos pás, picaretas e cimento e pomos lá os sinais", assegura.
Eduardo Brito reconhece que a acção não tem cobertura legal, mas assume todos os riscos da iniciativa .
"Sujeito-me às consequências e posso até perder o mandato, mas será tudo por uma causa justa, em defesa dos interesses do meu concelho", explica, culpando aquelas duas entidades de estarem "a boicotar o desenvolvimento do município, procurando, com a sua acção, ignorar que Seia é o principal concelho da serra da Estrela.
O autarca falava terça feira, durante a reunião do Executivo, em reacção à notícia publicada pelo JN, do mesmo dia, que dava conta da indignação da população da aldeia do Sabugueiro, que acusa a EP e a Aenor de, com a sinalização existente na A25, que remete para a Guarda e a Covilhã o acesso à serra, desviar o turismo da sua principal rota e, assim, lesar a população e o seu comércio.
"O turismo não pode ser enganado desta maneira, obrigando as pessoas a percorrem uma distância de quase 200 quilómetros, quando, por aqui, fazem pouco mais de 50", protesta Eduardo Brito, furioso com as promessas, "nunca cumpridas", feitas por parte da concessionária.
"Prometem, prometem, são muito simpáticos quando são abordados, mas depois não concretizam nada. Há pouco mais de um mês estive reunido com um responsável da Aenor e falei-lhe desta preocupação. Por aquilo que sei, não mexeram uma palha", volta a protestar o autarca.
"Até parece que há um conluio para nos varrer do mapa", acrescenta o presidente da Câmara de Seia, que fala em situação "dramática". "O caso é tanto mais dramático e grave, quanto se sabe que no concelho Seia a sua principal aposta e estratégia para o seu desenvolvimento é no turismo", alerta.
Eu não posso deixar de saudar Eduardo Brito nesta sua recente tomada de posição.
Que só peca por tardia.
Há anos venho denunciando aqui e em alguns jornais a manobra deliberada (que teve o seu início há 3 anos) da tentativa de desviar o trânsito de todo o lado para a Covilhã.
Descobri a conspiração há 3 anos ao consultar os percursos recomendados pela TURISTRELA para o acesso ao maciço central, em que se indicava, em Nelas, que o melhor caminho para a Torre era seguir a IP5 por Mangualde, Guarda e Covilhã. Percorrendo 165 quilómetros.
Um absurdo sem qualificação.
Nelas está a 23 quilómetros de Seia e da entrada, pela Porta Maior, para o lado mais belo da Serra da Estrela.
Denunciei-o igualmente na Assembleia Municipal na segunda sessão desta nova legislatura a propósito da avaria do limpa neves do Sabugueiro que isolou a localidade e manteve as estradas cortadas em dois fins de semana consecutivos de maior afluxo à Serra.
Estranhamente (ou talvez não), não fui acompanhado pelos meus colegas deputados municipais da bancada do PS.
Que têm sempre que pedir autorização ao seu guru para tomarem posição sobre o que quer que seja.
Talvez me acompanhem agora que Eduardo Brito - Finalmente! - abraçou esta problemática.
Para a Turistrela, este é o lado que não interessa. O lado que se deve dar como extinto.
Porque a Turistrela não tem interesses nenhuns no nosso lado. Nem prevê vir a ter. Só os tem no lado de lá. Da Covilhã.
Não é obrigada a investir no lado de cá, é certo.
E, há meses, em resposta a uma acusação mais do que justa do nosso Presidente da Câmara, também lhe soube responder acusando-o de «nada fazer pelo turismo do seu lado da Serra».
Por seu lado, a comunicação social televisiva faz eco do que a Turistrela quer que se faça.
Ainda há dias eu escrevia aqui sobre isso, a propósito do malfadado telejornal de 29/12/2006 emitido desde a Torre em que se falou profusamente em todas as terras MENOS em Seia.
Perguntava eu se por acaso há alguma maldição que envolva o nome de Seia?
Eduardo desabafa agora: até parece que há um conluio para nos varrer do mapa.
Mas mais boquiaberto fico quando Eduardo Brito defende - em rigorosa estreia mundial! - que o Turismo é a principal aposta e estratégia para o desenvolvimento do Concelho.
Tinha um milhão de trunfos para lhe atirar, neste momento, como toda a gente sabe.
Mas não vou puxar nem de um duque de paus.
Acima das disputas políticas está o nosso Concelho.
Esse - o Turismo regrado, cultural, de qualidade - é o rumo certo (e único!) para o nosso concelho que eu, e muitos outros senenses, sempre defendemos.
Caro Presidente Caminheiro: você até vai lá.
Tarde e tal, mas vai. E vale mais tarde do que nunca.
Mas aperte lá o passo senão acontece-nos, a Seia, o mesmo que está a acontecer a Portugal.
A caminhar "com tranquilidade" não conseguimos apanhar a última carruagem, que já está a sair da estação...
Manteigas, 4 da tarde.
Chuvisca.
E a paisagem é esta.
Há qualquer coisa de errado com a comunicação social que se desloca a estas regiões, quaisquer que sejam os motivos que as cá traz.
É que nunca se refere o nome de Seia, mesmo quando as peças jornalísticas a ela se referem, cá são feitas e daqui emitidas.
Dois últimos exemplos: no telejornal que foi editado das pistas de ski no dia 29 de Dezembro nunca se falou de Seia. Apenas se nomearam as pistas de Loriga (concelho de Seia) sem a Seia alguém se ter referido.
Enviei uma mensagem, nesse sentido, em tempo real ao Jorge Esteves, o jornalista da RTP1 que estava a fazer as entrevistas, que amavelmente me respondeu no dia seguinte referindo que, na sua opinião, «esse tipo de bairrismo não é benéfico para a Serra».
Mas a verdade é que eu não vejo nisto bairrismo nenhum.
Em Seia não vejo ninguém queixar-se disso publicamente, para além de mim...
Se se passa a vida - e muito bem - a falar em Manteigas, na Covilhã, e até - pasme-se! - em Castelo Branco (onde estão situados os serviços de coordenação dos bombeiros na Torre !!!!), porque é que não se há-de falar igualmente na nossa Terra, que está muito mais próxima da torre do que a Covilhã, Guarda, ou Castelo Branco?
Onde está o bairrismo?
Agora o que eu vejo é entrevistas feitas no Museu do Pão onde nem sequer o proprietário se lembra de falar no nome da sua Terra!!!
Nervosismo?
Pode ser.
Mas que raio!
Haverá alguma maldição com o nome de Seia???
Agora, na cobertura jornalística desta indignidade que é o pseudo-documentário «Ainda há grunhos?», veja-se o tratamento que a Kaminhos (da Covilhã) dá a Seia e à Cine- Moscas:
O documentário/reportagem foi galardoado, em Outubro, com o prémio Lusofonia e uma menção honrosa do Júri da Juventude na última edição do Cine’Eco, Festival de Cinema de Ambiente da Serra da Estrela. Depois de Gouveia, o filme será exibido na quarta-feira no pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda e dia 24 na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.
Ou seja, nem sequer se diz que o Cine-Moscas é feito em SEIA!
Diz-que é na Serra da Estrela! E omite-se o nome de Seia para logo a seguir se falar em Gouveia.
Ó sr Presidente da Câmara: veja aqui que rico investimento o sr tem feito no Cine-Moscas! O sr gasta o dinheiro e quem recebe a publicidade...são os outros!
E esta, hein?
Continue a investir! E mais ainda!...
Sr. Tilly, tem piada que tirei uma semana de férias com a família na Serra da Estrela, e ao passar por Seia não pude deixar de me lembrar de uma referência mental do sítio: você próprio :)
Além da tristeza de não ter visto neve, a não ser em parcos "charcos" na Torre (um miudo de 4 anos assim o exigiu...), dei uma volta pelos arredores das Penhas Douradas onde fiquei (e muito bem, diga-se, referenciado pelo seu blog através de um dos portais que nele incluiu há tempos), e não posso deixar de lhe assinalar a estupefacção pela feiura da sua terra, não querendo com isso ofender os seus sentimentos mais regionalistas.
Mas é de facto gritante o estragar de paisagem que representa Seia (só igualada por Manteigas neste capítulo, também o Sabugueiro numa outra dimensão, e pela Covilhã noutra ainda...).
Gouveia escapa, sobretudo em comparação com estes.
De referir ainda o périplo que foi encontrar o Museu do Pão.
Só descobri a placa na curva imediatamente antes do cruzamento que dá para o sítio, e foi por ter perguntado antes, e muito ter andado (pois estavam a retirar enfeites de Natal, com estradas cortadas a compor o ramalhete de dificuldade...).
Perdi o timing para o almoço com a brincadeira.
Há ainda o exemplo do "zoo" de Gouveia que fecha às (pasme-se) 15h45!
Mas pronto, vive sem dúvida perto de zonas de rara beleza, e é bem afortunado nesse capítulo.
É pena que não seja uma zona muito "amigável" para os turistas (e isto em linguagem "informática", já que quem encontrei por aí foi, regra geral, bem simpático).
Desejo-lhe uma boa continuação de ano 2007, cá nos encontraremos pelo seu blog.
Alfredo Vieira
Caro Alfredo:
Foi pena não me ter contactado previamente, porque eu tinha todo o prazer em oferecer-lhe uma visita guiada às zonas mais espectaculares da Serra da Estrela que - porque este ano não há neve - ainda se podem ver em Janeiro, o que é inédito.
Ainda bem que ficou agradavelmente surpreendido com a paisagem que pôde admirar. Quanto à selva da construção em Seia e no Sabugueiro, estamos conversados.
É um cancro antigo que já vem de longe, de há mais de 40 anos.
Agora, por mais que não se deixem cometer novos atentados ambientais, aqueles que saltam à vista já cá estão e será tarde que se corrijam.
Mas, como você mesmo diz, o mesmo se passa um pouco por todo o lado.
Da próxima vez, informe que vem. Mostrar-lhe-ei paisagens e sítios que não se encontram à beira da estrada e das quais não mais se esquecerá.
Traga uma boa maquina fotográfica.
Um abraço
João Tilly
Seia continua ostracizada tanto no que se refere à sua privilegiada entrada para a Serra da Estrela, como até e simplesmente no que concerne à rede rodoviária.
Quem entrar em Portugal, vindo de Vilar Formoso, só apanha a primeira indicação sobre a localização, distância ou até apenas a direcção de Seia em Gouveia... a meros 15 quilómetros da nossa cidade.
Se não tiver um mapa ou um GPS, só cá virá parar por milagre.
Entretanto, placas com a indicação de Gouveia há 11!
E 8 delas - 8 - directamente associadas à Serra da Estrela!
Oito placas anunciam ao condutor que a entrada para a Serra da Estrela é por Gouveia.
Sem sequer haver uma única alternativa para a entrada por Seia!<br>
Isto só se pode explicar... de forma nenhuma.
Depois queixamo-nos que o turismo ignora Seia e prefere outras entradas para a Serra.
E nós? O que fazemos para combater esta desinformação e voltar a associar Seia à Serra?
Eu faço o que posso....

Qualquer cidadão que saiba o que é um jornal e que conheça o percurso recente do Porta da Estrela não pode senão ficar abismado com o que hoje lá (não) lê.
À completa falta de notícias, o ex-jornal de Seia enche a 1ª página com opiniões.
A total ausência de informação importante, que salta aos olhos no único jornal emblemático de Seia, bate recordes desde que a nova direcção se apoderou do que outrora foi um grande Jornal de Notícias de Seia e sua região.
Hoje em dia, notícia é palavra arredia desse "jornal", para infelicidade dos senenses.
O PE segue os trilhos da outra publicação de Sta Marinha e tornou-se uma mera correia de transmissão das opiniões da câmara municipal, tal como se esperava desde que o novo director - proprietário (???) - fornecedor incumbido da CMS tomou posse.
Esta edição, então, é uma vergonha ainda maior que as anteriores, chegando ao ponto de não trazer uma única notícia na 1ª página.
O destaque é dado a um comentário do presidente da camara e do seu vereador sobre (imagine-se!) declarações da governadora civil de Castelo Branco a propósito do novo esquema de segurança na Serra!
Sim, senhor!
É preciso não ter vergonha nenhuma nem nada mais para publicar para se chamar uma opinião normalíssima, sobre um assunto banal, a uma primeira página!
Então não se terá passado nada no concelho de Seia nos últimos 20 dias? (O PE não saiu no dia 30/12).
Um lapso de tempo que coicidiu com a principal época festiva do ano? Natal e Passagem de ano?
No maior afluxo turístico do ano?
Acontece que o que se passou nestes últimos 20 dias dava para encher 10 jornais de 20 páginas, que afinal são menos do que 10, se lhe retirarmos a publicidade.
Mas "ele" não sabe.
O "miúdo", como lhe chama um ex-deputado, não é de cá.
Veio só ver a bola...
Melhor: veio só retirar de jogo uma boa bola que existia para servir o Concelho com a missão de a esvaziar por completo, para que não servisse para mais nada.
Missão cumprida, miúdo!
Parabéns!
E oferecem desconto nos combustíveis
A Plus, empresa de discount alimentar, vai inaugurar no próximo dia 18 de Janeiro uma nova loja localizada em Seia (Zona Industrial, Bairro do Cruzeiro).
«Esta nova loja enquadra-se na estratégia de crescimento da empresa em Portugal que conta actualmente com 64 lojas no nosso país, 65 com a loja de Seia, pretende alargar a sua rede para cerca de 100 em dois anos», avança em comunicado.
Como promoção de inauguração, a loja Plus de Seia «oferece 3 cêntimos por litro de gasolina/ gasóleo nos postos Alves Bandeira, por cada 15 Euros de compras efectuadas nesta loja. A promoção decorre de 18 de Janeiro a 28 de Fevereiro».
Segundo o Carlos Gomes, responsável de marketing e comunicação da Plus, «esta nova loja marca o início de um plano bianual de grande expansão da Plus em Portugal, que irá posicionar a loja como um verdadeiro parceiro nas poupanças dos portugueses. No futuro, onde for preciso poupar haverá uma loja Plus».
Com uma superfície de 800 m2 e 106 lugares de estacionamento para os seus clientes, a nova loja Plus tem também um serviço de talho, cuja exploração está entregue a uma empresa privada.
in Agencia Financeira

A venda de produto contrafeito - vestuário, calçado, acessórios - estende-se à propriedade intelectual e é CRIME à luz da Lei.
Mas não em Seia (nem em muitas outras cidades) onde se continua a vender DVDs pitratas no maior descaramento mesmo à frente das forças da ordem.
Por seu lado, a Sociedade Portuguesa de Autores e a ASAE apertam o cerco a cafés, bares, restaurantes e hotéis que passam conteúdos como filmes, concertos, documentários ou mesmo apenas música, não comprados legalmente.
Pergunta-se:
Então comprar é crime... e vender, não???

Num país que pretende ser europeu, a grunhice palonça ainda continua no top do divertimento boçal.
Pelicano ganhou umas dezenas de milhares de euros com esta indignidade que mostra um pastor retardado a ser ridicularizado por todos. E inclusivamente assumindo o papel de representante dos demais pastores da serra da estrela...
Mas Hermínio não recebeu um chavo por ser a "estrela" do circo.
Hermínio não é uma curiosidade zoológica. É um ser humano desprotegido.
Pode ser analfabeto. Pode ser retardado, mas não é um bicho amestrado que sabe fazer umas habilidades, como o Pelicano claramente mostra.
Muito menos é representante de uma profissão que tão bem faz à nossa serra.
Se desaparecerem os pastores e a Transumancia, os matos tomarão conta dos cervunais e dos lameiros.
O leite, o queijo e o requeijão desaparecerão.
As canadas serão engolidas pelos matos e a serra volta ao que era há 11 mil anos atrás.
Impenetrável. Selvagem.
Hermínio faz bem à nossa terra.
Pelicano e os seus consumidores boçais fazem-lhe mal.
Hermínio é analfabeto. Mas os pastores não são grunhos. Pelo menos não tão grandes como aqueles que premiaram, no Cine Moscas, este produto pobre e desprovido de conteúdo científico que tanto tenta ridicularizar a única profissão que faz bem à Serra.
Nem com eles pode ser confundido.
Para além disso, vamos lá a sintonizar-nos na qualidade técnica e plástica do produto:
Este «Ainda há grunhos» nem sequer foi admitido pelo juri de selecção ao Doc Lisboa, o maior festival internacional de documentarismo que se realiza em Portugal, ao qual concorrem os melhores documentaristas do mundo inteiro e cujos trabalhos são apreciados pelos maiores especialistas da actualidade, reconhecidos internacionalmente.
Não exactamente pela Lili Caneças...
Pergunta-se:
Um produto que nem sequer é admitido a concurso no maior festival de documentarismo nacional é duplamente premiado em Seia, porquê?
Afinal onde é que estão os pastores e os grunhos?
Na tela, ou à frente dela?
«A grande Iniciativa O Inimigo Público/O Eixo do Mal pretende apurar quem é O Pior Português de Sempre: Que político/personalidade mais contribuiu para a ruína do nosso País? Quem melhor encarna as piores qualidades do povo português? Decida você mesmo quem fez disto uma choldra! »
Os nomeados já são conhecidos e, como se esperava, estamos muito bem posicionados na corrida.
O nosso conterrâneo e presidente da Assembleia Municipal (quando calha) Pina Moura é um dos 10 nomeados e a distinta júri do magnifico festival CineMoscas - Lili Caneças - é outra.
Só lá falta o Lauro Dérmio, o realizador Pelicano e o pastor Hermínio aos saltos histéricos à frente do Quim Barreiros, todo nu a tomar banho no alguidar enquanto vocifera palavrões, ou a gabar-se de ter ido às meninas e ter bebido «12 whiskies com cocó-cola». Os dois primeiros ganhando a vida à custa do terceiro, bem entendido.
Parabéns a Seia, e a todos nós que acolhemos com grande honra, simpatia e um sorriso nos lábios, o pior de Portugal.
Eis a lista completa e as razões das nomeações:
Quem melhor encarna as piores qualidades do povo português?
Fátima Felgueiras
Valentim Loureiro
Lili Caneças - Porque a Lili Caneças está para a beautiful people nacional como a múmia de Lenine esteve, durante décadas, para os soviéticos.
Paulinho das Feiras
Pina Moura - O homem que considera que o Estado existe para o servir, tal como a maioria dos portugueses. A palavra “incompatibilidade” não consta do dicionário de Pina Moura. É por pessoas como ele que a Líbia integra o comité dos Direitos Humanos da ONU.
Pinto da Costa
José Maria Martins
Tomás Taveira
Zé Maria
Alberto João Jardim
Se há terra onde o tempo parou, no que se refere à comunicação social, é Seia.
Tínhamos uma rádio. Com uma programação discutível - como tudo na vida - lá ia dando notícias do que se passava por aqui e mantinha os cidadãos minimamente informados. Era, também, a voz de alguns cidadãos que denunciavam situações da vida da comunidade que consideravam criticáveis. Fazia parte do mecanismo de correcção social.
Perdemos a rádio. Há uns anos.
Tínhamos um jornal - O Porta da Estrela - que trazia notícias da cidade, concelho e da região.
Com ele colaborei 6 anos. Escrevi centenas de artigos. Fizemos (eu e o Paninho) muitas primeiras páginas que esgotaram edições.
Hoje, o PE é uma publicação vazia de conteúdos.
Absolutamente controlado por uma censura estúpida imposta pelo novo director que se guindou a proprietário - pessoa com grandes interesses neste executivo camarário já que tem sido o fornecedor incumbido pela CMS de todos os artistas e espectáculos para a Fiagris e para outras realizações ao longo do ano - o Porta da Estrela temido e respeitado das edições esgotadas passou ao Porta da Estrela cor de rosa que não traz qualquer tipo de notícia que seja inconveniente para alguém, muito menos para quem é cliente do director - e por isso está a entregar nas bancas umas tristes dezenas de jornais por edição. A sua importância social é ridícula, neste momento.
Já toda a gente percebeu isso.
Ficou, portanto, Seia sem rádio e sem jornal. E a população cada vez menos informada.
O que fazer, então?
Aceitar os desafios que me são colocados a toda a hora e encabeçar um novo projecto jornalístico à Porta da Estrela dos bons tempos do José Luis Vaz?
O problema é que tenho outros projectos na área dos áudio-visuais que me ocupam o tempo todo.
Mas alguma coisa terá que ser feita.
Eu recuso-me a aceitar este vazio de informação...

A pedido de muitas famílias (eu até já me tinha esquecido disto) aqui está na íntegra o artigo que enviei em 8 de Novembro último para o Porta da Estrela e que foi, como se esperava, censurado por esta actual direcção.
O dono do negócio CineEco, Lauro António, decidiu oferecer-nos, na sessão de inauguração desta sua feira anual, mais um momento daqueles que o imortalizaram nas rábulas de Herman José.
Nessa sessão, entre 2 pedidos e "ameaças" de beijos na boca à Lili Caneças, em pleno palco, e uma pergunta directa sobre se a "socialite" tinha ou não namorado - tudo assuntos do maior interesse para a Cine-Eco e para Seia - Lauro A. diz que ela «está ali a fazer o que qualquer pessoa faria».
Não terá sido grande elogio, reconheça-se, e mal se percebe, assim sendo, porque a terá convidado…
Mas, não satisfeito, logo a seguir remata com coroa de glória: «(a Lili) está a fazer o que faria essa pessoa que fez a pergunta (eu, na Assembleia Municipal), se tivesse competência para estar ali.»
Mas então, vejamos: se ela não tem reconhecidamente qualquer competência específica para «estar ali», e se qualquer outra pessoa «podia estar ali no seu lugar» - donde se depreende que a ninguém é exigida a mínima competência para ser júri da Cine-Eco, nas próprias palavras de Lauro A. - porque é que eu (e apenas eu) teria que a ter?
Uma calinada sem «look at a treila».
Mas, sem o saber, Dérmio acaba por ter razão (ou, como se diz em americano, «he raits»).
Eu, de facto, não tenho competência para ser júri da Cine-Eco.
1º - Porque não conseguiria vir à sessão de abertura e pôr-me a andar para Lisboa logo a seguir, sem ver filme nenhum. («bute Lisbon, films no see»)
2º - Porque não teria estômago («gâts») para visionar as obras a concurso num auditório e num cinema às moscas («moscates») e com apenas metade do júri presente.
3º - Porque não consigo digerir aquelas quantidades industriais de queijo da serra bem regado («regate») necessárias para conseguir acompanhar, todas as noites, até altas horas da manhã, aquele grupo de árduos trabalhadores em prol do Festival. Estive lá, há uns anos, duas noites no bar do Hotel e, sinceramente, reconheço que nunca terei fígado capaz de aguentar aquele ritmo de trabalho.
4º - Porque também reconheço não possuir o perfil adequado à escolta de celebridades 24 sobre 24, nem para arrastar “socialites” o dia inteiro pelos cafés de Seia.
5º - E – mas isso é o que menos lhes interessa - porque não consigo detectar NESTA Cine-Eco uma qualquer utilidade que seja para Seia ou para o Concelho. Não lhe vejo criar quaisquer públicos, só lhos vejo perder de ano para ano. Este ano, então, bateram-se todos os recordes de ausências de espectadores. Era curioso apurar, com números reais e não com aqueles fabricados pelos artistas do costume, quantos bilhetes foram EFECTIVAMENTE vendidos em 10 dias. O site da câmara anunciava, o mês passado, que a Cine-Eco mobilizava 10 espectadores anualmente. É justo. Um espectador por dia, tirando as crianças das escolas.
Mas mesmo assim, eu estou farto de os contar e só chego até 8…
Não existe, na Cine-Eco, a mínima sensibilização de públicos para o ambiente e, sendo um certame de cariz ecológico, é por demais ridículo e despropositado que a organização leve as crianças das escolas a ver… o Super-Homem.
E também não se entende como pode um certame destes, realizado em plena Serra da Estrela, ter a malvadez de premiar um documentário que ridiculariza os pastores, explorando comercialmente a sua ignorância e iletracia, e reduzindo-os a meras curiosidades zoológicas, sem perceber o Bem que os Pastores fazem à nossa Terra, tanto a nível ecológico como empresarial.
De facto, caro comerciante de festivais, não é só para ser júri de uma indignidade destas que não tenho competência.
Tal como 99,99% dos senenses, também não tenho competência para ser sequer espectador de tal fraude que, em 12 anos de vida e muitas dezenas de milhares de contos gastos, não incentivou a produção cinéfila local, não levou ninguém a interessar-se pelo Cinema nem pelo Ambiente, não conseguiu qualquer ligação cultural à comunidade.
Depois de mais de 100 mil contos esbanjados, este não-evento falhou até na vertente mediática e promocional da cidade e da região a ponto de - nas palavras do próprio Lauro A. - ter que se ir buscar uma Lili Caneças ao inútil Jet – Set nacional para que alguém (quem? As revistas cor-de-rosa?) falasse na CineEco e em Seia!
A falta de jeito e de profissionalismo para estas coisas é tal que até o funcionário da câmara destacado para ir à televisão (RTP1) promover a Cine-Eco, passou a maior parte do tempo a falar… do Museu do Pão!
ESTA Cine-Eco esvaziou-se e reduziu-se àquilo que, de facto, é: um mero negócio para Lauro António, que tem outros negócios iguais a este por esse país fora, os quais também ninguém conhece nem deles nunca ouviu falar.
Assim ganha a vida e está no seu direito.
Não está é no direito de nos vender gato por lebre.
Um Festival que o não é, com um júri que nunca o foi, para um público que não existe.
Cabe a Eduardo Brito pôr cobro a este não-acontecimento, fechando-lhe a torneira, como o fizeram todas as entidades oficiais ligadas ao Ambiente.
Ou revesti-lo de um profissionalismo que nunca teve e inserir-lhe uma componente didáctico-científica que também não existe, deslocalizando os documentários recebidos em formato DVD / Beta-CAM para o CISE, por exemplo. Onde técnicos especializados dariam, ao vivo, a devida complementaridade científica na sensibilização do público que hoje não há, mas que certamente assim se começará a criar.
Quanto aos “directores e organizadores” locais, se o que os faz correr são apenas as já costumeiras férias de Carnaval no Brasil, a CMS que lhas pague num hotel de 5 estrelas.
Fica tudo satisfeito e pouparemos 58.000 €.
Por ano.
No primeiro dia de aulas - 3 de Janeiro - pelas 21:30 horas realizar-se-á o primeiro plenário da Associação de Pais da Escola Secundária de Seia desde que os seus novos corpos gerentes foram eleitos em Novembro último.
A primeira prioridade da nova direcção, a que presido, é a de sensibilizar os encarregados de educação para o acompanhamento diário da vida escolar dos seus educandos.
Não se compreende que a Escola Secundária tenha 600 alunos e apenas 2 dezenas de Pais se mostrem preocupados com o que se passa com os seus educandos dentro dos muros da Escola.
É intenção da Associação marcar plenários SEMPRE no primeiro dia após as interrupções lectivas, para avaliar o ponto da situação da vida da escola, nas suas várias vertentes, num ano de reformas tão marcantes para a Educação em Portugal.
Estão, por isso, convocados todos os encarregados de educação para esta primeira reunião alargada de esclarecimento e trocas de opinião entre os Pais.
1400 empregos postos em causa e mais de 5000
indirectamente afectados se tal vier a acontecer.
E, a verificar-se, será a 3ª grande unidade na zona de Nelas-Mangualde a anunciar o seu encerramento só nos últimos 3 meses.
Sócrates diz que está tudo bem.
Mas deve ser no Terreiro do Paço.
O emprego dele só estará em causa em 2009...
Tenho recebido dezenas de pedidos de informação (vários por dia), sobre alojamento na Serra da Estrela no final de ano.
Se ganhasse alguma comissão com isso já podia ter ido de férias para Nova Iorque.
Mas não gosto de Nova Iorque.
Gosto da Serra da Estrela com neve, sem neve e com alguma neve, como é o caso de agora.
Até ao 31 de Dezembro nevará com força, segundo as previsões.
A todos indico o Portal da Serra da Estrela em www.portalserradaestrela.com
Trata-se da mais completa lista de alojamentos de qualidade na Serra da Estrela disponível no momento.
Entrem e cliquem em Seia.
Percorram a vasta lista de Casas de Turismo em Espaço Rural e deliciem-se com a oferta.
Façam as V. reservas.
Não precisam de dizer que vão da minha parte.
Mas venham a esta parte.
Obrigado a todos e... bom fim de ano na Serra mais bela do Mundo!
Com a presença de Pina Moura himself!
É ou não uma notícia, esta?
O Presidente da AM de Seia Finalmente veio cá!
E ainda dizem que não há Milagres de Natal!

Na Casa do Cinema - Seia
21 horas
A coisa que mais me impressiona na Serra da Estrela não é a neve.
Sobre ela tenho dezenas de fotos alojadas aqui na fotopages.com.
O que mais me impressiona, hoje, são as núvens.
Aqui ficam algumas.
E a Joana.
Outra "coisa" que impressiona...

Em Várzea de Meruge - Seia , Serra da Estrela - a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.
Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente.
Nunca a frase: «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...
Cliquem nas imagens para ver em pormenor. Demora um pouco, mas vale a pena...
A Covilhã tem há já dois anos um projecto para uma "mini-cidade" em plena Serra da Estrela, com vários planos, "tanto nacionais como locais, que dependem do que vier a ser o Quadro Nacional de Referência Estratégia (QREN)", refere Carlos Pinto, Presidente da Câmara da cidade.
O autarca acredita que a "mini-cidade" das Penhas da Saúde, onde espera que venha a ser instalado um casino, será "um trabalho a longo prazo, para concretizar nos próximos sete a oito anos".
O concurso para as infra-estruturas deve ser lançado no próximo ano e contempla arruamentos e definição de lotes para construção numa área de 10 hectares ao lado da actual aldeia, trabalhos que podem ascender a cinco milhões de euros.
O objectivo é capacitar a zona para receber até "600 apartamentos, dois hotéis e diversos equipamentos desportivos e de lazer", referiu o edil.
"Ainda não sabemos o que é o QREN. Ninguém sabe, está um pouco fechado", afirmou o autarca, que disse aguardar mais informação para poder candidatar a construção de infra- estruturas nas Penhas da Saúde, a 1.500 metros de altitude e a 11 quilómetros da Covilhã.
"Hoje ninguém pode investir na Serra da Estrela porque não há espaços a receber novos projectos. Com estas infra-estruturas feitas, abrem-se novas oportunidades", salientou Carlos Pinto.
"Área turísticas como a Serra da Estrela têm de ter uma oferta diversificada, desde ’aparthotéis’, passando por hotéis de três estrelas até espaços topo de gama. Tem de haver de tudo para todas as bolsas", referiu.
Um casino na Estrela...
A zona de jogo foi vetada pelo anterior Presidente da República, Jorge Sampaio, depois de obter "luz verde" a 27 de Janeiro de 2005, numa das últimas reuniões do Conselho de Ministros sob liderança do então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.
"Parece ser o mecanismo mais adequado para uma aceleração da economia regional que urge alcançar, seja através dos postos de trabalho que cria, seja em razão das receitas directas que gera e dos efeitos que induz em outras áreas de actividade", referia na altura o comunicado do Conselho de Ministros.
A proposta havia sido apresentada ao Governo pela Câmara da Covilhã e Turistrela, em 2003, integrada no plano de criação de uma aldeia de montanha nas Penhas da Saúde.
No entanto, em Abril de 2005, o Presidente da República vetou a criação da zona de jogo.
Jorge Sampaio referiu na altura existirem "matérias" que transitavam do anterior executivo de coligação PSD/PP para a actual maioria PS, "em que, dadas as implicações, deve ser dada a oportunidade ao novo Governo de se pronunciar.
Pronuncie-se, pois.
in Kaminhos
Peço desculpa por estar tanto tempo calado (muitos agradecem-me!) mas estou a levantar-me todos os dias às 5h da madrugada para acabar uma série de filmes que tenho em mãos. Um dos quais para amanhã às 10.
Durante o dia estou sempre ocupado nas aulas.
Quanto à história da violência, ela já teve consequências...
Amanhã espero ter um pouco mais de tempo para explicar tudo. Agora tenho que voltar para as minhas abelhas... amanhã há um fórum nacional / feira da apicultura em Seia.
E eu tenho milhares de abelhas para colocar no dvd de apresentação...
Até amanhã.
Depois da Johnson Controls, a Malhacila.
Mais 100 funcionários para o desemprego.
O proprietário afirmou que «a empresa ficou sem os principais clientes internacionais que começaram a comprar à China e aos Países de leste.»
O governo diz que a economia está em alta.
Eu posso assegurar que, nos últimos 3 anos, não abriu uma única média empresa nesta região num raio de 50 quilómetros.
Mas, nesse mesmo período, fecharam mais de 50.
Temos, em Seia, uma zona industrial nova completamente às moscas.
As empresas da ZI de Nelas - Mangualde fecham.
A propaganda cega e subversiva do governo ordena à comunicação social que intoxique as mentes distraídas dos tugas e que minta descaradamente ao povo, afirmando a toda a hora que economia está bem.
E que se recomenda.
Eu só gostava que a longevidade deste governo fosse similar à da saúde REAL da economia portuguesa.
Entre o fim da tarde de hoje e a manhã de amanhã (sexta) nevará acima dos 1750 metros (Lagoa Comprida, pistas de ski de Loriga e Torre).
Quem quiser ver a neve pode dirijir-se à Serra da Estrela por Seia e tem agora duas alternativas:
1 - A estrada da Torre:
Seia, Sabugueiro, Lagoa Comprida, Torre. 32 Kms.
2 - A nova estrada de S. Bento:
Seia, S, Romão, Valezim, Loriga (nova estrada de S. Bento), Lagoa Comprida, Torre. 42 kms
E hoje, a partir da tarde, vai cair água à força toda.
Ninguém fala nisso, a protecção civil calada, e eu já estou a prever a mesma pouca vergonha do costume.
Inundações à fartazana.
É só confirmar.
Boa sorte para as zonas baixas de Portugal!
Já que não há prevenção, valha-nos, ao menos, Santa Bárbara...

A forte inclinação deste troço de ligação entre a central de camionagem e o cemitério de Seia, associada às fortes chuvas que se fizeram sentir, ontem, transformaram esta rua num autêntico rio, a toda a sua largura.
E a fonte luminosa (mamarracha) num depósito de pedras que vêm rolando desde o terreno por detrás do muro de protecção. Uma situação extraordinariamente perigosa para peões e automobilistas.
Como se espera que tal aconteça de cada vez que chova com grande intensidade é necessário ter um cuidado especial na remoção diária dessas pedras da via.
Contingências da orografia da nossa terra que não podem ser descuidadas...
(fotos em breve porque agora, não sei porquê, não entraram.)
Ao contrário do secretário de estado, Eduardo Brito fez, no seu discurso, o que sabe fazer melhor: improvisar. E desenrascar.
Sabendo todos nós que nunca foi grande adepto desta estrada, por motivos que não vêm agora ao caso, não há dúvidas que, em política, EB é uma força da natureza.
Conseguiu dar a volta ao texto de tal forma que parecia que toda a vida tinha lutado por aquela obra.
Impagável!
Seja como for, lá fez o que lhe competia e pediu directamente melhores acessibilidades à Serra e ao concelho. Mais para plateia ouvir do que para o secretário de estado, obviamente... mas estas coisas caem sempre bem no seio de uma população cada vez mais ostracizada e esquecida.
Esta obra é uma inversão no processo, não posso deixar de o reconhecer.
E, por unanimidade, se reconheceram ao eng Carlos Leitão os seus bons ofícios junto da antiga JAE para que esta obra viesse a ter luz verde.
O reconhecimento do seu empenhamento ficou registado na placa com o nome da rotunda.
Claro que esta iniciativa tinha que ser aprovada, em primeiro lugar, pela Assembleia Municipal, mas EB não liga muito a esses pequenos pormenores e, neste caso particular, também não vem mal ao mundo por isso.
Sê-lo-á a seguir.
Toca agora a publicitar a nova estrada para o maciço central e o nosso alto-concelho:
S Romão, Valezim, Lapa dos Dinheiros, Sazes, Cabeça, Loriga, Alvôco e Teixeiras.
Que é o que mais interessa neste momento.
Vem aí o inverno...
Só uma palavra para referenciar uma coisa indescritível.
O inenarrável discurso deste senhor.
Mais de 20 minutos a falar e a repetir-se 3 e 4 vezes, em cada infeliz assunto que abordou... para não dizer coisa nenhuma.
Eu pensava que os secretários de estado - lugar exclusivamente político - eram escolhidos pela sua competência. Que se reflecte necessariamente na sua eloquência. Pelo menos, se não fossem grandes comunicadores, que não se envergonhassem de cada vez que abrissem a boca.
Mas afinal, não.
Eu espero que este senhor não esteja a ocupar aquele cargo APENAS por ser filho do seu pai, o histórico António Campos.
Espero que ele tenha estado doente, ou mal disposto, nesse dia.
Porque o pedantismo e a total falta de conteúdo de que "revestiu" o seu indescritível discurso são qualquer coisa fora do catálogo.
Imagine-se que chegou a contar o episódio de, em jovem, ir a todos os bailaricos «piscar o olho a quem lá estava»(!!?) e de (por 3 vezes, pelo menos) referenciar «ter recebido o presidente do seu município (Mário Alves - Oliveira do Hospital) uma só vez, enquanto aos outros recebeu-os mais vezes».(!!?!)
Mas isto vinha a propósito de quê, numa inauguração de uma estrada?
O senhor andará bem?
E a tentativas esfarrapadas de fazer humor, totalmente fora de contexto, os esgares a roçar o malandreco, os sorrisinhos marialvas de cumplicidades à esquerda e à direita de cada vez que referenciava o nome de um presidente da câmara. .. isso será postura de um representante do Estado Português?
Este senhor Paulo Campos não faz - provou-o bem - a mínima ideia do que é dirigir-se a uma plateia, num discurso oficial.
Pior: não sabe decidir o conteúdo de um discurso oficial.
Catrapiscar raparigas (presumo eu que seriam raparigas!) em todos os bailes das redondezas não é assunto para um discurso de estado.
Tenha lá paciência e, em vez de discursar, meta-se mas é no seu gabinete bem sossegadinho, para não continuar a insultar o Estado que (pelos vistos, infelizmente) representa.

A principal obra de acesso à Serra realizada no nosso concelho, desde há 60 anos - altura em que se abriu a (até agora) única estrada de acesso à Torre entrando por Seia - foi aberta ao trânsito na passada quinta feira.
A partir de 19/10/2006 já há alternativa à estrada da Serra:
A nova estrada Portela do Arão - Lagoa Comprida, na extensão de 9,8 kms, sempre a subir.
Com sinalização luminosa permanente, por causa do nevoeiro que se espera durante o inverno, a estrada é bastante íngreme em alguns troços, o que exige atenção redobrada, especialmente a descer. Possui, no entanto, várias zonas de escapatória e está muito bem sinalizada.
Quem desce, se a visibilidade estiver boa, depara com uma paisagem magnífica.
Circuito obrigatório para todos os amantes da Natureza e da Serra da Estrela na sua vertente mais bela: a Nordeste - a nossa.
Clicando na foto e aqui deixo algumas fotos de Loriga, do Fontão, da Portela do Arão, e da inauguração da estrada.
As fotografias da estrada foram tiradas no dia anterior à sua inauguração.
Foram inseridas na apresentação levada a efeito pelo Instituto de Estadas de Portugal na ocasião.
E são da autoria deste vosso amigo.
Pena ter estado muito nevoeiro e sempre a chover.
Um abraço ao eng. Romão do IEP, que me seguiu por muitos penhascos acima,
nessa quarta-feira molhada.
Mas valeu a pena.
A estrada é lindíssima!
Este blog completou, ontem, 150 mil visitas REAIS.
O que quer isso dizer?
Que são MESMO entradas de computadores diferentes em cada dia.
Cada leitor pode fazer a experiência.
Entre várias vezes seguidas e verá que o contador no fundo da página - o SiteMeter, o mais fiável do mercado - só conta 1 entrada.
Neste dia de celebração, já que muito poucos são os blogs que, neste momento, conseguem exibir este bonito número de leituras em menos de 3 anos, apetece-me correr mais um risco: o de reabrir os comentários não moderados.
Arrisco-me, assim, novamente, a que neste blog fique exposto, por minutos ou mesmo horas, ao pior que a sociedade anónima e rancorosa destila.
Mas acredito que, passado um ano sobre a escaldante campanha eleitoral, muitas feridas já tenham sido saradas.
Logo se vê.
Se alguns leitores se portarem mal, volto a encerrar os comentários.
Mas acho que não vai ser preciso.
Espero e até desejo que os leitores não concordem textualmente comigo. E que expliquem porquê.
É da discussão civilizada que nasce a luz.
E eu, embora 99% convicto das minhas razões, admito que me engano algumas vezes. Mais do que esperaria, há pouco tempo atrás.
Aqui estão 2045 textos, o suficiente para encherem 10 livros de 300 páginas - embora apenas os últimos 500 possam ser acedidos directamente.
Os restantes só clicando nas categorias ou no histórico (meses), senão isto ficava pesadíssimo e não se conseguiria abrir em menos de 5 minutos - e 3704 comentários, de novo abertos, para celebrar este dia.
Muito Obrigado a todos.
Os TUS - Transportes Urbanos de Seia - prestam um bom serviço à população que dele teima, no entanto, em não aproveitar.
Tal como acontece com a pista de ciclismo, por exemplo.
Ou seja: quando não há, é porque não há; mas quando há, ninguém valoriza nem utiliza.
Assim também não pode ser.
Será que Seia já chegou ao ponto de desânimo em que já nada suscita o interesse da população deprimida?
É que é exactamente isso que se passa em Gouveia, por exemplo...
Sugestão:
De manhã, os TUS deverão passar às 8:50h na Escola ST, antecipando 5 minutos apenas o seu horário.
Porque assim podem servir a Abranches Ferrão às 8:45h, hora de entrada.
Da mesma forma, à saída, se passarem às 17:30h na EST / Abranches Ferrão poderão recolher professores, alunos e funcionários que evitarão trazer o seu carros todos os dias para a escola.
Poupando combustível, desgaste, oficina e, acima de tudo, não contribuindo para o engarrafamento em Seia e para a poluição na cidade.

Decorreu ontem a primeira reunião da Comissão Permanente da AM deste mandato.
Justamente para elaborar o Regimento a levar à votação da próxima sessão de 29 deste mês.
Três coisas há a salientar:
1 - O clima de cooperação entre os representantes das 3 bancadas e o ambiente reconciliador entre elas, que é sempre de louvar.
2 - A facilidade na negociação, sem o esperado (por alguns) finca-pé por parte do PS - maioritário na Assembleia - que podia, se quisesse, fazer aprovar um regimento 100% a seu gosto e ponto final.
3 - Pelo contrário, a surpreendente atmosfera de atrito e até a roçar alguma hostilidade entre André Figueiredo e alguns dos seus colegas de bancada.
De facto, sobre este último ponto, há a dizer que André não está acompanhado nas propostas que vai fazendo, tendo, em boa verdade, que se reconhecer, pelo menos em duas delas, grande mérito.
Por exemplo:
Porque é que a AM há-de reunir apenas às sextas ou segundas?
Há quem acuse - injustamente, na minha opinião - André e outros deputados do PS (incluindo o Presidente Pina Moura) de arrecadarem centenas de euros por cada sessão em ajudas de custo e deslocações de forma moralmente pouco sustentável, já que eles vêm cá passar o fim de semana, de qualquer forma.
Quanto a esta acusação há a dizer que Pina Moura não vem cá passar o fim de semana de certeza. Quanto aos restantes é verdade que sim. Mas é o que está consignado na lei e é sempre um mal menor, se o compararmos com as 60 faltas que os deputados dão nos seus locais de traballho de cada vez que a Assembleia reúne.
O que lança a segunda questão:
Porque não há-de reunir a Assembleia ao fim de semana?
Se o fizesse, não se prejudicava ninguém.
Nem os patrões, empresários, repartições e escolas a que faltam os deputados.
Há centenas de alunos que ficam sem aulas, por cada sessão, já que vários deputados são professores.
Há dezenas de empresas que ficam sem um funcionário, nesse dia - e bem sabemos quanto as pequenas e médias empresas necessitam de toda a força de trabalho disponível para poderem manter-se viáveis nestes tempos tão competitivos.
As faltas dadas nas repartições, escolas e na função Pública em geral serão contabilizadas para a não-progressão nas carreiras docentes e profissionais a partir de agora - o que deixa prever muitas faltas de deputados que não quererão ser prejudicados nas suas carreiras profissionais.
Por todos estes motivos - económicos, estratégicos e profissionais - fazia todo o sentido que a proposta de André Figueiredo fosse aprovada.
Que a AM reunisse em dias que não prejudicassem ninguém.
Mas quem o acompanhou?
O PSD.
Apenas.
Esperamos que, ao menos, a partir de agora não continuem a acusá-lo de usufruir imoralmente das prerrogativas da lei.
É que se, de facto, ele aproveita as sessões para ver a família ao fim de semana, também foi o único que se disponibilizou para abdicar de um Sábado ou de um Domingo em favor da AM.
Cadê os outros?

Está a dar o «reumático» à administração do Hospital
Mais uma vez se vê Seia nas TVs.
E, como sempre, pelos piores motivos.
Desta feita, porque foi dispensado o único reumatologista de que o Hospital dispunha.
Diz a TVI que são 300 os utentes severamente prejudicados. A SIC afirma que são 400.
E que estes doentes terão que se deslocar a Coimbra, a partir de agora, a uma hora e meia de viagem - mais outra hora e meia de volta - sem contar com os habitantes da TEIXEIRA ou da VIDE, que terão que despender entre 30 a 60 minutos a mais para cada lado.
Portanto um doente conterrâneo de Almeida Santos ou de Pina Moura terá que fazer, agora, 4 horas em duas viagens para se ir tratar a Coimbra.
Mais o almoço ou o jantar.
Depois de esperar um ano, na lista que neste momento existe nos HUC, claro está.
De quem foi a decisão?
Da Administração do Hospital de Seia. Cujo Presidente é um vereador da Câmara de Seia!
E por razões estritamente economicistas. Porque - está visto - doentes não faltavam.
Ora, isto é absolutamente inacreditável.
Como pode esta gente reivindicar um Hospital novo para Seia quando são eles próprios que vão desmantelando o pouco que no velho ainda existe?
Como irão justificar este “tiro no pé” à tutela?
E quanto a esse futuro "novo" Hospital?
Nem uma palavra é dita ou escrita.
Pelo projecto antigo, e a acreditar no ministro de então, o Hospital remodelado teria sido já inaugurado em Julho deste ano.
Acontece que estamos em Setembro.
Não há nem previsões para o início da obra.
Nem temos um remodelado nem se prevê que se inicie o novo.
Como diz o povo: «Mudámos de moleiro... apenas».
Mas pior: do pouco que ainda tínhamos, tudo vai embora.
Não há praticamente médicos no Centro de Saúde.
As bichas para se tomar vez começam, novamente, às 4 da manhã. Como aqui há uns anos denunciamos neste jornal.
Por outro lado, há centenas de pessoas sem médico de família.
Isto, porque não se substituem os médicos ausentes, incapacitados ou desistentes, por outros.
Razões? Não há dinheiro para os contratar.
Não vale a pena inventar mais nada. Está tudo claro como a água.
Então, nesta conjuntura, alguém em seu perfeito juízo pode acreditar que este governo, que prefere proteger os toxicodependentes do que as grávidas, que fecha Maternidades e Serviços de Atendimento Nocturno por todo o país, alguma vez venha de facto a construir, em Seia, um Hospital novo?
Que diria o resto do País onde só se fala em saúde associada ao verbo encerrar?
Mas mesmo que assim seja, este Hospital ficará com menos médicos do que os que já possui, e sem as valências que o distinguiram.
Qual seria a estratégia?
Substituir as valências existentes por outras tantas "salas de chuto"?
Pode ser isso que interesse a este governo, já nada me espanta.
E até pode ser isso que interesse à Administração deste Hospital, por razões de reumatismo financeiro.
Mas não é isso que interessa a Seia
Na sequência das minhas viagens pelas Aldeias Históricas na realização do respectivo DVD para o Portal de Turismo da Serra da Estrela deparo-me com imagens belíssimas, mas também com coisas destas:

Sem palavras.
Não é, decididamente isto o que tem que se fazer em Cabeça, Casal do Rei, Vide, Sandomil, ou Loriga.
O que é, então?
O plano está em execução e será apresentado a quem de direito.
Mas passa por aqui

Toda a gente sabe que o ciclo-turismo é um dos mais completos e benfazejos desportos para a nossa saúde.
A todos os níveis.
O ciclismo, praticado de forma regular, continuada, e no intuito da não-competição, a par da natação, é o desporto que mais órgãos beneficia - a começar pelo coração - desentope as artérias, revitaliza tecidos, obstaculiza muitos tipos de cancro, em suma: dá-nos a saúde de que necessitamos no dia a dia, para além de ser um excelente anti-stressante.
Por isso, pergunta-se: porque é que não há ninguém a utilizar a pista de cicloturismo recentemente construída na zona industrial?
Ando lá eu e os meus filhos e praticamente mais ninguém...
A pista não tem mais nada, é certo, tem apenas cerca de 1100 metros dos quais os últimos 100 são quase proibitivos, pelo menos para ciclistas mais idosos, mas a verdade é que nem os jovens aparecem.
Há que promover a prática do ciclismo, não basta construir apenas uma pequena pista.
Há que a limpar semanalmente - está cheia de areia e dejectos de animais.
A pista deveria prosseguir pelo menos até à Arrifana - mais 500 metros, fazendo-se seguidamente o loop nessa Aldeia.
Entrando pelo ramal de cima e saindo pelo debaixo, ou vice versa, conseguia aumentar-se a pista para o triplo, sem esforço. E sempre é melhor, para um ciclista, ver movimento e poder parar num café para beber uma água, do que ter que obrigatoriamente parar sempre na zona do Pingo Doce, no princípio da pista.
Alargando a filosofia ao mais importante:
É possível que uma boa percentagem de automóveis evitasse circular em Seia, se as pessoas se habituassem a deslocar-se de bicicleta.
EXISTEM AGORA BICICLETAS COM MOTOR ELÈCTRICO - ESTOU A TESTAR UMA há 3 dias - QUE TRANSFORMAM LITERALMENTE SUBIDAS EM PLANOS.
NÃO CUSTA NADA subir. Não poluem. São totalmente ecológicas.
A nossa orografia não é favorável à pratica do cicloturismo, mas possui, claramente, 3 zonas em que se pode circular sem esforço:
Zona 1
Desde a Quinta do Crestelo (Intermarché) ao Largo Marques da Silva, Largo da Câmara, Praça da República. Esta zona compreende a Escola Secundária, Escola EB Dr Guilherme Correia de Carvalho e Escola Primária.
Vai até ao Estádio e, embora a subida seja um pouco íngreme, pode perfeitamente levar-se a bicicleta à mão, 200 metros.
Faz bem andar a pé um pouco, também.
No estádio, poderia construir-se uma outra pista - que podia ser parte da de atletismo - destinada às bicicletas.
Não estraga nada - as rodas não produzem qualquer impacto.
O único inconveniente poderá ser algum escurecimento de uma ou duas pistas, se não forem revestidas com qualquer material (tecido barato, por exemplo) devido à borracha dos pneus.
Mas seria muito bom para todos que se se abrisse o estádio às bicicletas para se transformar aquele equipamento subaproveitado numa estrutura muito útil para os senenses e para a sua saúde.
Quem quiser dirigir-se à zona do edifício Jardim - bares, advogados, estabelecimentos comerciais, residências - pode deixar a bicicleta no Largo da Câmara. É só descer as escadas do jardim e pronto. Não precisa de fazer depois o esforço necessário a guindar a bicicleta ao nível superior.
Todo o centro da cidade de Seia pode ser percorrido por bicicletas, evitando-se centenas de carros por dia, com a poluição, as bichas, os gastos em combustível a e a falta de estacionamento que conhecemos.
É apenas uma questão de se mudarem as mentalidades. Mais de 80% das viagens que os automóveis fazem às voltas em Seia, durante o dia, destinam-se a transportar apenas o condutor a um sítio ou outro.
Porque não pode ir de bicicleta?
Zona 2
Quintela - Maceira - Santiago e Zona Industrial.
Tirando uma subida de 150 metros em Maceira, pode fazer-se tudo de bicicleta nas calmas. Mais uma vez não faz mal a ninguém apear-se e fazer 150 metros a pé. Até é bom para descansar e recuperar fôlego. Pode fazer-se essa volta completa pela Ponte de Santiago sem risco nem perigo na rotunda, porque se vem sempre pela direita, escostados à berma.
Zona 3
Fonte 4 bicas - Arrifana - Vodra - S. Marinho - Sta Marinha - Pinhanços - Ponte de Santiago - Seia.
A dificuldade é subir de Quintela até Seia.
De facto, há apenas 250 metros + 250 metros em que tem que se levar a bicicleta à mão. Num percurso de mais de 12 kilómetros, não é muito.
Uma camioneta de caixa aberta pode levar 50 bicicletas de cada vez para cima, se se organizarem passeios alargados ou sistemáticos.
Zona 4
Zona Industrial - Pista cicloturismo - Arrifana - Escola STT - Pista.
É a zona natural mais fácil para a prática do cicloturismo. Aquela por onde se deve começar.
O ciclo-turismo é o hábito mais saudável que há e proporciona um excelente bem estar e descontracção, enquanto põe o nosso corpo todo a «trabalhar» sem qualquer impacto.
Não tem nenhum inconveniente ou contra-indicação, desde que praticado devagar e com cautelas, por causa do trânsito.
A seguir, vou fazer o reconhecimento de alguns destes percursos e trarei exactamente tempos e quilometragem, bem como uma estimativa das calorias queimadas em cada volta.
Vou fazê-lo com uma bicicleta assitida por motor eléctrico, com autonomia para 50 quilómetros, e depois farei o mesmo com uma bicicleta normal, de todo o terreno, dessas que custam 95 euros nos hipermercados.
Até já.
Na terceiora divisão nacional, o UDS abandona subitamente o futebol no incio da época.
Os jogadores foram informados subitamente do facto consumado.
Sem pretender fazer juízos de valor - pessoalmente sempre me bati contra o monopólio dessa alienação maior dos cérebros desprotegidos que é o pontapé na bola - tem que referir-se, pelo menos, a falta de transparência do processo e a surpresa da decisão.
A juntar ao facto de que, ao que se diz, alguns membros da direcção não apareciam desde Outubro.
Parece, também que os montantes das entradas dos espectadores aos jogos não dava, sequer, para pagar às autoridades obrigatoriamente presentes nos jogos.
A mim interessa-me essencialmente, não apenas o facto da desistência do desporto-rei em Seia, mas a sintomatologia que lhe subjaz.
Quando, numa cidade como esta, ninguém vai aos jogos, após uma época notável e um número impressionante de vitórias, há que perguntar:
1 - Será que já não estamos socialmente tão moribundos como Gouveia? É que lá, apesar de tudo, ainda há futebol...
2 - Para que serve, agora, o campo relvado, cuja manuntenção custa milhares de euros por mês?
3 - Será que as nossas crianças, jovens e adultos poderão, ao menos, começar a usufruir desse esplêndido espaço para a prática do futebol ou de outros desportos, supervisionadas, evidentemente, por monitores?
Se a resposta a esta terceira interrogação for positiva, temos que concluir que não houve qualquer prejuízo, muito pelo contrário...
Se não...
Agora que as festas e as festarolas estão a acabar, é altura de fazer uma breve reflexão sobre o que se passa em Seia em termos de promoção turística relativamente ao que se vê pelo resto do país.
Sem prejuízo de um tratamento mais exaustivo no futuro próximo, salta à vista que Seia não tem um acontecimento ícone.
Todas as terras são faladas a nível do noticiário televisivo, pelo menos uma vez por ano.
Enfim, Gouveia é a excepção. Não há quinzena em que não apareça nas televisões. A estratégia de Álvaro Amaro foi a de, por todos os meios ao seu alcance, lembrar permanentemente ao país que Gouveia existe e ainda não morreu.
Passados estes anos, podemos concluir que não deu grande resultado.
Não houve investimento da sociedade civil que acompanhasse a ânsia de AA em tirar Gouveia do marasmo.
E também isso é compreensível.
AA foi nitidamente enganado. Quando aceitou concorrer para a câmara pensava que a situação ainda era reversível.
Mas não. Pelo menos, por esse meio.
Gouveia já se encontra socialmente tão parada e entristecida que nem todas as transfusões mediáticas do mundo a poderão reanimar.
Porque o investimento privado, em Gouveia, já não existe.
Vejamos: quem investe são os jovens ou os grandes grupos. Não são os reformados que apenas querem a segurança do seu pé de meia bem guardadinho no banco para a sua velhice.
Em Gouveia já não existem, em quantidade e dinamismo, os primeiros e nunca existiram os segundos.
E assim sendo, não vale a pena - como AA já concluiu - continuar a deitar foguetes quando isso só traz ânimo no momento da explosão.
A seguir, volta o silêncio ensurdecedor.
Em Gouveia a iniciativa privada não acompanhou a dinâmica do presidente.
Ou porque já não existe, ou porque não acreditou que o foguetório, uma vez por mês, trouxesse a vida perdida.
Em Seia passa-se algo ao contrário.
Pura e simplesmente não se trata de captar as atenções do país para Seia nem sequer uma vez, durante o ano inteiro.
Eduardo Brito poderá defender-se dizendo que delega noutros essa função.
Se o faz, tem delegado mal.
Pode dizer que apoia uma iniciativa que, se alguma vez o teve, há anos perdeu qualquer sentido: a CineEco. Um bluff monumental a que as crianças das escolas são obrigadas a comparecer para verem, em vez de Cinema Ambiental, o Homem Aranha. Um pretenso festival de cinema que tem tido mais gente no juri do que população interessada em espreitar o que se lá passa. Uma triste feira de vaidades. Porque vaidosos, isso temos qb por cá.
Pode dizer que, para preencher essa óbvia lacuna, aderiu à pressa a uma ideia de algum xico-esperto, chamada Festival de Jazz e Blues.
Claro que se esperaria que fosse alguém, dentro da câmara, que tivesse algum conhecimento científico sobre este tipo de música, ou pelo menos sobre a música em geral, quem dinamizasse este evento.
Não senhor.
Foi mais fácil: compra-se simplesmente um pacote de espectáculos aos comerciantes de eventos e depois é vê-los, mais uma vez, aos mesmos vaidosos provincianos a encherem o peito com mais uma overdose de vaidade patega, como se fossem eles a promover o evento.
É perversa esta confusão senense entre o COMPRAR ESPECTÁCULOS avulsos e PROMOVER EVENTOS que suportem uma filosofia de oferta cultural coerente e incentivem uma criação de públicos.
É difícil, para não dizer impossível, assistirmos a algum evento em Seia enquadrado numa estratégia de oferta cultural devidamente fundamentada e planeada.
É tudo um tutti-frutti de coisas desgarradas absolutamente vazias de contexto e de planeamento a médio ou a longo prazo. Mistura-se o Jazz com o Blues(!) - nem sei como é que não misturaram também o Country, o Hip-Hop, o Rap, o Rock'n'Roll e as marchas marciais de John Phillip de Sousa, porque a única coisa que todas estas tipologias musicais têm em comum é serem oriundas dos EUA, mais nada! - com o cinema que acabou de passar no próprio cinema e que ninguém vê, e com as marchas populares condimentadas com o Levanta-te e Ri completamente estafado em que um comediante tem o desplante de chamar declaradamente FAUNA a 5000 senenses, que lhe agradecem o epíteto com uma monumental salva de palmas...
É isto o triste planeamento cultural em Seia.
À falta de ícone, aparecem algumas iniciativas popularuchas como aquela dos carros de rolamentos, que também já existe em 500 terras, e está visto que não pega em nenhuma.
As Marchas Populares estiveram próximas de o ser, mas desvaneceram-se.
Portanto, Seia anda desesperadamente à procura de um ícone.
Mas não o encontra.
Porque os ícones não se compram em pacotes nem se estabelecem por decreto.
Tem que haver motivação, ASSUNTO que mexa com as pessoas que cá vivem, para que a adesão popular se estabeleça naturalmente.
Depois, é preciso tratar da repercussão nacional para atrair o turismo.
Eis alguns exemplos do trabalho que há a fazer:
A feira do Queijo, da forma que está organizada, apenas num sábado de manhã (este ano tentou-se a tarde mas ainda bem que choveu senão era pior...) não faz sentido. Ninguém cá vem. As televisões estão todas em Gouveia, Celorico e Fornos. Porque essas é que são as Feiras importantes, hoje em dia.
Há que a substituir por outro evento mais alargado ou remodelá-la totalmente.
As Marchas Populares todos os anos são menos.
Este ano houve apenas 3 e a do Jardim de Infância. Eram 8, no início.
Um anfiteatro triste, sem luz - apenas a luz de presença do palco - ofuscou completamente os belíssimos trajes das Marchas. Mais prejudicadas: a Marcha Nova e a Marcha de Loriga.
Tem que haver pelo menos 6 Marchas e MUITA LUZ para que o espectáculo resulte. Este, pelos vistos, vai morrer também. Pela primeira vez viram-se clareiras nas laterais do anfiteatro.
A CineEco está morta e enterrada. É zero. Enquanto não voltar a ser um festival de Ambiente nem vale a pena falar disso.
O recém inventado festival de Jazz e Blues, com meia casa (180 pessoas por dia) não chega a lado nenhum. Para o ano haverá ainda menos, se continuar nos mesmos moldes.
A antiga GRANDE FIAGRIS já não existe.
Com o largo da Feira repleto de pavilhões comerciais, stands automóvel e agrícola e os 2 pavilhões - União e Desportivo - repletos de expositores.
Existe uma pequena Feira de Artesanato que não é - há anos - agrícola nem industrial. Isso é o que há em todas as terras. Nada nos diferencia das demais.
É preciso remodelar a Feira e adaptá-la aos tempos que correm. E não repetir cegamente os mesmos formatos como se faz em tudo o resto em Seia, até as coisas naturalmente se extinguirem por exaustão.
Passamos o ano inteiro sem que nada nos distinga, sem que nada chame a atenção dos portugueses para a nossa cidade ou concelho.
Ou pior: distinguimo-nos por não aparecermos.
É obvio que o caminho tem que ser outro.
EB tem que tomar em mãos a condução da estratégia da cidade no que se refere à animação turística.
Ou convocar quem o faça de uma forma profissional. Deixar de lado o amadorismo, o desenrasque, o improviso.
E não ouvir os treinadores de bancada a mandar palpites nas ruas.
Para terminar, nem tudo é mau:
Ainda não temos uma malfadada Feira Medieval - essa praga que alastrou por todos os concelhos, qual peste negra - e acabou-se com o pindérico Cortejo Histórico do 3 de Julho.
Portanto: ainda não se comprou a rainha das mediocridades e acabou-se com a maior que por cá tinhamos.
É por aí, sr Presidente... é por aí...
Remodelar o que há, torná-lo interessante e profissionalizar a coisa.
P.S: a foto do início do texto é a única que se encontra no apontador Google - o maior do mundo - refrente ao turismo em Seia.
E está num site alemão.
http://www.cdpreisen.de/assets/images/autogen/a_Beiras_seia_mergulho_no_lago.jpg
É preciso dizer mais alguma coisa?

