julho 06, 2008

É a crise, meus senhores... a crise...


A vida custa a todos.
E com a gasolina a subir 15%, o gasóleo 35%, o pão 15% a água 10% e os empréstimos das casas 14,5% só de Julho de 2007 a Julho de 2008, é capaz de ser um pouco difícil explicar como é que Sócras eng tem a lata de afirmar que a inflacção deste ano será de 2,5%!...
A não ser à luz da nova Matemática da Milú de que estes exames do 9º ano são exemplo bem ilustrativo.

Publicado por JoaoTilly em 10:04 AM | Comentários (6)

julho 05, 2008

PSP vinga-se da PJ



A vingança está aí:
Depois dos escândalos do Algarve em que a PJ "engavetou" uma Corporação da PSP inteira por corrupção com os empresários da Construção Civil e respectivas bombas de combustível - quem não se lembra do espanto de um jovem agente em directo para as televisões: «Mas é por isso (por meterem gasolina de borla todos os dias) que estamos a ser suspensos? Então não fica ninguém no activo!» - é agora a vez da resposta.
E ela está aí.
Logo a seguir a PSP obrigou um agente da PJ a parar na auto-estrada quando viajava a 200 e tal à hora. O PJ alegou que estava em serviço, a PSP não quis saber disso e a coisa saltou para as primeiras páginas dos jornais no tempo em que ainda havia jornalismo.
Agora está a voltar a haver. A espaços. Há que aproveitar.
Mas então cá temos a ponta do iceberg.
Como se sabe, a actividade de Detective Privado, em Portugal, é tão obscura como a de presidente de um clube de futebol na faixa do rio Douro e vai daí lançam mão a tudo para fazer as suas vigilâncias e escutas, todas elas absolutamente ilegais.
E de que necessitam?
De cúmplices nas redes de telemoveis que tenham acesso às listagens dos clientes e - pasme-se! - parece que também de cúmplices na PJ.
Esta é que eu não percebi.
Menos percebo porque é que um juiz assina um mandado de busca à sede da PJ!
Agora que a PSP fez buscas na instalações da PJ é um facto.
Mas afinal trata-se de 2 ou 3 agentes corruptos ou é a Corporação inteira da PJ que está sob suspeita?
Só pode ser o segundo caso a atender ao teor do mandado...
E isso é que é notícia!
Recordo-me de um jovem sonhador que, em 1984 se candidatou - e passou todas as provas - a agente da PJ e na entrevista final, perante um juri de 3 elementos, quando lhe perguntaram porque razão um quase engenheiro mecânico se candidatava a agente da PJ, respondeu:
Para ajudar a combater a corrupção DENTRO da PJ!
Perante a incredulidade do juri, composto por comissários da PJ, esta afirmação caiu que nem uma bomba.
Tinha, então, 24 anos.
E passei ao estágio seguinte. Hoje, isso seria impensável.
Hoje, outros 24 passados, continuo a acreditar nos mesmos princípios porque a realidade, no que se refere à PJ, ultrapassa, de facto, tudo o que se possa conjecturar.

Publicado por JoaoTilly em 12:46 PM | Comentários (0)

julho 02, 2008

Sem tempo...

...absolutamente nenhum.
Um gigantesco projecto de audiovisuais entre mãos e mais de 50 à espera até 15 de Agosto próximo.
Mas sempre vou lembrando que a Maddie não apareceu nem ninguém na Judiciária conseguiu provar coisa nenhuma, como se esperava.
Ninguém confessou... não há solução.
Vai daí o caso será arquivado para a maior vergonha de sempre da Judiciária e da Justiça Portuguesa.


Gonçalo Amaral reformou-se e agora já pode beber à vontade os tais 3 whiskies a seguir aos almoços de 3 horas, de acordo com o que a polícia inglesa revelou que se passava durante as "investigações".

Também para lembrar que aconteceu com o processo de Maddie exactamente o que eu previ no dia em que ela desapareceu: 3 de Maio de 2007.
É só consultar o histórico aqui no blog.
E que existe um comediante fora do circo, que se chama Moita Flores, que passou o último ano nas manhãs da Sic e continua a afirmar que os pais da Maddie a mataram.







A ser assim, os pais de Maddie são infinitamente mais competentes que a nata da Judiciária Portuguesa.
É tão bronco, meu Deus...

Será que agora que o circo acabou, este pantomimas deixa de estar diariamente na Sic durante todas as manhãs e começa a trabalhar na Câmara de Santarém, no serviço para o qual foi eleito?

Será que, 3 anos depois de ter sido eleito, e a um ano do próximo acto eleitoral MF vai começar, finalmente, a fazer alguma coisinha?

Duvido...





Publicado por JoaoTilly em 12:46 AM | Comentários (2)

junho 27, 2008

Balbúrdia total na Justiça.

Ontem foi em Vila Real. A desgraçada da Juiz a fugir a sete pés para o seu gabinete sob uma chuva de insultos por parte de um arguído.
Valeu-lhe o guarda que se atirou ao criminoso (insulto é crime) e ficou com a camisa rasgada.
Um país a rebentar por todas as costuras não aguentará muito mais neste pântano em que a autoridade do estado é tão arrogante nas ameaças quanto inexistente na prática.
Os juízes e os delegados do MP deviam recusar-se, de norte a sul, a trabalhar nestas degradantes condições.

Com este governo esmagador dos fracos mas absolutamente submisso perante a Alta finança que o controla, só a força funciona.
O diálogo não, como está provado.

Uma pessoa estúpida não consegue dialogar nem debater ideias. Este governo finca-se em ideias fixas importadas de outros modelos, das quais não abdica porque imagina que isso é mostrar segurança.
Depois, no terreno, acaba por claudicar fatalmente a todos os níveis porque nenhuma medida que dependa de alguma plataforma ou organização previamente estabelecida é exequível num país em que quase nada funciona. Pelo menos decentemente.

O governo continua a fazer de conta que governa, imaginando que governar é enviar polícia de choque para as ruas (vamos lá a ver até quando as polícias sem subsídio de risco nem dinheiro para comprar as suas próprias fardas lhe obedecerão...), e os portugueses vão percebendo que afinal vivem numa autêntica anarquia em que cada um faz o que quer e nada lhe acontece.

Os Juízes e os Delegados chegaram ao limite das suas paciências.
O país está por um fio há meses.
Eu prognosticava que até ao final de 2008 iríamos ter novidades em termos de alteração da Paz social neste país esmagado pelos impostos, pela carestia da vida e pelo não funcionamento das Instituições.
E tudo aponta nesse sentido.

Publicado por JoaoTilly em 09:37 AM | Comentários (3)

junho 26, 2008

Santa Maria da Feira dá um passo em frente no sentido da recuperação do Estado de Direito

Os juizes - todos os 28 juízes - acabam de se recusar a trabalhar na situação indigna e miserável em que o governo os colocou.
Acabaram-se os julgamentos em garagens e em cozinhas remodeladas.
O passo seguinte seria colocar os juízes em tendas de circo e em casas de alterne, que estão disponíveis durante o dia (nenhum atrasado de nenhum secretário de estado se lembrou disto!).

O secretário de estado da Justiça está a ser chamado de ignorante pelos 28 juízes que acabam de suspender o seu trabalho nestas condições.
O maior cancro deste arremedo de país - a justiça - cresce agora a olhos vistos.
Presos preventivos vão ter que ser libertados e eventuais inocentes continuarão presos preventivamente.
Porque Justiça, em Portugal?
Jamé!

Publicado por JoaoTilly em 05:39 PM | Comentários (1)

junho 14, 2008

Um governo totalmente incontinente na produção de lixo legislativo

Um governo diarreico de legislação inútil - encomendada aos "melhores" escritórios de advogados do país - esquece-se de produzir o principal.
Falhas atrás de falhas tiram os assassinos das prisões colocando-os nas ruas a conviver com aqueles que os denunciaram, permitem que pedófilos possam adoptar crianças, que mulheres sejam assassinadas pelos maridos após 20 denúncias nas esquadras, etc, etc.
Agora mais isto.

Publicado por JoaoTilly em 09:53 AM | Comentários (1)

abril 10, 2008

Pinto Monteiro e as 6.35 dos putos!



«Os pais dão as pistolas aos filhos - de 6 anos!!!!- para eles se defenderem!»

Que país é este, de que fala Pinto Monteiro?
Hein?
Adivinhem lá!
Olhem que é o Procurador Geral da República quem o diz!
Não sou eu, que sou um exageradão!!!!
Eh eh eh!...
Ao que isto chegou!

Publicado por JoaoTilly em 08:14 PM | Comentários (0)

março 26, 2008

É o único a chamar a atenção para a pouca vergonha que é a nossa investigação policial!

Photobucket
Marinho Pinto:
“Estou espantado ao ouvir o actual Procurador-Geral da República dizer que mandou investigar a agressão da professora. Alguém fez queixa ao Ministério Público? É com o direito criminal que se vai combater a cena da aluna no Carolina Michaelis?
O direito criminal deve ser utilizado para a grande criminalidade, e para a pequena também, mas com moderação.
O Ministério Público devia investigar a verdadeira criminalidade e apresentar resultados”, disse.

Por outro lado, o Bastonário lembra que “a humildade é a irmã gémea da eficácia e, quando há muito espectáculo para os jornais, há pouca eficácia e temos exemplos disso, alguns deles ainda bem visíveis”.

Marinho Pinto, na entrevista ao programa “Dia D”, considera que “a investigação criminal faz-se muito para os órgãos de comunicação social” e dá um exemplo:

A Polícia Judiciária mal deita a mão a uma quantidade de droga, se for umas toneladas, são umas toneladas, se for uns quilos são umas centenas de milhares de doses, e vai logo chamar os jornais, com o distintivo, tudo para as fotografias e câmaras de televisão em vez de perseguir as pistas
.

Que Grande Homem! Que grande Português este Marinho Pinto!
Quantos há, em Portugal, como ele?

Publicado por JoaoTilly em 03:51 PM | Comentários (3)

março 23, 2008

Não sopro e não sopro mesmo!


Inspector da PJ recusa-se a soprar no balão
Se a comunicação social continuar a acompanhar este caso vai perceber que ao inspector não vai acontecer nada porque o acidente em que esteve envolvido não causou feridos. Portanto ele não pode ser obrigado a fazer nenhum teste compulsivamente.
Estou farto de explicar isto e até já o provei no terreno, mas ninguém me ouve...
Que hei-de fazer?
Senhores, mais uma vez:
Em Portugal - e se o condutor não estiver envolvido em acidente com feridos - só sopra no balão se quiser!
Se não quiser, e se a BT o acusar de desobediência, vai a Tribunal e alega a Constituição: a ninguém, que não esteja envolvido em suspeita de crime, podem ser retirados fluidos corporais contra a sua vontade.

É uma guerra perdida, esta...

Publicado por JoaoTilly em 08:42 AM | Comentários (0)

março 19, 2008

Mas alguém pode acreditar num país destes?

É tudo a fingir...
Só não morrem mais inocentes e não ficam mais criminosos impunes porque estes não querem

Publicado por JoaoTilly em 11:09 AM | Comentários (0)

março 05, 2008

Polícia (política) diz que é tudo coincidência...


Como se esperava - e eu publiquei ontem mesmo - não resta à estapafúrdia polícia que temos outra alternativa do que dizer que não se passa nada.
Se se passase eles tinham a obrigação de descobrir.
Como NUNCA descobrem NADA, aprenderam a dizer que não se passa nada.
O segurança cometeu suicídio! Com 3 facadas profundas no tórax!!!!
O Ferrari despistou-se mas não foi atentado!!!! - Em apenas 24 horas conseguem dar o resultado de ums investigação que deveria levar meses!!!!
Verificaram o circuito de travagem?
Verificaram se o motor entrou em balanço?
Nada!
Nem sequer há elementos, por exemplo no circuito de travagem, que possam indiciar se algum cabo hidraulico foi cortado. Aquilo ficou uma amálgama...
Mas a PJ, antes que a mandem trabalhar, vai logo dizendo que não foi crime.
Foi coincidência...!
Mais precisamente a 10ª coincidência em mortes de seguranças do Porto em 6 meses!
E o moço abatido com um tiro na nuca só não se suicidou porque houve o azar de um colega ter visto.
Senão, a PJ garantia já que o desgraçado se teria suicidado com um tiro na nuca!!!
E quando forem 3 tiros?
Também foi suicídio!
E, se depois de 6 tiros na cabeça aparecer alguém enforcado e amordaçado?
Suicídio, claro! Com requintes de malvadez...
Fica o problema resolvido para todos.

