"A mim não me interrompem com a chegada de um treinador de futebol. Acho que há regras, a SIC tem regras diferentes das minhas.
Tenho que ser respeitado".
Ao contrário do que constituiram agora como versão oficial e patêga da estação (dirigida aos patêgos que eles pensam que nós somos), não foi «por causa de José Mourinho» que Santana Lopes abandonou o estúdio... - esta é uma subversão básica destinada a confundir, repito, os grunhos que eles pensam que nós somos.
Mas nem todos os telespectadores portugueses estão já reduzidos a essa condição.
A razão porque Santana os mandou bugiar e aprender a ser gente, foi por ter sido interrompido, no seu raciocínio, por uma reportagem que foi considerada "do maior interesse para a Nação": a reportagem fundamental para o País... da chegada de José Mourinho ao aeroporto de Lisboa.
Isto nem no Burkina Fasso!
Não há decência nem o mínimo laivo de discernimento no jornalismo televisivo, já todos o sabemos.
Mas, uma vez mais, fico com a certeza de que Santana Lopes é provavelmente o único político português que interioriza claramente o seu papel e o papel da informação nesta sociedade subvertida pela desinformação e pela estupidez massiva vendida a rodos a um povo que passivamente a aceita, porque cada vez mais se encontra intelectualmente desprotegido.
Bem Hajas, Santana!
Ainda há Portugueses!
Ex.mo Sr Director do Jornal Correio da Manhã:
Venho dar-lhe os parabéns pela qualidade de um jornalista que escreve no seu jornal, de seu nome Edgar Nascimento, porquanto, na edição de hoje, consegue fazer o exercício supremo de comparar as reformas dos professores com as de um soldado raso, de um carteiro e até de um guarda florestal.
Como o seu jornalista não reconhece a diferença entre a complexidade das funções de um trabalhador intelectual e a de um soldado raso, ou a de um carteiro, sugiro-lhe que o retire da redacção e o ponha a limpar o soalho ou as casas de banho do seu jornal, trocando com as senhoras da limpeza nesse serviço, que, pelos vistos, em tudo lhe é similar.
Quanto às senhoras da limpeza, pode sempre colocá-las na redacção a escrever artigos de fundo.
Neste caso - garanto-lhe - o seu jornal não perderá qualidade.
Atentamente
João Tilly
Professor de matemática
Ainda só vi 32 vezes o resumo do jogo de ontem nos 3 canais abertos e na SIC Notícias. Aqui é praticamente em loop. Mal termina a peça, volta a começar, para que ninguém perca pitada deste grande dia de Orgulho nacional!
E se houver alguma estação de televisão que não abra os seus serviços de notícias com o jogo, hoje, denunciem-no imediatamente aos provedores.
Será um caso de lesa-Pátria!
Estejam bem Alerta, verdadeiros Portugueses!

Diz a Clara de Sousa no seu mail de hoje:
1 - As pensões vão aumentar em Dezembro.
As subidas são diferenciadas.
Quem ganha menos recebe mais.
e ainda:
2 - A PSP do Porto lançou esta manhã uma operação de fiscalização ao transporte público e privado de crianças.
Como a lei entrou em vigor há pouco tempo, os agentes foram bastante tolerantes, mas encontraram casos de tamanha irresponsabilidade, que não houve qualquer perdão de multa.
Até já.
Clara de Sousa
Ora vamos lá escalpelizar esta comunicação jornalística:
1 - Um favor nítido ao Sócras. Porque «quem ganha menos recebe mais» é mentira. Se se dizesse: quem ganha menos receberá percentualmente mais... ainda vá. Mas nenhuma pensão ultrapassará outra por via destes «aumentos diferenciados» pelo que o que está escrito é uma grande calinada. Quem ganha menos poderá receber percentualmente mais mas mesmo assim distanciar-se-á ainda sempre do pensionista que ganha mais do que ele.
É como o horror de se dizer - todos os dias - que se o nosso PIB crescer 1,4% e o da Alemanha 1.3%, crescemos mais que a Alemanha!
Incrível!
Não há ninguém que explique a estes senhores jornalistas que 1,4% de um PIB de 100 (por exemplo, o nosso) é apenas 1,4. E o nosso PIB ficaria 101,4.
Enquanto que 1,3% de um PIB de 1.000 (por exemplo o da Alemanha) é 13. E o novo PIB da Alemanha ficará 1013!
Ou seja, a Alemanha a crescer menos percentualmente, afasta-se sempre e cada vez mais de nós.