João Tilly Jr e a sua "brand new digital V-Drum TD-3".
Roland, pois claro. Com a velhinha TR-707 e um SPD-20 a apoiar.
Parece o Phil Collins...

É um preview do menu animado do primeiro documentário com pós produção audio e locução feito em Seia.
Para o Museu do Brinquedo.
Eu não me lembro de ter existido algum atleta português - embora nascido na Nigeria e treinado em Espanha por uma espanhola - que tenha tido uma performance sequer aproximada à facilidade com que Francis Obiqwelu venceu ontem a corrida dos 200 metros nos campeonatos europeus em Gotemburgo.
Aqui fica a minha diminuta homenagem, em vídeo, para que Ben Johnson veja e aprenda que se pode correr tanto ou mais do que ele... sem drogas.
A Beira Interior apresenta “níveis de desenvolvimento muito inferiores à média nacional e em forte perda demográfica”, refere o Plano Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT).
Segundo o documento, até 2020 a Beira Interior poderá perder 15 por cento da população, o equivalente a 50 mil habitantes.
A Beira Interior representa 2,3 por cento do PIB nacional produzido por 3,1 por cento da população do País ocupando uma área de 11 por cento do território nacional.
O Turismo é apontado como o sector estratégico para estancar a sangria económica suster diminuição da população.
O PNPOT sublinha o aproveitamento do Parque Natural da Serra da Estrela, Vale do Côa e a Rede de Aldeias Históricas “que pela sua dimensão assumem um impacto significativo na economia”.
O documento salienta a necessidade de explorar o eixo urbano estruturado pela A23 (Guarda-Covilhã-Castelo Branco) através de “um conceito de desenvolvimento policêntrico” de cada cidade.
Estratégias a seguir em cada cidade
- Explorar a posição estratégica da Guarda nos eixos rodoviários e ferroviários para o desenvolvimento de serviços logísticos e para a localização empresarial;
- Apoiar as apostas da Covilhã de articular o pólo universitário com um pólo de localização de actividades mais intensivas em tecnologia e conhecimento;
- Reforçar o papel de Castelo Branco na articulação com o Médio Tejo e com as regiões de Espanha, criando condições para sedear actividades orientadas para os mercados do litoral e do interior da Península; Assumir uma estratégia comum de afirmação territorial e de aprofundamento da cooperação transfronteiriça e de exploração das oportunidades decorrentes da ligação a Espanha;
Nos restantes concelhos
- Suportar o dinamismo emergente nas pequenas vilas melhor posicionadas
relativamente aos eixos de comunicação e favorecer a sua articulação com as principais cidades;
- Promover o turismo nomeadamente nas áreas de maior valia patrimonial ou ambiental: aldeias históricas, Serra da Estrela, Vale do Côa/Vale do Douro; Valorizar os projectos de regadio da Cova da Beira e Idanha;
- Valorizar os recursos hídricos e recuperar a qualidade da água, concluindo os projectos integrados de despoluição, em particular, nas bacias do Mondego e do Zêzere;
- Organizar a rede de equipamentos de âmbito supra-municipal numa lógica de complementaridade, de especialização e de funcionamento concertado;
Implementar soluções inovadoras de transporte público nas áreas rurais;
O que é o PNPOT?
O PNPOT é um documento que enquadra as políticas e instrumentos de gestão do território, contemplando as orientações fundamentais de um modelo de organização espacial que terá em conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem como as áreas de interesse nacional em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais.
O documento é também decisivo para definir as diversas intervenções com impacte territorial relevante, incluindo as que venham a ser consideradas no âmbito dos fundos comunitários para o período de 2007/2013.
O programa nacional está orientado para seis objectivos estratégicos: conservar e valorizar a biodiversidade e o património natural, paisagístico e cultural, reforçar a competitividade de Portugal e reforçar as infra-estruturas de suporte à integração e à coesão territoriais.
Assegurar a equidade territorial no acesso a infra-estruturas, equipamentos colectivos e serviços de interesse geral, promovendo a coesão social, expandir as redes e infra-estruturas informação e comunicação, e melhorar a qualidade e eficiência da gestão territorial são os restantes objectivos definidos.
in Kaminhos
Isto é exactamente o que eu venho "pregando" no deserto há anos, e com maior insistência desde que fui eleito deputado municipal.
É num projecto que engloba as grandes linhas desta recomendação que intuitivamente eu e o Joaquim Nobre temos vindo a trabalhar nos últimos meses.
O Parque Natural da Serra da Estrela e as Aldeias Históricas são justamente as àreas que nós estamos a privilegiar na promoção turística da nossa região.
No Portal da Serra da Estrela, agora a enriquecer com vários documentários sobre as aldeias Históricas. Um por cada uma, no total de dez.
Mas, como digo, foi simples intuição.
Sabemos que nada pode ser feito por esta Terra que não passe obrigatoriamente pelo Turismo.
É natural. É lógico. É obrigatório.
Infelizmente já se perderam 20 anos no trabalho pela promoção turística da nossa região.
Mas agora tem que ser.
Senão, daqui a 15 anos estamos aqui meia dúzia de velhos abandonados no meio das silvas, aos bichos.
Numa das zonas naturais mais belas do nosso país.
É contra isso que lutarei, enquanto me restar um pingo de energia.
Para que a ninguém restem dúvidas, e já que insistentemente solicitado por muitas famílias, aqui vai a minha humilde opinião sobre a FIAGRIS deste ano.
A Feira está, dentro do possível, muito bem.
Pequena, mas organizada.
Limpa, no sentido de não ser confusa nem atabalhoada.
Parece menor do que de facto é, devido justamente à arrumação dos stands de artesanato.
Os caminhos estão desimpedidos.
É policiada e vigiada por um corpo de Bombeiros. Existe uma ambulância sempre junto ao palco. Há alternativa de saída de pânico, por detrás do pavilhão.
Espera-se que o portão do anfiteatro fique aberto durante os maiores concertos, para se poder evacuar alguém rapidamente, no meio daquele mar de gente (esperam-se 5000 pessoas no anfiteatro para ver Rui Veloso).
É claro que esta Feira intercalar é modesta, não é agrícola (nunca o foi), muito menos industrial (também já o não era).
É, sim, artesanal e algo comercial.
Pelo que se este modelo é para durar - e não se prevê que possa ser outro muito diferente, uma vez que indústria tradicional e agricultura é coisa que já não há no concelho, há que se mudar a denominação sob pena de se cair no ridículo.
FACS, ou FCAS - Feira Artesanal e Comercial de Seia, ou vice versa, poderiam ser denominações lógicas.
No entanto, como ainda tenho esperança que Eduardo Brito ouça o que diz Sócras, que se propõe investir 450 milhões no Turismo até 2015 (como se ele cá estivesse nessa altura!), ou - mais importante ainda - me ouça a mim, que venho há anos alertando para a urgente necessidade de a CMS apostar na divulgação turística do nosso Concelho, que é a nossa única e verdadeira Indústria natural, a Feira poderá tomar uma denominação muito mais feliz e interessante.
Um inspirado (isto é que é humildade!!!) trocadilho, ocorreu-me ao começar a escrever este texto.
FICA ou FICAS - Feira Industrial (turismo) Comercial e Artesanal de Seia parece-me uma denominação bastante gira. Que FICA na memória de imediato.
À atenção dos criativos da CMS (esta foi sem intenção...)
Concluindo: a feira tem a dimensão da cidade.
Está, por isso, correcta.
Esperemos que a futura FICA possa mostrar a Indústria turística que vamos tendo.
Quem se interessar pela oferta turística existente, já hoje, no nosso concelho, em termos de Turismo em Espaço Rural, dê um saltinho ao Portal da Serra da Estrela.
Parabéns, portanto, à Organização desta Feira.
E que seja a última com este modelo que, realmente, já não representa a oferta que, de facto, temos por aqui.
Eduardo Brito desmentiu ontem os rumores que por aí proliferam, afirmando que «ainda não se sabe nada sobre a disponibilização da frequência de Seia a concurso».
Disse não ter conhecimento de nenhuma decisão oficial nem oficiosa, pelo que os rumores sobre essa disponibilização num futuro imediato carecem de fundamento.
Deu, inclusive, a entender que receia que o assunto não se resolva a curto prazo, infelizmente.
Não nos resta alternativa senão esperar.
Para quem não está a par destas matérias, A RBA perdeu a sua licença em 2001 e desde então não há rádio em Seia. O processo tem-se arrastado nos tribunais com o recurso do Porta da Estrela no sentido de tentar recuperar a licença perdida.
Mas a verdade é que parece não haver dúvidas de que neste momento o processo terá mesmo chegado ao fim. Todos os sinais vão nesse sentido.
Não se percebe, por isso, a razão da demora da colocação da frequência a concurso (ou da sua reatribuição à editora que a detinha).
Afinal, o ponto principal da AM do passado dia 26, a votação para a lista única à GAMVIS (Grande Area Metropolitana de Viseu) acabou por dar barraca da grossa...
Segundo o que eu consegui apurar, a votação da AM de Seia foi considerada nula, porque os Presidentes das Juntas não podiam votar!
Pergunta-se:
O que estará a fazer ali aquela Mesa, doutamente presidida pelo dr Pina Moura (desta vez apareceu!)?
Convoca uma AM, que custa mais de 1200 contos, para depois mostrar a todos os nossos concelhos vizinhos que nem sequer leram o documento que os obrigou a convocar a AM?
Ninguém acredita nisto...
Só por aqui, mesmo!
Mais dia menos dia a notícia será oficial.
Por isso o anúncio do Grande Caminheiro na última AM: «que ia pessoalmente empenhar-se na resolução do problema da rádio».
Quando a esmola é muita...
Alguém duvida que ele já tivesse a mesma informação que eu tenho?
Uma parte interessada até já sabe disso, porque já foi notificada para pagar as custas, pelo que o processo já chegou ao seu fim. Mas cala-se muito bem caladinha, à espera de mais uma jogada, a ver se lhe calha alguma coisa, à boa moda do que se faz por aqui.
Entretanto isto vai aquecer... porque há pelo menos 2 grupos interessados em concorrer à frequência.
Tal foi notório na última AM.
Agora é assim: uma rádio, para se construir de raiz, hoje em dia, custa mais de 30 mil contos. E dá prejuízo.
Não há nenhuma que dê lucro.
Pergunta-se, pois: porquê esta sede compulsiva de se possuir uma rádio subitamente?
Dá-me ideia que ainda vamos ver transformar um dos jornais do regime num feroz opositor ao poder instalado... ou talvez cheguem a acordo...
Quem sabe lá?
...que pretende cortar a voz à bancada do PSD.
Percebe-se porquê.
Porque somos infinitamente mais activos que eles.
Com a regra da proporção de tempo relativa à votação na eleição anterior, o PSD ficará com meia dúzia de minutos para falar na AM.
Nem sequer dá para apresentar um projecto em condições.
Agora:
Eles não têm culpa. Fazem o seu trabalho, prejudicando o nosso.
E o PSD?
Onde é que está o trabalho do PSD?
É que o regimento, a que todos nos sujeitamos, devia ser elaborado em conjunto pelos partidos com assento na AM.
Era o mínimo que se poderia exigir!
Para que todos os deputados se sentissem confortáveis nos seus papéis.
Mas como o PSD de Seia não dá sinal de vida e os auto-intitulados "líderes" da bancada só servem para isso - para que alguém os chame de "líderes" da bancada - cá continuamos a levar para tabaco.
Como sempre.
Eles lá vão fazendo o seu trabalho de formiguinha, à maneira deles, a pouco e pouco anulando aquilo em que nós somos nitidamente superiores.
Daqui a 3 anos ficam outra vez com os votos... e nós ficamos com os "líderes".
«INTRODUÇÃO»:
como ante-ontem dizia, na Assembleia Municipal, há 3 tipos de políticos em Portugal:
1 - Os que tudo fazem para benefício da sua Terra;
2 - Os que tudo fazem para benefício do seu partido;
3 - Os que tudo fazem para seu próprio benefício.
O que se passou, uma vez mais, ontem, traz à evidencia que o nosso pequeno grupo parlamentar não pertence à terceira categoria.
E é infinitamente mais activo, trabalhador, eficaz e profícuo que o da maioria.
De 11 deputados que éramos, 7 usaram da palavra para denunciar assuntos da maior importância.
Dois deles tiveram mais que três intervenções.
Sobre todos os assuntos discutidos, a nossa bancada prova ter opinião própria, estar informada, sensibilizada e unida em torno do principal e mais nobre objectivo: lutar pelo progresso e desenvolvimento do nosso Concelho.
Na bancada da maioria apenas um único e desgarrado deputado está incumbido de sair ao beija-mão, defendendo a CMS em tudo quanto ela faz, e o que não faz, e o que anuncia fazer.
Novas e importantes vozes discordantes se fazem surpreendentemente ouvir, na bancada da maioria, muitas vezes chegando até mais longe, em muitos assuntos, que nós.
É mais um sinal de que temos razão.
Entretanto, a nossa bancada tem provado que existe muito maior Qualidade argumentativa no lado da oposição do que no da maioria, o que tem obrigado a reconhecimentos sucessivos de que temos razão em muitas questões levantadas.
«MAS ONDE É QUE ELE ESTÁ?»
Vem isto a propósito do inesperado silêncio do mais destacado parlamentar que o PS tem, digno desse nome, na sua bancada.
André Figueiredo, inexplicavelmente (ou talvez não) está apagado.
Não fala, não vem a terreiro defender a sua Dama (ou o seu Senhor) de maneira que aquela bancada está transformada numa sombra do que já foi.
Isto não é polítiquice barata: é a pura realidade.
Quem lá está comove-se com a falta de argumentação da maioria.
Com a manifesta falta de quem ali apareça a dizer alguma coisinha que convença quem o ouve.
Hoje em dia, ou se assiste ao inqualificável beija-mão, apenas visto em sociedades esclavagistas e feudais, ou é o velho rol de frases feitas o mais pedantes que imaginar se possa, absolutamente vazias de conteúdo e que metem tanta impressão a quem as ouve como a triste figura que faz quem as profere, à espera de alguma réstea de aceno de cabeça de quem já o pôs fora do campeonato há séculos.
Chega-se ao ponto da própria bancada censurar moções de um seu militante porque provavelmente esta entraria em choque frontal com o que já está decidido superiormente.
André Figueiredo, de longe o melhor parlamentar do PS (há quem diga que é o único, mas eu também não sou assim tão radical), a tudo assiste, tudo vê e a tudo cala.
Porque será?
Talvez porque o tal «afastamento» a que Eduardo Brito aludiu, se aplique melhor ao que se passa com André do que com o João Tilly.
Que não vive de politiquices e apenas quer ver a sua Terra desenvolver-se.
André deixou de intervir, não diz nada e, por isso, a sua bancada hoje mais parece um gigantesco saco de boxe onde os poucos mas cultos e denodados deputados do PSD se treinam com vista aos futuros combates que se avizinham.
«UMA NOVA ATITUDE»
Que são grandes, e é chegada, de facto, a hora de o PSD provar o seu valor, propondo as suas alternativas à política em vigor.
Isso é que é democracia e isso é que é bonito.
O PSD tem que evoluir da simples denúncia do que está mal, para as propostas e projectos que, na nossa opinião, serão de apresentar rapidamente, para bem do nosso Concelho.
Nesse sentido estão a seguir cartas minhas dirigidas aos nossos companheiros de bancada no sentido de os exortar a darmos o passo em frente e sairmos deste patamar de intervenção para um outro muito superior e activo.
Já provamos que somos muito melhores a argumentar e a defender as nossas teses.
Agora há que os ajudar para construirmos TODOS um futuro melhor.
Porque vamos estar mais 3 anos na oposição e não podemos esperar sentados 3 anos. A situação de Seia e do seu Concelho não o permite.
Não podemos continuar a assistir, impávidos e serenos, de braços cruzados, à desertificação do Concelho, só para depois apontarmos as culpas a Eduardo Brito.
Pode ser muito conveniente essa estratégia para alguns, que gostam muito de criticar e nada de construir, mas EU REAFIRMO DAQUI QUE A REJEITO LIMINARMENTE!!!
TEMOS QUE DAR O NOSSO CONTRIBUTO POSITIVO PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO.
QUER OS "LIDERES" partidários queiram, quer não.
Como diz Eduardo Ambrósio, mais 3 anos têm que me gramar. Depois é provavel que não me convidem mais. Mas eu recuso-me a ficar inactivo e ver o meu concelho definhar à espera que depois o próximo candidato me convide para mais 4 anos de mandato na AM.
Para quê?
Quero lá saber disso!
Ajudar o executivo é ajudar o Concelho.
Apresentando propostas nossas, em vez de sistematicamente apenas lhe fazermos frente, contribuiremos para um Concelho melhor e colocaremos a batata quente nas mãos da bancada da maioria:
- se aceitarem as nossas propostas, elas têm autor e te-lo-ão sempre.
- se as não aceitarem, terão que deixar de nos acusar de sermos apenas uns «bota-abaixo».
Este é o desafio que se nos depara.
«UMA NOVA ORGANIZAÇÃO INTERNA»
Para que esta NOVA ATITUDE tenha sucesso, existe a necessidade de nos organizarmos, a partir de agora, por forma a apresentarmos as NOSSAS PROPOSTAS conducentes ao desenvolvimento do nosso Concelho:
No âmbito do Emprego, articulado com o do Turismo, por exemplo, podemos apresentar vários projectos alargados de incentivo a esta nobre e esquecida indústria turística, alguns deles já em fase de implementação, como o Portal de Turismo da Serra da Estrela (www.portalserradaestrela.com) – o maior catálogo interactivo de Turismo em Espaço Rural (TER), que conta já com mais de 100 assinantes e 43 mil visitas.
Actividade esta que será contemplada com muitos milhões de euros, no próximo QCA.
A ele se poderão associar muitas outras iniciativas, que a seu tempo se publicitarão e apresentarão, por forma a dotar o nosso concelho de oportunidades de visibilidade e enriquecimento na área crucial do Turismo, oportunidades essas que, até aqui, têm sido sucessivamente perdidas ao longo dos anos.
Iniciativas destas cavarão uma profunda confusão no seio da bancada adversária, à qual, se quiserem ser honestos, não restará alternativa senão apoiar-nos nestes importantes projectos, connosco trabalhando para que esses projectos sejam optimizados.
Este trabalho de construção, que proponho suceda ao que temos desenvolvido até agora (e que se tem limitado apenas à denuncia de situações menos correctas), não poderá, no entanto, ser implementado com eficácia sem que uma grande coesão e toda a informação em tempo real circule entre nós, deputados do PSD na AM de Seia.
Temos que começar a trabalhar segundo linhas de força concretas, projectos de intervenção discutidos e aprovados por todos; e seguindo linhas de actuação perfeitamente estabelecidas e inatacavelmente coerentes.
«UM PORTA-VOZ HUMILDE E COMPETENTE EM VEZ DE UM «LIDER» ARROGANTE E LEIGO»
Necessitamos de uma articulação e de um agente aglutinador que nos una em torno desses projectos e ideias de fundo a apresentar à CMS e à AM.
Nesse sentido proponho que, até à próxima Assembleia, do final do verão, todos os nossos deputados contribuam para uma remodelação profunda no seio do nosso pequeno mas activo Grupo Parlamentar, se queremos ir mais longe e marcar a História do nosso Concelho.
Essa remodelação começa pela eleição de um novo porta-voz – e nunca um líder! – que sistematicamente nos apresente e discuta connosco projectos nestas e noutras áreas fundamentais para o desenvolvimento do nosso concelho.
Um porta-voz que ausculte a opinião dos deputados e do Partido sobre os assuntos a tratar, depois de debatidos e aprovados, antes de os levar, perfeitamente articulados, à AM.
Mas um porta-voz COM CREDIBILIDADE política.
Alguém que, de cada vez que abra a boca, não seja imediatamente ridicularizado por toda uma Assembleia, nem o venha a ser sucessivamente nos jornais.
Um porta-voz que seja um especialista, em vez de um leigo, em cada matéria que aborde.
Um porta-voz que coordene o trabalho da abordagem dos assuntos mais importantes do concelho, e não se perca com ressabiamentos pessoais por assuntos não resolvidos a contento, no passado.
Porque isso descredibiliza e praticamente anula o impacto do nosso importante trabalho.
No nosso concelho, precisamos de quem trabalhe arduamente em prol do bem-estar das populações.
Não de quem sistematicamente se coloque em bicos de pés, na procura mal disfarçada de protagonismos bacocos e na tentativa permanente da auto-promoção à custa de um Partido ou de uma Instituição.
Disso, já por cá há muito.
Um Partido que não “desça” ao povo todos os dias (é propositado este abuso linguístico), não tem credibilidade para depois, de quatro em quatro anos, lhe pedir o voto.
É por isso que lanço o repto a todos os meus companheiros de bancada para que avaliem esta estratégia.
Se acham que é este o caminho a seguir, exijam a eleição desse porta-voz, no seio da bancada do PSD.
Não há regimento aprovado na nossa bancada, pelo que, como não ganhámos as eleições, ninguém pode ser guindado à categoria de «líder» (veja-se bem este absurdo quando depois se tenta afirmar que «apenas queremos servir»!) apenas por ocupar o 1º lugar na lista que apresentámos a sufrágio.
É assim que acontece na Assembleia da República, em que o porta-voz é escolhido de entre e por todos os elementos da bancada e nunca imposto aos colegas.
Pode até ser proposto pelo Partido, mas nunca imposto aos parlamentares.
Eu considero, por exemplo, que o concelho, a bancada e o partido muito teriam a ganhar se esse porta-voz fosse o companheiro Nuno Almeida.
É ele quem melhor conhece o partido desde a juventude aos seniores.
E há muito tempo.
Conhece bem Seia e o nosso Concelho, tem ideias próprias perfeitamente consubstanciadas num conhecimento profundo da realidade do Concelho, e é um óptimo parlamentar ponderado e assertivo nas afirmações que faz.
Ontem, como viram, em todas as intervenções brilhou muito acima de qualquer deputado socialista.
Estou certo que, se ele aceitar coordenar a nossa bancada, Seia e o PSD muito terão a ganhar relativamente à organização e implementação de projectos que temos para apresentar aos senenses.
Quem concorda com esta estratégia (independentemente do nome do Porta-Voz), deve fazer chegar a sua voz a quem de direito.
Quem não concorda, que o faça também. Em democracia ninguém sai derrotado.
Só é derrotado quem desiste de lutar.
E tenho a certeza de que falo por todos os parlamentares sociais-democratas quando afirmo que nenhum de nós desistirá de lutar pelo Concelho de Seia.
1 - Porque os assuntos tratados em cada Assembleia Municipal não têm qualquer eco na denominada comunicação social que (não) existe em Seia, nem outra de carácter regional;
2 - Porque não há, hoje, um jornal independente em Seia - as duas publicações existentes assumiram-se frontalmente como meros orgãos propagandísticos da CMS;
3 - Porque não há uma rádio há mais de 3 anos em Seia, sendo esta a única cidade com frequência atribuída e não usada.
4 - Porque as discussões acaloradas, mornas ou frígidas que se desenrolam em cada Assembleia Municipal não saem das portas da sala onde se produzem;
É imperiosa a criação do Boletim da Assembleia Municipal.
Para que todos os senenses e demais interessados possam finalmente tomar conhecimento do trabalho dos deputados que a compõem.
E também porque não se pode prestigiar o trabalho que não se conhece.

Audição de Alunos
Hoje
Dia 24 de Junho
16:00h
Classe de Piano
(prof. Helena Lourosa)
Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum - Casa das Artes - Praça da República - SEIA - Telf. 238312583
email: collegiummusicum@netvisao.pt - http://www.collegiummusicum.online.pt/
Visitei ontem a nova ETAR de Seia no âmbito de um curto documentário que estamos a fazer (o clube de Audiovisuais da minha escola) sobre a água. O seu percurso desde a Torre até ao Rio Seia.
Aquilo é uma obra grandiosa. De certeza a mais importante e útil obra que se fez em Seia nos últimos anos... se trabalhar bem.
Porque o rio continua muito poluído, embora se note já uma grande melhoria nas ribeiras de acesso e na foz do esgoto, como lhe chamei quando a denunciei publicamente há 2 anos.
Os vizinhos dizem que há dias em que o Rio vem quase limpo mas que, de repente, fica negro como o carvão e com o cheiro costumeiro insuportável, ao qual nunca ninguém se habituou.
Como «o caminho se faz caminhando», chama-se a atenção do sr Caminheiro Presidente para que mande averiguar a que se devem tais oscilações, porque a ideia que está a surgir é que as lamas estão a ser retidas nalgum lado e depois são novamente lançadas no rio.
É a vox populiis.
E já se sabe: voz do povo... não chega ao céu.
Mas chega bem ao esgoto.
Perguntava-me eu para que serve uma nova Igreja em Seia, quando o que nós precisamos é de despoluir o rio, boas acessibilidades e um hospital cujas obras nunca mais começam.
Mas ontem, um colega meu abriu-me os olhos:
Ó pá, uma nova igreja com capela mortuária anexa descongestiona logo o centro de saúde e as urgências do hospital, pelo menos por uns tempos. É que as velhas que diariamente ali acorrem - e que praticamente são sempre as mesmas - já terão mais um sítio para onde ir e confraternizar com as colegas. Até aqui essa actividade social estava a ser desenvolvida apenas no centro de saúde e nas urgências do Hospital.
E eu, como já fui 3 vezes às urgências do hospital este ano e vi lá sempre as mesmas caras, calei-me.
Quem sabe lá se a maior inutilidade do mundo não pode servir, sem querer, uma causa justa?
Seia já aparece na televisão.
Não por iniciativa da autarquia ou de qualquer organismo de quem se espere a promoção turistica da nossa terra.
A empresa Águas da Serra da Estrela está a colocar nas TVs um spot publicitário em que a páginas tantas aparece uma placa com a «Torre» «Gouveia» e «Seia».
Como esse spot está a ser transmitido em horário nobre por todos os canais comerciais, está a ser visto por milhões de portugueses por dia.
Forçoso é concluir-se que já fez mais, essa empresa, pela promoção turística da nossa cidade do que a autarquia de quem isso se esperava.

Sentei-me aqui para acabar o post sobre Fátima e Afonso Costa, mas mudei de ideias porque só tenho 15 minutos e escrever sobre Afonso Costa leva algumas horas, por baixo...
Vou então relacionar três tristes coincidências que me têm vindo a atormentar e para as quais não encontro explicação.
Trata-se dos 3 políticos mais célebres de Seia.
Que ganharam a maior parte da vida (excepto Afonso Costa) com a política.
E do que dela lhes adveio.
Acontece que nenhum deles deixou marca que se veja em Seia.
Pina Moura é o único dos três que ainda está activo, mas não se lhe vislumbra qualquer resquício de vontade de contribuir para o progresso da Terra que o viu nascer.
De facto, nem um mísero fontanário, uma pequena biblioteca, uma simples Fundação dessas que há para aí aos milhões... rigorosamente nada aqui deixaram, nem sequer como símbolo de agradecimento para com a Terra onde aprenderam as primeiras letras, ou de cumplicidade para com as gerações que lhes sucederão.
É, provavelmente, um caso único na nossa História!
Os políticos senenses ignoram a sua Terra enquanto os demais se preocupam em deixar o seu cunho em todas elas.
Os senenses aqui nasceram, é certo, mas daqui fugiram a sete pés mal apareceu a primeira oportunidade para não mais voltarem.
A não ser Pina Moura, de passagem para a Guarda, muito de vez em quando...
O nosso vizinho Guterres, por exemplo, fez com que o Fundão - uma obscura vilazinha sem importância de maior nos anos 80 - se transformasse naquilo que hoje é.
Algumas 4 vezes maior que Seia.
Gugu e Sócras estancaram a "queda" e a desertificação sistemática da Covilhã nos anos 90, por via das falências das indústrias de Lanifícios (e das demais) e, com o advento da Universidade e da Faculdade de Medicina "roubada" a Viseu, muito contribuiram para que a Covilhã ultrapassasse claramente a vizinha Guarda que sempre lhe foi muito superior em extensão, comércio, Serviços e níveis de desenvolvimento.
Hoje, a Guarda dos retrógrados Almeida Santos e Pina Moura é uma sombra da Covilhã de Guterres e Sócras.
Tal como Seia é uma sombra do Fundão.
O maravilhoso de tudo isto é que, apesar do que ó número 1 das Nações Unidas para os refugiados fez pela sua Terra, o Fundão tem uma câmara municipal PSD.
E, não satisfeito o povão mal agradecido, até Donas - a aldeia de Guterres - tem uma Junta de Freguesia social - democrata.
É caso para dizer (como se diz na Covilhã):
Ala, que é cardume!
E agora venham cá os grunhos caciqueiros defender a «inteligência do povo» mais analfa da Europa e a sua maravilhosa «sabedoria» popular...
Peço desculpa aos meus leitores que já estavam habituados a visitar-me diariamente, mas acreditem que não tenho tido tempo nenhum para escrever. Para além de engripado, aproveitei estes dias para acabar alguns projectos em vídeo digital - DVD - que estavam muito atrasados, e a começar 2 novos.
Por agora só para confirmar o que todos os dias se confirma: somos o país mais pobre com a capital mais pobre da europa dos 15 e mais dois: Até a Eslovénia já nos ulltrapassou. E andam aí estes parvalhosos a pedir auto-estima ao povão.
Quem lhes desse com um chaparro nas ventas...
Logo à noite ponho estes assuntos em dia.
O célebre Packard em que Salazar votou, pela última vez na sua vida em 1969 (levaram-lhe a urna ao carro pois estava já impossibilitado de se deslocar pelo seu próprio pé) - estará em Seia em exposição a partir desta semana e pelo prazo de um mês, no Museu do Brinquedo.
Descobri-o numa aldeia do concelho vizinho de Oliveira do Hospital e não descansei enquanto não arranjei forma de o trazer para Seia, para a concentração que teve lugar este sábado, 13 de Maio.
Depois disso, o dinamismo da Organização conseguiu fazer com que o seu proprietário actual o dispensasse para poder ser devidamente apreciado pelos admiradores deste tipo de coleccionismo.
O Packard, de 7000 cms cúbicos e 8 cilindros em linha, está absolutamente irrepreensível.
Junta-se uma foto do então Presidente do Conselho de Ministros provavelmente na última fotografia que se lhe conhece, justamente dentro do Packard.
Admirem!
Não confundir com os dois Mercedes Benz 770 Grooser, de 1938, que foram adquiridos pela PIDE para protecção de Salazar e Carmona depois do atentado de que o primeiro foi vítima em 1937.
Esse automóvel tem sido conotado como tratando-se de um presente de Hitler, o que não é verdade.
Mas, por isso mesmo, para que não fosse confundido com o ditador Nazi, Salazar recusar-se-ia sempre a usar esse carro.
Com uma única excepção.
Salazar usou também, até cair da cadeira em 68, o seu mais conhecido automóvel: um Caddilac 75.
Leia a história desses carros que se encontram ainda hoje no Museu do Caramulo, aqui abaixo.

Do tipo W 07, o maior e mais caro Mercedes-Benz, foram produzidas, de 1930 a 1938, 117 unidades, em Untertürkheim, com várias carrosseries, das quais 42 blindadas, na forma limousine pullmann.
O Imperador do Japão, Hiroito, adquiriu três e para o Estado Português vieram dois em 1938.
No Domingo, 4 de Julho de 1937, na Av. Barbosa do Bocage, em Lisboa, a porta da moradia de Josué Trocado, onde habitualmente o Prof. Oliveira Salazar ia à missa, teve lugar um atentado bombista reivindicado pelo Partido Comunista.
Os Serviços de Segurança do Estado decidem então encomendar dois veículos blindados Mercedes Benz (27 de Outubro de 1937) através do agente da marca, em Lisboa, Sociedade Comercial Mattos Tavares, Lda. Pelos arquivos da fábrica verifica se que a construção dos chassis datam de 18 de Janeiro de 1938 e das carrosseries Pullmansteel de 9 de Março.
Os dois carros foram expedidos para Lisboa em 12 de Abril.
Ambos foram matriculados em Junho de 1938 em nome da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado - Rua António Maria Cardoso, Lisboa - e são postos à disposição dos Presidentes da República e do Conselho de Ministros, General Óscar Carmona (AL-10-71 chassis 182.067) e Prof. Oliveira Salazar (DA-10-72 chassis 182.066).
Salazar, que não fora consultado sobre a aquisição destes automóveis, logo manifestou o seu descontentamento, traduzido pela não utilização deste carro, pois receava que se pudesse pensar ser um presente de Hitler, situação que de facto tinha acontecido com Josef Stalin e Benito Mussolini.
O Buick, que já tinha aquando do atentado de 1937, continuou a ser o seu carro único e preferido.
Mas dúvida ficou, criando o mito do “presente de Hitler”.
Com o intuito de esclarecer o “mito”, a direcção do Museu do Caramulo decidiu investigar junto da Daimler-Benz, dirigindo-se aos seus arquivos centrais na Alemanha.
Dessa busca resultou a obtenção da ordem de encomenda dos dois Mercedes-Benz por parte do Estado Português, desfazendo assim a versão em que estes haviam sido oferecido por Adolf Hitler.
O Mercedes foi utilizado apenas uma vez, por ocasião da visita oficial do Generalíssimo Franco, em 1949.
Normalmente era aproveitado pelo motorista Raul para transportar as visitas ao Palacete de S. Bento. Dai só acusar 6.000 km quando dezassete anos depois é mandado vender, em hasta pública, pela direcção-geral da Fazenda. Arrematado por seis mil escudos pelo sucateiro Alfredo Nunes - Rua do Alvito, 109, Lisboa que o regista, em 9 de Fevereiro de 1955 em seu nome, é pouco tempo depois vendido aos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais com o fim de ser aproveitado para uma ambulância.
Porque o custo de transformação se revelou elevado decidem vendê-lo, em 16 de Junho de 1956, a João de Lacerda para figurar no Museu do Caramulo.
Actualmente acusa apenas 12.949 quilómetros, por ter circulado desde 1956 com alguma frequência para conservação da mecânica.
Nunca houve necessidade de o restaurar por estar, desde a pintura aos cromados e estofos, impecável. Até os pneus são de origem, sendo mantidos a 40 libras de pressão, não acusando “gretas” nos flancos, talvez por terem sido fabricados com borracha sintética “tipo Buna”.
É, pois, considerado o mais perfeito e bem conservado Mercedes-Benz Grosser do mundo.
O Cadillac 75 de 1947
No pós-guerra eram os automóveis de mais prestigio da indústria dos Estados Unidos da América. No ano de 1947 a Cadillac produziu 59.436 carros; todos com o “velho” motor V-8, de válvulas laterais, lançado em 1938.
Em 1947 o Estado Português mandou comprar dois automóveis Cadillac iguais: um para o Presidente da República e outro para o Presidente do Conselho de Ministros. Até essa altura as viaturas oficiais estavam normalizadas nas marcas e modelos. Todos os Ministros dispunham de automóveis Packard Clipper, de oito cilindros, de sete lugares e os Secretários e Subsecretários de automóveis da mesma marca mas de cinco lugares.
Desde então e até à sua morte, o Prof. Oliveira Salazar usou sempre o Cadillac que lhe estava destinado, tendo recusado um Mercedes-Benz 600 adquirido pelo Ministério das Finanças em 1968 (carro que hoje está na Presidência da República), por entender que o Cadillac continuava em bom estado e servia muito bem, para o seu serviço oficial.
Em Abril de 1971, menos de um ano após a morte do Prof. Oliveira Salazar (27 de Julho de 1970), este automóvel foi vendido em hasta pública, sendo então adquirido, por João de Lacerda, para ser exposto no Museu do Caramulo. De registar que o seu interior está impecável, como se tivesse saído da fábrica, pois o Prof. Oliveira Salazar tivera o cuidado de o mandar forrar com capas.
ESPECIFICAÇÕES
150 HP; V-8 (88,9 x 114,3); 5675 cc; 3 veloc.; chassis 3 420 872 ; motor 21-501 ; peso 2350 Kg. ; veloc. 130 km/h.
«Ainda mais triste é não ter inimigos.
Porque quem não tem inimigos,
É sinal que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem carácter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem...»
Voltaire
«Não há qualquer preocupação com a eficácia da Saúde neste novo modelo Hospitalar. Quando muito esforçar-se-ão para que ela não baixe para níveis mínimos escandalosos para a população...»
Esta é a opinião generalizada dos técnicos de Saúde do Hospital de Seia.
Todos estão apreensivos com os últimos desenvolvimentos sobre aquela que é, sem sombra de dúvidas, a «desqualificação por via da poupança» que atinge, neste momento, o Hospital de Seia.
Chamem-lhe o que quiserem: Centro Hospitalar, remodelação de estruturas integradas ou o diabo a quatro, mas a verdade é que Seia vai mesmo perder valências que hoje tem e nada pode ganhar se o pouco que existe nos é retirado.
O objectivo é apenas um: poupar recursos.
Correia de Campos diz: «Uma cama no Hospital de Seia tem que ter o mesmo custo que uma cama no hospital de Leiria. Se custa mais, feitas as contas no final do ano, há que rentabilizar o sistema» (leia-se o negócio).
ESTE É O VERDADEIRO CONCEITO e esta a verdadeira «preocupação com a Saúde das populações».
Só um bronco ou um alienado pode pensar que há qualquer outra razão para além do patacão por detrás de qualquer remodelação na Saúde ou no resto.
E como toda a gente já sabe disto, aí temos a boyzada a passar ao ataque para lançar confusão nas mentes desprotegidas dos senis mais despreocupados.
Eu pergunto hoje:
Quando morrer, no transporte para Tondela ou para Viseu, o primeiro paciente que não puder ser convenientemente atendido em primeira intervenção nas Urgências do Hospital de Seia, por falta de pessoal qualificado que tiver sido deslocalizado, por razões de maior rentabilidade financeira, para Viseu ou para Tondela, quem vai responder por isso?
Cá estarei, nessa altura, para perguntar.
A não ser que, à semelhança do que aconteceu com o meu Pai, após ter chamado a atenção no JN para as condições miseráveis do nosso velho Hospital (que continuam as mesmas 3 anos depois), seja eu quem vá já a seguir...
Também não se perde grande coisa...
(Olhem aí a chucharada toda a concordar, querem ver?)
Exactamente ao contrário do prometido em tempo eleitoral, o inqualificável governo deste pobre país acaba de dar mais uma machadada nos legítimos interesses das populações do interior.
Correia de Campos MALTRATA Seia pela segunda vez.
A partir de agora, para além de fatalmente se perderem valências - ninguém no hospital acredita que a cardiologia e a pneumologia se aguentem numa base permanente - o nosso VELHO Hospital continuará velho e agora despromovido.
Com apenas uma comissão de gestão, perde toda a sua autonomia - aquele que foi considerado um dos 5 hospitais mais bem geridos do país em 2004 - ficando totalmente dependente das decisões tomadas em Viseu.
Por exemplo: poderemos vir a receber doentes de Tondela e de Viseu, enquanto os senenses podem ter que ir para a Guarda, para Viseu e para Tondela, por falta de camas... em Seia.
( a desenvolver)
Domingo passado foi a bronca que foi, com o Sabugeiro isolado do turismo.
Na terça feira seguinte as estradas estiveram cortadas e está a acontecer o mesmo desde sexta feira.
Tudo bem explicadinho na TSF e na Antena 1 de hora a hora.
Sábado e Domingo de Carnaval os acessos à torre e às pisrtas de ski estiveram cortados.
Eu pergunto:
Mais ainda há gente que vem para a Serra da Estrela, no Inverno, fazer ski????
Por amor de Deus!
Haja um mínimo de decência!
Demita-se aquela gente toda dos limpa-neves e de quem os coordena, e ponham-nos mas é a cortar mato para a próxima época de incêndios...
Esta é que rebenta com Seia de vez, se nenhum esforço continuar a ser feito para alterar este catastrófico estado de coisas para o Turismo que (ainda) teima em subir a Serra pela nossa encosta - a mais bela da Estrela.
Enquanto os Costa Pais investem milhões no lado de lá da Serra, conferindo-lhe cada vez maior visibilidade e ofuscando a cada dia que passa a nossa encosta, do lado de cá a GNR não deixa subir os automobilistas desde que comece a cair um farrapinho de neve, como aconteceu no domingo e na terça feira passadas.
Quais os critérios porque se rege o comando da GNR para fechar as estradas de acesso à Torre?
Não se sabe. Não há transparência nem se vislumbra laivo de lógica nestas decisões avulsas. O Presidente da Câmara queixa-se de falta de coordenação das forças da ordem.
Diz-se que isso acontece porque o comando geral (?) está sediado em Castelo Branco mas o territorial está em Gouveia.
Isso são questões meramente burocráticas e organizacionais da corporação que, a mim, me passam rigorosamente ao lado.
O que eu pergunto é:
1 - Haverá alguém, naquela Corporação, que faça uma pequena ideia do que é NEVE?
2 - Haverá alguém, naquela Corporação, que saiba que, se os automóveis continuarem a passar normalmente enquanto neva, nunca - mas nunca - as estradas ficam obstruídas, porque os automóveis com o seu aquecimento e as suas 4 rodas (pelo menos), mesmo sem correntes aquecem e esmagam a neve, diluindo-a com o sal que se encontra abundantemente no piso, o que provoca a sua dissolução à medida que a neve vai caindo?
3 - Haverá alguém, naquela Corporação, que compreenda que se fecharem as estradas ao primeiro sinal de queda de neve - aí sim! - depressa se forma um obstáculo intransponível à circulação? Porque a neve naturalmente se acumula, já que não há nada que a esmague ou derreta?
Duvido que alguém saiba disto.
Por isso, proporei na próxima sessão da Assembleia Municipal de Seia uma resolução que questione directamente a GNR sobre os critérios adoptados no fecho da estrada Seia - Torre e quais as bases científicas da sua sustentação.
O último domingo, 19/02, foi um dia para esquecer na Aldeia mais alta de Portugal, que, nesse dia, parecia uma aldeia fantasma.
Poucos foram os aventureiros que conseguiram chegar ao Sabugueiro, já que a estrada de acesso, desde Seia, foi cortada logo no princípio da manhã, pela GNR, que, à fonte das 4 bicas, obrigava a recuar os milhares de condutores que, durante toda a manhã, pretendiam dirigir-se à Serra.
Nesse domingo, a Serra terminou antes de começar para todos aqueles que a procuraram, e logo naquela que é a sua Porta de Entrada: em Seia.
Um súbito nevão que caiu ao princípio da manhã, aliado à muito criticada falta de limpa-neves, motivou o referido corte total da estrada de acesso à Torre, logo a partir da base.
Milhares foram os automóveis e centenas os autocarros que se concentraram, consequentemente, na nossa cidade. Um movimento como há muito não se via.
Mas um movimento negativo de pessoas tristes e compreensivelmente mal humoradas.
Muitos procuraram outras entradas via Guarda e Covilhã.
Esses tiveram sorte porque essas entradas estiveram sempre desimpedidas.
Os comerciantes do Sabugueiro é que não se resignam e acusam o Instituto de Estradas de Portugal de inépcia pelo facto de, desde as 8 da manhã até ao meio dia, não se ter visto um único limpa-neves a limpar a estrada.
Ao que apurámos, o único limpa neves de serviço no centro de Limpeza de Neve do Sabugueiro avariou e, pelos vistos, não foi possível repará-lo a tempo de abrir a estrada ao turismo.
«Perderam-se milhares de contos, hoje» queixava-se um comerciante local.
«Como é possível que durante uma manhã inteira de domingo a estrada não fosse desobstruída? - questionam.
«Bastava uma passagem do limpa neves, já que a a neve até era pouca, alguns carros furaram a barreira e chegaram cá bem»... queixavam-se.
Luis Mestre, o proprietário do restaurante Miralva, perguntava «para que serviu o terreno que a Junta de Freguesia ofereceu ao Centro de Limpeza de Neve do Sabugueiro, se no dia em que é mais preciso (domingo) o limpa neves não funciona».
«O que se passa com a manutenção dos limpa neves?» - pergunta.
«Será que o IEP não tem dinheiro para fazer uma manutenção capaz ao equipamento que é pago por todos nós? Como é que os limpa-neves podem avariar no primeiro dia em que são mais precisos e depois de tantas horas ainda não estão reparados?»
Os comerciantes em geral estão revoltados com o IEP mas não só.
Também com a Protecção Civil «que não se vê» e com o Presidente da Câmara, que nas eleições anteriores (há 4 anos) prometeu dotar o Sabugueiro de meios que propiciassem o seu desenvolvimento e que «iria dar uma lavagem de cara ao Sabugueiro para o tornar mais atraente».
A verdade é que - dizem - tudo continua exactamente na mesma, mais de 4 anos depois.
A grande questão é: os milhares de turistas que neste domingo se sentiram defraudados ao percorrerem, ao engano, centenas de quilómetros para virem à Serra, voltarão cá?
Seguramente não entrarão mais pela porta de Seia... procurarão outras, para evitarem cair no mesmo erro.
E quem paga somos todos nós.
Deem lá uma olhadela ao que vai ser o maior projecto de divulgação turística da nossa região desde sempre, e a nível planetário.
O Portal do Turismo na Serra da Estrela, ainda provisoriamente com o nome Sítios Nobres.
Já agora, podem registar a V. Unidade hoteleira ou simplesmente registar-se como consumidores (somos todos nós).
O projecto compreende a edição total online.
Cada unidade hoteleira (começamos com as T.E.R) poderá, em cada momento, alterar o seu cartão virtual, a sua informação, as suas propostas de eventos, as suas promoções sem pedir autorização aos administradores do portal.
O turista potencial indicará as suas preferencias (tipo de alojamento, situação geográfica e até preço que pretende pagar) e o portal fará o resto, dando-lhe indicação directa dos locais que correspondem a cada tipo de cliente em cada momento e colocará cada cliente em contacto com uma lista de ofertas que correspondem às solicitações de cada um.
Tudo automático.
Para quem não está tão familiarizado com o preenchimento de formulários, pode fazer apenas busca manual por regiões, por tipo de alojamento, por preço, por situação geográfica ou simplesmente pode solicitar que alguém faça esse trabalho por si (nós).
Pode fazer as respectivas reservas online.
Ou pode pretender que alguém as faça por si, se não se sente seguro nestas lides virtuais - que resolvem problemas reais.
Fá-lo-emos gratuitamente, reservaremos o seu alojamento e sugerimos percursos turisticos lindíssimos, incluindo as prinicipais refeições em diferentes locais.
O turista pode, se quiser, fazer tudo sozinho, ou apenas parte do trabalho e nós fazemos o resto, ou deixar tudo nas nossas mãos.
Paga o mesmo porque paga directamente aos fornecedores dos serviços que lhe são prestados (nós não somos operadores turísticos (ainda...)).
Os custos do portal serão suportados exclusivamente pelos nossos subscritores (unidades hoteleiras que adiram ao projecto).
Chama-se a isto... serviço quase público.

Com a temperatura a descer até aos 6 negativos, a melhor coisa a fazer é vir viver a neve natural ao vivo.
E isso é aqui em Seia, o único concelho do país que tem pistas de ski com neve natural.

Realiza-se hoje o 9º Festival Ibérico da Canção Jovem 2005, no Cine Teatro
Jardim em Seia, a partir das 21:30h.
A edição deste ano conta com a presença a concurso de Bandas de diversas zonas do País, designadamente, Seia, Cacém, Celorico da Beira, Albufeira, Lisboa, Almeirim, Elvas e Loures, para além de Valladolid - Espanha.
Haverá Prémios para os primeiros 3 classificados, para as melhores Letra, Música e Interpretação.
Será atribuído ainda o Prémio do Público.
Apoio Oficial: Instituto Português da Juventude, Câmara Municipal de Seia,
Junta de Freguesia de São Romão.
À semelhança das edições anteriores, realizar-se-à em simultâneo uma projecção audio-visual em 2 ecrans e estarei a recolher imagens com 3 câmaras para a realização do respectivo DVD.
Até mais logo, no Cine Teatro.

Leia-se o editorial do director do Porta da Estrela.
E pergunte-se:
Há 5 anos a queixarmo-nos do mesmo, e a arranjar inimigos todos os dias, para que serviu?
Para nada!
O povo senense não quer saber de nada.
O povo senense não se questiona sobre coisa nenhuma.
Algumas pessoas - as mais esclarecidas - não se conformam com o estado de degradação a que chegou o nosso concelho, nos aspectos industrial e turístico, como acontece com o Dr Alcides Henriques. É verdade.
Mas essas são uma imensa minoria.
Não representam nada no momento de decidir os rumos do concelho.
Eu, pelo contrário, já me conformei.
Se a esmagadora maioria acha que está tudo muitíssimo bem, para que é que me vou eu continuar a chatear com isso?
A arranjar inimigos a toda a hora e a atrair sobre mim os ódios que deveriam recair sobre outros?
Por mim, que sou um democrata, a vontade do povão - mesmo analfa - é soberana.
«Dê-se ao burro a palha de que ele gosta» dizia o meu Pai.
E não há dúvida de que está certo.
Porque é que ele (o burro) gosta desta palha? Porque não conhece outra. Nem quer conhecer.
Caminhamos para a desertificação total e para a morte de Seia?
Deixá-lo. É a vontade do povo.
A Assembleia Municipal, por esmagadora maioria, fixa no máximo permitido por lei, por proposta do sr Presidente, a derrama e o IMI para este pobre concelho cujos indicadores de qualidade de vida se situam bem abaixo da média nacional??
Muito bem! O povo não se revolta: ainda agradece.
Vamos lá a ser sérios e justos de uma vez por todas:
Escusamos de continuar a berrar contra o vento.
Eduardo Brito tem que ser DEFINITIVAMENTE ilibado de todas as culpas.
Pode continuar a fazer o que quiser ou, melhor ainda, não fazer absolutamente nada.
Tanto faz.
O povo chancela repetida e esmagadoramente as suas opções.
E também a falta delas.
O último a sair que feche a porta.
Faleceu o ex-vereador da Câmara de Seia e ex-gerente do UBP, Marciano Galguinho
Um homem sério e honesto. Íntegro e incorruptível.
O seu exemplo de integridade, seriedade e rigor devia ser seguido por muitos políticos carreiristas da nossa praça. Infelizmente não é.
Tive o privilégio de lidar com ele, embora por breve trecho.
Um homem simples e sociável que cumpria com a sua palavra custasse a quem custasse.
Marciano Galguinho, infelizmente, já partiu.
Prematuramente, como acontece com todos os Homens Bons.
Endereço à Família enlutada os meus sentidos pêsames.
Que a sua Alma tenha Paz até ao fim dos tempos.

Porque até temos por aqui uma Escola Superior de Turismo, embora sem a procura que se esperaria, e a única pista natural de ski de Portugal.
Seia está definitivamente morta e enterrada no que diz respeito ao Turismo.
É, ouso dizê-lo, o maior desperdício que vi na vida.
Se dúvidas ainda subsistissem, esta Presidencia Aberta é disso indesmentivel prova.
Os senenses vivem no sopé de uma gigantesca mina de ouro e estão cada vez mais pobres.
É como viver nas margens de um rio... e acabar por morrer de sede.

Meruge é a primeira freguesia do Concelho de Oliveira do Hospital, para quem vem de Várzea de Meruge - a última do concelho de Seia.
A semelhança entre as duas freguesias está no nome.
Mais nada.
Ninguém dirá que está no mesmo país.
Ninguém dirá que está na mesma época.
É preciso ir a Meruge alguma vez.
Aproveite-se esta grande festa da cultura popular: a 3ª Feira do Porco e do Enchido - feira medieval.
É a 3ª que se realiza.
Garanto que é uma coisa inesquecível.

