Agradeço-lhe a divulgação deste texto, que eu própria redigi e publiquei no meu blogue, em 9 de março de 2011. Por razões que desconheço, passou a ser atribuído a Mia Couto, facto que o próprio desmentiu.
Obrigada.
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar !
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Maria dos Anjos
http://assobiorebelde.blogspot.com
Marinho Pinto diz que a ordem não mercantiliza as cédulas profissionais, tal como as universidades vendem licenciaturas em Direito.
Diz que o que se passa nas Faculdades é uma vergonha, que ninguém chumba e que as Universidades querem é vender cursos seja de que forma for.
Considera o que se passa nas universidades é uma vergonha e o processo de Bolonha uma palhaçada que devia acabar já.
Finalmente temos um ministro que percebeu aquilo em que se tornou o ensino básico (e até o secundário) na escola pública. Os alunos são levados ao colo, ano após ano, sem saberem ler, até ao 9º ano.
E sem perceber o que lêem, no 12º ano. Mas nem é preciso chegar a este nível de ensino.
Se introduzir exames nacionais no 9º ano com o nível de dificuldade dos de matemática a todas as disciplinas - E CORRIGIDOS A NÍVEL NACIONAL - Crato terá um ataque cardíaco, por certo.
Eles mostrarão ao mundo a fraude de que falo: o resultado das políticas anteriores de atirar com diplomas a analfabetos.
50% dos portugueses ou não sabem ler (14%) ou sabem mas não entendem o que lêem (35%). Fonte: Census 2011.
O que é que se pode fazer num país com 5 milhões de analfabetos funcionais... mas que VOTAM e portanto "decidem" o futuro do país?
A minha resposta é:
1º: alertar as consciências para este inacreditável facto em 2012 dC.
2º: tentar mostrar o lado menos óbvio das coisas àqueles que não têm capacidade para o ver por si mesmos.
3º: esperar arranjar 5 milhões de inimigos rapidamente
O ministro da Educação acaba com a vergonha das competências essenciais. Os alunos têm que começar a adquirir Conhecimento Científico. A Escola tem que recomeçar a ENSINAR e os alunos a APRENDER.
Tem que se abandonar as atividades circenses que têm pautado desgraçadamente as más práticas da Escola Básica na última década. Parabéns a Nuno Crato. Pelo menos no Ensino parece que vamos no bom caminho.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=2198243
Mais de 28% dos portugueses, entre os 18 e 24 anos, abandonaram a escola em 2010 antes de concluírem o Ensino Secundário.
A média europeia é de 14,1%.
O Conselho Nacional de Educação alerta para o desinvestimento no sector.
Portugal tem nove anos para reduzir em 19% a taxa de abandono escolar. Só assim atingirá um valor inferior a 10%, meta europeia para 2020.
De acordo com o relatório "Estado da Educação 2011 - a qualificação dos portugueses", publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), o país progrediu mais de 14% na última década - de 43,6 para 28,7%. O CNE recomenda que as políticas educativas não deixem de ser "uma prioridade do investimento público". Sobretudo em tempos de crise, quando a Educação e Ciência são "garante de futuro".
Ora o sector vai sofrer o maior corte orçamental de sempre.
Querem fazer milagres....
Mas os filhos deste gajo ainda estudam????

Albino Almeida é o presidente vitalício da Confederação de Associações de Pais CONFAP.
Um verdadeiro profissional pai. Não terá tempo para os filhos dele porque se dedica à sua carreira, perdão: causa em "defesa" dos filhos dos outros.
Uma vez ameaçou-me que me processava só porque eu o chamei de capacho da Milú ministra louca.
Quando ele era de facto o capacho da Milú ministra louca.
Provou-se logo a seguir que era verdade. Que a Milú era louca - até pela boca da sua sucessora do mesmo partido - e que este gajo continua cada vez mais do que sempre foi.
Portanto chamar capacho (de quem for ministro na altura) a este gajo não é ofensa nenhuma... é apenas uma mera constatação.
mas este espertalhuço ganha aos ministros todos. porque eles vêm e vão e este nunca arreda pé!
Sobrevive a todos. Década após década, século após século.
O homem nasceu para isto.
E de cada vez que se fala em ensino lá vem o profissional dos pais para os seus mais 15 minutos de fama nas tvs.
O que se pergunta é se os filhos deste tipo - que já devem ter tudo para cima de 300 anos - ainda estudam....
73% dos portugueses não tem sequer o 12º ano, segundo o que se revela nos censos 2011.
Mas pior: há mais portugueses com apenas a 4ª classe do que portugueses licenciados.
É um cenário dantesco segundo Manuel Maria Carrilho.
Para mim é o dia a dia. Lido diariamente com alunos que, no 7º e 8º ano têm muito mais estudos que os pais, que deviam ter obrigatoriamente o 9º.
Portugal é um país nitidamente africano. Isto nada tem a ver com a europa e esta falta de literacia explica o facto de elegermos sempre os mesmos e sermos o país mais pobre da europa.
No 7.º ano, História e Geografia terão cinco tempos lectivos de 45 minutos
para dividir entre si em vez dos actuais quatro. No 9.º ano também lhes é
dado mais um bloco. Ciências Naturais e Físico-Química ganharão mais dois
blocos de 45 minutos, a serem repartidos por ambas, no 7.º e 8.º ano. No 9.º
terão mais um. Esta alteração permite, segundo o ministério, colmatar a
"clara insuficiência de carga horária" das ciências experimentais neste
ciclo de ensino.
Desaparecerá Formação Cívica em todos os ciclos. Até agora, esta disciplina
existia no 2º e 3º ciclos e no 10º ano.
No 2º ciclo passará a existir uma oferta diária de apoio ao estudo,
continuando a ser facultativo para os alunos. Mas as escolas terão de
organizar os seus recursos humanos de modo a oferecerem 45 minutos diários
de apoio, esclareceu o responsável da Direcção-Geral de Inovação e
Desenvolvimento Curricular, Fernando Reis, que chefiou o grupo de trabalho
responsável pela proposta hoje apresentada.
O Inglês passa a ser uma disciplina obrigatória no 2.º e 3.º ciclos.
No 2.º ciclo continua a existir só uma língua estrangeira, mas ao contrário
do que sucedia actualmente a escolha ficará limitada ao Inglês.
A disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) passa a ser
leccionada no 2.º ciclo quando hoje é dada no 9.º ano. A sua antecipação já
fora sugerida pelo ministro Nuno Crato numa entrevista ao PÚBLICO.
Também se confirma que, no 2.º ciclo, a disciplina de Educação Visual e
Tecnológica (EVT) será dividida em duas, "cada uma com programa próprio e
cada uma com um só professor". Neste ciclo a EVT tem sido garantida com dois
professores em sala de aula. Para Educação Visual serão reservados dois
tempos lectivos de 45 minutos durante todo o ano lectivo. Já Educação
Tecnológica terá que dividir com TIC os mesmos tempos lectivos. Segundo
Fernando Reis, competirá às escolas decidir se esta alternância se fará ao
longo do ano lectivo ou se cada uma destas duas disciplinas terá uma duração
semestral.
Mas Educação Tecnológica desaparecerá da oferta do 9.º ano. No 3.º ciclo as
disciplinas de Educação Visual e Tecnológica estão separadas e no 9.º os
alunos podiam optar por uma delas. Esta possibilidade deixará de existir.
Na proposta que hoje foi apresentada aos directores, associações de
professores e sociedades científicas prevê-se a possibilidade de criar uma
nova disciplina de programação informática no secundário. No 12.º ano só
existirá uma disciplina de opção em vez das duas actuais. Os alunos passarão
assim a ter quatro disciplinas neste ano. Com esta medida pretende-se,
segundo Fernando Reis, possibilitar "uma melhor gestão do tempo de estudo"
dos alunos, uma vez que este é o ano terminal do ensino secundário.
No básico manter-se-á o reforço, já em vigor este ano dos tempos lectivos de
Língua Portuguesa e Matemática, mas com a supressão das áreas disciplinares
não curriculares ( Estudo Acompanhado, Área de Projecto - já eliminadas este
ano - e Formação Cívica), as cargas horárias diminuem em todos os ciclos: no
2º passará de 33 blocos semanais de 45 minutos para 30; no 3.º mantêm-se os
34 blocos no 7.º ano, mas passará de 34 para 33 e de 36 para 32 no 8.º e 9.º
ano respectivamente. No secundário a principal diminuição regista-se no 12.º
O aumento do tempo curricular num sistema em pantanas como aquele a que este chegou já não resolve coisa nenhuma.
Os 5% de BONS alunos não precisam dele para nada e os 95% de MAUS não querem saber de aprender o que quer que seja, tenham 2 ou 4 aulas a cada disciplina por semana.
O ensino público no interior está transformado num gigantesco jardim de infância / armazém onde os pais - a maioria deles com o 4º a 6º ano de escolaridade - descarregam os filhos.
Claro que quanto mais tempo a escola retiver os seus filhos dentro de muros melhor para os pais.
E se a esola desse o jantar aos miúdos, para além do pequeno almoço, almoço e lanche é que era de valor...
Isto é perfeitamente claro para mim: quanto mais horas por dia a escola conseguir reter e entreter as crianças e mais refeições lhes der melhor é a escola.
O resto não interessa nada.
Neste caso eu desconfio sequer que se trate de boas intenções...
Um dos grandes problemas dos nossos filhos não é apenas a educação "escolar". É também a educação. Por falta de tempo, temos muitas vezes tendência a minimizar a educação formal. Criamos pequenos déspotas, habituados desde tenra idade ao prazer imediato, ao quero, posso e tenho, ao excesso, em vez atenção e formação.
Um pai não é um igual, nem (só) um amigo. Tem de ser um exemplo de correcção, de urbanidade, de respeito pelos mais velhos. O "pai-compincha" é uma escusa de quem tem de exercer o seu papel de exemplo e, porque não assumi-lo, de autoridade.
Nos anos recentes os pais protegem os filhos mesmo quando não deviam. Se uma criança é expulsa por mau comportamento deveriam os pais aplicar um castigo e não culpar os professores. Demasiado ocupados em ser bem sucedidos profissionalmente, deixamos os professores serem duplos educadores. São obrigados a ensinar Português, Matemática e regras básicas de civilidade. É uma função que não devemos delegar, porque é nossa e exclusivamente nossa. O obrigado, se faz favor, com licença, deviam sair de casa com os nossos filhos antes mesmo de estes entrarem na escola. São regras básicas de civismo e respeito que vejo ignoradas pelos infantes e progenitores com muito mais frequência do que desejaria.
Como pai e educador cumpre-me agradecer o esforço e a garra de muitos professores que acumulam a dupla função de formadores e educadores. Fazem mais do que lhes é exigido, por brio profissional e vocação. E, esse mérito, qualquer pai minimamente sério tem de reconhecer.
Liberdade para escolher fará da divisão que já hoje se verifica uma regra FORMAL: os filhinhos de Papás, nas grandes cidades, vão para as privadas que funcionam bem porque segregam a escumalha. Os filhos dos pobres irão conviver com a ralé e a criminalidade organizada que fica na pública.
Onde cada vez menos se ensina a quem não quer aprender.
...porque é isto a que já está a chegar a escola pública em Portugal.
Os filhos dos ricos, nas grandes cidades, estão a ir já todos para as privadas para fugir à escumalha.
Os filhos dos pobres têm que se sujeitar à pública onde já não se aprende rigorosamente porque a clientela tipo são bandos de marginais e etnias.
Ainda há professores com algum sentido de humor... e até cantam!
Pena o tom do playback estar baixo para as senhoras... mas vale a intenção.
Infelizmente a jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta... daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho.
A Presidenta foi estudanta?!
Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer:
«Presidenta!», retorquindo a um comentário de um jornalista, muito segura da sua afirmação...( Sicnotícias)
Uma belíssima aula de português foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios activos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta";
Diz-se estudante, e não "estudanta";
Diz-se adolescente, e não "adolescenta";
Diz-se paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
http://www.ionline.pt/conteudo/141793-dirigente-das-novas-oportunidades-demitido-passos
Luis Capucha, o pai dessa vergonha nacional que se chamaram as "Novas Oportunidades", o "certificador da ignorância" foi posto na rua por indecente e má figura.
Iludir os ignorantes com a atribuição de cartolinas a que chamaram diplomas é um crime de lesa-pátria. Porque os coitados ficaram a pensar que aprenderam e que estão no mesmo plano cultural de quem de facto estudou nas escolas e obteve aproveitamento.
Das poucas coisas que Passos Coelho fez até agora que algum jeito teve.
Mais um bloco de 90 minutos a Português e Matemática no 2º ciclo e um bloco de 45 minutos a ambas as disciplinas no 3º ciclo, e a introdução de uma prova final no 6º ano são as últimas medidas do ME de resposta aos maus resultados dos exames do 9º ano.
Acabar com a Área Projecto e reduzir no estudo acompanhado complementam as medidas anteriores.
É bom recordar ao ministro que os professores de Português e de Matemática não ganham mais do que os colegas e têm sobre os seus ombros 10 vezes mais responsabilidade e exposição mediática que os demais professores.
Porquê?
Mais um ano passado, mais um "escândalo" (para os escandalizados profissionais) com o exame de matemática a nível nacional.
Embora a percepção que ficou tenha sido a de que este ano o exame teria sido bastante mais acessível que os dos anos anteriores, parece que os resultados não serão melhores.
Pouco mais há a dizer sobre a educação e menos ainda sobre a matemática.
Esta disciplina ainda é provavelmente a única com que a esmagadora maioria dos alunos perde algum tempo. Porque não há exames às demais excepto a Português e estes têm sido uma brincadeira.
Portanto a sério só existe mesmo a preocupação com a matemática por parte do ministério.
Não sei porquê. Os professores de matemática ganham o mesmo que os demais e estão sujeitos ao escrutínio interno e externo todos os dias da sua vida. E depois com as provas globais e finalmente com a avaliação externa dos alunos.
A verdade é que se obrigassem os alunos a fazer exames às demais disciplinas e se esses exames tivessem o mesmo nível de dificuldade que os de matemática apresentam, decerto poucos alunos fariam o 9º ano. 4 ou 5 por escola.
Portanto isto é sempre o mesmo.
A educação na escola pública é, neste momento, uma autêntica fraude. A escola faz de conta que ensina mas os alunos já nem sequer fazem de conta que aprendem.
A Maria de Lurdes rebentou com a escola básica pública e os "professorzecos" - como ela os denominava - não tiveram coragem para lutar no terreno contra o eduquês e o burocracês analfabetos.
Os directores das escolas seguidistas fizeram cumprir as desorientações da ministra com mais "zelo" ainda do que ela preconizava e o resultado é este: a maioria das escolas não consegue transmitir conhecimento científico praticamente nenhum a não ser um bocadinho de matemática.
E porquê? porque a preocupação com a transmissão do Conhecimento foi substituída pela preocupação com a criação de redes sociais internas e com a obsessão pelos estilos estupidificantes de vida.
Há mais actividades extra-curriculares nas escolas do que semanas têm o ano. Em muitas delas até mais do que os dias do ano lectivo.
Não vamos a lado nenhum enquanto não se der uma volta de 180 graus ao ensino.
Enquanto as escolas não pararem com a pouca vergonha das feiras e festas semanais e dias de tudo e mais alguma coisa; e não se obrigarem os professores - que se refugiam nestas actividades circenses há anos - a recomeçar a trabalhar cientificamente.
E depois é preciso avaliar os professores pelo esforço que fazem diariamente na sala de aula e não pelos resultados que conseguem.
Porque os alunos já perceberam que não precisam trabalhar para passar de ano. Por isso poucos são os que de facto aprendem. Só os mais briosos se preocupam com o seu futuro e esses são uma minoria sem expressão no contexto geral.
O professor deve ser avaliado pelo esforço que faz para que os alunos aprendam, independentemente dos resultados obtidos. Porque a subversão está instalada e só consegue bons resultados, na escola pública básica do interior, quem for muito pouco exigente.
Nos próximos anos deve ser reposta a exigência que foi abolida das escolas na última década. Muita gente deve chumbar nos próximos 3 anos para que os alunos percebam que têm que aprender as matérias para deixarem de ser perfeitos analfabetos na sociedade.
Porque mesmo que não haja emprego em Portugal os analfabetos nem emigrar conseguem.
Acabo de receber um email que reza assim:
Abris-te a mensagem agora não a podes fechar !!!
... Se não enviares a mensagem nos próximos sete minutos os teus próximos sete dias em vez de serem maravilhosos iram ser horríveis, ou melhor, iram ser os piores ...
Eu pergunto: quem é a CAVALGADURA que tem a coragem de enviar uma miséria destas?
E quem são as milhares de cavalgaduras que as reenviam uns aos outros sem que haja UM SÓ que a corrija?
Que espécie de gente é esta? É isto o actual povo português?
É com este tipo de gente que querem reconstruir Portugal?
Abris-te (ANALFA!!!) a mensagem agora não a podes fechar !!!
A mensagem que acabaste de abrir é bem divertida (???) porque nos próximos sete dias vai-se passar contigo o seguinte:
1- Alguém vai amar-te ainda mais.
2- Vais encontrar dinheiro no chão.
3- Vais de viagem para um sítio muito bonito.
4- O teu/tua melhor amigo/a vai-te oferecer um presente lindo. (ANALFA!!!)
5- Terás um encontro escaldante com a pessoa que amas.
Mas primeiro tens que enviar esta mensagem a todos os teus contactos, com o seguinte título: Estás convidado p'rá minha festa !!!
Então PORQUÊ, ó atrasadinho/a???
Se não enviares a mensagem nos próximos sete minutos (???) os teus próximos sete dias em vez de serem maravilhosos iram ser horríveis, ou melhor, iram ser os piores dias da tua vida !!!
QUE GENTALHA ESTÚPIDA!!! COMO É POSSÍVEL QUE HAJA analfabetos anormais destes EM PLENO SEC 21!!! >/i>
Depressa, tens sete minutos para decidires a tua vida.
>i>olha atrasado: tu já não tens sequer 7 minutos para isso. Já decidiste a tua: a de seres um analfabeto imbecil para toda a vida. >/i>
Obrigado a todos. Foram 120.
O facebook tem destas maravilhas... não deixa que ninguém se esqueça do aniversário dos amigos.
Apesar disso, neste dia que agora termina, quero recordar algumas pessoas que não me saem da memória:
Professor Ferreira: "Um homem refila sempre quando tem razão! (1966)"
Professora Aida Maia: "Se eu não quisesse ser professora não estava aqui, não é? (1972)"
Professor Pe. Martiniano: "agarrem-se à matéria que ela é rija!" (1975)
Professora Ester Barata: "Piublication??? Vou dizer à sua mãezinha..." (1975)
Professora Lurdes Pinheiro na entrega do 1º teste de Inglês no 6º ano: "o menino vai ter 18 no 7º ano". (1976)
Muitas pessoas marcaram a minha vida ao longo destes longuísimos 51 anos vividos a toda a velocidade. Uma velocidade que alguns reclamam ser rápida demais para o normal.
Falta saber o que é o normal. Aqui e no resto da Europa.
Neste texto quero falar dos BONS PROFESSORES que tive e me marcaram pela sua qualidade, irreverência, contestação a um estado não democrático ou simplesmente pessoas que nasceram para ensinar. Foram poucos, infelizmente.
E - que me perdoem os demais, porque alguns também foram muito marcantes e outros ja faleceram - a dra Lurdes Pinheiro, a dra Aida Maia e o professor Ferreira ganham o globo de ouro da minha admiração e reconhecimento.
A eles dedico este dia. O dia do meu 51º aniversário.
E faço-lhes esta singela Homenagem antes que eu próprio a não consiga fazer: Muito obrigado pela sua dedicação e por terem dedicado toda a sua brilhante Inteligência (decerto não completamente reconhecida) ao serviço dos seus alunos.
E hoje, que acabo de receber dezenas de Parabéns - muitos deles de meus antigos alunos - é justo que faça este paralelismo.
Os alunos só precisam de "agradar" ao professor até à nota final. Depois já não.
Por isso não é sem alguma emoção que leio os votos de muitos dos meus antigos alunos. Quer dizer que lhes não fui indiferente. Quer dizer que cumpri o meu dever. Sempre fiz o meu melhor dentro da sala de aula enquanto encontrei condições mínimas para trabalhar.
Lamento apenas que a escola actual seja uma sombra do que já foi e que os bons alunos, actualmente, sejam prejudicados por um sistema de disseminação de mediocridade desenhado apenas para atribuir diplomas a analfabetos.
A Escola que eu frequentei e aquela em que comecei a leccionar não era esta. Era uma escola que transmitia Conhecimento e que avaliava essa transmissão. Uma Escola em que só tinha sucesso quem aprendia. Quem trabalhava. Quem queria passar.
Os seus métodos de avaliação não seriam os melhores, é certo, mas hoje nem sequer existe avaliação científica. Apenas comportamental.
Alunos que entregam testes em branco a várias disciplinas acabam por passar de ano.
De Escola, a actual pouco tem.
Aqui fica o meu reconhecimento aos meus Bons Professores - homens e mulheres que se preocupavam em ensinar numa Escola onde a preocupação dos alunos era a de Aprender.
Alguns exageros e curiosidades aparte vale a pena ser visto
Maravilhas do facebook, a democracia chegou ao ciber espaço.
Tudo escreve - cheios de erros. Tudo comenta - com mais erros ainda.
Mas o que fazer quando quem nos lê não percebe sequer o que está escrito?
E depois comentam, sem perceber sequer o que estão a comentar...
É duro.
É dificil olhar para este país e perguntar: mas para onde é que isto vai?
Gente nova... Alguns até foram meus alunos. Maus, mas meus alunos.
Não estudaram mais. Não leram mais. Não se instruíram mais.
Não fazem sequer um esforço para perceber que, já que não dominam minimamente a Língua Pátria, se calhar não era bem aquilo que se quis transmitir.
Nada. É tempo perdido.
O povo mais atrasado da europa consegue gerar filhos que ultrapassam, em ignorância, os pais.
Agora imagine-se esta situação: o povo queixa-se dos governantes e da classe política. Que não são honestos, que são vigaristas, que não jogam limpo, que não há democracia real...
Mas quando se apanham com o mínimo "poder" fazem MUITO PIOR do que aqueles que criticam.
Por exemplo, no facebook, já são dois os que me banem de grupos para os quais me convidam, simplesmente porque lhes mostrei que estavam a dizer asneiras.
Como não há argumentos... Zás! banem-me.
Imaginem!
É este o conceito de democracia que o povo tem, por aqui...
Que futuro pode um povo destes ter?
Veja-se bem a categoria dos "sientistas" da língua que nos impingiram este acordo científicu

Não há dúvida que estes letrados percebem muito de língua... de vaca com feijão.
Não vou falar das Novas Oportunidades nem dos milhares de analfabetos por quem Sócrates orgulhosamente distribui diplomas circenses, ano após ano.
Não.
Falo do artigo do i de hoje:
Professores avisam que novo modelo arruinou a cooperação entre colegas e pedem ao ministério para rever o sistema
A competição entrou nas escolas.
Os professores brigam para conseguirem subir na carreira. Colegas avaliam colegas a competir pela mesma vaga. Quem dá aulas de História avalia quem dá aulas de Filosofia. Licenciados em Inglês avaliam licenciados em Francês. Directores com formação em Matemática ou em Biologia obrigados a avaliar coordenadores de Geografia, de Português e quem mais tiver de ser. Avaliadores submersos em fichas de avaliação, relatórios de auto-avaliação, aulas assistidas, reuniões ou entrevistas com os que se candidatam às notas mais altas - Muito Bom e Excelente.
Avaliados ressentidos e avaliadores atormentados.
Para quem pensava que a avaliação dos docentes é uma questão que ficou arrumada há um ano quando os sindicatos e a ministra Isabel Alçada assinaram um memorando de entendimento, o engano não podia ser maior. A seis meses de terminar o ciclo avaliativo, há cada vez mais professores a recusar o novo modelo. Há cada vez mais manifestos, tomadas de posição, protestos colectivos que chegam ao Ministério da Educação ou às direcções dos agrupamentos escolares.
Na Escola Secundária de Barcelos, o processo está suspenso e só será retomado depois de todas as dúvidas serem esclarecidas em despachos, circulares ou ofícios. Tanto faz. Desde que as confusões acabem. No Agrupamento de Escolas do Atlântico, em Viana do Castelo, os professores pedem ao ministério para voltar a dialogar sobre um modelo que já provocou um "clima de competição desgovernada". Esse mesmo "clima de competição desenfreada" que acabou com "quaisquer valores de partilha" ou de cooperação entre colegas, avisam os professores do departamento do 1.o ciclo do Agrupamento de Escolas de Gondifelos, em Famalicão.
A tomada de posição na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, surgiu porque o novo modelo "permite subjectividade e a arbitrariedade". Na Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, 95 num total de 96 professores concluíram que o modelo é excessivamente complexo, burocrático e, por isso, exigem com urgência uma "discussão séria e alargada" sobre o actual sistema.
Causas individuais Há tomadas de posição colectiva e, depois, ainda há os professores que assumem causas por conta própria. Maria José Simas, professora de Inglês e de Alemão na Escola Secundária D. João II, em Setúbal, pediu ao Ministério da Educação para deixar de ser avaliadora dos colegas. Jaime Pinho, professor de História, está na mesma escola e fez o mesmo. José Carvalho, dá aulas de Educação Física na Secundária de São Pedro, em Vila Real, e também pediu a escusa do cargo de relator (avaliador). Aguardam uma resposta mas, entretanto, desistiram de competir pelas classificações mais elevadas. Vão ter de esperar mais quatro anos para voltarem a ter nova oportunidade de subir na carreira. É o custo que dizem não se importar de pagar. Preferem isso a perder o "brio na profissão", a "sanidade" ou o tempo que dizem não estar a ser usado para preparar as aulas.
José Carvalho não teve formação específica para ser avaliador e está convencido de que a sua licenciatura serve apenas para avaliar os seus alunos. "Não me sinto com competência para dizer que um professor é melhor do que o outro só porque estou há mais anos nesta profissão." A antiguidade é um posto neste modelo de avaliação e foi esse o critério para ser nomeado docente-relator. Mesmo que os colegas, embora mais novos, tenham qualificações superiores: "Teria de avaliar pessoas com mestrados e com doutoramentos, formação que não tenho."
E nem tem tempo, avisa o professor de Educação Física. Uma hora por semana é o período que lhe foi imposto para avaliar três colegas. Gasta mais do que isso. São dezenas de fichas de avaliação para preencher, relatórios para apreciar, entrevistas com os avaliadores, reuniões com júris "vão muito além dos 60 minutos por semana". E tudo o resto fica comprometido: "Preparar aulas, desenvolver actividades com os alunos, participar em reuniões de planeamento são algumas tarefas que ficam incompletas ou são feitas a correr."
Maria José Simas usa os mesmos argumentos para recusar avaliar os colegas: "Apesar de ter sido formadora e orientadora de estágios de professores em início de carreira, não consigo fazer o mesmo para os que estão ao mesmo nível que eu ou acima." E como avaliar um colega, assistindo a duas ou três aulas por ano? É a pergunta sem resposta de uma boa parte dos professores. Quem quer ter notas de mérito ou transitar para o 5.o ou 7.o escalão tem de pedir aos outros professores para assistirem às suas aulas - duas no mínimo ou três no máximo terão de ser suficientes para os avaliadores concluírem que as aulas do avaliado são científica e pedagogicamente adequadas.
O avaliador ainda tem de apreciar relatórios de auto-avaliação e preencher fichas com dezenas de páginas e dezenas de "indicadores" que se multiplicam por "domínios", subdividem-se em "níveis" ou se reproduzem em "dimensões", em conceitos ou em temas associados. "O grande problema são os critérios subjectivos que não sei aplicar", reconhece Maria José Simas. Quantificar a contribuição do avaliado para o sucesso escolar ou determinar o seu maior ou menor envolvimento com a comunidade educativa são alguns exemplos: "Não tenho dados estatísticos ou sociológicos para concluir que um professor está mais envolvido do que outro na comunidade escolar nem sequer descobrir qual deles contribuiu mais ou menos para reduzir o insucesso ou absentismo."
Ter de competir com os colegas foi a gota de água: "Na minha escola, somos 120 professores e todos queremos as mesmas cinco ou seis vagas." Ou menos, não se sabe, já que o ministério terá ainda de definir a quota-parte a que cada escola ou agrupamento tem direito. Por tudo isso, e ainda para "não perder a sanidade", a professora de Inglês saiu a meio do jogo. E voltou a ter tempo para se dedicar às aulas.
Porque é disso que se trata, esclarece Jaime Pinho: "O modelo colocou-me num dilema." Ou escolhe os seus 170 alunos ou entrega-se a "um monstro burocrático insaciável." Pondo as coisas nesse patamar, é fácil optar: "Desisti de tentar ser um Excelente ou Muito Bom professor." A partir de agora e, durante os próximos quatro anos, terá de se contentar em ser apenas um Bom professor.
Quando vejo esta espantosa organização de pais que, por todo o país, levam os seus filhos para manifestações contra o novo regime de financiamento das escolas privadas com protocolo público não posso deixar de reconhecer que aquilo não cheira a genuíno.
1º - Ninguém acredita que os pais fiquem tão chocados com os cortes nos financiamentos das escolas. Os pais, na sua esmagadora maioria, não querem saber disso para nada. Querem é descarregar lá os filhos de manhã e ir buscá-los o mais tarde possível. E que os filhos passem de ano, quer saibam alguma coisa quer não.
2º - Os pais, agora tão preocupados com o modelo de financiamento das escolas, provam durante todo o percurso escolar dos seus filhos que não se preocupam da mesma forma com a qualidade do ensino que se ministra nas escolas. Públicas e privadas.
Nunca vi, em lado nenhum, grupos de pais a manifestarem-se contra o facto de os seus filhos, a certas disciplinas, passarem o ano inteiro sem aprender praticamente nada. E passarem semanas em actividades extracurriculares como feiras e festas e dias de... e depois acabam o 9º ano sem saberem ler e menos escrever.
Nunca vi, mas esperava ver, porque APRENDER é a razão que leva os miúdos à escola. Uma escola não é um armazém nem um parque de estacionamento de crianças.
3º - Nem sequer vejo professores manifestarem-se contra o seu próprio corte salarial. Deixam-se empobrecer e encolhem os ombros.
4º - As crianças também não devem ter essa como a maior preocupação das suas vidas.
Assim sendo, quem está por detrás de toda esta máquina organizada?
Só podem ser aqueles que se sentem mais prejudicados com os cortes anunciados.
Que, por incrivel que pareça, não são os professores, e por isso muito menos crianças ou pais e que, curiosamente também, nunca aparecem nem dão a cara. Empurram os outros para a frente.
A manif de Seia, aquando da vinda de Cavaco, impressionou-me.
A mancha negra das mangas plásticas, novinhas em folha, com as letras gigantes SOS muito bem recortadas, revela um trabalho aturado de muitas horas.
Em S. Romão, na visita de Alegre, quase o mesmo.
Na televisão vê-se o mesmo modelo em todo o lado. Tudo muito bem uniformizado e orquestrado.
As crianças estão, de facto, a ser manipuladas para que apareçam frente às câmaras da TV empunhando tarjas e cartazes que alguém lhes mete nas mãos.
Mas essa é uma estratégia palonça, porque 90% de quem vê nem sequer percebe o que está em jogo. E os outros 10% percebem a mentira que está por detrás destas manifestações.
É negativo, em resumo.
Todos os que não forem estúpidos percebem que aquilo é o protesto veemente de alguém que se está a sentir muito lesado.
E que esses lesados não são pais nem alunos, que nem sequer percebem os montantes que estão em jogo e menos a sua aplicação prática.
Estes pais e estes alunos estão, portanto, a ser usados como peões tontos numa guerra cujo alcance ou implicações não compreendem.
O irónico é que estes pais subitamente revoltosos ou são todos comunistas ou votaram maioritariamente em Cavaco (promulgou a lei) ou em Sócrates (autor da lei). Fatalmente.
Porque até o PC e a FENPROF reprovam estas manifs em que se misturam crianças com caixões.
E aqui chego ao pior: misturar crianças - que são o princípio e a Força da Vida - com a morte, que é o seu fim, é de um mau gosto inqualificável.
O governo, utilizando as técnicas do costume, começou por revelar um "estudo" no sentido contrário ao da OCDE, que diz basicamente que os alunos não sabem ler.
É verdade. Ando a dizê-lo há anos e disse-o em directo à anterior ministra da Educação.
Mas não se pense que este alerta não tem algo na manga.
Ele serve basicamente para preparar o terreno - sob pretexto de os alunos fixarem melhor o que aprendem nas aulas do que o que aquilo que "estudam" em casa (como se 99% dos alunos do básico estudasse alguma coisa em casa!!!...) - para aumentar a carga horária aos professores.
Fala-se que ela subirá já para 29 horas, mas também isso faz parte sempre da mesma estratégia.
Põe-se a correr que sobe para 29 horas para depois subir menos.
É sempre a mesma porcaria e o mesmo insulto à inteligência dos tugas que nunca aprendem, de facto, coisa nenhuma e bem merecem que Sócrates os insulte repetidamente. Nem precisa arranjar novos contos do vigário. Serve sempre o mesmo, para este povão distraído.
Eu não vou nisso. Comigo essas manobras repetidas há 6 anos não pegam.
Por isso aqui estou a denunciá-las.
Os pobres "professorecos", como lhes chamava a Maria de Lurdes, vão ficar assustadíssimos na primeira semana de Janeiro. Mas depois, quando perceberem que afinal vão ficar mais tempo nas escolas mas não tanto como se anuncia, ficarão agradecidos.
Eh eh eh! Eu antes ficava estupefacto com a "distracção" revelada nas mesmas reacções repetidas e previsíveis dos professores de norte a sul do país.
Agora só me dá para rir...
Bem sei que já vão dizer que isto são meia dúzia de estudantes e que não são representativos de um todo...
Mas eu sei que são!!!
Exceptuando os bons alunos, com médias de 15 para cima, o resto da maralha é exactamente isto...

A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar.
Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar?
Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira?
Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores!
Está-se a levar a juventude para um beco sem saída.
Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A luta contra o esmagamento da Inteligência
A luta contra o obscurantismo e contra a mediocridade que assola as nossas instituições é um trabalho àrduo que não compensa a nenhum nível.
Excepto relativamente ao único que interessa: o de repor a Inteligência e a lógica nos sistemas de onde elas andam arredias; e de se banir a imbecilidade instalada.
Uma Escola deve ser um local de transmissão de conhecimento, uma fábrica de inteligência.
Mas muitas das escolas portuguesas - e sobretudo as do interior profundo - dedicam-se a fazer precisamente o contrário. A esmagar alguma réstea de criatividade pessoal que exista. A transformar alunos regulares - e até muitos acima da média - em gente acrítica, amorfa à qual é paulatinamente retirada toda e qualquer vestigem de livre-arbítrio, de espírito crítico, de liberdade de raciocínio. Numa palavra repetida: de Inteligência.
Escolas são "fábricas de burros"
Medina Carreira acusa as escolas públicas de se terem constituido em "fábricas de burros" porque não aproveitam nada do que de criativo está latente no intelecto das crianças. Pelo contrário. Toda a evidência de rasgo individual ou é imediatamente banida ou conformada num caldeirão gigante de massa informe e incaracterística a que se chama: o "percurso escolar".
Sem pretender elaborar sobre teoria curricular devo, no entanto, chamar a atenção dos meus leitores para o facto de há anos se ter descoberto que há alunos que estão naturalmente mais vocacionados para uma área de ensino profissionalizante em detrimento da componente teórico-científica. E por isso se criaram (alegadamente...) cursos técnicos, técnico-profissionais e ultimamente os cursos de Educação e Formação - os já célebres CEFs.
Pensados para serem ministrados nos centros de Emprego e Formação Profissional, que para isso foram dotados de equipamentos e de orçamento próprio, depois em Escolas Profissionais, ultimamente têm proliferado também nas Escolas regulares. Que não estão equipadas com coisa nenhuma.
E por uma série de razões mas entre as quais se destaca o orçamento suplementar que lhes vem associado e o preenchimento de horários de professores que, de outro modo, não teriam ali colocação.
Pragmaticamente, como acontece em quase todas as áreas neste desgraçado país, a filosofia que subjaz à criação de cursos ou à implementação de projectos, por mais respeitável e assertiva que tenha sido a sua intenção inicial, é rapidamente subvertida e "adaptada" para servir, no fundo, os interesses individuais ou de grupos de interventores e aplicadores do conceito no terreno.
É o que se passa com estes PCAs e CEFs.
Da inutilidade absoluta dos CEFs e dos PCAs
"Os professores fazem de conta que ensinam enquanto os alunos nem sequer fazem de conta que aprendem"
CEFs e PCAs não são mais do que guettos temporais de 2 ou 3 anos onde se armazenam crianças rebeldes que desistiram de aprender e às quais já ninguém perde tempo a tentar ensinar.
Uma mentira oficial que se destina apenas a combater a posição vergonhosa que Portugal assume no fundo da tabela do mundo civilizado no que se refere ao analfabetismo e à nossa escolaridade que ainda hoje é a mais baixa da europa.
Mas não ficamos por aqui.
Uma vez criados já mais ninguém quer saber da filosofia subjacente nem dos critérios que presidiram à sua criação. O que é preciso é que haja disso: CEFs e PCAs (percursos curriculares alternativos) à força toda.
Verdadeiras inutilidades pedagógico-científicas, acabam por representar apenas mais umas dezenas de horas nos horários de professores que, de outra forma, teriam que dar corda aos sapatos e procurar outras escolas.
Nesses cursos e turmas o objectivo, na prática, não é o de ensinar nem o de aprender. É o de socializar. E o de não reter os alunos seleccionados para estes cursos e turmas. Ou seja: o objectivo prático é passar os alunos todos e não chumbar nenhum, mesmo que eles nada façam.
O que, de facto, se tem cumprido rigorosamente.
Daí o peso absurdo de apenas 50% da componente científica e cognitiva na "avaliação" contínua. Nalguns casos até menos.
Portanto se o aluno entregar os testes em branco mas não se portar mal, já passou. Sabendo ZERO a todas as áreas!!!
E conseguiram oficializar esta vergonha internacional.
Quer dizer: os professores andam para ali a fazer de conta que ensinam enquanto os alunos nem sequer fazem de conta que aprendem, porque nada disso é realmente preciso.
E não é preciso porque toda a comunidade está informada boca-a-orelha que os CEFs e os PCA servem apenas para evitar que alunos já retidos várias vezes por inadaptação escolar continuem a reprovar.
E ponto final.
Portanto toda a filosofia subjacente à sua criação e implementação é reduzida a ZERO.
O professor entertainer e o professor palhaço
E quando toda a gente sabe, à partida, que ninguém chumba nestas turmas, o que está lá o professor a fazer?
Está a fazer figura de entertainer ou de palhaço. A organizar eventos recreativos, feiras, festas, exposições, viagens, mais festas, mais feiras mais exposições mais viagens e mais feiras.
E mais festas.
Pois eu não sou um palhaço. Se o fosse ia ganhar a vida para o circo em vez de a tentar ganhar na Escola.
E bem sei que a minha luta continuada de denuncia pública da mediocridade e até mesmo de situações que raiam a mais chocante estupidez nunca será bem vista por aqueles que se servem de todos os "pragmatismos" para se desenrascarem à boa maneira tuga.
Mas não é legítimo que se prejudiquem crianças e se comprometa gravemente o seu futuro, colocando-as em turmas onde nada aprendem, durante 2 e 3 anos, para se atingirem estatísticas falsas e simultaneamente para que se consiga que um professor ou um grupo de professores sejam colocados na escola X ou Y.
Isto é imoral e eticamente indefensável.
Um médico não deve prescrever medicamentos inapropriados para atingir objectivos comerciais. Um cirurgião não opera quem não necesite ser operado para atingir números e justificar o seu ordenado.
Nenhuma direcção de uma escola deve criar cursos ou turmas inúteis para conseguir estatisticas falsas ou manter postos de trabalho aos professores.
Muito menos transformar esses cursos e turmas em "prisões" temporais de 2 e 3 anos, onde a única coisa que passa é o tempo, para alunos que desistiram de aprender e a quem todos já desistiram de tentar ensinar
E o que se ganha com a denúncia pública?
Pouco, em termos sociais. Menos, em termos materiais. Nada em termos de popularidade. Mas acontece que eu - à revelia do que postula a doutrina telenovélica instituída - também não ando nesta vida para ganhar "amigos". Especialmente aqueles que se servem das fragilidades alheias para construirem o seu percurso de vida.
Desisti de vários desses "amigos" ao longo da minha vida e portanto não perco nada.
Mas ganho.
Ganho uma grande paz interior por não ter deixado mais uma aberração passar em claro.
Ganho em satisfação do dever cumprido por ter contribuído para que situações de gritante injustiça acabem por ser reavaliadas e muitas delas simplesmente banidas.
Ganho em consciência social por ter trabalhado, desde que me lembro da minha idade adulta, para que a verdade e as boas práticas sejam repostas.
E isso me basta.
Se os resultados aparecem, se as situações erradas são corrigidas, se a verdade é reposta, a minha missão está a ser cumprida.
Agora o "assunto"
Esta longa introdução é generalista, mas ela vem inspirada num caso recente de que tive conhecimento e que se passa numa escola do interior profundo.
Para quem não acredite no que os rankings claramente mostram - e mostram, ano após ano que, de uma maneira geral, as escolas do interior têm maus alunos ou maus professores (ou ambos), imagine o leitor um professor que se dedica a manipular as mentes frágeis de alguns alunos menos privilegiados intelectualmente, mentindo-lhes descaradamente sobre todos os assuntos que dizem respeito à sua vida escolar.
Sei que não é fácil entender, mas imagine-se, por exemplo, que o professor diz aos alunos que é "impossivel" mudarem de turma e de curso (CEF), mesmo no princípio do ano, no primeiro período.
E simultaneamente transfere, a seu bel-prazer, alunos de turmas regulares para essas mesmas turmas e cursos CEF.
Porquê e para quê? Porque entretanto alguns alunos vão abrindo os olhos, vão percebendo que ali não se aprende nada, vão percebendo que aqueles cursos servem para andar de taxi entre escolas, para se passar o tempo de uma forma descontraída, para se fumar umas cigarradas dentro e fora da escola e até para namorados ficarem na mesma turma (uma das razões apontadas). Tudo o que imaginar se possa, EXCEPTO para se aprender alguma coisinha.
E, por isso, alguns alunos mais avisados que não querem simplesmente ver passar o tempo de forma inútil nem vir a ser motivo de chacota dos seus futuros colegas, naturalmente vão desistindo e vão mudando para outras turmas.
Ora acontece que se os alunos desistem corre-se o risco de o CEF poder, simplesmente, vir a fechar.
Para estancar a sangria, recorre-se a tudo. E então há professores que têm a coragem de mentir descaradamente aos seus alunos dizendo-lhes toda a sorte de inverdades como a de que "a partir de agora já não pode desistir mais nenhum senão tem que mudar de escola"!!!
Como os alunos, apesar de intelectualmente limitados, ainda não estão no escalão de "Burros" - como Medina Carreira preconiza (mas para lá caminhariam a passos largos se não mudassem de curso) - é evidente que eles vão confirmar junto de outros professores se é verdade MESMO que não possam mudar de turma nesta altura do ano.
E é evidente que um professor que não seja um palhaço lhes dirá a verdade. Que podem, claro, livremente durante o primeiro trimestre. E até depois do primeiro período, se bem que aí o processo já obrigue a aprovação superior.
O professor-pinóquio, confrontado com a verdade plasmada na Lei de Bases do Sistema Educativo, reage mecanicamente instando os alunos a não ouvir o professor que lhes transmite a verdade inconveniente.
Ora isto é um procedimento INDIGNO de qualquer profissional do Ensino.
Um professor não deve MENTIR aos seus alunos. E menos ainda se essa mentira se destina a obter uma vantagem directa para si ou para outros.
Essa já não é uma mentira negligente. Já é uma mentira dolosa.
Como o tempo do obscurantismo e do fascismo já lá vai, e para que ninguém mais se confunda aqui ficam algumas desmistificações:
1º - Não é verdade que qualquer aluno seja obrigado a permanecer numa turma ou num Curso de Educação e Formação se ele, ou o seu encarregado de educação, o não pretender. Durante o primeiro trimestre a transferência para outra turma faz-se de forma célere e praticamente imediata.
2º - Não é verdade que um aluno, se quiser sair de uma turma de CEF para mudar para o ensino regular, tenha que mudar de escola.
3º - Não é moralmente defensável nem eticamente correcto que, a pretexto de um benefício pessoal de um professor ou de um grupo de professores - como foi claramente mencionado - se sacrifiquem crianças inserindo-as em turmas para as quais elas não estão minimamente vocacionadas e onde nada aprenderão.
4º - As crianças e os seus encarregados de educação devem DECIDIR livremente se pretendem ou não aderir a este tipo de cursos e nunca para eles devem ser "empurrados" muitas vezes aproveitando-se a falta de informação de alunos e pais, seja porque motivo for.
E de entre estes motivos AINDA MENOS a pretexto de um determinado curso poder vir a ser extinto.
5º - Não é moralmente defensável nem eticamente correcto que se esgrima, perante crianças desinformadas, o argumento de um subsidio de 80 euros por mês para as conseguir aliciar para um CEF.
Quando as coisas são feitas desta forma, é forçoso que se diga que algo está profundamente errado no ensino em Portugal.
Este caso, de que falo e veio a meu conhecimento, está perfeitamente identificado.
Mas outros há, pelo que se consta, do mesmo género por esse interior fora.
A replicação de turmas CEF e turmas PCA está a acontecer, por todo o país, por todos os motivos excepto aqueles para os quais esses cursos e turmas foram concebidos
Não é com mentiras e contra-informação que se devem formar turmas e se devem criar cursos em Portugal.
É com a verdade e com a transparência que ainda reside, felizmente, em muitas escolas dignas desse nome: as privadas.
E apenas em jeito de introdução...
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
Medina Carreira

A palavra “oportunidade” vem sendo demasiadamente prostituída, de há uns tempos para cá. Refiro-me sobretudo ao modo como é usada e aplicada nos cursos do programa “Novas Oportunidades”, com que lido diariamente e que sem excepção me deixam prostrada, no anseio, que me guia, de concretizar boas práticas profissionais.
O que parecem não perceber os vários responsáveis pela criação e pela organização das “oportunidades” é que esta é uma palavra selectiva: não chama toda a gente. Ora, pelo contrário, toda a gente é chamada às “Novas Oportunidades”, com o aceno luminoso de um salário mensal e de um diploma, ao fim de pouco mais de um ano de comparência à formação. Digo comparência, porque pouco mais é necessário. Passo a explanar alguns dos graves problemas que corrompem um projecto cujo ideal é bonito, mas estropiado pela sua implementação cega:
1. A selecção dos adultos (penso nos EFA e nos RVCC, mas os CEF também cabem aqui) é, geralmente, pouco criteriosa, juntando num mesmo grupo pessoas com níveis de formação assaz distintos, dificilmente conciliáveis. Além disso, a sua formação humana é bastas vezes precária e a disposição para o trabalho, habitualmente, nula. Há dias, houve quem, num arroubo de sabedoria, me aconselhasse a não levar aquilo “tão a sério” (por “aquilo”, referia-se ao cumprimento de horários).
2. Muitos deles estão ali porque foram coagidos pelo IEFP, tendo como única motivação o dinheiro que lhes cai na conta todos os meses, procurando todos os subsídios a que vagamente ouçam poder ter direito. Se conseguirem a certificação no final, é ouro sobre azul. Se a sala estiver equipada de computadores e o curso até for ligado à área tecnológica da informática, então vamos a transformar o espaço de formação num escritório pessoal, de que não podem ser dispensadas as redes sociais nem o MSN. Se o formador pedir trabalho pelo meio, terá de esperar por uma pausa nos contactos de monta que se estabelecem ali, mesmo por quem não conhecia os equipamentos informáticos, mas que depressa chega com deslumbramento ao maravilhoso mundo novo das tecnologias.
3. Os referenciais são abstrusos, incoerentes, irreais e ocos. Além da regular discrepância entre os conteúdos propostos e o tempo de duração do módulo (ora são em demasia para as horas previstas, ora as horas excedem em muito o necessário), os vários módulos repetem pontos uns dos outros, não se percebe uma linha sequencial de matérias nem de nível de dificuldade – e todos têm de ser adaptados aos chamados “temas de vida” e “actividades integradoras”, que limitam confrangedoramente o trabalho de formação.
4. O conceito-chave de “competência”, que norteia todo o programa, está orientado para práticas profissionais, sociais e pessoais que não contemplam a cultura nem o conhecimento – a base sólida de toda a formação.
5. Se existem adultos que não correspondem aos objectivos dos módulos, se não se esforçam nem apresentam trabalho, não podemos pensar numa “não validação”, porque, como me disseram recentemente numa reunião, “não é suposto haver não validações”. Se o formando ultrapassa o limite mínimo de faltas que podia dar, é convidado a assinar algumas horas, na tentativa de que se salve ou permaneça um tempo mais no curso, de modo a não prejudicar as entidades formativas, que são avaliadas em função do número de validações atribuídas e da quantidade de burocracia que fazem nascer. Invariavelmente, são os próprios formandos que acabam por desistir – uns porque percebem que não podem ficar ali sentados sem fazer nada; outros porque depressa detectam o calibre de alguns dos colegas de grupo e não estão para aturar delinquentes.
6. A avaliação dos adultos é feita bastante em função de “reflexões” que têm de redigir com regularidade, juntamente com documentos de “auto-avaliação” – quando poucos têm bases para realizar semelhante exercício ou se interessarem sequer por ele. A lei do menor esforço impera, e é corrente a confissão de “não senti dificuldades”, que isenta o indivíduo de desenvolver o pensamento. Ademais, quase ninguém sabe pensar nem escrever, e o que custa é sabiamente evitado.
7. Nos módulos de Linguagem e Comunicação/CLC, a colaboração nas actividades integradoras resume-se a um “redigir textos”, que, na maior parte dos casos, acaba às costas do formador: as lacunas de expressão e de correcção escrita são tais que é necessário reescrever os textos (ou linhas) entregues pelos formandos, de modo a que se tornem apresentáveis ao exterior.
8. Muitos adultos com o 6.º ano chegam a obter, num período de poucos meses, o diploma do 12.º ano, contando a sua história de vida e fazendo pesquisas na Internet. Raros são os chumbados, findo este percurso, justificando-se, muitas vezes, a certificação, pelos psicólogos e engenheiros envolvidos na avaliação, com o sentimento de “valorização pessoal” que daí advém para os “adultos”.
9. Os formadores são tratados como peças num jogo de xadrez: têm de se desdobrar para chegar a todo o lado e inventar disponibilidade para quem, em muitos casos, não a valoriza. Em múltiplas entidades, não sabemos quando vamos receber, o que frequentemente acontece com um atraso de 4 e 5 meses para com o período de trabalho realizado – porque os subsídios do Estado não chegam e as entidades que gerem vários cursos não têm meios para adiantar pagamentos. Algumas, que o têm, não sentem essa preocupação. Em todos os casos, a prioridade é o pagamento aos ditos “adultos” que, se não recebem no final do mês, boicotam a formação.
10. Os formandos têm sempre razão.
Estas são apenas algumas das dificuldades com que o profissional de educação/formação se vê a braços, se quiser trabalhar e ainda não tiver lugar nas escolas públicas – ou se simplesmente escolher outros percursos de trabalho. Salvaguardo as excepções que existem para todo o panorama descrito, tão mais dignas de menção quanto é negro o quadro com que contrastam – quer entre os formandos, quer entre as entidades formativas.
Em todo o caso, a situação é inegavelmente preocupante, fazendo-nos cúmplices da proliferação, no nosso país, de uma estufa de párias, que não sabem dar valor à aprendizagem e se iludem quanto às suas “competências”, com a subscrição do Estado e uma palmadinha nas costas.
Ainda assim, não deixo de sonhar com o dia em que a palavra “oportunidade” seja limpa e volte a brilhar. Trabalho para isso a cada minuto.
(Autor com reserva de identidade para que possa preservar o seu ganha-pão)
E vêm estes palhaços dizer isto ao povo (também ele analfabeto, claro).
Há colegas meus que acham isso natural, porque no norte tambem é assim.
Eu recordo que em 1970 todos tínhamos que fazer, pelo menos, 6 anos de escolaridade.
Como é que, em 2010 - 100 anos depois da implantação da República - 90% dos pais dos alunos das escolas básicas do interior, com menos de 40 anos SÓ TÊM a quarta classe???