- Para a polícia a quem ninguém manda prender por total ineficácia, para não dizer má-fé...
Para os assassinos que assim percebem que podem matar quem quiserem que nunca são presos. Nunca ninguém investiga, sequer.
3 - E para este inqualificável governo que, por mais gente que seja abatida nas ruas, virá sempre dizer que foram excepções à regra e que o crime tem diminuído.
Só os polícias é que garantem precisamente o contrário!
Que nunca viram nada como o que se está a passar agora.
Qualquer dia começam a aparecer os sindicalistas da polícia suicidados com 10 tiros na nuca...


Aconselho os leitores a darem uma volta na net à procura de "Criminalidade Violenta."
Verificarão que a receita é a mesma em todo o mundo.
Todos os governos em exercício dizem que está a baixar.
Todos os polícias sem cargos políticos dizem que está a aumentar.
Todas as populações anónimas garantem que disparou.

Em Portugal não se inventa nada.
Nem a mentira...

Publicado por JoaoTilly em 09:46 AM | Comentários (2)

fevereiro 11, 2008

Vão responder hoje em tribunal os 5 PJs que espancaram a desgraçada vendedora de Joana

"Meteram-me um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-me com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de me terem obrigado a ajoelhar sobre cinzeiros".

"Os polícias obrigaram-me a dizer que tinha caído das escadas!"

Porque é que não deram o mesmo tratamento ao casal McCann???

"Só não dissemos a verdade, que tinhamos VENDIDO a Joana, na altura, por medo", confessou a uma irmã, João Cipriano, preso na cadeia de Belas, que culpa Leonor pela venda de Joana."


Começa hoje em Faro o debate instrutório do processo instaurado pelo Ministério Público a cinco inspectores da Polícia Judiciária, que alegadamente agrediram Leonor Cipriano, mãe de Joana, a menina algarvia que desapareceu a 12 de Setembro de 2004
Até Junho, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Faro, Ana Lúcia, deverá tomar uma decisão em relação ao processo instaurado pelo Ministério Público contra cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ) arguidos no "caso Joana" por suspeita da prática de crimes de agressões à mãe da criança, Leonor Cipriano, omissão de denúncia e falso testemunho.
O visado neste último caso é o inspector-chefe Gonçalo Amaral, na altura coordenador das investigações sobre o desaparecimento de Joana Cipriano, a 12 de Setembro de 2004, na aldeia da Figueira (Portimão) e dada como assassinada, em casa, pela própria mãe e por um tio (condenados a 16 anos de prisão após recurso no Supremo Tribunal de Justiça, que lhes reduziu a pena), apesar de o corpo nunca ter aparecido.

Hoje, a partir das 14.00 horas, terá lugar o debate instrutório no Tribunal de Faro sobre o processo do Ministério Público contra os inspectores da Judiciária, alguns pertencentes à Direcção Central de Combate ao Banditismo, em Lisboa. Todos os arguidos foram notificados para comparecer na sessão, tal como a queixosa das agressões, Leonor Cipriano, mas não é certo que estejam presentes, podendo ser representados pelos respectivos advogados.

No Estabelecimento Prisional de Odemira, onde está detida desde Setembro de 2004, Leonor Cipriano mantém "calmamente" a convicção, junto de familiares que a visitam, que "Joana está viva", tendo sido "vendida", como o DN já referiu. "Só não dissemos a verdade na altura por medo", terá confessado a uma irmã. João Cipriano, irmão, preso na cadeia de Belas, confirma esta versão, mas culpa Leonor pela venda de Joana.

Quanto às agressões de que se queixa por parte da PJ numa das deslocações à directoria de Faro, Leonor Cipriano contou à família que lhe "meteram um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-lhe com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de a terem obrigado a ajoelhar-se sobre cinzeiros". Quando há cerca de um ano e meio esteve no Departamento de Investigação e Acção Penal, em Évora, para fazer o reconhecimento dos autores das agressões, não conseguiu identificá-los. "Mas como é que ela poderá dizer quem a agrediu se lhe taparam a cabeça para não ver as pessoas? Nem mesmo consegue agora dizer quem eram os polícias que estavam na sala quando ali entrou, já que passado todo este tempo, qualquer um pode mudar certos aspectos da sua fisionomia, como cabelo, barba. Já podem estar diferentes, pelo que tudo é mais difícil para ela", sublinhou ao DN Lurdes David, sogra de Leonor Cipriano.

Por outro lado, aquela familiar garante que a queixosa nunca lhe referiu qualquer tentativa de suicídio ao cair das escadas na PJ de Faro, como foi avançado por inspectores na altura. "Ela nunca falou em escadas", lembrou Lurdes David. Recorde-se que, em 2004, quando surgiram fotos de Leonor no jornal semanário Expresso com marcas de agressões no rosto e noutras partes do corpo, o seu companheiro, Leandro Silva, assegurou ao DN que ela lhe contara que a polícia a obrigara a dizer que tinha caído das escadas. O mesmo foi referido pela sogra de Leonor num depoimento prestado na altura na PJ. Contudo, o mesmo foi alterado sem o conhecimento dessa testemunha, que acabou por assinar dias depois um novo documento, desta vez no seu local de trabalho (uma sucateira perto de Portimão), sem o ler, como assegurou a própria ao nosso jornal. "Só depois é que percebi a asneira que tinha feito, mas já era tarde. O inspector já se tinha ido embora e eu estava farta de problemas", recordou Lurdes David.|

Publicado por JoaoTilly em 08:15 AM | Comentários (0)

janeiro 30, 2008

Marinho Pinto denuncia corrupção

Há poucos como ele...



«Um sistema severo para com os mais fracos e brando para com os poderosos... Nada acontece a quem pratica a corrupção... processos terminam sem resultados visíveis... negócios milionários com o estado sempre para os mesmos... os que contratam em nome do estado vão depois para as administrações das empresas que beneficiaram...»

É preciso dizer mais alguma coisa???

Publicado por JoaoTilly em 10:29 AM | Comentários (2)

janeiro 29, 2008

Marinho Pinto é o maior!



Sou fã de Marinho Pinto desde o dia em que jantamos juntos no Museu do Pão aquando das comemorações dos 25 anos do Porta da Estrela.
A conversa trocada deu-me logo a indicação que ali estava um homem sem medo nem papas na língua.
Depois disso tenho publicado neste humilde sítio muitas das intervenções de Marinho. Numa das quais, em vídeo, ele explica rapidamente o que falha na justiça portuguesa.
Retomo-a aqui.
Já tem mais de um ano, mas está mais actual que nunca.

Publicado por JoaoTilly em 10:12 PM | Comentários (0)

janeiro 17, 2008

A Amnistia Internacional acusa a PJ de torturas medievais. Leonor e João Cipriano têm um grande azar: não serem ingleses!

Perdoem-me os leitores, mas de vez em quando eu tenho que chamar a atenção de quem me lê para a indignidade que foi o caso Joana.
Da incompetência brutal da PJ, às agressões à desgraçada Leonor Cipriano estendidas ao atrasado do irmão e das quais ninguém duvida, até à imensa farsa que foi um inédito julgamento com juri - tipo: "daqui lavo as minhas mãos" - com as mesmas competências de juízes mas sem possuírem a mínima formação jurídica nem uma ideia aproximada do que é uma Lei nem como é que ela se articula nestes casos.
Os verdadeiros juizes, comprometidos por não terem matéria suficiente para condenar, lavaram nitidamente as mãos, escondendo-se atrás de um juri de miúdos a quem previamente se incutiu que aqueles dois desgraçlados eram culpados de uma morte que, até hoje, falta provar que existiu.
Pelo menos aqueles que conhecem exemplos dos métodos da PJ em Portugal sabem do que falo e sabem que aquele julgamento foi tudo menos normal.

Eu não sei se a Joana está viva.
Mas tenho a certeza absoluta que NINGUÉM na PJ, Ministério Público ou dos juízes e juri que os julgou, sabe ao certo se a criança está viva ou morta.
E por isso, aqueles dois desgraçados tinham que ser libertados imediatamente.
Fossem eles ricos e nem uma semana estariam presos, tal como aconteceu com o casal McCann.
Algém disto pode duvidar?


À nossa Joana - portuguesita e pobre - aconteceu o mesmo que à Maddie - inglesa e rica.
Desaparecerem as duas.
Uma foi dada como morta, e os tristes analfabetos dos pais, como criminosos.
Como nada se encontrou, acusaram-nos também de profanação e ocultação de cadáver cujos vestígios, entretanto, também nunca apareceram.
Seria um escândalo nacional perceber-se que a PJ não descobria rigorosamente nada...
À outra não foi possível dar este desfecho.
Os pais eram ricos, estrangeiros e influentes e não se lhes podia dar o tratamento das listas telefónicas, nas caves das esquadras, que tem sido denunciado em todo o mundo pela Amnistia Internacional, ano após ano.
Um tratamento bem português, herdado do fascismo.

João Cipriano, a cumprir pena de 16 anos e oito meses de prisão pelo homicídio, profanação e ocultação de cadáver da sua sobrinha Joana, afirma ter sido “espancado e torturado na PJ”, e só por isso confessou um crime “que não praticou” – nem ele “nem a irmã”, Leonor Cipriano.

Numa carta enviada ao Provedor da Justiça, Procurador-geral da República, Comissão dos Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, Tribunal Constitucional e Supremo, a que o CM teve acesso, João garante nunca ter feito mal a Joana e pede “perdão” a Leonor (mãe da menina), por “não ter resistido às torturas e incriminações e assim, ter sido obrigado a dizer o que não fizemos”. Evoca as “fotos da cara e do corpo” de Leonor “e o estado em que a deixaram” depois das “sessões de tortura” e garante que também ele entrou “várias vezes na cadeia de Olhão, todo pisado e maltratado, com ferimentos, contusões e dores no corpo todo”. “Nunca tive a sorte de me levarem ao hospital, embora os guardas e o chefe da cadeia saberem e virem isso”, adianta.

“Chegaram-me mesmo a dizer: tu vais confessar tudo o que nós queremos e até o que não queremos. Tu e a tua irmã também, ou saem daqui para o manicómio ou sem conserto possível”, acusa João, que acrescenta ter sido obrigado “a indicar locais à toa” quanto ao paradeiro do corpo da menina: “Eu não sabia nada da Joana, nem fiz nada. Tinha de inventar, para não ser mais sovado e torturado, tal como a minha irmã Leonor também foi”. Além da “porrada”, João diz que chegou a ser obrigado a ajoelhar-se “sobre dois cinzeiros de vidro”.

Na carta, acusa o inspector da PJ Ribeiro Cristóvão – a quem apelida de ‘monstro’– de ser “o chefe dos torturadores” e diz que o livro por ele escrito – ‘A estrela de Joana’ – está “cheio de mentiras”. Congratulando-se pelo facto de o mesmo estar “a ser inquirido, com outros comparsas, pelo MP”, diz só temer “que isto venha a ficar abafado”.

Contactado pelo CM, Pereira Cristóvão disse “não ter nada a pronunciar” sobre as acusações de que é alvo por parte do tio de Joana, as quais, segundo fonte próxima do MP, terão levado já à abertura de um inquérito.

"OU FOI VENDIDA OU FOI RAPTADA"

“Tenho a certeza de que a Joana Guerreiro está viva e: ou foi vendida ou foi raptada!”, afirma na carta o tio de Joana, segundo o qual, “se os McCann fossem portugueses, já estavam presos, torturados, incriminados e condenados à força. Os irmãos (Leonor e João Cipriano) são pessoas pobres, modestas e portuguesas, sovadas e torturadas até ao limite das suas capacidades físicas e mentais, obrigadas a dizer o que não fizeram (para se arranjar culpados)”.