.


Quando «a Judiciária procura um tabuleiro de xadrez valiosíssimo em casa de Coelhone» e ao mesmo tempo diz que «não existe o que quer que seja no processo em relação ao próprio» Coelhone, o que diabo quererá ela dizer com isto?
Que o tabuleiro poderá ter lá ido parar pelos seus próprios meios, contra a vontade do notável de Contenças?
De qualquer modo é nítido erro da Judiciária.
Em vez de um tabuleiro de xadrez, a PJ, para aquelas bandas, devia procurar era um «10 por ceinto». Bem gordalhufo.
Ou melhor... não só um. Para aí uns 2.500 «10 por ceintos»...
Bem gordalhufos.

Desde o dia 9 de Outubro até ao dia 21, assistiu-se à maior tentativa de assassinato de carácter perpetrado em Seia, nos últimos anos.
O alvo a abater era eu.
Os "homicidas"- meia dúzia de boys do PS e alguns bandeirantes fanáticos raivosos pelo susto que a campanha lhes acabara de provocar - atiraram-se tresloucadamente a mim no forum do PE (anonimamente, como sempre, porque nem na hora da desgraça houve um único que tivesse a coragem de se assumir publicamente!) e noutros sites para consumo interno, com uma violência febril absolutamente inédita na História recente de Seia.
Bom: é preciso dizer que na noite das eleições e antes da contagem dos votos, embora se soubesse que o PSD não conseguiria ganhar, ninguém podia prever que os resultados acabassem por ser aqueles que se verificaram.
Eu tinha informado o nosso candidato, na sexta-feira anterior, que a coisa estaria negra e que isto iria correr muito mal, porque interiormente o sentia. Apesar da caravana e do comício terem tido muito mais gente e participação que os eventos deles, eu não sentia a mobilização necessária para fazer movimentar a montanha.
Mas eles estavam "à rasca". Na noite da Look, por exemplo, como diz um amigo que lá esteve «houve muita bebedeira para esquecer, em vez de para celebrar...»
Daí a raiva, o despeito e a inevitável vingança de quem ganhou por larga maioria, tremendo até ao início da contagem dos votos. Percebe-se isso.
O que já não se percebe é que nem uma única voz com responsabilidades no PSD-Seia tenha acorrido a opor-se a esta tentativa inqualificável de assassinato de carácter de um adversário político.
Porque não se tratava da minha luta, mas da nossa luta, aprovada e interiorizada por todos aqueles que fizeram alguma coisa a mais do que criticar quem trabalhou.
Acontece que, até à noite do dia 9, estavamos todos no mesmo barco, mas depois dos resultados conhecidos, o que aconteceu?
Surpreendentemente (ou talvez nem tanto) começa tudo a assobiar para o lado, deixando aqui o desgraçado sozinho a ser crucificado em praça pública pela turba do sistema.
Eu percebo que essa estratégia deu jeito a muita gente...
Enquanto se massacrou o Tilly «que tem as costas largas e aguenta bem com eles todos», salvaram-se as costas de todos os outros, que acabaram por sair deste desastre eleitoral com a imagem intocada. Pensam eles... porque continuam a perder repetidamente e não se dão conta.
E não se dando conta que a derrota de hoje não foi diferente das 3 anteriores e das próximas 3 que se seguirem, também não percebem que as passadas não tiveram nada a ver com o Tilly, nem as futuras o terão.
Ou, em linguagem de pastelaria - tão do agrado de tanta gente:
Quem vive do culto da nata do galão, não pode vir pedir o voto às borras do café, que sempre se encontram no fundo do copo.
Esta é a minha mensagem.
10% dela, apenas.
Foram empossados, na última sexta feira, os deputados da nova Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara e vereadores. Resulta do apuramento dos números das últimas eleições que, de um Universo de 59 deputados para a AM, o PSD ficou com 9 elementos mais 4 presidentes da junta. Ou seja, 13 deputados.
E aqui está o primeiro erro, e o primeiro comentário que não posso deixar passar em claro.
É que não deveriam ser 13, mas 12. O Presidente da Junta da Teixeira nunca deveria ter tomado posse dado o resultado eleitoral que obteve.
Quarenta e poucos votos contra 150 votos brancos mostram que a freguesia votou esmagadoramente contra a lista do PSD. Que só ganhou porque era a única a sufrágio.
Estava na mão de Hugo Pinto repor a Verdade democrática não tomando posse nestas condições, num ambiente hostil, porque não poderá governar contra a vontade da grande maioria da população.
Depois, assistiu-se a uma segunda atitude inexplicável por parte da bancada do PSD: não apresenta lista à Mesa da A.M., como era seu direito e dever democrático, e depois vota em branco a única lista apresentada.
Isto é a negação da boa-fé e do exercício da Democracia representativa. Se não se pretende apresentar uma lista à mesa, dando logo no primeiro dia a imagem de que o PSD continua ausente e de que tudo continuará como dantes, como é que se tem a coragem de se votar "contra" a única que existe?
Não queriam que se constituísse a Mesa da A.M., era? Mas qual é o sentido disto? Afinal não queremos o Pina Moura (porque não votámos nele) e também não queremos lá ninguém (porque não apresentámos lista)?
Ficámos subitamente anarquistas?
Neste caso em particular quem não apresenta lista fica com a obrigação democrática de subscrever uma das que forem apresentadas pelos oponentes, caso contrário demonstra que não respeita a AM e o regular funcionamento das Instituições democráticas.
Era até muito bonito que assim tivesse acontecido, para se poder responsabilizar Pina Moura pelas esperadas ausências em futuras sessões.
Mas o mais importante da tarde foi o discurso de Eduardo Brito. Tirando 2 ou 3 “titubeâncias”, e o reiterar de novas promessas (que sabemos nunca serão cumpridas), o resto do discurso foi de uma clareza assinalável.
Especialmente a parte em que ele afirmou que «se há milhões para a OTA, também tem que haver recursos para as acessibilidades a Seia».
Não posso estar mais de acordo.
Não há dúvida que EB assume uma estatura política, nos discursos que profere, que o posiciona a quilómetros acima da mediania do seu séquito. Talvez também por isso continue a ganhar com tão larga margem, apesar dele (do séquito).
Mas a prática avisa que os belos discursos não bastam. Por mim, continuarei atento e livre para criticar as suas opções, sempre que a minha consciência mo ditar.
Acontece que para já tenho que elogiar o seu discurso que se pautou por um equilíbrio surpreendente. Pacificador da sociedade senense, construtivo, sem quaisquer laivos de revanchismo, não se esquecendo de instigar as oposições a darem o seu contributo para o reforço da Democracia Representativa.
Convite esse que o PSD, numa estreia apagada e ausente, não se mostrou à altura de aceitar.
Daí o próximo desabafo e um sério aviso à navegação:
Eu dei o máximo do meu esforço em prol de um projecto em que acreditei desde Outubro de 2004. Não apareci nos últimos 2 meses para “ver se era preciso alguma coisa.”
Fartei-me de "vergar a mola" por todos os que nunca chegaram a dar a cara, quando tinham a obrigação de responder à chamada desde a primeira hora. Portanto, esse filme já o vi. E fiquei vacinado.
Depois das últimas eleições, quem me ficou a detestar REALMENTE foram os boys do PS. Pela persistência do trabalho desenvolvido e pelo susto que apanharam nos últimos dias da campanha. Depois deste texto ficarão a detestar-me também os crónicos de sinal contrário.
Mas quem detesta PERMANENTEMENTE os "ícones" do PSD senense é a esmagadora maioria do povo anónimo. Que votará sempre CONTRA - e cito: «os betinhos, os riquinhos e os Senhores Doutores», impelidos por um mecanismo de auto-defesa e um imenso desprezo/despeito acumulados.
E quanto a isto... batatas.
Enquanto o PSD de Seia não descer à Terra e assentar bem os pés neste solo que pisamos, não pode senão esperar resultados como este, em futuras eleições autárquicas.
Enquanto não se fizer a renovação urgente do PSD, dele expurgando os improdutivos crónicos, os maledicentes, os «riquinhos e os betinhos e as tias e – acima de tudo - os “Senhores Doutores”», Eduardo Brito vai agradecendo e cilindrando toda esta gente demasiado afectada para o standard popular.
Enquanto não se arranjar alguém (Nuno Vaz, por exemplo, com mais 4 anos de idade, com esta experiência digerida, mas com um perfil muito mais popular) que não viva num mundo distante das populações e de costas voltadas para o quotidiano dos senenses; e que se disponibilize desde já a começar a trabalhar nas freguesias, nas instituições e na vida civil do concelho, Eduardo Brito continuará agradecendo.
Enquanto estas condições suicidárias do PSD - Seia se mantiverem, não há volta a dar-lhe.
Elas conduzirão a mais uma inevitável derrota daqui a 4 anos, e outra a 8, e a 12, seja qual for o candidato e o tipo de campanha a desenvolver.
As eleições estarão perdidas muito antes da campanha começar e apesar do candidato a escolher.
Sempre o soube. Mas acreditei num milagre que, como sempre, nunca acontece.
Revi-o 4 vezes. Amaciei-o 4 vezes, na última das quais lhe retirei praticamente a carga toda. Mesmo assim vai ser mau.
E só contem 10% do que há para dizer publicamente sobre o assunto.
O resto di-lo-ei dentro de portas a quem tem que me ouvir.
E o assunto é ESTE PSD que temos em Seia.
E a razão pelas quais ESTE PSD - Seia nunca ganhará aqui eleição nenhuma, a não ser por falta de comparência dos adversários.
Aguarda-se a bronca subsequente, bem sabendo que ninguém tirará aproveitamento do abanar de consciências que o texto pretende provocar.
Vou ganhar mais umas dezenas de inimigos e de resto... fica tudo na mesma até à próxima derrota eleitoral de 2009.
Queixava-se ontem um amigo meu residente em S. Romão que «em Seia e em S. Romão há algumas pessoas que "ficam revoltadas" quando se denuncia um erro, ou alguma coisa que esteja mal».
Não pelo erro, como seria de esperar.
Mas pela denúncia em si.
Acredito que quem me esteja a ler, neste momento, franza o sobrolho de incredulidade. Mas eu asseguro-lhes que isto é mesmo verdade.
E mais:
No meu caso, eu acabo por sabê-lo porque outras pessoas - aquelas que já ultrapassaram o Neanderthalismo do sistema obscurantista dominante - de vez em quando vêm avisar-me: «olha que fulano e cicrano ficaram revoltados» por tu dizeres isto ou aquilo.
É por esta via que o sei, desgraçadamente. Porque nenhum "revoltoso" de mesa-de-café tem a coragem de rebater publicamente aquilo que é denunciado, por bem saberem ser verdade.
O que é incrivel é que, embora saibam bem que tudo quanto aqui se mostra corresponde infelizmente à dura realidade dos factos, alguns ruminadores, sempre entre dentes, vão manifestando particularmente a sua calada e inconfessável revolta talvez na ingénua esperança que tal "indignação" acabe por colher um confortavel número de "indignosos" (indignados+revoltosos) suficiente para me pressionarem a calar a boca.
Tempo, evidentemente, perdido.
Mas quem é que percebe isto num país desenvolvido?
Ninguém.
E aqui?
Muita gente, infelizmente.
Andam alguns (poucos) Cidadãos a dar o corpo ao manifesto, a arranjar inimigos todos os dias, denunciando o que está mal, com o objectivo (e apenas esse) de que quem de direito o possa corrigir, pugnando desta forma, que é a única possível ao alcance de quem não detém o poder, pela melhoria e pelo progresso da nossa terra, enquanto alguns beneficiários desta brava acção solitária, além de a não apoiarem, ainda se revoltam contra esta cruzada...
Acredito ser este o último furo da tabela. O último degrau de indignidade a que se pode descer na infindável escadaria para o fosso insondável do subdesenvolvimento instalado, da estupidez instituída, da mediocridade cultivada num sistema de nomenklatura nabo-analfa-culturalensiis proactiva como o que grassa por aqui.
Um cidadão que, em vez de se revoltar contra a torpe afronta dos rios de esgotos a céu aberto - que rasgam o coração de Seia e correm a par do festival de cinema ambiental - se revolta, tão-somente, com a sua denúncia, merece continuar a ter esses esgotos a passarem-lhe à porta.
Ou até a entrarem-lhe em casa, em dias de enxurrada.
A instalação de uma consciencialização cívica consentânea com o sec 21 é tão urgente, em Seia, como o pão para a boca.

...Em 10 ou 11 anos de "CINEECOS" nada mudou em Seia, nem no panorama cinéfilo, nem no ambiental.
Não se tornou num Festival mediatizado nem conhecido em lado nenhum, (com a excepção dos cineastas profissionais de concursos e que "vão a todas"), o que é o principal objectivo de qualquer evento deste tipo.
Não incentivou a produção cinéfila local.
Não levou ninguém a interessar-se pelo Cinema.
Não estabeleceu quaisquer protocolos com instituições de ensino.
Não motivou sequer um simples cine-clube à moda antiga.
O Cineeco não estabeleceu qualquer ligação cultural à comunidade e por isso, apesar da promoção da CMS, deixou de ser o pequeno "happening" que foi nas primeira edições.
Falhou estrondosamente, quer na vertente mediática e promocional da cidade e da região (a que interessava à Autarquia) quer enquanto "projecto cultural", apesar da boa vontade da Câmara Municipal de Seia e de Lauro António.
Ao longo destes anos tornou-se evidente que o Cineeco nunca passou de uma boa intenção.
Estes projectos só funcionam quando são conduzidos por especialistas, i.e. pessoas com conhecimentos, estudos ou experiência profissional na área que promovem.
MAS NÃO HÁ NINGUÉM EM SEIA NESSAS CONDIÇÕES e não se fazem omeletas sem ovos (mesmo com a gripe!).
Nenhum dos promotores locais do Cineeco é capaz sequer de realizar uma produção caseira.
Nada sabem de Cinema, nem do agora denominado "Audio-Visual".
Os poucos que, enquanto amadores, se interessaram por isso, foram totalmente afastados, apesar de terem dado provas que poderiam (e deveriam) continuar a promover o evento.
É o caso do meu irmão, o teu caso, e de alguns outros que conheço. E foi neste aspecto que os promotores locais (Câmara Municipal incluída) falharam: cortaram sistematicamente as poucas ligações à comunidade local, afastando aqueles que, de uma ou de outra forma, poderiam promover o Festival.
É um comportamento comum aqueles que pretendem controlar o que sabem desconhecer. E esta tem sido um tendência das "promoções" da CMS, mostrando que uma Câmara Municipal deve apenas "apoiar" e não tomar a iniciativa da promoção.
É isto que temos de mudar.
O (também) realizador Lauro António, por si, não poderia fazer mais: estabeleceu contactos, arranjou os filmes e as "celebridades", promoveu o Festival e deu a cara por ele. Só não deitou os foguetes. Mas o trabalho de acompanhamento e suporte no terreno que deveria ser feito na região, não foi realizado.
Um Festival não é uma coisa que se encomenda e se entrega à cobrança. Nenhum projecto público, de impacto comunitário, o é.
O Cineeco está mais que morto... há dez anos, pelo menos. Isto, se alguma vez esteve vivo.
Se fosse eu a organizar, fazia tudo ao contrário do que foi feito.
AT
-------------------------------------------------------------------------
Comentário:
Mas o problema é que nunca serás tu nem eu, nem o Farol nem ninguém que perceba o mínimo de alguma coisa a organizar nada, em Seia.
Aqui, apenas os nabos do costume, aqueles que justamente não percebem nada de coisa alguma continuam a ser incumbidos e a fazer, naturalmente, asneiras.
E não se pode descartar a responsabilidade conjunta do Presidente da Câmara.
Quanto mais não fosse por se verificar que a CMS é a unica entidade a apoiar esta inutilidade, cabia perguntar (ao menos) porquê?
Ao averiguar-se porque é que já ninguem mete aqui um cêntimo, incluindo o Parque Natural (num Festival de Cinema de Ambiente!!!), o ICAM (Instituto de Cinema e Audiovisuais que só serve para isso - para injectar dinheiro nos eventos) e o Ministério da Cultura (este percebe-se bem porquê), estamos a dar a resposta toda ao paradoxo.
É porque a CineEco se tornou uma inutilidade tão visível que ultrapassou os limites do que se podia "abafar".
É que estes nabos, na sua infinita ignorância, sempre fizeram gala em mostrar a toda a gente os GRANDES zeros que são em vez de, inteligentemente, o esconderem, para passarem despercebidos com o barulho das luzes.

É a falta de inteligência que provoca a falta de modéstia.
Trata-se de gente medíocre que não sabe fazer nada na vida e que vive para se auto-promover. A CineEco é um meio.
É claro que quem distribui os dinheiros públicos tem que responder pelas suas opções, e tem a obrigação de escolher que eventos apoiar.
Ao Investidor cultural estatal, ao verificar o imenso nabal que é a Casa da Horticultura de Seia e o "INVENTO" CineEco, não restava outra alternativa ao que tinha que fazer: agarrou nas perninhas e ainda a esta hora deve estar a correr em sentido contrário ao de Seia - Serra da Estrela.
A TAL cidade que exibe um festival(?) de Cinema de Ambiente a decorrer a 100 metros de um rio de esgoto a ceu aberto!
Os profissionais da Indústria Cultural (porque disso se trata) e as pessoas que não são estúpidas, apercebem-se à distancia do imenso nabal que é a Cultura em Seia e de quem a dirige.

Se tivessem mantido sempre isto confinado à paróquia, os organismos continuariam a desperdiçar aqui dinheiro, pois não se aperecebiam do imenso flop que é esta inqualificável jornada de inutilidade pública e privado aproveitamento.
Assim... quem cá veio já cá não volta, excepto os convidados do costume pelos incumbidos do sistema.
Que depois retribuem, convidando estes a visitar aqueles nos seus países de origem e assim sucessivamente...
É aqui que a CMS falha.
Ao não ter ainda percebido que esta inutilidade, nestes moldes, não só não serve para nada como até já começa a envergonhar Seia pela nabice extravasante e perpetuada dos incumbidos do sistema.
Mas isso tem a ver com o que está exposto atrás. Com o estado caótico de miséria intelectual em que se tornou a "cultura" em Seia, justamente pela falta de fiscalização de quem devia, por ela, pugnar - o vereador da Cultura que, neste caso, é o sr Presidente da Câmara.

100 mil visitas segundo o Sitemeter (americano) e mais de 360 mil segundo o weblog (português) em pouco menos de 2 anos...
... obrigadinho a todos.
Mesmo àqueles que me lêem para depois me cortarem na casaca anonimamente.
Eu nunca o fiz. Eu critico as coisas frontal e publicamente.
E assino.
Nunca o faço pelas costas.
São filosofias de vida...
Atente-se em mais esta pérola com que os responsáveis pela Cultura em Seia brindam os senenses e o país inteiro.
Vejam como é exibida no cartaz oficial do evento a palavra ENVIRONMENTAL
É uma coisa impressionante!
Cada cavadela... sua minhoca!
Tão preocupadas andam, certas pessoas, com o aproveitamento deste evento para a sua auto-promoção social provinciana, que descuram totalmente o que devia ser a sua preocupação principal.
E eu já não tenho palavras para comentar coisas destas.
É simplesmente mau demais.
São dezenas os erros que podem ser detectados nos produtos gráficos propagandísticos emanados da casa da cultura de Seia. Parece de propósito.
É que não estamos a falar de 2 ou 3 gralhas esporádicas anuais... são dezenas e dezenas de erros, ao cabo de cada ano de publicações, em que se detecta perfeitamente que quem escreve aquilo não sabe o que está a fazer.
De resto, nem outra coisa seria de esperar de quem está indigitado para "tratar da cultura" em Seia, apesar de não possuir habilitações literárias superiores às mínimas, hoje em dia (12º ano).
Mas pergunta-se: como é possível que não haja UM SÓ produto gráfico da chamada Casa Municipal da Cultura que não apareça "assinado" com erros de palmatória?
Agora até num simples cartaz, com apenas duas linhas de texto, tinha que vir asneira. Isto só continua a acontecer porque ninguém verifica nada. Ou, se alguém verifica, é alguém que não tem capacidade nem conhecimentos para verificar.
O resultado é este.

É que nós estamos a falar de Cultura! Não é de couves!
Haja UM POUCO de respeito pelo nome e pela imagem nacional e internacional da nossa Terra!
O que dirá o Ministério da Cultura - cujo símbolo aparece garbosamente escarrapachado no cartaz - quando souber disto?
Será que não há mesmo ninguém que possua um mínimo de instrução e um pouco mais que a escolaridade minima obrigatória para cuidar da Cultura em Seia?
Estaremos PARA SEMPRE condenados a isto?
É que esta é uma pouca-vergonha continuada que lesa gravemente o nome do nosso concelho. Porque, ao ficar escrita e impressa, cada uma das dezenas de asneiras fica registada para todo o sempre.
Já somos conhecidos como «os mais bêbedos ao volante» - por via do impressionante cerco diário instalado há 3 anos em todas as estradas de acesso a Seia - e qualquer dia Seia será também apontada como «a terra dos analfabrutos».
Onde a Casa Municipal da Cultura é a primeira a dar o exemplo!
Agora a sério: isto também só acontece porque o sr. Presidente da Câmara e a Chefe da divisão de Cultura continuam distraídos. Ainda não perceberam que têm PESSOALMENTE que zelar por este sensível e exigente pelouro, pelo qual são os últimos e os mais directos responsáveis.
Mas tal não tem acontecido.
Não se descortina a razão pela qual continuam a teimar em confiar a àrea e os produtos culturais a gente que exibe, em tudo quanto se propõe fazer, uma iliteracia confrangedora...
Eu recuso-me a acreditar que Seia vá continuar a carregar a cruz desta pobreza intelectual por mais 4 anos... mas é, infelizmente, o que parece.

Recital
Canto e Piano
Mozart . Puccini . Schumann . Ibert . Halévy . Verdi
Sexta-Feira, 28 de Outubro de 2005
21h 30m
Conservatório de Música de Seia
Collegium Musicum
Casa Municipal das Artes
Praça da República
Seia
entrada livre
Acabei de ver, no canal 1, um cartaz estático, com uma mensagem em rodapé ininteligível, ao mesmo tempo que uma voz-off incaracterística fala da Cine-Eco.
Lamento que, pela primeira vez nos últimos 3 anos, não se tenha produzido um spot televisivo DIGNO para esse evento.
Os últimos 2 foram da minha autoria e não desmereceram do que se vê por esse país fora.
Recebi sempre os parabéns da Organização e fi-los sempre de borla.
E fui à Guarda transcrevê-los para BetaCam e enviei-os para as televisões disponibilizando sempre tempo e viaturas minhas.
Este ano, porque eu estava do lado contrário da barricada, encomendaram, segundo sei, o spot a outrem. Tinha indicação do nome, mas parece que não se confirma.
Esperava-se uma coisa muito melhor que aquelas que eu, de borla e à pressa, vinha fazendo.
Viu-se um cartaz estático.
É preciso dizer que é muito difícil fazer coisas BOAS em publicidade. Neste caso, são apenas 12 segundos em que tem que se contar uma história completa, prendendo sempre a atenção do tele-espectador.
Esses 12 segundos representam muitas horas (2 dias) de trabalho, e muita cena banida, pois claro...
E não é para qualquer um... é preciso rasgo, talento e tempo.
Mas isto é uma vergonha para a Cine-Eco e para os seus Organizadores.
Aguardo os comentários do director executivo da Cine-Eco, Dr. Carlos Teófilo, bem sabendo que eles, a público, nunca se farão ouvir.
A mordaça e o «fascismo cinzento ou mitigado» instituídos em Seia só trazem consigo mediocridade e falta de qualidade naquilo que se faz.
-----------------------------------------------------------
(Parentesis: fascismo
ideologia e sistema político e social totalitário cujo emblema era o feixe (fascio) de varas usado pelos antigos lictores romanos, significando a união nacionalista, e que se caracterizou por um controlo estatal da maior parte das actividades, pela concentração do poder na pessoa do "ditador" e por um nacionalismo exacerbado.)
É exactamente o que se passa em Seia, tirando a parte do nacionalismo. Ainda não se chegou lá.
E, já agora, não se pense que o fascismo de esquerda ou de direita governa sempre contra a vontade do povo... O povo alemão aclamou Hitler até ao fim da Guerra e o italiano, Mussolini. No Chile, centenas de milhares aclamaram nas ruas Pinochet e ainda hoje outras centenas de milhar aclamam Fidel Castro em Cuba.
Este é um aviso para quem berra alto e bom som que o povo tem sempre razão... A História desmente-o a cada passo e aqui estão alguns exemplos.
------------------------------------------------------------
Daqui deixo um apelo aos "donos" de Seia, por mais 4 anos:
Não sejam autistas. Saibam ser humildes.
Sejam capazes de reconhecer que vocês sabem ganhar eleições... e pouco mais.
Sejam inteligentes e peçam as coisas a quem as sabe fazer. E a quem já provou dezenas de vezes que as sabe fazer.
Temos um apresentador ímpar em todo o centro do país.
Temos designers belíssimos.
Temos pelo menos um video-realizador (passe a imodéstia) com provas dadas há anos. Que, entre muitas outras coisas, realizou um DVD para a CMS, há 2 anos, que foi um sucesso, em França.
Temos tudo, em Seia.
Até temos quem sistematicamente copie as ideias dos outros e ganhe a vida com isso.
Esses é que são os chico-espertos!
Quando as coisas se fazem em Seia por quem tem gosto e prazer em fazê-las, elas ficam bem feitas, e por uma ninharia.
Com amor, as coisas ficam bem feitas... e sempre MUITO MAIS BARATAS poupando muito dinheiro aos munícipes e aos contribuintes.
E quem ganha é Seia.
Não concordam?

Alunos do Clube de Audiovisuais em pose no meio de um pomar.
Ficamos todos mais descansados ao saber que há 27 mil imigrantes em Portugal a receber subsídios de desemprego.
Ficaria ainda mais se soubesse o que se passa com o meio milhão que aqui trabalha na mais absoluta clandestinidade, segundo estimativas do próprio SEV.
A quem recorrem eles quando se lhes acaba o trabalho?
Sem um tostão para regressar a casa, nem sequer para sair do país, como sobreviverão estas dezenas de milhares de imigrantes?
Estamos a falar de um exército em número bastante superior às FA portuguesas. Espalhado por todo o território nacional.
Se isto «parte para a ignorância», como acontece ciclicamente no Brasil, quem segura dezenas de milhares de cidadãos famintos, deslocados, sem famílias nem laços sociais que os prendam a esta terra?
O que custa a um qualquer imigrante faminto, a 3.000 ou a 5.000 quilómetros de casa, assaltar uma loja ou uma residência para roubar comida?
Nada.
E se encontra resistência - porque a fome é má conselheira - o que pode acontecer?
Um ou vários homicídios.
E o Estado como pode responder?
De maneira nenhuma. Diz que não tem meios.
No entanto, quem sair ou entrar de Seia, à noite, em Paranhos é fiscalizado pela GNR de certeza. Não passa ninguém ao largo.
A vigilância, à noite, continua toda ela nas estradas em permanentes operações Stop.
O que, neste estado de sítio que se aproxima a passos largos, se transforma curiosamente numa medida preventiva positiva.
Sabemos que o objectivo de tão dedicada e continuada acção não é exactamente o que todos nós esperaríamos: o controle e despiste da criminalidade por via da dissuasão no terreno.
Nada disso.
Tal cerco continua a ser somente fruto da obssessão pelo atingimento de números em multas e coimas para que Seia se perpetue no nr 1 no ranking das cidades mais castigadas da galáxia. Aquela onde a criminalidade (leia-se condução sob o efeito do álcool) mais cresce por ano (números oficiais de 2004).
Acontece que, paradoxalmente, os efeitos colaterais da desenfreada fiscalização diária a que Seia tem estado sujeita nos últimos anos - o chamado «cerco de Seia» - vai acabar por assumir contornos positivos a partir de agora, por via do disparo da criminalidade que se espera a todo o momento.
As voltas que isto dá...
Bem: eu peço desculpa mas o cartaz que foi aprovado para este evento, eu recuso-me terminantemente a mostrá-lo.
Gosto demais da minha Terra para a ver assim maltratada...

Sobre este, então, nem me pronuncio.
Está apenas 100 anos-luz à frente da mediania que se pratica por aí.
Obviamente... não serve!
.

Aqui deixo um de 3 cartazes preteridos para a edição da CineEco deste ano.
É só compará-los com o que "ganhou" o concurso e tirar conclusões.
É preciso também dizer que estes cartazes foram produzidos pelo designer Ricardo Mota Veiga da empresa Formatos, a empresa que produziu o design da campanha de Nuno Vaz.
O que ganhou foi produzido pela empresa Riscus. A empresa que produziu o design(?) da campanha de Eduardo Brito
É apenas coincidência... nada mais.
Também é coincidencia o facto de a Formatos ter enviado sempre projectos com esta qualidade para cartazes para a Feira do Queijo e para a Cine Eco e nunca, repito, nunca ganhou nenhum.
Recorde-se que o cartaz que ganhou o ano passado a Feira do Queijo foi uma coisa do mais horrível que imaginar se possa.
É a Cultura da mediocridade que temos que continuar a aguentar aqui em Seia.

Já consegui colocar o destino «Seia - Serra da Estrela», no mapa mundial de viagens...

Iniciou ontem a sua actividade.
Que seja profícua.
Os alunos, pelo menos, estão interessadíssimos.
Vamos lá a ver...
Vamos realizar pelo menos uma curta metragem e várias exposições temáticas de foto e imagem digital.
O blog do clube já está no ar.

Sandomil é uma das mais belas freguesias de Seia.
Não ganha nada com isso, porque o turismo não existe, tal como em lado nenhum no concelho.
A junta bem mandou imprimir uns folhetos, que se podem ver em grande profusão nos balcões dos cafés de Sandomil, mas de nada vale isso.
Deviam estar na posse dos operadores turísticos e não nos cafés de lá, obviamente.
Sandomil não é só bela pela sua ponte romana invulgar e pelo espelho de água do Alva.
O seu casario é, igualmente, de um recorte delicioso.
A sua gente simples está acomodada a não ver a sua terra evoluir.
Nem a ver os seus esgotos tratados.
Isso continua a não ser prioridade para as populações, como acabou de se ver.
E Sandomil não é excepção.
A caixa de esgotos, envergonhada, conduz-nos directamente ao rio.
Neste magnífico manto aquático são lançados, sem qualquer tratamento, todos os esgotos de Sandomil, que assim se juntam aos de Vila Cova, da Lapa dos Dinheiros, da Sra do Desterro, etc, etc.
Em frente, um parque de merendas magnífico e, mais abaixo, um empreendimento turístico de assinalável dimensão.
Mesmo em frente a esta saída directa de esgoto para o rio.
É um conceito novo:
Merendar com vista para o esgoto.
Seia.
Sec 21.

Xenofobia descarada em Travancinha.
E são estes miseráveis xenófobos que acusam o PSD de ter feito uma campanha negativa...
Que desgraça tão grande a que se passa na minha Terra...

Tourais. Rotunda virtual em frente.

Sem comentários

Por aqui somos líderes na separação de resíduos:
lixo para um lado e... caixotes do lixo para o outro.

Ó teeempoo... volta pra trááás....
Dá-me tudo o que eu peerdiii....
Tem pena e... dáá-me a vidaaaa....
a vida qui eu já viviii....
Ó teeempoo... volta pra trááás....
traz-me as minhas espranças vãããs...
A Indústria fecha a pooorta... e o turiismoo? - Covilhãããã!

Uma imagem belíssima de uma das freguesias mais marcantes de Seia - a Cabeça - é confundida com o vizinho Casal do Rei, na freguesia da Vide, no site oficial da Associação Nacional de Municípios portugueses.

Mais grave é dizer-se lá que «A informação e imagens veiculadas foram cedidas pelo respectivo Município»... e, no fundo da página, para que a ninguém restem dúvidas:
«A informação contida nesta secção foi integralmente fornecida pelos municípios aderentes a este projecto. »
Eu recuso-me a acreditar nisto!
Uma coisa é distracção, mas outra é brincarmos com coisas sérias!
Há que, urgentemente, começar a trabalhar neste sentido, sob pena de nos despromovermos e descredibilizarmos enquanto destino turístico de elevado potencial.
Que já não faz sentido, neste brasão?

Armas - Escudo de azul, estrela de ouro acompanhada em chefe de uma roda dentada, à dextra, e de um cristal de neve, à sinistra, tudo em prata; em ponta, seis estrelas de ouro, postas em orla. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas : “ FREGUESIA DE SEIA “.
Solução:
É obviamente a roda dentada, símbolo das ex-indústrias da freguesia de Seia.
Esse símbolo deve ser substituído por outro que tenha a ver com a nossa indústria Natural: o Turismo.
Nesse sentido, proponho, em substituição da roda, que se coloque no brasão uma foto de uma equipa de 11 funcionários da CMS a fiscalizarem o trabalho de um colega que abre uma vala de meio metro.
Ou a tratarem, os 12, de um canteiro numa rotunda.
A legenda deve ainda ser actualizada para:
Freguesia de Seia - Lazer até no Trabalho
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia, mais precisamente o seu Centro Cultural e Desportivo, levará a efeito no próximo dia 05 de Novembro, pelas 15 horas, o Grande Prémio RolinFire – Carrinhos de Rolamentos / SEIA 2005.
O Cartaz, Regulamento e a Ficha de Inscrição estarão brevemente disponíveis no Site da Associação: www.ahbvseia.com
Trata-se de uma iniciativa que visa relembrar e preservar as memórias de outras épocas, contribuindo simultaneamente para animar as ruas da Cidade.
É um desafio invulgar.
Mas é este tipo de eventos que pode contribuir significativamente para conferir visibilidade à Cidade e ao Concelho.
Lá estarei, com várias câmeras, para filmar o acontecimento em múltiplos ângulos. O que será feito pela primeira vez, que eu saiba.
O espectador poderá, em cada momento, mudar de câmara e de ângulo, com o comando do seu leitor de DVD.
E pode ficar descansado, ao mudar de ângulos e de câmaras, que não lhe aparecerão cenas do canal 18. A não ser que eu me engane na edição...
O DVD, depois de editado à minha maneira, será oferecido à Associação.
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia
Direcção / Centro Cultural e Desportivo
Av. 1º de Maio
Apartado 40
6270 – 909 SEIA
Telefone: 238 310 315
Fax: 238 310 318
Email: ahbvseia@netvisao.pt

A palavra «turismo» no que se refere à Serra da Estrela foi definitivamente apropriada pela Covilhã.
Basta consultar um qualquer site de um qualquer operador turístico para se verificar que 90% das ofertas de alojamento e lazer ligadas ao turismo da serra mais alta de Portugal estão direccionadas para esse concelho.
Depois também se encontram umas coisas ligadas a Manteigas, a Gouveia, a Fornos(!), mas relativamente ao concelho que detém toda a parte virada a norte - Seia - praticamente nada há.
Por isso decidimos nós, um grupo de senenses que se preocupa com o futuro da nossa Terra, constituir uma base de dados de toda a oferta turística do nosso concelho.
Essa base de dados conterá tudo quanto existe: oferta de alojamento e sua qualidade, percursos e pontos de interesse turístico, toda a informação ilustrada com fotos e pequenos filmes elucidativos de tudo quanto se pode, de facto, encontrar em cada local.
Essa base de dados será enviada para todos os operadores turísticos nacionais e aos principais estrangeiros que operam por estas paragens directamente, e será disponibilizada na net, para todos quantos tenham necessidade de procurar algo sobre o Turismo na Serra da Estrela.
Esperamos contribuir para um afluxo considerável de visitas de turistas ao nosso concelho e que esta iniciativa desperte outras que, no seu conjunto, consigam conferir uma maior visibilidade à mais bela encosta da Serra da Estrela: a nossa

Nos tempos que correm, em que a palavra «Lógica» assume todas as conotações menos a única que lhe é devida, o advento do fenómeno mundial do Sudoku é uma luz no fundo do tunel da progressiva maré estupidificante que se apodera, em cada dia que passa, das mentes (já de si tão empedernidas) dos habitantes dos países de vocação terceiro-mundista, como o nosso.
Milhões de pessoas em todo o mundo estão, neste preciso momento, a tentar resolver um puzzle universal exercitando a mente, a inteligência, o raciocínio lógico-dedutivo e apurando, por isso, as suas capacidades de raciocínio lógico - a base de todas as áreas da matemática.
Em Portugal, a nova coqueluche passa, obviamente, ao lado.
Por mais tentativas que os editores livreiros façam para introduzir aqui o maior sucesso de vendas mundial do momento - os livros de sudoku - o povo português não adere.
Tirando a Fnac, as vendas são ridículas, no país da europa que tem 3 jornais desportivos diários com sucesso de vendas.
A conclusão deste facto deixo-a para os leitores.

Quem é que a há-de carregar nos próximos 4 anos?
Tenho sido contactado por todas as listas em todas as freguesias onde concorremos, com histórias mirabolantes de casos que configuram generalizadamente manipulação eleitoral nas últimas eleições.
Desde casos em que se foram buscar pessoas a Lisboa, à Guarda, ao Porto da Carne, a casos em que se pagaram viagens desde Lisboa, para que as pessoas viessem votar às freguesias onde estão recenseadas.
Isto não configura fraude. Quando muito manipulação.
Mas pior manipulação é aquela que se incutiu aos velhinhos em que se garantia que «os gajos querem-vos ficar com as reformas».
É evidente que esta, sim, é manipulação.
E da manipulação à fraude vai o passo de um anão, porque ninguém sabe qual será, por exemplo, a orientação de voto daquele idoso de 94 anos que foi votar pela primeira vez na sua vida, numa cadeira de rodas, sendo que alguém teve que ir votar por ele, pois não chegou a saber onde se encontrava nem o que estava ali a fazer.
Não digo que se não fossem os milhares de velhinhos que acorreram em massa às eleições, este ano, a vitória pendesse para o lado do PSD. Não.
A dimensão da derrota não se compadece com essa tese.
Mas o que garanto é que o resultado eleitoral seria obviamente muito diverso do que se verificou.
Muitas freguesias ter-se-iam ganho.
E também muitos deputados para a Assembleia Municipal e pelo menos mais um vereador teria sido ganho se não tivesse existido esta onda manipulatória generalizada.
Nessa medida podemos dizer que a gigantesca manipulação que se verificou ao nível da votação da 3ª idade, nestas eleições, alterou substancialmente o panorama e a verdade eleitoral.
Se é fraude ou não, os técnicos dessas coisas que o digam.
No primeiro dia após as eleições (e não por coincidência, por certo), as chefias foram chamadas à Administração que lhes comunicou que, devido ao corte de encomendas da Alemanha - a ARA produz diariamente 2.400 pares de sapatos de um determinado modelo e o serviço de encomendas, na Alemanha, só necessita de 840 - a unidade vê-se na contingência de ter que despedir trabalhadores. Não se refere, para já, o número de funcionários a dispensar.
A informação foi passada a todos os trabalhadores sem pedido de sigilo.
Os despedimentos começarão a afectar os trabalhadores mais faltosos.
Haverá lugar a negociação e posteriormente os trabalhadores receberão a respectiva indemnização e o subsídio de desemprego.
Mais um rude golpe para um concelho que, só este ano, já perdeu uma indústria em Loriga, outra em Vila Cova, outra em Vodra, viu deslocalizar a MRG e o fecho de todos os serviços da EDP.
Com a redução de pessoal do maior empregador do concelho as coisas deterioram-se ainda mais para as parcas condições de vida da população.
Entretanto na nova Zona Industrial/Empresarial/Industrial-Outra-Vez da Abrunheira que já fez as primeiras páginas de todos os jornais e do boletim municipal por mais que uma vez, ainda não se vislumbra uma única empresa a instalar-se.
Aguardamos pacientemente pelo estrondoso sucesso empresarial da Abrunheira anunciado por este executivo para que o desemprego baixe substancialmente nesta terra.

Somos mesmo mais espertos que todos os outros vizinhos juntos!
Devemos ter características especiais de territorialidade que não se encontram nos nossos vizinhos, embora eles compartilhem connosco o mesmo rincão de território.
Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra; Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu: Gouveia e Manteigas no distrito da Guarda e Covilhã no distrito de Castelo Branco são todos concelhos ganhos e re-ganhos pelo PSD.
E são estes os concelhos que nos rodeiam. Quer no vale, quer na Serra.
Mas nós somos diferentes.
Somos a tal aldeia gaulesa irredutível, a tal ilha socialista, rodeada de um imenso mar laranja.
Aqui é o sol que anda em volta da Terra. E os rios (de esgoto) nascem no mar do subdesenvolvimento perpetuado.
Nós é que estamos certos.
Ao contrário do que se passou em todo o país, onde o PSD conquistou quase tudo, aqui a coisa virou-se exactamente ao contrário.
E, apesar de não ter tido hipóteses de implementar nem 5% do projecto de pré-campanha e campanha inicialmente traçado, interpreto a derrota clara de hoje como um óbvio falhanço da minha estratégia.
Ao PSD e a Nuno Vaz peço que me perdoem.
Fiz o que pude dentro dos condicionalismos e da elevação da qual não abdicámos.
Não sei movimentar-me no bas-fond da sociedade.
Não sou capaz de meter medo aos velhinhos nem ameaçá-los que o «outro lhes corta as reformas e os expulsa dos lares», como aconteceu um pouco por todo o lado.
Mas é isso que, em todo o concelho, dá votos.
Nesta eleição - aquela que já começa a ser chamada «a eleição dos coxos» -gente que mal se podia arrastar compareceu nas assembleias de votos por todo o lado.
Não por alegria, que a saúde há muito lho não permite, mas por medo de morrer à fome, sem reformas e abandonados num qualquer canto.
Contra isto, não há projectos nem ideias nem verdades que resistam.
Nunca esperámos que tal acontecesse. Fomos ingénuos a ponto de acreditar que a campanha eleitoral era um palco de debate de ideias.
Foi um palco de um filme de terror perpetrado contra os velhinhos que responderam em massa e por "obrigação" temendo pelas suas vidas.
Mais uma que se aprende.
Continuo a considerar que Nuno Vaz era o melhor candidato de que o PSD podia dispor neste momento. Não foi por causa dele que se perdeu.
A qualquer outro aconteceria o mesmo.
A desproporção dos números e a mobilização gigantesca que se gerou justamente para combater Nuno Vaz estão aí para o provar.
Mas estou convicto que a História de Seia, passada esta época de violenta desinformação e obscurantismo, se encarregará de o registar.
Aqui vai o resto do desabafo para quem quiser entrar um pouco mais neste tema:
Sempre acreditei que os senenses eram sensíveis à Verdade, como o são em quase todo o país. Esse foi o meu erro.
Em Seia, tal como em Felgueiras, por exemplo, a estratégia que funciona é a do obscurantismo, e não a da lógica ou a da verdade.
E essa estratégia não a domino eu. Nem a quero dominar.
Prefiro perder nas urnas e continuar a pertencer a uma grande minoria que usa a cabeça para mais alguma coisa que não seja apenas o pentear-se.
Prefiro manter-me manifestamente Minoritário.
E intelectualmente autónomo.
Mas lamento imenso que Seia não se digne dar uma única oportunidade ao PSD.
O Partido que ganhou em todo o país, e no distrito da Guarda, por esmagadora maioria.
A população do Distrito da Guarda, da Madeira, dos Açores, das maiores cidades do país aprenderam a dar valor ao dinamismo e à criatividade.
Mas Seia continua a não querer experimentar coisas novas.
O caciquismo de Seia prefere manter o rumo - que a tem levado à desertificação, à perda das Indústrias e do Turismo. E aos rios de esgoto a céu aberto por todo o lado.
Numa mobilização histórica, desta vez só o cão e o gato não vieram votar.
Muitos a arrastarem-se sem fazerem a mínima ideia de onde estavam, carregados literalmente para as urnas, na fase final das suas vidas vegetativas.
Uma indignidade e um horror que só a quem a ele assistiu durante todo o dia de hoje pode avaliar.
Daqui a 4 anos, dezenas destes velhinhos moribundos terão já falecido.
Mas haverá outros mais, muitos mais, cada vez mais velhinhos com AVCs a chorar por não poderem sequer falar, e a serem conduzidos por quem os dominar na altura, para as secções de voto.
Resta-me a consolação de imaginar que àqueles que hoje arrastam os velhinhos para as cabines, e por eles votam, daqui a 30 anos também alguém lhes fará o mesmo.
É que o sistema obscurantista é ciclico e auto-alimenta-se sempre dos antigos predadores.
Ao PSD e a Nuno Vaz peço que perdoem a minha (errada) estratégia na abordagem destas eleições.
Deviamos ter descido ao nível dos esgotos a céu aberto. Do arranque das tarjas, das ameaças, do pintar as suas caras de preto, tal como nos fizeram a nós.
Era, provavelmente, a estratégia apropriada para o tipo de eleitorado a que nos dirigíamos.
Mas eu não seria capaz de o fazer.

O ainda-presidente perpetrou ontem, durante a tarde, mais um atentado contra a democracia representativa. O sistema que lhe deu a sua profissão ao longo de 25 dos últimos 29 anos.
1 - Barrou ao PSD o acesso ao edifício público que serve de sede à Casa Municipal das Artes, violando claramente o art 63º da Lei Eleitoral.

2 - Para além disso não deu conhecimento à GNR do comício que ali se iria desenrolar, quando para tal tinha sido notificado com 10 dias de antecedência.
3 - Por último mistificou a sua recusa em autorizar que utilizássemos corrente eléctrica do edifício, baseando-se em que ele próprio tinha adquirido um gerador para o seu próprio comício.

Começamos por desmontar esta mistificação. A sua candidatura utilizou um gerador (no valor de centenas de contos e não de apenas 40, como fez crer) porque não tinha outro remédio. Não havia no mercado potência suficiente para accionar aquele complexo sistema de luzes cénicas que foi alugado à última hora.
É preciso desmontar mais esta mentira que foi transmitida à Direcção da Associação que gere a Casa das Artes.

Foi triste e caricato ver as crianças que saíam das aulas impossibilitadas de abandonar o edifício, trancadas por detrás das grades, à ordem do sr ainda-presidente, como se de criminosos se tratasse. E serem obrigadas a chamar o funcionario para poderem sair, tal foi o rancor que se apoderou daquele senhor "democrata".
Relativamente à falta de policiamento, uma tragédia podia ter tido lugar, com as centenas de pessoas no meio da rua e caravanas e autocarros a passar por entre elas. Felizmente nada se passou.

Mas a atitude de pânico do sr ainda-presidente, que motivou todo este ódio à nossa candidatura aqui fica bem denunciada para que não se tenha dúvidas acerca do carácter autoritário e anti-democrático (para além de mistificador) do homem que ocupa, há 12 anos, a cadeira do poder em Seia.




Contra factos não há argumentos.
É a quarta derrota seguida da candidatura de Eduardo Brito só durante esta Campanha eleitoral.
Perdeu os 2 recursos no caso Teixeira.
Foi instado, pela Comissão Nacional de Eleições, a retirar do seu site conteúdos de que se apropriou ilegitimamente e que foram pagos com dinheiros públicos.
Apesar disso, continua a cometer a mesma irregularidade, com total descaramento, no material de propaganda que continua a distribuir.
Faz e manda fazer contra-informação dizendo que a culpa das suas irregularidades e incompetências é toda nossa!
É claro que os senenses já se vão rindo desta tosca argumentação, por todo o lado...
Agora, recorreu da decisão da CNE e... perdeu.
Há mais alguma coisa para Eduardo Brito perder???
Qual é a competência e a credibilidade de uma pessoa que, apesar de andar nesta vida há 25 anos, faz consecutivamente asneiras sobre asneiras?
Mas não é só de agora: sempre assim foi.
A diferença é que agora ele tem fiscalização.
Antes nunca teve. Sempre fez o que quis e sobrava-lhe tempo...
Sinceramente: Seia não merece MESMO melhor?
E ainda há quem queira comparar a competência, o rigor, o profissionalismo e o desprendimento do Dr. Nuno Vaz com a esperteza (saloia?) e o desenrascanço de última hora de Eduardo Brito...
Parafraseando Jorge Sampaio:
Como é que isto pode ser?
Não pode ser!
A onda laranja que se propaga por todo o concelho com uma velocidade espantosa anuncia a hora da mudança.
Alguma vez tinha que ser.
E vai com, pelo menos, 8 anos de atraso.
Seia está parada há 8 anos. E nos últimos 4 regrediu incrivelmente.
Perderam-se as empresas e as maiores indústrias.
Perdeu-se brutalmente o Turismo.
Seia era a Porta de entrada da Serra da Estrela.
Hoje não é, sequer, a de saída.
Foi tudo perdido para a Covilhã, uma autarquia PSD.
Que cresceu espantosamente durante os governos de António Guterres.
Ganhou uma Faculdade de Medicina, uma auto-estrada para Lisboa gratuita e um Hospital Novo durante os Governos Guterres.
Seia ganhou esquecimento.
A culpa foi de Guterres?
Foi de Cavaco?
Foi de Santana Lopes?
Parece-nos bem que a culpa só pode ser imputada a quem não pôde ou não se preocupou em reivindicar com força suficiente as infra estruturas de que tanto necessitamos para podermos sobreviver enquanto cidade com o mínimo de progresso.
A resposta é inequívoca por todo o concelho.
Por essas freguesias fora acredito que o resultado de Eduardo Brito irá ser um perfeito descalabro relativamente ao que muita gente ainda espera...
Vamos ver o que acontecerá em Seia.
Com humildade e espírito de Serviço Público continuaremos a relembrar aos munícipes algumas das centenas de patranhas que nos têm sido contadas ao longo de 12 anos.
E a diagnosticar o estado a que este concelho chegou.
Pedimos a confiança de todos aqueles que já perceberam que, com este regime absolutista e autista não andaremos para outro lado senão para trás.
Toda a gente já viu e toda a gente já percebeu.
Agora é só votar, no próximo domingo.

O que temos a mais é alegria.
Eles destroem-nos as lonas em Várzea, S. Martinho, na Teixeira de Baixo e em Sazes. Outras, deitam-nas abaixo, a pretexto do vento.
Destroem-nos as tarjas em frente à sede deles e na av 25 de Abril (do cinema) com todo o descaramento do mundo.
Desenham bigodes nos candidatos e pintam-lhes as caras de preto.
Fazem contra-informação com calúnias sobre os nossos candidatos.
Não têm limites nem o mínimo pudor.
Acusam, pessoalmente, os nossos candidatos de tudo.
Até de terem SIDA. E de serem pedófilos.
Vai valendo tudo, conforme as necessidades.
Depois queixam-se que nós é que fazemos a campanha suja...
Na Vide puseram a correr que o nosso candidato à Câmara vive em Gouveia e não tem escritório em Seia.
A isto chama Eduardo Brito uma campanha com elevação...
Nós nunca entraremos por aí.
Acusam-nos de difamação por termos lido TEXTUALMENTE o parágrafo da decisão da Comissão Nacional de Eleições.
Responderemos quando notificados, à altura, como sempre.
Ninguém pode usar os tribunais para tapar os olhos ao povo e fazer campanha política.
Até hoje Eduardo Brito tem perdido em todas as frentes no campo legal.
Cada cavadela, sua minhoca.
Mas não aprende.
Como, aliás, já prevíamos.


Em Paranhos, onde foram cilindrados pela adesão em massa à nossa candidatura, distribuiram postais ilustrados a prometer que daqui a 6 meses os rios estariam despoluídos.
Aposto que os postais não continham estas imagens de esgotos.
Mas estas é que são genuínas. Dizem respeito a Paranhos da Beira, na zona onde desembocam os seus esgotos a céu aberto.
Estas é que ele devia mostrar ao povo, em vez de belas fotos de cascatas de água tiradas sabe-se lá em que parte do mundo.
Mas é que já toda a gente percebeu que os rios não se despoluem com postais ilustrados.
Pelo contrário.
Muitos deles estarão neste momento a contribuir ainda mais para a poluição dos ribeiros já que estarão a ir ter à descarga de esgotos a céu aberto na «ETAR» do Carvalhal da Louça que nunca foi construída.
Devem estar os rebanhos a comê-los juntamente com o resto dos esgotos que vão parar aos lameiros e servem de base à sua alimentação.
Eles já perceberam que a coisa está negra.
As sondagens não mentem.
Esperamos mais um ataque selvático esta semana..
Entretanto a nossa campanha corre dentro da maior alegria e esperança nos senenses.
Já ninguem se deixa iludir.
As águas estão quase todas separadas. Tirando meia dúzia de incautos, só vota Eduardo quem lhe deve favores. Nada mais.
Mas esses dizem-no abertamente: «tenho que votar Eduardo porque ele faz tudo o que a gente quer».
O problema é que, por esse concelho fora, poucos são os que o podem dizer. De facto este executivo teve freguesias filhas e outras enteadas.
Mas também já toda a gente sabe disso.
Tem sido tudo fácil de mais. E quanto mais manobras arranjam para tapar os olhos ao povo (como o desfile de carros ontem em Paranhos) mais lhos abrem.
O povo está a perceber tudo, desta vez.
Como se previa.
Neste momento ninguém pode dizer quem vai ganhar a Câmara.
E eles sabem bem disso.
O desespero da destruição das nossas faixas assim o demonstra.
A construção em desespero de vários outdoors em Seia, à última da hora, assim o demonstra.
E eles também não escondem que andam aflitos. Eduardo nunca pensou chegar a uma semana das eleições sem ter «a coisa no papo».
Reuniões de emergência atrás de reuniões de emergência, deixam o seu staff de 3 cada vez mais nervoso...
Chamadas telefónicas angustiantes a chamar apoiantes para acções de campanha, à última da hora, assim o demonstram.
Se imaginasse o que se está a passar, por certo não se teria candidatado.
Mas foi avisado.
Não se pode queixar.
Já perdeu uma vez por 58 votos.
Vai perder desta vez, por muitos mais.
A gente deixa-o andar em caravanas, aflito, a tentar iludir o povo mais uma vez.
E aguardamos, calma e confiantemente, o veredicto popular.

Um perfeito hino à falta de ideias e à cópia barata!
Eduardo Brito mostra a todos os senenses a sua imensa criatividade.
Toda a gente que ontem viu os outdoors recusava-se a acreditar!
O homem vive nitidamente no século passado.
Pensa que os senenses não vão a Lisboa...
Mas nem era preciso.
Há Internet, quer dizer...
Temos estado bem entregues, não haja dúvida!
Lá está: é o tal problema da amnésia galopante.
Eduardo foi a Lisboa, viu um dos milhares de outdoors de Carmona Rodrigues, mas logo a seguir se esqueceu que o tinha visto.
Além de um prometedor compulsivo Eduardo Brito acaba de tornar-se um imitador barato.

Já só faltam 149.997!
A coisa ainda lá vai!
As palavras são do próprio Lider do PSD, em declarações proferidas ontem em Castelo Branco.
Não se comentam.
Foi a pura verdade.
Marques Mendes ficou admirado.
Todos nós ficámos admirados.
Havia "apenas" 500 e poucas reservas.
Dizem-me agora que passaram pelo restaurante muito mais do que 800 pessoas. Há quem fale seguramente em 1000.
Muita gente passou por lá que não pôde ficar até ao fim.
Era domingo à noite (não era à tarde) e segunda-feira foi dia de trabalho.
E outra: dezenas de pessoas já telefonaram hoje a Nuno Vaz a pedir desculpa por lá não terem estado...
Ainda bem, porque senão não cabiam lá...
Seia vai MESMO mudar!

E isto tem uma explicação simples:
Por onde quer que passemos, em contacto com as pessoas da rua, todos são unânimes em considerar duas coisas:
1º - Eduardo Brito está nitidamente fora de prazo.
Já nem se fala das promessas nunca cumpridas.
Fala-se mesmo da sua postura na vida.
EB, depois de 25 anos no poder e mais 4 na oposição (mas sempre como vereador) interiorizou que a Câmara é uma quinta sua e que os munícipes são seus caseiros.
Fenómeno, de resto, muito visto por esse país fora.
Um autarca, quando se instala por demasiado tempo no poder, começa a perder a visão real das coisas.
É o povo quem é o dono da Câmara.
O presidente da Câmara não é dono do povo.
É, apenas, o seu representante.
EB nunca devia ter concorrido a estas eleições.
Eu avisei-o com muita antecedência.
Já não tem condições psicológicas para tal.
Mas ele ouve mais os conselhos do amigo Pimentel que os meus...
Paciência.
Os erros públicos que tem cometido nas sessões de Câmara e na última Assembleia Municipal são disso flagrante exemplo.
Perde a compustura à mais leve crítica e desata a vociferar impropérios contra todo aquele que ouse, repito: ouse não concordar consigo.
Uma atitude completamente censurável em democracia.
Que fará na noite de 9 de Outubro, se a vida lhe correr mal?
Começo a ficar preocupado.

2º - Depois, porque nitidamente o homem está cansado.
Sem rasgo, sem ideias, sem qualquer tipo de inovação.
Lança mão dos 3 boys, pagos com ordenados da câmara, que o acompanham - porque a sua vida disso depende - e o resto está-se tudo a marimbar para esta sua luta.
Uma luta perdida à partida porque sem chama e sem fulgor.
Não é possivel mistificar uma clara realidade que toda a gente vê à frente dos seus olhos.