E também ninguém explica isto ao povo, que é para o manter na ignorância, tal como fazia Salazar.
Ninguém vem para as televisões dizer que o crescimento percentual do PIB tem a ver - apenas - com uma percentagem sobre a magnitude do PIB a que se refere.
Na prática, em valores absolutos - que é o que nos interessa - estamos sempre e cada vez mais longe dos outros países.
Para mantermos a competitividade com a Alemanha, o nosso PIB teria que crescer 13% e não 1,3! Dez vezes mais! O que é absolutamente impossível.
2 - O conceito alicerçadamente fascista da «tolerância» dos agentes.
Como se os agentes da PSP detivessem a prerrogativa de perdoar nuns dias a uns o que podem não perdoar noutros dias, a outros.
Mas, infelizmente, é mesmo assim mesmo que isto funciona.
É preciso informar-se o povo que, num regime democrático e num Estado de Direito, um agente da Autoridade não pode NUNCA fechar os olhos ao incumprimento da Lei, sob pena de se encontrar, ele próprio, a desrespeitá-la.
Sei que é difícil, porque o culto de 48 anos de ditadura ainda hoje faz confundir, nas mentalidades tão empobrecidas (como as bolsas) dos tugas, os valores que para qualquer europeu são claros e estabelecidos.
Aqui é vulgar pedir-se ao polícia que perdoe, quase de mãos postas e de joelhos no chão...
Pede-se, por favor, a um polícia que cometa, ele próprio, o crime de fazer vista grossa às infracções!
Tudo na maior das naturalidades.
E a Clara de Sousa, que é jornalista, mas também mulher, condutora e tuga, acaba por alinhar na mesma pouca vergonha de filosofia.
Os polícias, para o povão, são como Deus: podem «perdoar» ou «não perdoar» se o quiserem e bem entenderem e utilizando, em cada momento, os critérios que lhes der na real bolha. Dos quais podem, pelos vistos, fazer parte uma carinha laroca, um bom par de pernas, uma nota esquecida no meio da carta de condução ou a promessa da retribuição de um favor.
Clara de Sousa não sabe o que são os 5º e o 6º níveis de Durkheim.
Clara de Sousa é, apenas, mais uma jornalista tuga.
O documentário Loose Change de Dylan Avery - absolutamente proibido nos EUA vai ser transmitido pela RTP1 na próxima sexta feira.
Tenho-o há cerca de 3 meses através de um amigo informático que mo cedeu. Já o dei a ver a dezenas de pessoas.
Todos ficaram chocados com as provas apresentadas.
Como sempre se afirmou, prova-se claramente que não caiu nenhum avião no Pentágono, muito menos na Pensilvania.
Então quem esteve por detrás deste monstruoso atentado?
Os autores e as provas são irrefutáveis: toda a gente menos Bin Laden, que, nesse preciso dia, estava a ser tratado numa clínica americana no Dubai por um grupo de especialistas americanos em Urologia...
Então quem foi?
Os autores respondem sem hesitar: A administração Bush!
Mas pra quê?
Está lá tudo explicadinho.
O petróleo do Iraque, a desculpa para se invadir o que se quiser a partir dali, e os milhares de milhões em ouro que jaziam sob o WTC...
E mais não digo:
Vejam Loose Change e depois... falamos.

A jornalista Maria João Ruela enviou às pessoas registadas na SIC Notícias - como é o meu caso - o seguinte texto introdutório ao Jornal do meio dia da SIC:
«Primeiro Jornal
Maria João Ruela
O dinheiro dos portugueses
Bruxelas acaba de revelar uma notícia preocupante para o país: Portugal é o que tem o pior nível de vida para quem recebe o salário mínimo. Estamos a falar numa lista de países que inclui a Europa dos 15, ou seja os membros antes do alargamento. Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros.»
Eu desafio qualquer um a interpretar a última frase.
Vou dar-lhe um tempinho extra: e repito-a para ser mais fácil:
«Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros»
Hein?
Digam lá: é ou não requinte de malvadez?
99% do povão que ler isto fica a pensar que as coisas não estão assim tão mal, induzido pela expressão adversativa: embora .
99% do povão será induzido em erro pelo embora e pelo que se segue: «o nosso país salta para lugares mais cimeiros».
Mas acontece que ela refere-se ao CUSTO DE VIDA.
A jornalista-artista, bem paga pela Alta Finança que detém e cala todo o jornalismo nacional, diz uma verdade - que Portugal, em termos de Custo de Vida, é dos países MAIS CAROS, mas estabelece habilmente esta confusão semiótica no tuga que, ao ler essa frase traiçoeira, fica a pensar que em termos de CUSTO DE VIDA até estamos BEM!!!!
