Pinto & Noronha "mataram" um processo que se recusa a morrer.
Para lá de Vilar Formoso já nenhum deles ocuparia o cargo, 2 horas depois de as escutas terem vindo a lume.
Mas isto é para cá de Vilar Formoso.

ARF - As pessoas nunca são presas?
- Nunca são presas. Ninguém em Portugal é preso por corrupção. Por exemplo. Se o director nacional da PJ decidir equipar a instituição com computadores, faz uma firma com a irmã, compra-lhe os computadores e tudo o mais e se um dia for descoberto a pena do crime que cometeu, que é favorecimento pessoal, é de três anos. Nem o cargo perde. Este é um exemplo. Mas também há o abuso de poder e a pena é de três anos.
ARF - E não perde o cargo.
- Nada, não perde. E mais. Nunca é preso. Porque para ser preso preventivamente a pena tem de ser superior a cinco anos. Sabe que não vai cumprir pena efectiva e não vai perder o cargo. Muitas pessoas são condenadas a um ano de prisão por esses crimes, com a pena suspensa por dois. Isto não é digno.
ARF - Ou seja, não há corruptos presos em Portugal.
- Não há e dificilmente há com estas leis.
“Ninguém é preso em Portugal por corrupção” (C/VÍDEO)
Carlos Anjos, inspector da PJ, espera que as penas se alterem para haver corruptos presos em Portugal.
Correio da Manhã/Rádio Clube - Depois de tantos anos atribulados na Justiça, com os casos Freeport e Face Oculta, 2010 poderá ser um ano de mais paz?
Carlos Anjos - Não sei se pode. Estou esperançado que sim e era bom que assim acontecesse. Não só em relação aos processos correntes mas inclusivamente à gestão do próprio Ministério da Justiça, que tem sido, nos últimos quatro anos, mas especialmente nos últimos dois em que se fez sentir o peso de algumas pseudo-reformas feitas pelo anterior ministro da Justiça, foram apenas catastróficos para a Justiça em Portugal.
ARF - Tem esperança que isso mude?
- Tenho. Assistimos com alguma naturalidade ao ruir daquilo que nos últimos quatro anos foi feito e o ruir quase pedra por pedra.
ND - Então é recuperar terreno mais do que construir algo de novo?
- Eu acho que neste momento o que era desejável na Justiça é que recuperássemos terreno construindo alguma coisa de novo. Nós temos de ter forçosamente uma Justiça mais rápida. E sabemos porque é que a Justiça é lenta. Os diagnósticos estão todos feitos. Sabemos nós, sabem os políticos, essencialmente sabe a classe política. Eu costumo dizer que o caso Madoff nunca poderia ser julgado em Portugal com a rapidez que o foi nos Estados Unidos.
ARF - Porquê?
- Porque a nossa lei não permite que aquilo aconteça assim. Nós temos o exemplo do caso Casa Pia. Vamos ter outros exemplos assim. Porque tudo aquilo que é produzido em sede de inquérito em Portugal não vale rigorosamente nada em sede de julgamento. Em sede de julgamento tem de ser repetido tudo aquilo que é feito em sede de inquérito. A nossa Justiça não está a ser preparada para ser rápida.
ARF - Isso é de propósito, não é?
- Não acredito que seja inocentemente ou que as pessoas não vejam isso. Eu não acho que os polícias e os magistrados do Ministério Público e judiciais sejam mais espertos que o legislador. Se toda a gente já detectou os nós górdios do sistema e eles não foram corrigidos é porque se quer que o sistema esteja assim.
ARF - Pois.
- Não se percebe que o inquérito não valha nada em julgamento quando os arguidos têm todos os direitos e garantias na fase de inquérito.
ND - Há um garantismo redundante, é isso?
- Claramente. Nós temos isso no caso Casa Pia. Não percebemos porque é que o julgamento se arrasta há cinco anos.
ARF - Cinco anos.
- Eu não consigo entender, por exemplo, que o processo Portucale, que demorou a investigar ano e meio, está há dois anos sem se conseguir fazer instrução. Esta situação urge ser resolvida. Numa primeira fase o que é mais urgente resolver são exactamente os pontos que chamámos atenção sobre os códigos de 2007 e que iriam parar o sistema. A prisão preventiva, a prisão fora do flagrante delito, o segredo de justiça, tudo isso tem de ser resolvido rapidamente e depois pensar com alguma calma na reestruturação do sistema de fio a pavio, mas com honestidade.
ARF - O que é que quer dizer com isso?
- Ou seja, reestruturá-lo para melhorá-lo. Porque se ficar igual ou pior então mais vale ficarmos quietos.
ND - Mas onde é que está o principal problema? No processo ou está antes na investigação?
- Os problemas acontecem na investigação exactamente pelo processo. Só há investigação cumprindo as regras do processo, porque se não é ilegal. E o processo não nos deixa andar mais depressa. Aliás, acho que a investigação criminal começou nos últimos anos a dar sinais de impotência, sinais maus para as pessoas honestas e para os criminosos.
ARF - Sentem-se impunes?
- Não há nada pior para um sistema que é alguém que comete um crime apresentar-se voluntariamente e ser posto em liberdade duas horas depois.
ND - É por isso que se diz que os polícias não gostam dos tribunais?
- Não, não sinto que os polícias não gostem dos tribunais. Os polícias não gostam é de algumas das leis que se fazem que têm de cumprir e que os tribunais também aplicam. Mas dessas leis ninguém gosta, polícias e juízes.
ND - Ninguém gosta das leis.
- A partir de 2007, com a reforma penal e outras, o que o Governo anterior conseguiu foi unir os profissionais do foro, à excepção da Ordem dos Advogados, todos a remar para o mesmo lado. Não me lembro de tamanha união. Em tudo.
ARF - Na investigação não há grandes deficiências por parte do Ministério Público?
- Há. Aí não é a lei. São mais as pessoas. Não há magistrados do Ministério Público suficientes para dirigir todas as investigações. Sejamos claros. E portanto o Ministério Público escolherá aquelas que são mais importantes. É complicado para os polícias saberem porque é que o Ministério Público tem comportamentos diferentes em vários processos. Em uns está empenhado, em outros só pede informações e há os em que delega na PJ o processo e fica satisfeito com tudo o que recebe.
ARF - Há comportamentos muito distintos?
- Estes comportamentos distintos geram por vezes algum atrito. A questão mais complicada para nós é que não há uma hierarquia no Ministério Público, como nós temos na PJ, e que nos diga quais são os processos prioritários. Para cada magistrado o processo dele é prioritário e essa pressão cai para a polícia, que não tem meios para tratar todos os processos como prioritários.
ARF - Agora não há uma lei que define essas prioridades?
- Temos. Quando saiu ainda tive alguma esperança que o Governo assumisse algum ónus nessa lei da prioridade e o Governo foi pelo caminho mais fácil. Declarou prioritários todos os crimes.
ARF - Todos?
- Todos. E quando se diz que todos são prioritários nenhum é prioritário. Estamos como estávamos, com a vantagem de termos uma lei que antes não tínhamos. Mas nada mudou. Devia era haver opções políticas, mas o Governo não teve essa coragem.
ARF - Há casos, como o dos submarinos, em que o Ministério Público avoca os processos e depois nunca mais acabam. Isto acontece muitas vezes?
- Não acontece muitas vezes, acontece em alguns casos mediáticos e acontece essencialmente com o DCIAP. O caso Portugale avançou e o dos submarinos não. Com o mesmo Governo e as mesmas pessoas. O DCIAP avocou o caso dos submarinos e a PJ ouve falar em buscas, só sabe das coisas pela Comunicação Social. Não se percebe este comportamento diferente. E há algumas situações que levantam certas questões contra algumas pessoas do Ministério Público.
ARF - Isso vem dar razão aos que falam em agendas políticas em alguns sectores do Ministério Público?
- Não tenho dados que me permitam dizer isso e quero acreditar que a esmagadora maioria dos magistrados do Ministério Público são pessoas íntegras. Neste momento, por exemplo, o seu sindicato está a tomar posições com grande coragem que contraria essas suspeitas. O que há é processos que, estranhamente, não têm o curso normal que deveriam ter e que a maior parte tem. E quando isso acontece devia haver uma justificação.
ARF - Vão ser anunciadas cinco ou seis alterações ao Código de Processo Penal de 2007. São positivas, é um remendo de emergência positivo?
- É um remendo de emergência positivo. São situações que foram logo detectadas em 2007 por todos os agentes judiciais. Não consigo perceber é como isto foi feito. Já nem tem paternidade.
ARF - E a corrupção? Como é que está a assistir ao debate em curso?
- Tem estado a haver um debate um pouco histérico em Portugal, que se centra exclusivamente no enriquecimento ilícito como se criminalizando o enriquecimento ilícito resolvêssemos todos os problemas da corrupção em Portugal. Nada mais errado e acho que toda a gente anda mal nesta matéria. Sobre a corrupção nós reagimos com leis avulsas. Mas nunca ninguém em Portugal pensou em fazer uma reforma profunda que fosse consistente, que tivesse princípio, meio e fim. Isso nunca foi feito. Fazemos tudo mais ou menos e na lei é igual. Ou fazemos leis perfeitas e que são inaplicáveis ou fazemos coisas para desenrascar o momento.
ARF - Mas também acha que criminalizar o enriquecimento ilícito é inconstitucional?
- Não, os argumentos do PS são errados. Não me parece nada.
ARF - Não há a inversão do ónus da prova?
- Não. O que é proposto neste caso é diferente. Uma pessoa ganha cem mil euros por ano e tem um património de um milhão de euros. Tem de explicar de onde é que lhe vieram os outros 900 mil euros. Mas não vamos fazer do enriquecimento ilícito a resolução do problema. Por uma razão. Todos os anos aumenta a quantidade de dinheiro que sai de Portugal para off-shores. Em 2009 atingiu-se o valor recorde: 1,4 % do PIB. Estamos a falar de muito dinheiro e património que não paga impostos. E há pessoas com um excelente nível de vida que têm o carro, a casa, o barco e outras coisas em off-shores. O que temos é de equiparar o usofruto dos bens à propriedade. De outra forma vamos receber do poder político um presente envenenado. Dão-nos o enriquecimento ilícito, nós não conseguimos resultados nenhuns e daqui a um ano vão-nos pedir contas.
ARF - Apresentam a factura.
- Pedem-nos contas e dizem que nós somos incompetentes porque tivemos aquele meio e não conseguimos descobrir coisíssima nenhuma. À cautela convém dizer às pessoas que esta não é seguramente a fórmula para resolver o problema.
ND - Estas alterações às leis processuais e a outras são feitas a metro ou a pedido de alguém? Há promiscuidade entre o poder e sociedades de advogados?
- Não tenho essa visão tão cáustica. Tenho uma visão ainda mais rebuscada e ainda um pouco mais grave. Nos últimos anos os Governos decidiram recorrer às universidades na feitura de alguns textos legais. E isso seria bom se a academia em Portugal conhecesse a sociedade em que vivemos. Acontece que não conhece. Vivem num mundo que abrange 10 ou 15 % da sociedade e fazem-se leis para esse universo restrito.
ARF - São mal feitas à partida?
- Sai logo coxa do legislador. E quando chega ao Parlamento perde-se muita coisa. Perdem-se vírgulas ou põem-se vírgulas a mais e depois criam-se alçapões nas leis.
ARF - Porquê?
- Eu tenho a minha ideia. Há erros tão crassos e há erros tão óbvios que não pode ser incompetência.
ARF - Será o quê?
- Má-fé, não sei. Honestamente não sei. Agora que é mau para a Justiça portuguesa porque sai toda a gente mal da fotografia não tenho dúvidas nenhumas.
ARF - Falou na histeria sobre a corrupção depois da Face Oculta. Acha que a comissão parlamentar vai dar resultados positivos?
- Tenho medo que isto seja mais do mesmo. Quando João Cravinho levantou o problema o Parlamento reagiu da mesma maneira. Fez uma comissão, organizou uma conferência, discutiu-se a corrupção durante dois dias e o resultado foi zero. O diagnóstico, mesmo no Parlamento, já tinha sido feito há dois anos..
ARF - Agora repete-se a história?
- Neste momento foi criada novamente uma comissão. Mas esta é uma questão da sociedade. Portugal acordou para a pedofilia com o caso Casa Pia e já condena a violência doméstica. O próximo abalo tem de ser contra a corrupção.
ND - Está convencido que isso vai acontecer?
- Estou. Porque tudo o que estamos a assistir, a esta mudança, não é porque os políticos queiram. É porque a sociedade o exige. O que levou os políticos a agirem foi o último inquérito da União Europeia sobre esta matéria que revelou que, em Portugal, em cada cem portugueses noventa e três estavam preocupados com a corrupção. Estamos, de facto, a assistir a uma transformação social.
ARF - Mas os portugueses não têm uma grande condescendência com a corrupção?
- Havia. Essencialmente com a pequena corrupção.
ND - Mas não é essa a raiz de tudo?
- Não é essa que me preocupa essencialmente.
ND - Mas isso é grave.
- Acho que esse tem sido o erro da legislação portuguesa. O próprio artigo da corrupção do Código Penal é feito para essa corrupção. O fiscal da Câmara, o polícia. É para a pequena corrupção. A corrupção que corrói os Estados, a corrupção e os crimes conexos, é a grande corrupção. Mas nas autarquias, por exemplo, o que me preocupa, o Estado deve preocupar-se é com a questão do PDM, dos terrenos que saem de reservas agrícolas e são urbanizáveis.
ARF - A legislação é só para os pequenos?
- É sempre para a pequena corrupção e nunca para a nova corrupção. Mas agora a pressão aumentou, nomeadamente por acção da comunicação social, e há políticos que começaram a ser tocados pelos processos de corrupção. E aí as pessoas começaram a não achar nenhuma piada. Este caldo de cultura começou de alguma forma a ferver e a fervilhar. E o pouco respeito que o Estado dá à corrupção e aos crimes conexos é as molduras penais desses crimes.
ARF - São muito brandas?
- Na última reforma o peculato, o favorecimento pessoal, o branqueamento de capitais são crimes prioritários e de grande complexidade. Mas depois a pena de prisão que lhes pôs não admite prisão preventiva, não dá para escutas telefónicas. É prioritário em quê?
ARF - As pessoas nunca são presas?
- Nunca são presas. Ninguém em Portugal é preso por corrupção. Por exemplo. Se o director nacional da PJ decidir equipar a instituição com computadores, faz uma firma com a irmã, compra-lhe os computadores e tudo o mais e se um dia for descoberto a pena do crime que cometeu, que é favorecimento pessoal, é de três anos. Nem o cargo perde. Este é um exemplo. Mas também há o abuso de poder e a pena é de três anos.
ARF - E não perde o cargo.
- Nada, não perde. E mais. Nunca é preso. Porque para ser preso preventivamente a pena tem de ser superior a cinco anos. Sabe que não vai cumprir pena efectiva e não vai perder o cargo. Muitas pessoas são condenadas a um ano de prisão por esses crimes, com a pena suspensa por dois. Isto não é digno.
ARF - Ou seja, não há corruptos presos em Portugal.
- Não há e dificilmente há com estas leis.
ARF - A comissão parlamentar pode alterar isso?
- À comissão vai analisar isso. Nós dizemos que se deviam alterar as penas para os crimes que já existem, assim como devíamos claramente criar um crime novo, o crime urbanístico, que não existe na nossa legislação. Repare. Na Câmara de Lisboa em 55 casos que foram analisados pela sindicância em 46 houve violação do PDM. Violação grosseira. Todos os processos foram arquivados porque essa violação, no Direito português, é uma mera irregularidade administrativa.
Não me refiro só a este último escândalo que o apanhou a meter cunhas aos delegados do MP para arquivarem o processo Freeport.
O que eu pergunto é: porque é que ele fez isso? Quem lhe encomendou o serviço? O homem é doido?
Porque é que há tanto interesse em arquivar este processo?
Quem tem medo do caso Freeport?
Esta preocupação de Lopes da Mota revela o grande medo de que este processo não venha a ser arquivado e se comecem a saber ainda mais aspectos do processo.
Mas veja-se que afinal este senhor passou toda a sua vida em confusões e compadrios, segundo os jornais de hoje.
Nos anos 80 a esposa foi colocada numa escola no centro de Felgueiras o que gerou grande escândalo e o caso acabou arquivado. Há 2 anos terá sido ele quem avisou Fátima Felgueiras que iria ser presa o que motivou a sua fuga para o Brasil.
Bem: a ser verdade isto - dito pela SIC e CM, pelo menos - este tipo já devia ter sido expulso da magistratura há 20 anos.
Acabou elogiado pelo ministro da Justiça.
Armando Vara e Manuel Godinho eram próximos. O primeiro é ex-ministro e à data exercia a vice-presidência do BCP, o segundo era um desconhecido industrial de sucata, com problemas na Justiça por fraude fiscal.
No início do ano, e para demonstrar a proximidade entre ambos, a Judiciária de Aveiro fez-lhes várias vigilâncias. Numa delas – anexa aos primeiros volumes do processo ‘Face Oculta’ – está documentado um encontro entre Godinho e Vara considerado suspeito pelos investigadores. As fotografias dão conta de que estavam ambos numa zona de estacionamento, com os carros de alta cilindrada parados lado a lado, e cumprimentavam-se de forma efusiva. Depois, Godinho entregou a Armando Vara um saco de papel, com asas, e o ex-ministro sorriu depois de espreitar para o interior.
O encontro foi fugaz e Vara levou a encomenda de Godinho. A Judiciária não apurou qual seria o conteúdo do saco, mas este encontro serviu para demonstrar a proximidade entre o empresário e o ex-governante.
Para além deste contacto, as autoridades filmaram e gravaram outras conversas. Há ainda uma reunião em Vinhais, em Fevereiro deste ano, e pelo menos um almoço num restaurante da Ajuda, em Lisboa. Terá sido neste último que Armando Vara pediu dez mil euros a Manuel Godinho para lhe conseguir arranjar uma reunião com um quadro da EDP, conversa essa que foi gravada à distância pelos investigadores.
Também no dia em que Manuel Godinho terá ido entregar o dinheiro a Vara, a ‘visita’ foi documentada no processo. O empresário das sucatas chegou pelas 10h10 à sede do maior banco privado e esteve no interior daquele durante cerca de dez minutos. No dia anterior já tinha pedido à secretária para lhe levar dez mil euros num envelope, o que a mesma terá feito nessa mesma tarde.
Godinho voltou a ser fotografado a sair do BCP e a entrar, poucos metros à frente, no edifício da EDP. Aí, terá ido falar com Paiva Nunes – o encontro durou até quase ao meio-dia – a quem, a troco de informação privilegiada e benefícios nos concursos públicos, prometeu um carro de alta cilindrada. A mesma promessa foi feita a António Costa, quadro da Galp. Os dois automóveis – um Mercedes SL500 e um Mercedes Benz Sl65 – foram, entretanto, apreendidos pela Polícia Judiciária.
As autoridades garantem que foi Vara quem contactou Nunes, para que aquele recebesse Godinho.
PORMENORES
NAMÉRCIO VOLTA AO JUIZ
O braço-direito de Manuel Godinho, Namércio, no contacto com os funcionários e gestores das empresas públicas volta hoje ao juiz de instrução. A inquirição ao arguido foi interrompida na sexta-feira.
OUTROS ARGUIDOS
Vários arguidos não vão ser presentes ao juiz de instrução porque o envolvimento no processo não requer, por agora, outras medidas de coacção mais gravosas, além do Termo de Identidade e Residência.
SEGUNDA SEMANA
Colaboradores e familiares de Manuel Godinho deverão ser ouvidos esta semana. Entre eles Maribel Rodrigues, funcionária da 02.
DONATIVO ELEITORAL SUGERIDO NA REFER
Carlos Vasconcellos e José Valentim, ambos quadros da Refer, são hoje ouvidos pelo juiz de instrução. Eram também informadores de Manuel Godinho junto da administração da empresa. Além de fornecerem informação privilegiada sobre concursos, tentavam desbloquear a resistência do presidente da Refer, Luís Pardal. Foi Vasconcellos quem sugeriu a Manuel Godinho o donativo para uma campanha eleitoral, de forma a resolver um conflito existente. Ambos tinham telemóveis pagos por Godinho e também são suspeitos de receber dinheiro.
MINISTRO DEVERÁ HOJE TOMAR POSIÇÃO
As escutas entre Sócrates e Vara, que constam das certidões anexas ao processo, serão hoje alvo de análise jurídica e avaliação política. O CM sabe que o ministro da Justiça, Alberto Martins, quer discutir o assunto antes de tomar uma posição concertada com o primeiro-ministro. Em causa está o eventual arquivamento e destruição das escutas onde Vara e Sócrates falam sobre questões à volta de órgãos de Comunicação Social, cujos objectivos ainda não estão investigados.
PROCESSO: FASE FINAL
O processo ‘Face Oculta’ poderá ter acusação dentro de poucos meses. A investigação dos factos levados ao juiz de instrução está praticamente concluída
PGR: ESCUTAS NA GAVETA
O procurador geral da República, Pinto Monteiro, tem há quatro meses as certidões das escutas entre Sócrates e Vara. Não decidiu ainda o que fazer com elas
VARA: VAI AO JUIZ
Vara vai ao Tribunal de Aveiro no dia 18. Deverá ser indiciado de tráfico de influências e/ou corrupção e o juiz decidirá as medidas de coacção

Para já, acerca da tal certidão, a PGR só quer que se saiba isto: Pinto Monteiro recebeu, a 3 de Julho, uma certidão do DIAP de Aveiro com 50 gravações. "Cassetes", precisou.
A 23 de Julho deu um despacho, enviando o caso para o Presidente do STJ. Este deu outro despacho sobre a certidão a 3 de Setembro.
No meio de tantos despachos, de subida e descida do processo, o Procurador-geral não respondeu ao essencial não quer esclarecer: o que fez à famosa certidão???
O procurador-geral da República recebeu um despacho do Supremo Tribunal de Justiça a 3 de Setembro sobre a escuta a um telefonema de Armando Vara e José Sócrates. Mas, ontem, recusou dizer se a ordem é, ou não, para arquivar. Agora, há nova dúvida sobre o caso: se a escuta é legal, não tendo sido autorizada por quem tem esse poder.
Procurador-geral da República resolveu fazer "suspense" à volta do caso que envolve as escutas telefónicas a Armando Vara que apanharam José Sócrates.
Ontem à tarde, Pinto Monteiro foi categórico em afirmar que já havia "dois despachos finais" (um dele próprio, outro do Supremo Tribunal de Justiça) sobre o assunto. Já durante a noite, em resposta ao DN, afirmou que as conclusões serão "oportunamente divulgadas". Sendo certo que, como revelou, a primeira certidão que foi para o Supremo "foi despachada em Setembro", disse o PGR. No meio de tanta confusão, Pinto Monteiro não quer ainda esclarecer o essencial da questão: a certidão que envolve Armando Vara e José Sócrates deu origem a uma investigação autónoma ou foi tudo arquivado?
O procurador-geral da República parece ter em mãos outro problema, que pode ser ainda mais sensível, caso venha a confirmar-se. Ontem, em declarações aos jornalistas, Pinto Monteiro disse: "É preciso apurar como foi ouvido o primeiro--ministro sem autorização do presidente do Supremo Tribunal de Justiça." A questão tem base numa alteração legislativa recente (ver caixa em baixa): na sequência da reforma penal de 2007, cabe agora ao presidente do Supremo "autorizar a intercepção, a gravação e a transcrição" de uma conversa telefónica em que "intervenha" o primeiro-ministro.
Ou seja, mesmo que, como no caso "Face Oculta", o telemóvel sob escuta tenha sido o de Armando Vara, as conversas interceptadas deste com José Sócrates deveriam ter sido autorizadas por Noronha do Nascimento, presidente do STJ.
Alguns procuradores do Ministério Público ouvidos ontem, pelo DN, estranharam porém as declarações do procurador-geral. Primeiro, no que diz respeito a um "despacho final" de Noronha do Nascimento. "O presidente do Supremo não dá despachos finais. Apenas, nos casos do primeiro-ministro, Presidente da República e Presidente da Assembleia da República, faz o papel dos juízes de instrução. Ouve as escutas e determina se as mesmas têm ou não relevância criminal", disse um magistrado ao DN.
A opinião é corroborada por Rui Patrício, advogado e professor na Universidade Nova de Lisboa: "É o presidente do Supremo que dá a autorização para a escuta e ordena a transcrição de todas as conversas em que o primeiro-ministro intervenha."
Por outro lado, se, como disse Pinto Monteiro, já existe despacho final (acusação ou arquivamento), porque é que a decisão não é tornada pública? Sobretudo quando, com o actual Código do Processo Penal, com o despacho final do MP os processos são, por definição, públicos. Mais ainda se, na semana passada, a Procuradoria garantiu ao DN que todas as certidões estavam em segredo de justiça.
Para já, acerca da tal certidão, a PGR só quer que se saiba isto: Pinto Monteiro recebeu, a 3 de Julho, uma certidão do DIAP de Aveiro com 50 gravações. "Cassetes", precisou.
A 23 de Julho deu um despacho, enviando o caso para o Presidente do STJ. Este deu outro despacho sobre a certidão a 3 de Setembro.
No meio de tantos despachos, de subida e descida do processo, o Procurador-geral não respondeu ao essencial não quer esclarecer: o que fez à famosa certidão???

O juiz de instrução validou, em toda a linha, as suspeitas do Ministério Público, dizendo que Manuel Godinho, o principal arguido, era o "centro nevrálgico" de uma associação criminosa. António Costa Gomes subscreveu ainda a tese do MP em relação ao papel de Armando Vara no caso
António Costa Gomes, juiz de instrução do processo Face Oculta, não tem dúvidas: "Está também suficientemente demonstrado que o arguido [Manuel Godinho] recorreu a Carlos Vasconcelos, Paulo Penedos, Lopes Barreira, Armando Vara e António Paulo Costa", os quais "a troco de vantagens" exerceram a sua influência para favorecer os negócios do empresário. A opinião do juiz está expressa no auto de interrogatório a Manuel Godinho, preso preventivamente, e é, em termos do processo em curso, um mau presságio para aqueles arguidos que ainda vão ser ouvidos.
Numa simples operação informática de "copiar e colar", o juiz de instrução do caso subscreveu, em toda a linha, as suspeitas do Ministério Público. António Costa Gomes, no auto de interrogatório a Manuel Godinho, transcreveu na íntegra o despacho do procurador João Marques Vidal, que descreve os factos imputados aos arguidos.
E, relativamente a Manuel Godinho, António Costa Gomes considera que ele é o "centro nevrálgico de toda a actividade" em investigação nos autos. "É o único que conhece todos os intervenientes e articula e concerta as respectivas acções", descreveu ainda o juiz.
Em Junho deste ano, recorda o juiz, o empresário tinha já sido alvo de uma busca no âmbito de um processo de fraude fiscal. Mas, "apesar das buscas de demais diligências de prova realizadas no âmbito daquele processo, tal não foi suficiente para levar o arguido a repensar a sua conduta", escreveu o magistrado, que decretou a prisão preventiva a Manuel Godinho, já que existem nos autos suspeitas de crimes que terão sido cometidos posteriormente às buscas de Junho.
"O arguido não deixou de praticar actos ilícitos, o que é bem revelador de uma personalidade absolutamente desconforme com o dever-ser jurídico-penal", acrescentou ainda o magistrado judicial. Para tentar evitar a prisão preventiva, Manuel Godinho ainda garantiu não ter intenção de fugir do País, mas o juiz de instrução considerou que, pelo menos, duas escutas telefónicas do processo (uma em Junho, a segunda no dia das buscas já este mês) são inequívocas quanto à predisposição do empresário em abandonar Portugal.
Os contactos de Manuel Godinho com Armando Vara, vice-presidente do BCP, Paulo Penedos, advogado e filho do presidente da Ren (José Penedos), Lopes Barreira, consultor, Carlos Vasconcelos, quadro da Refer, e António Paulo Costa, quadro da Galp, levaram a que o procurador João Marques Vidal imputasse a Manuel Godinho a prática de cinco crimes de tráfico de influência. Tese aceite pelo juiz de instrução.
Já no que diz respeito ao crime de associação criminosa (uma suspeita inédita num processo de corrupção), António Costa Gomes circunscreveu o âmbito desta aos colaboradores próximos de Manuel Godinho (familiares e funcionários), assim como ao advogado que o representou no dia das buscas, José Melchior Gomes, que também deverá ser constituído arguido.
"O arguido Manuel Godinho apresenta-se claramente como o líder de um grupo de pessoas que com ele colaboram na comissão de crimes", escreveu o juiz de instrução, acrescentando que todos "aceitaram colaborar com Manuel Godinho na concretização dos seus propósitos, seguindo as suas ordens e instruções".
Depois de Manuel Godinho, os interrogatórios aos restantes 14 arguidos do processo começaram ontem no Tribunal de Aveiro. (ver texto nestas páginas). E continuam hoje. Ontem, o processo Face Oculta chegou ao Parlamento. Pacheco Pereira, deputado do PSD foi quem questionou o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre o assunto
in DN
A PJ parece ter feito um bom trabalho, neste caso.
Mas se o corruptor - o único não político - está preso preventivamente, porque é que nenhum corrupto o está, também?
Não há perigo de fuga para os políticos?
Receberam mercedes topo de gama, receberam 400 e tal mil euros e vão ficar à espera de serem condenados, é?
Vamos lá a ver: Manuel Godinho é um particular. Pode fazer o que quiser ao seu dinheiro.
Mas os corruptos trabalham para o Estado.
Recebem o seu vencimento dos cargos políticos que lhes foram oferecidos e dos impostos dos portugueses e, pelos vistos, isso não chegava. Utilizaram esses cargos para extorquir dinheiro aos particulares.
Eu continuo a apostar que nenhum político graúdo será condenado em coisa nenhuma.
Como eu previ num texto anterior, Cândida Almeida já está a desdramatizar e a defender os corruptos....
Uma coisa já se conseguiu, pelo menos: fazer esquecer o caso Freeport...
... ou não?
E foi este tipo Director da Judiciária!...Não conhece mesmo nada do país onde vive!
Tem bom remédio: demitir imediatamente a Procuradora encobridora e voltar à estaca zero.
De qualquer modo, quando Sócrates perder as eleições este processo será reaberto.
Mais vale evitar essa vergonha já.
Por negligência na investigação e por faltar ao seu dever de investigar a fundo os acontecimentos.
Mesmo assim foram constituídos dezenas de arguidos...
Uma coisa absolutamente impensável em Portugal. Processar o responsável pelas investigações e acusá-lo do crime de não ter trabalhado como deve ser e por isso não ter descoberto os autores dos atentados é algo que não passa pela cabeça de nenhum português.
Mas é assim que acontece nos países civilizados. As pessoas são pagas para isso e têm o DEVER de trabalhar.
Se não o quiserem fazer, que não aceitem os lugares.
Não é ficção. É mesmo aqui ao lado.
São 11 as normas declaradas anticonstitucionais no novo estatuto dos Açores.
Apesar dos alertas de Cavaco, toda a Assembleia da República o aprovou.
Não... não são analfas os deputados.
São apenas ligeiramente distraídos
É apenas o país mais mafioso da Europa.
Já ninguém estranha...

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), João Palma, denuncia publicamente "o desmesurado ataque do governo e da maioria parlamentar à independencia da Justiça!".
Então e isto não tem consequências nenhumas?
O que faz o PR perante estas gravíssimas acusações???
Isto é ou (já) não é um estado de Direito?
Pelo menos no campo formal, ainda o é. Embora, na prática, as dúvidas sejam cada vez maiores.
Triste e desgraçado povo este, que tudo aguenta e a tudo se submete.
Entretanto, Alegre, ultimamente calado com a promessa de ser o próximo candidato do PS à Presidência da República - alerta uma vez mais para o estado proto-fascista a que o PS submeteu este país.
Alguém o ouve?
Não.
Volta Salazar.
Estás perdoado!...

Depois de condenado por prestação de declarações falsas, Gonçalo Amaral, o mais incompetente polícia e o mais mediático whisky drinker da Judiciária, é novamente acusado de agressão a arguidos.
Murros no estômago e apertões ao pescoço são os métodos interrogatórios usados por este competente director da PJ para extrair confissões aos atrasadinhos que lhe caem nas mãos.
Não esquecer que Leonor Cipriano "tinha caído numas escadas" dentro da esquadra. Daí os horrríveis hematomas na face e nos olhos.
Afinal provou-se que tinha sido espancada e bem espancada na esquadra.
So não se provou por quem.
Métodos de interrogatório à boa maneira fascista.
O que é que interessa àquelas duas capacidades - Vilarinho e Vieira - aquilo que os Tribunais ordenam?
Mas o Benfica "deles" quer lá saber dos tribunais para alguma coisa?
E querem apostar que não lhes acontece nada?
Eu aposto que eles vão mesmo contrariar a decisão do Tribunal e vão ganhar no fim.
Alguém duvida?
Este país é um must!
A prova de que ele está enganado é que ninguém o leva preso, depois de dizer tal monstruosidade.
Se há alguma coisa que cada vez está mais podre em Portugal é justamente a Justiça.
Chama os portugueses de imbecis ao argumentar que houve menos 40 mil casos que no ano anterior.
Aqui neste ponto, já não seria a prisão suficiente. aqui já teria que ser submetido a trabalhos forçados se a Justiça existisse.
Ao preço que estão as custas judiciais e ao tempo que demora um caso a julgar, só quem tiver processos de muitos milhares de euros poderá compensar recorrer a este "serviço público". E é preciso que ganhe, porque nada lho garante.
Segundo Marinho Pinto - que eu subscrevo - as maiores aberrações são cometidas diariamente por juizes impreparados e sem experiência de vida, como aconteceu neste último caso da criança russa.
Nada funciona na justiça. Ou quase nada.
A máquina está podre e emperrou de vez quando se trata de julgar gente importante.
Para a arraia miúda ainda vai funcionando que essa não tem dinheiro para bons advogados nem para recursos de dezenas de milhares de euros.
Para o povo pobre e desprotegido, a justiça há muito que acabou.
Como a saúde e a educação.
Quem as quiser que as pague, porque as não encontra de borla já quase em lado nenhum.
Há excepções, bem o sei. Mas este povo não vive das excepções. Vive das regras.
E a regra é essa.
Este secretário de estado merecia, daqui a uns anos, quando já o não fosse nem estivesse no poder, ter que recorrer à justiça como o faz um vulgar cidadão....
Mas estes tipos estão sempre protegidos. Conhecem toda a gente, desenrascam-se bem.
Mesmo depois de sairem de cena, os conhecimentos que se granjearam são suficientes para lhes garantirem- a todos - uma vida sem problemas.
as melhores clinicas particulares, os melhores e mais caros colégios, os melhores advogados e tudo quase sem pagar.
Tudo de bom para os políticos e ex-políticos.
Tudo de mau para o povo, que terá que continuar a pagar por tudo isso.

De facto podre anda este país quando até em tribunal se prova que a mãe da desaparecida Joana foi espancada dentro das instalações da PJ, mas não apura por quem.
Terá sido pelo leiteiro? Pelo entregador de pizzas?
Nunca se saberá.
O Inspector que bebia whisky em vez de procurar Maddie foi condenado. Um outro que falsificou infantilmente documentos dizendo que Cipriano tinha caído nas escadas, também.
Ninguém foi condenado por espancar a desgraçada.
Mas acontece que a confissão foi conseguida sob tortura, como agora se prova.
Por isso forçoso é que este julgamento seja anulado. Espero que algum advogado - ou até o MP - requeira o anulamento deste julgamento baseado em premissas destas. Nem no tempo do Salazar se fazia isto, revolta-se Marinho Pinto.
Rodrigo Santiago acusa claramente, neste vídeo, a PJ de torturar os detidos.
Portugal está à mercê de autênticos criminosos mascarados de polícias.
De qualquer forma é um sinal positivo para todos quantos, nas caves das instalações das polícias, torturam os detidos para lhes extrair confissões.
Estou farto de escrever sobre isto, mas confesso que nunca pensei ver esta vergonha provada, preto no branco, 35 anos após Abril.
Vídeo aqui

Alberto Costa diz que o problema da justiça(!) nacional é a sua descredibilização internacional (portanto: o problema não é a Justiça ser um cancro. É saber-se isso lá fora!) e isso é culpa exclusiva de Pinto Monteiro que não consegue abafar os escândalos que por aqui campeiam a par e passo.
- Pára quieto, ó Pinto! - mandou dizer Alberto Costa através dos seu moço de recados Lopes (a andar) de Mota.
Mas até isso correu mal.
Veio-se a saber.
Talvez excepto a palhinha, já ninguém abafa nada, neste governo.
De facto, esse mau feitio de Pinto Monteiro de querer saber se há corrupção e onde, não lembra ao demónio no país mais corrupto da Europa!
Nem sei como é que ainda não lhe deram um chuto no traseiro, ao Pinto, e colocaram no seu lugar um dos 900 mil boys que aguardam impacientemente a sua vez na interminável lista de espera da tacharia nacional.
Por este andar não deve durar muito, o Pinto.
Dentro em breve conhecerá o outro lado do tacho... o de dentro!
Pela primeira vez, os nove sindicatos juntam-se para assinalar o protesto de há 20 anos
Os polícias concentram-se terça-feira na Praça do Comércio, em Lisboa, para assinalar a carga policial de há 20 anos sobre elementos da PSP e dizerem ao Governo que estão descontentes com o projecto de estatuto profissional.
Inicialmente marcada pelo Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), os restantes sindicatos decidiram juntaram-se à concentração para manifestar o desagrado em relação ao estatuto profissional, que actualmente está a ser negociado com o Ministério da Administração Interna (MAI).
Pela primeira vez, os nove sindicatos da Polícia vão participar juntos num protesto para assinalar não só os 20 anos da manifestação de polícias que ficou conhecida por «secos e molhados», mas também para demonstrar o descontentamento.
Nas primeiras reuniões com o MAI, alguns sindicatos manifestaram-se satisfeitos com a «abertura» demonstrada para negociar o estatuto, mas nos últimos encontros saíram desiludidos.
Na negociação com o Governo, os sindicatos já definiram como questões essenciais a pré-aposentação, vínculos, carreiras, índice remuneratório, avaliação e integração dos familiares directos no sistema de saúde. O subsídio de risco e o pagamento das horas extraordinárias são outras exigências dos polícias.
Além de participar na concentração, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) vai ainda realizar, terça-feira, uma reunião na Voz do Operário, em Lisboa, onde serão feitas intervenções alusivas ao 21 de Abril de 1989 e homenagear os associados com mais de 20 anos. De acordo com o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, o sindicato tem 2.200 polícias com 20 anos de serviço e 40 com mais de 25 anos.
A ASPP vai também reconstituir o desfile feito há 20 anos entre a Voz do Operário e a Praça do Comércio, onde está situado o MAI. «Vamos fazer o mesmo percurso de forma simbólica», afirmou à Agência Lusa.
A 21 de Abril de 1989, os polícias exigiam liberdade sindical, uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e condições laborais. A manifestação acabou em confrontos com o Corpo de Intervenção da PSP a lançar jactos de água e a usar bastões para dispersar o protesto dos polícias, na Praça do Comércio, em Lisboa, enquanto a delegação de seis agentes que estava dentro do Ministério da Administração Interna para entregar um caderno reivindicativo acabou detida.
O juiz conselheiro Marques Vidal considerou, esta quinta-feira, que o aumento da criminalidade em 2008 se deveu sobretudo à revisão do Código de Processo Penal que colocou «nas ruas uma série de prisioneiros que estavam condenados por crimes violentos».
Em 2008 «começaram a surgir as consequências da revisão do Código de Processo Penal, que entrou em funcionamento em Setembro de 2007 e que colocou na rua uma série de prisioneiros que estavam condenados por crimes violentos», como assaltos a bancos, residências e na rua com armas de fogo e brancas, disse à Agência Lusa o juiz conselheiro, que esta quinta-feira participou no I Seminário de Segurança Interna, a decorrer em Torres Novas.
«Novo Código dificulta trabalho da polícia»
Marques Vidal, que interveio na iniciativa organizada pela revista «Segurança e Defesa» com o tema «Ilações sobre o Relatório de Segurança de 2008», adiantou que o novo Código de Processo Penal veio «dificultar a acção dos polícias» e dos tribunais.
«As polícias prendem os criminosos que são presentes a tribunal e ficam sujeitos a medidas de coacção não detentivas. Isto gera um sentimento de impunidade do criminoso», sublinhou.
Criminoso fica a «rir-se» do polícia
«O criminoso sabe que pratica um crime, mas depois vem para a rua e ainda se fica a rir do polícia que o prendeu e a troçar do juiz que o libertou», acrescentou.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), criticou esta terça-feira as declarações do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, sobre a admissão de novos agentes nas forças policiais. O dirigente sindical sublinhou, em declarações à TVI, que «o problema» é que a realidade dos números de novos agentes da PSP não coincide com as palavras do ministro da Administração Interna.
«Se somarmos as vezes que o Sr. Ministro diz que vão entrar polícias para a PSP, já tínhamos para aí 10 mil polícias, porque todos os dias ouvimos o Sr. Ministro dizer que vai haver mais polícias», afirmou.
A acreditar no miniustro (Rui Pereira) já devíamos ter 10 mil polícias!!! (clique para vídeo)

Já não temos 10 anos. Não somos estúpidos apesar de este governo nos tratar como atrasadinhos.
Ninguém, ouvindo e vendo isto pode assobiar para o lado.
Eu nunca acreditei que Sócrtaes fosse estúpido a ponto de se deixar envolver nisto directamente.
Mas agora até já nem sei...
Se calhar Sarkozy não se referia a Zapatero quando falava de gente estúpida...
(clique na imagem para ver o filme directamente do site da TVI)

O inspector que demorava 3 horas e 3 whiskies a almoçar, segundo o Correio da Manhã - que não foi desmentido - escreveu um livro para explicar porque não conseguiu descobrir coisa nenhuma e agora é protagonista de um documentário produzido pela TVI que vai mostrar novamente a sua incompetência perante os portugueses.
A tese é simples:
Não descobriu nada porque não o deixaram.
Mas descobriu que Maddie morreu naquela noite no apartamento.
Por isso Gonçalo Amaral mostra-se duplamente incompetente:
1 - Diz que Maddie está morta mas não o prova.
2 - Como ninguém, morto ou vivo, se esvanece no ar é obvio que alguém (uma terceira pessoa) retirou o corpo do apartamento. E esse alguém - uma simples pessoa - foi muito mais eficaz que toda a PJ portuguesa e mais os milhões que foram gastos na investigação de um caso que acabou - como eu desde logo previ - arquivado.
Bem quiseram fazer o mesmo que fizeram com a analfabeta da mãe da Joana mas os McCann não são analfabetos e não se deixaram constituir como bode expiatório.
Vamos ouvir o que diz o incompetente inspector logo à noite.
Jorge Coelho ex-ministro e hoje CEO da Mota Engil:
"- Eu até nem estava nesta empresa quando esse concurso foi adjudicado..."
Responde Henrique Neto:
" - Pois não: estava no governo!"
É absolutamente indispensável ver este programa.
Faz-me lembrar o livro de capas brancas "Portugal e o Futuro" de António Spínola que eu via o meu pai ler meio às escondidas lá em casa, em 73, e que acabou por ser a verdadeira espoleta percursora do 25 de Abril.
É disso que se trata novamente no Portugal de hoje.
De um novo 25 de Abril na Justiça, que aponte e puna os corruptos e os prevaricadores que tomaram conta do aparelho do estado português.
Carlos Anjos - PJ, Guilherme de Oliveira Martins, do PS - presidente do Tribunal de Contas, Henrique Neto - empresário, João Cravinho - eurodeputado do PS, Diogo leite de Campos - fiscalista arrasam completamente este estado mafioso português.
Se não consegue ver este programa todo de uma vez, veja-o por várias vezes, deslocando o cursor.
A corrupção está em toda a parte.
São os próprios socialistas quem o diz. Agora declaradamente.
E todos apontam o dedo a este governo que se recusa a criminalizar o enriquecimento ilícito.
Termina com o inacreditável caso Freeport.
Absolutamente a não perder para quem quiser ter uma consciência mais aproximada da dimensão do polvo mafioso que asfixia Portugal.
ABSOLUTAMENTE A NÃO PERDER!!!
A minha pouca esperança neste pais está totalmente depositada em Pinto Monteiro. Já não está em mais ninguem.
Mesmo com as fortes suspeitas de que o ministro da justiça está envolvido até às orelhas na tentativa de abafar o caso de corrupção do Freeport, Cavaco nada fará.
Cavaco espera pelas eleições para que o povo, em Setembro, faminto e sem um tostão no bolso, possa dar a vitória ao PSD.
Cavaco, à semelhança de Sampaio, há muito deveria ter demitido este governo. Mas o receio de que este estupidificado povão pudesse dar a maioria absoluta a este infame PM, fez com que Cavaco não utilizasse a bomba atómica como é seu direito e patriótico dever.
Maria José Morgado, a paladina da justiça, também desapareceu subitamente de cena, como se a criminalidade de colarinho branco tivesse emigrado imediatamente pelo simples facto da sua tomada de posse, sendo substituída pela ridícula Cândida Almeida que, para além de só dizer disparates, comete falhas e violações do segredo de justiça mais rapidamente do que Socrates assina projectos de barracas na Guarda, ilibando com toda a facilidade uns e apontando com a mesma ligeireza outros, sem que a investigaçao tivesse sequer começado... Ridicula e triste actuação, passivel de imediato procedimento disciplinar, para um detentor de um cargo daqueles.
Pinto Monteiro é o único que tem feito o que dele se espera: que cumpra a lei com deontologia, sem espalhafatos e entrevistas ridiculas, sem comentários nos telejornais nem bitaites à hora da telenovela.
Mandou investigar toda a gente. E, a menos que os investigadores também nao sejam imparciais e tenham já recebido uns recadinhos, como se espera, tudo se virá a saber.
Das pressões e de quem pressiona. Das corrupções, de quem corrompe e se deixa corromper neste pais absolutamente parasitado por uma classe politica há gerações vendida aos interesses da alta finança.
Esperemos e tenhamos fé em Pinto Monteiro.... É um homem das Beiras.
Perguntas
Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?
Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?
Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?
Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação?
Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro?
Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado?
Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?
Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?
Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport?
A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir?
Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?
Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido?
Haverá duas justiças?
Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado?
Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport?
O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal?
O que é que dirão da justiça em Portugal?
O que é que estarão a dizer de Portugal?
Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país?
Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa?
Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora?
E cá dentro também?
Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport?
Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou?
Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?
Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport?
Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar?
E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada?
E o que é que vai fazer agora que o registo é público?
Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto?
Nem convoca o Conselho de Estado?
Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho?
Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
www.jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
Pressões sobre magistrados levam sindicato a pedir audiência de urgência ao Presidente da República
O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, vai pedir uma audiência de urgência ao presidente da República Cavaco Silva. Nos últimos dias João Palma tem vindo a denunciar pressões sobre os magistrados, alegadamente relacionadas com o caso Freeport e que visam, segundo revelou o "Correio da Manhã" levar ao arquivamento do processo.
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público vai emitir ainda hoje um comunicado. Por sua vez, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, anunciou para amanhã uma declaração sobre a investigação ao caso Feeport.
www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371687&idCanal=62
Tal como eu perspectivava, Pinto Monteiro fala amanhã.
Aguardemos.
Tenho muita esperança em Pinto Monteiro.
É a última esperança de um Portugal livre de corrupção.