Seia, se EB voltasse a ganhar, seria o único concelho do Distrito da Guarda que permaneceria socialista.
E eu pergunto:
Porque raio todos os outros concelhos escolheram o PSD?
Somos nós os iluminados?
Claro que não.
A nossa iluminação é a que provem das candeias às avessas!
Todo o habitante do distrito da Guarda já percebeu, há muito, que com o PS não vai lá.
Não é que os autarcas socialistas sejam piores que os outros. Nada disso.
É apenas porque os governos socialistas têm que, em primeiro lugar, satisfazer as clientelas da Alta Finança que os apoia.
E, para isso, têm que se ocupar em aprovar projectos megalómanos de milhares de milhões, para pagar os favores recebidos (projectos esses que fazem perder outros tantos milhares de milhões ao Estado, mas isso não interessa nada).
Por isso, os governos PS não têm tempo para se ocuparem com coisitas menores, como a satisfação das necessidades básicas das populações.
Por essa razão, por exemplo, é que nunca houve Hospital para Seia.
Havia outros, que por acaso até deixavam muito maior lucro a todos os intervenientes, na calha para se construirem: o da Covilhã, por exemplo.
Carlos Pinto é social democrata e não foi por isso que Guterres deixou de lhe construir o Hospital. Porque não construiu o de Seia?
Porque dá muito maior margem e imagem nacional o Mega-Hospital da Covilhã do que 10 pequenos Hospitais como o de Seia, que só trariam chatices.
E nem os montantes envolvidos na construção de um pequeno Hospital são "interessantes" para ninguém.
Nem para a banca milionária nem para os "construtores de peso".

Voltando ao poder local: estes dinossauros da política local - que aqui em Seia proliferam - formados nas universidades do compadrio, dos favores e das negociatas - só em tempo eleitoral se preocupam em dar ao povo um rebuçado em forma de pavimentação de ruas, porque, ao fim e ao cabo, são esses pobres infelizes que votam a sua "perpetuação" no poder...
Mas acontece que, tal como eu previa no final do ano passado, a população de Seia mostra diariamente não ser tão estúpida como os instalados da política pensavam.
E, também todos os dias, os sinais do seu descontentamento se fazem sentir.
E neste domínio, Eduardo Brito não tem hipóteses.
É que com a costumeira conversa fiada já lá não vai.
Quanto mais se desculpa com os governos do PSD mais desacreditado fica porque nós demonstramos em toda a parte que durante 68% do tempo em que governou, fê-lo sob a vigência de governos socialistas.
Já toda a gente percebeu que se trata de um vício adquirido - justamente pelo prazo demasiado em que exerce o poder em Seia - que já lhe está no sangue.
O prometer e o adiar.
E voltar a prometer e voltar a adiar.
E só fazer alguma coisinha quando se encontra entre a espada e a parede, o que acontece frequentemente por esse concelho fora.
É por isso que a época de Eduardo Brito já passou.
Mas Atenção: eu não faço parte daqueles que defendem que essa época nunca deveria ter existido.
Eduardo Brito ganhou a câmara na hora própria, contra um Presidente cansado e já muito desacreditado, na época.
Acontece é que, como sempre, a história volta a repetir-se:
Eduardo Brito encontra-se, hoje, na mesma situação em que se encontrava Jorge Correia no final do seu último mandato: nítidamente cansado e desacreditado.
Volta a ser urgente um novo Presidente para o substituir.
Neste caso, Nuno Vaz.
«Filho és... pai serás...»
P.S: Faltam-me fotos dos discursos do Dr Luis Caetano (nr 2 da lista da Câmara) e do Presidente da Concelhia, Dr José Luis Abrantes, porque não tive tempo de as tirar. Mas vou pedir a quem as tirou e hoje mesmo as colocarei neste post

Esta é a nossa resposta ao caciquismo e ao obscurantismo instalados.
A foto foi tirada praticamente do fundo do restaurante. E não dá a ideia da imensa multidão que se disponibilizou para apoiar Nuno Vaz e as sua equipe.
Mais de 700 senenses sociais-democratas e apoiantes da Candidatura de Nuno Vaz não deram por mal empregues o seu dinheiro nem o seu tempo.
O restaurante «A quinta do Pastor» completamente lotado. Mesas colocadas à última hora. Muitos automóveis tiveram que estacionar fora do parque. Só quem conhece as instalações pode entender a dimensão deste sinal de mudança que por toda a parte se vem verificando.
Marques Mendes ficou impressionado com a grandiosidade da manifestação de apoio e foi peremptório em afirmar e reafirmar que «desta vez a sua intuição política diz-lhe que há qualquer coisa no ar» (e não se referia ao rio de esgotos a céu aberto que passa ali ao lado, não).
Mais disse que Nuno Vaz é o candidato certo porque é uma pessoa muito competente e respeitada, com provas dadas de sucesso na sua vida pessoal e profissional e com vida consolidada. Que não precisa da política para nada.
De facto, toda a gente percebe que, para Nuno Vaz, ganhar ou perder, em termos de estabilidade financeira e qualidade de vida é-lhe absolutamente igual.
Para o Concelho é que não. Há uma grande diferença. A diferença entre a estagnação que se verifica há 12 anos e o progresso que aparecerá pela mão e pela inteligência de Nuno Vaz, a partir de 10 de Outubro.
Muito mais há a dizer sobre este jantar.
Muito se falará sobre ele, porque desde as intervenções proferidas até à convicção de vitória de todos os presentes, passando pela qualidade da organização, tudo esteve 5 estrelas.
Nunca se fez, em momento algum, no passado, um jantar do PSD com tamanha adesão popular em Seia. Nem nada que se pareça. Essa foi a primeira evidência unanimemente repetida.
Só este facto deita por terra toda a boataria que os aflitos boys da câmara têm posto a correr sobre o apoio do partido e das bases a esta candidatura imparável.
Até em termos de tecnologia de informação: pela primeira vez foi utilizada tecnologia de transmissão de video e audio por wireless (sem fios) para accionar 2 ecrans que, em tempo real, mostravam as imagens dos discursantes.
Esta foi a segunda pequena satisfação pessoal por mais esta inovação na minha terra.
Sobre este grande evento e as suas consequências imediatas para o lançamento da nossa campanha vitoriosa falaremos com mais detalhe mais adiante.

Se eu fosse algum dos jornalistas que anunciou, com toda a pompa e circunstância do regime, o novo curso da ESTT, sentir-me-ia, hoje, redondamente enganado!
Que flop gigantesco, este! E foi mais um a merecer as primeiras páginas dos jornais!
3 alunos?
Afinal, tanta farfalha, tanto ruído, tanto foguete com o novo curso... e ninguém nele se inscreve???
Porque será?
Porque Seia está completamente moribunda.
E não é com balões de oxigénio destes que se consegue reanimá-la.
Estes «faits divers» (aprendam lá a escrever esta expressão, ó chucharada analfa...) para nada servem senão para ajudar a manter o povo naquele limbo de obscurantismo e ignorância que o caciquismo tão eficazmente sabe alimentar.
A verdade, depois, nada tem a ver com a propaganda.
A verdade é que, na prática, ninguém acaba por ligar nenhuma às promessas inconsequentes dos boys do regime.
E a prova está aí.
3 (três) alunos inscreveram-se no novo curso... que vergonha para Seia e para quem tentou fazer deste curso a tábua de salvação da sua candidatura!
É claro que a culpa não é da Escola ou do seu corpo docente, como alguns, maldosamente, pretendem fazer crer.
Eu encontro outra explicação lógica, que passa pela resposta a esta pergunta:
Quem é que vem para aqui gastar milhares de contos e 4 anos de vida para tirar um curso que depois não lhe dá saída profissional absolutamente nenhuma nesta região?
E logo esta, uma região que devia ser de Turismo por excelência!
É tanta coisa que está completamente subvertida nesta Terra que eu não acredito que alguém, em seu perfeito juízo, ainda considere a hipóteses da permanência por mais 4 anos deste estado catastrófico a que Seia chegou.
É que nada funciona. Nem mesmo as melhores coisas que se conseguiram para Seia.
E porquê?
Porque o resto também não funciona. Também não há.
Para que serve uma boa biblioteca no meio do Sahara ou no topo dos Himalaias?
Em Seia, as poucas coisas boas de que nos podemos orgulhar acabam por decair e perder todo o fulgor, porque o resto - a conjuntura de concelho parado no tempo - não as acompanha.
- Quantos alunos já formou a da ESTT e quantos encontraram colocação profissional em Seia?
- Quantos são os alunos licenciados nesta Escola que, para ganhar a vida, estão a trabalhar em gasolineiras ou em caixas de supermercados?
- E a culpa de quem é?
É de quem nunca cuidou da sua Terra. De quem a deixou definhar a pontos de só com uma transfusão total de sangue o paciente poder sobreviver.
Em Gouveia essa transfusão deu-se há 4 anos.
E Gouveia rejuvenesceu a olhos vistos. O ânimo das pessoas é outro ao verem capatarem-se infra-estruturas hoteleiras e novas empresas para a cidade.
Em Seia é ao contrário: é só tapar os olhos ao povo.
Em Seia é tudo parado, mesmo!
Acena-se com uma nova zona Industrial, depois chama-se de Empresarial, agora já é Industrial outra vez, mas que nunca deixou de ser um autêntico deserto!
A única coisa que ali se detecta é a vontade de enganar os senenses.
São terraplanagens sem quaisquer indícios de início de construção, uma ETAR elevada(!!!) ao lado de uma fábrica de panificação e um cheiro nauseabundo proveniente de um depósito de resíduos ao lado de uma outra moderna fábrica de panificação.
Os mosquitos saltitam entre os resíduos e as pessoas e o resto fácil é imaginar-se.
Uma zona Industrial ZERO!
Uma política ZERO!
Que tem levado este concelho ao ponto de o tão propalado NOVO CURSO da ESTT ter tido a procura que teve.
A piada disto tudo é que o ainda-Presidente acusa-nos FALSAMENTE de fazer aquilo que os seus sequazes não se cansam - esses sim - de praticar.
A nossa tarja na Teixeira foi roubada do local.
Tal como aconteceu em Várzea.
Num e noutro caso NÓS SABEMOS JÁ quem foi.
Este desgraçado deste construtor, que roubou a nossa tarja esta noite na Teixeira, é tão estúpido que até avisou que «a tarja não dormia lá naquela noite».
Que estão à espera?
Depois chamem-nos queixinhas!
Roubam-nos e destroem-nos o material, provocando prejuízos acrescidos porque temos que lá ir NOVAMENTE colocar mais.
E querem que a gente se cale?
Não. Terão que pagar na Justiça.
O ainda-Presidente, então, no seu súbito e inacreditavel nervosismo, desatou a recorrer a toda a forma de obscurantismo, de forma absolutamente indigna, para ofender o nosso candidato, que nem sequer lhe responde, de tão baixas que são as suas acusações.
Ontem, na Assembleia Municipal, acusou Nuno Vaz (que não tem lá assento para se defender) de «tentar levar Instituições de Seia para outros lados».
Uma coisa PIDESCA. Direi mesmo INQUISITÓRIA.
O Caciquismo costumeiro já eu conhecia bem. Por parte dos seus homens de mão.
Mas a este grau desesperado de obscurantismo nunca acreditei que ele descesse.
E depois é duma falta de inteligência compungente.
Então ele não vê que este tipo de argumentação fascizante é completamente descredível?
Que ganharia Nuno Vaz em tentar levar fosse o que fosse para qualquer lado, se a vida dele é, desde solteiro, há 27 anos, em Seia?
EB apela, vergonhosamente, às franjas mais iletradas e desprotegidas da população.
Chama-se a isso xenofobismo velado. Ser acusado de não ser de cá à falta de outra argumentação, é até prestigiante para Nuno Vaz.
Pois olhe o sr ainda-Presidente que o que nós temos é argumentação de sobra para denunciar anos e anos de uma actuação política desastrosa para o concelho.
Não precisamos de descer ao nível pessoal. Nem lançar dúvidas sobre o enriquecimento duvidoso de alguns autarcas.
O que seria extremamente fácil e eficaz eleitoralmente.
Ao contrário do que o sr. tanto teme, quero dizer-lhe que pode ficar descansado porque, enquanto eu for director de campanha, nós não vamos por aí.
Toda a gente sabe que Nuno Vaz não nasceu em Seia. E isso é crime?
É que se vamos por esse obscurantismo indigno, temos que dizer que o ainda-Presidente também não. É de S. Romão.
Mas afinal o que quer discutir Eduardo Brito, em vez de política local?
Berço? Habilitações Literárias? Curriculum profissional? Sucesso empresarial?Aptidões para desempenho de cargos de liderança? Beleza? Altura?
As raias do ridículo foram, há muito, transpostas pelos seus boys.
Lamento que agora também ele, no auge do desespero provocado pelos sinais e pelas sondagens desfavoráveis (que alguém há-de pagar) entre por esse caminho.
Sabemos que Nuno Vaz não nasceu em Seia.
Tal como Pina Moura e Almeida Santos não nasceram em Lisboa.
A diferença é que NV trabalha para Seia, enquanto dos anteriores citados não se pode dizer o mesmo.
Basta ver que o candidato a Presidente da Assembleia Municipal - Pina Moura - faltou logo ao 1º compromisso: o lançamento da candidatura do seu "lider". Nem com as calhorras da sua Terra (Loriga) de borla ele cá veio. É preciso azar!
Imaginamos em quantas sessões da futura Assembleia Municipal estará presente...
Foi aqui em Seia que Nuno Vaz conheceu a esposa. Aqui casou, aqui teve as suas filhas, uma delas já formada.
É de todo o seu interesse TRAZER coisas para Seia - a sua Terra. A Terra onde ele e a sua família assentaram vida.
O que fará a partir de 9 de Outubro.
O que é surpreendente é que até o sr Bento Leitão, de Carragosela, o autarca mais antigo do concelho, dizia ontem que «o não ter nascido em Seia não quer dizer nada, porque até o delegado do ministério público era de Bragança».
E o mandatário Financeiro de Eduardo Brito é de onde, já agora?
Por acaso não é de Bragança, também?
É preciso azar!
Muito admirado fico quando confirmo que o decano dos autarcas senenses mostra ter uma visão bastante mais actualizada do mundo do que o sr ainda-Presidente, 40 anos mais novo!
Aqui está a prova de como uma doença grave - que se pensava só se manifestar em idades avançadas - pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade.
Eduardo Brito, ontem à tarde, em plena sessão de Câmara, quando questionado se ele próprio e os funcionários da câmara que o acompanhavam tinham metido dispensa do serviço, para andarem em campanha durante toda a manhã na feira de Seia, respondeu que «não se lembrava de quem tinha andado com ele».
Mais disse que estava a trabalhar para os munícipes!
Outro lapso. Estava a trabalhar para manter o seu cargo- desprezando completamente os problemas dos munícipes que estiveram toda a manhã à espera de ser recebidos por ele na Câmara Municipal.
Ficou tudo explicado:
A maior pista de ski da europa - nunca começada.
A Universidade dos tempos livres - nunca iniciada.
A requalificação do bairro da Fisel - nunca feita.
A recuperação dos centros históricos - nunca começada.
A despoluição do rios Seia e Cobral - nunca iniciada.
A entrada em funcionamento das ETARES - sem as quais prometeu demitir-se.
A construção das acessibilidades - sem as quais prometeu demitir-se
O Hospital que não avançou nem sequer nos governos Guterres - enquanto o da Covilhã, por exemplo, foi construído durante esses governos - apesar do Presidente da Câmara (Carlos Pinto) ser do PSD.
Os espaços verdes - é dificil as crianças brincarem nas rotundas
A variante (qual?) de Seia nunca iniciada
O Curso de Telecomunicações nunca aprovado
O combate ao desemprego - que aumentou para o dobro em 4 anos
etc...
etc...
etc...
A partir de agora não o criticarei mais.
Uma doença grave como esta desculpa e justifica tudo.
Até o lançamento de mais uma maquete de uma piscina megalómana que há-de ser contruída no tempo dos seus netos.
Eduardo Brito esquece-se que fez o mesmo com «a maior pista de ski da europa»!
E que esta piscina megalómana TAMBÉM já tinha sido prometida há 12 anos, no seu primeiro mandato.
Mas nós, que ainda não fomos atingidos pela amnésia que o vitima, lembramo-nos bem das maquetes da treta e dos mega-projectos eleitorais - QUE NUNCA PASSAM DISSO - lançados à boca das urnas.
Já não funciona esse truque gasto e esfarrapado.
Mega-projectos???
Tomara a CMS ter dinheiro para pagar aos funcionários daqui a uns meses, já que o seu endividamento conhecido neste momento ultrapassa tudo o que é aceitável e imaginável.
A ponto da sua performance de concretização não ultrapassar os 42% do orçamentado por si próprio.
Segundo os seus próprios números.
E quando sabemos que há dezenas de projectos orçamentados a zero euros e a um euro como a maior parte das ETARs nunca construídas... fácil é deduzir que qualquer dia não há dinheiro para mandar cantar um cego.
Rápido restabelecimento, é o que lhe desejo.
Porque uma vitória contra com um adversário assim diminuído não é, de forma alguma, honrosa.
O desemprego está mais elevado do que há um ano. No tempo do "risível" Santana Lopes.
Se aumentou em Agosto - o mês em que tradicionalmente se regista MENOR desemprego em Portugal, devido aos empregos sazonais no turismo - imaginemos o que aí vem nos próximos meses...
Esta situação que «apanhou de surpresa muitos economistas», segundo o jornalismo televisivo que ainda temos, justifica-se porque foi justamente em Agosto que o índice de confiança dos empresários registou a maior quebra dos últimos anos.
Só não vê isto quem não quer ver nada.
E agora? Ninguém se ri do "engenheiro" Sócrates?
Ainda bem.
É que isto não é para rir.

Ainda mais quando os medicamentos genéricos vão subir de 10 a 200%, segundo a Associação Nacional de Farmácias.
Vão sair dos bolsos dos doentes mais 4 milhões de euros por trimestre do que até aqui.
Ninguém a desmentiu.
O governo desculpa-se dizendo que «já tinha avisado que os medicamentos iam aumentar 4%».
Quando é que avisou disso?
Terá sido em plena campanha eleitoral, quando também avisou que os «impostos não iam subir?».
Então e onde é que estão os 150 mil empregos para jovens licenciados que o "engenheiro" Sócrates prometeu criar de imediato?
Só essa medida milagrosa, se alguma vez fosse levada à prática, faria baixar o desemprego em 35%!
Mas para isso era preciso que essa não fosse mais uma promessa à Brito.
Como o é, continua este país a ser desgovernado à bruta.
O slogan da candidatura de Nuno Vaz não podia ter sido mais feliz.
Primeiro porque não foi pensado.
Saiu intuitivamente num discurso do próprio candidato. E quando as coisas são genuínas transparecem-no claramente.
Depois porque é verdade.
Seia está mesmo a mudar.
Nota-se que progressivamente começa a desaparecer o medo que o caciquismo instituido no concelho, ao longo de quase 3 décadas, vinha provocando na sociedade civil.
Tanto assim que esta candidatura não precisou pagar comida nem fornecer carrinhas da câmara para transporte de gente, para ter diariamente uma sede cheia de pessoas que querem participar activamente no processo de mudança que já começou há meses e vai culminar a 9 de Outubro.
Sem se ter marcado antecipadamente qualquer inauguração (até porque a sede ainda não está totalmente decorada) a verdade é que centenas de pessoas foram espontaneamente comparecendo na 1º de maio no último sábado, provocando uma avalanche de vontades e de querer como há muito não se via.
Todos os sinais que recebemos no dia a dia vão no sentido do sucesso e da vitória sobre o obscurantismo nas próximas eleições.
As pessoas estão desejosas e ansiosas pela mudança.
Pelo fim do marasmo, do ostracismo e do estado mórbido a que Seia chegou pela mão do actual presidente da câmara.
Seia precisa de uma lufada de ar fresco e não de uma botija de oxigénio que só atrasa o inevitável.
Precisamos de ideias novas. De gente nova a dirigir o Concelho. De gente jovem a contribuir para o Progresso e Desenvolvimento da nossa Terra.
E a juventude de Seia está connosco.
Não se pode manter o rumo, porque o rumo que temos seguido é em direcção ao precipício.
Há que INVERTER o rumo, justamente.
E as pessoas começam, um pouco por toda a parte, a perceber isso.
A comitiva de Nuno Vaz foi saudada por dezenas de populares, ontem, em Travancinha, em Sta Eulália, em S. Romão e no Sabugueiro.
O que contrasta com a impressionante indiferença com que as populações vêem aparecer Eduardo Brito nas suas terras.
A Nuno Vaz e à sua grande comitiva, aplaudem-nos e convidam-nos para confraternizar porque querem ouvir as suas propostas de mudança.
A Eduardo Brito e aos 3 gatos pingados (boys) que penosamente o acompanham, ignoram-nos completamente. Em toda a parte.
Em Travancinha, há dias, EB abandonou o almoço que tinha marcado para 30 pessoas, ao perceber que só lá apareceram meia dúzia.
Uma bronca de todo o tamanho.
As 30 estavam lá, de facto, mas na comitiva de Nuno Vaz, logo em frente.
Ontem, mais uma cena que envergonhou todos os senenses: na peça de teatro que apressadamente mandaram vir para se aproveitarem eleitoralmente dos cidadãos incautos, NÃO ESTAVA NINGUÉM A REPRESENTAR A CÂMARA quando o actor Tó Zé Martinho agradeceu o calor do público e chamou um representante da Câmara Municipal ao palco.
Um vazio enorme se fez sentir.
Mais uma barraca descomunal!
Como é possível que nem um mero ramo de flores houvesse a preocupação de entregar aos actores?
Onde está a educação desta gente que assume a responsabilidade pela Cultura, em Seia?
É claro que devia estar tudo "em campanha" ...
Ainda bem. Porque Nuno Vaz não estava.
Estava na plateia a assistir à rara possibilidade de se ver Teatro em Seia.
Assim, uma Casa cheia de gente instruída pôde perceber a qualidade dos políticos que nos representam e desgovernam há 12 anos...
Os que mostram que, para si, a campanha nas adegas é proritária à Cultura que SÃO PAGOS para promover.
História está, decididamente, a ser feita aqui.
«Os melhores são os que vão mais cedo», diz o povo.
Olhando à minha experiência pessoal, não posso deixar de concordar.
O sr Carreira foi encontrar-se com o seu Criador depois de uma vida inteira dedicada à sua Família e a Ele.
Nunca esperei que fosse chamado tão cedo. Mas foi.
E nós ainda cá continuamos, neste verdadeiro Vale de Lágrimas, à espera da nossa vez.
Fruto de uma coincidência arrepiante (ou Intervenção Divina, para quem acreditar) os pais dos esposos (António e Isabel) descansam agora, frente a frente, no cemitério de Seia.
Que decanse em Paz, o sr Carreira. E o seu compadre, o meu Pai.
E que a sua Esposa e filhos consigam ultrapassar o pior momento das suas vidas com o mínimo de dor.
É o que lhes deseja quem já passou pelo mesmo.
Costuma-se dizer que «não há fome que não dê em fartura» e neste campo, o Komitern dos boys pagos com os ordenados da câmara esteve igual a si próprio.
Feijocas para o pessoal à fartazana foi a palavra de ordem no bebício de Eduardo Brito no último sábado.
Tudo à borla para o povão, que mais vale encher-lhes a barriga do que a cabeça.
Porém, acontece que o karma de Eduardo anda cada vez mais pelas ruas da sua imagem: as da Amargura.
E, apesar de o convívio ser completamente de borla (o único preço foi o de ter que ouvir o vira-o-disco e toca-o-mesmo do costume), não apareceram mais do que 700 das 1000 pessoas previstas.
Mesmo entrando todo o bicho careta, sobretudo aquele que não seria nunca convidado para coisa nenhuma.
Quer dizer: até para encher a blusa à conta não se sabe bem de quem (porque o seu mandatário financeiro, às 15h de hoje, afirmava não saber quanto tinha custado o repasto), o povo teve pejo em comparecer.
Também eu tinha.
Não há feijoca que valha o ter que re-ouvir as promessas furadas do costume e os re-desenhos no papel, como se de realidade se tratasse.
É preferivel ir jantar ao Sabugueiro, como fizeram os mais notáveis socialistas.
Ou comer uma sandes de carne assada na Alexandrina.
E um tinto.
...Ele é a despoluição do rio Seia - porque a isso está a ser fortemente pressionado pela opinião pública, ele é a construção de ETARs, ele é subsídios para recém licenciados... eu sei lá!
Tudo o que nunca houve, VAI HAVER AGORA.
Tal como foi prometido há 4 anos.
E há 8
E há 12.
A despoluição do Rio Seia, por exemplo, fazia parte do programa eleitoral de Eduardo Brito em 1993.
Foi anunciada alto e bom som.
Não havia Sociedade do Zêzere nem do Côa nem desculpas esfarrapadas para dar a niguém, nessa altura.
Havia a promessa que ficou por cumprir até hoje, 12 anos e 3 mandatos depois.
Haja eleições todos os anos, diz o povo, e com razão!
Mas agora a sério:
Alguem acredita que depois das eleições (se para a continuada desgraça de Seia, Eduardo Brito voltasse a ganhar) se voltaria a falar nestes temas tão cedo?
Ou apenas daqui a mais 4 anos?
Toda a gente o sabe.
Já não é preciso "bater mais no ceguinho".
Prometa lá mais Paraísos para os senenses e nunca se esqueça de VOLTAR A PROMETER AQUILO QUE NUNCA CUMPRIU, que a gente, mais uma vez, vai acreditar piamente nas suas repetidas promessas, sr Presidente.
Bem haja por elas.
Que não pelo seu eternamente adiado cumprimento.
No site da candidatura de Eduardo Brito pode ler-se:
Governo garante
Novas acessibilidades a Seia vão avançar
O Secretário de Estado Adjunto do Ministro das Obras Públicas, Paulo Campos, veio visitar Seia a convite da Câmara Municipal, onde deu garantias seguras de que os eixos rodoviários que vão servir Seia – IC 6, IC 7 e IC 37 – vão imediatamente avançar para estudo, tendo em vista tomar decisões definitivas.
ISTO NADA TEM A VER COM AQUILO QUE EB QUER FAZER CRER.
A GARANTIA DADA FOI APENAS A DE QUE OS ESTUDOS DE VIABILIZAÇÃO IRÃO SER INICIADOS COM VISTA A TOMAR-SE UMA DECISÃO DEFINITIVA» Sic.
Nem sequer há projecto, quanto mais a certeza de que se implementará...
Estamos, portanto, a TENTAR ENGANAR O POVÃO A FIM DE MERAMENTE SE TIRAR PARTIDO ELEITORAL.
Foi ainda garantido que a Variante/Circular de Seia vai ser de novo incluída no Plano de Investimentos do Estado, de modo a que as obras de possam iniciar no próximo ano.
MAIS OUTRA PURA MENTIRA! O que o secretário de Estado disse é que «a variante entrará em PIDDAC para o próximo ano, bem se sabendo que 2006 é um ano de forte contenção orçamental» TEXTUALMENTE.
Isto quer dizer o que todos percebem.
Que vai para PIDDAC para se tapar os olhos ao povo, mas obras... tá quieto! Pelo menos até 2007.
Foi também garantida a requalificação e a beneficiação da estrada Seia – Torre.
ISTO É OUTRA PURA MENTIRA!
O que foi dito foi o mesmo do caso anterior. Apenas que «os estudos de viabilização se iniciarão com vista a se tomar uma decisão definitiva».
Que pode ser positiva para 2007, para 2107 ou para 2207. Não há prazos definidos.
E até pode ser negativa, a decisão.
Porque não?
Se a Covilhã bater o pé, para que lado penderá o pendulo?
Há alguma dúvida acerca disto?
Por isso, o que o secretário de estado cá veio fazer foi demagogia da grossa e pura campanha eleitoral (como é o seu dever partidário), neste momento de pré-campanha.
Veio cá, portanto, deixar-nos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Mas a candidatura das re-promessas ôcas lá se encarregou, como é evidente, de mistificar a coisa de modo que o latão soasse a oiro.
Já lá não vai, que o povo já abriu os olhos...
O inquérito actual que o Porta da Estrela propõe sobre se os senenses «Concordam com a Câmara de Seia quando afirma que a rede de saneamento básico está praticamente concluída no Concelho?» não deixa dúvidas a ninguém.
A resposta é, uma vez mais ruinosa para as hostes já tão fragilizadas do Prometedor-Mor.
68,9% afirma que NÃO CONCORDA COM ESSA AFIRMAÇÃO, enquanto apenas 16,6% afirmam concordar.
Estes resultados sobre a qualidade do saneamento que temos são ainda mais negativos para a imagem de EB que a sondagem no próprio site da Câmara sobre o Turismo.
Quer dizer: nos dois únicos inquéritos online que existem, Eduardo Brito chumba redondamente.
100% de insucesso.
Depois dizem que eu é que invento o descontentamento popular.
O pior cego é aquele que não quer ver...
A não perder esta história hilariante do desacreditado Prometedor-Mor do reino.
Atente-se nos pormenores...
São de morrer a rir!
Como diz Nuno Almeida, sempre quero ver se eles vão pôr esta no seu site!
Eduardo Brito não se cansa de dizer que «o caminho faz-se caminhando».
Aprendeu esta e, a propósito de tudo e de nada, repete-a até à exaustão. Que se há-de fazer?
Mas acontece que há 2 tipos de caminhos: os bons e os maus.
E, a acreditar no que pensa a esmagadora maioria dos senenses que livremente deram a sua opinião no site da CMS, os caminhos que a Câmara está a percorrer são NITIDAMENTE MAUS.
Mas os boys são tão bacocos que não percebem os gigantescos sinais que os senenses lhes vão dando todos os dias:
Até no site da Câmara - onde "eles" escrevem o que querem - a população lhes mostra que o seu serviço é negativo.
Atente-se ao resultado do inquérito:
63% afirmam que a CMS vai por maus caminhos.
E apenas 28% consideram a sua acção positiva.
ISTO, PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE ELES NÃO ADULTERARAM OS DADOS!!!
NO SEU PRÓPRIO SITE!!!
É preciso ser um bocadinho limitado para se manter um indicador tão negativo como este no site da própria Câmara!
Isto é que são tiros no pé!
Ou, como diria o saudoso António Silva:
Irra, que é saloio!

Olhe para isto e pergunte-se como é possível que o governo e as televisões gastem milhões a pedir aos portugueses que poupem água.
Esta, que é nossa, é a das torneiras. Foi tratada para ser bebida e escorre pelo alcatrão.
E foi vendida a estranhos.
Alguém a vai pagar a peso de ouro, dentro de meses.

Pior: se a Câmara, por algum motivo, não cumprir pontualmente o acordo que fez (pagar mensalmente a factura), a sociedade Zêzere e Côa, a quem Eduardo Brito vendeu a nossa água, pode cortá-la.
Como se ameaça fazer em Lisboa, por exemplo.
Se isto não é uma indignidade que revolta qualquer cidadão, digam lá o que é.

Os boys do ainda-Presidente, em desespero de impotência perante o clamor popular que os está a esmagar a cada dia que passa, decidiram criar um blog conotado com o Partido Socialista de Seia.
Acontece que esse blog foi criado apenas para me difamarem, porque nem o próprio Presidente do Partido tem dele conhecimento.
Lamenta-se que Eduardo Brito, que tanto reclama da "elevação" no combate político, demonstre não ter capacidade nem coragem para me responder à letra PESSOALMENTE - porque sabe que tudo quanto eu denuncio é a pura verdade e nada mais do que a verdade - e recorra a estes meios obscuros para fazer passar calúnias e ofensas pessoais a quem lhe faz frente.
André Figueiredo, o presidente do PS de Seia, declarou que «não tinha conhecimento de qualquer blog da autoria do PS - SEIA» quando eu lhe dei o endereço electrónico, horas atrás.
Portanto, tal publicação só pode ter origem no grupelho de boys pagos com os ordenados da câmara que gravitam em torno de EB. É um método tosco e simplório de tentar calar quem põe o dedo na ferida e, no meu caso, claramente resulta ao contrário.
Estamos perante Pirataria propagandística da mais clara:
Os boys de EB, com ou sem seu conhecimento - o Tribunal apurará até que ponto estes textos têm a sua conivência - desatam a escrever ofensas pessoais contra mim num site que fazem conotar com o PS de Seia sem o conhecimento do presidente do próprio Partido.
E acusam o PSD de «ter arredado o seu presidente».
Quer dizer: os boys de EB acusam os outros de fazer AQUILO QUE ELES PRÓPRIOS FAZEM!
Não é para rir. É para lamentar.
Amanhã mesmo, às 9 da manhã, entrará uma queixa-crime contra a Concelhia do PS de Seia, porque embora se saiba, neste momento, que o seu Presidente e a esmagadora maioria dos militantes socialistas são completamente alheios a esta iniciativa, a verdade é que estes crimes não podem passar em claro.
No blog constam textos escritos e assinados pelo staff de Eduardo Brito que também podem ser encontrados no site da sua candidatura. Os seus autores encontram-se, por isso, perfeitamente identificados.
Quem vai ter que pagar pelos insultos e difamações pessoais de que eu sou alvo nesse blog PS - SEIA é, naturalmente, a concelhia de Seia do PS.
E o Concelho inteiro saberá quão baixo a candidatura de Eduardo Brito chegou, ao ponto de partir para o insulto pessoasl e para a difamação de quem ousa criticar democraticamente as suas (des)orientações políticas.
Os senenses estão a ver, neste exemplo, quem insulta quem.
E estão igualmente a ver quem é que está a fazer tal a campanha torpe e miserável de que acusam os outros.
Esta política podre tem mesmo que chegar ao fim.
Esta forma sabuja de estar na política ultrapassa os meus piores prognósticos.
É mais uma triste vergonha para Seia protagonizada por quem já tanto mal lhe fez.
Felizmente este obscurantismo quase medieval está moribundo.
Se os senenses abrirem os olhos, ele sofrerá o seu golpe final dentro de um mês.
Eduardo brito arregimenta os seus boys para que o PSD responda ao PS.
Não caímos nessa.
O PS não é o culpado de Seia ter batido no fundo.
O culpado é APENAS E SÓ Eduardo Brito.
É que nem sequer a sua equipa pode ser responsabilizada por nada, porque todos sabemos que EB sempre governou Seia como se fosse uma quinta sua.
Sem passar cavaco a ninguém qual monarca 100 anos fora de prazo.
Não atacaremos o PS, porque os verdadeiros socialistas não têm culpa das asneiras de um homem a quem o poder e a megalomania subiram à cabeça.
Os socialistas - gente séria e honesta - é que não se revêm neste Eduardo Brito de agora. Uma pessoa normal, sem atributos escolares ou científicos dignos de nota, transformado num «monarca» possessivo, imperador e arrogante.
Recuso-me a acreditar que os senenses em geral e os socialistas em particular, hoje em dia, sejam tão distraídos como Eduardo Brito pensa.
A ver estamos.

No site de EB pode ler-se uma mensagem colocada no fórum, dirigida a mim, que só pode ser da autoria do ainda presidente dada a linguagem empregue. A escrita é como uma impressão digital. Toda a gente percebe quem escreve, desde que conheça o tipo de discurso da pessoa.
Ainda por cima vem assinada por Eu Mesmo, para quem tivesse dúvidas.
Vamos analisar algumas partes:
O grande doutrinador da candidatura do PSD e do Dr.Nuno Vaz (...) que se prepara para tomar conta do PSD de Seia - até já conseguiu afastar o Presidente da Concelhia José Luís Abrantes - diz que Eduardo Brito não cumpriu o que prometeu, em diversas áreas.
Aparte a falta de elevação da linguagem empregue - ninguem é doutrinador de coisa nenhuma, muito menos de uma pessoa - este tipo de ataques é próprio de quem se sente acossado.
Em dezenas de críticas que tenho feito à actuação de EB eu nuca o insultei e nunca afirmei que ele almejava este ou aquele objectivo pessoal.
O debate é feito em torno de políticas e não dos perfis das pessoas. Mas EB não chega lá. Parte para o ataque pessoal. Não consegue resistir-lhe. Eu é que não vou por aí.
Pode EB ficar descansado que eu não quero absolutamente nada com lideranças no PSD e muito menos em Seia. Nunca serei candidato a qualquer lista para a Concelhia. Uma vez mais EB demonstra que não conhece os seus adversários. Mas tem razão quando afirma que não cumpre as suas próprias promessas. Isso é verdade.
Emprego: 1 - Criado o espaço empresarial da Vila Chã, que potenciará a criação de cerca de 400 postos de trabalho, diversificando o nosso tecido empresarial.
PELA PRIMEIRA VEZ FICAMOS A SABER QUANTOS POSTOS DE TRABALHO POTENCIARÁ. VAMOS A VER QUANTOS CRIARÁ.
É QUE ATÉ AQUI EB NUNCA SE QUIS PRONUNCIAR SOBRE ISSO. AGORA, ENTRE A ESPADA E A PAREDE, FOI OBRIGADO A AVANÇAR COM UM NUMERO REDONDO. OK. Está registado.
2 - Apoio às instituições de solidariedade social do concelho, que empregam actualmente mais de 500 pessoas.
ESTAMOS A FALAR DE QUÊ. O QUE É QUE EB TEM A VER COM ESSAS "500 PESSOAS"?
Sobre a Vodrages (...) a única pessoa que se deslocou à fábrica e que levou uma palavra de conforto aos operários foi o Presidente da Câmara.
E ESSA PALAVRA DE CONFORTO FOI A DE CRIAR FALSAS EXPECTATIVAS NOS TRABALHADORES, QUE AGORA ESTÃO TODOS NO DESEMPREGO.
O QUE EB DEVIA TER FEITO, EM VEZ DE PARTICIPAR NA OCUPAÇÃO SELVAGEM DAS INSTALAÇÕES E SEQUESTRO DOS ADMINISTRADORES, ERA SENTAR OS REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES, SINDICATOS E ADMINISTRAÇÃO À MESMA MESA PARA SE DISCUTIR A SAÍDA PARA A CRISE DA EMPRESA (SE É QUE HAVIA ALGUMA, PORQUE 18 DIAS DE MEIO SUBSÍDIO DE NATAL EM ATRASO NÃO SE PODE CONSIDERAR UMA CRISE SÉRIA...).
EM VEZ DISSO EB PENSOU QUE IA FACTURAR ALI MAIS UMAS CENTENAS DE VOTOS.
SAIU-LHE O TIRO PELA CULATRA. ESTÁ TUDO NO DESEMPREGO E PODEM AGRADECER-LHE A ELE, TAMBÉM.
Educação: (...) foi criada a Escola Municipal de Desporto, que movimenta mais de 500 crianças por semana. E fico por aqui, embora este tema mereça ser mais desenvolvido...
ORA AQUI É QUE ESTAMOS TOTALMENTE DE ACORDO. FIQUEMOS POR AQUI, SENÃO TERÍAMOS QUE RECORDAR OS ESCÂNDALOS QUE SAIRAM NOS JORNAIS SOBRE OS RESULTADOS DOS CONCURSOS PARA MAIS ESSA EMPRESA MUNICIPAL, EM QUE JÁ SE SABIA DE ANTEMÃO OS NOMES DOS DOIS FUTUROS VENCEDORES - PELA ORDEM E TUDO. UMA DAS MAIORES VERGONHAS QUE VI FAZER NA MINHA TERRA. NA EDUCAÇÃO.
PIOR DO QUE ISSO, SÓ COLOCAR UM DESQUALIFICADO CUJAS HABILITAÇÕES LITERÁRIAS SÃO APENAS A ESCOLARIDADE MÍNIMA OBRIGATÓRIA A CHEFIAR UMA SECÇÃO DE CULTURA E ENSINO, COMO ACONTECE NA CÂMARA MUNICIPAL.
Sobre o Hospital. O PSD anunciou a obra com a vinda a Seia do secretário de estado da Saúde. O projecto foi feito, mas duvida-se, hoje, das verdadeiras intenções do Governo, então chefiado por Durão Barroso.
Estava em Coimbra, na Administração Regional de Saude,de onde saíu após uma audiência entre O Presidente da Câmara de Seia e o Ministro da Saúde, que anunciou, em comunicado a aprovação do projecto e o lançamento da obra a concurso, o que deverá acontecer nos próximos dias.
AQUI ESTÁ A CONFISSÃO QUE FALTAVA! EB CONFESSA QUE O PROJECTO EXISTIA E ATÉ ESTAVA NA POSSE DA ARS.
É QUE ATÉ AGORA EB TEM SEMPRE AFIRMADO QUE NUNCA EXISTIU PROJECTO NENHUM E ELE É QUE CONSEGUIU O PROJECTO DO HOSPITAL!
APANHA-SE MAIS DEPRESSA UM "DISTRAÍDO" QUE UM COXO
Ora vamos ás acessibilidades. Não se fez nada???É só rir...
A estrada do Fontão, a ligação entre Paranhos e Vila Nova de Tázem, a estrada entre o alto de Tourais e Sameice, a variante ao santuário da Santa Eufemea (Paranhos), a estrada do Gondufo, a estrada entre Travancinha e o Casal,o arruamento do hospital,da central de camionagem, a raposeira, o acesso ao eirô.
SURPREENDENTEMENTE EB MOSTRA QUE NÃO PERCEBE DO QUE SE FALA QUANDO SE FALA EM ACESSIBILIDADES PARA O CONCELHO. FALA-SE DE ACESSOS AO CONCELHO E NÃO AO FONTANÁRIO DO LARGO DA IGREJA!
O SECRETÁRIO DE ESTADO ESTEVE CÁ ONTEM A ESCLARECER - PARA QUEM AINDA TIVESSE DÚVIDAS - QUE IC6 E IC7 HÁ-DE SER QUANDO CALHAR. NUNCA ANTES DE 2007...
(continua mais logo...)
Caro João Tilly:
Os fins não justificam (todos) os meios. Apesar de já estar a viver em Braga há mais de 20 anos continuo registado como eleitor em Seia e vou seguindo, dentro da medida do possível, o que se vai passando no “meu” concelho.
Nos últimos 30 anos é evidente que Seia navega à vista, sem qualquer pensamento estratégico.
Não existe claramente um projecto de cidade (ou de concelho), mas, infelizmente, esse é um mal comum à quase totalidade das autarquias nacionais.
A maioria dos autarcas não possui qualquer experiência de gestão e admito que a maioria deles não está preparada para gerir um quiosque, quanto mais uma autarquia com um orçamento de centenas de milhões de euros.
Não tendo oportunidade de conhecer pessoalmente os dois presidentes da autarquia senense nos últimos anos, admito que se limitaram a gerir o dia-a-dia, sem um único projecto alavancador do concelho, que o projectasse para a ribalta nacional.
Seia é assim um concelho algo anónimo, onde a trica política de nível rasteiro é uma realidade e onde pequenos baronetes sem grande preparação de gestão aparecem como líderes, vice-líderes, candidatos a líderes, etc, etc.
Mas o que me leva a escrever este pequeno comentário é a minha profunda estupefacção por ver o teu nome 110% engajado a uma lista do PSD.
Não vale a pena perorar sobre a especificidade das autárquicas e nem sequer analisar o perfil do candidato que apoias, pois desconheço em absoluto a sua experiência como gestor (de negócio e de Recursos Humanos), factor que considero essencial para se apoiar qualquer líder autárquico. Estranho sempre ver advogados como gestores, mas adiante ...
O que não ignoro é o partido em si (PSD), que é inquestionavelmente, a par de Salazar e do PS a entidade mais daninha que Portugal conheceu nestes últimos anos.
No pós 25 de Abril (será que todos os candidatos que estão contigo festejam esta data ... ?) o partido que apoias nestas eleições é claramente o principal culpado do estado em que hoje estamos, pois foi o partido que mais tempo reteve as rédeas do poder central e revelou sempre uma total incapacidade de desenvolver o país.
E, nota, não me refiro apenas ao risível Santana e ao fugitivo Durão, mas também a Balsemão e Cavaco, duas nulidades absolutas promovidas nos últimos anos a intocáveis do regime.
Mas, poder-se-á dizer: estamos em presença de autárquicas e não de legislativas e o facto do PSD (em conjunto com o PS e PP) albergarem milhares de nostálgicos de Salazar e Caetano não é relevante para o teu engajamento total no apoio à lista do PSD para a autarquia de Seia.
Sigamos pois adiante e pensemos no que é a presença do PSD em termos autárquicos e regionais: é o partido do ditador de pacotilha da Madeira que durante anos boicotou de maneira vil a única autarquia que não lhe prestava vassalagam na sua (sem aspas) ilha, é o partido do inenarrável Major Valentim, do tio do taxista com imeeeenso dinheiro (Isaltino), da arguida no processo Apito Dourado (Isabel Damasceno), etc, etc, etc. Para quê continuar? Trata-se inquestionavelmente de um partido que quer o poder pelo poder, tanto a nível nacional, como regional e autárquico.
O argumento que o apoio é ao candidato autárquico de Seia não colhe, pois sem por um segundo pôr em causa uma pessoa que mal conheço e não me estando a referir ao “teu” candidato, esse argumento faria com que apoiássemos sem reservas os apoiantes de ditadores como Fidel Castro, George W. Bush líder do Iraque, George W. Bush líder do Afeganistão, George W. Bush líder dos EUA, João Jardim, Nino Viera, Kumba Ialá, Eduardo dos Santos, Salazar, Caetano, etc, etc.
Logo, apoias um candidato, mas nem por um segundo nos podemos esquecer da sigla do partido desse candidato.
O argumento que qualquer meio serve para poderes apear o actual presidente da Câmara também não colhe, pois para isso podias apoiar um candidato com efectiva experiência autárquica e com um trabalho denodado de dezenas de anos ao serviço de Seia: Mota Veiga.
Não ganharia nem com o teu apoio, enquanto Nuno Vaz é uma aposta com mais potencial para vencer ??? Admito que sim, mas presumo que continues a pôr os princípios à frente dos interesses. Embora não seja relevante e sendo coerente nos argumentos que uso, apesar de entender que dos 3 candidatos que conheço, Mota Veiga é inquestionavelmente o mais útil para a população senense, nunca poderia votar nele, pelo facto de ser suportado por um partido político que na sua matriz essencial continua a ser estalinista e que está absolutamente anquilosado.
Pela minha parte, apenas gostaria que a autarquia de Seia ficasse entregue a uma equipa de verdadeiros gestores (não se entenda com esta insistência que preconizo a aposta em pessoas licenciadas em gestão de Empresas) e não de meros “carreiristas políticos”, que começam pelas “jotas” e vão aguardando a sua oportunidade de acesso a uma cadeira (ou banco) de poder.
Seia precisa de projectos mobilizadores, precisa de, à semelhança de qualquer empresa, ter uma definição explícita de missão, ter um pensamento estratégio enquadrado nessa missão e, ter seguidamente, uma estratégia consequente, implementada por elementos com sólido CV profissional nas áreas em que vão actuar.
Ao ler as apostas (evito o termo promessas) dos dois potenciais vencedores fico perfeitamente estupefacto com o irrealismo e vacuidade daquilo que é dito : de parte a parte temos uma lista infindável de lugares comuns, de discurso redondo sem conteúdo. Qualquer candidatura a uma associação de estudantes faria bem melhor, provavelmente com mais animação e menos cinzentismo.
Caso entendas publicar este texto no teu blog ou em qualquer outro local, aproveitaria a oportunidade para fazer um apelo directo aos dois candidatos à vitória, baseado em “quase 20 anos de engenheiro de formação e gestor/empresário por opção” : giram o concelho como geririam a Vossa empresa. Com rigor, com muita imaginação e sempre numa perspectiva competitiva em relação a todos os outros concelhos do interior. Seia tem que apresentar factores diferenciadores e não parques industriais “manhosos”, pois esses parques existem em todo o lado.
Nem o poder nem a oposição devem estar preocupados com a periodicidade da Fiagris, pois isso são peanuts e quando se discutem minudências é porque o trabalho não abunda ... (de parte a parte). Encontrem e definam uma missão! O que é que Seia pretende ser daqui a 20 anos ? Uma cidade industrial em termos tradicionais? Não me parece.
Uma cidade de serviços? Difícil, com a tipologia dos acessos à região.
Apostar em tecnologias emergentes? Dificilmente.
Uma cidade virada para o turismo? Admito que sim, mas será difícil promover uma cidade/região com péssimos acessos, estruturalmente mal concebida e absolutamente caótica em termos urbanísticos, sem qualquer beleza a não ser aquela que nós, que lá nascemos, conseguimos ver.
A definição de uma missão de cidade/concelho é algo que é óbvio e que alguns concelhos desta país fizeram com inteiro sucesso, independentemente de quem conjunturalmente ocupou o poder.
Pensemos em localidades como Guimarães, Vila do Conde, Ponte de Lima, Évora, etc, exemplos de concelhos que definiram para onde queriam ir e que poucos desvios fizeram ao longo destes anos.
Será que algum dos candidatos conseguiria dizer numa frase, sem recurso a lugares comuns qual é a missão de Seia ?
Um abraço,
Pedro Fraga
Resposta:
O meu alinhamento pelo PSD é absolutamente pragmático.
Urge combater a ausência de políticas, o compadrio, o caciquismo e o atraso a que Seia tem estado sujeita desde que este senhor - Eduardo Brito - foi eleito Presidente da Câmara.
Há 29 anos na Câmara como número dois, vereador e presidente, Eduardo Brito conseguiu fazer desaparecer Seia do mapa.
Não só dos roteiros turísticos. Também dos comerciais e industriais.
Outrora uma cidade caótica e desordenada, mas próspera e cheia de turistas, Seia mantém hoje apenas o caótico e o desordenamento.
E os esgotos a céu aberto que inacreditavelmente a rasgam de uma ponta a outra.
É curioso perguntar-se pela formação dos autarcas. Também eu estou farto de o fazer.
Mas porque os senenses se demitiram de lutar pelo progresso da sua terra, acabaram por depositar os seus destinos nas mãos de uma pessoa que nunca teve qualquer formação para gerir coisa nenhuma.
Tal como Jorge Correia, a sua formação foi a universidade da FISEL.
Mas Jorge Correia, pelo menos, era um funcionário especializado. Um quadro superior.
Eduardo Brito, talvez até por isso, por não ter qualquer tipo de formação escolar ou profissional no domínio da gestão de empresas, acabou por fazer atrasar a nossa terra exactamente do tempo em que trabalha na Câmara: uma geração.
Aconteceu com Seia o mesmo que com a FISEL, a VODRATEX e a FERCOL.
Foram todas geridas por gente que revelou ser incapaz de se modernizar e de acompanhar o seu tempo.
Seia está exactamente no mesmo plano de ostracismo.
Não tem ninguém que cuide dela.
A minha luta (desigual) contra a maneira de fazer política de Eduardo Brito (e nunca contra a pessoa em si, que respeito como sempre fiz) nada tem a ver com o PS ou com o PSD.
Se ESTE Eduardo Brito fosse do PSD, eu estaria agora a combater a sua política, pelo PS.
A minha adesão ao PSD prende-se, para além disso, com 2 tipos de factores:
A nível local, porque o PSD é a única força política onde o meu esforço pode não ser desperdiçado. Na CDU o meu esforço não traria quaisquer resultados.
A nível nacional, porque o PS tem-se transformado, desde Guterres, num partido muito mais à direita do que o PSD.
Tenho escrito muito sobre isso e não sou o único a ver essa evidência.
Basta ver de quem são amigos íntimos um Jardim Gonçalves, um Belmiro, um Amorim.
A candidatura de Mário Soares faz gala em apresentar os maiores banqueiros do país como «seus amigos pessoais».
Basta ver quem é que não deixa que a banca multimilionária pague impostos enquanto o povo sofre, esmagado por eles e pela própria banca.
Basta ver quem protege o PS: o grande capital, as mega-empresas, as grandes superfícies (o caso Freeport é apenas um mero exemplo).
Basta ver quem desespera por projectos megalómanos de biliões como os 10 estádios de futebol e agora a OTA e o TGV, quando não há dinheiro para se mandar cantar um cego...
...mas 10% são sempre 10%.
E toda a gente sabe que, por essa Europa fora, o poder não pode ser entregue aos pobres. Porque a corrupção é muito mais eficaz junto dos pobres do que junto de quem não precisa das luvas dos grandes negócios para viver desafogadamente.
Basta ver quem financia o PS que, agora, até se prepara para vender a TVI ao PSOE espanhol.
Qualquer cidadão que veja estas evidências tem que se manter fiel aos seus princípios de igualdade social de oportunidades.
A prática do PS está tão à direita como a que protagoniza o CDS hoje em dia. Não lhes noto diferença nenhuma.
Alguma comunicação social refere-se em tom jocoso a personagens como Alberto João Jardim e Santana Lopes. Pois eu quero aqui deixar bem explícito que os admiro imenso. A um e a outro.
Porque ainda são dos poucos portugueses que conseguem dizer o que lhes vai na alma e chamar os bois pelos nomes.
Santana Lopes foi o único primeiro ministro português, até hoje, que teve a coragem de subir os impostos à banca estranguladora e multimilionária. E não os subiu mais porque a mesma banca arranjou forma de correr com ele.
Se é verdade que o PSD tem muita gente que se aproveita da política, o PS não lhe fica atrás.
Que dizer de um Fernando Gomes ou de um Armando Vara? De um inefável Coelhone «10 por ceinto»? De uma Fátima Felgueiras? E até dos tipos de segunda linha, que ninguém conhece, e que geriram a seu bel prazer os milhões do negócio do Alqueva?
Os partidos, como as prisões, são verdadeiras Universidades da miséria. Ali se aprende minuciosamente a fazer o que não deveria nunca existir.
Mas a Democracia baseia-se neles. Nos Partidos.
A ausência de Partidos é a Ditadura.
Em Democracia ninguém é obrigado a nada. Nem sequer a votar.
Mas, pelos vistos, em Seia algumas (poucas) pessoas ainda ficam escandalizadas e quase consideram um crime não se alinhar pelo PS.
Ora é exactamente contra esse obscurantismo que eu me bato.
A minha pobre palavra e a minha mediana inteligência são a minha humilde contribuição para a dissipação das trevas e do obscurantismo que ainda grassa por cá.

São eles próprios que mostram à sociedade a "forte participação cívica" que a candidatura cansada de Eduardo Brito está a provocar.
Eu chamar-lhe-ia de "forte indiferença cívica".
A última desgraça é que nem sequer conseguiram inaugurar a sua sede de candidatura, ante-ontem.
Apesar das centenas de convites feitos na rua - até a militantes do PSD - a sede não chegou a ser inaugurada por absoluta falta de visitantes!
Meras 10 pessoas apareceram - todas do staff de Eduardo Brito - para uma inauguração que não se fez.
Ficaram lá os aperitivos e o vinho do Porto por abrir...
Por outro lado, no seu site, Eduardo tem o bom gosto de mostrar a "forte participação cívica" que tem tido por essas freguesias fora.
3 a 7 participantes, tirando o pessoal que vem com ele...
Foi tão forte que acabou com os Novos Desafios num instante.
Nem na sua própria terra - S. Romão - conseguiu mais do que 20 pessoas.
As 10 que o acompanham e a lista de S. Romão.
Mais nada!
Como é possível?

Foi tão mau que nem a fotofgrafia da reunião de S. Romão publicaram no site...
E ele lá continua, animado, como se não percebesse que já ninguém lhe liga nenhuma...
Uma coisa temos que reconhecer:
O homem tem cá um estômago!!!

Até nos bastiões socialistas, como São Martinho e Vila Cova, a "forte participação cívica" é a que se vê.
Em Sandomil, onde EB ainda conseguiu "iludir" com as suas promessas furadas os nossos anteriores cabeças de lista, e onde há mais de 1000 eleitores, estiveram lá aqueles que a primeira foto documenta.
5? 6?
E com anúncios em todos os cafés com dias de antecedência!
Vai lá, vai!
Com terramoto eleitoral de 9 de Outubro, até a Teixeira abana...