Será isto possível???
Não seria preferível enviar esta senhora novamente para o Iraque, para ver se alguém lhe espeta outro tiro no mesmo sítio do anterior, ou em lugares mais cimeiros?
Podemos sempre dizer que o pivot é analfa e quem lhe escreveu o tele-ponto ainda é mais.
Mas quando o próprio repórter Emanuel Nunes, que está em directo do Eirô, também não sabe em que distrito está, pouco mais há a dizer senão que Seia está, definitivamente, retirada do mapa mediático.
O fogo que neste momento lavra completamente descontrolado ameaçando as populações de Sta Marinha, Eirô e São Martinho, no concelho de Seia, prendeu o nome do nosso Concelho ao televisor por mais de 4 minutos, o que constituiu, só por si, maior publicidade mediática do que a CMS conseguiu em 12 anos de governo autárquico.
Enquanto o repórter se esfalfava por dizer qualquer coisinha que jeito tivesse, o pivot referia que Seia pertence ao Distrito de Castelo Branco. E, no final da segunda intervenção do repórter, o pivot, em estúdio, repetia a calinada.
O grave é que não houve ninguém que o corrigisse em estúdio, nem através do auricular que está ligado à regie.
Quer dizer: de entre as vinte e tal pessoas que estão a editar e a produzir o noticiário da SIC NOTÍCIAS não há nem uma que saiba a que distrito pertence SEIA!!!
É absolutamente impressionante este facto acabado de passar em directo, e revela bem o estado de marasmo e ostracismo a que a governação socialista de 12 anos deixou este Concelho.
Seia já não anda nas ruas da amargura: anda nas do anonimato absoluto.
Alberto João chamou-os «bastardos» para não ter que os chamar «filhos da p...».
E eles, o que fazem?
Em vez de o precessarem por injúrias, como deveria acontecer com qualquer cidadão com o mínimo de verticalidade, não.
Foram fazer queixinhas ao Presidente da República!
Para quê?
Qual era o efeito pretendido?
É que Alberto João chama, também, ao Presidente de «Cenourinha» e de «desempregado profissional».
E esperavam, por isso - os trolhas dos jornalistas - alguma solidariedade institucional entre ofendidos?
Não sei se são bastardos. Mas são queixinhas.
Isto não é um caso político.
É, quando muito, um caso de polícia.
Soldados norte-americanos dispararam contra a coluna da ex-refém italiana no Iraque Giuliana Sgrena, matando um agente dos serviços secretos italianos e ferindo mais dois ocupantes", incluíndo a própria ex-refém.
Uma fonte da redacção do jornal Il Manifesto disse à France Presse que Giuliana Sgreno foi ferida num pulmão e operada, mas que o seu estado de saúde não inspira cuidados.
Festa nas ruas em Itália. A repórter está ferida, mas está salva.
O desgraçado do agente é que morreu, mas isso não interessa nada.
A vida dele não tinha, de maneira nenhuma, a mesma importância que a da refém.
Nem se fala nisso, sequer.
Salut, italiani!
É sempre reconfortante verificar que, na Europa da OCDE, não é só o povo português que é atrasado.
Entretanto apenas uma palavra para o chavão: «o seu estado não inspira cuidados».
Trata-se da mais longa frase feita do jornalismo actual: 6 palavras que trabalham juntas.
Podia substituir-se por uma abreviatura apenas com as iniciais (tal como Scuts e ONGs e YMCA) e ficava O.S.E.S.N.I.C.
Assim: «Levou um tiro nos pulmões mas OSESNIC».
Nem tinha reparado nessa calinada, mas um comentário do "Cachucho", ao meu último post, chamou-me a atenção. Esclareçamos:
Richter / TNT for Seismic / Example
Magnitude / Energy Yield / (approximate)
Richter e os seus seguidores não encontraram casos superiores a 9 (nem a 8, por acaso) o que não quer dizer que os não tenha havido no passado ou que não possam registar-se no futuro.
O limite teórico (eleito mais por uma questão simbólica do que científica) é 12, a que corresponderia uma libertação de energia comparável à deflagração de uma explosão de 160 triliões de toneladas de TNT - o equivalente ao total de energia que a Terra recebe do Sol por dia.