Nisto, a República é muito eficaz: a mentir e a estupidificar o povão.
O objectivo de qualquer sistema de ensino é que todos aprendam.
Mas em todos os sistemas há os que falham.
A quantidade dos que falham é consequência de uma gama enorme de variáveis.
Umas podem ser intervencionadas directamente pela escola e pelos professores.
Outras não. Dependem dos próprios alunos. Das famílias. Da cultura vigente.
Da consciência cívica dominante. Da qualidade dos sistemas políticos, da competência dos que mandam, da natureza das escolhas que são feitas e das prioridades que se estabelecem.
Os métodos pedagógicos variam. Mas nenhum sistema sério diploma a ignorância como tem sido feito pelos dois últimos governos de Portugal.
http://educar.files.wordpress.com/2010/08/scastilho4ago10.jpg
Quando exprime certezas, erra grosseiramente. Quando responde,
afunda-se em equívocos. Quando analisa, não vê os factos. Catita no
vestir e no pentear, eis Isabel, leve no pensar, ministra da Educação
e fantasista por compulsão.
A vacuidade e a imprecisão continuada do discurso, primeiro em
entrevista ao Expresso de 31 de Julho, depois a vários canais
televisivos para emendar a proposta de banir os chumbos, obriga ao
exercício penoso de contraditar e esclarecer. Não cabendo tudo,
escolho o mais danoso. O Expresso perguntou: pondera então alterar as
regras de avaliação durante o seu mandato? A ministra respondeu:
pondero. O Expresso insistiu: e está disposta a lançar esse debate
para acabar com os chumbos? A ministra respondeu: sem dúvida. O
Expresso considerou: muitos dificilmente concordarão com o fim da
retenção. A ministra respondeu: por uma questão de tradição. Quando se
deu conta da leviandade da proposta e de que muitos não concordavam, a
ministra veio às televisões dar o dito por não dito, socorrendo-se dos
países do norte da Europa, cuja realidade ignora.
O objectivo de qualquer sistema de ensino é que todos aprendam. Mas em
todos os sistemas há os que falham. A quantidade dos que falham é
consequência de uma gama enorme de variáveis. Umas podem ser
intervencionadas directamente pela escola e pelos professores. Outras
não. Dependem dos próprios alunos. Das famílias. Da cultura vigente.
Da consciência cívica dominante. Da qualidade dos sistemas políticos,
da competência dos que mandam, da natureza das escolhas que são feitas
e das prioridades que se estabelecem. Os métodos pedagógicos variam.
Mas nenhum sistema sério diploma a ignorância como tem sido feito
pelos dois últimos governos de Portugal. Esta é a questão e este é o
conceito do tradicional chumbo: enquanto um cidadão não sabe o que
está estipulado, o Estado sério não diz que ele sabe. E assim postas
as coisas, obviamente que há chumbos nos países do norte da Europa.
Invoco, por todos, o caso da Noruega e socorro-me da publicação
oficial "Facts About Education in Norway, 2010". Na página 11
verifica-se que só 56 por cento dos alunos do secundário completaram o
respectivo ciclo de estudos no tempo previsto. Houve 27 por cento de
abandonos ou chumbos, 12 por cento que necessitaram de mais tempo e 6
por cento que ainda o tentavam concluir no momento da recolha dos
dados (27+12+6 dá 45 e não 44, mas o erro é da própria publicação
citada). Não se chumba lá? Nas páginas 22 e 23 estão as tabelas da
relação do número de alunos para cada professor: 4 no pré-escolar, 12
no básico, 8,5 no secundário e 11,9 no superior. Ora a nossa ministra
da Educação disse ao Expresso que turmas de 15 e menos alunos
apresentam baixas taxas de sucesso, quando ela sabe bem que essas são
turmas com os alunos mais problemáticos do nosso sistema e só por
isso, que não pela dimensão, registam baixos índices de
aproveitamento.
Foi séria tal referência? Na página 8 da publicação que cito,
verificamos que mais de 40 por cento das escolas básicas da Noruega
são de reduzida dimensão, tendo crianças de idades e níveis diferentes
a serem leccionadas na mesma sala (escândalo, paradigma de outro
século, segundo os cânones de Isabel Alçada). Se formos à Suécia, a
situação é análoga. Os países do norte fazem o contrário do que aqui
acaba de ser imposto. Como comentaria a ministra se a tivessem
confrontado com a realidade que ignora ou manipula?
Referindo-se às competências que os alunos devem adquirir no ensino
básico, a ministra teve o topete de dizer ao Expresso que "nem existe
documento que as defina". Grosseira mentira. Existe e sobre ele
correram rios de tinta.
Isabel Alçada distorceu os factos quando falou de Inglaterra, onde o
insucesso escolar está na ordem do dia. Basta só ver o número dos que
não obtêm o certificado que lhes abre as portas das universidades.
Isabel Alçada não faz a mínima ideia do que se passa na Finlândia ou
finge que não sabe, o que é pior. Mais de um quarto dos alunos do
sistema tem apoios complementares e 8,5 por cento são objecto de
educação especial, segundo uma tipologia rigorosa que aqui foi banida.
Todo o ensino é totalmente gratuito e a profissão de professor é das
mais prestigiadas.
Os normativos duram décadas. O direito ao ensino obrigatório pode ser
revogado se os alunos não cumprirem as regras. Um comité aprecia as
infracções e pode determinar soluções alternativas. Esta é uma questão
tabu que não se discute entre nós, por complexos políticos. Boa parte
dos alunos que não aprende nem deixa aprender não quer estar na
escola. As famílias desses alunos pensam e agem como eles. Faltam,
agridem, perturbam e nada acontece. Realidade bem diferente da dos
países do norte da Europa, onde a fortíssima consciência e cultura
cívicas impedem situação semelhante.
Termino com números, colhidos das estatísticas oficiais da OCDE e
relativos a 2006, expressos em dólares americanos. Portugal gastou com
cada aluno do básico, secundário e superior, por ano, respectivamente,
5908, 7052 e 9724. Pela mesma ordem, eis os gastos dos nórdicos.
Finlândia: 7570, 6585 e 12845. Noruega: 9781, 12559 e 16235.
Dinamarca: 8854, 10400 e 15391. Suécia: 8032, 8610 e 16991. Se
atendermos ainda a que desde 2005 as nossas despesas com a educação
diminuíram sempre e fortemente, o contraste diz o que Isabel Alçada
escondeu.
http://educar.files.wordpress.com/2010/08/scastilho4ago10.jpg
Mas alguém tinha que dizer à senhora que nem todos os alunos portugueses estão num infantário.
Alguns têm mais do que 6 anos de idade...
Aqui, a mensagem comentada pela Sic.
E a bendita mensagem na integra...
Agora veja-se a qualidade da comunicação do ministro da educação de França.
A categoria, a inteligência, a forma como se dirige ao povo francês.
Por aqui temos o que parece ser uma educadora de infância a dirigir-se incorrectamente a miúdos de 6 anos.
Em França o ministro fala normalmente ao povo. Um povo que não é analfabeto nem estúpido e por isso não admite ser tratado como tal.
Parabéns à França por ter um Presidente e um ministro da educação desta qualidade.
Aos tugas desejo o mesmo de sempre: que estudem e se cultivem para poderem adquirir algum espírito crítico e para não passarem mais vergonhas aos olhos dos nossos vizinhos europeus nem por esse mundo fora.
Rentrée 2010 : message vidéo de Luc Chatel
Carregado por Education_nationale. - College experience videos.
Tomás Bacelos, de 23 anos, é considerado o «melhor» aluno do país a entrar este ano na faculdade. A nota de entrada não deixa margem para dúvidas - 20 valores - , mas o caso torna-se particular pelo facto deste jovem não ter terminado o 12.º ano da forma habitual, mas sim através das Novas Oportunidades.
A história é revelada este sábado pelo Expresso e começa como a de muitos jovens. Tomás começou a ter dificuldades em terminar o ensino secundário. Por muito que tentasse não conseguia fazer a disciplina de matemática e os vários chumbos fizeram com que desistisse da escola sem acabar o liceu.
No ano passado, conseguiu arranjar uma solução. Inscreveu-se num Centro de Novas Oportunidades em Esposende, frequentou os módulos de Saberes Fundamentais e Gestão e conseguiu a equivalência ao 12.º ano.
Agora entrou na Universidade de Aveiro, no curso de Tradução, e, de acordo com as listas do Ministério do Ensino Superior, é o aluno com a nota mais elevada de entrada.
Os 20 valores que colocam Tomás no topo da lista das melhores notas de entrada na faculdade não têm em conta as notas do secundário, que Tomás não terminou. Foram a nota que teve no exame nacional de inglês, a prova específica para entrar no curso de Tradução.
De acordo com a lei, os alunos que concluíram o secundário através de vias que não prevêem a atribuição de notas (o que acontece nos cursos do programa Novas Oportunidades) e que querem aceder à Universidade concorrem apenas com as classificações que obtêm nos exames nacionais exigidos como provas de ingresso no curso que querem. A nota que obtiverem nas provas de ingresso vale como nota de conclusão do secundário.
A situação é, por isso, permitida por lei. Mas Tomás sente que beneficiou de uma injustiça. «Para mim, foi óptimo, Mas é claro que é bastante injusto porque os outros passam anos a esforçar-se para terem boas médias.
Com o Novas Oportunidades, uma pessoa que só tem o 7.º ano pode fazer o 9.º em seis meses e a seguir, em ano e meio, consegue tirar o 12.º. Se tiver sorte, pode passar à frente [no acesso à universidade] e tirar o lugar às pessoas que fizeram esse esforço.
Conheço quem tenha entrado assim no ensino superior», admite Tomás em declarações ao Expresso.
"O Pipol e a Escola"
(Texto retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa,
realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola das Caldas da
Rainha)
REDAXÃO
'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver
q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente
motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas
q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os
jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a
sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é
q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é
livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar
um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Mas esta ministra deve andar muito distraída...
Porque chumbos, nas escolas básicas, já só os há residualmente.
Quem não leva um papel e um lápis para as aulas, não faz um único teste - nem sequer os lê - não faz absolutamente nada durante todo o ano, acaba quase sempre por passar.
Quando os professores os não passam, passa-os o "conselho pedagógico" - maravilhoso órgão com um ainda mais maravilhoso nome, que invariavelmente trata de tudo menos de pedagogia.
Mas afinal quem é que chumba hoje em dia?
Só pode ser distracção, mesmo...
De qualquer modo aplaude-se a falta de hipocrisia da ministra.
Diz logo ao que vem. Sem rodeios.
Passa tudo. Mesmo aqueles que não vão às aulas, não fazem testes nem exames.
Ok.
Menos uma chatice para os professores...
Mas espera lá: se assim for também não são precisos professores, pois não?
E também não são necessários serviços administrativos nem directores nas escolas.
Bastam os auxiliares de acção educativa para andarem atrás dos meninos nos corredores. E o chefe desses funcionários para distribuir o serviço, ou seja: destinar qual o funcionário que vai atrás de cada jovem (deixa de fazer sentido a denominação "aluno") para o impedir de destruir os equipamentos.
Os pais, de manhã, mandam os alunos para os autocarros que os conduzem aos armazéns de crianças - a que chamam escolas - e os mesmos transportes devolvem-nos às suas casas no fim do dia.
Assim se actualiza o sistema ensino - aprendizagem, que deveria porventura passar a denominar-se sistema de entrega e recolha de jovens
Diz-se que é cópia do sistema dos países ricos do norte...
"Mais velho que a guerra do 25 de Abril!"
Mas uma criança escandinava sabe mais - tem um património cultural, artístico e científico com 13 anos de idade - que a média os alunos portugueses quando entram para as Universidades.
Aqui, os alunos finalistas dos cursos das escolas profissionais desdenham dos telemóveis dos colegas porque "são mais velhos que a guerra do 25 de Abril"!
O que querem fazer a um país destes?
Sempre a copiar - e mal - o que os outros fazem naturalmente bem.
Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos
Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática
22.06.2010 - 07:41 Por Romana Borja-Santos
Um meio mais um meio? 27 % dos alunos do Técnico falharam.
Professores alertam que as lacunas que os "caloiros" trazem afectam as licenciaturas. E temem não recuperá-los.
Saber a tabuada de cor, resolver uma equação, fazer contas com parêntesis, calcular uma raiz quadrada à mão, somar fracções ou multiplicar potências são algumas das difi culdades que os estudantes têm a Matemática. No ensino básico ou no ensino secundário? Em ambos, mas não só.
Estamos a falar de um problema que afecta cada vez mais os "caloiros" nas universidades.
O PÚBLICO ouviu vários professores universitários portugueses que leccionam cadeiras onde "o bicho-de-sete-cabeças" é central. Confrontam-se, diariamente, com alunos "sem hábitos de trabalho e sem espírito de sacrifício". E temem os efeitos desta "cultura de facilitismo".
Contudo, o problema já não é só de conhecimento.
Traduz-se no comportamento. Numa aula os alunos não devem colocar os pés na cadeira da frente nem ter bonés. Devem evitar sair durante a aula e é costume colocar o dedo no ar quando querem falar.
O uso de telemóveis está proibido. É importante manter um ambiente de trabalho.
É desta forma que os semestres começam nas faculdades, com uma explicação das regras básicas de funcionamento de uma aula - e que têm de ser
lembradas ao longo do ano. "Tenho conseguido ser a autoridade dentro da sala mas perco tempo a explicar normas simples e coisas que nem sabem
que não devem fazer", conta Ana Rute Domingos, professora do departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade Lisboa. Com
42 anos e a dar aulas desde 1993, maioritariamente de Cálculo em cursos como Engenharia do Ambiente, Biologia, Física ou Bioquímica, nota que "houve uma grande perda na aplicação de conceitos básicos a novas situações".
Uma opinião corroborada por Paulo de Carvalho, que lecciona Teoria da Informação e Computação Gráfi ca na licenciatura em Engenharia
Informática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. "Classifi co-os como uma geração wikipedia: satisfazem-se muito
facilmente com conhecimentos superfi ciais", explica o docente de 42 anos, a dar aulas há 19 anos. "Há ausência de consolidação de conceitos e
os alunos estão viciados no uso da calculadora." Ana Isabel Filipe, do departamento de Matemática e Aplicações da Escola de Ciências Universidade
do Minho, que tem dado cadeiras de Álgebra Linear, Análise Matemática e Cálculo em cursos na área das engenharias, faz uma radiografi a: "Os
alunos estão dentro de cursos que não gostam.
Procuram um curso com empregabilidade e ocupam a vaga de quem até tinha uma nota menor mas tinha
gosto. Estão todos fora do sítio", explica a professora de 55 anos que dá aulas desde 1978. O Instituto Superior Técnico, da Universidade
Técnica de Lisboa, não é excepção. Luísa Ribeiro, docente do departamento de Matemática que tem leccionado cadeiras como Cálculo Diferencial e
Integral em várias engenharias, admite que os alunos mudaram. Fizeram há dois anos uma prova de aferição para perceberem as suas difi culdades.
Uma das perguntas - que servia para "aquecer" - era quanto é um meio mais um meio e a resposta era de escolha múltipla. Cerca de 27 por cento
falhou. Em jeito de ironia Luísa Ribeiro, de 53 anos, assume que chegam "infantilizados", o que não estranha tendo em conta que "até a idade
pediátrica foi alargada até aos 18 anos". "Em algum lado têm de começar a ser responsáveis. Têm uma preparação de uma pessoa de início de
secundário ou pior. São ensinados a não pensar e isso em Matemática é desastroso. Foram treinados como um cãozinho para um exame", diz Luísa
Ribeiro. Na área das Ciências Sociais e Humanas, apesar de a Matemática não ser central, os professores também sentem as diferenças. Oliveira
Martins tem leccionado cadeiras de Economia e Métodos Quantitativos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Aos 43 anos e a dar aulas desde 1997 afi rma que "há menos maturidade". Para o docente do departamento de Ciências da Comunicação os alunos
sabem que "há menos probabilidades de conseguirem emprego e não percebem porque é que se devem esforçar". "Sinto-me um professor de liceu quando o que sempre me atraiu na faculdade foi ensinar e
aprender com eles. Perco metade da energia a estabilizar a turma e muito tempo a explicar conceitos como a média, a moda ou o desvio padrão em Métodos Quantitativos ou o conceito de infl
ação e de PIB ou como calcular taxas de crescimento em Economia." Para estes docentes um dos "culpados" é o (ab)uso da calculadora.
"Explico- lhes que não é nenhum oráculo e que a Matemática é simples mas exige trabalho. É preciso treinar o raciocínio abstracto e a verdade é que já nem sabem somar fracções, multiplicar potências...", prossegue Luísa Ribeiro, que critica o facto de "tudo se fazer para ter estatísticas de sucesso sem nunca definir o que é sucesso".
Ana Rute Domingos também sublinha que ao disseminar-se a ideia de que o ensino tem de ser muito divertido esqueceu-se a importância, por exemplo, da memorização. "Tenho muitos alunos que não sabem a tabuada e que ainda contam pelos dedos ou que nem sabem a fórmula resolvente."
Para colmatar estas falhas, desde 2007 que a docente e a sua faculdade organizam, antes no início do novo ano lectivo, um curso de Matemática para quem quer entrar em licenciaturas onde esta é central. Têm a oportunidade de utilizar uma forma mais lúdica para demonstrar que "a Matemática está em tudo o que fazemos no dia-a-dia". Ressalva, no entanto, que os alunos de hoje não são menos inteligentes, "não se trabalha é o que têm". Um factor que Paulo de Carvalho também não coloca em causa. "Os alunos são igualmente inteligentes. A formação é que é o problema. Na década de 1990 instalou-se a ideia romântica de que a aprendizagem tem de dar prazer e isso não é uma verdade absoluta. Vivemos um problema de inteligência pública", defende. "Na entrada na universidade passou a privilegiar-se a nota em vez do saber.
Na Matemática não pode haver facilitismo.
A Matemática exige treino com lápis e papel", acrescenta Ana Isabel Filipe. "As pessoas são inteligentes mas acomodam-se. Se é para resolver apenas os problemas postos pelos outros não é preciso ser-se engenheiro", completa Luísa Ribeiro. "Criou-se a ideia de que a aprendizagem não é dolorosa. Há um culto do facilitismo e de desvalorizar o conhecimento que se acentuou com os cursos de três anos", conclui Oliveira Martins.
Num país caótico como este e a um pequeno passo da total destruição económica, se atitudes como estas se repetissem todos os dias o ensino paradoxalmente melhoraria. E muito.
Explico:
Ao perceberem que, apesar de roubados nos vencimentos e nas reformas, congelados e recongelados e maltratados pelo governo os professores ainda por cima podem agora ser facilmente sovados a qualquer momento com o beneplácito do estado, por certo a classe pararia para pensar no seu futuro e no que anda aqui a fazer.
Já que os professores não se unem nunca, nem sequer para lutar pelos seus direitos mínimos talvez se unissem desta forma para lutar pela sua integridade física, ou quiçá pela vida.
Espero, pois, que mais dramas como este venham ao conhecimento da sociedade entorpecida e duma classe absolutamente desmoralizada e demitida dos seus direitos e que as agressões não se fiquem apenas pelos desgraçados dos professores que apenas tentam cumprir com a sua obrigação cívica e profissional.
É a classe política quem merece ser sovada repetidamente pois foi ela quem nos conduziu ao caos económico e sobretudo moral a que chegámos.
Não foram os professores, os canalizadores, os arquitectos nem os veterinários.
Ainda não chegámos a Columbine mas para lá caminhamos a passos largos...
O último livro do ex-ministro da Educação Marçal Grilo - "Se não estudas estás tramado" - mostra à evidência que aqueles que se recusam ou recusaram instruir-se não têm futuro neste ou em qualquer outro país pro-civilizado.
Concordo plenamente e venho-o defendendo há anos.
É certo que ainda há nichos de mercado.
Há canalizadores, electricistas, cavadores de enxada, comerciantes, coveiros e até auto denominados "designers", "produtores de multimédia", "técnicos de informática" e até "empresários" que não conseguem ler 2 palavras ou escrevê-las sem dar outros tantos erros por palavra.
Recordo um conhecido empresário da noite, um playboy com a quarta classe que, aqui há uns anos, quando instado a escrever uma queixa no posto da GNR de Seia, escreveu: "levo uns fius" - queria dizer: levou uns fios (cabos).
Até os agentes da GNR se riram na cara dele, coitado...
Mas ainda hoje aí aparece, de quando em vez, rodeado do seu antigo séquito de vassalos mais atrasadinhos ainda do que ele próprio.
Recorde-se que as habilitações médias do empresário português são o equivalente ao 8º ano de escolaridade, sendo que aqui em Seia há empresários armados ao pingarelho com o 6º ano incompleto... A escolaridade das crianças de 11 anos.
Tristemente ridículo.
Mas isso ainda acontece porque, inexplicavelmente, esta gente ainda não foi instada a produzir nenhum documento escrito. Mal necessitem de elaborar um pequeno projecto, por mais simples que seja, terão que pedir a outrem que lho faça.
Eles próprios já perceberam, pelas tentativas frustradas e envergonhantes, que vale mais não escreverem mesmo nada para não revelarem o seu manifesto analfabetismo.
Como defesa contra essa vergonha, alguns aprenderam a dizer que lêem muito. Sem ninguém lhes perguntar nada. E os mais pedantes fazem passar a informação de que lêem literatura estrangeira, apesar de não conseguirem descodificar o discurso jornalistico medíocre dos jornais desportivos.
Nem uns nem outros escrevem uma palavra em lado nenhum. À cautela...
Reconhecendo e escondendo o seu analfabetismo - contra o qual já nada há a fazer senão regressar à escola - limitam-se a fazer trabalho braçal ou manual, fugindo a tudo o que seja trabalho intelectual, para o qual não possuem de facto as ferramentas mínimas. Em suma: fazem tudo menos escrever.
O problema é que esse tempo, o tempo em que se admitiam como pares de uma sociedade cada vez mais exigente os analfas coitadinhos, já lá vai.
Quem não sabe ler nem escrever não consegue perceber que está vivo e acaba por não ser, de facto, respeitado em lado nenhum.
Muito menos arranjará um primeiro emprego ou mudará de vida se o actual falhar.
São, de facto, pessoas incultas que se envergonham em qualquer lado onde abram a boca e por isso acabarão por ser naturalmente reduzidos à sua insignificância intelectual a curto ou a médio prazo.
É isso o que eu tento transmitir aos meus alunos há anos.
Marçal Grilo, cujo ministério em seu tempo eu combati nas ruas tem, neste aspecto, toda a razão.
É a nova "Mãe Preta".
A do Portugal apodrecido do sec 21.
Pensem nisto.
E digam-me para onde caminhamos.
é o meu segundo programa preferido e aquele que me põe logo bem disposto pela manhã.
A seguir à "Liga dos últimos" nenhum programa é mais claro a mostrar no dia a dia a 8ª maraviha do mundo que é este povinho.
Pergunta de hoje:
"Quando puderes escreve-se com um U ou com um O?
As opiniões dividem-se, claro está, sendo que são sempre os mais jovens (estudantes ou ex-estudantes há menos tempo) os que erram mais, claro está também, mas às tantas responde uma senhora mestiça:
- é com um P!
Ah! Povo maravilhoso!!!!
SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO
inform@ção SPRC
ACORDO DE PRINCÍPIOS GLOBAIS COM O M.E.
Declaração de Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF
A FENPROF chegou a um acordo de princípios globais com o ME sobre alguns aspectos do ECD.
O texto a que chegámos, em aspectos essenciais, assegura:
a) Que os bons professores, identificados como tal em sede de avaliação de desempenho, chegam ao topo da carreira.
b) Que, finalmente e de facto, acabou a divisão da carreira em categorias: 2/3 dos professores terminavam a sua carreira a meio. Com este acordo chegam todos ao topo da carreira.
c) Que a nenhum professor que se encontra em exercício se aplica a prova de ingresso (incluindo os professores do ensino particular, IPSS's e do Ensino de Português no Estrangeiro).
d) Que os professores que se aposentem até 2015 serão reposicionados num novo índice salarial de topo (índice 370), mesmo que não se encontrem nesse índice no momento da aposentação.
Na sequência deste acordo - que não encerra um processo, apenas permite o início de um novo ciclo - são abertas duas novas fases de negociação:
1ª Concretização em articulado destes princípios gerais.
2ª O início de um processo de negociação de outros aspectos (Horário e regime de trabalho; Componente lectiva e não lectiva; Formação; Direitos Profissionais; Aposentação; Vinculação dos professores contratados; Faltas, férias, licenças e dispensas; Exercício de funções não lectivas e/ou não docentes; Exercício de acção disciplinar; Profissionalização em serviço; Direitos profissionais). Nesse sentido, a primeira ronda negocial do novo processo terá lugar a 20 de Janeiro.
Ainda na sequência deste acordo - e uma vez que há cerca de 30 000 professores que foram impedidos de concorrer o ano passado (os titulares) e mais de 23 000 contratados que deveriam, em boa parte, estar integrados em quadros - o ME comprometeu-se a antecipar em 2 anos (já em 2011) o concurso para ingresso nos quadros e mobilidade, aberto a todos os professores e segundo regras que serão ainda negociadas.
É um acordo importante para os professores, daí o termos assinado. Contudo, em alguns aspectos, fica aquém do que a FENPROF defende e continuará a agir no sentido de os alterar.
Por exemplo, na avaliação de desempenho dos docentes a manutenção de ciclos de 2 anos é uma matéria que nos preocupa muito pela intranquilidade que provocará nas escolas.
Em relação às quotas na avaliação, apesar de serem diluídos alguns dos seus efeitos na carreira e de serem um mecanismo que advém de legislação geral da Administração Pública, a FENPROF declara que manterá, em sede de acção da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, uma luta activa e forte contra este mecanismo. Contudo, ficou previsto que no final do primeiro ciclo de avaliação o modelo será revisto.
Sobre a transição entre carreiras fica garantida a inexistência de ultrapassagens. Contudo, ao não ser contado integralmente o tempo de serviço, há perdas que procuraremos recuperar e que resultam sobretudo de uma lei geral da Administração Pública que retirou aos funcionários públicos 2,5 anos de serviço. No âmbito da Frente Comum manteremos a luta contra este roubo do tempo de serviço.
No âmbito da fixação do articulado deste novo ECD, continuaremos a exigeir a correcção de alguns aspectos relacionados com o regime transitório pois há aspectos que carecem de melhor solução.
Por lapso no envio anterior seguiu uma cópia da versão inicial que o ME pretendia que fosse acordada com os Sindicatos. O texto final que a seguir se apresenta reflecte a longa jornada de negociação e as alterações dela decorrentes:
»Texto final do Acordo «
P Antes de imprimir este mail pense bem se é necessário fazê-lo.
Este endereço de mail é só de envio de mensagens.
Caso pretenda contactar o SPRC deve fazê-lo através de sprc@sprc.pt
OBRIGADO!

Sabe-se agora que foi a Acção Social Escolar quem pagou o Magalhães.
Foi o próprio Mário Lino quem o confirmou.
Assim sendo foi o Estado - e não as operadoras de telemóveis - quem pagou este brinquedo chamado Magalhães.
Portanto toda essa treta da Fundação para as telecomunicações não passou de mais um faits divers para distrair o povão.
O PSD está a escavar, mais uma vez, no sítio errado.
É preciso dizer que tendo eu tido contacto directo e diário, durante uma década, com a Telecel, mais tarde adquirida pela multinacional Vodafone, custava-me muito a crer que aquela mega organização aceitasse pagar o computador.
Aquela gente só vê papel. Pagar ou financiar projectos não é exactamente a sua vocação.
Aqui está a prova.
Mais uma magistral peta pregada aos tugas, que merecem, de facto, tudo o que lhes acontece.
Estamos, afinal, todos a pagar os Magalhães e os computadores do programa e-escola que são oferecidos, nas escolas, aos piores alunos.
Nenhum desses computadores é utilizado para outra coisa senão para jogos.
É isto o que temos.
E o que merecemos.

"Em 1969, o indiano Shiv Pappu Charan fez uma promessa à namorada: assim que ele conseguisse formar-se numa escola para adultos já poderiam casar-se. Na última semana, aos 74 anos, foi ver as pautas das notas e descobriu que tinha chumbado pela 38ª vez!
Apelidado já de "o pior aluno do mundo", o melhor que conseguiu, de um a dez, foi um 3,4 a hindu... E a matemática já conseguiu chegar a 0,5!!!
"Vou estudar até passar de ano, pois a minha motivação é poder casar-me", diz o voluntarioso estudante.
E acrescenta esta atracção turística: "Quando vou fazer uma prova, as pessoas vêm de vários lugares da Índia para me ver", conta."
Eu tenho pena do homem e vou mandar-lhe a seguinte carta através do jornal que relata esta história:
Exmo sr. Shiv Pappu Charan,
Fiquei muito comovido com a sua história e a sua persistência. Decidi fazer uma colecta para que possa estudar em Portugal.
E esqueça lá isso do curso básico para adultos, porque você merece, no mínimo, um curso superior.
De resto, já o inscrevi na Universidade Independente, mal reabra, uma reputadíssima Universidade a nível internacional e com um excelente leque de professores.
E de alunos notabilíssimos.
Se a UI não reabrir tão cedo, recorreremos às Novas Oportunidades.
Vai ver que não só casa ainda este ano como chegará facilmente a administrador de um banco ou mesmo a primeiro-ministro...
(texto que circula na net com umas ligeiras adaptações minhas)
«As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas.
Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar.
E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem.
Espero grandes coisas de todos vocês.
Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês.
Tenho a certeza que são capazes».
Manifesto na íntegra: clique abaixo
Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.
A redução do insucesso escolar, anunciada com pompa e circunstância
pelo Governo, é um estudo estatístico que pouco vale.
Apenas indica
que há menos alunos a chumbar, mas isso não significa que a escola
ensine melhor e os estudantes aprendam mais.
O facilitismo dos exames e a pressão exercida sobre os professores
para passarem alunos explicam esta ilusão estatística. Há o perigo da
satisfação estatística com os resultados condenar milhares de jovens a
uma vida de analfabetismo funcional , apesar de o sistema de educação
lhes atribuir um diploma que pouco valerá.
Não é por determinação genética que entre os melhores alunos das
escolas públicas portugueses se encontram os filhos dos imigrantes de
Leste.
A explicação reside nos hábitos de trabalho e de exigência, a
que esses imigrantes estão habituados, mas que são raros em Portugal.
Não se aprende sem trabalho, nem exigência, e isso explica a razão por
que grande parte dos alunos portugueses odeia a Matemática e nas
comparações internacionais os portugueses têm péssimos resultados.
Se a escola tiver o objectivo de passar alunos, só porque é politicamente
conveniente, esquecendo–se de preparar os jovens para um mundo real
difícil e competitivo, está a prestar um péssimo serviço e a
contribuir para o empobrecimento do País”.
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do CM

Jorge Pedreira desvenda mistério da avaliação dos professores.
Jorge Pedreira admitiu, hoje, o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado, essa "avaliação" apenas visa contribuir para a redução do défice público.
O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira confessou o politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *;
o resto - a qualidade das escolas e do desempenho dos professores - é simplesmente tanga.
Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*;
Percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebe-se a ministra do Pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.
A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradece-se à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro, até é engenheiro), por finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para combater o défice público (!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
Cerca de 100 vezes mais do que a Sic fala do caso Freeport, em média, por dia.
Sobre o Freeport, o maior caso de corrupção da história portuguesa porque envolve uma das mais altas figuras do Estado, que a policia inglesa considera formalmente o principal suspeito, fala-se uma vez dia sim dia não.
Esta peça da professora louca está a ir para o ar, tal como eu ontem "adivinhava", de 10 em 10 minutos na Sic Notícias e em todos os noticiarios da Sic generalista.
Foram mais de 50 emissões só nesta estação durante as últimas 24 horas.
A quem interessa isto?

A "professora" louca que a Sic transmite incessantemente nos telejornais é apenas isso: uma senhora absolutamente desiquilibrada que em nada representa a esmagadora maioria dos profissionais do Ensino em Portugal.
Aquilo envergonha-nos a todos, é certo. Mas é preciso ver que há 140 mil professores neste país. Forçosamente - e isto é apenas estatística - alguns deles não baterão bem da bola. É normal.
Mas fazer daquela estúpida excepção a regra e o ícone das professoras e dos professores portugueses é que é absolutamente soez.
Os pais, esmagadoramente iletrados (como ela diz), que já não olham os professores com grande simpatia, passarão a odiá-los mais ainda com a confusão que está a ser provocada junto da população.
Não era preciso chegar ao requinte de malvadez de expor a nu todos os devaneios da senhora. Trata-se apenas de uma louca, uma desiquilibrada. E isso deveria ser o suficiente.
Gravar e transmitir quase na íntegra a gravação de uma alienada a dizer asneiras consecutivas, a quem serve? Qual é o objectivo desta campanha, para além de lançar o odioso sobre toda a classe?
Mas pior: repetir aquela vergonha até à exaustão, com intervalos de poucos minutos entre cada transmissão, demonstra-me claramente que isto é coisa encomendada.
Os pais - todos os que aparecem - testemunham disfarçados.
Pergunto: Porquê? Têm medo da professora louca?
Não me parece.
Que sirva de aviso a todos os professores. Um gravador digital custa 39 euros.
Mas nem é preciso comprar nenhum. Qualquer telemóvel dos miúdos grava horas de conversa.
Neste caso, ainda bem que tal aconteceu. A senhora está doente e foi a única maneira de a afastar do ensino.
Mas outros casos haverá em que uma frase, descontextualizada, pode produzir efeito semelhante.
Todos nós damos exemplos de situações humorísticas e caricatas, na aula, aqui ou além quando se proporciona, até para desanuviar o ambiente e provocar alguma descontração.
Nem quero imaginar o que aconteceria se os alunos desatassem a gravar tudo o que dizemos e apresentassem aos pais uma frase ou tirada humorística completamente descontextualizadas....
Podia ser o diabo!
Como é que eu iria explicar algumas das minhas tiradas de improviso absolutamente non-sense à Herman ou à John Cleese, que provocam a risada geral na turma?
Os pais nunca iriam perceber...
E não só eu. Muitos professores usam esta estratégia frequentemente para quebrar o gelo e desanuviar o ambiente.
Que mal há nisso?
Será que teremos que banir o humor (e a inteligência) das nossas aulas?
Teremos que passar a dar as aulas sempre com uma seriedade aterradora, por medo dos gravadores, a partir de agora?
Os professores estão sujeitos a todo o tipo de pressões.
Esta é só mais uma.
Se és professor isto interessa-te!
DREC RECUA PERANTE A ILEGALIDADE DO FIM DO VÍNCULO DE NOMEAÇÃO. SPRC/FENPROF TINHA RAZÃO!
Conselhos Executivos instados a corrigir actos ilegais!
Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores.
O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento de ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro perante a inexistência de esclarecimentos claros da administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região.
Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:
(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;
(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma constitucionalidade.
Esta matéria é, aliás, alvo de forte contestação pelos docentes portugueses e motivo de preocupação quanto ao que reservará o futuro neste ou num quadro político semelhante.
O SPRC congratula-se com o resultado de uma forte acção desenvolvida nos locais de trabalho e de pressão sobre o ME e a DREC, para que parassem todos os actos administrativos ilegais e corrigidos os já verificados.
VALE A PENA LUTAR!
SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO
"A Filarmónica 1º de Janeiro convida toda a população, (VIRGULA) a marcar presença e a usufruir duma tarde de magníficos acordes musicais.
Num jornal local."
Meus Senhores: acabem lá, de uma vez por todas, com estas vírgulas que são erros de palmatória porque separam o sujeito do predicado (como se dizia na minha altura. Agora é tudo sintagmas nominais e verbais, mas isso é o que menos interessa).
Uma VIRGULA NUNCA PODE SER USADA PARA SEPARAR O SUJEITO DA ACÇÃO que lhe está associada.
Por exemplo:
A banda convida. Sem virgulas.
O João vai a Coimbra. A Manuela está a brincar.
NÃO HÁ CÁ VIRGULAS NENHUMAS. POR AMOR DE DEUS!
Em tempos entretinha-me (e não "entertia-me", como alguns dizem!) a contar os erros que cada artigo dos jornais locais traziam escarrapachados nas suas páginas.
Mas eles eram tantos que rapidamente desisti.
Não se podia "auguentar", como diz um amigo meu.
Mas ultimamente tenho vindo a ser alertado por colegas meus, professores, para o facto de as crianças escreverem mal também porque vêem as palavras mal escritas nos jornais com demasiada frequência.
Não só. Nas televisões raro é o telejornal que não traga várias calinadas de se lhes tirar o chapéu. Então quando a notícia envolve números... estamos conversados. E para milhões verem e desaprenderem.
Por isso, sem me pretender armar em Edite Estrela, vou passar a debruçar-me um pouco mais sobre alguns erros crassos que, impressos, podem fazer escola junto da nossa juventude.
E, para que não se pense que isto é uma crítica a um jornal local ou outro, começo com uma notícia que vem nos dois:
O 3º "encontro de blogger's" que se vai realizar em Junho aqui pela Serra.
Isso mesmo.
Sem tirar nem pôr.
BLOGGER'S com apóstrofe e tudo.
Ora, a palavra blogger's, tal como está escrita no título da notícia, não faz qualquer sentido. Nem em português nem em inglês.
A ser "blogger's", tratar-se-ia do caso possessivo, em inglês, que significaria: "a casa do blogger".
Mas não é o caso. Aqui trata-se apenas do plural de blogger, que não pode, por isso, conter qualquer apóstrofe (que nem sequer existe no léxico português). Trata-se apenas do plural do anglicismo blogger (autor de um blog) - que não tem tradução ainda na nossa língua.
Deveria escrever-se, pois, "encontro de bloggers".
A colocação do apóstrofe antes do s indicia um pedantismo e um desconhecimento do mecanismo das duas línguas - o português e o inglês - no mínimo preocupantes.
E, como um jornal é um veículo de cultura, aqui fica o reparo para que tal calinada se não reproduza no futuro.
Bem sei que a asneira não é da autoria dos jornais, porque já vi isso escrito noutros locais, mas é da responsabilidade do director (caso haja!) a aprovação de textos de proveniência duvidosa sem a devida revisão.
Decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos
Violando claramente a Constituição da República Portuguesa no que se refere à confidencialidade e protecção de dados,
Informação sobre avaliação dos professores é de acesso público
A Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) analisou
uma queixa de um professor que reclamou o acesso ao processo de
avaliação de uma colega avaliada em 2007/08. O docente alegava que uma
vez terminada a avaliação do desempenho, este tipo de informação é de
livre acesso a qualquer cidadão. A CADA concorda. Os sindicatos falam
de “bomba ao retardador”.
Vai ser, no mínimo, surreal quando daqui a uns meses cada colega professor, cada encarregado de educação e cada aluno puder ter acesso na íntegra a tudo quanto cada professor colocar no seu portfolio e, em suma, a todo o seu processo de avaliação.
Vamos lá a saber porque é que um professor se considera melhor do que a média dos seus colegas (sim, porque há quotas e são públicas. Já estão publicadas nas escolas) para pedir um Muito Bom ou um Excelente!
Vai ser de morrer de rir!
A escola do professor bem alegou que o Estatuto da Carreira Docente
determina que o processo de avaliação dos professores é confidencial.
Mas um parecer da CADA a que o PÚBLICO teve acesso dá conta do
entendimento da comissão:
“A documentação da avaliação do
desempenho da referida docente “será acessível a qualquer pessoa e sem
restrições”.
Fonte bem informada mas que deseja guardar o anonimato revelou que entre hoje e amanhã a ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues vai apresentar a sua demissão.
Esta decisão que foi manifestada pela primeira vez o ano passado a José Sócrates, teve agora finalmente a sua concordância.
Segundo a mesma fonte de dentro do próprio ministério e que jurei não revelar sequer a sua condição profissional, acrescenta que se trata de tentar nestes últimos meses que restam antes das eleições, fazer esquecer um pouco a desgraça que foi o M.E. sob Lurdes Rodrigues para tentar capitalizar votos favoráveis de professores...
No meio de tanta reunião, protocolo, milhões gastos em hardware e em escritórios de advogados, ninguem se lembrou do que pode acontecer se a máquina avariar!
Tão simples como isso.
Se o computador avariar ou for a placa de banda bem estreita que deixe de funcionar... ninguém resolve.
No caso abaixo o computador já vinha avariado.
No meu caso são as placas que, volta e meia, deixam de dar.
Passei horas em Portimão o ano passado a tentar resolver um problema com uma, substituiram-me o cartão 2 vezes, tudo sem sucesso. E agora já tenho a outra avariada.
É preciso ter duas, que é para haver probabilidade de uma delas estar a funcionar...
Os clientes de Seia com problemas nas placas TMN têm que se deslocar - imagine-se - a Viseu!
E à hora de expediente!

Se eu percebo alguma coisa disto, aqui em Seia vai haver notícias em, pelo menos, uma escola. A não ser que seja verdade o que se diz e esse "director" já tenha elaborado os objectivos aos professores da escola há meses, mesmo antes de se falar dessa hipótese...
A ver vamos
Foi ganha pelos sindicatos a primeira batalha jurídica contra o ministério: o tribunal aceitou uma das quatro providências cautelares contra a notificação dos professores pela não entrega de objectivos individuais. Fenprof diz que escolas vão ter de classificar mesmo quem só fizer auto-avaliação
Fica suspensa notificação feita a docentes do Norte
Os professores que foram notificados pelos conselhos executivos por não entregarem objectivos individuais não poderão ser prejudicados na sua carreira, como tem dito o Ministério da Educação (ME). E, no fim do ano, se entregarem ficha de auto-avaliação, terão de ser avaliados. A decisão do Tribunal Fiscal e Administrativo do Porto aplica-se a milhares de docentes do Sindicato de Professores do Norte, afecto à Fenprof, que viu ontem a Justiça acolher a sua providência cautelar. E, com isto, vence a primeira batalha jurídica numa guerra que dura há dois anos.
"A repercussão desta decisão é muito maior", sublinhou ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. A decisão é pontual e ainda não resume a acção principal entregue no tribunal, "mas os seus efeitos são nacionais", acrescenta. Até porque os professores não podem ser avaliados de modo diferente no País. Para Mário Nogueira "surgem agora sinais dos tribunais que mostram que as orientações dadas pelo ME não são correctas nem conformes". Curiosamente, "com a legislação aprovada pelo próprio Ministério", diz o dirigente sindical, referindo-se ao decreto que simplifica o modelo de avaliação e à informação veiculada pela Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação. Em Fevereiro, a DGRHE informou as escolas que os docentes seriam prejudicados se não entregassem objectivos.
Nesta acção apresentada no tribunal do Porto, o sindicato dava conta de várias situações em que os conselhos executivos notificaram os professores com esta fundamentação da DGRHE, avisando-os que seriam lesados por não terem apresentado objectivos. O tribunal suspendeu agora essas notificações, abrindo a porta para o que se passará no futuro. Se em Junho, mediante apresentação da ficha de auto-avaliação, for recusada a avaliação a estes docentes, os sindicatos prometem mais acções.
Além de suspender, cautelarmente, as notificações, a decisão judicial é vista pelos sindicatos como uma derrota do Governo. "A aceitação desta providência reforça a opinião dos professores de que a entrega dos objectivos não é determinante", diz.
Ontem foi conhecida também a posição do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa que analisou uma providência cautelar com casos de professores que não foram notificados mas temem que a não entrega de objectivos os venha a prejudicar. O tribunal não aceitou a providência, sublinhando que ainda não há elementos, mesmo indiciários, de que a conduta dos presidentes dos conselhos executivos - ao não notificar estes docentes - possa afectar os seus direitos. E diz que não se vislumbra qualquer fundado receio de que a conduta do professor possa ser lesiva. Os sindicatos aguardam a decisão de duas outras acções. Já o Ministério prefere não comentar.
http://dn.sapo.pt/2009/03/18/sociedade/tribunal_que_docentes_podem_prejudic.html
RESPOSTA DO M.E. SOBRE A NÃO ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS NÃO PASSA DE UM CONJUNTO DE EQUÍVOCOS
TRIBUNAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA CAUTELAR
Relativamente às dúvidas suscitadas em relação às consequências da não entrega de Objectivos Individuais pelos docentes, no âmbito da avaliação do desempenho, a resposta do Ministério da Educação ao Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares e, por esta via, à Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República não consegue sair da vulgaridade de outras respostas já antes divulgadas pela DGRHE/ME junto das escolas e assenta num conjunto de equívocos, que se lamentam. Resposta, aliás, contrariada pela própria Ministra quando, em entrevista recente, afirmou que eventuais penalizações ou inviabilização de avaliação seria algo a decidir pelas escolas, sacudindo, dessa forma, a água para capote alheio, o que é inaceitável. Se há responsabilidades pela confusão criada elas pertencem inteiramente ao ME, cabendo-lhe assumi-las em vez de as atribuir aos outros.
Na resposta que o ME fez chegar aos Deputados falta ainda, e era bom que não faltasse, um conjunto de esclarecimentos que, a serem referidos, faria ruir todo o castelo de argumentação ministerial.
A saber:
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais (OI) não é um dever profissional. Estes são apenas os que constam do artigo 10.º do ECD (Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro);
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não constitui uma fase do processo de avaliação. Estas são as que constam dos artigos 44.º e 15.º, respectivamente do ECD e do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro;
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não é obrigatória. Obrigatória é a auto-avaliação, conforme estabelece o n.º 2 do artigo 16.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro. Como, aliás, refere a DGRHE/ME em informação enviada às escolas, a apresentação de proposta de OI é uma “possibilidade”. Ou seja, um direito que, como tal, pode ou não ser exercido;
- Equívoca é, ainda, a utilização da expressão “fixação de objectivos individuais” e, principalmente, a falta de clarificação sobre quem tem competência para os fixar. De facto, tal competência não é do avaliado, mas do avaliador. O avaliado pode apresentar uma proposta de OI, mas compete ao avaliador fixá-los, podendo, para esse efeito, aceitar, ou não, os que são propostos. Foi, aliás, nesse sentido que a DGRHE/ME informou os presidentes dos conselhos executivos de que estes poderiam, se entendessem, fixar os OI de quem não tivesse apresentado qualquer proposta;
- Por fim, a FENPROF entende que o normal desenvolvimento do processo de avaliação não depende da existência de objectivos necessariamente fixados para cada docente, pois o artigo 8.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, já estabelece os “elementos de referência da avaliação”.
Equívoca, mal construída e tecnicamente incorrecta, a resposta do ME apenas confirma a confusão em que mergulhou, mais uma vez, o processo de avaliação imposto aos professores, razão que reforça a necessidade da sua suspensão imediata, sob pena de se acentuarem ainda mais os conflitos e a instabilidade que atinge as escolas.
TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA
CAUTELAR REQUERIDA PELA FENPROF;
TRIBUNAL ADMINISTRATIVO DE CÍRCULO DE LISBOA ADMITE QUE NÃO
PODERÃO RESULTAR PREJUÍZOS PARA OS PROFESSORES
O TAF do Norte aceitou a Providência Cautelar requerida pelo SPN/FENPROF e que assentava no facto de alguns professores terem sido notificados pelas suas escolas, devido à não apresentação de proposta de OI, sendo informados, através da notificação, que estariam impedidos de ser avaliados e/ou que seriam penalizados no seu desenvolvimento de carreira.
Já em Lisboa, a decisão do TAC foi outra, uma vez que, por opção jurídica, a situação apresentada pelo SPGL/FENPROF se referia, não a casos concretos de docentes já notificados, mas a uma situação de ausência de notificação, procurando prevenir, desde já, eventuais penalizações.
De acordo com a informação do TACL, ainda “não existem quaisquer elementos, mesmo indiciários, que a conduta do referido dirigente [não notificação do docente por parte do presidente do conselho executivo] venha a afectar os direitos do Requerente“ acrescentando que não se vislumbra “qualquer fundado receio de que a conduta do dito dirigente do Requerido possa vir a constituir-se lesiva”.
Portanto, também as posições já conhecidas dos tribunais, apesar de a decisão sobre as acções administrativas apresentadas não estar ainda tomada, parecem ir ao encontro da interpretação que a FENPROF faz e que as escolas e os professores têm vindo a fazer.
Mas, convém referir, a luta dos professores, atravessando, agora, esta fase mais jurídica, não vai no sentido de garantir o reconhecimento de que a avaliação pode ter lugar independentemente de terem ou não sido fixados objectivos individuais, mas no de suspender, este ano, o desqualificado modelo de avaliação imposto pelo ME e de o substituir, para o futuro, por um modelo formativo, coerente, adequado à função docente e capaz de ter relevância para o desempenho dos docentes e, dessa forma, para as aprendizagens dos alunos.
O Secretariado Nacional
Este país está podre.
A ministra, em desespero, remete agora para conselhos executivos o trabalho sujo. Aquilo que sabe não poder legalmente fazer.
Presidentes sentem-se confusos e reclamam orientações do Ministério
"O Ministério da Educação quer passar para as escolas a responsabilidade de punir os professores que não entreguem os Objectivo Individuais (OI) porque também não encontra respostas" para este problema. É assim que Rosário Gama, presidente da Escola Infanta Dona Maria, em Coimbra, interpreta as afirmações da ministra sobre caber às escolas decidir que sanções aplicar a quem não cumprir esta fase do processo. Mas se a responsabilidade recair sobre as escolas, uma coisa é certa: muitas não encontram base na lei para punir os docentes.
Em entrevista ao Jornal de Notícias, a governante disse que "pode ou não haver penalizações" e que "isso será com cada escola". Para os presidentes dos conselhos executivos contactados pelo DN, é da competência dos estabelecimentos de ensino instaurar os processos disciplinares mas cabe ao Ministério esclarecer se há razões para o fazer. Muitas escolas entendem que não e outras continuam à espera que a tutela esclareça este tema polémico.
"O ónus dessa decisão não pode ficar nos ombros mais ou menos espadaúdos de quem exerce o poder nas escolas. Uma das nossas responsabilidades é cumprir a lei, mas a lei tem de ser clara. Convinha que não sentíssemos que andamos a fazer o trabalho sujo", diz Isabel Le Gué, porta-voz de um grupo de presidentes de escolas que contestam a avaliação. As palavras de Maria de Lurdes Rodrigues deixaram-na perplexa. "Estas questões são tão determinantes na carreira dos professores que não podem ser decididas por cada escola", reforça.
Ou seja, "não é justo para os professores umas escolas procederem de uma maneira e outras de outra", salienta Eduarda Carvalho, a presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares. Aliás, só o risco de não ser avaliado já é uma penalização enorme, uma vez que implica não progredir na carreira, lembra.
Na sua escola, tal como na Infanta Dona Maria e nas 212 - onde foi assumido que a entrega dos OI não é necessária -, não se tenciona punir nenhum professor por não entregá--los. Nestes casos, os conselhos executivos assumiram que os objectivos do projecto educativo da escola e do plano anual de actividades podem nortear a avaliação. Assim, só é necessário que os docentes façam a auto-avaliação no final do ano.
Por outro lado, as palavras da ministra só contribuíram para confundir mais os responsáveis que ainda estão à espera de respostas, como Fernando Mota, da secundária de Pombal. "Com que base jurídica é que vou penalizar os professores que não entregaram os OI? Se o ministério não é capaz de dar uma resposta clara relativamente a isso, não somos nós que vamos dar", diz.
Também Jorge Jerónimo, da secundária de D. Duarte, em Coimbra, onde só cinco docentes entregaram os OI, continua à espera de resposta à pergunta "o que é que acontece aos professores que não o fizeram?"
Isto bateu no fundo.
A verdade é só uma:
A ministra está completamente às aranhas e recorre agora a quem aumentou extraordinariamente há poucos meses na esperança de que esses seus apaniguados lhe resolvam o problema.
Perguntava-me um colega, ontem:
«Se eu estivesse a dar aulas na melhor escola pública do país (Coimbra) nada me acontecia porque o executivo já informou que não há nada na lei que possa ser usado contra quem não entregou objectivos.
Como estou numa das piores o que é que me vai acontecer?
E eu respondi:
Num país destes eu já espero tudo.
Até pena de prisão.
Espero que alguém me vá lá levar um maço de tabaco aos domingos...
Pelo menos estes 10 mil.
Os outros 130 mil claudicaram, pelos vistos...
O melhor de tudo é os alunos tugas a lamentarem-se que tenha que se pagar...
«A pagar, não! Se não se pagasse... claro!»
E as moças: «é um bocadinho anti-pedagógico!...»
Acham mesmo, meninas??
Náááá!!!!
O cromo do repórter iluiminado diz, no fim da peça, que afinal aquilo não serve de nada porque o site não pode fazer os exames.
É que é bruto!
Se os alunos já levam altas médias com trabalhos feitos por outrem, depois nos exames precisam de muito menos classificação para passarem ou fazerem a disciplina.
Daaaah, reporterzinho tuga!
Para esclarecer consequências da não entrega de objectivos individuais
Ministra da Educação chamada ao Parlamento.
A Ministra da Educação vai ter de prestar explicações na Comissão de Educação e Ciência (CEC) da Assembleia da República sobre as consequências para os professores da não entrega dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho.
O PSD propôs hoje à comissão que Maria de Lurdes Rodrigues seja chamada e já fez saber que se o PS inviabilizar esse pedido a presença da ministra será imposta, através do agendamento potestativo. Terça-feira a CEC volta a reunir e nessa altura saber-se-á qual a posição do PS.
O anúncio, feito pelo deputado do PSD Pedro Duarte, surgiu durante a audição na CEC de representantes de movimentos independentes de professores e de 212 presidentes de conselhos executivos, que apelaram a uma clarificação por parte do Governo. 'Neste momento está instalada a arbitrariedade nas escolas', denunciou Octávio Gonçalves, do movimento Promova.
A 17 de Fevereiro, a CEC deliberou, por unanimidade, questionar por escrito a ministra sobre as consequências legais e disciplinares da não entrega dos objectivos, mas até ontem a resposta não tinha chegado. António José Seguro, presidente da CEC, explicou que 'o prazo regimental é de 30 dias' com Pedro Duarte a considerar a demora 'inaceitável num Estado de Direito Democrático'. 'Devia responder em duas horas. Ou a ministra não sabe a resposta ou sabe e não diz para manter a ameaça no ar', disse o deputado social-democrata, considerando que 'está instalado nas escolas um clima de pântano em que não se sabe a regras do jogo'. Duarte revelou que 'nestes quatro anos nunca o PSD teve uma reunião com o Ministério da Educação', considerando que 'seria positivo haver consensos em matérias que mexem com a vida de muita gente como o Estatuto da Carreira Docente': 'Se o PSD ganhar as eleições terá de alterar o estatuto e depois vem o PS e muda outra vez, uma matéria não pode andar ao sabor da alternância política'.
Contactado pelo CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, garantiu que a pergunta 'será respondida dentro do prazo'.
Recorde-se que dia 3 de Fevereiro Lurdes Rodrigues esteve na CEC mas escusou-se sempre a responder aos deputados e aos jornalistas sobre as consequências da não entrega dos objectivos, afirmando apenas que 'as consequências estão estabelecidas nos decretos-lei e decretos-regulamentares'.
Para Isabel Legué, presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, 'quando a lei é clara não temos dúvidas mas as ambiguidades e omissões desta dão azo a todo o tipo de aplicações diferentes'.
Os movimentos de professores (APEDE, MUP e Promova) apelaram ainda aos deputados para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta e sucessiva da constitucionalidade dos decretos que regulam a avaliação de desempenho, mas nenhum dos partidos se comprometeu nesse sentido. Ricardo Silva (APEDE) pediu ainda para o Governo esclarecer o que sucede a quem não entrega a ficha de auto-avaliação, fase posterior do processo. 'Eu e outros colegas estamos dispostos a resistir até ao limite. Já me congelaram três anos e estou disposto a perder mais dois mas quero saber se posso ser despedido por não fazer a auto-avaliação', disse.
O deputado do PS Luís Fagundes Duarte admitiu que há problemas com o modelo de avaliação. 'Embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem', disse.
96% das crianças de 5 anos já frequentam a pré-escola. Sócrates promete aquilo que já existe
José Sócrates prometeu, no domingo, no final do congresso do PS, estender a obrigatoriedade da frequência da pré-escola a todas as crianças de 5 anos de idade.
Os dados da Inspecção Geral da Educação (2007/08) indicam que 96% das crianças de 5 anos de idade já frequentam o jardim-de-infância. Apenas 4% das crianças de 5 anos ficam de fora da pré-escola.
Onde existem problemas de acesso é no atendimento das crianças de 3 anos de idade e nas creches. 23% das crianças de 3 anos ficam de fora porque a prioridade vai para as crianças de 4 e 5 anos de idade. E as creches só dão cobertura a 35% das crianças com idades compreendidas entre os 3 meses e os 3 anos de idade.
Portugal tem, actualmente, uma das taxas mais elevadas de frequência da pré-escola, nos 4 e 5 anos de idade, de toda a União Europeia. Há, no entanto, dificuldade no acesso às creches (3 meses aos 3 anos de idade). Embora o primeiro-ministro tenha lançado um programa para apoiar a construção de creches, a cargo de instituições de solidariedade social, com financiamento estatal de 50%, pouco ainda foi realizado.
www.profblog.org/2009/03/96-das-criancas-de-5-anos-ja-frequentam.html
"A directora regional de Educação do Norte tornou-se conhecida por ter instaurado (a um professor) um processo disciplinar de contornos políticos.
Não contente com isso, que já é demais em qualquer país decente, avisou que coleccionava jornais e blogues que a criticassem, certamente para perseguir os seus autores.
Pode bem fazê-lo: circulam pela net algumas das suas maiores pérolas ortográficas e sintácticas, de bradar aos céus.
Por menos do que isso pode negar-se emprego a muita gente.
O problema é que esses erros graves de Português em documentos oficiais são dados por uma responsável do Ministério da Educação. Que confiança podemos ter num Ministério que mantém no seu posto uma chefe de serviços que atropela a Língua Portuguesa em documentos que levam o seu selo? Nenhuma."
Francisco José Viegas, escritor no CM
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentid=6E7B128B-9148-4344-99F3-750D62BAAED2
E MAIS ESTA:
"Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.
Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como:
"Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável";
ou:
"a sua [da escola] missão de processos de socialização";
ou:
"razão central porque",
e por aí fora....
Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece.
Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar."
Manuel António Pina no J.N.
FENPROF interpõe primeira providência cautelar
referente à avaliação do desempenho
A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa,
entrega esta sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa,
a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.
Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos.
Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.
O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado "limite", qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.
Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes.
O Secretariado Nacional da FENPROF
26/02/2009
A NOTÍCIA...
Paredes de Coura
Professores de luto, amordaçados e acorrentados por «serem obrigados» a desfile de Carnaval
Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura participaram hoje no desfile de Carnaval vestidos de preto, amordaçados e acorrentados, que consideram como «forma de protesto» por terem sido obrigados pela DREN a promover aquela actividade.
«Vou mascarada de presidente do Conselho Executivo, ou seja, amordaçada e acorrentada, sem qualquer autoridade e muitas vezes até sem poder falar» , disse a responsável do agrupamento.
Cecília Terleira falava antes de pôr uma mordaça preta na boca, que manteve ao longo do desfile carnavalesco.
Desfilou ainda com as mãos acorrentadas, acompanhada dos restantes professores, todos igualmente trajados de negro e alguns também acorrentados e amordaçados.
Os professores afirmaram que participam neste desfile porque foram «obrigados» pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).
«Vamos contrariados e desmoralizados, mas vamos, porque fomos obrigados a ir por uma determinação da directora regional» , afirmou Cecília Terleira.
Os professores daquele agrupamento tinham decidido, em Conselho Pedagógico, cancelar o desfile de Carnaval, alegando falta de tempo para o preparar.
Os docentes queixam-se de estarem «atafulhados» de trabalho, com os processos de eleição do Conselho Geral e do director do agrupamento, as provas assistidas e a avaliação do desempenho, e ainda as provas de aferição e exames nacionais.
No entanto, a Associação de Pais do agrupamento já se tinha insurgido contra o cancelamento do desfile e chegou mesmo a ameaçar com manifestações públicas de protesto, considerando que os professores estavam a usar os alunos como «armas de arremesso» contra o Ministério da Educação, por causa do processo de avaliação de desempenho.
Terça-feira, a directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, determinou, através de um e-mail, a realização do desfile.
«Determino o cumprimento das actividades com os alunos previstas para esta época» , refere o e-mail.
Por isso, os professores desfilaram hoje com a palavra «determino» nas costas e com cartazes com a frase «De luto mas em luta».
«Os professores preferiram ceder à determinação da DREN do que colocar em causa o meu lugar de presidente do Conselho Executivo. Por isso, embora completamente contrariados, cá estamos todos a 'festejar' o Carnaval» , afirmou Cecília Terleira.
Durante os últimos dias, Cecília Terleira tinha sido «proibida de falar» à comunicação social sobre esta polémica.
A Lusa tentou ouvir Margarida Moreira sobre este assunto, mas sem sucesso até ao momento.
A mim, para além deste tipo de repressão apalhaçada - a que já estamos habituados - que invadiu o ensino e a escola portuguesa, surpreende-me a iliteracia desta Directora Geral.
Escreve como um analfabeto funcional. Pelo menos, se não escreve, assina os textos...
Já não é a primeira vez que se encontram plasmados na net textos da autoria desta senhora que são verdadeiros hinos à degradação da escrita.
Em apenas dois parágrafos, a mulher comete 3 erros de palmatória.
Ambas as frases se quedam sem sentido.
No último, a senhora escreve o contrário do que, obviamente, pretende dizer.
Em vez de ser a escola que prestigia a sociedade, é a sociedade que prestigia a escola!
Uma incrível subversão, apesar disso não tão grande como o facto de se colocar uma senhora com este nível cultural e de desempenho da Língua a dirigir o ensino na Região Norte.
Enfim: este governo prova a cada passo que a máxima «cada país tem o que merece» faz realmente todo o sentido.