João Jardim chama a atenção para a vergonha internacional a que Portugal está exposto com este inenarrável caso Sócrates - Freeport.
É expectável que a imprensa internacional não poupe críticas ao país mais corrupto da Europa - pelo menos aquele em que a corrupção generalizada é mais visível e mesmo o prato do dia.
Mas não é isso o que mais me preocupa.
Isaltino Morais confessa que fugiu ao fisco, "como faz toda a gente que compra casa". E que recebeu elevadas quantias em dinheiro - as sobras das campanhas - como se isso fosse muito natural. E confirma tudo isso porque esses crimes prescreveram há anos.
É a cultura da portuguesa prescrição.
Avelino Ferreira Torres é totalmente absolvido dos crimes que lhe fizeram perder o mandato. Durante anos foi apelidado de corrupto pela comunicação social e alvo de chacota nacional. Afinal a justiça não encontrou matéria para o condenar.
Fátima Felgueiras vai saindo dos sucessivos processos com condenações ridículas relativamente àquilo de que vem sendo acusada.
E Isto é o que realmente me preocupa.
Sócrates tem prescritos eventuais crimes de falsificação de documentos nos casos da sua hipotética licenciatura e no dos admiráveis projectos da Guarda assinados com tipos de letra completamente diferentes, nenhum deles tendo minimamente a ver com a sua assinatura.
E nada disto foi investigado.
Provavelmente terá igualmente prescrito o alegado crime de corrupção no caso Freeport, mesmo que disso viesse a ser acusado.
Mas, se criminalmente já não lhe podem pegar, é absolutamente imprescindível que se saiba se efectivamente o primeiro ministro de Portugal para além de mentiroso compulsivo (mas a mentira não é crime) é ou não também burlão, falsificador e corrupto.
É absolutamente imprescindível que a Nação conheça que tipo de pessoa tem a conduzir as suas vidas e o futuro deste país.
Se é de todo inocente, a sua inocência tem que ser conhecida por todos. E não se fala mais nisso.
Se é culpado mas os crimes prescreveram, também tem que ser conhecido pelos portugueses que daí tirarão as suas ilações.
Mas se é culpado e os crimes ainda não prescreveram o primeiro ministro terá que pagar por isso.
De qualquer dos modos ele não pode deixar de ser julgado dados os indícios que existem de o licenciamento do Freeport estar envolvido em nítida corrupção.
Algumas verdades estão já apuradas: sabemos quem pagou, sabemos quanto se pagou e sabemos quem foi apontado como receptor desses valores.
So resta saber qual o grau de envolvimento de Sócrates neste processo.
Que pode ir de zero a 100%.
Isso é o que tem obrigatoriamente que se apurar. Não apenas porque se trata da 3ª (de facto a 2ª) figura do Estado Português, mas também por isso.
Sem entrar em especulações, é obvio que ninguém em seu perfeito juizo neste país acredita na total inocência de Sócrates.
Mas também ninguém pode acusá-lo de o não ser.
E é este pântano que tem que desaparecer o mais depressa possível.
Cabe apenas à justiça portuguesa apurar se ele é ou não culpado. E, sendo, qual o grau de culpabilidade.
Mas isso é exactamente aquilo que a Justiça se prepara para não fazer.
Se dúvidas houvesse, basta ver que em 4 anos nada se fez e que em quatro meses, sob a pressão mediática da comunicação social, já se fez alguma coisa. Interrogaram-se finalmente pessoas, embora com quatro anos de atraso.
Mas não se interroga o principal suspeito, segundo a polícia inglesa.
Principal suspeito! Note-se bem. Nem sequer se trata de um interveniente de segundo plano. A polícia Inglesa, com os pergaminhos internacionais que a Scotland Yard tem, aponta claramente o primeiro ministro de Portugal como o principal suspeito do crime de corrupção que envolve o caso do licenciamento do Freeport.
Não se pode escamotear este facto decisivo.
A tese da campanha negra cai, assim, totalmente por terra.
A polícia inglesa não tem nada a ver com o calendário eleitoral de Portugal. Investiga e aponta quem aparece como suspeito no resultado da sua investigação. Que só não vai mais longe porque essa mesma investigação, que devia envolver 2 países, esbarra mortalmente na fronteira portuguesa.
O papel decisivo de Pinto Monteiro
Cândida Almeida recusa-se a investigar Sócrates. Já o anunciou claramente na televisão. Recusa-se também a visualizar o dvd comprometedor, o mais sólido indício de corrupção.
Porquê?
Porque a prova não é válida?
Então vamos pela redução ao absurdo:
E se, nesse dvd, aparecesse Socrates a receber pessoalmente o dinheiro?
E se, nesse dvd, aparecesse Sócrates a dar um tiro a uma pessoa?
Mas nem é preciso ir tão longe: a carta anónima que despoletou todo este processo é meio de prova, por acaso?
Constituindo ou não meio de prova, os factos ali explanados carecem aprofundamento e investigação porque ali está a história toda contada sem os intervenientes saberem que estavam a ser filmados.
Mas mais: Smith já veio a público confirmar que aquela reunião teve lugar e o conteúdo do dvd é verdadeiro. Corresponde exactamente ao que se passou.
Não se trata, pois, de nenhuma montagem.
Portanto aquela conversa gravada sem conhecimento dos itervenientes e confirmada como verdadeira posteriormente só pode ser mesmo verdadeira. O seu conteúdo está impoluto.
Aquelas informações não foram fabricadas para se fazer o dvd.
Todos estes contornos apontam claramente para a credibilidade das informações ali prestadas e portanto a policia judiciária só tem que seguir as pistas ali apresentadas.
E nem se trata de grande investigação. Os nomes dos intervenientes foram apontados. Sabe-se quem pagou e quem recebeu e é só seguir o rasto ao dinheiro. Quem o recebeu - Sócrates ou outro - não ficou com ele em casa durante dois anos. Concerteza fez alguma coisa com o dinheiro. Ou o depositou ou o gastou nalgum lado. O dinheiro simplesmente não se desvanece como o fumo.
Sócrates não pode estar acima da Justiça.
Se Cândida Almeida teima em prestar este péssimo serviço à Justiça portuguesa, Pinto Monteiro não tem outro remédio senão substituí-la na investigação deste caso. E instaurar-lhe, naturalmente, o competente processo disciplinar.
Se Pinto Monteiro não intervier imediatamente - e eu acredito piamente em que ele intervirá - então teremos mesmo que concluir que definitivamente a Justiça em Portugal não existe para os mais poderosos. Apenas para os fracos e para os pobres.
E aí será a vez do Presidente da Republica, a exemplo de Jorge Sampaio, demitir este primeiro ministro por razões de desestabilização nacional.
Uma medida politica não substitui uma providência cautelar mas o PR terá que concluir que este PM não prestigia a Nação. Pelo contrário.
E, tal como afirma Alberto João, a manter-se este pântano e esta indefinição na justiça que sistematicamente não se faz para os poderosos, ele só pode arrastar Portugal para os níveis de credibilidade internacional dos mais desgraçados países africanos, onde a Justiça simplesmente é uma figura de estilo.
Eu recuso-me a acreditar que os portugueses baixem os braços deixando progressivamente "Sócrates apoderar-se plenamente do aparelho de Estado, transformando-o em mais uma secção do PS" - sic Alberto João.
Hitler fez isso na Alemanha nos anos que antecederam a guerra.
E, infelizmente, é também isso o que estamos a verificar no dia a dia em Portugal.
Porque é que Sócrates só reage depois de cada bronca se ele está na posse de todos os dados do processo?
Este dvd está na posse da policia inglesa há anos.
Alguém duvida que Sócrates está na posse do dvd desde então? Pelo menos desde que se soube da sua existência?
Será que a TVI, com meros jornalistas sem meios de investigação científica nem acesso a escutas telefónicas tem mais eficácia na investigação policial do que a judiciária e o próprio SIS?
Ninguém acredita nisto.
Portanto conclui-se que o PM há muito está preparado e tem guardados os comunicados que vai publicando à medida que se vão sabendo as coisas.
Se os acontecimentos não evoluirem não há comunicados.
Independentemente da culpa que lhe couber - e pode ser nenhuma - esta postura constante de fingimento de quem é sistematicamente apanhado de surpresa é de um maquiavelismo inacreditável.
Isto é mais um habitual insulto à inteligência dos portugueses.
E eu, como sempre, não vou deixando que me insultem a minha.

Cartas anónimas combinadas entre a PJ e o MP é coisa que não lembra ao demónio, nem ao Sócrates por mais maquiavélico que este seja.
Esta preciosa ajuda de Marinho Pinto ao PM, a não ser desmontada imediatamente, pode fazer a diferença entre a vitória folgada e a derrota do PS nas próximas eleições. Porque trará a público uma verdadeira conspiração perpetrada contra Sócrates.
Uma conspiração estúpida e desnecessária. Porque não há ninguém no mundo que duvide da implicação de Sócrates no caso Freepoprt. Só não se sabe a que nível. Ficou-se pela rama? Foi mais fundo? É isso o que uma investigação séria devia apurar.
Mas provar isso recorrendo a maquinações e urdiduras atira por terra todos os objectivos e a própria bondade da denúncia.
Não se pode recorrer a maquinações para despoletar uma investigação por mais necessária e justa que ela se afigure.
Isto levanta problemas éticos para lá da imaginação.
Estará este país já tão corrupto que já tenha que se recorrer à falsidade para fazer com que Verdade venha ao de cima?
Sócrates sairá ileso e levado em ombros se ninguém desmentir Marinho Pinto nos próximos dias.
E eu não imagino como alguém o poderá fazer.
leia o artigo de Marinho Pinto na íntegra aqui
PJ captura (parabéns!!!!) um gang de 29 criminosos que se dedicavam a assaltar residências de norte a sul do país.
90 residências, pelo menos, foram assaltadas por este gang.
Todos imigrantes de leste.
Pergunta-se:
Quantos deles estão a receber subsídio de desemprego em Portugal?
O procurador não entende porque é que em 4 anos nada (ou quase nada) se fez relativamente ao caso Freeport.
Nem eu.
Nem ninguém, excepto... TODA A GENTE neste magnífico Portogallo!
O que fez o Ministério Público em 4 anos???
É preciso saber...
Faro, 16 Jan (Lusa) - O julgamento das alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da Polícia Judiciária (PJ) regressa hoje à barra do Tribunal de Faro, para que não haja interrupção na produção de prova, continuando depois na próxima quinta-feira.
Na última sessão do julgamento, realizada em meados de Dezembro passado, também com a mesma finalidade, o advogado de Leonor Cipriano entregou no tribunal um requerimento para serem ouvidas 16 testemunhas, para fazerem o contraditório.
A primeira testemunha apresentada no requerimento é Leonor Cipriano, assistente neste processo, fazendo também parte da lista de testemunhas pretendidas por Marcos Aragão Correia o professor catedrático de medicina legal Pinto da Costa, o inspector do Ministério Público Alípio Ribeiro e a directora do Estabelecimento Prisional de Odemira, Ana Maria Calado.
O requerimento fundamenta-se, segundo o advogado da mãe de Joana, na necessidade de esclarecer "contradições" da assistente invocadas pelos arguidos e esclarecer se a mesma foi injectada com uma droga no Hospital de Faro, com o propósito de perturbar a sua capacidade.
O processo das alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da PJ está relacionado com o denominado "caso Joana", que remonta a 12 de Setembro de 2004, dia em que a menina, de oito anos, desapareceu da aldeia de Figueira, Portimão, Algarve.
As acusações do Ministério Público contra cinco inspectores e ex-inspectores da Judiciária surgiram na sequência dos interrogatórios na PJ de Faro em 2004, altura em que Leonor terá aparecido com lesões na cara e no corpo no Estabelecimento Prisional de Odemira, onde estava em prisão preventiva.
Três inspectores são acusados de crime de tortura, um é acusado de crime de falso testemunho e de omissão de denúncia e um quinto é acusado do crime de falsificação de documento.
A mãe de Joana, Leonor Cipriano, e o tio, João Cipriano, estão condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça a 16 anos de prisão cada um, pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver da criança que nunca apareceu.
Nem sequer o mínimo vestígio de ADN da menina.
Ora, portanto:
Aquela analfabeta e nitidamente retardada, Leonor Cipriano é, afinal, um génio do mal que, com a sua suprema inteligência e argúcia criminosa conseguiu fintar toda a PJ e anular os mais modernos métodos de investigação da polícia científica deste país.
Meu Deus!!!
Como é possível???
Assaltantes atacam carros a 100 metros da GNR
Dois dos sete carros que, na última madrugada, foram danificados por assaltantes, em várias zonas do concelho da Murtosa, Aveiro, estavam estacionados a menos de 100 metros do posto do GNR, mas o facto passou despercebido aos elementos policiais.
Os assaltantes partiram vidros laterais dos carros - a maior parte das quais das marcas Mercedes, Renault e Toyota - para poderem furtar objectos que se encontravam no interior dos mesmos. Tudo aconteceu entre as duas e as cinco horas da madrugada, numa altura em que se fez sentir um forte nevoeiro.
Outras situações semelhantes ocorreram ainda na zona de Quintas do Norte (Torreira).
Num dos Mercedes, os prejuízos, entre danos e objectos furtados, ascendem a dois mil euros.
Telemóveis, carteiras em pele, livros de cheques, documentos e cartões de crédito e débito foram furtados. Alguns dos objectos foram mais tarde encontrados abandonados junto de outros veículos, nomeadamente na zona de Bunheiro.
A justiça portuguesa está de parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
Ao desaparecimento de Madeleine McCann ao caso Casa Pia, do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro e à sua licenciatura falsa, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Apito Dourado, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, às operações imobiliárias da Obriverca, às alterações dos PDMs para beneficiar construtores, das acusações feitas por Marinho Pinto bastonário da Ordem dos Advogados e que o MP prometeu investigar, aos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida, do miúdo electrocutado no semáforo ao outro afogado num parque aquático, das crianças assassinadas na Madeira ao mistério dos crimes imputados ao padre Frederico, do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal à miúda desaparecida em Figueira e a todas as crianças desaparecida antes dela, das famosas fotografias de Teresa Costa Macedo, aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, aos crimes de evasão fiscal de Artur Albarran, dos negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, ao mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E daquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência à distribuição aos amigos das casas da Câmara de Lisboa, do caso Joana, que pode muito bem estar viva enquanto a mãe apanhou 16 anos pela seu hipotético homicídio aos assaltos diários a bancos, a caixas multibanco, a estabelecimentos comerciais em que ninguém nunca é apanhado...
Mas finalmente a justiça portuguesa está de Parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
Prenderam um jovem que fez um download de música da net!!!
O primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet.
O jovem poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros colegas!
Confirmam-se as declarações do Bastonário dos Advogados:
'O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes', afirmou.
'Existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade, e andam por aí alguns impunemente a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade, sem haver mecanismos para lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no aparelho de Estado português, ostensivamente', afirmou Marinho Pinto, citado pelos jornais portugueses. Segundo afirmou, 'o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal'.

Seja qual for o desfecho - e espero que a sentença final após todos os recursos ainda apanhe Carlos Cruz vivo - há um que não será condenado pela justiça que temos.
Mas esse mesmo - Paulo Pedroso - não passou incólume pelo processo.
Não há ninguém em Portugal que não acredite que ele é tão culpado como os maiores culpados.
No Opinião Pública que neste momento está a decorrer na Sic Notícias, todos os espectadores - TODOS sem excepção - consideram que a maior vergonha deste processo foi a "imunidade" concedida a Paulo Pedroso...
Pelo menos é o que se depreende dos discursos perfeitamente caóticos dos espectadores.
Também é verdade que não há um único espectador que telefone que não envergonhe este país com a sua inacreditável oralidade.
Mas é Portugal.
É isto que temos.
Vou tentar inserir aqui alguns dos testemunhos para se ter a noção da qualidade do povão que liga para as televisões para «dar opinião».
Pedroso está feito.
Mas Portugal está ainda mais.
A justiça portuguesa está de parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
(clique abaixo para os ver)
Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
Ao desaparecimento de Madeleine McCann,
à incrível condenação de Leonor Cipriano por alegadamente ter morto a filha que pode muito bem estar viva
Ao caso Casa Pia
Do caso Portucale
Operação Furacão
Da compra dos submarinos
Às escutas ao primeiro-ministro
Do caso da Universidade Independente
Ao caso da Universidade Moderna
Do Futebol Clube do Porto
O Apito Dourado
Ao Sport Lisboa Benfica
Da corrupção dos árbitros
À corrupção dos autarcas
De Fátima Felgueiras
A Isaltino Morais
Da Braga parques
Ao grande empresário Bibi
Das queixas tardias de Catalina Pestana
Às de João Cravinho
As operações imobiliárias da Obriverca
As alterações dos PDMs para beneficiar construtores.
As acusações feitas por Marinho Pinto bastonário da Ordem dos Advogados e que o MP prometeu investigar.
Dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida?
Do miúdo electrocutado no semáforo
Do outro afogado num parque aquático?
Das crianças assassinadas na Madeira
Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
A miúda desaparecida em Figueira?
Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão?
Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran
Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência?
A distribuição aos amigos das casas da Câmara de Lisboa
Pois é... a justiça portuguesa está de Parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
Prenderam um jovem que fez um download de música ...
YEAAAAAAAAH!... VIVA!!!!
Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!...
O Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros utilizadores!...
Confirmam-se as declarações do Bastonário dos Advogados:
'O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes', afirmou.
'Existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade, e andam por aí alguns impunemente a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade, sem haver mecanismos para lhes tocar.
Alguns até ocupam cargos relevantes no aparelho de Estado português, ostensivamente', afirmou Marinho Pinto, citado pelos jornais portugueses. Segundo afirmou, 'o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal'.
«Prisão merecem os ciganos e os pretos que andam para aí aos tiros uns contra os outros e não vejo ninguém ir preso.»
Se andasse aos tiros contra "pretos" e contra ciganos, como ele próprio diz, e como outros fizeram, frente às camaras da televisão, nada lhe acontecia...
Mas neste país, falar é crime maior.
Matar, parece que é um menor.
Ou até que nem é... poucos são os homicidas que são, de facto, apanhados.
É um crime sem castigo.

Uma caixa Multibanco, em Portugal, é muito mais valiosa que a Vida de um cidadão.
Que o mundo veja o que se passa neste país!
An ATM (Automatic Teller Machine), in Portugal, it is much more valuable than the Life of a citizen.
Let the world see what is happening in Portugal today!
Trying to steal an ATM is preventive arrest worthy.
Shooting 4 times a disarmed cityzen inside a police station, is not!

O ridículo a que isto chegou!
Depois de baleado um cidadão com 3 tiros dentro de uma esquadra da PSP, agora assaltam a casa do promotor-mor da Justiça em Portugal!
Onda de criminalidade chega a casa do procurador-geral da República
A casa do procurador-geral da República (PGR) em Porto de Ovelha, a sua terra natal, foi assaltada, os criminosos aproveitaram a ausência dos habitantes da aldeia que estavam numa festa da freguesia vizinha para entrar em várias casas
Nem a casa de Pinto Monteiro consegue escapar à onda de assaltos. Segundo a SIC Notícias a moradia do PGR não foi a única a ser roubada em na pacata aldeia de Porto de Ovelha no distrito da Guarda.
A GNR não descobriu ainda como é que os assaltantes entraram em casa do procurador-geral da Republica, já que não há qualquer sinal de arrombamento.
A SIC avança que apenas se sabe que no interior da casa de Pinto Monteiro as gavetas foram remexidas, mas não se dá pela falta de nada. Na mesma rua, uma outra casa foi alvo de furto.
A aldeia estava quase vazia, os habitantes participavam numa festa popular na freguesia vizinha o que facilitou os assaltos que terão acontecido à luz do dia.
Em Porto de Ovelha não se fala noutra coisa. Numa aldeia pacata e envelhecida, a população está assustada,
Segundo a GNR, os mesmos indivíduos terão ainda assaltado uma outra casa. Terão furtado algum dinheiro, cartões de crédito e documentos pessoais que, entretanto, já foram recuperados.
Esta tem que se saber em todo o mundo, para se perceber como anda a justiça em Portugal.
Este é o meu contributo.
Um tipo entra numa esquadra, dispara quantas balas tem no carregador, ia acertando nos agentes ali presentes, não matou 4 porque não calhou... e tudo dentro de uma esquadra bem no centro da cidade.
Eu passava lá todos os dias quando estive de férias há semanas.
O juiz desculpa-o, porque que ele estava a ser ameaçado...
Então mas isto agora é assim?
Quem se sentir ameaçado pode esvaziar um carregador em quem quiser, dentro de uma esquadra, que nem sequer fica detido?
Ora, que lindas coisas ensinam ao povo...
Mas, pergunto eu: O ministro Xoné Rui Pereira não passou a semana passada toda nas tvs a dizer que agora os crimes com arma - mesmo que esta não fosse usada (assaltos, por exemplo e mesmo que só um dos criminosos tivesse arma) - davam AUTOMATICAMENTE prisão preventiva para todos os criminosos???
ENTÃO???
Este não foi um crime com arma???
Que vergonha!
Por isso o dirigente socialista vai receber duas indemnizações do estado português: uma de 100 mil euros e outra de valor ainda a calcular.
Não se espera que o mesmo tratamento venha a ser dado a Carlos Cruz.
Ninguém acredita que Carlos Cruz venha a ser indemnizado.
Mesmo que seja absolvido.
Porquê?
É uma boa pergunta...
os últimos assaltos na RTP, apesar do «Porque no te callas» do Governo
6 assaltos de grande impacto no mesmo dia, 3 deles a bancos, 2 a gasolineiras e o sexto a uma estação de correios que já foi assaltada 4 vezes - 4 só este mês!!! - mostram bem o respeito que os delinquentes têm pela polícia e pelo estado repressivo português.
Por mais palhaçada e mentiras que se propalem nas tvs, toda a gente sabe que ninguém é apanhado, que os assaltantes fogem calmamente a pé do centro das cidades como aconteceu em Setúbal e ninguém - mas rigorosamente ninguém - é capturado.
Quando a desajeitada polícia que temos apanha algum atrasado é uma festa de uma semana inteira nas tvs.
Nos últimos 100 assaltos, depois da crise do BES, não há notícia de nem sequer um assaltante capturado.
Agora digam-me lá como é que este governo quer conter o número de assaltos, se cada um que acontece dá mais ânimo aos criminosos para actuarem à vontade e fugirem a pé, já que ninguém é capturado?
E Pinto Monteiro quer brigadas especiais?
Para lidar com 10 assaltos a bancos, joalharias, carjackings e bombas de gasolina, como aqueles que já se estão a registar por dia em todo o país?
Então mas essa brigada vai ter quantos elementos? 10 mil?
O estado da impunidade a que este país chegou, fruto da bandalheira da classe política que nos governa, está aí bem patente.
Se alguém ainda tinha dúvidas, já não as terá hoje em dia.
Milhares de assaltos por ano e só os atrasados mentaisé que se deixam apanhar...
Eu arisco que nem 1% dos assaltantes é preso, porque as polícias estão também revoltadas com a falta de condições de serviço e da sua inexistente progressão na carreira.
E com que é que se preocupa este governo?
Justamente com o controle de todas as polícias.
Nem Marcelo Caetano chegou tão longe, meus senhores! Nem Marcelo Caetano!
Este governo conseguiu destruir, em apenas 3 anos, a réstea da esperança que este povo ainda tinha no futuro: nos professores, que hoje são vistos como criminosos e todos incompetentes, na justiça, que é uma instituição risível, e nas polícias que se demitiram positivamente de fazer os seu trabalho.
A resposta está aí.
Alertei para tudo isto há mais de 2 anos.
A realidade do presente deu-me, infelizmente e uma vez mais, razão.
Agora é aguentar até às próximas eleições e salve-se quem puder, porque deste tipo de governo não se espera nada a não ser mais palhaçada, mais mentira e mais miséria intelectual.
Protejam-se o mais que puderem e, nas próximas eleições, votem em quem quiserem, desde o BE ao CDS... menos nestes tipos que representam o que de pior Portugal viu desde o 25 de Abril.

A vida custa a todos.
E com a gasolina a subir 15%, o gasóleo 35%, o pão 15% a água 10% e os empréstimos das casas 14,5% só de Julho de 2007 a Julho de 2008, é capaz de ser um pouco difícil explicar como é que Sócras eng tem a lata de afirmar que a inflacção deste ano será de 2,5%!...
A não ser à luz da nova Matemática da Milú de que estes exames do 9º ano são exemplo bem ilustrativo.
A vingança está aí:
Depois dos escândalos do Algarve em que a PJ "engavetou" uma Corporação da PSP inteira por corrupção com os empresários da Construção Civil e respectivas bombas de combustível - quem não se lembra do espanto de um jovem agente em directo para as televisões: «Mas é por isso (por meterem gasolina de borla todos os dias) que estamos a ser suspensos? Então não fica ninguém no activo!» - é agora a vez da resposta.
E ela está aí.
Logo a seguir a PSP obrigou um agente da PJ a parar na auto-estrada quando viajava a 200 e tal à hora. O PJ alegou que estava em serviço, a PSP não quis saber disso e a coisa saltou para as primeiras páginas dos jornais no tempo em que ainda havia jornalismo.
Agora está a voltar a haver. A espaços. Há que aproveitar.
Mas então cá temos a ponta do iceberg.
Como se sabe, a actividade de Detective Privado, em Portugal, é tão obscura como a de presidente de um clube de futebol na faixa do rio Douro e vai daí lançam mão a tudo para fazer as suas vigilâncias e escutas, todas elas absolutamente ilegais.
E de que necessitam?
De cúmplices nas redes de telemoveis que tenham acesso às listagens dos clientes e - pasme-se! - parece que também de cúmplices na PJ.
Esta é que eu não percebi.
Menos percebo porque é que um juiz assina um mandado de busca à sede da PJ!
Agora que a PSP fez buscas na instalações da PJ é um facto.
Mas afinal trata-se de 2 ou 3 agentes corruptos ou é a Corporação inteira da PJ que está sob suspeita?
Só pode ser o segundo caso a atender ao teor do mandado...
E isso é que é notícia!
Recordo-me de um jovem sonhador que, em 1984 se candidatou - e passou todas as provas - a agente da PJ e na entrevista final, perante um juri de 3 elementos, quando lhe perguntaram porque razão um quase engenheiro mecânico se candidatava a agente da PJ, respondeu:
Para ajudar a combater a corrupção DENTRO da PJ!
Perante a incredulidade do juri, composto por comissários da PJ, esta afirmação caiu que nem uma bomba.
Tinha, então, 24 anos.
E passei ao estágio seguinte. Hoje, isso seria impensável.
Hoje, outros 24 passados, continuo a acreditar nos mesmos princípios porque a realidade, no que se refere à PJ, ultrapassa, de facto, tudo o que se possa conjecturar.
...absolutamente nenhum.
Um gigantesco projecto de audiovisuais entre mãos e mais de 50 à espera até 15 de Agosto próximo.
Mas sempre vou lembrando que a Maddie não apareceu nem ninguém na Judiciária conseguiu provar coisa nenhuma, como se esperava.
Ninguém confessou... não há solução.
Vai daí o caso será arquivado para a maior vergonha de sempre da Judiciária e da Justiça Portuguesa.

Gonçalo Amaral reformou-se e agora já pode beber à vontade os tais 3 whiskies a seguir aos almoços de 3 horas, de acordo com o que a polícia inglesa revelou que se passava durante as "investigações".
Também para lembrar que aconteceu com o processo de Maddie exactamente o que eu previ no dia em que ela desapareceu: 3 de Maio de 2007.
É só consultar o histórico aqui no blog.
E que existe um comediante fora do circo, que se chama Moita Flores, que passou o último ano nas manhãs da Sic e continua a afirmar que os pais da Maddie a mataram.

A ser assim, os pais de Maddie são infinitamente mais competentes que a nata da Judiciária Portuguesa.
É tão bronco, meu Deus...
Será que agora que o circo acabou, este pantomimas deixa de estar diariamente na Sic durante todas as manhãs e começa a trabalhar na Câmara de Santarém, no serviço para o qual foi eleito?
Será que, 3 anos depois de ter sido eleito, e a um ano do próximo acto eleitoral MF vai começar, finalmente, a fazer alguma coisinha?
Duvido...
Ontem foi em Vila Real. A desgraçada da Juiz a fugir a sete pés para o seu gabinete sob uma chuva de insultos por parte de um arguído.
Valeu-lhe o guarda que se atirou ao criminoso (insulto é crime) e ficou com a camisa rasgada.
Um país a rebentar por todas as costuras não aguentará muito mais neste pântano em que a autoridade do estado é tão arrogante nas ameaças quanto inexistente na prática.
Os juízes e os delegados do MP deviam recusar-se, de norte a sul, a trabalhar nestas degradantes condições.
Com este governo esmagador dos fracos mas absolutamente submisso perante a Alta finança que o controla, só a força funciona.
O diálogo não, como está provado.
Uma pessoa estúpida não consegue dialogar nem debater ideias. Este governo finca-se em ideias fixas importadas de outros modelos, das quais não abdica porque imagina que isso é mostrar segurança.
Depois, no terreno, acaba por claudicar fatalmente a todos os níveis porque nenhuma medida que dependa de alguma plataforma ou organização previamente estabelecida é exequível num país em que quase nada funciona. Pelo menos decentemente.
O governo continua a fazer de conta que governa, imaginando que governar é enviar polícia de choque para as ruas (vamos lá a ver até quando as polícias sem subsídio de risco nem dinheiro para comprar as suas próprias fardas lhe obedecerão...), e os portugueses vão percebendo que afinal vivem numa autêntica anarquia em que cada um faz o que quer e nada lhe acontece.
Os Juízes e os Delegados chegaram ao limite das suas paciências.
O país está por um fio há meses.
Eu prognosticava que até ao final de 2008 iríamos ter novidades em termos de alteração da Paz social neste país esmagado pelos impostos, pela carestia da vida e pelo não funcionamento das Instituições.
E tudo aponta nesse sentido.
Os juizes - todos os 28 juízes - acabam de se recusar a trabalhar na situação indigna e miserável em que o governo os colocou.
Acabaram-se os julgamentos em garagens e em cozinhas remodeladas.
O passo seguinte seria colocar os juízes em tendas de circo e em casas de alterne, que estão disponíveis durante o dia (nenhum atrasado de nenhum secretário de estado se lembrou disto!).
O secretário de estado da Justiça está a ser chamado de ignorante pelos 28 juízes que acabam de suspender o seu trabalho nestas condições.
O maior cancro deste arremedo de país - a justiça - cresce agora a olhos vistos.
Presos preventivos vão ter que ser libertados e eventuais inocentes continuarão presos preventivamente.
Porque Justiça, em Portugal?
Jamé!

Um governo diarreico de legislação inútil - encomendada aos "melhores" escritórios de advogados do país - esquece-se de produzir o principal.
Falhas atrás de falhas tiram os assassinos das prisões colocando-os nas ruas a conviver com aqueles que os denunciaram, permitem que pedófilos possam adoptar crianças, que mulheres sejam assassinadas pelos maridos após 20 denúncias nas esquadras, etc, etc.
Agora mais isto.

Marinho Pinto:
“Estou espantado ao ouvir o actual Procurador-Geral da República dizer que mandou investigar a agressão da professora. Alguém fez queixa ao Ministério Público? É com o direito criminal que se vai combater a cena da aluna no Carolina Michaelis?
O direito criminal deve ser utilizado para a grande criminalidade, e para a pequena também, mas com moderação.
O Ministério Público devia investigar a verdadeira criminalidade e apresentar resultados”, disse.
Por outro lado, o Bastonário lembra que “a humildade é a irmã gémea da eficácia e, quando há muito espectáculo para os jornais, há pouca eficácia e temos exemplos disso, alguns deles ainda bem visíveis”.
Marinho Pinto, na entrevista ao programa “Dia D”, considera que “a investigação criminal faz-se muito para os órgãos de comunicação social” e dá um exemplo:
“A Polícia Judiciária mal deita a mão a uma quantidade de droga, se for umas toneladas, são umas toneladas, se for uns quilos são umas centenas de milhares de doses, e vai logo chamar os jornais, com o distintivo, tudo para as fotografias e câmaras de televisão em vez de perseguir as pistas”.
Que Grande Homem! Que grande Português este Marinho Pinto!
Quantos há, em Portugal, como ele?