Mas mesmo esse é apenas um limite teórico. Se bem que um sismo destas proporções danificasse o próprio sismógrafo convencional (nem escala há, no papel contínuo, para o registar), ninguém nos garante que um sismógrafo electrónico não possa registar um valor superior. Esperemos que não, nos próximos 5 mil milhões de anos - o tempo estimado de vida da Terra.
Porque, de facto, não há um limite máximo estabelecido nem por Richter nem pelos continuadores dos seus estudos. O que se sabe é que, acima do grau 8, nesta escala, o terramoto em causa é denominado de "Great" earthquake - que pode causar destruição a centenas de quilómetros de distância.
De onde terá vindo esse limite - 9 - tão profusamente repetido nos telejornais, é outro mistério insondável do jornalismo televisivo.
O «jornalismo televisivo» - tipo de actividade ainda não perfeitamente catalogada em que um pivot bem parecido, geralmente confundido com um jornalista a sério, se põe a ler no teleponto aquilo que os outros escrevem nas redacções - mostra quase diariamente a guerra perdida entre esses jornalistas e o mundo dos números.
O erro mais comum é a confusão entre milhares e milhões - coisa pouca. Nunca acertam e raramente o mesmo número é repetido correctamente durante a mesma peça. Pode começar a dizer-se que os helicópteros do Portas vão custar 800 milhões e, no desenvolvimento da mesma notícia, meros 45 segundos depois, já se informa que são 800 milhares ou 800 mil milhões de euros. Tanto faz. Nem o pivot nem nenhum dos estagiários que escreve aquilo lá atrás faz a mínima ideia da enormidade da desinformação que está a transmitir a milhões de portugueses, nem isso interessa grandemente.
Porque, afinal, niguém reclama. Quer lá o povo bem saber se são 800, ou se um milhão de vezes mais do que isso. É «mais ou menos», e toca a andar.
Este descuido congénito de quem escreve, quando se trata de números, teve hoje, na TVI, mais uma coroa de glória: Um alpinista denominado de "Homem Aranha" tinha subido, em Taiwan, um gigantesco prédio de... 56 metros!
É claro que quem não for mortalmente estúpido desata logo a rir.
No desenvolvimento da notícia é dito que o alpinista subiu até ao 89º andar e que depois desceu de elevador.
Portanto: a 89 andares correspondem 56 metros. Ou seja, pouco mais de 63 centímetros por andar...
Tratava-se, portanto, ou de uma gigantesca casa de bonecas ou de uma magnifica demonstração de estupidez e descuido que, mais uma vez, é dividida por todos: o estagiário que se enganou nos números, o redactor principal, o chefe de redacção e o pivot que, com aquele sorriso sedutor de jogador de futebol, transmite aquela enormidade ao povo na maior das descontracções.
Nenhum destes 4 intervenientes faz a mínima ideia do que são 56 metros de altura ou do que é um prédio de 89 andares.
Deixo-lhes aqui uma dica: cada piso tem, em média, 3,5 metros de altura.
89 andares são, pelo menos, 311 metros de altura, certo? É, apenas, mais do quíntuplo do que foi anunciado.
Onde é que terão ido buscar os 56 metros? Nunca se saberá.
Provavelmente a outra notícia qualquer. Mas o que é que isso interessa?
Os repórteres da SIC e da TVI continuam a disputar entre si as campanhas mais desgraçadas que imaginar se possa. Agora, por alturas do Natal, é a ver quem encontra os velhos mais pobres para espetarem com eles a abrir os Telejornais.
É do pior em pernicioso, este vício, porque só dá audiência negativa. O povão adora ter pena do seu semelhante e desata logo a ajudar e a dar bolos, o que é bom para aquele casal mas mau para os outros 2 milhões de pobres.
Que assim ficam permanentemente esquecidos. por quem devia deles tratar: o Estado. Nos intervalos da compra de helicópteros, é claro.
Quanto àqueles velhotes, os felizes contemplados com os bolos, é preciso reconhecer que, a partir do momento em que aparecem na televisão... até os vizinhos do lado os começam a ajudar.
As miseráveis televisões que temos - que de vez em quando não o são - acabam de dar mais um exemplo da ignomínia de que está revestido o seu corpo redactorial.
O caso da Joana - a criança desaparecida em Portimão.
A mãe, uma perfeita atrasada mental, não diz coisa com coisa. Vai daí ante-ontem era notícia que a mãe tinha vendido a filha para um casal estrangeiro, por dificuldades financeiras, e até já diziam para onde tinha ido a criança.
Hoje, abrem os noticiários a dizer que a miuda está morta e que a PJ está prestes a encontrar o corpo (!!!).