OUTROS DADOS

RESPOSTA
A Presidência da República, que recebeu a carta de João Cipriano a 19 de Novembro passado, respondeu esclarecendo não caber ao Presidente a apreciação do caso. Referiu, contudo, que os factos imputados aos agentes da PJ deverão “ser dados a conhecer ao Ministério Público”.

AGRESSÕES A LEONOR

A mãe de Joana diz também ter sido agredida nas instalações da PJ, em Faro, a 14 de Outubro de 2004, tendo sido coagida pelos inspectores a justificar os hematomas na face e corpo dizendo que caíra das escadas. O MP abriu processo contra cinco inspectores. O debate instrutório está marcado para dia 11 de Fevereiro.
in CM.


Só num país fascista se condenam dois desgraçados por assassínio de uma criança sem que nunca nem o mais pequeno vestígio de alguma parte do corpo - incluindo sangue - da Joana tenha sido detectado.

Joana pode muito bem estar viva!
Entretanto, estes desgraçados cumprem penas de 18 anos de prisão por isso mesmo:
Por serem analfabetos e desgraçados.
E não poderem ter advogados à altura. Que são caros. Muito caros...
Portugal, 2008 dC.

Publicado por JoaoTilly em 08:22 AM | Comentários (1)

janeiro 03, 2008

Assim é dificil credibilizar a Justiça

Quando os notáveis são tratados de maneira substancialmente diferente do comum dos mortais, o cidadão ganha mais descrença, desconfiança e até ódio pelo aleatório sistema judicial português que ninguém - a começar pelos magistrados - consegue compreender na sua essência.
Se 1,6 gr/lt não dá direito a apreensão de carta ao notável Zé Diogo Quintela, porque é que para qualquer outro cidadão "anónimo" (como a inenarrável comunicação social que temos adora classificar o povão) 0,8 gr/lt - que é exactamente metade - a dá, impreterivelmente?

Isto assim, de facto, não vai lá...
Mas não vai lá mesmo!
Como pode, um cidadão, desenvolver um mínimo de respeito por uma justiça destas, com sentenças à medida de cada freguês, que é tudo menos cega, que utiliza a par e passo pesos e medidas totalmente diferentes, numa exibição permanente de proteccionismo para uns e de repressão total para outros, num circo de aleatoriedade que escandaliza e surpreende o menos avisado?

Não. Tenho a certeza que isto assim não vai lá...

Publicado por JoaoTilly em 07:54 AM | Comentários (2)

dezembro 10, 2007

E vão seis.... ataques terroristas em Portugal


Espero que alguém, no estrangeiro, leia isto e que divulgue por esse mundo fora a miséria que se passa neste país anestesiado.
Nem no tempo do al Capone se matavam 6 pessoas em 3 meses, como acontece agora em Portugal.
Uma vendetta generalizada ao bom estilo do Padrinho, com as máfias (que não existem, segundo Rui Pereira!) a matarem-se umas às outras, num rodopio que só falta ser acompanhado ao som da "The battle of Epping Forest" dos saudosos Genesis que aconselho a ir vendo e ouvindo ao vivo aqui em baixo. Uma preciosidade gravada em Montreal 4 dias antes do 25 de Abril.

Mas as polícias a zero, como de costume.
Suspeitos? Prisões? Zero, como sempre.
E ninguém abre a boca!

Portugal é o país mais fustigado pelas guerras de gangs e pelas várias máfias em toda a Europa, neste momento.
O mais inseguro em toda a europa, e tudo assobia para o lado!
Onde está a comunicação social?
Onde estão os partidos?
Onde está o Presidente da República?
Já não pergunto onde está Sócras, porque já sei que deve estar a descansar do trabalho todo que teve a estoirar 100 milhões em 3 dias!
Não é fácil...
E seguimos para o 7º!
Quando chegarmos ao 100º alguém acordará e se declarará "muito escandalizado"...
Esperemos...

Publicado por JoaoTilly em 10:33 PM | Comentários (0)

dezembro 06, 2007

PJ em roda livre...


Pinto Monteiro diz que não consegue controlar absolutamente nada do que a PJ faz. Nem se faz bem ou mal. E quando o Procurador Geral da República não consegue perceber o que se está a fazer, poucos conseguirão.
Clemente Dias diz que as outras polícias ainda são piores: cow-boys retardados que vêm o cidadão como um inimigo.
É este o panorama das nossas polícias no princípio do sec 21, na boca de quem as tutela ou inspeciona.
Se, daqui a 100 anos, alguém ler isto há-de perguntar: mas como é que aqueles velhotes se governavam com três polícias daquelas? Cada uma melhor que a anterior?
E presumo que ninguém lhes saberá dar a resposta, nessa altura.
Vou tentar dar eu uma, agora:
É porque os portugueses são o povo mais ordeiro e pacífico do mundo.
Não somos criminosos nem delinquentes.
Não temos poder reivindicativo nem sangue na guelra, mas também não provocamos desacatos em lado nenhum.
Por isso, nem precisamos de polícias. Até porque, de facto, as não tinhamos, se necessárias fossem.
Somos assim: amorfos e indiferentes a tudo. Por uma questão cultural, mas acima de tudo por uma questão de déficit de Conhecimento.
Somos tão respeitadores da lei e da ordem que a criminalidade é uma excepção tão rara que apesar de não ser minimamente combatida por ninguém, ela ainda não provoca grande estrago neste país.
Apenas localmente o faz mas esse mal ainda não se propagou nem globalizou.
Assim que alguém se lembrar de começar a colocar bombas ou fazer assaltos em série... adeus!
Isto porque nunca ninguém é apanhado ou descoberto, à excepção dos atrasadinhos que cometem os crimes estúpidos e deixam lá as suas assinaturas.
E mesmo esses... com um bom advogado safam-se bem.
Mas é por isso que as nossas polícias, tal como as nossas forças armadas, podem ser totalmente incompetentes.
Porque ainda não precisamos, de facto, delas.

Publicado por JoaoTilly em 08:30 AM | Comentários (1)

outubro 21, 2007

Este nosso conterrâneo Beirão (natural de Almeida) não tem medo de ninguém!

As reacções do "feudo de condes, viscondes e marqueses" à entrevista de Pinto Monteiro não se fez esperar. Entre os magistrados do Ministério Público pede-se a demissão do procurador-geral da República, posição partilhada também por vários inspectores da Polícia Judiciária e juízes.
Em causa, a entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, em que admite poder ter o seu telemóvel sob escuta e onde acusa o MP de ser um "feudo de condes, viscondes e marqueses", acrescentando não garantir que a PJ não ande em "roda livre".

"Sobre quem o PGR quis lançar suspeitas? Pergunta um magistrado anónimo ao DN: Sobre os juízes, sobre os magistrados do MP, sobre o órgão de polícia criminal ou sobre uma qualquer entidade dependente do poder político?
E eu respondo: SOBRE TODOS!
Para o PGR, o MP, na prática, não cumpre a lei porque não respeita a estrutura hierárquica que o define.
"O MP é um poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques", disse Pinto Monteiro.
Sobre as intercepções, afirmou: "Eu próprio tenho muitas dúvidas de que não tenha telefones sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos."
Interpelado sobre se consegue assegurar, como titular da acção penal, que as polícias não andam em roda livre, disse:
"Não, não consigo garantir. Não tenho controlo sobre elas." Juízes, magistrados do MP e polícias serão os que ainda permanecem fora do controlo do PGR, ou seja: toda a gente!

Classificando "a falsa modéstia a pior das vaidades", afirmou, referindo-se à sua nomeação: "Considero que fizeram uma boa escolha, pois sempre fui um bom juiz e um homem que nunca teve medo de ninguém."

Vamos ver quanto tempo mais Sócras o deixa continuar assim.


«Desde que tomei posse está tudo a mexer. Os grandes bancos estão a ser investigados. Não há distinção entre ricos e pobres. Ninguém dorme com o sentimento de que é impune», afirmava o Procurador-Geral da República no mensário sabugalense «Cinco Quinas» em Maio deste ano

Ao jornal, Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, concedeu uma entrevista em Maio deste ano em Badamalos, freguesia sabugalense onde tem casa e onde vem três vezes por ano retemperar forças.
«Aqui em Badamalos trato do meu jardim. As pessoas conhecem-me e eu conheço-as a todas. Há uma ligação muito forte. Nunca na minha vida distingui entre pessoas ricas ou pobres. Penso que até tenha sido isso que mais pesou para que me convidassem para Procurador», disse o Juiz Conselheiro, acrescentando «orgulho-me de estar tudo a mexer e as pessoas sabem que nem o Procurador-Geral nem os serviços da Procuradoria fazem a distinção entre poderosos e fracos, tudo é investigado e isso é bom porque não há ninguém impune em Portugal».

Fernando Pinto Monteiro, natural de Porto de Ovelha, concelho de Almeida, gosta da Beira e das suas gentes, sentindo-se bem entre a população que conhece. Falou do tempo da sua infância dividida entre a terra natal e o Sabugal, vila raiana onde os pais se instalaram quando tinha quatro anos de idade.
Questionado sobre a desertificação da Beira Interior e em especial do Sabugal, Pinto Monteiro disse não ter a mania das receitas mágicas mas sempre foi dizendo que a solução pode passar por pequenas indústrias familiares que produzam os bons queijos e os excelentes enchidos da região sabugalense. «E o turismo rural? As pessoas estão a ficar cansadas da praia e começam a procurar o turismo de habitação rural. Tem que se promover este silêncio, esta paz, este ar puro» sugeriu este beirão que apesar de ocupar um dos mais altos cargos do País continua fiel às suas origens.

Publicado por JoaoTilly em 09:20 AM | Comentários (2)

outubro 15, 2007

Os pais mataram-na, segundo a PJ. E a mesma PJ procura-a viva!

Não fique o leitor confundido com estas hipóteses antagónicas.
A PJ portuguesa manda dizer ao mundo que Maddie está morta e que foram os pais que a mataram, quase provocando um conflito internacional com a Inglaterra, ao mesmo tempo que procura a menina nas redes pedófilas...

Tudo normal.
Se o leitor não percebe o intrincado raciocínio da PJ portuguesa, não se preocupe.
Se, um belo dia, alguém encontrar alguma congruência naquilo que essa gente faz é que se deve preocupar e seriamente. Provavelmente foi raptado durante a noite e acordou noutro país...

E os 6 que fugiram da prisão em Guimarães?
«A maior caça ao homem até hoje realizada em Portugal!
156 agentes, blá blá blá...»
Já apanharam algum?
Ao menos um, que seja?


Que vergonha...

Publicado por JoaoTilly em 06:49 AM | Comentários (1)

outubro 08, 2007

Inspector número 2 de Maddie foi "tramado..."

A campanha maledicente contra a Judiciária continua...
Como é que se pode acreditar que este senhor tenha torturado seja quem for, se nunca torturou os pais de Maddie? Hein?
Digam lá...

A Judiciária é a melhor polícia do mundo, tirando todas as outras, e não precisa de torturar ninguém para obter confissões nenhumas!
Isso era o que fazia a PIDE!


A PJ consegue as confissões todas por "persuasão".
Tudo dentro do maior respeito pelos suspeitos e arguidos.
Por isso é que os pais de Maddie nunca se queixaram de nada.
Nem das 11 horas seguidas de interrogatório, que é uma coisa perfeitamente normal em qualquer país civilizado.

A PJ faz tudo na base da conversa e da persuasão, todos o sabemos.
Especialmente aqueles que por lá passaram.
Por isso é que o pessoal chega a julgamento e desdiz tudo o que confessou à Judiciária...
Porque afinal não foi bem persuadido...


Esta foi a persuasão a que a mãe da Joana foi submetida nos interrogatórios. Esta foto foi publicada pelo advogado dela, apesar da PJ ter, por todos os meios, tentado persuadi-lo a não o fazer.
A versão da PJ é que Leonor Cipriano terá caído entre 2 interrogatórios.
Aqui fica, novamente, para que cada um tire as suas conclusões.

Muito gostava eu - e a polícia inglesa - de ver a bonita cara da mãe de Maddie depois de uma persuasão destas...