Inspector da PJ recusa-se a soprar no balão
Se a comunicação social continuar a acompanhar este caso vai perceber que ao inspector não vai acontecer nada porque o acidente em que esteve envolvido não causou feridos. Portanto ele não pode ser obrigado a fazer nenhum teste compulsivamente.
Estou farto de explicar isto e até já o provei no terreno, mas ninguém me ouve...
Que hei-de fazer?
Senhores, mais uma vez:
Em Portugal - e se o condutor não estiver envolvido em acidente com feridos - só sopra no balão se quiser!
Se não quiser, e se a BT o acusar de desobediência, vai a Tribunal e alega a Constituição: a ninguém, que não esteja envolvido em suspeita de crime, podem ser retirados fluidos corporais contra a sua vontade.
É uma guerra perdida, esta...
É tudo a fingir...
Só não morrem mais inocentes e não ficam mais criminosos impunes porque estes não querem

Como se esperava - e eu publiquei ontem mesmo - não resta à estapafúrdia polícia que temos outra alternativa do que dizer que não se passa nada.
Se se passase eles tinham a obrigação de descobrir.
Como NUNCA descobrem NADA, aprenderam a dizer que não se passa nada.
O segurança cometeu suicídio! Com 3 facadas profundas no tórax!!!!
O Ferrari despistou-se mas não foi atentado!!!! - Em apenas 24 horas conseguem dar o resultado de ums investigação que deveria levar meses!!!!
Verificaram o circuito de travagem?
Verificaram se o motor entrou em balanço?
Nada!
Nem sequer há elementos, por exemplo no circuito de travagem, que possam indiciar se algum cabo hidraulico foi cortado. Aquilo ficou uma amálgama...
Mas a PJ, antes que a mandem trabalhar, vai logo dizendo que não foi crime.
Foi coincidência...!
Mais precisamente a 10ª coincidência em mortes de seguranças do Porto em 6 meses!
E o moço abatido com um tiro na nuca só não se suicidou porque houve o azar de um colega ter visto.
Senão, a PJ garantia já que o desgraçado se teria suicidado com um tiro na nuca!!!
E quando forem 3 tiros?
Também foi suicídio!
E, se depois de 6 tiros na cabeça aparecer alguém enforcado e amordaçado?
Suicídio, claro! Com requintes de malvadez...
Fica o problema resolvido para todos.
- Para a polícia a quem ninguém manda prender por total ineficácia, para não dizer má-fé...
Para os assassinos que assim percebem que podem matar quem quiserem que nunca são presos. Nunca ninguém investiga, sequer.
3 - E para este inqualificável governo que, por mais gente que seja abatida nas ruas, virá sempre dizer que foram excepções à regra e que o crime tem diminuído.
Só os polícias é que garantem precisamente o contrário!
Que nunca viram nada como o que se está a passar agora.
Qualquer dia começam a aparecer os sindicalistas da polícia suicidados com 10 tiros na nuca...
Aconselho os leitores a darem uma volta na net à procura de "Criminalidade Violenta."
Verificarão que a receita é a mesma em todo o mundo.
Todos os governos em exercício dizem que está a baixar.
Todos os polícias sem cargos políticos dizem que está a aumentar.
Todas as populações anónimas garantem que disparou.
Em Portugal não se inventa nada.
Nem a mentira...
"Meteram-me um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-me com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de me terem obrigado a ajoelhar sobre cinzeiros".
"Os polícias obrigaram-me a dizer que tinha caído das escadas!"
Porque é que não deram o mesmo tratamento ao casal McCann???
"Só não dissemos a verdade, que tinhamos VENDIDO a Joana, na altura, por medo", confessou a uma irmã, João Cipriano, preso na cadeia de Belas, que culpa Leonor pela venda de Joana."
Começa hoje em Faro o debate instrutório do processo instaurado pelo Ministério Público a cinco inspectores da Polícia Judiciária, que alegadamente agrediram Leonor Cipriano, mãe de Joana, a menina algarvia que desapareceu a 12 de Setembro de 2004
Até Junho, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Faro, Ana Lúcia, deverá tomar uma decisão em relação ao processo instaurado pelo Ministério Público contra cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ) arguidos no "caso Joana" por suspeita da prática de crimes de agressões à mãe da criança, Leonor Cipriano, omissão de denúncia e falso testemunho.
O visado neste último caso é o inspector-chefe Gonçalo Amaral, na altura coordenador das investigações sobre o desaparecimento de Joana Cipriano, a 12 de Setembro de 2004, na aldeia da Figueira (Portimão) e dada como assassinada, em casa, pela própria mãe e por um tio (condenados a 16 anos de prisão após recurso no Supremo Tribunal de Justiça, que lhes reduziu a pena), apesar de o corpo nunca ter aparecido.
Hoje, a partir das 14.00 horas, terá lugar o debate instrutório no Tribunal de Faro sobre o processo do Ministério Público contra os inspectores da Judiciária, alguns pertencentes à Direcção Central de Combate ao Banditismo, em Lisboa. Todos os arguidos foram notificados para comparecer na sessão, tal como a queixosa das agressões, Leonor Cipriano, mas não é certo que estejam presentes, podendo ser representados pelos respectivos advogados.
No Estabelecimento Prisional de Odemira, onde está detida desde Setembro de 2004, Leonor Cipriano mantém "calmamente" a convicção, junto de familiares que a visitam, que "Joana está viva", tendo sido "vendida", como o DN já referiu. "Só não dissemos a verdade na altura por medo", terá confessado a uma irmã. João Cipriano, irmão, preso na cadeia de Belas, confirma esta versão, mas culpa Leonor pela venda de Joana.
Quanto às agressões de que se queixa por parte da PJ numa das deslocações à directoria de Faro, Leonor Cipriano contou à família que lhe "meteram um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-lhe com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de a terem obrigado a ajoelhar-se sobre cinzeiros". Quando há cerca de um ano e meio esteve no Departamento de Investigação e Acção Penal, em Évora, para fazer o reconhecimento dos autores das agressões, não conseguiu identificá-los. "Mas como é que ela poderá dizer quem a agrediu se lhe taparam a cabeça para não ver as pessoas? Nem mesmo consegue agora dizer quem eram os polícias que estavam na sala quando ali entrou, já que passado todo este tempo, qualquer um pode mudar certos aspectos da sua fisionomia, como cabelo, barba. Já podem estar diferentes, pelo que tudo é mais difícil para ela", sublinhou ao DN Lurdes David, sogra de Leonor Cipriano.
Por outro lado, aquela familiar garante que a queixosa nunca lhe referiu qualquer tentativa de suicídio ao cair das escadas na PJ de Faro, como foi avançado por inspectores na altura. "Ela nunca falou em escadas", lembrou Lurdes David. Recorde-se que, em 2004, quando surgiram fotos de Leonor no jornal semanário Expresso com marcas de agressões no rosto e noutras partes do corpo, o seu companheiro, Leandro Silva, assegurou ao DN que ela lhe contara que a polícia a obrigara a dizer que tinha caído das escadas. O mesmo foi referido pela sogra de Leonor num depoimento prestado na altura na PJ. Contudo, o mesmo foi alterado sem o conhecimento dessa testemunha, que acabou por assinar dias depois um novo documento, desta vez no seu local de trabalho (uma sucateira perto de Portimão), sem o ler, como assegurou a própria ao nosso jornal. "Só depois é que percebi a asneira que tinha feito, mas já era tarde. O inspector já se tinha ido embora e eu estava farta de problemas", recordou Lurdes David.|
Há poucos como ele...
«Um sistema severo para com os mais fracos e brando para com os poderosos... Nada acontece a quem pratica a corrupção... processos terminam sem resultados visíveis... negócios milionários com o estado sempre para os mesmos... os que contratam em nome do estado vão depois para as administrações das empresas que beneficiaram...»
É preciso dizer mais alguma coisa???
Sou fã de Marinho Pinto desde o dia em que jantamos juntos no Museu do Pão aquando das comemorações dos 25 anos do Porta da Estrela.
A conversa trocada deu-me logo a indicação que ali estava um homem sem medo nem papas na língua.
Depois disso tenho publicado neste humilde sítio muitas das intervenções de Marinho. Numa das quais, em vídeo, ele explica rapidamente o que falha na justiça portuguesa.
Retomo-a aqui.
Já tem mais de um ano, mas está mais actual que nunca.
Perdoem-me os leitores, mas de vez em quando eu tenho que chamar a atenção de quem me lê para a indignidade que foi o caso Joana.
Da incompetência brutal da PJ, às agressões à desgraçada Leonor Cipriano estendidas ao atrasado do irmão e das quais ninguém duvida, até à imensa farsa que foi um inédito julgamento com juri - tipo: "daqui lavo as minhas mãos" - com as mesmas competências de juízes mas sem possuírem a mínima formação jurídica nem uma ideia aproximada do que é uma Lei nem como é que ela se articula nestes casos.
Os verdadeiros juizes, comprometidos por não terem matéria suficiente para condenar, lavaram nitidamente as mãos, escondendo-se atrás de um juri de miúdos a quem previamente se incutiu que aqueles dois desgraçlados eram culpados de uma morte que, até hoje, falta provar que existiu.
Pelo menos aqueles que conhecem exemplos dos métodos da PJ em Portugal sabem do que falo e sabem que aquele julgamento foi tudo menos normal.
Eu não sei se a Joana está viva.
Mas tenho a certeza absoluta que NINGUÉM na PJ, Ministério Público ou dos juízes e juri que os julgou, sabe ao certo se a criança está viva ou morta.
E por isso, aqueles dois desgraçados tinham que ser libertados imediatamente.
Fossem eles ricos e nem uma semana estariam presos, tal como aconteceu com o casal McCann.
Algém disto pode duvidar?
À nossa Joana - portuguesita e pobre - aconteceu o mesmo que à Maddie - inglesa e rica.
Desaparecerem as duas.
Uma foi dada como morta, e os tristes analfabetos dos pais, como criminosos.
Como nada se encontrou, acusaram-nos também de profanação e ocultação de cadáver cujos vestígios, entretanto, também nunca apareceram.
Seria um escândalo nacional perceber-se que a PJ não descobria rigorosamente nada...
À outra não foi possível dar este desfecho.
Os pais eram ricos, estrangeiros e influentes e não se lhes podia dar o tratamento das listas telefónicas, nas caves das esquadras, que tem sido denunciado em todo o mundo pela Amnistia Internacional, ano após ano.
Um tratamento bem português, herdado do fascismo.
João Cipriano, a cumprir pena de 16 anos e oito meses de prisão pelo homicídio, profanação e ocultação de cadáver da sua sobrinha Joana, afirma ter sido “espancado e torturado na PJ”, e só por isso confessou um crime “que não praticou” – nem ele “nem a irmã”, Leonor Cipriano.
Numa carta enviada ao Provedor da Justiça, Procurador-geral da República, Comissão dos Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, Tribunal Constitucional e Supremo, a que o CM teve acesso, João garante nunca ter feito mal a Joana e pede “perdão” a Leonor (mãe da menina), por “não ter resistido às torturas e incriminações e assim, ter sido obrigado a dizer o que não fizemos”. Evoca as “fotos da cara e do corpo” de Leonor “e o estado em que a deixaram” depois das “sessões de tortura” e garante que também ele entrou “várias vezes na cadeia de Olhão, todo pisado e maltratado, com ferimentos, contusões e dores no corpo todo”. “Nunca tive a sorte de me levarem ao hospital, embora os guardas e o chefe da cadeia saberem e virem isso”, adianta.
“Chegaram-me mesmo a dizer: tu vais confessar tudo o que nós queremos e até o que não queremos. Tu e a tua irmã também, ou saem daqui para o manicómio ou sem conserto possível”, acusa João, que acrescenta ter sido obrigado “a indicar locais à toa” quanto ao paradeiro do corpo da menina: “Eu não sabia nada da Joana, nem fiz nada. Tinha de inventar, para não ser mais sovado e torturado, tal como a minha irmã Leonor também foi”. Além da “porrada”, João diz que chegou a ser obrigado a ajoelhar-se “sobre dois cinzeiros de vidro”.
Na carta, acusa o inspector da PJ Ribeiro Cristóvão – a quem apelida de ‘monstro’– de ser “o chefe dos torturadores” e diz que o livro por ele escrito – ‘A estrela de Joana’ – está “cheio de mentiras”. Congratulando-se pelo facto de o mesmo estar “a ser inquirido, com outros comparsas, pelo MP”, diz só temer “que isto venha a ficar abafado”.
Contactado pelo CM, Pereira Cristóvão disse “não ter nada a pronunciar” sobre as acusações de que é alvo por parte do tio de Joana, as quais, segundo fonte próxima do MP, terão levado já à abertura de um inquérito.
"OU FOI VENDIDA OU FOI RAPTADA"
“Tenho a certeza de que a Joana Guerreiro está viva e: ou foi vendida ou foi raptada!”, afirma na carta o tio de Joana, segundo o qual, “se os McCann fossem portugueses, já estavam presos, torturados, incriminados e condenados à força. Os irmãos (Leonor e João Cipriano) são pessoas pobres, modestas e portuguesas, sovadas e torturadas até ao limite das suas capacidades físicas e mentais, obrigadas a dizer o que não fizeram (para se arranjar culpados)”.
OUTROS DADOS
RESPOSTA
A Presidência da República, que recebeu a carta de João Cipriano a 19 de Novembro passado, respondeu esclarecendo não caber ao Presidente a apreciação do caso. Referiu, contudo, que os factos imputados aos agentes da PJ deverão “ser dados a conhecer ao Ministério Público”.
AGRESSÕES A LEONOR
A mãe de Joana diz também ter sido agredida nas instalações da PJ, em Faro, a 14 de Outubro de 2004, tendo sido coagida pelos inspectores a justificar os hematomas na face e corpo dizendo que caíra das escadas. O MP abriu processo contra cinco inspectores. O debate instrutório está marcado para dia 11 de Fevereiro. in CM.
Só num país fascista se condenam dois desgraçados por assassínio de uma criança sem que nunca nem o mais pequeno vestígio de alguma parte do corpo - incluindo sangue - da Joana tenha sido detectado.
Joana pode muito bem estar viva!
Entretanto, estes desgraçados cumprem penas de 18 anos de prisão por isso mesmo:
Por serem analfabetos e desgraçados.
E não poderem ter advogados à altura. Que são caros. Muito caros...
Portugal, 2008 dC.
Quando os notáveis são tratados de maneira substancialmente diferente do comum dos mortais, o cidadão ganha mais descrença, desconfiança e até ódio pelo aleatório sistema judicial português que ninguém - a começar pelos magistrados - consegue compreender na sua essência.
Se 1,6 gr/lt não dá direito a apreensão de carta ao notável Zé Diogo Quintela, porque é que para qualquer outro cidadão "anónimo" (como a inenarrável comunicação social que temos adora classificar o povão) 0,8 gr/lt - que é exactamente metade - a dá, impreterivelmente?
Isto assim, de facto, não vai lá...
Mas não vai lá mesmo!
Como pode, um cidadão, desenvolver um mínimo de respeito por uma justiça destas, com sentenças à medida de cada freguês, que é tudo menos cega, que utiliza a par e passo pesos e medidas totalmente diferentes, numa exibição permanente de proteccionismo para uns e de repressão total para outros, num circo de aleatoriedade que escandaliza e surpreende o menos avisado?
Não. Tenho a certeza que isto assim não vai lá...

Espero que alguém, no estrangeiro, leia isto e que divulgue por esse mundo fora a miséria que se passa neste país anestesiado.
Nem no tempo do al Capone se matavam 6 pessoas em 3 meses, como acontece agora em Portugal.
Uma vendetta generalizada ao bom estilo do Padrinho, com as máfias (que não existem, segundo Rui Pereira!) a matarem-se umas às outras, num rodopio que só falta ser acompanhado ao som da "The battle of Epping Forest" dos saudosos Genesis que aconselho a ir vendo e ouvindo ao vivo aqui em baixo. Uma preciosidade gravada em Montreal 4 dias antes do 25 de Abril.
Mas as polícias a zero, como de costume.
Suspeitos? Prisões? Zero, como sempre.
E ninguém abre a boca!
Portugal é o país mais fustigado pelas guerras de gangs e pelas várias máfias em toda a Europa, neste momento.
O mais inseguro em toda a europa, e tudo assobia para o lado!
Onde está a comunicação social?
Onde estão os partidos?
Onde está o Presidente da República?
Já não pergunto onde está Sócras, porque já sei que deve estar a descansar do trabalho todo que teve a estoirar 100 milhões em 3 dias!
Não é fácil...
E seguimos para o 7º!
Quando chegarmos ao 100º alguém acordará e se declarará "muito escandalizado"...
Esperemos...

Pinto Monteiro diz que não consegue controlar absolutamente nada do que a PJ faz. Nem se faz bem ou mal. E quando o Procurador Geral da República não consegue perceber o que se está a fazer, poucos conseguirão.
Clemente Dias diz que as outras polícias ainda são piores: cow-boys retardados que vêm o cidadão como um inimigo.
É este o panorama das nossas polícias no princípio do sec 21, na boca de quem as tutela ou inspeciona.
Se, daqui a 100 anos, alguém ler isto há-de perguntar: mas como é que aqueles velhotes se governavam com três polícias daquelas? Cada uma melhor que a anterior?
E presumo que ninguém lhes saberá dar a resposta, nessa altura.
Vou tentar dar eu uma, agora:
É porque os portugueses são o povo mais ordeiro e pacífico do mundo.
Não somos criminosos nem delinquentes.
Não temos poder reivindicativo nem sangue na guelra, mas também não provocamos desacatos em lado nenhum.
Por isso, nem precisamos de polícias. Até porque, de facto, as não tinhamos, se necessárias fossem.
Somos assim: amorfos e indiferentes a tudo. Por uma questão cultural, mas acima de tudo por uma questão de déficit de Conhecimento.
Somos tão respeitadores da lei e da ordem que a criminalidade é uma excepção tão rara que apesar de não ser minimamente combatida por ninguém, ela ainda não provoca grande estrago neste país.
Apenas localmente o faz mas esse mal ainda não se propagou nem globalizou.
Assim que alguém se lembrar de começar a colocar bombas ou fazer assaltos em série... adeus!
Isto porque nunca ninguém é apanhado ou descoberto, à excepção dos atrasadinhos que cometem os crimes estúpidos e deixam lá as suas assinaturas.
E mesmo esses... com um bom advogado safam-se bem.
Mas é por isso que as nossas polícias, tal como as nossas forças armadas, podem ser totalmente incompetentes.
Porque ainda não precisamos, de facto, delas.
As reacções do "feudo de condes, viscondes e marqueses" à entrevista de Pinto Monteiro não se fez esperar. Entre os magistrados do Ministério Público pede-se a demissão do procurador-geral da República, posição partilhada também por vários inspectores da Polícia Judiciária e juízes.
Em causa, a entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, em que admite poder ter o seu telemóvel sob escuta e onde acusa o MP de ser um "feudo de condes, viscondes e marqueses", acrescentando não garantir que a PJ não ande em "roda livre".
"Sobre quem o PGR quis lançar suspeitas? Pergunta um magistrado anónimo ao DN: Sobre os juízes, sobre os magistrados do MP, sobre o órgão de polícia criminal ou sobre uma qualquer entidade dependente do poder político?
E eu respondo: SOBRE TODOS!
Para o PGR, o MP, na prática, não cumpre a lei porque não respeita a estrutura hierárquica que o define.
"O MP é um poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques", disse Pinto Monteiro.
Sobre as intercepções, afirmou: "Eu próprio tenho muitas dúvidas de que não tenha telefones sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos."
Interpelado sobre se consegue assegurar, como titular da acção penal, que as polícias não andam em roda livre, disse:
"Não, não consigo garantir. Não tenho controlo sobre elas." Juízes, magistrados do MP e polícias serão os que ainda permanecem fora do controlo do PGR, ou seja: toda a gente!
Classificando "a falsa modéstia a pior das vaidades", afirmou, referindo-se à sua nomeação: "Considero que fizeram uma boa escolha, pois sempre fui um bom juiz e um homem que nunca teve medo de ninguém."
Vamos ver quanto tempo mais Sócras o deixa continuar assim.
«Desde que tomei posse está tudo a mexer. Os grandes bancos estão a ser investigados. Não há distinção entre ricos e pobres. Ninguém dorme com o sentimento de que é impune», afirmava o Procurador-Geral da República no mensário sabugalense «Cinco Quinas» em Maio deste ano
Ao jornal, Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, concedeu uma entrevista em Maio deste ano em Badamalos, freguesia sabugalense onde tem casa e onde vem três vezes por ano retemperar forças.
«Aqui em Badamalos trato do meu jardim. As pessoas conhecem-me e eu conheço-as a todas. Há uma ligação muito forte. Nunca na minha vida distingui entre pessoas ricas ou pobres. Penso que até tenha sido isso que mais pesou para que me convidassem para Procurador», disse o Juiz Conselheiro, acrescentando «orgulho-me de estar tudo a mexer e as pessoas sabem que nem o Procurador-Geral nem os serviços da Procuradoria fazem a distinção entre poderosos e fracos, tudo é investigado e isso é bom porque não há ninguém impune em Portugal».
Fernando Pinto Monteiro, natural de Porto de Ovelha, concelho de Almeida, gosta da Beira e das suas gentes, sentindo-se bem entre a população que conhece. Falou do tempo da sua infância dividida entre a terra natal e o Sabugal, vila raiana onde os pais se instalaram quando tinha quatro anos de idade.
Questionado sobre a desertificação da Beira Interior e em especial do Sabugal, Pinto Monteiro disse não ter a mania das receitas mágicas mas sempre foi dizendo que a solução pode passar por pequenas indústrias familiares que produzam os bons queijos e os excelentes enchidos da região sabugalense. «E o turismo rural? As pessoas estão a ficar cansadas da praia e começam a procurar o turismo de habitação rural. Tem que se promover este silêncio, esta paz, este ar puro» sugeriu este beirão que apesar de ocupar um dos mais altos cargos do País continua fiel às suas origens.
Não fique o leitor confundido com estas hipóteses antagónicas.
A PJ portuguesa manda dizer ao mundo que Maddie está morta e que foram os pais que a mataram, quase provocando um conflito internacional com a Inglaterra, ao mesmo tempo que procura a menina nas redes pedófilas...
Tudo normal.
Se o leitor não percebe o intrincado raciocínio da PJ portuguesa, não se preocupe.
Se, um belo dia, alguém encontrar alguma congruência naquilo que essa gente faz é que se deve preocupar e seriamente. Provavelmente foi raptado durante a noite e acordou noutro país...
E os 6 que fugiram da prisão em Guimarães?
«A maior caça ao homem até hoje realizada em Portugal!
156 agentes, blá blá blá...»
Já apanharam algum?
Ao menos um, que seja?
Que vergonha...
A campanha maledicente contra a Judiciária continua...
Como é que se pode acreditar que este senhor tenha torturado seja quem for, se nunca torturou os pais de Maddie? Hein?
Digam lá...
A Judiciária é a melhor polícia do mundo, tirando todas as outras, e não precisa de torturar ninguém para obter confissões nenhumas!
Isso era o que fazia a PIDE!

A PJ consegue as confissões todas por "persuasão".
Tudo dentro do maior respeito pelos suspeitos e arguidos.
Por isso é que os pais de Maddie nunca se queixaram de nada.
Nem das 11 horas seguidas de interrogatório, que é uma coisa perfeitamente normal em qualquer país civilizado.
A PJ faz tudo na base da conversa e da persuasão, todos o sabemos.
Especialmente aqueles que por lá passaram.
Por isso é que o pessoal chega a julgamento e desdiz tudo o que confessou à Judiciária...
Porque afinal não foi bem persuadido...
Esta foi a persuasão a que a mãe da Joana foi submetida nos interrogatórios. Esta foto foi publicada pelo advogado dela, apesar da PJ ter, por todos os meios, tentado persuadi-lo a não o fazer.
A versão da PJ é que Leonor Cipriano terá caído entre 2 interrogatórios.
Aqui fica, novamente, para que cada um tire as suas conclusões.
Muito gostava eu - e a polícia inglesa - de ver a bonita cara da mãe de Maddie depois de uma persuasão destas...
Já nem vale a pena falar mais nesta desgraceira.
O mundo inteiro já sabe.
As pessoas com alguma vergonha já se afastaram, a começar pelo porta-voz que estava farto de não ter nada para dizer, e resta-nos agora pedir desculpa pela nossa incompetência, pedantismo, estupidez e, acima de tudo, pelo atraso de séculos que a nossa investigação demonstra relativamente às polícias da europa do seculo 21.
Também... se somos dos mais atrasados em tudo, porque é que a nossa polícia havia de ser diferente?
O mais incrível não é a notícia, em si.
É o comentário de um agente da PSP que reproduzo no final.
Todos já percebemos que isto estará a saque até mais cedo do que alguns vaticinavam (lá para 2009...).
Eu já não acredito que a violência generalizada não comece a fazer-se sentir já no final deste ano e durante o próximo, tendo em atenção a corda - bem apertada! - que se encontra enrolada na garganta da esmagadora maioria das famílias portuguesas.
Se os bancos continuam a apertar, e os combustíveis a disparar, o desespero poderá começar a ditar as suas leis.
O que é que isto tem a ver com gangs?
Pouco.
Mas com violência generalizada, tudo.
Veja-se o exemplo do Brasil com os assaltos generalizados a supermercados e a residências.
Ainda há poucos dias uma família com raízes em Seia e residente no Brasil (Londrina, uma pequena cidade nos arredores do Rio) foi assaltada, agredida e fechada numa casa de banho da sua residência, durante horas, enquanto a filha era obrigada a mostrar aos assaltantes onde estavam as joias, o dinheiro, e demais valores dentro de casa.
Começam a pensar em vir embora para Portugal, porque não aguentam a violência generalizada que se produz no Brasil.
Só não sei se virão a tempo...
Mas vamos ao comentário do agente:
Manuel Silva:
«Sou Agente da PSP. Sobre a noticia do gang que atacou na Amadora é mais um sinal daquilo que num futuro bem próximo vamos ter. Os portugueses de Bem que estejam preparados. O pior ainda está para vir, com os polícias desmotivados, os Oficiais de Policia nas secretarias, e os politicos a ver andar. Apenas os agentes fazem alguma coisa. Cada vez menos, é verdade. (Santarém)
Porque tem mostrado à saciedade que os adultos que lá aparecem (e porventura não só...) são absolutamente incultos.
Fica, portanto, explicado o ataque cego aos professores e ao ensino em Portugal.
O Ensino, que tanto criticam, passou-lhes simplesmente ao lado.
Ora, a culpa nunca pode ser atribuída, por motivos politicamente correctos, à cabulice, à estupidez e à falta de vontade em receber Conhecimento científico do povo - até porque isso dá muitíssimo mais trabalho do que conhecer a vida todinha, de trás para a frente, de todos os jogadores de futebol das 3 primeiras divisões - a culpa da incultura dos adultos só pode ser do Ensino, do mesmo de que os adultos incultos fogem a sete pés.
Está tudo certo.
Uma das principais razões invocadas pelos juízes de primeira instância quando decretam a prisão preventiva a presumíveis - e muitas vezes confessos - homicidas, é a do alarme social que a manutenção desses criminosos nas ruas poderia provocar.
Pois bem: esse alarme social está instalado neste momento.
A inépcia da investigação policial aliada à lentidão costumeira da tramitação dos processos em seio do ministério público, tem provocado amiúde que os prazos máximos para a manutenção de alguém, em regime de prisão preventiva, se atinjam e se ultrapassem.
Com este encurtar dos prazos, vamos ter conhecimento de dezenas de casos aberrantes como este que se exemplifica.
Dir-se-á que os condenados saem com pulseira electrónica ou com a obrigatoriedade de apresentações periódicas nas esquadras.
Mas será que um condenado a 15 anos por homicídio vai ficar impávido e sereno à espera que o venham a casa buscar para cumprir o resto da pena?
Alguém, em seu perfeito juízo, pode acreditar nisto?
Claro que vai ser a debandada geral.
Pelo menos que tenham o bom senso de fugir para o estrangeiro...
1 - Ou o novo código penal foi feito por gente que não faz a mínima ideia do cataclismo que iria provocar - versão defendida nos meios judiciários;
2 - Ou quem o fez queria ilibar alguém e o resto teve que ir por arrastamento - versão da pura má língua que é, geralmente, a que fica sempre mais próxima da realidade neste país;
3 - Ou a prioridade de quem o fez foi arranjar espaço nas cadeias.
Admitindo a terceira hipótese - a única plausível - não é sensato arranjar espaço nas cadeias soltando homicidas, violadores, pedófilos e assaltantes.
Quem testemunhou, na quinta feira, contra um assassino condenado e preso, pode hoje encontrá-lo frente a frente na rua.
Uma revolução destas teria que ter sido implementada gradualmente, de forma a que a tramitação dos processos pendentes continuasse inalterada, aplicando o novo código apenas aos novos processos.
Claro que isto não poderia ser assim tão linear. A lei seria inconstitucional se não fosse aplicada a todos.
Mas falo apenas no processo penal: o novo poderia ter tido em atenção a realidade presente, no que se refere à libertação imediata de homicidas condenados mas em recurso, ou aos presos preventivos.
Não teve.
E por isso eles aí estão, a somar aos 6 que fugiram da prisão de Guimarães e sobre os quais nunca mais se falou e aos 3 assaltantes que, apesar de totalmente cercados pela Judiciária em Viseu, continuavam a assaltar bancos no Norte...
A língua fácil e o comportamento dúbio, diga-se.
Porque um activista de extrema esquerda vir a ser o mandatário financeiro de um candidato proposto pelo partido mais ligado à Alta Finança portuguesa (e que ainda por cima passa a vida a denunciar que a banca não paga impostos) é, no mínimo, curioso.
É claro que o futebol português tresanda. Toda a gente sabe disso.
Mas nem eu nem ninguém acredita que Pinto da Costa e o Major Valentão sejam - apenas eles - o Eixo do Mal.
Há-de haver muito mais coisas por esse país fora noutros clubes.
O comentador futeboleiro da SIC, Rui Santos, cada vez mais indisfarçavelmente parcial, revela em cada entrevista o seu anti-Pintismo visceral, o que é estranho para um comentador para quem a imparcialcidade deveria ser condição essencial.
Tudo isto ajuda ao clima de desconfiança que agora se vive.
Este documento anónimo tem, para já, esse grande defeito: o ser anónimo.
A sua forma é perfeitamente análoga à do documento que tentava desmascarar a intenção da investigação, e nomeadamente a de um certo inspector, em tramar Carlos Cruz, no processo Casa Pia.
A verdade é que, inocente ou culpado, lhe deram mesmo cabo da vida....
Uma coisa é certa: analisando o seu percurso político e declarações recentes, Saldanha Sanches inspira a mesma confiança daqueles que ele denuncia.
O mais conhecido empresário da noite de Bragança, Camilo Gonçalves – que foi julgado à revelia, por se encontrar fugido em parte incerta –, foi ontem condenado a nove anos de prisão e ao pagamento de 1,8 milhões de euros ao Estado.
Esta foi a pena mais pesada dos três processos das ‘Mães de Bragança’.
O tribunal condenou o empresário pelos crimes de lenocínio (fomento da exploração para a prostituição) e de apoio à imigração ilegal.
Mas a notícia não é esta.
O mais engraçado é que este caso tem 19 arguídos e nenhum - repito - nenhum foi apanhado para ser levado a Tribunal.
Tudo deu de frosques. Um até fugiu com a pulseira electrónica e tudo!
Estão todos a ser julgados à revelia.
Que lindo País este!...
Apesar de considerar não restarem dúvidas de que o empresário luso-americano, Manuel Albert Soares, de 51 anos, contratou dois russos para matar a mulher com dois tiros na cabeça a troco de dez mil euros e que o crime só não foi consumado porque os executores o denunciaram à PJ, o juiz João Grilo foi obrigado a absolver o arguido.
Na leitura da sentença, ontem no Tribunal S. João Novo, Porto, o magistrado afirmou sentir “um sabor amargo ao dizer está absolvido”, mas não lhe restava alternativa, porque o Código Penal não pune os actos preparatórios por parte do instigador do crime.
“O seu comportamento é moralmente censurável, eticamente deplorável e socialmente extremamente perigoso, mas não é punível criminalmente ”, afirmou João Grilo que acrescentou compreender que para a sociedade fosse difícil entender a sua decisão, mas que “a função de um juiz é cumprir a lei”.
Na leitura do Acórdão, justificou ainda que segundo o ordenamento jurídico português a instigação de um homicídio só passa a ser crime quando há execução por parte dos instigados.
Ou seja, apesar ter sido comprovado através de imagens de video-vigilância de uma estação de serviço da auto-estrada e de fotografias tiradas pela PJ que foi o arguido a fazer as chamadas telefónicas gravadas para os russos, em que os aliciava a matar a esposa e que tal só não foi consumado porque nunca foi vontade dos executantes fazê-lo, nenhum destes factos pode ser punido.
O magistrado explicou que neste caso: “Se os actos de execução fossem por parte do instigador podia concluir-se que tinham sido todos feitos, mas, se for pelos instigados, não. O que nos diz a jurisprudência é que os actos executórios têm de ser do instigado”, disse.
in CM
É sempre util sabermos que planear um homicídio e chegar a contratar gente para o efeito não é crime, enquanto que dizer uma piada sobre Sócras o é.
Assim sendo, será muito mais inteligente que os piadéticos nacionais não continuem a perder tempo com anedotas sobre o infame - o que é um crime grave - e comecem, de uma vez por todas, a planear tratarem-lhe da saúde - que não é crime nenhum.
Certo?
O ex-presidente da Câmara de Celorico foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão efectiva por corrupção passiva, peculato e branqueamento de capitais.
Júlio Santos é natural de Prados, Celorico da Beira.
Estudou em Seia, aqui fez o 7º ano antigo (11º de hoje), enquanto esteve hospedado no Patronato e foi meu colega de turma.
Mais tarde fui fornecedor, uma única vez, da Câmara de Celorico, a quem vendi meia dúzia de telemóveis. Há mais de 10 anos.
Tratamo-nos por tu, evidentemente, e isto é só para dizer que nunca senti o mínimo aliciamento da sua parte, em nenhum sentido, no único negócio que fizemos.
Acertámos o preço e as condições, entreguei a mercadoria e recebi o dinheiro, tudo dentro da maior transparência. E, naquela altura, cada Startac custava bom dinheiro... Não me pediu nem insinuou qualquer vantagem pessoal para si. Recebeu um telefone exactamente igual aos dos outros vereadores e pronto.
Não sei quantos autarcas procederiam de igual forma, ainda mais quando o fornecedor era uma pessoa das suas relações pessoais.
Aqui fica o meu testemunho, por ser verdade.
Por outro lado, pergunto:
Se foi condenado por corrupção passiva - e todos sabemos aqui em Seia quem foi o corruptor - o que aconteceu a esse corruptor?
É que me parece que ele também era arguido neste processo.
O corruptor passou um cheque de 125 mil euros, que foi encontrado na secretária de Júlio Santos pela PJ, o que na altura deu brado em todos os jornais da região.
Pergunto:
Será que Júlio Santos apontou uma arma à cabeça do corruptor para o obrigar a passar-lhe o cheque?
Sabemos que não há corrupção se não houver, pelo menos, 2 criminosos.
Um está condenado.
Que é feito do outro?????
Aqui em baixo pode ler-se uma entrevista que Júlio Santos deu ao Jornal A Guarda em finais de 1999, e que é muito curiosa. Volvidos quase 8 anos ela está perfeitamente actual.
Júlio Santos dá a conhecer a sua visão sobre todos os aspectos que nos afligem: o interior e a interioridade, as vias de acesso, o TGV e Castelo Branco, o ostracismo a que a Guarda tem sido votada, a sua visão sobre a necessidade de um ministro para o Interior, a realidade do Politécnico e a necessidade uma Universidade para a Guarda, o turismo como a indústria do sec XXI, etc, etc.
Deixo aqui também um link para uma outra entrevista, em Abril de 2000, desta vez ao Terras da Beira em que JS diz claramente que, "se não for o Turismo na nossa região, qualquer dia ela fecha-se para um Lar de terceira Idade."
Cusioso comparar esta visão com a de outros autarcas da região... muito curioso...
Está tudo aqui em baixo. É só clicar.
"Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou"
Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, licenciado em Direito, professor, advogado, desportista, escritor, entre outras facetas da sua vida, apresentou-se como candidato às próximas eleições para a Federaç\ao Distrital do PS. Para saber a sua posição sobre estes e outros aspectos falámos com ele na sua casa em Linhares da Beira.
NG - Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico e membro destacado do PS. Porque é que resolveu apresentar a sua candidatura à Federação Distrital do PS?
JS - O destacado é expressão sua. Relativamente à pergunta que me coloca, digamos que eu achei que era altura que, em termos políticos, dentro do partido socialista alguém dissesse " O rei vai nu". De facto, neste momento, quer a nível do PS quer do PSD quer a nível de todas as forças partidárias, no que respeita ao distrito da Guarda, "o rei vai nu". E porquê? Porque aos poucos vamos sendo afastados dos centros de poder, vamos perdendo certos poderes que tínhamos, vamos sendo ostracizados e até usados como tem acontecido ultimamente. Basta!
NG - Refere-se ao facto de haver líderes partidários de outros distritos?
JS - Não me refiro a isso. Eu sou militante do PS há mais de dez anos mas sou natural da Guarda há quarenta. A Guarda já foi uma terra importante. Vivi em Lisboa doze anos e, quando lá estava, e me perguntavam de onde era dizia: sou da Guarda. Portanto, a Guarda tem obrigações para com todos os seus concidadãos e os intérpretes políticos têm que ter a obrigação de saber responder aos anseios de todos aqueles que são de cá e que cá querem viver. Não é isso que se tem passado ultimamente. Não se podem abrir as portas a quem quer que seja que venha de fora (diz-se que o que vem de fora é que é bom), até porque cá há muita coisa boa. Há muita gente boa e inteligente. Há que sacudir a poeira de uma vez por todas e dizer: nós somos capazes de nos governar.
NG - O facto de se apresentar resulta de uma atitude de descontentamento?
JS - Não é descontentamento, mas porque não ando nisto há dois dias. Sou político profissional há sete anos mas já sou político há mais de duas décadas. Eu tenho feito uma análise séria, com base em dados concretos, e verifico que, infelizmente para o Distrito e para a Guarda, as pessoas que deviam ter a responsabilidade de responder e de fazer aquilo que é exigido aos líderes políticos não o fazem. Assim sendo, acho que chegou o tempo de dizer: já que não há ninguém que seja capaz de abanar este barco vou eu abaná-lo. Sei que corro muitos riscos e que não vai ser uma tarefa fácil, porque há muita gente acomodada que quer que a acomodação continue. Mas mesmo assim... Tenho um projecto estruturado, pensado e delineado há muito tempo: para o distrito da Guarda (para a Serra da Estrela, Fozcôa e Fronteira). Eu e alguma gente que conheço estamos disponíveis para trabalhar por isso. Assim, decidi avançar e dar a voz a essa gente.
NG - Nessa perspectiva que balanço é que faz dos mandatos, da actividade do actual presidente da Federação Distrital do PS, António José Seguro?
JS - É uma pergunta assassina. António José Seguro é uma pessoa que conheço há cerca de vinte anos e que respeito muito. Prevejo-lhe um grande futuro político, mas por muito que ele goste do distrito nunca pode gostar dele mais do que eu. Eu sou da Guarda e ele é de Penamacor. Naturalmente que, enquanto presidente da Federação, fez o que pôde, não sei se muito se pouco, para se afirmar e se reafirmar como líder político da Guarda. Se calhar a Guarda podia ter ganho muito mais.
NG - O facto de ele estar, neste momento, longe da Guarda não será prejudicial para o distrito?
JS - Na sequência do que eu estava a dizer, mesmo para ele talvez também tenha sido redutor o mandato que ele teve aqui. Não bastava ser um agente da Guarda dentro do poder, no Governo. Devia ter promovido outras pessoas para que, numa eventual saída dele, seguissem as suas pegadas e continuassem a dar protagonismo e poder à Guarda. Ele não o fez. Ele preferiu enquistar-se na Federação, na própria lista dos deputados. Não é honesto ser o último da lista dos deputados sendo deputado já no Parlamento e, por isso, não deixou que nenhuma porta mais se abrisse para o Partido Socialista na Guarda. Portanto, ele foi útil quando nós lhe dissemos: António José Seguro, se tu queres avançar, avança que nós apoiamos-te; se não queres não te metas nisso.
NG - Não é estranho que tenha de vir uma pessoa de fora do distrito para assumir a liderança da Federação Distrital do PS da Guarda?
JS - O distrito da Guarda teve muitas dificuldades de afirmação, sobretudo desde a queda de Abílio Curto. A partir daí criou-se, a nível do partido, como que uma anarquia. Havia guerras todos os dias: Carlos Santos dizia mal de Santinho Pacheco e vice-versa. Havia uma rivalidade muito grande entre a Guarda, Seia e Gouveia. Enfim, era um pandemónio. Não sei que volta é que aquilo daria se não fosse alguém com pulso e credibilidade. Foi a credibilidade imposta por cima que funcionou e, portanto, acho que António José Seguro fez um bom trabalho quando se candidatou porque pacificou o partido. Ainda bem que o fez. Ele teve o seu mérito e também teve a sua promoção. É presidente da Federação e, com base nisso, foi e é deputado do Parlamento Europeu. Mas, António José Seguro está de abalada. Está em Bruxelas, era e deixou de ser Coordenador da Comissão Permanente do Partido (um lugar de grande destaque a nível do partido), era membro do Governo e isso trouxe-nos mais valias. Mas hoje já não é nada disso e a Guarda não tem ninguém no Governo. Não há ninguém capaz de agitar a bandeira da Guarda e dizer, em alto e bom som, que a Guarda também existe.
NG - Houve eleições e há deputados eleitos pelo distrito. Que apreciação faz dos deputados que nos representam?
JS - Não faço apreciação nenhuma, porque não há trabalho nenhum para apreciar.
NG - Foi nomeado recentemente o novo Governador Civil. Que apreciação faz do Governador Civil que saiu e quais são as expectativas face ao novo Governador?
JS - Em relação a isso eu já deixei em entrelinhas algumas coisas. Na minha opinião, a escolha mais feliz que o anterior Governo fez no distrito da Guarda foi a nomeação do Governador Civil. O Dr. Fernando Lopes foi um Governador que há-de ficar na memória de todos os guardenses como o homem que conseguiu, tal como António José Seguro no Partido Socialista, a união entre todos e o fim das hostilidades. Fernando Lopes fez a união entre as forças desavindas da cidade. Esse mérito ninguém lho retira. Infelizmente, neste momento, já não é o Governador Civil. Não sei se foi afastado por vontade própria ou se foi pressionado para isso, mas se calhar foi afastado sem ser por sua vontade. Isso custa-me, porque a uma boa solução sucedeu uma outra que não sei se será boa. O futuro há-de prová-lo. Vamos ver. Eu respeito sempre as decisões que têm legitimidade. O Governo não manda quem bem entende. Nós vemos a nossa realidade local e não sei se o Governador Civil Fernando Cabral será a melhor escolha para o distrito e, inclusivamente, para o Partido Socialista.
NG - Pensa que o novo Governador será o motor para agitar a tal bandeira do distrito que referiu há pouco?
JS - Não sei se também é papel do Governador Civil o agitar da bandeira. Ele é um agente do Governo e deve estar disponível para receber os governantes e para dar conta do que se passa no território. Não me parece que seja por aí a melhor forma de agitar bandeiras. Se o fizer fá-lo mal, porque o governo é de todos os portugueses, não é do Partido Socialista. De qualquer das maneiras eu quero acreditar que vai haver bom senso e que o Dr. Fernando Cabral vai fazer um bom trabalho à frente do Governo Civil.
NG - Já referiu que o facto de avançar é uma atitude de insatisfação. O distrito da Guarda está, de algum modo, a perder. Relativamente a alguns aspectos concretos que são importantes, como o caso das acessibilidades. Que balanço é que faz do actual estado das obras do IP2 no distrito, da duplicação do IP5 e de outras acessibilidades dentro do distrito, uma vez que já se manifestou como candidato à Federação Distrital?
JS - Sou assumidamente candidato a presidente de Federação do PS da Guarda e sou-o para ganhar. Aceito naturalmente que posso perder. Numa eleição pode-se sempre ganhar ou perder, mas tudo farei para que a minha candidatura sai vencedora. No que respeita à estratégia, eu hei-de defini-la em conjunto com os meus apoiantes. Embora a eleição seja pessoal ninguém é eleito sozinho. Há pessoas que pensam como eu, que estão disponíveis para trabalhar comigo e, portanto, será com eles que eu irei definir a estratégia a apresentar a Congresso, o qual terá lugar no primeiro trimestre do ano que vem. Há uma série de assuntos que estão na ordem do dia. Referiu bem as acessibilidades e quanto a isso digo-lhe que não estou satisfeito.
NG - Sei que foi crítico relativamente ao facto de as obras do IP2 tardarem no seu concelho.
JS - Não acho isso, o que eu acho é que não é justo que se transforme o IP2 numa auto-estrada de Castelo Branco. Era bom ter uma auto-estrada a passar em Vilar Formoso. Se essa auto-estrada for por Castelo Branco ou por Viseu é-me indiferente, desde que a Guarda não perca. Mas tanto tem perdido a Guarda como Celorico da Beira. Isso eu não posso perdoar. Diz-se que a duplicação do IP2 vai dar auto-estrada da Guarda a Lisboa. Onde é que ela anda? Em Castelo Branco. O que é que há na Guarda? Prometeram-nos que teria a segunda fase da VICEG, parte da auto-estrada. Onde é que anda? Será que a senhora presidente, Maria do Carmo, vai ter a VICEG pronta ou a auto-estrada daqui a dois anos, quando forem as eleições? Não sei se vai. Mas, neste momento, o meu maior problema é o IP2. Então e, pelo menos, de Celorico a Fozcôa? Perdem-se milhões de contos e onde está o desenvolvimento de Fozcôa? Qual é o aproveitamento que tem sido feito das gravuras? O futuro turístico passa por um triângulo: Fozcôa - Serra da Estrela - Fronteira. Quem não perceber isto não percebe muitas coisas que virão. Se não houver uma intercomunicabilidade fácil entre estes três ângulos obviamente que não vai haver desenvolvimento. Quem perder esta guerra perde o futuro. O último quadro comunitário de apoio tem 5-6 anos e quem não o aproveitar nunca mais se chega à frente.
NG - E relativamente ao IP5?
JS - O IP5 é uma promessa adiada há muitos anos. Talvez eu seja suspeito, porque me habituei a andar nas auto-estradas e, agora, cada vez que ando no IP5 ando com medo. Andar com medo na estrada é o primeiro passo para andar mal. Foi-nos prometida a auto-estrada, pelo menos a duplicação. Já foi prometida no Governo do Cavaco e no anterior. Espero que daqui a dois anos ela esteja concessionada.
NG - Quanto às linhas da CP. Fala-se que o TGV vai passar por Castelo Branco. Isso irá subalternizar a linha da Beira Alta que, até agora, era a principal fronteira. Que lhe parece?
JS - Não pode. Eu estive a ver o mapa de Portugal e, nestes termos, é impossível que o TGV vá por Castelo Branco. Só por malvadez é que pode ir. Em Portugal o TGV só faz sentido se houver uma linha única de Lisboa a Madrid com uma bifurcação: Entroncamento - Madrid e Entroncamento - Porto e Lisboa. Nunca será possível do Entroncamento ir para Castelo Branco. É inviável o TGV nessas circunstâncias. Se esta não for a lógica do TGV, obviamente que é uma escolha política e é má para o distrito.
NG - Por falarmos em Distrito, não lhe parece que houve aqui alguém que falhou quando o distrito mostrou inoperância no aspecto do tratamento do lixo, ao ponto de ter que tratar isso com a Cova da Beira?
JS - A esse nível não me parece. O que era urgente era resolver o problema.
NG - Mas não lhe parece que havia de haver uma liderança do distrito para tratar isso? Como alguém disse, até o lixo temos que tratar com a Cova da Beira.
JS - Eu fui um dos agentes protagonistas dessa guerra, porque a certa altura quiseram empurrar isso para mim. Eu não quis ficar com esse ónus, porque o problema do lixo é de todos, mas sobretudo da Guarda. Portanto, quem tinha a responsabilidade primeira para resolver o problema era a Guarda.
NG - Mas a Guarda tinha a presidência da Ecorraia.
JS - Tinha e nós fazíamos parte. Na primeira fase não, mas na segunda fase aderimos à Ecorraia e acreditámos que esta era a entidade certa para resolver o problema. Não foi possível. Há coisas boas e más e, se os lixos forem para Castelo Branco, não há mal nenhum. Os lixos e outras coisas mais.
NG - É comentado que o distrito da Guarda tem andado a perder. Como classifica, por exemplo, a situação da RTP que se diz da Beira Interior, mas que até no logotipo é de Castelo Branco.
JS - Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou.
NG - Não lhe parece que alguns serviços deviam ter um âmbito distrital?
JS - O Governo decidiu ter uma série de cadeias de televisão no país. Escolheu Castelo Branco. Sendo o Sócrates da Covilhã, o António José Seguro de Penamacor e o Primeiro Ministro do Fundão, naturalmente que a televisão iria para Castelo Branco. Eu admito isso e aceito. O que não aceito é que a Guarda não seja capaz de se opor a Castelo Branco ou de negociar. Devia haver alguém que dissesse: levem lá a televisão mas as outras coisas têm que ficar aqui.
NG- Mas quem é que deve fazer isso?
JS- Os políticos, naturalmente. A Câmara da Guarda, a Assembleia Distrital e todas as entidades políticas que têm a ver com o desenvolvimento do distrito.
NG- Relativamente a um dos grandes factores de desenvolvimento do Distrito, que é o ensino, a grande paixão da anterior legislatura. Como é que avalia a situação que se passa no Instituto Politécnico da Guarda?
JS - É uma tristeza aquilo que se passa no Instituto Politécnico, porque nos tempos que correm já não se vêem estudantes acantonados e professores em greve. Essas coisas todas devem ser negociadas e quando não se conseguem negociar é porque está tudo errado. Para mim a Guarda merece mais que o Politécnico, merece uma Universidade. Aliás, é a cidade certa para ter uma Universidade. Há muitos estudantes portugueses que vão para Salamanca. Era capaz de haver muitos estudantes espanhóis que quisessem vir para Portugal e, naturalmente, que viriam para a Guarda. Há muito mérito com o Politécnico. Eu já disse mais do que uma vez que a Guarda sem o Politécnico desaparecia, era uma vila. Portanto, hoje o Politécnico é a mais valia da Guarda. Na minha opinião, devia ter uma Universidade e tudo farei para que a tenha. Eu não desisto para que a Guarda venha a ter Universidade. Deixou-se levar a situação a este ponto e não dignifica nada a Guarda nem o Distrito. Assim, o futuro fica hipotecado.
NG - Relativamente ao Distrito, uma vez que se candidata a uma estrutura distrital. Como é que vê o desenvolvimento do distrito e, principalmente, da capital de distrito?
JS - Tenho alguma apreensão em relação a isso. Parece-me que as forças políticas ainda não estão preparadas para deixar a política de caserna e passar à acção política do Distrito. Nós não podemos ser sectários nem a nível partidário nem a nível cultural. Temos que dar as mãos quando é preciso e reivindicar em conjunto quando o que está em causa é o interesse dos cidadãos que aqui vivem e que são muitos. Por isso e porque conheço bastante bem os agentes que neste momento representam essa política tenho algum receio de que possamos perder o comboio. Há muita gente a dar com a mão na mesa, a dar pontapés por baixo, mas não nos sítios certos. São palavras, muitas vezes de circunstância, que servem certos interesses locais, mas que não têm nenhuma repercussão a nível nacional e que, portanto, não trazem nada de novo. Isso permite que outros, muito mais espertos que nós, se coloquem no sítio certo e consigam as mais valias que nós não temos conseguido até hoje.
NG - Não lhe parece que o interior já merecia, tanto que se fala em combater as assimetrias regionais, propostas mais concretas que incentivassem o investimento nestas regiões?
JS - O interior merecia um Ministro do Interior, um Ministério para o Interior. Hoje, Portugal é o litoral. Quanto a mim, o futuro de Portugal está no interior. As coisas boas de Portugal estão no interior: a Serra, a gastronomia, os montes, os vinhos. O valor do turismo já não está no Algarve. É o lazer que se obtém no ar puro, na calma, na tranquilidade, nas paisagens, na caça, na pesca... Essa mais valia temo-la nós. Ainda não foi estudada como uma possibilidade de desenvolvimento mas, na minha perspectiva, nós temos muito mais futuro do que o litoral.
NG - A propósito da gastronomia. Que comentário faz à polémica que existe sobre o queijo da Serra, o emblema da nossa região?
JS - É a minha menina dos olhos, uma vez que Celorico é a capital do Queijo da Serra. Já tenho manifestado algumas preocupações, porque eu sou quase que um fiscal da qualidade do queijo. Tenho-me batido pela melhoria das condições de vida dos agricultores. Quero transformar os pastores em empresários. Por isso, a Escola Profissional de Celorico da Beira irá ter uma vertente agro-ambiental. Todo o trabalho que tenho feito a nível de promoção tem dado resultados. Desde que estou na Câmara, há seis anos, que o preço do queijo já triplicou. Portanto, têm valido a pena as campanhas de informação, as feiras, todo o trabalho que nós vimos fazendo, como o licenciamento das queijarias e a criação do Solar do Queijo. Neste momento o Solar é a catedral deste produto. Mas sei que há uma falha e eu queria que ela fosse colmatada. Não podem ser os próprios produtores a dizer que o queijo deles é bom. A Faproserra tem, na sua constituição, os próprios produtores. Se me perguntarem se aquilo que eu tenho em minha casa é bom eu digo que sim. Portanto, há que criar urgentemente mecanismos de controlo do exterior, a nível do Ministério, para fazer a certificação. Se assim não for todo o trabalho que eu tenho e que muita gente tem feito comigo vai por água abaixo. Qualquer dia chegam aqui e dizem: vocês andam-nos a enganar. Eu não quero enganar ninguém. O Solar do Queijo existe para dar garantia de qualidade ao produto. Não quero que digam que em Celorico há queijo falsificado.
NG - Há seis anos candidatou-se contra um dinossauro reconhecido da política. Que balanço é que faz destes anos de actividade autárquica?
JS - Não sou a pessoa certa para fazer esse balanço. Acho que mexi com algumas consciências, que fizemos coisas boas e más. Lançámos muitas iniciativas, desde a Juventude à Terceira Idade, às áreas de intervenção comunitária, como o queijo, a floresta... Fizemos aquilo que pudemos e que nos deixaram. Já não foi pouco.
NG - O que é que ainda está por fazer?
JS - Muito. Estamos agora a planear o concelho a longo prazo. Não havia planeamento nenhum. Temos vários projectos, sobretudo a nível do turismo. Eu considero que a indústria do turismo é a indústria do Séc. XXI. Portanto, eu quero estar preparado e quero que Celorico também esteja. Tenho projectos tais como: a Pousada de Linhares, o abastecimento de água em alta a Celorico, Fornos e Gouveia, a variante Celorico da Beira, o funcionamento do lagar de azeite, o turismo, a gastronomia, o Museu Agrícola, o Museu do Queijo da Serra e o Museu Moinho. Depois de termos o nosso concelho numa lógica de circuito interno e ligado a outros circuitos, sobretudo a aldeias históricas, estamos mais ou menos preparados para receber aqueles que têm disponibilidade para gozar daquilo que, felizmente, já temos.
NG - Falou em muitos aspectos relacionados com a cultura. O que é que a Câmara tem feito no âmbito da cultura e do desporto?
JS - Mais uma vez não serei a pessoa mais indicada para falar disso. Numa primeira fase tentámos ver aquilo que era a realidade desportiva do concelho. Verificámos que, a nível desportivo, não havia mais do que dois clubes de futebol: Celorico e Lageosa. Entretanto, nós assumimos uma política desportiva e decidimos tentar cativar os clubes para que lançassem outras modalidades. Mas não foi bem aceite, porque os clubes não estão vocacionados para isso. Assim, decidimos criar uma Associação. Antes desta lançámos a Escola Desportiva de Celorico da Beira, para a qual contratei sete monitores para darem aulas de desporto: natação, ténis, karaté, atletismo, ginástica rítmica, futebol feminino e ciclismo. Fizemos ver aos clubes que já que eles não queriam essas actividades, pelo menos deviam arranjar alguns critérios de selecção para não se desperdiçarem energias e para que os clubes que quisessem fazer formação o fizessem de uma forma séria. Por isso, decidimos que a nível dos jovens, no concelho, só vão haver quatro equipas: iniciados, infantis, juvenis e juniores. Só essas equipas é que terão o apoio da Câmara. Daqui para a frente Celorico terá sempre quatro equipas subsidiadas pela Câmara que disputarão os Campeonatos Distritais, com o objectivo de virem, mais tarde, a disputar os Nacionais. Queremos uma selecção concelhia que possa alargar-se a outros concelhos, mas que seja única. Neste momento somos o concelho com mais clubes em competição. Temos a consciência de que estamos a promover os nossos jovens e a dar-lhes possibilidades de eles praticarem desporto. É essa a minha maior preocupação. No que respeita à Escola Desportiva há uma modalidade que, neste momento, está por cima, que é o BTT. O ciclismo conseguiu uma projecção tal que se emancipou da Câmara. Neste momento é uma associação concelhia que a está a liderar. Já tem provas dadas e demonstra que é possível, com um empurrãozinho, criar qualidade de vida nas pessoas que vivem no nosso concelho. Quanto ao aspecto cultural, nós tínhamos um Cinema Centro Cultural completamente fechado. Agora todos os fins-de-semana temos dois filmes, que quinze dias depois de estrearem a nível nacional estão em Celorico. O cinema é quase gratuito para os jovens estudantes e, de vez em quando, há animação cultural e temos grupos de teatro. Está em criação um grupo de teatro em Celorico e um grupo polifónico. Para além disso temos em carteira a criação da Escola de Artes. Esta vai ser, na minha perspectiva, a mais valia não só de Celorico mas de toda a região da Guarda em termos culturais. Tenho agendada uma reunião com a Senhora Secretária de Estado da Cultura para financiamento dessa escola. Depois de criado esse espaço com um atelier colectivo e uma pequena residência para artistas acho que vamos dar um grande salto em frente. Se nós somos inteligentes os outros também nos acompanham. A verdade é que há muita gente desejosa para respirar os nossos ares e para comer as nossas morcelas e as nossas farinheiras.
NG - Como disse, o concelho de Celorico era liderado por um presidente considerado um dos dinossauros da política. Após esse período viveu alguma convulsão e havia guerras com a Associação Cultural de Celorico. Como é que está o concelho neste momento relativamente a esses aspectos e à Escola Profissional?
JS - Infelizmente, às vezes, é preciso dar dois passos atrás para depois dar um em frente. Eu tive muitas forças negativas para poder fazer o meu projecto. As coisas são como são. Se calhar algumas pessoas de Celorico não estavam preparadas para aquilo que aconteceu. Eu tinha um projecto sério para este concelho e bati-me por ele. As pessoas votaram, conseguimos ganhar e, portanto, tinha a obrigação de o executar. Obviamente que com muitas resistências. O anterior presidente esteve vinte anos na Câmara e isso é muito tempo. Ainda hoje não se capacita que já não é o presidente da Câmara. Ele ainda acha que devia ser ele. Tudo isso levou a que se desenrolasse um clima de guerrilha permanente. Felizmente que com as últimas eleições se resolveu esse problema. Mais uma vez o povo disse o que queria. Se a Escola Profissional de Celorico não continuou foi porque o ex-presidente não quis. Nós propusemo-lhe que ele ficasse como Director Administrativo da Escola e que se mudasse apenas o Director Pedagógico para dar credibilidade aos cursos que eram ministrados, mas ele não aceitou. O mesmo se passou com a creche. Aquele espaço era necessário para o jardim de infância oficial, para o qual foi construído inicialmente. Desde que esses problemas foram resolvidos acabaram as guerras em Celorico. A oposição existe ainda, reconhecemo-la e respeitamo-la. Nós temos o nosso projecto, as pessoas que estão comigo estão de boa fé para ajudar a trabalhar e a desenvolver o concelho. Foi bom ter acontecido isto para verem de quem era a culpa, para verem quem é que estava interessado em fazer coisas e quem estava interessado em destruí-las. A história há-de fazer justiça.