E mais: que foi a mãe quem a matou - SIC Notícias 13:00 horas.
*******************
Agora já foi a mãe e o tio que a mataram e enterraram no quintal.
Já correram 7 lugares e ainda não encontraram o corpo.
Por causa de 20 euros que a menina trazia!
Assim, não é possível!
Assim, desisto.

Já vimos 12 vezes a peça sobre as candidatas a Madonas que passa na SIC notícias a cada 10 minutos.
Não percebi qual é o assunto daquilo, mas foi eleita para a notícia de maior relevância do momento, dada a frequência com que passa.
Desconfio que ainda teremos que gramar aquilo mais umas 800 vezes.
analisemos em tempo real o loop noticioso da SIC Notícias
Títulos às 9:
- Sporting perde com o Setubal
- Queixa de Ferro contra Adelino Salgado
- Furacão Ivan em Cuba
- Refens italianas no Iraque
- Madona sobe ao palco hoje
Desenvolvimentos:
- Furacão Ivan em Cuba
- Atentado na Indonésia - não fez parte do destaque
- Combates e atentados no Iraque - não fez parte do destaque
- Santana promete aumentos e portagens - não fez parte do destaque
- Médicos do Hospital do Porto fazem greve - não fez parte do destaque
- Oposição não quer taxa moderadora - não fez parte do destaque
- Santana reagiu às críticas da oposição - não fez parte do destaque
- Vitória de Setúbal venceu o Sporting por 2-0
- Comentários dos treinadores
- Nacional venceu o Beira-Mar - não fez parte do destaque e aqui já o futebol ocupou mais tempo (8 min) que todos os outros assuntos juntos.
- Madona esta noite no pavilhão Atlantico (pela 10ª vez desde as 7 e meia da manhã)
- Concurso de Sósias de Madona! Cá está! (pela 20ª vez desde as 7 e meia).
- Ai gostas muito?
- Muito! Muito! Muito!
- Porquê?
- Porque ela representa-me em tudo!
.
- Ai és fanática da Madona?
- Sou muito mesmo!
- Porquê?
- (gulp!)
.
Outra moça responde à pergunta:
- Ela é muito intéligeintchi! Páreci umá ráinha, meismo...
Segue-se a revista da imprensa.
Portanto não se desenvolveu a queixa de Ferro contra Adelino Salvado nem o drama das reféns italianas. Ou seja: 40% dos destaques nem sequer foram desenvolvidos.
Mas vá lá que compensaram com o futebol e com a Madona...
Isso é que é respeito pelos espectadores!
Ora aqui está uma grande pista deixada por António das Neves num comentário a um dos últimos posts - porque é que os 2 países finalistas são os mais atrasados da Europa - que eu reputo como «a mais explicativa, até agora, para a porTUGAlidade reinante».
Para meditar... muito.
Obrigado, António.
Estamos no caminho.
.
.
.
Não sei, não quero saber e tenho HORROR a quem sabe...
.
.
.
Como gritam, neste momento, as velhas no Bulhão no canal 1: Somos os maiores! Portugal, somos os maiores!
- Porquê? Pergunta inesperadamente a titubeante repórter...
(Silêncio...)
Risada nervosa do Jorge Gabriel em estúdio para tentar salvar a situação criada pela inexperiência da jovem jornalista que OUSOU perguntar um PORQUÊ ao povo - quebrando escandalosamente a primeira regra do jornalismo televisivo.
Mas a velha, logo se recompondo, e com a experiência que aqueles 60 e tantos anos lhe deu:
- Ó meniná: num quero sabeare!
- Somos os maiores e pruanto! Mai nada!
A repórter engole em seco, faz um sorriso amarelo, "despeide-se cum aquiele sutaque à Puarto, tázabeare(?)" e vai ter que ir para casa estudar mais uma meia-página de jornalismo televisivo, se quiser singrar nesse meio duro e competitivo.
No próximo directo terá que ser bastante mais estúpida do que o que foi hoje, mais alegre, sempre a rir a bandeiras despregadas para transmitir boa disposição a quem nem sequer está a ouvir o que ela diz - a imagem é fundamental - e nunca, por nunca "seare, boltar a preguntar um porquêa? ao puavo".
Tá benhe, meniná?
Se alguém administrar uma substância alucinogénea a um grupo de pessoas, está a cometer um crime.