Ninguém presta declarações por ordem da DREN.
No Portogallo que se aproxima a passos largos quem não andar com uma fusca no bolso do casaco está tramado...
Editorial do ENSINO MAGAZINE (Dez.2008)
www.ensino.eu
E vale a pena ser professor?
Claro que vale. E muito! Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor.
Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua actividade profissional.
Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio.
De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem-postos no presente e os olhos bem focados no futuro.
Ser professor obriga a não ter geração.
Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira.
É pai, mãe e espírito santo.
E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública.
Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa.
O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e dos saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.
O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua auto-estima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.
O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas lectivas.
Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.
Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoira e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização.
Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem-estar e à busca do desenvolvimento pessoal.
Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.
Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incomensurável. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.
Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.
Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos para que possam ultrapassar com sucesso este desafio, esta dura prova a que todos os dias se têm visto sujeitos e para que possam ver ficar pelo caminho as políticas e os políticos que os quiseram humilhar.
João Ruivo
ruivo@rvj.pt
COMUNICADO FINAL DO ENCONTRO DE PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS, NO DIA 7 DE FEVEREIRO, EM COIMBRA
Os 212 Presidentes de Conselho Executivo reunidos em Coimbra, consideram que a base do desempenho das suas funções se rege por princípios de gestão democrática da actividade educativa das escolas. Não estando em causa a ofensa do quadro legal em vigor, sublinha-se, porém, que o cumprimento de tal dever não exclui, antes implica, a assunção do dever cívico de garantir o bom funcionamento das Escolas no cumprimento de projectos educativos destinados à melhoria das aprendizagens dos alunos.
O espírito que tem vindo a presidir à iniciativa de encontro de Presidentes de Conselho Executivo é o de, na observância dos princípios de responsabilidade institucional, transmitirem ao Ministério da Educação:
· a convicção de que este modelo de avaliação é um mau instrumento de gestão.
· a convicção de que este modelo não contribui para a melhoria do desempenho da escola pública naquela que é a sua finalidade: garantir a qualidade do ensino.
· que a insistência na aplicação do actual modelo não teve em conta e prejudica a construção de uma ferramenta de avaliação do desempenho docente justa, séria e credível, parecendo ignorar os sinais de preocupação e empenho continuadamente transmitidos pelas escolas, nomeadamente, em reuniões com o Ministério da Educação e documentos enviados pelas mesmas.
· Que as sucessivas adaptações introduzidas no modelo de avaliação, não correspondendo ao acima expresso, promoveram - sob a forma de recomendações e documentos avulso - factores de perturbação da vida nas Escolas, descentrando a atenção dos docentes daquela que é a sua tarefa principal.
· que tal insistência - desvalorizadora das diversas tomadas de posição dos docentes no uso das garantias de participação e protesto inerentes ao funcionamento do regime democrático - parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento de um calendário.
Estas preocupações, transmitidas à Sra. Ministra da Educação em audiência do passado dia 15 de Janeiro, não se alteraram e têm vindo a ser confirmadas, não se tendo dissipado o clima de instabilidade vivido nas Escolas, antes o agudizando.
Assim, é entendimento dos presentes que em relação às questões que envolvem a entrega dos OI, importa sublinhar que:
· na legislação publicada, não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos mesmos pelos docentes, nem à sua fixação pelo Presidente do Conselho Executivo;
· os objectivos constantes no projecto educativo e no plano anual de actividades da Escola são referência adequada, em si mesmos, à avaliação de desempenho docente.
De igual modo, os presentes consideram fundamental dar continuidade ao desenvolvimento de um trabalho reflexivo e compreensivo sobre as questões essenciais da educação, da função da Escola Pública e da Carreira Docente.
Neste sentido exortam os demais Presidentes de Conselho Executivo do país a associarem-se a esta reflexão.
Este plenário reitera a posição anteriormente assumida, em Santarém, e transmitida à Sra. Ministra da Educação, no sentido da suspensão do actual modelo de avaliação como condição essencial para a defesa inequívoca da Escola Pública e da qualidade do ensino.
Os dirigentes das escolas asseguraram aos docentes que não são obrigados a apresentar os objectivos individuais
Quando, depois de longas horas de discussão, 212 presidentes de conselhos executivos de escolas de todo o país saíram do auditório da Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, para reiterar o pedido de suspensão do actual modelo de avaliação de professores, só uns dez se dirigiram aos respectivos automóveis. A maior parte posicionou-se em frente ao edifício, num longo friso em forma de meia-lua, desenhado para as câmaras da TV. "É para a ministra ver que somos mesmo muitos. Quase mais cem do que há um mês!", explicou um deles, antes de uma colega insistir em que o movimento de contestação "está a crescer".
A noite caíra há muito, os jornalistas davam sinais de inquietação à medida que se aproximava a hora dos noticiários das televisões e os presidentes dos conselhos que compunham a moldura batiam os pés, enregelados. "Vá, avança!", incentivou Pedro Araújo, da secundária de Felgueiras, dando um ligeiro empurrão a Isabel Le Gué, da Rainha D. Amélia, de Lisboa.
A porta-voz fora escolhida no último minuto, para ler um documento duro em relação ao Governo, mas que ainda estava entalado na impressora. E ninguém tentava disfarçar a desorganização de um movimento que nasceu e cresceu de forma espontânea. "Isso está explícito no documento que infelizmente não estou a ler", chegou a soltar Isabel Le Guê, em resposta a uma pergunta. Atrás, os colegas atrapalhavam a conferência de imprensa, pontuando as declarações da porta-voz com ruidosas salvas de palmas.
A presidente da escola da Rainha D. Amélia não terá utilizado palavras tão duras como as do texto da moção. Nela, os PCE dizem, claramente, que "a insistência" do Governo na aplicação de um modelo de avaliação "cujas adaptações têm constituído factores de perturbação nas escolas" "parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento do calendário". E desmentem o Ministério da Educação, que através da Internet se terá referido à apresentação dos objectivos individuais, por parte dos professores, como a primeira fase da avaliação.
"Relativamente aos objectivos, lembramos que não há normativos legais que obriguem à sua apresentação e por isso consideramos não haver razão para alarme", disse Isabel Le Guê.
Depois, acrescentou que "o importante é que os professores percebam que são livres e que não se sintam coagidos a tomar uma decisão". "Há coacção, às vezes subliminar", disse a porta-voz. Ao seu lado, Ana Pereira, presidente do conselho executivo da Escola de Paço Sousa, precisou: "Nas escolas há medo e, principalmente, angústia. Medo das consequências, por parte dos que não entregaram os objectivos. E angústia - de uns por terem entregado e de outros por não o terem feito".
Ao contrário do que aconteceu no primeiro encontro, em que participaram 128 presidentes, a possibilidade de demissão em bloco não dominou a discussão. "Não nos demitimos de continuarmos a ter voz. É uma voz pequena, mas está a crescer", avisou Isabel Le Gué.
Dentro da sala, o apelo foi mais claro. Se em Santarém o desafio tinha sido chamar "mais colegas" - "para aumentar a capacidade de revindicação" - agora a aposta é que cada um dos 212 leve ao próximo encontro, ainda sem data marcada, "pelo menos mais dois representantes de outras escolas".
Em Lisboa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, mostrou ter uma percepção diferente do que se passa nas cerca de 1200 escolas e agrupamentos do país. "Está tudo a correr com normalidade. Com dificuldades, mas com normalidade", disse à Agência Lusa, referindo-se à avaliação.
É com muita satisfação que recebo a notícia que os professores continuam a lutar, por esse país fora, contra esta indignidade que o ME quer impor aos portugueses.
Aqui em Seia, infelizmente, a luta não é generalizada.
Muitos professores, aterrorizados com medo da ministra, quebraram totalmente, aceitando entregar os objectivos e pactuando assim com aquilo em que não acreditam.
Mas no Algarve, por exemplo, um familiar meu - avaliador - aconselhou todos os colegas a avaliar a pedirem o Excelente e é isso que está a acontecer em todas as escolas.
E objectivos? Ninguém entregou.
Ainda há professores corajosos de Norte a Sul do país.
Não são todos, é certo, mas ainda os há. E são dezenas de milhares.
Só por aqui, por este interior esquecido e ostracizado, é que o medo se sobrepõe aos demais valores de Cidadania e de Resistência Cívica.
Paciência. Como sempre, metade dos professores lutam pela valorização das suas carreiras, pela dignificação da Escola e contra o plano de desmantelamento dessa mesma Escola pública, plano esse que é infelizmente apoiado, na prática, pela outra metade de professores que, embora partilhando dos mesmos valores, acaba por soçobrar ao medo.
O medo é, de facto, a maior das "virtudes" dos portugueses.
Tudo o que fazem é com medo do que aconteceria se o não fizessem.
É o medo que, de facto, comanda a vida de milhões de portugueses, nos mais pequenos actos do dia a dia.
O exemplo mais caricato é o de se dar uma moeda a um arrumador com medo que lhe risque o carro.
Um país de gente medrosa e demitida dos seus Direitos é um país que não se afirma em plano nenhum. Nem sei se merece ser levado a sério, lá fora.
Lamento profundamente que assim seja.
Soneto à sinistra
Alma mesquinha e vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!
Vieira
Mais uma manobra do propagandista-mor da República!
Chamo a atenção para o equívoco que a Comunicação Social tem divulgado.
O estudo não é da OCDE.
É desenvolvido por um grupo de peritos "liderado por Peter Matthews" e segue os critérios ("metodologia e abordagem") da OCDE.
E foi solicitado pelo ME, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de independentes (para quê referir expressamente "independentes"?!).
E baseia-se nas informações fornecidas pelo ME. Tudo isto se lê na página derosto do ME, de que transcrevo o seguinte: "Solicitado pelo Ministério da Educação (ME), este estudo corresponde a uma avaliação intermédia, realizada durante a fase de implementação das reformas, com o objectivo de verificar se as medidas desenvolvidas estão a atingir os resultados previstos e se as estratégias adoptadas devem ser ajustadas em função da experiência. Liderada pelo professor Peter Matthews, esta avaliação seguiu a metodologia e a abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros, ao longo dos anos, com resultados positivos".
Abílio Carvalho.
Já agora, quanto é que pagaram à equipa de Peter Mattews?
Eu conheço a forma de trabalhar dos peritos internacionais.
Actuam em rede e juntam-se por afinidades intelectuais e políticas. Oferecem os seus serviços aos Governos e às Organizações Internacionais Globalistas, como a OCDE.
Regra geral, fazem-se pagar muito bem: no mínimo 25000 euros por mês de trabalho.
Se o pagamento for feito à totalidade do relatório, o montante pode chegar a muitas dezenas de milhares de euros.
A metodologia é a habitual: o Gabinete da Ministra tem um "oficial" de ligação que fornece aos peritos toda a informação; os peritos fazem duas ou três deslocações curtas a Portugal para entrevistarem pessoal de topo do ME, os coordenadores dos programas e dirigentes da IGE e é tudo.
Depois, é só escrever o Relatório. Regra geral, não há lugar para observações prolongadas nas escolas nem a entrevistas a professores, alunos e pais.
Logo que consiga ter acesso à metodologia do Relatório, analisarei, em concreto, os procedimentos da equipa liderada por Peter Mattews.
Aposto que não foi muito diferente da que aqui relatei.
Reparem nesta conclusão do Relatório:
"A alteração das regras de gestão das escolas, designadamente no que respeita à eleição do director, é encarada de forma positiva, na medida em que permite uma escolha baseada no mérito profissional dos candidatos."
(Fonte: ME).
Então, os peritos internacionais "independentes" pagos pelo Governo de José Sócrates não sabem que os actuais PCEs já têm formação especializada em gestão escolar?
E que os novos directores até podem não ter a categoria de titulares?
Para quem diz que a categoria de titular serve para distinguir o mérito e diferenciar os professores, há aqui qualquer coisa que não bate certo!
in Profavaliação
Dada a quantidade de mensagens de professores angustiados com as pressões dos Conselhos Executivos e hesitantes quanto ao que devem fazer, e porque o tempo urge, envio estas considerações, que são, por enquanto, da minha exclusiva responsabilidade, agradecendo, desde já, a sua massiva divulgação.
ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…
· Significa aceitar que, no próximo ano lectivo, o modelo de avaliação imposto pelo ME se aplicará na sua versão integral.
· Significa conformar-se com a existência de titulares e de quotas.
· Significa colaborar na degradação da escola e da profissão docente.
· Significa desperdiçar toda a força acumulada nas grandiosas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro e nas extraordinárias greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro.
Rejeitar o Modelo de Avaliação do ME e continuar a contestação passa por:
NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS.
Mesmo correndo riscos, eles serão sempre insignificantes se comparados aos prejuízos provocados pela aplicação deste modelo, sobretudo tendo em conta que, neste caso, o risco será sempre muito limitado, porque:
· A entrega dos objectivos não tem carácter obrigatório, portanto, não dá lugar a qualquer sanção disciplinar.
· A não entrega dos objectivos não impede a continuação do processo de avaliação, já que a auto-avaliação é a primeira fase do processo, realizar-se-á no fim do presente ano lectivo e, apesar de ser meramente consultiva, é considerada um dever, tenha ou não se tenha apresentado objectivos.
· Os parâmetros da ficha do Presidente podem ser pontuados com ou sem objectivos definidos.
· A avaliação não terá qualquer efeito nos concursos para o próximo ano lectivo.
· As classificações inferiores a Bom, obtidas este ano, poderão ser corrigidas por uma avaliação extraordinária a realizar no ano seguinte.
Mesmo que assim não fosse, as consequências do não cumprimento da lei são sempre inversamente proporcionais ao número dos que não a cumprem.
140 mil processos disciplinares parariam o país mais rapidamente que o terramoto de 1755…
Por isso, a questão central, neste momento, é a seguinte:
VAMOS BAIXAR A CABEÇA E DEIXAR RUIR O QUE CONSTRUÍMOS, TÃO DURAMENTE?
Não, Obrigado!
Os professores com P grande e titulares em matéria de ética profissional vão mostrar a este governo intransigente e obstipado que a dignidade não tem preço.
Nota final:
Nas escolas onde não for possível aprovar esta posição, isso não impede os colegas em minoria de afixar na sala de professores uma Declaração de não entrega de objectivos.
A contabilidade da não participação neste modelo injusto far-se-á, não só pelo número de escolas, mas também pelo número de professores de todo o país.
Faria Pinto
SPN

Na Região Centro,
Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas (Oliveira do Hospital)
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Agrupamento de Escolas da Caranguejeira (Leiria)
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Anadia
Agrupamento de Escolas de Buarcos (Figueira da Foz)
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
Agrupamento de Escolas de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Paúl-Entre Ribeiras (Castelo Branco)
Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra)
Agrupamento de Escolas de Penacova
Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda
Agrupamento de Escolas de S. Silvestre, Coimbra
Agrupamento de Escolas da Sé (Lamego)
Agrupamento de Escolas da Sequeira, Guarda
Agrupamento de Escolas de Tabuaço
Agrupamento de Escolas de Tondela
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas do Caramulo (Tondela)
Agrupamento de Escolas do Paião (Figueira da Foz)
Agrupamento de Escolas Entre-Ribeiras (Paúl)
Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento de Escolas Inês de Castro, Coimbra
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas José Saraiva (Leiria)
Agrupamento de Escolas Maria Alice Gouveia (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Martim de Freitas (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal (Pombal)
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral (Belmonte)
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches (Penamacor)
Agrupamento de Escolas Serra da Gardunha
Escola Básica Integrada do Senhor da Serra (Miranda do Corvo)
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Cristina Torres da Figueira da Foz
Escola Secundária c/ 3.º Ciclo D. Dinis (Coimbra)
Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Carregal do Sal
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Fernando Namora (Condeixa-a-Nova)
Escola Secundária c/ 3.º Ciclo Quinta das Palmeiras (Covilhã)
Escola Secundária de Arganil (Coimbra)
Escola Secundária de Mortágua
Escola Secundária Emídio Navarro (Viseu)
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Escola Secundária Homem Cristo (Aveiro)
Escola Secundária Infanta Dona Maria (Coimbra)
Escola Secundária José Falcão (Coimbra)
Escola Secundária Quinta das Flores (Coimbra)
A luta decide-se nas Escolas! Os Professores não desarmam!
Ver posições das escolas em
http://www.sprc.pt/default.aspx?id_pagina=657
As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fez chegar nos prazos legalmnte instituídos, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).
Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os professores e educadores continuam a rejeitá-lo.
Poderão alguns docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.
Esta, como outras formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão continuam a exigir.
A Plataforma Sindical dos Professores
Quais as consequências legais e/ou de carácter administrativo da não entrega de objectivos individuais por parte dos docentes? (Questão colocada por escrito por 20 professores)
De: meducacao@min-edu.pt
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,
Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:
O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução
da carreira docente.
No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.
Com os melhores cumprimentos
DGRHE
Este documento (esclarecimento do ME) vem confirmar o que os Sindicatos da FENPROF sempre disseram, baseados nos seus Gabinetes Jurídicos. Se repararmos, mesmo quanto à fixação dos objectivos individuais pelos PCE, tal não é obrigatório, como é óbvio. A resposta proveniente do ME/DGRHE refere PODERÁ e não DEVERÁ.
Fica, como não podia deixar de ser, à mercê da consciência do PCE/Director. Daí a importância de declararmos a suspensão do processo, escola a escola, agrupamento a agrupamento, com a não entrega dos objectivos individuais. Assumimos a nossa determinação e apoiamo-nos na nossa unidade.
Dificulta a vida a quem quer quebrá-la.
Bom Trabalho. A Luta Continua!
Nota importante: se na tua escola ainda não suspenderam a avaliação, querem fazê-lo e precisam de apoio para a elaboração de um texto que seja coerente com as posições já assumidas, não hesites e contacta o SPRC/FENPROF.
O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento.
Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.
"Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo", disse ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos. O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas.
"O problema é demasiado grave e não tem a ver apenas com os professores. O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos", acrescenta o líder do MUP, afirmando que, entre professores, já circulam expressões do tipo: "vota à direita ou à esquerda, mas não votes PS".
Um dia depois da greve, movimentos independentes e sindicatos convergem na avaliação da situação: há mais professores unidos contra as políticas do Governo e escolas a preparem reuniões gerais para tomar decisões. "As escolas readquiriram parte da determinação que tinham perdido", diz Ilídio Trindade. Mário Machaqueiro acrescenta que este "ânimo" poderá levar à adesão a greves mais prolongadas se a posição do ME não mudar.
Apesar da leitura optimista, movimentos e plataforma reconhecem que o processo está a avançar nalgumas escolas e que há professores que, mesmo fazendo greve, estão a ser coniventes com o sistema, tendo já aulas assistidas e objectivos individuais entregues.
"Se isso acontece ainda é mais grave. É sinal de que não o fazem de sua livre vontade e acordo mas porque são alvos de pressões e ameaças", afirma Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma sindical.
O combate à avaliação entrou ontem numa nova fase, com o início da greve dos avaliadores ao processo de avaliação do desempenho.
Ultimamente, e por falta de tempo, o meu repúdio a este Governo, sobretudo a este ME, tem sido mais praticado do que escrito. Pratico (faço todas as greves, ignoro por completo qualquer acto relacionado com esta fantochada de avaliação e prefiro dedicar-me à minha escola e aos meus alunos) porque não tenho MEDO. No dia que eu tiver medo de um Governo do meu País, suicido-me!
É exactamente pela tristeza que sinto de ver muitos colegas perderem o fôlego nesta luta, por manifesto medo (até de serem exonerados, eu já ouvi!) que resolvi aqui publicar um texto sublime de uma colega de Barcelos!
Ponham-lhe os olhos! Meditem nele! Acreditem que não podemos deixar-nos vencer pelo medo! E como diz Barack Obama: «yes, we can!!!»
«Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas. O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação, tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? Fizeram como a avestruz?
Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.
Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.
Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.
Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.
Hoje dei mais um passo em frente… não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por “parir” um rato.Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah! e já não tenho marido.
Quando ouço alguns colegas que desabafam “Ai, eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado”… Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.
Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.
Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!»
(Escola Secundária de Barcelos)
postado por Paulo Carvalho
http://paulocarvalhoeducacao.wordpress.com/2009/01/21/ponham-aqui-os-olhos-srs-professores/
Escola Requiem
Escola! Velha Amiga!... Onde estás?
Procuro e não te encontro no meu Mundo
Há uma que te imita – e mal. No fundo,
copiou-te o nome e mais não é capaz
A luz da Inteligência… já a não dás?
O Digno? O Vertical? Está moribundo…
És Àgua de Cristal e um charco imundo
tomou o teu lugar. Desistirás?
Pudera dar-te a Vida, dar-te o Alento,
fazer brilhar a Luz que esvaneceu.
Reacender-te a Chama, o Talento…
Mas logo caio em mim. Que engano, o meu!
Já nada há a fazer. Para meu tormento
A Escola Verdadeira já morreu.
João Tilly 20/01/2009
De: meducacao@min-edu.pt
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,
Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:
O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução da carreira docente.
No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.
Com os melhores cumprimentos
DGRHE
A comentar esta resposta, que é exactamente o que está na lei 2/2008, há a dizer que ela já foi alterada pela 1-A/2009 e nada nos garante que o não seja novamente ou até que tudo fique suspenso no próximo dia 23 na AR, quando o CDS apresentar o seu projecto-lei para a suspensão deste modelo de avaliação.
Basta que 2 deputados do PS faltem para que vá tudo ao ar.
Isto não é um País: são 3, pelo menos.
Na Madeira a avaliação já foi feita pela tutela.
Nos Açores ela acaba de ser suspensa e no Continente continuamos a ser obrigados a um regime que foi banido nas regiões autónomas.
Que 3 países estes!...
Que palhaçada de governo!!!
Confira:
http://ww1.rtp.pt/acores/?article=6294&visual=3&layout=10&tm=7
LISTA DAS ESCOLAS/AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO (456)
[Dados às 20H00 de 17.12.2008]
________________________________________
REGIÃO NORTE (166) ver site SPN
________________________________________
REGIÃO CENTRO (136)
________________________________________
Coimbra (35)
Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Escola Secundária Fernando Namora
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária da Lousã
Escola Secundária / 3º CEB de Cristina Torres
Escola Secundária Bernardino Machado, Figueira da Foz
Escola Secundária c/ 3.º ciclo de Mira
Escola Secundária Avelar Brotero, Coimbra
Escola Básica Integrada Ferrer Correia, Senhor da Serra - Miranda do Corvo
Agrupamento de Escolas de Mira
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de Penacova
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva
Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Agrupamento de Escolas da Carapinheira - Montemor-o-Velho
Agrupamento de Escolas de Penela
Agrupamento de Escolas Finisterra, Febres, Cantanhede
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho
Agrupamento de Escolas da Lousã
Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas - Oliveira do Hospital
Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova
Agrupamento de Escolas de S. Silvestre, Coimbra
Agrupamento de Escolas da Cordinha, Oliveira do Hospital
Aveiro (24)
Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa
Agrupamento de Escolas de Oliveirinha, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Aveiro
Agrupamento de Escolas de Avanca
Agrupamento de Escolas de Branca, Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Agrupamento de Escolas de Eixo, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Fermentelos, Águeda
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Anadia
Escola Secundária de Estarreja
Escola Secundária de Vagos
Escola Secundária Jaime Magalhães Lima
Escola Secundária Homem Cristo
Escola Secundária Marques de Castilho, Águeda
Escola Secundária José Estêvão
Escola Secundária da Mealhada
Escola Secundária de Anadia
Escola Secundária de Esgueira
Castelo Branco (18)
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Frei Heitor Pinto
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Quinta das Palmeiras
(pararam todos os procedimentos)
Agrupamento de Escolas Paul e Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Castelo Branco
(Em reunião geral dos professores do agrupamento, aprovaram a suspensão 101 dos 115 presentes)
Agrupamento de Escolas da Sertã
Agrupamento de Escolas José Sanches, de Alcains
(Em reunião geral dos professores do agrupamento, assinaram a suspensão 95 dos 127 professores do agrupamento - 75%)
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, Penamacor
Agrupamento de Escolas da Serra da Gardunha
Agrupamento de Escolas de Mação
Agrupamento de Escolas de Tortosendo
Agrupamento de Escolas Padre António Andrade, de Oleiros - Castelo Branco
Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã
Agrupamento de Escolas João Roiz, Castelo Branco
Guarda (15)
Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Loriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas
Agrupamento de Escolas do Sabugal
Agrupamento de Escolas de Vilar Formoso
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
Escola Secundária de Seia
Escola Secundária de Pinhel
Escola Secundária Afonso de Albuquerque
Escola Secundária da Sé - Guarda
Leiria (11)
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Domingos Sequeira
Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos
Agrupamento de Escolas do Avelar
Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pêra
Agrupamento de Escolas de Pataias
Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal
Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel
Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos
Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus
Agrupamento de Escolas de Caranguejeira, Leiria
Viseu (33)
Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Agrupamento de Escolas Azeredo Perdigão - Viseu
Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique - Viseu
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros
Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Agrupamento de Escolas de Castro Daire
Agrupamento de Escolas de Tabuaço
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão
Agrupamento de Escolas de Mundão
Agrupamento de Escolas do Viso
Agrupamento de Escolas de Sernancelhe
Agrupamento de Escolas de Mundão. Viseu
Agrupamento de Escolas de Nelas
Agrupamento de Escolas de Souselo, Cinfães
Agrupamento de Escolas de Cinfães
EB 2/3 + S de Oliveira de Frades
Escola Secundária de Mortágua
Escola Secundária/3CEB Egas Moniz - Resende
Escola Secundária Viriato – Viseu
Escola Secundária de Carregal do Sal
Escola Secundária de Santa Comba Dão
Escola Secundária de Tondela
Escola Secundária de Castro Daire
Escola Secundária Alves Martins – Viseu
Escola Secundária Prof. Dr. Flávio de Resende (Cinfães)
Escola Secundária Emídio Navarro, Viseu
Escola Secundária Felismina Alcântara, Mangualde
________________________________________
REGIÃO DE LISBOA E VALE DO TEJO (105) ver site do SPGL
________________________________________
REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) (49) ver site do SPZS
"A inenarrável directora regional de Educação do Norte, famosa pela desabrida forma como tratou um professor que terá dito uma graça sobre "o primeiro-ministro de Portugal", entendendo, em contrapartida, que encapuzar-se e, em plena aula, apontar uma pistola de plástico à cabeça da professora já é só uma brincadeira de mau gosto, voltou à ribalta, e de novo pelas melhores razões: um ofício dirigido às "suas" escolas sobre o não menos famoso "Magalhães", que a doutora (do latim "doctor", aquele que ensina) redige numa língua inédita, vagamente parecida com o português.
Algumas passagens do documento são verdadeiros clássicos do português técnico, versão Ministério da Educação.
Repare-se, por exemplo, neste naco de prosa:
"O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023″.
Mas o resto, designadamente a inovadora técnica de pontuação que é pegar em vírgulas e atirá-las ao ar a ver onde caem, não é menos esclarecedor do nível hoje exigível para se ocupar um alto cargo educativo em Portugal."
Artigo de Manuel António Pina, JN de 13-01-2009
Não. Não foi esta.
Foi a anterior votação em que, se os 13 deputados do PSD não se têm baldado à fartazana, como costumam fazer às sextas, a avaliação teria sido suspensa.
Claro que agora os socialistas tocaram a reunir e não iriam dar ao PSD a oportunidade de ficar bem visto perante 140 mil professores e suas famílias, num total de meio milhão de votos, seguramente, e pelo menos.
O PSD perdeu mais uma flagrante oportunidade de roubar votos a Sócras.
Cada um tem o governo e a oposição que merece.
E nós, pelos vistos, merecemos um e outra.

Como é possível que, em Portugal, um Professor que NUNCA FOI
AVALIADO chegue ao topo da Carreira político-docente (Ministra da Educação!) e se ponha a disparar em todos os sentidos contra os Professores-não-avaliados?
Vejamos: a Drª Maria de Lurdes tirou o antigo 5º (actual 9º) ano e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso).
Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5ºano + 2 anos de Magistério Primário!).
Ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno, saiu com um
DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas(?!) no ISCTE, por acaso onde sr. engenheiro fez a pós-graduação (mestrado?) a seguir à 'licenciatura' da Universidade Independente.
Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA! Do outro lado da barricada, também era CONTRA a avaliação dos Professores, não era Drª Maria de Lurdes?
Pelo menos o seu ex-Professor Iturra diz que sim... e ainda nenhum ex-aluno veio aqui para os fóruns gabar-lhe os dotes docentes!
Não teremos mesmo melhor?
Os professores poderão lidar com os alunos como a Srª lida com os professores?
Exigir-lhes tudo, ensinando pouco e com tão parco exemplo?
Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Inefável Valter o Lemos confirma que não houve aulas em quase escola nenhuma neste país mas que as escolas não fecharam, na sua maioria.
Substitui-se a função principal das escolas pela de armazenagem de população estudantil.
Tudo na linha desta "avaliação" de não-professores, em que tudo conta e interessa... menos ensinar.
Serviram, por isso, as escolas de depósitos de crianças.
Eu acho que com esta solução de armazenagem horizontal toda a gente ficou satisfeita.
Os pais, que ficaram com os filhos nas escolas. A fazer o quê? Isso não interessa.
Os Conselhos Executivos e os poucos auxiliares que, sem professores nas escolas, tiveram eles próprios que tomar conta de centenas de garotos sem ocupação. Penso que também ficaram satisfeitos com esta solução senão tinham fechado as escolas.

Meras 24 horas depois de se afirmar absolutamente inflexivel, miss Milú dá um golpe de rins dificil até parra o mais experimentado contorcionista.
Mas os prossupostos mantêm-se.
Esta gente até ontem tão arrogante, afinal hoje a tudo se humilha desde que o processo (mas afinal qual processo??? Já nem interessa nada isso!... um qualquer!) não páre.
O medo que estes desgraçados têm de perder a face!...
Querem lá eles afinal saber da Escola, dos alunos ou de uma avaliação justa!
Estes galguistas, durante ano e meio, encheram a boca com mentiras descaradas e insultaram a inteligência todo o país para agora, de um dia para o outro, virem dar o dito por não dito e voltarem o bico ao prego. Tudo com a maior cara de pau e desfaçatez!
Só foi preciso terem percebido que o tacho estava em perigo.
Estes infames já só querem é sobreviver politicamente até às eleições.
Pois não sobreviverão!
Eu estou de acordo e solidário com os sindicatos neste ponto.
Aliás é preciso dizer que Mário Nogueira percebeu a infâmia em que caiu ou foi atraído (vamos passar um pano sobre isso) e agora está a NOVAMENTE A proceder muitíssimo bem.
Errar é humano.
E eu, pela minha parte, já lhe perdoei, porque ele retomou a luta NO PONTO ONDE TINHA CLAUDICADO e emendou a mão.
Não há que parar esta luta até os deitar literalmente por terra.
Há que mostrar a esta gente quem são os «ratos» e os «professorzecos».
Sócras convocou um Conselho de Ministros extraordinário para tratar exclusivamente do processo de avaliação dos professores.
Se Sócras não estiver completamente louco, comunicará aos seus empregados que decidiu suspender o processo.
Se for completamente louco continuará para a desgraça total.
Cavaco deve ter dado um puxão de orelhas grande a Sócras ontem à noite, depois de confessar que «lamentava muito» que Sócras tivesse feito orelhas moucas ao seu apelo.
Se eu ainda percebo alguma coisa deste circo gigante a que chamam Portugal, Sócras irá suspender o pidesco processo.
Se não o suspender agora, ele de qualquer modo não avançará. E Sócras perderá a face quando se perceber que nem 5% dos professores se submeterão ao pidesco processo.
É tão simples como issso.
E é isso que vai acontecer, ou eu não me chame Asdrúbal,
Explicando porque não pode ceder o ministério às exigências dos professores:
«Quando se dá uma bolacha a um rato ele a seguir quer um copo de leite!»
Um relato na primeira pessoa.
Leia toda a história clicando em baixo!
Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença do Jorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar em Setúbal, no dia 16 de Novembro às 17h. A palestra era subordinado ao tema "Política de Educação", foi promovida pela distrital do PS mas era aberto a não-militantes.
Eu lá apareci, pensando que ia encontrar vários colegas da nossa escola, mas fui o único. No auditório da Estalagem do Sado, estávamos oitenta pessoas, o que corresponde a cerca de metade dos lugares. Esperava ver lá mais gente. Quase todos os presentes eram militantes do PS e percebi mais tarde,
pelas intervenções, que cerca de metade dos presentes eram, também, professores. Eu, que sou apartidário e feroz crítico de quase tudo o que seja políticos e seus comportamentos, e nada habituado a estas lides, ali fiquei sentado ao lado de um colega de outra escola, na última fila.
Na mesa estava o secretário de estado, ladeado pelo ex-deputado, actual presidente da distrital do PS (e também pintor) Vítor Ramalho, e por um indivíduo que nunca falou e que desconheço. Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado do PS.
A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aos militantes sobre o assunto em causa.
O secretário de estado falou durante 50m, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras e até ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: os professores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem ser avaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, os professores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras, o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc., etc.
Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entre as quais eu, que falei mais ou menos a meio. Pensei que a generalidade dos militantes aproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo de avaliação, mas não foi isso que aconteceu. Começou por falar o militante Chocolate Contradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver o estado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido. O Humberto Daniel teve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que "por muito menos o Correia e Campos foi para a rua"; foi aplaudido. Outros militantes se seguiram. O Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse "a Escola está agora pior" e, referindo-se a uma passagem do discurso do secretário de estado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que "o PS esteve 7 desses 10 anos no governo"; foi muito aplaudido. Seguiram-se outras intervenções, de professores, alguns membros de conselhos executivos, ex-professores e militantes do PS, cada uma apontando aspectos diferentes das fraquezas deste modelo de avaliação, raramente se
apontando virtudes.
Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltado sobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido ainda comentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês "Quando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite." Assim, sem tirar nem pôr! Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:
– Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira;Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e
achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:
– Isto é uma palhaçada!
Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
– Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.
Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:
– Isto é uma palhaçada!
Às tantas o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim, e eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:
– Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro.
– Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia. Ainda perguntei, por duas vezes:
– Estou a dizer alguma mentira?
Ninguém me disse que não. Sentei-me; ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes.
Um psicólogo referiu que a ministra tem, à partida, qualquer coisa contra os professores, e que isso é notório nas suas intervenções. O último a falar foi um colega que referiu conhecer como funcionam as coisas noutros países da Europa, onde esteve várias vezes em trabalho, e de não saber de nenhum onde os professores sejam divididos em duas carreiras. Questionava ele a que país, afinal, tinha ido o ME inspirar-se.
Para terminar, foi dada a palavra ao secretário de estado, que voltou a falar das virtudes deste modelo de avaliação e da importância de o levar à prática. Foi um discurso circular, onde muito pouco se reflectiram as preocupações colocadas pela plateia.
Foi assim a minha aventura de quatro horas numa palestra promovida pelo partido que suporta o governo que está a destruir o ensino público no nosso país.
António Galrinho
D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M
VEJAM A LEGISLAÇÃO
A questão da privacidade da definição de objectivos e avaliação está claramente definida na legislação.
Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD
NÃO CAIR NA RATOEIRA. OS PROFESSORES NÃO SÃO FILHOS DE GENTE PARVA !!!
NÃO PREENCHER OS OBJECTIVOS ON-LINE !!!
Esta medida é 100% ilegal! ILEGAL !!! ILEGAL!!!!
Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD
Ilegalidades deles, são como tordos a cair!
Como de costume esta gentinha não sabe as leis com que se cose! São propostas de ilegalidade, em cima de propostas de ilegalidade!!!!
A lei diz tudo! Ninguém me pode obrigar a divulgar um qualquer documento sobre a minha avaliação, mesmo que me garantam sigilo! O sigilo é só entre mim e o avaliador! Não entre mim e o pessoal da DGRHE!
Decreto-Lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro
Artigo 6.º
Instrumentos de registo
3 -- Sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivos de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos.
Artigo 49º
Garantias do processo de avaliação do desempenho
1--Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação 512 Diário da República, 1.a série--N.o 14--19 de Janeiro de 2007 tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2--Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria.
Para além disto, quer o artº Artigo 3º Princípios orientadores, quer o Artº40º
Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho referem que:
1 -- A avaliação do desempenho do pessoal docente desenvolve-se de acordo com os princípios consagrados no artigo 39.o da Lei de Bases do Sistema Educativo e no respeito pelos princípios e objectivos que enformam o sistema integrado de avaliação do desempenho da Administração Pública, incidindo sobre a actividade desenvolvida e tendo em conta as qualificações profissionais, pedagógicas e científicas do docente.
E que diz o SIADAP sobre o assunto?
Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro
Artigo 44.º
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2 -- Sem prejuízo do disposto no número anterior e de outros casos de publicitação previstos na presente lei, os procedimentos relativos ao SIADAP 3 têm carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada trabalhador ser arquivados no respectivo processo individual.
3 -- Com excepção do avaliado, todos os intervenientes no processo de avaliação bem como os que, em virtude do exercício das suas funções, tenham conhecimento do mesmo ficam sujeitos ao dever de sigilo.
4 -- O acesso à documentação relativa ao SIADAP 3 subordina-se ao disposto no Código do Procedimento Administrativo e à legislação relativa ao acesso a documentos administrativos.
D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M
ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE
[Não introduza quaisquer dados no aplicativo informático criado pea DGRHE. Pode incorrer numa situação ilícita!]
Caro/a Colega,
Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.
Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.
Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.
E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.
1.º - Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;
2.º - Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.
Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!
Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.
Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.
A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:
25 a 28 de Novembro – MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (26 É NA REGIÃO CENTRO)
3 de Dezembro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES
4 e 5 de Dezembro – VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME
9 a 12 de Dezembro – GREVES REGIONAIS (NA ÁREA DA DREC É A 10 DE DEZEMBRO)
GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) - será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.
19 de Janeiro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)
Os Sindicatos vão, ainda, interpôr PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.
Tendo em conta a gravidade da situação, não é posto fora de hipótese a realização de OUTROS PERÍODOS DE GREVE que poderão ocorer em períodos coincidentes com avaliações, no final do 1.º período.
Os professores não vão desarmar!
Agora, mais unidos do que nunca, temos condições para provar a razão a quem nunca quis admitir que a tinha perdido, há muito tempo!
COLEGA, DIVULGA ESTA INFORMAÇÃO PELOS TEUS AMIGOS PROFESSORES E PELOS COLEGAS DA TUA ESCOLA!
O Departamento de Informação e Comunicação SPRC
E ainda há quem entregue os "objectivos individuais"... por medo(?!)...
UNIDOS SOMOS FORTES!
TODOS OS QUE ENTREGAREM OS SEUS "O.I." PODEM SER SUJEITOS À AVALIAÇÃO CONFORME OS CALENDÁRIOS APROVADOS!
A ENTREGA DOS O.I. É A PRIMEIRA INDICAÇÃO, DO DOCENTE, DE CONCORDÂNCIA COM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO!
- PARA QUÊ INTEGRAR MANIFESTAÇÕES, ASSINAR MOÇÕES, TER INTERVENÇÕES INFLAMADAS CONTRA O MODELO DE AVALIAÇÃO, CONTRA AS QUOTAS NA ATRIBUIÇÃO DAS AVALIAÇÕES DE "EXCELENTE" E "MUITO BOM", CONTRA O E.C.D APELANDO PELA SUA REVOGAÇÃO, SE, DEPOIS, NUMA OUTRA ATITUDE DE SUBSERVIÊNCIA, SE VAI, DILIGENTEMENTE, APOIAR A VONTADE PREPOTENTE DA MINISTRA, DEFRAUDANDO A UNIDADE QUE TÃO DIFICILMENTE TEMOS CONQUISTADO?
- SEJAMOS GRANDES, NESTE "PORTUGAL DOS PEQUENINOS", QUE CADA UM DE NÓS TENHA A CORAGEM QUE TODOS DEMONSTRÁMOS ATÉ AQUI:
-------- DIGAMOS NÃO ! NÃO ENTREGO OS O.I.!
Aos Colegas que, eventualmente, já tenham entregue os "O.I." na sua Escola/Agrupamento:
- Ainda estão a tempo de reconsiderar! Abrir uma brecha, por medo, pode fazer ruir a muralha que, com tanto esforço e sacrifício, UNIDOS conseguimos erguer!
CUIDADO COM O SITE DA DGRHE! A ARMADILHA ESTÁ MONTADA: a entrega on-line dos objectivos individuais, vai permitir ao ME obrigar à avaliação com o tão contestado modelo e, aí, não há "reconsideração" possível!... QUE NINGUÉM CAIA NA "TENTAÇÃO" DE FAZER A ENTREGA ON-LINE!
Urgente enviar este e-mail a todos os Colegas, imprimi-lo e colocá-lo, em local visível, nas salas de professores!
Parece que ainda ninguém disse a Cavaco que existe o maior clima de conflitualidade nas escolas portuguesas, resultado da implementação forçada de um processo de avaliação miserável dos professores.
O personagem fala de tudo MENOS da luta dos professores que é o assunto mais importante no país há, pelo menos, 1 semana.
E que se arrasta há mais de um ano.
Perdão: falou sim!
Para condenar os miúdos que atiraram os ovos à ministra!
Isso é que foi o acontecimento mais imortante da actualidade!
Agora a avaliação e o clima de guerra civil nas escolas?
Isso não interessa nada!
Dizem amigos meus posicionados na "alta" política, em Lisboa, que Cavaco está completamente xoné e que já toda a gente o percebeu.
E eu até começo a acreditar...
É mais do que maquiavélico!
Depois de carregar com as televisões às costas para filmarem a palhaçada da entrega dos 250 Magalhães, afinal era tudo mentira!
As pobres das crianças viram-lhes ser retirados os rebuçados da boca no mesmo dia!
Só uma cambada de pulhas da pior espécie se poderia alguma vez lembrar de tal velhacaria!
Com o diz o infame: «foi um dia histórico para Ponte de Lima!»
Depois de Coimbra, Setúbal e Vila Real recusam participar NESTE processo de avaliação.
Ninguém pede nada nem sugere permissão para coisa nenhuma, como infelizmente se faz noutras escolas.
Aqui diz-se à ministra: Não a este processo.
E nada fazem.
Acabou-se.
É este o modelo a seguir.
Não há cá pedidos nem propostas ao ministério, porque virão todas recusadas.
Tem a chancela de Maria de Lurdes Rodrigues - espanta não ser de Valter Lemos - e pretende aclarar o que ficou mal redigido da primeira vez ou que, o mais certo, foi mal pensado desde o início.
Porque, ao contrário do que Valter Lemos, Albino Almeida e a própria Ministra têm tentado fazer crer, não foram as Escolas a aplicar mal a Lei 3/2008. A Lei é perfeitamente clara:


É perfeitamente claro que a medida correctiva decorria das faltas, «independentemente da sua natureza». Que não percebam a leitura de uma lei é apenas normal na actual equipa ministerial.
Aliás, que não percebam que um despacho ministerial não pode contrariar uma lei da Assembleia da República é que me parece mais grave, pois deixa muito mal visto o serviço jurídico da 5 de Outubro.
Julgo que a jogada é apostar que ninguém se rale com isto e conteste a legalidade deste despacho, nem sequer Vital Moreira, o paladino do cumprimento das leis em Portugal. Mas a verdade é que este despacho é nulo de efeitos atendendo à sua natureza, por contrariar o estatuído numa lei com origem parlamentar.
Para além disso, o ME parece ainda desconhecer que nas escolas e agrupamentos em que o Decreto-lei 75/2008 já esteja em pleno vigor, com Regulamento Interno aprovado, a sua revisão não é um processo tão rápido e evidente quanto isso, pois deveria acontecer apenas de 4 em 4 anos ou extraordinariamente por decisão de maioria absoluta dos membros do Conselho Geral. O que pode levantar alguns problemas.

Mas isso, claro são questões que o ME atira para cima das escolas e agrupamentos em torrente com a velha técnica do nós despachamos e vocês desenrasquem-se.
In: http://educar.wordpress.com/
Depois do flop que foi a mini manif de sábado - que se poderia chamar: o suicídio dos professores livres - tenho que voltar a dar razão aos sindicatos. No que concerne a arrebanhamento de professores eles são os verdadeiros profissionais.
Eles põem autocarros, eles põem merendas, eles põem bandeiras e megafones.
Os professores embarcam nesse folclore.
Mas se tiverem que pagar portagens e gasolina... a coisa pia mais fino.
Os professores livres, no sábado, foram 7500.
Só em Lisboa vivem mais do que esses.
Os professores arrebanhados no sábado anterior tinham sido 120 mil.
16 vezes mais!
Os movimentos independentes perceberam que não têm público e evidentemente morreram com a acção que organizaram.
Claro que eles não vão concluir isso, e porventura passarão a enfermar do mesmo erro dos sindicatos: querer sobreviver a todo o custo.
Fazem mal.
Mostraram ao país que não têm representatividade e como tal devem extinguir-se ou pelo menos dar tempo a que os professores reflitam em mais este suicídio político que acabaram de cometer.
É certo que a culpa do flop foi dos movimentos independentes que nunca deveriam ter mantido a manif de 15 depois do êxito de colagem sindical que foi a manif de 8.
Não se esperava outra coisa...
Certo é que os sindicatos varreram com os movimentos independentes e mostraram que, apesar de atraiçoarem professores e ministros, quem tem a verdadeira força são eles.
Adeus consciência, adeus ética, adeus verticalidade.
Os professores deste país bem merecem o que lhes acontece.
O passarem de «malandros» a «excursionistas borlistas».
LISTA DAS ESCOLAS/AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO (124)
[Dados às 11H00 de 14.11.2008]
REGIÃO NORTE (33)
--------------------------------------------------------------------------------
Amarante
Agrupamento de Escolas de Felgueiras
Agrupamento de Escolas de Idães
Agrupamento de Escolas de Mesão Frio
Braga
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária de Maximinos
Escola Secundária de Póvoa de Lanhoso
Agrupamento de Escolas de Vila Verde
Chaves
Escola Secundária Júlio Martins
Escola Secundária António Granjo
Monção
Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura
Agrupamento de Escolas de Valdevez
Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca
Penafiel
Escola Secundária de Lousada
Porto
Escola Secundária de Gondomar
Escola Secundária Diogo Macedo
Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora
Agrupamento de Escolas de Rio Tinto
Agrupamento de Escolas da Areosa
Escola Secundária António Nobre
Agrupamento de Escolas Soares dos Reis
Agrupamento de Escolas Irene Lisboa
Póvoa do Varzim
Escola Secundária Alcaides de Faria
Escola Secundária D. Afonso Sanches
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária de Barcelinhos
S. João da Madeira
Agrupamento de Escolas Cucujães
Escola Secundária João da Silva Correia
Vila Real
Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia
Escola Secundária Camilo Castelo Branco
Escola Secundária de S. Pedro
Escola Profissional Agrícola do Rodo
Vila Nova de Famalicão
Agrupamento de Escolas de Calendário
REGIÃO CENTRO (48)
Coimbra
Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva
Aveiro
Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Escola Secundária de Estarreja
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa
Castelo Branco
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Agrupamento de Escolas Paul - Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Agrupamento de Escolas da Sertã
Guarda
Agrupamento de Escolas de Pinhel
Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Seia
Agrupamento de Escolas de Louriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas
Leiria
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
Agrupamento de Escolas do Avelar
Viseu
Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Escola Secundária de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros
GRANDE LISBOA (29)
Lisboa
Agrupamento de Escolas de Fernando Pessoa
Agrupamento de Escolas S. Julião da Barra
Escola Secundária Rainha D. Amélia
Escola Secundária Marquês de Pombal
Casa Pia - Colégio Pina Manique
Casa Pia - Nuno Alvares
Casa Pia - Instituto Jacob Rodrigues Pereira
Casa Pia - Colégio Maria Pia)
Escola Secundária Padre Alberto Neto
Escola Secundária D. João II
Escola Secundária Dr. António Carvalho Figueiredo
Escola Secundária Ferreira Dias
Escola Secundária Camões
Escola Secundária Virgílio Ferreira
Agrupamento de Escolas Avelar Brotero
EBI de Santo Onofre
Setúbal
Escola Secundária c/ 3º Ciclo da Amora
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Manuel Cargaleiro
Agrupamento de Escolas Pinhal de Frades
Agrupamento de Escolas Conceição E Silva
Agrupamento de Escolas Elias Garcia
EB 2, 3 Luísa Todi
Escola Secundária de Sampaio
Escola Secundária Padre António Macedo
Santarém
Agrupamento de Escolas do Entroncamento
Escola Secundária do Entroncamento
Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével
Escola Secundária de Rio Maior
Agrupamento de Escolas Francisco Casimiro
REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) (14)
Évora
Escola Secundária Severim de Faria
Escola Secundária Gabriel Pereira
Escola Secundária André de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Redondo
Faro
EB 2,3 D. José I
Escola Secundária de Tavira
Escola Secundária Teixeira Gomes
Escola Secundária de Silves
Agrupamento de Escolas Francisco Cabrita
Agrupamento de Escolas de Salir
Escola Secundária de Vila Real de Santo António
EB 2,3 de Cacela
EBI de Salir
Escola Secundária Tomás Cabreira
E a ministra diz que não há uma escola onde o processo esteja parado!...
É só rir!
Há já mais de 600 escolas neste momento em que as aulas estão a decorrer normalmente como se não tivesse existido nunca esta tentativa de instalação de Estado de terror nas Escolas.
E já nem sequer se fala disso!...
MPÕE-SE A SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
PELOS PROFESSORES E PELAS ESCOLAS
O SPRC saúda o facto de 55 dos 58 conselhos executivos, do distrito de Coimbra, terem reclamado a suspensão da aplicação do modelo de avaliação de desempenho em vigor, tendo em conta a degradação do ambiente das escolas e o risco que as aprendizagens dos alunos correm.
Regista ainda que tenha sido consensual não avançar, desde já, independentemente da forma, com qualquer procedimento de avaliação.
A Direcção do SPRC reafirma que a única solução possível para travar o desenvolvimento de um modelo tão negativo é a sua suspensão, pelo que o SPRC apela aos Professores para que prossigam com todas as iniciativas que a concretizem, garantindo todo o apoio.
Com a suspensão deste modelo de avaliação e a sua substituição ganhará a Escola Pública, os Alunos e todos os Docentes. Ganhará o País!
COLEGAS, NÃO ESTAMOS SOZINHOS E CADA VEZ SOMOS MAIS.
AJUDEMOS A AUMENTAR ESTA IMPARÁVEL BOLA DE NEVE ... pelo nosso futuro, pelo de toda uma classe, mostremos dignidade ... e não ter medo!
500 professores, reunidos em Setúbal, aprovam a não entrega dos objectivos individuais
Depois de 120 mil professores/educadores nas ruas de Lisboa, a Ministra da Educação, cínica e sibilina, fez afirmações demasiado absurdas (e mentirosas) para as deixar passar sem resposta, digamos assim.
Pensei um pouco e tentei arranjar uma maneira de explicar à sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues que, por exemplo, não é verdade que os professores não queiram ser avaliados, como fez questão de afirmar de novo.
Ora vamos lá ver se a sr.ª entende de uma vez por todas:
imagine que acorda, num belo sábado (por exemplo, num 8 de Novembro de 2008), um pouco mal-disposta e muito desgrenhada. Vá lá... não é assim muito difícil de imaginar, pois não?
Continue a imaginar que se olha ao espelho e que resolve, num segundo, que tem de ir à sua cabeleireira nessa mesma manhã, para cortar um pouco o cabelo e fazer uma madeixas... para aumentar a sua auto-estima e se sentir ainda mais bela e sedutora. E assim faz!
Mas imagine que o salão da sua amiga Cacilda está fechado (coitada, o sogro dela morreu a noite passada) e que a sr.ª tem de ir a outro salão!
Imagine que ao entrar noutro estabelecimento, que até lhe pareceu ter bom aspecto, diz à cabeleireira:
- Olhe, querida, quero que me faça aqui um corte ao meu cabelinho... que estou a precisar de me sentir melhor! Aqueles malditos sindicalistas andam a desviar os professorzecos do bom caminho, andam a incentivá-los a não cumprirem a Lei... e eu estou a ficar um pouco farta disto, estou a ficar um pouco nervosa. Preciso de me animar e nada melhor do que dar aqui um jeitinho ao meu rico cabelinho!
Imagine, sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues, que a cabeleireira lhe pergunta:
- Tem a certeza que quer que lhe corte o cabelo?
Ora, obviamente, sabendo ao que se propôs nessa bela manhã, a sr.ª diria que sim!
Imagine que ela lhe respondia:
- Muito bem! Sente-se aí que eu faço-lhe já um "pente zero"!
Minha cara Maria de Lurdes Rodrigues: agora sou eu que me vou pôr a imaginar... que a sr.ª sairia dali imediatamente... e a pensar (com razão, concedo já) que a cabeleireira, simplesmente, "é doida"!
Agora deixo-lhe uma perguntinha: seria justo e verdadeiro, depois de uma cena destas, eu AFIRMAR que, afinal, a sr.ª NÃO QUERIA CORTAR O CABELO?!
Se mesmo assim não perceber o que lhe quis dizer COM ESTA HISTÓRIA DE "FAZ-DE-CONTA"... se não perceber o que é que isto tem a ver com a avaliação dos professores... com o modelo que a sr.ª e a sua equipa implementaram e com os motivos que levaram os professores a fazerem novamente uma gigantesca manifestação... avise-me... que eu mando-lhe o contacto do meu psiquiatra, para onde a sua política, o excesso de trabalho e as maldades de algumas pessoas me enviaram há já uns tempos! Ele pode não conseguir explicar-lhe, de um modo mais explícito, o que eu agora me esforcei para ser até entendido por um miúdo de 10 anos... mas, pelo menos, ele receita-lhe umas gotas que lhe farão bem aos olhos, aos ouvidos e à cabecinha (que imagino deva estar um pouco confusa com tanto ruído produzido pelos "zecos")!
Sempre ao dispôr
NP, um professor que quer cortar o cabelo... MAS NÃO A "PENTE ZERO"!

Caros pais e encarregados de educação,
É chegada a hora de caminharmos juntos em defesa da Escola Pública e da qualidade do ensino, pelo futuro dos nossos filhos e por uma escola de todos e para todos. Queremos uma Escola de sucesso, mas um sucesso ao serviço da sociedade e da cidadania, não um sucesso meramente estatístico, que é um logro e uma ameaça ao desenvolvimento futuro do nosso país. Muito mais do que certificar, queremos qualificar e formar! Para isso é necessário que os professores se sintam motivados, valorizados, e tenham as condições necessárias para desenvolver o seu trabalho junto dos alunos. Esta é a nossa luta, e é chegado o momento de termos ao nosso lado, cúmplices do nosso esforço e justíssimas reinvidicações, os pais e encarregados de educação dos nossos alunos. E é por isso que vos convidamos a juntarem-se a nós, no próximo sábado, no Marquês de Pombal, às 14 horas.
CONTAMOS COM O VOSSO APOIO! TODOS A LISBOA NO DIA 15!
A ORGANIZAÇÃO GARANTIRÁ UM LOCAL PRÓPRIO, NO DESFILE ATÉ S. BENTO, PARA OS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO!
"Professores querem greve antecipada por tempo indeterminado"
Mas...
Plataforma recusa greve anticipada
Entretanto, o porta-voz da Plaforma Sindical, Mário Nogueira, disse à Rádio Cube que os sindicatos não aprovam a intenção de uma greve por tempo indeterminado a partir de 25 de Novembro.
ISTO FAZ-ME LEMBRAR O QUÊ?
O CAMINHO É PARA A FRENTE!!!!

Caros colegas,
Hoje o Sr. Primeiro Ministro enquanto inaugurava duas escolas em Ponte de Lima disse e afirmou que a avaliação é para cumprir tal e qual com está, dizendo ainda e passo a citar "... a lei é para cumprir por todos tal como eu a cumpro."
Pois bem...
Alguém se lembra quando o Sr. Primeiro Ministro viajou até à Venezuela e dentro do avião fumou um cigarro?
Pois é! A lei também diz que o não se pode fumar em aviões... mas parece que afinal se pode... ou ele pode.
Parece-me que o Sr Primeiro Ministro não cumpriu a lei e não levou qualquer penalização.
Apenas se limitou a fazer um pedido de desculpas público e ficou por isso mesmo.
Então caros colegas...
No final também fazemos um pedido de desculpas público por não termos realizado a avaliação e não haverá qualquer penalização.
Como o Sr Primeiro Ministro disse "... eu sou um cidadão como outro qualquer e também cumpro a lei."
E quando não a cumpre não lhe acontece nada.
Nós também somos cidadãos deste país... e portanto cumprimos tanto como ele cumpre!
Que paciência para aturar este Governo...
Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD
Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro
Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
José António Ruas Martins de Pinho
mostrar detalhes 00:03 (49 minutos atrás) Responder
Subject: Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD
Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
A Avaliação de Desempenho Docente (ADD) assume-se como um instrumento conducente à valorização das práticas docentes, com resultados positivos nas aprendizagens dos alunos e, simultaneamente, promotor do desenvolvimento pessoal e profissional, como globalmente o estipulam os artigos 3º e 4º, do mencionado Decreto Regulamentar.
O ambiente que se vive nas nossas escolas não é propício a um trabalho consentâneo com as competências atribuídas aos Órgãos de Administração e Gestão das Escolas, nomeadamente na recomendação de envolver os docentes em todo o processo de ADD.
A formação ministrada pela DGIDC, em Viseu, nos meses de Março e Maio, não atingiu os objectivos de dotar os PCE de mecanismos que favorecessem a sua concretização.
Os trabalhos não corresponderam às expectativas, nem em termos conceptuais nem em termos pragmáticos. Posteriormente, a formação que tem vindo a ser desenvolvida pelos Centros de Formação (e que ainda se encontra a decorrer) tem atingido os objectivos, mas há que reconhecer a sua extemporaneidade e a necessidade de ter abrangido todas as partes envolvidas - avaliadores e avaliados - antes do início do processo.
A implementação do modelo protagonizado, com coerência e rigor, tem vindo a provocar graves perturbações no normal funcionamento das nossas escolas, já que, actualmente, nos deparamos com as seguintes vicissitudes na implementação de avaliação de desempenho docente:
o A dificuldade dos órgãos de gestão das escolas e dos professores para organizarem um conjunto de procedimentos que são enquadrados por uma conceptualização que exige/pressupõe uma enorme diversidade de documentos e de instrumentos de registo;
o A complexidade da gestão de toda a organização escolar (mais acentuada neste período de transição) decorrente do acréscimo de alunos e das ofertas formativas a que procuramos dar resposta;
o As inúmeras situações que exigem dos órgãos de gestão uma intervenção constante no espaço escola/comunidade (normativos legais, transferência de competências...);
o O esforço que este acréscimo de ofertas formativas, a sua inovação e diversidade acarreta a todos os docentes;
o A tendência (emergente) para desvirtuar as funções dos professores ocupando-os em tarefas burocráticas de elaboração/reformulação de documentos/ instrumentos em detrimento de funções pedagógicas;
o A constatação no dia a dia das nossas escolas de que o processo de ensino -aprendizagem pode, a muito curto prazo, vir a ser relegado para segundo plano.
o A evidente repercussão negativa de todas estas variáveis na prática lectiva, quando a ADD deverá conduzir à melhoria das práticas e, consequentemente dos resultados;
o A dificuldade em criar condições para que, de forma coerente e objectiva, se definam objectivos individuais, em unidades de gestão que, nos nossos casos, chegam a ter 200 professores;
o As anomalias na concretização do ensino/aprendizagem nas turmas dos docentes avaliadores já que, para assistirem a aulas dos docentes avaliados têm que faltar às aulas das suas próprias turmas, interrompendo, assim, a regularidade e a continuidade pedagógica. E, ainda a situação do pré - escolar e do 1º ciclo em que avaliados e avaliadores têm sempre simultaneidade de horário.
o A tendência para a não legitimação do papel de avaliador pela discrepância que tantas vezes existe (tempo de serviço, habilitações, disparidade de áreas científicas ...) entre avaliados e avaliadores.
o A contingência de se alterarem as calendarizações previamente aprovadas, dilatando constantemente os prazos para aprovação das fichas e instrumentos de registo e de definição de objectivos individuais e, mesmo assim, no horizonte, a possibilidade de não ser possível aplicar o modelo com o rigor que lhe é devido.
Concluindo, o objecto de acção dos professores e dos órgãos de gestão são os alunos; o concretizar de um conjunto significativo de aprendizagens, através de aulas bem preparadas, de projectos educativos consistentes; de organizações escolares que respondam à crescente complexidade da sociedade em geral e, em particular, à enorme diversidade de públicos e de contextos sócio - económico - familiares com que nos deparamos no dia a dia.
Não podemos continuar a sentir, nas nossas comunidades escolares, que a avaliação é um fim em si própria.
Urge garantir que haja mais vida nas escolas para além da avaliação de desempenho.
Gafanha da Nazaré, 28 de Outubro de 2008
Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro
Anexos: Ofício para o ME (ofmeilhavo) e versão da posição em ficheiro pdf com as assinaturas (add), para que não possam dizer que é falso e que só há posições individuais de professores e não de Escolas ou Agrupamentos.
Sim, seria uma obra de caridade que esta missiva chegasse ao seu destinatário - O Sr. P.M."Enginheiro" Socras
Como Sª Exª tem a mania de nos comparar com a Finlândia, venho por este meio dar o meu pequeno contributo sobre as comparações que tanto gosta de fazer entre os 2 distantes, mas dignos, Países:
1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;
2. Na Finlândia há contínuos, aliás - políticamente correcto - 'auxiliares de accção educativa', acompanhando constantemente os professores e educandos;
3. Na Finlândia, as crianças são educadas pelos pais no intuito de
respeitarem a Escola e os Professores;
4. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;
5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os miúdos vão para
casa brincar, estudar;
6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;
7 . Na Finlândia não há avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!
8. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são felizes.
Nota alguma diferença???
Colegas,
Suponho que todos se sintam sensibilizados por sentirem que, no passado Sábado, fizeram parte de “algo maior”, que fizeram parte da história…
Pois na história, por maior e mais significativa que tenha sido a manifestação, é onde todos e cada um dos 120 000 irá ficar se, chegados às escolas, nada fizerem para mudar as coisas.
Sei que muitos se sentiram desiludidos com as consequências práticas da primeira manifestação e que muitos temem a repetição do mesmo com esta segunda manifestação. Alguns sentem-se desiludidos, ou mesmo ultrajados, com as declarações da Sr.ª ministra da Educação na televisão… Seremos assim tão ingénuos que estávamos à espera que ela viesse às televisões pedir desculpa, dizer que se tinha enganado e que se iria empenhar, connosco, no combate aos verdadeiros males do nosso ensino?! Não me façam rir!
Porque não há-de a ministra se sentir segura, se ela sabe que 90% dos professores que aos Sábados vêm gritar para as ruas chegam às escolas, na segunda-feira seguinte, e continuam a colaborar na política das aparências…
Ela conta com o nosso medo, conta com a nossa inércia, conta com o nosso “seguidismo”… Não lhe interessa resolver nada do que está mal, interessa-lhe apenas a nossa colaboração. E ela sabe que a está a ter em centenas de escolas, as mesmas de onde vieram muitos dos 120 000.
A esse medo chama-se CONIVÊNCIA!
Sejamos honestos! Em causa não está a avaliação, mas TUDO o resto. Toda a política da aparência que está a conduzir o sistema de ensino público português para o mesmo caminho que o nosso famigerado sistema nacional de saúde.
Quem, de entre nós, tendo um pouco de dinheiro, não prefere recorrer a uma clínica privada do que perder horas num centro de saúde ou num hospital público?! Pois o mesmo irá acontecer ao sistema de ensino público português, caso não nos revoltemos contra esta política que, perante as dificuldades, cede.
No futuro, e o futuro é daqui a dois ou três anos, no sistema de ensino público ficarão apenas os que forem incapazes de fugir para o privado: professores e alunos.
Os meninos estão a ter maus resultados a Matemática?
Não faz mal, baixa-se o nível de exigência dos exames.
Os meninos ficam retidos no final do ano?
Não faz mal, inventam-se dezenas de “planos” e de “justificações” e o pessoal, só para não ter que preencher a papelada, continua a “engolir sapos” e a passar os meninos todos no final de cada ano.
É necessário passar a imagem, para a opinião pública, que o governo está muito preocupado com os problemas do ensino?
Inventa-se uma “avaliação burocrática de docentes” e a malta colabora, com medo, e vamos para casa todos contentes com o “Bom”…
O sistema público de ensino está a ruir a cada ano e em vez de enfrentarmos os problemas de frente e assumir o que está mal, incluindo o que está errado dentro da classe docente, continuamos a colaborar com o “sistema”…
Ou seja, o “Titanic” afunda-se, mas nós continuamos a dançar ao som da orquestra…
Pois bem, se houver alguém que acredite que este sistema de avaliação vai melhorar o nosso sistema de ensino, que entregue os objectivos pessoais.
Se houver alguém que acredita que os professores que se esforçam, que sempre se esforçaram, vão ser “premiados”, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que os nossos colegas que sempre fizeram do ensino a sua “segunda profissão” e se gabam de usar indiscriminadamente os 102 irão ser penalizados, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo nos irá ajudar a melhorar os nossos métodos de ensino e a ser melhores professores, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo irá permitir detectar os nossos erros e corrigi-los, beneficiando indirectamente os nossos alunos, que entregue os objectivos pessoais.
Mas NÃO ENTREGUEM OS OBJECTIVOS POR MEDO!
Não cedam à chantagem do medo e às ameaças da ministra. Todos temos muito a perder, mas há coisas que não têm preço…
Uma delas é a nossa dignidade profissional.
Nós somos professores e, na nossa profissão, todos os dias somos confrontados com ameaças directas à nossa autoridade.
Quando não temos mais argumentos para convencer os nossos alunos pela razão, o que é que fazemos?! Ameaçamos!
É a última arma que resta, quando faltam mais argumentos…Sabemos bem como é!
Pois bem, temos uma ministra que, há muito, desistiu de nos convencer pela razão, pois nós bem sabemos da hipocrisia desta pseudo-avaliação.
Que lhe resta?
A ameaça… Como não pode mandar os professores para a “rua” com uma falta disciplinar, ameaça-nos com a não progressão na carreira.
E nós? Nós, pelos vistos, cedemos com um sorriso nos lábios…
Seremos assim tão ingénuos que pensamos que, se alinharmos no “esquema” e entregarmos os objectivos, nada nos irá acontecer?!
Seremos tão ingénuos ao ponto de pensar que, se alinharmos com o “sistema”, o nosso emprego estará assegurado para sempre?
Será que as pessoas não compreenderam que os tempos mudaram e que já não há certezas no que toca a um emprego para toda a vida, nem mesmo para quem trabalha para o Estado?
ACORDEM e olhem à vossa volta… Estamos a entrar numa das piores crises financeiras que o mundo ocidental já conheceu… Alguém acredita que o seu emprego estará seguro indefinidamente só por não contrariar o “chefe”?!
Os tempos mudaram e não voltam atrás, nem mesmo para quem é funcionário público.
A escola de Silves está cheia de pessoas normais, não de super-heróis.
As pessoas que estão a boicotar a avaliação na minha escola são pessoas honestas e cumpridoras da lei.
Pagam impostos e não têm cadastro criminal.
Não são loucas, nem irresponsáveis e, por isso, também têm medo.
Estão habituadas a ensinar aos seus alunos e filhos a cumprir as leis. Mas sabem que antes de qualquer lei, está a lealdade e a rectidão perante as nossas mais profundas convicções.
Os professores de Silves também têm medo das repercussões que este acto de resistência pode ter nas suas carreiras, sobretudo os corajosos avaliadores que arriscam, talvez, um processo disciplinar.
De onde lhes vem a coragem? De saber que pior que ter medo de não cumprir esta avaliação, é o medo de olharmos para o espelho e termos vergonha de não termos defendido a nossa dignidade profissional e os nossos alunos.
É disso que se trata, de defender a dignidade do nosso sistema de ensino.
É daí que nos vem a força, das nossas convicções…
Como poderíamos olhar de frente, olhos nos olhos, os nossos alunos se cedêssemos na luta pelos nossos ideais?
A ministra ameaça-nos como “meninos mal comportados” e nós claudicamos? Em Silves, não!
Não sigam o exemplo dos professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues de Silves, sigam a vossa consciência.
E se, perante ela, se sentirem bem em entregar os objectivos pessoais, entreguem-nos!
Nós, perante o medo, continuamos a RESISTIR!
E desde que o começámos a fazer que dormimos melhor e que temos um outro sorriso… Estamos bem com a nossa consciência e isso não tem preço.
Desde que resisto, que sou MAIS FELIZ!
Os meus alunos agradecem…
Pedro Nuno Teixeira Santos, BI 10081573, professor QZP do grupo 230 no Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves)
(NOTA: se alguém me quiser instaurar um processo disciplinar na sequência deste texto, agradeço o envio de um e-mail e eu envio na resposta, e com agrado, o resto dos meus dados pessoais)
O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores
que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir
à destruição do sistema de ensino em Portugal.
Os motivos? ....fácil:
- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir
o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde
administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favores cada
vez mais inconcebíveis! Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças
deficientes (incluindo deficiências profundas, surdos, mudos, cegos, etc...)
fechando os estabelecimentos apropriados a estes casos, colocando-as todas
'inseridas' em turmas comuns numa escola normal!!!
Para fazer o quê?
Apenas porque o professor tem o dever de dar aulas? Não !!!!!
- É para descredibilizar a Escola Pública e abrir caminho para os negócios
privados da Educação que aí vêm!
O último grande negócio que lhes faltava!
Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da
escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao 12º ano.
Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar
e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e
viverá em extrema riqueza à custa de todos!
Já Salazar sabia o perigo do povo ter instrução: - A CULTURA LIBERTA!!!
O burro aceita o cabresto!!!
- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da
escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!
Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de
tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...)
são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos
seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas
por dia na escola!!! não querem filhos? Para que os tiveram?) e os alunos são
promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não
tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando
garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada, a culpa é do
professor, claro !
De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos
são incompetentes e maus profissionais, segundo este governo!
Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na
educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a
trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação!
A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!
Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões
por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que
se passa!
PASSEM O E-MAIL, POIS ISTO É AINDA MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE!
A avaliação do desempenho de professores é uma patranha para escamotear mais uma
poupança para combater o défice!
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Paulo de Carvalho
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Hoje às 16:01
O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho só pese no concurso de professores dentro de quatro anos. Os sindicatos discordam da proposta e falam em «cortina de fumo» e «encenação».
O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho dos professores tenha efeito no concurso de professores apenas dentro de quatro anos e não no próximo concurso como anunciado pela tutela.
O secretário de Estado adjunto da Educação assegurou que a proposta iria ser apresentada, ainda esta terça-feira, aos sindicatos, uma proposta que exclui esta avaliação dos factores determinantes da graduação de docentes.
Em declarações à TSF, no dia em que os sindicatos faltaram à Comissão Paritária que está a avaliar este processo de avaliação, Jorge Pedreira justificou esta proposta com o facto de haver ainda professores que ainda não têm avaliação.
«A bonificação só contará a partir de colocações que serão feitas em 2010/11. Claro que o próximo concurso para a maior parte dos professores será de facto daqui a quatro anos, mas residualmente todos os anos é preciso fazer um concurso para preencher os horários que entretanto fiquem vagos e para esses haverá já contagem», acrescentou.
Jorge Pedreira esclareceu ainda que «só os que não encontrarem colocação nas vagas dos quadros e portanto nas suas preferências é que terão de concorrer a um outro quadro de zona de uma lista em que há necessidades de professores, que são sobretudo os quadros do Litoral».
João Dias da Silva, da FNE, já considerou que esta proposta é uma «cortina de fumo e uma encenação», uma vez que o actual modelo de avaliação e as suas regras não pode ser aplicável em concursos de professores «nem daqui a oito anos».
A Fenprof também já desvalorizou esta proposta e lembrou que não só os docentes não aceitam que esta avaliação seja incluída nos concursos como que os concursos sejam feitos de quatro em quatro anos.
«Isso significa que durante quatro anos haja inúmeros lugares de quadro que vão sendo disponibilizados e portanto as necessidades efectivas do sistema vão sendo preenchidas por professores contratados quando deviam ser preenchidas com professores dos quadros», explicou Mário Nogueira.
Sobre a inclusão da avaliação nos concursos, este sindicalista recordou que esta situação não está abrangida pela legislação e que por isso esta proposta é uma «inovação e originalidade deste Ministério».
«O que o Ministério está, no fundo, a dizer é que havia um problema. Não estamos aqui para adiar problemas. Estamos aqui para resolver problemas», concluiu este dirigente da Fenprof.