Depois desta do Lininho já há mais outra, porque desde que a comandita que forma o seu governo percebeu que o inefável Sócras nunca passou de um aluno medíocre, até fazem bicha para o destronar no que ao anedotário nacional diz respeito.
A nova é a daquele secretário de estado que, hoje mesmo, em Coimbra, disse alto e bom som que «a co-incineração avançará quer a justiça deixe quer não»!!!!!
«Porque as opções políticas são mais fortes que a Lei»!
Arre, gaita!
Como é possível um calino destes chegar a secretário de estado?
Estamos mesmo no Burkina Fasso, não há dúvida...
Volta, António Oliveira!
Estás definitivamente perdoado!
E muito ultrapassado, até!
Safa!...
Até doi...
Os pais das outras crianças PORTUGUESAS, que também desapareceram no passado recente, estão verdadeiramente escandalizados com a desproporcionalidade dos meios empregues na procura da Maddie.
300 agentes são os que estão empenhados, dia e noite, à procura desta criança. Com helicópteros, aviões, Jeeps. Tudo quanto há.
Mas nos seus casos, nos casos dos desaparecimentos dos seus filhos, foram destacados 2 ou 3. Sem meios.
Recordam, para horror de todos nós, que nos seus próprios casos, nem GNR nem PJ se empenharam coisa que se visse na descoberta dos seus filhos.
A mãe do Zé Pedro acusa directamente, na SIC, a PJ de ter deixado fugir o seu filho no carro dado como suspeito. Há 9 anos.
A mãe de Rui Pereira queixa-se do mesmo, há 8 anos. Quem acabou por o procurar por todo o lado foi a comissão de moradores do bairro. Mais ninguém. Nem sequer as fotografias dos filhos desaparecidos foram publicadas.
Bem, mas nesse aspecto não se podem queixar. O procedimento, ou melhor: a ausência de qualquer procedimento, é uma constante que se arrastou até aos dias de hoje.
Não se tivesse passado esta tragédia no ex-ALLgarve (agora morto antes mesmo de nascer) com uma família inglesa - os principais clientes da maior região turística de Portugal - e estava-se na boa...
Fosse a criança portuguesa e os telejornais nem nisso falavam.
Aparecia o caso no «Crime» e no «Correio da Manhã», nas páginas interiores, a preto e branco, e pronto.
Isto foi um grande azar... para todos.
Para os pais, para a criança e para a imagem nacional e internacional da PJ; e não forçosamente por esta ordem.
A partir de agora toda a gente vai saber como é que por cá se "trabalha": com conversa. Muita conversa, mesmo. Enrolada. Estafada. Imobilizante.
Mais nada.
Levantar os traseiros acomodados das cadeiras roçadas é muito difícil, em Portugal.
Deixou-se fugir toda a gente, nas calmas, e agora procuram desesperadamente neve... no Alentejo...
Agora, meus amigos, não vale a pena continuarem a insultar-nos a inteligência a todos, porque todos já percebemos que os srs não fazem a mínima ideia do que aconteceu à criança. Mas nem a esta, nem às outras todas que desapareceram antes.
A única diferença entre este caso e os anteriores é a seguinte:
Quando se trata de crianças portuguesas a ordem é ABAFAR o caso e desviar a atenção para outras coisas.
É claro que, neste caso, não houve a possibilidade de abafar coisa nenhuma. Nem a desculpa esfarrapada do segredo de justiça "pegou" em lado nenhum.
Por isso, houve que tapar os olhos ao povo com um exército de gente e uma panóplia de meios, a fazer de conta que estão atarefadíssimos (e até podem estar, mas agora já não vai a tempo), para poderem justificar ao fim que «fizemos tudo o que era humanamente possível»!
Mas é mentira.
O que TINHAM que fazer de imediato era fechar as fronteiras, vigiar os aeródromos, os cais, as marinas, e logo que se deu o alarme. E não passados 12 horas que, na prática, foram mais de 48!
O mal foi feito quando NÃO ACTUARAM DE IMEDIATO.
Agora, até podem arregimentar um milhão de agentes a procurá-la pelas chernecas de Lagos, porque ela - como ontem dizia o carpinteiro da urbanização - já está a milhares de quilómetros daí.
Muita tinta correrá quando os Pais da criança voltarem para a sua terra com as mãos a abanar.
Aí se saberá ao que foram sujeitos. Aí se saberá o quanto se trabalha e quem o faz. E com que inteligência o faz.
Aí o mundo saberá, sem espinhas, tudo o que até aqui se tem tentado desesperadamente esconder: como e quem investiga (ou com esse pretexto ganha a vida) em Portugal.
Depois, para pôr a cereja no bolo do nosso brutal subdesenvolvimento auto-alimentado, as medíocres televisões generalistas que temos que não falam de outra coisa...
Como se esta fosse a única criança desaparecida em Portugal no último milénio!
Como se não houvesse mais nenhum assunto a tratar neste país.
Mais nenhuma notícia. Nenhum problema.
Todos os carros de exteriores das televisões estão no Algarve.
«Valeu a pena!» - dirão alguns.
O povo andou entretido com isto uma semana inteira... e o mais que se verá.

Estava eu na Assembleia de Escola da Secundária de Seia, quando estoirou a notícia de que Maggie tinha aparecido em Nelas.
Não pude conter um «Ai, valha-me Deus!» pela boa vontade desta gente bem intencionada e ingénua que ainda acredita no Pai Natal.
É preciso não se ter memória nenhuma de nada, de andar aqui para ver passar os carros eléctricos, de não se ter a mínima noção do que é Portugal para se poder acreditar que a Maddie alguma vez mais possa aparecer fruto da investigação policial.
Se tal acontecer, não se deverá nunca ao trabalho das polícias portuguesas mas ao acaso do destino.
Se alguma pessoa a vir e reconhecer a criança nalgum lado...
Nada mais.
Estão aí os peritos da Scotland Yard para comentar na TSF o (zero) que se está a passar com a investigação da pequena.
Que país é este que permite que sejam os comentadores ingleses a explicar alguma coisa do que se está a passar, nas rádios em Portugal?
Porque é que a PJ não se lembra nem sequer de publicar a foto da criança?
O Algarve está cheio dos retratos da criança, mas não foi a judiciária que os mandou publicar e colocar em todo o lado: foi um jornal inglês!.
Porque é que a PJ diz «não poder informar em que ponto estão as investigações para não violar o segredo de justiça», quando o viola descaradamente a torto e a direito de cada vez que se deixa fotografar ao lado de cada apreensão de droga?
Aí, toca de aparecer nas televisões com os pacotes de droga cuidadosamente posicionados a escrever a palavra J-U-D-I-C-I-A-R-I-A, e ninguém quer saber da flagrante violação do segredo de Justiça que está a ser praticada naquele momento.
Como diria o Bruno Nogueira: Então em que ficamos, senhora Judiciária?
Eu respondo: no séc. 19.
Ora aí está uma "garantia" em que eu acredito.
Piamente.

O caso Joana que eu de imediato desconfiei que nunca mais fosse aparecer, repete-se na íntegra.
Maddie nunca mais aparecerá, todos o sabemos.
Nem com os 147.000€ de recompensa do amigo inglês, nem com os 15.000€ do The Sun.
Nada.
Digam-lhe Adeus.
Como disseram à Joana.
Agora dizem que o raptor é Inglês. Provavelmente porque viram a peça jornalística da RTP1 que recordava um caso semelhante nos anos 90.
A seguir, dirão que vai aparecer dentro de um saco, numa falésia!
Tal e qual como as dezenas de histórias inventadas pela mesma PJ do Algarve no caso Joana.
Inventaram milhares de histórias e descobriram... nada.
Como sempre.
No final, desesperados, começarão a lançar suspeitas sobre os Pais.
Pergunto: irá acontecer a este casal de ingleses a mesma indignidade que aconteceu à atrasada mental da mãe da Joana?
A PJ irá prender os Pais daqui a uma semana?
É só o que eu estou à espera de ver!!!
Deixaram passar pachorrentamente as 12 horas em que tinham que actuar.
Quem a raptou teve tempo de levar a miúda até Paris, Marselha, Mónaco, Itália, de carro!
Sem problema nenhum.
Agora... adeus.
Onde é que ela já estará a esta hora!...

No que se refere à «melhor polícia do mundo»(!!!) em cada cavadela... sua minhoca!
Depois do monstruoso flop demonstrado no caso Joana - de quem nunca encontraram rasto, apesar das inúmeras garantias dadas, nesse sentido, pelo inspector de Faro - a coisa repete-se, mas agora com repercursões a nível internacional.
O mundo ficará a saber da ineficácia da auto-denominada «melhor polícia do mundo»: a PJ portuguesa, que ainda ontem assegurava, nas televisões, que «todas as estradas e fronteiras do Algarve estavam bloqueadas» , enquanto os repórteres da TSF passavam a fronteira dezenas de vezes de carro, a pé, de burro e de trotineta, sem encontrarem um único GNR na fronteira, quanto mais bloqueio de estradas!...
Isto só podem ser resquícios do fascismo!
A RTP está, neste momento, mais de 70 horas após o rapto, a mostrar uma peça em que portugueses e espanhóis em Vila Real de Sto António afirmam que até agora não viram quaisquer barragens na estrada nem no cais do ferry. Mais: polícia, só se vê no lado de Espanha.
Do lado de cá... népia!
Que horror de gente, esta!
Para que é que a Polícia Judiciária faz passar para a opinião pública mentiras descaradas?
Acaso não perceberam ainda que a comunicação social acaba por verificar as patranhas todas?
Ai, valha-me Deus!
Estamos mesmo entregues aos bichos!...
António Marinho explica, em 9 minutos e meio, porque é que o Apito Dourado é um bluff, porque é que tem que se indemnizar Vale e Azevedo e o àrbitro Guímaro, e porque é que as leis neste país são tão más.
A não perder!
O constitucionalista Gomes Canotilho descobriu algo que todos os que o não são há muito desconfiavam...
O Apito Dourado foi mais um faits-divers para embalar o povão.
A lei que rege os crimes desportivos é inconstitucional.
Pronto, acabou-se.
Valentim e sus muchachos podem continuar a dormir descansados.
Olé!
O acordo, sobre a reforma da Justiça, a que chegaram os dois maiores partidos responsáveis pelo nosso cada vez maior atraso relativamente à Europa desenvolvida, nos últimos trinta anos, cumpriu bem com as expectativas e com os objectivos.
Segundo os especialistas, este "pato" remete definitivamente a pobre injustiça que tinhamos para a reforma, de vez.
Os dois principais e mais quentes pontos da actualidade foram cuidadosamente esquecidos:
1 - A corrupção, mãe de todas as virtudes em Portugal
2 - A luta contra o terrorismo, caso haja.
O primeiro revela à saciedade os telhados de vidro da classe política. Está tudo de acordo em não mexer na corrupção. Deixá-la lá estar como está que se se mexe ainda pode correr mal...
O segundo evidencia o grande desrespeito destes falsos amigos de Bush para com esse homem tão atento e preocupado com o terrorismo mundial, que não lhe quer ficar atrás.
Então não é que esse grande presidente passa a vida a mostrar vídeos da Al-Qaeda e a meter medo ao mundo e por aqui já ninguém lhe liga nenhuma?
Não há dúvida que os dois maiores partidos, mesmo juntos, não fazem um inteiro.
E, com este "marreco", só me fazem lembrar o pequeno Calimero:
«É uma Injustiça, é o que é!...»

O Tribunal da Relação impediu a abertura dos computadores do jornal "24 Horas" no âmbito da investigação do chamado caso Envelope 9. Na sequência de um recurso, os desembargadores deram razão ao jornal e declararam a nulidade dos mandados de busca, das buscas e das apreensões realizadas no passado dia 15 de Fevereiro.
E agora, xoné?
Não sabia que isto AINDA não é um estado policial?
Parece... mas ainda não é!
Explique lá essa ao Sócras, que dá-me ideia que também ainda não interiorizou bem, bem, o conceito de Democracia e de Estado de Direito...
Vocês estão mesmo convencidos que Portugal é uma quinta vossa, não é?
E que, por isso, podem fazer o que vos dá na real bolha, não é?
Mas ainda não é... Para lá caminhamos, é certo, mas ainda lá não chegamos.
É desta que ganha um pouco de vergonha na cara e se demite ou continua a insultar a Justiça de um país aquem e além fronteiras?
Os tribunais ficaram na terça-feira impedidos de aceder à versão online do Diário da República (DRE) devido a uma falha na renovação do contrato com a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), que expirou em Dezembro, segundo apurou o Jornal de Negócios.
De acordo com o jornal, na sua edição de quarta-feira, a explicação obtida no número verde do DRE foi de que o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ) não renovou a assinatura, que expirou em Dezembro.
Todavia, o Sindicato dos Funcionários Judiciais foi mais taxativo.
No seu site escreve que «numa época em que se apregoa uma justiça que tenderá para a desmaterialização, com investimentos das novas tecnologias da informação o acesso ao Diário da República online deixa de ser possível nos tribunais, alegadamente por, pasme-se, falta de pagamento do ITIJ à INCM».
O Ministério da Justiça, por sua vez, limitou-se a indicar que todos os magistrados e tribunais recebem o Diário da República em formato papel...
Palavras para quê?

Com o mais que esperado desfecho do arquivamento dos processos do «apito dourado» sobre Pinto da Costa e Valentim Loureiro, surge agora uma questão que deve servir de «emenda» para Marques Mendes e para todos os outros políticos que tanto pugnam por ver as funções de autarca e deputado credibilizadas:
Nunca se convençam que alguma Justiça neste país funciona contra os todos-poderosos.
Momentaneamente, sob os holofotes das televisões, até pode parecer que os senhores do capital e do poder ficam subitamente fragilizados, mas os grandes advogados são todos seus amigos, e começam a trabalhar no dia seguinte ao dos escândalos.
E os resultados são invariavelmente estes: a investigação é sempre uma vergonha e o Ministério Público acaba por não ter matéria nenhuma para a acusação.
Conclusão?
Depois do show-off televisivo e mediático, tem que ser tudo arquivado.
A seguir, vai de se exigirem - e muito bem! - milhões ao Estado por perdas e danos morais.
Haja milhões!
É sempre um totoloto que sai a todos os poderosos que se vêm subitamente alvo de processos-crime.
Assim, até vale a pena ser acusado!
Quanto à alegada falta de credibilidade e consequente falta de apoio de MM a Valentim Loureiro nas últimas autárquicas, com a justificação que o Major estava indiciado em n crimes de corrupção, como ficamos agora?
Ganda Nóia...
Ó MM: a falta da credibilidade, em Portugal, não afecta só os políticos.
Ela atinge ainda mais as polícias e a Justiça.
Ela reside, no fundo, em todas as àreas de actividade, neste maravilhoso país.
Sigamos para Bingo.
“COINCIDÊNCIAS” PARA MEMÓRIA FUTURA
1. Em 2002, no contexto de alegadas irregularidades denunciadas ao Ministério Público, pelos elementos constitutivos dos Órgãos Sociais dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, pessoas aliás da inteira confiança e intimidade da Presidente da Câmara, prestei declarações junto do NIC da GNR de Coruche, onde me desloquei de modo próprio, por convocação das entidades oficiais.
No dia 23 de Maio de 2004, não havendo qualquer outra matéria para além da que fora objecto naquele primeiro depoimento, fui surpreendido com um mandado de detenção, emitido pelo Procurador Adjunto do Min. Público de Benavente, para que fosse presente à Metª Juíz do Tribunal de V. Franca de Xira...
O mandado de detenção, datado de 21 de Maio (Sexta-Feira), com um mês para ser cumprido, foi executado passadas 48 horas e, porque era Domingo e o Tribunal estava encerrado, fui encarcerado no posto da GNR em Samora Correia, até ao dia seguinte.
Nesse dia e nos dias imediatos, os meios de comunicação nacionais e em particular as televisões, mostraram até à exaustão a minha detenção, referindo-se aos motivos que, alegadamente, a ela lhe estavam associados...!
Nessa data, dia de festa dos Bombeiros de Salvaterra encontravam-se desde as 09.00 horas, duas jornalistas do “Correio da Manhã” para, segundo me disseram, me entrevistarem genericamente sobre os bombeiros.
Não duvidei então dessa iniciativa do “Correio da Manhã”, uma vez que na parte da tarde, a nossa Corporação receberia uma dezena de fanfarras de outros Corpos de Bombeiros do país...
Estávamos em plena entrevista, quando cerca das 10.30 horas, fui informado da presença dos senhores do NIC de Coruche, no Quartel dos Bombeiros...
“Boa hora e melhor notícia” não poderia haver, do que aquela que era recebida, de bandeja, pelas jornalistas do “Correio da Manhã” ...!!!
...pelo que, a entrevista sobre o Voluntariado em Portugal, sobre as dificuldades da Instituição, sobre o Espírito Fraternalista e Solidário dos Bombeiros portugueses e em particular do meu Corpo de Bombeiros, ... foi integralmente substituída, no dia seguinte, pela fotografia da minha detenção com o título bombástico :
“Desviavam Dinheiro dos Bombeiros”.... – (referiam-se à minha pessoa e a dois ex-presidentes de Direcção da Instituição)
2. Algum tempo antes da minha detenção, a Presidente da Câmara de Salvaterra, em entrevista à Rádio Marinhais, afirmou sem papas na língua, que...não gostaria de estar na pele do Comandante dos Bombeiros ...!
3. Os Órgãos Sociais dos Bombeiros, Instituição que eu sirvo voluntariamente há 26 anos, sempre foram correctos e isentos ao longo desse tempo, incluindo nos períodos em que eu tive posicionamentos políticos ou outros, não coincidentes com os da maioria dos elementos constitutivos dos órgãos dirigentes...
Nunca as ideias diferentes perturbaram a harmonia institucional nem os objectivos administrativos e operacionais dos Bombeiros de Salvaterra ...!
(... em finais de 2001, a poucos dias das eleições para os Órgãos Sociais, cometi o crime de lesa pátria de ter aceitado ser, na qualidade de independente, o mandatário concelhio das listas do PS nas eleições autárquicas, aceitando também duas semanas mais tarde, integrar a lista concorrente à Câmara para, eventualmente, vir a participar na área da Protecção Civil Municipal...)
Não posso assegurar que os Órgãos Sociais dos Bombeiros, eleitos em 4 de Janeiro de 2002, da inteira confiança e amizade da Presidente da Câmara e que denunciaram as alegadas irregularidades que levaram à minha detenção, tivessem concorrido na sequência desse meu posicionamento político...
...Assim como não posso assegurar que o facto de, por esses dias, a Presidente de Câmara se ter feito associada da Instituição, tenha alguma coisa a ver com a minha recente intervenção política, ou simplesmente com a vitória dos seus amigos nas eleições dos Órgãos Sociais dos bombeiros...
4. De entre as denúncias apresentadas, constava que tinha desaparecido muita da contabilidade...mas, curiosamente,... não tinha desaparecido qualquer cópia dos cheques da Instituição, emitidos em mais de vinte anos...
5. Fui detido em 23 de Maio de 2004, pelo soldado Lucas do NIC/GNR de Coruche.
Mas... em Abril do mesmo ano, na sequência de um conjunto de exposições feito pela Presidente da Câmara de Salvaterra ao Governo Civil e ao SNBPC foi realizado no edifício dos paços do concelho um Simulacro de incêndio, para testar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros...
...Preparado em absoluta confidencialidade pelo Coordenador Distrital de Bombeiros e com a máxima colaboração da Presidente da Câmara, ... ressaltaram da realização do mesmo, as seguintes situações:
- A planta do edifício da Câmara, entregue quando eu próprio e os bombeiros chegamos junto do edifício, pensando tratar-se de um incêndio real, ... estava completamente desactualizada, embora datada de há escassos dias.
Tenho-a religiosamente guardada, para prova futura.
- O exercício que, para nós - Bombeiros de Salvaterra - foi totalmente de surpresa, foi no entanto observado por alguns bombeiros de Coruche, de Benavente e Samora Correia que, desfardados, se encontravam já no local, no momento em que chegamos para “combater o incêndio”;
-O Guião do Simulacro contemplava a “situação” de no interior do edifício se encontarem “duas vítimas”.
Foi dito aos bombeiros que ambas as vítimas se encontravam no 1º andar, o que veio a constatar-se não ser verdade, dado que uma se encontrava no 1º andar, enquanto que a outra estava no rés-do-chão;
- A primeira “vítima” foi encontrada pela Equipa de Busca e Salvamento no 1º andar, alguns breves minutos depois de os Bombeiros terem progredido no edifício repleto de fumo artificial,...mas a 2ª “vítima”,... essa só foi “retirada” muito tempo mais tarde, ...quando o Coordenador Distrital de Bombeiros, posicionado na via pública, entre o edifício e a linha de assistentes onde se encontrava a Presidente da Câmara,... clamou de alta voz... que a mesma se encontrava no rés-do-chão, e que ...em condições reais, já estaria seriamente ameaçada...!
-
As duas “vítimas” eram, respectivamente, o filho do vereador da Protecção Civil e o filho do soldado Lucas, do NIC/GNR de Coruche, que viria a deter-me em 23 de Maio;
Quanto aos elementos constitutivos dos Órgãos Sociais dos Bombeiros do ano de 2002, que colocaram nos quatro cantos do mundo a minha honra em causa:
... um deles é, actualmente, embora sem qualquer preparação ou qualificação para o efeito, já que a sua profissão é inseminador de vacas - o Coordenador Municipal da Protecção Civil – ...;
... um outro ex-director, que fora até então vendedor de máquinas de ordenha, é actualmente o responsável da autarquia para a área do desporto...;
... e o filho do soldado Lucas do NIC/GNR que me deteve, é funcionário da autarquia depois de,... ao ter sido reprovado num primeiro exame de admissão,... ter sido admitido passada uma semana, em segundo concurso com as mesmas especificidades funcionais do primeiro,... mas que, incompreensivelmente,... declarou em depoimento que...apenas se recordava de ter “entrado para a Câmara” por essas “alturas”, ...não se lembrando do 2º concurso...!
6. Quanto ao Procurador do Ministério Público do Tribunal de Benavente, que assinou o mandado de detenção por fortes indícios de crime e perigo de fuga dos arguidos para o estrangeiro, ... mandou arquivar o processo em Dezembro de 2005,... por falta de prova incriminatória,... não havendo assim lugar a julgamento.!
7. Serão meras coincidências todas as situações que acabo de descrever ?!
8. Ou, serão todas elas parte de uma inqualificável monstruosidade que foi montada com o vil objectivo da depreciação e da desonra de terceiros?!
9. Não estará subjacente, entre outras “motivações”, alguma “solução” que levasse à minha desistência quanto a uma eventual intervenção pública no curto prazo...ou tratar-se-ia de algo ainda mais abrangente,... ?!
Sobre os incomensuráveis danos que todos eles causaram, à minha pessoa e à minha família ao colocarem a minha honra e dignidade em causa, ... certamente que para eles, tal facto não terá grande relevância e significado, na medida em que, eventualmente, eles terão outra concepção daqueles valores, que herdei dos meus antepassados,...
... Assim como terão,... outra visão diferente do Portugal “democrático”.
Para eles, seguramente, a liberdade sendo total,...faculta-lhes o direito de que é possível “tudo fazer e tudo dizer”,... mesmo aquilo que é absolutamente falso, difamatório e extremamente calunioso...
Resta-me agora, uma curiosidade imensa para ver um dia destes, ou daqui a alguns anos, na sala de audiências do Tribunal na qualidade de réus, todos aqueles sem qualquer excepção que, naquele dia 4 de Janeiro de 2002, foram eleitos por um voto para os Órgãos Sociais dos Bombeiros de Salvaterra, defenderem a sua posição de denunciantes de factos que nunca existiram e que por sua iniciativa ou a mandado de terceira entidade, apresentaram na chamada Justiça...
...Será que as televisões irão mostrar os denunciantes que, não obstante saberem da verdade, ousaram por razões que só eles conhecem, colocar a honra e a dignidade de terceiros em causa, com todas as consequências daí decorrentes ?!
...Que pena lhes será aplicada ?!
...Se eu,... sobre a justiça e sobre as verdades,... escrevesse tudo o que sinto, talvez fosse preso,... não por roubar, maltratar ou difamar,... mas, obviamente, por ser inconveniente...!
Carlos Leonel da Silva Duarte
Comandante dos Bombeiros de Salvaterra de Magos
Se isto não é o fundo.... onde é que está o fundo???
O dirigente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) que ontem não saiu das televisões, disse repetidamente, alto e bom som, que se passa em Portugal o que seria inimaginável que se passasse no Burkina Fasso: que já ninguém fia detergentes nem escovas do pára-brisas nem sequer papel hidiénico à PJ.
Os garbosos agentes da «melhor polícia do mundo» (graças a Deus que, apesar de sermos militantemente o país mais subdesenvolvido da Europa, continuamos sempre a ter tudo o que há de melhor no mundo: desde o Queijo da Serra com leite espanhol até à broa de Avintes com farinha espanhola).
Se quiserem, os agentes que tragam o papel de casa. E não só as folhas A4 para as impressoras - que também não trabalham por falta de tinteiros.
E mesmo que trabalhassem, também não se podiam enviar as cartas porque os CTT fecharam a torneira ao "Porte Pago", que o não está a ser há meses.
Como dizia no post anterior, apenas um terço dos carros ainda andam e mal tenham que entrar numa oficina, nem que seja por causa de uma lâmpada de STOP, já de lá não saem a não ser que o agente condutor a pague.
Chegámos a isto em Portugal, em 2006.
E o que faz Sócras, o alucinado?
Demite o Director da PJ e coloca lá mais um amigo.
(Aparte: alguém cujo nome seja Alípio Tibúrcio pode merecer confiança???)
Portanto, ontem foi mais um dia negro para o arremedo de democracia que ainda dizem que temos.
Depois de ter colocado estrategicamente homens da sua cúnfia no topo da hierarquia dos Bombeiros, nas Forças Armadas e na GNR, Sócras acaba de instrumentalizar a polícia que faltava: a PJ
Viva a Democracia e
Viva a Liberdade!
Dos 3 mil carros que a PJ tem a seu serviço apenas 897 estão a andar - não há verba para a manutenção dos restantes.
Para além disso, a PJ está a funcionar com menos 1507 funcionários do que está previsto na sua Lei Orgânica.
O maior défice de pessoal está na investigação criminal – onde faltam 1010 coordenadores e inspectores, cerca de metade do quadro previsto.
O segundo grupo mais deficitário é o de pessoal de apoio à investigação criminal (técnicos de laboratório e lofoscopia), com 375 elementos em falta.
E o que faz Sócras, o controleiro?
Fácil: substitui as chefias à bela maneira da «outra senhora».

E fica, com isso, o problema logístico resolvido? - perguntam os portugueses estupefactos?
- Claro que não. Mas calam-se as vozes desagradadas com a chunga que se vive no seio das polícias.
A estratégia é velha de 60 anos.
Problema em que não se fale... não existe.
Fica resolvido.
Ai, Oliveira, Oliveira.... o que tu ensinaste a esta gente...
E não é que eles, isso, conseguiram aprender?
Depois de 360 dias de prisão, um inocente foi libertado.
Só é notícia porque em Portugal sempre houve centenas, senão milhares, de condenados inocentes aos quais isso nunca acontece.
Porque são pobres e não arranjam advogados à altura. Porque são pobres e não têm dinheiro para aguentar as despesas de um recurso.
Ou porque os cobardes dos vizinhos não denunciam as verdadeiras histórias às autoridades.
Foi exactamente isso o que aconteceu com este português. Teve que andar fugido para não ser preso injustamente; e acabou por sê-lo.
Um ano depois de encarcerado a Justiça fez-se. Porque os vizinhos, por pressão da SIC, ultrapassaram a típica cobardia portuguesa e explicaram o que aconteceu.
Mais uma vez se cumpre a nossa portugalidade.
As polícias "de investigação" reivindicam, mas não investigam. Se investigam não chegam a resultados nenhuns.
O que ainda nos vale são as polícias espanholas e a Interpol que indicam à magnífica PJ onde estão - em Portugal - os iates da droga.
Porque será que a nossa garbosa PJ se recusa a perder a ligação directa com a Interpol?
Porque os seus magníficos resultados mediáticos com honras de abertura de telejornais caíam a pique, todos o sabemos.
Não há uma apreensão de droga que se veja que não se faça por denúncia concreta das autoridades espanholas.
É um verdadeiro escândalo. Agora já nem tentam mascarar a coisa...
Depois dizem que é por não terem verbas nem para meter gasolina nos carros.
Até pode ser.
Mas também é verdade que não há gasolina que chegue quando a competência não está lá.
Vejam-se os casos Joana e Casa Pia: se não forem os jornalistas e as televisões a investigar e o povo a explicar as coisas.... quem o fará?
O tuga Hugo Quintas acaba de ser condenado a prisão perpétua menos de 15 dias após ter sido capturado em Espanha pela Interpol.
Se fosse em Portugal, depois de capturado (se alguma vez o fosse...) um julgamento destes demoraria quanto tempo?
2 anos?
4 anos?
6 anos?
Ou prescreveria?
E depois de 6 anos de trabalho e milhares de páginas em dezenas de dossiers "arrumados" no chão das secretarias? Seria anulado o julgamento por erros crassos processuais, como é costume?
Como aconteceu como aquele assassino (o Lobo?) que, depois de ter morto 7 pessoas (entre as quais 4 na praia de Vieira de Leiria) acabou por ser libertado porque o Ministério Publico não conseguiu acusá-lo no prazo máximo da prisão preventiva (3 anos... e mais 6 meses...)?
É só chorar!

Agora já só falta o Tribunal regular condenar o Estado a pagar outros 12 milhões de indemnizações.
Para Paulo Pedroso irão 2 milhões (recordemos que, depois de todo aquele escândalo, PP nem sequer chegou a ser acusado) e mais 10 milhões a Carlos Cruz, se for absolvido, como tudo leva a crer.
Começa agora a perceber-se que de um grande incómodo e um grande trauma para todos, pode esta montanha - ao parir um rato - constituir-se como um brutal negócio para os intervenientes.
Para os abusados, para os que se fizeram passar por abusados, para os advogados, para os abusadores que serão absolvidos e para os não abusadores injustamente acusados.