As 3 televisões - RTP, SIC e TVI não fazem outra coisa do que repetir as mesmas imagens em loop, com um ou outro separador entre elas, desde ontem às 21:45h
Desde as 7,5h da manhã, eu já vi, só na TVI, o golo 11 vezes.
E 11 vezes o mesmo povo a fazer os mesmos comentários.
Dá uma média de 8 repetições por hora.
Julgo, para já, superior ao 11 de Setembro.
Porque o fazem?
Será que há alguém que ainda não tivesse visto o golo e as entrevistas das velhas aos gritos?
Claro que não.
Então a intenção é outra.
Não a de informar, mas a de REPETIR para INCULCAR nas mentes alienadas dos tugas, ainda mais alienação.
Para CAUSTICAR uma pretendida e nova escala de valores, absolutamente diversa da real, em que, por exemplo, só é patriota quem gritar Goooolo!, ou quem andar assim vestido nos dias dos jogos, ou até - mais grave do que isso -quem for lunático pela selecção.
Ora, o Patriotismo, o sentido profundo do amor e defesa da Pátria, nada tem a ver com essas actividades circenses.
O que as televisões estão a fazer é, portanto, injectar massivamente a mesma informação repetida centenas de vezes, no sentido de guindar, aos olhos dos tugas, um acontecimento banal - a vitória num jogo de futebol - a um acontecimento de impacto universal.
Portanto as televisões estão a cometer um crime de lesa-cérebro tuga (o único permeável a este tipo de infiltrações) mas que, com a repetição, visam grangear cada vez mais adeptos para a causa da imbecilidade.
.
Isto configura ou não um claro crime de embrutecimento da Pátria?

No Rock in Rio os repórteres devem ter recebido ordens para parecer o mais imbecis possível, tipo jove alucinado que apenas Herman consegue caricaturar na perfeição.
Mesmo as mais entradotas, tipo trintonas descaradas, quiseram lá ir fazer uma perninha, que isto a vida custa a todos e sempre é melhor ter acesso à tenda VIP para marfar à borla.
Vai daí, uma dessas da SIC lembra-se de perguntar a um grupo de miúdos que andava por ali a deambular uma data de coisas, para justificar a deslocação:
.
- Olha lá! Tu diz-me lá uma coisa: tu vieste para aqui sozinho, ou acompanhado pelos teus pais?
- Não, por acaso, não. Responde o miúdo.
.
Satisfeita com a resposta, a repórter pergunta outra coisa qualquer a outro.
E eu fico a pensar com os meus botões se isto não será uma coisa para os apanhados.
Porque para além da trintona com ar jove, a peça teve que passar pelo editor e pelo chefe dos dois.
E todos ficaram satisfeitos com a resposta do miúdo.
Senão, não aprovavam o excerto.
NÃO!
Definitivamente só pode ter sido uma coisa para os apanhados.

«A "família" socialista (e que rica família esta!) e centenas e centenas de anónimos prestaram homenagem ao malogrado candidato».SIC.
Não são centenas de pessoas, são centenas de anónimos.
Não têm, portanto, nome.
Os praticamente analfabetos "pivots" televisivos decidem quem é que tem nome - e a esses chamam notáveis - e a quem não é figura pública apelidam-nos, desavergonhadamente, de "anónimos".
Gostava de saber se as mulheres dos pivots - que demasiadas vezes os enganam com os amigos anónimos - se consideram gente anónima, ou se, pelo contrário, começam a ser consideradas notáveis, tal como os descarados maridos.

As 15 mil escutas telefónicas que a PJ tem levado a efeito no âmbito do apito dourado deram, finalmente, fruto: Descobriu-se que Pinto da Costa ofereceu um relógio milionário de 150 euros a Valentim!
Bem hajam, agentes.
Agora que está tudo descoberto podemos dormir, finalmente, em paz.
Pedro Inverno foi preso preventivamente por suspeitas de Pedofilia, o crime da moda e já desporto nacional.
Mas não é o seu nome que ocupará as manchetes dos jornais. A avaliar pelo destaque que a SIC Notícias está a dar logo pela manhã, quem aparecerá referenciado associado à acusação é o seu sócio: Fernando Chalana.
Dá mais jeito a todos. Menos ao próprio, presumo.
«Sócio de Chalana preso»
Este é o jornalismo que se faz num canal especializado de Notícias. Que fará nos demais...

Embora hoje já seja terça-feira, a RTP não desiste de perseguir intensamente aquele objectivo que é o seu grande desígnio nacional: o serviço público.