15 DE NOVEMBRO: DO MARQUÊS ATÉ S. BENTO
Caros colegas,
A Manifestação de Professores, no dia 15 de Novembro, inicia-se com a concentração, às 14:00 horas, no Marquês de Pombal. Seguirá em desfile pela Rua Braamcamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento e terminará com um plenário em frente da Assembleia da República.
Lembramos a todos os colegas que a manifestação está oficializada para o percurso referido e que, de acordo com a lei e e por notificação da Senhora Governadora Civil de Lisboa, apenas teremos de manter a distância de 100 metros do edifício da Assembleia da República.
Exma. Senhora
Directora Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo
Maria Leonor Teixeira da Costa Lopes Varela, Professora Titular do Quadro de Escola da Escola Secundária de Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, grupo 330, nomeada avaliadora, por delegação de competências, perante os esclarecimentos ontem dados pela Senhora Ministra da Educação, ao Canal “SIC Notícias”, sobre a avaliação de Professores, vem solicitar informações sobre os seguintes pontos:
1. Enquanto avaliadora
A requerente tem sete avaliandos, distribuídos por dois grupos de docência. Já todos entregaram os respectivos anuais. Se os Professores têm apenas que entregar “duas folhinhas com os objectivos”, como qualquer funcionário de uma qualquer empresa, pretende a requerente saber se deverá suspender todas as actividades subsequentes, nomeadamente:
a. As sete reuniões com os sete avaliandos, para discussão dos objectivos individuais com o Conselho Executivo;
b. A marcação das sete observações de aula previstas para o primeiro período;
c. A marcação das sete reuniões para análise e discussão dos respectivos planos de aula.
d. A análise crítica dos sete planos de aula para verificação sobre se enformam o espírito de:
• O Projecto Educativo;
• O Plano Anual de Actividades;
• Os programas das respectivas disciplinas e níveis de escolaridade (em média dois por avaliando, alguns dos quais a requerente nunca leccionou, o que perfaz, em média 14 conteúdos programáticos diferentes);
• A Planificação Anual das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação Trimestral das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação das Unidades didácticas das respectivas disciplinas e níveis;
e. A marcação das sete reuniões subsequentes, para discussão dos resultados da observação das respectivas aulas.
2. Enquanto avaliada
A requerente já discutiu os seus Objectivos individuais com
• A Avaliadora
• A Avaliadora e o Conselho Executivo.
•
Deverá, agora, suspender:
• A elaboração escrita entrega do Plano de Aula assistida?
• A entrega do mesmo?
• A assistência da aula?
• A elaboração do Portfólio de onde constam:
1. O Projecto Educativo da escola;
2. O Plano Anual de Actividades;
3. Os programas das disciplinas e níveis que lecciona:
4. A Planificação Anual das disciplinas e níveis que lecciona;
5. A Planificação Trimestral das disciplinas e níveis que lecciona;
6. A Planificação das Unidades didácticas das disciplinas e níveis que lecciona;
7. As grelhas de avaliação por que vai ser avaliada;
8. A redacção da reflexão crítica de todas as aulas que deu até ao momento;
9. A redacção da reflexão crítica de todas as leituras que fez até ao momento,
10. A análise dos resultados anteriores dos alunos, para verificação do cumprimento da taxa final de sucesso escolar.
11. Não constam as taxas de abandono escolar, por terem sido consideradas desprezíveis nesta Escola?
• Obviamente, a reunião marcada para discussão da observação da aula assistida?
Mais se solicitam esclarecimentos sobre
1. Se esta suspensão tem efeitos apenas para o presente período lectivo ou para todo o ano;
2. A verificar-se ao longo do ano, como deverá a requerente proceder
a. À avaliação dos sete avaliandos;
b. Á sua própria avaliação.
Com os melhores cumprimentos,

...que foi a de obrigar Sócrates, embora muito a contra-gosto, a DIZER UMA VERDADE NA SUA VIDA!
Queixa-se que foi «atraiçoado pelos sindicatos que tudo aceitaram e agora tudo negam».
BOA, SÓCRAS!!!!
Não deste conta, mas Isso é VERDADE!
Tivemos que esperar 3 anos mas ouvimos-te finalmente UMA VERDADE!
Hoje é que é MESMO um dia histórico para Portugal!
SÓCRAS FALOU VERDADE!!!
Porreiro, pá!
Este post deveria ser falado mas, dado o adiantado da hora, resumo-o em 6 pontos fulcrais:
Sobre 3 deles eu não tenho qualquer dúvida.
Sobre outros 2 eu tenho algumas.
E sobre o último eu tenho-as todas.
Os 3 primeiros:
1 - Não tenho qualquer dúvida que a ministra da educação não passa de uma senhorinha sem estatura política e sem background científico na área que lhe arranjaram: a educação. Trata-se de uma professora do 1º ciclo que se licenciou nos ISCTEs da vida, lá foi tirando uma daquelas pós-graduações chapa 10 e - parece - um doutoramento numa área que só conhece pelos livros que terá lido.
Nunca deu aulas a sério nem por tempo suficiente para perceber o que é isso de ensinar, na sua vida. Nunca deu aulas ao segundo e terceiro ciclos sequer - que tutela. Sabe tanto de educação como qualquer um de nós, com a diferença de que não tem prática disso: de ENSINAR.
É pois, uma "professora" teórica. Uma escriturária ou manga-de-alpaca do ensino.
Como se isso existisse...
E é, também, por isso, uma "professora" de mandar fazer aos outros aquilo que ela nunca conseguiria fazer numa sala de aula.
Por outro lado, mesmo em termos estritamente teóricos, é uma pessoa que científicamente ninguém conhece fora do país.
Não tem trabalhos publicados nas revistas internacionais da especialidade (cá nem sequer há disso), não é convidada para os simposiums internacionais, enfim: não passa de uma professorazeca (como ela própria diz) com a particularidade de não dar aulas.
2- Não tenho qualquer dúvida que a plataforma sindical vendeu os professores em troca da manutenção do número de delegados sindicais a tempo inteiro à boa-vida (que seria reduzido para um décimo na proposta inicial, o que provocou grande escândalo no último congresso da FENPROF) e da possibilidade de eles próprios - os dirigentes sindicais - poderem progredir até ao tão maltratado escalão de professores titulares embora não dando aulas (o que era condição fundamental de início).
3 - Não tenho qualquer dúvida de que os sindicatos também atraiçoaram o entendimento que tinham assinado com a ministra, mal viram as barbas a arder e os professores de norte a sul do país a voltarem-lhes as costas e a começarem a organizar-se extra-sindicatos.
Isso aconteceu ultimamente quando os professores perceberam a miserável negociata estabelecida entre sindicalistas e governo em que os professores foram apenas usados como moeda de troca.
Esta manif de 8 foi a tentativa in-extremiis de esvaziar a manif de 15 que estava - e está - a ser organizada pelos professores EXTRA-SINDICATOS.
Não se podia permitir que se reunissem dezenas de milhares de professores sem a lojística dos sindicatos por trás. Perguntar-se-ia para que servem os sindicatos e não haveria resposta a dar.
Assim, antecipa-se a coisa para 8, para ver se eles desarmam do dia 15.
Não desarmaram, pelos vistos. Mas isso é outra conversa.
Nesta contingência, a coisa correu mal para os comerciantes de consciências de professores: os sindicatos e o ministério - porque os professores não vão nisso.
E aqui se coloca a minha primeira dúvida: mas não vão em quê?
Isto é tudo por causa da avaliação?
Mas esta avaliação é zero. Cada um diz o que quer e faz o que quiser porque não há normas nenhumas. Cada escola inventa as suas e, se assim é, em vez de estarmos preocupados com este tipo de "avaliação" devíamos estar gratos e satisfeitos.
É que com esta balducha não há ninguém que consiga atribuir um nível de regular a um prof. Todos tirarão Bom, pelo menos.
É certo que os amigos dos avaliadores e dos executivos tirarão Excelente mas até isso será escândalo, porque tudo será exposto mais cedo ou mais tarde.
Ou seja: esta palhaçada sem pés nem cabeça, por isso mesmo, não prejudica os professores. Pelo contrário...
Mas os profs também se queixam de reuniões sucessivas e de papelada às toneladas...
Mas - pergunto eu - quais reuniões?
O ME não marca reuniões. Os Conselhos Directivos e os avaliadores podem marcá-las mas é evidente que elas são de carácter facultativo. Uma reunião para esclarecer a avaliação não pode ser obrigatória para os docentes. É do seu interesse, mas não obrigatória.
Por isso não deveriam os professores queixar-se disso nas ruas.
É sintomática da dessintonia entre os protestantes e as fundadas razões desse protesto.
Sobre as grelhas para a colocação de objectivos, há-as desde uma página até 50.
Quanto aos planeamentos de aulas, há-os desde uma página a 27!!!
E a culpa é de quem?
Dos maluquinhos que se põem a inventar e a meter medo a quem depois mostra que se calhar não tinha mesmo condições nenhumas para estar no ensino.
Um alienado que tem o desplante de entregar um plano de aula de 27 páginas devia estar preso numa jaula e com uma camisa de forças vestida. Não devia andar à solta numa escola.
Só dão razão à ministra que apenas exige uma ficha - claro que, bem contadas são 16 páginas, mas que sejam as 16. Não é nada do outro mundo! - com os objectivos anuais.
Portanto as minhas 2 dúvidas são estas: será que 10% dos professores fazem uma pequena ideia do que têm que fazer para poderem ser avaliados segundo este sistema?
E será que os professores - e até os sindicalistas profissionais - ainda hoje sabem qual o conteúdo do «memorando de entendimento»?
É que Memorandum é para lembrar mais tarde... Mas parece-me que os professores nunca o conheceram e os sindicalistas já o esqueceram.
Pelo que conheço, pelo que vejo à minha volta e vi ontem nas tvs estou sinceramente inclinado a responder Não às duas questões anteriores.
Por último, para a pergunta: «o que vai acontecer agora»? eu tenho 3 respostas mas todas vão dar à mesma saída: a suspensão.
Explico::
1 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, faz de conta que não se passa nenhuma avaliação e deixa passar os prazos todos como se nada existisse - atitude à Sócras e, portanto, a medida xico-esperta que se espera.
2 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, declara que o processo está suspenso até este modelo ser testado em escolas piloto, acabando assim com o clima de total instabilidade nas escolas - medida mais inteligente e por isso mesmo decerto não será a adoptada por este governo.
3 - O governo deixa passar o tempo sem nada fazer na esperança que toda a sociedade se conforme. Nesse caso, o governo obriga, a curto prazo, a uma tomada de posição do PR que não poderá continuar calado por mais tempo do que a semana que hoje começa.
Findo esse tempo de reflexão e ponderação o governo terá que dizer alguma coisa.
Se o não fizer obriga Cavaco a partir a louça toda.
E depois?
Depois, das duas uma: ou Sócras continua sem passar cavaco a Cavaco - e capaz disso é ele! - iniciando uma guerra institucional que perderá, na melhor das hipóteses, nas urnas...
Ou Sócras acede a suspender o processo alegando os superiores interesses do Estado.
Como vêm, por mais que berre, poucas saídas restam a Sócras para além de decretar a suspensão deste processo de avaliação. Explicita ou implicitamente.
Isto é o que eu prevejo neste momento com os dados disponíveis.
Atenção, que eles vão jogar sujo
O Ministério e as cúpulas sindicais (que eu não confundo com os Sindicatos) vão pôr as suas centrais de desinformação a funcionar a todo o gás para nos convencer que a Manifestação do dia 15 foi desconvocada.
Atenção, colegas: A MANIFESTAÇAO NÃO FOI DESCONVOCADA! Continua convocada para a Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, no dia 15 de Novembro às 14:00.
Por favor divulguem.
Este alerta circula na net.
Este tipo de alertas é importante porque ele contribui para reduzir os fenómenos que se esperariam, não fosse esta medida profilática.
Pessoalmente, não acredito que os sindicalistas passem a palavra (em público) da desmobilização.
Terão vergonha. Seria o descrédito total.
O governo, com a sua máquina de desinformação, sim.
Mas neste caso menos, porque quanto mais professores houver nas ruas a 15, (sendo certo que não se aproximarão dos 120 mil) mais força será retirada aos sindicatos.
Os professores, os sindicatos e o governo estão, portanto, num triplo braço de ferro entre eles.
Se a maior força pender para os professores independentes, perdem os sindicatos e o governo.
Se a maior força pender para os sindicatos, perdem os professores independentes e o governo.
Se a maior força pender para o governo perdem os professores todos.
Mas pior: perde a escola toda.

PARA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS: MANIFESTAÇÃO DIA 15 DE NOVEMBRO
Para quem ainda não tinha percebido... Ouça bem!
01:20 - "contestação sindical"?
Lá estaremos sem sindicatos, no dia 15, Sra. Ministra!
02:57 - "Que o modelo se concretize por duas razões..."
03:05 - O modelo que está neste momento a ser concretizado é aquele que resultou do Memorando de Entendimento com os sindicatos."
Lá estaremos, sem Memorandos de Entendimento, Sra. Ministra.
04:57- "E o que espero dos sindicatos sinceramente é que cumpram aquilo que foi acordado."
Os sindicatos podem cumprir; os professores, não! Dia 15 de Novembro voltarão a Lisboa!
05:59: "Existe este que foi negociado durante mais de dois anos em mais de cem reuniões sindicais."
06:06 - "Este modelo de avaliação não saiu de nenhuma cartola, foi negociado com os sindicatos em mais de cem reuniões sindicais."
Para se chegar a isto? Dia 15 de Novembro voltaremos a Lisboa.
08:00 - "Cumprimento do que está acordado. Cumprimos integralmente o Memorando de Entendimento."
Mas não pode ser para cumprir. Dia 15 de Novembro os professores voltarão a dizê-lo, em nova manifestação em Lisboa.
13:29 - "O que espero dos sindicatos é que cumpram o Memorando".
Os professores não concordaram com o Memorando. Virão dizê-lo, dia 15, do Marquês de Pombal à Assembleia da República.
MUP

Eu não posso concordar com Emídio Rangel.
E não é por criticar o sindicalista profissional Mário Nogueira.
Que não dá aulas há 22 anos.
Porque também não é só ele!
Todo o corpo sindical não entra numa sala de aulas há décadas.
E os Conselhos Directivos instalados desde os anos 90?
E os 10 mil ex-professores destacados nas DREs, autênticos armazéns de clientela política?
Não. Não é por isso.
A mim o que me custa é que Rangel continua a ver os professores como simples «rebanho» e meros «funcionários» do aparelho, tal como escreve aqui abaixo nesta crónica do CM.
Está enganado. Não somos rebanho, sr Rangel.
Nem sequer isso, somos! Nem espírito seguidista temos, senão as coisas há muito se teriam resolvido.
Isto, nesta classe, é cada um para si e eu até acho incrível como é que se pode pensar que foi o «Agitador» Nogueira quem conseguiu reunir mais 120 mil.
É que, de facto, não foi ele quem os reuniu.
O «agitador», neste caso, vem a reboque de uma manifestação organizada só por professores que estava marcada poara o dia 15.
Esta foi uma manobra de antecipação que, neste caso, nem aqueceu nem arrefeceu a luta dos professores.
Se bem pensarmos até terá sido algo perniciosa para os próprios professores.
Porque mais uma vez se fez, de certo modo, o jogo da ministra.
Evitou-se que o país percebesse que os professores não precisam de sindicatos que os atraiçoam com acordos escuros firmados com a tutela, à revelia dos próprios professores, como a ministra ontem não se cansou de denunciar.
Paciência, ministra!

Os sindicalistas não são mesmo flor que se cheire.
É verdade que têm pavor de voltar a dar aulas, tal como os directivos e os destacados nas DREs.
Têm que «jogar», por isso, sempre com os seus melhores interesses na mira.
Um dia atraiçoam os colegas, no dia seguinte atraiçoam os ministros com quem acordaram previamente as negociatas longe dos olhares daqueles que dizem representar.
Os sindicalistas, tal como os políticos, tratam APENAS dos seus próprios problemas usando descaradamente a classe que dizem representar primordialmente para esse fim.
Já toda a gente o percebeu.
E sempre assim foi. Em todo o mundo.
Recordemos o filme «On the Waterfront», de Elia Kazan com Marlon Brando e Sam Spielgel, rodado em 1954 e já esse problema era por todos reconhecido nos EUA.
Neste momento e processo, os professores nada ganharam com a colagem dos sindicatos.
Era preferível 40 mil na rua sem a logística dos autocarros do que 100 mil à boleia de quem anda à boleia dos professores.
(Clique abaixo para ler a crónica de Emídio Rangel)
Coisas do circo
Professores agitados
“Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos”.
Hoje, Mário Nogueira entra em cena de novo. Nos últimos dias tem prometido uma manifestação de professores maior do que aquela que se realizou a 8 de Março, em Lisboa, com cerca de 100 mil pessoas, na contagem de Mário Nogueira. Com a prosápia que é comum a todos os especialistas em agitação, Mário Nogueira assegura que a passeata de hoje será um acontecimento a nível mundial. "Nunca aconteceu no Mundo inteiro", diz o agitador.
E estou mesmo convencido de que milhares de jornalistas de televisão, rádio e jornais do Planeta não quererão perder um evento único como este. Pessoas inteligentes a cumprir as ordens, os gestos, os gritos do pastor Mário Nogueira. Notável este homem. É secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, aestrutura sindical dominada pelo Partido Comunista. Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos. Ou seja, já não é capaz de exercer a sua profissão. ‘Transferiu-se’ da escola para o sindicato e, em consequência, ‘comanda a vida’ dos professores há mais de 22 anos. Era um professor, hoje é um agitador.
O que faz? Faz manifestações "únicas no Mundo", como a que anuncia para hoje. Consegue, para só falar nesta manifestação, mais de 700 autocarros alugados em Portugal e em Espanha para trazer o seu rebanho, faz esperas ao primeiro-ministro quando este se desloca pelo País, para o invectivar, humilhar, insultar, desde que tenha as câmaras de televisão pela frente. No caso em apreço, uma ira porque não concorda com a avaliação dos funcionários. Se não fosse a avaliação, era uma qualquer outra coisa. O que o motiva é a agitação, em prol da estratégia do PCP. Não há nada com que concorde. Ano após ano.
Em consonância com a estratégia do seu partido, nunca houve um ministro da Educação razoável. São todos estúpidos, passam a maior parte do mandato a congeminar medidas contra os professores. Se o ministro fosse militante do PCP, aí sim, todos os problemas ficavam resolvidos por um truque de magia. Mas como esse cenário é longínquo, quase impossível, Nogueira terá de continuar a cumprir tarefas de destabilização para o ‘povo’ das escolas não adormecer. Francamente ele merece a ‘ordem de Lenine e Estaline’. Tem sido um militante incansável e todos os louvores lhe são devidos. Os professores que não aceitaram uma venda nos olhos e não vão amanhã à manifestação vão poder assistir pela televisão ao maior espectáculo do Mundo – ‘o circo de Nogueira’.
Emídio Rangel
PSD: Governo não pode continuar a ser "autista e indiferente" na política educativa
"A manifestação de hoje é a prova evidente que não pode ficar tudo na mesma, o Governo não pode ser autista e indiferente", defendeu o deputado social-democrata Pedro Duarte, em declarações à Lusa.
Pedro Duarte, que integra a comissão parlamentar de Educação, recordou que existem cerca de 143 mil professores em Portugal, sendo que "entre 80 a 90 por cento estão hoje em Lisboa" a manifestar-se "não por motivações políticas ou partidárias".
Por isso, continuou, quando "entre 80 a 90 por cento de uma classe profissional" decide sair à rua para se manifestar é porque a política que está a ser seguida não está a ser compreendida.
"A partir deste momento, é insustentável a manutenção da política educativa que o Governo está a seguir", sublinhou, considerando que é tempo do Executivo de maioria socialista sair da "redoma" em que está fechado. "É quase unânime, há um consenso quase total entre os agentes educativos", acrescentou, insistindo não se lembrar de alguma vez ter-se assistido a uma manifestação tão representativa de uma classe profissional.
O deputado do PSD lembrou ainda que já na sexta-feira, a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas. "O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial", afirmou, anunciando que, "por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação" e entende que, "desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz".
Milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo
Na RTP disse que tudo não passa de uma luta político-partidária nas escolas e nas ruas!!!
Como é possível?
Alguma vez houve luta partidária nas escolas???
Dizer isso é, até, crime!
Tanto desconhecimento!!!???
Mas diz mais:
Diz que o seu maior problema foi a greve aos exames há 2 anos....
Mas qual greve????
Desafia os professores a fazerem greve aos exames?!
Coitada: totalemente desesperada, tenta esta rasteira baixa: voltar os pais contra os professores.
Uma coisa já muito batida...
Já ninguém é estúpido!
Não vamos chegar aos exames.
Isso era só no final do ano!
Há que parar esta pouca vergonha e é já!
Há que não dar notas já em Dezembro!
Há, inclusivamente, que parar a matéria já por aqui enquanto não se resolver o problema da avaliação louca comprada no Chile!
Que vergonha de mulher!
Só tenho uma esperança: é que Sócras, por mais alucinado que seja, não pode fechar os olhos a isto!
120 mil professores equivalem a meio milhão de votos, pelo menos!!!
Já perdeu as próximas eleições se não parar esta vergonha por aqui já!
Esta linguagem é a única que o pinóquio percebe bem!....
Ei-la!
"Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
PARA QUE CONSTE... NO PRESENTE E NO FUTURO
DECLARAÇÃO DA PRESIDENTE DO PSD
(Avaliação do desempenho dos Professores)
A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente.
Só que o modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial.
O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo.
A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino – a motivação dos professores.
Por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação.
Entendemos que, desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz, assente fundamentalmente em três vectores:
A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar.
A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo.
E igualmente se deve acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda.
Insistir no actual modelo é pura perda de tempo.
Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e principalmente, os alunos e as suas famílias, estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas.
Lisboa, 7 de Novembro de 2008
Já em Fevereiro - antes da Grande Manifestação FURADA dos profesores de 8 de Março - Menezes se solidarizava com a luta dos professores, na altura FURADA pelos sindicatos.
Menezes fazia a semelhança entre a situação que se vivia na altura e a que levou à demissão do Ministro da Saúde.
Contudo, os Sindicatos FURARAM INDECENTEMENTE a luta dos professores numa TRAIÇÂO nunca vista no Portugal democrático ao usarem os 100 mil que encheram as ruas de Lisboa PARA SEU PROVEITO PRÓPRIO.
Para cozinharem um «ENTENDIMENTO» que até hoje permanece no segredo dos Deuses mas cujos efeitos práticos foram:
1 - Proteger a ministra da queda iminente
2 - Guindarem-se eles próprios a professores titulares
3 - Concederem a mesma borla aos autarcas, deputados e demais classe política.
Agora, depois de verem que a classe dos professores lhes voltou literalmente as costas na sequência da sua TRAIÇÃO, vieram a correr a gritar: Ó Rita! Ó Ana! - para ver se não ficam no desemprego e se não têm que recomeçar a vergar a mola nas escolas.
Que isto, ao fim de 10 anos no Bem-Bom, nem Conselhos Directivos nem sindicalistas já fazem uma pequena ideia do que são os miúdos e de como se dá uma aula.
Ter que picar o cartão todos os dias à hora certa e não se poder faltar à fartazana sem passar cavaco a ninguém é duro Meus Senhores!!!!
Esperemos que os sindicalistas não nos vendam novamente depois da manifestação do próximo Sábado.

Não poucas vezes me sinto envergonhado por pertencer a esta classe profissional.
Esta é uma dessas ocasiões.
AINDA HÁ PROFESSORES NOS CONSELHOS EXECUTIVOS!!!
Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
Neste caso é um pedido de suspensão que parte para o ME por iniciativa do próprio órgão de gestão.
A Sua Excelência A Ministra da Educação
Com conhecimento a:
- DREN;
- Conselho Científico de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente;
- Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos, Esposende e Famalicão
O Conselho Executivo da Escola Secundária Alcaides de Faria vem, por este meio, solicitar a Sua Excelência que seja suspenso e revogado o actual modelo de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente, regulamentado pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, pelos motivos seguintes:
1. Para o Conselho Executivo, tal modelo torna-se inexequível na medida em que a nossa Escola tem cerca de 220 professores, que terá que avaliar, segundo critérios que não se podem considerar objectivos e observáveis. Esta tarefa é, para o Conselho Executivo, humanamente impossível de concretizar com o mínimo de rigor e seriedade, princípios que devem estar sempre presentes num processo tão delicado como é o da avaliação de professores.
2. Este modelo, muito burocrático e pouco realista, está a promover a degradação do relacionamento interpessoal entre a classe docente, perturbando seriamente o clima escolar, com reflexos negativos (directos e indirectos) no processo de ensino e aprendizagem. A este facto, acresce o descontentamento que impera entre os docentes, que se vêem com uma sobrecarga de tarefas que o actual modelo de avaliação exige, pondo em causa o desenvolvimento normal da sua actividade enquanto professores.
3. O Conselho Executivo teme, seriamente, que seja colocada em causa a essência da actividade da Escola, que se centra essencialmente nas aprendizagens dos alunos, desvirtuando, assim, a razão da nossa existência. Estamos plenamente convencidos que a aplicação do actual modelo de avaliação dos professores irá prejudicar seriamente os alunos e o normal desenvolvimento do ano lectivo, como, aliás, já está a acontecer. Não se pode pedir à Escola o que é, de todo, impraticável.
4. A ser levado até ao fim o actual modelo de avaliação, não pode, este Conselho Executivo, e cremos que nenhum, garantir uma avaliação justa e justificável dos professores. Não é uma avaliação justa, imparcial e verdadeira que se pretende? Acreditamos, sinceramente, que não o conseguiremos com o actual modelo. Não queremos, e daí a nossa posição, entrar por um processo em que a avaliação é feita, a qualquer custo, mas sem o rigor, a moralidade e a seriedade que devem ser os pilares de qualquer processo de avaliação de pessoas, com sentido de responsabilidade e ética.
5. A ser levado até ao fim este modelo de avaliação, o que será da Escola no final do ano? Como estarão as relações entre os professores, uns avaliadores e outros avaliados, num processo em que, em geral, ninguém acredita, de verdade? Este Conselho Executivo não quer imaginar-se a gerir uma Escola em que a conflitualidade se instale irremediavelmente.
6. O Conselho Executivo considera a avaliação dos professores uma exigência, nem está contra ela, bem pelo contrário. Quer é poder avaliar com rigor, com isenção e com competência, o que, no nosso entendimento, só poderá ser feito através de um modelo objectivo, menos complexo e, acima de tudo, que seja exequível. Deve-se, pois, na nossa opinião, construir um novo, urgentemente.
Barcelos, 28 de Outubro de 2008
MUP
Documento a subscrever pelos professores e educadores e a apresentar ao Conselho Pedagógico e Conselho Executivo.
_________________________________________________
Proposta ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo
Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de………………………………., subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho em curso nos termos e com os fundamentos seguintes:
1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo Decreto-Regulamentar 2/2008 não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;
2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto-regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;
3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;
4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;
5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;
6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;
7. A maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;
8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio Dec-Regulamentar 2/2000, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados por forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;
9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;
10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas, como itens de avaliação;
11. O Ministério da Educação assumiu com os Sindicatos de Professores a revisão, este ano lectivo, do modelo instituído pelo Dec-Regulamentar 2/2008;
12. Suspender o processo de avaliação permitirá: (i) recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar; (ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos; (iii) antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio sindical.
Assim, o signatários, renovam a proposta de que o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de ……………………… suspendam todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.
Os signatários
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Olá colegas,
A dinâmica que se tem vindo a gerar no sentido da suspensão deste Modelo de Avaliação é imparável, pelo que, todos os dias, aumenta o número de escolas e agrupamentos que enveredam por esta forma de resistência interna.
Neste âmbito, divulgo em anexo o texto final da posição assumida pelos bravos colegas de Chaves, bem como o Manifesto aprovado pela esmagadora maioria dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real.
Chamo a atenção para a posição corajosa dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, pois a mesma inaugura uma segunda geração de resistência, não remetendo a suspensão do processo para uma decisão do C. Pedagógico ou do C. Executivo.
São os próprios docentes que recusam a entrega dos objectivos individuais e, desta forma, paralisam todo o processo de avaliação. E isto faz toda a diferença!... Esta postura merece ser acompanhada pelos docentes que rejeitam este modelo de avaliação, pelo que, muitas outras escolas e agrupamentos seguirão, nos próximos dias, esta nova orientação.
Entretanto, a comunicação social começa a interessar-se pelo tema. Veja-se a cobertura da Agência Lusa e do JN (parabéns Delfina! Este modelo absurdo tem, em Vila Real, uma oposição inamovível) http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1032684
Abraço,
Octávio V Gonçalves
Prezado Colega,
Não são poucos os que, neste deplorável momento que a Escola atravessa, têm optado pela colagem ao lado mais prepotente, desprezando as legitíssimas razões que levam os seus colegas à praça, esquecendo que são — sobretudo e antes de tudo — professores. Não são poucos os que apanharam gripes com os espirros da senhora ministra, inundando as suas escolas de autoritarismo, ordens, reuniões, papéis e verborreia que tresanda a subserviência, a miséria ética, mental e profissional.
Não são poucos os que — apesar de a consciência lhes dizer que tudo isto está errado e inquinado desde o início — não conseguiram ainda força para resistirem, para se erguerem, para serem aqueles homens e mulheres que os seus alunos, os pais e a sociedade em geral gostariam que fossem. Por isso te escrevo, prezado colega, pois sei que pertences a este último grupo e não te sentes em paz com a tua consciência: sabes que estás a ser instrumentalizado; sabes que estás a contribuir, com o teu punho, para o ataque mais mordaz, mais infame e mais cobarde contra a classe docente e contra a escola pública; sabes que vais colaborar num processo injusto — para todos — mas não recuas, porque tens medo da mão tirana que está a puxar os cordelinhos de toda esta mísera tragédia de fantoches. Sei que és científica e pedagogicamente competente para ensinar e avaliar os teus alunos, contudo, — sabes bem — avaliar professores não é a mesma coisa! Presta, pois, atenção às seguintes perguntas que te faço. Depois, está nas tuas mãos a decisão que tomarás, de acordo com a tua consciência. O medo não te poderá servir de álibi!
- Quando aceitaste ser avaliador, deram-te conhecimento mínimo do processo subsequente, das inerências desse cargo e da natureza da avaliação a realizar?
- Achas correcto que tal decisão te tenha sido exigida no preâmbulo de todo este processo?
- Se tal decisão te fosse exigida neste momento — com os conhecimentos e experiência que tens — aceitarias o cargo?
- Tens o exigido conhecimento teórico e prático das diferentes correntes pedagógicas e metodológicas de ensino?
- Dominas suficientemente os conceitos, parâmetros e critérios que estruturam as grelhas de avaliação que vais utilizar?
- Consideras ter a distância afectiva exigida para tal situação?
- Caso um colega avaliado te questione relativamente a estes itens, estás preparado para o esclarecer de forma consciente, segura e relevante?
- Consideras esses instrumentos de avaliação justos, equilibrados e exequíveis?
- Foram testados, na tua escola?
- Consideras que a formação que te foi proporcionada te habilita para avaliar professores?
- Sentes-te científica e pedagogicamente competente para avaliar os teus colegas?
Agora é contigo, prezado colega!
Lembra-te de quem és!
Lembra-te de que, caso não te sintas preparado, o PEDIDO DE SUSPENSÃO DE FUNÇÕES não é uma fuga, é um imperativo moral e profissional! Consulta quem sabe mais que tu, sindicatos, colegas com muita experiência, associações, etc.
Lembra-te de que, embora não pareça, ainda vivemos numa sociedade de direito e que há instituições, que ainda vão funcionando, para fazer justiça!
Um abraço do colega
Luís Costa
Exmos. Senhores
Presidente do Conselho Geral Transitório
Presidente do Conselho Executivo
Presidente do Conselho Pedagógico
Depois de muitas horas passadas em leitura e descodificação de documentos, em reuniões de área disciplinar, departamento e conselhos vários, em reflexões individuais ou de grupo, na tentativa de descortinar algum sentido no modelo de avaliação imposto pela Tutela e em formas de operacionalização do mesmo, algumas das quais já efectivamente aprovadas pelos órgãos da escola, subsistem enormes dúvidas quanto a uma série de questões, das quais destacamos, como forma de exemplo, as seguintes:
1. Na ficha de avaliação pelo Presidente do Conselho Executivo (PCE)
1.0. Relativamente ao parâmetro A.1. não está esclarecido o que significa o cumprimento de 100% do serviço lectivo, uma vez que, por exemplo, o professor pode estar ausente por acompanhamento de alunos em visita de estudo, sendo deste modo sempre penalizado, porque ou não deu a aula (A.1) ou não participou ou dinamizou actividades previstas no PEE, PAA e PCT's (C.1.).
1.1. O PCE sente-se com capacidade e competência para avaliar objectivamente o parâmetro "Cumprimento do serviço do apoio educativo e do apoio individual aos alunos" (A.2.1.1)? E, no caso de entender que "o docente propôs, dinamiza e colabora sistemática e continuadamente em actividades de apoio educativo e apoio individual aos alunos" (A.2.1.1.4), atribui-lhe 9 ou 10? Temos direito a saber qual a diferença!
1.2. Se, em relação ao parâmetro B.1.2, o docente tiver definido os objectivos pelo mínimo terá grandes probabilidades de os superar. Pode o PCE garantir que os objectivos estavam clara, objectiva e honestamente definidos?
1.3. Como é que o PCE avalia objectivamente "o empenhamento e a qualidade da participação" de todos os docentes nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão (C.3.1.1)?
1.4. Não será utópico que aos professores, para além das múltiplas e absorventes tarefas e funções, ainda lhes seja exigida a "participação e dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa" (C.4)?
1.5. Parâmetro E. "Relação com a comunidade", baseia-se apenas nos objectivos individuais. O que é preciso fazer para ter a nota máxima?
1.6. No parâmetro F.1.3. o avaliador é penalizado (só tem 3 pontos) se atribuir "à maioria dos docentes avaliados igual classificação em todos ou quase todos os itens e parâmetros". Afinal, não é possível isso acontecer, sobretudo em áreas disciplinares onde se trabalha muito em equipa, i.e., os professores dos mesmos anos planificam aulas em conjunto, elaboram testes em conjunto e partilham experiências e recursos?
1.7. Tal como referido no ponto 1.1., aparecem vários itens/indicadores com classificações como "1 a 6" ou "9 ou 10". Afinal em que ficamos? É um 1 ou é um 6? É um 9 ou um 10? O que é que distingue estas classificações?
1.8. Perguntas ao PCE:
1ª Possui instrumentos de registo de todas as observações que tem de efectuar? Se não tem, o processo não pode ser iniciado. Se tem, temos direito a conhecê-las.
2ª Existem grelhas para avaliação da professora de ensino especial? Se existem, a professora tem de conhecê-las.
3ª Sente-se com capacidade e tempo disponível para avaliar com objectividade, coerência, fundamentação e justiça todos os docentes desta escola em todos os indicadores e parâmetros?
2. Na ficha de avaliação pelo Coordenador de Departamento/Professor Avaliador:
2.0. Parece haver incoerências no parâmetro A., uma vez que o parâmetro A.1. "Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação das actividades lectivas" engloba todos os outros, i.e., as estratégias, metodologias e recursos fazem parte da planificação.
2.1. No parâmetro B.1. há uma redundância pois os objectivos e orientações já estão incorporados nos programas.
2.2. Quanto ao parâmetro B.3., para além de poder ser questionada a questão da eficácia da utilização das tecnologias na aprendizagem dos alunos, assim como a sua acessibilidade, também é necessário definir o que são "recursos inovadores" e se a única forma de observação deste parâmetro são as grelhas das aulas assistidas. Afinal vamos ter de fazer planos de aula "especiais" para quando o avaliador está presente ou será simplesmente mais honesto e natural seguir o nosso plano de trabalho?
2.3. O conteúdo do parâmetro C, itens/indicadores C.1., C.2., e C.3., remete para muito do que já está incorporado no parâmetro B., enquanto o item C.3. remete para situações extra lectivas que não podem ser observadas, como a grelha sugere, na grelha de observação de aulas.
2.4. Perguntas aos Coordenadores de Departamento/Professores Avaliadores:
1ª Possuem instrumentos de registo de todas as observações que têm de efectuar? Se não têm, o processo não pode ser iniciado. Se têm, temos direito a conhecê-las.
2ª Sentem-se com competência científica e/ou pedagógica para avaliar com coerência, justiça, fundamentação e objectividade todos os docentes que lhes estão atribuídos, mesmo que não pertençam à vossa área disciplinar ou eventualmente tenham uma preparação científica, académica ou até pedagógica superior a vossa?
Perante todas as dúvidas e incoerências demonstradas e convictos de que:
1. Todas estas questões decorrem da regulamentação imposta pelo Decreto Regulamentar nº. 2/2008 e não da nossa incapacidade ou falta de vontade de resolver problemas;
2. A avaliação de desempenho dos professores e a sua progressão na carreira não se pode subordinar a parâmetros como o sucesso dos alunos, as classificações atribuídas e o abandono escolar, desprezando variedades inerentes à realidade social, económica e familiar das turmas que lhe são atribuídas, bem como à relevância das aprendizagens anteriores dos alunos, e cria desigualdades devido ao facto de algumas disciplinas/anos/turmas estarem sujeitos a avaliação externa e outros não.
3. O modelo não assegura a justiça, a imparcialidade e o rigor, não valoriza de facto o desempenho dos docentes e não beneficia a aprendizagem dos alunos;
4. A sua apressada implementação tem desviado os professores para tarefas burocráticas de elaboração e reformulação de documentos, em detrimento das funções pedagógicas;
5. As escolas e os alunos estão a sofrer com a exaustão de professores afogados em burocracia, instabilidade, insegurança e excesso de carga horária e de trabalho;
Os professores abaixo assinados solicitam a todos os órgãos da escola, particularmente Conselho Geral Transitório, Conselho Executivo e Conselho Pedagógico, que não aprovem quaisquer documentos nem dêem início ao processo de avaliação de desempenho de docentes, sem estarmos todos esclarecidos em relação às questões acima mencionadas e convictos de que o modelo é exequível e intrinsecamente bom, rigoroso, justo, imparcial e benéfico para os alunos, para os professores, para a comunidade educativa e, em última instância, para o sistema de ensino em Portugal. Solicitamos ainda que quaisquer resoluções destes órgãos sejam devidamente fundamentadas, divulgadas aos professores e enviadas para o Ministério da Educação.
Escola Secundária Dr. Júlio Martins, 16 de Outubro de 2008
Normalmente, sentimos que estamos a ser traídos, mas quase nunca temos provas efectivas do acto ilícito.
Quando a Plataforma assinou um tal de Entendimento que 100Mil Professores, de facto, não entendeu, não quisemos crer que fosse traição, pelo menos consciente e assumida!
Deu-nos jeito pensar que eles eram ingénuos e que MLR lhes tinha conseguido dar a volta.
Lá engolimos em seco, uns com mais dificuldade do que outros, e continuámos, serenamente, mas de olhos abertos, a tentar perceber as conquistas alcançadas com a união de toda uma classe social, a dos Professores! Conquistas que, diga-se, nunca chegaram! As injustiças mantiveram-se, a complexidade dos documentos raia o limite da loucura, o excesso de trabalho burocrático não é mensurável!
Com a raiva nos dentes, vamo-nos arrastando, diariamente, para a escola na esperança de que alguém nos defenda, altere tanta asneira produzida em três anos e nos deixe trabalhar, voltando a olhar para os nossos alunos como a grande força que nos move.
Só que, afinal, da primeira vez, a traição tinha sido mesmo traição! Assumida bem nas nossas barbas! Os interesses do país, dos nossos filhos, dos nossos jovens, não se coadunam com os timings políticos da FENPROF e, por sua vez, da Plataforma que dirige!
O Entendimento não foi assinado ingenuamente!
Foi, propositadamente!
Como é possível?
E não é que vão mantê-lo mesmo CONTRA a grande maioria dos professores?
É assim que a 2ª traição vem a caminho!
Desta vez, inequivocamente! A Plataforma está contra a manifestação dos professores! Vão assumi-lo, não tivéssemos nós dúvidas, oficialmente, amanhã, dia 15 de Outubro, pelas 17H, quando a Plataforma Sindical anunciar ao país que a SUA manifestação é dia 7 de Novembro, ou sei lá quando, e que não subscreve a nossa, já convocada legalmente, a do dia 15 de Novembro! Traídos uma vez…traídos segunda…alguém vai esperar para assistir à terceira?! Se nas escolas, os grelhados já não se aguentam, o cheiro a esturro desta Plataforma é inqualificável! É nestas alturas que se percebe (parte, apenas parte…) dos interesses daqueles a quem, mesmo em época de crise, pagamos religiosamente as nossas quotas…
E a FENPROF até cobra à percentagem! Permitiria Mário Nogueira um lugar que não fosse na primeira fila?!
Ele é o Protagonista!
Ele é que sabe!
Pior…ele é que controla a classe docente! Como poderia participar numa manifestação convocada por outros, ainda que esses outros sejam aqueles que diz representar? E os outros sindicatos?
Todos contra a manifestação, porquê?!
Ao longo dos anos, fui assistindo à irritação da FENPROF sempre que surgia um novo sindicato de professores que, de alguma maneira, se afirmava contra as políticas educativas defendidas sob o lema “ Carreira Igual, Salário Igual”! Mas foram surgindo e são catorze, dizem!
Dividiram-se, roubaram sócios uns aos outros, criticaram as formas de agir de uns e de outros, até surgir o milagre conhecido de MLR que deu origem a uma Plataforma Sindical capaz de reunir sindicatos com os objectivos mais díspares entre si! Aqueles que lutaram, anos a fio, contra a FENPROF acabam por eleger a própria FENPROF como seu porta-voz! Muito bem, ou muito mal, aconteceu! O momento era, e é, de união e não houve alternativa!
Mas, afinal, por que se demarcam agora catorze sindicatos de professores de uma manifestação marcada por Professores?
Há um denominador comum a todos eles: têm medo!
Estão com medo!
Medo de perder o protagonismo e, sobretudo, medo que novos sindicatos venham a caminho!
E, possivelmente, até vêm!
E se tiverem mérito serão bem-vindos!
E se defenderem os interesses dos professores serão bem-vindos! E se conseguirem reunir 143Mil professores, melhor ainda!
E então, se forem capazes de não trair os professores, será ouro sobre azul! Dia 15 de Novembro, os professores devem tocar a reunir e marchar, novamente, até Lisboa!
De carro, de autocarro, de comboio…a pé, se preciso for!
Alguém precisa da Plataforma para ir até Lisboa?!
Por favor, organizem-se!
Na escola, com os amigos, os filhos, a família, os vizinhos!
Mas vão! E não para se manifestarem contra a Plataforma!
Esqueçam-nos!
Vão, sobretudo, para mostrar uma coisa que, na minha opinião, é muito importante: mostrar à Senhora Ministra que já não basta que mande a FENPROF mandar nos Professores!
Já não basta que os sindicatos se juntem todos numa Plataforma Amiga para calar os professores e controlá-los! Os professores já não se deixam mais controlar!
E querem que o país inteiro, no dia 15 de Novembro, o perceba claramente! Dia 15, por nós e por Portugal, diremos Não à política educativa do governo e aos interesses sindicais daqueles que são sindicalistas, mas não são, com certeza, Professores!
Os Professores, mesmo que sindicalistas, esses, certamente, estarão lá!