Porta da Estrela.Arquivo: Edição de 20-01-2003
«Prometeram transformar a aldeia no Piodão do concelho de Seia e nada foi feito»
Dizia-se:
A pequena aldeia do Casal do Rei constitui um símbolo bastante forte do tipo de construção em xisto na área do Parque Natural da Serra da Estrela. Os 70 habitantes praticam uma agricultura de subsistência e exploram a resina dos pinhais que envolvem a aldeia. A falta de recursos obrigam a que muitos moradores tenham partido para outras paragens, regressando ao fim-de-semana ou nos meses de Verão.
A paragem nesta aldeia, que durante muitos anos esteve sem acessos, é obrigatória. Obrigatória é também a visita ao lagar de azeite, forno, moinho e levadas, tudo formas dum viver comunitário. Durante a visita aprecie também a simpatia acolhedora desta gente.
A população do Casal do Rei, freguesia de Vide, está descontente com a Câmara Municipal de Seia (CMS) (...).
Queixam-se de abandono com a não concretização das promessas feitas nos últimos 17 anos.
Recordam a elaboração do “Plano de Desenvolvimento Integrado do Vale de Loriga - Contributo para o Estudo Sócio-Económico de Casal do Rei”, elaborado por uma equipa do PNSE, coordenada pelo professor Alberto Martinho, em 1986.
A maior indignação parte da Associação de Melhoramentos local, constituída há cerca de nove anos e presidida por Mário Silva.
Este responsável afirma que a população «foi aliciada» pela Câmara Municipal e Parque Natural para transformarem o Casal do Rei numa aldeia turística ou de montanha, «só que não passam das palavras aos actos e neste momento não temos nem uma coisa nem outra».
Por outro lado, referiu que a Câmara Municipal candidatou-se a um projecto para uma aldeia turística de montanha, onde se inclui o Casal do Rei, Cabeça e Fontão mas, e com mágoa o diz, que em sucessivas reuniões realizadas com o presidente da Câmara era alegado «que não havia arquitectos, depois já eram engenheiros ou paisagista, enfim, um conjunto de factores que levam a que não tenhamos nada em concreto».
Mário Silva afirma que já decorreram diversas reuniões para que o projecto de recuperação da aldeia avance mas «não passamos das palavras aos actos».
Adiantou que foi prometido a remoção de todos os cabos existentes: telefónicos e eléctricos, passando de aéreos a subterrâneos, construção da estação de tratamento de águas residuais, para que a aldeia tenha esgotos, acabando-se com as fossas existentes nas caves ou garagens e reparação da escola para colónia balnear.
A população está disponível para colaborar na recuperação das suas casas, desde que tenham apoios.
Querem também que a Câmara olhe paras as casas que estão a cair e que estão a dar má imagem à povoação, “obrigando” os proprietários a recuperar ou a vender, uma vez que estão, algumas delas, a pôr em risco a circulação na via pública.
«Queria que acordassem todas as entidades competentes, principalmente a Câmara Municipal de Seia, porque toda a gente fala no Piodão como grande aldeia turística e vissem que o Casal do Rei tem grandes e fortes potencialidades para ser tão bom ou melhor que o Piodão», refere Mário Silva.
João Marques diz ainda: «para o bem da nossa população era bom que essas entidades olhassem um pouco por nós porque o povo está saturado de tantas promessas, queríamos era ver resultados.
Foi-nos prometido saneamento, a recuperação da escola e de caminhos. A estrada, mal sinalizada, está uma vergonha. Até a placa colocada na Estrada Nacional 231, na Portela do Arão, desapareceu».
A Comissão de Melhoramentos tem também pedido apoios à Câmara Municipal para a construção de uma sede social mas o presidente da Câmara «é muito bom orador, promete muita coisa mas não cumpre com os apoios», refere Mário Silva.
A actual sede não tem grandes condições, mas o dinheiro não abunda para aquelas bandas. Entregaram à Câmara um orçamento para a colocação do telhado e até hoje não obtiveram qualquer tipo de subsídio.
«Já que eles gostam tanto do Casal do Rei deviam actuar mais, preocuparem-se mais um pouco do que têm feito até aqui», refere João Marques.
A Comissão de Melhoramentos tem também a intenção de recuperar o forno comunitário, o único existente na aldeia e onde toda a população cozia o pão, mas a falta de apoios tem inviabilizado a recuperação.
«Tudo o que temos feito é com intenção de melhorarmos a nossa terra, já que estamos esquecidos».
Os acessos à aldeia também são alvo de críticas. A estrada não tem valetas, estando a degradar-se de dia para dia. Apresentaram, há cerca de um ano, um orçamento à Câmara Municipal, mas nada foi feito.
Os dois populares referiram: «já que não nos ajudam que não nos atrapalhem».
E rematava-se:
No Plano Plurianual de Investimentos para 2003 a Câmara Municipal de Seia dotou as Aldeias de Montanha - Cabeça (75), Casal do Rei (10) e Fontão (25) - com 110 mil euros. O PIDDAC contempla para apoio à instalação e funcionamento do GTL (Fontão e Casal do Rei) uma verba de 49.850 euros para 2003 e 49.855 para 2004.
Até ao fecho desta edição não possível obter qualquer comentário de Eduardo Brito, presidente da Câmara de Seia. Todas as tentativas efectuadas foram infrutíferas.
Para onde foi esse dinheiro, não se sabe.
Hoje, 2 anos e oito meses depois... está tudo EXACTAMENTE na mesma.
No seu site e no Boletim Municipal Eduardo Brito VOLTA A PROMETER, a 1 mês das eleições a mesma coisa a Casal do Rei e à Cabeça:
«A Câmara Municipal pretende transformar a localidade do Fontão numa espécie de “museu vivo”, à semelhança do que vai acontecer com o Casal do Rei e Cabeça, tendo constituído para o efeito um Gabinete Técnico Local (GTL) para a elaboração dos estudos e projectos.»
Numa coisa temos que estar todos de acordo:
Eduardo Brito ou sofre de amnésia galopante ou não tem pingo de vergonha!
Escolhi a praia fluvial da Sra do Desterro em S. Romão para, a pretexto dela, desenvolver um pouco sobre as coisas inacreditáveis que esta câmara faz, já que este é um exemplo bem ilustrativo da qualidade e da capacidade de visão dos políticos que nos governam.
Vejamos porquê.
1 - a incrível localização. Num local extremamente aprazível como aquele, havia apenas um sítio onde a praia nunca se poderia construir: por baixo do paredão.
Ora, foi exactamente aí que ela foi construída.
Naquele buraco, não lhe dá o sol a partir das 3 da tarde e, de inverno, a água galga a barragem arrastando tudo à sua frente: relva, areia, cadeiras, enfim... tudo o que lá houver, como tem acontecido e as fotos documentam.
É uma praia sub-fluvial, portanto.
Depois é o único sítio feio, frio e fechado, que não permitiria nunca aos utentes disfrutar das magníficas paisagens que o envolvem. É um fosso emparedado e perigoso, que nunca estaria dimensionado para o número de pessoas que se esperava viessem “a banhos” e também porque, estando num plano muito inferior ao da estrada que a circunscreve, não salvaguardaria a integridade física dos utentes.
Muito pelo contrário
2 - A filosofia.
Bem... "Filosofia" é uma maneira de dizer... isso já se sabe que não é nenhuma.
Não há qualquer tipo de planeamento estratégico na Câmara de Seia relativamente ao Turismo nem a outro assunto qualquer. Aqui está a prova.
Não houve, nos últimos 12 anos (nem antes), essa preocupação nem essa visão.
«É mais bolos»...
Aquele mamarracho que ali está foi construído para se dizer que se fez alguma coisa na Sra do Desterro. Mais nada. Senão, era zero mesmo num dos locais mais belos e aprazíveis do Concelho.
Mas neste caso mais valia que nada se lá tivesse feito. Porque aquilo nunca funcionou - como na altura avisei - e tinha-se poupado muito dinheiro.


3 - Mas quanto dinheiro se teria poupado?.
Ora lá está! Outra pergunta de muito dificil resposta.
À semelhança do que acontece com as contas da Fiagris deste ano, de há 2 anos, de há 4 anos e de todos os anos, nunca se saberá ao certo quanto foi ali enterrado (na perfeita acepção da palavra).
O placard dizia uma coisa, o boletim Municipal dizia outra e, quando assim é, já se sabe que nem um nem outro estão correctos.
4 - A estupidez.
Se a incompetência se aceita - porque já se sabe o que a casa gasta - já a estupidez crassa é mais difícil de "engolir".
Eu também não sei ao certo para que servem os serviços técnicos que figuram nos vários organigramas que a Câmara, de tempos a tempos, lá vai alterando, mas a verdade é que há um único pormenor que inviabilizaria completamente o sucesso da praia: a profundidade a que a água é captada.
E porquê?
O leitor não está a ver mas, só por isso, alguém tinha a obrigação de fazer parar de imediato o processo.
É que a água é captada a montante, na barragem, a bons 6 metros de profundidade. O que implica que essa água, quer no inverno, quer no verão, sai "GELADA"!
A temperaturas sempre inferiores a 10 graus centígrados. Provavelmente próxima dos 4 (QUATRO) graus, temperatura a que a água adquire a sua maior densidade.
Por isso se encontra no fundo.
E é no fundo onde - inacreditavelmente - ela é captada.
As poucas crianças que ainda resistem a frequentar tão ditosa "praia" (duas, segundo consegui apurar) estão sujeitas a choques térmicos e a paragens de digestão, a qualquer momento que entrem na água, mesmo que só tenham ingerido leite.
Mas pior: ao mergulhar naquele gelo podem perder de imediato os sentidos e afogar-se.
5 - A Inutilidade a que está votada a praia é, portanto, o melhor que nos podia ter acontecido, neste caso.
Foram 55 mil contos deitados à rua (ou melhor, ao rio), segundo o placard, mas do mal o menos: ainda não morreu lá ninguém.
Que continue então assim, inútil e abandonada.
Mas façamos agora uma simples conta: 55 mil contos aqui enterrados, mais 75 mil na Fonte Mamarracha da Camionagem, já são 130 mil contos em apenas duas estúpidas inutilidades.
Depois, o sr presidente responde às crianças das escolas primárias, quando lhe pedem 2 balizas para o pátio das escolas: «Meus meninos... tenham paciência, mas para isso não há dinheiro...»
E é capaz de ter razão.
Com tanto milhão de euros estoirado em elefantes brancos, como é que há-de haver 100 euros para duas balizas de plástico?
Não pode!
Há que haver contenção no barato e útil para se poderem rebentar milhões com a megalomania inútil.
É que os projectos de milhões é que dão «margem» para a pompa e circinstância.
Não são as tristes balizas de 100 euros...
Na edição de 30-7-2003, há 2 anos, em entrevista ao Jornal Porta da Estrela, fazendo um balanço da Fiagris, Eduardo Brito estava no seu melhor: prometia descaradamente uma coisa e o seu contrário:
Vejamos mais esta maravilhosa pérola do nosso ainda presidente:
1 - O presidente da Câmara de Seia referiu, a este propósito, que «a cidade e o concelho não podem esperar dois anos pela realização de um evento desta natureza».
«É muito tempo 2 anos para quem tem as nossas ambições e quem quer estar sempre no TOP», realçou.
E, logo a seguir consegue prometer o contrário!
2 - O assunto vai ser objecto de discussão junto dos empresários mas Eduardo Brito deixa a sua opinião: Manter uma Feira geral de dois em dois anos, intercalada com uma Feira temática ou sectorial, que pode ser ligada à indústria, comércio ou artesanato.
Agora, 2 anos depois, vem prometer que afinal a Fiagris sempre vai passar a anual.
Se ganhasse a Câmara, na próxima Fiagris, outra vez daqui a 2 anos, prometeria outra coisa qualquer: para aí uma NOVA Fiagris mas totalmente remodelada: sem nenhuma Indústria, nem Agricultura, nem Feira.
Só espectáculos medíocres para o povão. Com altas comissões (10 a 20% de 20.000 contos = 3.000 contos em média) para o bolso do "agente" convidado incumbente (sempre o mesmo nos últimos anos).
Ó diabo: mas isso, também já temos hoje...
Do site do Candidato Nuno Vaz podemos ler as grandes opções
1 – O Turismo: cidade e freguesias. A marca SEIA
O desenvolvimento e o progresso do Concelho terão que ter por base uma aposta séria que envolva todas as freguesias. Porque todo o concelho tem grandes potencialidades turísticas que urge aproveitar e gente capaz de as desenvolver.
Nesse sentido implementaremos um plano global de investimento público e privado em todas as freguesias no sentido de as dotarmos das condições necessárias a que o turista delas possa beneficiar e aproveitar das suas maravilhas naturais e da simpatia das nossas gentes. As freguesias só têm a ganhar com a sua qualificação turística e temos a certeza que um plano desta natureza será muito bem aceite por todos.
Neste nosso desígnio concelhio - a implementação de um turismo acessível e de qualidade - característico de uma zona de montanha, não deixaremos de influenciar decisivamente o parque natural da serra da Estrela, no sentido de este não dificultar ou mesmo impedir o desenvolvimento das nossas freguesias, tanto no campo turístico como no da habitação.
É preciso que todo o país tenha a consciência clara que a única pista de ski natural de Portugal se situa no concelho de Seia. Muito poucos saberão disto. Há que lhe dar a visibilidade que ela merece associada ao Concelho onde se situa.
Temos o único aeródromo do distrito da Guarda e o mais central do país, como se verifica anualmente no combate aos incêndios.
Vamos requalificá-lo e vamos abri-lo à aviação comercial e turística.
Hoje em dia têm cada vez mais procura os passeios turísticos pedonais, hípicos, de bicicleta e motorizados: moto, moto4 , todo-o-terreno e aéreos.
Ao promovermos o nosso turismo, a nossa neve, as nossas pistas, o ski natural, o queijo, o mel, o cão da serra, o nosso vinho, o nosso artesanato, o requeijão de SEIA, o nosso pão, o ponto mais alto de Portugal continental, estamos a promover todo o concelho e a tirá-lo do anonimato.
Todos estes valores constituem aquilo a que denominaremos, de futuro, a marca SEIA.
Uma marca a criar e a promover todos os dias a bem da nossa Terra.
2 – Qualidade Ambiental – uma opção inadiável
A aposta no turismo só pode ser alicerçada num ambiente de qualidade, que não temos neste momento. Pelo contrário.
Torna-se obrigatório erradicar de vez com os esgotos a céu aberto, as ETARs que não funcionam, os lameiros conspurcados, os rebanhos infectados por pastagens poluídas, os rios e as ribeiras com águas putrefactas, que se estendem aos mantos aquáticos (lençóis freáticos) subterrâneos, com consequências que nenhum de nós pode antever.
Garantiremos cursos de água despoluídos em todas as freguesias pela instalação de equipamentos adequados ao tratamento das águas residuais. Não continuaremos a permitir aquilo que a CMS chama de «saneamento», que apenas consiste na recolha dos esgotos domésticos e no seu lançamento directamente nos rios e ribeiras sem tratamento. Connosco será de novo possível pescar nas nossas ribeiras e beber nas nossas nascentes, dentro de muito pouco tempo.
Mas o ambiente não é só água. Há que manter as nossas terras e o nosso ar limpo de substancias nocivas que causem impacto na saúde individual e colectiva das populações.
Recentemente também se considera poluição os atentados estéticos (visuais) que se repetem por todo o concelho. Evitaremos que este tipo de poluição no futuro.
3 – Emprego
O emprego é encarado como prioridade no nosso concelho.
Após os fecho de inúmeras fábricas que devastam o tecido industrial do concelho de Seia, é essencial criar condições de emprego para os naturais e para os que, de fora, queiram vir para cá trabalhar.
Uma correcta política de emprego implica que o mesmo esta directamente ligado não só à industria, que tem que ser cativada, como com o turismo, efectuando a necessária ligação entre a aposta no turismo e a Escola Superior de Turismo e Telecomunicações, possibilitando assim que os jovens licenciados em Seia aqui fiquem a trabalhar na industria do turismo ou noutra.
O recuperar do tecido industrial perdido ao longo destes doze anos é fundamental.
Naturalmente há que diversificar a aposta industrial e dar aos privados todo o apoio para que se instalem e permaneçam no nosso concelho longo anos.
Há que marcar a diferença e apostar no futura, pois só assim vamos fixar os nossos jovens.
4 – Acessibilidades
- Lutaremos por acessibilidades a Viseu, como a prioridade fundamental para o desenvolvimento do nosso concelho, nomeadamente, na sua ligação à A25.
Tal ligação potenciará o desenvolvimento comercial, industrial e turístico do nosso concelho, facilitando em muito a chegada de pessoas ao Concelho de Seia.
- Uma aposta forte na requalificação da estrada da Serra, tornando mais atractiva a subida à Torre pelo lado de Seia, permitindo trajectos mais agradáveis e mais seguros ao nosso visitantes, para que tenham o gosto e o prazer de repetir a visita à Serra da Estrela, voltando por Seia.
- Lutaremos pelo IC6 /ligação a Coimbra com um nó no Concelho de Seia.
5 – Uma Política de Juventude, Educação e Desporto
Associado a uma política de emprego estável no concelho tem que estar uma política de juventude e desporto, pois, para além das condições de emprego, é necessário proporcionar os jovens os meios de divertimento saudável e livre de drogas (???), na ocupação dos seus tempos livres.
Pretendemos, no que ao desporto de clubes diz respeito, impor um sistema de incentivo aos melhores, com prémios que valorizem o esforço na promoção e dignificação do concelho de Seia, fomentando o apoio a algumas modalidades que projectem e dêem visibilidade ao concelho.
Apoiaremos todas a colectividades nas suas iniciativas de promoção cultural, desportiva e recreativa, ajudando as pessoas “a viver e sentir” as suas terras.
Todas estas actividades serão complementadas com a ligação aos projectos turísticos das freguesias que as divulgarão, dinamizarão, e farão os seus habitantes terem orgulho da sua terra.
Há que criar, também, projectos de divulgação de vida saudável, lutando contra a droga, flagelo que afecta o nosso concelho, e encaminhando os nossos jovens para actividades lúdicas saudáveis e, sempre que possível, que possam, enquanto se divertem, ajudar a comunidade.
Apoiar o crescimento e qualidade do ensino desde o pré-escolar até ao superior, formando cada vez mais jovens com aptidões e conhecimentos para vencer no mercado de trabalho, de preferência no concelho.
O ensino de qualidade é essencial para atrair e fixar famílias no concelho, seja mantendo os nossos jovens, seja atraindo novas famílias para a nossa terra, contrariando, assim, ao desertificação ocorrida nos últimos 12 anos.
6 – URBANISMO e ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO
PDM - Avançaremos, com urgência na revisão do PDM (Plano Director Municipal) que está há quatro amos prometida e que não foi realizada.
Esta revisão, as sentem-no na pele, é urgente para acabar com as amarras injustificadas do plano actual e é reclamada insistentemente por todo o concelho.
Ordenamento do território - O crescimento ordenado do território, seja ele urbano, seja rural, é essencial para o desenvolvimento harmonioso das localidades e para o controlo e combate aos incêndios.
Há que desenvolver planos alargados de ordenamento da floresta apostando na prevenção do flagelo que são os fogos, evitando, assim, que eles ocorram e destruam as vidas e o património de todos nós.
Há que construir caminhos, aceiros, pontos de água, postos de vigia e reflorestar as zonas ardidas, com ordem e com regras, apostando em espécies resistentes ao fogo e capazes de impedir o progresso desalmado das chamas.
Apostaremos também no controlo da limpeza de matas públicas dando assim o exemplo aos particulares que o deverão seguir, com incentivos e apoios para o efeito.
7 – Saúde e solidariedade social
A pobreza, infelizmente, assola o nosso concelho. Procuraremos investir na habitação social por forma a permitir que famílias de menores recursos possam aceder a casa própria ou arrendada a custos mais económicos.
As carências que este ano o CLAS identifica no nosso concelho, no Sec XXI, são, entre outras, as de que tem problemas sérios de água, saneamento, e electricidade.
Felizmente que ao nível da saúde o governo do PSD deu o impulso fundamental coma decisão de construção do HOSPITAL DE SEIA que há muito vinha sendo adiado.
Não abdicaremos de pressionar o governo para que acelere o mais possível todo o processo para que se conclua o mais depressa possível.
Procuraremos sensibilizar o Governo para a questão dos centros de saúde do concelho, apostando na modernização dos que necessitem e na coordenação com o hospital, melhorando desta forma a prestação global de cuidados de saúde.
Apostaremos em políticas activas de apoio à terceira idade que, durante todo o ano, tragam bem estar e felicidade àqueles que dela necessitam. Os idosos são pessoas que deram muito durante muito tempo à sociedade logo, é de elementar justiça que quando chegam ao tempo de descanso, sociedade lhes retribua com apoios efectivos e que não se restrinjam à época de verão.
8 – Taxas e Licenças
Reduziremos a taxa do IMI (antiga contribuição predial), não havendo justificação para que se encontre actualmente fixada no seu valor máximo, penalizando fortemente as populações.
As taxas de construção, por sua vez, também terão que ser obrigatoriamente reduzidas, pois os valores que hoje fixados são absurdos e penalizados de quem quer construir casa na sua própria terra.
As taxas não podem ser, como já foram, um impeditivo para os nosso conterrâneos poderem construir a sua habitação.
Além disso, a redução dessas taxas fará com que os preços de venda de apartamentos e moradias feitas por empreiteiros, baixem nessa mesma medida.
Aliviaremos, dessa forma, a pesada carga “fiscal” que a Câmara tem feito incidir sobre os Senenses de todas as freguesias.
9 – O Concelho como um todo
Apostamos na união do concelho, procurando sem descanso que o concelho seja mais igual, não havendo as discrepâncias que hoje existem entre algumas freguesias.
TODOS SERÂO TRATADOS COMO IGUAIS.
Só assim poderemos ser um só concelho, à mesma velocidade, lutando passo a passo para a felicidade de todos.
Depois de ter acreditado, mais uma vez, em quem não devia, aceitei o convite para alojar as minhas fotos num portal virtual denominado www.serradaestrela.com. Ao longo dos últimos meses aí alojei centenas de fotos tratadas e editadas por mim.
Para meu espanto, um belo dia, deixei de ter acesso aos meus documentos guardados nesse local.
Pedi que me gravassem um cd com os ficheiros ao menos e, para continuação do meu espanto, o responsável informa-me, com a maior descontracção, que não pode ser, que apagou tudo.
Quem vai decidir do meu prejuízo não sou eu nem ele, está bom de ver.
Agora tenho que realojar todas as minhas fotos originais num novo espaço.
Mas este é fiável.
Não é gerido por tugas semi-analfabetos, vendidos ao sistema, mas por profissionais informáticos canadianos imparciais.
Pelo facto de terem desaparecido, deste blog, quase todas as minhas fotos - centenas de horas de trabalho - peço humildemente as vossas desculpas.
Irão sendo recuperadas a pouco e pouco.
A indemnização deve dar para isso tudo.

«Eduardo Brito tornou-se num prometedor compulsivo que não consegue cumprir uma só das dezenas de promessas que faz por ano…»
Consultando a edição do Porta da Estrela de 11/01/2002, podemos ler algumas declarações do sr Eduardo Brito, na altura em que tomou posse.
Dizia-se:
«A aposta vai para o emprego, educação, construção do novo hospital, acessibilidades e saneamento básico.
Considera mesmo que o mandato não terá sucesso se todo o concelho não ficar servido de estações de tratamento. Eduardo Brito reivindica também a vinda para Seia do comando da GNR.»
Analisemos estes 6 objectivos, um por um:

1 - O emprego. Apesar da desertificação constante o desemprego bateu o record em Seia. Há cerca de 2700 desempregados, neste momento. Só este ano muitas empresas fecharam no Concelho. Como a Vodrages em Seia, a Alvalã em Vila Cova e a Jomabril em Loriga.
Nenhuma as substituiu. Todos esses trabalhadores estão a receber subsídios de desemprego pagos por todos nós.
De realçar, pela negativa, a participação ao vivo do sr presidente na tomada de reféns da Vodrages. Um caso de polícia. Prometendo o paraíso aos trabalhadores, ajudou a que estes se revoltassem à espera que a empresa fosse gerida por outra administração. Resultado? A empresa foi forçada a fechar numa altura em que tinha apenas 18 dias de salários (meio subsídio de Natal) em atraso. E o Tribunal, por falta de propostas, foi forçado a decretar a sua falência.
Onde estava o tal grupo económico interessado na Vodrages? Nunca apareceu. Os trabalhadores foram enganados.
José Baltazar acusou directamente o autarca «de nunca se ter preocupado em mediar qualquer conflito, nem sentar à mesma mesa o representante dos trabalhadores, o sindicato e a administração, e que veio entrar na sua propriedade durante um acto ilegal de um sequestro e apenas para prometer coisas aos trabalhadores».
«Vamos ver como irá cumprir o pagamento dos salários que prometeu. Estou curioso para ver isso...», salientou.
Refira-se que na noite de domingo Eduardo Brito saudou a iniciativa de sequestro dos gestores. Quanto ao pagamento aos sequestradores disse ainda que «se o IAPMEI não pagasse aos três trabalhadores, que em turnos têm guardado a fábrica, seria a Câmara a fazê-lo».
Incrível! A noção que este senhor, que nos desgoverna há 12 anos, tem da legalidade! Como iria ele pagar salários aos funcionários da Vodrages? Ao abrigo de que rubrica?
Se os trabalhadores de todas as empresas com 18 dias de salários em atraso ocupassem as instalações, não havia, por certo, indústria em Portugal.
Aí têm, os trabalhadores, a paga das promessas que lhes foram feitas. Hoje, torcem a orelha por terem acreditado em prometedores profissionais.
Podiam ter os seus postos de trabalho assegurados, ainda agora. Entretanto, a 2ª melhor fábrica de cardação do país está fechada. Em Seia.
2 - A Educação. Que fez a Câmara de Seia pela Educação? Alguém sabe? Abriu um espaço Internet que está fechado quando os alunos saem das escolas. Foi isso?
3 - Um Hospital renovado. Depois de 26 anos de marasmo nessa luta, lembrou-se finalmente dele, dada a proporção da escandaleira social que o tema estava já a tomar. O governo do PSD aprovou-o. O ministro Luis Felipe Pereira veio a Seia dar a boa notícia. Em Março de 2004 aprovou o programa funcional do Hospital de Seia, e as obras iniciar-se-iam no princípio de 2005. Porque um Hospital novo só poderia ser inaugurado em 2010 ou 2011.
Previa a ampliação e remodelação do actual edifício e 75 camas. O Ministério garantiu também à Santa Casa da Misericórdia de Seia que apoiaria a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados. Com 30 camas em quartos individuais, a instalar num edifício de raíz a construir às portas da cidade. A nova unidade de saúde privada iria ter também um Centro de Recuperação Global, que incluiria uma área de reabilitação, terapia ocupacional e reintegração.
Mudou o governo e até agora, parou tudo.
Só as promessas é que não. Essas continuam sempre. O Hospital deveria estar agora a entrar em funções. A Unidade de Cuidados Continuados também. O que temos neste momento? NADA.
Perdeu-se um ano e vai perder-se seguramente outro com os concursos, até começarem as obras. Se é que elas alguma vez vão começar.
4 - Acessibilidades: há alguma diferença relativamente a 2001? Não há. Fez-se à pressa uma ladeira desde a Fonte Mamarracha até ao Cemitério, a que pomposamente se deu o nome de Avenida. Não contribui para o descongestionamento da cidade porque acaba, em cima, num funil. Um traçado estúpido com curvas evitáveis que emboca numa quelha. Ao fundo, uma curva pronunciadíssima que deixa antever os acidentes que se verificarão no inverno.
Mais uma promessa furada.
Estrada do Sabugueiro, da Sra do Desterro, da Portela do Arão, IC6 e IC7? Tudo para o tecto.
Lá está o homem a prometer o que não pode cumprir.
5 - Saneamento básico. Dizia ele, alto e bom som, que «o meu mandato não terá sucesso se todo o concelho não ficar servido de estações de tratamento».
Pois bem: Nem 1% - um por cento - do concelho está servido, 4 anos depois.
Com o projecto da ETAR de SEIA, nem 1% a mais se adiciona, porque uma ribeira INTEIRA não pode ser tratada numa ETAR.
A quem continua, Eduardo Brito, a tentar enganar?
Se, como ele próprio disse, o seu mandato não teve sucesso, porque insulta ele a inteligência dos senenses candidatando-se outra vez?
Quer fazer dos senenses estúpidos?
6 - O prometido comando da GNR para Seia: pois claro que permaneceu em Gouveia e de lá não sairá tão cedo. Porque Eduardo não tem força nem peso político suficientes para mudar seja o que for no seio da estrutura da GNR. Porque promete ele algo que bem sabe nunca poder cumprir?
Não há dúvida. Toda a gente já percebeu que Eduardo Brito se tornou num prometedor compulsivo que não consegue cumprir uma só das dezenas de promessas que faz por ano.Tem, por isso, tratado os senenses como débeis mentais.
Mas eles não o são, como lhe mostrarão em 9 de Outubro.

À falta de argumentação capaz, o grupo que gravita em torno do ainda presidente da câmara, pago com ordenados da câmara, que saem dos bolsos de todos nós, lembrou-se agora de dizer que Nuno Vaz tem um ar arrogante na foto oficial da sua candidatura.
É que não o podem chamar de corrupto, nem de desonesto, nem de aproveitador da coisa pública, nem de analfabeto, nem de cacique, nem de enriquecer à custa da Câmara.
Disso não o podem acusar.
Acusam-no, então, de se mostrar arrogante na foto.
Convido o leitor a um olhar cuidado à expressão deste homem.
Atente-se nos olhos: eles não denotam arrogância, mas uma humildade serena.
O rosto, convicta determinação. A pose não é altiva, mas é firme.
O sorriso é natural e confiante. As cavadas rugas de expressão na face, provocadas por esse mesmo sorriso ao longo dos anos, mostram a naturalidade e a frequência com que sorri, o que desmente a tese de ser um homem taciturno e altivo.
É tudo o que Seia precisa como de pão para a boca: Honestidade, Determinação, Firmeza, Transparência, Humildade e Confiança no Futuro.
Todo o senense sabe bem que estas são Qualidades que não se têm encontrado, em abundância, nos últimos anos...
Eduardo Brito tenta defender-se da miséria que são os rios de esgoto a atravessarem Seia, dizendo que foi o governo (do PSD, pois claro!) que demorou 3 anos para aprovar o negócio com a Sociedade do Zêzere e Côa.
O que ele não estava à espera é que a gente soubesse fazer contas...
Então, lá vai:
1º - NINGUÉM O MANDOU FAZER ESSE NEGÓCIO de vender a nossa água a estranhos que no-la vêm, depois, cobrar.
Ele prometeu as ETARs não só há 4 anos, mas também há 8 e há 12 anos! É uma farturinha de promessas, graças a Deus!
Ora, nessa altura NEM SEQUER EXISTIA ESSA SOCIEDADE! (Águas do Zêzere e Côa)
Portanto, por aí, não vai lá.
2º - 61% do tempo em que Eduardo Brito governou, foi com o PS no Governo, enquanto apenas 39% com o PSD.
Não tente enganar os tontinhos, que já não os há por cá, chefe!
Já todos abriram os olhos!
Andam a circular umas fotocópias mal tiradas de uns textos meus aos quais foram adicionados alguns comentários e uma figura.
Pretendem, com isto, os autores conotar-me com essa distribuição panfletária à qual sou completamente alheio.
Não distribuo nem mando distribuir fotocópias.
Escrevo as minhas opiniões no meu blog e envio algumas delas para um único jornal local - O Porta da Estrela - e para alguns regionais e nacionais, a pedido.
O método utilizado, se bem que eficaz e barato, não é eticamente correcto, porquanto se presta a confusões com publicações anónimas.
Para que conste, quero demarcar-me claramente deste tipo de iniciativas.
Publicações anónimas - embora com textos de proveniência perfeitamente determinada - não contribuem para a discussão alargada e transparente das opções políticas (absolutamente erradas) que têm sido seguidas em Seia. Nem para o são exercício da democracia.
Antes cavam o fosso da clandestinidade caciquenta e mostram à evidência que o défice democrático, de que tanto se fala em Seia, aí está para lavar e durar... até 9 de Outubro.
Mas a culpa não é nossa.
Mais: avisámos o Zé Domingues, presidente da Junta PSD vendido agora ao PS (durante a seca de 2 horas e meia que nos fez passar para conseguirmos ter as certidões de recenseamento dos nossos candidatos em nosso poder) que devia assinar e carimbar as suas próprias certidões. Reagiu com um sorriso de desprezo dizendo que «não era preciso nada disso».
Ele é quem sabe, pensámos.
Afinal ele não sabia.
E, no entanto, estamos a falar de coisas bem menos complicadas do que negociar uma venda de imagem de um Partido para outro.
Vamos a ver que malabarismos fará agora o PS para dar a volta à Lei.
Acredito até que a dê.
E espero que consiga fazer de uma sentença de um Juiz letra morta.
Para lhes poder ganhar no terreno.

Revisito hoje o blog de outro senense - Luis Silva, de Torroselo - que nos traz imagens aterradoras dos incêndios que lavraram na zona de Vide e das suas 29 anexas. A não perder. E sem comentários que, sobre este assunto, quanto mais se fala menos se acerta.
A verdade é que durante as férias de José Sócrates, toda esta zona da serra se foi.
Felizmente para ele que no Quénia não se passou nada disto.

Recupero esta entrada do blog de Paulo Farol.
Ela traduz muito do que a juventude sente por ver a sua terra ultrapassada, em eventos e modernidade, por todas as circundantes. Neste caso, o Paulo refere-se apenas a Gouveia.
Mas o que é isto???
3ª edição ( se não me engano, pois começou em 2003 ) e com apoios como a televisão do estado?
Mas porque será que estou eu espantado?
Previsível não é? Tudo e todos sempre a evoluir. Só nós é que...
Nós.. Salvo seja!
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Quando à dois anos conversava com quem de direito para a criação de um espectáculo rock em Seia e que tivesse uma denominação chamativa e ligada à Serra da Estrela, que igualmente fosse organizado com tempo e excelentemente bem divulgado, chamaram-me de maluco.
O ano passado voltei a referir o mesmo assunto e só teve recepção de quem entende destas coisas, de qualquer forma nunca mais eu soube desse mesmo projecto, a não ser que andou para a frente ao ponto de ter data prevista.
Agora vejo Gouveia a "chegar-se à frente" uma vez mais.
"Eles" é Rave Party's, ArtRock, Snowing Sport's, TT's, duplos TT's e triplos TT's, Festivais e mais festivais que só promovem a gastronomia, etc, etc, etc...
E nós?
Nós... Salvo seja!
Antes que me esqueça... Até os cartazes que concebem estão ao nível de uma organização superior. (Veja-se o cartaz da feira do Queijo de Seia deste ano. Nem o pior aluno de Photoshop faria tal aventura e tal descrédito com os criativos de design existentes no concelho... que até tratam da imagem de empresas nacionais.)
Mas será que só eu é que me posso sentir "revoltado"?
Mas onde é que anda a juventude deste concelho?
A viver a vida fora de Seia?
Mas tenham cuidado ao voltar pois já se sabe como as noites de Seia são animadas.
Muito sinceramente... não tenho vergonha de aqui ter nascido, mas começo a perder a vontade de aqui ficar e de querer continuar a fazer alguma coisa.
Tudo à volta tem mais propostas e mais aliciantes formas de diversão, já para não falar de segurança.
Mas o que é que nós aqui estamos a fazer ???
Pois é, caro Paulo... o que estamos aqui a fazer é a ser governados por homens de ideias curtas e visão nula.
Tu és um bom exemplo disso: o maior profissional de rádio que alguma vez Seia viu (e não sei se verá) permanentemente relegado para segundo plano pelos mediocres que, de vez em quando, lhe dão trabalho esporádico, como se de migalhas se tratasse.
Seia, com este executivo de há 12 anos, todos os dias mostra que só tem lugar para medíocres, analfas e lambe-botas.
Com o próximo executivo, se Nuno Vaz ganhar, Seia passará não só a ter lugar, mas a procurar exaustivamente os bons profissionais e os notáveis criadores como tu.
Queres apostar que dentro em pouco te estão a telefonar para fazeres o audio da campanha deles? Prometem-te mais umas coisas e uns tachos e depois dão-te novamente o chuto por mais 4 anos, como de costume.
O único passo que tem que ser dado é em 9 de Outubro.
E isso é já... a seguir.
Como se pode ver, não há necessidade de andarem tão nervosinhos e a passarem a vida a ligar uns para os outros, como baratas tontas.
Eu sou lido apenas por 800 a 900 pessoas por dia.
Isso é alguma coisa?
Se tivesse um blog sobre futebol, ou sobre o orgulho gay, com facilidade triplicaria esses números.
Que é que são 800 a 900 pessoas por dia, afinal?
Uma ninharia.
Para além disso, parafraseando um amigo meu que, por acaso, é um Grande Socialista: «Não se cubram mais de ridículo, por amor de quem lá têm!»
É que Eu não sou o PSD nem o PSD é Eu.
Eu sou o João Tilly e este é o meu blog.
O único sítio onde eu posso escrever o que me vai na real gana. E tanto se me dá que os «acomodados do regime» gostem, como não.
Ou ainda não tinham percebido?
Eu não escrevo para agradar, descansem!
Eu escrevo para cumprir um dever que impus a mim mesmo, no dia em que de mim tomei consciência: o de nunca permitir que me insultassem a inteligência, onde quer que fosse, enquanto desta pouca que me coube puder fazer algum uso..
E, no fundo, eu até sei que muitos VERDADEIROS SOCIALISTAS gostam bem daquilo que escrevo.
Porque sabem que, no fundo, eu cá vou tendo alguma razão.
Talvez a não tenha toda. Admito.
Posso ter apenas 97% dela, mas mesmo assim continuo convicto que 2 mais 2 são 4, por mais garantias de serem 128, que qualquer Presidente de Câmara iletrado, do alto do seu semi-analfabetismo alicerçado por décadas de corrupção e negociatas, me dê.
Eles, os Presidentes formados na Universidade da Treta, conseguiram desaprender tanto em tanto tempo, que até acredito que estejam, hoje, plenamente convictos de que 2+2 são mesmo 128.
Ou mais.

No tempo em que foi presidente da Junta, o sr Horácio Ortigueira comprou duas nascentes onde a àgua pura e genuína da Serra da Estrela brota das rochas. Construiu uma estação colectora debaixo da terra para que a água permanecesse, o mais possível, à temperatura a que nasce nas alturas do maciço central. Por isso essa água puríssima chega directamente às torneiras das casas dos Loriguenses, que a bebem sem qualquer tratamento durante o Inverno. De verão, o afluxo de pessoas obriga a que um caudal adicional seja desviado da ribeira de Loriga (que nasce deste lago que se vê na foto) e, essa sim, tem que ser tratada. Isto porque, desde que o sr Horácio saiu da Junta, nunca mais ninguém quis saber nem de outras nascentes (que existem e que estão à venda por quantias módicas), nem de nada no que se refere ao progresso e desenvolvimento daquela maravilhosa vila senense.
A bem dizer.

Por isso, o sr Horácio - criador e impulsionador de quase tudo o que de bom em Loriga se fez nas últimas décadas, decidiu aceitar o nosso convite e recandidatar-se à Junta, volvidos 12 anos, para ajudar a tirar Loriga do marasmo em que as falências das empresas têxteis, o desemprego generalizado e a desertificação massiva a lançaram.
A título de curiosidade lembre-se que o saneamento não avançou um milímetro desde que o sr Horácio saiu da junta. Vai ele agora retomar o ponto em que o deixou há 12 anos.
Voltando ao tema:
Durante os meses de inverno, a água que os Loriguenses bebem é a mais pura do país. A sair das torneiras.
Não sabem a sorte que têm...
_________________________________________
Entretanto, acabo de receber um telefonema do actual presidente da Junta - Zeca Maria - que me deu conta de que as coisas não são bem como estão descritas no texto acima.
Assim, afirma ele que o sr Horácio esteve apenas 6 anos como Presidente da Junta e que saiu em Dezembro de 85. E durante todo esse tempo, Zeca Maria foi seu secretário.
Que o actual executivo adquiriu um novo nascente na serra chamado «a Fonte do Lagar». Que foi enterrada uma conduta de 4 kms que vai dar a um depósito de 300 mil litros também mandado construir por este executivo. Situa-se por cima do Bairro da Vista Alegre e abastece a parte alta da vila.
Mais refere que neste mandato se fez o alargamento da rede de água e de esgotos, «não em centímetros, mas em quilómetros», como ele próprio afirma. Que é preciso ir ao local para se pereceber realmente a extensão da obra.
«Da ponte da Lorimalhas vê-se todo esse bairro por aí acima. Todas essas casas têm água da rede e saneamento ligado à ETAR», esclareceu.
Apenas falta a ligação do bairro das Penedas à ETAR, porque «a obra é um berbicacho». Mas já lá estão as manilhas e restante material para se fazer essa ligação.
Reafirma que «não há uma casa dentro do perímetro urbano de Loriga (de placa a placa) que não tenha água e esgotos ligados à rede.
Tomara o resto do concelho estar assim. Termina denominando Loriga «a capital do ambiente».
Aqui fica esta rectificação.
Quem quiser que a comente.
FEVEREIRO 2001
A Câmara de Seia aprovou a abertura de concurso público para a construção e exploração do parque de estacionamento subterrâneo no largo dos Paços do Concelho.
ATÉ HOJE, ZERO!
MARÇO 2001
A Câmara de Seia anuncia a revisão do Plano Director Municipal, aprovado em Novembro de 1995. ATÉ HOJE, NADA!
ABRIL 2001
A Câmara de Seia pretende criar um circuito turístico-cultural que envolva gravuras rupestres próximas da freguesia de Vide e as “aldeias de montanha” de Cabeça, Fontão e Casal do Rei. ATÉ HOJE, ZERO!
A Câmara de Seia vai melhorar as infra-estruturas do aeródromo municipal de Pinhanços. As obras, prevêem a sinalização da pista, melhores acessos e vedação, alojamentos para pilotos e operadores, refeitório, bar, balneários e telecomunicações. Numa segunda fase os trabalhos incluem a ampliação da pista de 1.500 para 2.000 metros, beneficiação da placa de estacionamento, construção de nova helipista, hangares, torre de controlo e posto de rádio, gabinetes de apoio e oficinas. DESTAS 15 MELHORIAS, ATÉ HOJE, NEM UMA FOI REALIZADA! É PRECISO DESCARAMENTO!
MAIO 2001
A Câmara de Seia investe três milhões de contos na qualidade ambiental com a execução das obras de águas e esgotos e a construção de estações de tratamento de águas residuais nas freguesias. SE PRATICAMENTE NADA SE FEZ, QUEM FICOU COM ESSE DINHEIRO?
JUNHO 2001
A Câmara desistiu de construir o pavilhão de exposições no largo da feira e vai recuperar, aproveitar e preservar a zona baixa da cidade, construindo uma mini-Expo. ESTA É PARA RIR!
Os resultados preliminares dos Censos 2001, efectuados nas 29 freguesias do concelho de Seia, revelam que a população local diminuiu. A população é agora de 28.1732 habitantes, enquanto nos Censos de 1991 foram apurados 30.362. SINAIS NÍTIDOS DA DESERTIFICAÇÃO QUE SE VERIFICA HOJE. Que fez a câmara para a travar? Zero!
JULHO 2001
A Câmara de Seia aprova a adjudicação de oito estações de tratamento: Vila Cova, Sandomil, Vide, Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Valezim e Lapa dos Dinheiros.
ATÉ HOJE FORAM CONSTRUÍDAS… ZERO! NINGUÉM ACREDITA NISTO!
O Parque hoteleiro aumenta na Serra da Estrela, com maior incidência no Turismo em espaço rural. Gouveia vai ter Pousada da Juventude. POIS, MAS NÃO FOI SEIA: FOI EM GOUVEIA!
OUTUBRO 2001
Variante de Seia passou a ser a grande prioridade de Eduardo Brito em termos de acessibilidades. ATÉ HOJE, ZERO!
NOVEMBRO 2001
Eduardo Brito apresentou candidatura à Câmara de Seia e apresenta como prioridades o ambiente, acessibilidades e saúde. ESTA NÃO É PARA RIR; É PARA CHORAR!
Viveiros Florestais de Valezim passam para as “mãos” da Câmara, que pretende fazer daquele espaço um Centro de Educação Ambiental, em complemento com o Centro de Interpretação da Serra da Estrela. A CÂMARA DEIXOU-OS MORRER DE SEGUIDA. AQUI ESTÁ A PROVA DA PREOCUPAÇÃO REAL PELO AMBIENTE.
DEZEMBRO 2001
Eduardo Brito apresentou ante-projecto da pista sintética de esqui de Seia, que deverá ser instalada numa encosta da serra, voltada para a cidade. PARA ALÉM DE SER «A MAIOR PISTA DE SKI SINTÉTICO DA EUROPA TAMBÉM É A ÚNICA INVISÍVEL…
AINDA EM DEZEMBRO 2001
Eduardo Brito venceu os seus adversários com uma larga maioria de votos.
O autarca deseja que sejam construídas novas acessibilidades, bem como servir todo o concelho com rede de saneamento básico, com as respectivas estações de tratamento. Considera mesmo que o mandato «não terá sucesso» se esta obra não for feita.
ELE PRÓPRIO O DIZ!!!!
VOLVIDOS 4 ANOS, NADA, MAS ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE PROMETEU CUMPRIU.
VAMOS PROPÔ-LO PARA O GUINNESS DOS POLÍTICOS DAS FALSAS PROMESSAS.
HAVERÁ ALGUÉM, COM MAIS DE 10 ANOS DE IDADE, QUE AINDA ACREDITE NELE??
«O SENHOR DOS PAPÉIS» (porque faz os vereadores passarem a vida a andar a eles, nas sessões de Câmara)ou «O SENHOR DAS PROMESSAS» são duas boas alternativas para o cognome do nosso "monarca".
Porque de uma Dinastia se trata, em Seia. O delfim sucedeu ao Rei, embora já em aberta contenda. Se estivéssemos na Roma antiga e Jorge Correia fosse o César, a "traição" do seu protegido poderia ser o mote para a célebre frase:
«Até tu, Brutus»???
Depois de 29 anos como vereador ou Presidente da Câmara, o nosso presidente percebeu finalmente que as promessas já não enganam ninguém.
Mudou de estratégia. Regrediu 100 anos no tempo (o que, para ele, é facílimo) e opta, agora, por encher a barriga ao povo em vez de lhe encher os ouvidos.
Ao povo, não. A parte dele, porque nas Teixeiras esqueceu-se de mais de dois terços da de Cima, e da totalidade da de Baixo.
Nuno Almeida lembra algumas das hilariantes promessas de Eduardo Brito e começa com o maior flop de que há memória:
«A MAIOR PISTA DE SKI SINTÉTICA DA EUROPA» - noticiava, em toda a primeira página, o Porta da Estrela da época.
Onde está ela?
Parece que o estou a ouvir dizer ao povo:
Promessas há muitas, ó palerma!
5 meses depois, está tudo na mesma.
Se o leitor gosta de comprar legumes fresquinhos na praça de Seia, primeiro procure saber que espécie de água os rega.
É que provavelmente eles são regados por algo como as fotos documentam.
A proprietária desta quinta já chamou a Brigada do Ambiente da GNR por várias vezes.
Na última vez foi-lhe comunicado que a Câmara já tinha sido autuada e que nada mais se poderia fazer.
Que escrevesse para os jornais. Foi o que ela fez.
Mas 5 meses depois desta notícia ter saído, tudo continua na mesma.
Com uma diferença: um dos filhos da proprietária já morreu. Sentiu-se subitamente doente. Diagnosticaram-lhe uma pneumonia no Hospital de Seia e morreu passados 5 dias.
Como se trata de gente humilde e iletrada, ninguém lhes comunicou a real causa da morte.
O rio de esgoto vem de Crestelo, da chamada "levada do esgoto" que já fotografei anteriormente e que rasga a cidade, a céu aberto, indo incorporar o Rio Seia a 50 metros da ponte de Santiago.
Este ramo passa ao lado desta casa, regando as suas culturas.

Traz consigo óleos queimados que destroem as culturas e queimam os pastos. A proprietária foi obrigada, por isso, a vender o rebanho que tinha.
O Presidente da Câmara, que vem prometendo as ETARs há 12 anos, entretanto, festeja pelas freguesias, com porcos no espeto, em pré-campanha eleitoral.
Seia, Agosto de 2005.



A campanha do PS é mais dirigida ao estômago que ao cérebro.
Já se suspeitava.
Agora que andasse o sr Presidente, o sr Rui Martins (o tal mandatário das listas de "independentes") e mais o seu séquito a correr as freguesias e a bater às portas das pessoas para as convidar para um porco no espeto, esta não lembrava ao demónio!
Hoje é na Teixeira.
Pensam que, tal como em África e nos países subdesenvolvidos do 3º mundo, se ganham eleições enchendo, por uma dia, a barriga ao povo.
É muita a aflição nas hostes do regime, não há dúvida...
Dêem-lhes de comer, dêem... que eles depois dão-vos a paga, a 9 de Outubro...

«Se a Câmara de Loures e a de Lisboa não pagarem o que devem às Águas de Portugal, esta empresa vai cortar a àgua às populações».
Esta é apenas uma das consequências do que pode vir a acontecer quando se vende o mais precioso BEM do Mundo- a àgua - aos outros para que estes a explorem.
É o que está a fazer a Câmara Municipal de Seia, também.
A água que jorra naturalmente das encostas da serra e abastece Loriga e Alvôco da serra, directamente das nascentes, está a ser vendida a estranhos que, à troca do cumprimento das promessas do sr Presidente, no-la cobrará dentro em breve, a preços astronómicos.
Quais são as promessas?
A construção das ETARES, prometidas há 12 anos, e sempre adiadas na sua esmagadora maioria, e que agora só avançam se for o Zêzere e Côa a pagá-las...
Mas não foi isso o prometido.
E não pode o sr presidente escudar-se no governo nem na Soc Z. e Côa por não estarem construídas.
Ninguém o obrigou a negociar A NOSSA ÀGUA com essa sociedade.
A sua promessa desde 93 foi a de que seria a Câmara Municipal de Seia. a construí-las.
Nem existiam as companhias milionárias das Águas, nem se previa que viessem a existir.
É Claro que agora, como não há um tostão, o presidente tem que andar com estes malabarismos, a ver se alguém cumpre a suas promessas sempre adiadas.
Pois sim. Mas a que preço?
Quem vai pagar estes malabarismos?
Porque é que estes negócios multimilionários não são transparentes?
E será que não há luvas? Só se for em Seia, porque em todo o lado as há. E bem chorudas.
Quem as recebe? O povo que utiliza a água é que não, de certeza...
É preciso dizer-se que o Porta da Estrela denunciou, há quase 2 anos, que a água tinha subido de uma forma inacreditável de um momento para o outro. As subidas foram da ordem dos 60 até aos 100%.
Quem tem casa em Lisboa espanta-se por pagar mais cara a água e a taxa de resíduos aqui do que lá.
E mostram os comprovativos.
A Teixeira, por exemplo, é uma freguesia que possui água porópria de nascentes. Mas em vez de a aproveitar, a CMS vai buscá-la a uma ribeira pública e depois trata-a com pastilhas, para a população beber.
Para além disso, desde o ano passado, obrigou os habitantes a pagar a sua própria água e agora - por incrível que pareça - vai vendê-la às Águas do Zêzere e Côa.
O mesmo se passará com as águas de Loriga e de Alvôco - autóctones.
Quer dizer: se ninguém impedir este negócio milionário, as populações pagarão dentro em breve a sua PRÓPRIA água a estranhos, a peso de ouro.
E se a CMS não fizer chegar religiosamente esses pagamentos (e outros) às sociedades milionárias exploradoras, os senenses ainda correm o risco de ficar sem água nas torneiras.
Isso lembra-me que tenho a água em atraso há 4 meses...
O sr vereador dos atrasos nos pagamentos (a quem agradeço a amabilidade) já me avisou várias vezes. A multa já é maior que a água.
Que a usem para ajudar a construir as ETARES prometidas desde 93.
Vou lá pagá-la, na segunda-feira, enquanto não sobe para o dobro...

Há 4 meses, o núcleo mole do PS de Seia punha a correr nos cafés que o PS ia ganhar calmamente estas eleições por 6-1.
Neste momento, completamente desmotivado e desacreditado do seu candidato, o mesmo núcleo assegura que um dos vereadores está perdido, mas a vitória é sua na mesma. Portanto, serão 4-3.
Eu comento apenas que, sendo assim, antes de iniciarmos a campanha, já ganhámos 2 vereadores: o que tinhamos perdido (segundo eles) e o outro que afinal (também segundo eles) vamos ganhar.
Repito: sem começarmos a campanha...
A verdade é que ninguem se revê na lista de Eduardo Brito.
Aquilo só pode ser para rir, de facto.
Mas eu continuo a defendê-lo, até junto dos seus oponentes internos, que garantem que antes tinham pensado votar em branco mas agora votam PSD.