Depois de ocupar metade da tarde e toda a noite de domingo com futebol, temos ainda o programa da hora de almoço sobre o Euro 2004 e outro à hora de jantar sobre o Euro 2004. No final da noite há o domingo desportivo, cujo desporto é exclusivamente o futebol.
Mas para que nada escape ao ciber-tuga distraidote, a sua edição online marca, também ela, a diferença de filosofia informativa da RTP relativamente à concorrência: Das 5 notícias de destaque, no seu site, as 4 primeiras são sobre o subido orgulho nacional-futeboleiro:
São elas:
1º - Marítimo vence Nacional por 2-0
2º - Superliga (31ª jornada) - Resultados completos
3º - Superliga (31ª jornada) - Classificação após a conclusão da ronda
4º - Futebol: Superliga (31ª jornada) - Resultados completos
5º - Preço do petróleo cai depois de máximo de 4 semanas com aumento reservas
Esta última notícia não é sobre futebol, o que só pode ser um grave lapso da redacção.
Com estas 8 horas de emissão em 12 possíveis - desde as 13 horas à 1 da manhã - a RTP atinge indubitávelmente esse desiderato: o de manter os portugueses cada vez mais cultos, informados e intervenientes na sociedade em que se inserem.
Bem hajas RTP1, pelo teu serviço público.
P.S.: A semelhança entre os sorrisos neste post e no anterior é mera coincidência.
Não se trata da mesma pessoa.

Esta coisa portuguesa de se elevarem os self made jornalistas à categoria de artistas começa a atingir as raias do ridículo.
Repare-se no desplante deste anúncio que pode encontrar-se na RTP online.
José Alberto Carvalho apresenta...
Isto é o que interessa
O resto é secundário.
O chamariz principal é o apresentador, que se pretende substitua o tema, o programa, o assunto que deve apresentar.
Este formato não estaria mal se se tratasse de um programa de culinária, de astrologia, ou de uma qualquer temática mais específica em que o pivot fosse perito.
Mas José Alberto Carvalho, tal como Fátima Campos Ferreira, Clara de Sousa, Jorge Gabriel ou José Figueiras não são peritos em coisa nenhuma.
Nem sequer em jornalismo, porque nunca o estudaram nas escolas superiores criadas para o efeito, embora alguns lá dêem aulas(!).
São apenas pivots notáveis pela sua visibilidade televisiva.
Tirar-se partido desse facto, já de si fabricado - só tem visibilidade aquele a quem ela é dada - para se impingir ao povo um programa específico que pretende ser de actualidade e debate, portanto sério, parece-me uma coisa bem portuguesa.
- «Na América também se faz assim», responder-me-ão alguns.
- «E qualquer dia teremos a Lili Caneças a apresentar o telejornal», defenderão outros.
Mas essa é a prova de que o formato é indigno.
Seia e a a Serra da Estrela têm a sorte de ter este AMIGO.
Excelente e rigoroso profissional, as suas peças fogem ao sensacionalismo fácil aproveitado por alguma concorrência e assumem uma dimensão e profundidade raras no panorama do jornalismo televisivo português.
Vai longe, o Jorge. E é pena.
Muita falta nos fará por cá...

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Um abraço dos comunicadores de Seia ao Jorge Esteves da Covilhã.

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(Jornalismo Televisivo)
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E eu telefonei-lhe logo, daqui de Seia:
- Ó Rita: então tu estás indignada e não dizes nada ao teu velho pai?
- Estou indignada? Então porquê?
- Estão a dizer que os moradores entre a Buraca e a Pontinha estão indignados com o novo traçado da IC??? e tu, que estás na Damaia, às Portas de Benfica, deixas-me saber isto pela televisão?
- Ah! Pois é! Eu essas coisas guardo-as para mim... sou muito reservada...

Mas também pode não ter sido deles, à portuguesa.
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80% sim e 20% não, quer dizer exactamente o quê?
Nada, como se espera.
O relatório também aponta "culpas" às causas naturais - diz o bronco do jornalista na RTP1.
Belo!
Vamos colocar as cheias nos bancos dos réus?
O emergente jornalismo selvagem português, que parece quase sempre distante mas que quando lhe cheira a sangue faz valer tudo, parece mais contido no que respeita a esta fatalidade que aconteceu ao Feher.
Ainda não há fotografias gigantes do seu último esgar. Não foram seleccionadas as fotos chocantes para as primeiras páginas dos desportivos e concerteza que as há aos montes. Iremos vê-las mais adiante, claro, mas o simples facto de não aparecerem agora é já um gigantesco passo em frente na descolagem do "brasileirismo" que vinhamos arduamente perseguindo.