«Hoje estou mesmo de 'língua de fora'.
Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a traçar objectivos individuais.
Agora estou em casa a trabalhar na direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo para que o trabalho fosse feito no devido local.
Passei o fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes.
Amanhã tenho que estar às nove e vinte na escola.
Vou na segunda semana de aulas e, não fora a experiência, seria uma lástima.
Não sobra tempo para preparar estratégias que seduzam os alunos.
Só a força anímica e o grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma dimensão cultural e cívica que ainda me fascina.
Mas hoje, tive que interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber água e tomar um pacote de açúcar para me segurar.
ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo. »
Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!
Só alguns anormais em Lisboa e os seus fiéis comentaristas de serviço tentam fazer passar a ideia contrária.
A principal dificuldade do modelo de avaliação dos professores reside
no número de horas necessárias para o processo, cerca de 12 horas/ano
por professor. A conclusão é do Agrupamento de Escolas D. João II, em
Santarém, após realizar uma 'avaliação teste' a 16 professores
efectivos durante o último trimestre do ano lectivo passado. António
Pina Braz, presidente do conselho directivo do agrupamento, revelou
que 'a maior dificuldade sentida foi a gestão de tempo'. No total
contabilizou-se a necessidade de 12 horas/ano para a avaliação de cada
professor do agrupamento. Uma escola secundária com 130 docentes
gastará 1560 horas com a avaliação de desempenho. São 1560 horas de
trabalho a mais sem benefícios para a qualidade do ensino e das
aprendizagens. Ao invés, essas 1560 horas acrescem à carga horária
semanal do professor que, em muitos casos, excede as 40 horas. São
1560 horas de trabalho que contribuem para a exaustão do professor e
que o impedem de dedicar tempo e energia à preparação das aulas, à
elaboração de materiais de ensino, à relação pedagógica, ao apoio
individualizado e à avaliação dos alunos.
A propósito do excesso de carga horária semanal dos professores, leia
este depoimento da colega Isabel Fidalgo: 'Hoje estou mesmo de 'língua
de fora'.Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção
de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a
traçar objectivos individuais. Agora estou em casa a trabalhar na
direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo
para que o trabalho fosse feito no devido local. Passei o
fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes. Amanhã tenho
que estar às nove e vinte na escola. Vou na segunda semana de aulas e,
não fora a experiência, seria uma lástima. Não sobra tempo para
preparar estratégias que seduzam os alunos. Só a força anímica e o
grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de
aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma
dimensão cultural e cívica que ainda me fascina. Mas hoje, tive que
interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber
água e tomar um pacote de açúcar para me segurar. ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo.'
Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!
Só os anormais deste governo e os seus fiéis comentaristas de serviço
é que tentam fazer passar a ideia contrária

Está explicado o pedido de aposentação da Presidente do CCAP. A motivação não terá sido muito diferente da de muitos milhares de professores que estão a ser empurrados para a aposentação prematura pelo obscurantismo desta equipa ministerial.
Saudemos as conclusões do CCAP. Bem-vindos à lucidez!
Contra a razão e a ética não há mistificação, nem propaganda que resista! É apenas uma questão de tempo!...
Para além da ignorância e da teimosia de Sócrates, esta equipa ministerial já não dispõe de nenhuma âncora credível e séria para continuar a impor a monstruosidade deste modelo de avaliação.
Os professores não serão devedores de uma palavra de Sua Excelência o Sr. Presidente da República, dos partidos políticos e de outras entidades perante este ataque à inteligência e à dignidade dos professores? Querem ser cúmplices silenciosos da destruição da escola pública?
De que estamos à espera para reagir?...
Abraço,
Octávio V Gonçalves
PS: Se o modelo de avaliação é tão bom apliquem-no, experimentalmente, aos obtusos Miguel Sousa Tavares e Emídio Rangel, para depois o exportarem para a Venezuela como brinde anexado aos Migalhães J.
Os promotores da acção de formação sobre o classmate conhecido como Magalhães obrigaram os desgraçados dos profs que lá estavam a dançar e a cantar... se quiseram habilitar-se ao sorteio de um computador (entre duzentos e tal professores...!).
Ao que os desgraçadinhos daqueles meus colegas chegaram!
Como é que isto não havia de ter batido no fundo?
Portugal ocupa orgulhosamente o primeiro lugar no ranking da iliteracia popular.
Isto apesar de ser o país em que mais jornais desportivos nacionais diários debitam baboseiras - 3 - nenhum deles em crise, muito pelo contrário.
Em crise encontram-se os jornais que trazem notícias verdadeiramente importantes. Essas ninguém as quer ler.
Um professor que não se deixe transformar num miserável palhaço não tem lugar numa escola básica portuguesa.
Porque os alunos gozam com ele.
Ao dar uma negativa a um aluno que nada faz nem sequer livros traz para as aulas o professor está, de facto, a dar uma negativa a si próprio, negativa essa que pode custar-lhe o emprego.
Os alunos já perceberam que são os reis da escola, tendo substituído no trono os concelhos directivos que eram os antigos donos das escolas. Hoje são os alunos quem manda.
E ai de quem não obedeça: é avaliado negativamente se for professor e é chamado à pedra se pertencer ao directivo.
Acabaram-se os processos disciplinares (aos alunos). Estes podem fazer o que quiserem, tratar mal professores, colegas e funcionários que de certeza nada lhes acontece para além de uns conselhos para que não voltem a fazer o mesmo. O que voltará, claro, a acontecer logo em seguida.
Os professores do ensino básico estão, neste momento, reduzidos a autênticos palhaços nas mãos dos piores alunos que têm que ser todos aprovados mesmo que não saibam ler uma linha, sob pena de o professor perder o emprego em 2 anos.
Foi isto o que estes indivíduos fizeram ao ensino e ao país.
Um crime de lesa-Pátria com o único intuito de modificar gráficos como o de cima.
Não se ensina nada, não se aprende nada, nem isso é importante para coisa nenhuma.
Há é que produzir papelada para inglês ver. E os alunos cada vez mais
analfabetos e os professores cada vez com menos tempo para os ensinar.
Pagaremos durante gerações o que estes indivíduos estão a fazer ao país. Uma geração de estúpidos está a ser fabricada com todo o esmero nas escolas básicas.
Turmas inteiras com nível 1 foi coisa que eu, em 22 anos de prática, nunca imaginei ver.
Mas está a acontecer de Norte a Sul.
E riem-se. E desdenham de quem se esforça por lhes ensinar alguma Luz da Ciência.
E cada vez são mais.
Uma onda avassaladora de miudos absolutamente estúpidos está a assaltar as escolas.
De onde vêm?
Porque ficaram assim?
E porque é que são cada vez mais?
São perguntas para as quais não imagino uma resposta sólida.
A única que me ocorre é que eles percebem que não têm que trabalhar absolutamente nada para terem sucesso, no final do ano.
Ai do professor que os chumbe!
E é isto o que está a acontecer.
E isto paga-se.
Uma geração de gente impreparada que mal sabe ler e não entende minimamente o que lê está a ser mandada para o mercado de trabalho.
Dão-lhes diplomas que atestam apenas que aqueles incultos adquiriram inúmeras capacidades absolutamente indetectáveis por mais que se escrutinem à lupa.
Substitui-se um grau académico sério por uma palhaçada a que se chama novas oportunidades.
E dão-se computadores aos maiores marginais.
Que os exibem nas aulas para as quais não trazem material.
E acedem à net para revolverem tudo o que é lixo inimaginável. O computador oferecido com os nossos impostos aos turistas das escolas serve-lhes evidentemente para tudo menos para algo que seja útil.
Crianças de 12 anos utilizam os portáteis e-escola para aceder a pornografia livre. Nenhum filtro funciona na net, como é sabido. Basta clicar nos links que eles enviam uns aos outros.
Que imundice esta em que se tornou este país...
E ninguém se revolta. Ninguém diz nada.
Como no tempo do fascismo, não se fala em coisa nenhuma por mais aberrante que ela seja.
Triste país e triste povo absolutamente demitido de todos os ideais de Abril, da Democracia da Liberdade, que subsidia igrejas multimilionárias enquanto desiste da paupérrima Saúde a que teria direito; e troca a escola pelo estádio de futebol.
Quem, neste momento, critica os professores não faz a mínima ideia do que é o terror de ter que aguentar com dezenas de miúdos arrogantes que, a coberto do novo ECD, se estão a tornar refinados pulhas aos 14 anos de idade, a escarnecerem de quem lhes tenta ensinar alguma coisa.
E no final do ano o professor TEM MESMO que os passar se não quiser ser avaliado com um insuficiente e não perder o sustento da família.
Esta ministra da educação, com a cobertura deste desgraçado primeiro ministro e depois de ter comprado o sindicalismo profissional - que já nem se lembra do que é uma sala de aula - constituiu-se como a maior predadora do Ensino, da Educação e do Conhecimento nas escolas públicas.
É evidente que os maiores prejudicados são os bons alunos - que ainda os há - que, com este novo clima de terror imposto na escola pública, deixaram de ter professores minimamente empenhados em ensinar-lhes o que quer que seja, porque os 90 minutos de cada aula são integralmente passados a mandar calar os marginais e a tentar minimizar a chavasquice em que eles transformam sistematicamente cada aula. Fora da sala, o tempo quer deveria ser dedicado à preparação de aulas não é suficiente para o preenchimento das 2 mil grelhas que constituem o processo de avaliação de cada professor. É que, se a sua nota não for Suficiente num somatório de centenas de parâmetros em que em lado nenhum se tem em conta o esforço pedagógico do professor (apenas o esforço burocrático em construir portfolio), este professor perderá o seu emprego.
Portanto, como disse acima, neste momento a única coisa com que o professor não pode perder tempo é com ensinar.
Os bons alunos, com pais ricos e nas grandes cidades, irão rapidamente para os colégios onde os maus alunos nem sequer têm entrada.
Esses serão 3%.
E os outros 97%?
Vão para onde?
Espero que nada de bom aconteça a esta ministra.
Nem todos seremos sumidades e muitos de nós não serão grandes profissionais, como em todas as profissões. Aceito claramente.
Para esses havia que se dar formação.
Não a palhaçada dos créditos onde o formador é infinitamente menos apto que o mais lerdo dos formandos.
Isso nem sequer é preocupação.
O pior e mais desajeitado professor algo sempre produz e algo sempre ensina.
90% dos alunos, neste momento, NADA querem aprender.
Porque disso foram dispensados, directa e indirectamente, pela ministra.
Felizmente ainda não dei em marginal como aqueles que ela protege e incentiva.
Mas pode ser que, neste momento, alguém já esteja "mais para lá do que para cá".
Eu, se fosse ao falso engenheiro e a esta senhora, reforçava de imediato a minha segurança pessoal.
O seguro morreu de velho e estes, por este andar, dificilmente chegarão lá.
Colegas:
A minha saudação a todos os que não desistem de lutar pelos seus ideais nem se acobardam.
O meu agradecimento pelas centenas e centenas de emails que recebi desde que em 19 de Março de 2008, imediatamente após a manifestação em Lisboa, escrevi um singelo texto “divulgar” que enviei a alguns colegas.
Continuo a receber diariamente emails de professores que só agora dele tomam conhecimento. Muitos meses passaram, o conteúdo do texto continua a ser actual.
Colegas… muita água passou debaixo das pontes desde 8 de Março de 2008.
A situação apenas e cada vez mais, piorou… piorou… piorou, para todos os professores deste país, como aliás era previsível por quem tivesse os pés assentes na terra, desde que este governo tomou posse e esta ministra assentou arraiais.
Nesta altura do “campeonato” já todos fizemos profundas reflexões individuais sobre o nosso papel enquanto professores … enquanto cidadãos empenhados no futuro do seu país … sobre o futuro dos nossos filhos, nesta sociedade…
Dada a conjuntura por que passamos … reflectimos todos muito…
Sou professor há 30 anos. Percorri o país arrastando os meus filhos de terra em terra. Mudei-me de casa vezes sem conta… O dinheiro que ganhava, tinha que ser contabilizado para conseguir pagar as contas mensais. Fui abalroado várias vezes na estrada, quando me dirigia para o trabalho.
Dediquei-me, sempre aos meus alunos como se fossem meus filhos. Contam-se pelos dedos das minhas mãos, os alunos que reprovei em 30 anos. Dei à escola as minhas horas vagas, a minha total disponibilidade, o meu saber e o meu empenhamento. Fiz do ensino a minha religião. E…não fui só eu…conheço centenas, senão milhares de professores “missionários” que fizeram muito mais do que eu…
Hoje digo basta !!!
Por feitio próprio sempre fui educado, cordato, conciliador. Mas… tudo muda na vida.
O poder em Portugal é DEMOCRÁTICO porque foi eleito, mas é antidemocrático nas suas práticas para com os cidadãos.
O Ministério da educação demonstra comportamentos, desde 2005, que nada deixam a dever à prática das ditaduras sul americanas, de tão má memória.
A ministra da educação tem revelado, desde que assumiu funções, um ódio visceral contra os professores deste país. Toda a sua acção tem sido no sentido de “esmagar” os 140.000 docentes portugueses. Não vou enumerar toda a prática legislativa, todo o discurso público, todas as conversas particulares que são tornadas públicas em que os professores são calcados, humilhados e vilipendiados por esta senhora e pela sua equipa. Há, aqui, claramente, um problema psicótico ao qual os professores são alheios, mas do qual acabam por ser vítimas.
Os professores deste país sempre lutaram, com os meios de que dispunham, para a valorização dos seus alunos e da escola pública. Não são os professores os responsáveis pelo insucesso e abandono escolar… São os políticos!!!
A situação anímica dos professores nunca atingiu níveis tão baixos. Recebi emails de colegas que revelam estados de “alma” de profundo abatimento e desânimo.
É exactamente isso que esta equipa político ministerial pretende, quebrar-nos, espezinhar-nos, tornar-nos tapetes, criados para todo o serviço.
Na marcha do 8 de Março, em Lisboa, mostrámos que estávamos presentes, não nos sujeitávamos, estávamos dispostos a lutar pelos nossos direitos e pela nossa dignidade.
Os sindicatos, órgãos representativos, lideraram os contactos com a tutela e tiveram o apoio de toda a classe. Se bem que reconheçamos a sua importância em toda a nossa luta, o seu papel ficou gravemente comprometido quando assinaram, com a ministra, o memorando de entendimento, altamente lesivo para o interesse dos professores e que compromete a curto prazo a sua liderança neste processo.
No dia de hoje, com o desenrolar dos acontecimentos recentes, já não há mínima dúvida, a ministra conseguiu parar os sindicatos, mas não parou os professores.
Como é que sindicalistas “de carreira”, extremamente experientes, cometeram um erro estratégico tão grave, numa luta tão difícil, é coisa que só o tempo virá, um dia, a esclarecer.
A luta continua.
Não aceito, nem nunca aceitarei, um estatuto da carreira docente vexatória que procura dividir para reinar. Os professores não são militares, não há generais, capitães e soldados. Todos somos pura e simplesmente PROFESSORES, numa carreira horizontal em que a missão de todos e de cada um é ajudar a aprender e formar cidadãos na verdadeira dimensão da palavra.
Não aceito, nem nunca aceitarei um regime de avaliação aviltante, cuja única finalidade é humilhar-nos, enterrar-nos em papéis e degradar a nossa condição profissional.
No meu primeiro texto “divulgar” sugeri que adoptasse-mos como forma de luta a estratégia de Gandhi… a resistência passiva. As circunstâncias vieram demonstrar que já não há uma forma privilegiada de luta. Todas são aceitáveis. Cada professor, cada escola, deve sugerir e aplicar formas de luta conducentes a tornar inviável esta política. Não somos um rebanho com um pastor. Somos pessoas inteligentes que, contra a força bruta, havemos de mostrar a nossa razão e fazer valer os nossos direitos, os dos nossos alunos e valorizar o sistema de ensino público em Portugal.
Precisamos da força de todos e de cada um. É nos momentos mais “negros” que se avalia a fibra das pessoas Não se deixem intimidar.
Eu não desisto. Tenho a certeza que havemos de ganhar esta luta. Sócrates, o de fraca memória, há-de partir, Maria de Lurdes Rodrigues será esquecida, os secretários de estado… coitados… quem são???
Antes de terminar, duas referências essenciais. Em primeiro lugar uma chamada de atenção para a verdadeira campanha de intoxicação da opinião pública, utilizando publicidade paga em jornais, referências constantes nas televisões, desdobráveis enviados para as escolas, exaltando os feitos deste ministério e deste governo. Se estão tão certos da obra feita, então porque não confiam no julgamento sereno dos portugueses, em vez de andarem a esbanjar o dinheiro público??? Cá se fazem, cá se pagam… Os professores portugueses e as suas famílias não têm memória curta!!!
A segunda diz respeito às formas de luta futuras.
No dia 15 Novembro lá estarei, com sindicatos ou sem eles. Faça frio ou calor, chova, troveje ou caia neve.
Gritarei pelos direitos e dignidade dos professores, da qualidade de ensino, contra a prepotência, a arrogância e a estupidez. Estarei em 15 de Novembro e sempre que a unidade dos professores o reclame, em defesa de VALORES.
Lembrem-se, colegas, a luta será longa, mas será tanto mais eficaz quanto mais pública se tornar. É exactamente aí, o ponto fraco de Sócrates.
Saudações a todos.
Do colega
Francisco da Silva

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores
A DERROTA DAS MAIORIAS
O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% doS votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos.
Se, nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.
Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Senão vejamos: esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:
VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!>
Os quesitos necessários relativamente à legalidade da manifestação de dia 15 de Novembro estão assegurados, depois de, hoje, representantes da APEDE e do MUP se terem deslocado ao Governo Civil do Distrito de Lisboa, onde formalizaram a comunicação da manifestação, agendada para as 14:00, com concentração no Marquês de Pombal.
Esta "iniciativa" pretendeu apenas dar resposta a muitos colegas que se questionavam sobre o carácter legal de uma manifestação que surgiu de forma espontânea entre os professores de vários pontos do País.
Naturalmente, pretendemos que todos os movimentos se juntem a nós, tendo como protagonistas apenas os professores, a fim de que essa jornada de luta seja expressiva e tenha o sucesso que todos almejamos: inverter o processo de aniquilação da escola pública de qualidade e da dignidade da profissão docente.
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Divulga sff (É muito importante que, muito rapidamente, todos os professores possuam esta informação)
O amigo Protesto Gráfico brindou-nos com uma colecção de imagens com aquilo a que chama «dos 5 maiores pontos negros da política do ME, a "lista negra"». Uma contribuição para a luta dos professores a que o WeHaveKaosInThegarden tem todo o gosto de se associar, na sua convicção da urgência de defesa da Escola Pública e da necessidade de mudar as politicas educativas da Sinistra Ministra, rasgar o Memorando de Entendimento assinado pela Fenprof e lutar pela revogação do Estatuto da Carreira Docente e do novo Regime de Gestão Escolar.
Pessoalmente acredito tanto nos sindicatos como no governo, mas enfim...
Pode ser que eu esteja enganado.
Aqui fica para os crédulos
Colegas, no sítio internet da Fenprof (http://www.fenprof.pt/), existe um
correio verde com o objectivo de receber queixas dos professores sobre o
processo de avaliação. Até agora receberam cerca de 500 reclamações.
Se cada colega que está a ler esta mensagem, manifestar o seu desagrado deste sistema de avaliação (injusto, iníquo, burocrático, altamente complexo,
gerador de grande instabilidade nas escolas e promotor do verdadeiro
insucesso escolar), enviando uma mensagem para o 'correio verde' e, enviar
esta mensagem a mais cinco colegas, em breve serão várias dezenas de milhar
as opiniões negativas. Talvez, este pequeno gesto, obrigue os sindicatos a
retomar o protesto contra este ECD e esta avaliação docente.
Email verde:
http://www.fenprof.pt/MailVerde/default.aspx
2 estratégias que podem paralisar o processo
Na Escola Secundária António Granjo, em Chaves, os professores, por unanimidade, abandonaram as reuniões de departamento onde se discutiam as diferentes fichas de avaliação de desempenho.
Tomaram esta atitude por discordarem deste modelo de avaliação.
Esta decisão ficou lavrada em todas as actas.
E se o exemplo dos professores da Escola Secundária António Granjo, em Chaves, for seguido em todo o país?
Nem será preciso que o movimento atinja o país todo.
Basta que um punhado de escolas e agrupamentos faça o mesmo.
É simples: basta aprovarem uma resolução a suspenderem os trabalhos invocando falta de tempo, falta de formação ou excesso de complexidade das fichas.
De seguida, os professores, quer sejam avaliadores ou não, devem entregar nas secretarias das escolas e agrupamentos requerimentos a solicitar esclarecimentos sobre o processo de avaliação de desempenho.
São duas estratégias simples que, combinadas, paralisam todo o processo de avaliação de desempenho.
Por exemplo, quem teve formação específica sobre como preencher a ficha de objectivos individuais?
Ninguém teve.
É razoável e perfeitamente compreensível que os professores entreguem requerimentos, nas secretarias das escolas, a pedirem esclarecimentos sobre como se preenche a ficha.
Entretanto os PCEs enviam os requerimentos para cima.
Enquanto os esclarecimentos não chegarem, ninguém adianta nada.
E o processo de avaliação de desempenho pára.
Isto é tão evidente e tão claro que só não entendo como é que os professores ainda não começaram a usar estas duas estratégias.
Os professores acordaram um ano depois do ECD ter sido promulgado.
Sempre distraídos, os 100 mil professores desfilantes fizeram um grande favor ao sindicalistas que, através da negociata com a ministra (e usando estes 100 mil ingénuos adormecidos), a mantiveram no lugar a troco de eles próprios poderem manter as cotas - que seriam reduzidas a 80%, segundo a original proposta do governo - e poderem aceder a professores titulares.
Os sindicalistas e os políticos.
À total revelia do que a Milú dizia defender, afinal são os que não dão aulas há séculos que vão poder chegar a professores titulares, como se tem visto.
Por isso eu vou manifestar a minha revolta CONTRA os Sindicatos vendidos e CONTRA a inefável MILÚ e o seu mentor SÓCRAS, no próximo dia 15 de Novembro em Lisboa.
Nao há sindicato vendido que me desmoralize.
Ultrapassemos as negociatas privadas dos sindicalistas que afinal não são diferentes dos políticos.
Unamo-nos sem qualquer estrutura a apoiar, nem autocarros nem o raio que os parta.
E partamos para Lisboa mostrar às televisões e ao povo que a nossa luta é tão justa que nem de sindicalistas vendidos precisamos.
CONTRA OS VENDIDOS MARCHAR! MARCHAR!
É oficial!
Se, até aqui, apenas pairava no ar a ideia de uma manifestação, no dia 15 de Novembro, esta é, agora, irreversível. Para todos aqueles que se têm interrogado sobre as questões legais e de organização, a partir de hoje o apelo é oficial.
Numa reunião da APEDE, em que o MUP participou, ficou decidido que uma comissão composta por elementos desta Associação e deste Movimento tratará dos aspectos legais (pedido de autorização ao Governo Civil de Lisboa)
para:Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.
Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.
Nota: A APEDE é uma Associação legalmente constituída. Sítios na internet: http://apede.blogspot.com/ e http://apede.pt/.
Esta manifestação será o prenúncio de outra, certamente maior! Agora, é preciso mobilizar o maior número de professores...
TODOS SEREMOS POUCOS!
Tal como se previa, os professores portugueses preparam-se para dar, de novo, corpo aos seus sentimentos de completa saturação com as políticas do actual ministério da Educação.
Depois da célebre manifestação de 8 de Março de 2008, seguiu-se um período marcado por uma espécie de entendimento entre duas entidades - governo e plataforma de sindicatos - assustadas e atónitas com a força da contestação.
Algumas vozes do partido do governo, aquelas que conhecem as razões dos professores, e alguns sindicalistas, acreditaram que o entendimento envolvia a demissão da ministra da Educação antes da abertura do presente ano lectivo e, em consequência disso, a queda dos diplomas. Se isso era ou não verdade, talvez nunca se venha a concluir. Mas já se viu que não se confirma. As mesmas vozes, incrédulas e quase sem argumentos, justificam-se com o apoio incondicional da presidência da República à ministra da Educação. Lá sabem do que falam.
Mas há factos incontestáveis:
• o mote da contestação parte do monstruoso processo de avaliação do desempenho de professores que é contrariado pela simples razão de ser completamente inexequível, e, claro, brutalmente injusto;
• há outros diplomas que são objecto da mais lúcida contestação - o estatuto da carreira e a gestão escolar -;
• a saturação dos professores atingiu um grau tão elevado que é impossível estabelecer estratégias de médio prazo ou agir a pensar em calendários eleitorais (arrepio-me quando leio propostas recheadas de "tácticas" de "lume brando" e penso nos professores que se vão reformando com brutais penalizações).
Nem quero advogar um estatuto de adivinho: mas o dia 15 de Novembro de 2008 será marcado pelo recomeço das idas á rua por parte dos professores portugueses; com os sindicatos, espero bem que sim, e com os movimentos que, entretanto, se tinham organizado.
Nesta altura, saliento dois aspectos que me parecem importantes: ninguém se deve pôr em bicos de pés nem lançar libelos acusatórios e importa consertar, o mais possível, modos de actuação.
Aonde isso vai parar, não sei dizer. Mas se estes diplomas não caírem cedo, adivinha-se uma confrontação sem paralelo conhecido na democracia portuguesa.
O comboio está em marcha. Que ninguém fique na estação! A luta dos professores assume duas vertentes: a luta dentro das escolas para paralisar o processo de avaliação burocrática de desempenho e a preparação e mobilização para a Marcha de Novembro, em Lisboa.
Depois dos professores de Chaves, Barcelos e Coimbra, é agora a vez dos colegas de Aradas: Ora leia:
"Este Ministério não pode pôr de pé um sistema avaliativo construído sobre o desrespeito, a anulação e a exploração dos professores.
O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de profunda injustiça e parcialidade, devido aos "acertos" impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de Excelente e Muito Bom, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista que subjaz a este Modelo de Avaliação.
Enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enformam este modelo de avaliação não forem corrigidas, e, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, os professores signatários desta moção, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do seu desempenho profissional, solicitam ao Conselho Pedagógico a suspensão de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação por ele preconizada."
Agrupamento de Escolas de Aradas, 6 de Outubro de 2008
Os professores da Escola Secundária Alice Gouveia de Coimbra aprovaram em reunião do Conselho Pedagógico a suspensão do processo de avaliação de desempenho. A justificação para a suspensão do processo é a seguinte:
O Artigo 37º do CPA e a Avaliação de Professores:
No fórum da DGRHE, foi feita a seguinte pergunta sobre a publicação do despacho de delegação de competências de avaliação: 'É necessário que o despacho de delegação de competências de avaliação proferido pelo Presidente do Conselho Executivo seja publicado em Diário da Républica para ter efeito legal, ou um despacho interno será o suficiente? 'Re: Delegação de Competências by dgrhe - Quinta, 2 Outubro 2008, 05:30 'Sim, os actos de delegação de poderes estão sujeitos a publicação no Diário da República, tal como está estipulado no Artigo 37º do Código de Procedimento Administrativo.'
O que significa que os actos praticados antes disso são ilegais!
Começa a surgir um movimento dentro das escolas que vai no sentido da suspensão do processo até que os despachos de delegação de competências de avaliação sejam publicados no DR. Os colegas avaliadores por delegação de competências devem lembrar os PCEs que todos os actos realizados antes da publicação do despacho no DR são ilegais.
Convém lembrar, no entanto, que os coordenadores de departamento que recusem aceitar as competências de avaliação ficam sujeitos à penalização de Irregular. Apenas os avaliadores por delegação de competências se podem recusar a exercer as funções enquanto o despacho de delegação de competências não for publicado no DR.
Total das aposentações em 2008 já é de 5060.
Só na última quarta-feira - o mesmo dia em que foi noticiado que perto de quatro mil professores já se tinham reformado este ano - foram publicadas em Diário da República mais 1106 aposentações, referentes a novos processos concluídos este mês.
O balanço actual, segundo contas enviadas ao DN pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep), já vai nas 5060 reformas.
E é "cada vez mais previsível" que, até ao final de 2008, tenham duplicado as cerca de 3200 de 2007.

Porque contestam os professores unanimemente o sistema de avaliação imposto pelo Ministério da Educação? A recusa dos professores por este sistema de avaliação é que não é justo, nem independente nem objectivo.
Vamos aos argumentos pró-governamentais que, por não serem verdadeiros, tanto perturbaram a classe. O primeiro argumento é o de que os professores não querem ser avaliados, afirmação que a esmagadora maioria dos professores não produziu, mas que tem sido repetida até à exaustão pelo Governo e seus seguidores, na esperança que uma mentira mil vezes repetida se torne verdade. A posição dos professores é clara: quem não deve não teme e qualquer avaliação justa, independente e objectiva reconhecerá o seu trabalho. Não é o caso deste sistema.
Não lembraria a nenhum Governo de bom senso impor, pela força, um sistema de avaliação a uma classe inteira de profissionais, ainda mais tão respeitada em Portugal, como no mundo. A ideia é tão peregrina que Vicente Jorge Silva, ex-deputado do PS, admite no seu blogue ter sido inspirada no Marquês de Sade: "A ideia feita de que uma boa reforma é sempre uma reforma impopular pressupunha uma relação sado-masoquista entre o reformador e o destinatário das reformas, gozando um o prazer de aplicar a dor e o outro a delícia mórbida de sofrê-la." Freud explica, Vicente Jorge Silva também.
Aliás, não seria difícil a este ou qualquer outro Governo chegar a acordo com os professores e os seus representantes. Contudo, decidiu o Governo, sem qualquer base de sustentação, ficcionar que os sindicatos não representavam os professores e manteve teimosamente a tese até à véspera da espantosa (na dimensão e no civismo) manifestação de 100 mil professores. No método, esta reforma contra quase 150 mil profissionais, do Algarve ao Minho, formados nas melhores universidades deste País, representou um completo desrespeito pelos professores.
No conteúdo, também. Comecemos pela avaliação pelos pares. O corpo docente de uma escola é composto por apenas algumas dezenas de professores. Há relações de proximidade, de afastamento, de indiferença e, até, laços familiares. Ora, não sendo as relações entre as pessoas neutras, que garantia de independência pode ter a avaliação? O coordenador de departamento vai avaliar a colega, que, por acaso, é a esposa?! Depois de uma almoçarada, o presidente do conselho executivo vai avaliar o colega, de quem é amigo desde a creche?! Enfim, sem comentários.
Por outro lado, entre os parâmetros a avaliar estão uma série de itens subjectivos, como a disponibilidade ou a relação com a comunidade. Há, por isso, receios fundados de que este sistema promova, não o mérito dentro das escolas, mas o compadrio pessoal e político . Além disso, este sistema de avaliação burocrático vai obrigar o professor, para sua defesa, a tomar diariamente nota de todas as suas actividades, o que poderá representar, ao fim do ano, centenas de páginas e outras tantas horas perdidas inutilmente que bem poderiam ser dedicadas aos seus alunos.
A avaliação dos professores irá depender da progressão das notas dos seus alunos. Ora, como já referi anteriormente, as notas dos alunos são facilmente inflacionáveis ou manipuláveis. Por isso, ou me engano muito, ou dentro de algum tempo, os alunos portugueses irão ser os que mais progressos registam no mundo! E ninguém pode levar a mal, afinal, os professores são muito sérios, mas também têm família para sustentar. Bem pode o Governo argumentar que há mecanismos de controlo, que é quase impossível provar este tipo de arranjos, mais ainda aplicado a 150 mil professores.
Mesmo nas disciplinas sujeitas a exame, que garantias tem o professor de ser avaliado com justiça, mais ainda quando o grau de exigência dos exames não é uniforme? O professor será tanto mais penalizado quanto maior for a diferença entre a classificação interna (atribuída pelo professor) e a classificação do exame. Ora, não é linear que uma grande diferença nas classificações se deva necessariamente a incompetência do professor. Por vezes, basta as perguntas serem formuladas de forma diferente ou com utilização de outra terminologia, para que as notas dos alunos desçam em exame, mesmo que as aprendizagens tenham sido feitas.
No limite, o método poderá também prejudicar os alunos, se o professor começar, consciente ou inconscientemente,a atribuir as classificações internas a pensar já na estimativa dos resultados de cada aluno em exame, de forma a que não haja grandes diferenças entre as duas classificações. Todo este sistema de avaliação à revelia dos professores me parece imprudente e arriscado.
Imaginemos o que seria este método aplicado a outras profissões. Se a avaliação dos polícias dependesse dos resultados, dispararia o número de multas aplicadas aos condutores. Se a avaliação dos cirurgiões dependesse do número de cirurgias, teríamos cirurgiões a ganharem 30 mil euros por mês, como já sucedeu. Se a avaliação dos juízes dependesse do número de processos, provavelmente não faltariam turbo-juízes a despacharem processos. E se dependesse das condenações, não haveria prisões que chegassem para alojar os condenados. Se a avaliação dos enfermeiros dependesse do número de injecções, não faltariam pretextos para picas nos utentes.
Aplicar (mal) os métodos das empresas à Administração Pública só pode dar maus resultados. Por mais que alguns empresários mal informados deste País queiram impor as suas receitas neoliberais ao Estado, servir os utentes com justiça e imparcialidade não é o mesmo que vender sabonetes.
Repete o Governo que é preciso distinguir os bons dos maus professores. Ora, quem percebe alguma coisa de educação sabe que esta divisão maniqueísta entre professores bons e maus não passa de uma ficção. Há professores com umas características, outros com outras e, de um modo geral, todas são importantes. A escola é feita de diversidade e os alunos só têm a ganhar em ter professores com características diferentes. Há, por isso, também fundados receios de que este sistema seja castrador das diferenças e promova mais a intolerância do que o mérito.
Uns professores valorizam mais a autoridade, outros a tolerância. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor traz as aulas milimetricamente preparadas, outro é mais criativo e valoriza mais a interacção e a participação dos alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor é circunspecto, outro cultiva a proximidade com os alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Como se vê, a avaliação de professores está muito longe de ser uma ciência exacta.
Outro cliché afirma que esta avaliação visa distinguir os professores com vocação dos professores sem vocação. Ora, não conheço nenhum "vocaciómetro" para medir a vocação de cada um, sendo a noção de vocação seguramente mais um estado de alma do que um dado objectivo. Nada garante que um professor supostamente com muita vocação seja melhor que um professor com menor vocação, mas que faz o seu trabalho com profissionalismo, como há péssimos cantores a jurarem que nasceram para cantar e óptimos músicos a dizerem que só o são por acidente. Exemplos não faltam, na música, na profissão docente ou em qualquer outra área.
A acusação de corporativismo é também facilmente desmontável. Em primeiro lugar, os professores portugueses não vieram de Marte e, portanto, têm, pelo menos, o mesmo crédito de patriotismo e sentido cívico que os outros portugueses, trabalhem estes ou não no sector privado. Acresce que a maior parte dos professores também são pais pelo que a acusação de que colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses dos alunos não faz sentido.
Além do crédito comum à generalidade dos portugueses, os professores têm ainda o crédito de serem um exemplo para os seus alunos. E são-no de facto, ou não fosse a profissão docente das mais escrutinadas do mundo, sendo o comportamento de cada professor controlado diariamente por centenas de alunos, pais, auxiliares de acção educativa e pelos próprios colegas professores. Dificilmente este sistema de avaliação, informal mas efectivo, toleraria professores que não fossem um exemplo, pelo menos na escola. Têm, portanto, esse crédito acrescido.
Por último, uma nota para o novo sistema de gestão das escolas. Como já referi atrás, a comunidade docente numa escola reduz-se a algumas dezenas de professores. De entre estes, pouco mais de uma dezena podem, geralmente, ascender ao cargo de director, sendo necessário, para tal, experiência no cargo ou o curso de Administração Escolar. Ora, este número, em muitos casos, é claramente insuficiente para garantir massa crítica e proporcionar a indispensável pluralidade de opções para o cargo. Muitas vezes, só irá haver um candidato ao cargo de director. Por isso, nada garante que o futuro director seja uma pessoa reconhecidamente competente no cargo.
A democraticidade interna das escolas assegura hoje que estejam em cargos intermédios pessoas tanto ou mais capazes que os presidentes dos conselhos executivos, o que permite às escolas respirarem mesmo que um presidente do conselho executivo seja menos competente ou dialogante. Ora, o novo modelo de gestão escolar vai concentrar todos os poderes numa só pessoa, o que não garante necessariamente maior eficácia às escolas e vai fatalmente potenciar situações de prepotência e compadrio pessoal e partidário. Uma vez mais se comete o erro de importar mal um modelo das empresas para a Administração Pública, apesar de serem realidades completamente diferentes.
Nas últimas semanas, temos assistido a um frenesim de comentadores do regime brandindo as estatísticas da educação para defender que "é preciso fazer qualquer coisa" e que estas "reformas" têm de continuar. Ora, o que o País certamente não precisa é que se faça "qualquer coisa": isso foi o que fizeram os 26 ministros da Educação dos últimos 30 anos! O Ministério da Educação não deve ser um campo para o experimentalismo inconsequente nem palco de reformas voluntaristas. O que Portugal precisa é que a Educação seja definitivamente levada a sério e executada serenamente com o aval de quem sabe do assunto: os professores.
Mário Lopes
ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES
DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR – 2008/09
Considerando que:
O processo de avaliação dos professores definido pelo Ministério da Educação está, por enquanto, completamente e sistematicamente burocratizado, incompleto e confuso;
Os órgãos da escola têm, compreensivelmente, muita dificuldade em definir parâmetros previstos na lei indispensáveis para a implementação do processo;
O trabalho e o ambiente escolares estão a ser totalmente contaminados pelos problemas burocráticos criados por este modelo;
A quantidade de papéis, reuniões, discussões, etc. que os professores são obrigados a ler e a fazer não permite desempenhar a tarefa fundamental do professor que é ENSINAR;
Os professores abaixo assinados vêm apresentar ao Conselho Pedagógico, ao Conselho Executivo e ao Ministério da Educação a sua demissão do cargo de avaliadores para o qual foram indicados.
Lisboa, 2 de Outubro de 2008
Manuel Beirão dos Reis (Departamento de Filosofia)
Ou vamos para a rua para acabar com esta palhaçada ou a palhaçada acaba connosco e vamos todos acabar no manicómio.
Sinto-me a sufocar e na escola já anda quase tudo a poder de calmantes...
ainda agora começou o ano...
Não sei quem lançou a iniciativa mas vamos a isso. Novamente num sábado?é óptimo por causa das "bocas" e das faltas
Vamos todos para acabar com esta palhaçada !!!!!!!
Desta vez não vão ser 100 000 !!! Vamos ter um país inteiro a apoiar os professores e contestar o mais hipoócrita e traidor governo da história moderna.
Vamos todos a Lisboa dia 15 de Novembro !!!
Vamos mostrar sem qualquer rodeio quem são os verdadeiros professores. Entretanto vamos bloquear o processo de avaliação.
Se todos colaborarem vai ser mesmo o fim desta palhaçada.
Divulguem ! É agora !
O movimento está iniciado.
Com ou sem sindicatos, os professores marcharão novamente pela sua dignidade e contra a palhaçada que este ministério quer instituir com esta avaliação.
Vamos mostrar a este Governo e a esta ministra que a nossa paciência ESTÁ ESGOTADA.
Queremos dar aulas...queremos que os nossos alunos aprendam e não queremos que eles saiam prejudicados com esta trapalhada que este ministério quer impor.
Como diz o nosso hino...'contra os canhões, MARCHAR, MARCHAR'.
APEDE: Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino
Colegas
Está na altura de agir e passarmos à prática; não basta o inconformismo generalizado que graça por todas essas escolas do país face à política educativa de liquidar a escola pública e o ensino por excelência.
É tempo de passar à acção e de contestar o ataque feito à carreira profissional por parte deste governo, que nos pretende reduzir a meros técnicos de ensino de crianças futuras analfabetas num mundo global.
Deixamos de lamentações e partimos para a acção; só e apenas nós podemos mudar o rumo dos acontecimentos. Por isso, a todos e de norte a sul do país, colaborem nesta luta sem tréguas pela defesa de uma escola pública e democrática e por um outro tipo de ensino mais exigente, qualificativo e gratificante para todos – as nossas crianças e jovens assim o desejam.
Não cruzes os braços em desânimo; participa nas acções e colabora na luta contra o sistema que nos querem impor: quotas para isto e aquilo, horários de trabalho para lá das 35 horas semanais, afunilamento e estagnação na carreira, burocracia sobre burocracia, desleixo grosseiro do ensino – aprendizagem, redução das reformas, tudo e mais alguma coisa.
A APEDE pode ser o trampolim da nossa luta; dia 15 de Novembro, na rua, pode ser a data de todas as datas para mostrar a nossa revolta perante a degradação das nossas condições de trabalho e do ensino em Portugal impostas por este governo. Por isso, é urgente que tu, na tua
escola, colabores; pequenas colaborações juntam-se a outras pequenas
colaborações e todos juntos faremos frente à ofensiva de quem apenas interessa vencer a resistência aos que se opõem à destruição do ensino público em Portugal.
Organiza e dinamiza o teu núcleo de constatação na escola; participa e manifesta o teu descontentamento. Não deixes de barafustar e indignar-te pela afronta aos teus direitos laborais. Participa nas acções.
Conto contigo, colega professor; que cada escola do país, sem excepção, esteja para já representada com alguém na reunião da APEDE, a realizar no próximo dia 11 de Outubro, Sábado, pelas 10h30, no Sport Club do Bairro, sito no bairro Sra. da Luz – Caldas da Rainha.
A presença de alguém da tua escola é importantíssima para a nossa união e luta nacional. Participa, não faltes.
COPIA ESTE E-MAIL E ENCAMINHA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS COLEGAS.
É UM OBRIGADO DE TODOS OS PROFESSORES PARA TI MESMO.
Os Professores e Educadores abaixo-assinados, exigem a revogação do actual estatuto da carreira docente – ECD do ME – imposto contra tudo e todos, na sequência de um processo aparentemente negocial, dada a quantidade de reuniões realizada, mas no qual o Ministério da Educação recusou alterar o que de mais negativo apresentou logo na primeira reunião: a fractura da carreira, um regime de avaliação do desempenho sem conteúdo pedagógico, a existência de uma prova de ingresso na profissão, uma carreira ainda mais longa.
Um estatuto para o qual verteram, ainda, algumas das medidas mais negativas impostas no âmbito da Administração Pública, tais como o roubo do tempo de serviço ou o agravamento dos requisitos para a aposentação.
Face a esta situação, os docentes exigem a revogação do ECD do ME e a aprovação de um ECD que dignifique e valorize a profissão docente. Um verdadeiro Estatuto que:
Consagre a existência de apenas uma categoria de Professor;
Garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado;
Estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência;
Valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico;
Elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão, docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso.
http://www.fenprof.pt/AbaixoAssinado/RevogaECD
Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar os professores a troco de coisa nenhuma.
Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar a ideia de que houve recuo e que todos ganharam.
Se assim for (oxalá me engane!), será uma desgraça para os professores. Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão: fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc.
A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar.
A escola pública vai morrer.
As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes.
Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais.'
Ramiro Marques
É a debandada geral porque assim não se pode ser professor.
Basta ir ao site da CGA que remete para o Diário da República: todos os meses são mais de 500 os docentes que se aposentam, quase todos com fortes penalizações.
Simplesmente, não aguentam a quantidade de burocracia que lhes caiu em cima e o mau ambiente profissional.
Quem pode, foge. Há de tudo: desde os que se aposentam com o tempo todo até aos que saem com fortes penalizações de 40%.
Há casos de professores que se aposentam com 800 euros mensais ilíquidos. Muitos arriscam deixar a profissão, ao fim de mais de 30 anos de serviço, com uma reforma de 1800 euros ilíquidos.
São sobretudo os professores que entraram na profissão em 1975 e que, apesar de já terem 33 anos de serviço, têm idades compreendias entre os 53 e os 55 anos de idade.
Esses não querem esperar pelos 65 anos de idade. Se o fizerem correm o risco de sair com uma aposentação inferior a 80% do último salário, apesar dos 45 anos de serviço docente e de outros tantos anos de descontos para a CGA.
Veja a lista dos professores que se vão aposentar em Outubro .
http://www.profblog.org/
Os Professores do Agrupamento de Ourique deixam-se de lamúrias e passam à acção: exigem a suspensão da avaliação de desempenho
«5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.»
MOÇÃO
(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.
«...Na sala daquela professora os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos "negócios" que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores.
Os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura»
Este escrito vem a propósito do já famoso portátil Magalhães, que não sei se foi beber o nome ao deputado desse nome, a algum cinzento burocrata, ou mesmo ao famoso circo-navegador Fernão de Magalhães
Uma professora das minhas relações enviou-me um e-mail, onde se mostrou indignada por ter recebido na sua sala de aula os benévolos distribuidores desta aberração politiqueira.
Indignada, porque os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos negócios que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores. É claro que há excepções, como em tudo.
Na sala daquela professora os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura.
Na sua pressa em exibir o chorudo brinde, o governo e o ministério esqueceram-se de que os alunos alvo desta medida são os mesmo que ainda não receberam os manuais de que tanto necessitam para trabalhar.
Este país que premeia a burrice e a bandalhice é o mesmo que solta os criminosos.
Que eu saiba, só em Portugal é que os melhores alunos das escolas públicas não são acarinhados nem premiados com bolsas de mérito e outros prémios de incentivo.
Estes alunos podem não ser capazes de aprender a ler e a escrever, nem se interessar por fazê-lo, mas têm um portátil no qual nunca saberão mexer.
Não sei se o portátil ainda estará inteiro daqui por uns dias ou se não foi vendido na feira da ladra aos tais infelizes que não tiveram direito a recebê-lo, pois muitos dos que declaram os parcos rendimentos ao fisco, contam os tostões.
Não sei que resultados, para além dos estatísticos, é que um computador produzirá em crianças de 6 anos ou 7 anos, que mal sabem ler e contar.
Esta gente que está a acabar com o pouco que Portugal ainda tinha de Bom merecia levar a paga dos gravíssimos crimes de lesa-Pátria que cada vez mais comete.
Mas o máximo com que poderão levar é com uma derrota eleitoral.
E se calhar nem isso...
Ficam todos bem, na mesma.
E a Bondade e Inteligência Portuguesa, praticamente destruídas.
AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES
Nota Introdutória
Colegas, ao longo da marcha da humanidade, desde a antiguidade, ficou demonstrado que a inteligência vence sempre a força bruta, a arrogância e a prepotência. Mesmo quando esta força bruta consegue alguma pretensa vitória, ela é sempre efémera e os valores de justiça e solidariedade acabam por se impor.
100 000 professores manifestaram-se no dia 08 de Março de 2008, numa “marcha da indignação” contra um governo e uma equipa ministerial que, desde 2005, nada mais tem feito que desvalorizá-los, humilhá-los, desautorizá-los e manipular a opinião pública contra eles.
Nunca os verdadeiros interesses do Ensino Público, da qualificação, da formação e da valorização dos recursos humanos foram o principal objectivo desta equipa ministerial e deste governo.
É hoje notório que este ministério da educação foi empossado com dois objectivos políticos prioritários: o primeiro, era o de criar mecanismos administrativos que impedissem a maior parte dos professores de progredir na carreira, e, portanto, poupar milhões e milhões de euros aos cofres do estado; o segundo, era o de criar uma máquina propagandística que fizesse crer à opinião pública que o insucesso estava a diminuir drasticamente devido à sua acção, o número de alunos estava a aumentar nas escolas e por último que se apostava em grande na qualificação dos recursos humanos.
Nada mais falso… O insucesso não diminui por decreto. Assim como os acidentes rodoviários nunca diminuirão por decreto, mas antes pelo aumento da educação e civismo dos cidadãos, aliados a medidas de prevenção rodoviária ao longo de dezenas de anos. Também o insucesso escolar é fruto entre outros, do tipo de formação cultural e da estrutura socioeconómica da nossa população. Querer resolver o insucesso escolar em três ou quatro anos é mera questão propagandística que se baseia numa pressão intolerável sobre os professores, para que estes, administrativamente, acabem com ele.
As estatísticas podem dizer que o insucesso está a diminuir, mas o conhecimento, a educação, os valores e a civilidade estão claramente num plano inclinado descendente, nas nossas escolas e na sociedade, porque essas não são as prioridades deste ministério nem deste governo.
Relativamente ao aumento do número de alunos nas escolas, ele é meramente conjuntural, e, se bem que muito positivo, ele não representa uma vaga de fundo que contrarie o abandono escolar por motivos económicos e educacionais, cujas causas não estão na escola, mas na sociedade e nos seus graves problemas.
Quanto à qualificação dos recursos humanos, o exemplo de toda a falsidade da política deste governo e deste ministério são as “Novas Oportunidades”. Não há, nem nunca houve, maior traficância de habilitações literárias em Portugal, do que o programa “Novas Oportunidades”.
Dezenas de milhares de portugueses com a antiga “quarta classe” ou pouco mais do que isso, são habilitados com o nono ano, em apenas três meses. Nada de transcendente aprendem que verdadeiramente os qualifique, mas preenchem as estatísticas que em 2009 serão exibidas em época de eleições, como um passo fundamental no progresso futuro do país… Ó Portugal que tão mal vais…
Mas o que se passa nas “Novas Oportunidades” a nível do secundário é muito mais grave. Dezenas ou centenas de milhar de candidatos provenientes das “Novas Oportunidades” do terceiro ciclo, lançam-se na aventura de conseguirem o diploma do décimo segundo ano. É legítimo. Pois se fazer o terceiro ciclo foi tão fácil porque não continuar?
O problema reside, mais uma vez, em que nada de i
mportante e qualificante (excepto nos de dupla certificação) é fornecido a estes candidatos, e eles lá vão escrevendo as suas histórias de vida, onde, muito a custo, os formadores vão descortinando as mais bizarras competências que lhes atribuirão o 12º ano.
São estas as coroas de glória desta ministra e deste governo ???
Nós que estamos por dentro deste processo dizemos… “que DEUS nos acuda”.
A actual legislação sobre a avaliação dos professores não é um fim em si mesma, ela é, apenas, um elo de uma cadeia legislativa que começou com o estatuto da carreira docente e tem por fim último, com dissemos atrás, impedir a maioria dos professores de progredir na carreira.
Depois da marcha da indignação, Sócrates assustou-se e reorganizou a estratégia. A ministra politicamente está morta, no entanto, enquanto cadáver político, ela está incumbida de levar até ao fim a missão de aplicar, na prática, estes diplomas, depois … irá à sua vida….
As instruções foram para que o discurso fosse “adocicado”, parassem os insultos públicos à classe docente (havia que calar Valter Lemos), ceder em questões pontuais de pouca importância e manter inalterável o núcleo duro da avaliação, custe o que custar.
Nós, professores, consideramos fundamental a avaliação. Fazemos ponto de honra disso. Ela é um instrumento crucial de valorização e de reafirmação da qualidade do nosso trabalho.
Somos os primeiros a exigir uma avaliação digna, isenta, rigorosa, valorativa e formativa na perspectiva da ultrapassagem de dificuldades.
Mas como todos já percebemos… a ministra não cede…nem cederá…(???)
A sua estratégia é simples… e pretensamente eficaz!!! Atribuir ás escolas e aos professores a responsabilidade de se auto e hetero-avaliarem (diria talvez, se auto e hetero-crucificarem).
A estratégia é velha e já foi aplicada no estatuto da carreira docente. Dividir para reinar. Ela ficará de fora, cantando e rindo e, em 2009, com uma classe profissional, das mais qualificadas que existe no país, completamente esfrangalhada, dirá “…estão a ver que afinal não custou nada, eu afinal é que tinha razão!!!”
Como aliás diz das aulas de substituição, com a sua infindável demagogia, que só não engana quem está dentro do sistema e sabe bem o que por cá se passa.
Os sindicatos, forças importantes na condução da luta dos professores, estão a chegar a um beco sem saída, onde as alternativas escasseiam.
Resta-nos a nós, professores, num quadro de unidade continuar a luta que iniciámos com as manifestações e que podemos levar mais longe duma forma eficaz.
QUE ESTRATÉGIA ADOPTAR ?
A mesma que Gandhi adoptou contra o todo poderoso Império Britânico, aplicando o célebre princípio… “contra a força… haja resistência… passiva”.
Ou seja:
1º. A ministra quer que sejam as escolas a criar os seus próprios instrumentos de avaliação…
2º. Que sejam as escolas a adoptar os seus próprios calendários…
3º. Que sejam professores a avaliar outros professores…
ESTRATÉGIA:
1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…
Que pode a ministra fazer fazer-nos ?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ? Assim seja !!!
Esta é a minha proposta.
Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.
NOTA FINAL
Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá... O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…
Francisco da Silva
Professor
francis1000.silva@gmail.com
Jorge Pedreira admitiu hoje, na TSF, o óbvio:
«A Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes.»
Nas palavras do Secretário de Estado «ela apenas visa contribuir para a redução do défice público».
Finalmente!
O enigma da má-fé ministerial fica revelado.
Que vão os sindicatos e a comunicação social fazer desta incrível confissão?
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos
pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a
avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto
durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes),
confessouo politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para
que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir
beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e
desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira
em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente
serve propósitos de requalificação educativa (se para isso
directamente contribui)ou se visa simplesmente constituir-se em mais
um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima
emser secretário da ministra que também parece oriunda de uma
pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa
salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do
desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia
aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos
quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a
desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa
pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes
(que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a
Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a
ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não
existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou
modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que
por acaso não é pedreiro -- até é engenheiro), finalmente nos ter
brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo
para combater o défice público*(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
«Relatório da OCDE sobre Ensino».
O que o Ministério sabe mas esconde, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.
"Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus..."
Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
Em...
http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro.
Não é assim.
É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
E isto, o M.E. não manda publicar...
Não tem problema.
Já estamos habituados a fazer todos os serviços.
Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível, para que se divulgue e publique a verdade.
Os departamentos, ao contrário do Ensino Superior, não tinham e não têm qualquer valor em termos da organização e trabalho docente. É uma artificialidade deste ME.
Isto porque “curricularmente” está tudo pré-definido, em termos de programas e currículos no sector do Ensino Básico e Secundário.
Foram sempre cargos absoletos, entregues a professores que desejavam (e bem) descansar um pouco do trabalho com os alunos, que como se perecebe é muito desgastante física e psicologica/.
No máximo, implicavam uma reunião por mês de duas horas. Na prática, nem isso.
O que é relevante na acção de uma escola são os professores e os Directores de Turma.
E o coordenador de directores de turma.
E o conselho pedagógico que infelizmente, muitas vezes, foi desvirtuado do seu papel central na vida da escolas.
Os departamentos curriculares não fazem sentido uma vez que pouco ou nada há para tratar “curricularmente” nas escolas.
Já vem tudo fast food. O que neste momento fazem é tentarem decifrar, qual burocratas de serviço, a quantidade de tralha burocrática que cai nas escolas. Inutilidade, perca de tempo precioso, desgaste. É um artefacto do monstro da 5 de Outubro
Subscrevo inteiramente.
É em nome da dignidade e da sanidade mental que venho apresentar a minha situação no que respeita ao Concurso de Professores Titulares.
Sou professora há 28 anos, encontrava-me no 9º escalão, congelada, a quatro meses de alcançar o 10º escalão, nunca me recusei a fazer o que quer que fosse, fui leccionando programas e níveis que me foram distribuídos, tendo entre 7 e 5 turmas, ou seja, entre 150 e 180 alunos, por todo o país.
Fui durante os últimos sete anos, os que agora foram avaliados, Directora de Turma, quase todos os anos, Coordenadora da Biblioteca, Coordenadora de Departamento e Delegada e desempenhei todas as tarefas que decorrem da docência.
Só porque o Ministério que me tutela decidiu juntar no Departamento inúmeros Grupos Disciplinares eu não tive oportunidade de ascender a Professora Titular apesar de somar 126 pontos, enquanto em outros Departamentos, com menos Grupos ou menos pessoas, ou até em outras escolas, professores com poucos pontos, com menos anos de ensino, com menos experiência ascendem a professores titulares.
Aliás, na minha escola e no meu Departamento ascenderam a professores titulares o Director do Centro de Formação, que não deu aulas nestes últimos sete anos(!) e professores que durante anos se mantiveram com uma turma, porque mais não existia na escola, completando o horário com cargos e outras reduções lectivas, para se manterem em funções.
A lei em vigor permitia-o.
Estava errado? Pois esteve com muitos professores, durante muitos anos, mas a Tutela deixou correr e eu como tantos outros, nada pudemos fazer.
Como me poderei sentir? Em que profissão poderá ocorrer tal injustiça?
Assim, na minha escola, no meu Departamento candidataram-se 14 (catorze) professores para 4 (quatro) vagas, enquanto em outros Departamentos ou noutras escolas abriram cinco ou seis vagas para menos professores candidatos.
Qual o critério? Se estivesse a 30 km, da minha actual escola teria sido provida como Titular. Comparo com professores de outros Departamentos, na mesma escola e são Titulares com muito menos pontos. Poderemos falar em igualdade de circunstâncias, em mais competência, experiência e empenho?
Não suporto mais desrespeito pela profissão e pelo empenho com que sempre trabalhei.
Aguardando a Vossa atenção para este assunto, subscrevo-me,
Respeitosamente
In,
http://queixasdeprofessores.blogspot.com/

Absolutamente sem comentários.
Tal como eu tenho vindo a escrever há pelo menos 3 anos, aliviou-se o cerco à matemática por via de um exame de "cá-cá-rá-cá" (com,o diziam os nossos antigos professores) e complica-se agora a vida aos colegas de Língua Portuguesa.
Estava tudo previsto, toda a gente já sabe como é que estes malfeitores da educação trabalham e não foi surpresa para ninguém o facilitismo dos exames de matemática do 9º e do 12º ano, como o não serão agora os correspondentes resultados.
O método está testado e aprovado e por todos os professores conhecido.
Os professores de português terão agora que aguentar aquilo que nós - os de matemática - já aguentamos há 2 anos: reuniões inúteis, absurdas, sem assunto, em que se discutirá tudo MENOS a forma de fazer chegar a Língua Portuguesa mais perto dos alunos.
Mas não se preocupem: no final do próximo ano o exame terá um grau de dificuldade 1 ciclo abaixo - como aconteceu este ano - e os resultados serão óptimos.
Não esquecer que em 2009 há eleições.
Os profs de Português só vão sofrer inutilmente um ano.
Nós, os de matemática, sofremos inutilmente dois.
Parabéns ao ministro da propaganda Valter Lemos e que continue este histórico trabalho a bem da mediocridade, da imbeciliodade e do torpe insulto à inteligência de todos os portugueses: alunos, professores e encarregados de educação.
Agora que este circo absurdo da alienação futebolística chegou ao fim e os tugas (9,5 milhões deles) iniciam a sua costumeira ressaca de 48 horas, será que poderemos começar a focalizar-nos no que verdadeiramente interessa e discutir os gravíssimos problemas do país mais estúpido da Europa?
Será que já podemos, por exemplo, responder a essa inqualificável ministra que hoje vomitou que os resultados positivos a matemática são fruto da sua política? Uma "política" que ninguém conhece e que nem sequer ainda começou a ser implementada nos níveis das provas de aferição (4º e 6º)?
Alguém replica a essa senhora que os resultados são melhores porque os exames, este ano, foram de uma simplicidade atroz?
Mas que os alunos, por acaso, sabem ainda menos do que no ano passado?
E porquê?
Porque já perceberam que, com o novo ECD dos professorzecos, agora é que os alunos não precisam de estudar... porque nunca chumbarão. A menos que encontrem 5 professores masoquistas num mesmo conselho de turma, o que é menos provavel do que acertar no euromilhões.
Alguém diz isso a esta imitação de ministra?
Tilly, isto não tem a ver com o post mas quero partilhá-lo com os colegas que lêem este blogue.
Ontem e hoje, na minha escola, tem sido um corropio de Encarregados de Educação ciganos, a chatearem e a pressionarem os Directores de Turma.
Os filhos pouco foram às aulas e, as vezes que foram nem a mochila abriram. Conclusão: cortaram-lhe o rendimento mínimo! Estão fulos e querem que os Dts justifiquem faltas, façam falcatruas e tudo e mais alguma coisa para poderem voltar a receber o dinheirinho que tanto jeito lhes dá e que os nossos impostos pagam.
Para quando, acabar com este parasitismo social?
Ó Carla: e eu daqui te digo (que nem sequer sei onde a tua escola fica) que os Directores de Turma da tua escola tudo vão justificar e tudo vão fazer com medo desses parasitas da sociedade.
Mas a culpa não é dos parasitas: é dos portugueses que lhes aparam o jogo criminoso com medo de levarem um balázio na cabeça.
Idade Média, portanto...

Já ninguém leva este inenarrável a sério...
As pessoas riem-se na cara dele.
Clicar na imagem para ler o texto na íntegra.
Alguns presidentes de conselho executivo — agora nomeados "directores" pela varinha de condão — estão a viver autênticos dias de plenitude profissional nunca antes experimentada. Pelos indícios externos, parece um estado de alma semelhante ao dos adolescentes que acabam de descobrir os segredos do sexo: uma certa lascívia no exercício constante da autoridade "patronal" está a manifestar-se num "quero, posso e desmando" que tem tanto de provinciano como de ridículo: parecem maestros de banda filarmónica, caminhando à frente da trupe, enquanto gesticulam abundantemente, de peito emproado como generais. Depois do 25 de Abril mais triste dos últimos trinta e quatro anos e do 1º de Maio mais sorumbático — e até com o seu quê de "retro"— parece que voltámos ao tempo do medo de falar e dos laconismos cínicos: "porque sim"; "porque eu decidi"; "porque tem de ser"; "estou apenas a cumprir ordens".
Mas… «não nos interroguemos sobre os nossos superiores, porque eles têm preocupações que nós nunca entenderemos», como já se dizia no tempo da senhora dona ditadura.
O texto completo vem noutro blog de um professor de Braga:
http://dardomeu.blogspot.com/2008/05/os-empossados.html
O exemplo britânico.
Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas.
Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira".
Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos".
A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais".
O Livro Branco dá ainda aos professores um direito "claro" de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente.
Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida.
As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

E agora, Nogueira? Aceitaste o presente envenenado da Milú:
Garantiste os tachos aos sindicalistas mas perdeste os professores...
«Se um aluno bater num cidadão, os pais são responsabilizados.
Se bater num professor a culpa é deste que não se soube impor»...
Esta máxima é a que caracteriza melhor o pântano em que este governo afogou o ensino em Portugal.
Mas os professores merecem-no bem, porque não se revoltam perante tudo o que lhes fazem e por mais vilanias a que os sujeitem.
Sigamos, pois, de vitória em vitória, até à derrota final.

«Se eu fôr atacada por um cão, que é um animal irracional, o dono é responsável pelos actos e pelos danos que o animal causar. Mas se eu for 'atacada' por um aluno, a culpa é minha porque não soube impôr respeito».
Como é que os pais podem ser desresponsabilizados pelas atitudes dos filhos, pelos valores e exemplos que lhes deram, pela falta de cuidado e de preocupação com que os deixaram crescer em auto-gestão, sem lhes impor regras nem limites?
«De pequenino é que se torce o pepino»...
Mas hoje os pais têm medo de educar os filhos; têm medo que eles fiquem traumatizados porque, ao obrigá-los a pôr o cinto na cadeirinha do carro, eles começam chorar...
É lógico que aos 10 - 15 anos (quando não mais cedo) o 'pepino' já está demasiado torcido e «Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita».
Condenada por la agresividad de su hijo
La Audiencia de Sevilla encuentra culpable a una madre por su 'laxitud y tolerancia' a la actitud violenta de su vástago
La Audiencia de Sevilla ha condenado a una mujer a pagar 14.000 euros de multa por una agresión de su hijo en el Instituto de Secundaria en el que estudia. El tribunal considera que la 'laxitud y tolerancia' de la mujer a la hora de educar al menor han motivado el comportamiento violento del adolescente.
La multa pagará el tratamiento para recomponer los dientes de otro menor, compañero de Instituto Castilla de Castilleja de la Cuesta, Sevilla. En el juicio, la mujer intentó desviar la responsabilidad hacia el centro educativo por no hacer 'labores suficientes de vigilancia' de los alumnos, pero la sentencia estima que los adolescentes no necesitan una vigilancia tan rígida, sino que 'la brutalidad e intensidad' de la agresión evidencian 'una falta de inculcación o asimilación de educación y moderación de costumbrse en el agresor para la convivencia en valores'.
La Audiencia confirma así el primer fallo judicial que hablaba de una 'incorrecta educación', que los jueces equiparan a aquellas situaciones en las que los progenitores 'permiten o no se preocupan de controlar que sus hijos no lleven al centro escolar objetos que puedan resultar en sí mismos peligrosos'.
Confira a notícia no El País.
Ainda há gente Séria em Portugal!
Infelizmente são poucos.
E cada vez menos.
Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento
Vertical de Escolas de Azeitão
Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente
participado, tomou posse este Conselho Executivo.
Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.
Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a
relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para
benefício dos alunos.
Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.
Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção.
Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.
Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de
dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.
A opção por um órgão unipessoal – o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo. Encerra uma lógica economicista e
empresarial adversa à verdadeira missão da escola.
Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade.
Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.
Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de
gestão chegou ao fim.
E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria
natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de
centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.
Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e
princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua
implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de
demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento
Vertical de Escolas de Azeitão.
Com os melhores cumprimentos
Azeitão, 28 de Abril de 2008> Maria Leonor Duarte

Concentraram-se mais professores em 8 de Março do que nas manifestações da UGT (20 mil) e da CGTP (50 mil) somadas, no 1º de Maio.
E nessas manifestaçãoes participaram todas as profissões, reformados, desempregados e estudantes.
O que fizeram os sindicatos a esse Património Histórico e irrepetível em todo o mundo civilizado?
Assinaram a manutenção dos seus milhares de destacados (sindicalistas) em troca da aceitação do modelo da ministra ipsis verbis.
Em todas as escolas se retomou o processo tal qual tinha sido interrompido.
A ministra não recuou um centímetro na avaliação dos professores, tal como anunciara em 2 telejornais nesse factídico dia da negociata.
Eis a negociata, ou parte dela, aqui.
Basta clicar na imagem
Leiam isto com atenção e percebam que a única coisa que a ministra se compromete a fazer é negociar.
Ora, na altura das negociações, dirá que não abdica de nada, e pronto.
Eis aqui esta coisa do ENTENDIMENTO, que só pode ser para rir!

Mas não há ninguém, pelos vistos, que tenha acesso a ele...
Continuo a tentar.
Sou bombardeado com emails dos sindicatos que produzem memorandos sobre o acordo.
Mas o texto do acordo propriamente dito... não aparece.
Porquê?
O que tentam ocultar?
Entretanto, nas escolas, o processo da avaliação retomou-se tal qual a ministra queria.
Estou para ver o que ganharam os professores neste processo...
Na minha escola, de 16 inscritos para a votação para a direcção do SPRC para o próximo triénio, compareceram 5 professores e 2 votaram em branco.
3 votos na lista A, em 16 (19%) é capaz de ser bem revelador do que o pessoal está a pensar dos sindicatos neste momento...
Continuo à espera de ler o texto oficial - e não as balelas que nos querem impingir ambas as partes - para me poder pronunciar definitivamente sobre ele.
Passados estes dias já se percebeu que o acordo entre a Plataforma sindical e a ministra apenas serviu para ela não ser posta na rua.
De resto, os professores nada ganharam com isto.
Vão ser avaliados exactamente nos mesmos moldes que a ministra propunha e apenas ganharam um adiamento de uns meses.
Mas até este adiamento foi benéfico para o ME.
A avaliação nestes novos moldes não podia ser posta em prática já este ano porque já tinham passados dois terços do mesmo ano lectivo. Até isso - o não se ter podido desmascarar essa impossibilidade - jogou a favor do ministério.
Eu vou aguardar ainda mais uns dias, mas os meus piores receios estão, infelizmente, a confirmar-se e a reproduzir-se por esse país fora.
Mário Nogueira - ele que é sempre tão solícito a desmascarar as mentiras do ME - pela primeira vez não veio até agora desmentir uma única palavra do que a ministra afirmou, preto no branco, nos telejornais da SIC (meio dia) e da RTP (à noite).
E ela foi peremptória: tudo continuará como o previsto.
Se os meus receios se confirmarem, estaremos perante a maior traição perpetrada contra os ingénuos professores deste país.
Mas também, se esta traição se verificar, os sindicalistas bem podem ir pedir o ordenado à ministra, porque para além dos profissionais dos sindicatos poucos mais se manterão sindicalizados. Penso eu de que.
Mas vamos aguardar pelas manifestações de hoje.
Eu prevejo que, relativamente às últimas, nem metade dos professores comparecerão.
Mas pode ser que me engane...

Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:
Ponto 8.
Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Eu não quero acreditar!
A ser verdade, esta é a maior vergonha nacional.
Eu muito estranho que a plataforma sindical tenha concordado em aplicar a avaliação tal como a ministra o propunha a partir do ano que vem!
Tim tim por tim tim!
Então para que foi a manif dos 100 mil?
Exijo uma resposta urgente!
Espero que o Mário Nogueira venha já negar e provar que o que está aqui escrito é mentira.
Caso contrário, vamos tê-las...
Ai isso, vamos!
Eu já sei que sou enganado pela ministra e pelo governo.
Não admito é ser enganado por quem me deve defender!!!!
Os professores averbam a maior derrota de que há memória.
Porque só este ano é que o regime será simplificado.
Para o ano que vem, TUDO - Exactamente tudo - o que Valter lemos inventou será posto em prática.
O que inutiliza toda a luta dos professores e reduz a zero a mega manifestação de Lisboa.
100 mil acordaram muito tarde e começaram a lutar - tal como eu disse - fora de horas e de tempo e depois do ECD ter sido promulgado sem a oposição de ninguém, no terreno.
Se é verdade o que a ministra acaba de dizer, os sindicatos não deveriam ter acordado essa indignidade.
Veremos se é ou não, porque ela - tal como o seu chefe - não é muito certa nas afirmações que faz.
Tenhamos essa fé...
Pergunto-me com o que se surpreenderá a ministra!...
Haverá alguma coisa neste mumdo que a surpreenda?
Uma bomba atómica na escola?
Um massacre à americana?
A mim é que já nada que venha daquela boca me surpreende.
A não ser que um dia ela se engane e diga alguma coisa que faça sentido.
A quem estamos entregues, valha-nos Deus!
Como os professores são uma categoria especial, só podem tirar férias a partir de 15 de Julho - quanto todos os outros funcionários as podem tirar repartidas.
E a adesão à greve passaria a influir - negativamente - na sua avaliação.
Claro que se trata de mais uma tentativa fascista que terá que ser retirada. Mas mostra a que ponto o irresponsável e taralhouco Valter Lemos (nas palavras de José Miguel Júdice e António Barreto) consegue chegar.
Ameaça com inconstitucionalidades para depois recuar e dizer que cedeu aos professores.
Uma coisa nunca vista depois do 25/4.
Volta António!
Estás perdoado!

Fátima Campos Ferreira tem vindo a roçar, ultimamente, o limiar da estupidez aceitável para um ileterado.
Com o vedetismo a subir-lhe nitidamente à cabeça, parece estar a ficar cada vez mais estúpida, a mulher...
Por isso, talvez por isso, tenha tanta audiência.
O que me admira é que tanta gente aceite perder uma noite com aquele espécime de pedantismo e imbecilidade.
Não há nada mais previsível que aquela mulherzinha. E aquelas tiradas boçais, reveladoras de uma ignorância colossal sobre os assuntos para os quais devia estar preparada, dá-me definitivamente náuseas.
Vou ver o Excalibur pela 7ª vez.
Uma professora é motivo de troça por parte de um grupo de alunos que gritam e interrompem constantemente a aula, mas diante do cenário não reage.
In Expresso Multimédia
A educação dá-se em casa.
A Escola transmite Conhecimento.
Os pais educam
Os professores ensinam.
Quem quiser obrigar os professores a serem pais não é uma coisa nem outra.
É um palhaço ou um criminoso
A situação que se vive no ensino básico, hoje em dia, é dramática.
Quando escolhi ser professor – e eu escolhi mesmo sê-lo, porque desisti de uma carreira na indústria para me dedicar ao ensino – não escolhi ser polícia, advogado ou lutador de wrestling. Decidi ensinar, na suposição de que iria encontrar crianças e adolescentes que queriam aprender.
E, nos anos 80 e 90 foi isso que encontrei.
Não digo que já não houvesse maus alunos. Em cada turma havia 2 ou 3 que se recusavam a aprender. Outros que me diziam, logo à partida, que o meu esforço e investimento neles seria em vão, porque nunca tinham conseguido sucesso a matemática. Dava-me uma especial alegria vê-os, depois, conseguir superar as dificuldades e transformar o costumeiro 2 num 3 e até num 4.
Mas isso eram outros tempos. A esmagadora maioria dos alunos queria aprender e passar com boas notas.
Nos últimos 3 a 4 anos a degradação do ambiente escolar tem sido chocante.
Pelo que leio, esse fenómeno é geral. Pode ser que isto seja uma vaga negativa que venha a ser substituída por uma outra mais positiva, mas não acredito muito nesse optimismo dado o comportamento e o tipo de atitudes revelado pelos miúdos que, de ano para ano, nos entram na sala de aulas. São em número crescente os miúdos que nos chegam à escola sem regras comportamentais absolutamente nenhumas. Como se tivessem vindo directamente da selva. Ora isso é preocupante, pois eles já entram ali no 5ª ano. Já passaram 4 noutra escola e mais 2 ou 3 num jardim de infância. E pior: os que entram com alguma educação – leia-se “regras comportamentais de convivência em sociedade” - depressa a perdem contagiados pelos que nunca a interiorizaram.
O sistema falha a todos os níveis.
Os pais cada vez têm menos tempo para “perder” com os miúdos em casa. Fruto da voragem dos dias, os que estão desempregados estão desmoralizados porque nunca mais encontram emprego e o dinheiro falta, os que trabalham cada vez têm que trabalhar mais e até mais tarde para manterem o posto de trabalho. Não sobra disponibilidade para com as crianças que crescem ao sabor da televisão e da rua – os mais pobres – e ao da playstation e do msn – os mais “sortudos”.
Os pais perderam a disponibilidade e a paciência – à noite, já cansados – para conversarem com os filhos. Uma grande parte dos pais demitiu-se mesmo da obrigação do acompanhamento da vida pessoal e escolar dos filhos. A escola que trate deles.
E, de facto, a Escola já os alimenta e os entretém. Só falta vesti-los e lavá-los. E já nem isso falta, em muitos casos.
Para muitos pais, a Escola devia estar aberta até à hora de jantar e de preferência devia dar-lhes o jantar também. E a dormida, porque não? E ao fim de semana levá-os a passear. De facto, a escola devia era manter dentro de muros os alunos durante todo o ano, como antigamente acontecia nos seminários e nos colégos internos.
E os pais, no Natal, entre o fim de uma novela e o início da próxima e no defeso da época futebolística iam lá vê-los para fiscalizar se está tudo bem e poderem, eventualmente, processar a escola se esta não ministrasse, aos seus “educandos”, as doses de amor e carinho devidamente estipuladas no regulamento interno.
Essa era a escola ideal para os nossos dias, pelos vistos. Mas essa escola não existe.
Então o que é que existe?
Existe uma escola tradicional frequentada por miúdos provenientes de famílias em grande sofrimento e sem disponibilidade para eles. Pais que se recusam a ir à escola mesmo quando para isso intimados por carta registada com aviso de recepção. Porque já não suportam ser confrontados com mais problemas. Querem é que lhe aliviem alguns.
Pais que, antes que a Directora de Turma possa abrir a boca, já estão a pedir roupa, comida ou qualquer coisa que ela tenha lá em casa e de que não precise.
Pais de miúdos que, no 5º ano de escolaridade, com apenas 11 anos, vivem sem regras e por isso já não respeitam ninguém.
Qual a resposta da Escola a esta nova realidade?
A mais fácil: inventar atabalhoadamente e em catadupa turmas de currículos alternativos. Turmas para onde se segregam crianças cujo grau de desenvolvimento sócio-cultural é o de simplesmente não conseguirem ler com 14 e com 15 anos. E alunos destes são aos milhares por esse interior fora!
Trata-se de crianças e adolescentes absolutamente retardados (ainda não tenho medo das palavras), dir-se-ia expostos a algum tipo de radiação ou doença que lhes tolheu toda e qualquer possibilidade para aprenderem o mais básico de entre o mais comum.
E o que mais me choca é o número galopante de miúdos nestas condições!
De onde vem esta gente? Que lhes terá acontecido para ficarem assim, num nível intelectual tão empedernido?
Vêm das aldeias a apenas 3 quilómetros da cidades. O que lhes aconteceu , não sei.
Nem vejo nenhum assistente social – dos 800 que se acotovelam em reuniões sucessivas em tudo o que é sítio - minimamente preocupado com isso.
Tenho é a impressão de que nem no tempo da fome, da 2º grande guerra , se verificou um grau de subdesenvolvimento comparável nas crianças aqui à volta de Seia.
Na minha Escola existem casos dramáticos de alunos que sobrevivem em condições precárias em seio familiar que não lhes proporciona as mínimas condições de dignidade Humana, nem são acompanhados por qualquer organismo oficial. Alertei para esse facto os órgãos competentes e a Assembleia Municipal de Seia.
O sr presidente da câmara mostrou-se muito sensível ao problema e não percebeu porque não tinha conhecimento desses casos.
Eu explico-lhe: porque as escolas não os reportam.
Abafam-nos, mantendo as crianças e as famílias a passar mal, quando a Segurança Social, logo ali ao lado, disponibiliza, por Lei, programas de ajuda e de socorro a famílias e jovens carenciados.
O subdesenvolvimento no interior começa nas famílias, é certo, mas não termina nelas.
Os professores não são pais dos alunos.
Os professores só são Pais dos seus filhos. Eu tenho 3. Não tenho 70.
Ninguém pense que eu me vou substituir aos 140 pais dos meus 70 alunos.

O sistema cuidadosamente desenhado para denegrir a imagem dos professores não se faz esperar quando beliscado.
E responde sempre num prazo máximo de 48 horas.
Eis a resposta do sistema ao episódio da aluna doida do telemóvel.
O objectivo é evidente: calar a indignação do povo. Fazê-lo encolher os ombros, como está instituído há 3 anos.
Perante as maiores e mais chocantes vilanias que bradam aos ceus até no Burkina Faso, a estratégia do sistema do poder é sempre a mesma: em primeiro lugar desdramatizar e fazer crer que as maiores indignidades e anormalidades com que nos deparamos a par e passo neste país são, afinal, perfeitamente normais e aceitáveis.
Depois, mostrar que o contrário de cada escândalo também acontece, levando o povo a desacreditar em tudo o que vê e a alhear-se, por consequência, de tudo.
Um povo estupidificado e descrente dos valores fundamentais civilizacionais e dos seus primeiros e alienáveis direitos básicos é um povo mais fácil de controlar e manipular.
A estupidificação de massas é - não restam dúvidas - a arma de destruição maciça da inteligência portuguesa.

Como tudo, aqui em Portugal, não há que esperar quaisquer consequências visíveis deste episódio que não vale por si, mas simboliza milhares de outros que passam desapercebidos por essas escolas fora.
É deixar passar mais uns diazitos e já ninguém se lembrará de nada.
Fica tudo na mesma, como sempre.
É Portugal... ninguém leva a mal.
COIMBRA
Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra estiveram reunidos e decidiram propor à ministra da Educação a suspensão do processo de avaliação dos professores. A decisão não é inédita mas trata-se da primeira vez que é seguida por todas as escolas de uma mesma localidade.
Rosário Gama, presidente do conselho executivo da escola secundária Infanta Dona Maria, considera que, neste momento, não existe sequer um suporte legal que permita uma avaliação simplificada dos professores contratados.
«Os professores que vão ser avaliados já entraram há algum tempo [para o ensino] e não é agora, a dois meses do fim das aulas, que vão redefinir os seus objectivos e serem avaliados», defende Rosário Gama.
A responsável explica ainda que para os «professores avaliadores assistirem às aulas» dos docentes que vão avaliar «teriam de faltar às suas», sendo por isso «um processo errado logo à partida».
Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra defendem, por isso, a suspensão do processo até ao final do ano lectivo e o relançamento das negociações entre o Governo e os sindicatos para que as duas partes consigam chegar a um entendimento.

A que ponto chegaram os pobres professores...
Que miséria de país e de povo, este, que não se revolta contra nada...!
Para mim, o mais chocante de tudo são as gargalhadas generalizadas daqueles alunos anormais e o "sai da friente! Sai da friente!"
«A velha vai cair!»
Mas que espécie de país é este?
Como é que isto chegou a este ponto de bandalheira, imoralidade e descontrole?
E o que faz o CD desta escola useira e vezeira em agressões a professores?
Porque não se demite imediatamente?
Que pena tenho de isto não acontecer comigo...
http://downloads.officeshare.pt/expressoonline/Video/professora.swf
Lembram-se...?
Para que serviu?
Em vez de ser o governo a propor o adiamento, são os sindicatos a fazê-lo.
Já nem sequer se fala em reestruturar a avaliação.
Já só se pede-se apenas para se adiar esta...
Pobres professores!...
Albino Almeida é o presidente da CONFAP.
Podia ser da Junta da terra dele. Mas isso era mais difícil.
A Associação de Pais de que faço parte vai pedir a sua desvinculação dessa confederação de seguidismo cego a tudo quanto a ministra anuncia.
Nós, pais, não nos revemos minimamente no servilismo que este senhor demonstra para com as políticas da ministra da avaliação.
Que dupla maravilhosa e credível para apoiar a ministra!
Contratados coagidos a assinarem requerimento a pedirem avaliação de desempenho
Acabei de saber por uma colega indignada que hoje, na sua escola - do concelho de Sintra, foi chamada ao CE, assim como os seus colegas contratados, tendo-lhes sido comunicado que segundo recentes directivas do ME, iriam ser avaliados e que para dar início ao processo, deveriam antes redigir um documento no qual teriam de dizer expressamente "quero"ser avaliado.
Como é óbvio, os colegas nem queriam acreditar e lá foram argumentando como puderam mas nada ...
Ordens da tutela às quais temos de obedecer!
Se pensarmos que estamos em período de interrupção escolar e que os professores tem menos capacidade de se juntarem e de discutirem, só nos podemos indignar e denunciar!.
A Sra. Ministra vai poder anunciar à comunicação social que o processo de avaliação decorre com toda a normalidade e que até foram os professores que a pediram!.
Eles estão a sair do armário...

Na fúria de desavaliar de qualquer modo os professores, a fim de se poderem despedir metade deles e se escravizar a outra metade, o ME esqueceu-se de que os professores NÃO PODEM SER PARTE INTERESSADA NA AVALIAÇÃO DOS SEUS ALUNOS.
Vejamos:
Porque a partir de agora todo o professor é parte interessada na avaliação dos seus alunos - ela passa a condicionar directamente a sua própria avaliação - deve pedir escusa de proceder a esse acto, de acordo com o artigo 6º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e o nº2 do artigo 266º da Constituição.
Se o não fizer e avaliar um aluno, nestas novas condições, o professor incorre em falta grave para efeitos disciplinares.
Quer dizer:
O supremo paradoxo está estabelecido.
Ou mudam o CPA e um juiz passa a poder julgar o assaltante do seu próprio carro e o raptor do seu próprio filho, ou nada feito.
Claro que NADA FEITO.
Nem o ME pode mudar o CPA nem a Constituição que consagra o princípio universal da imparcialidade.
A seguir, o desenvolvimento e a justificação jurídica do que se afirma.
Chamo a atenção de todos os professores e particularmente dos presidentes dos CE e dos coordenadores de DT para uma situação que interfere legalmente com as avaliações de alunos e poderá legitimar os professores a que se recusem a avaliar os alunos por essa avaliação infringir o princípio da imparcialidade (Artº 6º do CPA) porque os resultados práticos desta condiciona a avaliação dos professores.
Efectivamente, além de todos os argumentos que têm sido aduzidos na discussão relativa a este processo de avaliação de professores, há uma questão de que ainda ninguém se lembrou: a questão da legalidade e da (in)constitucionalidade relativamente à avaliação de alunos ser um indicador na avaliação do professor...
Ora, o processo é ilegal porque é susceptível de violar o Princípio da Imparcialidade previsto no artigo 6.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e no n.º 2 do artigo 266.º da Constituição da República Portuguesa. A questão da Imparcialidade tem consequências directas no regime de impedimentos que consta nos artigos 44.º e seguintes do CPA. Por sua vez, o artigo 51.º (CPA) estabelece no n.º 2 que "a omissão do dever de comunicação (…), constitui falta grave para efeitos disciplinares".
Assim, a lei obriga a que os professores se declarem impedidos de participar nos próximos Conselhos de Turma de avaliação uma vez que vão decidir sobre matéria (avaliação dos alunos) relativamente à qual têm interesse.
Naturalmente que não se pretende "boicotar" o momento de avaliação que se aproxima. Penso apenas que é importante e necessário que os professores suscitem esta questão junto dos coordenadores de DT e dos presidentes de CE para, inclusivamente, obrigarem a tutela a decidir sobre o assunto.
Paulo Martins
Abaixo os Documentos citados:
CPA
Artigo 6º
Princípios da justiça e da imparcialidade
No exercício da sua actividade, a Administração Pública deve tratar de forma justa e imparcial todos os que com ela entrem em relação
Artigo 44º
Casos de impedimento
Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos:
a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa;
b) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da
linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida, ou quando tal situação se verifique em relação a pessoa abrangida pala alínea anterior;
d) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver;
e) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
f) Quando contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta esteja intentada acção judicial proposta por interessado ou respectivo cônjuge;
g) Quando se trate de recurso de decisão proferida por si, ou com a sua intervenção, ou proferida por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas.
2 - Excluem-se do disposto no número anterior as intervenções que se traduzam em actos de mero expediente, designadamente actos certificativos.
Artigo 45º
Arguição e declaração do impedimento
1 - Quando se verifique causa de impedimento em relação a qualquer titular de órgão ou agente administrativo, deve o mesmo comunicar desde logo o facto ao respectivo superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial dirigente, consoante os casos.
2 - Até ser proferida a decisão definitiva ou praticado o acto, qualquer interessado pode requerer a declaração do impedimento, especificando as circunstâncias de facto que constituam a sua causa.
3 - Compete ao superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial conhecer a existência do impedimento e declará-lo, ouvindo, se considerar
necessário, o titular do órgão ou agente.
4 - Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente.
Artigo 46º
Efeitos da arguição do impedimento
1 - O titular do órgão ou agente deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faça a comunicação a que se refere o n.º 1 do artigo
anterior ou tenha conhecimento do requerimento a que se refere o n.º 2 domesmo preceito, até à decisão do incidente, salvo ordem em contrário do respectivo superior hierárquico.
2 - Os impedidos nos termos do artigo 44º deverão tomar todas as medidas que forem inadiáveis em caso de urgência ou de perigo, as quais deverão ser
ratificadas pela entidade que os substituir.
Artigo 47º
Efeitos da declaração do impedimento
1 - Declarado o impedimento do titular do órgão ou agente, será o mesmo imediatamente substituído no procedimento pelo respectivo substituto legal, salvo se o superior hierárquico daquele resolver avocar a questão.
2 - Tratando-se de órgão colegial, se não houver ou não puder ser designado substituto, funcionará o órgão sem o membro impedido.
Artigo 48º
Fundamento da escusa e suspeição
1 - O titular de órgão ou agente deve pedir dispensa de intervir no procedimento quando ocorra circunstância pela qual possa razoavelmente suspeitar-se da sua isenção ou da rectidão da sua conduta e, designadamente:
a) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse parente ou afim em linha recta ou até ao 3º grau de linha colateral, ou tutelado ou curatelado dele ou do seu cônjuge;
b) Quando o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge, ou algum parente ou afim na linha recta, for credor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato;
c) Quando tenha havido lugar ao recebimento de dádivas, antes ou depois de instaurado o procedimento, pelo titular do órgão ou agente, seu cônjuge, parente ou afim na linha recta;
d) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge e a pessoa com interesse directo no procedimento, acto ou contrato.
2 - Com fundamento semelhante e até ser proferida decisão definitiva, pode qualquer interessado opor suspeição a titulares de órgãos ou agentes que intervenham no procedimento, acto ou contrato.
Artigo 49º
Formulação do pedido
1 - Nos casos previstos no artigo anterior, o pedido deve ser dirigido à entidade competente para dele conhecer, indicando com precisão os factos que
o justifiquem.
2 - O pedido do titular do órgão ou agente só será formulado por escrito quando assim for determinado pela entidade a quem for dirigido.
3 - Quando o pedido for formulado por interessados no procedimento, acto ou contrato, será sempre ouvido o titular do órgão ou agente visado.
Artigo 50º
Decisão sobre a escusa ou suspeição
1 - A competência para decidir da escusa ou suspeição defere-se nos termos referidos nos n.ºs 3 e 4 do artigo 45º.
2 - A decisão será proferida no prazo de oito dias.
3 - Reconhecida procedência ao pedido, observar-se-á o disposto nos artigos 46º e 47º.
Artigo 51º
Sanção
1 - Os actos ou contratos em que tiverem intervindo titulares de órgão ou agentes impedidos são anuláveis nos termos gerais.
2 - A omissão do dever de comunicação a que alude o artigo 45º, n.º 1, constitui falta grave para efeitos disciplinares.
Constituição da RP
Artigo 266.º
(Princípios fundamentais)
1. A Administração Pública visa a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.
2. Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem actuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa-fé.
Mais horas na escola?
Mais do mesmo?
Vale a pena ver até ao fim
As impressionantes manifestações registadas A descida à rua de milhares e milhares de manifestantes irritou alguns articulistas com pigarro, para os quais a existência do facto moral é um anacronismo absurdo. Um deles, que se diz “historiador”, chega classificar de ausência da razão as demonstrações de pura repulsa dos professores, cercados pelas imposições precipitadas.
A artigalhada apareceu num matutino fundado para resistir “à l’air du temps”, e, agora, ideologicamente neoconservador, com assinalável quebra de credibilidade – e de tiragem.
Na verdade, os professores não contestam as avaliações, sim o que lhes subjaz de improviso e de ligeireza. Os velhos mestres da suspeita estabeleceram as confusões habituais a fim de enxovalhar uma profissão admirável e tão vilipendiada. O poder da rua foi (tem sido, é) de tal modo persuasivo que o Governo tem vindo a alterar decisões até agora “inabaláveis.” É razoável que assim proceda. A nossa História próxima recente está pontuada de episódios de idêntica natureza, que nobilitam os políticos e engrandecem a substância da democracia.
A imponente manifestação dos cem mil assinalou, de novo, à luz das urgências contemporâneas, a consciência moral de uma população, preocupada com as derivas “políticas” mas que age impulsionada por motivos cívicos. E quando alguns preopinantes estipendiados e ex-trotsquistas convertidos aos prestígios do capitalismo declamam um anticomunismo protozoário, como justificação das próprias debilidades de carácter, a atoarda já não cola. O que os obsidia é ver como os ofendidos se revoltam e como a sua revolta os qualifica de indignos de um combate que lhes não pertence. Afinal, esses “ex”, que estavam à esquerda de tudo, constituíram-se como ponte de passagem para a organização da sua própria vidinha. E não são tão poucos quanto isso.
A rua foi, no fascismo, a explicação veemente e extremamente corajosa da indignação de um povo, perante um Governo ilegal porque não saído do voto. É uma história exaltante. Nos dias 5 de Outubro (comemoração da República) e 1.º de Maio (Dia do Trabalhador) grupos de pessoas iam-se juntando, concentrando-se nas praças e nos largos principais das cidades. Em Lisboa, no Rossio. Fui espectador e até protagonista de alguns episódios dramáticos. Quando o Rossio apresentava um aspecto significativo, pela quantidade de gente, agentes da PSP e da PIDE/DGS tapavam as ruas circundantes. Os manifestantes começavam, então, aos gritos de “Abaixo o fascismo!”, “Viva a Liberdade!”, “Viva a Democracia!” Eram violentamente espancados por polícias à paisana e por legionários espalhados por aqui e por além. Entendiam, os resistentes, que o acto de estar possuía uma forte componente moral. E era verdade. O antifascismo não representava nenhuma corrente ideológica: era uma posição moral; por isso reuniu republicanos, monárquicos, socialistas, comunistas, anarquistas, católicos.
Contra o delírio histórico, a barreira de homens honrados e livres, independentemente de serem de Direita ou de Esquerda. O regresso da Democracia, com a II República, advinda do 25 de Abril, recompôs o tecido político, e cada qual foi para o partido que correspondia às suas convicções. Quando, há tempos, alguém disse que os antifascistas dispunham de excesso de memória histórica, a afirmação estava certa: evocava o horror que se viveu, e que, até hoje, se não restituiu, na sua totalidade, à pedagogia do conhecimento. Como se fez em França, e está a fazer-se, por exemplo, em Espanha. E a rua foi o local exacto (como, em Democracia, o é também) para a exposição dos nossos desagrados.
Quem tem medo da rua? Os que desprezam a evidência dos factos. Aqueles que o decurso da História aponta à execração popular. A sociedade do silêncio e da traição. É instrutivo verificar que aqueles dos governantes saídos da abdicação e do perjúrio, outrora inflamados gritadores, deixaram de comemorar, na rua, a data que nos reentregou a liberdade. Há, nesta gente, uma estranha e doentia mortificação, que a impele ao insulto, à injúria, à mentira e à calúnia. Claro que, quando saem do Governo, são alojados em lugares seguros com salários chorudos; porém, estão ferrados com a ignomínia e repelidos pelo nojo que causam.
Os jornais dizem que o Governo tem recuado. Não será a palavra mais rigorosa. Diria que o Governo tem reflectido melhor e emendado a mão. As opiniões críticas que se têm registado em alguns jornais, não em todos, em alguns, conseguiram atenuar e, até, abafar, o alarido de “comentadores” obedientes ao solfejo do suserano. A rua, na sua trivial realidade, é consequência e concentrado de todas as vozes. O individualismo teatral sempre foi contrário à vontade de felicidade e ao cuidado de coerência testemunhados por aqueles que não andam na vida com esfuziante leviandade. Dentro de pouco tempo, esses que tais ajeitar-se-ão às modalidades do momento. Como na invasão do Iraque, os que a apoiaram já tentam remanejar o que afirmaram. A conivência, neste último caso, atinge territórios malditos. Porque o que aconteceu e acontece no Iraque configura as dimensões dos crimes de guerra.
Num belíssimo verso de um belíssimo poema, Vitorino Nemésio escreveu: “A hora do extensível força a possibilidade.” Nada mais certo. A possibilidade das coisas torna extensível as infinitas possibilidades do nosso querer. E o homem, quando quer, consegue tudo quanto quer.
Na entrevista à jornalista Judite de Sousa, que lhe colocou algumas perguntas pertinentes, a Sr.ª Ministra da Educação escondeu a verdade, fazendo imensas perguntas à entrevistadora. A certa altura não se percebia quem era a entrevistada, e quem era a entrevistadora.
*As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:*
1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto escolar em que estão*. Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).
2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se inicialmente estes já tivessem 18. *Se o professor é avaliado pelo sucesso dos seus alunos, o que a Ministra disse* *significa que 8 será sucesso? Faça favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.
3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores. *Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do professor na atribuição das turmas.
4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros funcionários públicos. *Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.
5.º *A avaliação foi negociada*. As subjectivas e burocráticas grelhas que foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.
6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir. *Esqueceu-se de que, quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.
7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam mais competentes. *Só seria assim se a competência fosse sinónima de antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.
8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação Física. *A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra, venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está o ensino individualizado?
9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares. *Se assim fosse, qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem faltar para a fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as estatísticas.
*Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão*: *Grande parte dos professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu o que está em causa*. Se todos os docentes tivessem lido todos os documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados escravos pessoais.
Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail: * salvarescola@gmail.com *que pode ser utilizado por quem quiser provas e exemplos do que é referido.
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Mário Crespo, Jornalista
Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função.
Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções.
Já não está em causa a eficácia da sua política.
A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más.
O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante.
Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos.
Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional.
É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito. (eu acho que nem tanto...)
Mas esse estudo tem década e meia e nada de substancial foi feito no entretanto.
Por isso, o que está em questão não é a avaliação de professores. Apreciações de desempenho são meros pormenores de gestão de pessoal. O que é preciso, como consta de uma lúcida reflexão dos docentes da Escola Rainha D. Amélia, é fazer a escola cumprir com as suas funções na socialização de crianças e jovens. É promover a criação de hábitos de disciplina interiorizados que se multipliquem depois na vida adulta.
Entre Cavaco Silva, o governante confrontado com o estudo de Ana Benavente, e José Sócrates, este processo de calamitosa estupidificação do país não foi interrompido por um projecto lúcido.
O governo actuou agora como se o problema estivesse nos docentes e não no sistema de docência e nos curricula.
Actuou como se o problema único de Portugal fosse o do excesso de privilégios e não o do defeito de cultura.
E assim as frágeis construções da demagogia política trouxeram, mesmo com a intimidação de PSPs à paisana e processos disciplinares da DREN, uma centena de milhar para as ruas de Lisboa.
E o Primeiro-ministro mostrou a sua fibra assistindo em silêncio ao martírio de Maria de Lurdes Rodrigues que se desdobrou nas TVs a tentar demonstrar o indemonstrável axioma socrático que a sua política é infalível e o défice de compreensão é do país.
A resposta de Sócrates foi a de marcar uma manifestação de desagravo para o Porto.
Primeiro era para ser na rua, depois numa praça, depois num pavilhão e vai sempre soar a falso no clamor sem fim das turbas dos indignados.
Foi um contra-ataque ridículo no meio de muito comportamento bizarro.
O Professor Augusto Santos Silva protagonizou o momento de infelicidade quando em Chaves quis assinalar os três anos de governação numa espécie de estágio para o anunciado comício do desagravo.
Foi vaiado.
Ripostou tentando conjurar os seus Manes.
Invocou os nomes dos pais fundadores, dos velhos companheiros que diz serem os seus da luta que diz ser a sua.
Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre.
E nenhum lhe respondeu.
Tentou depois o exorcismo, amaldiçoando os seus demónios pessoais, os grandes e os mais pequenos.
Álvaro Cunhal e Mário Nogueira.
E nenhum lhe respondeu.
Ouviu vaias cada vez mais altas e a voz embargou-se e disse: "eu não me calo... eles calam-se primeiro que eu."
Depois repetiu, baixinho como que a querer convencer-se "... eles calam-se primeiro que eu".
E não se calaram. Ao ouvir na Antena 1 este terrível registo de desgovernação só me ocorreram as sábias palavras de Juan Carlos para o tiranete venezuelano: "por que no te callas".

Ao afirmar peremptoriamente que suporta totalmente a política da educação que a ministra tenta implementar, sem ouvir Cavaco, Sócrates jogou a mais importante cartada do seu mandato.
Porque bem sabe que quando Cavaco voltar, vai ter muito que lhe explicar.
Por isso antecipa-se.
Chamo daqui a atenção aos meus leitores:
Cá para mim, Sócrates, com a popularidade em queda livre, vai fazer uma jogada final.
Aproveitando a ausência de Cavaco, já anunciou que está irredutivel.
Quando Cavaco voltar e lhe puxar as orelhas, daqui a uns dias, Sócras responderá que já anunciou que apoia a ministra e por isso não remodelará nada no seu gabinete.
E Cavaco fica entre a espada e a parede.
Ou abre um conflito institucional público, ou cala-se, perdendo o respeito de todos os professores. Que ele já percebeu que são praticamente todos: 150 mil.
Aproxima-se, pois, um momento fulcral na política portuguesa:
Se Cavaco se cala, a inteligência nacional cai-lhe em cima. Provavelmente o seu estado de graça termina, porque os professores já mostraram que não pararão.
Se chama a atenção em privado a Sócras, este vai responder-lhe que já anunciou publicamente que apoia incondicionalmente a ministra e não pode recuar para não perder a face.
Cavaco vai ter que decidir: ou aceita o braço de ferro ou não.
Eu penso que ele terá que o aceitar sob pena de perder a face e a confiança da esmagadora maioria dos portugueses não broncos.
Que ainda são muitos. Não se pense que não... Só professores serão 150 mil. Mais as famílias. E os amigos. E os indecisos. E os descontentes por outros motivos. São mesmo muitos... mais de um milhão a somar aos que naturalmente não votarão Sócras. Este milhão (pode chegar a 2 facilmente) desiquilibra tudo.
Cavaco tem que perceber isto porque Sócras, com aquela arrogância cega que o caracteriza, pensa que são só 100 mil votos e que ganha o dobro com os pais.
Sócras pensa que quanto pior fizer aos professores mais votos ganhará dos pais.
«Perdi os professores mas ganhei a opinião pública», lembram-se?
Por isso apostará na fractura da sociedade portuguesa: pais contra professores. Ele pensa que tem o jogo ganho já que, embora os professores também sejam pais, há muitos mais pais que não são professores.
Isto é o pensamento mediano e básico de quem não possui uma pinga de inteligência. Apenas ratice politiqueira. E isso, verdade seja dita, não lhe falta.
Mas vejamos porque não funciona este raciocínio básico do 2 + 2 = 4.
A principal razão está paradoxalmente no factor em que ele mais aposta: na ignorância e no nivel de escolaridade dos pais.
Porque essa ignorância, ao contrário da sua própria, não é arrogante: a esmagadora maioria dos pais não está contra os professores porque não possui recursos intelectuais para ajuizar sobre estes assuntos mais complexos.
As famílias portuguesas, para além de inacreditavelmente iletradas, também são bastante tradicionalistas. Não desenvolveram espírito crítico porque nunca o exercitaram no tempo da escola nem autodidacticamente fora dela. Infelizmente não é nas conversas com os vizinhos, a consumir desenfreadamente o futebol ou as novelas das TVs que se aprende alguma coisa ou se desenvolve a inteligência.
A moda do dizer mal dos professores não colhe, por isso, a maioria (longe disso) na população. Claro que há uns raivosos, uns frustrados que nunca deram nada nos estudos e culpam os professores por isso.
Mas esse número é uma pequeníssima minoria no universo das famílias portuguesas.
A maioria dos pais reconhece que os professores, por muitos defeitos que tenham, são muito mais cultos do que eles e, por isso, acabam por confiar neles, segundo todos os estudos que foram publicados recentemente.
O povo confia muito mais nos professores do que nos políticos.
Por isso, este esticar de corda vai acabar por correr mal a Sócras, se Cavaco aceitar o braço de ferro.
Sócras está preparado para lançar a bomba atómica. Percebeu-se hoje.
Mas é bluff, na minha opinião. Ou então pirou de vez.
Se Cavaco o encostar às cordas tenho a certeza de que ele não se demitirá para provocar eleições antecipadas.
Porque não tem a certeza de que ganhe.
Já não tem.
Por muito que as sondagens da «Eurosondagem» do socialista e ex-deputado do PS Rui Oliveira e Costa lhe dêem a maioria, Sócras sabe bem que números são aqueles e quem os encomenda...
Mesmo que ganhasse nunca seria com maioria absoluta. Ou seja: se agora está com dificuldades, depois seria pior.
Mas pode sempre acontecer que Sócras se tenha passado da cabeça e esteja convencido que sai com uma maioria reforçada, tipo Alberto João.
Nesse caso Cavaco deve fazer-lhe a vontade.
Aceitar o braço de ferro e mandá-lo fazer o que ele quiser.
Cavaco tem que se impôr e devolver a bola a quem lhe deu o primeiro pontapé.
De uma forma ou de outra, Portugal fica a ganhar.
Se Cavaco não for a jogo, irão os professores e as populações por causa dos Hospitais desactivados. E Cavaco ficará desautorizado aos olhos das populações.
É uma questão de meses.
Este ano não haverá "silly season", tenho a impressão...

E hoje é domingo.
Nenhum funcionário público trabalha, mas eu tenho que continuar a ver testes.
E onde se preparam as aulas?
E onde se elaboram as fichas e os testes de avaliação?
Tudo em casa, depois de um àrduo dia de trabalho a tentar ensinar a quem não quer aprender.
E ao fim de semana também se trabalha.
Os restantes funcionários públicos levam trabalho para casa?
Alguém que trabalhe por conta de outrem leva trabalho para casa?
Sim.
Os professores.
Do ministériozeco da ministrazeca da avaliaçãozeca.
Eu também sou pai.
Quando vou ter tempo de dar uma volta com os meus filhos?
Diga lá, seu asqueroso Emídio Rangelzeco!
E o número continua a crescer.
Os da margem sul ainda não conseguiram chegar ao Terreiro do Paço.
Nos Restauradores ainda não se consegue ver o fim da fila, neste momento.
E o Terreiro do Paço já está cheio.
«A maioria qualificada dos professores está aqui», diz Mário Nogueira.
É a primeira vez que uma classe profissional se faz representar em maioria num só local em Portugal.
E não só após o 25 de Abril: não há relato que tal já tenha acontecido antes, na História de Portugal.
Que pena os professores não terem aberto os olhos mais cedo...
Ó Milú.... tu até podes levar a tua avante, mas não é neste governo.
Estás feita!
Porreiro, pá!
Governo trata os professores como hooligans.
Destacou mais de 600 polícias de intervenção para acompanhar a manif de hoje. Mais do que os que destacou para o jogo de altíssimo risco que foi o último Sporting - Benfica...
Ao contrário do que o jornalismo desconhecedor de tudo o que se passa propala na imprensa diária, hoje não é o dia D para os professores.
Os meses M foram os que antecederam a promulgação do inefável ECD, em 19 de Janeiro de 2007. Já lá vai mais de um ano.
Aí, os professores pouco ou nada protestaram. Tirando a manif de Lisboa em 5 de Outubro de 2006, pouco mais houve.
Nessa manif, que juntou 25 mil pessoas no Rossio, muito poucos foram os professores de Seia que nela alinharam.
Hoje, mais de um ano volvido, começam os professores a sentir na pele os efeitos desse maligno ECD.
Mas eu avisei.
Eu fiz tudo para mostrar aos meus colegas que eles estavam a chancelar a ruína das suas carreiras, sem protesto.
Riram-se.
Reuniões sindicais na minha escola? Com 6 ou 7 pessoas. Noutras, nem uma só.
Ainda estou a ver meia dúzia de professoras a dizerem, na sala de professores, escarnecendo de quem lutava por eles: «era o que mais faltava ir agora para Lisboa armada em palhaça!»...
Estes, hoje, estão lá todos.
Mas tarde. Hoje, o ECD foi promulgado e é Lei.
O que esperam, pois, os professores neste momento?
Não se sabe, ao certo. Eu não sei se eles sabem.
Que a ministra seja substituída?
Talvez.
E mais?
Nada.
Lei é lei e é para cumprir.
Os professores, com a sua negligência, deixaram que esta fosse a Lei promulgada.
Cavaco promulgou-a sem hesitação. Não se pode levar a mal. Ele não viu qualquer contestação nem movimentação da classe, a não ser os costumeiros protestos dos sindicatos, e aquela manif do 5 de Outubro...
Estou convencido que agora é tarde.
Mais coisa, menos coisa, tudo seguirá os seus trâmites se isto for um estado de direito.
Mas enfim:
Já que se perderam todas as oportunidades para, em tempo útil, se protestar e se tentar corrigir o monstro que é este ECD (e que muitos professores ainda desconhecem em profundidade e ainda não se aperceberam bem do que ele encerra) é verdade que vale mais a manif de hoje do que nada.
Embora a apoie, claro, receio que de pouco efectivamente venha a servir, porque este governo - está visto - não vai revogar a Lei.
Nem o próximo, cá para mim...
Portanto, professores: demitiram-se dos vossos deveres de cidadania e dos vossos direitos de protesto em tempo útil?
Protestam fora de prazo?
Paciência... aprendam ao menos que, para a próxima, é melhor lutar em tempo útil do que chorar sobre o leite derramado.
A subversão é a mesma:
Menos condenações = menos despesa para o estado = melhor rácio de criminalidade = menor despesa com a população presidiária = evitabilidade de construção de novas prisões = melhor imagem internacional de Portugal.
Todos os números melhoram.
A sociedade é que não, porque os maus alunos passam mas continuam ignorantes e os criminosos cometem crimes mas não vão presos.
Uns e outros não receberão o justo castigo que merecem.
Pelo contrário: são recompensados pelo mal que fazem a si próprios e à sociedade.
Quem sai prejudicado são, por isso, os bons alunos e as pessoas sérias e honestas.
É o Portugal de Sócras.
A alternativa é o comboio!
De Coimbra, Aveiro, Porto, centenas de professores já compraram bilhetes de comboio para Lisboa, para a marcha de amanhã.
Não há autocarros no centro do país.
Está tudo alugado!
Vai ser uma coisa nunca vista.
Vamos é ver se corre tudo bem...
Não me admira que, com tanta gente e tanta confusão, alguém contrate meia dúzia de arruaceiros infiltrados para provocar confusão e lançarem a culpa sobre os professores...
Há que ter muita atenção e agir como antes do 25 de Abril.
De resto, a distância entre o antes e o depois do 24/4 já está bem encurtada...
Das poucas diferenças que ainda se podem descortinar entre Salazar e Sócras - para além da colossal distância entre a privilegiada inteligência do primeiro e a triste xico-espertice do segundo - é que ambos perceberam que o estado é de quem é chefe, embora de formas diferentes.
Salazar mandou instruir uma polícia especializada - a PIDE - para proteger o estado (quer dizer: o regime) - dos ataques e das subversões da democracia.
Sócras percebeu que todo o tuga atrasado almeja ser bufo do seu chefe.
Por isso, enquanto Salazar dispunha de uma polícia especializada de 200 ou 300 agentes (fora os bufos) para cuidar da Inteligência (Informação secreta) do Estado, Sócras pretende funcionar com 5 milhões deles - metade da população que bufa sobre a outra metade - para o mesmo fim.
É mais seguro, este sistema, pois se toda a gente controla toda a gente neste estado policial, tem-se a certeza absoluta de que qualquer "conspiração" aborta à nascença.
E mais: não lhes paga!
Genial, devo confessar...
Assim, temos os agentes à paisana a entrar nas escolas e a fazerem perguntas inquisitórias do género: «qual vai ser a adesão da marcha?»
E a pedirem mais notícias sobre o que se está a organizar.
Bem: eu não sei como comentar isto.
Repetem-se os métodos, nada se aprende com as calinadas, e isto não pode ficar a dever-se apenas à estupidez de meia dúzia de agentes que querem subir na carreira à custa de lamber as botas aos chefes.
Alguém os mandou fazer aquele serviço.
Sabemos que, neste momento, na Função Pública, todo o bicho careta, seja ele analfabeto, estúpido ou mero sapo aprendiz de político adora bufar aos ouvidos do chefe.
Os polícias não fugirão à regra.
Mas daí até fazerem aquilo por vontade própria vai uma distância intransponível.
A verdade é que nada se aprendeu com a indignidade do que se passou no sindicato da Covilhã.
Ontem tivemos 2 ou 3 xicos-espertos a correrem as escolas a imitar os espiões que vêm nos filmes "amaricanos".
Hoje, e mesmo depois das garantias em sentido contrário do Ministro (como se ele fizesse a mínima ideia do que se passa no terreno...), tivemos mais um caso.
E amanhã?
• Como se prevê uma enorme deslocação de professores de fora de Lisboa para o local da Marcha…
• Atendendo ao elevado número de autocarros, cerca de 600, e aos muitos professores que se deslocarão em automóvel, principalmente das localidades mais próximas de Lisboa…
• Se se considerar que a PSP tomará excepcionais medidas de segurança, quer relativamente ao acesso ao local de arranque da Marcha, quer em relação a desvio de tráfego e a locais de estacionamento…
• Como é provável que as principais artérias que confluem na Rotunda do Marquês de Pombal, estejam cortadas ao trânsito, até porque serão utilizadas como locais de concentração dos manifestantes, por região…
…O SPRC aconselha que:
1. Quem se desloca de fora de Lisboa, em transporte próprio, deve fazê-lo num horário que permita estar em Lisboa bastante tempo antes do início da marcha;
2. Como as áreas de serviço da A1 vão estar saturadas, cada um leve o seu “farnel”, como forma de evitar congestionamentos nos locais de refeição;
3. Chegados ao “Marquês”, os professores da região centro do país (distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, excepto das áreas sindicais do SPN e SPGL) se concentrem ao fundo do Parque Eduardo VII;
4. Aí, junto à carrinha de som, que estará assinalada com uma placa com a palavra CENTRO, levantem diversos materiais que devem ser utilizados na Marcha (bandeiras, faixas e autocolantes);
5. Em caso de dúvidas ou necessidade de apoio, antes e durante a Marcha, se dirijam ao pessoal de apoio/segurança que se situará nas bandas laterais em toda a extensão da Marcha.
Informa-se, ainda, que, tendo em conta o balanço realizado ontem, 5 de Março, relativamente às inscrições já apuradas para os transportes organizados, foi necessário alterar o percurso da marcha, passando o final da Marcha para o Terreiro do Paço, pois o número previsível de manifestantes ultrapassará a capacidade do Rossio (local anteriormente previsto).
Assim, a Marcha da Indignação dos Professores iniciar-se-á no topo da Avenida da Liberdade (junto à rotunda do Marquês) e acabará no Terreiro do Paço.
A Direcção

Prosseguem de Norte a Sul protestos espontâneos de professores contra a forma como o Ministério da Educação está a conduzir a avaliação do seu desempenho.
Ontem, cerca de 1200 pessoas juntaram-se em Vila Real e 500 em Chaves.
Em Lamego, o descontentamento reuniu 300 docentes.
Outras centenas manifestaram--se em Bragança e no Barreiro.
in CM
No dia 8, em Lisboa, daremos a resposta à vil ministra da avaliação e ao seu guarda-costas.
25 de Abril, SEMPRE!

ESCLARECIMENTO DO SPN
Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:
- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;
- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;
- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,
isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:
"1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.
2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto".
Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo, Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.
Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:
- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;
- o estabelecimento de objectivos individuais;
- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.
Porto, 21 de Fevereiro de 2008
A Direcção

NÃO ESQUECER:
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS
http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2075&mid=115
Se por acaso na escola onde trabalha já ocorreu reunião de Conselho Pedagógico e nela foi aprovada seja o que for neste sentido, saiba que é ilegal.
Como agir?
Solicitar cópia da acta do Conselho Pedagogico (todos os professores têm o direito e dever de ler estas actas) e entregue-a num sindicato de professores. Para tratamento judicial.
Saiba que o que está no site da DGRHE, com as assinaturas do Valter e Morais é desobediência às ordens dos Tribunais e punível judicialmente.
Quem responde judicialmente por desobediência são os Pedagógicos e os professores das escolas. Atenção!
Os prof contratados serão avaliados como sempre foram no final do ano de serviço.
Como é que os professores alemães e suiços são avaliados?
Não se deixe enganar pela propaganda e pela prosa semianalfabeta de cronistas ignorantes!
Leia aqui:
http://www.scribd.com/doc/2210501/Como-e-que-os-professores-alemaes-e-suicos-sao-avaliados-1
... e pasme-se com a propaganda FALSA deste governo que não tem pejo em enganar descaradamente as pessoas.
Hoje, com a net, sustentar MENTIRAS escandalosas é cada vez mais difícil...

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, embaraçou o actual Governo pela forma como atacou uma sua antecessora socialista na função, Ana Benavente, que por sua vez tinha considerado que a equipa que dirige o ministério da Educação "não honra o PS".
O embaraço surgiu porque ao disparar sobre Ana Benavente, acabou por atingir, por ricochete, um influente membro do actual Governo, Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, que no tempo de Guterres foi ministro da Educação, tendo precisamente Ana Benavente como sua secretária de Estado. A actuação de Benavente no Governo, disse Valter Lemos, teve como consequência "os piores resultados escolares da Europa".
Manuel Alegre ataca
"Não é normal que um secretário de Estado de um Governo do mesmo partido ataque um anterior secretário de Estado", disse ao DN.
O ex-candidato presidencial achou a atitude "tanto mais estranha quando isso pôs em causa o titular da pasta da Educação da altura, que por acaso é o actual ministro dos Assuntos Parlamentares".
Com que então, os piores resultados da europa, durante um governo socialista, hein?
Não há nada como se zangarem as comadres!...

Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).
Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115).
Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.

Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida?
Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro.
O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).
E AINDA TEM A CORAGEM DE SE DIRIGIR AOS PROFESSORES E MANDÁ-LOS TRABALHAR, E PÔR O INTERESSE DOS ALUNOS À FRENTE DOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES!!!!
É preciso lata!
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES
ESCLARECIMENTO DO SPN
Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:
- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;
- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;
- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,
isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:
“1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.
2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto”.
Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo,
Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.
Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:
- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;
- o estabelecimento de objectivos individuais;
- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.
Porto, 21 de Fevereiro de 2008
A Direcção
2.ª FEIRA – 3 DE MARÇO
PROTESTO DOS PROFESSORES EM
Leiria
A concentração dos docentes terá lugar na Praça Rodrigues Lobo a partir das 17.00 horas.
O SPRC/FENPROF realiza uma concentração de professores, em
Lamego,
no próximo dia 5 de Março (quarta-feira), pelas 17.00 H, frente à Escola Secundária Latino Coelho.
Aos professores sobram razões para lutar. Não faltes !
A CONTESTAÇÃO TODOS OS DIAS NA RUA.
1
Enquanto profissionais da educação e, em particular, enquanto
professores, temos a obrigação de intervir, participar e exercer a crítica
relativamente a todas as políticas, a todas as decisões e a todos os actos que
tenham repercussões no sistema educativo e na nossa vida docente. No
momento em que ocorrem alterações radicais que atingem toda a nossa
estrutura profissional, mais essa obrigação se impõe.
Tendo presente a ininterrupta sucessão de políticas que visam retirar
direitos, denegrir a imagem dos professores e afectar a sua vida pessoal e
profissional, e que têm sido concretizadas em diferentes diplomas legais
(Estatuto da Carreira Docente — um amontoado de artigos incoerentes,
iníquos e inaceitáveis; concurso para professores titulares — a maior
barbaridade e indignidade cometida contra uma parte significativa dos
professores em toda a história da educação em Portugal; e, agora, no
inqualificável decreto regulamentar da avaliação de desempenho), torna-se,
para nós, um imperativo ético manifestar publicamente alguns dos nossos
pontos de vista em relação a certas matérias que presentemente estão em
discussão em todas as escolas do país.
Os órgãos e/ou as estruturas de orientação educativa a que cada um
de nós pertence são, obviamente, fóruns onde apresentamos e debatemos
ideias, mas não são, nem devem ser, os únicos locais de reflexão. A livre e
pública partilha de opiniões e o livre e público exercício do contraditório são
exigências e práticas de que nunca abdicaremos.
Por isso, damos, neste momento, a conhecer as nossas opiniões
relativamente a alguns aspectos do conteúdo do decreto regulamentar da
avaliação de desempenho e às reacções que ele motiva ou deve motivar.
2
1. A concretizar-se o que está delineado neste decreto regulamentar,
estaremos perante um modelo de avaliação desmesurado, burocratizado e
incompetente, que irá gerar, porque mal pensado, conflitos gravíssimos entre
colegas. É um modelo que não tem credibilidade para avaliar seja o que for e
quem for. É um modelo perverso, porque estabelece uma ligação directa
entre a avaliação de desempenho dos professores e as classificações dos
alunos. É uma ligação inaceitável, seja qual for o ponto de vista. Hipoteca e
submete a qualidade, a exigência e o rigor do ensino e das aprendizagens à
redução meramente estatística do insucesso escolar.
2. É um modelo de avaliação caracterizado pelo gigantismo de tarefas
improcedentes e gizado por quem não tem a mínima noção do que é avaliar
o desempenho de professores nem a mínima noção do funcionamento
efectivo das escolas.
3. É um sistema que o ministério quer impor a toda a pressa, sem ele
próprio, ministério, ter produzido a legislação complementar que o decreto
regulamentar exige. É o ponto máximo da incompetência.
Sem o mínimo e elementar bom senso, o ministério exige que o
processo ande, mesmo atamancado, mesmo irreflectido, mesmo
incapacitado. Não interessa o que se vai fazer nem como se deve fazer, o
que é preciso é que se faça, o que é preciso é que passe para a opinião
pública a imagem de que os professores estão a ser avaliados.
4. Perante tudo isto, que estão as escolas a fazer? Que devem as
escolas fazer? Várias escolas têm tomado posição pública fortemente crítica
e exigido aquilo que parece ser óbvio para quase todos: o diploma deve ser
suspenso e reformulado. Vários jornais têm revelado as iniciativas públicas
de contestação de dezenas de escolas, do parecer de vários especialistas,
do parecer do Conselho de Escolas.
E a nossa escola, através dos seus diferentes órgãos (ouvidos os
professores, claro), não tomou nenhuma posição pública, porquê? Se não
está de acordo com o decreto regulamentar, não lhe pareceu imperativo
juntar a sua voz à de todas as outras escolas, organismos e pessoas que o
têm feito? Não o fez porquê?
3
Sabe-se que, no passado dia 28 de Janeiro, os presidentes dos
conselhos executivos das escolas do município do Seixal reuniram e
acordaram que fariam um texto para ser enviado ao ministério. Há três dias,
dia 8 de Fevereiro, esse texto, que não representa uma tomada de posição
das escolas, mas apenas a opinião dos signatários, ficou concluído e foi dado
a conhecer, via e-mail, por alguns presidentes aos professores das suas
escolas.
Primeira pergunta: porquê tanto tempo para haver uma reacção?
Segunda pergunta: por que razão esse texto reduz quase
exclusivamente o problema do decreto regulamentar da avaliação de
desempenho a um problema de calendário? É só um problema de tempo que
está em causa e de falta de orientações? Não se vislumbra nada de mais
grave no diploma?
Do nosso ponto de vista, não é só esse o problema, nem é
principalmente esse o problema. Esse é um problema, mas não é o
problema. O recente comunicado do M.E., do dia 9 de Fevereiro, ao transferir
para as escolas a gestão do tempo, mas mantendo inalterado todo o
conteúdo do decreto regulamentar, só vem confirmar que não é correcto
focalizar o problema da avaliação de desempenho no factor tempo. Agora,
diz o governo, as escolas não se podem queixar da falta de tempo. Todavia
os problemas de fundo mantêm-se.
5. Simultaneamente, escolas há, entre as quais a nossa, que parecem
essencialmente preocupadas com a rápida elaboração dos instrumentos de
registo previstos no Artigo 6º, como se mais nada estivesse em causa,
avançando com o processo ainda antes do famigerado Conselho Científico
ter emitido as famigeradas recomendações. A pressa manifestada na
elaboração desses instrumentos é pouco compreensível, já que os
instrumentos de registo são um dos elos da cadeia, mas não são o único,
nem o primeiro e nem sequer o mais importante.
Sem enveredarmos por uma análise exaustiva, vejamos alguns
aspectos.
Na mesma data que o decreto regulamentar prevê que estejam
prontos os referidos instrumentos de registo, prevê-se, igualmente, que
estejam definidos, por parte de cada escola, os indicadores de medida. Ora,
4
diz o Artigo 8º, esses indicadores de medida aplicam-se ao “progresso dos
resultados escolares esperados para os alunos ”(o que, como já afirmámos,
é inaceitável, porque visa acabar administrativamente com o insucesso
escolar, através do enviesado caminho da pressão sobre os professores) e à
“redução do abandono escolar tendo em conta o contexto
socioeducativo ”.
a) Quer dizer, portanto, que é preciso definir indicadores de medida.
Mas antes de se definir os indicadores de medida tem de se definir aquilo
que vai ser medido. Como é óbvio, não se produzem indicadores de medida
sem se saber, exactamente, o que se vai medir.
b) Ora se se vai medir o progresso dos resultados escolares é preciso
definir o que se entende, exactamente, por progresso. Um aluno que tenha
como classificações 6, 7 e 8, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos
lectivos, progrediu? Ou só se entende que progride se de uma classificação
negativa passar para uma positiva? E um aluno que obtenha como
classificações 12, 9, 10, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos lectivos,
progrediu? O progresso é avaliado aluno a aluno e depois é feita a média da
turma? É por turmas do mesmo ano de escolaridade ou é a média geral de
todas as turmas do mesmo professor? Ou não é nenhuma destas formas? E
nos cursos de Educação e Formação de Adultos? E no ensino recorrente por
módulos, que são independentes uns dos outros? E...? E...? Já se discutiu
isto na nossa escola? Nos departamentos nada foi discutido!
c) E quanto à medição do abandono escolar? Que se entende por
abandono escolar? Já está definido? Por exemplo, o conceito de abandono
escolar vai ser o mesmo, quer se refira ao ensino diurno quer ao ensino
nocturno? Incluem-se no conceito de abandono escolar os alunos que
interrompem os estudos para irem trabalhar? E os que se matriculam e nunca
apareceram a uma única aula também são incluídos no abandono escolar? E
os que vieram apenas a três ou quatro aulas incluem-se? Qual é a fronteira
entre o que é abandono e o que não é? Isto já foi discutido? Nos
departamentos, não.
5
d) E o contexto socioeducativo da escola já foi definido? Que
influência vai ele ter na ponderação das taxas de abandono e na avaliação
dos progressos escolares, conforme está previsto no decreto regulamentar?
Já se tem uma ideia de como vai ser,em concreto,“tido em conta ” o factor
“contexto socioeducativo ”da Escola Secundária de Amora no processo de
avaliação?
e) Já foi discutido se a avaliação de desempenho deve também ter por
referência o projecto curricular de turma, conforme o possibilita o ponto 2
do Artigo 8º? Os professores, quando definirem os seus objectivos
individuais, têm de estar informados sobre isto.
f) Já foi analisado o Projecto Educativo da Escola para se avaliar se
está adaptado às novas exigências que a avaliação de desempenho suscita
(em particular para o que está estipulado nos artigo 8º e no ponto 2 do artigo
13º)? E o Plano Anual de Actividades?
g) Que indicadores de medida vão ser utilizados para aferir “a
prestação de apoio à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com
dificuldades de aprendizagem ” (alínea c),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a
participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão
da escola ”(alínea d),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a relação com a
comunidade ” (alínea e), ponto 2, Artigo 9º)? Etc., etc., etc.
Como se vê, existe muito mais mundo para além dos instrumentos de
registo (vulgo, grelhas) e muito mais importante e muito mais complexo.
Os exemplos apresentados são apenas alguns de entre muitos outros
aspectos complexos que requerem profunda reflexão e debate alargado.
Porquê, então, centrar as atenções nos instrumentos de registo? Se,
em lugar de ter havido uma focalização quase exclusiva nos instrumentos de
registo, se tivesse feito uma análise aprofundada e partilhada destes e dos
restantes pontos do decreto regulamentar, com certeza que se teria tornado
evidente que o processo em marcha é totalmente insustentável. Com
certeza que já se teria sentido a obrigação de o manifestar, de modo
profissional, isto é, de modo fundamentado, sério e rigoroso, à senhora
Ministra da Educação.
6
O absoluto gigantismo do processo, a sua objectiva desadequação e
manifesta inoperacionalidade, a ausência de qualquer formação prévia
neste domínio, a incompletude da legislação e, fundamentalmente, a
inaceitável ligação dos resultados dos alunos à avaliação dos
professores, não são, entre outros, motivos mais do que justificados para
uma tomada de posição pública da nossa escola?
Não deveríamos nós contribuir para engrossar o movimento de
contestação à vergonhosa situação que a educação no nosso país chegou?
É este tipo de inacção que permite ao senhor Secretário de Estado
diz er que “só uma vintena de escolas ” se manifestou contra..
A nossa escola tem mais de duzentos professores, é uma instituição
com uma dimensão significativa no contexto nacional. Porque está muda e
queda? Não tem uma palavra a dizer?
Não estamos a falar de um levantamento popular, nem de
ilegalidades, nem de ilícitos disciplinares. Estamos a falar do exercício do
direito, mas também do dever, de manifestação formal e pública — através
dos órgãos da escola, junto do ministério e dos meios de comunicação
social — do nosso, mais que legítimo, parecer profissional, alicerçado em
razões profissionais, que critique aquilo que objectivamente deve ser
criticado.
Amora, 11 de Fevereiro de 2008
Hoje tive reunião e acabou às 7 e meia da noite.
Só para tratar de um problema de um (1) aluno.
E tivemos sorte em acabar tão cedo.
Às 6:30h foi preciso ir tirar uma fotocópia a uma acta.
Correu-se a escola toda.
Não havia um funcionário na secretaria.
Nem um professor no conselho executivo.
Já é para aí a quinta vez que isto me acontece só este ano.
Os Professores Titulares em regime de exclusividade no directivo deixam os professorzecos (como nos chamou a ministra, no Parlamento) a trabalhar na escola e vão para casa ter com as famílias.
Os funcionários da secretaria e os auxiliares da educação também.
E os professorzecos ficam a trabalhar até às 20:45h da noite - como nós estivemos na semana passada!
Professorzecos! Esses privilegiados!
José Monteiro - Setúbal
Ó Monteiro: como eu te compreendo... olha: junta-te ao clube...
À semelhança do que tem acontecido em vários capitais de distrito, também em Lisboa vai haver uma mobilização de professores no dia 1 de Março, às 16 h, no IPJ.
E TAMBÉM EM SETÚBAL, 15:00 PRAÇA DO BOCAGE
"Professores em luta pela dignidade e respeito a que temos direito.
Todos à Praça da República - VIANA DO CASTELO, e Avenida Central, em BRAGA -próximo sábado, dia 1 de Março, às 16h.