Estou farto de repetir que «o homem não precisa de lista, ó gente!»
Este regime autárquico não está desenhado para homens como Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro ou Eduardo Brito.
Estes não precisam de lista porque ELES são a lista.
O resto é para encher.
Ponham lá o elenco do Batatoon, que tanto faz.
Para quem ainda acalentasse alguma esperança e lançasse alguma dúvida sobre a evidência de que o caciquismo é a palavra de ordem em Seia, nos dias que correm, aqui está a prova que todos esperavam e na qual ninguém consegue acreditar:
O mandatário das listas ditas "Independentes" de Torroselo, Lapa dos Dinheiros e Sandomil é... o braço direito do Presidente da Câmara e ex-presidente da Concelhia do PS de Seia: o sr Rui Martins!!!
Com uma "independência" destas até um homem dorme mais descansado.
É que não é mandatário de uma, nem de duas: é de todas as três!!!
Que pouca vergonha!
Se o povo não abre os olhos desta vez, também escusa de se queixar mais da sua sorte.
Estes tipos são tão bacocos que mostram ao povo a real essência das suas jogadas, feitas justamente para o enganar.
É como jogar poker a mostrar as cartas ao adversário...
Tenho que dar os parabéns ao director de campanha de Eduardo Brito e assegurar publicamente que nós não o comprámos.
Seja quem for (se é que é alguém), ou é tosco de nascença, ou quer que Seia mude mesmo.
É cá dos nossos.
Para se perceber bem o caso de Sandomil, teremos que recuar até às anteriores eleições autárquicas de 2001.
Durante um determinado período que antecedeu essas eleições, pôs-se a circular um folheto policopiado da autoria de um tal Pedro Machado, conotado com o Partido Socialista, em que se iam denunciando algumas situações que, no seu entender, estariam mal na Freguesia.
Pensar-se-ia, se se tratasse de um país normal, que o autor de tais brochuras aproveitasse o período eleitoral para se candidadar pela concorrência, uma vez que tantas críticas tinha tecido ao executivo da Assembleia de Freguesia.
Mas nós estamos em Portugal, um país cada vez mais subdesenvolvido no contexto europeu e, portanto, onde se faz tudo ao contrário do que seria a lógica europeia.
Com medo de perder as eleições, o presidente da junta (PSD) utiliza a tática socialista senense: engloba o antagonista na sua própria lista, em número 2.
Mesmo assim, Carlos Baprista não perde as eleições por uma unha negra, revelando a nítida quebra de popularidade que já vinha sentindo.
O Machado, entretanto, vai conduzindo as coisas de modo a tornar-se, naturalmente, o número um nas eleições seguintes.
Até aqui tudo normal.
Mas acontece que, em Março / Abril, começam a surgir uns rumores de que Baptista não concorrerá mais e que Machado será o candidato por uma lista de Independentes, abandonando, portanto, o PSD.
Sabendo todos nós o que são de facto os "Independentes" no Concelho, cheirou-me aquilo a esturro e, enquanto director de campanha de Nuno Vaz, fui investigar.
Apurei que tinha havido pelo menos uma reunião secreta na sede da comissão de Melhoramentos de Cabeça de Eiras (uma anexa de Sandomil) entre o presidente da câmara, Eduardo Brito, o Baptista e o Machado. E que em resultado dessa reunião e de contactos anteriores e posteriores se tinha decidido que era uma boa jogada que a nossa lista anterior (PSD) concorresse este ano como "Independente".
Cuidavam os iluminados que, dessa forma, o PSD não teria capacidade de resposta e não apresentaria lista em Sandomil.
Os "Independentes" ganhariam por falta de comparência e, 4 anos depois, já poderiam apresentar-se como Socialistas.
Não sei quem dá estas garantias a tais cérebros privilegiados, mas a verdade é que, num célebre domingo em que fui falar com eles ao Parque, os 2 estavam mesmo convictos que o PSD não apresentaria lista este ano.
Questionados das razões da sua mudança, sem disso darem previamente conhecimento ao Partido que os elegeu (PSD), responderam, repetida e enigmaticamente que «está muita coisa em jogo».
Perguntei se se tratavam de promessas de projectos para a freguesia ou meramente promessas de compensações de índole pessoal, mas a resposta era sempre a mesma: que «estava muita coisa em jogo».
Ao comunicar-lhes, naturalmente, que eles poderiam fazer as jogadas que quisessem que o PSD apresentaria SEMPRE lista numa freguesia tão importante quanto Sandomil e onde sempre ganhou, as reacções foram do mais estranho que já vi.
Baptista transformou-se radicalmente. Ficou irreconhecível, de nervoso. A raiar a histeria, vociferava que se o PSD apresentasse lista, ele próprio encabeçaria a lista de "Independentes" ou então até poderiam concorrer já como lista PS. Machado, mais astuto, olhava para mim com expressão incrédula, mas não se manifestava. Disse-me que toda a nossa lista anterior iria concorrer como Independente, incluindo o dr João Patrocínio, irmão do anterior candidato à Câmara pelo PSD, Dr Tenreiro Patrocínio.
Tudo mentiras, como se confirma hoje.
Nós apresentámos lista, a nossa lista anterior não se mudou, de maneira nenhuma para os "Independentes", nem o Dr João Patrocínio, que continua a ir na nossa lista.
E nem Carlos Baptista encabeçou a outra lista, nem essa lista é declaradamente do PS. Só encapuçadamente.
Entretanto, o processo de constituição da nossa lista lá seguia o mais calmo e simples possível. Decidimos de imediato que o cabeça de lista seria o João Dias, conhecido comerciante e pessoa de seriedade e honestidade reconhecidas por todos, que, mediante alguns pressupostos, e apesar de se encontrar num momento delicado da sua vida familiar por motivo da saúde da sua esposa (a quem desejo rápido restabelecimento), não deixou de aceitar iniciar a batalha que se avizinhava.
Na sequência dos contactos efectuados foi-se construindo a lista a pouco e pouco. Mas há um incidente que é preciso relatar.
Uma das pessoas com quem falámos no café central tinha sido o cabeça de lista pelo PS nas eleições anteriores. Foi derrotado, portanto. Espantado fiquei quando o vi na nossa mesa a entabular negociações para a feitura da nossa lista. Concordava com o espírito da nossa proposta e com a necessidade de o PSD concorrer, criticava o executivo anterior e pediu-nos tempo para pensar.
Passado pouco tempo soubemos que os "independentes" o tinham metido na lista deles. Fazia todo o sentido, muito mais do que se ficasse na nossa, porque a nossa lista não é socialista. Não nos importamos nada com isso.
Mas soubemos, quando fomos entregar a lista, que Machado e Baptista tinham feito mais um golpe de teatro, e tinham corrido com o tesoureiro - o Garcia - e colocado esse senhor em número 3 da sua lista.
Uma lista "Independente", em que o nr 1 nunca escondeu ser simpatizante do PS e os nrs 2 e 3 foram os dois primeiros candidato da lista do PS às eleições anteriores, note-se bem.
Ficou o caldo completo.
Mas o mais grave nem é isso.
É que, no dia da entrega dos requerimentos na Junta de freguesia, para que nos fossem passadas as certidões de recenceamento, esse figurão (o que candidato nr 3 deles) - que é apenas candidato numa lista às próximas eleições - já tinha total acesso aos computadores e a toda a informação disponível, o que constitui crime de violação de bases de dados confidenciais.
Isso denunciei de imediato neste blog.
Quer dizer:
A impunidade desta gente e a sua falta de senso é tão chocante que se permitem usar a Junta como uma quinta sua, fazendo o que bem lhes dá na real gana, não respeitando ninguém.
É esta a "democracia" que estes senhores "independentes" vendidos ao PS por «muita coisa em jogo» professam.
Já sabemos duas das promessas que Eduardo Brito lhes fez. Estamos a confirmá-las para, em plena campanha eleitoral, as revelarmos ao povo de Sandomil, que tem que saber com quem se mete...
A freguesia da Teixeira é a que se encontra mais distante da sede do concelho. Mais de 45 kms para a Teixeira de Baixo. Cerca de 43 para a de Cima, indo pela Vide.
Como se vê a freguesia é composta basicamente de 2 aldeias ou agregados populacionais: a Teixeira de Baixo e a de Cima. Por estrada são mais de 15 kms entre elas. Por um atalho florestal, são menos de 3. Esse atalho, que tem largura suficiente e traçado aceitável para ser transformado em estrada regular nunca o foi.
A Teixeira de Baixo é uma aldeia lindíssima mas cheia de desníveis e precipícios. As calçadas de xisto foram acimentadas, há muitos anos, para que fosse possível subi-las e descê-las sem risco de despenhamento. Uma pena...
O PSD apresentou um candidato da Teixeira de Baixo às eleições anteriores (2001). Era um ex-emigrante e pessoa dinâmica e decidida. Concorria contra o anterior presidente da Junta, pelo PS, o sr Joaquim Reis, taxista e pessoa muito querida da população, que tinha realizado, em vários mandatos, todas as infra-estruturas que a Teixeira possuía até então.
Apesar de haver mais eleitores na de Cima que na de Baixo, e porque surpreendentemente muitos apoiantes do sr Joaquim não compareceram ao acto eleitoral, o então candidato do PSD ganhou, inesperadamente, por 6 votos de diferença. Mais tarde soube-se que muita gente já não compareceu ao acto por receio do José Domingues, o candidato do PSD.
O PSD ganhou a junta e a câmara decidiu começar a fazer pagar às populações a água que é oriunda da freguesia e desde sempre lá captada, o que originou revolta quase generalizada. Para mitigar a situação, alcatroou-se um ramal de acesso. O povo, um a um, lá desistiu de reivindicar o não pagamento da água e hoje todos a pagam. A Câmara, entretanto, veundeu essa mesma água à Sociedade Zêzere e Côa, mas isso é outra história.
Em Abril último, e sem que nada o antecipasse, Zé Domingues declara publicamente numa reunião do PS, que ia mudar-se para esse partido e concorreria, este ano, pelos socialistas.
Espanto no PSD que sempre tinha acompanhado e apoiado e até ajudado o Presidente da junta nas poucas intervenções que ele fez na Assembleia Municipal, dado o pouco à vontade que o Zé Domingues evidenciava nos seus parcos dotes oratórios.
Confirma-se a notícia, que sai nos jornais, e o PSD fez o que lhe competia: retira a confiança política ao Presidente da Junta em comunicado enviado ao Porta da Estrela, que acabou por não ser publicado. Antes, foi aproveitado para se fazer um artigo em que se dava voz ao Zé Domingues para que respondesse ao comunicado. Uma subversão jornalística a que começamos todos a estar habituados, infelizmente.
Nessa resposta queixava-se o Domingues que o PSD não lhe tinha dado apoio nenhum durante o mandato.
Suspeito que não terá sido ele quem respondeu, porquanto ele hoje diz, alto e bom som que «tem que ir para onde há dinheiro e poder. E o dinheiro e o poder estão do lado do PS».
Não há argumento mais triste do que este nem subversão mais desgraçada da Democracia. Mas enfim... são os políticos rurais que temos.
O PSD tenta arranjar uma lista, uma vez que a sua tinha sido vendida ao PS e aqui começa uma longa história de perseguições e ameaças - algumas de morte - que levaram um dos nossos candidatos s desistir por 4 vezes de encabeçar a lista. De cada vez que lá íamos dar-lhe força e ele voltava a aceitar encabeçar a lista, no dia seguinte era alvo de telefonemas por parte do Presidente da Câmara e do sr Rui Martins para o demoverem dos seus intentos. Chegou a marcar uma reunião com eles, para lhes dizer de sua Justiça, desconhecendo eu se essa reunião alguma vez teve lugar. O que tiveram lugar, isso sim, foram as ameaças permanentes, algumas proferidas em público, que levaram ao desânimo e à desistencia de outro candidato, que também as ouviu.
Entretanto Joaquim Reis envia uma carta de desagrado contra o PS aos 2 jornais que, naturalmente, só foram publicadas a muito custo e, num caso, depois de severamente censurada.
Depois de muitas peripécias e uma noite passada no hospital, o nosso candidato decididamente resolveu não encabeçar a lista e muitas viagens e reuniões tiveram lugar na Teixeira, algumas a altas horas da noite, para se conseguir apresentar uma lista credível.
Escondidos nas soleiras das portas para que não nos vissem, entrando para dentro de casas de vizinhos enquanto se chamavam os elementos da lista, quais conspiradores, assim teve que se trabalhar, porque se a concorrência nos visse lá era certo que logo saía ameaça física da grossa e mais uma série de desistências a seguir.
Finalmente e depois de muito custo, lá se conseguiu um cabeça de lista jovem. Por pouco tempo, porque logo foi avisado que, se avançasse, o prometido emprego na vigilância florestal ficaria a zero.
Mas o nosso candidato, apesar de jovem, já conhece bem o tipo de pessoas que passam a vida a fazer as promessas falsas por esse concelho fora e percebeu que se toda a gente a quem são prometidos empregos na CMS e organismos satélites de facto entrassem para os quadros, o número de trabalhadores da câmara subiria de repente para uns bons milhares... e não foi nisso.
Arranjámos lista.
Mas era preciso entregála na Junta de Freguesia para que esta passasse as certidões de recenseamento.
E aqui, nenhum, repito, nenhum dos nossos candidatos aceitou ir entregá-la por medo de represálias e provocações. Assim, tivemos que lá ir nós. Desde Seia.
Telefonei na sexta feira ao presidente da junta e combinei com ele entregar a lista no dia seguinte - sábado - o único dia em que a Junta da Teixeira abre, ás 18 horas, porque no próprio dia «não podia ser».
Chegados às 6 da tarde do último sábado, a Junta encontrava-se fechada. cerca das 18:20h apareceu o secretário que nos disse que o Presidente estava em Vasco Esteves com o rancho e que só voltava mais tarde. Ficámos admirados porque na véspera nada nos tinha sido dito nesse sentido. Poderíamos ter ido mais tarde...
Esperámos.
2 horas.
Até que, depois de muitos telefonemas do secretário para o presidente, lá se dignou este aparecer, após todos os elementos do rancho já terem chegado há mais de meia hora.
Não satisfeito, ficou em amena cavaqueira com 3 amigos durante mais 45 minutos à porta da junta. E nós à espera.
Por outro lado, o computador que tinha vindo de reparar, não se conseguia pôr a funcionar com o programa do STAPE.
Resumindo: cerca das 20:30h o Zé Domingos finalmente dirigiu-se a nós para se despedir.
«Como???? Vai-se embopra sem assinar as certidões???»
- O computador está avariado e eu não posso ficar mais tempo aqui - replicou.
É claro que não o deixámos ir embora sem assinar as certidões que nós próprios conseguimos fazer e imprimir (também não funcionava a impressora).
Assim, muito contrariado, o Zé Domingues lá assinou as certidões de cruz, sem verificar sequer se os dados que estavamos a dar-lhe seriam os correctos.
Claro que eram. Mas podiam não ser...
Ontem mesmo, soubemos que o Domingues fez um escândalo imenso porque nós não tinhamos lá deixado os requerimentos das certidões. O que não é obrigatório. Há juntas que pedem para ficar com eles e outras que nos agradecem que as levemos connosco, que é menos papelada para lá ficar.
Encontrei-o em Seia. Pediu-me os requerimentos. Arranjei-lhos às 14:30h, hora a que abriu o escritório porque o pessoal está de férias. Fiquei de os entregar no Palmeiras, mas estava fechado. Combinei com o dono para a noite. Ele já sabia do caso. À noite continuava fechado mas assim mesmo enfiei o envelope lá para dentro através de uma janela aberta, para lhe ser entregue hoje.
É claro que a intenção e a sofreguidão dos requerimentos não é outra senão a de saber quem são EXACTAMENTE os elementos da nossa lista, porque na altura não houve tempo de os decorar a todos e nada ficou registado no computador.
Vamos lá a ver quais serão as cenas dos próximos capítulos desta novela...«Terror na Teixeira»
Inicío, com esta introdução, uma série de histórias inacreditáveis sobre a forma como este concelho vive oprimido, em pleno sec 21, sob o jugo mais torpe e tenebroso de caciquismo à bela maneira fascista.
Para que conste e para memória futura é preciso dizer que na esmagadora maioria do concelho de Seia, salvo honrosas excepções que referirei no fim, não existe o exercício normal da democracia no ano de 2005 depois de Cristo.
30 anos após a instauração do regime democrático em Portugal, em mais de 80% do território do Concelho não se pode falar às claras sem se temer represálias imediatas.
Só que o fascismo, em Seia, funciona ao contrário.
É imposto pelo chamado "socialismo" - adiante tratado com mais propriedade por súcialismo ou chuchalismo, conforme a sua preferencial àrea de actuação.
O súcialismo ( Súcia = associação de pessoas de má indole; patuscada) é um sistema montado para tecer e manter uma teia de relações de poder em todas as instituições que visa que meia dúzia de pessoas - e apenas elas - possam dominar toda a vida social das freguesias.
Quando as mesmas 3 ou 4 pessoas são os dirigentes de tudo quanto há - do clube, do lar de 3ª idade, da associação de melhoramentos, da comissão fabriqueira da Igreja e da junta de freguesia - está institucionalmente vedado a outros o exercício dos seus direitos de cidadania, a todos os níveis, nessa freguesia, nomeadamente de nessas associações poder participar.
É o caso típico de Sazes da Beira.
Chuchalismo é o sistema que canaliza grande parte (ou a quase totalidade) dos meios que a democracia proporciona e que deveriam ser utilizados para o bem da comunidade, para fins que passam a reverter descaradamente em vantagens e proveitos pessoais para determinados autarcas ou notáveis da freguesia.
Em 2005 não há Liberdade nem Democracia na esmagadora maioria das freguesias do concelho. Curiosamente, as freguesias onde mais se faz notar este fascismo rosa são todas elas dominadas por Juntas do PS, ou juntas do PS encapuçadas (Os chamados "Independentes" afectos ao PS).
Nessas freguesias não se pode discutir política abertamente na rua, ou num café. Não se pode tentar constituir uma lista em local público, por medo de represálias.
Nessas freguesias, as reuniões políticas para formação de listas do PSD, por exemplo, têm que ser feitas às escondidas, em casa de um ou de outro - e que os vizinhos não vejam! - como se os cidadãos que tentam exercer um direito constitucional fossem marginais, conspiradores ou assaltantes.
Nessas freguesias as pessoas são aterrorizadas e ameaçadas fisica e psicológicamente, no caso de aceitarem incorporar uma lista do PSD.
Ameaçam-se as famílias, avisando que os velhinhos já não entram para o Lar, ou que o prometido emprego na Câmara para o filho fica sem efeito, a partir desse momento.
Ameaçam-se as pessoas fisicamente e até de morte, como aconteceu na Teixeira, por exemplo, caso integrem uma lista do PSD.
E é bem verdade que as represálias, para quem apesar de tudo ainda consegue arranjar força interior para combater o fascismo rosa, não se fazem esperar.
Em Carragozela, por exemplo o ainda Presidente da Assembleia Municipal e Mandatário da Lista do PS, Dr Carlos Ribeiro - que devia ser um arauto da Democracia - foi à pressa, à meia noite, a casa de um cunhado seu apelar para tudo quanto existe para o tentar demover de incluir a nossa lista.
Tal foi-nos confessado, alto e bom som, no Clube da terra.
Conseguiu.
Mas tudo tem custos. E o PSD, desta vez, não se absterá de apontar os caciques rosa com nomes e tudo.
O Dr Carlos Ribeiro, em Carragozela, curiosamente uma das primeiras pessoas que será servida pela nova ETAR que começou a ser construída ilegalmente invadindo terrenos alheios, que nunca foram contratados e apenas em 50% pagos, até agora, ao proprietário, agiu como um vulgar cacique, dando o pior exemplo à comunidade e à Democracia que ele tinha por obrigação de representar, dado o alto cargo que ocupa.
Mas nós já não perdoamos.
Toda a gente saberá, a seu tempo, as manobras que o fascismo rosa fez para impedir o PSD de arranjar listas por todo o Concelho.
E QUANDO UM MANDATÁRIO DE UMA LISTA PRATICA DESCARADAMENTE O CACIQUISMO COM TODA A NATURALIDADE, O QUE SE PODE ESPERAR DESSA LISTA?
Consola-nos o facto de, apesar de toda essa longa primeira batalha, agora ganha, o PSD ter conseguido mais listas e com gente nitidamente mais capaz do que o PS em 90% das freguesias.
Porque será?
Candidatos à Câmara Municipal:
1 - Nuno Vaz - advogado
2 - Luís Caetano – Professor do Ensino Secundário
3 - Isabel Cerdeira – Professora do Ensino Superior
4 - Andrade Ferreira – Economista, actualmente director do CACE
5 - Joaquim Alcafache – Quadro superior da ARA
6 - António Eliseu de Oliveira – Técnico Radiologista do Hospital de Seia
7 - Daniel Melo – Funcionário de Farmácia
8 - Henrique Ferreira – Engenheiro Mecânico e Industrial
9 - Paula Cristina Batista – Técnica de Radiologia do Hospital de Seia
10- Maria Isabel Figueira – Empresária
Primeiros 30 candidatos à Assembleia Municipal:
1 - Orquídea Maria Cerqueira Mendes Lopes
2 - Nuno Miguel Camelo de Almeida e Silva
3 - Francisco Dias Mota Veiga
4 - Pedro Nuno dos Santos Silva
5 - Avelino Manuel Santos Marques
6 - Vera Cruz dos Santos Costa
7 - João Luís de Brito
8 - João José Rodrigues Tilly
9 - Arlindo Martins Marques
10- Ana Helena Martinho dos Santos
11- Eurico Luís Miranda Figueiredo
12- Paulo Alexandre Barata Dias
13- Henrique Jorge Salgado de Castro
14- António Abrantes Lopes
15- Carlos Alberto da Cruz Baptista
16- Maria Armanda Silva Moura
17- Daniel Gonçalves Melo
18- José Alberto Rocha Sousa Canhoto
19- José Assunção Marques
20- Inês Filipa Nogueira Santos Vaz
21- Urbino Dias de Almeida
22- Paula Alexandra Ribeiro Martins Romano
23- Bruno Miguel Amaral Rodrigues
24- César Manuel Rebelo dos Santos
25- Maria Daniela Pinto Correia
26- Joaquim Rodrigues Andrade
27- Alberto da Fonseca
28- António Henriques Alves
29- Fernanda Filomena Cura Pinto Nascimento
30- Pedro Nuno Coelho Vaz
O PSD concorre às freguesias de:
Cabeça – Luís Filipe Dias Abrantes
Carragozela – Nuno César Dias Ferreira
Girabolhos – Manuel Fernando Silva Martins
Lajes – José Luís Pais Rodrigues
Loriga - Horácio Costa Pinto Ortigueira
Paranhos da Beira – António Manuel Marques Neves
Pinhanços – Adriano Videira da Cruz
Sabugueiro – António Manuel Martinho Oliveira
Sameice – Elsa Mamede Pinto Salvador
Sandomil – João Manuel Mendes Dias
Santa Comba – José António Moita Ferrão
Santa Eulália - Maria José Alves Félix
Santa Marinha - Manuel Saraiva Borges
Santiago – Pedro Manuel Sério Cardoso
São Martinho – Cláudia Augusta Rodrigues Correia
São Romão – José António Martins Garcia
Sazes da Beira – José Carlos de Figueiredo Nunes
Seia – Virgílio Mendes da Silva
Teixeira – Hugo Domingos Brito Pinto
Tourais – José Luís Santos de Carvalho
Travancinha – António Luís da Silva Henriques
Valezim - Rui Manuel Gouveia Rebelo
Várzea de Meruge – Maria Alcina Correia Gonçalves Figueiredo
Vide – António Vaz Cipriano
Vila Cova à Coelheira – José António Alves
Pela primeira vez, o PSD concorre a mais freguesias do que o PS.
Sabemos, evidentemente, que as listas de "Independentes" em todo o lado (menos uma na Lapa dos Dinheiros) mais não são do que listas do PS disfarçadas.
No entanto, para todos os efeitos, o O PSD concorre a 25 freguesias, enquanto o PS apenas concorre a 23, o que é um dado histórico.
A CDU concorre a 12.
Daniela Mercury e a sua banda estiveram ontem à noite em Gouveia. Um espectáculo baseado nos grandes hits da cantora, todo ele desenhado para tirar o máximo partido da percussão, a que faltou "escandalosamente" um naipe de metais. Até porque são justamente os metais que conferem o brilho a esses êxitos. Pôr uma guitarra a fazer os inserts que deviam ser feitos pelo trio trombone, tompete e sax é uma coisa que não resulta para músicos.
Mas resultou esplendidamente para o povo. Esta clara opção comercial de substituir 3 metais por outros tantos bailarinos dá sucesso, pelos vistos.
O povo estava delirante, a saltar em sincronismo com a energia e o fôlego inesgotáveis da cantora.
Boa percussão, bons bailarinos, um espectáculo cénico cuidado.
O som (o mesmo do de Abrunhosa) revelou alguma saturação nas partes mais fortes. A realização vídeo em directo para os 2 ecrans do costume, com a originalidade de uma câmara montada numa grua, esteve novamente magnífica. Os sms em rodapé e as mensagens de apoio a Álvaro Amaro é que eram escusadas, por demasiado óbvias.
Quanto ao povo, não se rompia literalmente na praça. Não sei quantos milhares de pessoas lá estariam, mas para chegar do estacionamente do Hotel de Gouveia até ao cruzamento da pulga demorei mais de 1 hora, em fila contínua e passo de caracol. Atrás de mim a fila estendia-se interminavelmente.
Se em cada dia da FIASCO 05 estiveram 10 mil pessoas, como diz a grunhice senil, então ali esteve 1 milhão e meio!
É só rir, como diz o outro...
Vou passar a guardá-lo religiosamente para que as gerações futuras possam perceber até que ponto o caciquismo e o obscurantismo socialeiro, descaradamente encomendados, laboravam em Seia em pleno 2005.
Mostraram-me "à força" o último exemplar - que eu recuso-me a ler tal panfleto propagandístimo das promessas do actual Presidente da Câmara - em que o director de tal folhetim dizia que «há candidatos que aproveitaram a FIAGRIS 05 para se promoverem enquanto outros andavam mais preocupados com os incêndios».
Alguém terá que obrigar o sr Eduardo Cabral a ser responsável por aquilo que escreve. Porque embora ninguém, em seu perfeito juízo, atribua a mínima importância àquela publicação a fruta-cores, nem tenha dúvidas de que está a ler um folheto de pura propaganda do PS, à boa maneira do Estado Novo, há que respeitar o nome de Santa Marinha, abusivamente ligado ao triste título. É que essa nobre freguesia não pode ser confundida com as preferências estratégico-eleitorais do director de tal pasquim.
E, já agora, uma pergunta de algibeira:
Se a Câmara muda, em 9 de Outubro, quem será um dos primeiros a vir lamber as botas do novo Presidente?
Ora veem como o povo não é tão estúpido como o fazem?
Gouveia, Inauguração da nova Praça.
Um show multimédia, digno das maiores exposições do mundo, teve hoje lugar em Gouveia na Inauguração da Praça nova. Alípio...?
Uma estrutura gigantesca de cerca de 100 metros de comprimento por mais de 15 de altura serviu de suporte a um espectáculo brilhante em que dezenas de bailarinos iluminados por potentíssimos aparelhos de efeitos especiais evoluíam (uma deles pairava literalmente no ar) contracenando com uma apresentação holográfica simulando 3D projectada em ecran de cortina de água.
Um espectáculo inesquecível que foi culminado com uma super sessão de fogo de artifício sincronizado com a música que encheu os olhos e os ouvidos de maravilha e inovação.
A SIC, RTP e TVI, ali presentes, avançaram imediatamente sobre o povo recolhendo as suas opiniões sobre o que acabaram de ver e tudo o que se ouvia eram exclamações de espanto e maravilha.
A Praça contem um enorme monumento em pedra ao operário têxtil de Gouveia, esculpido por um Gouveense, obra de uma categoria assinalável.
Para além disso, um curso de água iluminado confere-lhe um toque noturno surpreendente.
De seguida o concerto de Pedro Abrunhosa que, para quem vinha de ver a porcaria miserável que os GNR fizeram na FIASCO de Seia, foi qualquer coisa de uma qualidade notável. Estes, pelo menos, sabem tocar os instrumentos.
Milhares de pessoas cantaram em coro com os Bandemónio e viram aquele espectáculo multimédia surpreendente... de borla.
Domingo, Daniela Mercury.
Em Oliveira do Hospital, no Parque agora totalmente renovado e com um palco permanente de fazer inveja a qualquer cidade evoluída, Martinho da Vila encantou, há uma semana, as milhares de pessoas que ali acorreram... também de borla.
Gouveia e Oliveira estão, sem sombra de dúvida, no caminho certo.
Mostram-se ao povo coisas novas, cumprindo uma função pedagógica que as autarquias devem perseguir: manter as populações actualizadas com o que de mais notável, inovador e de qualidade se faz no mundo do espectáculo.
A dezenas de anos de uma Seia empedernida, sem imaginação, que teima no princípio de que se deve sar ao burro a palha que ele gosta, onde as iniciativas macarrónicas e sem o mínimo jeito apenas servem para encher os bolsos aos mesmos.
Se fossem minimamente inteligentes, estes senhores suspeitariam que o cão só come ossos... porque não lhe dão carne.
Esperamos todos que o 25 de Abril chegue a Seia a 9 de Outubro deste ano.
Porque já chega de tanta miséria intelectualóide e tanta estupidez ostentada.
Se a Seia viessem um Martinho da Vila ou uma Daniela Mercury, a farfalha que não fariam os atrasados mentais da "cóltura", meu Deus!
Mas não: veio cá o Tony Carreira que é muito melhor para o povão embrutecido.
Pensam eles.
Um dos candidatos "independentes" à Junta (anterior cabeça de lista do PS) e que neste momento é uma pessoa completamente estranha ao Organismo, consultava ontem, com todo o à-vontade, o que bem queria nos computadores da Junta de Sandomil.
Nem a presença física do Candidato do PSD à Câmara Municipal, que se encontrava a entregar os requerimentos da sua lista, impedia o figurão de se movimentar descontraída e naturalmente por entre os computadores, acedendo a toda a informação que neles reside, como se estivesse em sua casa.
Ora: quem acede, sem a devida credenciação, a informação oficial, está a violar bases de dados e a recolher informação à qual não deveria ter acesso, o que constitui crime.
Quem permite que tal aconteça, estando presente, é seu cúmplice.
É esta a forma socialeiro-"independente" de estar na democracia.
A Junta é considerada um quinta deles e, portanto, os amigos substituem-se aos órgãos eleitos e aos funcionários da Junta (que estão obrigados a sigilo profissional) e ganham naturalmente livre acesso a tudo, podendo violar grosseiramente bases de dados e manipular toda a informação oficial e até de carácter pessoal existente.
O povo saberá de mais esta e a inevitável queixa-crime segue, hoje mesmo, para os orgãos competentes.
A grandiosa visão estratégica de que dá provas a CMS todos os dias, encontra-se reflectida no actual trânsito da cidade.
Para além das ruas de sentido único estarem todas sinalizadas ao contrário - uma coisa tão descarada que até um cego vê - o congestionamento da cidade não ficou resolvido com a pseudo-variante engarrafada que vai dar ao Edifício Europa.
De facto só um cego ou um alienado não vê que aquela saída se transforma num funil completamente absurdo, ao desbocar frente ao dito prédio.
A prova está aqui.
A variante avariada não descongestiona o trânsito das vias principais - como alguns iluminados defendiam.
E hoje os engarrafamentos são permanentes, de rotunda a rotunda.
Mais uma obra inútil, enquanto não descongestionarem o funil de saída.
Tanto amadorismo, benza-os Deus!
É uma autêntica vergonha aquilo a que se assiste por esse país fora em tempo de eleições.
Não falo apenas no meu concelho, porque este fenómeno das promessas de emprego para que as pessoas mudem para as listas do poder deve ser uma coisa generalizada.
Em pleno sec 21 é de pasmar que ainda haja desgraçaditos que vão na cantiga do bandido. Uma treta tão gasta que já nem barbas tem. Já lhe caíram.
Mas ainda há (imagine-se!) quem nisso acredite e se passe para o partido do poder à pala das promessas que os Pinóquios por esse país fora repetidamente lhes vão fazendo.
Bem aventurados os pobres de espírito. Deles será o Reino dos Céus.
Porque o reino da Terra, esse, só mesmo para quem os vai enganando...

«Mais de 900 DVD, cerca de 1200 peças de vestuário foram também apreendidos na operação realizada na feira das galinheiras em Lisboa»
Em Seia, amanhã, assistir-se-á de novo ao festival da contrafacção na feira semanal. Centenas de DVDs serão exibidos e postos à venda nas bancas logo no início sob o olhar complacente das autoridades. Tudo o que interessa à CMS é saber se os feirantes têm os seus pagamentos em dia. Para isso montam dispositivos de fiscalização e de repressão assustadores, com a GNR a exibir metralhadoras a tira-colo à frente de todos.
Quanto ao principal crime - o da usurpação de obra alheia e de direitos de autor - esse deixa-se passar em claro. Nada se continua a fazer.
Mais um escândalo a somar a tantos outros que se passam aqui na minha Terra.
Mais uma obra do carismático Presidente da Junta de Freguesia de Torrozelo.
A inaugurar Domingo.
Que ele faz as coisas não há dúvida. Que não segue os parâmetros normais, também não. De onde vem o dinheiro, não se sabe. De onde veio a água para a encher, sim. Da rede pública.
«Sem prejudicar ninguém» - como faz questão de esclarecer
É o exemplo acabado do político popular português.
As coisas aparecem feitas não se sabe ao certo como.
Da maneira normal, nunca se fariam.
Pimentel e Torrozelo no seu melhor...
Relatos vários e fontes da GNR confirmam os rumores que se puseram a circular logo na quarta-feira passada:
Houve ordens explícitas do sr Presidente para que não se multassem os infractores (especialmente os senenses) durante a FIAGRIS.
O mais caricato é que eram os próprios agentes a dizer isso na rua.... É só rir, como diz o outro!
Como não há estacionamentos em Seia - a Câmara nunca quis construí-los numa cidade que se propunha ser eminenetemente turística - até é de louvar esta medida, embora perfeitamente ilegal do sr Presidente, mas pergunta-se:
E o resto do ano, em que os estacionamentos não existem na mesma? Continua a haver multas?
E o que permite a uma Corporação militarizada acatar uma ordem ilegal?
Isto já é perfeitamente arbitrário?
Não multas durante esta semana e desforras-te nas outras, ou só multas às 2ªs, 4ªs e 6ªs?
Chegámos a isto?
Chegámos.
Em Seia. Até 9 de Outubro.

Há quem diga que ter um aeroporto no meio da cidade é um pouco estúpido.
Mas, nos raros casos em que ele existe, destruí-lo e construir outro a dezenas de quilómetros é uma estupidez muitíssimo maior. Se alguém, por estar cheio de sede, partisse o copo exigindo um grande, seria muito idiota. Aquilo que é estúpido com copos, é muito mais estúpido com aeroportos.
A planeada construção do aeroporto da Ota é, sem dúvida, um monstruoso
disparate. Mas ela possui uma característica muito particular, que a arruma numa classe bem especial de disparates. Trata- -se de uma estupidez apoiada por vários estudos eruditos e muitas pessoas inteligentes e bem-intencionadas. Trata-se, portanto, de uma "estupidez sofisticada", daquelas que constituem a elite, não tão pequena quanto se pensa, do populoso conjunto da asneira.
Possuímos há muitos anos As leis fundamentais da estupidez humana, formuladas pelo grande historiador económico Carlo Cippola (editado em português em Allegro ma no troppo, Celta Editora, 1993). O autor define
"Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo" (op. cit. p. 60). Esta teoria, de grande
actualidade, exige uma extensão importante.
Para além da estupidez natural, principal fonte da vasta burrice mundial, existem também actos estúpidos feitos por pessoas inteligentes e cultas. É aquilo a que podemos chamar a "estupidez sofisticada". Esta realidade é fácil de detectar nos vários campos da estultícia humana. Uma pessoa estúpida cai no "conto do vigário", mas é estupidez sofisticada cair numa bolha especulativa da Bolsa.
Historicamente, temos estupidez natural em batalhas como Alcácer Quibir e Little Big Horn, e estupidez sofisticada na campanha da Rússia de Napoleão (a de Hitler cai no primeiro grupo) ou na recente guerra do Iraque. Na política actual há, por exemplo, pessoas estúpidas fazendo manifestações contra a globalização, condenando o que não entendem nem podem alterar. Mas existe estupidez sofisticada na PAC ou no lançamento da Constituição Europeia.
No nosso país, foi estupidez natural participar na I Guerra Mundial, e estupidez sofisticada tentar criar o "espaço económico português" do Minho a Timor. Se nos limitarmos ainda mais ao campo específico dos "elefantes brancos", detecta-se acção de pessoas estúpidas nos estádios do Euro 2004, e estupidez sofisticada em obras como o complexo de Sines, o Alqueva e agora a Ota e também o TGV.
Se a questão da estupidez natural está bem estudada, a estupidez sofisticada é muito mais complexa. Como podem tantos especialistas conceituados e bem-intencionados, tantas análises complexas e elaboradas resultar numa parvoíce tão evidente? Se o aeroporto da Portela está a ficar cheio, faz sentido adaptar um outro para o complementar, mas não substituí-lo, como se fosse um fósforo gasto. Este caso permite ilustrar bem as regras que comandam a estupidez sofisticada, muito diferentes das da estupidez natural. Aqui, tal como nos exemplos referidos, alguns traços essenciais ressaltam claramente.
Primeiro existe uma dose elevada de arrogância, a pior fraqueza dos especialistas. Depois há interesses instalados com grande poder de influência, que beneficiam muito com a decisão. Existe ainda, e sempre, um mito abstracto que suporta a estupidez. Neste caso, o sonho de que o aeroporto promova o crescimento do País, quando afinal só fará crescer a imigração. Finalmente, existe triunfo garantido para o ministro que anuncia o investimento, o qual estará longe quando o futuro revelar a dimensão do disparate.
Os nossos filhos vão enfurecer- -se com a estupidez do aeroporto da Ota.
Mas isso não é extraordinário. Hoje, os passageiros da Gare do Oriente, em
Lisboa, gelam no Inverno e assam no Verão debaixo da belíssima estação criada pelo grande arquitecto Santiago Calatrava. Possuímos uma das mais elegantes e estúpidas estruturas de toda a Europa.
Em Seia a estupidez natural é votar repetida e cegamente no mesmo partido que nos mantem atrasados 30 anos em relação ao que devíamos estar - e a estupidez sofisticada está bem patente na construção dos elefantes brancos: CISE, Estádio Municipal, Cortes de Ténis na zona mais alta e ventosa da cidade, Fonte Mamarracha etc, enquanto os esgotos continuam a correr a céu aberto pelo meio da cidade como se ainda estivéssemos na Idade Média.
Parafraseando o antigo professor deste Presidente da Câmara:
«Engraxas tão bem os sapatos por cima e depois tens as solas rôtas...»

A última FIAGRIS do tempo das trevas terminou ontem com o circo a pegar fogo.
Digo "circo" no sentido restrito do termo, porque de um triste circo se tratou e nada mais.
Desde logo o que pretendia ser uma Feira Industrial praticamente não apresentou qualquer tipo de indústria. As poucas que ainda temos em Seia não vi representadas, o que demonstra claramente a credibilidade da feira junto dos senenses.
De Agricultura nem é bom falar. Aí é que estivemos mesmo a zero.
Portanto o circo começa logo pela presunção bacoca do nome: Uma Feira Industrial e Agrícola sem indústria nem Agricultura.
Sigamos para o Artesanato que, esse sim, esteve representado.
Mas como?
Os expositores espanhóis foram informados pela sua Associação de que vinham para uma cidade do género de Salamanca(!!!), uma Cidade Universitária(!!!!???), com um Pavilhão de Exposições como o de lá (???!!!???) e quando aqui chegaram depararam com uma cidadezinha que não chega a ser um bairro de Salamanca e um gimnodesportivo a cair de podre atrás de um cemitério.
Apesar de a sua estadia ser paga pelo município - enquanto os demais expositores têm que pagar os stands para cá estarem representados - os artesãos queixam-se da pior organizaçõa de que há memória. Jantar às 8, quando a abertura da feira era às 7. A menina atrasava-se sempre cerca de 1 hora com as senhas, e chegavam ao restaurante às 9. Demoravam uma hora a ser atendidos e acabavam de jantar à pressa às 10 e meia, em cima da hora de inicio dos espectáculos.
Portanto, não fazia sentido terem cá vindo. Isso eles perceberam logo no 1º dia. Por isso muitos deixaram de ir jantar formalmente à hora marcada e desenrascaram-se por aí, se queriam ter os expositores abertos ao público.
Outros houve que depressam perceberam que não estavam ali a fazer nada e por isso nem os stands abriam. É o caso do stand do próprio Presidente da Associação de Artesãos que, em plena hora de ponta, mantinha o seu stand fechado, como as imagens documentam.
Os expositores espanhóis, ao perceberem que tinham sido usados, acabaram o último dia encerrando os seus stands às 9 e meia da noite, em claro sinal de protesto e descrédito por todo um circo que foi montado à volta da recandidatura de um homem completamente ultrapassado e, como sempre, rodeado de alguns aproveitadores, muitos imbecis e incontáveis incompetentes.
A FIAGRIS foi, enquanto FEIRA, mais um FIASCO como as anteriores.
Relativamente aos espectáculos, a coisa esteve como se esperava. O povo paga os 2 euros para ver os artistas e manda os expositores às urtigas, como sempre.
E apesar dos espectáculos na feira terem vindo sempre a decrescer de afluência, ontem os Xutos lá compuseram o ramalhete.
Claro que já se ouvem numeros absolutamente disparatoados de afluência como 10 mil, 8 mil, mas enfim: sabemos que a propaganda analfa da CMS mais não sabe do que isto. Bastava calcular a àrea disponível e utilizada no recinto e fazer as contas na base das 5 pessoas por metro quadrado, para perceberem o ridículo destes números. Mas eles lá continuam, estupidamente, a tentar enganar o povo à maneira deles.
Seja como for, tanto faz que se desloquem à Feira 10 mil como 20 mil pessoas para ver Tony Carreira, que nem a Indústria nem a Agricultura da região ganham rigorosamente nada com isso.
Para terminar em beleza - e como se esperava desde o 1º dia - o Zeppelin de Nuno Vaz foi vandalizado cobardemente pela miséria chucha que nos atrasa há 29 anos. Andavam sem dormir, os pobres, pelo impacto que a candidatura da Luz está a ter junto das populações por todo o concelho.
Como são absolutamente estúpidos que nem uma porta e incapazes de criar - sem as ideias do Paulo Coelho dos Santos - absolutamente nada de novo direccionam a sua raiva impotente contra os objectos da nossa campanha.
Um inocente balão que, apesar de destruído no último dia, fez bem o seu dever.
Se entraram esses milhares todos de pessoas na Feira, então foram esses mesmos milhares que o viram e que despertaram as suas consciências.
E podem ficar descansados que logo aparecerá outro ainda maior.

Este foi o primeiro estudo para 1º outdoor de Nuno Vaz, da concepção deste vosso amigo, produzido com a técnica de um conhecido criativo de Seia cujo nome a seu tempo se saberá.
A versão final será algo diferente desta.
Vai ser eliminada a seta estilizada à esquerda e a mensagem será um pouco diferente...
Ah! E Vaz será escrito com maiúscula inicial, pois claro...
Brevemente, num outdoor perto de si.
O candidato do PS escolheu como número dois Cristina Mendonça e para número três Carlos Filipe Camelo. Ao fim do terceiro mandato, Eduardo Brito renova a lista não convidando os actuais vereadores Marciano Galguinho e José Berlarmino. in PE online
Quer dizer: Eduardo Brito só pode esperar perder.
Se assim não fosse, dava a conhecer o quarto nome da lista.
É que em Seia só se pode ganhar com um mínimo de 4 vereadores eleitos....
Só com os 3 que revelou hoje, não pode ganhar...
Ó diabo...
A câmara de Seia bem tenta, em ano eleitoral (e já com 2 orçamentos rectificativos só este ano), injectar dinheiro na Cóltura que por cá temos, para que quem vive à custa da contratação de espectáculos avulsos - designados analfabeticamente por «oferta cultural» arranje mais números avulsos de circo, esperando com isso, ingenuamente, promover a cidade e a si próprio.
Mas em vão.
Nem isso é notícia. Se o fosse seria pela negativa.
Hoje e amanhã Gouveia será falada em todo o mundo.
Seia, apenas em Portugal.
Gouveia, por mais uma taça do mundo de snowboard.
Seia, porque morreram 2 fogueteiros numa explosão.
Em Gouveia realizam-se eventos de impacto mundial transmitidos por canais televisivos em todo o mundo.
Em Seia, continuamos à espera da anunciada «maior pista de ski artificial da europa» garantida há 4 anos.
Tanta cagança, tanto analfabetismo, tanta incompetência e tanto pedantismo juntos, Meu Deus!!!
É preciso ter galo!
Quando se fala em Seia, nos media, é sempre por notícias destas.
Ou é a capital do crime - com o maior aumento de criminalidade do país (151%) - devido à generalizada caça ao balão - ou é porque um doido de uma freguesia mata a família toda e enterra-a numa mina, ou porque desaparece um jovem do hospital e ninguém o procura até que acaba por aparecer morto 35 dias depois justamente atrás do Hospital, ou porque um irmão mata outro com uma cadeirada na cabeça.
Não se fala em Seia por motivos positivos.
Porque raio havia de acontecer uma tragédia destas justamente a 3 homens de Seia, que moram a mais de 80 kilómetros do local do acidente?
Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu na Sé Nova em Coimbra às 16:45h do dia 10 de Novembro de 1913. Viveu em Seia desde 1917 a 1924. Aqui foi baptizado com 5 anos e meio, no dia 5 de Maio de 1919. Teve como padrinho seu irmão - António José - e como madrinha recorreu-se à invocação de Nossa Senhora. O Padre foi o reitor Luis Augusto Viegas.
Seu pai, Dr Avelino Cunhal, tinha nascido em Seia no dia 28 de Outubro de 1887 e veio para cá advogar durante esses anos, em que chegou a ser Administrador do Concelho no consulado de Sidónio Pais e Governador Civil da Guarda em 1922.
Teve 3 irmãos: António José, Maria Mansueta que faleceu aqui em Seia com apenas 9 anos de idade em 13 de Janeiro de 1921, e outra menina cujo nome se desconhece.

Sua mãe chamava-se Mercedes Barreirrinhas Cunhal e sempre teve horror ao comunismo. Mas seu Pai, depois de se mudar para Lisboa em 1924, defendeu, nos Tribunais plenários no tempo de Salazar, vários presos políticos acusados do crime de subversão por defenderem ideias contrárias às então vigentes.
Daí se conclui a influência que seu pai - o senense Avelino Cunhal - teve na formação do seu carácter.
Álvaro Cunhal, falecido hoje, foi um aluno brilhante, terminando o seu curso na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa com a classificação máxima atribuída até então: 20 valores.
Foi, também, provavelmente o mais brilhante lider político-partidário após 25 de Abril.
E o último grande vulto Comunista europeu a tombar.
1931 - Filia-se do PCP então na clandestinidade. Começou trabalhando em organizações clandestinas, organizando a Liga dos Amigos da URSS na Faculdade de Direito
1932 - Pertenceu à direcção da Associação Académica da UL
1933 - 1934 Responsável da organização estudantil contra a guerra e contra o fascismo. Eleito representante dos estudantes da UL para o Senado Universitário. Colaborador do Jornal «Amigos da Liberdade».
1935 - Eleito para o Comité Central das Juventudes Comunistas, participa no Congresso das Juventudes Comunistas em Moscovo
1936 - Chamado ao Comité central do PCP. Participa em Espanha em organizações anti - Franco.
1937 - Preso em Julho, sofre tortura mas não presta declarações. Libertado em 1938 volta a trabalhar nas organizações clandestinas do PCP.
1939 - Trabalha na redacção de «O Diabo» e é colaborador deste jornal. Preso de novo, esteve na colónia penal de Penamacor.
1940 - Preso de novo, nega todas as acusações.
1942 - Entra para o quadro de funcionários do PCP e é chamado ao Secretariado.
1947 - 1948 - Desempenhas tarefas Internacionais no âmbito anterior
1949 - Preso no Luso em 25 de Março, juntamente com Militão Ribeiro, foi julgado em tribunal plenário e condenado a 4 anos e meio de prisão maior celular, na alternativa de 6 anos e 9 meses de degredo em 1961.
Fugiu mais tarde do forte de Peniche e exilou-se no estrangeiro.
1974 - regressa a Portugal após o 25 de Abril e faz partde do 1º Governo Provisório pelo PCP. Eleito deputado à AR, resignou para se dedicar às tarefas de secretário geral do CP.
O resto é conhecido.
Em 1988, em Seia, respondia a uma questão sobre a sua juventude e a sua relação com as crenças religiosas, mais tarde recuperada em entrevista ao Independente nr 105 de 15/05/1990:
- Nunca suspeitou que Deus existisse?
- Fui Católico quando era rapazinho. Fui baptizado tardiamente e era católico praticante. Depois deixei de o ser. Não vale a pena contar a história. Ter sido católico foi uma fase da minha vida.
- Mas, por exemplo, quando esteve doente, tu cá tu lá com a morte, nem nessa altura falou com Deus?
- Não. Falei com os médicos. Mas por formação do meu partido sou respeitoso para com os crentes. Acho que as crenças não são uma coisa para se resolver em milénios.

Para visualizar cada foto, clicar nos números (links). Podem copiar ou guardar as imagens à vontade. Se alguém pretender retirar a sua imagem da galeria é so enviar-me um email para joao.tilly@netvisao.pt
Embora na via pública não exista direito à imagem por definição de via pública (coisa que muito boa gente não sabe) eu retiro cada uma a pedido.
Divirtam-se.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99

O festival aéreo que decorreu este fim de semana em Seia seria pretexto para sobre ele me deter longamente. Em resumo, ele trouxe à evidência as fragilidades de uma organização que não existiu, e da filosofia da produção de eventos que temos tido aqui em Seia há anos demais: fazem-se as coisas mais estapafúrdias e perfeitamente desgarradas sem qualquer tipo de estratégia que lhes seja subjacente e, sobretudo, sem se saber porquê. Parece que quanto mais estranhas e diferentes umas das outras elas forem, melhor.
Para mostrar ao povão, apenas, em ano de eleições? Não se vislumbra outra razão para este número desvairado de eventos - à Gouveia - com que uma câmara que nunca quis saber disso durante 12 anos subitamente nos bombardeia. Vamos com 400 mil euros entregues à Casa do Cinema e estamos em Maio. Por este andar nem um milhão de euros chega, este ano.
O Melhor:
O público. Compareceu em grande número durante as tardes de sábado e de domingo. Cerca de 1000 pessoas em cada tarde. Mais 500 penduradas nas vedações do outro lado da pista, no Domingo. Já lá vamos.
Muito dele «só soube que havia qualquer coisa porque viu na televisão que tinha caído uma aeronave que se dirigia para cá». Macabro.
Outra parte porque viu o aparato da GNR na estrada do aeródromo.
Mas apareceu gente.
O Pior:
Tudo o resto.
1 - Acessos: ZERO! Tudo à trouxa-mocha. À Seia.
Gravilha atirada para um caminho rural no dia anterior com o intuito não se sabe bem de quê, constituiu a totalidade do piso de acesso ao aeródromo. Para quem diz que gasta 1 milhão de euros por ano em manutenção de arruamentos, a coisa não está mal...
2 - Placas de sinalização e informação: NENHUMA. Quem conhecia o caminho para o aeródromo pela Arrifana foi lá ter. Quem não conhecia... foi pela estrada de Pinhanços e depois a GNR não o deixou prosseguir. Centenas de pessoas andaram a pé 2 quilómetros para depois não poderem, sequer, aceder às instalações sanitárias, nem aos bares de apoio. Teriam que andar mais outros 2 quilómetros à volta do aeródromo e, no fim, outro tanto para voltar. Foram esses que ficaram pendurados nas vedações do outro lado da pista sem acesso a nada.
Uma coisa de loucos.
3 - Um programa que não foi minimamente cumprido no que respeita a horários nem a eventos. Salvou o festival o «aviãozinho azul» que se fartou de fazer piruetas e... pouco mais. Dezenas de aviões aterraram à chegada e descolaram à partida. Que vieram cá fazer?
4 - Os F16 da FA. O tão propalado prato forte do Festival não foi nem aperitivo. Três passagens a alta velocidade e adeus que me vou embora. Uma coisa para 3 minutos. E antes do horário, por motivos climáticos, parece.
5 - Passeios em Balão preso e livre, nem vê-los. À hora programada (6:30h) não estava nem uma pessoa da organização (nem ninguém.) Estava lá eu armado em parvo. A GNR chegou às 9h para fechar as estradas. Podiam ter avisado no dia anterior que se tinha desmarcado esse evento. Asa Delta, também nicles. Parapente, viste-o. E o director do Aeródromo ainda tem o descaramento de dizer quer «correu bem»! É um brincalhão este director...
6 - A noite flop de sábado. Uma banda a tocar para ninguém, porque ninguém conhecia o programa. Seguir-se-ia uma rave... para 14 pessoas?
Portanto, chamar àquilo de «Festival» é de um pretenciosismo só comparável ao pedantismo reinante nesta cidade parada no tempo. Durante os dois dias, tirando o aviaozinho azul, nada se passou digno de nota. Aviões estacionados, um helicóptero que levantaria apenas para se ir embora (como todos os aviões, de resto). Perguntava-se: que raio estiveram ali a fazer? A passar o fim de semana? Menos mal. Sempre deram que fazer às unidades hoteleiras de Seia. Mas quem pagou, já agora?
Conclusão:
Uma organização à Seia. Ninguém sabia de nada e os que lá foram parar foi por ouvir os motores das aeronaves e por ver ir os outros.
Mas esses é que tiveram sorte. Não tendo expectativas, elas não sairam defraudadas.
Espera-se que, de futuro, haja um pouco menos de amadorismo na organização e no sentido dos eventos.
Porque não mandar vir uns técnicos de Gouveia - a cidade aventura? Já que lhes copiaram o design dos paineis, podiam também aprender alguma coisinha em termos de organização e logística de eventos. Eles, ao menos, são peritos naquilo que a CMS sempre abominou - o show off - e que agora tão tardia e desastradamente persegue.


Sócrates já pode aumentar os impostos...


«Devia haver festivais aéreos todos os dias!» -
exclamava cansado, mas bem satisfeito, o gerente de um conhecido restaurante e residencial em Seia.
Afinal os eventos mediáticos - que são fúteis em Gouveia, no dizer de muito incapaz e invejoso - são muito bem vindos em Seia!
E andaram estes iluminados da ruralidade a atrasar a nossa terra 3 décadas!
Impressionante!

Ou «boas ideias não bastam». Crónica amanhã, que isto já são muito boas horas de ir chonar. E como os 6 milhões de benfiquistas já se cansaram...


Afinal não são 6 milhões... são 10!
Uma galeria completa para amanhã.

Afinal não pude lá ir, ontem.
A ver se lá dou um saltinho, mais logo... para ver o pôr do sol acima das nuvens...


A ambulância teve que ser escoltada por um carro da GNR e fazer todo este trajecto em contra-mão, porque a sua via estava ocupada pelo cortejo da semana académica da ESTT.

Este passarinho entrou, por engano, numa casa particular. Ao ver-se em ambiente estranho, sem saída, não se conseguia mexer. Nem a luz do flash da máquina o fez levantar voo. Depois de apanhado, foi conduzido cá fora e voou... para o mundo.

Em Travancinha - Seia, compram-se as febras e os enchidos nos talhantes ambulantes (equipados com modernas câmaras frigoríoficas, que isto não é Marrocos) e assam-se nas brasas em regime de partilha. Todas a gente sabe de quem são as febras que, em cada momento, estão a assar na grelha comum: «estas quatro são desta senhora, a chouriça é daquele senhor...»
Os potes chamam-se «caçoilas» e, ali, as febras são cozidas em vinho.

Uma coisa bem portuguesa.
Se um bando de malfeitores se lembrar de assaltar estes ourives, o que acontece?
1 - Nada
2 - Tiroteio em todas as direcções no meio de uma feira
3 - Ninguém assalta ninguém, porque a N. Sra das Papas do Pereiro e a N. Sra da Tosse da Lapa de Tourais não o permitem.

O pintor e a sua exposição em Seia

Regalem-se com esta imagem de Seia vista de Maceira.
E com os 4 cães que me deram 10 segundos para tirar esta foto antes de começarem a correr que nem uns desalmados na minha direcção.
Esta não digo onde foi.
Os caciques analfas de Seia iam logo lá revoltar o povo contra mim...
«É só rir!» - como «diz» o outro...

Pereiro - Seia: Uma chuva milagrosa irrompe a meio da procissão da N. Sra. das Papas - realizada justamente para pedir chuva.
No Pereiro, em Seia, esta passadeira permite ao peão atravessar a estrada de um lado para o muro.

Os candidatos à cacicada seneira já chegaram ontem aos bares a berrar que ia haver um Hospital totalmente novo.
Qualquer burro, que seja MESMO burro - como eles acham que o povo é - aplaude.
Qualquer senense que não seja burro, percebe a jogada.
Se é para ser NOVO isso implica que não se trata do projecto aprovado pelo governo de Durão Barroso.
Será, portanto, outro.
Se é outro projecto, tem que se abrir concurso para ele.
Mais os prazos legais, mais a aprovação do caderno de encargos, mais o lançamento do concurso para a adjudicação da obra, mais a confirmação de que os concorrentes estão aptos para a realizarem, mais o diabo a quatro...
significa: se é para ser NOVO - com um novo projecto, é para NAO SE FAZER nesta legislatura.
É para se perderem mais 2 ou 3 anos, pelo menos, no lançamento da obra.
Mais lhes valia que dissessem a verdade: que NÃO HÁ PAPEL PARA SE FAZER NADA E POR ISSO VAMOS ADORMECER O POVÃO prometendo-lhe um novo.
Mas eu cá estarei, atento, para desmistificar mais esta descarada patranha.
Porque se se trata da confirmação do Hospital que estava aprovado, a cacicada tem que dizer explicitamente: o ministro chancelou o projecto aprovado pelos governos anteriores.
Se é para ser outro completamente diferente - o que também não estaria mal se fosse verdade - têm que dizer quando estará construído.
Porque os nossos filhos podem já não estar vivos quando esse NOVO hospital for inaugurado.
É que os senenses já não se deixam adormecer pelas balelas do costume...
Eles, os caciques de sempre mais os seus grunhos aprendizes, é que ainda não o perceberam.
Graças a Deus!

Há 3 anos deixou ele bem explícito, aqui em Seia, que não haveria condições para se construir um novo hospital.
Estavamos com 6 anos consecutivos de governos Guterrinos e com uma Câmara socialista, que sempre o foi à excepção de um mandato.
As condições ideiais, portanto.
Mas Hospital para Seia?
Não. Definitivamente.
Hoje, Correia de Campos é novamente ministro.
Os sinais começaram a ser dados, no dia 26 de Abril, quando quebrou o protocolo com as Misericórdias no que se refere aos cuidados continuados. O nosso velho Hospital é propriedade da Misericórdia, bem como o local para a sua aprovada reconstrução.
(Correia de Campos, suspendeu ontem à tarde o protocolo que o antecessor, Luís Filipe Pereira, tinha firmado, em 2004, com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Visava o internamento de doentes carentes de cuidados não permanentes nos hospitais de cuidados continuados daquela instituição. In CM)
Ontem, a confirmação da filosofia política da rolha: o povo do interior não precisa de Saúde.
Ou então, visto por outro prisma: é muito caro dar saúde ao povo do interior.
Ou, talvez este ângulo de visão seja o mais correcto: não há votos suficientes ali naquele fim do mundo que justifique o investimento.
É preciso dizer que se trata do mesmo partido - PS - que aprovou a construção de 10 estádios de futebol para o Euro 2004, qualquer um deles 10 VEZES MAIS CARO, pelo menos, do que qualquer pequeno Hospital do interior.
Para Seia foi destinado pelo Ministro da Saúde anterior um investimento de apenas 1 milhão de contos para a total remodelação do Hospital velho. De facto tratar-se-ia de um novo Hospital. Só o espaço seria o mesmo.
Mas acontece que Correia de Campos continua inabalável na sua luta inabalável CONTRA a Saúde do povo esquecido e ostracizado que vive no interior atrás das pedras.
A isto - privar o povo humilde do acesso à Saúde - chamam eles política de «ESQUERDA».
O novo Hospital da Guarda, prometido em altos berros no comício do PS pelo candidato a primeiro ministro José Sócrates em plena campanha eleitoral no dia 8 de Fevereiro naquela cidade, afinal não será construído tão cedo.
Esse ex-futuro hospital está, com mais 4, em stand-by (congelado) à espera de melhores dias, diz o agora Primeiro ministro José Sócrates.
E quem melhor que José Sócrates primeiro-ministro para desmentir José Sócrates candidato?
A população egitaniense está atónita.
O autarca sente-se enganado.
O presidente da câmara lamenta o tempo perdido. Álvaro Guerreiro acusa o anterior governo de ser responsável por este atraso.
«Só lamento é que depois deste tempo todo a Câmara da Guarda tenha andado a ser enganada pelos anteriores dois governos», realçou.
«Foram três anos de tempo perdido com o anúncio de que o hospital da Guarda seria uma realidade, agora revela-se que nem estudo havia», disse. sic TSF.
Quer dizer: Sócrates promete (em fevereiro) e congela (em maio) o novo hospital da Guarda.
E a culpa é do PSD!
Ah, grande Álvaro! Ainda vais a deputado...
Resta saber o que vai acontecer com o prometido e aprovado Hospital para Seia.
Mas eu até já sei.
Eduardo Brito, na próxima sexta-feira, vai ouvir mais promessas de estudos.
Rosado e Afonso Costa
Aqui estão as benditas colunas amplificadas Yamaha
Eu, com quase 14 anos, a tomar conta da aparelhagem através da qual foram transmitidos os primeiros discursos da liberdade em Seia. Um sistema original de colunas amplificadas trapezoidais Yamaha que o meu pai desencantou não sei onde, e que era o único sistema de som do nosso conjunto musical - "Os Kardos".
Gandas cromos...
(frame tirado de um filme gentilmente cedido por Helder Barreira)

O mais jovem participante na prova de resistência de ontem em Vila Nova de Tazem.

Como é possível que se atribua uma licença de construção de uma coisa destas numa envolvência de Xisto?