Publicado por JoaoTilly em 07:16 AM | Comentários (1)

outubro 05, 2007

O pantano na Judiciária

Já nem vale a pena falar mais nesta desgraceira.
O mundo inteiro já sabe.
As pessoas com alguma vergonha já se afastaram, a começar pelo porta-voz que estava farto de não ter nada para dizer, e resta-nos agora pedir desculpa pela nossa incompetência, pedantismo, estupidez e, acima de tudo, pelo atraso de séculos que a nossa investigação demonstra relativamente às polícias da europa do seculo 21.

Também... se somos dos mais atrasados em tudo, porque é que a nossa polícia havia de ser diferente?

Publicado por JoaoTilly em 09:00 AM | Comentários (0)

outubro 01, 2007

Gangs à solta... violência latente

O mais incrível não é a notícia, em si.
É o comentário de um agente da PSP que reproduzo no final.
Todos já percebemos que isto estará a saque até mais cedo do que alguns vaticinavam (lá para 2009...).
Eu já não acredito que a violência generalizada não comece a fazer-se sentir já no final deste ano e durante o próximo, tendo em atenção a corda - bem apertada! - que se encontra enrolada na garganta da esmagadora maioria das famílias portuguesas.
Se os bancos continuam a apertar, e os combustíveis a disparar, o desespero poderá começar a ditar as suas leis.
O que é que isto tem a ver com gangs?
Pouco.
Mas com violência generalizada, tudo.
Veja-se o exemplo do Brasil com os assaltos generalizados a supermercados e a residências.
Ainda há poucos dias uma família com raízes em Seia e residente no Brasil (Londrina, uma pequena cidade nos arredores do Rio) foi assaltada, agredida e fechada numa casa de banho da sua residência, durante horas, enquanto a filha era obrigada a mostrar aos assaltantes onde estavam as joias, o dinheiro, e demais valores dentro de casa.
Começam a pensar em vir embora para Portugal, porque não aguentam a violência generalizada que se produz no Brasil.
Só não sei se virão a tempo...

Mas vamos ao comentário do agente:
Manuel Silva:
«Sou Agente da PSP. Sobre a noticia do gang que atacou na Amadora é mais um sinal daquilo que num futuro bem próximo vamos ter. Os portugueses de Bem que estejam preparados. O pior ainda está para vir, com os polícias desmotivados, os Oficiais de Policia nas secretarias, e os politicos a ver andar. Apenas os agentes fazem alguma coisa. Cada vez menos, é verdade. (Santarém)

Publicado por JoaoTilly em 04:44 PM | Comentários (1)

setembro 20, 2007

Esta coisa da RTP do "saber menos que um miúdo de 10 anos" é gira...

Porque tem mostrado à saciedade que os adultos que lá aparecem (e porventura não só...) são absolutamente incultos.
Fica, portanto, explicado o ataque cego aos professores e ao ensino em Portugal.
O Ensino, que tanto criticam, passou-lhes simplesmente ao lado.

Ora, a culpa nunca pode ser atribuída, por motivos politicamente correctos, à cabulice, à estupidez e à falta de vontade em receber Conhecimento científico do povo - até porque isso dá muitíssimo mais trabalho do que conhecer a vida todinha, de trás para a frente, de todos os jogadores de futebol das 3 primeiras divisões - a culpa da incultura dos adultos só pode ser do Ensino, do mesmo de que os adultos incultos fogem a sete pés.
Está tudo certo.

Publicado por JoaoTilly em 10:44 PM | Comentários (5)

setembro 19, 2007

Alarme Social

Uma das principais razões invocadas pelos juízes de primeira instância quando decretam a prisão preventiva a presumíveis - e muitas vezes confessos - homicidas, é a do alarme social que a manutenção desses criminosos nas ruas poderia provocar.
Pois bem: esse alarme social está instalado neste momento.
A inépcia da investigação policial aliada à lentidão costumeira da tramitação dos processos em seio do ministério público, tem provocado amiúde que os prazos máximos para a manutenção de alguém, em regime de prisão preventiva, se atinjam e se ultrapassem.
Com este encurtar dos prazos, vamos ter conhecimento de dezenas de casos aberrantes como este que se exemplifica.

Dir-se-á que os condenados saem com pulseira electrónica ou com a obrigatoriedade de apresentações periódicas nas esquadras.
Mas será que um condenado a 15 anos por homicídio vai ficar impávido e sereno à espera que o venham a casa buscar para cumprir o resto da pena?
Alguém, em seu perfeito juízo, pode acreditar nisto?
Claro que vai ser a debandada geral.

Pelo menos que tenham o bom senso de fugir para o estrangeiro...

Publicado por JoaoTilly em 04:13 AM | Comentários (1)

setembro 16, 2007

Das três, uma...

1 - Ou o novo código penal foi feito por gente que não faz a mínima ideia do cataclismo que iria provocar - versão defendida nos meios judiciários;
2 - Ou quem o fez queria ilibar alguém e o resto teve que ir por arrastamento - versão da pura má língua que é, geralmente, a que fica sempre mais próxima da realidade neste país;
3 - Ou a prioridade de quem o fez foi arranjar espaço nas cadeias.

Admitindo a terceira hipótese - a única plausível - não é sensato arranjar espaço nas cadeias soltando homicidas, violadores, pedófilos e assaltantes.

Quem testemunhou, na quinta feira, contra um assassino condenado e preso, pode hoje encontrá-lo frente a frente na rua.

Uma revolução destas teria que ter sido implementada gradualmente, de forma a que a tramitação dos processos pendentes continuasse inalterada, aplicando o novo código apenas aos novos processos.
Claro que isto não poderia ser assim tão linear. A lei seria inconstitucional se não fosse aplicada a todos.
Mas falo apenas no processo penal: o novo poderia ter tido em atenção a realidade presente, no que se refere à libertação imediata de homicidas condenados mas em recurso, ou aos presos preventivos.
Não teve.
E por isso eles aí estão, a somar aos 6 que fugiram da prisão de Guimarães e sobre os quais nunca mais se falou e aos 3 assaltantes que, apesar de totalmente cercados pela Judiciária em Viseu, continuavam a assaltar bancos no Norte...

Publicado por JoaoTilly em 08:33 AM | Comentários (2)

agosto 16, 2007

A língua fácil de Saldanha Sanches comprometerá decisivamente o trabalho da esposa

A língua fácil e o comportamento dúbio, diga-se.
Porque um activista de extrema esquerda vir a ser o mandatário financeiro de um candidato proposto pelo partido mais ligado à Alta Finança portuguesa (e que ainda por cima passa a vida a denunciar que a banca não paga impostos) é, no mínimo, curioso.
É claro que o futebol português tresanda. Toda a gente sabe disso.
Mas nem eu nem ninguém acredita que Pinto da Costa e o Major Valentão sejam - apenas eles - o Eixo do Mal.
Há-de haver muito mais coisas por esse país fora noutros clubes.
O comentador futeboleiro da SIC, Rui Santos, cada vez mais indisfarçavelmente parcial, revela em cada entrevista o seu anti-Pintismo visceral, o que é estranho para um comentador para quem a imparcialcidade deveria ser condição essencial.

Tudo isto ajuda ao clima de desconfiança que agora se vive.
Este documento anónimo tem, para já, esse grande defeito: o ser anónimo.
A sua forma é perfeitamente análoga à do documento que tentava desmascarar a intenção da investigação, e nomeadamente a de um certo inspector, em tramar Carlos Cruz, no processo Casa Pia.
A verdade é que, inocente ou culpado, lhe deram mesmo cabo da vida....

Uma coisa é certa: analisando o seu percurso político e declarações recentes, Saldanha Sanches inspira a mesma confiança daqueles que ele denuncia.

Publicado por JoaoTilly em 08:35 AM | Comentários (1) | TrackBack

julho 18, 2007

Condenado...? Onde? Onde?


O mais conhecido empresário da noite de Bragança, Camilo Gonçalves – que foi julgado à revelia, por se encontrar fugido em parte incerta –, foi ontem condenado a nove anos de prisão e ao pagamento de 1,8 milhões de euros ao Estado.
Esta foi a pena mais pesada dos três processos das ‘Mães de Bragança’.

O tribunal condenou o empresário pelos crimes de lenocínio (fomento da exploração para a prostituição) e de apoio à imigração ilegal.


Mas a notícia não é esta.
O mais engraçado é que este caso tem 19 arguídos e nenhum - repito - nenhum foi apanhado para ser levado a Tribunal.
Tudo deu de frosques. Um até fugiu com a pulseira electrónica e tudo!
Estão todos a ser julgados à revelia.
Que lindo País este!...

Publicado por JoaoTilly em 12:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 10, 2007

Justiça à Portuguesa:
Mandou matar a mulher, mas foi absolvido!

Apesar de considerar não restarem dúvidas de que o empresário luso-americano, Manuel Albert Soares, de 51 anos, contratou dois russos para matar a mulher com dois tiros na cabeça a troco de dez mil euros e que o crime só não foi consumado porque os executores o denunciaram à PJ, o juiz João Grilo foi obrigado a absolver o arguido.

Na leitura da sentença, ontem no Tribunal S. João Novo, Porto, o magistrado afirmou sentir “um sabor amargo ao dizer está absolvido”, mas não lhe restava alternativa, porque o Código Penal não pune os actos preparatórios por parte do instigador do crime.

“O seu comportamento é moralmente censurável, eticamente deplorável e socialmente extremamente perigoso, mas não é punível criminalmente ”, afirmou João Grilo que acrescentou compreender que para a sociedade fosse difícil entender a sua decisão, mas que “a função de um juiz é cumprir a lei”.

Na leitura do Acórdão, justificou ainda que segundo o ordenamento jurídico português a instigação de um homicídio só passa a ser crime quando há execução por parte dos instigados.

Ou seja, apesar ter sido comprovado através de imagens de video-vigilância de uma estação de serviço da auto-estrada e de fotografias tiradas pela PJ que foi o arguido a fazer as chamadas telefónicas gravadas para os russos, em que os aliciava a matar a esposa e que tal só não foi consumado porque nunca foi vontade dos executantes fazê-lo, nenhum destes factos pode ser punido.

O magistrado explicou que neste caso: “Se os actos de execução fossem por parte do instigador podia concluir-se que tinham sido todos feitos, mas, se for pelos instigados, não. O que nos diz a jurisprudência é que os actos executórios têm de ser do instigado”, disse.

in CM

É sempre util sabermos que planear um homicídio e chegar a contratar gente para o efeito não é crime, enquanto que dizer uma piada sobre Sócras o é.
Assim sendo, será muito mais inteligente que os piadéticos nacionais não continuem a perder tempo com anedotas sobre o infame - o que é um crime grave - e comecem, de uma vez por todas, a planear tratarem-lhe da saúde - que não é crime nenhum.
Certo?

Publicado por JoaoTilly em 07:11 AM | Comentários (1) | TrackBack

junho 20, 2007

Júlio Santos condenado

O ex-presidente da Câmara de Celorico foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão efectiva por corrupção passiva, peculato e branqueamento de capitais.

Júlio Santos é natural de Prados, Celorico da Beira.
Estudou em Seia, aqui fez o 7º ano antigo (11º de hoje), enquanto esteve hospedado no Patronato e foi meu colega de turma.
Mais tarde fui fornecedor, uma única vez, da Câmara de Celorico, a quem vendi meia dúzia de telemóveis. Há mais de 10 anos.
Tratamo-nos por tu, evidentemente, e isto é só para dizer que nunca senti o mínimo aliciamento da sua parte, em nenhum sentido, no único negócio que fizemos.
Acertámos o preço e as condições, entreguei a mercadoria e recebi o dinheiro, tudo dentro da maior transparência. E, naquela altura, cada Startac custava bom dinheiro... Não me pediu nem insinuou qualquer vantagem pessoal para si. Recebeu um telefone exactamente igual aos dos outros vereadores e pronto.
Não sei quantos autarcas procederiam de igual forma, ainda mais quando o fornecedor era uma pessoa das suas relações pessoais.
Aqui fica o meu testemunho, por ser verdade.