A Alta Finança está a perceber que, daqui a um ano, Cavaco não terá remédio senão pôr fim às manigâncias selvagens de milhões, livres de impostos, que se praticam à força toda em Portugal.
Um desavergonhado ministro das Finanças chama a esta OPA do sr Milhões - Jardim Gonçalves - sobre o BPI: «a revitalização do mercado de capitais».
Quem quiser lançar OPAs pagas com biliões provenientes não se sabe bem de onde (há quem diga que só podem vir das costumeiras lavagens de capitais) que o faça agora.
Daqui a um ano será mais dificil.
Porque a ninguém parece que Cavaco continue a fechar os olhos a estas ostentações.
Portanto, há que puxar pelas OPAs todas enquanto é tempo....
E quem os pode levar a mal?
Portugal foi condenado, no ano passado, em 99% dos casos em que se sentou no banco dos réus nas instâncias internacionais.
90% desses casos referem-se à morosidade do nosso "sistema" judicial.
E o que fazem os políticos que tomam conta deste país por conta da Alta-Finança nacional?
Em vez de abrirem mais concursos para juízes e magistrados, não senhor: reprimem-nos, quando bem se sabe que é humanamente impossível um juíz despachar mais do que o que despacha.
Poderá haver excepções, como em todas as profissões, mas só quem nunca entrou num Tribunal ou num Gabinete de um Delegado do Ministério Público pode ter dúvidas disso.
Os dossiers, aos montes, espalham-se por todas as mesas e, à falta destas, pelo chão.
Literalmente.
Que faz então Sócras, o iluminado?
Declara guerra aos poucos juízes e magistrados que temos e que se esfolam diariamente por cumprir minimamente com o seu trabalho ciclópico, conotando-os como «malandros» aos olhos da opinião pública embrutecida que temos.
A resposta dos Juízes só podia ser esta.
Justiça ainda mais lenta.
Parabéns Sócras!
És mesmo o maior!
Quer dizer: mas para que é que o homem fala?
Se continuasse caladinho não seria bem melhor?
As pessoas continuavam a pensar que aquele choné é um Justiceiro à far-west.
Mas como não se consegue conter, agora que já não há luzes da ribalta sobre si, vai de dar entrevistas onde fala em todo o tipo de cowboyadas: fala em «balázios» em «OK Curral» e em «Justiceiros» e Juízes.
Diz ter tido «muita pena em ter mandado prender Carlos Cruz porque ele fazia parte do seu imaginário, dos programas como o 1,2,3 e a Cornélia»....
Acontece que Carlos Cruz nunca apareceu na Cornélia até porque estava em Nova Yorque nessa altura, como já teve oportunidade de esclarecer na SIC notícias.
Será que vai ser obrigado a apresentar as facturas do hotel em NY?
É um verdadeiro imaginário à tuga, este do «justiceiro» Rui Teixeira...
Benza-o Deus.
E mesmo assim, os processos são "guardados" à mão de semear, ao alcance de qualquer pessoa que se aproxime de um balcão, e a maior parte das vezes do lado de fora, como estas fotos documentam.
No dia da greve judicial desloquei-me ao palácio da Justiça em Lisboa para participar num julgamento como testemunha. Nem havia ninguém para me atender nem ninguem me deu informação nenhuma a não ser: «tenha paciência, não está cá ninguém...»
Mas estava. Estava a pessoa que me atendeu, na 15ª vara. Só que pertencia ao primeiro juízo e o meu caso era do 2º.
E aí não estava ninguém.
Nem sequer para me passar uma certidão que justificasse a minha presença naquele Tribunal.
Vim-me embora e tive que justificar a falta pelo art. 102, descontando um dia de férias.
A convocatória diz explicitamente que se faltasse apanhava uma multa pesada. Como apareci, ninguém me certificou a presença.
Andei 600 kms para nada.

Entretanto podia ter trazido uma dúzia de processos que ali estavam ao alcance da mão e do lado de fora do balcão.
Eu, e qualquer pessoa que lá tivesse passado naquele dia.
Até podia ter levado uma empilhadora mecânica, porque ninguém me perguntou nada nos corredores e nas secretarias desertas.
Nunca se saberá quantos processos desapareceram naquela quarta feira.
Mas não acredito que não tivesse desaparecido nenhum...
Depois desta incrível decisão do Tribunal, que tem a coragem de condenar a 20 anos dois miseráveis sem uma única prova do crime perpetrado, já podemos dizer que estamos ao nível de um Iraque.
Não se pode condenar por homicidio com base em convicções. Não chega. Não se trata de uma multa por se ter passado um semáforo.
Trata-se de homicidio voluntário.
E devia tratar-se de um Estado de direito.
Sem provas não pode haver condenação.
«Em caso de dúvida, sempre pró reu», diziam os romanos e dizem os mais básicos preceitos da aplicação da lei. Mas aqui fizeram o contrário.
Está tudo subvertido, em Portugal.
É claro que esta vergonha foi feita para que eles sejam absolvidos no recurso para o Supremo. É apenas folclore para entreter e não revoltar o povo.
Mas é uma infelicidade nacional e o espelho do subdesenvolvimento do país que temos, esta sentença absolutamente contrária a todos os princípios do Direito, sem a minima consistência.
Só para calar a opinião pública?
Meus senhores: isto nem em Cuba!
Temos que concluir que vivemos, hoje em dia, num estado totalitário em que a Justiça funciona arbitrariamente a contento do próprio estado.
Por isso não teremos, nos próximos anos, hipóteses nenhumas de sair deste pântano.
Já Guterres o dizia e não há dúvida que é verdade. Por isso fugiu. Por isso também Barroso deu à sola na primeira oportunidade.
O país está à deriva sem referências nem vergonha nenhuma.
Este dia ficará para sempre assinalado como mais um dia negro para a Justiça e para a democracia portuguesas.
Começo a concordar com os juízes quando dizem que «é o próprio regime democrático que está em perigo».
Pode ser hoje o dia D para o inicio da revolução, que tarda, na forma de se investigar em Portugal.
Herdeira de um Património obscuro de 48 anos, a investigação criminal portuguesa limita-se praticamente a seguir presunções e boatos até ao fim.
Não utiliza métodos científicos, 125 anos depois de Sir Arthur Connan Doyle e o seu Sherlock Holmes terem aberto as portas para a dedução científica lógica na investigação criminal, constituindo-se os percursores da polícia científica em todo o mundo civilizado.
Aqui a coisa continua a funcionar mais «à moda antiga»: uns interrogatórios hostis, com umas listas telefónicas pelo meio (não para telefonar, mas porque não deixam marcas), intimidação e aterrorização constante dos suspeitos com ameaças do que lhes vai acontecer se não disserem o que se espera que digam, e pouco mais.
Depois, é o que se sabe.
Os arguidos na fase de interrogatório acabam por dizer o que a polícia quer, e o ministério público fica todo contente à espera que os infelizes, em julgamento, reiterem as histórias contadas nos calabouços.
Mas já estamos em 2005... e já ninguem é burro a esse ponto.
Já toda a gente sabe que é em Tribunal que a prova tem que ser produzida.
E a produção da prova é da exclusiva competência da investigação policial.
A prova material não se compadece com conversa fiada nem com confissões feitas - sabe-se lá em que condições, a que horas, e depois de quantos dias de interrogatório intenso sem dormir - na fase de inquérito.
O pior que pode acontecer a Portugal, neste momento, é que os 4 juris inventados para "julgar" este caso nesta instância - dos quais se destacam 2 jovens de 20 anos e um empregado de mesa - que têm tanto poder como os 3 juízes, cedam aos seus impulsos morais primários e condenem a desgraçada mãe da Joana, apesar de não existirem provas absolutamente nenhumas do crime.
Receio que que isso aconteça, porque quando se colocam leigos a substituir técnicos altamente especializados só pode acontecer miséria.
As emoções irracionais poderão sobrepor-se às evidências científicas.
Neste julgamento, quis introduzir-se a componente sentimental em detrimento do método científico, para tentar salvar a face à Justiça, in extremiis.
Se houver condenação nesta fase, alegar-se-á, em recurso, que foi o juri que não percebia nada daquilo.
Mas foi mesmo para isso que ele se constituiu. Para lançar mais confusão num caso sem destrinça por incompetência exclusiva da polícia científica portuguesa.
E os juízes não quiseram ir sozinhos para os cornos da opinião pública, quando perceberam que tinham que absolver obrigatoriamente - dada a completa falta de provas - um casal que toda a gente garante ser culpado de um crime hediondo.
Mas não era disso que se tratava.
Era da aplicação das regras e da produção de prova.
E, neste caso, não há prova. NEM UMA.
Nem sequer indícios materiais. Apenas conversa. Tretas contadas pelos desgraçados "autores" do "crime".
Apesar de todo o sangue e de todos os vestígios que se dizia terem sido encontrados, sabe-se agora que a polícia nem sequer conseguiu apurar a quem pertencia o sangue!
Um simples teste de DNA serviria para o determinar, se houvesse termo de comparação.
Nada se fez a tempo.
Nem sequer o automóvel do tio - onde se diz que o corpo poderia ter sido transportado - foi revistado até hoje!
Bastou, a esta polícia do sec 18, a confissão dos desgraçados.
Assim sendo, sem qualquer tipo de prova material do corpo ou de seus vestígios, sem se saber AO CERTO se a moça está viva ou morta, não pode ninguém ser condenado por homicidio. É básico.
Pelo que, num Estado de Direito, nem a mãe nem o tio poderiam alguma vez ser condenados. Nem hoje, nem nunca, enquanto não se produzir a prova do alegado homicídio.
Se houver essa coragem, hoje, em Portimão, podemos dizer que a revolução que se seguirá nos meios policiais e jurídicos será muito benéfica para colocar a Justiça e a investigação criminal no bom caminho.
Um puxão de orelhas do tamanho do mundo a uma polícia negligente e a um ministério público resignado é urgente em Portugal.
É essa a via e é esta a oportunidade.
Se continuarmos a fazer asneiras sobre asneiras, condenando aqueles dois tristes sem provas, apenas para acalmia da opinião pública, à espera do recurso em que serão fatalmente absolvidos, teremos que concluir que a Justiça, em Portugal, está e estará, por muitos mais anos, mergulhada na idade das trevas.
É que Portugal tem praticado, em quase todos os domínios, o mesmo erro histórico:
O de tentar SEMPRE esconder cada erro crasso que se comete com um outro maior, logo a seguir.

Se o processo está arquivado é porque os (alguns) Tribunais consideraram que definitivamente não havia SEQUER dúvidas para levar o caso à barra dos (outros) Tribunais.
Mas então pergunta-se:
Para quê todas as dezenas de diligências do Ministério Público, algumas delas nitidamente prossecutórias, incrivelmente mediáticas e até rodeadas de uma espectacularidade sem precedentes como foi a detenção de Herman no dia da apresentação dos Globos de Ouro?
Como é possível que, depois de milhares e milhares de contos gastos, dezenas de investigadores e profissionais a trabalharem no caso, de se ter reunido um mega-processo de milhares de páginas e dezenas de testemunhas, agora nem sequer se levem os arguidos a depôr em julgamento???
Alguém ainda acredita MINIMAMENTE na eficácia - e até na seriedade - do nosso sistema judicial?

E dos que são investigados, 90% são arquivados.
E dos que são levados a tribunal, 90% são absolvidos.
E dos que são condenados, 90% voltam a ganhar em recurso.
E, pior: 90% dos homicídos - os piores crimes - ficam impunes.
Com muito raras exepções, em Portugal, só são descobertos os assassinos que se auto-denunciam e se entregam às autoridades.
Quando ninguém se acusa... fica por isso mesmo.
Exemplos só aqui em Seia e nos últimos anos:
Quem matou o professor do tabaco na estrada de Alvoco?
Quem matou os 4 na Teixeira o ano passado?
Quem matou o dono da fábrica dos sofás em Paranhos?
E não é só de agora:
Quem matou o casal no poço vizinho da Turbo 7 nos anos 80?
É tudo arquivado.
Verdade ou mentira?
Pensem bem nisso, analisem bem os casos que conhecem e depois digam alguma coisinha...
E continuem a chamar a isto um Estado de Direito.
A reportagem da SIC de ontem mostra aquilo que toda a gente sabe e que o aparelho Judicial tem relutância em aceitar.
Não devia ter porque é verdade.
Quem tem bons advogados safa-se sempre muito melhor.
Mas o problema é de quem os não tem.
Nem bons nem maus.
E o sistema não se corrige.
Vai o pobre 9 anos para a choldra por uma burla de 2 mil contos. E vai o rico 4 anos por uma burla de 1 milhão.
Não pode ser.
Os srs Juízes têm que perceber de uma vez por todas que não pode ser arbitrária a Justiça.
Tem que haver regras rígidas que balizem os crimes perpetrados e os relativizem uns com os outros, sem olhar à qualidade e aos truques da defesa.
9 anos para este pobre implicariam 9000 para Vale e Azevedo e 4500 para Braga Gonçalves.
Ou não?
Por este andar, Fátima Felgueiras arrisca-se a receber uma indemnização choruda pelo tempo que esteve no Brasil - ausente da chamada Justiça portuguesa.
Se cá tivesse ficado, estaria presa preventivamente há ano e meio.
Como no fim do processo, se ele alguma vez chegar ao fim, ela pode muito bem ser absolvida, já que 75% das escutas (incluindo as mais comprometedoras) irão para o lixo por erros processuais crassos, não tenho alternativa senão concordar, hoje, com a atitude de então da arguida.
Lamento é que a mesma possibilidade - a fuga para o Brasil - não tenham todos os criminosos deste país.
Resolviam-se dois problemas de uma vez:
1 - o da inépcia da Justiça e
2 - o da sobrelotação das cadeias.
É que no final das dezenas de trapalhadas e incongruências de cada processo, alguns prevaricadores - os mais pobres com os piores advogados - às vezes têm o azar de ir presos.

Não deve haver quem acredite, por esse mundo fora, no que acontece, todos os dias, com a chamada justiça portuguesa.
Foi ontem libertado um marido que decidiu matar a mulher. Decidiu e fê-lo.
Esteve preso um ano. O resto do tempo cumpre-o cá fora.
No mesmo dia, o homicida da Taça de Portugal, que matou a tiro um adepto da equipe contrária num parque de estacionamento foi libertado após um ano de cadeia. Aqui o juiz suspendeu o resto da pena (que era apenas de 3 anos!).
Entretanto, um fugitivo não-homicida é abatido em plena fuga e um pedófilo - com o consentimento da vítima prostituta - apanha 9 anos de cadeia efectiva.
Com sorte sairá ao fim de 4,5.
Quer dizer: após todo este processo de subversão dos mais elementares princípios pelos quais se deveria reger a Justiça, verificamos que o homicídio é hoje considerado um crime menor, quando comparado com qualquer outro.
Vale muito mais ser assassino, neste país, do que ladrão ou pedófilo...
Ainda ninguém se lembrou de inscrever este processo no Guiness.
Aqui fica a ideia.
É que não há memória de um caso parecido com este em todo o mundo. Civilizado ou não.
Compreende-se: num país civilizado tal ocorrência seria impensável. Pode haver um problema ou outro com um agente momentaneamente aflito financeiramente e não se passa disso.
Num país do 3º mundo ninguém leva a polícia a tribunal, senão teriam todos que ir dentro. De uma ponta à outra.
Aqui está a peculiar posição de Portugal no contexto do Mundo actual: nem é bem um país do 3º mundo nem um país civilizado.
Não é carne nem é peixe.
É um país semi-civilizado com todas as características dos países subdesenvolvidos bem patentes em cada esquina.
Sexta-feira, 13, é em Fátima e Sábado 14 é na Luz!!!
Bute lá!
Nem um jornalista poderá estar, a partir de agora, presente no Tribunal.
Quando as alegadas vítimas testemunharem contra os alegados agressores.
Portanto, a partir de agora, um pesado manto de fascismo cinzento cairá sobre este caso para que nunca ninguém saiba ao certo o que se vai passar e, portanto, se não possa revoltar com um desfecho que todos prevemos com grande naturalidade: a condenação solitária do confesso Silvino.
O cozinhado será agora realizado à vontade entre as partes. E o povo só terá acesso ao que se passar pelo relato dessas mesmas partes.
Credibilidade nula.
A transparência e o 25 de Abril não chegaram definitivamente à justiça portuguesa, cujas fragilidades continuam a tolhê-la de medo.
E o medo é o pior dos defeitos.
É o verdadeiro vício português.
O povo - esse coitado - cá aguarda, no redil, a esmola de saber se o Carlos Cruz vai apanhar uns anitos ou se sairá absolvido desta pouca vergonha.
De qualquer modo, recursos sucederão a recursos e dentro de 6 anos ainda aqui andaremos com esta vergonha nacional.
Com Tribunais à porta aberta ou com ela fechada.
À portuguesa.
A inércia da Justiça - como diz a advogada - é a responsável por mais este crime contra os portugueses, perpetrado pela Justiça que temos.
Dois deles só poderão ser presos daqui a mais 2 anos.
Alguém acredita que os assassinos fiquem por cá durante todo esse tempo à espera de serem presos novamente?
Têm 2 anos para preparar a fuga, sem que ninguém o possa evitar.
Se isto não é um crime contra a Pátria, o que é?
E um bom aviso aos competentes agentes que ainda temos: armem-se em heróis, armem, que o tempo está bom para isso...

São os meus dois juízes preferidos.
Um ajudou Fátima Felgueiras no que pôde e o outro arquiva o processo sem diligências efectuadas.
Eles mostram aos portugueses que António Marinho tem 100% de razão.
A Justiça em Portugal tem que ser virada do avesso.
Imediatamente.
E, segundo um agente da esquadra da Amadora entrevistado em directo para a SIC Notícias, terá sido um cidadão brasileiro quem os abateu.
Depois terá atirado com um dos agentes para um ermo e o outro tê-lo-à deixado à beira da estrada.
Um desentendimento havido no Chop Bar, situado numa das principais avenidas de Almada, a Humberto Delgado, onde não há situação de alto risco nem por parte de concentração étnica ilegal, local de venda massiva de droga ou de construções de geometria "variável" como acontece, por exemplo, na Cova da Moira.
Para além de mais esta triste ocorrência, que traz para a evidência aquilo que eu previa em Dezembro sobre o recrudescimento da criminalidade em Portugal, há que referir que o dito agente disse, com todas as letras, que «em Portugal qualquer pessoa entra e sai do país sem problema nenhum e pode trazer droga, armas, um canhão ou um chaimite».
Foi isto que o agente da esquadra da Amadora disse.
Textualmente.

Aí está Constâncio a mostrar a verdadeira essência socialista: para as SCUTs ficarem de borla para quem lá passa, têm que as pagar todos os portugueses que nunca lá passarão.
Justiça social socialista moderna.
Sócrates calado e o seu porta-voz (ou o verdadeiro primeiro ministro?), o governador do Banco de Portugal é que faz o frete de anunciar o aumento de impostos ao povo que neles votou
Vamos todos pagar mais impostos.
E, uma vez mais, o sector automóvel vai pagar duas vezes.
De cada vez que se fazem acordos para beneficiar meia dúzia (Auto-Europa, por exemplo) pagam todos os tugas.
Se os monovolumes vão pagar classe 1, o acordo com a Brisa obriga o governo a repôr esses milhões a menos.
Quem paga?
Os mesmos. Os pobres que não têm monovolumes nem nunca poderão almejar ter.
Chama-se a isto, repito, Justiça Social e Socialismo - aquela tal filosofia de esquerda, destinada a defender os donos de monovolumes mais desfavorecidos...
Aqui há uns meses, chamava eu a atenção para o facto de a Justiça não poder continuar neste estado de «fascismo cinzento», como lhe chama António Marinho, e que brevemente rebentaria pelas costuras.
Mais dizia que: no dia em que o primeiro juíz for preso por negligência, esse será o verdadeiro 25 de Abril - o dia da instauração COMPLETA da Democracia em Portugal.
Não foi nenhum preso. Nem o será tão cedo.
Presos (preventivamente) estão os milhares a quem a velha negligência e autoritarismo deixa a apodrecer nas cadeias.
Mas um juíz foi ontem suspenso por ter 60 processos em atraso.
O seu trabalho foi distribuido a um outro que está a ser alvo de idêntico processo porque tem 160 processos em atraso. Este segundo juiz vai ficar, portanto, com 220 processos em atraso.
Não terá hipóteses de lhes dar andamento, pelo que será fatalmente suspenso e o seu trabalho será distribuido a um terceiro que, pela mesma ordem de ideias, já deve ter a esta hora uns 300 processos em atraso, assim ficando com 500.
E assim sucessivamente.
Entretanto, todos os seus colegas desembargadores perceberão claramente a mensagem e será vê-los a despachar 24 sobre 24.
Este seria um dos métodos de auto-resolução do problema.
Revolucionário, mas eficaz.
É que não vejo outro, assim de repente...

O pedopsiquiatra não queria que os testemunhos dos alegados abusados fossem avaliados pelo Tribunal.
Quer dizer: qualquer jovem toxicodependente e prostituto do Parque Eduardo VII que acedesse, por umas centenas ou uns milhares de euros, a dizer o que o pagador quisesse, teria todas as garantias que nunca seria avaliado e portanto tudo quanto ele dissesse iria ser "engolido" pelo Tribunal como se da sua boca apenas pudessem sair, para além de todo o tipo de doenças venéreas, as mais impolutas verdades absolutas e inquestionáveis.
Pois, mas tal estatuto nem o Presidente da República nem o Papa têm...
Correu mal.
Felizmente a nossa Justiça, que demasiadas vezes mostra ter "batido no fundo", ainda vai dando, muito de quando em vez, sinais de alguma seriedade.
Sobretudo quando os processos são mediáticos e têm toda a gente a olhar para eles...

Seria hilariante se não fosse tão dramático. O triplo homicida fugido da prisão anda a monte, a população, aterrorizada, a polícia não o encontra e a SIC, nas calmas, entrevista-o em Lisboa.
Já não é a primeira vez que tal acontece. Com Rosa Casaco - com mandado de captura internacional - passou-se rigorosamente o mesmo. Mas aí, a entrevista foi dada em Belém, à frente de toda a gente. E, conforme entrou em Portugal assim saiu, também, quando quis.
Por acaso, na mesma altura em que o padre Frederico, o pedófilo assassino da Madeira fugiu, igualmente, de Portugal, pelo aeroporto da Portela. Está no Brasil, com a mãe, onde dá entrevistas a rir-se da Justiça Portuguesa.
A Piçarreira não lhe apetece continuar preso. E, em Portugal, com esta polícia, nem é preciso ter grande cuidado. Só voltará a ser preso se quiser...
E o «Lobo», condenado a 30 anos de cadeia por toda a espécie de crimes, que é dele?
E a Joana?
Lembram-se da criancinha, desaparecida no Algarve, sobre a qual a mesma polícia contou mais de 20 histórias diferentes do mais macabro que imaginar se possa?
Alguém sabe alguma coisa dela?
Que esteja muito feliz, lá na Alemanha, com o casal que a comprou é o que eu lhe desejo...
Vale mais do que ficar por aqui com estas dezenas de assassinos à solta que toda a gente, menos a polícia, encontra...
Safa!

Neste momento ninguém sabe, nem sequer o seu advogado - nem os juízes, pelos vistos - se fica ou não preso. Absolvido dos principais crimes, condenado em cúmulo jurídico de outros, a coisa dava 6 anos.
Primeiro, em prisão domiciliária, depois preso efectivamente. A seguir libertado, e preso 21 segundos depois. A seguir, ficou completamente livre, apenas com termo de identidade e residencia e neste momento... ninguém sabe como ficará.
É Portugal agora e sempre.
Mas para que é que serve ao Carlos Silvino passar a vida a incriminar seja quem for?
Sem outras testemunhas, o seu depoimento vale zero.
Se é para diminuir a sua pena também não me parece que sirva porque nada pode ser levado em consideração pela juíza.
O mais bonito é que às terças não há cá julgamento da Casa Pia para ninguém.
É que há por ali a Feira da Ladra, onde se vende tudo quanto é material roubado e ilegal.
Revistas e filmes pornográficos pedófilos incluídos.
Ó diabo!!!
Ó grande diabo!!!
2 professores???
E um padre???
Ó diabo!!!
.
E por uma freira e um crocodilo ao mesmo tempo?
Se a Justiça, em geral, já é o que é, não deve haver tribunal mais inconsequente que o de Contas. Geralmente arrasa tudo quanto audita, mas depois nada acontece, sistematicamente.
Já nem os jornalistas ligam muito àquilo, para dizer a verdade.
Aqueles Srs. Drs. Juízes lá andam a ganhar a sua vidinha, e pronto.
Esta sobre a Câmara da Figueira é mais uma para não se ligar nenhuma.
Santana comprou e não pagou, deu subsídios a quem quis e fez as despesas que entendeu sem comprovativos. E ainda usou verbas do executivo anterior ilegalmente, diz o TC.
E a gente já nem se ri disto... apenas esboça um leve esgar, remotamente situado entre um sorriso amarelo e uma dor de dentes.
A isto chegou a Justiça neste país. Por duas vezes, para que não restassem dúvidas, a juíza - que tem, pelos vistos, um pésimo timing - convoca Pinto da Costa para depôr em 2 dias de jogos do Porto. Mas, à cautela (e a pedido da PJ, segundo alguns jornais...), deixa-o sair antes do final dos jogos, não vão os superdragões ter que explicar ao país quem é que manda, verdadeiramente, em Gondomar.
Quatro meses de prisão preventiva por posse de droga, e afinal era Paracetamol!...
E vá lá que só demorou 4 meses até se descobrir o erro. Poderiam ter sido 3 anos e 6 meses.
No fim: «paciência... são coisas que acontecem»
Mas é que este já é o 3º caso no mesmo mês, só na Madeira, segundo a TVI.
Um dos cidadãos erradamente presos por alegada posse de droga não aguentou a pressão e suicidou-se na cadeia.
Outro é apontado na rua, todos os dias, como traficante de droga. Não se livra da fama. É que o povo, ainda assim, tem um fundo muito bom e generoso...
Quem paga isto? Três vidas destruídas por erro da polícia no mesmo mês!
É o inspector, que acha muito natural o prazo de 4 meses para a polícia científica enviar a contra-prova?
Havia de acontecer a um filho seu, a ver se continuava a encarar essa sucessão de misérias e incompetência crassas com a mesma naturalidade...
Só que, se fosse esse o caso, a contra-prova era capaz de aparecer milagrosamente ao fim de 48 horas, não era?
Ah, Pois era...

Miguel Graça Moura saiu em liberdade com termo de identidade e residência, e uma caução de 2500 euros, depois do interrogatório de ontem.
A este propósito, refira-se:
«Numa busca domiciliária realizada quarta-feira à noite a casa do maestro, a PJ apreendeu diversos bens pertencentes à Associação Música Educação e Cultura (AMEC), a instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Entre o património cultural da AMEC apreendido contam-se livros, CD`s, partituras, obras de arte, pinturas e esculturas, e os bens tiveram de ser transportados em três camiões.
Em causa estará uma quantia na ordem do milhão e meio de euros, disse à Lusa fonte policial.
Parte desses bens estão à guarda da AMEC - que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa - e outros estão sob custódia da PJ.»
Lusa
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Palavras, para quê?
Finalmente, os doutos doutores descobriram que o tribunal da Boa Hora não tem condições para se prosseguir este julgamento.
Só advogados são 21, e portanto ninguém lá cabe. E toda a gente tinha a obrigação de o poder prever; mas, como sempre, não.
Mais: nem espaço nem condições tecnológicas: na Boa Hora não há vídeo-conferência, ainda.
Em Seia, há. Mas na Boa Hora ainda não.
Portanto, se a juíza decidir (quando muito bem quiser e entender) inquirir algumas testemunhas por essa via, ali não haveria possibilidade.
Depois da 6ª vaga de informatização dos tribunais que custaram 6 incomensuráveis fortunas ao bolso dos cidadãos, e 6 "bolos" de milhões para 6 (ou menos) fornecedores de informática, ainda a coisa não funciona.
É incrível!
Nem mesmo no Burkina Fasso!
Agora vai tudo para Monsanto, numa decisão - mais uma - tomada sobre o joelho, pois então?
Até que percebam, os doutos doutores, que lá também haverá, por certo, alguma coisa que impeça o início do julgamento.
A proximidade da prostituição descarada durante todo o dia, que é crime em Portugal, não o será, de certeza.
Por aí, podemos estar descansados.
Será castigo?
O julgamento far-se-à à porta fechada para que o processo não se contamine ainda mais.
Ninguém tem dúvidas que as condenações, a existirem, serão ridiculamente insignificantes.
Poderá esta manobra extemporânea e surpreendente ser encarada como um castigo antecipado aos investigadores?
Tudo o indica.
A pancada, de qualquer modo, virá aí a partir de Novembro.
A montanha parirá o rato antes do verão de 2006.
Bem a tempo das eleições legislativas.
Quem ficará de pé?
Souto Moura, Rui Teixeira e João Guerra, não.
Que faz agora o Estado para compensar os 17 militares injustamente presos preventivamente durante 11 meses?
Absolvidos!
Nem sequer uma multa, ou uma simples repreensão que lançasse alguma credibilidade no trabalho da PJ e do Ministério Público...
Absolvidos!
Como cerca de metade dos presos preventivos portugueses, que enxameiam as nossas cadeias.
Virão os doutos advogados, os doutos juízes do sindicato, os doutos bastoneiros agora dizerem que a Justiça é mesmo assim.
Pois eu continuo a protestar que não!
Se se prende um homem preventivamente é porque há mais do que indícios seguros de culpabilidade; é porque existem elementos irrefutáveis de culpa do arguido.
E depois, no julgamento, esses elementos mostram-se falsos?
Então porque se mantêm os homens presos?
Em pleno 2004, na era do TGV, a chamada Justiça Portuguesa continua a não passar da categoria e eficácia de uma carroça velha, puxada por quem de direito.
"Lobo" está livre desde quinta feira.
O maior criminoso da história recente, condenado a um cúmulo jurídico de 35 anos, tinha já fugido da prisa e agora, mesmo depois de recapturado, devido a sucessivos erros processuais do tribunal de Sesimbra foi solto ante-ontem na sequência de um simples pedido de habeas-corpus do advogado.
A Justiça Portuguesa assume foros de verdadeira Entidade Criminosa, ao colocar a sociedade em contacto com o maior criminoso que há em Portugal e continua a dar cartas em todo o mundo pela miserável negligência de que dá gritantes provas no dia a dia.
Por mim, cá continuarei a denunciar esta desgraçada magistratura até que me levem, também a mim, preso.
Nessa altura tenho a certeza que ficarei mais tempo lá dentro, por delito de opinião, do que um assassino ou um pedófilo.
É que enquanto o primeiro juiz não for preso por negligência crassa os outros não aprendem a lição.
Alguém tem que vir, urgentemente, incomodar fortemente meia duzia de juízes e procuradores para dar um sinal positivo de que no mais vergonhoso pântano da nação - a Justiça - se começa a descortinar uma luz ao fundo do túnel.
Porque, até agora, a justiça portuguesa continua mergulhada nas mais profundas trevas medievais.
Metam uma rolha na boca deste cromo, ou noutro lado qualquer, antes que ele comece a usar as televisões para encomendar a carne ao talho, que raio!
*****
Agora a sério: não é tão janota este olhar maroto?
Que bem ficava no Quintal dos Ranhosos a fazer companhia à Castelo Branco, ó pá!...
*****
Reconhece que não devia ter falado... que houve muitos erros de comunicação da sua parte....
E continua a falar e a cometê-los todos os dias.
*****
Mas a melhor é quando o rapazola diz que «seria o último a prejudicar o PS, porque foi o PS que me nomeou!!!»
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Ganda Moura, pá!
És cá dos meus, farçola!
A Justiça Portuguesa está a salvo com carolas como tu, my man!
PGR diz que não teve intenção de criticar magistrados ou advogados. Diz que foi apenas "um desabafo acerca do sistema e não uma crítica directa e pessoal a qualquer um dos intervenientes".
Mais descobriu este querido que "comparativamente, em Portugal e Espanha, situações que se verificaram em relação a casos muitos semelhantes tiveram resultados completamente diferentes".
Não precisa de ir para tão longe, caro Procurador Geral choné: Comparativamente, em Portugal e Portugal, e no mesmo juízo da mesma comarca, situações semelhantes têm resultados ao contrário.
Basta que o juiz seja outro, ou até que seja o mesmo em dias diferentes.
Não sabia, querido?
Anda nisto há pouco tempo, não é?
Eu fico absolutamente banzado de cada vez que este grande querido presta declarações à comunicação social. Prender Carlos Cruz não é o mesmo que prender Farfalha. É muito maior responsabilidade, segundo ele.
Este agente da Justiça que temos continua sem fazer a mínima ideia das enormidades que diz. Atropela, de cada vez que fala, os mais basilares princípios da Justiça igualitária e da Declaração Universal dos Direitos do Homem, e «tá nem aí»!
Interiorizou que a Justiça deve ser feita à medida do freguês. Exactamente o oposto do que preconiza a Constituição de qualquer país civilizado.
Temos, uma vez mais, a clara confirmação das piores suspeitas, na Justiça.
Os seus mais altos dignatários não conseguem desenvolver qualquer conceito alicerçado em preceitos técnico-científicos. Nem os mais básicos.
Ficam no que lhes parece (chama-se «desenvolver a convicção») e dão graças ao Santíssimo por terem sido escolhidos para dirigirem o país até à próxima convulsão social.
Que, pelo andar desconjuntado da carruagem, não deve andar longe.
Episódio 345:
O mecânico Carlos Pinto é o terceiro arguido no processo, depois da mãe da menina, Leonor Cipriano, em prisão preventiva desde 25 Setembro, e do tio (João Cipriano), que ficou em prisão preventiva dois dias depois.
Cena 1:
O advogado do mecânico, Silva Brito, explica que o seu cliente foi constituído arguido "por ter participado no transporte do corpo" da menina, que terá sido colocado pelo tio da criança no porta-bagagens de um Honda Concerto vermelho.
Cena 2:
Entretanto, o tio da criança confessa à polícia ter colocado o corpo da menina (Joana Cipriano) no interior do veículo, mas sem que o mecânico soubesse.
No dia em que a criança desapareceu (12 Setembro), a viatura estaria em cima de um veículo de reboque, à porta da casa onde morava a menina, na aldeia da Figueira, depois de ter sido recolhida em Portimão para ser levada para a sucata no dia seguinte.
Cena 3:
Tanto a proprietária da sucata como o seu marido e o mecânico afirmam que, apesar de as suspeitas da Polícia Judiciária (PJ) recaírem sobre esse automóvel, a viatura nunca foi analisada pela polícia.
Cena 4:
As investigações da PJ prosseguem e pela primeira vez o tio da menina é levado à sucata pelos agentes da Judiciária, que efectuaram buscas junto a uma linha de água numa zona de canavial.
Cena 5:
Na quinta-feira à noite, o padrasto da menina e o mecânico foram novamente ouvidos na PJ em Faro, desta vez durante cerca de seis horas (entre as 22:00 e as 04:00 de hoje).
Cena 6:
Após o regresso a casa, o padrasto da menina sentiu-se mal devido ao cansaço provocado pelas várias horas de interrogatório, tendo sido transportado ao Hospital do Barlavento por uma ambulância do INEM, onde permaneceu até cerca das 07:00 de hoje.
Cena 7:
O advogado Silva Brito considerou também que "a polícia está baralhada com as investigações".
"Prova disso é que constituiu arguido Carlos Pinto (o mecânico) sem provas concretas que possam levar a formalizar uma acusação".
Acrescentou ainda que vai "estar atento" e que, a partir de agora, vai "tomar as medidas necessárias para evitar abusos".
.
Entretanto, Júlia Pinheiro continua a liderar o share com 64.5%, com as suas «conversas em Família» com o Pavarotti.
Se Alberto João conseguiu calçar os patins ao inspector e o mandou para o Continente rapidinho, acabou por não fazer mais do que outros sempre fizeram.
Com uma diferença: o tráfico de influências de João Jardim, a existir, estabelece-se a nível da arraia miúda dos inspectores, enquanto a verdadeira máfia da Chucha-lista sempre o fez a nível das mais altas esferas da Justiça, como a Procuradoria Geral da República, por exemplo.
Cunha Rodrigues sozinho arquivou mais processos envolvendo mais dinheiro perdido pelo Estado Português para meia dúzia de bolsos cor-de-rosa do que alguém conseguirá imaginar.
E dava menos nas vistas.
Acredito que isso, hoje, já não seria possível.
Mas foi-o durante muitos anos.
E pergunto eu: quem pagou pela delapidação do Património da Nação em milhões e pelo branqueamento do colarinho branco em dezenas de milhões todos os dias?
Agora acusa-se Valentim Loureiro e Alberto João? De quê? De darem corda aos atacadores de 3 inspectorzitos?
De os convencerem a mudar de residência e de local de trabalho?
Coitadinhos...
Deve ser para não violar o segredo de Justiça, ou então é por receio de fuga. O mais provável é que o motivo tenha sido o de não obstaculizar o normal decurso das investigações... agora que o processo está mais que investigado e fechado.
Depois da palhaçada do soro da verdade do Bibi, agora mais esta vergonha.
Desgraçado país que tem gente desta a fazer justiça!
*************
Isto foi o que eu escrevi originalmente.
Mas depois comecei a pensar... a pensar... e lembrei-me que hoje é domingo e ontem, por acaso, foi sábado.
Ou seja: estamos a falar de um fim de semana onde juiz nenhum de turno, em Portugal, despacha coisa nenhuma. Apenas lá está à espera dos desgraçados que foram apanhados na noite de sexta e sábado com um grão na asa, para lhes tirar a carta.
Portanto, é mais bonito ainda!
Ninguém lê as petições!!!!
Viva Portugal!!!
Viva!
Ex.mos srs Judites:
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Depois de ler mais este vosso recado que vem na capa do Independente - e que me recuso, enquanto pessoa ainda não completamente alienada a repetir - aqui vão mais 3 pistas bastante consistentes que V. Ex.cias poderão juntar às Vossas, numa humilde contribuição da minha parte, desinteressada e sem esperar recompensas, que vos deixo para ajudar à descoberta da pequenita.
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Então vão lá buscar um papel e um lápis ou uma caneta que escreva e tomem nota.
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Já posso?
Então lá vai:
A Joana pode:
1º - Ter sido raptada por três extra-terrestres e meio e levada para as ilhas Maurícias para presidir às Festas em honra de N. Sra das Papas que calham este fim-de-semana.
2º - Estar escondida na sub-cave esquerda rectaguarda do Etna, a telefonar para o SOS-crianças, por ter perdido o troco da mercearia.
3º - Ter sido incluída numa equipa secreta de observadores independentes que monitorizam a vida nocturna de Pinto da Costa.
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Aposto que não se tinham lembrado destas - ou pelo menos de alguma delas, pois não?
Pois garanto-vos que se seguirdes estas pistas consistentes os resultados não serão piores do que aqueles que obtereis se seguirdes as vossas outras pistas consistentes.
Atentamente,
Um beneficiado 6 vezes da vossa consistência,
João Tilly
Comentei esta foto que me enviaram na convicção de que a juíza seria portuguesa. Embora, o exato sem C e o VOCE, me devesse ter levado logo à suspeição.
Felizmente ainda não.
Por pior que isto esteja... ainda não chegámos à magnificência do Brasil!
O resto é válido na mesma.
A ridicularia a que se expõem certos magistrados só é comparável ao pântano a que chegou a Justiça, ela própria.
Há dias, um juiz, indignado, virava-se para um bate-chapas em pleno tribunal e gritava: «você ganha quanto? Eu, que sou juiz, não ganho isso!».
Não se entende quem é que disse àqueles profissionais que eles, para além de Juízes, também são Deuses.
Menos se entende porque é que, não o sendo, nisso creem piamente.
A ponto de se cobrirem de ridículo, como aconteceu ultimamente com aquela juíza que queria tanto ser famosa que desatava a conceder entrevistas a toda a gente que lhe aparecesse com um microfone e uma camera de filmar à frente, a qualquer hora do dia ou da noite.
Não são todos, é certo.
E a prova é que logo um seu colega desfez aquilo que ela tentou fazer.
Mas enquanto tivermos gente desta a decidir a vida das pessoas nos tribunais não podemos pedir mais do que a qualidade da Justiça que temos hoje.
Ou podemos?
Há hoje o dobro dos miúdos abusados que havia há 4 anos. E nessa altura já havia o dobro dos que existiam há 8.
A acreditar nos indicadores que vieram a lume ante-ontem.
Enquanto andamos alucinadinhos com o que se passou na Casa Pia, há 10 anos, estão dezenas de miúdos, hoje, a ser abusados nos seminários e nas sacristias. Em colégios. Em internatos.
Neste preciso momento.
Em casas particulares de amigos e familiares.
Mais de 100 mil paneleiros assumidos procuram-nos nos bares, nas ruas, nas casas de passe.
Toda a gente sabe dessas vidas em Lisboa.
Industriais, secretários de estado, secretárias de estado, ex-ministros, embaixadores, altos dignatários do estado toda a vida frequentaram os locais onde se prostituem jovens de ambos os sexos.
O povo é que não sabe.
E por isso pensa que a última vez que um jovem foi abusado em Portugal foi nos anos 90 na Casa Pia...
Leiam bem: neste momento acaba de ser abusado mais um.
E agora mais outro.
Com uma diferença:
Antes eram 20 ou 30, os abusadores, e agora são aos milhares.
Há milhares de poderosos em todo o mundo - não só aqui neste pedaço esquecido da europa - que levam miúdos e miúdas para casas e para os iates de amigos todos os fins de semana.
Hoje é sexta. Só queria um conto de reis por cada miúdo que se está a preparar para ir passar este fim de semana em casa dum sr doutor.
Mas o povão continua a "comprar" a Casa Pia, que é o que lhe dão, e nada mais consegue ver para além dessa cortina de fumo criada, justamente, para proteger o mais importante: o que se passa AGORA, neste preciso momento.
Tenho pena.
Daqui a 10 anos, quando a Felícia Cabrita já for velha e não conseguir seduzir mais procuradores nem judites, abrirá o 2º caderno. E depois o povo vai ficar outra vez muito admirado com o que afinal se passava nas «Casas» todas que para aí havia em 2004.
(Desculpa lá ó Ray. Não resisti a esta foto...)