É o 25 de Abril para o Ensino tolhido e amordaçado por Sócras e pela Ministra da Avaliação.
O fascismo, o clientelismo, o amiguismo não passarão!
Os professores, embora tarde, perceberam, finalmente do que se trata: da aniquilação pura e simples de alguma réstea da sua dignidade profissional.
A malvada Ministra da Avaliação - como lhe chamou Sócras - não passará!
Acontecer-lhe-á o mesmo que a Correia de Campos.
Aníbal!
Toma posição, Aníbal!
Os professores têm os olhos postos em ti!
Só tu ou uma revolução podem resolver este problema.
Ordena ao infame, ao badameco, ao ignorante que envergonha Portugal com a sua estupidez e iliteracia, que acabe com esta violência contra os professores e contra o Ensino - que está literalmente parado, porque com tanta papelada doida e reuniões inúteis até às 9 da noite, não há tempo sequer para preparar aulas ou estratégias.
Faz como fizeste com o Correia de Campos, Aníbal!
Anda lá. Ajuda Portugal.
Põe o tiranete na ordem...
Inefável Valter Lemos, o verdadeiro ministro, diz que só paga as horas aos professores que recorreram para os tribunais e ganharam.
Este tipo não existe!...
A que país da África sub-sahariana terá ido Sócras desencantar esta sua fabulosa equipa para a educação?
A maior manif de professores em luto e com archotes em Coimbra.
A SIC Notícias esteve lá.
E eu estou aqui a tratar de mostrar o trabalho dos repórteres.
Cada um luta à sua maneira...
Desligar o som do Cotonete à direita em baixo
Na TVI disse hoje meia dúzia de mentiras das quais destaco a de que, no que se refere ao pagamento de horas estraordinárias por parte do ME, os processos ganhos se referem a providências cautelares, o que nem sequer faz sentido!...
É falso. trata-se de sentenças que já transitaram em julgado, portanto tornaram-se efectivas, e por isso podem fazer jurisprudência.
Sousa Tavares devia informar-se antes de dizer calinadas na televisão.
Pode nutrir o ódio que quiser pelos professores, mas não devia poder mentir ao povo.
Digo eu...
Em defesa da dignidade de SER PROFESSOR
Dia 26 de Fevereiro de 2008, terça-feira, vamos realizar um CORDÃO HUMANO.
A concentração terá lugar na Praça da República (21 horas).
De seguida, seguiremos até à DREC (delegação do ME em Coimbra).
Uma caminhada que simbolizará “O protesto da unidade dos professores para mudar a Educação”, porque ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR.
Pedimos aos colegas que se vistam de preto ou assinalem o luto com peças de roupa preta!
Chegou a hora de dizermos que já chega de tanta irresponsabilidade e destruição da Escola e da nossa Profissão.
Passa a palavra! Não faltes!
A Direcção do SPRC/FENPROF
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Tirando a palhaçada da roupa preta, concordo com a acção. Mas os portugueses, um dia, e os professores, já, deviam deixar-se destas atitudes circenses.
Não é preciso roupa preta nem azul.
É preciso é ir!
O DN de hoje traz mais uma espectacular notícia para as escolas, para os alunos e os professores.
A Ministra da Educação ameaça estender o conceito de 'escola a tempo inteiro' aos 5º e 6º anos de escolaridade.
O senhor Albino, Presidente da Confap, rejubila com a medida.
Com esta medida, ficamos mais perto do sonho da Confap:
transformar os professores em empregados domésticos dos pais.
Os alunos do 2º ciclo do ensino básico passam actualmente 39 horas por semana na escola.
A dona Lurdes e o senhor Albino acham pouco.
E vai daí, juntam esforços e o sonho concretiza-se: os alunos vão estar, brevemente, enfiados na escola durante 55 horas semanais, ou seja, mais 16 horas do que actualmente.
O plano é assim: depois das 17 horas, as escolas do 2º ciclo passam a oferecer mais duas horas de Actividades de Enriquecimento Curricular, onde a Ministra vai enfiar a martelo a área de projecto, a formação cívica e o estudo acompanhado.
Para o senhor Albino, esta é uma boa medida. Assim, os pais podem trabalhar descansados, ir ao cinema, namorar e enfiar-se nos centros comerciais, enquanto os filhos ficam enclausurados entre quatro paredes, desafiando a paciência e a autoridade dos professores.
Ninguém contesta um modelo de sociedade e de economia que impede os pais de estar com os filhos antes das 20 horas.
A anomia e a anestesia deste Povo são tão grandes que poucos contestam uma sociedade que obriga as crianças a estarem 11 horas por dia na escola! Estou em crer que se quer fazer com as crianças aquilo que a economia já fez com muitos dos pais delas: embrutecê-las!
É provável que a Ministra ainda tenha tempo para anunciar a suprema das medidas, a mãe de todas as reformas da Educação: as escolas públicas irão passar a funcionar em regime de internato, oferecendo uma verdadeira 'escola a tempo inteiro': 24 horas por dia de actividades lectivas, de enriquecimento curricular e de repouso. O senhor Albino ficará feliz e o Povo rejubilará.
Os pais vão finalmente ver-se livres dos filhos: para sempre!
E os professores verão aprovado um novo e derradeiro estatuto:
o estatuto de empregados domésticos dos pais!
Bem mas este novo estatuto sempre tem uma vantagem: se desaparecer alguma criança de alguma escola, só passados 3 meses os pais darão conta....

Cheguei a casa às 20:45h. Vindo de uma reunião na minha Escola.
E tenho sorte em morar perto da Escola.
Os meus colegas foram todos para mais longe. Alguns, muitos quilómetros mais longe.
Mães, Professoras, donas de casa com os filhos à espera.
Quando eu acabar este texto, depois de já ter jantado, ainda elas não chegaram a casa.
Quanto mais nos empenhamos mais o pinóquio da licenciatura, das promessas e dos projectos falsos nos sacaneia.
Que grandes sacanas! Há que responder!
Mas não é com petições humilhantes de chapéu na mão... Não!
É a lutar nas ruas!
A chamar os bois pelos seus nomes, porque afinal são mais do que um.
E não esquecendo as vacas...
Também é preciso chamar as vacas pelo seu nome.
E a bezerrada lambe-botas.
Os lambe-botas, por exemplo, que foram ao beija-mão ao Sócras, dar mau nome aos verdadeiros Professores que lutam contra esta sequência de indignidades que nos está a ser imposta pela escumalha da política, gente que nunca trabalhou nem deu aulas na porca da vida.
Há que lutar contra estes parasitas da sociedade.
Eu estou, como sempre, na luta por uma Escola onde se ensine e se aprenda!
Nunca por um armazém de crianças estupidificadas que mais não pretende ser que um gigantesco jardim de infância para entreter as crianças até os pais chegarem a casa.
E onde se passa de ano, porque é preciso baixar o nível de analfabetismo português.
Claro que o analfabetismo funcional tem que ser erradicado.
Mas não é por essa via falsa das passagens administrativas e compulsivas.
O «Passem-nos! Passem-nos já senão lixam-se!» vai ter que recuar.
Aliás, Sócrates tem recuado em muitos aspectos.
Atrever-me-ia a dizer que o homem é tão determinado a avançar que parece estranho também adorar recuar.
Na rua, contra o pinóquio e sus muchachos, SEMPRE!
Sempre e enquanto houver energia a correr-me nas veias, que determinação nunca me faltará.
E viva Portugal limpo e desestupidificado!

Os professores andam completamente desorientados.
Na loucura do preenchimento de grelhas, na voragem do cumprimento da legislação em catadupa que ninguém entende para que serve a não ser para mascarar a dura realidade de que somos um país de analfas em que os alunos simplesmente não aprendem a um ritmo normal, os professores andam perdidos em preenchimento de papelada que não tem qualquer utilidade, porque dela não se extrai qualquer consequência, ainda menos qualquer melhoria para o ensino.
Trata-se tão somente de documentação desgarrada, duplicada, repetitiva, de preenchimento obrigatório destinado a justificar o injustificável.
Porque é que os alunos têm dificuldades? Ninguém quer saber. Basta dizer que têm. E depois inventar estratégias para ultrapassar dificuldades que residem basicamente em dois pilares que ninguém quer analisar.
1 - Mais de 20% das crianças do interior apresenta um estado de desenvolvimento nada conscentâneo com a sua idade biológica.
Porquê?
Isso é que era preciso investigar e descobrir.
Porque provêm de ambientes familiares (?!) marcados pelo desemprego, pelo vinho, pela estupidez, pelo analfabetismo funcional, pelo atraso congénito, pela falta de comida e de higiene. Em 2008.
Porque é que há tanto NEE, tanto 319, tanto currículo alternativo nas escolas do interior?
Doi muito perceber porquê. Mas está à vista de todos. É preciso cerrar os olhos com muita força e tapar bem o nariz para o não perceber.
Mas disso ninguém quer saber.
O que fazem os assistentes sociais? Porque é que as escolas os não chamam?
Como é possível que seja do conhecimento geral que os pais de determinado aluno passem o dia à porta da taberna e voltem para casa a cambaler apenas à noite deixando os filhos em casa todo o dia sem nada para comer?
Onde está a Escola neste processo? A autarquia? A GNR? A segurança Social?
Alguém que acuda a estas crianças!!! Onde está?
Nada! Não há ninguém...
Escreve-se nas grelhas: "dificuldades na compreensão e aplicação de conhecimentos".... "pouco tempo dedicado aos estudos"...
Que CRIME!
Como podem as crianças dedicar tempo aos estudos com a barriga vazia?
Sem água para tomar banho?
A tresandarem com a mesma roupita semanas a fio???
CRIME!!!
As Escolas e as Autarquias e a GNR e a Segurança Social, todos são cúmplices desse hediondo crime que se está a perpetrar contra estas crianças desprotegidas.
Estratégias??? É proporcionarem-lhes uma casa condigna com comida na mesa e água quente na casa de banho!
Essa é a primeira estratégia.
Disso ninguém quer saber.
Deixá-los viver para castigo, não é?
Tudo se cria, não é?
Vergonha!
2 - Desinteresse absoluto pelos estudos porque os alunos bem sabem que no fim do ano passam na mesma.
O efeito pernicioso que eu ando a denunciar há anos está aí em todo o explendor! São os próprios alunos que agora dizem aos professores que não vale pena estudar porque fulano e cicrano nunca fizeram nada e passaram na mesma. Para que é que vão matar a cabeça a estudar?
Os pais apenas lhes exigem que passem (alguns nem isso!); ninguém lhes exige que aprendam, de facto, alguma coisa.
Pronto.
Estratégias??? É mostrar-lhes que, nos tempos que correm, mesmo aprendendo o que se lhes ensina, irão ter muita dificuldade em arranjar emprego, quanto mais não sabendo coisa nenhuma à saída de uma escola!....
Ler, compreender, fazer cálculos simples... como se pode arranjar emprego sem estes mínimos requisitos?
Disso ninguém quer saber.
É preciso é despachá-los com o 9º ano para as estatísticas. E, se não derem nada na escola, vão para o centro de Emprego da Guarda aprender a jogar futebol, que lhes dá equivalência ao 9º ano!
Vergonha!
E os professores? O que fazem?
Toca a preencher grelhas atrás de grelhas, umas obrigatórias, outras que os próprios DTs inventam (!!!), que no fim do ano conduzam a uma falsa sensação de melhoria nos resultados globais que se pretendem, por esta via, inflaccionar.
Mas que nada trazem de positivo ao Ensino propriamente dito.
As crianças não aprendem mais nem melhor por via das dezenas de documentos que os professores são obrigados a preencher de ora em diante.
Trata-se apenas de papelada para inspecção ver. Ou nem isso, que não há inspectores em número suficiente para ler um milésimo da papelada agora produzida nas milhentas reuniões intercalares praticamente inúteis que se estão a realizar por todo o país.
Inúteis porque nelas não se trata de pedagogia. Apenas de burocracia. Pura e dura. Papelada.
Em 3 horas de reunião não há um minuto para se tratar de estratégias pedagógicas sérias para debelar este ou aquele problema dos alunos.
Trata-se do preenchimento frenético de grelhas com a chamada «chapa 100». Ou seja, com o "carimbo" da treta do costume, treta esta igual a toda a treta similar que se está a produzir em todas as escolas por esse país fora.
Para inspecção ver.
Se os alunos de facto aprendem, ou porque não aprendem, isso já são pormenores para os quais acaba sempre por não haver tempo.
E também ninguém disso quer saber.
Há é que preencher grelhas e mais grelhas a contra-relógio e, mesmo assim, as reuniões que deviam demorar hora e meia acabam por demorar 3.
É preciso é estancar o envergonhante abandono escolar e que as crianças passem de ano quer saibam alguma coisinha, quer não.
Isto é que é preciso ser dito e denunciado!
A palavra de ordem do Ministério é: PASSEM-NOS! PASSEM-NOS!!!
Este belo texto de Maria João Teles reflecte esta triste e envergonhante realidade a que estão submetidos os professores e a escola de Portugal hoje em dia.
A não perder.
Tristeza
(...)
Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog ( até me esqueço dele!) e desabafar.
Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia.
Desabafar porque estou a sentir-me inútil, enxovalhada, descartável e uma peça partida de um jogo de xadrez qualquer, jogado por aprendizes dessa arte ancestral e que requer tanto inteligência como habilidade. Ou será que se tratam antes de foliões que, num pub rasca qualquer, vão atirando dardos a um alvo para passarem o tempo?
Desabafar porque, quando me perguntam qual é a minha profissão, eu já não sei se devo responder orgulhosamente "Sou professora!" ou, em vez disso, "Faço parte de uma companhia circense e, conforme o dia, vou sendo a mulher-palhaço, contorcionista, malabarista, domadora de feras...Olhem! Acumulo funções!"
Aproximam-se a passos largos os meus quarenta e três anos. Desde os seis que estou ligada ao ensino. Nunca cheguei a sair da escola. Fui aluna e depois professora. Comecei a leccionar ainda como estudante universitária e esta profissão faz parte de mim como a minha pele. No entanto, hoje sinto-me como uma cobra: com uma urgente necessidade de a mudar e arranjar uma nova.
Pela primeira vez, questiono a sabedoria da escolha que fiz relativamente à minha profissão. Escolha consciente, diga-se em abono da verdade...a culpa foi toda minha, ninguém me obrigou e pessoas avisadas bem me alertaram.
Mas, também existiam outras que pensavam de forma diferente.
Relembro nomes de antigos professores... daqueles que, por si só, já eram uma aula e não precisavam de recorrer a metodologias e estratégias inovadoras (já agora...se alguém souber de alguma que ainda não tenha sido tentada, não seja egoísta e partilhe-a comigo...eu já não consigo inventar mais!).
Recordo como esses professores me incentivaram a seguir esta carreira-"Foste feita para ensinar, miúda! Vai em frente!"- e como um deles, quando o encontrei já bem velhote, comentou com um sorriso "Eu bem sabia! Sempre lá esteve o bichinho!"
Que diriam, todos os meus professores que já partiram, sobre tanto decreto regulamentar que, em vagas sucessivas, vai transformando a nossa Escola e os seus professores num circo de muito má qualidade, cheio de artistas saturados, humilhados, mal pagos e fartos de trabalharem num trapézio sem rede?
Sou regulada por um Ministério que espera que eu seja animadora cultural, psicóloga, socióloga, burocrata, legisladora, boa samaritana, mãe substituta...
Espera-se que tenha doses industriais de paciência e boa vontade, que me permitam aguentar a falta de educação de meninos mal formados, de meninos dos papás, de meninos que estão na escola apenas porque não têm ainda idade para trabalhar (porque bom corpo isso têm!), de meninos que estão na escola a enganar os pais, que até se deixam enganar por conveniência, de meninos que frequentam os Cursos de Educação e Formação e os Profissionais porque acham que é uma forma de fazer turismo com os livros debaixo do braço (desculpem, enganei-me...vou rectificar- "sem os livros debaixo do braço"), de meninos que vêm para a escola para não deixarem que outros meninos, estes últimos sim, com aspirações e provas dadas, possam seguir em frente até serem os homens que os primeiros nem sequer conseguem projectar mentalmente...
Além disso, tenho reuniões: de departamento, de conselho de turma, de equipa pedagógica, de Assembleia de Escola (pois foi...também caí na patetice de aceitar presidir a este órgão...mais uma vez a culpa foi minha, pois pessoas avisadas bem me alertaram!), de grupos ad-hoc, de reuniões para decidir quando faremos mais reuniões...
Tenho legislação para ler. Labirintos de artigos em que o próprio Minotauro marraria vez após vez num ataque de fúria! Um dédalo legislativo, no qual nem Teseu conseguiria encontrar a ponta do fio.
Há papelada para preencher. Pautas dos profissionais, grelhas de observação para cada um dos alunos, registos das actividades de remediação...
Não esquecer a reposição de aulas. As dos alunos que faltam por doença, por namoro, por jogo dos matraquilhos...desde que a justificação do Encarregado de Educação seja aceite, lá tenho eu de arranjar actividades de remediação para quem não quer ser remediado!
Proibi a mim própria adoecer, visto que também tenho de repor essas aulas, mais as das greves, as das visitas de estudo dos alunos nas quais a minha disciplina não participa ( mesmo estando eu a cumprir o meu horário na escola...não faz mal, depois ofereço um bloco ou dois de noventa minutos gratuitamente!), as das minhas ausências em serviço oficial...
A questão é saber quando e como vou repor essas aulas, dado que o meu horário e o dos alunos é incompatível durante os períodos lectivos! Claro que isso não faz mal: dou dias das minhas férias! Afinal, não consta por aí que os professores estão sempre a descansar?
Tenho aulas para preparar. Testes e trabalhos para corrigir.
Devo investir na minha formação. Quando? Como? Onde?
E isto é a ponta de um rolo de lã que, bem aproveitadinho, dava uma camisola e pêras! Ou então uma camisa de onze varas!
Fazendo o ponto da situação, sobra-me pouco tempo para aquilo que gosto realmente: ensinar.
Pouco tempo para aquilo que me dá prazer: fazer circular o conhecimento.
Pouco tempo para conseguir que esse conhecimento ocupe o espaço que, na maioria dos casos, é ocupado por uma crassa ignorância.
Agora, dizem-me que vou ser avaliada ( tudo bem, não tenho nada contra o ser avaliada...talvez assim, com as novas emoções, eu descongele, pois há tanto tempo que estou no frigorífico laboral!), mas parece-me que vou voltar a uma espécie de estágio ainda pior do que aquele que enfrentei há dezassete anos atrás.
Tenho receio que as escolas se transformem num circo ainda maior.
Um circo de palhaços ricos e palhaços pobres.
Um circo de compadrios e vingançazinhas pessoais.
Um circo em que uma meia dúzia de artistas vai andar vestido de lantejoulas e seguido de cãezinhos amestrados, uma outra meia dúzia vai tornar-se perita na arte do contorcionismo, para evitar obstáculos, e a grande maioria da companhia vai ter de engolir fogo para o resto da vida profissional.
Ah! Não posso esquecer que, se tudo correr de feição a este Ministério da Deseducação, até o senhor Zé da padaria vai poder presidir a um órgão de gestão das escolas.
Esta não é a profissão para a qual eu me preparei anos a fio.
Por isso, estou triste.
Estou triste.
E não escrevi sobre tudo a que tinha direito.
E esta tristeza, para que eu a consiga despejar convenientemente, tem de ser escrita, gravada com letras...não me chega falar dela.
Até porque, ultimamente, também já não me apetece falar.
Postado por FM http://reinodamacacada.blogspot.com/
Se é jovem, não tem experiência
Se é velho, está superado
Se não tem carro, é um coitado...
Se tem carro, chora de "barriga cheia"
Se fala em voz alta, grita
Se fala em tom normal, ninguém o ouve...
Se não falta às aulas, é um tontinho
Se falta, é um "turista"
Se conversa com outros professores, está a falar mal dos alunos
Se não conversa, é um desligado
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos
Se não dá a matéria, não prepara os alunos
Se brinca com a turma, arma-se em engraçado
Se não brinca, é um chato
Se chama a atenção, é um autoritário
Se não chama, não se sabe impor
Se o teste de avaliação é longo, não dá tempo
Se o teste de avaliação é curto, tira as chances dos alunos
Se escreve muito, não explica
Se explica muito, o caderno não tem nada
Se fala correctamente, ninguém entende
Se fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário
Se o aluno é reprovado, foi perseguição
Se o aluno é aprovado, o professor facilitou.
É verdade, o professor está sempre errado! ? !
Mas, se você conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.
«--- De acordo com ponto 2 do Artigo 9.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, (itens de referência para os objectivos individuais), passo a apresentar os meus objectivos e respectivas estratégias.
a) A melhoria dos resultados escolares dos alunos;
Pretendo baixar o insucesso dos meus alunos, a matemática, de 25% para 20% . No ano anterior a turma tinha 20 alunos dos quais 5 tiveram insucesso (25 %); como este ano a turma aumentou para 25 alunos, se os mesmos 5 não obtiverem sucesso terei uma percentagem de insucesso de 20%. Estou de parabéns. (P.S: Não esquecer de pedir para voltarem a aumentar a turma para o próximo ano).
Estratégia II: não me aumentando a turma, e como o Ministério diz que não precisam de ter aproveitamento a matemática (podem transitar com nível 2 a duas ou três disciplinas), vou oferecer 2€ sempre que um aluno tenha positiva num teste. (P.S: se 2 € não resultar terei de pensar em 5€ e já não vou de férias para a praia ).
b) A redução do abandono escolar;
Pretendo obter 4% de abandono escolar, que corresponde a 1 aluno cuja família é constituída por pais toxicodependentes;
Se durante o ano lectivo a avó materna que cuida de um dos alunos, por este ter sido abandonado pelos pais, vier a falecer (já tem 80 anos) ou ficar incapacitada de cuidar dele, comprometo-me a adoptá-lo para cumprir os objectivos da minha avaliação;
Quanto aos que mudarem de residência sem efectuarem transferência, encarregar-me-ei de descobrir a nova morada e contactá-los pessoalmente para que assinem os papéis da transferência (P.S: espero que nenhum dos ucranianos regressem ao seu país pois a 5€ por positiva, não vou poder ir à terra deles tratar dos papéis);
c) A prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem;
Comprometo-me a prestar apoio a todos explicando individualmente a matéria que tinham que estudar e resolvendo os exercícios que tinham para TPC, mas que não fizeram pois como me disseram "tenho mais que fazer que ir para casa fazer TPC's"; (P.S: 90 min de aula a dividir por 25 alunos dá 3,6 min a cada um; será que aquela programação de matemática que previa 8 aulas para uma unidade contou com este tempo?);
d) A participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão do agrupamento ou escola não agrupada;
Como não sou titular só poderei ser director de turma, o que farei se me atribuírem o cargo (que remédio); (P.S: se não me derem o cargo de DT será que ficarei em falta? Se calhar é melhor pedir para, por favor!, por favor!,
me darem o cargo);
e) A relação com a comunidade
Proponho-me a estabelecer boas relações com a comunidade, não reagindo se for insultado ou agredido por alunos ou EE.
Não sei se é com a escolar se é com a local por isso pelo sim pelo não estou a pensar organizar uma recepção, com buffet claro, a todos os alunos e EE e convidar também os elementos da Junta de Freguesia (P.S.: se não me deixarem fazer a recepção na escola tenho de alugar um espaço.
NOTA: se alugar o espaço à Junta até estou a contribuir para as boas relações, pois uma rendazita é sempre bem vinda para a autarquia).
Agora não posso pensar em mais itens; a minha mulher está-me a chamar para atender um aluno que tem os pais desempregados e veio cá a casa buscar umas merceariazitas, enquanto não chega o subsídio de desemprego. É que a mãe já me disse que na situação em que se encontram, não tem dinheiro para mandar o miúdo à escola, mas eu não posso aumentar a taxa de abandono...
Isabel Fidalgo

Extinção do ensino musical especializado no 1º ciclo
Por decisão ministerial as escolas públicas de música (vulgo Conservatórios) vão ser impedidas de dar aulas ao 1º ciclo (chamados cursos de iniciação). Assim, os actuais e futuros alunos (dos 6 aos 9 anos de idade), se quiserem continuar a estudar música, terão de frequentar aquilo que o estado passa a oferecer gratuitamente, as actividades de enriquecimento curricular (AEC), o que representa passar de um currículo de 6 horas semanais com estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática, para uma actividade de currículo ainda desconhecido, provavelmente com a duração de apenas duas horas semanais.
Se por acaso o aluno quiser continuar com a mesma formação que as actuais iniciações oferecem, terá de se inscrever numa escola particular, deixando de pagar a propina anual da escola pública (em Lisboa é de 45€) para passar a desembolsar grandes quantias em dinheiro.
Ao tomar esta atitude de alargamento da oferta de ensino musical através das AECs, e de inviabilizar o ensino do 1º ciclo (iniciações) nos Conservatórios, o Ministério impede o ensino especializado de oferecer um ensino de qualidade que visa o desenvolvimento da criança na idade ideal para o início da formação como instrumentista. (Suzuki, Gordon, Manturzewska, Lhemann, Schuter-Dyson, Sosniak, Bloom).
A razão pela qual se extingue o 1º ciclo das escolas públicas de ensino especializado de música não tem como finalidade uma verdadeira democratização do ensino musical, assumindo declaradamente uma componente apenas de formação genérica, visando competências diferentes das que actualmente os Conservatórios oferecem para estas cargas etárias. A verdadeira razão encontra-se sim na necessidade de libertar os docentes que actualmente leccionam as iniciações, procedendo ao seu despedimento e posterior reconversão para leccionarem as AECs, pelas quais serão remunerados abaixo do seu actual estatuto, pois o Ministério sabe que nem a médio prazo terá docentes em número suficiente para a tal generalização do ensino da música ao 1º ciclo.
Trata-se pois apenas de uma operação de engenharia financeira sem ter em conta a degradação de qualidade que este novo sistema irá introduzir no ensino da música. Este novo sistema irá produzir indubitavelmente efeitos perversos e anti-democráticos pois terão naturalmente preferência na admissão às escolas públicas (a partir do 2º ciclo) aqueles candidatos que demonstrem maiores competências, competências essas que passarão a ser exclusivo do ensino particular a preços elevados. Haverá um favorecimento daqueles que têm maior capacidade económica para proporcionarem essa formação aos seus filhos em detrimento da criança de meios sócio - económicos mais desfavorecidos.
Não se deve, com o pretexto da criação de um ensino generalizado da música, extinguir o ensino vocacional (especializado).
Regime de Frequência Supletivo
Sua Extinção
Com a intenção de reduzir a frequência destas escolas apenas ao regime integrado, será negada a existência tanto do regime supletivo como do articulado.
O regime articulado permite às famílias organizar a formação dos seus educandos através de uma articulação de tempos lectivos e de escolas, nomeadamente permitindo a escolha da escola básica e a gestão do seu currículo.
Simultaneamente, o regime supletivo permite às famílias escolherem as escolas e sobretudo ao aluno não ter que ficar agarrado apenas à opção música, realizando dois percursos paralelos até que a sua decisão de formação esteja definida.
Com especial furor ataca o Ministério da Educação o regime de frequência supletivo. Este regime de frequência caracteriza-se por permitir ao aluno frequentar as disciplinas musicais no Conservatório e as do ensino geral na escola de sua escolha. Afirma o Ministério que este regime de frequência se caracteriza por ser um ensino avulso no qual o estudante poderá ele próprio compor o seu currículo, sem obrigação de nenhum tipo de regras de precedências, podendo eternizar a sua presença na escola. Mais afirma o Ministério que o regime supletivo não permite uma certificação no final do ensino secundário visto o aluno poder optar por um diploma de ensino secundário de outra vertente, naquela em que frequenta as disciplinas não musicais. Não havendo certificação , não há sucesso escolar, conclui sem mais nem menos o Ministério. Para a 5 de Outubro os Conservatórios não formam alunos.
Vejamos o que realmente caracteriza este regime de frequência , aquele que é escolhido pela grande maioria dos alunos e encarregados de educação:
1º - Os alunos do regime supletivo são obrigados até ao final do 3º ciclo a frequentarem exactamente o mesmo nº de disciplinas que os alunos dos outros regimes, a saber: integrado e articulado. Obedecem às mesmas regras de precedência e de estudos.
2º - Durante o ensino secundário nesta escola, são obrigados a frequentar anualmente pelo menos três disciplinas, a saber, instrumento, formação musical e classe de conjunto. Também aqui o aluno não pode frequentar apenas uma só disciplina.
3º - O aluno do regime supletivo raramente obtém um diploma secundário de música pois já o obteve ou vai obter na via e curso que frequentou na outra escola secundária onde realizou a formação não musical.
4º - Não. O facto de se emitirem poucos diplomas secundários de ensino da música não é sinónimo de insucesso escolar, pois não exigindo o ensino superior da especialidade nenhuma classificação específica do ensino secundário de música, o aluno prefere fazer uma preparação paralela num curso científico-humanístico e logo que se sente preparado concorre para o ensino superior de música ou sai para a vida profissional. Será necessário deixar aqui claro que para se exercer uma profissão no campo da música, os diplomas não são necessários pois as pessoas têm que passar uma audição pratica para obterem o lugar. A única ocasião de que precisam de um diploma é para seguirem a carreira de ensino e para esta necessitam sim do diploma mais qualificado que é o do ensino superior e não o secundário.
5º - Provando que a não obtenção de diploma secundário de música não é sinónimo de insucesso escolar poderemos verificar que só na Escola de Música do Conservatório Nacional nos últimos seis anos 125 alunos seguiram os seus estudos superiores e cerca de 183 alunos foram para a vida profissional , ou seja a Escola foi o veículo escolhido pelos alunos para lhes dar a formação necessária para seguirem carreira. O Ministério deveria encontrar uma solução para este problema da certificação e não limitar-se pura e simplesmente a acabar com o regime de frequência supletivo.
6º - A verdadeira razão porque se acaba com o ensino supletivo e se recomenda que nas escolas públicas apenas se pratique o regime integrado está agora à vista, quando sabemos que o interesse fulcral da Ministra da Educação é a extensão das AECs vertente música, a todas as escolas do 1º ciclo. Para isso necessita de docentes. A Srª Ministra sabe que só assim obterá escolas muito mais pequenas implicando o despedimento de professores a nível dos 2º , 3º ciclos e secundário. Estes docentes servirão naturalmente para ministrarem as AECs.
7º - É fundamental que os Pais e Encarregados de educação percebam que a coberto de uma pseudo “democratização” do ensino da música se vai na realidade reduzir a prática musical apenas às AECs, e sobrecarregar as finanças familiares se se optar por prosseguir com uma formação específica agora apenas numa escola privada. De notar igualmente que com a extinção do regime supletivo se está a obrigar muito mais cedo o encarregado de educação a tomar a opção de uma carreira para o seu filho, visto só ser possível o ensino integrado nas escolas públicas, o que é obviamente difícil e claramente indesejável.
8º - É ainda preciso considerar o curso de canto, frequentado totalmente em ensino supletivo por alunos maiores de 17 anos, de acordo com as regras até hoje em vigor e definidas em Regulamento Interno, cuja viabilidade continua por discutir.
Pelo que foi dito nos números anteriores, poderemos afirmar que o regime de frequência supletivo é credível e formador de músicos em igualdade de circunstâncias com qualquer outro regime de frequência, e que a sua diabolização pelo Ministério obedece apenas a interesses de ordem financeira e não pedagógica.
Estamos ainda a cercear o direito de escolha dos encarregados de educação.
aprovado
na Reunião Geral
de 30 de Janeiro de 2008

No primeiro contrato, o advogado João Pedroso - irmão de Paulo Pedroso - comprometia-se a fazer um levantamento das leis sobre a Educação e ainda a elaborar um manual de direito da Educação. O trabalho deveria estar concluído até Maio de 2006, mas tal não aconteceu. Apesar de não ter sido concluído nos prazos previstos, o advogado recebeu a remuneração.
Ainda assim,o ministério fez depois com João Pedroso um novo contrato com os mesmos objectivos, mas a pagar uma remuneração muito mais elevada. Em vez dos iniciais 1500 euros por mês, João Pedroso passou a receber 20 mil euros/mês.
Perante estes factos, o ministério da Educação justifica-se dizendo que os objectivos do primeiro contrato não foram cumpridos por erro de avaliação. O secretário-geral do ministério assume as responsabilidades da tutela. Ao Rádio Clube, João da Silva Baptista diz que o ministério não soube avaliar o volume de trabalho que entregou à equipa liderada por João Pedroso da primeira vez.
Por causa do erro de avaliação, o ministério da Educação acabou por ficar sem possibilidade de exigir a João Pedroso para acabar o trabalho pelo qual foi pago e decidiu por isso pagar mais e renovar o contrato.
João Pedroso, contactado pelo Rádio Clube, recusou comentar os contratos que assinou com o ministério da Educação, remetendo todos os esclarecimentos para o Governo.
Uma notícia Rádio Clube investigada pelo jornalista Nuno Guedes
À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, poucos são os meus colegas que vão percebendo o que eu bem me esforço por tentar transmitir-lhes em conversas informais e até em reuniões sindicais, e que hoje se tornou público.
A culpa é, claro, minha.
Consigo fazer-me entender até pelos alunos com maiores dificuldades mas não consigo o mesmo junto da maior parte dos colegas.
Ninguém é perfeito.
Vou tentar aperfeiçoar a minha linguagem gestual...
AOS PROFESSORES E EDUCADORES
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
Como a FENPROF exigia, Ministério da Educação obrigado a alterar prazos!
É do conhecimento das escolas a seguinte informação emitida pela DGRHE:
Na próxima sexta feira serão divulgadas na página do ME as fichas de avaliação dos docentes.
Sobre esta matéria o SPRC/FENPROF informa que as mesmas, de acordo com compromisso assumido pelo ME, deverão ser objecto de discussão com os Sindicatos, além de que só após a sua publicação em Despacho previsto no ECD e no Decreto Regulamentar 2/2008, as mesmas serão válidas.
Para além disso, deverão ainda ser objecto de análise pelo Conselho Científico da Formação Contínua, o qual ainda não está constituído.
Refere, ainda, a nota da DGRHE que:
A contagem dos prazos definidos no art.º 34.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na Internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação dos professores.
Ora, confirma-se, então, a análise que o SPRC/FENPROF e muitos Conselhos Pedagógicos das escolas fizeram da situação, designadamente face a decisões prematuramente tomadas neste âmbito em algumas escolas, por força de pressões ilegítimas e ilegais provenientes do ME.
O SPRC apela a todos os docentes que se mantenham vigilantes no sentido de impedir que prossigam novos atropelos à lei e que de imediato, caso existam, os comuniquem, dirigindo-se a qualquer sede ou delegação do SPRC, designadamente na fase de definição dos objectivos individuais de avaliação.
NOTA IMPORTANTE:
Colega,
O ME, com a sua habitual falta de competência e de responsabilidade, lançou nas escolas a confusão ao não cumprir, em um ano, as suas obrigações legais, mas exigiu às escolas que, em 20 dias, desenvolvessem procedimentos impossíveis de concretizar nas condições e nos prazos estabelecidos.
Contudo, e é essa a questão mais importante, a FENPROF reafirma a necessidade de uma avaliação do desempenho orientada, de facto, para a melhoria dos resultados dos alunos e o desenvolvimento profissional dos professores e educadores, o que, manifestamente, não decorrerá da aplicação do modelo imposto pelo ME!
A Direcção
avaliacao profs
AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE GUEIFÃES
ESCOLA BÁSICA DOS 2º e 3º CICLOS DE GUEIFÃES
GUEIFÃES – MAIA ( código152020)
Exma. Senhora Ministra da Educação
A Comissão Provisória e o Conselho Pedagógico deste Agrupamento de Escolas entendem manifestar a V. Ex.ª a sua apreensão pelo facto de ser evidente a impossibilidade de dar cumprimento aos procedimentos estabelecidos no Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro, nos termos e nos prazos nele estabelecidos.
De facto, nos termos do artº 34º do referido diploma, nos primeiros 20 dias úteis após a sua entrada em vigor, deverão ser elaborados e aprovados os
instrumentos de registo e os indicadores de medida a que se referem os artigos 6º e 8º do mesmo diploma.
Ora é impossível dar cumprimento a este prazo que, sendo por si demasiado curto, está desde já diminuído porque, no Agrupamento, não se poderá desenvolver qualquer trabalho sustentado sem as orientações e sem a publicação de diplomas preconizados no próprio Decreto Regulamentar nº2/2008.
A título de exemplo, refira-se que para a elaboração dos instrumentos de
registo necessários à avaliação de desempenho devem ser consideradas as recomendações que forem formuladas pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Contudo, até à data, estas recomendações determinadas no nº 2 do artigo 6º ainda não foram divulgadas.
Por outro lado, as fichas de avaliação previstas no artigo 20º, que formalizarão a avaliação quantitativa dos diversos parâmetros classificativos, têm de ser objecto de despacho ministerial que ainda não foi divulgado.
Também, sem a publicação do Despacho previsto no ponto 2 do artº 12º, que
permita a delegação de competências de observação de aulas noutros professores titulares, é impossível à Comissão Provisória calendarizar a observação, pelos avaliadores, de, pelo menos, duas aulas leccionadas pelo docente conforme determina o ponto 1 do artigo 33º.
Estão o Conselho Pedagógico e a Comissão Provisória convictos que a observação de aulas, nos termos estabelecidos no artº 33, é manifestamente impossível de concretizar em departamentos curriculares com elevado número de professores e também no 1º ciclo, mesmo que, neste último caso, possam ser dispensados da observação os docentes que não necessitem da avaliação para efeitos de progressão na carreira.
Para além de todas as dificuldades na implementação do Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro, acresce ainda o facto de este Agrupamento ter os departamentos organizados de forma distinta da estabelecida no Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio. É que, em 15 de Janeiro, na página da DGRHE surge a informação que, para efeitos de avaliação, os departamentos curriculares deverão estar organizados de acordo com o Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio. Ora, na data da divulgação do Decreto-Lei n.º 200/2007 de 22 de Maio, foi entendido que a organização departamental neste preconizada apenas visava o concurso para professores titulares.
A informação agora divulgada coloca em causa toda a lógica que preside ao funcionamento dos departamentos, e que está na base da sua organização, e cria também a confusão entre os actuais coordenadores no que diz respeito às competências de cada um.
Para além disto, se se tiver que alterar, neste momento, a organização do Agrupamento, formar-se-ão departamentos ainda mais gigantescos e mais obstáculos se colocarão aos coordenadores no desempenho das suas funções.
Por último, e porque consideram muito importante, não podem os órgãos
signatários deixar de referir que a enorme quantidade de legislação recentemente publicada e as inúmeras solicitações dos Organismos de Administração Central, a que o Agrupamento tem que dar resposta num curto espaço de tempo, estão já a colidir não só com a capacidade de reflexão necessárias à concepção de respostas adequadas como também com o tempo necessário à preparação eficiente das aulas e do trabalho delas decorrente.Tomada de posição da Comissão Provisória e do Conselho Pedagógico, aprovada por unanimidade, em reunião do Conselho Pedagógico realizada em dezasseis de Janeiro de dois mil e oito.
A Presidente da Comissão Provisória
(Maria de Lurdes Machado)
A Presidente do Conselho Pedagógico.
(Maria da Graça Zenhas)
Eu não consigo explicar isto aos meus colegas lá na escola.
Não lhes consigo fazer ver o que é claro para quem esteja por dentro do processo agora inventado e que é absolutamente desconexo.
E que a estupidez da legislação colidente feita às 3 pancadas para confundir os professores, mais ainda do que já estavam, é impossivel de ser cumprida.
Desisto.
Mas, felizmente, nem todos os professores são tão desinformados, "distraídos" e medrosos como a esmagadora maioria dos que eu conheço.
Nós estamos, de facto, no Portugal profundo.

Palavras para quê?
Os professores merecem MESMO tudo o que lhes acontece...
E piores coisas virão.
É preciso acabar com os professores.
Esmagá-los até à quinta casa. Reduzi-los ao que de mais baixo há.
Porque eles deixam.
Há que aproveitar...
Tenho-o dito muita vez e aqui fica, uma vez mais, a prova.
Não há, em Portugal, classe mais demitida dos seus direitos que a dos professores.
Por isso o ME faz deles o que quer.
Implementam-se nas escolas novos procedimentos de avaliação mesmo antes de a lei que os contempla ter sido publicada.
A TLEBS é a evidência da mixórdia intelectual que grassa nas escolas.
Editoras editam manuais e profs acotovelam-se em acções de formação para aprenderem as novas designações... que depois acabam por não ser aprovadas.
Quanto à perda de poder de compra?
Meu Deus! Eu vejo colegas meus a deslocarem-se mais de 100 kms diariamente para virem trabalhar em Seia... têm que almoçar por cá - alguns já trazem marmita - e tudo isto para ganharem cerca de 1000 euros?
Alguns nem isso levam para casa.
Como é possível?
Estão a pagar para trabalhar!
Esta gente não faz contas!?
O ME escraviza anualmente os professores e ninguém se revolta.
É bem feito.
Havia de escravizar ainda mais.
Ainda hei-de ver colegas à pancada por causa das cunhas para a subida a professor titular.... é só perceberem que em cada 1000 sobem 5...
O ensino e as escolas portugueses já não são o caos: são o Quénia...

Uma coisa este governo conseguiu: conspurcar a imagem dos professores para níveis até há pouco inimigináveis.
É comum ouvir-se nos foruns da TSF e da Sic Notícias uma boa percentagem de intervenientes enxovalhar, indignada, os funcionários públicos e os professores.
É comum ouvir-se, na rua, a populaça rosnar entre dentes contra os professores que são uns vadios, uns chulos, da igualha deles próprios, os rosnadores de esquina.
Chegamos, parece-me, ao bas-fond.
Não sei quantas profissões merecerão, neste momento, mais desprezo por parte da população mais estúpida e analfabeta da Europa do que a de professor.
E isso foi conseguido em apenas 2 anos.
É claro que a culpa é totalmente do imenso rebanho incaracterístico que é a classe dos professores que, ao demitir-se totalmente da luta pelos seus direitos, bem merece tudo quanto lhes acontece.
E merecia mais.
E mais lhe acontecerá.
Na ânsia louca de mostrar ao mundo que conseguiu transformar um pais de analfas num país de letrados, eis o que Sócras está a fazer a Portugal.
Sem mais palavras.
O último a sair apague a luz.

Um grande abraço de Parabéns ao corpo docente da minha escola que, pela primeira vez, fez greve a 54%!
Quando pensamos que no dia 30 de Maio último fizemos 3... forçoso é concluir que a consciencialização dos professores aumentou muito desde então.
Pelo menos para metade deles, a ética e a consciência cívica já valem mais do que os 40 euros que perderam.
Obrigado por nós e pelos alunos que serão os futuros homens do amanhã neste país demitido de todos os seus Direitos.
FAZER GREVE: SIM, CLARO!
Ninguém faz Greve só porque gosta de fazer Greve!
Ou seja, ninguém acorda de manhã e diz:
— Hoje está a apetecer-me fazer uma grevezinha!
Não! Quem faz greve:
a) tem de recuperar o trabalho que tinha preparado para aquele dia nas aulas que se seguirem.
b) perde dinheiro do seu salário, que tanto lhe faz falta.
c) por vezes, ainda tem de ouvir umas bocas de alguns oportunistas que se aproveitam do resultado das greves.
d) sujeita-se aos olhares de quem não percebe a importância social e politica da realização de uma greve.
Ninguém faz greve por gosto. Mas às vezes tem mesmo de ser. Ao fazer-se Greve toma-se uma posição forte perante o poder e a opinião pública!
Uma greve faz-se depois de se chegar a um ponto em que não há alternativa. Um ponto em que se pensa que é necessário tomar uma posição muito forte. Umas vezes faz-se uma manifestação… outras uma concentração… Mas, agora, neste momento, o que vamos fazer é uma Greve.
Toda a gente sabe por que se faz esta Greve no dia 30 de Novembro. Ou não sabe?
Faz-se greve porque:
— achamos inadmissível ter perdido tudo o que ganhámos na revisão da carreira de 1998 com as revisões salariais anuais…
— o governo prometeu recuperar poder de compra e só quer aumentar-nos 2,1% em 2008 (muito abaixo da inflação)…
— não aceitamos perder a nossa nomeação definitiva e passarmos a contrato, sujeitando-nos à pressão do despedimento…
— não aceitamos que continuem milhares no desemprego e alunos sem aulas, sem apoios, e turmas com demasiados alunos…
— achamos inadmissível que os aposentados descontem o que já andaram a pagar durante dezenas de anos…
— não queremos uma aposentação com pensões de miséria…
— exigimos respeito! Respeito pelo facto de sermos trabalhadores que dão o melhor, por vezes sem condições materiais e logísticas adequadas. Respeito pelo facto de termos direito a sermos representados pelos nossos Sindicatos à mesa das negociações e em negociações sérias.
Pois é, não pode haver desculpas!…
Colega,
Se não fizer greve no dia 30 de Novembro ninguém lhe vai perguntar por que razão não a fez. À noite, esse acto de furar uma greve será lido como apoio ao Governo.
Sim, é isso mesmo! Dirão: Aqueles estão de acordo com a política seguida pelo governo!
Se é contra esta politica que nos destrói a profissão e os serviços públicos de qualidade, FAÇA GREVE!
FORÇA! CORAGEM! LUTE!
A Direcção do SPRC

Este caso, que circula na net, ilustra com toda a dimensão aquilo que se vive nas escolas do interior. 90% dos pais são analfabetos funcionais. Praticamente 100% (senão mais...!) vêm a escola unica e exclusivamente como um armazém das crianças que têm. O que se lá passa pouco importa e quanto mais tarde fechar, melhor. De preferência que lhes dessem lá o jantar...
A esmagadora maioria dos pais do interior não faz a mais pequena ideia de quais são os objectivos da Escola. Mandam para lá os filhos porque é assim que toda a gente faz. E porque dá muito jeito, durante o dia. É menos uma grande preocupação.
Este é, infelizmente, o nível de compreensão da maioria do povão do interior (há excepções, claro) relativamente à escola. E, da mesma forma que não se consegue pôr uma foca a falar francês, ninguém tenha a veleidade de explicar o que quer que seja com alguma profundidade aos "encarregados de educação" desta geração.
Uma coisa, no entanto, é certa e eu tenho vindo a alertar os meus colegas para ela há já alguns anos: a profusão de trabalhos de casa que demasiados professores marcam é absolutamente proibitiva de uma vida social em casa.
E até do tempo mínimo de repouso a que têm direito os (poucos) alunos que os tentam fazer.
Uma coisa é eles não terem tempo para ver as novelas insultuosas para qualquer inteligência mediana que passam nos 3 - três - canais comerciais abertos; nesse sentido os trabalhos de casa são até um elemento positivo para a desalienação progressiva das camadas mais jovens do interior. Mas o que é demais também é prejudicial.
E, os meus colegas que me desculpem, mas marcar diariamente trabalhos de casa aos alunos - a todas as disciplinas - é tão estúpido como a resposta que esta mãe deu à professora.
Benza-os Deus!...
Ao "obrigar" dos professores a passarem os alunos que se recusam a aprender já estavamos todos habituados.
Ai do professor que chumbe um cábula: não progride na carreira, passa o verão a produzir relatórios justificativos e o ano seguinte com um inspector à perna.
Mas agora o requinte de malvadez da ministra vai mais longe:
O aluno passa mesmo que não vá às aulas.
Basta que realize uma qualquer prova de recuperação e toca a andar.
Quer dizer: obriga-se o professor a trabalhar mais, porque o aluno decide faltar às aulas!
Se o professor não quiser ter chatices para o resto da vida, tem que lhe fazer uma prova em que se pergunte o nome do cábula e pouco mais.
Mas não se pense que a perfídia e o insulto à inteligência dos professores acaba aqui: nada disso!
Se o aluno se recusar a fazer essa prova (feita para ele passar), ou se por algum motivo - não descortinável por ninguém em seu perfeito juízo - ele chumbar nessa prova, continua a não haver problema.
«o Conselho de Turma ponderará a justificação das faltas, determinando um plano de acompanhamento especial e a realização de uma nova prova»!!!!
À qual o cábula pode continuar a faltar.
Mas que o professor tem que produzir.
Palhaçada maior do que esta é, realmente, impensável.
O objectivo é claro:
Ir progressivamente esvaziando a autonomia para avaliar do professor.
Pretende-se fazer do professor um miseravel manga-de-alpaca que "pega" às 8:30 e "despega" às 5:30.
Não é preciso - nem desejável, pelos vistos - que ensine nada a ninguém.
Mas mesmo que o professor tenha esse mau feitio de querer ensinar alguma coisinha a quem não quer aprender (e ganha agora o apoio do Estado para manter essa atitude), é forçoso que não avalie o que ensinou.
É absolutamente fundamental que todos os alunos passem de ano, mesmo que não saibam ler nem escrever o seu próprio nome, que é para que Portugal «se possa aproximar» dos países mais desenvolvidos da europa, que têm como escolaridade mínima obrigatória o 12º ano, há já muitos anos.
Como a Letónia, a Bulgária, a Ucrânia, a Bielorrússia...
Ílhavo, 22 de Outubro de 2007
Senhor Presidente da República Portuguesa
Excelência:
Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: "Talvez V. Excia não saiba bem quanto!"
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer "Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!!
Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: "Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?"
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas "Entram, sentam-se e calam-se!"
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como "obrigado", "por favor" e "desculpe" e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente "Mas o que é que este quer agora?" e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno "não está na sala", está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem "esquecidas" em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: "Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!" mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!
5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!
6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para "tirar o 9º ano".
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola...
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!
7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, "enfrentar", já que de uma luta se trata...), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, mas a um bacharelato...).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.
Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira...
Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo...
Atenciosamente
Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
3830 - 203 ÍLHAVO
Parece que a educação está em reforma. Sempre esteve, aliás. Vinte e tal ministros da Educação e quase cem secretários de Estado, em pouco mais de trinta anos, estão aí para mostrar o enorme esforço despendido no sector. Uma muito elevada percentagem do produto nacional é entregue ao departamento governamental responsável. Este incansável ministério zela por nós, está atento aos menores sinais de mudança ou de necessidade, corrige infatigavelmente as regras e as normas. Neste 5 de Outubro, dia da República, o chefe de Estado e o presidente da Câmara de Lisboa não se esqueceram de considerar a educação a mais alta prioridade e a principal causa do nosso atraso. Nesse mesmo dia, mão amiga fez-me chegar o último exemplo do esforço reformador que anima os nossos dirigentes. Com a devida vénia ao signatário, o secretário de Estado Walter Lemos, transcrevo o seu despacho normativo, cuja leitura em voz alta recomendo vivamente:
O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário.
Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial.
Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 de Novembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
A existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricular efectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade de se proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação, quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação, quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º 550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º 550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º 1673/2004, de 7 de Setembro.
Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino:
O que se segue é indiferente. São 11 páginas do mesmo teor. Uma linguagem obscura e burocrática, ao serviço da megalomania centralizadora. Uma obsessão normativa e regulamentadora, na origem de um afã legislativo doentio. Notem-se as correcções, alterações e rectificações sucessivas. Medite-se na forma mental, na ideologia e no pensamento que inspiram este despacho. Será fácil compreender as razões pelas quais chegámos aonde chegámos. E também por que, assim, nunca sairemos de onde estamos
Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei.
Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na "ciência" que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de "projectos e missões do Ministério da Educação" e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por "doutor", título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.
Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. Secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da república, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei. Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota.
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliarão da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: "Quem mais conhece melhor ama." Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na "medição" da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como "skill cognitivos". Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias "grelhas de análise". Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno "interrompe o professor", se "não cumpre as tarefas em grupo" e se "ajuda os colegas".
Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N
em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes `desculpas de mau pagador', sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit.
O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas "ciências exactas", não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro ministro.

De regresso ao negócio multimilionário e mafioso das editoras, os alunos têm agora que comprar não um, mas 2 livros por disciplina e cada um deles mais caro 3,1% do que os preços normais.
Estima-se que cada família tenha que gastar mais 50 euros por cada filho no ensino básico e até 150(!!!!) euros, por aluno no 12º ano.
Viva Portugal!
Eu só gostava de estar 1 minuto numa sala, a sós, com o infame que ontem teve o desplante de vir dizer que «agora os livros vêm sem exercícios para servirem para os anos seguintes»!!!!
Atenção! Não é para obrigar cada aluno a comprar 2 livros: o manual e o livro de exercícios! Nada disso! Porque este governo não está cá para dar milhões às grandes editoras e tipografias...
Eu explicava-lhe rapidamente a quem é que ele devia ir insultar a inteligência...