Por outro lado, pergunto:
Se foi condenado por corrupção passiva - e todos sabemos aqui em Seia quem foi o corruptor - o que aconteceu a esse corruptor?
É que me parece que ele também era arguido neste processo.
O corruptor passou um cheque de 125 mil euros, que foi encontrado na secretária de Júlio Santos pela PJ, o que na altura deu brado em todos os jornais da região.
Pergunto:
Será que Júlio Santos apontou uma arma à cabeça do corruptor para o obrigar a passar-lhe o cheque?
Sabemos que não há corrupção se não houver, pelo menos, 2 criminosos.
Um está condenado.
Que é feito do outro?????


Aqui em baixo pode ler-se uma entrevista que Júlio Santos deu ao Jornal A Guarda em finais de 1999, e que é muito curiosa. Volvidos quase 8 anos ela está perfeitamente actual.
Júlio Santos dá a conhecer a sua visão sobre todos os aspectos que nos afligem: o interior e a interioridade, as vias de acesso, o TGV e Castelo Branco, o ostracismo a que a Guarda tem sido votada, a sua visão sobre a necessidade de um ministro para o Interior, a realidade do Politécnico e a necessidade uma Universidade para a Guarda, o turismo como a indústria do sec XXI, etc, etc.
Deixo aqui também um link para uma outra entrevista, em Abril de 2000, desta vez ao Terras da Beira em que JS diz claramente que, "se não for o Turismo na nossa região, qualquer dia ela fecha-se para um Lar de terceira Idade."
Cusioso comparar esta visão com a de outros autarcas da região... muito curioso...
Está tudo aqui em baixo. É só clicar.

"Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou"

Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, licenciado em Direito, professor, advogado, desportista, escritor, entre outras facetas da sua vida, apresentou-se como candidato às próximas eleições para a Federaç\ao Distrital do PS. Para saber a sua posição sobre estes e outros aspectos falámos com ele na sua casa em Linhares da Beira.

NG - Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico e membro destacado do PS. Porque é que resolveu apresentar a sua candidatura à Federação Distrital do PS?

JS - O destacado é expressão sua. Relativamente à pergunta que me coloca, digamos que eu achei que era altura que, em termos políticos, dentro do partido socialista alguém dissesse " O rei vai nu". De facto, neste momento, quer a nível do PS quer do PSD quer a nível de todas as forças partidárias, no que respeita ao distrito da Guarda, "o rei vai nu". E porquê? Porque aos poucos vamos sendo afastados dos centros de poder, vamos perdendo certos poderes que tínhamos, vamos sendo ostracizados e até usados como tem acontecido ultimamente. Basta!

NG - Refere-se ao facto de haver líderes partidários de outros distritos?

JS - Não me refiro a isso. Eu sou militante do PS há mais de dez anos mas sou natural da Guarda há quarenta. A Guarda já foi uma terra importante. Vivi em Lisboa doze anos e, quando lá estava, e me perguntavam de onde era dizia: sou da Guarda. Portanto, a Guarda tem obrigações para com todos os seus concidadãos e os intérpretes políticos têm que ter a obrigação de saber responder aos anseios de todos aqueles que são de cá e que cá querem viver. Não é isso que se tem passado ultimamente. Não se podem abrir as portas a quem quer que seja que venha de fora (diz-se que o que vem de fora é que é bom), até porque cá há muita coisa boa. Há muita gente boa e inteligente. Há que sacudir a poeira de uma vez por todas e dizer: nós somos capazes de nos governar.

NG - O facto de se apresentar resulta de uma atitude de descontentamento?

JS - Não é descontentamento, mas porque não ando nisto há dois dias. Sou político profissional há sete anos mas já sou político há mais de duas décadas. Eu tenho feito uma análise séria, com base em dados concretos, e verifico que, infelizmente para o Distrito e para a Guarda, as pessoas que deviam ter a responsabilidade de responder e de fazer aquilo que é exigido aos líderes políticos não o fazem. Assim sendo, acho que chegou o tempo de dizer: já que não há ninguém que seja capaz de abanar este barco vou eu abaná-lo. Sei que corro muitos riscos e que não vai ser uma tarefa fácil, porque há muita gente acomodada que quer que a acomodação continue. Mas mesmo assim... Tenho um projecto estruturado, pensado e delineado há muito tempo: para o distrito da Guarda (para a Serra da Estrela, Fozcôa e Fronteira). Eu e alguma gente que conheço estamos disponíveis para trabalhar por isso. Assim, decidi avançar e dar a voz a essa gente.

NG - Nessa perspectiva que balanço é que faz dos mandatos, da actividade do actual presidente da Federação Distrital do PS, António José Seguro?

JS - É uma pergunta assassina. António José Seguro é uma pessoa que conheço há cerca de vinte anos e que respeito muito. Prevejo-lhe um grande futuro político, mas por muito que ele goste do distrito nunca pode gostar dele mais do que eu. Eu sou da Guarda e ele é de Penamacor. Naturalmente que, enquanto presidente da Federação, fez o que pôde, não sei se muito se pouco, para se afirmar e se reafirmar como líder político da Guarda. Se calhar a Guarda podia ter ganho muito mais.

NG - O facto de ele estar, neste momento, longe da Guarda não será prejudicial para o distrito?

JS - Na sequência do que eu estava a dizer, mesmo para ele talvez também tenha sido redutor o mandato que ele teve aqui. Não bastava ser um agente da Guarda dentro do poder, no Governo. Devia ter promovido outras pessoas para que, numa eventual saída dele, seguissem as suas pegadas e continuassem a dar protagonismo e poder à Guarda. Ele não o fez. Ele preferiu enquistar-se na Federação, na própria lista dos deputados. Não é honesto ser o último da lista dos deputados sendo deputado já no Parlamento e, por isso, não deixou que nenhuma porta mais se abrisse para o Partido Socialista na Guarda. Portanto, ele foi útil quando nós lhe dissemos: António José Seguro, se tu queres avançar, avança que nós apoiamos-te; se não queres não te metas nisso.

NG - Não é estranho que tenha de vir uma pessoa de fora do distrito para assumir a liderança da Federação Distrital do PS da Guarda?

JS - O distrito da Guarda teve muitas dificuldades de afirmação, sobretudo desde a queda de Abílio Curto. A partir daí criou-se, a nível do partido, como que uma anarquia. Havia guerras todos os dias: Carlos Santos dizia mal de Santinho Pacheco e vice-versa. Havia uma rivalidade muito grande entre a Guarda, Seia e Gouveia. Enfim, era um pandemónio. Não sei que volta é que aquilo daria se não fosse alguém com pulso e credibilidade. Foi a credibilidade imposta por cima que funcionou e, portanto, acho que António José Seguro fez um bom trabalho quando se candidatou porque pacificou o partido. Ainda bem que o fez. Ele teve o seu mérito e também teve a sua promoção. É presidente da Federação e, com base nisso, foi e é deputado do Parlamento Europeu. Mas, António José Seguro está de abalada. Está em Bruxelas, era e deixou de ser Coordenador da Comissão Permanente do Partido (um lugar de grande destaque a nível do partido), era membro do Governo e isso trouxe-nos mais valias. Mas hoje já não é nada disso e a Guarda não tem ninguém no Governo. Não há ninguém capaz de agitar a bandeira da Guarda e dizer, em alto e bom som, que a Guarda também existe.

NG - Houve eleições e há deputados eleitos pelo distrito. Que apreciação faz dos deputados que nos representam?

JS - Não faço apreciação nenhuma, porque não há trabalho nenhum para apreciar.

NG - Foi nomeado recentemente o novo Governador Civil. Que apreciação faz do Governador Civil que saiu e quais são as expectativas face ao novo Governador?

JS - Em relação a isso eu já deixei em entrelinhas algumas coisas. Na minha opinião, a escolha mais feliz que o anterior Governo fez no distrito da Guarda foi a nomeação do Governador Civil. O Dr. Fernando Lopes foi um Governador que há-de ficar na memória de todos os guardenses como o homem que conseguiu, tal como António José Seguro no Partido Socialista, a união entre todos e o fim das hostilidades. Fernando Lopes fez a união entre as forças desavindas da cidade. Esse mérito ninguém lho retira. Infelizmente, neste momento, já não é o Governador Civil. Não sei se foi afastado por vontade própria ou se foi pressionado para isso, mas se calhar foi afastado sem ser por sua vontade. Isso custa-me, porque a uma boa solução sucedeu uma outra que não sei se será boa. O futuro há-de prová-lo. Vamos ver. Eu respeito sempre as decisões que têm legitimidade. O Governo não manda quem bem entende. Nós vemos a nossa realidade local e não sei se o Governador Civil Fernando Cabral será a melhor escolha para o distrito e, inclusivamente, para o Partido Socialista.

NG - Pensa que o novo Governador será o motor para agitar a tal bandeira do distrito que referiu há pouco?

JS - Não sei se também é papel do Governador Civil o agitar da bandeira. Ele é um agente do Governo e deve estar disponível para receber os governantes e para dar conta do que se passa no território. Não me parece que seja por aí a melhor forma de agitar bandeiras. Se o fizer fá-lo mal, porque o governo é de todos os portugueses, não é do Partido Socialista. De qualquer das maneiras eu quero acreditar que vai haver bom senso e que o Dr. Fernando Cabral vai fazer um bom trabalho à frente do Governo Civil.

NG - Já referiu que o facto de avançar é uma atitude de insatisfação. O distrito da Guarda está, de algum modo, a perder. Relativamente a alguns aspectos concretos que são importantes, como o caso das acessibilidades. Que balanço é que faz do actual estado das obras do IP2 no distrito, da duplicação do IP5 e de outras acessibilidades dentro do distrito, uma vez que já se manifestou como candidato à Federação Distrital?

JS - Sou assumidamente candidato a presidente de Federação do PS da Guarda e sou-o para ganhar. Aceito naturalmente que posso perder. Numa eleição pode-se sempre ganhar ou perder, mas tudo farei para que a minha candidatura sai vencedora. No que respeita à estratégia, eu hei-de defini-la em conjunto com os meus apoiantes. Embora a eleição seja pessoal ninguém é eleito sozinho. Há pessoas que pensam como eu, que estão disponíveis para trabalhar comigo e, portanto, será com eles que eu irei definir a estratégia a apresentar a Congresso, o qual terá lugar no primeiro trimestre do ano que vem. Há uma série de assuntos que estão na ordem do dia. Referiu bem as acessibilidades e quanto a isso digo-lhe que não estou satisfeito.

NG - Sei que foi crítico relativamente ao facto de as obras do IP2 tardarem no seu concelho.

JS - Não acho isso, o que eu acho é que não é justo que se transforme o IP2 numa auto-estrada de Castelo Branco. Era bom ter uma auto-estrada a passar em Vilar Formoso. Se essa auto-estrada for por Castelo Branco ou por Viseu é-me indiferente, desde que a Guarda não perca. Mas tanto tem perdido a Guarda como Celorico da Beira. Isso eu não posso perdoar. Diz-se que a duplicação do IP2 vai dar auto-estrada da Guarda a Lisboa. Onde é que ela anda? Em Castelo Branco. O que é que há na Guarda? Prometeram-nos que teria a segunda fase da VICEG, parte da auto-estrada. Onde é que anda? Será que a senhora presidente, Maria do Carmo, vai ter a VICEG pronta ou a auto-estrada daqui a dois anos, quando forem as eleições? Não sei se vai. Mas, neste momento, o meu maior problema é o IP2. Então e, pelo menos, de Celorico a Fozcôa? Perdem-se milhões de contos e onde está o desenvolvimento de Fozcôa? Qual é o aproveitamento que tem sido feito das gravuras? O futuro turístico passa por um triângulo: Fozcôa - Serra da Estrela - Fronteira. Quem não perceber isto não percebe muitas coisas que virão. Se não houver uma intercomunicabilidade fácil entre estes três ângulos obviamente que não vai haver desenvolvimento. Quem perder esta guerra perde o futuro. O último quadro comunitário de apoio tem 5-6 anos e quem não o aproveitar nunca mais se chega à frente.