1 - Os antigos jovens abusados e hoje prostitutos profissionais pedem apenas 4 milhões de euros de indemnizações... ao Estado, claro. Não estamos a ver bem o Carlos Silvino a pagá-los.
É curioso que no Parque Eduardo VII, os antigos jovens abusados continuem a pedir apenas 20 euros.
2 - Os antigos jovens abusados conseguiram, para já, que o julgamento seja feito à porta fechada, sem sequer o acesso da comunicação social.
Uma tentativa desesperada para que tudo ficasse entre amigos e a opinião pública não viesse a saber de nada.
À portuguesa.
À fascista.
Mas não vão ter sorte nenhuma, porque a comunicação social, como sempre, conseguirá forma de transcrever tudo o que se for passando lá dentro, em tempo real.
É que os antigos jovens abusados não são os únicos corruptos de Portugal a quem foi prometido muito dinheiro fácil...
Há-os em todo o lado.

Tudo o que seja para piorar as condições de vida do povo mais desgraçado e para nos colocar mais fincadamente na cauda da europa em tudo quanto é indicadores básicos a nível mundial é benvindo por este fascismo monstruoso e absolutamente arbitrário a que chamam Justiça Portuguesa.
Para ajudar as desgraçadas que todos os anos fazem dezenas de milhares de abortos clandestinos, nada se faz.
Deixá-las morrer ou ficar estropiadas.
Deixá-las pagar 100 contos a uma parteira de vão de escada.
Mas porque é que estas porcas da liga da miséria não experimentam viver com o rendimento mínimo numa barraca ou num pardieiro durante 1 ano?
Mudavam de opinião ao fim de 1 hora.
Mas assim, temos que as gramar enquanto condenam as pobres a uma desgraça maior ainda do que a que já lhes coube em sorte.
Entretanto as porcas vão fazendo abortos em clínicas de luxo em Espanha e em Londres.
Muita porquita filhinha de mamã foi este ano ao Barcelona 2004!
Numa coisa tiveram mais sorte que as porcas das mães: é que estas púdicas velhas que agora tanto o condenam publicamente, no seu tempo bem tiveram que os fazer nas parteiras!
Elas pensam que a gente não sabe...
Além de porcas são estúpidas.

O Tribunal Administrativo de Coimbra (TAC), na pessoa da juíza Maria Helena Canelas, recusou dar provimento à acção interposta pela organização holandesa Women on Waves que pretendia anular a decisão do Governo português de não permitir que o chamado «barco do aborto» possa atracar no porto da Figueira da Foz.
A juíza entendeu não existir fundamento legal para alterar a tomada de posição do Executivo.
As organizações argumentavam que a proibição de entrada do «barco do aborto» em águas territoriais portuguesas violava os direitos fundamentais de reunião, informação e manifestação, contrariando também o pressuposto de livre circulação de pessoas no espaço comunitário.
A juíza nem sequer se pronunciou sobre isso.
Cristina Santos, da organização «Não te Prives», acusa a juíza que analisou a acção de «falta de coragem».
Não, Cristina Santos: não é falta de coragem.
É, como se diz em Portugal, «convicção» do juiz, o que significa literalmente: foi o que lhe deu na bolha, naquela hora.
É isso a lei em Portugal.
«Mandei-os prender porque os considero perigosos!» - a última tirada da juiza.
Ela, como muitos dos seus colegas, está infelizmente convicta que é Deus.
Portanto, basta embirrar com a figura de um tipo qualquer e...zás! Vai dentro!
.
É preciso que o povo perceba bem que espécie de gente manda nos Tribunais!
É preciso que os portugueses compreendam bem que espécie de gente decide das suas vidas e do seu futuro no mais completo e livre arbítrio.
.
Reparemos nesta juiza - não lhe bastam as poses erótico-desajeitadas, as risadas despopositadas, o dizer tudo o que lhe vem à cabeça; a senhora ainda tem o desplante de dizer às televisões que os mandou para a cadeia porque os considerou perigosos! E que gostava imenso de julgar o caso Casa Pia! E que já tinha as sentenças determinadas! A mulher diz isto aos repórteres!
Porquê?
Não teve tempo para ler o processo, nem isso lhe interessa um pouco.
Não precisou de analisar elementos de prova de coisa nenhuma nem promover contraditórios.
Não precisou fazer qualquer diligência.
Porque em Portugal, hoje em dia, para se mandar prender um homem é só preciso que se queira.
Basta um qualquer juiz não ir com cara dele.
.
É a isto que chegou a justiça num Estado que alguns por brincadeira decerto teimam em adjectivar «de Direito».
.
O grave é que magistradas deste calibre há centenas por esse país.
Por Seia já passaram algumas com tiradas igualmente hilariantes, não fosse este um desgraçado assunto que tem tudo menos piada.
Lembramo-nos todos de uma juiz jovem que a meio das audiências repreendia em voz alta as testemunhas e os advogados para que se despachassem que ela ainda queria ir às compras...
Outra juiza já em final de carreira, solteira, ameaçava com prisão todo aquele humilde aldeão que a chamasse inadvertidamente de «minha senhora», ou qualquer mulher - analfabeta ou licenciada - que se apresentasse com um decote mais ousado (segundo a sua própria apreciação), com as mangas arregaçadas, ou ainda que tivesse o desplante de cruzar as pernas, enquanto interrogado(a).
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Todo aquele que já passou por essa instituição chamada Tribunal de Seia sabe, infelizmente, do que estou a falar.
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Nem tudo é mau, no entanto: esta magistrada queixa-se também de que os seus colegas juízes a desiludiram muito.
Menos mal! É a luz no fundo do túnel. Significa que nem todos os juizes são assim.
Isso é muito bom sinal para todos nós.
Bateu no fundo de vez!
Em poses eróticas e em sorrisos malandros de cais do Sodré para as câmeras, a juiza louquinha de turno diz ao 24 horas que está ali para dar e para levar.
Mas apesar de lourona ninguém lhe dá nada, pelos vistos...
Pior: diz que está muito desiludida com o seu colega (o juiz que não a deixou prender os arguidos novamente).
Esta nem o Miguel Sousa Tavares nem o John Cleese conseguem pantomimar...
Em apenas 1 dia, uma juíza de turno conseguiu estudar todo o mega-processo da Casa Pia, com as suas dezenas de volumes e conseguiu decidir que os arguidos deviam ir todos dentro, outra vez.
E não fosse o Ministério Público - que está lá para acusar! - e os 6 iam outra vez de cana.
Também decidiu a data do ínício do julgamento, embora não se saiba ainda sequer quem são os juízes que lhe presidirão.
Em 8 horas de trabalho, esta juiza convenceu-se com toda a facilidade do mundo da perigosidade e perigo de fuga dos arguidos. De todos menos de um. Ainda teve tempo para destrinçar isso.
Em 8 horas de trabalho, em que concerteza ainda fez mais alguma coisinha.
A isto chama-se produtividade!
A isto também se chama a grande pouca vergonha da Justiça em Portugal.
O carrossel da Justiça continua.
O circo promete não parar nunca.
Haja animação que «é disto que o meu povo gosta».
Se o povo não se revoltar agora contra a Justiça que se prepara para fazer vista grossa a este mais grosseiro criminoso, que manipulou da forma que bem quis a informação que lhe apeteceu, roubando-a ao Diap, colorindo-a como lhe aprouve, fazendo num inferno a vida de Ferro Rodrigues (pelo menos), é porque este país está definitivamente morto e merece, o próprio povo, ser preso e espancado, por amorfismo passivo crómico.
A ver se a blogosfera - que já ajudou a colocar este pacóvio criminoso nas ruas da amargura - agora faz mais uma fórcinha para que a Justiça adormecida acorde contra as ignomínias mais gritantes que se passam à vista de todos neste arremedo de Estado de Direito.
Nem Ferro descansará, nem eu, até ver este bandoleiro bem apertado.
Um dos principais responsáveis pela desgraça em que se encontra a nossa justiça (neste caso: a nossa investigação) apresentará a demissão para que não seja expulso.
Mas isso não é suficiente.
O irascível juíz, que pensava que a Justiça era uma quinta sua (é só mais um, por falar nisso...), terá que pagar pela obstrução da investigação ao colarinho branco e ao apito dourado, pelo menos...
Será que vai ser finalmente incomodado por aqueles a quem afastou?
Ou será que continua - como Cunha Rodrigues - a salvo na pocilga infecta em que ambos ajudaram a transformar a justiça portuguesa?
Aposto na segunda hipótese para já.
No entanto, se eu estivesse no seu lugar, começava já a pensar em tirar umas férias prolongadas ao pé da Fátima Felgueiras...
É que a Justiça tem que levar tanto trambolhão e tão urgentemente, que até pode ser que comece a funcionar... quem sabe?

Extorsão, corrupção, associação criminosa, são 3 dos crimes de que o Ministério Público acusa as dezenas de militares da GNR que «não mostraram arrependimento pelos crimes cometidos» em Albufeira.
Também por isso, o MP pede prisão efectiva para estes agentes.
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Custa perceber que país é este em que existem «Associações Criminosas» entre os militares que são pagos para lutar contra elas.
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E não me venham com as velhas histórias das maçãs podres, porque ali são praticamente todos.
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Como podem os portugueses ter confiança em quem os devia proteger?

Mas não se pense que a história termina aqui.
Há uma pequena multa de meio milhão de Euros para o Cunhado de Guterres.
Quanto à secretária, detida hoje, muita coisa se saberá ainda.
Ou não.
Se Arquivador-Mor Rodrigues ainda estivesse em funções, decerto que não se saberia coisa nenhuma até arquivamento.
Agora, que já lá não está, pode ser que com sorte... não se saiba nada na mesma.
A inqualificável Justiça Portuguesa volta a mostrar a miséria intelectual de que é feita:
Apesar da confissão voluntária dos seus crimes, os criminosos foram todos absolvidos!
Os vendedores de droga foram presos entre Abril e Agosto de 2000.
As suas confissões levaram à detenção de muitos outros e à apreensão de grandes quantidades de droga.
Afinal agora estão todos livres!
As escutas telefónicas foram consideradas irregulares pelo Tribunal da Relação de Coimbra e agora os distribuidores confessos de droga saem, hoje mesmo, em liberdade.
POR-TU-GAL!
POR-TU-GAL!
POR-TU-GAL!
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É preciso toneladas de auto-estima para aguentar estes anormais!
E quanto ganham?
Quanto custou esta operação ao país?
Quantos anos de trabalho dos agentes, com risco da própria vida, foram, uma vez mais, desperdiçados por um Ministério Público que - Deus me perdoe - às vezes chego a convencer-me que funciona como no Brasil: a pedido.
E já não digo que só pode estar feito com os criminosos!
Mas penso.
É incompetência a mais!
Ninguém aguenta tanto atrasado mental a roubar milhões ao estado!
Haja quem ponha mão na Justiça, senão daqui a pouco começamos todos aos tiros para nos protegermos dos criminosos confessos que o Tribunal liberta.
Pode lá ser uma coisa destas?
Nem eu acredito nisto!
Acabo de ver uma peça na SIC Notícias sobre as indemnizações das seguradoras em Portugal e aquilo que se passa hoje em dia é absolutamente surreal.
13 anos para se realizar um julgamento, para se decidir uma indemnização, só pode ser um filme de terror.
Nem no Burundi!
E o mais incrível é que já ninguém liga. Ninguém faz caso.
O povo já está tão anestesiado com esta desgraça de ser cidadão num país destruído por uma classe política absolutamente criminosa, que ao longo de 30 anos roubou e destruiu o que bem quis, que até já acha isto muito natural.
O encolher de ombros por parte das vítimas é, para mim, absolutamente revoltante.
Temos que fazer como a senhora que estende roupa na varanda e gritar bem alto, a plenos pulmões, à entrada de cada Tribunal:
POR-TU-GAL!
POR-TU-GAL!
Mas não pela bola, que raio!
Pelo país que não pode continuar no cancro em que o tornaram e em que já nada funciona minimamente.
Onde é que isto vai parar?
O povo tem que se revoltar contra este estado de coisas.
Não pode demitir-se assim das suas obrigações de Cidadão.
Deve pagar os seus impostos, mas deve exigir os seus direitos!
Acordem portugueses e honrem a vossa história! porque isto ultrapassa todos os limites!

O Ucraniano responsável pela morte do adepto inglês, apanhado em flagrante - segundo a polícia - deu esta madrugada entrada no Hospital de S. José, vítima de escoriações.
Como está em regime de prisão preventiva, nem sequer imagino quem lhe terá chegado a roupa ao pêlo durante a noite.
Deve ter sido ele que se magoou a si próprio.
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Já começou a perceber que até pode valer a pena ser imigrante ilegal em Portugal, mas não vale é a pena passar a noite numa prisão portuguesa.

1 - Vá lá, vá lá...
A esmagadora maioria deles está cá ilegal desde sempre.
E os bem-mandados jornalistas televisivos lá se apressaram a informar que "aquilo nada tem a ver com o futebol"... foi "apenas" um simples assalto.
Os chefes de redacção, na ânsia de desculpabilizar o Euro pela fatalidade, não percebem que estão a dar uma imagem ainda pior de Portugal com esta desdramatização futeboleira.
Será preferível revelar que aquele cidadão foi morto à frente de toda a gente, de uma forma "muito natural" como pode ser morto qualquer outro cidadão em qualquer altura do ano, no centro de Lisboa?
Porque imigrantes ilegais é o que mais há e ninguém, em Portugal, controla saídas e entradas?
Se é melhor passar essa imagem...
Se este é o nosso melhor interesse, para o turismo...
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2 - Sobre o ucraniano expiatório que: "Não teve nada a ver com o Euro...", :
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O assassino estava e estaria em Portugal ilegalmente até ao fim dos tempos, independentemente do evento.
Tal como os 500 mil imigrantes ilegais que ninguém expulsa. Isso é uma evidência aceite por todos.
Mas pergunto:
Se não fosse o Euro 2004 o cidadão que veio morrer a Lisboa estaria cá, agora?
O tribunal de Albufeira condenou o bombeiro inglês a dois anos, mas os tribunais ingleses já disseram que ele não vai cumprir pena nenhuma em Inglaterra por falta de enquadramento legal.
É que os juízes tugas, ao libertarem o cidadão inglês ainda em território nacional, impediram automaticamente que os ingleses o prendessem novamente.
«O indivíduo "foi condenado pela justiça portuguesa, mas o juiz libertou-o de imediato, para que fosse expulso", disse à agência AFP uma porta-voz do ministério britânico do Interior: "Se um prisioneiro é libertado, nós não podemos encarcerá-lo novamente em solo britânico"».
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Teria que viajar, obviamente, sob prisão, mas os nossos juízes andam um pedacinho entretidos com o futebol e... passou-lhes.
Chama-se a isto: profissionalismo e eficácia da Justiça à portuguesa.
A única coisa que os ingleses podem fazer é impedi-lo de ver jogos de futebol.
É o fim da macacada!
Continuem a julgá-los pela madrugada dentro, juizes!
A gente paga-vos as horas extraordinárias na mesma.
Esta entrada não é possível ser comentada.
É um país de mentirinha, em que o que não for o pontapé na bola, não vale nada.
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Continuem, tugas desgraçados, a colocar bandeiras nos carros.
Vamos ver o que o Ministério Público agora fará.
Há acusações de «pessoas que terão sido contratadas para criar os desacatos e um jornaleco que terá incitado os manifestantes» socialistas.
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Foi nitida a violência com que um apoiante do rival de Narciso Miranda abanou António Costa e agarrou o braço de Sousa Franco em posição de extrema dificuldade, para este, durante largos minutos, na lota.
Vou procurar as imagens para as mostrar em vídeo, logo que as consiga. Esse indivíduo tem que ser, pelo menos, inquirido.

Acusa-me aqui um comentador - e muito bem - que «muitas vezes o homem tem, por vezes, umas opiniões um pouco esquisitas em relação à MAIORIA da população, mas também denuncia muita verdade, noutros casos ».
Mas? Porquê o mas?
Dá impressão que é um erro ter opiniões esquisitas relativamente à maioria da população!
Sabemos que a maioria consegue ignorar e simultaneamente ter opiniões formadas sobre tudo. Basta um microfone na rua apontado à boca, que o falatório de improviso é imediato e a opinião formada à medida que se fala, fluida.
Muitas vezes não se percebe a pergunta, mas isso é o que menos interessa.
(veja-se o post sobre "o povo que discorda do trânsito de Vénus").
O que é preciso é botar faladura sobre tudo e todos, embora quase nada ou nada mesmo se tenha pensado sobre o assunto, anteriormente.
Por isso o mais importante é analisar o Mas, do leitor avisado.
Apesar de ele saber tão bem como eu que o povo não tem opinião técnica, científica ou até relacional formada sobre quase coisa nenhuma, não resiste em colocar o redentor mas...
Quer dizer que, apesar de todos nós sabermos que espécie de povo (tuga assumido) é esta, ainda não há coragem para discordar frontalmente da esmagadora maioria da população (como se essa maioria, repito, tivesse opinião formada com um mínimo de fundamentação sobre o que quer que seja...).
A chamada popularidade é um status almejado por quase todos, em Portugal. Mesmo pelos mais cépticos socialmente, como Rui Zinc.
Já não relativamente a Alberto Pimenta ou Vasco Pulido Valente.
Estes não querem saber da popularidade, mas por isso mesmo constituem uma ínfima excepção à regra.
Quem não quer ser popular?
Eu, por exemplo.
Porque quanto mais alguém o for, mais historicamente errado se encontra no seu tempo e neste país.
Verdade?
É essa uma das minhas missões.
Chamar a atenção para o facto de que, se fossem HOJE aplicados os níveis
éticos de Durkheim, que já morreu há tanto tempo, à população portuguesa actual, raramente se atingiria o 4º - o da maturidade relativa.
Ou seja: é muito raro encontrar um tuga que interiorize os princípios básicos da ética social e não confunda absolutamente tudo naquela cabeça de futebol, pequena corrupção, desenrascanço e frases decoradas. É muito raro encontrar um tuga que não adapte em cada momento os seus princípios éticos aos seus interesses.
Só encontrei 2 ou 3 em 44 anos.
Na prática, o que o tuga pensa que «defende» é algo como isto: "Isto deve fazer-se assim! A menos que isso se revele contra os meus interesses. Nessa altura, deve fazer-se assado".
E tudo com a maior das naturalidades. Porque, de facto, são ensinamentos que já vêm dos pais. Das dificuldades de sobrevivência provocadas pela longa noite fascista, subitamente prolongada com uma madrugada de 30 anos.
Alguém percebeu?
Desenvolvimentos para depois que agora tenho que ir ganhar a vida.
Qual é a sucateira, qual é ela, que se encontra mesmo no coração de Seia?
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Não é uma sucata.
É o parque da GNR, repleto de carcaças podres às quais a Justiça que temos não consegue dar destino.
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Que bela imagem de um Portugal desenvolvido.
Que rico contributo para a nossa saloia auto-estima!
E que distinta "herança" para uma Corporação cuja única culpa foi o fazer cumprir a Lei.
Por já não haver espaço dentro do parque, onde apodrecem dezenas de viaturas, há já "charutos" colocados cá fora num claro e grave atentado ambiental. Baterias e óleos a derramar, numa contaminação permanente do ambiente.
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Quem paga esta multa?
A GNR, que cumpriu com o seu dever, ou o Tribunal, que não cumpre com o seu?
Há 10 anos que considero e denuncio a denominada Justiça como o segundo maior cancro da nação, a seguir à Saude.
Hoje, visto o resultado de um ano e meio de telenovela Casa Pia, será preciso dizer mais alguma coisa?
Pedroso nem sequer é pronunciado?
MAS ANDAMOS A BRINCAR COM A TROPA, OU QUÊ?
(Vamos lá agora a moderar o texto, a partir daqui, que já me passou a indignação incontrolável)
Ó sr Rui Teixeira: o sr, que gosta tanto de me responder, diga-me lá agora: qual dos dois não regula bem? O sr ou a sua colega?
Então, dos 23 crimes de que acusou o Pedroso e pelos quais o prendeu preventivamente, afinal não há indícios nem sequer de UM???
QUE ANDOU O SR A FAZER com a vida dos outros?
MANTEVE O CARLOS CRUZ PRESO UM ANO E MEIO. Afinal ficou apenas com termo de identidade e residência. Passou da mais gravosa medida de coacção para a mais leve.
Como vai compensá-lo agora?
E, repito, não lhe vai acontecer nada a si??
Lá está. Tem a sorte de não ter um outro Procurador João Guerra e um outro juiz Rui Teixeira a tratar do seu caso.
Senão, bem que apodrecia 3 anos na cela antes de lhe ser possibilitado defender-se. Ou mais.
OK.
Se não me nomearem imediatamente o profeta do reino, fico zangado.
Quem é que vos disse a verdade nua e crua, hein?
Nem uma estatuazita, nem ao menos um busto?
Mal agradecidos!
Haveis de me perguntar mais coisas, haveis...
Aqui está a réplica do post de 22 de Maio:
Segunda-feira Carlos Cruz será libertado TOTALMENTE
Só acredita quem quer.
Depois, na segunda-feira, não se esqueçam de me dar os parabéns.
Carlos Cruz ficará com termo de identidade e residência - a mais leve medida de coacção possível.
Isso é que vai ser uma revolução em Portugal...
Nem as europeias com os seus 70% de abstenção se lhe vão comparar.

Para todos os chonés e palermas alegres que fazem duma recém-inventada auto-estima baseada em zero fundamentos, o seu passatempo da moda, aqui vão, para esse ego auto-insuflável, mais umas contribuições da AI, no relatório anual sobre o nosso país.
Somos os maiores em:
- lentidão na Justiça
- arquivamento judicial - nomeadamente em casos de milhões - Partex, UGT, fundos sociais europeus, Expo 98...
- prisões preventivas - em número e per capita.
- absolvição de presos preventivos - mais de 50%. Os restantes são condenados às penas que já cumpriram.
Nem em Angola se verifica tal aberração. Ninguem acredita numa ignomínia destas em nenhum país desenvolvido.
- condições precárias nas prisões - 17% dos presos têm baldes nas celas em vez de sanitas
- inserção massiva de droga nas prisões. É quanta queiram.
- Sida entre a população prisional - mais de 43% segundo os últimos levantamentos.
- mortes em consequência de violência doméstica - 5 mulheres por mês morrem vítimas desse tipo de violência.
- mortes nas prisões. Seja suicídio ou não, a verdade é que também aqui somos imbatíveis.
- mortes provocadas pelas polícias. O relatório é demolidor para com as polícias, acusando-as de terem morto 6 cidadãos em consequência de disparos fortuitos ou deliberados, só nos primeiros 3 meses deste ano.
Digam lá se temos ou não obrigação de ter uma mega-auto-estima.
(Um Mega-Ferreira já tínhamos...)

Depois de Abu Gharab, como diz Bush, e já que está na moda demolirem-se os edifícios onde se cometeram barbáries e atentados contra a Humanidade, seguidamente terá que ser demolida também... a Casa Branca.
Dificilmente se poderá encontrar um edifício onde, depois da 2ª Guerra, se tenha decidido levar a efeito tanto genocídio, tanto crime e tanta vilania em tantos e tão diversificados pontos do planeta.

Só acredita quem quer.
Depois, na segunda-feira, não se esqueçam de me dar os parabéns.
Carlos Cruz ficará com termo de identidade e residência - a mais leve medida de coacção possível.
Isso é que vai ser uma revolução em Portugal...
Nem as europeias com os seus 70% de abstenção se lhe vão comparar.
Para quem ainda duvidava das suas insuspeitadas e "reais" capacidades (sempre tão enaltecidas pelo Herman), a comentadora da SIC no casamento do filho do rei de Espanha está a dar um triste espectáculo daquilo que, efectivamente, é: uma coisinha absolutamente inútil - já nem idade para ser útil tem naquilo de que, pelos vistos, percebe a fundo: futilidades.
De cada vez que abre a boca é mesmo só para isso, para falar daquilo que ninguém quer saber - dos passatempos do rei e da mantilha e da roupa, e que estão completamente apaixonados.
Um Deus me acuda!
Em toda a manhã nem uma única informação fora deste cor-de-rosismo execrável.
E o mais giro é que só a RTP2 é que não está a trnsmitir esta treta.
Faz algum sentido, isto?
Os serviços nacionais não têm capacidade para travar ameaças do tipo Al-Qaeda diz o ex-director do SIS Daniel Sanches.
A secreta portuguesa é a pior da União Europeia, completa o ex-director. para quem ainda tivesse alguma dúvida.
Isto é que é bom para a nossa auto-estima!
Como a nossa legislação é reactiva e não pro-activa, o estado não pode actuar senão depois da acção feita.
Ou seja: primeiro tem que se deixar explodir a bomba e realizar o atentado e só depois se pode actuar!
Passa-se exactamente o mesmo quando uma dona de casa se dirige ao posto da polícia queixar-se de que o marido lhe bate e a ameaça de morte.
Primeiro tem que ser assassinada.
Só depois é que a polícia vai tomar conta da ocorrência.
E se o homicida se entregar voluntáriamente e confessar o crime, haverá fortes probabilidades de a PJ vir a descobrir quem foi o assassino.
Para quem possa não acreditar nisto, é só ler o Diário de Notícias de ontem...
Chama-se a isto, a luta contra o terrorismo... à portuguesa.

O bastoneiro mais querido da quinta das Lágrimas vai hoje dizer à nação o que tem dito desde há 1 ano a esta parte.
Escolheu a expressão: galeria de horrores (ai credo! que horror! vira pa lá essa boca, melhére) para caracterizar a Justiça Portuguesa.
Eu daqui envio-lhe uma palavra de esperança no dia de amanhã.
É que amanhã justamente vai haver mais uma greve parcial dos funcionários administrativos e, por isso, pelo menos das 9 às 11 não há horrores na galeria...
Só não lhe posso enviar uma palavra de esperança para de amnhã em diante.
Aí está uma notícia que nunca o será em Seia, a ainda capital do obscurantismo, da caça à multa e da censura informativa:
O despacho de pronúncia do mais conhecido construtor da região no caso que envolve o ex-presidente da Câmara de Celorico.
A notícia já saíu nos jornais nacionais na segunda feira passada.
Mas em Seia... nem pio.
Não será dada, tenho a certeza, pelo menos com o mesmo destaque de outras notícias bastante menos "escandalosas".
E não por se tratar de um construtor de Seia, mas sim porque se trata DAQUELA pessoa, com aquela influência social regional.
Em quem toda a gente "corta", cobardemente, nas costas - tal como acontece comigo - críticas e acusações que depois ninguém tem a coragem de sustentar em acareação ou mesmo por escrito, à boa maneira seneira.
Insiro aqui este adjectivo depreciativo da minha autoria: SENEIRO, para estabelecer a diferenciação de Senense e até de Senil, blague da autoria de um amigo meu, e já profusamente usada por escribas anónimos.
Vamos, portanto, apreciar, em mais esta novela, o espectáculo do caciquismo seneiro que tudo vai fazer para abafar a notícia.
Como se, pelo facto de ser abafado, o processo deixasse de existir.
E vamos ver quem terá a "coragem" de a dar.
Quanto a mim, ninguém, mas pode ser que me engane.
Sendo certo que todo o cidadão é inocente até ser condenado; e só depois do trânsito da sentença em julgado, que neste caso, com os recursos que se adivinham, se deve dar lá para o ano 2025, mais coisa menos coisa...
A decapitação filmada deste americano foi apenas a primeira. Infelizmente.
Esta é a resposta - assassina e inqualificável - da resistência iraquiana à loucura bélica de Bush.
Em termos de armamento e logística não há comparação possível entre a capacidade bélica de invasores e invadidos.
A única arma dos últimos para tentar expulsar o invasor é a desmoralização do povo e dos soldados aliados.
Neste momento, segundo a CBS e a CNN, poucos são os americanos conscientes que apoiam o warlord Bush na continuação desta invasão indigna subitamente condimentada com as dezenas de fotografia de torturas infligidas aos prisioneiros, pelos "Lutadores da Liberdade" nas cadeias.
37 prisioneiros foram abatidos gratuitamente dentro das prisões sob o controle americano, incluindo uma menina de 8 anos, relata a CNN.
Pois bem: nenhuma guerra é limpa, é certo.
Mas esta é-o menos ainda, já que os invadidos nada fizeram para merecer este massacre, e para além disso, tem um dos maiores facínoras da História recente a criá-la e a mantê-la.
Há que esperar que os "américas" desmoralizem mesmo o mais depressa possível e abandonem aquela terra por si destruída, para se poderem estancar as mortes diárias e crescentes de ambas as partes.
A pedido de várias famílias, substituo o post que estava neste sítio por este simples comentário que espero seja ainda mais eficaz:
É uma autêntica vergonha a repressão sobre os cidadãos que se passa em Seia, e vai custar a eleição nas próximas autárquicas a alguém.
Olá se vai.
A Juiza considerou que deveria alterar a medida de coacção a Manuel Abrantes.
O 6º arguido a ser libertado no processo Casa Pia.
Ainda antes do debate instrutório não fica um único arguido em prisão preventiva.
É preciso interrogar Rui Teixeira sobre as razões pelos quais aplicou a mais gravosa medida de coacção a estes arguidos.
É preciso que Rui Teixeira RESPONDA em processo disciplinar sobre as razões que o moveram a mandar prender estes homens, quando mais nenhum juiz nem o Tribunal da relação, nem o Tribunal Constitucional o corroboraram.
Rui Teixeira tem que explicar ao país - porque se trata do mais mediático caso da Justiça recente em Portugal - o que o moveu.
E, embora eu saiba que tal não é possível, acho que deveria ser constituido arguido, pelo Ministério Público, num processo a levantar sobre a sua actuação neste caso.
Porque não se podem prejudicar pessoas e suas famílias impunemente.
E a sua sorte é que não há um segundo Rui Teixeira para mandar prender preventivamente este Rui Teixeira.
Por isso este juiz, apesar da sua danosa actuação, pode aguardar o seu julgamento em Liberdade.
Se não houver "arrependidos" como nas FP25 nem "colaboradores" como Bibi, não haverá um único arguido condenado em mais esta mega-palhaçada judicial.
Disto estão convictos alguns dos arguidos que o dizem à boca cheia em Oliveira do Hospital e Seia.
«Os nossos advogados garantiram-nos que a investigação foi tão mal conduzida que o processo terá que ser todo anulado», confidenciou-nos um dos arguidos na semana passada.
Mais uma mega-bronca, porque neste processo estiveram presas preventivamente durante muitos meses algumas pessoas que, pelos vistos, serão absolvidas.
Nada de estranhar, em Portugal.
Para já, os advogados de defesa defendem que todas as conversas telefónicas terão que ser consideradas nulas, dada a total falta de controlo deste meio de prova.
A ver vamos se este escândalo não será mais um a debilitar a nossa justiça moribunda.

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.O martírio de Carlos Cruz está, finalmente, a chegar ao fim.
A justiça parece estar a começar a mudar, finalmente, em Portugal.
Valentim Loureiro foi um dos primeiros beneficiados por essa mudança.
Os juízes já perceberam que o fascismo cinzento que reinava na Justiça até ao caso Casa Pia, devia ter terminado no séc. 19.
Por unanimidade, o Tribunal da Relação dá razão à defesa e declara desajustada a prisão preventiva 4 vezes confirmada pelo tristemente célebre Juiz Rui Teixeira.
Carlos Cruz este preso 15 meses, para agora aguardar julgamento em casa.
Para que esteve preso, afinal?
Carlos não foi o primeiro, mas terá sido o último mártir de uma justiça arbitrária e prepotente?
Oxalá.
Estes resquícios da velha senhora - que se encontram em Seia, por exemplo, todos os dias ao virar da esquina, surpreendentes 30 anos após a sua morte - deixam sempre um vazio sêco na alma de um anti-obscurantista como eu gosto de me considerar.
Relatos enfatizados de provas de que alguns elementos da PJ continuam a usar os mesmos métodos do dia 24/4/1974, chegam-nos com demasiada frequência.
A PJ provinciana é frequentemente acusada, nos meios de comunicação social, de dar pancada nos calabouços com listas telefónicas, para não deixar marcas (à la PIDE) e de fazer interrogatórios de 48 horas consecutivos sem deixar dormir os arguidos (à la DGS).
Não sei se é verdade, que eu nunca lá estive.
Mas que há delinquentes em Seia que se queixam disso, lá isso, há.
- E não lhes fez mal nenhum! - estará o leitor a pensar agora.
Pois, se calhar não.
Mas a questão é que isso não se pode fazer. Voilá.
Como não se pode bater em alunos, por mais travessos ou desrespeitadores que se mostrem para os professores.
Como não pode um juiz vingar-se no tribunal de quem lhe mandou uma valente pantufada nas futeboladas de sexta à tarde.
O problema é a misturada doida que o portuguesismo adora fazer na sua multifacetada e enformada cabeça.
Assim chegamos ao que suspeitávamos.
O processo Casa Pia é em tudo similar ao das FP 25.
A Judiciária, na sua ânsia de mostrar serviço, conduz os processos para os terrenos que entende, nem sempre correspondentes à crua verdade.
Depois, aparecem os processos arquivados por ilegalidades comprovadas durante a investigação, por exemplo.
Neste caso, Bibi queixa-se agora - que já não tem que os aturar mais - da Judiciária.
Que o terá pressionado a denunciar este e aquele, senão apanhava ele (Silvino) com as culpas dos outros.
Não há argumento mais pidesco ao de cima desta terra ainda e sempre obscurantizada, ou há?
E o resultado?
Igual ao das FP, como eu sempre disse.
Tudo absolvidinho, excepto o Silvino, que se denunciou a pedido.
Tal como os arrependidos.
Uma ou outra pena suspensa e de resto vai tudo para casa.
Um pequeno passo (para o lado) para a justiça mas um gigantesco passo (para trás) para Portugal.

Será hoje lida a sentença do julgamento dos Portageiros de V. F. de Xira.
De mais de oitenta, ficaram quarenta e poucos.
E destes, serão condenados fatalmente os mais pobres e os mais inábeis.
Vai chegar-se à conclusão que foram apenas 2 ou 3 os cromos que roubaram os 1.700.000 euros.
E nem assim conseguiram contratar advogados de jeito.
Como irão devolver a importância?
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O que me faz recordar imediatamente o caso da alegada corrupção na BT. Aí são arguidos mais de 170 agentes: o maior caso de acusação por corrupção corporativa alguma vez instaurado em Portugal.
E logo tinha que acontecer no seio das Forças da Ordem...
Quantos serão condenados?
Menos de 5%, arrisco eu.
O que nos vale é que esta justiça de mentirinha que por cá ganha a vida nunca terá a coragem de beliscar os homens de milhões.
Se alguma vez houvesse Justiça Verdadeira em Portugal não poderia ficar um só corrupto de pé.
E isso queria dizer que:
Poucos nomes conhecidos poderiam ficar em Liberdade.
Poucos governantes com mais de 6 meses de governo.
Poucos Presidentes de Câmaras.
Poucos Governadores Civis.
Poucos políticos carreiristas.
Eis porque não haverá nunca problema em Portugal.
Porque em tudo manda a Alta-Finança.
Até na consciência do povo.
O que não acontece, por exemplo, no Brasil, um dos países onde a corrupção está mais consolidadamente instituída.
Ali, até os procuradores, quando têm azar, caem em desgraça nacional.
Cá não há nada disso.
Nunca em Portugal existiu um Procurador que roubasse ao estado biliões de euros ao arquivar processos de amigos.
Nunca na vida.
Aqui se mostra como os EUA respeitam e acreditam na Justiça Portuguesa.
Céu Duarte esteve quase 3 anos presa preventivamente em Portugal. Foi julgada por suspeitas de pertencer às FP 25 e, tal como todos os arguidos, excepto os arrependidos, foi absolvida no processo mais chocante da história da inJustiça Portuguesa, que Casa Pia nenhuma conseguirá ultrapassar.
A verdade é que ao tentar entrar nos EUA viu esse desiderato recusado. Foi algemada de pés e mãos, interrogada durante 13 horas e recambiada no próximo avião para Portugal.
Para os américas, apesar de o Estado português a ter absolvido, Céu Duarte é e será sempre uma terrorista.
E esta, hein?
Cada cavadela, cada minhoca, não há dúvida.
Será que o Major terá que ser transportado de novo a casa, no final do dia de hoje, porque a juiz não vai conseguir ouvi-lo?
Mas não há ninguem que consiga fazer uma simples previsão de tempos nos tribunais em Portugal?
Já sabemos que as contas não são o forte dos juízes. Também não se sabe ao certo qual é o forte dos juizes portugueses.
Mas as contas, por mais simples que sejam, decididamente, não o são.
Disso os Tribunais dão provas todos os dias.
Sessões que começam às 11, quando deviam começar às 9, porque o juiz aparece às 10:45h, são mato.
E as dezenas de testemunhas de que os advogados acabam sempre por prescindir, senão os julgamentos, por mais simples que fossem, demoravam semanas?
Bem. Já sabemos como isto não funciona. Ontem ficámos também a saber que há tribunais de onde autores de processos fogem a sete pés porque fica mais barato perder o processo do que metê-lo lá.
Cada Tribunal, também sabemos, é regido por um Senhor Feudal que dele faz o que quer e a ninguém passa cavaco, podendo, com toda a naturalidade do mundo, decidir o contrário do tribunal vizinho, e sempre impunemente.
Que a balda não pode ser maior na Justiça, a rainha das poucas-vergonhas nacionais, todos o sabemos e agora até o próprio bastoneiro dos advogados o diz claramente nas televisões.
A Justiça bateu totalmente no fundo, e continua a descer.
Agora, esta juiz meteu-se com o major valentão, que não lhe irá facilitar a vida nem a carreira, estou certo.
A visibilidade paga-se bem e de facto, por mais corrupto que alguém possa ser, também tem os seus direitos, que juiz nenhum pode retirar.
Se o deteve, a juiz tem que o pôr a falar. E tem que ser ainda este ano...
Não pode o homem estar ali detido dia após dia, sem que ninguém, depois, o ouça.
Mais uma vergonheira para somar a todas as demais.
Até logo à noite, Major.
Com foguetes e festa rija.
Devido ao pequeno pormenor de ninguem ter conseguido interrogar os 5 assaltantes que destruíram dezenas de lojas, dispararam várias vezes sobre a GNR e só por milagre não mataram ninguém, estes honrados cidadãos tiveram que ser libertados.
Nem sequer foram indiciados de nada.
Não abriram o bico, porque nenhum juiz esteve disponível para os ouvir.
Depois de libertados foram emitidos mandados de captura com os seus nomes, mas o mal, uma vez mais, estava feito.
Portugal prova todos os dias através desta coisa a que curiosamente decidiram chamar de Justiça, que cada vez tem menos a ver com um Estado de Direito.
Se é um Estado, só pode ser de torto.
AF Torres, depois do pontapé no placard, das ameaças ao árbitro e do "baile" às autoridades, no estádio, a horas da sua detenção disse adeus à judite e espera aí que eu já venho.
Agora emitam mandados de captura que ainda vão a tempo...
Esta característica única portuguesa que nos dá a capacidade de adivinhar que vamos ser detidos é um 6º sentido que tinha que ser estudado a nível da Percepção Extra-Sensorial por esse mundo fora.
Avelino Ferreira Torres vai ser, juntamente com Fátima Felgueiras, convidado para conferencista sobre PES em todo o mundo, por certo!
Buen Viage, Avelino!
-«Vai mais uma banana-split, boneca? Ou um Daiquiri?»

Deixo já aqui bem explícito que, conhecendo a Justiça como penso conhecer, de maneira nenhuma acredito que isto dê nalguma coisa que se veja.
Valentim, cá para mim, vai sair do Tribunal de Gondomar daqui a 40 horas no meio de um imenso coro de aplausos, e não sei se não sairá em ombros, o que vai ser óptimo para que a Justiça perceba de uma vez por todas a palhaçada miserável com que é conotada.
Então, depois de tanta miséria semanal na primeira divisão, vão deter os homens por causa de um jogo na segunda divisão-B?
À boa maneira portuguesa.
Valentim vai apanhar uma multa de 100 ou 150 euros, de certeza!
Bastou ver uma única vez a peça que a SIC Notícias está a passar com uma entrevista concedida por Rui Teixeira a Jorge Esteves, para se perceber que algo não vai bem com o juiz.
Gravei-a e, depois disso, já a vi 5 vezes. Não posso deixar de, sobre ela, levantar as seguintes questões:
1 - Em primeiro lugar, porque teima ele em dar entrevistas sobre o todo-o-terreno, quando as abre esclarecendo que não é especialista na matéria? Será ingénuo ao ponto de não suspeitar que a única coisa que interessa ao jornalista é sacar-lhe reacções sobre a Casa Pia?
2 - Porque continua, pelo segundo ano consecutivo, a responder a todas as insinuações do entrevistador sobre a Casa Pia em Figueira de Castelo Rodrigo, enquanto passa a vida em Lisboa a repetir que sobre isso não fala? Será dos ares da serra?
3 - Foi impressionante o nervosismo de que foi assaltado e lhe provocou reacções absolutamente despropositadas como a de tentar, em vão, acender um cigarro no meio de uma pergunta do repórter. É óbvio que não teria tempo para acender o cigarro. Porque o tentou?
4 - Aquela dislexia grave que o leva a confundir «processos» com «problemas» (sendo ele juiz!) e a usar termos perfeitamente desajustados em Português como «terreno escavacado», não serão indícios de alguma perturbação a nível psicológico? Note-se que o juiz fala para todos os tele-espectadores da SIC e não só para o repórter. E não é normal um magistrado da nação não usar de todo o cuidado quando se dirige ao público em geral.
5 - Aquele desfile de tiques nervosos de que deu evidência quando se atrapalhou com a pergunta seguinte - um deles obriga-o a projectar a cabeça violentamente para o lado direito - são ou não indícios de desiquilíbrio nervoso acentuado?
Já sabemos que Teixeira, embora não tenha tempo para almoçar e trabalhe 11 horas por dia, é cliente diário de ginásios. Mas não deve um juiz ser também periodicamente rastreado a nível psicológico? Afinal de contas parece que um juiz trabalha mais com a mente do que com o corpo, ou estarei enganado? E sobre esses exames? Alguma vez são realizados, ou usa-se a máxima: uma vez juiz, juiz eternamente?
Eis algumas questões que gostaria de ver respondidas ou comentadas, por quem viu a entrevista.

O Arquivador-Mor acredita que a sua ex-secretária está inocente e está convicto que a Justiça tudo fará para ir até às últimas consequências!
E nós também podemos acreditar nisso.
Uma vez que já não é ele o Procurador Geral da República pode muito bem ser que a Justiça funcione, desta vez.
Quem sabe lá?