Se tentarmos abstrair-nos das aberrações que saltam à vista, o resto é um paraíso de xisto. Concelho de Seia - Serra da Estrela
Um boletim de 12 páginas em papel recilado, sem lixívias, sem agressão ambiental. Com muita imagem.
Centrado na identificação do candidato.
Com as linhas mestras do projecto de Nuno Vaz e da sua equipe e com mais informação sobre o desgoverno municipal do que alguma vez algum jornal teve a CORAGEM de publicar em Seia.
E baseado APENAS nos números da Câmara.
Nem se trata de os desmistificar de tão reveladores que, mesmo assim, são.
Gostei especialmente dos relatórios sobre os investimentos de ZERO euros e de 1 euro, nas ETARES prometidas. E na Variante ZERO. E nos programas ZERO de apoio à Juventude.
E de meia dúzia de tostões no Turismo.
Quando se esbanjam milhões em elefantes brancos e em «rubricas não especificadas...»
A propósito das tentativas palonças de mistificação de números: vi ontem um folheto colorido que se faz passar por jornal e tráz na 1ª e última páginas a "informação" que a CMS cumpriu 92% dos objectivos a que se propôs.
Quando a própria câmara, no seu relatório de apresentação de contas, informa que só cumpriu 42%.
Sem comentários...
É notável e ao mesmo tempo reconfortante assistir ao extertor do caciquismo neste momento, em Seia.
O que tem quer ser tem muita força e ninguém dá a volta à História.
Todos o sabemos.
A Câmara Municipal de Seia mandou publicar uma notícia que diz que «procedeu à adjudicação da elaboração dos projectos dos edifícios de apoio ao Aeródromo Municipal, onde vão funcionar uma aerogare, instalações destinadas aos bombeiros e Companhia de Combate a Incêndios Florestais e Casa do Guarda. A intervenção insere-se num projecto mais vasto que tenciona transformar o equipamento numa mais valia para a região serrana.
Mais diz que «se trata do primeiro passo no âmbito do "Plano de Desenvolvimento do Aeródromo Municipal", que está estimado em cerca de 3,1 milhões de euros.
O mesmo projecto prevê ainda a construção de um heliporto, a melhoria de acessos, a sinalização da pista, a colocação de uma placa de estacionamento e a instalação de uma estação meteorológica.
Estão também projectadas instalações para combustíveis, redes de drenagem, telecomunicações, águas e electricidade, tanques de calda para combate a incêndios e hangares.
A Câmara considera que “estas medidas visam qualificar a pista, situada na freguesia de Pinhanços, para a aviação civil”.
“O objectivo é fazer do equipamento um factor de referência e desenvolvimento para o turismo da Serra da Estrela e para a economia da região”»
Covem dar uma simples informação para desmistificar mais uma patranha:
O aeródromo que existe simplesmente não tem condições para a aviação civil.
Construído no tempo de Jorge Correia, este equipamento nunca funcionou a não ser para o combate a incêndios na época do verão.
Porquê?
Porque lhe falta largura, em terrenos que teriam que ser desanexados de uma zona protegida, e condições de segurança - seria necessário adquirir pelo menos uma vinha ao fundo da pista, e transformá-la em zona de socalcos de cota variável. Este processo negocial já foi, entretanto, encetado pela CMS.
Falta a largura.
Há quem defenda que se trata de uma história para adormecer o povo até às autárquicas e mais uma oportunidade para os chicos-espertos do costume (os empreiteiros incumbentes do concelho) irem ali buscar mais uns milhares em obras que nunca servirão para nada em concreto.
Qualquer euro a ser gasto numa estrutura condenada à partida - por não preencher as condições minimas para a aviação - é desperdiçado.
Então, o que fazer?
Primeiro alarguem-se e dotem-se as pistas das condições mínimas para a aviação civil. E depois, construam-se as infra-estruturas básicas e os equipamentos de apoio.
Mas aqui por estas terras, por falta de planeamento mínimo e visão estratégica, é costume atamancarem-se umas coisas em cima de outras e fazer-se a inauguração de mais uns mamarrachos com banda e foguetório.
Esperemos que não seja o caso.
Agora que o desenho é bonito... lá isso é.
Ficamo-nos para já por isso. Por mais um boneco no papel.
À moda de Seia
Aqui temos mais um record batido. Tirando o mês de Fevereiro - absolutamente atípico devido às eleições, e ignorando completamente esse pico - a subida continua exponencial.
Isto apesar de todos os "meus velhos amigos bloggers" terem praticamente cortado relações comigo depois da minha tomada de posição frontalmente crítica relativamente ao autómato que temos como primeiro ministro.
E inclusivamente depois de ter sido banido dos links de todo e qualquer blog chucharento por causa disso.
Apesar de tudo cá continuo a captar um número crescente de leitores.
Não sendo eu da côr da moda - o rosa - pelo contrário, sendo frontalmente CONTRA a filosofia de DIREITA liberal que este PS professa na sua prática; não pondo cá anedotas porcas nem mulheres nuas... por algum motivo será.
Se eu estabilizar por aqui, com 5200 visitantes mensais seguros ou 7500 páginas lidas - segundo o sitemeter - ou 23 mil visitas mensais (nem por um momento acredito nisso) - segundo o weblog - já me daria por muito feliz.
1400 visitas por dia? Não acredito, obviamente.
Mas enquanto houver assunto cá estarei.
Desculpem, os caciques, qualquer coisinha.

A inefável TVI - a eterna protectora dos fracos e oprimidos e da estupidez institucionalizada, já foi para os hipers confirmar que «as cadeirinhas homologadas esgotaram» e que «os portugueses acorreram às lojas de telemoveis para comprar auriculares».
Tudo normal.
Nada mais se espera deste tipo de serviço público dedicado à disseminação da imbecilidade homologada.
O curioso foi que de entre todos os tugas entrevistados, nenhum deles - repito - nenhum - referiu motivos de segurança para a compra destes novos produtos obrigatórios.
Os motivos apontados foram exclusivamente os de «fugir à multa».
Ora trata-se, a meu ver, de um conceito novo - o da fuga à multa - que só pode ter justificação por reacção natural à realidade prática da «caça à multa».
Existe já, portanto, nitidamente referenciado no imaginário tuga permanentemente ameaçado e oprimido, este sentimento de que a única forma de se fugir à repressão é a de fazer o que «eles mandam».
É esta subserviência arreigada no imaginário tuga, à qual muito poucos privilegiados têm o condão de resistir, que faz com que os portugueses cumpram as leis.
Nunca o fazem pelo reconhecimento da sua bondade. Mas pelo medo das suas consequências.
A tal questão cultural que devia passar pelas escolas e pelas famílias.
Mas que passa, afinal, pela TVI.
A senhora acima diz que tem 3 cadeirinhas mas tem que comprar mais uma(!) porque tem 2 carros. Por causa das multas. O gerente de loja abaixo diz que o consumo tem vindo a disparar por causa das multas.
E até a boneca apresentadora, entre 2 galanços ao tele-espectador, vai avisando que devem comprar aqueles produtos «para evitarem as multas».

E eu digo:
Que corja de alienados esta, que tomou conta do meu país!
Se isto não é o culto da mediocridade homologada, deve ser o da mediocridade... da contrafacção.
Acabo de descobrir que este paradoxo, afinal, fazia sentido.
O escritor preferido do meu pai, Júlio Verne, morreu em 24 de Março de 1905.
Foi ele quem me "obrigou" a ler as 20.000 léguas submarinas; 5 semanas em balão; A volta ao mundo em 80 dias; Hector Servadac; Robur, o conquistador; Viagem ao centro da Terra; Da Terra à Lua; A Ilha Misteriosa.
Lembro-me agora que nunca li tantos livros de mais nenhum autor.
Júlio Verne foi protegido de Alexandre Dumas (filho) - o 2º autor preferido dele - e foi fortemente influenciado por Daniel de Foe. Mais uma coincidência: Robinson Crusoé era um dos seus livros preferidos.
O meu Pai não sabia destas relações históricas entre os 3 escritores.
Parece mesmo haver qualquer coisa que "manda" nisto.
Parece mesmo.

Apesar dos inquéritos promovidos pelo ministério público e pelo ministro da Saúde na sequência dos requerimentos feito pelos filhos, a família ainda não sabe a causa da morte de João Tilly dos Santos.
Mas vai saber.
Pouco tempo antes tinha eu escrito para o JN uma crónica sobre o Hospital de Seia a que chamei: «Requiem do Hospital velho - a dança macabra das ambulâncias.»
Mal imaginava que isso mesmo iria acontecer ao meu Pai pouco tempo depois.
Aqui se reedita a história integral em homenagem a este homem genial que acabaria por se tornar mais uma vítima do esmagador e arbitrário SNS.
O Dr Guilherme Correia de Carvalho, "lendário" médico a quem os pobres de Seia muito ficaram a dever, tem aqui um busto que, ao contrário do que acontece por norma nesta cidade, até nem está mal feito.
O pior é o enquadramento.
Vejam lá se o D Guilherme não merecia melhor moldura.
Seia talvez não seja ainda «a cidade mais feia» que há - como acusa a revista Living, - mas para lá caminha a passos largos...
Pergunta-se: e a culpa também é da Câmara?
Resposta simples: é.
Da mesma forma que deixa construir autênticos mamarrachos que descaracterizam o pouco de paisagem natural que ainda temos, também deixa que as casas velhas mesmo no centro da cidade, em frente à Misericórdia - um dos ex-libriis de Seia - se degradem até cairem de podres.
Seia bateu no fundo.
Há uma coisa em que estou de acordo com este executivo: Seia vai melhorar.
Só pode.
Pior é impossível.
Esta é uma das entrada de Seia.
Esta ruína está assim há meses.
Mostra bem o desleixo a que a nossa terra tem sido votada.
Uma autêntica ruína.

E já nem falo no campo industrial, turístico ou cultural.
Falo na verdadeira acepção da palavra: Ruína.
É este o nível de desleixo a que se chegou.
Não há lá uns tabiques, no estaleiro, para tapar ao menos esta pouca vergonha, dos turistas que nos visitam?
Com franqueza! A que estado ruinoso de cuidado pela nossa Terra conseguimos chegar!...

Há mais de um mês que esta rua - a variante natural para quem se dirige para a Serra da Estrela, para o Hospital ou para a Estrada da Arrifana - está assim. Fechada.
O que obriga os automobilistas, em horas de ponta, a dar a volta pelo Largo da Câmara - perdendo mais de 10 minutos - ou a ir pela rotunda do Tribunal - uma volta ainda maior.
E rigorosamente para nada.
Porque as obras que estão em curso não justificam o seu corte. E as que o poderiam justificar só deveriamam ser iniciadas depois das 9 da manhã.
Neste momento, como sempre, a rua está fechada para remoção de entulho de uma construção particular. Apenas para isso.


A camioneta que está ali estacionada facilmente nos leva a concluir que, se estivesse parada no sentido contrário, a rua poderia estar aberta, porque apenas o habitáculo do veículo fecha a estrada. Nada mais.
Se Seia fosse uma cidade com regras, a C. Municipal obrigaria o dono da obra a colocar ali um contentor para remoção do entulho. Se assim fosse, apenas nos momentos de transporte do contentor poderia haver algum temporário corte daquela via.
10 minutos por dia.
Mas não.
Como isto aqui é à balda, deixa-se a rua fechada 24 horas por dia há mais de um mês desnecessariamente.
Mesmo assim, antes das 9 da manhã e depois das 5 da tarde, ao menos, poderia esta rua estar aberta.
Para quê mantê-la fechada 24 horas por dia?
Se for preciso um veiculo ou uma ambulância deslocar-se de urgência para o Hospital durante a noite, como se faz? Quem se responsabiliza por um azar devido ao tempo inutilmente perdido?
Cutaria muito retirar os sinais à tarde e voltar a colocá-los de manhã?
Pior do que isso é o facto de não haver qualquer sinal informativo de que a rua do mercado não tem saída.
É preciso ir pacientemente na bicha até conseguir chegar lá acima para ver... que tem que continuar na bicha, fazer o percurso contrário e voltar ao ponto de partida!
O que provoca que centenas de automóveis sejam diariamente obrigados a fazer este ridículo circuito, engarrafando a rotunda central do Afonso Costa, desnecessariamente.
Impensável!
Um total desrespeito pelo cidadão, que, para saber se já se pode passar, tem sempre que tentar subir e depois ser obrigado a descer.
Perdendo, com este estúpido carroussel, preciosos minutos à hora de entrar para os seus empregos.
Só quem nunca teve horários para cumprir pode ser insensível a este drama diário.
Depois de 3 meses com a estrada da Arrifana cortada, quando se previa que o estivesse apenas 30 dias, mais outro mês com esta saída cortada.
Tudo inutilmente.
Cá para mim foi o PSD que encravou mais esta rua...
Ou então é o velho síndroma de Seia e das suas variantes virtuais.
Abastecimento de Água não aflige Seia
O problema da «seca extrema» não preocupa os responsáveis da Câmara de Seia que diz que a autarquia «está atenta» e «preocupada» mas não ao ponto de tomar medidas drásticas. Contudo, em colaboração com as Águas do Zêzere e Côa informa que vai ser lançada uma campanha de sensibilização para a poupança de água.
Eu acredito que não haja problemas no abastecimento já que se permitem manter fugas em tudo quanto é sítio. Mas a propósito da campanha para a poupança de água, ela incitará ao enchimento de piscinas particulares com água da rede?
Em Arrifana - Seia.


Parafraseando a 1ª página de um folheto colorido que por aí circula... Isto é que é Cólidade de vida!...


Este é o ano Mundial da água.
Para celebrar este acontecimento em Seia, esta e muitas outras torneiras estão a verter vários metros cúbicos de água por dia há mais de 15 dias.
E lá continua...
No mesmo país onde 800 mil portugueses ainda não têm, sequer, acesso à água canalizada.
Se fosse paga esta água tratada para consumo doméstico e assim desperdiçada nas valetas, com os escalões milionários que se aplicam em Seia, estaríamos a falar de centenas de contos.
Mas aqui também se aplica a Lei das SCUTs de Sócrates:
Como ninguém as paga... pagamo-las todos.
Órraits!

Hoje é o primeiro dia de Primavera.
É tempo de sair e apreciar a natureza.

Regista-se a presença de muitas crianças e alunos de música.
Questionado sobre o facto de tal evento não fazer parte da agenda online do site da Câmara de Seia, António Tilly diz que isso não é da sua responsabilidade porque informou essa divisão da Câmara do recital.
E mais esclarece, o musicólogo:
Este é um evento musical destinado aos poucos que se interessam por música. Não é um "evento cultural", no sentido em que é entendido pela autarquia, isto é, não é um evento "agregador" de massas com impacto social considerado relevante. Logo, e recorrendo à explicação de Pierre Bourdieu, trata-se de um evento inerente ao campo da cultura erudita e não ao da indústria cultural.
E continua:

As pessoas ligadas à divisão de ensino, cultura e desporto estão fora do campo erudito (entenda-se da produção artística e científica). Pelo contrário, têm-se apenas como receptores, excluindo-se do campo da produção.
Ora este evento, como os que se seguirão, é protagonizado por produtores, neste caso, produtores de música e de conhecimento musical.
Na Indústria Cultural, só o artista legitimado socialmente se torna um elemento de atenção e adoração por parte do público.
No campo da produção erudita, os receptores são eles mesmo produtores, pelo que o problema da legitimação e estatuto social não se põe.
Este evento destina-se à emergente comunidade musical, aqueles que se interessam por música, estudantes, docentes, investigadores, intérpretes e compositores, e não ao "público em geral".
É uma visão com a qual eu só concordo parcialmente.
Porque a sala esteve cheia de "público em geral" e não apenas de receptores/produtores. Se assim fosse, só iriam aos concertos e às operas músicos ou profissionais ligados ao ofício.

O que eu acho é que neste tipo de eventos, ao contrário de outros que são comprados e portanto ficam ao critério dos comerciantes da área, não há lugar para auto-promoções sociais pedantes. Nem sequer por parte do verdadeiro protagonista: o excelente pianista que nos brindou com uma execução tecnicamente irrepreensível e se quedou, no final, reservado.
E até o pianito de um quarto de cauda... lá foi cumprindo, no limite da afinação e das suas capacidades. Mas os graves saem enrolados e a sua limitada potência, mesmo ajudada pelo granito das paredes e pelo silêncio absoluto dos espectadores, deixa uma desagradável sensação de era preciso algo mais.
Aqui ficam 3 recomendações de borla, para futuros eventos:
1º - Um piano a sério.
2º - Pequenas obras de insonorização da porta e janelas (para evitar o ruído das motas a acelerar na rua e os apitos dos carros).
3º - uma porta de acesso à sala contígua, para que os artistas possam entrar e sair do palco sem terem que passar pela assistência.

Mas este recital correu muitíssimo bem e, como não havia protagonistas analfas em bicos de pés, foi uma jornada muito positiva no sentido da desmistificação do pedantismo que grassa na Quinta das Aberrações Culturais em que orgulhosamente se constitui a inefável Casa do Cinema.

Beethoven e Brahms
RECITAL DE PIANO
por
ANDRÉ ROQUE
HOJE ÀS 21.30h
Auditório da Casa Municipal das Artes
Praça da República, Seia
.
(entrada livre)
.
Programa:
Sonata op.10 nº3 de Beethoven
Balada op.10 nº1 de Brahms
Rapsódia op.79 nº1 de Brahms
______________________________________
André Roque, nasceu em Viseu em 1982. Iniciou os seus estudos musicais aos cinco anos de idade. Aos nove anos, começou a sua formação no piano com a Professora Rosegard Lingardson. Terminou o curso complementar de Piano em 2000 (Conservatório de Música de Viseu), participando num concerto realizado na Sala Cortot, em Paris. Nesse mesmo ano, ingressou no curso superior de Piano da Universidade de Aveiro, onde tem trabalhado com o Professor Vitali Dotsenko. Frequentou ainda vários cursos de curta duração com Marian Rybicki, Andrzej Pikul, Valery Starodubrovsky, Liv Glaser, Diane Andersen, Fausto Neves, Jaime Mota e Olga Prats.
Participou em vários concursos, entre os quais o Concurso Juventude Musical Portuguesa (Menção Honrosa) e o Prémio Especial Luiz Costa no Concurso Internacional “Helena Sá e Costa” onde obteve o 2º prémio.
Destacaram-se as suas actuações na celebração dos 75 anos da escola “Silva Monteiro”, no Festival de Mafra e na Festa da Música (Viseu). Paralelamente à sua formação académica, foi docente da disciplina de Piano no Conservatório de Música de Seia – Collegium Musicum de 2002 a 2004.
-----
Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum
Casa Municipal das Artes
Praça da República
Seia
Telef. 238312583
http://www.collegiummusicum.online.pt
afea@netcabo.pt
O Restaurante Farol - em frente à Câmara Municipal - foi assaltado por duas vezes nos ultimos 15 dias segundo o filho dos gerentes, o criativo Paulo Farol. No seu blog - os Imortais - ele acusa a GNR de Seia de não ser capaz de zelar pela integridade da propriedade dos cidadãos. Vai até mais longe, alertando para a inevitabilidade da necessidade de uma tomada de posição de força por parte dos cidadãos.
Seia tornou-se um barril de pólvora desde o início do mandato deste último comandante, como toda a gente vê e comenta nas ruas. A filosofia dos objectivos é cega e quando tudo o que interessa são números, tudo é permitido para os atingir.
Mas devo informar daqui o Paulo que eu fui assaltado 6 vezes em 9 anos e nunca - repito - nunca foi apanhado nenhum assaltante, mesmo quando, da última vez, os assaltantes escarrapacharam os 10 dedos das mãos nas montras.
E aí a culpa não foi da GNR. A PJ, que tomou sempre as operações de investigação em suas mãos, nunca descobriu ninguém.
Se ele está indignado agora, devo recordar-lhe que eu já o ando há, pelo menos, uma década.
A culpa de toda esta inépcia e deste sentimento de impunidade de quem é?
Quem é a autoridade máxima no Concelho?
Como Paulo Farol afirma - e muito bem - os homens são comandados por quem os comanda.
Os militares da GNR são os que menos culpa disto têm.
Fazem apenas o que lhes mandam fazer.
Se se encontram em permanentes operações STOP em vez de zelarem pela segurança dos cidadãos, é porque alguém lhes dá essas ordens.
E se o Presidente da Câmara se demite da sua prorrogativa fiscalizadora e estratégica no que se refere à Segurança dos Cidadãos, a culpa por termos chegado a esta situação anárquica já tem que ser repartida entre o Comando da GNR e o executivo Municipal.
Por exemplo:
A Casa Municipal das Artes foi assaltada há um mês. Pela quarta vez. Com prejuízos que ascendem a 2500 euros. Fora as vezes que foi assaltada no tempo do antigo Politécnico.
Diz-se na rua que toda a gente sabe quem foi. Até porque a grande quantidade de sangue deixado no local em consequência dos cortes no vidro partido da entrada limitaria facilmente uma busca criteriosa.
A verdade é que já se passou o tempo suficiente para os ferimentos do assaltante sararem. Portanto...
Neste momento, a mim já nada me espanta, em Seia.
Como é que ainda espanta o Paulo?

A maioria dos pais vai agora buscar os filhos à escola
A comunidade escolar de Seia vive dias de medo e receia pela segurança das suas crianças. Isto porque há dois indivíduos, com sotaque estrangeiro, a rondar as escolas Evaristo Nogueira e primária de São Romão, suspeitando os pais que possam querer fazer mal aos filhos. O desaparecimento, durante 24 horas, ainda por explicar, de uma adolescente de 13 anos agudizou os receios.
Notícia completa no Correio da Manhã de hoje.
Ora cá temos os níveis de segurança - mais uma promessa eleitoral para o quadriénio 2002 / 2005 a dispararem... para o fundo.
Tal como o concelho.
O que me recorda, uma vez mais, que nenhuma das dezenas de promessas eleitorais deste executivo foram cumpridas até agora, que estamos a 7 meses do fim do mandato.
E o que aconteceu foi exactamente o contrário.
Anunciava-se mais emprego - mas o desemprego disparou. E bate, hoje em Seia, todos os recordes.
Prometeu-se mais industria mas, em 4 anos, para além de terem fechado quase todas as têxteis, não se captou nenhuma. Perceberam bem? NEM UMA indústria para Seia em 4 anos, por demérito imputável à Câmara.
Pistas de ski, Universidade de Tempos Livres, Acessibilidades, Curso de telecomunicações, Hospital, Aeródromo - tudo a Zero! É uma coisa impressionante! Quem não for de Seia não acredita nisto. E quem for, pasma.
Da cobertura prometida de ETARs para todo o concelho, estão à pressa a começar de construir 3.
De uma nova Zona Empresarial (que não Industrial, note-se...) anunciada com toda a pompa e circunstância há mais de um ano, nem sequer os terrenos estão todos comprados e devidamente legalizados.
Uma autêntica vergonha e um insulto para Seia!
O Turismo - a nossa verdadeira riqueza natural - está perdido, morto e enterrado.
Depois de defunto, por 4 anos de inépcia e marasmo, só agora mediante o escândalo da geminação da Madalena com a Covilhã, Eduardo Brito se lembra que nos roubaram tudo e ameaça os irmãos Costa Pais que lhe responderam à letra:
«A Turistrela não investiu em Seia (nem para isso tinha obrigação). Mas o que fez o sr Presidente da Câmara de Seia pelo Turismo da sua Terra em 12 anos?»
Eu respondo:
ABSOLUTAMENTE ZERO!
Construiu, ele próprio, uma quinta particular de Turismo Rural. Isso sim.
Mas isso é iniciativa privada enquanto cidadão. Beneficia em alguma coisa a região, é certo, mas acima de tudo beneficia-se a ele próprio legitima e naturalmente. Só que tal empreendimento não faz parte de nenhuma política concertada para captação de oferta turística.
Naturalmente se conclui que a diversificação da oferta turistica em Seia e em S. Romão não lhe interessará de sobremaneira, particularmente agora...
Voltando à Segurança das populações e ao Comando territorial da GNR para Seia - outra promessa badaladíssima quando foi preciso angariar votos - estamos novamente a ZERO!
Ao contrário, como se vê diariamente, Seia é a capital do aumento da criminalidade em Portugal. 150% só num ano, segundo o Ministério da Administração interna.
Obrigado pela qualidade do vosso trabalho, executivo camarário senense!
Se houvesse ranking de produtividade e de cumprimento de promessas eleitorais da V. parte, estaríes por certo no topo da tabela... invertida, claro!
Seia já foi a capital da neve.
Hoje, é a capital do paralelo.
Por todo o lado, como uma onda gigantesca, é vê-los a invadir ruas por esse concelho fora.
«Este ano estamos garantidos! Até trabalhamos ao sábado e ganhamos o dobro. Por hoje já está feita» - garantia, às 5 da tarde, o motorista de uma "banheira de paralelos".
«Esta leva 30 metros cúbicos. Para a câmara de Seia é sempre a aviar.»
Porquê a invasão do paralelo?
A resposta surge na ponta da língua de todos: é ano de eleições!
Portanto, como eu dizia, não há ninguem que não perceba a manobra.
Deixam-se as populações à mingua, durante 3 anos e, nos últimos meses, faz-se uma obra aparatosa no centro das aldeias, pelo frenesi do voto.
Vamos lá a ver se, ainda mais esta vez, o velho truque dá resultado...
«São as águas e os esgotos, diz o povo de Pinhanços. Primeiro foram os passeios. Já cá andam há uns meses...»
Pois é. Mas não passa de pura fachada, mais uma vez.
Porque as novas canalizações levam os esgotos para onde?
Para aqui.
Para o rio Seia.
Em mais um permanente atentado ambiental.
Não se constroem as prometidas ETARs, que não dão votos. Esventram-se as ruas e estacionam-se as máquinas em frente às igrejas pensando que o povo, embrutecido por tanto paralelo, gosta de as admirar.
E os esgotos continuarão a ser descarregados no rio, direcção a Seia.
Para quê uma ETAR em Arrifana, construída há já 5 anos, se o rio continua a vir poluído desde Pinhanços, a montante?
Em Seia as prioridades continuam invertidas. Em vez de se começar pelas infraestruturas, começa-se pela ostentação.
É a velha história do vaidoso que se perfumava em vez de tomar banho...
Não sei como é que continuamos a ser o país mais atrasado da Europa, segundo a OCDE, quanto até os nossos VATA - veículos autónomos de tracção animal - sabem bem qual a mão pela qual devem circular.
Estamos mas é 100 anos adiantados em tracção animal relativamente à investigação robótica europeia.
E até mesmo relativamente aos EUA.
Aposto que em Nova Iorque inteira não se vê este avanço tecnológico.

Eis a Lagoa Comprida gelada com uma panorâmica de 120 graus.
A diferença de cor deve-se ao facto de eu não ter tripé nem ter colocado a máquina em manual.
Para a próxima será melhor.
Mesmo assim dá para perceber a imensidão da coisa.
Concelho de Seia
Serra da Estrela.
Lindo!
Aqui está um flagrante exemplo do que se passa pelas freguesias deste nosso Portugal.
Uma genuína calçada portuguesa, herdada da romanização - feita exclusivamente com os seixos do rio Alva - está a ser levantada e substituída por paralelos banais.
No concelho de Seia, a invasão do paralelo assume-se como a "arma secreta" a que o aparelho, há 24 anos no poder, recorre por estar convencido ser determinante à boca das urnas.
Este ataque, em particular, está a ser perpetrado em Vila Cova, uma localidade onde a beleza da paisagem se confunde com a fealdade de algum urbanismo de uma forma impressionante.
Outros, simultaneamente, se verificam um pouco por todo o lado.
Numa vaga irreversível de atentados à nossa cultura, a destruição do nosso património é sistematicamente levada a efeito pela voragem dos votos.
Nada justifica um ataque destes.
Excepto a ganância de uma «máquina» - como eles próprios têm orgulho em se auto-denominar - gasta e sem imaginação, que por isso mesmo se vê obrigada a recorrer aos velhos métodos que têm vindo a descaracterizar o concelho: para ganhar eleições é suficiente fazer umas obras nas aldeias uns meses antes.
Hoje, nas aldeias e freguesias de Seia, é a uma desmedida e generalizada invasão do paralelo a que se assiste.
Para tapar os olhos ao povo que, demasiadas vezes, não percebe que o seu Património Histórico está a ser destruído à velocidade do relógio eleitoral.
Até Outubro quantos atentados destes se perpetrarão por todo o concelho?
Não se sabe.
Mas a prova da desgraça está aí.
Os esgotos e as caixas eram perfeitamente compatíveis com a calçada.
A substituir-se um pavimento teria que ser forçosamente por outro do mesmo tipo, que ali é autóctone.
Enquadrada com o xisto dos muros, a velha e polida calçada é um ex-libriis de Vila Cova.
Apela-se, por isso, a quem de direito para que se páre com esta operação imediatamente.
Resta-me perpetuar as imagens desta magnífica calçada portuguesa em fotos, para que os filhos de Vila Cova à Coelheira, daqui a uns anos, possam recordar que bela era a sua Terra...
Que este executivo tenha a coragem para se retratar por aquilo que não cumpriu em 12 anos e pelo que está a destruir agora, a contra-relógio, no Concelho.
Porque um atentado destes, na minha opinião, seria absolutamente passível de queixa-crime de lesa Património.
Aqui ficam as imagens.

- «Não se me aguentam mais de 2 anos»! - O pastor olha para o rebanho desalentado. «A comerem toda esta impureza tudo seca e definha».
- Mas os borregos e os cabritos que nós comemos são estes?
- «E o leite que vai para as queijarias. Não come queijo, vocemecê?»
Assim começa um diálogo com um pastor em Paranhos da Beira.
Guardava um dos 3 rebanhos que pastam todos os dias na zona da ETAR que nunca o foi.

Instalada há mais de 12 anos nunca trabalhou.
Hoje, os esgotos de Paranhos vão ali parar e é o que as fotos documentam.
Da suposta ETAR, transbordam para um ribeiro - quando há água.
Como se tal não fosse suficiente para escandalizar até ao limite quem a isto assiste, acresce o facto de, há mais de 3 semanas, os tubos que trazem o esgoto de Paranhos terem rebentado.
Assim, as águas fétidas brotam de um caminho e disseminam-se pelos lameiros onde pastam as ovelhas que nos dão o leite para o Queijo da Serra (de Origem Controlada!!!) e a carne de borrego, cabrito e cabra.

- «Já fiz três queixas na GNR, na Câmara e na delegação da Saúde, por causa desta desgraça dos canos rotos.
Mas ninguém faz nada. E isto aqui continua. É uma vergonha!» - queixa-se o pastor.
E é. Mas é apenas mais um escandaloso atentado à Saúde Pública perpetrado pela Câmara Municipal de Seia desde há mais de 12 anos.
Uma Câmara que se orgulha de encher boletins municipais anunciando que «está a começar a construir ETARs para cobrir todo o concelho».
Essa construção faz parte do programa eleitoral de 2002-2005, de facto.
E, curiosamente, do anterior: 1999-2002.
E do anterior também.
Mas só agora, a 7 meses das eleições, a CMS está a começar a construí-las.
Os 12 anos anteriores deste executivo não foram suficientes para começar a construir nenhuma, pelos vistos.
E, mesmo acreditando novamente em repetidas e não cumpridas promessas, se se começam a construir agora, quando entrarão em funções?
Continuarão a fazer parte do programa eleitoral de 2008-2011?


Pois a CMS não precisa construir nenhuma em Paranhos.
Esta ETAR está ali implantada há 12 anos e nunca funcionou.
À semelhança de uma outra que foi construída em S Romão há mais de 20 anos e também nunca entrou em funções.
Estes são exemplos de 2 ETARs que custaram dezenas de milhares de contos à época - hoje equivalendo a centenas de milhares - e que estão transformadas em autênticas ruínas sem nunca terem entrado em funções.
O exemplo acabado do desperdício inqualificável que tem imperado nesta nossa Terra.
Dezenas de milhares de contos... para o esgoto.


Resta dizer que me recusei a mostrar aqui o que de facto por lá se vê com todos os pormenores porque isso provocaria inevitáveis vómitos a quem visse essas fotos.

1 - O primeiro sinal de que algo, na clássica dialéctica esquerda - direita estava errado em Portugal, foi o facto de a Alta Finança ter reunido de emergência com Sampaio para fazer queixas do governo de Santana Lopes por lhes ter aumentado os impostos.
- Calma lá! Então mas o PSD - partido conotado tradicionalmente com o centro direita - é que tem a coragem de aumentar os impostos ao grande capital? O que é que se passa aqui?
2 - Depois, na semana passada, todos pudemos ver os 5 maiores patrões - incluindo o patrão dos patrões - a regozijarem-se com a vitória «deste PS». Não ouvimos uma única crítica nem um único sinal de desconfiança no futuro.
Estão todos de acordo. «Deste PS» sairá o governo ideal para o grande capital.
3 - O novo ministro das Finanças vem dizer que afinal têm que ser aumentados os impostos. Mas quais? Os da Alta Finança, não!
São, portanto, os impostos sobre o rendimento do povo que têm que ser aumentados, ao contrário do que anunciou Sócrates durante a campanha eleitoral.
4 - Nenhum sindicato ou organização de trabalhadores mostrou o mínimo contentamento com a vitória «deste PS».
Porquê? Preferiam que vencesse o PSD?
5 - Agora, transportando esta análise para Seia, atente-se na postura dos dois homens na foto seguinte retirada da 1ª página do Porta da Estrela, o jornal de Seia.
Um deles é do PSD e o outro do PS.
Qual deles é de direita e qual é de esquerda?
Quem os não conhecer não acertará nunca.
O da esquerda é que é o do PS.
É Presidente da Câmara há 12 anos e apresenta-se sempre assim. Repare-se na postura institucional, no estilo afectado, na pose estudada. Fato, camisa e gravata revelando um excepcional cuidado com a imagem.
O da direita é do PSD. Candidato à Câmara em Outubro próximo. Um dos mais prestigiados e populares advogados de Seia. Descontraído, desafectado, nunca ostenta gravatas de seda nem camisas de 30 contos.
Há ou não há qualquer coisa de errado na dialéctica esquerda - direita, hoje em dia, em Portugal?

Os mesmos pinheiros da entrada «Pinheiros da Neve - 3», mas agora... com sol.
Uma coisa completamente diferente.

Chamam-se Penhas Douradas porque no local se podem ver duas formações rochosas compostas por aglomerados de fragas que se agrupam em altura. Com o cair do dia e o pôr do sol estas penhas (penhascos) assumem amiúde uma coloração amarela dourada.
A apenas 8 quilómetros de Seia, antes de se chegar ao Sabugueiro há um cruzamento à esquerda para Gouveia, para o Vale do Rossim e para Manteigas.
A entrada para o paradisíaco Vale do Rossim, o maior lago em altitude da Serra, que deve estar completamente gelado a esta hora, está inacessível. Neve de mais de meio metro de altura na estrada.
Tentei chegar lá por trás, pelas Penhas Douradas, mas depois lembrei-me que estava sozinho, tinha que seguir mais de 1 quilómetro a pé sobre a neve, não se via vivalma (nem uma única pessoa nas Penhas. Vai tudo a correr atrás da Turistrela, para a Covilhã, onde não se vê nada disto. É mesmo impressionante!) e não me estava a apetecer constituir-me lanche de nenhuma alcateia àquela hora. Por isso...
Aqui ficam os testemunhos do que a Serra pode dar a quem não se deixar levar pelos vendedores da serra de plástico e do ar condicionado.
Prometo voltar lá hoje, com companhia, uma "fusca" e botas especiais.
E espero que a minha maquineta não bloqueie com o frio...
Há-de ser uma coisa do outro mundo!

Aqui nasce o Rio Mondego.
Nestes últimos dias a nascente tem estado gelada.
Mas a água continua, mesmo assim, a brotar da rocha.
A 12 graus negativos.
Durante a noite.
Cá fora.
No interior da rocha não se atingem essas temperaturas.
Por isso a fonte não gela, nem pára.
Se seguirmos a estrada que nos tráz até aqui iremos dar a Manteigas e ao maior glaciar da Serra da Estrela.
Um pouco mais à frente, cortando à direita, as Penhas Douradas.
A beleza selvagem da Serra a que se refere a foto acima.
Um aglomerado de habitações - hoje completamente vazias - assinalam outros tempos e sobretudo outras vontades.
Talvez um pequeno lince e dois corvos foram os únicos animais que por lá vi.
Nenhum deles é racional, dizem-me.
Mas eu duvido.
Estes, pelo menos, não estão a dar centenas de euros por dia à Turistrela nas Penhas Douradas a olhar para o alcatrão e a ver imagens da Serra verdadeira uma televisão a cores...

Atente-se no pormenor da garrafa... não dei por ela quando fotografei.
Ainda há gente com humor...

Aqui está mais uma prova de que do nosso lado - de Seia - é que há mais neve.
Aí está ela, nas rochas, virada a Norte...

A aldeia mais alta... vista de cima.
Coloco a identificação nestas imagens - como se se tratasse de postais ilustrados - para que quem quiser guardá-las saiba sempre do que se trata.

A igreja de S. Martinho - freguesia do concelho de Seia. A apenas 6 kms da cidade.
Notável.
Toda em pedra.
A caminho da Sta Eufémea, um local de culto religioso e de lazer.

Ontem subi até aqui. Quer dizer, até onde se pode. Porque, no Malhão, só há estradas florestais e estão cobertas de neve. Não dá para se ir sozinho, mesmo de Jeep, porque se pode, facilmente, lá ficar preso. E eu não gosto de incomodar os Bombeiros. Eles têm, nesta altura do ano, muito mais que fazer. Fotos a seguir.

Nas Penhas Douradas. Nem uma alma. Apenas o que me pareceu ser um lince (ou uma raposinha branca?) a fugir para debaixo de uma rocha. Não fui a tempo de o fotografar.

Pinheiros da Neve relembram o Natal não há muito passado.
Este Natal é em Março.
Mas como pode ser quando um Homem quiser...

Depois de mais uma viagem para fotografar e filmar este imenso Paraíso todos os dias diferente que é a serra da Estrela, ao regressar a casa recebo mais este brinde.
Há dias de sorte...

Pelo 3º mês consecutivo, cá andamos nós, nesta vida, a dar cabo dos pneus dos carros a passar por aqui.
Nem, ao menos, se alisa o piso...
Há já lombas de mais de 30 cms.
Ok. Cada um tem o que merece.
E os restaurantes da arrifana e os estudantes e professores da ESTT e da Abranches Ferrão - se não reclamam - devem mesmo merecer isto.
Mas eu reclamo, que raio!
Eu, pelo menos, não merecia...

Apenas para ter uma ideia da evolução do número de leitores que esta tasquinha vai tendo. mais um mês e mais um record batido.
Neste caso, as eleições e o facto de eu não alinhar pelo diapasão socialista também ajudou.
Segundo o Sitemeter - o contador internacional mais credível - este blog já teve mais de 50 mil visitas (ver contador com fundo azul).
Segundo o weblog.com - o nosso hospedeiro - esse número sobe para 154.400
ontem: dia 28 - hits: 2.101; páginas: 1.280; visitas: 820; este mês: hits: 56.924; páginas: 32.603; visitas: 20.775
desde sempre: hits: 426.264; páginas: 256.518; visitas: 154.408;
É muito povo.
E não se trata das "estatísticas" da Casa da Cultura de Seia, que informam que nos primeiros dois dias estiveram mais de 1000 pessoas no cinema, num espaço que, se estivesse completamente lotado, comportaria 365 lugares por dia. Dava 700 em 2 dias. Mas não esteve lotado no segundo dia.
E é preciso dizer que cada bar teve direito a 10 bilhetes de borla. Fora as dezenas que foram distribuídos entre os amigos, na rua. Só os bares, com os amigos, encheriam completamente o cinema se lá fossem todos.
Quando se recorre à mentira descarada para legitimar mais um flop de organização, estamos perante... tcharaaam! - a Casa do Cinema de Seia!
A onda de frio e vento está aí a fazer das suas.
Tem sido um ano atípico no que diz respeito a tudo, no tempo. Quer à precipitação, quer às temperaturas. Estamos em Fevereiro, o mês mais frio do ano, é certo, mas as temperaturas não se mantêm.
A semana passada esteve - podemos dizê-lo - calor, para a época. Temperaturas da ordem dos 16 graus em Seia, são altas demais para agora.
A noite passada e durante todo o dia, um vento como há muitos anos não se via, punha em risco árvores, automóveis, e tudo o que estivesse na rua.

Nos Alpes, temperaturas de 29 graus negativos não se registavam há mais de um século.
Há qualquer coisa que não está a correr normalmente em termos de condições climáticas, nos últimos anos. Mas agora esse sentimento alastra-se com os desvios súbitos dos padrões normais para a época e região.
Quem tenha visto o «The day after tomorrow» não pode ficar indiferente a isto.


Entretanto, algumas belas obras da natureza mitigam os erros humanos.
Por exemplo, esta roda na rotunda de S. Romão.
Uma rotunda que, uma vez mais, não tem dimensões técnicas para o ser e que, por isso, provoca engarrafamentos quando um autocarro a ela acede, mas que fica bonita com o gêlo.
Lá isso, fica.
Perdoa-se o mal de quem a fez pelo bem que ela "sabe".


O desprezo pelo nosso Património Histórico e pré-histórico continua a fazer-se sentir por todo o lado, no nosso concelho.
Estão a ver esta estrada? Não tem nada de especial. Nenhuma placa indicadora da presença de uma das mais notáveis construções pre-históricas da região centro.
Que está aqui, escondida, atrás de uma casa, a apenas 15 metros da estrada.
Este é o maior dólmen de toda a Região, segundo dizem os populares. Está no concelho de Seia. Há uns anos deslocaram-se aqui para o estudarem 3 doutoras - no dizer do antigo presidente da Junta de Paranhos. Tiraram fotografias e foram-se embora.
Até hoje voltaram a contactar a Junta para dizer seja o que for sobre este imponente dólmen.


Quantos anos terá? 10 mil? Não se sabe. Quem o construiu? Serve de túmulo ou monumento? E porque foi construído? Que comunidades aqui viveram e que outros vestígios haverá da sua civilização?
Não se sabe.
Nem se quer saber.
Aí está ele, transformado em estendal - atente-se nos grampos cravados nas pedras, consolidadas com cimento pelo proprietário que, naturalmente, faz uso dele para arrecadação.
O proprietário construiu uma nora e um tanque ao lado, para regar o pomar, mas teve o bom senso de respeitar o dólmen. Podia tê-lo deitado abaixo para não interromper o alinhamento das árvores. Há que lhe agradecer.
Quem quiser visitar este monumento, não pode.
Tem que trespassar propriedade privada. Para além de não haver placa assinaladora do dólmen também não há caminho para lá.
Quer dizer: A Câmara tem mais que fazer do que negociar com o proprietário a abertura de um caminho pedonal.
Eu compreendo. A actividade cultural da autarquia é permanentemente tão vasta que tem que haver prioridades no que respeita à Cultura: há o torneio do garrafão para se organizar, por exemplo. Não se pode tratar de tudo ao mesmo tempo...


Tubos de água para rega, cimento e garrafas de vidro no chão e a tapar frestas é o que não falta.
Logo a 500 metros pode encontrar-se um placard revelador da importância que o Concelho vizinho dá às mesmas coisas.
A Anta de Rio Torto - Gouveia - está perfeitamente assinalada desde a estrada, com um caminho pedonal e em perfeito estado de conservação.
Esta, "a nossa", está abandonada e à mercê do seu dono.
Esperamos que depois do importantíssimo festival de Jazz e Blues haja um bocadinho para que quem trata da Cultura em Seia (?!) se possa debruçar sobre o mais importante que temos no concelho em termos de Património Histórico.


Quem não preserva o passado do concelho, não é digno de projectar o seu futuro.
O que vale é que os homens passam, mas a História cá fica, para os julgar.
Algures no Concelho de Seia existe esta maravilha da Cultura e da História.
Só por sorte ainda está de pé. E pelo respeito das populações que, embora não tendo acesso à Cultura - nunca recebem bilhetes de borla para o festival de Jazz & Blues - "pressentem" que aquilo é de preservar.
A autarquia, nem por isso.
Atente-se no verdadeiro atentado à ponte romana.
Completamente devorada pelo mato, sem acesso de espécie alguma, embora esteja a 5 metros da estrada.
Como se não bastasse o ostracismo a que foi votada, foi construído ali um tanque comunitário, fora de uso há mais de uma década - se é que alguma vez o teve.
E um horror de uma ponte de cimento sem o mínimo enquadramento a este impressionante monumento do nosso Património Histórico que ali está há mais de 1000 anos certamente.
Dado o nr de emails recebidos a perguntarem-me onde se situa, e porque ainda não houve ninguém que acertasse - mesmo senenses com 40 e tal anos - vou dizer agora onde fica:
Em Carvalhal da Louça.
Freguesia de Paranhos da Beira.
Na estrada Nelas - Seia
Isto mostra a divulgação que o nosso Património Histórico tem junto dos senenses...
Eis o tipo de turismo que temos em Seia, ao domingo, em plena estação alta do turismo de montanha, e com as paisagens mais belas que desde há muito podemos apreciar em Seia.


É este.
A Mosca

Histórias senenses com uma pitada de... nem sei de quê, já.
«…ou está c’o a mosca, ou cheira-lhe a palha» Popular
1 – A quinta e o Concelho
O PSD de Seia acusa Eduardo Brito de gerir o município como se este fosse uma quinta sua.
A Mosca foi investigar e descobriu que esta afirmação está completamente desajustada.
A Quinta do edil, em 12 anos, multiplicou muitas vezes o seu valor, enquanto que com o Concelho, nos mesmos 12 anos, se passou precisamente o contrário. Hoje é capaz de não valer a quinta parte do que valia.
Assim sendo, não deveria, O PSD, ter pedido ao sr Presidente aquilo de que o acusa?
2 – O pagar é tarde ou nunca
O Programa eleitoral do PS para 2002 - 2005, denominado «Vamos a Mais» trazia uma listagem de promessas e objectivos impressionante:
Mais emprego, reabilitar a zona Industrial, reflorestação, o novo Hospital, construção do Aeródromo, do Centro de exposição e Feiras, da IC7 e IC37, o ensino das artes, bibliotecas nas freguesias, a rede de museus, consolidar o ensino superior, construir a Universidade dos Tempos Livres, a Pista sintética de ski e a Piscina Municipal.
Construir ETARes, recuperar os centros históricos nas freguesias, as aldeias de montanha, as estradas, fazer a revisão do PDM, do Ordenamento do PNSE, reabilitação dos espaços verdes na cidade, do Centro Histórico, Bairros da Fisel, Raposeira, Barroca da Fonte e Construção do Cemitério. Aumentar a segurança pública e a autonomia para o comando da GNR!
A 8 meses do fim do mandato, destas 29 promessas só uma (1) delas começou a ser cumprida – As ETARes.
Mas calma! Daqui até Outubro tudo isto será, por certo, implementado. A Mosca só não percebe a menção ao quadriénio 2002-2005.
Não deveria ser só «Vamos a mais… em 2005»?
3 – Blues, Caldeirada & Chulas iLda.
O festival de Jazz & Blues é, em apenas 6 meses, o segundo (2º) evento mega-promovido pelo município.
A nova política cultural de dar bilhetes à fartazana aos amigos enquanto os que o não são "secam" nas bichas para os comprar tem, por certo, a ver com a tão propalada “criação de novos públicos”.
Se a edilidade continua a perder a cabeça desta maneira, arriscamo-nos a chegar ao final do ano com o inacreditável número de 3 - eventos – 3! Num ano só!
Quem é que há-de absorver tanta cultura?
A Mosca associa-se a tão oportuna iniciativa de esmagadora importância para a cultura e turismo da nossa região e propõe, para os dois próximos festivais, as seguintes temáticas igualmente muito apropriadas à nossa região:
1º Festival da Caldeirada de Cação & Espadarte da Serra da Estrela – organizado pela Confraria de Caldeiradas da CMS, a entronizar pela própria, expressamente para o efeito.
1º Festival de Música Espacial & Chula - Seia. Basta apenas convidar a NASA para este festival. O resto há cá com fartura.

Para que não pensem que só há neve na Serra, apenas 1 km abaixo do início do paraíso branco, existe o paraíso verde.
No Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal, um par de velhas tentam dominar um burro, no canto superior esquerdo.
Outro, pasta mais abaixo.
A ribeira, impávida e serena, lá continua no seu curso rodeada do verde serrano.
Não consigo decidir se a serra é mais bela no inverno, se no verão...


Um impressionante manto branquíssimo cobre a Serra da Estrela, desde ontem.
Aqui deixo uma série de imagens para lavar a vista a todos aqueles que, enfiados nas grandes cidades a comer porcarias de plástico, à pressa, e a cheirar gases de escape dos carros, podem pensar em dar uma fuga aqui ao Paraíso.
Façam-no, que rejuvenescem 10 anos, garantidamente.
A neve está fofa e resistente. Pode bem com um adulto de 90 quilos, sem problema.
E, na Torre, chega a ter mais de 1 metro de altura.
Mas nunca se esqueçam: todas estas imagens foram tiradas na estrada Seia - Torre.
Portanto, é preciso entrar na Serra por Seia.
Começou, finalmente a nevar na Serra e abaixo do Sabugueiro.
As mães das crianças da Aldeia mais alta de Portugal já telefonaram aqui para a escola a dar a notícia.
Sabugueiro fica apenas a 11 kms de Seia.
Deve estar uma coisa de sonho.
À hora de almoço vou até lá tirar uma fotos.
Haja neve!
O resto, é conversa.
Informam-se por estes meios os 3 senhores do costume que andam por aí a cortar-me na casaca, que já estou à espera de mais uma carta anónima, na sequência da conversas havidas, a meu respeito, ontem, na V. sede.
Informam-se também que, no mesmo dia em que tal vier a acontecer, será entregue no Ministério Público uma queixa-crime, contra estes srs, com a anexação de elementos em meu poder que inapelavelmente incriminam dois deles relativamente às anteriores 2 cartas.
Quem escreve 2, escreve 3. E, se não forem condenadas por 3, serão, concerteza, por duas.
Vai dar ao mesmo.
Cá espero as V. próximas cobardes acções, srs democratas.
Em Seia, tenho que dar, também, os parabéns ao Partido Socialista local e ao seu presidente, André Figueiredo, que conseguiu esta brilhante vitória, quase sem a participação do Presidente da Câmara na Campanha
O PS conseguiu mais 1500 votos que nas legislativas de 2002, enquanto o PSD perdeu 1600.
Mas não se trata de uma transferência directa. Há mais 700 votantes que em 2002.
O PSD perde para o PS mas também, surpreendentemente, para o BE.
Este voto de protesto acentua-se em Loriga, S. Romão e Seia.
O Concelho está absolutamente bi-polarizado.
O PS consegue mais do que conseguiu a nível nacional, mas o PSD também.
O PS ganha em 21 freguesias, enquanto o PSD ganha em apenas 8. Perde, portanto, mais 5 freguesias relativamente às últimas legislativas.
----------------------------
No distrito:
O PSD, que tinha ganho em 13 dos 14 concelhos, em 2002, agora ganhou em apenas 5. Os 5 mais do interior: Pinhel, Mêda, Trancoso, Fornos de Algodres e Aguiar da Beira.
Amanhã é dia de eleições.
Santana Lopes, o proscrito da comunicação social, perderá, segundo todas as sondagens.
Em Dezembro eu escrevia que não acreditava que o PS ganhasse por muito.
Hoje, a poucas horas do acto eleitoral, no fundo, continuo a acreditar nessa hipótese longínqua.
Porque continuo, remotamente, a acreditar no discernimento do povo português.
Recuso-me a acreditar que o povo vai dar uma maioria absoluta aos mesmos que abandonaram o país há 3 anos. E que durante os 6 anos anteriores não governaram. Apenas deixaram andar o país até ele chegar ao pântano no qual, no dizer de Guterres, o abandonaram.


E tiveram sempre a maioria absoluta para fazer o que quiseram, através da compra do deputado do queijo Limiano. Depois de usado para que se aprovasse o orçamento, foi trucidado, como se esperava. Hoje, naturalmente, já ninguem se lembra dele.
Recuso-me a acreditar porque toda a gente percebe que Santana (ou outro qualquer, em 4 meses) não teve tempo para governar.
Mesmo assim, durante os quase 4 meses em que, titubeante, tentou fazer alguma coisa - recorde-se que o "Estado de Graça" de qualquer governo é de 6 meses - fez algo por Portugal: pôs a banca a pagar o dobro dos impostos que pagava.
Só por isso merecia, do povo, um «muito obrigado» sentido.
Não o terá, segundo todos os estudos.
.
Pergunta-se: será que o povo não percebeu a manobra de Sampaio?
Percebeu. Não parece haver dúvidas sobre isso.
E, mesmo assim, uma manobra tão básica surtiu efeito?
Parece que sim.
E porquê?
.
Porque Santana se enganou nas folhas do discurso de posse?
Porque fez uma sesta e negou?
Porque um secretário de estado se demitiu?
Porque a comunicação social não lhe deu um minuto de descanso?
Porque Cavaco lhe mandou retirar a foto dos outdoors?
.
Eu não encontro explicação minimamente aceitável para a queda do governo.
Muito menos para a dissolução da Assembleia.
E menos ainda para o timing: se Sampaio não convocou eleições antecipadas quando Barroso decidiu emigrar, porque o fez apenas 4 meses depois?
- Porque esperou que o PS conseguisse substituir Ferro Rodrigues. É consensual.
E, depois desta clara manobra, o povo ainda vota PS?
.
Não se entende.
Mas cada povo tem o que merece.
Sobreviveremos a isso.
Se Sócrates ganhar, como toda a gente espera, que consiga não afundar mais isto.
É o que lhe desejo.
----------------------------------------
Entretanto aqui deixo o meu Muito Obrigado a quem entrou numa aventura de 4 dias destinada a fazer, apenas, o ponto da situação para as autárquicas.
À Ana, ao Michael, à Vanessa, ao Andrade, ao Abrantes, à Jota:
VOCÊS VIRAM QUE É POSSÍVEL!!!


Milhares de pedras pontiagudas cortam diariamente os pneus das centenas de viaturas que são forçadas a passar por aqui. Como alternativa, os carros terão que se sujeitar a dar uma volta de mais de 4 kms pela Ponte de Santiago, Arrifana, e Escolas.



Recorde-se que a CM de Seia previa que as obras que obrigaram ao corte dos acessos a Arrifana, por S. João, durariam aproximadamente um mês.
Já lá vão 2 meses e meio e as obras estão como a foto documenta.
Quanto mais tempo teremos esta estrada cortada?
Quem paga os prejuízos infligidos aos donos dos restaurantes que estão, desde Dezembro, sem acessos?
Mesmo que a estrada ficasse pronta hoje, com uma derrapagem nos prazos de 150%, a coisa diz bem da capacidade técnica dos serviços camarários...
O tesoureiro da junta de freguesia do PS, um tal Coimbra, acompanhado de duas moças desconhecidas em Paranhos, irrompeu pela sede do Rancho adentro para distribuir propaganda eleitoral.
Um grupo de convivas estava ali reunido para a matança do porco. E esta chegada intempestiva, com estes propósitos bem definidos, foi de imediato repudiada pela generalidade das pessoas, que acusaram o grupo acabado de chegar de aproveitamento de um momento de convívio para objectivos que nada tinham a ver com o propósito da ocasião.
Surpreendentemente, o militante terá reagido agressivamente, chegando a insultar um dos presentes, pelo que os ânimos azedaram de vez e os convivas ameaçaram abandonar o recinto se a acção não parasse por ali imediatamente, pelo que o tesoureiro e acompanhantes foram forçados a abandonar o local. O acto reprovável do tesoureiro da Junta provocou veementes protestos que foram transmitidos a Eduardo Brito e Pina Moura que, mais tarde, compareceram também na sede do Rancho.