NG - E relativamente ao IP5?

JS - O IP5 é uma promessa adiada há muitos anos. Talvez eu seja suspeito, porque me habituei a andar nas auto-estradas e, agora, cada vez que ando no IP5 ando com medo. Andar com medo na estrada é o primeiro passo para andar mal. Foi-nos prometida a auto-estrada, pelo menos a duplicação. Já foi prometida no Governo do Cavaco e no anterior. Espero que daqui a dois anos ela esteja concessionada.

NG - Quanto às linhas da CP. Fala-se que o TGV vai passar por Castelo Branco. Isso irá subalternizar a linha da Beira Alta que, até agora, era a principal fronteira. Que lhe parece?

JS - Não pode. Eu estive a ver o mapa de Portugal e, nestes termos, é impossível que o TGV vá por Castelo Branco. Só por malvadez é que pode ir. Em Portugal o TGV só faz sentido se houver uma linha única de Lisboa a Madrid com uma bifurcação: Entroncamento - Madrid e Entroncamento - Porto e Lisboa. Nunca será possível do Entroncamento ir para Castelo Branco. É inviável o TGV nessas circunstâncias. Se esta não for a lógica do TGV, obviamente que é uma escolha política e é má para o distrito.

NG - Por falarmos em Distrito, não lhe parece que houve aqui alguém que falhou quando o distrito mostrou inoperância no aspecto do tratamento do lixo, ao ponto de ter que tratar isso com a Cova da Beira?

JS - A esse nível não me parece. O que era urgente era resolver o problema.

NG - Mas não lhe parece que havia de haver uma liderança do distrito para tratar isso? Como alguém disse, até o lixo temos que tratar com a Cova da Beira.

JS - Eu fui um dos agentes protagonistas dessa guerra, porque a certa altura quiseram empurrar isso para mim. Eu não quis ficar com esse ónus, porque o problema do lixo é de todos, mas sobretudo da Guarda. Portanto, quem tinha a responsabilidade primeira para resolver o problema era a Guarda.

NG - Mas a Guarda tinha a presidência da Ecorraia.

JS - Tinha e nós fazíamos parte. Na primeira fase não, mas na segunda fase aderimos à Ecorraia e acreditámos que esta era a entidade certa para resolver o problema. Não foi possível. Há coisas boas e más e, se os lixos forem para Castelo Branco, não há mal nenhum. Os lixos e outras coisas mais.

NG - É comentado que o distrito da Guarda tem andado a perder. Como classifica, por exemplo, a situação da RTP que se diz da Beira Interior, mas que até no logotipo é de Castelo Branco.

JS - Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou.

NG - Não lhe parece que alguns serviços deviam ter um âmbito distrital?

JS - O Governo decidiu ter uma série de cadeias de televisão no país. Escolheu Castelo Branco. Sendo o Sócrates da Covilhã, o António José Seguro de Penamacor e o Primeiro Ministro do Fundão, naturalmente que a televisão iria para Castelo Branco. Eu admito isso e aceito. O que não aceito é que a Guarda não seja capaz de se opor a Castelo Branco ou de negociar. Devia haver alguém que dissesse: levem lá a televisão mas as outras coisas têm que ficar aqui.

NG- Mas quem é que deve fazer isso?

JS- Os políticos, naturalmente. A Câmara da Guarda, a Assembleia Distrital e todas as entidades políticas que têm a ver com o desenvolvimento do distrito.

NG- Relativamente a um dos grandes factores de desenvolvimento do Distrito, que é o ensino, a grande paixão da anterior legislatura. Como é que avalia a situação que se passa no Instituto Politécnico da Guarda?

JS - É uma tristeza aquilo que se passa no Instituto Politécnico, porque nos tempos que correm já não se vêem estudantes acantonados e professores em greve. Essas coisas todas devem ser negociadas e quando não se conseguem negociar é porque está tudo errado. Para mim a Guarda merece mais que o Politécnico, merece uma Universidade. Aliás, é a cidade certa para ter uma Universidade. Há muitos estudantes portugueses que vão para Salamanca. Era capaz de haver muitos estudantes espanhóis que quisessem vir para Portugal e, naturalmente, que viriam para a Guarda. Há muito mérito com o Politécnico. Eu já disse mais do que uma vez que a Guarda sem o Politécnico desaparecia, era uma vila. Portanto, hoje o Politécnico é a mais valia da Guarda. Na minha opinião, devia ter uma Universidade e tudo farei para que a tenha. Eu não desisto para que a Guarda venha a ter Universidade. Deixou-se levar a situação a este ponto e não dignifica nada a Guarda nem o Distrito. Assim, o futuro fica hipotecado.

NG - Relativamente ao Distrito, uma vez que se candidata a uma estrutura distrital. Como é que vê o desenvolvimento do distrito e, principalmente, da capital de distrito?

JS - Tenho alguma apreensão em relação a isso. Parece-me que as forças políticas ainda não estão preparadas para deixar a política de caserna e passar à acção política do Distrito. Nós não podemos ser sectários nem a nível partidário nem a nível cultural. Temos que dar as mãos quando é preciso e reivindicar em conjunto quando o que está em causa é o interesse dos cidadãos que aqui vivem e que são muitos. Por isso e porque conheço bastante bem os agentes que neste momento representam essa política tenho algum receio de que possamos perder o comboio. Há muita gente a dar com a mão na mesa, a dar pontapés por baixo, mas não nos sítios certos. São palavras, muitas vezes de circunstância, que servem certos interesses locais, mas que não têm nenhuma repercussão a nível nacional e que, portanto, não trazem nada de novo. Isso permite que outros, muito mais espertos que nós, se coloquem no sítio certo e consigam as mais valias que nós não temos conseguido até hoje.

NG - Não lhe parece que o interior já merecia, tanto que se fala em combater as assimetrias regionais, propostas mais concretas que incentivassem o investimento nestas regiões?

JS - O interior merecia um Ministro do Interior, um Ministério para o Interior. Hoje, Portugal é o litoral. Quanto a mim, o futuro de Portugal está no interior. As coisas boas de Portugal estão no interior: a Serra, a gastronomia, os montes, os vinhos. O valor do turismo já não está no Algarve. É o lazer que se obtém no ar puro, na calma, na tranquilidade, nas paisagens, na caça, na pesca... Essa mais valia temo-la nós. Ainda não foi estudada como uma possibilidade de desenvolvimento mas, na minha perspectiva, nós temos muito mais futuro do que o litoral.

NG - A propósito da gastronomia. Que comentário faz à polémica que existe sobre o queijo da Serra, o emblema da nossa região?

JS - É a minha menina dos olhos, uma vez que Celorico é a capital do Queijo da Serra. Já tenho manifestado algumas preocupações, porque eu sou quase que um fiscal da qualidade do queijo. Tenho-me batido pela melhoria das condições de vida dos agricultores. Quero transformar os pastores em empresários. Por isso, a Escola Profissional de Celorico da Beira irá ter uma vertente agro-ambiental. Todo o trabalho que tenho feito a nível de promoção tem dado resultados. Desde que estou na Câmara, há seis anos, que o preço do queijo já triplicou. Portanto, têm valido a pena as campanhas de informação, as feiras, todo o trabalho que nós vimos fazendo, como o licenciamento das queijarias e a criação do Solar do Queijo. Neste momento o Solar é a catedral deste produto. Mas sei que há uma falha e eu queria que ela fosse colmatada. Não podem ser os próprios produtores a dizer que o queijo deles é bom. A Faproserra tem, na sua constituição, os próprios produtores. Se me perguntarem se aquilo que eu tenho em minha casa é bom eu digo que sim. Portanto, há que criar urgentemente mecanismos de controlo do exterior, a nível do Ministério, para fazer a certificação. Se assim não for todo o trabalho que eu tenho e que muita gente tem feito comigo vai por água abaixo. Qualquer dia chegam aqui e dizem: vocês andam-nos a enganar. Eu não quero enganar ninguém. O Solar do Queijo existe para dar garantia de qualidade ao produto. Não quero que digam que em Celorico há queijo falsificado.

NG - Há seis anos candidatou-se contra um dinossauro reconhecido da política. Que balanço é que faz destes anos de actividade autárquica?

JS - Não sou a pessoa certa para fazer esse balanço. Acho que mexi com algumas consciências, que fizemos coisas boas e más. Lançámos muitas iniciativas, desde a Juventude à Terceira Idade, às áreas de intervenção comunitária, como o queijo, a floresta... Fizemos aquilo que pudemos e que nos deixaram. Já não foi pouco.

NG - O que é que ainda está por fazer?

JS - Muito. Estamos agora a planear o concelho a longo prazo. Não havia planeamento nenhum. Temos vários projectos, sobretudo a nível do turismo. Eu considero que a indústria do turismo é a indústria do Séc. XXI. Portanto, eu quero estar preparado e quero que Celorico também esteja. Tenho projectos tais como: a Pousada de Linhares, o abastecimento de água em alta a Celorico, Fornos e Gouveia, a variante Celorico da Beira, o funcionamento do lagar de azeite, o turismo, a gastronomia, o Museu Agrícola, o Museu do Queijo da Serra e o Museu Moinho. Depois de termos o nosso concelho numa lógica de circuito interno e ligado a outros circuitos, sobretudo a aldeias históricas, estamos mais ou menos preparados para receber aqueles que têm disponibilidade para gozar daquilo que, felizmente, já temos.

NG - Falou em muitos aspectos relacionados com a cultura. O que é que a Câmara tem feito no âmbito da cultura e do desporto?

JS - Mais uma vez não serei a pessoa mais indicada para falar disso. Numa primeira fase tentámos ver aquilo que era a realidade desportiva do concelho. Verificámos que, a nível desportivo, não havia mais do que dois clubes de futebol: Celorico e Lageosa. Entretanto, nós assumimos uma política desportiva e decidimos tentar cativar os clubes para que lançassem outras modalidades. Mas não foi bem aceite, porque os clubes não estão vocacionados para isso. Assim, decidimos criar uma Associação. Antes desta lançámos a Escola Desportiva de Celorico da Beira, para a qual contratei sete monitores para darem aulas de desporto: natação, ténis, karaté, atletismo, ginástica rítmica, futebol feminino e ciclismo. Fizemos ver aos clubes que já que eles não queriam essas actividades, pelo menos deviam arranjar alguns critérios de selecção para não se desperdiçarem energias e para que os clubes que quisessem fazer formação o fizessem de uma forma séria. Por isso, decidimos que a nível dos jovens, no concelho, só vão haver quatro equipas: iniciados, infantis, juvenis e juniores. Só essas equipas é que terão o apoio da Câmara. Daqui para a frente Celorico terá sempre quatro equipas subsidiadas pela Câmara que disputarão os Campeonatos Distritais, com o objectivo de virem, mais tarde, a disputar os Nacionais. Queremos uma selecção concelhia que possa alargar-se a outros concelhos, mas que seja única. Neste momento somos o concelho com mais clubes em competição. Temos a consciência de que estamos a promover os nossos jovens e a dar-lhes possibilidades de eles praticarem desporto. É essa a minha maior preocupação. No que respeita à Escola Desportiva há uma modalidade que, neste momento, está por cima, que é o BTT. O ciclismo conseguiu uma projecção tal que se emancipou da Câmara. Neste momento é uma associação concelhia que a está a liderar. Já tem provas dadas e demonstra que é possível, com um empurrãozinho, criar qualidade de vida nas pessoas que vivem no nosso concelho. Quanto ao aspecto cultural, nós tínhamos um Cinema Centro Cultural completamente fechado. Agora todos os fins-de-semana temos dois filmes, que quinze dias depois de estrearem a nível nacional estão em Celorico. O cinema é quase gratuito para os jovens estudantes e, de vez em quando, há animação cultural e temos grupos de teatro. Está em criação um grupo de teatro em Celorico e um grupo polifónico. Para além disso temos em carteira a criação da Escola de Artes. Esta vai ser, na minha perspectiva, a mais valia não só de Celorico mas de toda a região da Guarda em termos culturais. Tenho agendada uma reunião com a Senhora Secretária de Estado da Cultura para financiamento dessa escola. Depois de criado esse espaço com um atelier colectivo e uma pequena residência para artistas acho que vamos dar um grande salto em frente. Se nós somos inteligentes os outros também nos acompanham. A verdade é que há muita gente desejosa para respirar os nossos ares e para comer as nossas morcelas e as nossas farinheiras.