Mais um utilíssimo Serviço Público prestado por António Marinho à Nação.
«A Justiça Portuguesa procede como há 200, 300 e mesmo 400 anos!»
«Cada Juiz faz o que quer».
«A políca de investigação faz o que quer»
«Os sindicatos de Juízes servem para legalizar o ilegalizável»
«Em Portugal vai-se preso por não ter dinheiro»
«As novas reformas são absolutamente criminosas porque só tem em atenção os privilégios de quem trabalha na Justiça»
«As pessoas de Bem fogem dos Tribunais»
«As execuções estão a ser feitas com agressões físicas»
«Os executores atacam com seguranças privados os bens das executados»
«O Ministério Público abafa os casos de acusação a colegas»
«Se há polícias corruptos, governantes corruptos e gestores corruptos porque será que os magistrados são todos honestos?»
«Digam onde foram recrutá-los que as outras instituições também querem saber por que critérios se pautaram»
«Há desonestidade intelectual em muitos magistrados que decidem ao contrário da prova produzida»
«Há inimizades e vinganças entre Juízes se decidirem diferentemente»
«O sindicalismo massificou as magistraturas»
«A irresponsabilidade dos juizes é total»
«A diarreia legislativa matou a jurisprudência»
«Os partidos políticos têm entre as suas clientelas magistrados que substituem outros em lugares de confiança política, logo que esse partido ganha.»
Grande Marinho!
1 - «E fiquei eu hoje (já ontem) tão zangada por terem transferido a minha mãe de hospital sem me avisarem»
2 - É obrigação de todos nós tornar este caso o mais conhecido possível, para que situações como esta não voltem a ocorrer.
3 - Revolta-me sempre saber que estas coisas podem acontecer.
4 - Jornalisticamente, lidei com muitos casos assim.... Ou casos de negligências que não mataram, mas roubaram a vida a pacientes e suas famílias, transformando-os em seres dependentes para o resto do que, se calhar, não se poderá chamar de vida....
5 - ... se porventura alguém fôr de férias para um qualquer sítio em Portugal, se de repente adoecer entra no Hospital da área em que está a passar férias e daí racambiam-no para o Hospital da área da sua residência mesmo que diste centenas de quilometros.6 - acrescenta ás tuas 3 regras, mais uma. Exijam do médico (que vos diz ter visto o doente e que assina a ordem de transferência, para outro hospital) UM TERMO DE RESPONSABILIDADE, desse acto.
7 - Sou enfermeira e, como tal, faço parte desse grupo de profissionais de saúde que procura assistir e ajudar os doentes e famílias. Ler este post fez-me reviver momentos semelhantes em que o sofrimento foi agravado pela indiferença dos meus colegas.8 - Infelizmente, o código de conduta que sugere é o mais apropriado se queremos garantir algum apoio aos nossos familiares e amigos hospitalizados. É preciso confrontar os profissionais, perguntar e perguntar de novo. É terrível que assim seja.
9 - aqui vai um excerto do que escreveu João Tilly neste mesmo blog a 27 de novembro de 2003... E os poli-traumatizados e os doentes agudos que chegam à urgência do Hospital de Seia continuam a morrer nas ambulâncias que partem diáriamente a caminho da Guarda, 65 kms para Este, onde depois de se perder mais uma hora em diagnósticos - que se poderiam perfeitamente fazer em Seia - são reenviados para Coimbra, mais 160 Kms para Oeste, - a andar para trás - numa dança macabra que termina por ser, desgraçadamente, a última para muitos dos que lá vão dentro, a sofrer a indignidade e o supremo azar de ter vivido, trabalhado e adoecido em Seia.
10 - A minha mãe sobreviveu num hospital, por conhecimentos. O meu pai também. Não teriam conseguido sobreviver se não fosse isso. O meu tio, irmão do meu pai, morreu o mês passado pq não ligou a ninguém.
11 - Estou chocado com o que li! Como é isto possível? Então onde estão as melhorias que o ministro Luis Filipe Pereira não se cansa de relatar? É para isto que pagamos impostos?
12 - Para estes profissionais de saúde , parece que a vida Humana não tem valor...São estes os médicos com médias de 19 e 20 Valores??? Não haverá estudantes candidados a medicina com notas inferiores, que concerteza teriam mais vocação e seriam concerteza melhores profissionais, mais humanos e mais dedicados. Também já observei alegres cavaqueiras entre médicos no Hospital Garcia de Orta - Almada, enquanto os doentes ficamn esquecidos nos corredores das urgências.
13 - Valerá a pena questionarmo-nos comparativamente com outros países estrangeiros se se justificará gastarmos milhões de euros anualmente por uma tão má qualidade de saúde prestada aos utentes do SNS.
14 - Para todos, quantos, aqui venham, fica o exemplo da impotência do João e familiares, face à incúria de um serviço, que se pretenderá para todos, mas que teimosamente, serve apenas alguns.
Em expecial para os amigos deste governo e do seu SNS, com ou sem hospitais SA, a trampa é sempre a mesma.
15 - Agradeço ainda a força que o ajudou a divulgar esta história macabra, mas que não é de todo surpreendente, tendo em conta outras que tenho ouvido nos últimos anos e que a cada ano que passa vão piorando.
Infelizmente neste país os cuidados de saúde só existem para quem tem "conhecimentos" ou dinheiro.
16 - acredite sr. Tilly , que neste momento , se hà um que compreende perfeitamente o que o sr. sente , sou eu. Eu jà vivi a mesma TRISTE historia , basta mudar as datas e o nome do doente , mas o cenàrio foi o mesmo foi exactamente dessa maneira , e depois de muita incompetência médica , que a minha mãe faleceu na Guarda.
17 - Para se ser médico é preciso se ter sido bom aluno, para fazer mal aos outros, basta sair do útero.
18 - ao ler o rol de desgraças que descreve, começo a perceber a lógica das bombas.
19 - Infelizmente, este é o tipo de histórias de que todos temos conhecimento, mas que nunca deixam de ser chocantes. Era bom que a coragem por si revelada nesta partilha dos últimos momentos do seu pai, servisse para que, no futuro, outros não passassem pelo mesmo.
20 - infelizmente essa é a realidade para muitas e muitas pessoas, também eu já perdi alguém, por pura negligência... alguèm que ficou horas perdido numa maca de um frio e desumano hospital, talvez porque o seu caso, não era dos mais graves, não sei qual os critérios da triagem.. mas a verdade é que acabou por falecer, sem que alguem se dignasse.
21 - É quando leio estas histórias como a tua, que sinto que cada vez estamos a perder mais a nossa capacidade de sermos solidários. Já para não falar de cumprirmos as nossas responsabilidades profissionais quando elas se referem ao que temos de mais fundamental - o direito à vida.
22 - Peço-lhe em nome de quantos têm sido vitimas como o seu pai,que vá até às ultimas consequências.
A cultura de impunidade vivida por estes cada vez mais doutores e menos médicos,tem de ser combatida.
23 - Todos temos um pai. O que descreveu podia ter acontecido comigo ou com qualquer outra pessoa. Por isso, o seu sofrimento é, hoje, também meu.
24 - Absolutamente revoltante! Nem tenho palavras. O meu pai já morreu sei bem qual a dor de o perder. Mas estas circunstâncias só podem agravar a mesma.
25 - De alguém que perdeu a sua avó por neglicência médica, no Garcia da Orta, fica o meu nojo pela situação e pelo sofrimento a que o seu pai foi sujeito e um abraço de solidariedade. Força, João. É muito importante denunciar estas situações vergonhosas para que as pessoas se possam proteger.
26 - Para quem tem uma familiar, a minha sogra, acamada, pq entou no garcia de orta em 27 de maio do ano passado coma bacia fracturada e saiu, algumas horas depois, com uma receita de analgésico nada mais lhe causa admiração.
27 - Divulgarei a sua mensagem, como forma de combater a principal causa de morte do seu Pai: a falta de solidariedade. E aí outro sentimento cruza o meu espírito: a vergonha.
28 - Nunca senti nada com a morte de desconhecidos. Esta chocou-me. Choca-me a indiferença perante o sofrimento, o descalabro em que caíram o nosso SNS e os nossos profissionais de saúde, a desumanização da sociedade.
29 - Através do Rui Branco (Adufe) e da Catarina (100nada) tomei conhecimento da provação por que passou, diante da qual não tenho palavras que se adequem ao que acabo de ler.
30 - Tenho um processo por negligencia a correr em tribunal devido a um caso de negligência médica semelhante que também roubou a vida ao meu pai há cerca de um ano. Se quiser pode contactar-me via mail e dar-lhe-ei todos os pormenores.
31 - Toda a gente fica revoltada com estas situações mas a verdade é que na maioria dos casos as pessoas optam por não recorrer a todas as vias judiciais de que dispoem. É por isso que a classe médica do nosso país continua a agir com tanto desleixo e desrespeito. No meu caso tudo tenho feito e tudo farei para que o médico (?) responsável pela morte do meu pai pague bem caro a sua negligência. Isso não me devolverá o meu pai mas deixar-me-à de consciência tranquila.
32 - Espero que vá em frente para ver se nos livramos de todas(os) as gargalhadas irresponsáveis e de todos os outros irresponsáveis que as permitem ! Mais uma abraço ainda pela sua dor que, acredite, sei qual é. A blogosfera não deve ficar insensível.
33 - Fazem destas para nos obrigarem a recorrer aos privados, aí sim a pagar serviços a peso de ouro talvez sejamos bem atendidos, voltámos á idade média ao tempo dos favores, ou se calhar nunca de lá saímos...
34 - De facto as coisas só correm bem dentro desses espaços, se tivermos um amigo ou um amigo de um amigo por perto, que olhe para as pessoas que amamos como pessoas e as trate como tal. Isso é uma certeza.
35 - Estou abismado com o relato. É inacreditável.
36 - Tomei a liberdade de colocar um apontamento no meu blogue para a página em questão.
37 - Processa esses FDP. A sério - mesmo que dê em nada, pisa-lhes os calos. E faz um seguro particular para ti e resto da família. Não queiras passar por isso outra vez.
38 - Aqui está a prova de que a privatização do sistema é essêncial
39 - Não é infelizmente do dominio do incrivel, o que aconteceu com o tal SNS. Tornou-se banal a incúria. Banalizou-se a desumanização.
40 - A classe dos médicos em Portugal não me merecem qualquer sentimento de simpatia. Não está em causa o médico individualmente, que em grande numero de casos demonstram uma dedicação que não se verifica noutras classes profissionais, mas a sua coorporação. Essa sim é a grande responsável por este estado de coisas, o 25 de Abril não passou por lá. A vida de um médico é de tal forma dura que acabam por perder a sensibilidade em relação às pessoas. Não existem doentes mas doenças. As tecnologias que vêm ajudando os países mais desenvolvidos ainda cá não chegaram.
São infelizmente muitos os casos de incuria.
41 - Tenho uma história muito identica à sua de uma dança entre hospitais e medicos especialistas de doenças do foro neuronal que após andarmos a saltar com internamentos de hospital em hospital conseguimos resolver o problema com uma "cunha".
42 - Deverá avançar se possível para os tribunais e associar-se na constituição de uma associação com outros bloggistas para que a vossa voz chegue mais alto e se consiga destornar as mentalidades do antigamente.
43 - (médico:) Eu já pedi encarecidamente, e formalmente, que me deixassem fazer apenas doze horas de urgência semanais à administração do Hospital onde trabalho, perfazendo 42 horas em exclusividade por semana. Escudando-se numa lei ambígua, obrigam-me a fazer 24 horas seguidas por semana de urgência. São 52 dias por ano passados naquele serviço, e 54 horas semanais de trabalho, sem descanso no dia seguinte. E não consigo ser sensível todas as semanas, nem consigo atender a todas as queixas, nem a todas as solicitações, de um serviço onde a poupança em meios humanos é o lema, e onde somos poucos para demasiado, onde nessas 24 horas conseguimos dormir, com sorte, duas ou três horas, e almoçar e jantar em 40 minutos.
Nem tudo é linear, sobretudo num SNS onde a regra é o combate ao buraco.
É só uma perspectiva do problema, pode ser que se resolvam algumas destas situações com mais queixas como a sua.
44 - os médicos deste país, sobretudo os que se formaram desde 1980 têm, em geral, uma formação técnico-científica que não tem paralelo noutras profissões em Portugal, pela elevada exigência na entrada na Universidade e nas próprias faculdades de Medicina (há cerca de 20% de insucesso no curso, entre os que conseguem entrar). A formação humana, como em todas as profissões, varia. Não somos todos sensíveis, ou dedicados ao doente. Muitos dedicam-se à sua conta bancária, não lhe estou a dar nenhuma novidade.
45 - a maioria dos médicos em Portugal dedicam-se, e preocupam-se, com os doentes. Lamentam não poder, muitas vezes, fazer mais por eles, e combatem inúmeras dificuldades fazendo seus os problemas dos doentes, perante um sistema que trata os médicos como se as suas reinvidicações fossem para outros que não os doentes. É ingrato.
46 - Só espero que, a provar-se negligência, que o prevaricador tenha uma punição merecida, e que não tenha sido apanhado por uma teia que o envolveu a si, revoltado com toda a situação, e se calhar exaustão física e mental no mau momento.
47 - infelizmente não é novidade para mim tal acontecimento, confirmo que é mesmo o real nos nossos hospitais, assim como entrarem com um diagnostico e saírem com outro tratamento, ao qual depois causa danos irreversíveis ou mesmo morte É muito desoladora, toda esta situação, e é mesmo verdade que quem tem conhecimentos no hospital infelizmente é mais bem tratado. Assim foi aí entre esses três hospitais, mas este grave problema acontece em todos os hospitais a nível nacional e infelizmente os familiares por tamanha dor acabam sempre por desistir, e muitas vezes por não saberem como lidar com tal situação. É um circuito muito fechado…
48 - Eu gostava mesmo de ter finalmente encontrado aqui alguém que não desista… alguém tem que parar este círculo vicioso, eu também estou cansada de ver tanta vez este tipo de situações, os nossos hospitais estão a ser depósitos de corpos humanos e não de dedicação ao ser humano.
49 - De uma vizinha de infância (Seia) aos dois Tillys: é uma vergonha!! A revolta tira-me as palavras. Continuem a ter força para levar a vossa luta até ao fim.
50 - A minha solidariedade e também a minha revolta.
51 - o voto de que a sua chocante história contribua para a cada vez mais imperiosa rectificação de procedimentos (institucionais e individuais) em domínios como este.
52 - passei por uma situação caricata com a morte da minha mãe... entendo o seu desespero e a sua revolta. Força!
53 - É vergonhoso que uma vida valha tão pouco no nosso país. Estou chocada e peço-lhe que vá até ás ultimas consequências, estas pessoas não podem sair impunes.
54 - Sem palavras para comentar. Um estranho nó asfixia-me.
55 - A história dos transportes desnecessários não é, infelizmente, uma novidade. Não entrando em pormonores, o meu avô, que na altura tinha sofrido um AVC ligeiro, ficou sem capacidade de falar e de andar após uma viagem de ambulância. Porque teve outro AVC devido a essa viagem, pois foi tratado como uma peça de carne.
56 - Revoltante. É de bradar aos céus. Tenho uma criança que com 1 ano de vida teve uma pneumonia. Ao fim de 7 horas no Hospital da Estefânia e de 3 médicos, várias enfermeiras, febre de 41 graus, e muitos vapores ainda ninguém tinha olhado para a criança com vontade real de a tratar. Tive sorte à 7ª hora, com a mudança de turnos dos médicos. Tive eu, e o meu filho.
57 - A sua história é profundamente revoltante. No final de tudo, espero que, não um, mas vários médicos sejam demitidos e presos. Não que a si lhe sirva de muito, mas pode ser que ajude a prevenir casos futuros.
58 - Estou chocada com o que conta, mas vivi uma situacao identica ha dois anos (so que a pessoa sobreviveu). Eu nao pude fazer nada mas voce pode! Peca um inquerito. Va com a coisa para a frente. Esta gente tem que ser profissionalmente reponsabilizada, so assim podemos melhorar.
59 - Revoltante! Antes de mais, tudo o que me for possivel fazer, se necessitar, disponha.
60 - É de facto horrível a forma desumana como somos tratados neste pais. Espero que mantenha a coragem e a persistência durante todo o processo. Será uma luta, e por vezes sentir-se-á desmotivado, mas a sua vitoria é a vitoria de todos os que estão sujeitos a este sistema. Muita coragem para enfrentar a dor.
61 - Infelizmente só há uma coisa a fazer por si e por todos nós. Divulgar, divulgar até à exaustão tudo o que se passou. Nos blogs, nas conversas, nos contactos com jornais, para onde a notícia deveria ser enviada,para que esta gente que só se preocupa com o ordenado no fim do mês aprenda definitivamente a ter respeito pela profissão que escolheu e pelos outros.Um sentido abraço.
61 - É ridícula toda esta situação. Alguém tem de ser responsabilizado, para que casos destes, de falta de profissionalismo e excesso de desleixo, não se repitam.
62 - Meu querido amigo. Sei bem do que fala, porque fui enfermeiro durante muitos anos (mais do que devia)e nem lhe passa pela cabeça as histórias que teria para contar. Por isso, e muito mais, não aguentei e dediquei-me a outra coisa. Um abraço solidário na tentativa de esclarecer a situação. Não seja mais um tuga...vá até às ultimas instâncias.
63 - Lamento ter conhecimento de mais uma situação destas. Há que lutar contra o corporativismo da classe, siga em frente até ao fim.
E tal como diz aí um cavalheiro, a solução não passa pela privatização e sim pelos critérios de selecção dos profissionais da classe, bem como pelas condições de trabalho. Seja como for nada desculpa o empilhar de pessoas.
64 - Lamento a sua perda e, mais ainda, a angústia e o transtorno vividos pelo seu Pai nos últimos dias. Ninguém merece partir assim»
Na impossibilidade de responder a todos aqueles que se solidarizaram comigo, embora tivesse já enviado mais de cem mensagens de resposta nos dias anteriores, daqui endereço a todos o meu mais sentido Muito Obrigado.
Está a criar-se um verdadeiro "caso" na blogosfera relativamente à fatídica aventura do meu pai no SNS, que lhe custou a vida no mais anónimo e desprezível abandono.
A todos aqueles que me incentivaram a entregar este caso à Justiça, quero sossegar, garantindo que evidentemente o farei.
Não poderia ficar em paz com a minha consciência, se o não fizesse.
Mais uma vez expresso o meu mais mais grato reconhecimento pelas centenas de mensagens recebidas da blogosfera.
«A gente passa uma vida a construir a nossa honra e, no final, perde-a toda»
João Tilly dos Santos.
Nem direito teve a evitar a «padralhada» na sua última viagem.
Hoje é a missa do 7º dia.
Nem é o 7º, nem ele suportava padres, quanto mais missas...
Os eternos paradoxos sócio-culturais do interior em famílias católicas.
Têm medo que Deus exista mesmo e ele vá parar ao Inferno...
«Acreditar em Deus? Eu, que sou leigo?? Se nem os profissionais (padres, bispos e cardeais) acreditam...»
Aqui deixo 3 regras que podem salvar a vida dos doentes que cairem nas mãos do sistema publico de saúde em Hospitais de Grande Dimensão.
Foram conclusões tiradas do meu e de dezenas de outros casos que ultimamente me têm sido contados e dos quais procurei extrair regras básicas de comportamento que, em todos os casos, fizeram a diferença entre a vida e a morte.
1 - Corram tudo à procura de alguém conhecido dentro do Hospital. Se for amigo, apenas conhecido, ou mesmo alguem da terra. Percam a vergonha e peçam ajuda às pessoas conhecidas. Paguem o que for preciso, se for caso disso, mas arranjem sempre maneira de terem lá dentro quem olhe pelos vossos.
É isso, neste momento, que lhes salva a vida. Nada mais.
Caso contrário, ninguém olha pelo doente anónimo, até ser preciso libertar a maca dele ou o doente entrar em paragem cardíaca.
2- Se o caso for de certa gravidade, dêem sempre uma morada da cidade do Hospital onde está o doente, mesmo que falsa. Com isso evitam transferências para o Hospital da residência. Estas transferências são as maiores responsáveis pelas mortes subsequentes. Os hospitais grandes querem libertar camas e até macas a todo o custo e quem for de fora é recambiado ao fim do dia ou na primeira oportunidade para o Hospital da residência.
Há que os enganar, para salvar a vida ao doente que, quase sempre agora acaba por lá voltar passados 2 ou 3 dias (os que têm a sorte de durar tanto). Portanto, vamos poupar o doente aos passeios de ambulância para trás e para a frente. Fica logo lá. Pelo menos há meios que os hospitais de provincia não têm e, desde que haja alguém conhecido lá dentro, o doente é sempre melhor tratado.
3 - Sejam chatos: telefonem, vão a todas as visitas, procurem os médicos. Não se importem de ouvir raspanetes ou ameaças de expulsão.
É com esta estratégia que muitas vezes se obrigam os médicos e enfermeiros dos grandes hospitais a examinarem o doente com alguma atenção.
Nos grandes hospitais, quem não berra é ignorado e a ignorância é a negligência que mata mais rápido do que o cancro e o coração juntos.
O meu Avô Tilly... personagem caricata!
Não vou voltar a conhecer alguém como ele. O máximo que poderei encontrar, são uns certos "ares" que o meu pai e o meu tio dão, de avô Tilly... mas nunca serão O Avô Tilly.
O meu avô Tilly era um génio. E como tal, muitos viam-no como uma pessoa estranha...estranha, esquesita, inconstante, instável, distante, de feitio complicado, difícil, dono de uma grande teimosia e ideias muito fixas, que muitas vezes chegavam a contrariar-se ou ser totalmente distorcidas da realidade onde as pessoas ditas "normais", vivem.
Mas o meu avô Tilly não era uma pessoa "normal"...as pessoas "normais" não são génios!! E o avô Tilly era um génio, e por isso...diferente.
Foi ele que me pôs a andar pela primeira vez. E também era ele que me perguntava inúmeras vezes o meu nome, quando eu, com 1 ano acabado de fazer, apenas lhe respondia : "RRRRRR", e ele ria-se!
Pedia-me para imitar o meu outro avô, que era gordinho e GNR, e eu impinava a barriga, punha as mãos atrás das costas e sorria, e ele ria-se! Antes de a minha irmã nascer, dizia a toda a gente que encontrava que eu era a sua neta preferida, só para eu responder: "Sou a única!", e ele ria-se!
Comprava-me rebuçados e metia-os nos meus bolsos sem que a avó Gracinda soubesse, e dizia: "Se a "Sargento Baralhou-as" (minha avó) sabe....!!!!" e ria-se! E eu ria-me sempre com ele, das brincadeiras dele, das piadas, das histórias, das caretas...era tão engraçado!
O grande Herman diz que o humor está intimamente ligado à inteligência. Eu concordo plenamente, e o meu avô, (que por acaso até nem ligava nenhuma ao Herman!) era um dos casos onde isso se comprovava facilmente. Tinha tanto de divertido quanto de inteligente.
Sabia fazer de tudo!
Um verdadeiro autodidacta, dominava na perfeição tudo o que tivesse a ver com electricidade...arranjava engenhocas incríveis, e desarrumava o que fosse
preciso até encontrar a peça exacta para construir um determinado tipo de
móvel ou de apoio, ou para direccionar a luz no sentido certo...nada era
impossível!
Passei duas ou três férias de Verão com ele e com a minha avó em Lisboa.
A praia era sempre a da Costa, e enquanto eu passeava com a minha avó (sempre de chapéu branco na cabeça, eu e ela!), de uma ponta à outra do areal, o meu avô ia para o mar e ficava lá horas!
Desaparecia literalmente, e a minha avó queixava-se de tanta aflição.. (coisa que hoje ainda faz, 24h por dia, seja qual for o motivo!). Passadas umas horas, lá vinha ele, todo feliz e consolado, de corpo e alma lavados!
Adorava o mar, o meu avô Tilly!
Esteve na Marinha, quando era novo, e sempre adorou o mar... uma vez foi "merdido por um pexe", como lhe disseram, no Algarve, e teve de nadar centenas de metros de costas, e com o pé levantado, cheio de dores, até chegar a terra. Tinha sido um peixe-aranha, e ele contava esta história várias vezes, porque eu e os meus irmão adorávamos a parte em que ele dizia: "E o pescador, quando me viu chegar com o pé naquele estado disse, "Ahhh..você foi merdido por um pexe!"... riamo-nos sempre da cara que ele fazia!
Foi num desses Verões, devia ter uns 4 ou 5 anos, que aprendi a nadar.
E foi o meu avô Tilly que me ensinou. Dizia: "Quando vier a onda, vem com ela!", eu lá ia, engolindo uns quantos "pirolitos", e ele ria-se!
Também me ensinou a andar de bicicleta. Eu nem achava grande piada, e a vontade era pouca, mas ele vibrava com aquilo!
Foi ele que me comprou a minha 1ª bicicleta (tinha rodas atrás e era azul, foi ele que a escolheu), depois tirou-lhe as rodas... mais tarde comprou-me a minha 2ª bicicleta, também azul, mas com um cestinho branco à frente, (também escolhida por ele).
Nunca demos grandes "passeatas", como ele dizia, mas era uma alegria para ele ver-me andar no quintal da casa de Quintela.
Um "Ás" das Damas, o avô Tilly tem uma colecção interminável de taças e medalhas espalhadas pela casa de Quintela, algumas em minha casa em Seia, que ele me oferecia a mim e aos meus irmãos, e outras na casa da Damaia, o seu refúgio.
Ele não ligava muito às taças, nem às vitórias...tinha orgulho nelas, mas o que lhe dava mesmo prazer era jogar, era o jogo em si, o prazer do raciocínio, das hipóteses possíveis de jogadas.. e ele era o melhor de todos!
Ficou todo orgulhoso quando entrei para o Conservatório e me ouvia tocar nas
audições. Os olhos pequeninos e muito verdes, brilhavam e sorriam quando
treinava as minhas peças na loja, ou em casa, no piano velho. Quando saí do
Conservatório, nunca me criticou, nem me pediu satisfações ou fez sentir
mal. Apenas perguntou: "Mas não gostavas de lá andar, Ritinha? Olha que tu
tinhas jeito para aquilo!"
A música sempre foi outra das paixões do avô Tilly. Tocava não sei quantos
instrumentos, (autodidacta). As festas de aniversário e de Natal em
Quintela, há muitos anos atrás, (tinha eu 3 ou 4 anos), eram muito
animadas... Tio Toninho nas teclas do órgão ou do piano velho, avô Tilly no
acordeão, o meu pai entre tachos e panelas improvisava uma bateria, e a
estrela (eu!), em cima dos móveis, de colher na mão, cantava todo o meu
reportório de músicas da novela da noite... todos aplaudiam!!
Os anos foram passando, as limitações começaram a surgir, e as dores do reumatismo, a falta de visão e de mobilidade dos dedos e dos pulsos, foram "sossegando" o avô Tilly... mas o amor ao seu acordeão será eterno.
Os fins de tarde de Primavera e Verão nunca mais serão os mesmos sem o som do acordeão do meu avô Tilly, que assim fugia do mundo, das pessoas, dos problemas, e "escondia-se" atrás do seu companheiro.
Fechava os olhos verdes e pequeninos, passeava os dedos pelos botões do acordeão, numa cumplicidade que só eles os dois entendiam, e fazia a vontade ao ouvido, e ao coração... era o remédio para todos os males.
O som que saía do jardim daquela casa, (dos mais bonitos que já ouvi na
vida), vai ficar para sempre na minha memória, e o sorriso de garoto safado
que acabou de fazer alguma vai acompanhar-me todos os dias, porque é assim que quero lembrar o meu avô Tilly.
E é assim, numa dessas tardes de Primavera, de acordeão ao colo, olhos
fechados e sorriso nos lábios, que o meu avô Tilly está agora... eu é que
não o posso ver, mas sei que é assim mesmo que ele está.
Até sempre, meu Avô Tilly.
Ritinha
24/03/2004
02:30h
A frase do ano foi ouvida hoje no Tribunal de Setúbal:
"Uma arma com munição simulada não serve para matar".

Se não serve, não serve. pronto. Não se fala mais nisso.
A culpa foi, portanto, de que quem morreu. Que, pelos vistos, não sabia que não se morre vítima de disparos daqueles.
O desgraçado não estava ao corrente de tão eficaz terminologia tecnico-legal, pelo morreu sem necessidade nenhuma arranjando, com esse seu mau feitio, um desagradável problema para a família e para a polícia.
Agora a sério:
Se uma arma, que é construída para disparar, o faz com sucesso e isso é considerado uma anormalidade inimputável ao autor do disparo pela justiça portuguesa, está criado o precedente para a instalação da real pancadaria nacional, ao belo estilo dos filmes dos anos 40.
Porque se quem é profissional do ofício e no perfeito uso das suas faculdades, pode alegar simplesmente desconhecimento das características da arma e da munição, qualquer cidadão pode alegar o mesmo e até mais.
De facto, um cidadão não é um profissional e não tem que possuir a mesma quantidade e qualidade de informação.
Pelo que se um namorado desavindo atirar com uma cadeira à cabeça de um rival, a partir de agora pode sempre alegar que não sabia que uma cadeira podia matar, já que ela não serve para isso, mas para as pessoas se sentarem.
O mesmo se passa com os porteiros de discotecas ao brandirem bastões e tacos de basebol.
Um simples taco, desenhado para bater uma bola inofensiva, pode matar???
Essa agora!?
Quem é que ia adivinhar isso?
O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) confirmou terça-feira, no Porto, a realização de "uma greve de talões caídos" às infracções menos graves a partir de sábado e até 2 de Abril, caso o Governo continue a fazer "orelhas moucas" às suas reivindicações", disse à Lusa Jorge Rufino, da Direcção daquela estrutura sindical.
Repare-se bem na filosofia que preside ao serviço da polícia: o de multar, unicamente.
A tal ponto que eles próprios escolhem fazer greve às multas e não, por exemplo, ao acompanhamento dos cidadãos.
Isto porque a função pedagógica da polícia está absolutamente esquecida por ela própria.
No entanto, não é isso que está consagrado no espírito das missões quer da GNR quer da PSP.
Nessas oito missões, nem por uma única vez se menciona a expressão multar ou autuar. Apenas a de regular o trânsito. A autuação é, quando muito, uma consequência da não acatação de tal regulação, pelo que deveria a ela recorrer-se apenas no caso de tal gestão se encontrar deliberadamente prejudicada por um condutor infractor.
Não é o que se passa, na prática.
Pelos vistos, tanto a GNR como a PSP interiorizaram que a sua missão primeira é a de multar.
A prova é a que o título indica.
Uma questão cultural? De cultura de polícias e de cidadãos antes de serem polícias, perguntar-se-á?
Não. É uma questão de "ordens superiores". De "atingimento de objectivos".
E quando me falam em objectivos de "números mínimos de multas por militar", eu peço desculpa mas perco logo a compostura.
Como é possível exigir-se a uma patrulha que lhe traga "x multas por semana, ou por mês?".
Como é possível "chamar-se a atenção" de comandantes de posto por "não se estarem a atingir objectivos em termos de números de autuações mensais"?
Que polícia é esta?
Que defesa do património e da segurança dos cidadãos é esta?
Esta greve de zelo anunciada - e perfeitamente ILEGAL, porque as forças da ordem estão por lei proibidas de fazer greve em Portugal- não é, portanto, uma greve de zelo relativamente a qualquer uma das suas várias missões, mas apenas e tristemente uma greve... às multas.
É preciso dizer mais alguma coisa?
A nova juíza Casa Piana ainda agora pegou no processo e já está a mostrar que pertence de corpo e alma ao clube da "malta fixe".
Da "malta" que faz o que bem quer e lhe apetece da Justiça Portuguesa.
Da "malta" pleno-poderosa que tanto pode decidir de uma forma como da contrária, que mal nenhum lhe acontece nem responde perante ninguém.
A nova Juíza decidiu interrogar arguidos sem passar cavaco a ninguém.
nem ao Ministério Público nem aos advogados de defesa dos arguidos.
É à balda, que estamos em Portugal.
Estamos feitos.
Para quem pensava que o mal era o da escolha do juíz... pode continuar a escolher; alguma vez há-de acertar... ou nem por isso?
O Tribunal da Relação prenda com estes lindos adjectivos a atitude do Juiz Rui Teixeira, ao chamar para si um processo que não lhe pertencia.
O resultado do sorteio foi ignorado, violando o princípio do Juiz natural.
A Relação vai passar a batata podre a Ana Teixeira e Silva que terá agora que decidir o que ninguém queria: ou confirma os actos do Juiz (o que previsivelmente fará, para garantir a perpetuação do corporativismo inadmissível entre os magistrados deste país), ou ganha coragem e volta tudo à estaca zero, única coisa que terá, na minha opinião, quer ser feita, apesar do mega-escândalo - mais um - para a Justiça portuguesa.
Porque, se estamos a tratar de Justiça, não podemos admitir como válida nenhuma diligência de um juiz que não cumpriu com a legalidade.
O juiz Ricardo Cardoso foi hoje afastado do processo Euroárea. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Foi ainda determinado que o julgamento deve continuar a partir do ponto em que foi suspenso, considerando válida toda a prova produzida até então. O advogado justificou esta decisão com o facto de o juiz Ricardo Cardoso ser "sócio n 45.521 do Benfica" e ter "feito parte da comissão de honra de Luís Tadeu", opositor de Vale e Azevedo nas eleições de 1997 para a presidência do clube, ganhas por este.
É surpreendente como o juiz protagonista da libertação mais curta do mundo - 14 segundos - frente às camaras da TV, não se lembrou desta sua condição de benfiquista opositor, que constitui gritante incompatibilidade agora corrigida por Tribunal superior.
Os Inspectores de Finanças e os empresários alegadamente corruptores ficam de fora do processo.
Nem a julgamento vão. O maior flop da Justiça Portuguesa.
2 anos de inquérito e investigação, para quase nada.
Só a arraia miúda, como lhe compete, se vai sentar no banco dos réus.
- «A corrupção atinge 95% do fisco.
Se Maria José Morgado tivesse continuado à frente da Polícia Judiciária, muitos governantes estavam presos a esta hora» - afirma um dos arguidos, que confessa ter ganho mais de 2 milhões de euros com a corrupção na Administração Pública, e durante os últimos governos.
- «Não tem a ver com política. A corrupção é superior a qualquer governo», afirma Rui Canas.
Ah, boca linda!

Que se esperava?
Qual a intenção do governo Espanhol em tentar enganar o povo?
Em fazer-lhes crer que se tratava da ETA?
Foi descoberta uma carrinha com detonadores e uma cassete com versículos do Corão, está a ser anunciado na CNN, neste momento.
Tal como eu tinha previsto.
Só quem não quer não vê.
Ganha toda a actualidade a preocupação com o Euro 2004 e com as represálias da Jihad sobre os aliados de Bush.
Mas não vai ser Blair, Aznar ou Durão a serem despedaçados pelas bombas dos fundamentalistas.
Vai ser, apenas, o povo.
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António Cerqueira vai preso, por ter utilizado um carro da Câmara para ir caçar???
Fico mais descansado!
Cheguei a pensar que era por ter recebido milhões em luvas de algum empreiteiro.
As luvas ainda não são crime, graças a Deus.
Senão, qual seria o presidente que não iria de férias...
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Só a utilização indevida de uma viatura.
Justiça: és grande!
Centenas de fotos de notáveis foram mostradas aos abusados da Casa Pia a fim de que eles pudessem apontar eventuais pedófilos.
Não está mal, não senhora.
Entre elas as de Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Portas, Ferro Rodrigues, Francisco Louçã, Mário Soares e Santana Lopes, e, no meio futebolístico, Eusébio e Simão Sabrosa; e, da religião, o cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.
Não se sabe porque é que não mostraram fotos de não-notáveis... e porque é que não aparece nenhuma foto de um magistrado, como - e muito bem - lembrou Narana Coissoró. Não há dúvida que o corporativismo instituído na Justiça continua a "proteger" os seus actores como se de Deuses se tratassem.
Sobre as pedo-fotos: Será que a PJ está convencida que só os notáveis (exceptuando os magistrados) é que gostam da brincadeira, ou será que já perceberam que dá mais visibilidade apanhar um notável do que 1000 anónimos?
Abílio Curto foi detido hoje às 16:00. O ex-autarca da Guarda, condenado em 1998 a seis anos de prisão por corrupção, está no Estabelecimento Prisional da Guarda e será transferido para a Covilhã.
Depois de ter recorrido para todo o lado, inclusivamente para o Tribunal Constitucional e em todas as Instâncias ter perdido, foi hoje finalmente detido o ex-autarca.
Pergunta-se o que terá levado Abílio Curto a não fugir, já que há meses sabia ter perdido todas as possibilidades de impugnação das várias sentenças.
Ainda há cidadãos que esperam, pacientemente, que a Justiça(?) se lembre de os mandar prender...
Quer-se dizer: estamos a falar de um exército de 200 homens, que constituem a autoridade, profissionais de fazer cumprir a Lei e que estão formalmente acusados de corrupção envolvendo dinheiro, materiais de construção, combustíveis, álcool (!) e até favores sexuais.
Isto é o maior escândalo que me lembro acontecer em qualquer país da Europa civilizada, com as Forças da Ordem.
Bastante mais importante que a Casa Pia, não?
Pelo menos atendendo ao número de intervenientes e às características e responsabilidades da sua profissão.
Coitado do homem!
Ninguem lhe disse que a coisa estava podre a este ponto.
Mas porque é que não lhe disseram?
Escusava de se ter metido nestes trabalhos...
Quanto mais não valia continuar consultor jurídico de grupos económicos ligados à Alta Finança.
Nem a Tribunal ia e ganhava (bem) o dele.
Primeiro foram as crianças. Agora o Benfica.
Mas a coisa está podre mesmo... Bem dizia Pires de Lima.
Chamavam-no desiquilibrado... mas quem é que pode andar equilibrado com juízes destes?
Como se não soubesse...
Se não sabia, agora já sabe.
É, como de costume, um Tribunal da Relação a tentar corrigir um erro técnico de um mau profissional e este, numa atitude de clara vingança, a "dar a volta" à Lei.
Esperamos que a esta hora também já saiba que o Juiz é inimigo declarado e figadal de Vale e Azevedo.
E que a senhora Directora da prisão, bem sabendo que já tinha outro mandado de captura na mão, deixou o desgraçado do homem fazer as malas e a família esperá-lo à porta.
Merecia presa, esta!
É uma verdadeira associação de criminosos, esta, que tem emergido ultimamente na Justiça.
Sempre foi assim, bem sei.
O azar é que agora, por via dos mediáticos presos, se vão começando a conhecer alguns dos meandros absolutamente arbitrários desta verdadeira podridão, autêntico teatro de pantomima que (ainda) se chama a Justiça Portuguesa.
Que Alguém te dê uma morte rápida, desgraçada moribunda, para que no teu lugar alguma coisa digna do nome JUSTIÇA possa começar a existir.
è o que desejo a todos nós que por lá já passámos.
O advogado do Benfica declarou-se ontem envergonhado com esta Justiça esquizofrénica - já que o não pode chamar ao Juíz - que desgraçadamente nos envergonha a todos no panorama europeu e no que se refere aos atentados que diariamente perpetra contra os mais elementares direitos Humanos.
Este episódio desgraçado da libertação de Vale e Azevedo pelo tribunal da relação seguido do mandato de captura do ressaibiado juiz incompetente (cujo erro determinou a livertação), lembra o pior de Rui Teixeira e esclarece que a Justiça está infectada deles.
Há muito a fazer pela democraticidade na Justiça. Não temos Justiça em Portugal. Temos um clube de prepotentes Juízes que a usam a seu belo prazer, sabe-se lá com que intenções.
Este, inclusivé, era opositor declarado de Vale e Azevedo nas últimas eleições do benfica e pediu formalmente para ficar com este processo.
Se isto não parece perseguição, então ninguém sabe o que parece.
Pois não! Quem é que quer ficar com o nome para sempre ligado ao processo mais desavergonhado da história da Justiça Portuguesa?
Fez bem a Juíza.
Só um maluco é que aceita aquilo...
Não vai ter é sorte. Se ficasse dispensada, todos os outros juízes sorteados fariam o mesmo e este processo ficaria sem juiz.

E um dos traficantes foi apanhado com pulseira electrónica!!!
Não é possível!
Não é possível!
Não é possível!
Então mas depois da Casa Pia, virou-se o bico ao prego???
Agora ninguem vai preso por coisa nenhuma???
1 milhão e 300 mil doses, apanhados em flagrante, e NÃO DÁ PRISÃO PREVENTIVA???
MAS O QUE É QUE É PRECISO FAZER-SE AGORA, PARA SE SER PRESO PREVENTIVAMENTE?
Conduzir em Seia sem cinto?
Estacionar em Seia e demorar mais do que um cagagésimo de segundo a tirar o tiquet?
Ter Carlos e Cruz no nome ao mesmo tempo???
Rui Teixeira: volta. Estás perdoado!

Cada vez admiro mais estes homens que dão a cara às televisões e aos jornais desdramatizando o óbvio com um sorriso nos lábios.
Também cá temos disto em Seia.
Quanto maior a criminalidade e mais óbvia a inépcia de quem devia pugnar pela nossa segurança, mais sorriem para as câmaras numa pretensão ingénua de dar um sinal de confiança que todos nós, os cidadãos, e especialmente os que fomos assaltados repetidamente, sabemos ser completamente coosmético.
O que leva estes responsáveis a mentir descaradamente à população?
Se os índices de criminalidade disparam - também em Ponta Delgada - se toda a gente sabe que é assim, que cada vez os assaltos às lojas são mais frequentes, se toda a população o sente e diz isso mesmo absolutamente indignada frente às câmaras da televisão, porque razão mentem todos estes homens, negando o evidente, a quem lhes paga o ordenado - o povo?
A única explicação está na tentativa de preservar o lugar, de continuar uma carreira, de não ser penalizado pela hierarquia.
Mas fazem mal, estes profissionais.
Deviam exactamente EXIGIR às hierarquias MEIOS para trabalhar, em vez de camuflarem o óbvio.
Se não têm homens, devem dizê-lo claramente. Devem explicar à população que, se mais não fazem é porque não podem, porque não têm meios.
É que assim ficamos na dúvida se a vossa gigantesca ineficácia se deve à falta de meios ou a à falta de vontade de arriscar o cabedal em operações de certo risco.Mas mesmo que seja este o caso - ninguem gosta de levar um tiro - também devem dizê-lo com clareza, que é para que a população saiba definitivamente com o que conta em termos de segurança - muito pouco ou quase nada - e se precavenha em conformidade.