Aqui coloco uma ressalva para a inefável TVI e mesmo para a sua concorrente directa - SIC - que não me parece consigam resistir a colocar 10 mil vezes a imagem da queda do jogador durante o dia de hoje.
Uma nota negativa, felizmente sem a mesma importância, para o 24 Horas que tráz na 1ª página a notícia de um miúdo que pede 7000 contos ao Herman.
Espero que o humorista agradeça esta publicidade gratuita no jornal com o qual colaborou.

A Felícia só não foi à Madeira porque recebeu uns telefonemas em que alguém com um sotaque esquisito lhe dizia que estava ansiosamente à sua espera na Ilha para explorar insaciavelmente os seus 7 buracos.
A rapariga, apesar de loura, fez as suas continhas e acabou por concluir que tudo o que fosse mais do que 3 era capaz de não ser muito divertido... e não foi.
O admirador secreto ficou inconsolável por não ter tido a aportunidade de lhe mostrar as 7 grutas de Câmara de Lobos...
Se não visse não acreditava!
Que a polícia só descobre o que os jornalistas lhe dizem para descobrir, já sabíamos. Que a polícia só prende aqueles que os jornalistas indicam como criminosos, também já. Que os tribunais funcionam(?) de acordo com a agenda jornalístico - televisiva, é um dado adquirido...
Agora: que passem também a ser os jornalistas quem descobre os foragidos das prisões e a polícia fique, pachorrenta, a ver navios... essa não! Essa é digna de Portugal, mesmo; qual Burundi? Vamos lá a ter um mínimo de decência, srs jornalístas. Informem lá a nossa querida e pachorrenta PJ do local onde está escondido o foragido que entrevistaram no jornal da noite, não sejam mauzinhos...
Que raio! Isto temos que ser uns para os outros... hoje vós, amanhã vocês...
O ciclista espanhol José Maria Jiménez, um dos melhores trepadores dos últimos tempos, morreu sábado, aos 32 anos, vítima de paragem cardíaca, no hospital psiquiátrico San Miguel, revelou o Instituto de Medicina Legal de Madrid.
Parece-me preocupante o aumento exponencial de mortes prematuras e da rápida degradação das condições de vida dos ex-desportistas profissionais. Encerrada a carreira, em 2 anos se tornam autenticos hipopótamos, se mais nada ocorrer no interior - e alguma coisa ocorrerá, para que a figura mude tão drásticamente. Há já uma longa lista de ex-desportistas mortos ou doentes crónicos, prematuramente.
Não haja dúvida que o desporto - profissional - faz bem à saude... dos outros.
Interrogado, durante uma conferência de imprensa, sobre a duração e a intensidade dos ataques da guerrilha contra as forças de ocupação norte-americanas, o Ricardo Sanchez, comandante das forças norte-americanas no Iraque, disse esperar que eles se intensifiquem e que visem alvos diversificados nos próximos meses. Pode ler-se no site da RTP.
Este destaque não vai, como é óbvio, para as baboseiras dos grunhos que para lá andam a ganhar a vida aos tiros às crianças, mas para a forma subreptícia como o discurso da nossa televisão estatal começa a mudar. Embora a notícia tenha sido importada da Lusa, há que haver um mínimo de cuidado na sua roupagem para que não se corra o risco de ela se prestar a interpretações diversas do costumeiro Durão-Portas/mente correcto. Forças de ocupação americanas...?
Que é lá isto? Tudo bêbedo logo de manhã?
A pedofilia chegou aos Açores!

Esta é a frase histórica de abertura da próxima campanha anual na comunicação social televisionada - e da outra toda por arrastamento - de manhã à noite: Pedofylia II - Azores Horror - 2004.
Mas esta é diferente.
Para os que pensavam que o assunto já estava gasto, aparece a nova versão "Pedo II" - narrada por indígenas dos Açores, completamente imperceptíveis.
É um desafio suplementar! - regozija Manuel da Fonseca, director de programas da SIC/Pedo. Ao tele-espectador é proposto um novo desafio: para além das caras distorcidas, há agora que tentar descortinar o que raio diz aquela bicharada! E nem o som é necessário distorcer. Uma economia de meios que se reflecte na maior rapidez da difusão informativa.
Entretenimento garantido!
Daqui a uns dias aparecerão legendas a acompanhar os sons guturais produzidos pelas novas vítimas, para que o espectador não confunda esta nova sitcom jornalística com um vulgar documentário da National Geographic.