NG - Como disse, o concelho de Celorico era liderado por um presidente considerado um dos dinossauros da política. Após esse período viveu alguma convulsão e havia guerras com a Associação Cultural de Celorico. Como é que está o concelho neste momento relativamente a esses aspectos e à Escola Profissional?

JS - Infelizmente, às vezes, é preciso dar dois passos atrás para depois dar um em frente. Eu tive muitas forças negativas para poder fazer o meu projecto. As coisas são como são. Se calhar algumas pessoas de Celorico não estavam preparadas para aquilo que aconteceu. Eu tinha um projecto sério para este concelho e bati-me por ele. As pessoas votaram, conseguimos ganhar e, portanto, tinha a obrigação de o executar. Obviamente que com muitas resistências. O anterior presidente esteve vinte anos na Câmara e isso é muito tempo. Ainda hoje não se capacita que já não é o presidente da Câmara. Ele ainda acha que devia ser ele. Tudo isso levou a que se desenrolasse um clima de guerrilha permanente. Felizmente que com as últimas eleições se resolveu esse problema. Mais uma vez o povo disse o que queria. Se a Escola Profissional de Celorico não continuou foi porque o ex-presidente não quis. Nós propusemo-lhe que ele ficasse como Director Administrativo da Escola e que se mudasse apenas o Director Pedagógico para dar credibilidade aos cursos que eram ministrados, mas ele não aceitou. O mesmo se passou com a creche. Aquele espaço era necessário para o jardim de infância oficial, para o qual foi construído inicialmente. Desde que esses problemas foram resolvidos acabaram as guerras em Celorico. A oposição existe ainda, reconhecemo-la e respeitamo-la. Nós temos o nosso projecto, as pessoas que estão comigo estão de boa fé para ajudar a trabalhar e a desenvolver o concelho. Foi bom ter acontecido isto para verem de quem era a culpa, para verem quem é que estava interessado em fazer coisas e quem estava interessado em destruí-las. A história há-de fazer justiça.

Publicado por JoaoTilly em 11:33 AM | Comentários (1)

maio 31, 2007

É umas atrás de outras. Este governo resplandece de calinos!


Depois desta do Lininho já há mais outra, porque desde que a comandita que forma o seu governo percebeu que o inefável Sócras nunca passou de um aluno medíocre, até fazem bicha para o destronar no que ao anedotário nacional diz respeito.
A nova é a daquele secretário de estado que, hoje mesmo, em Coimbra, disse alto e bom som que «a co-incineração avançará quer a justiça deixe quer não»!!!!!
«Porque as opções políticas são mais fortes que a Lei»!


Arre, gaita!
Como é possível um calino destes chegar a secretário de estado?
Estamos mesmo no Burkina Fasso, não há dúvida...

Volta, António Oliveira!
Estás definitivamente perdoado!
E muito ultrapassado, até!


Safa!...
Até doi...



Publicado por JoaoTilly em 07:06 PM | Comentários (2) | TrackBack

maio 09, 2007

As consequências do rapto de Maddie ofendem a inteligência dos portugueses

Os pais das outras crianças PORTUGUESAS, que também desapareceram no passado recente, estão verdadeiramente escandalizados com a desproporcionalidade dos meios empregues na procura da Maddie.
300 agentes são os que estão empenhados, dia e noite, à procura desta criança. Com helicópteros, aviões, Jeeps. Tudo quanto há.
Mas nos seus casos, nos casos dos desaparecimentos dos seus filhos, foram destacados 2 ou 3. Sem meios.
Recordam, para horror de todos nós, que nos seus próprios casos, nem GNR nem PJ se empenharam coisa que se visse na descoberta dos seus filhos.
A mãe do Zé Pedro acusa directamente, na SIC, a PJ de ter deixado fugir o seu filho no carro dado como suspeito. Há 9 anos.
A mãe de Rui Pereira queixa-se do mesmo, há 8 anos. Quem acabou por o procurar por todo o lado foi a comissão de moradores do bairro. Mais ninguém. Nem sequer as fotografias dos filhos desaparecidos foram publicadas.
Bem, mas nesse aspecto não se podem queixar. O procedimento, ou melhor: a ausência de qualquer procedimento, é uma constante que se arrastou até aos dias de hoje.

Não se tivesse passado esta tragédia no ex-ALLgarve (agora morto antes mesmo de nascer) com uma família inglesa - os principais clientes da maior região turística de Portugal - e estava-se na boa...
Fosse a criança portuguesa e os telejornais nem nisso falavam.
Aparecia o caso no «Crime» e no «Correio da Manhã», nas páginas interiores, a preto e branco, e pronto.
Isto foi um grande azar... para todos.
Para os pais, para a criança e para a imagem nacional e internacional da PJ; e não forçosamente por esta ordem.
A partir de agora toda a gente vai saber como é que por cá se "trabalha": com conversa. Muita conversa, mesmo. Enrolada. Estafada. Imobilizante.
Mais nada.
Levantar os traseiros acomodados das cadeiras roçadas é muito difícil, em Portugal.
Deixou-se fugir toda a gente, nas calmas, e agora procuram desesperadamente neve... no Alentejo...

Agora, meus amigos, não vale a pena continuarem a insultar-nos a inteligência a todos, porque todos já percebemos que os srs não fazem a mínima ideia do que aconteceu à criança. Mas nem a esta, nem às outras todas que desapareceram antes.
A única diferença entre este caso e os anteriores é a seguinte:
Quando se trata de crianças portuguesas a ordem é ABAFAR o caso e desviar a atenção para outras coisas.
É claro que, neste caso, não houve a possibilidade de abafar coisa nenhuma. Nem a desculpa esfarrapada do segredo de justiça "pegou" em lado nenhum.
Por isso, houve que tapar os olhos ao povo com um exército de gente e uma panóplia de meios, a fazer de conta que estão atarefadíssimos (e até podem estar, mas agora já não vai a tempo), para poderem justificar ao fim que «fizemos tudo o que era humanamente possível»!
Mas é mentira.

O que TINHAM que fazer de imediato era fechar as fronteiras, vigiar os aeródromos, os cais, as marinas, e logo que se deu o alarme. E não passados 12 horas que, na prática, foram mais de 48!
O mal foi feito quando NÃO ACTUARAM DE IMEDIATO.

Agora, até podem arregimentar um milhão de agentes a procurá-la pelas chernecas de Lagos, porque ela - como ontem dizia o carpinteiro da urbanização - já está a milhares de quilómetros daí.

Muita tinta correrá quando os Pais da criança voltarem para a sua terra com as mãos a abanar.
Aí se saberá ao que foram sujeitos. Aí se saberá o quanto se trabalha e quem o faz. E com que inteligência o faz.
Aí o mundo saberá, sem espinhas, tudo o que até aqui se tem tentado desesperadamente esconder: como e quem investiga (ou com esse pretexto ganha a vida) em Portugal.

Depois, para pôr a cereja no bolo do nosso brutal subdesenvolvimento auto-alimentado, as medíocres televisões generalistas que temos que não falam de outra coisa...
Como se esta fosse a única criança desaparecida em Portugal no último milénio!
Como se não houvesse mais nenhum assunto a tratar neste país.
Mais nenhuma notícia. Nenhum problema.

Todos os carros de exteriores das televisões estão no Algarve.
«Valeu a pena!» - dirão alguns.
O povo andou entretido com isto uma semana inteira... e o mais que se verá.

Publicado por JoaoTilly em 09:24 PM | Comentários (4) | TrackBack

O segredo da Ineficácia


Estava eu na Assembleia de Escola da Secundária de Seia, quando estoirou a notícia de que Maggie tinha aparecido em Nelas.
Não pude conter um «Ai, valha-me Deus!» pela boa vontade desta gente bem intencionada e ingénua que ainda acredita no Pai Natal.

É preciso não se ter memória nenhuma de nada, de andar aqui para ver passar os carros eléctricos, de não se ter a mínima noção do que é Portugal para se poder acreditar que a Maddie alguma vez mais possa aparecer fruto da investigação policial.
Se tal acontecer, não se deverá nunca ao trabalho das polícias portuguesas mas ao acaso do destino.
Se alguma pessoa a vir e reconhecer a criança nalgum lado...
Nada mais.

Estão aí os peritos da Scotland Yard para comentar na TSF o (zero) que se está a passar com a investigação da pequena.
Que país é este que permite que sejam os comentadores ingleses a explicar alguma coisa do que se está a passar, nas rádios em Portugal?
Porque é que a PJ não se lembra nem sequer de publicar a foto da criança?
O Algarve está cheio dos retratos da criança, mas não foi a judiciária que os mandou publicar e colocar em todo o lado: foi um jornal inglês!.
Porque é que a PJ diz «não poder informar em que ponto estão as investigações para não violar o segredo de justiça», quando o viola descaradamente a torto e a direito de cada vez que se deixa fotografar ao lado de cada apreensão de droga?
Aí, toca de aparecer nas televisões com os pacotes de droga cuidadosamente posicionados a escrever a palavra J-U-D-I-C-I-A-R-I-A, e ninguém quer saber da flagrante violação do segredo de Justiça que está a ser praticada naquele momento.
Como diria o Bruno Nogueira: Então em que ficamos, senhora Judiciária?


Eu respondo: no séc. 19.

Publicado por JoaoTilly em 02:37 AM | Comentários (1) | TrackBack

maio 08, 2007

PJ "garante" que não faz a mínima ideia do que aconteceu à Maddie

Ora aí está uma "garantia" em que eu acredito.
Piamente.

Publicado por JoaoTilly em 08:16 AM | Comentários (1) | TrackBack

maio 07, 2007

Quanto tempo mais irá a comunicação social continuar a acreditar nas histórias da PJ?


O caso Joana que eu de imediato desconfiei que nunca mais fosse aparecer, repete-se na íntegra.
Maddie nunca mais aparecerá, todos o sabemos.
Nem com os 147.000€ de recompensa do amigo inglês, nem com os 15.000€ do The Sun.
Nada.
Digam-lhe Adeus.
Como disseram à Joana.
Agora dizem que o raptor é Inglês. Provavelmente porque viram a peça jornalística da RTP1 que recordava um caso semelhante nos anos 90.
A seguir, dirão que vai aparecer dentro de um saco, numa falésia!
Tal e qual como as dezenas de histórias inventadas pela mesma PJ do Algarve no caso Joana.
Inventaram milhares de histórias e descobriram... nada.
Como sempre.

No final, desesperados, começarão a lançar suspeitas sobre os Pais.
Pergunto: irá acontecer a este casal de ingleses a mesma indignidade que aconteceu à atrasada mental da mãe da Joana?
A PJ irá prender os Pais daqui a uma semana?
É só o que eu estou à espera de ver!!!

Deixaram passar pachorrentamente as 12 horas em que tinham que actuar.
Quem a raptou teve tempo de levar a miúda até Paris, Marselha, Mónaco, Itália, de carro!
Sem problema nenhum.
Agora... adeus.
Onde é que ela já estará a esta hora!...

Publicado por JoaoTilly em 12:17 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 06, 2007

Mais uma monumental bronca da PJ!!!
















No que se refere à «melhor polícia do mundo»(!!!) em cada cavadela... sua minhoca!
Depois do monstruoso flop demonstrado no caso Joana - de quem nunca encontraram rasto, apesar das inúmeras garantias dadas, nesse sentido, pelo inspector de Faro - a coisa repete-se, mas agora com repercursões a nível internacional.
O mundo ficará a saber da ineficácia da auto-denominada «melhor polícia do mundo»: a PJ portuguesa, que ainda ontem assegurava, nas televisões, que «todas as estradas e fronteiras do Algarve estavam bloqueadas» , enquanto os repórteres da TSF passavam a fronteira dezenas de vezes de carro, a pé, de burro e de trotineta, sem encontrarem um único GNR na fronteira, quanto mais bloqueio de estradas!...