- «É verdade sim senhor. Eram precisos muitos mais Dias da Cunha» (então porquê? Não basta uma denúncia? É preciso mais gente a dizer o mesmo? Quantas pessoas, já agora, são necessárias para que uma qualquer denúncia pública seja levada a sério?).
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O Major: «não senhora!». Não há problema nenhum.
Não há mais corrupção no futebol do que nas outras actividades económicas....
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Já sabíamos que, para se abraçar dignamente uma carreira militar, é preciso ter ter muita lata; perdão: coragem.
Mas tanta?
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Safa!!!!

A única coisa que Teixeira podia alegar, para continuar a manter Cruz na cadeia, - dadas as malas de documentos apresentados e já que teve que libertar os outros todos - era o aparecimento de factos novos.
Como não os havia, tiveram que se arranjar.
Sabe-se agora que foi no dia 6 que a carta de Bibi foi recebida por Teixeira que, de imediato, despachou em desfavor de Cruz. Como o relatório tem 100 páginas e o homem não consegue escrever um documento desses, mesmo que tivesse tudo de cor, em algumas horas, aí está a resposta:
Estava tudo preparadinho à espera da carta.
Agora o que terá levado Silvino a demorar 1 semana a escrever uma simples carta é que resta saber.
Ou talvez não.
Sabe-se (Tal & Qual, 24 Horas, Correio da Manhã, por exemplo) que Silvino anda debaixo de Xanaxes há 1 ano e 2 meses e que quando acorda nunca sabe quem é nem onde está. Só passado largas horas as suas frases começam a fazer sentido.
Será?
Se for, a explicação está aí.

O drama da morte de uma criança de dois anos em Aviz será tão grande como o da morte de um futebolista em campo?
Não.
As perdas de vidas são todas para lamentar, mas umas parecem ser MAIS para lamentar que outras. E isso revolta qualquer cidadão ainda não totalmente estúpidificado pela nacional futeboleirite aguda que a muitos portugueses tráz adormecidos.
Enquanto dedicam as suas vidas ao futebol - e estão no seu direito, não há dúvida - passa-lhes rigorosamente tudo ao lado: os valores, a cultura, o estudo, a moral, as prioridades, a justiça.
Neste caso, para fazer uma macabra comparação (mas parece que nem com este tratamento de choque a esmagadora maioria dos portugueses acorda da sua decana letargia), era preciso que morressem mais de mil crianças de 2 anos para que uma seguradora pagasse a todas as famílias o que esta vai pagar só à família do jogador.
É apenas um indicador, mas que diz quase tudo, numa sociedade onde as únicas coisas que se valorizam é o dinheiro e o orgulho de se ser estúpido.
Mil crianças não valem um futebolista!
Incrível!
E porquê? Porque os advogados da seguradora não "oferecerão", como base negocial, mais do que 12.500 euros, se lá chegarem.
E não chegam lá.
quem já teve perdas na família sabe bem do que estou a falar.
Qualquer profissional de seguros sabe bem que é isto mesmo que se paga na prática, e passados anos...
Esta é a realidade, por muito que vos custe.
Continuem a chorar pelo Fahér e esqueçam as milhares de criancinhas que morrem, todos os anos, vítimas de um subdesenvolvimento destes.
Cada dia que passa mais me convenço que Rui Teixeira está a prestar o melhor serviço à Justiça Portuguesa que alguém, isoladamente, conseguiu.
O povo está todo viradinho contra o Carlos. O apresentador tem sobre si o mais primário ódio colectivo alguma vez demonstrado por um povo de brandos costumes como o nosso. Ainda hoje de manhã, em conversa, alguém me dizia coisas do género:
«espero bem que lá fique - em prisão preventiva - 2 anos ou mais. Pelo menos, esse tempo já ninguém lhe tira!» Ou então:
«mesmo antes disto da pedofilia nunca fui com a cara dele. Acho muito bem que esteja preso!»
E ainda: «O Herman, não. Mesmo que seja culpado não deve ir dentro. É o maior pintas de Portugal!»
Afirmações como esta ouvem-se por todo o lado.
O povo está cego contra Carlos Cruz.
Eis algumas das convicções gerais:
1 - Ninguém sabe que o único juiz que até hoje manteve o Carlos na prisão foi o Rui Teixeira. Pensam que «um colectivo de juízes» também o manteve lá.
2 - Concluem que: se ele lá está há tanto tempo e agora continua lá, por algum motivo é.
3 - Como ninguém faz a mínima ideia dos trâmites processuais, nem quer fazer, poucos sabem que a partir de agora se entra na fase da Instrução e que Rui Teixeira deixará definitivamente o processo.
4 -Vão pensar que foi afastado.
Portanto:
a) Se Carlos Cruz for libertado, o povo vai concluir que os maiores ganham sempre.
b) Se continuar preso, vai-se concluir que Justiça está a ser feita, porque se lá está há tanto tempo é porque «merece».
Não queria estar na pele de Sá Fernandes.
De facto Carlos Cruz já perdeu tudo.
Mesmo que seja totalmente absolvido, está publicamente condenado e a sua carreira em Portugal, de facto, acabou.
Resta-lhe o Brasil...
Mas já tem idade para isso...
Vejamos:
Aos 11 meses balbuciam.
Aos 2 anos já dizem Papá e Mamã e Titi.
Aos 3 anos já conseguem dizer: «é u-ma au-tên-ti-ca po-uca ver-go-nha os di-ri-gen-tes do Be-nfi-ca te-rem con-vi-da-do o Rei-nal-do Te-les pa-ra ir be-ber um co-po no dia da ho-me-na-gem ao Fa-ér»...
Porque não fala, ainda, Teixeira?
Este país está perdido.
Já os minúsculos advogados ousam criticar as Divinas decisões do Olimpo intocável...
É claro: aí temos a Ira dos Deuses!
Mas depois ouvem-se as divindades e não se notam os efeitos de eco naquelas vozes normalíssimas. Nem sequer se ouve uma voz de respeito, como a de Darth Vader, ao menos. James Earl-Jones devia estar ocupado, ou então a convicção dos pretensos deuses de que o são mesmo já é tal, que interiorizaram que nem precisam de efeitos especiais para o parecerem aos olhos dos comuns mortais.
Engano. Precisam, e de muitos. Senão, tal como aconteceu com aquele rei que afinal ia nu, estas convencidas divindades ficam com menos "FORCE" do que os cromos dos santinhos.
Este é o título do artigo do JN de hoje.
O juiz deixou-o no calabouço com receio do "ALARME SOCIAL" que provocaria a saída de Cruz da prisão.
Alarme Social?
Mas ele pensa que Cruz vai morrer lá dentro?
Como é que Teixeira quer resolver o problema?
Carlos Cruz sairá, um dia, para dizer de sua justiça e para se poder defender.
E esse dia está mais próximo do que Teixeira parece pensar.
Basta o próximo juiz pegar no processo.
Seja ele quem for, tirando Teixeira, é obvio.
Invocar imbecilidades como a marcha branca e um jornalista (sem dizer quem) que escreve na Internet para manter Cruz preso é o mesmo que se desculpar com a cor das peúgas do apresentador para o manter encarcerado.
Carlos Cruz é inocente, neste momento, não se esqueçam.
Não foi condenado, nem julgado, nem sequer pronunciado.
Pode nem sequer ir a julgamento, se a instrução desmontar a acusação.
Sabemos que com Teixeira isso é impossível.
Nem com 10 milhões de testemunhas este juiz ouve a defesa.
O próximo juiz por certo não será tão "redutor", para não lhe chamar outras coisas menos elegantes para ambos.
Marcelo Rebelo de Sousa disse tudo isto, por palavras suas, com a cautela que se lhe reconhece.
Marcelo está como Mário Soares, que hoje criticou duramente: quanto mais velho, mais anacrónico... e menos pragmático.
Um passo em frente na luta contra o "politicamente correcto" instalado que sufoca a democracia e a livre troca de ideias entre os cidadãos descomprometidos com cores, bandeiras, credos ou outra clausura intelectual qualquer.
O Provedor de Justiça propõe indemnizações aos presos preventivos que acabam por ser absolvidos pelos tribunais.
Em Portugal são cerca de 150 por ano.
Mais cerca de 1500 que apanham penas EXACTAMENTE IGUAIS AO TEMPO DE PERMANÊNCIA DA PRISÃO PREVENTIVA.
Incríveis coincidências repetidas nos Tribunais de norte a sul do país, Madeira e Açores.
Chama-se a isto JUSTIÇA À MEDIDA...?
Nascimento Rodrigues diz mesmo que, sempre que haja erros, as indemnizações devem ser pagas automaticamente.
Bem põem o Estado a pedir...
Reproduzo o artigo de Ana Sá Lopes, no Público de há um ano.
Carlos Cruz estava preso preventivamente há 5 dias. Hoje continua preso preventivamente à ordem de um só homem. Há 1 ano e 5 dias.
O locutor da nossa vida
: Ana Sá Lopes (PÚBLICO)
Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2003
Terá sido Emídio Rangel que lhe chamou o "Luís Figo" da televisão quando o convidou para a SIC ou o nome foi inventado antes? Carlos Cruz, 62 anos, escolhido para rosto da campanha institucional da introdução do euro como tinha sido antes escolhido para responsável pela candidatura portuguesa ao Europeu de 2004, é talvez o mais popular comunicador do país - ou, como ele prefere dizer, locutor. ("Eu gosto mais de ser considerado um locutor do que um comunicador, um neologismo criado por vaidade de uma profissão. Eu sou um locutor", entrevista a Adelino Gomes, PÚBLICA, 15-4-2001).
Foi por duas vezes director de informação da RTP, viveu em Nova Iorque como conselheiro de imprensa da missão de Portugal junto das Nações Unidas, sobreviveu a um carcinoma na garganta, depois de ter recuperado de uma depressão profunda onde, segundo publicamente revelou, chegou a admitir o suicídio. ("Não me apetecia viver, achava que não havia lógica para eu estar vivo, não andava por aqui a fazer rigorosamente nada e é nessa altura que aparece o cancro e eu agarrei-me à vida. Tive uma enorme vontade de viver", idem). Isto passou-se há dez anos.
Na rádio e na televisão, fez de tudo. Apresentou telejornais antes do 25 de Abril ("Fiz muita coisa de que não gostei antes do 25 de Abril. Textos de natureza política de elogio ao regime no telejornal, peças de propaganda do regime", entrevista a Paulo Chitas, "Visão", 31-1-2002). Na época, os locutores da televisão tinham tarefas variadas ("Entrevistávamos cientistas, apresentávamos o Totobola, telejornais, variedades, concursos. Li muitos textos no telejornal com os quais estava em desacordo, mas nunca lhes dava entoação", idem).
Mas deu toda a sua "entoação" a programas de rádio que ficaram na memória de várias gerações, do "PBX" ao irrepetível "Pão com Manteiga. O "Zip-zip", no fim dos anos 60, com Fialho Gouveia e Raul Solnado, foi, à época, uma revolução que Carlos Cruz ainda considera ser "um marco da sua vida". ("Era um estado de espírito, uma arma, uma denúncia, até onde era possível fazer denúncias. Politicamente foi muito importante porque alertou as pessoas. Eu sou um cidadão diferente depois de ter feito esse programa", entrevista a José Leite Pereira, Alexandra Inácio e Ana Vitória, Jornal de Notícias, 1-4-2000).
Mais tarde, dedicou-se à apresentação de concursos, tendo conseguido com o "1,2,3" e as suas várias edições os favores do público - mas menos os da crítica que o arrasará completamente quando na SIC apresenta as "Noites Marcianas".
Pelo caminho, vai continuando a dar o rosto e a voz a inúmeras campanhas publicitárias, funda uma produtora, a Carlos Cruz Audiovisuais que chega a empregar 70 pessoas e a tomar conta da produção de uma enorme fatia de programas para a RTP.
Um dia sonhou com um "Canal Carlos Cruz", mais recentemente gostava que lhe tivessem dado um programa tipo Larry King. A SIC oferece-lhe "Escândalos e Boatos".
Casado recentemente com a modelo Raquel Rocheta, 34 anos mais nova, de quem tem uma filha de meses, parecia viver um momento de grande estabilidade. Tem uma filha mais velha, a manequim Marta Cruz, de 18 anos, filha da sua ex-mulher Marluce, também ex-modelo, que o considera tão pai da Marta, filha biológica, como pai do Martim, filho de um anterior casamento de Marluce, e de Roberta, sobrinha adoptada.
Quando Luís Osório, no DNA de 20-6-1998, lhe perguntou o que, além da filha, deixava de verdadeiramente importante se morresse naquele momento, foi assim que respondeu: "Tudo o que os outros pensam a meu respeito, inclusivé a minha filha. Nós também somos aquilo que os outros pensam de nós, quando desaparecermos fisicamente só vivemos na memória dos outros".
Sá Fernandes não percebe (nem eu) como pode o juiz Rui Teixeira não ter considerado a origem das chamadas realizadas por Carlos Cruz nos dias em que foi acusado de estar em Elvas na pouca vergonha.
O seu telemóvel esteve sempre a fazer e a receber chamadas em Lisboa, nos locais do costume.
Teixeira alega que «ninguém lhe garante que Cruz não possa ter emprestado o seu telemóvel a outrem durante esses dias»!
Incrível!
E é isto um juiz!!!
O seu carro sempre a meter gasolina nas bombas e a pagar portagens em Lisboa às horas em que o acusam de estar a 200 Kms dali:
«Podia ser outra pessoa a conduzir o carro e a passar nas portagens e a meter gasolina».
As facturas das refeições também não servem.
«Podia ter sido outra pessoa a almoçar e a jantar naqueles restaurantes».
Enfim: nem todo este conjunto somado de evidências constitui quaisquer indício, para Rui Teixeira, da enormidade que cometeu faz agora um ano e mantem 372 dias depois.
Eu digo a Rui Teixeira:
E não será igualmente mais provável que tenha sido outra pessoa a cometer esses crimes de que Carlos é acusado?
António Marinho, na SIC Notícias, acaba de reexpor de forma clara e suscinta a sua visão sobre a inqualificável prisão preventiva em Portugal.
«Todos os anos são absolvidos mais de 150 presos preventivos.
Isso devia fazer pensar os profissionais da Justiça em Portugal».
«Os relatórios internacionais colocam Portugal nas ruas da amargura no que se refere a prisões preventivas».
«Passámos de uma situação em que os poderosos eram priveligiados no acesso à Justiça, para a contrária. Agora temos uma pena mínima garantida, em que a prisão preventiva é vista como uma antecipação da pena».
Registamos a sua voz - provavelmente a única a desmascarar o fascismo cinzento instalado na Justiça Portuguesa.

O juiz Rui Teixeira, no seu último acto no Processo Casa Pia fez o que não podia deixar de fazer, por uma questão de coerência: manteve Carlos Cruz em Prisão preventiva.
Salvou a face, por mais uns dias. Até à instrução.
Se o libertasse, depois de um ano de clausura, estaria a contradizer gravemente os seus pressupostos e não poderia justificar o ano de prisão preventiva.
Agora cabe ao próximo Juiz instrutor confirmar ou levantar esta medida de coacção.
Estou plenamente convencido que a levantará, por não haver sérias ameaças ao desenrolar do processo se Cruz ficar em prisão domiciliária, por exemplo.
Mantenho que a carreira de Rui Teixeira, enquanto juiz, terminará no final desta novela seja qual for a sentença em 1ª instância.
A não ser que Cruz seja condenado a período de prisão substancial, muito superior ao que teria se tivesse assassinado 2 ou 3 pessoas.
E também é possível, esse cenário, em Portugal...
O juiz faz sofrer Carlos Cruz e a família até ao fim... até ao último segundo, antes de ser formalmente obrigado a tomar uma decisão ou ser repreendido pelo Conselho Nacional de Magistratura.

É o estrebuchar final de quem até há pouco tempo ainda estava seguro da culpabilidade de Cruz e tinha confiança total no Ministério Público e hoje já percebeu o "bluff" em que caiu.
Porque não mandou investigar o procurador? A sua história vinha nos jornais.
Porque não mandou investigar o inspector que tratou da tramóia a Cruz?
A sua incrível história também foi tornada pública...
Está só a colher os ventos que outros semearam.
E agora atrasa até mais não poder a sua decisão - que só pode ser a da libertação do apresentador, - porquê? À espera da última maquinação de João Guerra?
Mais se enterra, quando toda a verdade vier ao de cima.
Ou está simplesmente a fazer sofrer até ao fim, numa vingança que já reconhece "póstuma" para a sua carreira, aqueles que não conseguirá acusar de coisa nenhuma que se veja?
Bye bye Teixeira!!!
Mas depois é preciso saber quem vai pagar este mega-embuste.
Teixeira, Guerra, ou todos nós?
Cruz quer 10 milhões de indemnização e eu, no seu lugar, pedia mais.
O que era sempre chato, frente às câmaras das televisões.
Fosse a ponte inaugurada para o ano e veríamos quando é que o relatório opficial saía...
è a velha técnica há muito utlizada pela nossa polícia, que agora - pelos vistos - se estendeu ao Ministério Público.
Agora digam-me cá quem é que viola o segredo de justiça, e quais são os tribunais de facto independentes do poder político, a ver se eu percebo!!!
A culpa deve ter sido mesmo deles. Dos areeiros.
A não ser que eles arranjem um Sá-Fernandes ou um João Nabais para os defender.
Aí, a culpa passa logo a ser das condições naturais.

Espera-se que ainda durante esta década se possam determinar os arguidos, para, durante a próxima, se absolverem.
Se se conseguir chegar a alguma conclusão durante os próximos 15 anos, é provável que, na recta final, o juiz determine a anulação do julgamento.
Como a esmagadora maioria dos juízes são mulheres e nas folgas das gravidezes se fartam de trabalhar, em princípio o processo vai conhecer umas 14 juízes e prescreverá à 5ª.
Só a 7ª dará conta disso. As outras é para se repetirem os julgamentos.
Faz hoje um ano que a Justiça em Portugal começou a mostrar finalmente ao mundo a sua execrável face de fascismo cinzento, como é já reconhecido em todos os países civilizados.
Antes do 25 de Abril, Portugal era um estado policial. A democracia foi-se instalando na sociedade, por vezes com solavancos, como não podia deixar de ser, num país amordaçado durante 48 anos.
As Instituições foram-se modernizando a ritmos diferentes e sempre inferiores ao desejável. Mas enfim, lá foram indo... pontapé dum lado, cabeçada do outro e a democracia foi-se instalando a pouco e pouco em todas as àreas do poder.
Todas? Não.
Uma grande zona obscura resiste ainda e sempre à democracia e à inteligência do sec 21.
Herdeira dos mais bárbaros procedimentos e filosofias da repressão, a justiça fascista à portuguesa sobrevive ainda e sempre a todas as reformas a que a quiseram sujeitar e a todas as evoluções que lhe quiseram implementar.
A prova é que já estamos na sexta geração de informatização dos tribunais, com centenas de milhões de contos gastos na implementação de sucessivas tentativas de redes de intercomunicação e ainda hoje um julgamento por video-conferência que chegue ao fim sem sobressaltos é uma autentica excepção! A maioria nem sequer começa, porque o sistema... não liga. Os restantes interrompem-se a meio porque o sistema... foi abaixo.
Mas o pior sistema não é o informático: é o informativo.
É a forma absolutamente arbitrária como a polícia pressiona os juízes a assinarem mandados sem lhes passar cavaco sobre o processo em causa. E o juiz - que remédio - assina, subvertendo logo ali toda a lógica procedimental.
Depois as incríveis escutas telefónicas. Há milhares de cidadãos a serem escutados neste preciso momento (eu e você podemos ser 2 deles), porque têm relações com alguém que a polícia decidiu eleger como suspeito.
E qualquer conversa, por mais inocente que seja, pode ser subvertida para que o seu sentido se transforme naquilo que se quer que ele seja. Exactamente como no tempo do fascismo.
E o juiz sempre à margem de tudo. A polícia continua a fazer o que bem quer e lhe apetece, pelo tempo que entender.
Há escutas que já vão com dois anos (2), segundo a juiz Mata-Mouros, sem que qualquer ilícito criminal tenha sido detectado. Como é possível? Quem paga isto?
Mecânica fascisto-"legal":
Com base nessas escutas a PJ toca a pedir mandados de busca a residências. E, mesmo que nada seja encontrado, pode sempre pedir-se mandados de captura com base nas tais suspeitas e nas tais escutas telefónicas.
E o juiz, mais uma vez, assina de cruz com medo de que, se o não fizer, alguma grande investigação possa ser prejudicada ou terminada.
O Portugal das Masmorras
Carlos Cruz SÓ lá está, no cárcere, há um ano.
Há quem lá esteja há 2 e há 3 anos. Há quem tenha sido libertado, apesar de criminoso confesso, porque a "justiça" excedeu todos os prazos para a prisão preventiva: 3 anos e meio, como se soube esta semana com o assassino do Rei do Bacalhau.
Felizmente que o Estado se obriga a si próprio a cumprir os prazos que arbitra, porque senão haveria centenas de casos em que as pessoas apodreceriam anos e anos na prisão sem culpa formada, como nas masmorras do séc XV.
A balducha legal
Entretanto, um criminoso confesso está solto há 8 meses porque o tribunal não conseguiu em 3 anos e meio, dar resposta ao recurso. O assassino está em liberdade e só não foge se não quiser.
Ora, Carlos Cruz não é acusado de homicídio, nem de qualquer violência corporal, nem sequer na forma tentada. Não é acusado de roubo, furto, estupro, violação, vandalismo, mas está a pagar MAIS do que se fosse, comprovadamente, um criminoso que tivesse cometido vários dos crimes anteriores.
Temos, entretanto, dezenas de assassinos confessos a aguardar julgamento em liberdade.
"É conforme" - como se costuma dizer para calar o povo estrupefacto, com esta "justiça" - "cada caso é um caso", dizem alguns criminosos que tratam da justiça no nosso país.
Como se matar fosse menso grave do que roubar uma mercearia, ou ter relações consentidas (e quantas vezes provocadas) - com uma adolescente de 15 anos.
Quantas moças chegam aos 16 sem nunca terem tido experiências sexuais?
E não é de agora. Antigamente, no tempo dos nossos pais e avós era bem pior!
Então os companheiros delas são todos pedófilos? Ou só o são se forem mais velhos do que elas? No caso dos Açores temos já arguidos MAIS NOVOS que as vítimas, o que me levou, por chalaça a escrever isto.
Carlos NÃO É um assassino. Mas é um preso preventivo entre muitos. Muitos milhares. Cerca de 48% da população prisional.
Somos o país DO MUNDO com mais presos preventivos em percentagem.
A culpa é da água que bebemos? Do ar que respiramos?
Ou é da maior VERGONHA NACIONAL a que se continua com humor negro a chamar de JUSTIÇA PORTUGUESA?
A greve dos funcionários judiciais voltou a encerrar cerca de 60 tribunais, segundo dados do Ministério da Justiça (MJ), que considera a paralisação "injustificável" e lesiva dos interesses dos cidadãos porque ficaram por praticar só num dia mais de 6.400 actos judiciais.
Então vá-se queixar às 52 juízas que engravidaram simultâneamente só nos círculos de Lisboa... e são 6 meses cada uma, em média.
Multipliquemos 6400 por 52 e por 180 dias, e chegamos ao belo número de 59.904.000 actos judiciais não praticados... em 52 tribunais (apenas) de Lisboa.
Agora: 60 milhões de actos, em 6 meses, não será acto a mais????
Isso é que é uma "greve" que afecta a Justiça!
Aposto que NENHUM mega-caso de corrupção vai prescrever por causa disso.
Este Sampaio é impagável! As coisas que ele descobre em final de carreira...
Agora "alembrou-lhe de que":
1º - Ele (Sampaio) é que devia ser o preresiderente do Conselho de Magistratura. Pelos vistos o CM não tem nem nunca terá Presidente à altura excepto ele.
2º - Em Portugal havia de haver um lord Hutton... (Então não temos cá o GRAAANDE Rui Teixeira)? mas então RT não pede meças a LH? Olá se pede...
3º - As leis são para cumprir TODAS. Em vez de umas sim, outras não!
Bem. Que grande contributo para a definitiva consolidação da democracia!
Confesso-me intrigado num ponto: por que carga de água queria ele, afinal, ser o presidente do CM...?
E porque não se informa ele junto dos seus inúmeros assessores sobre a constitucionalidade dos seus súbitos desarrincanços antes de mandar as patacoadas cá para fora?
Porventura quererá destronar Dias da Cunha quando sair de Belém?

Ficou-lhe com a massa de 572 funcionários vezes 14 meses, mas atenção: não a levou para casa! O papel ficou nos cofres do Estado, só que em vez de ter passado para a tutela de Bagão, o sempre Félix, ficou na sua, que é a mesma coisa.
O que é giro é que se trata de 2 ministros de 3, do mesmo partido.
Durão está de férias, mais uma vez, a ver se a tempestade passa.
(Ai, ai... a minha cabeça...)
Olhem que só 2 ministros (Cardona e Portas) dão-lhe mais que fazer que os outros todos juntos. Será por serem PPs? Ou por serem zeros à esquerda, mesmo?
Saldanha Sanches é que não lhes acha graça nenhuma.
"Se há gente presa por fazer 570 vezes menos..."
A juiz Mata-Mouros (a juiz que mais escutas ouviu em Portugal e sobre esse assunto acaba de escrever um livro) explicou tudo na SIC Notícias. Só não percebe quem não quer. A polícia chega ao pé do juiz e MANDA-O assinar as escutas telefónicas. O juiz, atarantado, sem perceber nada do processo (não há processo instruído) assina de cruz e... xaraaam! Mais um desgraçado com o telefone sob escuta.
Agora eu pergunto: haverá assim tanto cromo na polícia dedicado ao bisbilhotismo que esta consiga lidar com milhares de escutas, por dia? Cá para mim a maior parte delas são os maridos desconfiados (polícias) a ouvirem os telefones das mulheres...
E 2 anos a escutarem cidadãos - malas inteiras de cassetes e cds - à espera de um flagrante que não acontece? Dois anos, senhores...
O Ministério da Justiça reteve ilegalmente os descontos para a Segurança Social feitos entre Janeiro e Dezembro de 2003 a 580 funcionários eventuais, num montante superior a 670 mil euros. A situação foi confirmada por fonte oficial do gabinete da ministra Celeste Cardona que precisou que o erro está em vias de ser corrigido.
Justificou ainda a irregularidade com a necessidade de manter ao serviço os 582 funcionários eventuais em causa, cujos contratos terminavam em 31 de Dezembro de 2002.
E, para isso, a Ministra da Justiça comete um CRIME fiscal.
Lá diz o velho ditado: «Cometes um crime fiscal, não chegas ao Carnaval...»
Foi libertado o assassino do Rei do Bacalhau. O tribunal da relação em 30 meses não conseguiu pronunciar-se sobre o recurso do arguido e o homem teve que ser libertado, porque foi atingido o prazo máximo em prisão preventiva. O mais giro é que já cá está fora há 8 meses e mesmo assim ainda não houve resposta! O homem só não fugiu ainda porque não quis...
Um preso discute com o guarda e depois é conduzido para a sala 80 (a sala de espera) levando porrada de 10 guardas antes de lá chegar.
Tudo normal.
A antecâmara da pancadaria funcionou mais uma vez.
Só 1 guarda falou. Os outros 9 são cumplices no silêncio.
Compreende-se que o ambiente da cadeia às vezes propicia a perda de controle. Mas porque não experimentam nos directores?
Aqui há uns meses aconteceu exactamente a mesma coisa envolvendo 4 guardas sendo um deles do concelho. Foram suspensos 3 meses, sem perda de vencimento, e agora estão lá todos outra vez.

Tem havido situações nos Açores em que os violadores são mais jovens que as vítimas.
Ora vamos lá a esclarecer estes casos:
Por exemplo: uma criança de 10 anos que viole um jovem de 17, ou uma criança de 3 anos que viole um jovem de 16, não se considera pedofilia, mas apenas adolescento-filia.
Já se a criança tiver 8 meses e violar um adulto de 35 anos deve ser considerada uma violação normal e, aí sim, ser presa preventivamente.
Um recém nascido só pode violar adultos até aos 55 anos. A partir daí considera-se geriatro-filia. O bébé deve ser preso preventivamente se tiver usado acessórios de metal ou força física.

Outra coisa: Violadores, mesmo confessos, mas ainda em gestação nas barrigas das mães não devem ser imediatamente presos preventivamente. Deve esperar-se pelo parto normal - a vingança serve-se fria - e só depois, então sim, colocar a encubadora a ferros.
Vamos lá a passar palavra a ver se esta informação chega ao ministério público dos Açores.
A associação italiana Telefonoarcobaleno identificou 51 sites portugueses com conteúdos pedófilos no ano passado, o que coloca o nosso país em 14º lugar na lista de países com mais páginas na Net sobre pedofilia. O relatório identificou, no ano passado, 17.016 páginas na Internet com conteúdos pedófilos, uma subida de 70% face aos números de 2002.
A associação contabilizou 46 sites pedófilos por dia ao longo do ano passado, o que «um aumento massivo da pedofilia online e uma preocupante falta de medidas legislativas», refere a Telefonoarcobaleno em comunicado.
Portanto: este ano de 2003 foi dedicado inteirinho e só à Casa Pia. Não houve tempo para se fazer mais nada.
Agora: quando descobrirem que o mesmo se passa em todas as instituições de acolhimento de jovens sem família, vão começar a pensar no que se há-de fazer para debelar o problema.
Daqui a 20 anos, portanto, alguém vai descobrir que é preciso reprimir isto e, milhares de reuniões e dezenas de anos depois, a polícia será finalmente instruída no sentido de perseguir as redes pedófilas na net, que hoje são públicas e fáceis de seguir mas, se ainda houver net, e na net que houver, daqui a anos o seu tracking será praticamente impossível de se fazer. Estarão todas sediadas em Burkina Fasso.
E perguntará o neto de Avelino Salvado, o director da Polícia Judiciária em 2050: e agora, o que é que eu "fasso"?
Diz que é investigadora e não uma funcionária de impostos.
Eu, por acaso, até gostava imesmo de a ver num cargo desses para verificar se aquele Karma todo é mesmo real ou um subproduto do seu carisma.
É que tive o azar de começar a ler o seu livro, anteontem, e não consegui passar da segunda página. Se é assim que ela acha que se organizam os contrabandos de tabaco, das duas uma: ou está gozar com quem lhe comprou o livro, ou não faz mesmo ideiazinha nenhuma dos mecanismos da corrupção no terreno. E não sei qual destas duas opções me assusta mais.
A Lusa chama-lhe "gaffe" da Justiça. Os documentos dados como desaparecidos no Tribunal de Aveiro foram devolvidos, por engano, ao médico que responde como arguido no julgamento de aborto clandestino. Eu chamo-lhe "Normalidade" e nem prcebo porque é que isto é notícia. Se algum processo decorresse sem nenhum precalço, normalmente, isso sim. Seria uma "bomba" jornalística.
Tal como um cidadão que seja acusado de qualquer coisa por um particular, sem qualquer produção de prova, pode ser convidado pelo ministério público a pagar uma quantia de 2000 contos - como aconteceu a Herman José - para não ser acusado formalmente.
Isto não é chantagem institucional.
É um estado de Direito... à Portuguesa
Aquela tirada do Serra Lopes, ontem, sobre os bilhetes de autocarro para a Pontinha só pode ser surreal.
Ninguem guarda bilhetes de transportes públicos, até porque o Carlos não andava, de certeza, de autocarro nem de metro. Figura publica que é, a probabilidade de chegar a horas a qualquer lado seria mínima.
Agora: se as facturas dos restaurantes também não servem, o que raio é que serve?
É que de tudo o que ele terá em contabilidade nada serve, porque deve estar tudo em nome da CCA - Carlos Cruz Audiovisuais e portanto qualquer funcionário da sua empresa podia estar naquela hora naquele lugar em vez dele...
E só agora os advogados perceberam isso?
Não está tão fácil como parecia... pois não?
A ministra (!) da Justiça (!!) Celeste Cardona descobriu que os cidadãos podem ter uma caixa de correio electrónico para onde pode ser enviada toda a correspondência judicial!
Substituir-se-ia assim, de forma subitamente iluminada, a maçadora correspondência em papel.
A consulta de processos com toda a segurança (!!!!) seria então possível.
O segredo de Justiça (!!!!!) salvaguardado.
Mas calma lá: isto é só para daqui a uns anos.
Para já vai informatizar pela 6ª vez todos os tribunais, para que possam ficar em rede...!!!
Pode ser que desta vez se consiga chegar ao inatingível rácio de 0,1% de julgamentos por videoconferência terminados com sucesso.
Também ainda só se gastaram meros 4 ou 5 biliões de euros a informatizar e a reinformatizar os tribunais.
Desta vez são só mais 18 milhões... até é barato.
Desculpem lá, mas não consigo escrever isto sem desatar à gargalhada.
Sá Fernandes tem «um cliente inocente» o que lhe dá «uma grande vantagem sobre o Ministério Público».
Presume-se, portanto, que os "clientes" de João Guerra sejam todos culpados.
A defesa está a custar, segundo o Correio da Manhã de hoje, qualquer coisa como 500 mil euros. 100 mil contos!!!
Se Carlos Cruz for absolvido, quem paga estes honorários?
Ele?
Ou nós?
É que o procurador João Guerra representa o povo, o Estado. E se o Estado cometer um erro crasso desses, tem que assumir as responsabilidades e indemnizar o cidadão Cruz.
Já pensaram nisso?

Porque ainda não lhes deram aquelas acções de formação que dão aqui no Continente e nos Açores:
FORMAÇÃO+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
"Quando estalar alguma bronca de que vocês nunca tenham ouvido falar e daquelas que toda a gente sabe menos nós, vocês dizem logo:
JÁ ANDAMOS A INVESTIGAR ISSO HÁ MESES!"
"Mas atenção: Não digam HÁ ANOS, que dá mau aspecto. Aparecem logo os espertalhões dos jornalistas a perguntar sé preciso tantos anos para investigar aquilo que toda a gente sabe!
É HÁ MESES que se diz sempre, ouviram?
HÁ MESES!
FIM DA FORMAÇÃO++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Júdice QUER solução para garantir direito de informar sem violar segredo justiça

"O bastonário manifestou-se sexta-feira DISPONIVEL para, em conjunto com o Sindicato de Jornalistas, encontrar uma solução que garanta o direito de informar sem violar o segredo de justiça". SIC
O ILUMINADO BASTONEIRO QUER "preservar os direitos fundamentais dos arguidos, das vítimas e também o direito de informar".
Defendeu, NOMEADAMENTE (como nos malucos do Riso) um "trabalho de auto-regulação", considerando que "alguns jornalistas também têm falhado, não são só os juízes, procuradores e advogados".
Que quererá o ilustre BASTONEIRO PROTAGO-PRO dizer com este arrazoado de lugares comuns?
Acabou-se-lhe o Xanax.
Nomeadamente.
Não resisto ao trocadilho barato: A isto se chama uma ... JUDI(CI)ARÍA.

O BASTONEIRO estará também possuído pelo demónio, como o outro Brasileiro?
Mas porque é que ele não tomou os comprimidos, hoje?
Quem te desse uma valente Bastonada...
Fiquei na dúvida se Pedroso mandou retirar o sinal, se foi o sinal que pura e simplesmente não aguentou mais e bateu com a porta.

Uma coisa é certa: não há-de ser fácil a vida de um desgraçado sinal que teve a desventura de ir parar à nádega mais célebre do país. É que não há pachorra.
Se eu fosse a ele (ao sinal), removia-o de vez.
Já não bastava só haver pedófilos socialistas e todos os socialistas famosos serem pedófilos, para ainda por cima apresentarem sinais suspeitos naquelas democráticas nádegas.
É mau sinal...
Alberto João lá conseguiu que Felícia Cabrita permanecesse longe da Madeira. Também o que é que ela iria lá fazer?
Nunca houve pedofilia na Madeira nem essa é a principal fonte de rendimento rural do norte da ilha, nem nunca foram descobertos iates que são autênticos estúdios de cinema porno fundeados o ano inteiro ao largo do Funchal, portanto...
Mesmo assim, à cautela, vale mais sugerir ao Souto Moura que se passe a dedicar à filatelia, porque como o senhor não tem mão em nada do que se passa na Procuradoria, pode aparecer algum maluco de algum delegado que também queira protagonismo e não tenha medo das ameaças institucionais, e se lembre de apanhar de ponta algum cidadão insular (embora seja difícil, porque acho que na Madeira não há ninguem do PS...)
O inefável Juiz, que achava não haver necessidade em interrogar Carlos Cruz nunca mais, preferindo portanto mantê-lo indefinidamente na masmorra, sem a possibilidade de se defender, como se fazia há uns bons 500 anos atráz, continua sem se aperceber da enormidade das suas repetidas atitudes.
Um dia inteiro de interrogatório e não chegou nem para se começarem a analisar provas.
Segunda feira há mais. E haverá terça e quarta e quinta...
E assim sendo, porque terá perdido a manhã em "conversas informais" com o arguido? Para o poder manter no calabouço mais uns dias?
São os últimos extertores de uma Justiça indigna, que permanecerá indigna até ao fim da maioria dos seus actores (para lhes não chamar tristes comediantes), entre os quais se distingue a histórica tripla Teixeira / Guerra / Moura.

Depois de garantir que este e aquele não faziam parte do processo Casa Pia, violando quantas vezes quis o "Segredo" de "Justiça", de comentar tudo o que lhe perguntavam e depois deixar de comentar o que devia, e agora voltar a comentar tudo outra vez; de dar cobertura a um procurador lunático que anexa a processos que se tornam públicos cartas anónimas cuidadosamente seleccionadas - não juntou o "MUITO MENTIROSO" pois não?- e de assinar centenas de documentos em branco, encontrados ontem nos caixotes de lixo dos Tribunais, Souto Moura fez o que lhe competia: não se demite.
O problema da Justiça está, definitivamente, diagnosticado. Não está resolvido, mas pelo menos nunca mais nenhum figurante de toga terá a coragem de tratar o povo como simples canídeo, enquanto se dobra em deferências perante os senhores do colarinho branco.
O primeiro passo está dado. A Casa Pia já permitiu expôr até à exaustão a aberração perfeitamente descricionária chamada Sistema Judicial Português.
Expô-lo e desacreditou-o. Porque não se podia perpetuar uma coisa destas num país que se diz de Direito, mas que De Facto demonstra todos os dias que o não é.
Cabe agora aos bons profissionais da Justiça reconstruir a ruína desmoronada.
Cabe aos cidadãos aceitarem o pedido de desculpas dos Bastonários Judiciais, pelo estado a que os seus agentes deixaram chegar a Justiça em Portugal.
Devem estes endereçá-lo publicamente, em nome daqueles cujo sacrifício nas barras dos Tribunais e nas prisões parece ter sido em vão.
E mais lhes cabe substituir, desde já, aquela emblemática e incomensurável soberba por uma nova atitude de dedicada humildade; acabar de demolir o pardieiro em que tristemente se movimentam, e começar HOJE MESMO a reconstruir o edifício da Nova Justiça Portuguesa.
Júdice berra alto e bom som que se isto não fosse tão trágico, era uma anedota.
Souto Moura desculpa-se com uma no cravo e outra na ferradura, quando devia dar sempre nas ferraduras de quem anexou e mandou anexar as cartas anónimas ao processo.
E isto agora é que está bom. Se não for o grande derby lisboeta a anestesiar o povão, no domingo, vamos começar a ter sangue a sério na Casa Pia.
E já vai sendo tempo de se fazer sangrar quem está por detrás de tanta mafia e também de tanta incompetência.
Cabrita: põe-te a pau que, depois da dupla Guerra/Teixeira ainda vai sobrar para ti, e não vai ser só o "Muito Mentiroso"...
3 horas não eram passadas desde o último escândalo da dupla Guerra/Teixeira e já um juiz desembargador com o ar mais alucinado do mundo se posicionava em frente às câmaras a defender o ex-colega.
Agora analisemos a lógica do raciocínio elaboradíssimo com que estes senhores chegam ao final de uma carreira brilhante (depois de terem condenado milhares de pessoas, sabe-se lá quantos inocentes, e de terem absolvido outros tantos criminosos):
afirmação 1: Uma carta anónima não constitui prova, em nenhum caso.
afirmação 2: Mas se o procurador a meter no lixo pode ser acusado de ocultar provas.
Então se a carta nunca é prova, como é que está a ocultar provas?
Bem: e isto é um Juiz dos mais cotados - cujo nome me recuso a repetir a bem da sanidade mental dos meus leitores.
Será possível que os Tribunais estejam entregues a gente desta????
Hugo Marçal e Ferreira Dinis são dois grandes sortudos. Calhou-lhes o único advogado de quem o choné Teixeira e o e alucinado Guerra têm mêdo, vá-se lá saber porquê. Resultado: os dois arguidos estão livres o que representa um sucesso de João Nabais de 100% enquanto Sá Fernandes e Serra Lopes tiveram, até agora, zero sucesso.
Curiosidade adicional: tirando Carlos Silvino, trata-se dos arguidos sobre os quais pendem mais acusações!!!
O provérbio está trocado: Chuva na eira e muito sol no Nabal.
João Guerra, o excêntrico procurador que ameaça de morte toda a sua família, responsável pelas acusações a Carlos Cruz e demais arguidos, mostra a verdadeira dimensão de toda a sua alienação ao anexar cartas anónimas a processos. Neste caso são os Presidente da República e António Vitorino os visados.
«O número 2 do artigo 164 do código de Processo Penal diz que não podem ser anexados documentos que contenham declarações anónimas, salvo se forem elas mesmo, objectos do crime. Esta excepção cai por terra neste caso, porque o próprio Procurador do MP considerou as cartas irrelevantes, embora as tenha incluido no processo». SIC
Nem categoria profissional este artista tinha para tratar de assuntos relativos ao Presidente da República!
E mais uma vez, apenas membros destacados do PS. Nem um único político de outros quadrantes.
Viva a Justiça Portuguesa.
Aguardamos todos a prisão preventiva do descompensado procurador!
Sá Fernandes queixa-se de que as 13 mil páginas do processo Casa Pia não contêm, sequer, um mero índice!
«Como se pode consultar o que quer que seja? » - protesta.
«Em pleno sec 21?» - Pergunta incrédulo.
PJ, investigadores, procurador e Juiz não se preocuparam com esse mero pormenor.
Agora só lhes falta descobrir também que, ou faltam centenas de páginas, ou estarão em branco...