Esta história banal é pretexto para apenas um ligeiro comentário:
O que é que anda Pina Moura - o cabeça de lista pelo PS na Guarda - aqui a fazer numa simples freguesia do concelho de Seia?
E a resposta só pode ser: a comer umas febras e a beber uns tintos.
E... mais nada!
Ou estará com mêdo de perder um dos dois deputados garantidos na Guarda?
Estará com receio de alcançar apenas 25%, contra os tradicionais 40 e picos?
Ou pensa em conseguir 75% para ganhar mais um deputado?
E, se for esse o seu delírio, vai conseguir esse desiderato em Paranhos, com os seus 400 votos?
Esta campanha - e a próxima ainda será melhor - está a mostrar bem a curteza de vistas de alguns "velhos" políticos que por aqui se arrastam e que teimam, para seu mal, em não arrumar as botas.
Evitavam de fazer figuras destas...
Este gráfico mostra a evolução dos resultados eleitorais no concelho de Seia nas últimas 3 eleições autárquicas e na última legislativa.
Qualquer análise que se lhe faça, por mais descuidada que seja, mostra a inevitabilidade da força da História. As últimas eleições de 2002 foram já ganhas pelo PSD, embora com margem mínima.
O Pico de Eduardo Brito registou-se em 97. A partir daqui é sempre a descer. Eduardo perdeu nas últimas autárquicas 1385 votos. Mais do que a sua votação em S. Romão e Valezim, juntas. Isto sem qualquer oposição credível, nem qualquer tipo de campanha por parte do PSD.
Este ano terá pela frente uma oposição com uma acção de campanha, no terreno, como nunca imaginou ter.
Nem ele nem ninguém, no Concelho.
Mesmo sem ela, ele iria perder naturalmente muitos mais votos que os suficientes para perder a câmara.
E porque é que eu digo isto a tantos meses das eleições?
Porque não há, logisticamente, hipóteses de se fazer nas freguesias em 8 meses aquilo que se não fez em 8 anos. Basta ver o que se passa com a estrada da Arrifana, cortada desde Novembro...
E tudo o que ele fizer, a estes meses do acto eleitoral, terá um efeito pernicioso e negativo nas populações, na hora do voto.
E ainda é preciso que corra tudo bem...
O povo quer é as coisas feitas, é verdade. E mais vale tarde do que nunca.
Mas já ninguem se deixa enganar pelas obras à última hora. Os senenses - como os demais portugueses - passarão a factura do marasmo, na hora certa.
A CAMPANHA Socialista e a ausência de Campanha do PSD
O PSD não tem feito campanha visível. Esteve na quarta-feira em Seia, no Domingo em S. Romão - onde deparou com um mercado absolutamente desertificado que nem sombra é do que existia há meia dúzia de anos - e pouco mais.
«Antigamente vendia aqui 10 porcos e hoje não vendo nem 1!» - queixava-se um talhante. Percebe-se porquê. Em Seia as coisas deixam-se correr e não há preocupação nem plano estratégico para se reanimar seja o que for.
Nem ao menos na terra do Presidente da Câmara, a quem não foram poupadas críticas generalizadas dos seus conterrrâneos pela forma como tem deixado definhar a vila e o Concelho. E ele sabe que eu não minto.
É claro que já está em elaboração um plano criativo para reabilitar o mercado de S. Romão e fazer dele um pólo de atracção turística. Mas não pela Câmara Municipal. Dele, o executivo terá conhecimento em breve.
Mas dizia eu que na Guarda não é previsível que, mesmo com uma grande derrota de Santana, a correlação de forças mude. Será sempre 2-2. Neste momento, em todo o distrito, apenas Manteigas é socialista. Mesmo que o PS ganhe metade dos concelhos (se não ganhar agora, não ganhará nunca) a correlação de forças não muda. Há, portanto, que poupar as forças e o desgaste de imagem para aquilo que interessa: a Câmara.
Chama-se a isto: estratégia.
Cabecinha. Não vale a pena remar contra a maré ainda mais quando o barco nunca sairá do mesmo sítio.
Portanto, enquanto o PSD está descontraido, não chateia ninguém e vai conversando com os cidadãos, em amena cavaqueira, a caravana do PS de Seia tem vindo a fazer frenéticamente um trabalho diário a correr as freguesias, com os altifalantes aos berros e bandeiras às costas.
Ninguém lhes ensinou mais.
Então e para que é o circo? - pergunta-se. Para o Partido é inútil, como já se viu. Será sempre 2-2.
Mas para André Figueiredo, não.
André precisa urgentemente de começar a conhecer o concelho porque se perfila, cada vez mais, como a alternativa a Eduardo Brito.
André não está a trabalhar apenas para o partido. Está, também, a trabalhar para si. E faz muito bem. A ambição é legítima. Só não percebe quem não quer.
Ele manterá, ainda, uma secreta esperança em que Eduardo pese bem o enorme risco que vai correr e desista de se candidatar. E, neste momento, era o que ele devia fazer. Para seu bem e para bem do Partido.
Porque um PS renovado dará muito mais trabalho a derrotar pelo PSD do que um PS gasto e estafado com um Presidente da Câmara que começa mais uma luta quando a devia terminar.
A frase mais ouvida nas freguesias que lhe são tradicionalmente afectas é:
Mas ele ainda quer estar lá mais 4 anos? Está há 12. Já não chega!?
E ainda não visitei as que lhe são hostis.
Nem é preciso.
Na pior das hipóteses André avançará daqui a 4 anos. E ainda pode ir nesta lista na esperança de subir quando Eduardo for chamado para outras atribuições... são tudo cenários que todos nós reconhecemos como possíveis.
É preciso é dizer ao povo se Eduardo se se candidata para ficar mais 4 anos na Câmara ou se é apenas mais uma jogada para, depois, passados uns meses, ficar outro em seu lugar.
Seja como for não será nada fácil que Eduardo volte a ganhar o concelho, porque, neste momento, dado o desânimo instalado por todo o lado, ele já deixou de se constituir a mais-valia que fazia o PS ganhar as autárquicas.
Então se Sócrates não conseguir agora uma maioria absoluta esmagadora, esqueça.
Nem o Hospital se construirá, sequer. Quanto mais as acessibilidades...


Vamos lá a avançar um pouco nesta ideia antes que a roubem.
Provocado pelo aparecimento das grandes superfícies, o até há pouco tempo próspero mercado de S. Romão está como as imagens documentam.
Praticamente a zero.
Isso foi reconhecido pela própria caravana do PS.
Ora é evidente que alguma coisa teria que ter sido feita, há muito, para reanimar este espaço popular de negócios e lazer. Ainda mais quando ele tradicionalmente é impar na região, ao domingo de manhã.
Os nossos autarcas deviam ter previsto o que iria acontecer com o advento das grandes superfícies. Mas mesmo que o não tivessem previsto, ao verem o antigo mercado de S. Romão completamente às moscas, tinham obrigação de imaginar, para ali, uma solução. Algo no sentido de o preservar e modernizar.
O que há a fazer é transformá-lo num pólo turístico, onde os visitantes e os senenses possam disfrutar das suas características únicas: um espaço amplo, onde a gastronomia regional tenha o seu lugar - e não só as febras fresquinhas de manhã e o bom vinho da região.
O artesanato, o folclore, os produtos regionais, o queijo e o requeijão, os enchidos e muita animação transformariam rapidamente o mercado - está bom de ver - naquilo que ele já foi em tempos.
Um circuito turístico em que o mercado fosse ponto de passagem ao domingo de manhã, ou até ao sábado à tarde, no inverno e no verão, atrairia o turismo - o pouco que ainda aparece em Seia - e povoaria aquele espaço para que ele, de facto, contribuísse para o progresso de S.Romão e da região, em vez de se constituir naquele desânimo triste e só que hoje é.
É básico, isto. Mas nunca ninguém o fez.

Um pequeno grupo de militantes do PSD (não vale a pena mentir descaradamente sobre o nr de pessoas como o faz indecentemente a publicação de Sta Marinha) deslocou-se esta manhã a S. Romão - o bastião do P.S. e a terra de Eduardo Brito a fim de auscultar a opinião das pessoas, mais do que fazer qualquer tipo de campanha.
Uma atitude nova que foi optimamente recebida por todas as pessoas que, tal como já aconteceu em Seia, por duas vezes, se aproximavam do grupo de livre e espontânea vontade para saudar, nelas, o Partido.
Várias conversas foram entabuladas com as pessoas na rua e nem uma - repito - nem uma virou as costas ou exibiu algum tipo de hostilidade para com o grupo.
No final, de todas as mais de 100 pessoas com quem o grupo conversou nos mais diversos locais, apenas 1 (uma) se manifestou socialista.
Quer dizer que só haverá 1% de socialistas em S. Romão?
É este disparate profusamente repetido na comunicação social que Santana está a desmontar.
De qualquer modo, os sociais-democratas ficaram muito animados por terem tido esta recepção nas ruas na freguesia teoricamente mais hostil do Concelho.
A tradição já não é o que era?
Não posso estar mais de acordo.
Só falta aqui: PAULO PORTAS, NOBRE GUEDES, FERREIRA LEITE, BAGÃO FÉLIX DURÃO BARROSO E UMA MINISTRA DA EDUCAÇÃO DE QUEM NEM QUERO SABER O NOME.

A propósito da mistificação da geminação dos pretensos 2 concelhos mais altos de Portugal - Madalena, na ilha do Pico, e a Covilhã, atrás de Seia - diz o Porta da Estrela:
Municípios que abrangem pontos mais altos de Portugal vão geminar-se
Os municípios da Covilhã e Madalena (Açores), que abrangem os dois pontos mais altos de Portugal - Torre e Pico - anunciaram que pretendem geminar-se este ano para aproximar as tradições e a cultura dos dois concelhos.
É preciso coragem!
Os Barões da Covilhã apropriaram-se já dos acessos à Serra (leia-se Covilhã), do monopólio dos investimentos na Serra (continue a ler-se Covilhã) e agora querem também abotoar-se com a título de "Condes da Torre e Cântaros"? Terão que ficar sem uma coisa nem outra.
A Torre é nossa e os Cântaros são de Manteigas.
Mas o que faz Seia para preservar a identidade do Concelho? A Torre pertence a Alvôco da Serra, que nunca lucrou nada com isso. Nem visibilidade. Existe, na Torre, um centro comercial renovado, apesar de catacúmbico. Enquanto se não fizer outro, é o que existe. Em terrenos de Alvôco. As pistas de ski estão em terrenos de Loriga - Seia. A Junta recebe, há já alguns anos, uma renda pela utilização da àrea.
É a única migalha que fica no concelho, para além do lixo ali produzido.
Porque todo o resultado da exploração das pistas vai direitinho para a Covilhã.
Até os fornecedores de papel higiénico são de lá.
O que faz Seia para repor a verdade?
Escreve uma carta à Madalena a dizer que não senhor, que afinal o concelho mais alto é o nosso (!).
O que esperamos que os Madalenenses façam com a carta? Que a entreguem aos fornecedores das pistas de ski?
Eles querem lá saber disso?
Eles querem é vir aqui para aqui aprender com quem é o efectivo proprietário da Serra da Estrela e com quem a coloca no mapa: com a Turistrela e com o incansável Carlos Brito.
Querem lá saber de Seia ou da sua altitude para alguma coisa...
ELES LÁ VÃO ROUBANDO O QUE É NOSSO, MAS O NOSSO PRESIDENTE ATIRA-LHES COM O LIVRO
Fantástica é a seguinte passagem do mesmo artigo:
O autarca adiantou que o livro editado recentemente “Seia-Tecto de Portugal” «é a prova mais que evidente de que somos o concelho mais alto».
Por isso é que aquele pessoal da Madalena e da Covilhã deu aquela calinada. Não têm lá o livro...

Um telefonema anónimo feito para a secretaria da Escola de Turismo de Seia, informando da existência de uma bomba no seu interior, foi o suficiente para fazer parar todas as actividades que se desenvolviam na Escola e provocou a sua imediata evacuação.
Pouco passava das 15 horas quando o alarme foi dado. Os alunos que tinham iniciado o exame de Introdução ao turismo foram convidados a entregar as provas e a sair, ordeiramente e sem pânico.
A GNR foi de imediato chamada e estabeleceu um cordão de segurança, evitando a entrada de qualquer pessoa no estabelecimento. A Brigada de Minas e Armadilhas inspeccionou o local não tendo encontrado qualquer engenho explosivo.
O exame ficou adiado para o dia 23 do corrente.
Tentei, por todos os meios, entrar em contacto com o director da Escola, para recolher o seu comentário a tão insólita ocorrência, mas tal não foi possível por este se encontrar fora do País, regressando, apenas, no Sábado.
Os alunos em momento nenhum se mostraram assustados, como a foto bem documenta.
Esta placa diz: «Zona proibida a feirantes».
É onde estão todos à quarta-feira, precisamente o dia de feira.
Era suposto esta placa ser levada a sério. Mas não.
Na banca ao lado, mais de 100 DVDs piratas em plena exposição, numa banca ampla. À entrada da feira. Não é preciso procurar nada. Estão logo ali.
É p'ró menino e p'rá menina!

Eduardo Brito vai-se queixando, nas sessões de Câmara, de que o PSD de Seia está a ser comandado à distância pela minha humilde pessoa.
Antes tinha já decidido que eu havia perdido toda a credibilidade e a isenção enquanto analista e comentador político.
Há aqui uma contradição em termos:
Se é verdade tudo o que E. Brito diz, então o PSD está no pior caminho.
Porque se preocupa E. Brito tanto com isso?
Devia estar satisfeito, a esfregar as mãos de contente.
Eu, no seu lugar, estaria...
Daqui lhe envio um abraço, com a mesma elevação que ele diz ter para comigo, e lhe asseguro que não precisa de se preocupar.
Quando ele anunciar a sua candidatura, dependendo do projecto e da lista que apresentar, eu anuncio-lhe a minha participação na campanha eleitoral para as eleições autárquicas. No mesmo dia.
De qualquer modo, quer eu venha a ser director, consultor ou electricista, ele já ganhou, a acreditar naquele grupo imenso de socialistas convictos que se viu no comício do Sócrates. É maioria absoluta garantida. Bastam aqueles 300 votarem. Tirando o grupo do Seixal, que veio de propósito saudar Sócrates, e o de Celorico que veio no autocarro, ainda ficam 220! Para quê mais? Está no papo!
Se eu fosse director de campanha do PSD, trabalharia dia e noite para conseguir manter os 2 vereadores que o PSD tem, num ambiente tão hostil como este. É desanimador ver todas aquelas pessoas, na rua, como ontem aconteceu, a aproximarem-se espontaneamente dos militantes laranja com todas aquelas palavras de incentivo e apoio, enquanto à caravana socialista se mantêm perfeitamente alheios.
Não saberia trabalhar assim.
Estou habituado a conseguir as coisas com muito esforço e muito trabalho, partindo de uma situação de inferioridade até conseguir a realização plena dos meus objectivos. E. Brito sentiu isso primeiro, Jorge Correia sentiu isso depois. Ambos perderam quando eu estava, por mera coincidência, do outro lado da barricada e a minha causa partia em nítida inferioridade. Graças a Deus que a memória dos homens é curta! Isso faz com que os menos dotados cometam os mesmos erros e, aos mais, tráz a sobranceria necessária à sua queda.
Num clima demasiado favorável como este, ficaria perplexo e nem saberia bem que estratégia delinear.
Claro que, no pensar daquela esmagadora mole humana que se viu na terça feira, vinda de todo o concelho e arredores, dada a inigualável imagem de credibilidade de que EB disfruta, conseguir zero vereadores já seria um óptimo resultado para o PSD. Mas sonhar com 4 ainda é permitido. Nem que, à semelhança do célebre "evento das rosas" de 93, que ontem me recordaram e do qual ja nem eu me lembrava (e de quem terá sido a ideia?) que muito contribuiu para a vitória de EB, o PSD tenha que oferecer a milhares dos seus militantes um par de chinelos da serra para ficarem em casa nesse dia. Porque eu acho que o PSD não deve alcançar mais do que 4 vereadores no primeiro mandato. Sinceramente.
Fez-me recordar toda a estratégia da campanha da EB, desenhada em 93 para se ganhar a Câmara a Jorge Correia, depois do desaire anterior, e a primeira entrevista que EB deu, em directo para a Rádio Beira Alta, no dia em que foi eleito, desde o meu carro na altura - um 21 Turbo já com telemóvel - a caminho da Catraia de S. Paio.
Claro que poderíamos recuar ainda mais 4 anos e analisar a derrota de EB por cinquenta e poucos votos quando eu estava empenhado noutra campanha em que se pretendia demonstrar que EB e Jorge Correia representavam, no fundo, o mesmo. Conseguiu-se, pelos vistos. Mas não vale a pena recuar tanto.
Eram bons tempos, os de 93! Tinha eu menos 12 anos e tinhamos acabado de concretizar um sonho lindo que durou... 4 anos.
Depois vieram mais 4. De nítida desaceleração. E os últimos 4 de paragem e marasmo puro.
E agora querem ainda mais 4 para quê? Para a marcha atrás???
Caro Eduardo Brito: não se aflija que o PSD não precisa de mim para nada para lhe ganhar a Câmara.
A desilusão generalizada dos senenses, hoje, é uma coisa que não está no catálogo. O contrário é que seria de estranhar!
Siga um conselho de um sempre Amigo: mande gente não conotada com o PS e consigo falar com as pessoas anónimas na rua. Recolha as suas reais intenções de voto.
À sua frente ou à dos seus muchachos, as pessoas dizem o que o sr quer ouvir, entende? Mas ninguém é assim tão ingénuo... muito menos o senhor!
O voto é secreto, caro Amigo! Nunca se esqueça disso!
De cada 100 amigos que lhe juram fidelidade, hoje, nem 50 depositarão o seu voto nas urnas.
Eu sei que o sr. sabe disso.
Faça o que entender. Cada um é que decide as guerras que compra.
Mas nunca diga que, 12 anos depois, não o continuo a aconselhar BEM, e com toda a lealdade e elevação.
Olé!
José Sócrates esteve hoje em Seia.
Aqui deixo o filme da visita.
1 - Militantes esperam o candidato na praça da Câmara. A hora da chegada estava ultrapassada. Militantes, poucos para quem espera o futuro Primeiro Ministro de Portugal. E, em grande parte, de fora de Seia. De Loriga, muitos. De Alvôco, também.


2 - Dentro da Casa do Cinema, bandeiras e cachecóis eram distribuídos em profusão. Houve quem metesse cachecois sobressalentes no saco para levar para casa. O marketing não se importa. Farão publicidade, mais cedo ou mais tarde.


3 - Entretanto, no Auditório, Paulo Farol (militante do PSD) puxava, em voz-off, pelo público, com todo o profissionalismo que se lhe reconhece. Os militantes socialistas treinavam fervorosamente o «Pê-Ésse! Pê-Ésse!», abanando as bandeiras acabadinhas de receber, esperando o grande momento: o da chegada do seu lider.


4 - Que acabaria por chegar com hora e meia de atraso. Euforia geral. Felicidade visivel de Sócrates, agradecendo aos presentes com um comovido: «Obrigado Camaradas!» Tomam os seus lugares e vai começar a Sessão de Esclarecimento.


5 - André Figueiredo abriu a sessão com 2 apontamentos breves sobre a interioridade e a necessidade de mudança, a bem do desenvolvimento do interior. Atirou com as culpas da interioridade para cima dos «governos de direita». Quer dizer... fez a sua obrigação. Como sempre, sem se deixar embalar nem ultrapassar a "ordem" hierárquica. Podia tê-lo feito porque os dois discursos seguintes não primaram de modo nenhum pelo brilho. É esta auto-disciplina que inibe André Figueiredo de brilhar e de se fazer notar nos momentos oportunos. E este era, decididamente, um deles.
6 - Depois Eduardo Brito. A atirar as culpas da crise dos têxteis para cima do Governo. Resta saber de qual. Ficou a nítida sensação de que necessitava redimir-se pela sua actuação no caso Vodragés. Uma coisa mal resolvida. Pior, o assunto das sondagens. Que eram «um instrumento fundamental na formação da opinião...». Valha-me Deus! Não quero nem comentar, por respeito ao futuro ex-Presidente (só não se sabe é quando...).
Pior ainda foi quando desatou a pedir a toda a gente que falasse com todos os amigos e com todos os familiares para os convencer a votar PS. Quer dizer... um bocado mau aspecto. Mas então sempre é preciso? Estávamos todos convencidíssimos que o PS já tinha a maioria absoluta garantida... Ou, afinal, as sondagens deixaram, subitamente, de ser o tal instrumento fundamental...? Ai, valha-me Nossa Senhora da Agrela... (não há Santa como ela...)
Mas o pior ainda estava para vir.


7 - E, de facto, no ranking do menos interessante que há a falar ao povo, Pina Moura é capaz de pedir meças a qualquer um. Se podem co-existir as faltas de rasgo, de convicção, de carisma e de simpatia juntas nalgum político, é aqui que elas se encontram todas.
Acusou o anterior governo de ter, criminosamente, acabado com a indústria têxtil. Então mas será que eu ouvi bem? Puxei o filme atrás uma data de vezes para me certificar, mas não há dúvida. Ao que chega a impunidade! Cada qual diz o que quer, hoje em dia! Será por ser Carnaval e ninguém leva a mal?
Mas como é que um ex-ministro da economia e das finanças (ao mesmo tempo), pode ter a coragem de dizer uma coisa destas? Um ex-super-ministro 2 em 1 que agora acumulará um alto cargo público - deputado, pelo menos - com o mais alto cargo privado com interesses directos naquilo que o Estado (ele incluído) decidir no dossier da Energia... só pode ser em Portugal, mesmo.


Pina Moura deve carregar consigo a sina da acumulação de cargos de interesses antagónicos.
Uma notável descoberta de Guterres, o desistente.
8 - Depois Sócrates. E não sei se foi pelo vazio imenso e pela demagogia primária do discurso anterior, se por colocar a fasquia ao nível mínimo de expectativa, a verdade é que fiquei agradavelmente surpreendido com a prestação do candidato. Fluente e directo, sem muita repetição, lá conseguiu debitar aquilo que tinha pensado e repensado dizer. Não é criativo nem inspirado nem carismático, como Santana, mas é minimamente convincente.
Ele, pelo menos, acredita no que diz. O que já é bom. Descobriu que o limiar da pobreza é de 300 euros, e vê-se que começa a ficar mais fluido no seu discurso e na sua postura. Deixo-lhe aqui este brinde: aquela foto com o slogan simpático atrás.
Embora tenha muitas dúvidas de que ele aqui tenha maioria absoluta, aqui fica o cumprimento. Está a melhorar, sim senhor. Não é mestre da retórica, nunca o será, mas também não é disso que Portugal precisa. Deus nos proteja de mais um palrador zeroso.


Conclusão:
1º - Aquilo é que foi uma sessão de esclarecimento??? Sem espaço para questões? O que faria se fosse um comício...
2º - A escolha da sala. Um auditório com 150 lugares demonstra o receio da organização. Então e a confiança nas sondagens? Como é que fica?
3º - Agora raciocinemos ao contrário:
Seia tem 20.000 eleitores. Vão votar 15.000 nas próximas eleições. Esperam-se, pelo menos, 9.000 votos no PS, para uma maioria absoluta sólida. Eduardo Brito, embora já em queda acentuada, conseguiu mais nas últimas eleições. Então e depois de anúncios de meia página no Porta da Estrela, com grande antecedência, no boletim informativo socialista e da propaganda diária dos carro de som, apareceram apenas 300 militantes, sendo que muitos não eram do concelho, sequer? Alguma coisa está mal na mobilização socialista no concelho...
Será a certeza da vitória esmagadora, ou o esmagador peso da certeza no desânimo?
Fatalmente teremos que fazer comparações com uma recondita aldeia, a 10 kms de Celorico, quem vai para onde Judas perdeu as botas. Estavam lá, naquela aldeia, mais de 600 pessoas para ver Santana. Sem anúncios, carros de som, ou qualquer tipo de propaganda. A organização optou por não divulgar a aldeia para não causar afluxo desmedido. Era para ser uma coisa mais ou menos reservada. E foi o que se viu.
À noite, em Castelo Branco, consegue o triplo da audiência de Sócrates - que é natural de lá. Ontem e hoje decide não fazer campanha e recusa-se a andar na rua a apertar a mão ao povo.
Poupa-se de passar por situações desagradáveis como a que a foto documenta: um indivíduo que se recusou a cumprimentar Sócrates.
Não tem nada a ver, caros socialistas. Se Santana viesse a Seia, sem propaganda nenhuma, não se romperia no largo da Câmara.
Toda a gente sabe disso e vocês também.
Isso quer dizer que ele é melhor que Sócrates?
De maneira nenhuma.
Quer dizer é que o que estava garantido há dias, nunca o esteve, de facto.
E que no dia 20 saberemos quanto é que um partido inteiro vale mais que um homem solitário, sozinho e algo desajeitado, mas acima de tudo INJUSTIÇADO por um Presidente da República que teve, para com ele, o rigor que não teve para com Guterres.
O povo percebeu isso, por todo o lado. Até percebeu mais.
O povo acusa Sampaio de conluio descarado com o PS, ao dissolver o parlamento apenas quando o PS arranjou um líder diferente de Ferro Rodrigues.
Dia 20 assistiremos a uma luta desigual: PS inteiro versus Santana sozinho e abandonado por todos.
Menos pelo povo.
Dia 20 veremos se sou eu ou as sondagens quem está redondamente enganado.
Devo ser eu. Sou só um. E as sondagens recolhem a opinião de 800...
Só que, eleitores, há 8.5 milhões. Votam 5.5 milhões. E 800 respostas, nesse universo e nesta conjuntura dúbia, é quase o mesmo que uma.

TOCA A FAZER AS MALAS E A VIR PARA SEIA!!!!
MAIS FOTOS DE NEVE - CLIQUE EM BAIXO




Para aqueles fanáticos que ainda resistem, voltando aqui, em vez de estarem a seguir o sonho de Pires de Lima, o desafio Máximo:
Onde está o Pina? - Nivel 3!!!
Esta só descobre se for tão perspicaz como o Gabriel Alves.
Solução daqui a umas horas... para os incapazes!

Nível 2, para quem conseguiu passar o 1º nível no post anterior.
Mais difícil... muito mais difícil...

Hoje é domingo, dia de relaxamento nacional à espera do S. Futebol, e portanto aqui vai a minha humilde contribuição para o desenvolvimento da perspicácia visual dos leitores peritos em descobrir, num cagagésimo de segundo, se cada lance é ou não fora de jogo:
Quem consegue Pinar (descobrir o Pina)?






Decorreu hoje a Feira do queijo 2005 em Seia. Digo decorreu, porque, embora sejam apenas 13:25h já todos os expositores levantaram ferros.
Decorre um almoço, neste momento, no Restaurante O Pastor da Serra para participantes e convidados.
Este post serve apenas para anunciar que, mais logo, quando chegar a casa, publicarei uma série de fotos retiradas do filme que são, no minimo, curiosas.
Uma colecção ímpar de imagens que serão, por certo, muito úteis para quem se quiser dedicar ao estudo do fenómeno sociológico do interior "desquecido" e ostracizado no limiar do séc 21.
Para já uma informação: sobraram 100 queijos!
Não sobrou vinho nem pão.
Voltem cá mais logo que não se arrependerão...
Imagens do filme do Incêndio de ontem. Sem comentários.

























Um violento incêndio deflagrou hoje, cerca das 20:30 horas, numa casa de habitação em Sta Marinha, fazendo vítima uma idosa de 89 anos e vários cães, que habitavam o 1º andar.
A casa e a família são conhecidas por albergarem um elevado número de cães - número esse que já chegou a 80, mas que agora se situaria entre os 20 e os 30 animais, segundo os vizinhos.
O fogo terá tido origem numa braseira ou salamandra e ter-se-á propagado ao cobertor da octogenária, alastrando-se depois ao resto da casa.
Não restou praticamente nada da habitação. E o que restou terá que ser demolido já que as vigas que suportam o soalho estão danificadas a ponto de atingirem muito proximamente o ponto de rotura.
Uma vida humana a lamentar, e mais as de 20 cães é o balanço deste trágico sinistro. ocorrido hoje no coração de Sta Marinha.

Fernando negrão acaba de inaugurar as novas instalações da creche da Misericórdia de Seia.
Depois das formalidades solenes - muito se pela o português por uma solenidadezinha... - Negrão fez um discurso informal e muito bem disposto, em que focou o problema do baixo índice de natalidade do país e da crise dos têxteis (mal ele sabe do que por cá se passa...) seguido de duas canções.
Esta é o «papagaio»...
Depois, os comes e bebes.
Ainda lá estão, à hora a que escrevo isto.
À vinda para baixo um amigo envia-me uma mensagem alertando-me para o facto de hoje ser dia de luto nacional, mas em Seia tanto a bandeira da Câmara como a do Tribunal estão normalmente desfraldadas.
Apenas a BeiraLã as tem a meia haste.
Ainda há quem se preocupe com estas coisas... mas claro que a Administração Central, não.
Prefiro o «papagaio».
1...2...3!
Eu tenho um pa-pa-gaio...
Com penas de muitas cores...
Não há nada como realmente!
Nem o Parque Natural tem nada contra nem a Turistrela, pois claro.
Se fosse para se construir um restaurantezinho regional já que, desde o Sabugueiro até à Torre não há nada onde se possa tomar um café, nem pensar!
Parques de estacionamento à beira da estrada? Vade retro, que isso é anti-ecológico!
Agora um casino?
Uma coisa para lavar milhões?
E que dá milhares para todos?
Venha ele!
Está tudo de acordo, desde socialistas a PSDs, valha-me Deus!

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira passada, a criação de uma zona de jogo na Serra da Estrela.
O diploma aprovado vai permitir a criação, nomeadamente, de um casino na Região.
Uma decisão que surge em vésperas de eleições, mas que Morais Sarmento, cabeça de lista do PSD por Castelo Branco, recusa de eleitoralista.
Uma decisão que deixou satisfeito o autarca da Covilhã, Carlos Pinto.
In BeiraNet
Vamos a ver o que é que Seia ganhará com isso, mas penso desde já poder adiantar que será um número só com um dígito e bem redondinho...
Ontem a Vodafone.
Hoje a TMN
Pelos mesmos.
E o dono desta já sabia, ontem, que ia ser assaltado!
.
A História rocambolesca é esta:
Não satisfeitos por terem fugido das bombas de Pinhanços, sem pagar, os criminosos rumam a Seia, onde os esperaria, se alguma lógica nisto houvesse, uma denúncia nas autoridades. Concerteza que o funcionário da bomba ligou para a GNR a denunciar o carro e a respectiva cor - talvez até a matrícula.
Alheios a tudo isso, os assaltantes foram meter-se na "boca do lobo(?)" - no coração de Seia, mas não apenas para assaltar uma loja e fugir... qual quê!?
Na maior das descontracções, foram calmamente estacionar à porta da Telestrela e ali permaneceram largos minutos, em frente à loja a assaltar.
Pelos vistos, ao verem a missão do assalto dificultada por algum motivo, decidem retirar em alta velocidade, atropelando um motociclista no processo, que ficou estatelado no chão, presumivelmente ferido.
Quando se esperaria que finalmente fugissem a 7 pés... não senhor. Optaram por assaltar a Vodafone!
Isto é definitivamente o que de mais incrivel eu tenho visto.
Sem qualquer tipo de receio nem preocupação de discrição... pelo contrário: a darem nas vistas o mais que se pode!
Conseguem assaltar a dita loja, de marcha atrás numa avenida estreita onde mal passam 2 carros no mesmo sentido, e vão-se embora nas calmas.
Hoje, não satisfeitos, os mesmos, embora com outro carro, completaram o que não conseguiram fazer ontem.
Entretanto o João Fonseca tinha avisado as autoridades do que lhe ia presumivelmente acontecer, dado os acontecimentos e o "estudo" levado a cabo no dia anterior mas... de nada serviu, porque foi assaltado na mesma.
Hoje será a vez da Optimus?
Lá estarei à hora do costume, para recolher imagens ao vivo.
.
Ninguém acredita nisto, pois não?
Ester Barata - a "D. Ester" - morreu ontem em Viseu.
Aquela grande figura de sobretudo preto e cabelo esbranquiçado, que nos ensinava o Inglês bem British, e que impunha um respeito dentro da sala como nenhum outro professor que eu tenha tido em toda a minha vida de estudante, partiu.
Tinha pouco mais de metro e meio. E uma estatura gigantesca, dentro e fora da sala.
Partiu.
A minha penúltima referência pedagógica.
O Grande Professor Ferreira já lá está há anos. A Dra. Aida, também.
Agora, a D. Ester.
Resta-me apenas um grande professor vivo, que, por acaso, é também uma mulher, mas nem ouso pronunciar o seu nome, não vá atrair o azar...
À minha grande Professora, à D. Ester, vou dedicar as minhas próximas horas de reflexão.
Aqui lhe deixo, entretanto, a minha profunda e sentida homenagem.
Se hoje sou professor e se me empenho o máximo que posso e sei, em cada minuto que passa dentro de uma sala de aulas, também a si o devo.
As suas referências estão e estarão, enquanto puder ensinar, sempre comigo. A toda a hora.
.
Se houver vida depois da morte, tenho a certeza que a D. Ester estará a ensinar, neste momento, onde quer que esteja.
.
Muito Obrigado por tudo quanto me ensinou, minha Senhora.
Nunca a esquecerei.

Olá, boa noite !
Vi vosso artigo sobre a Serra da Estrela ( 30/12/2004) e gostava de pedir-lhe
melhores indicações para esquiar na região. Estava orientada a ir à Covilhã,
porque na Internet só consegui consulta através da Turistela mas depois de
vossos comentários, estou com receio de fazer uma escolha errada. Poderias me fornecer algumas dicas? Meu objectivo maior é esquiar por lá.
Emails como este estou a recebê-los à razão de um por dia. É pouco, mas é a única contribuição que conheço contra a estratégia da Turistrela em «secar» Seia de todo o turismo.
Já consegui mostrar a vários grupos de turistas que a nossa entrada, para quem vem do Norte, é a única de acesso directo. Que não faz sentido entrar pela Covilhã rodeando a Serra, quando nela podem entrar directamente.
E, para além disso, as pessoas começam a perceber que, efectivamente, a nossa encosta é a mais bela e a única que tem neve, quando ela escasseia.
A Internet e as centenas de pessoas que lêem este e outros blogs sobre a Serra da Estrela começam a perceber a estratégia de desinformação da Turistrela.
Substituímos, portanto, o operador turístico que não há.
Só que sem comissões e de forma muito mais credível, porque nós, ao contrário da Turistrela, não temos interesses comerciais. Por isso não precisamos de mentir aos turistas nem impingir-lhes gato por lebre.
A nossa encosta é mesmo a melhor.
Entrem por Seia!
(Espero que o sr Presidente, no próximo 3 de Julho, me galardoe com a medalha de requeijão de mérito municipal, porque eu não gostaria de perder esta última oportunidade de vir a receber alguma lembrançazinha sua enquanto ainda Presidente da Câmara.)

Enquanto apontava os "cancros" e as fragilidades do concelho de Seia e a forma lógica de os debelar, eu era um comentador credível para o sr Presidente.
O tempo passou e, de todos os problemas diagnosticados (ver texto sobre o filme da Vodragés e consultar o arquivo na categoria Seia ao lado direito), nenhum foi resolvido.
Conclusão:
Já não sou credível.
Portanto: eu perco a credibilidade e a neutralidade aos olhos do sr Presidente porque ele não resolveu nenhum dos problemas que devia ter resolvido.
Está certo.
E até é capaz de ter razão. Eu, ao contrário dele, não consigo manter-me neutro mais tempo numa terra neutralizada por uma década de marasmo.
Porque sabe, o sr Presidente, qual é o elemento neutro da adição?
É o ZERO.
É exactamente essa a parcela de incremento ao desenvolvimento que o executivo tem adicionado ao concelho nos últimos anos.
Zero na Indústria.
Perdão! Aí é mesmo muito negativo. Basta contar as empresas que já se perderam por não se ter uma zona industrial condigna e repetidamente prometida há anos.
Zero no comércio.
Ó diabo! Correu mal outra vez. Os comerciantes facturaram este mês o seu pior de sempre e já 2004 foi o pior dos últimos anos.
O Turismo, praticamente, também já chegou ao número redondo.
Graças a um trabalho árduo por parte da Turistrela, que desvia tudo para a Covilhã, e à inépcia e falta de criatividade do executivo que nada faz para o obstaculizar, deu-se o que se esperava há muito. Sem neve e sem atractivos absolutamente nenhuns, os turistas passam e páram cada vez menos na nossa cidade. Exceptuando o Museu do Pão, nada mais há que atraia ninguém a Seia.
Esta neutralidade pantanosa arrasta Seia para o inevitável: de ano para ano, o resultado da soma das energias dos empresários é neutralizada pela apagada energia do executivo que, se calhar, em vez de um CISE necessita talvez mais de um VIAGRISE a ver se acaba com a CRISE de neutralidade que assola o nosso concelho. Para ver se finalmente ele sacode a letargia e acorda para a Vida.
Quem é que precisa de uma neutralidade destas?
Safa!
A Administração da Vodragés, em novo email enviado pelo sr. José Baltazar, continua o texto anterior:
«O Senhor Presidente da Câmara sabe que há um despacho de prosseguimento de acção de recuperação da Vodragés datado de 20 de Dezembro no 1º Juízo do Tribunal de Seia.
Também sabe que esta acção de destruição foi comandada do exterior.
Sabe ainda que a paragem de 3 de Janeiro de 2005 é ilegal.
Conhece como decorreu o Processo de Recuperação da Vodratex e das dificuldades em arranjar um parceiro credível para injectar no concelho de Seia 380.000 contos de indmenizações e 144.000 contos na compra do estabelecimento industrial.
Se não fosse o papalvo do José Baltazar de Cebolais de Cima essa recuperação não se faria.
Está recordado que se comprometeu a criar uma zona industrial nos edifícios devolutos da Vodratex.
O Senhor Presidente sabe que foram investidos pela Vodragés 900.000 contos na modernização na Vodratex.
Então em resposta recebemos um tratamento de destruição da nossa dignidade e provas claras de xenofobia?
O Senhor Presidente queria que eu dialogasse com uma turba de pessoas instrumentalizadas para a desordem?
E se V. Excia tivesse o bom senso de chamar a atenção das pessoas para a ilegalidade de tais actos?
A situação chegaria onde chegou?
Como vai V. Excia cumprir o que prometeu aos trabalhadores da Vodragés nas instalações desta, que decidiu usar sem autorização dos donos da Vodragés?
Como sempre lhe disse "Este seria um processo que sabíamos como começou mas não saberíamos como iria acabar!"»

Recebi do Sr José Baltazar, administrador da Vodragés, o seguinte comunicado que reproduzo na íntegra (podem encontrar-se os originais nos comentários aos textos sobre os incidentes do passado domingo).
«Tendo sido eu uma das pessoas retidas no passado Domingo gostaria de ver esclarecidos alguns pontos:
1º - A empresa está parada por iniciativa dos trabalhadores desde o dia 3 de Janeiro;
2º - No dia 5 ninguém fugiu, a administração foi obrigada a sair devido às ameaças e violência dos trabalhadores;
3º - Não estivemos retidos 10 mas 5 horas;
4º - A nossa deslocação deveu-se única e exclusivamente para verificar e apresentar queixa na GNR pelo roubo que foi efectuado pelos trabalhadores à casa onde habita a administradora;
5º - Os trabalhadores, para além dos insultos, tentativas de agressão com pedras, telhas e afins, falavam de destruição do património, mas curiosamente destruiram e queimaram muito desse património para nos vedar a saída;
6º - Mesmo no caso de querer ir buscar os bens pessoais, que não são da empresa, seria impossível, uma vez que os trabalhadores colocaram pregos nas fechaduras impedindo assim a nossa entrada.
Para finalizar e afim de esclarecer alguns pontos pendentes, porque não tentam saber o que o SR PRESIDENTE da Câmara pensa/vai fazer quando acabar o seu mandato....parece que não se vai candidatar novamente....pudera. »
Aqui, o sr Baltazar que me desculpe, mas não estou de acordo por 3 razões:
1º - O futuro eleitoral do Sr Presidente da Câmara não é para aqui chamado. Apenas o Presente. Ele tem que responder pelas funções que ocupa agora e não por uma eventual re-re-recandidatura. Isso não constitui resposta ao problema.
2º - E se eu penso conhecê-lo, são coisas destas que o espicaçam para concorrer mesmo... se ainda estivesse na dúvida. Por isso, se o seu objectivo é o de que ele não concorra, a estratégia está errada.
3º - E é até bom que Eduardo Brito concorra. Para toda a gente. Para que nunca restem dúvidas a ninguém do estilo: «...Mas se Eduardo tivesse concorrido...» etc, etc.
Eis o filme da barricada da Vodrages retirado do Canal 1 da RTP.
Seia, mais uma vez na televisão, pelos melhores motivos.

O país inteiro vai ver hoje, na RTP1, um conjunto de cenas de violência semelhante às que se passam em Canas de Senhorim.
E porquê?
Seia é uma cidade que vive um equilíbrio precário e instável. Um descontentamento generalizado pelo marasmo a que Seia tem sido votada tem vindo a tomar conta dos cidadãos nos últimos tempos.

Ao indescritível «cerco do balão», com que esta cidade tem sido fustigada há 3 anos, com centenas de cartas apreendidas por ano e outras tantas famílias gravemente lesadas na sua qualidade de vida, junta-se agora toda a desestabilização provocada pelo encerramento, em pouco mais de 2 semanas, de 3 empresas têxteis. Toda a gente sente, nas ruas, que vivemos dentro de uma bomba-relógio. O comércio é zero, apesar de estarmos no antigo segundo destino turistico nacional. A Indústria é o que se vê salvaguardando (por enquanto) ainda 2 honrosas excepções.

Seia não captou, nos últimos anos, nenhum investimento de vulto para a cidade. Que está, por isso, neste momento, moribunda em termos de produção de riqueza.
Famílias estão a deslocar-se para Nelas e Mangualde, pois só ali arranjam trabalho.

E até o sr Presidente da Assembleia Municipal, em infeliz entrevista à publicação de Santa Marinha, na "qualidade de cidadão" (ao que isto chegou!), a abre afirmando que ele é «dos poucos que voltou ao Concelho depois se ter formado».
Isto diz tudo!

Como o partido socialista não tem quem impeça estes tiros no pé, a gente agradece ouvir estas verdades de cada vez que se lembram de abrir a boca. Porque é verdade o que ele diz. Mas então um alto responsável pelo partido que durante um quarto de século dirigiu, como bem quis, os nossos destinos tem o descaramento de dizer que já ninguém se cá fixa???
Boa!

Acontece que todo este tempo perdido, em que não se verificou ganho em produção de riqueza, em Seia, mas apenas alindamento de jardins e fachadas de edifícios (que também são necessários, mas em 2ª prioridade) está agora a dar os seus frutos.

E eu, a quem o sr Presidente considera «não-neutro a partir de agora», andei 3 anos, enquanto o era, a alertá-o nas minhas crónicas para o futuro que se adivinhava e apontando alguns caminhos que deveriam ser seguidos para evitar chegar ao que se chegou.
O sr presidente ria-se. Chamava-me Marcelo, com cordialidade, mas, para aqueles a quem considera ser o seu staff íntimo e pessoal ia-me chamando outras coisas, e desvalorizando totalmente os meus alertas e recomendações. E eu a saber, alertado pelo seu staff íntimo e pessoal.
Mas muito bem: se não concordava com os meus diagnósticos nem com as soluções propostas, que seguisse outros. Mas seguisse algum!
O problema é que o sr Presidente não seguiu nem os meus nem os seus!
E só para falar do mais importante que levou, infelizmente, Seia às casas dos portugueses: nada foi feito relativamente à segurança dos cidadãos, nem ao aumento da toxicodependência, nem ao cerco do balão enquanto a restante criminalidade é descurada, nem relativamente à captação de empresas, nem sobre a desgraça que a Turistrela tem feito com o nosso concelho, e só muito recentemente "se mexeu" sobre as urgentes ETARs e acessibilidades- e estas apenas porque já se falava que era Gouveia que as iria receber. Também só muito recentemente se mostrou preocupado com o Hospital, quando teve 6 anos de Guterrismo marásmico para o fazer. Nem à cultura o sr Presidente dedicou a importância devida, preocupando-se apenas com a Cine-Eco, hoje totalmente esvasiada de qualquer sentido prático ou útil para o Concelho, e acabando por entregar a Organização da Fiagris a uma comissão dos mesmos que faz o que bem quer e lhe apetece.
Recorde-se que as contas da última Feira foram pedidas publicamente há ano e meio e até hoje nunca ninguém as viu. O mesmo se passou com a anterior, e a anterior a essa e a que lhe antecedeu... quer dizer: O sr Presidente chamou a si todos os pelouros e depois demitiu-se da sua função fiscalizadora, enquanto também não investiu o seu talento na promoção de Seia e do seu concelho em nenhuma vertente. Nem na turística, nem na industrial, nem na comercial.
Mandou fazer uns milhares de panfletos à «Caixa Alta» com a florzinha que já nem sequer existe no nosso concelho e pensou que o trabalho estava feito.
.
Ó sr Presidente: O sr, que é uma pessoa inteligente, por acaso pensa que vivemos, hoje, o obscurantismo de tempos passados?
Não pense nisso! Olhe que isto mudou tanto que os velhos caciques, hoje, retiram votos em vez de os darem e por todo o concelho a onda de descontentamento com a sua ausência de política é algo que até a mim me custa a acreditar.
Estes acontecimentos na Vodrages, a um domingo, revelam apenas a primeira ponta do véu, e do muito que, infelizmente, há-de vir.
O sr vai mesmo pagar os ordenados àqueles trabalhadores? Sabe quanto tempo vai demorar o processo até que eles comecem a receber? E depois, sabe por quanto tempo receberão?
Porque isto não é como nas novelas, sabe? Aqui as pessoas precisam de viver realmente.
Nesse sentido, a barricada de Vodra não é mais que o primeiro «trailer» do filme do Concelho.

Em apenas 2 semanas fecharam, no concelho, 3 unidades fabris.
E isto paga-se.
Os trabalhadores da Vodragés não queriam deixaram sair, hoje, os patrões, desaparecidos deste o dia 5 do corrente.
Hoje apareceram e estiveram retidos durante 10 horas dentro das instalações, não se sabendo ao certo o que lá teriam ido fazer a um domingo.

Pinheiros cortados e pneus queimados foram obstáculos resolvidos apenas pela GNR.
Os trabalhadores dizem que só deixaram sair os patrões porque o Presidente da Câmara apareceu para acalmar os ânimos, prometendo que todos os salários em atraso seriam pagos. «Se não pagar o IAPMEI, paga a Câmara»(!?), terá dito.
Deve ter havido aqui algum erro de comunicação...
As tais previsões sombrias que aqui deixei para 2005 aí estão, para os mais cépticos, em todo o seu esplendor.
E ainda nem chegámos ao fim do 1º mês.

A ruela que dá acesso a um bairro de Seia - Quintela - e que há mais de uma década escoa boa parte do trânsito que se dirige e que sai de Seia, está assim.
Suportando muitas vezes o nr de automóveis para que foi planeada, não resiste ao desgaste. É preciso remendá-la quase todos os meses. Desta vez a população colocou um balde com uns paus para chamar a atenção dos automobilistas, tal como se fazia há 50 anos.
Por um lado até está certo... Seia, onde o tempo pára...






Um aparatoso acidente teve lugar no dia 17 em Crestelo - Seia, provocado pelo embate entre uma moto e um veículo. Do acidente resultou um ferido. Os Bombeiros chegaram de imediato e prestaram assistencia no local como as fotos documentam.
O trânsito esteve interrompido durante cerca de meia hora.



Tenho sempre muita dificuldade em denominar o tipo de lojas que proliferam no Sabugueiro e em Seia. De produtos regionais, não podem ser denominadas; de queijaria, apenas, também não; portanto olhem: é disto que se vê. Casacos de pele e cabedal, botas de neve, cobertores, luvas, bonecos e também queijos, presuntos e enchidos.
Quem quiser sugerir um nome para esta curiosa associação de produtos desde trenós de plástico a tigres de peluche, esteja à vontade.
Hoje abriu mais uma dessas lojas num edifício emblemático, no coração de Seia e estrada de acesso à Serra. Com comes e bebes à descrição, o êxito da inauguração é sempre garantido. Ali se encontraram o Presidente da Câmara - que resistiu a deixar-se fotografar - e o seu concorrente e candidato ao cargo - que, pelo contrário, não quis passar despercebido. Em amena cavaqueira, o Presidente do PS de Seia, André Figueiredo, e o candidato do PSD, Nuno Vaz.
A democracia e a elevação, juntas, para desenjoar do jogo de cintura e dos golpes baixos dos bastidores da pulguítica.



Não temos quem nos defenda, em Seia.
As pessoas devem andar demasiado preocupadas com sabe-se lá o quê para deixarem que isto aconteça.
Veja-se a descarada ocupação selvagem de jardins e rotundas com propaganda eleitoral.
Buracos feitos na relva, nos canteiros, em todo o lado.
Uma pouca-vergonha sem limites... e o executivo municipal não faz nada???
Eu quero voltar para a Ilha!!!
P.S: esta da «competência ser útil a Portugal» será uma descoberta de quem?
É que isto é muito profundo... e por acaso é uma inesperada inovação em termos de mensagem tuga. Até aqui sempre se cultivou o popularuchismo, a mediocridade, a inveja, a pimbalhada, a corrupção, a tacharia, a estupidez crassa, o carneirismo... eu estava convencidíssimo que eram estes patrióticos desígnios que eram úteis a Portugal. Agora, com esta mensagem politicamente incorrecta do competentíssimo Portas (20 milhões de contos em comissões na compra de material bélico só está, de facto, ao alcance de gente de uma competência inquestionável) até fico um pouco confundido...
Queres tu ver que o homem está a pensar deixar a política para aprender, finalmente, a fazer qualquer coisinha?
Mudar uma lâmpada, ou abrir o capot ao carro, por exemplo?
Durante a noite de ontem recebi vários telefonemas de vítimas deste tipo de criminalidade, em Seia, e fiquei com uma perspectiva muito mais abrangente da problemática. Todos foram unânimes em mencionar o nome de quem, em seu entender e sem a mínima sombra de dúvidas, é o seu autor. Fiquei a saber que este método tem sido utilizado regularmente na política, em Seia, desde finais da década de 80, ainda durante o mandato do anterior Presidente da Câmara. Recordaram-me um escândalo que rebentou a 3 dias das eleições autárquicas de 89, em que se pôs a circular uma carta miserável que focava a vida pessoal de um dos candidatos. A verdade é que esse candidato acabou por perder a eleição por cinquenta e poucos votos.
Fiquei a saber que esta é, portanto, uma estratégia que um grupo perfeitamente identificado de criminosos põe em prática, por sistema, para arredar obstáculos à manutenção nos cargos que ocupam.
Um dos amigos de longa data que me telefonou ontem alertava-me para a seguinte questão básica:
A quem é que esta carta serve?
Só pode ser a alguém que ultimamente começa a ver o seu tacho comprometido por acção de denúncia cívica imputável à minha pessoa.
Ou por alguém que já percebeu que, pelo mesmo motivo, a partir de agora se lhe terminaram os tachos na política e, por mais que implore em todas as portas, não terá lugar em mais lista nenhuma que lhe dê alguma vantagem, até às autárquicas de 3015.
Ou, mais provavelmente, por uma aliança entre ambos, já que há nomes que imediatamente saltam à vista, perfeitamente identificados com estes perfis e que até são amigos de há muito tendo, também desde há muito, "trabalhado" juntos o erário público.
E um a outro deve favores e agradecimentos.
Trata-se, portanto, de gente muito incomodada com a minha escrita, incapaz de responder num plano de elevação e de argumentação sustentada, e que tem acesso a computador, impressora e - note-se bem - a uma fotocopiadora.
Será na sala de estar, no aconchego do seu lar, que a terá?
Algo vai começar a correr mal para os autores das cartas anónimas de Seia.

Ora, como já se esperava, lá se recebeu mais uma carta anónima.
Para juntar à anterior.
Quando a argumentação e a razão falham, os cobardes recorrem à sua última arma: as cartas anónimas.
O estilo é o mesmo da anterior, escrita na primeira pessoa (como se fosse eu o autor), os sítios para onde foi enviada, até ver, foram os mesmos, e assim sendo, é só juntar 2 e 2.
Não será difícil, à Judiciária, descobrir de onde provêm, quando até eu já sei.
Além de cobardes, são estúpidos. Repetem o procedimento quando se repete a motivação. O que denuncia o elemento de ligação nos dois casos.
Da primeira vez, foi na sequência de um artigo, publicado no P.E., sobre um dos sites de Loriga na net. A descoberta não foi minha, nem sequer eu o autor do texto, mas calhou-me a mim o "agradecimento". Desta vez, e uma vez mais na sequência de uma troca de argumentação calorosa no fórum, a receita foi a mesma.
Cabe explicar aos mais distraídos, relativamente ao seu miserável conteúdo que:
1 - Nem eu tenho nada a ver com a Direcção do Conservatório de Música de Seia, nem sequer faço parte da Associação que o dinamiza. Zero. Além de cobardes, estão mal informados.
2 - Nem fui eu que, obviamente, escrevi a carta, apesar de, tal como a anterior, vir "assinada" com o meu nome.
Amanhã mesmo farei o que me compete: Levarei as cópias à Judiciária, à Guarda, onde se juntarão à investigação que decorre relativamente à anterior. E, como eu até já sei de onde vem tão iluminada escrita, não será difícil apanharem-se os criminosos.
E eu garanto: nada será perdoado.
Porque a cobardia e o insulto torpe não se perdoam.
A carta que João Mário Amaral escreve, na qualidade de Presidente da Associação de artesãos da Serra da Estrela, de solidariedade para com o seu amigo de longa data é, decididamente, a pérola desta edição do P.E.
Ela incorpora o que de mais genuíno a classe política tradicionalmente artesanal da nossa região consegue produzir.
Há que disfrutá-la em cada linha. Até porque, ao contrário do que tenho ouvido por aí, ela não roça, de maneira nenhuma, as raias do ridículo. Antes se posiciona, relativamente à indesmentivel importância do seu conteúdo, muito para além* dessa simples problemática.
Parabéns ao sr. Presidente João Amaral que, para além de se ter vindo* a afirmar, desde sempre, como um acérrimo defensor do artesanato regional tanto em Portugal, como nas Caldas, como em todos os países e Continentes que tem visitado no desempenho da sua espinhosa missão, nos brinda agora com uma escrita de fino recorte humorístico.
Obrigado por ser quem é.
.
Aproveito para lhe colocar uma dúvida que entretanto me assaltou, depois de atentamente absorver o âmago da sua notável missiva e que, embora nada tenha a ver directamente com o seu percurso profissional nem com o do seu amigo de longa data, coloco ao sr Presidente dado o sr Presidente ser, por força do cargo que ocupa, o especialista mais habilitado para a ela responder.
E que é a seguinte:
- Como se denominam, tecnicamente, os fabricantes de panelas e tachos artesanais?
.
Antecipadamente grato pela atenção.
O também amigo de longa data e um seu apoiante incondicional, concorra pelo partido que concorrer e à Presidência do que quer que seja.
JT
.
*mera inépcia linguística. «A Língua Portuguesa é muito traiçoeira» - Herman 98, RTP1
Um sinistro de grandes proporções lavra desde o início da tarde desta segunda-feira, no Parque Natural da Serra da Estrela.
O incêndio começou por volta das 12:20 horas, no local de Duas Pontes, no concelho de Gouveia. No local estão no momento sete corpos de bombeiros, num total de 52 homens e 13 viaturas. O fogo permanece «não circunscrito, com duas frentes activas, a norte e a sul». Uma situação que os bombeiros explicam com o facto do local sinistrado ser de «bastante difícil acesso», sendo necessário recorrer a meios indirectos de combate às chamas.
******
Para que se saiba, à noite estão 5 graus negativos.
Nem assim acaba o fogo?
O difícil acesso ultrapassa-se com corta-fogos.
É preciso é fazê-los e mantê-los.
Se houver um fogo junto da Cabeça da Velha (Sra do Desterro - S. Romão - Seia), por exemplo, acontecerá precisamente o mesmo.
Há 3 anos passava-se bem de moto 4. Passei lá centenas de vezes sem problemas.
Os proprietários decidiram cortar os principais caminhos de acesso (Casa de Sta Isabel e EDP). 3 anos depois, o mato cresceu de tal forma que as motos e os Jeeps deixaram de passar.
Os acessos transformaram-se em obstáculos.
O resto é facilmente dedutível.

Para 2005 há muito pouco a prever.
No país:
Agravamento das condições de vida, com o aumento de assaltos em cadeia a lojas e a bombas de combustível.
Veremos, pela primeira vez em Portugal, assaltos a supermercados para se roubarem bens alimentícios. Veremos isso e pior do que isso nas televisões a partir de Abril. Fábricas fechadas a serem vandalizadas pelos trabalhadores e prostituição a ser alargada a jovens estudantes como último meio de subsistência.
Mal os portugueses percebam que o país fica novamente ingovernável será a confusão total. Haverá confrontos nas ruas com as forças policiais, dos quais resultarão feridos graves ou mesmo pior.
Os recontros serão mais ferozes nas cidades onde os recursos e a possibilidade da economia paralela for mais escassa.
Em Seia, por exemplo, de 4 pessoas que fizeram, a semana passada, uma pequena obra de assentamento de um soalho e limpeza de um apartamento, nenhuma passou factura. E todas fazem disso profissão. Isto está como o Brasil: é pegar ou largar.
Ao contrário do que mentem ao povo descaradamente nas televisões, é justamente a economia paralela a que sustenta a nação há mais de 2 anos.
Se toda a gente pagasse os impostos que estão consignados na lei (repare-se que eu não digo: "os impostos que deviam"! Vamos lá acabar com essa pouca-vergonha desse abuso de linguagem), haveria fome e motins há muito nas ruas. Nem cadeias haveria para os meterem.
Mas continuando: O P.S. não ganhará as eleições com maioria absoluta. Nem sei se as ganhará. Para mim será um empate técnico se as não perder, mesmo.
A sociedade está dividida em 3 partes: Os chuchas que votam P.S. à espera de um emprego, os laranjas que votam PSD à espera de um emprego e a esmagadora maioria do povo que já não sabe a que tipo de criminosos dar o seu voto. A partir daqui, dispara a abstenção, o país é ridicularizadio no mundo civilizado e o "bolo" da corrupção generalizada (leia-se: "espírito desinteressado de missão") é dividido pelos comilões da dita esquerda e pelos comilões da direita. O PC fica de fora, evidentemente, a não ser que seja absolutamente necessário para o PS desgovernar.
De qualquer forma o país fica, uma vez mais, ingovernável.
Só se resolverá o problema com uma JESN - Junta (Estrangeira) de Salvação Nacional, constituída por técnicos e políticos estrangeiros com experiência em países américo-latinos. Tal como oa américas estão a fazer no Iraque.
******
Abaixo as previsões para Seia
Em Seia:
Acontecerá o mesmo (sem os assaltos, que aqui há pouco que roubar a não ser o famoso Queijo da Serra feito com leite espanhol e os casacos regionais de pele feitos na Maia) mas a bomba estoirará definitivamente nas autárquicas.
O concelho perdeu quase todas as empresas industriais e nenhumas as substituíram. O Turismo é deixado ao Deus-dará. Os irmãos Costa Pais levam toda a gente para a Covilhã e em Seia nada se faz para arranjar alternativas. Um único hotel que só enche nos picos do ano mostra a decadência a que está votada a oferta nesta área. Em Gouveia será construído um hotel de 4 estrelas. Em Seia, promessas. Ninguém parece querer investir aqui.
Porquê? Eduardo diz que há vários consórcios hoteleiros a pretenderem instalar-se na nossa