Isto só podem ser resquícios do fascismo!
A RTP está, neste momento, mais de 70 horas após o rapto, a mostrar uma peça em que portugueses e espanhóis em Vila Real de Sto António afirmam que até agora não viram quaisquer barragens na estrada nem no cais do ferry. Mais: polícia, só se vê no lado de Espanha.
Do lado de cá... népia!

Que horror de gente, esta!
Para que é que a Polícia Judiciária faz passar para a opinião pública mentiras descaradas?
Acaso não perceberam ainda que a comunicação social acaba por verificar as patranhas todas?
Ai, valha-me Deus!
Estamos mesmo entregues aos bichos!...

Publicado por JoaoTilly em 06:30 PM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 15, 2006

Antonio Marinho explica:
Porque é que nem apito dourado nem nada funciona na Justiça


António Marinho explica, em 9 minutos e meio, porque é que o Apito Dourado é um bluff, porque é que tem que se indemnizar Vale e Azevedo e o àrbitro Guímaro, e porque é que as leis neste país são tão más.

A não perder!

Publicado por JoaoTilly em 02:45 PM

setembro 14, 2006

Apito dourado em águas de bacalhau


O constitucionalista Gomes Canotilho descobriu algo que todos os que o não são há muito desconfiavam...
O Apito Dourado foi mais um faits-divers para embalar o povão.
A lei que rege os crimes desportivos é inconstitucional.
Pronto, acabou-se.
Valentim e sus muchachos podem continuar a dormir descansados.
Olé!

Publicado por JoaoTilly em 11:06 PM

setembro 13, 2006

"Pato" na Justiça e marreco na corrupção

O acordo, sobre a reforma da Justiça, a que chegaram os dois maiores partidos responsáveis pelo nosso cada vez maior atraso relativamente à Europa desenvolvida, nos últimos trinta anos, cumpriu bem com as expectativas e com os objectivos.
Segundo os especialistas, este "pato" remete definitivamente a pobre injustiça que tinhamos para a reforma, de vez.

Os dois principais e mais quentes pontos da actualidade foram cuidadosamente esquecidos:
1 - A corrupção, mãe de todas as virtudes em Portugal
2 - A luta contra o terrorismo, caso haja.

O primeiro revela à saciedade os telhados de vidro da classe política. Está tudo de acordo em não mexer na corrupção. Deixá-la lá estar como está que se se mexe ainda pode correr mal...
O segundo evidencia o grande desrespeito destes falsos amigos de Bush para com esse homem tão atento e preocupado com o terrorismo mundial, que não lhe quer ficar atrás.
Então não é que esse grande presidente passa a vida a mostrar vídeos da Al-Qaeda e a meter medo ao mundo e por aqui já ninguém lhe liga nenhuma?

Não há dúvida que os dois maiores partidos, mesmo juntos, não fazem um inteiro.
E, com este "marreco", só me fazem lembrar o pequeno Calimero:
«É uma Injustiça, é o que é!...»

Publicado por JoaoTilly em 08:54 AM

julho 26, 2006

Xoné Moura por um fio - já não há quem lhe apare o jogo...


O Tribunal da Relação impediu a abertura dos computadores do jornal "24 Horas" no âmbito da investigação do chamado caso Envelope 9. Na sequência de um recurso, os desembargadores deram razão ao jornal e declararam a nulidade dos mandados de busca, das buscas e das apreensões realizadas no passado dia 15 de Fevereiro.


E agora, xoné?
Não sabia que isto AINDA não é um estado policial?
Parece... mas ainda não é!
Explique lá essa ao Sócras, que dá-me ideia que também ainda não interiorizou bem, bem, o conceito de Democracia e de Estado de Direito...
Vocês estão mesmo convencidos que Portugal é uma quinta vossa, não é?
E que, por isso, podem fazer o que vos dá na real bolha, não é?
Mas ainda não é... Para lá caminhamos, é certo, mas ainda lá não chegamos.
É desta que ganha um pouco de vergonha na cara e se demite ou continua a insultar a Justiça de um país aquem e além fronteiras?

Publicado por JoaoTilly em 05:55 PM

maio 03, 2006

Choque Tecnológico: Tribunais sem DR electrónico por falta de pagamento

Os tribunais ficaram na terça-feira impedidos de aceder à versão online do Diário da República (DRE) devido a uma falha na renovação do contrato com a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), que expirou em Dezembro, segundo apurou o Jornal de Negócios.
De acordo com o jornal, na sua edição de quarta-feira, a explicação obtida no número verde do DRE foi de que o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ) não renovou a assinatura, que expirou em Dezembro.


Todavia, o Sindicato dos Funcionários Judiciais foi mais taxativo.
No seu site escreve que «numa época em que se apregoa uma justiça que tenderá para a desmaterialização, com investimentos das novas tecnologias da informação o acesso ao Diário da República online deixa de ser possível nos tribunais, alegadamente por, pasme-se, falta de pagamento do ITIJ à INCM».


O Ministério da Justiça, por sua vez, limitou-se a indicar que todos os magistrados e tribunais recebem o Diário da República em formato papel...



Palavras para quê?

Publicado por JoaoTilly em 10:42 AM

abril 27, 2006

O problema da «credibilidade» de Marques Mendes


Com o mais que esperado desfecho do arquivamento dos processos do «apito dourado» sobre Pinto da Costa e Valentim Loureiro, surge agora uma questão que deve servir de «emenda» para Marques Mendes e para todos os outros políticos que tanto pugnam por ver as funções de autarca e deputado credibilizadas:

Nunca se convençam que alguma Justiça neste país funciona contra os todos-poderosos.
Momentaneamente, sob os holofotes das televisões, até pode parecer que os senhores do capital e do poder ficam subitamente fragilizados, mas os grandes advogados são todos seus amigos, e começam a trabalhar no dia seguinte ao dos escândalos.
E os resultados são invariavelmente estes: a investigação é sempre uma vergonha e o Ministério Público acaba por não ter matéria nenhuma para a acusação.

Conclusão?
Depois do show-off televisivo e mediático, tem que ser tudo arquivado.
A seguir, vai de se exigirem - e muito bem! - milhões ao Estado por perdas e danos morais.
Haja milhões!
É sempre um totoloto que sai a todos os poderosos que se vêm subitamente alvo de processos-crime.
Assim, até vale a pena ser acusado!

Quanto à alegada falta de credibilidade e consequente falta de apoio de MM a Valentim Loureiro nas últimas autárquicas, com a justificação que o Major estava indiciado em n crimes de corrupção, como ficamos agora?
Ganda Nóia...
Ó MM: a falta da credibilidade, em Portugal, não afecta só os políticos.
Ela atinge ainda mais as polícias e a Justiça.
Ela reside, no fundo, em todas as àreas de actividade, neste maravilhoso país.


Sigamos para Bingo.

Publicado por JoaoTilly em 05:35 PM

abril 20, 2006

A Indignação do Comandante dos Bombeiros de Salvaterra de Magos
Mais uma história mirabolante de perseguição pessoal e compadrio à Portuguesa!

“COINCIDÊNCIAS” PARA MEMÓRIA FUTURA

1. Em 2002, no contexto de alegadas irregularidades denunciadas ao Ministério Público, pelos elementos constitutivos dos Órgãos Sociais dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, pessoas aliás da inteira confiança e intimidade da Presidente da Câmara, prestei declarações junto do NIC da GNR de Coruche, onde me desloquei de modo próprio, por convocação das entidades oficiais.

No dia 23 de Maio de 2004, não havendo qualquer outra matéria para além da que fora objecto naquele primeiro depoimento, fui surpreendido com um mandado de detenção, emitido pelo Procurador Adjunto do Min. Público de Benavente, para que fosse presente à Metª Juíz do Tribunal de V. Franca de Xira...

O mandado de detenção, datado de 21 de Maio (Sexta-Feira), com um mês para ser cumprido, foi executado passadas 48 horas e, porque era Domingo e o Tribunal estava encerrado, fui encarcerado no posto da GNR em Samora Correia, até ao dia seguinte.

Nesse dia e nos dias imediatos, os meios de comunicação nacionais e em particular as televisões, mostraram até à exaustão a minha detenção, referindo-se aos motivos que, alegadamente, a ela lhe estavam associados...!

Nessa data, dia de festa dos Bombeiros de Salvaterra encontravam-se desde as 09.00 horas, duas jornalistas do “Correio da Manhã” para, segundo me disseram, me entrevistarem genericamente sobre os bombeiros.
Não duvidei então dessa iniciativa do “Correio da Manhã”, uma vez que na parte da tarde, a nossa Corporação receberia uma dezena de fanfarras de outros Corpos de Bombeiros do país...

Estávamos em plena entrevista, quando cerca das 10.30 horas, fui informado da presença dos senhores do NIC de Coruche, no Quartel dos Bombeiros...

“Boa hora e melhor notícia” não poderia haver, do que aquela que era recebida, de bandeja, pelas jornalistas do “Correio da Manhã” ...!!!
...pelo que, a entrevista sobre o Voluntariado em Portugal, sobre as dificuldades da Instituição, sobre o Espírito Fraternalista e Solidário dos Bombeiros portugueses e em particular do meu Corpo de Bombeiros, ... foi integralmente substituída, no dia seguinte, pela fotografia da minha detenção com o título bombástico :
“Desviavam Dinheiro dos Bombeiros”.... – (referiam-se à minha pessoa e a dois ex-presidentes de Direcção da Instituição)

2. Algum tempo antes da minha detenção, a Presidente da Câmara de Salvaterra, em entrevista à Rádio Marinhais, afirmou sem papas na língua, que...não gostaria de estar na pele do Comandante dos Bombeiros ...!

3. Os Órgãos Sociais dos Bombeiros, Instituição que eu sirvo voluntariamente há 26 anos, sempre foram correctos e isentos ao longo desse tempo, incluindo nos períodos em que eu tive posicionamentos políticos ou outros, não coincidentes com os da maioria dos elementos constitutivos dos órgãos dirigentes...
Nunca as ideias diferentes perturbaram a harmonia institucional nem os objectivos administrativos e operacionais dos Bombeiros de Salvaterra ...!

(... em finais de 2001, a poucos dias das eleições para os Órgãos Sociais, cometi o crime de lesa pátria de ter aceitado ser, na qualidade de independente, o mandatário concelhio das listas do PS nas eleições autárquicas, aceitando também duas semanas mais tarde, integrar a lista concorrente à Câmara para, eventualmente, vir a participar na área da Protecção Civil Municipal...)

Não posso assegurar que os Órgãos Sociais dos Bombeiros, eleitos em 4 de Janeiro de 2002, da inteira confiança e amizade da Presidente da Câmara e que denunciaram as alegadas irregularidades que levaram à minha detenção, tivessem concorrido na sequência desse meu posicionamento político...

...Assim como não posso assegurar que o facto de, por esses dias, a Presidente de Câmara se ter feito associada da Instituição, tenha alguma coisa a ver com a minha recente intervenção política, ou simplesmente com a vitória dos seus amigos nas eleições dos Órgãos Sociais dos bombeiros...

4. De entre as denúncias apresentadas, constava que tinha desaparecido muita da contabilidade...mas, curiosamente,... não tinha desaparecido qualquer cópia dos cheques da Instituição, emitidos em mais de vinte anos...

5. Fui detido em 23 de Maio de 2004, pelo soldado Lucas do NIC/GNR de Coruche.

Mas... em Abril do mesmo ano, na sequência de um conjunto de exposições feito pela Presidente da Câmara de Salvaterra ao Governo Civil e ao SNBPC foi realizado no edifício dos paços do concelho um Simulacro de incêndio, para testar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros...
...Preparado em absoluta confidencialidade pelo Coordenador Distrital de Bombeiros e com a máxima colaboração da Presidente da Câmara, ... ressaltaram da realização do mesmo, as seguintes situações:

- A planta do edifício da Câmara, entregue quando eu próprio e os bombeiros chegamos junto do edifício, pensando tratar-se de um incêndio real, ... estava completamente desactualizada, embora datada de há escassos dias.
Tenho-a religiosamente guardada, para prova futura.

- O exercício que, para n