Ainda ninguém falou em fazer greves nenhumas, nem sequer às aulas - aliás o calendário e a estratégia de luta a encetar para o próximo ano lectivo vamos nós (os delegados e dirigentes sindicais) discuti-la a 5 e 6 de Setembro, em Coimbra - e já se faz propaganda do acórdão do Supremo sobre os serviços mínimos aos exames.
Não será importante mas, na minha opinião, não deve a Fenprof marcar greves convencionais nenhumas.
Nem para a época de exames nem para a época de avaliação.
Porque essa luta está gasta, não funciona, é contraproducente na medida em que as greves convencionais têm cada vez menor adesão.
Os pobres professores não podem prescindir dos 50 euros que perdem por cada dia de greve.
É triste mas é a realidade.
Então qual o caminho a seguir?
Perdoar-me-ão mas vou apresentar a minha estratégia primeiro nessa reunião e depois terei todo o gosto em publicá-la aqui.
É que há muito olho indiscreto a ler estas simples linhas e a usar a informação privilegiada para se preparar na sombra.
Para fintar a bufaria instituída, há que agir de forma inteligente. . .
O acontecimento de ontem: a inefável ministra de costas voltadas para um grupo de jovens sentados em carteiras vazias, um mês depois das aulas terem terminado!
Perguntar-se-ia:
Estariam num colégio privado, daqueles onde a classe política mais corrupta do mundo enfia os filhotes, para que não se misturem com o povão?
Não!
Estariam numa escola modelo, daquelas com as quais a ministra negoceia contratos especiais e experiências-piloto, que depois nunca servem para coisíssima nenhuma?
Não!
Onde estariam então?
Num plateau, onde se gravam as novelas, com figurantes - neste caso, crianças contratadas para estarem ali aquele tempo que demorou a gravação daquela novela chamada: "telejornal".
De facto, um maravilhoso espectáculo de ficção ao vivo, onde tudo é mentira - desde os alunos, às salas, aos professores e ao preço dos quadros electrónicos - e em que até a própria notícia era falsa.
Começou por se dizer que ia ser distribuído um quadro mágico por cada sala de aulas, mas no final a própria ministra disse que seria um quadro para três salas.
Nada a que não estivessemos habituados.
Business as usual, no ministério da educação.
Propaganda as ususal, do governo.
Mediocridade e mentira as usual, com que se injecta o povão.
"Se me enganas uma vez, a culpa é tua.
Se passas a vida a enganar-me, a culpa é minha."
Anaxágoras.
Afinal as juntas médicas sempre serviam para alguma coisa...
Este governo não dá ponto sem nó...
O governo não responde ao descalabro das juntas médicas que têm condenado professores - e apenas professores! - a trabalhar até morrerem.
Sócrates declarou-se, há dias, indignado na comunicação social. Porém, ainda nada fez para mudar este estado de coisas. Prometeu uma rigorosa sindicância às juntas médicas. Mas, até hoje, ela não se iniciou.
Bastava, para isso, um simples despacho. Não há registo de qualquer despacho ou inicio de inspecção interna para se apurarem responsabilidades. Conclusão: As mesmas juntas médicas continuam a mandar 20 professores por hora para casa. Sem sequer falarem com eles. Nem há tempo para as pessoas se sentarem. Mal entram no gabinete, já está o papel preenchido com o indeferimento do pedido.
- Vá-se embora!
- Próximo!
A indignidade da perseguição aos professores doentes e impossibilitados - alguns em estado terminal - continua a acontecer, portanto, todos os dias.
Ontem, soube-se do caso de mais uma professora sexagenária, com cancro no colo do útero, que não consegue controlar as suas funções básicas, completamente incapacitada para trabalhar, a quem foi negada a reforma e enviada para a escola. Tem que se deslocar várias vezes por dia a casa.
Por outro lado - e eu já não acredito em coincidências em todo este processo - na imprensa escrita e televisiva retoma-se o ataque sujo à imagem dos professores, informando, por exemplo, que foi um PROFESSOR quem regou com gasolina a namorada QUE ERA PSICÓLOGA , MAS ISSO ESTRATEGICAMENTE NÃO SE INFORMA, e também foi uma PROFESSORA que assediou uma aluna em cascos de rolha.
Esta é mesmo uma notícia, de facto, porque o vulgar é acontecer o contrário... mas o requinte de malvadez com que se usa a forma pausada (para que todos percebam bem) que estes 2 casos envolvem PRO-FE-SSO-RES insere-se claramente na retoma da campanha de assassínio de carácter de TODOS OS PROFESSORES levada a efeito por este governo e religiosamente seguida pelos media lambe-botas do costume.
Senão vejamos:
Em todos os casos anteriores em que homens regaram mulheres com gasolina, ou que atiraram ácido à cara das namoradas, alguma vez se soube qual era a profissão dos agressores?
Não.
Porque não tem o mínimo interesse escarrapachar isso no título da notícia. Saber, logo a abrir, se o agressor é caixeiro viajante, veterinário, estudante universitário, contabilista ou bancário, não faz o mínimo sentido. Já no corpo da notícia, ainda vá lá. Desenvolver a notícia implica ir-se um pouco mais longe, caracterizando-se o agressor.
Mas aqui não.
Aqui aparece logo a abrir:
PROFESSOR DEITA FOGO À NAMORADA.
Porque é a frase que mais choca o público que a ouve, lê ou vê.
Se fosse:
NAMORADO DEITA FOGO A PSICÓLOGA, a notícia funcionava ao contrário. Denegria-se, por inversão, a imagem da psicóloga. O povo automaticamente pensaria: o que raio terá feito a psicóloga à cabeça do rapaz para ele cometer uma loucura daquelas...?
Não funcionava contra os professores mas sim contra os psicólogos.
E isso não interessa.
Se fosse, por outro lado:
NAMORADO DEITA FOGO A NAMORADA - que era o que devia ser! - não se chocava o público nem se voltava o povo contra os professores.
Não presta.
Para se chocar o povo e o lançar ainda mais contra os desgraçados professores, deve fazer-se o que de facto se faz: PROFESSOR LANÇA FOGO À NAMORADA.
Isto, meus amigos, é fascismo do mais puro que eu já vi, em 47 anos de vida.
Os dados publicados pelo PISA (Project for Internacional Student Assessment), relativamente a estudos comparativos internacionais sobre a educação indicam que os alunos finlandeses são os alunos melhor preparados em todo o mundo.
Porque será que assim acontece? O que leva este País a apresentar tão bons resultados, quando os seus alunos entram um ano mais tarde que na maioria dos outros países (7 anos), e têm menos 23% de horas de aulas?
Que características especiais reúne?
O PISA foi lançado em 1997 pela OCDE no sentido de monitorizar, de forma regular e numa perspectiva comparativa a nível internacional, os resultados dos sistemas educativos em termos de desempenho dos alunos. Procura medir a capacidade dos jovens de 15 anos ( i.e. na idade normal para o final da escolaridade obrigatória) na literacia em Leitura, Matemática e Ciências.
O objectivo deste estudo é o de medir as competências que possuem nos desafios quotidianos e não o de medir o domínio das matérias curriculares específicas.
No Relatório PISA, no qual participaram 275.000 alunos com 15 anos, oriundos de 41 países, os estudantes finlandeses ocuparam nas edições de 2000 e 2003, o primeiro lugar em habilidade para a leitura, compreensão da escrita e cultura matemática.
Mas, o que tem a Finlândia que não tenham os outros países?
Apesar de investir cerca de 6,51% do PIB na Educação (acima da média europeia), não é o país que mais investe na Educação.
Além disso, o gasto por aluno neste nível de ensino está abaixo de muitos outros países como Luxemburgo, Estados Unidos ou Itália. Portanto, a resposta-chave não é unicamente monetária.
De uma maneira geral, os países que contam com maior autonomia nas suas escolas e grande equidade entre os seus colégios, como a Finlândia, obtêm melhores resultados.
Além disso, a Finlândia possui também um grau elevado de formação de professores a nível da educação básica e secundária, sem esquecer que os sistemas educativos são uma soma de três factores que se interrelacionam: o familiar, o socio-cultural e o escolar.
No caso finlandês, estes factores coordenam-se e potenciam-se uns aos outros. Ainda a este nível, a Finlândia é um país que detém uma sólida igualdade e equidade social, com prestações económicas e ajudas consideráveis à família. Relativamente ao apoio familiar, 55% das famílias finlandesas consideram-se os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos e participam activamente nela, graças a uma série de medidas facilitadores da conciliação laboral e familiar. A nível de apoio cultural, a Finlândia dispõe de mais de 1.900 bibliotecas públicas, a televisão não traduz nenhum programa em língua estrangeira e as crianças desde muito cedo se familiarizam com outros idiomas.
O índice de leitura ronda os 87% da população.
Princípios da Educação Finlandesa
As oportunidades de aprendizagem são praticamente as mesmas em todo o país, existe uma grande homogeneidade entre os centros educativos.
Gratuitidade absoluta no ensino obrigatório (incluindo livros, manuais, material, refeições).
Apenas 5% da população frequenta escola privadas.
Os alunos não são separados por níveis de aprendizagem, a diferença entre os alunos com maior ou menor rendimento é mínima.
Um aluno com dificuldades tem a oportunidade de estudar uma ou duas vezes por semana em pequenos grupos ou com um professor individualmente, para que os professores tenham a certeza que nenhum aluno fica para trás.
Os governos locais, os municípios e colégios têm um peso considerável na gestão educativa.
Os professores têm grande autonomia, mas também grande responsabilidade e estão em permanente formação.
Podem escolher os seus manuais ou prescindir, ensinar dentro ou fora da sala de aula, reunir os alunos em grupos grandes ou pequenos.
O papel da formação do professor
A profissão docente é uma das mais prestigiosas no país e goza de uma grande consideração por parte dos cidadãos. O processo de selecção é minucioso, envolvendo várias provas (entrevista pessoal, exposição observada de um tema a uma turma, uma prova de matemática, uma prova de tecnologia).
O que é mais valorizado é a capacidade educativa e a sensibilidade social.
Com este sistema Portugal nunca lá ia.
Porque depois os alunos são levados a fazer exames muito ERRADOS e pior CORRIGIDOS, quase nada direccionados para o Saber e muito mais voltados para o DECORAR mecanicamente.
Portugal é um país que privilegia o marranço e a estupidez inquestionante em detrimento da Inteligência perscrutante.
Por isso é que os professores e alunos INTELIGENTES têm muito mais dificuldade em perceber o que deles se exige (coisa que ninguém ao certo sabe, neste preciso momento) do que os seus homólogos mais broncos ou acomodados (que também os há).
Porque não me apetece levar com o terceiro processo disciplinar em cima.
Não é por mim... é porque da próxima vez não me limitarei apenas a defender-me, de certeza absoluta.
Quando este processo terminar, falaremos...
Sem pretender deslustrar a genialidade destes ensinamentos, comento-os apenas para relembrar que há anos defendo que as sucessivas reformas do ensino têm que parar um destes dias.
Já passamos por milhentas, nenhuma delas chega ao fim, nenhuma se avalia. Sucessivos governos se propõem reformar o ensino mas o processo nunca chega ao fim porque o governo seguinte reforma-o de maneira contrária.
Somos, talvez também por isso, o único país da Europa que apresenta um índice de alfabetização inferior a 90% - 85.6%, segundo o census de 2001, enquanto que todos os demais apresentam números entre 98 a 99.9%.
Somos também o único país da Europa cuja escolaridade obrigatória é apenas o 9º ano.
Claro que a doidice do futebol com que nos injectam dia e noite terá a sua quota parte, também.
É verdade que nos restantes países ela também existe.
Mas existem programas e temáticas alternativas ao pontapé na bola.
Aqui é que é só futebol, mesmo...
Que se há-de fazer?
É o segundo professor, num prazo de 3 meses, que é obrigado a trabalhar com cancro em fase terminal até morrer praticamente na sala de aulas.
Será que nem assim a amorfa classe dos professores se revolta contra este regime descarado de opressão fascista?
Estamos à espera que chegue a nossa vez?
E porque é que issto só acontece com a nossa classe?
Para meditar...
A recepção à ministra que o não é.
Só de título.
O verdadeiro "ministro", o que reune em conselho de ministros, Valter Lemos, não tem tempo para andar a passear pelo país. Está em Lisboa a "trabalhar" a vida aos professores, às crianças e aos pais para poupar algum ao Sócras, já que a alta finança e a especulação bolsista não contribui com nenhum para o Estado.
Em Seia, a Ministra veio inaugurar a segunda fase das obras da Escola Profissional.
Foi recebida por um conjunto de pais que não querem ver as escolas dos filhos fechadas.
Ninguém da oposição política, excepto eu, compareceu.
Sem comentários.
Seia, 2007

Colecção inteira de fotos
aqui
cortesia: asinistraministra

Desta vez o exame de matemática já parece um exame de matemática.
Até aqui parecia um romance com umas questões de matemática escondidas lá bem no meio. Agora, não.
Apareceram questões de matemática e somente em apenas 2 ou 3 questões o vício romancesco permaneceu.
Ainda bem.
A ministra cumpriu o que nos prometeu a todos naquele miserável Prós e Prós em que a interroguei e acusei o ministério de patrocinar exames que eram de tudo menos de matemática.
Este já é um exame de matemática.
Tirando 2 ou 3 palhaçadas a que até já estávamos habituados, o exame foi um exame normal.
Só pecou por chamar matérias "estanques" do 7º e do 8º ano - coisa de que os alunos do 9º já estão um pouco "esquecidos", porque deixaram de se usar no programa deste ano. Sendo que em nenhum momento a elas se faz referência, como, por exemplo, potências de expoente negativo e menor multiplo comum. São coisas já "passadas" para os alunos do 9º.
Mas tirando essas duas questões, o exame pode ser considerado normal.
Que bem eu fiz, Senhor, em ir a Lisboa atirar-lhe algumas verdades à cara, como se pode ver num filme aqui à direita baixa.
Afinal eu tinha razão, porque a coisa foi mesmo corrigida.
As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola. Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre (professores) titulares e suplentes.
Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente. Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.
A táctica é, pois, não ter vida para além do dever. O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia. Por isso, não bastará saber marcar golos. E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador.
Do jornal A BOLA (pag.9 - Vítor Serpa, Director do jornal)
Francisco José Viegas, Escritor
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.
Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e deficiênçias dos alunos.
Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos, contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.
Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior, pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a criancinha não dá erros.
A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.
Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde melhorar.
...porque a senhora tem feito um grande trabalho!...
lê-se no Abrupto de JPP:
"José Carlos Santos chamou a atenção para este comunicado da Associação de Professores de Matemática que parece ter passado despercebido apesar da sua gravidade:
Em Setembro de 2006, a APM aceitou integrar a Comissão de Acompanhamento (CA) dos Planos da Matemática (ver página Representações - Plano da Matemática).
Em 11 de Maio de 2007, a CA reuniu com os professores acompanhantes numa escola de Lisboa. A Sr.ª Ministra da Educação esteve presente em parte da reunião, para a qual convidou a comunicação social, e onde fez várias declarações que foram publicadas no dia seguinte nos jornais.
No dia 15 a APM enviou para a comunicação social, e deu conhecimento à DGIDC e ao gabinete da Sr.ª Ministra, este comunicado em que discorda das afirmações proferidas no dia 11 pela Sr.ª Ministra.
Na sequência destes acontecimentos, o Director Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Dr. Luís Capucha, convidou a APM a sair da CA, alegando que a APM não podia criticar publicamente o programa do Ministério, uma vez que fazia parte dele.
A direcção da APM considera como um princípio fundamental e inquestionável a sua independência e liberdade de expressão, para garantir a fidelidade aos seus objectivos, definidos nos estatutos, aos seus ideais de educação e aos seus sócios. Por isso, a partir do dia 30 de Maio, a APM deixou de integrar a Comissão de Acompanhamento do Plano da Matemática.(...)"
Para conhecer o teor do comunicado, aqui fica o link:
Cada vez mais isolados...
...queixa-se a Maria.
Ora, mas o que é que a levava a pensar que este governo se preocupa minimamente com o Ensino?
Ele preocupa-se é com os NÚMEROS do Ensino.
Não é, obviamente, com a sua Qualidade.
Mas a verdade é que ainda estamos em 16º lugar no ranking mundial no que se refere ao Ensino enquanto, por exemplo, no que respeita à Economia e à qualidade da classe política que nos desgoverna há 33 anos, estamos para baixo do 80º lugar, segundo a OCDE.
É só rir!

Com leucemia - Professora obrigada a dar aulas.
"Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho.
Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento.
- "Sinto-me muito injustiçada.
Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso", salientou a professora ao CM.
ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA.
O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. "Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro."
A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica "abalada psicologicamente".
- "Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer", diz Manuela.
Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação –
da qual já apresentou recurso – só não entende como a podem considerar
capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnosticada.
Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando "a tinha até Outubro de 2008"".
in: http://www.cacia.pt/index.php?CA=Noticia&IDNoticia=40
O comentário que se segue, e que nos conta o que infelizmente aconteceu a
esta colega, foi extraído daqui:
http://legoergosum.blogspot.com/2007/05/questes-de-moral.html.
«É que, relativamente a esta notícia da professora com leucemia que foi obrigada a trabalhar há 3 meses, essa professora, a minha colega Manuela Estanqueiro, foi hoje a enterrar às 15.30h no Cemitério de Cacia, em Aveiro.»
Estou REVOLTADO. Nem sabem o que me apetece fazer.
Agora percebo porque é que às vezes lemos nos jornais casos de ajustes de contas a tiro.
Por muito menos o fazem, por muito menos...
Estou ENOJADO.ENOJADO!!!!!!!!!!!!!
Francisco»
Eu também Francisco.
Mas sabe que mais?
Não vejo falar nisto nas televisões.
Porque será?
Para que um funcionário consiga uma melhoria rápida da sua posição remuneratória na carreira, necessita que as chefias lhe atribuam uma classificação de «excelente» na avaliação, sendo que as apreciações só terão inicio a 1 de Janeiro de 2008, quando as novas regras entrarem em vigor.
Neste sentido, as primeiras subidas no posicionamento remuneratório dos funcionários do Estado apenas poderão ocorrer em 2009, quando já forem conhecidas as notas referentes ao ano anterior.
Em declarações à TSF, o secretário de Estado da Administração Pública garantiu, no entanto, que em 2008 já poderão ser pagos prémios de desempenho aos "melhores" trabalhadores.
Como se vê, A CORRUPÇÃO e o compadrio acabam de ser absolutamente LEGITIMADOS:
Sobem os amigos dos chefes, por mais estúpidos ou incompetentes que sejam, sobem a(o)s amantes dos chefes, sobem os graxistas acéfalos e os nojentos delatores dos colegas (de que o caso Charrua foi apenas o primeiro exemplo).
E não sobem os VERDADEIROS Profissionais que, por mais competentes e empenhados que sejam, não tenham relações pessoais privilegiadas com as "chefias" - que, na maior parte das vezes, SÃO SURPREENDENTEMENTE MAIS ESTÚPIDAS e limitadas do que o próprio Fascista-Mor pretenderia que fossem, e tudo desconhecem do que "chefiar" significa - nem os que sejam íntegros e verticais e por isso se recusem a engraxar os paus-mandados dos "chefes" que por aí abundam, ou se oponham frontalmente à sua forma de "gerir" os serviços.
Que orgulho tenho em não me misturar com essa "ESCUMALHA" (como diz Sarcozy!...) de delatores, graxistas, analfas e afins que pululam em redor destes tristes "chefias" de paus-mandados!
Mas esta inacreditável história ainda não chegou ao fim.
Está a começar agora....
E se é verdade que neste Circo de Horrores em que se tornou o interior de Portugal - completamente abandonado e deixado a cargo de toda a sorte de xicos-espertos, de incompetentes e analfabetos - ninguém fará greve na próxima quarta feira, nas cidades, onde as trevas do medo e do analfabetismo intelectual não se fazem sentir com tanta evidência, os verdadeiros Colegas Funcionários Públicos protestarão, em massa, contra este governo indigno, e contra esta forma abjecta de se deprimirem e apodrecerem os mais Altos Valores da Democracia e da Liberdade.
Digo-o e repeti-lo-ei sempre:
O NEO-FASCISMO, ESTE SÓCRA-FASCISMO, NÃO PASSARÁ... DE 2009!
Até ao ano das eleições, este miserável governo acaba de decidir continuar a sacrificar os trabalhadoores do Estado por igual.
Até aqui dizia-se que se congelavam as carreiras aos professores porque não podia haver "progressões automáticas" (coisa que nunca existiu!).
Agora, que já inventaram um novo Estatuto da Carreira Docente, com todas as normas para progressão que quiseram lá colocar, mesmo assim continuam congeladas as carreiras!
Qual é a desculpa agora?
Basta de tanta mentira!
Basta de tanta miséria intelectual.
Isto chega a ser crime!
Desde 2005 que nenhum funcionário público progride.
Eu pergunto: Porquê?
Eu bem sei o que mereciam estes malfeitores de Portugal...

Será que também me vão suspender por ter dito esta piada jocosa sobre um ministro que, de cada vez que abre a boca, deixa Portugal inteiro a rir????
Ou é só sobre Sócras que as anedotas dão direito a processo e a suspensão?
Até me dava jeito uma suspensãozita, a esta hora...
Já acabei o programa, os alunos não ficavam prejudicados, e eu ia de férias mais cedo...
Esta pérola do Correio da Manhã de hoje é impagável.
O articulista escandaliza-se porque as reformas dos professores são, em média, mais altas do que as de um soldado raso!!!
E até - pasme-se - que as de um sargento!
Veja a que nível de reconhecimento social os professores - trabalhadores intelectuais - chegaram, a ponto de serem comparados, por um analfabeto articulista chamado Edgar Nascimento, com um soldado raso, um carteiro ou um guarda florestal!!!
Mais: tem o descaramento de notar, por baixo da fotografia da luta dos professores que a maioria dos professores reforma-se com 2364 euros, o dobro dos agentes principais da Polícia de Segurança Pública!
Leia-se o que escreve esta alimária:
A média das reformas dos professores ronda os 2364 euros. Na folha dos aposentados a 1 de Maio é possível encontrar outros profissionais com valores bastante inferiores: soldado da GNR (997,34 euros), agente principal da PSP (1391,41), guarda florestal (850,57) ou carteiro (1332,34).
Não conheço a abécula que escreveu isto, mas vou desde já dar os parabéns ao director, Victor Marcelino, pela qualidade dos estagiários (só pode!) que está a receber no seu jornal.
Bem os merece!
Trabalhava há quase 20 anos na DREN
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."
REPITO E REPETIREI ATÉ TER UM SOPRO DE VIDA NESTES PULMÕES:
O FASCISMO NÃO PASSARÁ!!!!!
Fernando Charrua é chefe de serviço da DREN.
Charrua terá dito, numa conversa de corredor, qualquer coisa do género:
"-Vigarista? O maior vigarista é o Sócrates!"
Ninguém o desmentiu, como é obvio...!
Mas um anormal qualquer ouviu o desabafo e, à boa maneira fascista, aproveitou-o para engraxar a chefe: a senhora Margarida (que é a directora da DREN).
A senhora Margarida chamou o Charrua e convidou-o a demitir-se.
O Charrua respondeu-lhe que não se demitiria.
Então, a senhora Margarida suspendeu-o por 30 dias e instaurou-lhe um processo disciplinar.
Não se sabe como é que a sra Margarida se vai sair disto.
Charrua só pode responder em sede criminal se Sócrates lhe levantar um processao de difamação, arrolando testemunhas. E ainda é preciso provar que o Charrua se referia àquele Sócrates e não a um outro qualquer...
Uma suspensão e um processo disciplinar por causa disto é completamente estúpido.
Mas inteligência é coisa que não abunda em muitos serviços ligados ao ensino, como eu próprio provei na Justiça.
Claro que o processo em causa, com base nisto, não dá em nada, e o Charrua poderá responder, a seguir, com um processo disciplinar - isso sim! - por perseguição.
Que é o que eu faria no seu lugar.
Chega-lhes com força, Charrua!
Não lhes dês descanso!
Prende-os bem a ti!
Retirei este texto daqui
Nas entrevistas de Maria de Lurdes Rodrigues tende sempre a existir um elemento de estranheza e irrealidade que me faz pensar que não partilhamos a mesma realidade, a mesma forma de alinhavar um raciocínio, o mesmo tipo de olhar sobre o mundo. Não percebo se somos de espécies diferentes – e eu serei uma alienígena – se apenas existe um registo perfeitamente incompatível na forma de encararmos os mesmos fenómenos.
Na entrevista da Visão vou isolar alguns dos elementos que me causam maior pasmo ou incredulidade, ao nível do “mas que raio é do que se está a falar, que eu não estou mesmo a ver”. Vou tentar não citar de forma pouco contextualizada, para não cair naquela acusação recorrente de a caricaturarmos, pois citando-a de forma extensiva é a melhor forma de obtermos a tal caricatura.
Comecemos pela gestão do património escolar. Passo adiante a prosa sobre a falta de investimento na sua recuperação e no facto de as promessas ultrapassarem o prazo desta legislatura, o que inviabiliza – de acordo com os puristas da teoria da prestação de contas em eleições – que em 2009 possamos saber se o prometido foi devido. Fico-me pela forma como MLR exemplifica como os órgãos de gestão das escolas podem rentabilizar os seus espaços, percebendo-se a origem peregrina da ideia dos “casamentos e baptizados”.
Vou só contar uma história que presenciei no Brasil. Era uma escola situada num morro e o espaço mais qualificado da favela. Era ali que se realizavam os baptizados e casamentos. O terreno para construção, era o mais próximo da escola. As casas já nem estavam viradas para a rua, mas para a própria escola. Temos uma realidade diferente, mas quando a escola é o espaço mais qualificado, tanto mais importante são estas práticas.
Nesta passagem, MLR arruma de forma perfeitamente inconsciente todo o mito de um Portugal moderno e desenvolvido. Mesmo quando assume que não vivemos todos numa imensa favela, acaba por achar que em muitos locais – basta ler a pergunta que vem antes – a Escola é o espaço mais qualificado. Pois é. O que não deixa de ser triste. E isso acontece muitas vezes em pequenas aldeias que a partir de agora irão ter esse «espaço qualificado» fechado. Isto no caso das EB1. Se nas vilas com uma EB 2/3, esse é o espaço mais qualificado da povoação, isso é um tremendo atestado de terceiro-mundismo ao nosso país, em especial atendendo ao estado em que muitas se encontram.
Por outro lado, MLR parece ter percebido tudo sobre as favelas brasileiras, nomeadamente a razão da inflação do valor dos terrenos. Terá despercebido que o maior valor se deverá não necessariamente, ou apenas, à proximidade da escola, mas sim, se é verdadeira a descrição feita, ao facto de essa ser a zona mais elevada da dita favela.
Quando se passa para a questão da desertificação do interior e no papel que o encerramento de diversos serviços por este governo, incluindo escolas, terá no seu agravamento, MLR responde desta forma:
«O que lhe digo é que o interior já está abandonado. (…) Não tenho a certeza, não é a minha especialidade.»
Pois o problema é exactamente esse. A falta de fundamento de muitas crenças apresentadas como inquestionáveis. Se não é a sua especialidade, sendo socióloga, será que sendo Ministra poderia ter alguma espécie de assessoria nessa matéria? E já agora não andar todos os anos a empurrar os miúdos de escola em escola?
Em seguida entramos na parte da análise das consequências do novo ECD para os docentes e MLR baralha-se por completo, com as clássicas frases demagógicas sobre a progressão dos docentes que não davam aulas e que agora vão-se valorizar os mais experientes. Leiamos:
Agora, o importante é a experiência. O antigo estatuto consignava que bastava o tempo passar, tendo ou não dado aulas, tendo ou não estado doente. Foi isto que procurámos inverter. Serão titulares os mais experientes, e a experiência tem de ser avaliada e comprovada.
Julgo que seja por isso que os quadros destacados no Ministério recebem quase tantos pontos como os docentes efectivamente em exercício nas Escolas (6 e 8 pontos por ano lectivo, respectivamente) e que um docente que ocupe um lugar de gestão como Presidente de Conselho Executivo durante dois mandatos de 3 anos, se acumular isso com a Presidência do Conselho Pedagógico, passa quase automaticamente a titular sem ter dado uma aula em todos esses anos. Em contrapartida, quem tenha dado aulas os sete anos da avaliação, sendo director de turma – sendo estas as funções que mais directamente colocam os professores em contacto com alunos e famílias – não tem hipótese nenhuma de chegar a titular, caso tenha tido um acidente de carro, ou caído na própria Escola, e partido uma perna que o imobilizasse 3 meses distribuídos por dois anos lectivos. Pior, um docente agredido que tenha necessitado de acompanhamento e recuperação por danos psicológicos, ainda é penalizado na sua progressão. Para além de quem MLR falseia por completo a forma como antes se processava a progressão, que dependia da frequência com aproveitamento em acções de formação validadas, certificadas e creditadas por quem? Pelo ME, claro está! Mas isto é omitido e os “jornalistas” não dão por nada.
Tudo extremamente coerente numa realidade alternativa à minha. Mas claro que a Ministra reafirma que nas escolas as situações que descrevo não sucedem, que tudo (por exemplo no caso da violência) é belo e seguro, mesmo se os factos que a contradizem são por demais evidentes.
Por fim, e porque isto vai longo vou-me ficar por esta sequência de pergunta resposta:
P: De quantos professores titulares vai precisar o Ministério da Educação?
R: Muitos mais do que as escolas precisariam. Os cerca de 30 a 33% previstos dão de uma enorme generosidade. Se olhássemos para a necessidade das escolas, 10% chegariam.
Já em post anterior tentei demonstrar até que ponto este cálculo dos 10% é uma imensa asneira, um disparate, uma atoarda, uma completa demonstração de desconhecimento.
Agora prefiro concentrar-me em outro nível, que é o da linguagem usada por MLR:
Generosidade?
Generosidade?
Importa-se de repetir?
Mas quem é que disse à excelentíssima senhora Ministra que ela é uma dama feudal com o poder do dom? Da dádiva?
E que todos somos seus vassalos?
Deveremos estar todos contentinhos porque MLR condescendeu em dar aos docentes a possibilidade de 30% deles progredirem normalmente na carreira?
Será essa a generosidade?
Mas MLR é detentora exactamente de que tipo de poderes divinos e taumatúrgicos para se pronunciar desta maneira sobre este tipo de assunto
Generosidade?
Deve ser a mesma generosidade que a fez criar o Prémio do Palerma do Ano, desculpem, do Professor do Ano, tipo torrão de açúcar dado ao cavalinho mais bem comportado e que mais cabriolou ao longo de 12 meses.
E já agora, só para terminar, devo ainda agradecer a MLR a generosidade de me pagar todos os meses? Em que termos devo endossar o meu cartão de agradecimento? E deverei fazer alguma genuflexão no acto do envio?

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Mas para as privadas. Não haja confusões!
Este Mariano está a deixar aqueles que ainda acreditavam nele completamente gagos.
Toca de fechar cursos nas públicas e a abri-los nas privadas.
Pergunto-me: qual será a intenção?
Hein?
Ah! Já sei!
É a chamada «política de esquerda», porque este é um governo do Partido Socialista, que é um «Partido de esquerda».
É isso.


Que terão os nossos autarcas a dizer a mais esta inacreditavel calinada desta inacreditavel senhora?
Será que concordam com ela?
Então só têm uma coisa a fazer: demitirem-se em bloco e irem tratar de vida por outro lado.
Talvez bem longe, para o litoral, que não está desertificado...
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Até ao fim do 2º período, ou seja, em 121 dias de aula, foram agredidos 157 professores nas escolas portuguesas, mais de um por dia.
E, no período de avaliações e notas anterior às férias da Páscoa, a média disparou para dois por dia.
Os números são da Linha SOS Professor, mas a ministra continua a dizer que se trata de casos "pontuais" (e, na verdade, muitos professores acabaram no hospital, tendo sido suturados com número indeterminado de "pontos").
A culpa é, obviamente, dos próprios professores, que, apesar das instruções do Ministério para que se acabe com o insucesso escolar, continuam a dar más notas.
E, pior, a dar os programas. Fossem eles tão avisados como os seus colegas ingleses, que (veio agora no "Daily Mail", citando um estudo governamental) deixaram de falar do Holocausto e das Cruzadas nas aulas com medo dos alunos muçulmanos, e adaptariam os programas aos interesses dominantes de grande parte dos alunos das nossas escolas públicas futebol e toques de telemóvel.
A Matemática, o Português, a História, a Física, etc., seriam dados só em colégios privados.
Para que é que um futuro desempregado precisa de saber Matemática ou Física?
Se vier mais tarde a precisar de um diploma, poderá depois obtê-lo na Universidade Independente.

Aparte algumas imprecisões (não se trata da Escola Secundária de Seia, mas da Abranches Ferrão) e outros lapsos de somenos importância, o essencial está ali.
É so ler.
Edição desta semana do Tal & Qual
A saga chegou ao fim. Pelo menos, a primeira parte.
Nove meses e meio de luta valeram a pena.
A sentença final foi conhecida na segunda-feira.
Ganhámos também o recurso.
O Tribunal Central Administrativo do Sul declarou improcedente o recurso da DREC pelo que todos os actos praticados pela "Comissão de acompanhamento do acto eleitoral" a partir do momento em que anulou a nossa lista concorrente à Comissão Executiva da Escola Dr Abranches Ferrão são definitivamente nulos.
As eleições terão que repetir-se, com a inclusão da nossa lista, como sempre foi óbvio para todos.
Prova-se uma vez mais que um despacho de uma Direcção Regional de Educação, de um secretário de Estado, de um ministro, seja lá de quem for NÃO TEM força de Lei, se contrariar o seu espírito.
E que a Lei não pode ser interpretada à vontade do freguês, nem da forma que der mais jeito a uma das partes.
Enquanto Presidente do Conselho Directivo da minha Escola COLOCAREI SEMPRE EM CAUSA QUALQUER DESPACHO ARBITRÁRIO que me pareça colidir com o Espírito da Lei.
Qualquer despacho será estudado à luz da Lei e só será acatado, na minha Escola, se efectivamente tiver um suporte legal perfeitamente claro e não colidir com os Direitos, Liberdades e Garantias de nenhum membro da Comunidade Escolar.
Tal como manda a Constituição da República Portuguesa.
Neste momento muitos actos que estão a ser praticados na minha Escola (e em muitas outras) são profundamente discricionários, ilegítimos e até mesmo ilegais.
Isso não se passará comigo enquanto Presidente da Comissão Executiva.
Já enfrentei a ministra, cara a cara, num "debate" televisivo absolutamente combinado, como se pode ver no primeiro filme à direita neste blog.
Já enfrentei os juristas da DREC em Tribunal e ganhei-lhes em todos os estágios.
Estou a enfrentar 2 processos disciplinares absolutamente persecutórios, levantados contra mim pelo mais abjecto servilismo e mais negro obscurantismo (que perderá sempre tudo o que há para perder na Justiça).
Por isso já mostrei que poucas coisas neste mundo me metem medo.
Agradeço às dezenas de pessoas que me fizeram chegar mensagens de solidariedade e de revolta pelo que nos tentaram fazer.
É devida uma palavra de reconhecimento, acima de tudo, ao afinco e à competência do Dr Nuno Almeida.
Não é todos os dias que um jovem advogado do interior ganha um processo e o respectivo recurso aos juristas do Ministério da Educação.
Trata-se de uma vitória clássica de David contra Golias.
Por isso sabe melhor.
Portugal ainda é um Estado de Direito.



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«Os professores estão a faltar 40% menos, desde que foram implementadas as aulas de substituição»...
Walter, o lemos, TSF, 13/02/2007 d.C.
Só falta dizer em que é que baseou esta magistral galga:
1 - A que período respeita? De Setembro 06 a Janeiro 07? Ou outro à escolha do freguês?
2 - Relativamente a que período anterior? Período homólogo do ano anterior? Período homólogo dos últimos 10 anos? 30? Desde J. Cristo?
3 - Quem fez o levantamento dos dados deste ano? Alguém acredita que tivesse havido tempo para isso, quando o ME demora mais de um ano a dar uma resposta a um simples requerimento? E tratar estes dados? E compará-los com seja lá o que for?
Só um estúpido cai em galgas desajeitadas como esta.
O lemos aprende com o mestre Bacharel galguista, passando atestados sobre atestados de estupidez ao povo.
Que alegremente os aceita sem questionar coisíssima nenhuma.
É o Portugal do 2007...

O art 83 do ECD não deixava margem para dúvidas.
É a terceira vez que os Tribunais condenam o ME por desrespeitar as Leis que ele próprio criou.
Uma vergonha para um país que se diz democrático.
As aulas de substituição têm que ser pagas.
Há que exigir aos Conselhos Directivos o pagamento de todas essas horas efectivamente dadas.
Há mais de 100 casos em Tribunal.
Mas todos os professores devem reclamar. Serão centenas de milhares de processos.
Há que pedir o apoio jurídico dos sindicatos.
Há que fazer valer a jurisprudência.
Há que fazer valer os nossos direitos!

Convido-vos a consultarem a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE, que se pode encontrar em:
http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf
Nele podemos encontrar, em cada passo, as evidências das inúmeras mentiras descaradas que este governo vem vendendo, à cada vez mais distraída opinião pública portuguesa, como se das mais puras verdades se tratasse.
1ª MENTIRA do Governo:
Se forem à página 58, verão desmontada a convicção generalizada e disparatada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. Está lá escarrapachado que, em tempo de permanência na escola, os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses (os tais que o ex-PR dizia, na TV, que passavam 52 horas por semana na escola!), austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
E quem terá mais credibilidade?
O estudo da OCDE, ou o "estudo" a olhómetro por encomenda, à boa maneira portuguesa?
2ª MENTIRA do governo:
No mesmo documento de 2006 poderão verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários! Admirados, não? Há dias, os jornais, TVs e comunicação social, pertença da Alta Finança, anunciavam que "os professores portugueses eram os terceiros mais bem pagos da Europa!
Há coisas incríveis, não há?
3ª MENTIRA do governo:
Na pág. 32 poderá verificar também que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB (e reparem que temos um dos PIBs mais baixos da europa!), estamos num modesto 19º lugar (em 31 países)
Aposto que o leitor atento fica boquiaberto, porque os "estudos encomendados a olhómetro" não apontam para estes números...
4ª MENTIRA do governo:
E podem igualmente verificar, na pagina 30, que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno, ao contrário da ideia que o ME tenta fazer passar para a opinião pública, dizendo que «somos dos países que mais gasta em educação!!!»
Estas VERDADES INCONTORNÁVEIS, o ME não manda publicar!
Sócras enche os telejornais e a imprensa escrita com MENTIRAS DESCARADAS e só se percebe que a VERDADE não venha ao de cima porque Portugal tende rapidamente para um estado totalitário em que tudo é controlado pela Alta Finança, desde a comunicação social ao governo, de modo que temos, cada vez mais, que estar atentos à desinformação das televisões e dos jornais, tudo detido por 3 grandes grupos económicos nacionais - Lusomundo, Media-Capital e Impresa - que por sua vez são propriedade da Alta Finança Portuguesa e Espanhola.
É preciso ter os olhos bem abertos e grande espírito crítico!
Não devemos deixar que Sócras consiga transformar todos os portugueses num imenso rebanho facilmente manipulável com as suas patranhas e mentiras descaradas deste triste bacharel de décima quinta categoria.
Contra factos não há lérias que resistam
Eis os notáveis pedantes que se prestam a ser juris deste circo.
Que ninguém se esqueça destes nomes.
Eles aceitaram dar a cara pelo que de mais indigno se inventou no Ensino em Portugal.
O «Prémio Nacional de Professores»!
Daniel Sampaio (presidente),
António Nóvoa,
Dulce Lavajo,
Isabel Alarcão,
Manuel Rangel Henriques,
Manuela Castro Neves,
Raquel Seruca
Roberto Carneiro.
Vão insultar a inteligência da pata que vos pôs!
Só falta conhecermos as alimárias que aceitarão concorrer a esta indignidade...
No último ano lectivo encerraram 1697 escolas, duas das quais secundárias.
A lista oficial das escolas fechadas no Verão foi publicada no dia 26 deste mês no Diário da República, numa portaria conjunta dos ministérios das Finanças e da Educação, datada de 18 de Dezembro.
A ministra Maria de Lurdes Rodrigues quer fechar mais 900 escolas este ano lectivo, por falta de alunos e de condições.
OS NÚMEROS:
- 44 escolas encerraram no concelho de Vila Pouca de Aguiar.
Seguem-se Valpaços (43), Chaves (41) e Mirandela (40)
- 2 escolas extintas: a Secundária com 3.º ciclo Oliveira Martins (Porto) e a Secundária com 3.º ciclo D. João de Castro (Lisboa)
- 506 escolas encerradas nos distritos transmontanos de Vila Real e Bragança, quase um terço do total nacional de fechos
- 2 escolas do concelho de Lisboa que já não abriram portas este ano: a EB1 Santiago e a EB1 Martim Moniz
- 70 escolas que sofreram alterações: só no distrito de Braga foram 16.
PROMULGAÇÃO DO "ECD DO ME" NÃO ABALA DISPONIBILIDADE DOS PROFESSORES PARA A LUTA, ANTES A REFORÇA!
A promulgação pelo Senhor Presidente da República, hoje, 10 de Janeiro, do Estatuto da Carreira Docente, é a sequência normal do processo de aprovação e publicação daquele diploma legal. Não pode, contudo, a FENPROF deixar de registar negativamente o facto de o Senhor Presidente da República não ter sido sensível nem à solicitação de audiência apresentada pela Plataforma Sindical de Docentes, nem aos documentos que lhe foram enviados, quer pela Plataforma, quer pela FENPROF, nos quais se referiam alguns aspectos do ECD que são considerados de constitucionalidade duvidosa, inclusivamente por alguns ilustres constitucionalistas.
Mas como a promulgação pelo Senhor Presidente da República era um cenário provável, os Sindicatos de Professores foram já desenvolvendo outros contactos institucionais, designadamente na Assembleia da República, no sentido de, após a publicação do ECD em Diário da República, poderem ser tomadas as iniciativas parlamentares adequadas a uma eventual alteração de conteúdo, ou à fiscalização da sua constitucionalidade.
O compromisso assumido, e já hoje reafirmado por alguns senhores deputados, de requerer a Apreciação Parlamentar é, para a FENPROF e para os professores, muito importante. Porque também houve, de alguns senhores deputados, disponibilidade para requerer a Fiscalização Sucessiva da Constitucionalidade, a FENPROF, conjuntamente com as restantes organizações da Plataforma Sindical, enviar-lhes-á os pareceres sobre eventuais inconstitucionalidades deste ECD.
De referir, também, que no plano da aplicação de muitas das normas estatutárias, o ECD terá de ser regulamentado, designadamente a avaliação do desempenho, o ingresso na profissão, o acesso/promoção na carreira, entre muitos outros aspectos, num total de 24 diplomas regulamentares, cuja negociação se prevê complexa, prolongada e dura.
Mas, para a FENPROF, o combate maior a este "ECD do ME" é o que lhe será dado pelos professores e educadores. As reuniões e plenários de docentes, que já se iniciaram, dão conta de uma crescente insatisfação dos professores que consideram que este estatuto, ao desvalorizar a função docente e ao agravar as condições de exercício da profissão, contribuirá para a degradação das condições de funcionamento das escolas e, consequentemente, para uma quebra da qualidade do ensino.
Por esta razão, a disponibilidade dos professores para a luta contra este "ECD do ME" é muito grande e continuará a contar com o envolvimento empenhado da FENPROF e dos seus Sindicatos.
10/01/2007 O Secretariado Nacional da FENPROF
Só para lembrar que é hoje.
às 21:30 horas.
Não falte.
Para quem ainda tivesse dúvidas que de que muito pouca gente, neste ME, terá uma pálida ideia do que anda a fazer, aqui vai a última.
Este Ministério da educação bateu, em 2006 o record mundial de processos perdidos em tribunal. Não perdeu muitos: perdeu-os TODOS!
Zero% de sucesso para os doutos juristas que ali trabalham.
"Os tribunais administrativos de Castelo Branco e Leiria deliberaram favoravelmente a dois professores que exigiram o pagamento das aulas de substituição contínua como trabalho extraordinário.
De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal ‘Público’, as sentenças contrariam o entendimento do Ministério da Educação, que considera que a substituição dos professores que faltam não tem de ser remunerada de forma extraordinária. Segundo o Estatuto da Carreira Docente em vigor, as aulas de substituição são consideradas “serviço docente extraordinário”, no entanto, a tutela só aceita que as aulas de substituição sejam pagas como horas extra quando asseguradas por professores da mesma disciplina e desde que estes sigam o plano de aulas do colega em falta, adianta o jornal.
O ‘Público’ acrescenta ainda que de acordo com o Código de Processos nos Tribunais Administrativos, se houver mais de três decisões no mesmo sentido sobre casos “perfeitamente idênticos”, todos os docentes que tiverem feito substituições poderão requerer que as horas sejam pagas como extraordinárias. Em declarações à rádio ‘TSF', Augusto Pascoal, secretário nacional da Fenprof, mostrou-se satisfeito com a decisão judicial, sublinhando que o Ministério terá de pagar todo o dinheiro que deve.
Esta controvérsia surgiu em 2005, quando o ME aprovou um despacho que obrigava as escolas a organizar os horários dos professores para que caso algum faltasse ser imediatamente substituído, de forma a manter a ocupação dos alunos".
O ministério da Educação baterá, este ano, todos os recordes de ilegalidades descobertas em Portugal desde o 25/4.
Depois da trapalhada dos exames do 12º ano e das ilegalidades e arbitrariedades que lhe sucederam, é agora obrigado a colocar os alunos que recorreram para os Tribunais.
Infelizmente, das dezenas de milhares de alunos prejudicados apenas 78 processaram o Ministério.
E os outros?
Acontece que, embora esta frase tenha caído em desuso ultimamente, a verdade é que ninguém está acima da Lei.
Há pessoas - ou mal intencionadas, ou caciques, ou simplesmente grunhos - que se recusam a aceitar isto, meros 32 anos depois da madrugada de Abril.
Mas aí está a Justiça a fazer cumprir a Lei a quem é pago para a respeitar, embora faça exactamente o contrário todos os dias.
Mais um aluno que o Tribunal obrigou o Ministério a colocar em Medicina.
De 78, falta julgar 76 casos.
Os 2 julgados foram mais duas envergonhantes derrotas para o Ministério da Educação.
Repito, para que ninguém se esqueça:
NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI!
Agora pergunto:
Porque é que os milhares de alunos que foram prejudicados por estas provas indignas e absolutamente incompetentes não reclamaram?
Entupiam os tribunais, é certo. Mas até isso era serviço. Chamava a atenção do país para esta triste realidade do «quero, posso e mando (e só faço asneira da grossa)».
Assim, os desistentes injustiçados deram o seu lugar aos que não se conformaram com os “despachos” e as coisas que aqueles senhores do Ministério se lembram de “despachar” a toda a hora.
Alunos Portugueses: ponham aqui os olhos!
RECLAMEM SEMPRE quando acham que têm razão. Cortem de vez com esta prática miserável do «parece mal» e do «não vale a pena».
Tudo vale a pena se alma não é pequena!
NUNCA desistam de lutar por uma causa justa!
QUEM LUTA, GANHA!
E se não ganhar para si, prestou um Grande Serviço à comunidade e ao País.
Quem se assume como estúpido, palonço ou carneirinho não passará nunca disso.
Ninguém respeitou nunca um amorfo ou um desistente.
Pouco me importa que me chamem panfletário.
Não faço é fretes ao poder e à corrupção instalados em todas as áreas deste pobre país.
Lutem, jovens de Portugal, pela democracia, pela Liberdade e pela Legalidade e Transparência de procedimentos.
Houve muito Grande Português que perdeu a vida nessa luta, para que hoje pudéssemos ser livres e, sem receio de ser presos, apontar o dedo ao novo "fascismo" e obscurantismo que se instalam rapidamente em todo o lado.
Não deitemos fora o que outros deram a vida para nos oferecer.
Respeitemos, ao menos, quem lutou pela Democracia e pela Liberdade quando isso implicava a prisão, a tortura e, para muitos, a morte.
Não foi há tanto tempo assim...
A lei do silêncio, a cobardia e o medo só abrem caminho à corrupção e ao compadrio cada vez mais instalados e descarados.
Como diria o Carlos Carvalhas, com aquela típica pronúncia de Visjeu:
«Amigojs e Companheirojs:
Lutemojs juntojs!
Facijsmo, nunca maijs!»

Ora aí está uma medida não aberrante.
24 pessoas por dia - ou outro número qualquer, já que por aqui as estatísticas são como o jornalismo, faz-se delas o que se quer - morrem por dia vítimas de alguma coisa que estará relacionada com o tabaco.
O fumo não faz bem a nada a não ser ao stress, segundo se diz.
Eu, que nunca consegui travar o fumo, não me incomodo que fumem ao pé de mim. Considero que tão más como o fumo são as inúmeras doenças com que cada um de nós brinda os demais através da simples respiração, de que as 12 constipações que apanho no princípio de cada ano lectivo são um repetitivo exemplo.
Por acaso, como não há nem um por entre todos os iluminados que redigiram o novo Estatuto da Carreira Docente que tenha dado aulas nos últimos 15 anos, já ninguém se lembra disso.
Que os professores adoecem todos os anos com gripes e constipações transmitidas pelos alunos. Que depois se agravam, dada a idade dos professores, se não forem combatidas logo aos primeiros sintomas.
Ninguém sabe ou se lembra que, em cada turma, entre Outubro e Fevereiro, todos os alunos apanham pelo menos uma constipação - e uns apanham as dos outros - e todas eles as transmitem, via tosses constantes, aos professores.
Eu tenho o meu método.
Vejo aquela pequenada toda a tossir na fila da frente e toca logo a abrir a janela. Corre ar e os efeitos são minimizados.
Depois, é tomar imediatamente um Anadin Extra, mal chego a casa.
Até porque se adoecer e faltar, isso IMPOSSIBILITA-ME de subir na carreira, de acordo com o novo estatuto.
Mais uma...
«A constipação é um processo autolimitado, que evolui em três a cinco dias e depois termina», diz Sandra D’Abril, referindo os grupos mais susceptíveis de sofrer constipações:
«Pessoas com mais de 65 anos, crianças, grávidas, indivíduos com a defesa do organismo diminuída (cancro, SIDA), doentes cardíacos, diabéticos, aqueles que sofrem de patologias do foro respiratório e os profissionais de saúde por estarem em permanente contacto com os doentes.»
A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte:
Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir *integralmente* nas suas escolas o seu horário de trabalho.
Passo a explicar:
Pela manhã, *TODOS* os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica.
Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas,etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (mal) a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho.
É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho.
*No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer *.
Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa?
*Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado? *
Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprir o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural.
*Ataquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto. *
Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal.
Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos
dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima
enxovalhando-vos continuamente.
Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o
que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os
assuntos de forma séria.
Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes
pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito
para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e pode ser que tenham um futuro melhor.
Pode ser que, agora, os ingénuos defensores de Gago e da "bondade" da sua política percebam BEM o que é que está em jogo, neste governo.
Claro que não é o Ensino, nem a Saúde nem a Justiça.
A única coisa que estes políticos «socialistas» vêem é o carcanhol!
Aí está a prova.
O comissário europeu da Educação, Ján Figel, tem alertado para o subfinanciamento crónico das universidades europeias. No caso português a situação é bem pior ainda e aquilo que se propõe no OE para 2007 é dramático (geralmente não utilizo estas palavras, mas neste caso não há outro adjectivo)!
O Governo decidiu um corte cego para as instituições do Ensino Superior: 6,2 por cento a menos, nominalmente, comparando com as verbas do ano passado. É um corte superior ao das instituições de saúde, das autarquias locais e das entidades do emprego e formação profissional. É o maior corte do ponto de vista orçamental, nas grandes despesas do Estado.
António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa
Perceberam agora? Ou ainda não?
"O umbigo da Ministra da Educação deve ser tão GRANDE que não a deixa ver / ouvir opiniões diferentes da sua.
Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta. O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso.
Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência na compreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos. Assim não há literatura que resista.
Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas. O ministério respondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas.
Não me convenceram minimamente. Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta de alarme.
Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica.
Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se?
Não é certamente nas escolas que existem condições para isso.
Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas, nunca consegui ler mais do que uma página seguida. Não existem condições de concentração.
Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obssessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta.
A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras.
E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.
Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido, estamos a criar uma escola tonta e insensata.
Nesta benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos. É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás, com a maior das facilidades. Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores.
Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores. E prejudica o PS, mas não sei se isto o preocupa.
Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter.
E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições.
Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde.
Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde."
Professor universitário, Eduardo Prado Coelho
Assim não se vai lá.
É preciso que os professores se interessem pelo que lhes está a acontecer.
Num momento como este - talvez aquele em que mais ameaçado se encontra o ensino e a carreira de quem optou por ser profissional do ofício, nem assim a maioria dos professores se interessa por nenhum destes assuntos?
Vêm os dirigentes sindicais das capitais de distrito, de propósito, para falar com meia dúzia de profs?
Onde está a consciência de classe?
E depois queixam-se?
E os Conselhos Directivos?
Onde estão?
Nem um elemento se faz representar?
Será que nenhum dos elementos dos conselhos directivos se lembra que, em qualquer momento, podem voltar a ser professores?
A ausência absoluta da sua presença nas reuniões de informação sobre o ECD proposto pela ministra mostra bem o grau de envolvimento que aquela gente tem com a comunidade escolar e com as suas próprias carreiras:
Os principais assuntos do momento passam-lhes simplesmente ao lado.
Interiorizaram que herdaram as escolas... e que estas serão propriedade sua para o resto das suas vidas.
Que se há-de fazer?
Sou informado que numa escola básica aqui ao lado - que não a minha, ressalve-se - o Presidente do CD obriga os professores que vão faltar a elaborar o plano de aula para o professor substituto a dar!Literalmente!
Já tem acontecido um professor de Francês dar Matemática!
E - pasme-se! - há colegas que não se recusam a esta imundice intelectual.
Afinal, andamos tantos anos a estudar Pedagogia, para quê?
Para que são os cursos de especialização que cada um de nós tem fazer, anualmente, para se afinarem as estratégias do nosso ofício e ele se tornar o mais eficaz possível, se depois se obriga um professor de Francês que já nem se lembra de ver um número negativo, a não ser no seu extracto bancário, a dar equações do 2º grau?
Eu bem gostava de dar os parabéns a essa heroína colega de Francês e desejar-lhe um feliz Natal...
no Júlio de Matos.
A todos os frustrados que se dedicam a descobrir maneira de achincalhar os professores neste blog:
Só voltais a fazer terrorismo analfabeto neste blog, quando eu puder comentar também nos vossos.
Como nunca sereis capazes de produzir um blog que seja lido por mais do que 3 pessoas, estamos conversados.
Feliz Natal para vocês e para a vossa incomensurável frustração.
E nunca mais levem os vossos filhos (se é que tiveram a capacidade de gerar algum) à escola.
Fiquem com eles o dia inteiro e ensinem-nos vocês, já que os professores não prestam senão para serem achincalhados por iluminados escribas como um que derrama aqui o seu fel contra eles diariamente.
Vocês são - pelos vistos - capazes de ensinar os vossos filhos muito melhor do que nós, professores.
Por isso, se o não fazem, é porque (cada um escolha o seu caso):
A) são uns miseráveis cobardes.
B) as bestas comodistas mais imundas à face da Terra.
C) os vermes mais desprezíveis do subsolo.
D) os porcos mais abjectos da imensa pocilga que é a inveja tuga.
E) umas torpes cavalgaduras pilecas, inúteis e desferradas.
F) Todas as respostas anteriores.
Se, pelo contrário, retirarem os vossos filhos da escola que é o maior nojo e das mãos da corja incompetente que são os professores deste país, então provam ser pessoas coerentes.
Façam o favor de nos dizer de que escolas retirarão os vossos filhos amanhã.
Para que possamos comprová-lo.
Até lá, como sei que se vão esquecer de o fazer, e para não ter que vos mandar para a senhora que, coitada, vos deu à luz com o cordão umbilical enrolado em volta do hipotético cérebro,
me subscrevo.
Desatentamente a V. Alimárias,
João Tilly
Adriano Moreira acaba de reduzir Mariano Gago a pó.
No Prós e Contras.
O Reitor da Universidade Nova está de acordo.
Às vezes não entendo certos subalternos que vêm sistematicamente a terreno defender aquilo que nenhum especialista (alguns são mesmo seus patrões) pode defender:
A única preocupação de Mariano e de Maria de Lurdes é poupar.
O ensino e a investigação que se lixem...
Este é, de facto, o mais triste governo que tivemos em Portugal desde que há memória democrática.
Continuando com a saga das aulas de substituição de um certo professor de matemática cuja identidade continua a ser protegida para que não lhe raptem os filhos e não lhe coloquem uma bomba em casa, há dias foi esse professor substituir um colega de História do 2º ciclo.
O professor tinha deixado, previdentemente, uma ficha de trabalho.
O prof de matemática entrega a ficha aos alunos que de imediato começam a protestar que não percebem nada daquilo por isto e por aquilo.
Tudo assuntos a que o prof substituto é completamente alheio.
O professor de matemática aconselha-os a procurar bem no manual mas em vão.
Como muitos alunos colocavam questões sobre o conteúdo científico da ficha teve o professor que os informar que era um professor de matemática e, embora se lembrasse bem dos principais rios de Espanha até porque vai lá muitas vezes, não era correcto ser ele a dar-lhes as respostas à ficha, dado que nem sequer o contexto da matéria ele dominava. E, dessa forma, o trabalho dos alunos não faria sentido.
Não perceberam.
O que querem é resolver a ficha o mais depressa possível para... não fazerem nenhum a seguir.
E percebe-se.
Há quantos meses estes alunos não têm um furo? Um momento livre? Para conversarem, para se relacionarem, para conviver? São 36 horas na escola com uma hora para almoçar (meia é passada na bicha) e não há um momento para descomprimir desde que inventaram as aulas de substituição de história dadas por professores de matemática.
Acabei por lhes dizer que fizessem o que sabem, apenas.
Maravilhoso!
Valeu bem a pena esta aula de substituição.
Os miúdos entregaram-me as fichas e a maior parte deles, estou certo, nem sequer as leu na íntegra.
Assim se passou uma aula de substituição de História dada por um professor de matemática.
Há dias, o mesmo professor da história anterior, a que chamaremos agora apenas de João Tilly, para que nunca se perceba de quem se fala, evitando as perseguições dos grunhos e dos caciques tão características do tempo do estado Novo e do governo actual, foi substituir um professor de educação física.
Eram só 45 minutos(!!!!)
Não lhe parecia que desse tempo para os alunos se equiparem, desequiparem, tomar banho e fazerem alguma coisa que jeito tenha, mas o que percebe esse prof de matemática de educação física?
Quem percebe dessas coisas todas é o Walter Lemos, não é? E se ele diz que dá...
Chovia que Deus a dava.
Não se podia vir cá para fora.
Ficámos todos lá dentro. Mas os rapazes querem jogar futebol (!) e as moças, volei(!).
E só há um espaço.
- Ó sr Professor: deixe-nos ocupar aquele canto que os rapazes podem jogar no resto do pavilhão à vontade - pediram as moças.
- Mas isso é perigosíssimo! Se vem uma bolada vocês nem dão conta!, respondeu o prof baby sitter.
- Não! a gente já está habituada! Nas outras aulas de substituição também é assim que fazemos.
E assim foi. O prof foi-se colocar estrategicamente a proteger as moças das boladas inadvertidas dos futeboleiros e a coisa até correu bem.
Às páginas tantas, o professor viu umas moças na rua, à porta, enquanto lá fora se fazia sentir um vendaval tremendo e uma chuva copiosa tocada a vento que as molhava por completo.
Abriu-lhes a porta, o que - veio a saber - era «terminantemente» proibido.
As moças absolutamente encharcadas nem queriam acreditar que o prof substituto as estava a convidar a entrar e a fugirem da chuva gelada porque «Não pode entrar quem não for da turma!» - garantiram.
Mais um processo disciplinar a que esse professor teria que responder se se soubesse o seu verdadeiro nome e o verdadeiro nome da Escola em que lecciona, à qual chamaremos apenas Dr Tantos de Tal, para despistar.
Bem. Os 45 minutos lá se passaram. Rapazes e raparigas jogaram e divertiram-se imenso, o prof jogou 3 minutos de ping-pong com o seu pior aluno e ainda conseguiu apanhar 2 ou 3 bolas que iam direitinhas à cabeça de uma das alunas e, no fim, quando toda a gente estava a equipar-se para ir embora, um monumental choro irrompeu do balneário dos rapazes.
- «Roubaram-me o telemóvel!» - Chorava um aluno visivelmente em pânico.
- O que vou fazer agora?
- Agora ficas sem ele! - riam os colegas. Quem te mandou guardá-lo na mochila?
- Vai fazer queixa ao Directivo! - alvitrava um.
- Para quê? Achas que te vão dar um novo? - respondia outro.
E o miúdo chorava e soluçava como uma Madalena.
O professor, embora falso, estava muito incomodado. Quase a tocar para a saída, as camionetas à porta, era mais que evidente que o telefone tinha ido à vida...
Foi então que o prof substituto teve uma ideia brilhante, à TVI.
- Espera lá! Já que ali não estava o Inspector Max, que descobre todos os casos que aquele actor canastrão nunca consegue resolver, poderá este prof substituto e baby sitter acumular as funções do imbatível cão?
Vejamos: Só entrou ali quem ali estava, pensava ele.
E, em conjunto com um outro professor de educação física (embora o de matemática é que tivesse sido escalonado para substituir o seu colega!) decidiram informar os alunos que ninguém saía dali sem o telefone aparecer.
O bluff deu resultado.
Passados 5 minutos o prof substituto foi revistar o balneário e, escondido, lá estava o telefone e o carregador!
O ladrão teve receio do faro apurado do prof substituto / baby sitter / inspector e de ser apanhado com a boca na botija!
Elementar, minha cara Maria de Lurdes!
O miúdo ficou radiante, com a verdadeira Felicidade estampada no rosto ainda lavado em lágrimas, e o professor substituto afastou-se em passos decididos em direcção ao por-do-sol, naquela noite cerrada.
Assim se passou mais uma aventura e uma aula de substituição deste professor / detective.
Acho que vou abrir aqui uma categoria para falar do que tem acontecido a um certo professor nas substituições que tem feito na sua escola.
Para não correr o risco de levar com mais um processo disciplinar em cima, por dizer a verdade, não vou identificar esse professor, como fazem as televisões.
Chamar-lhe-emos João Tilly (nome fictício) e aqui vão as suas últimas experiências dignas de menção.
É preciso dizer-se, antes de mais, que ele é professor de matemática do 3º ciclo. Não tem a mínima formação de Educação Física. Foi corredor amador, quando tinha 13 - 15 anos. Corria bem nos corta-matos. Mas nunca ninguém lhe ensinou, sequer, a aquecer antes deles.
No entanto, tem quase sempre substituído colegas de educação física.
Aulas que deveriam desenrolar-se no ginásio.
Há 3 semanas, uma quinta feira à tarde, chega lá o professor e vê que os alunos estavam equipados à espera do professor verdadeiro.
Ficaram muito admirados quando viram o professor-que-o-não-é, ainda mais porque não sabiam que não iriam ter a aula normal, embora o professor-que-o-não-é já soubesse desde as 8:45 da manhã que teria que substituir o professor-que-o-é.
Quer isso dizer que o professor verdadeiro avisou, no dia anterior, o conselho directivo, que tomou as devidas providências.
Mas aos alunos ninguém disse nada.
De modo que chega o professor (falso) ao pavilhão, pensando que os ia levar para o auditório para verem um documentário didáctico daqueles que se amontoam na biblioteca e que ninguém vê - e daqueles que nenhum aluno manifesta o mínimo interesse em ver, mas no fim até acham piada e aprendem alguma coisinha - quando depara com a intenção dos rapazes de jogar futebol e das meninas de jogar volei.
Bem: como já estavam equipados e a hora era de educação física, fazia todo o sentido aceder ao pedido dos alunos.
Aqui surge o primeiro problema: para onde vai o prof (falso)? Para o campo exterior com os rapazes, ou fica no interior do pavilhão com as meninas?
Note-se que já nem pergunto: e vai fazer o quê?
Como o funcionário foi solícito, ficou ele a "tomar conta" das meninas no interior do pavilhão e o prof de mentirinha foi acompanhar os rapazes para o campo exterior.
De 10 em 10 minutos, lá descia ele até ao pavilhão - deixando os miúdos "desacompanhados" cá fora, para ver se estava tudo a correr bem com as meninas.
Numa dessas deslocações, perguntam-lhe 3 delas - que não estavam equipadas vá-se lá saber porquê, mas numa aula de substituição de E. Física com um professor de matemática não fazia qualquer sentido que ele as mandasse equipar! - se podiam ir ao bar beber um sumo e comer alguma coisa, porque estavam cheias de fome.
Não vendo motivo para negar esse pedido, já que no fundo elas não estavam ali a fazer nada, veio com elas para cima até ao campo dos rapazes. Elas lá foram ao bar dos alunos.
Passados uns minutos voltaram a dizer que não as serviam sem a presença do professor.
Achando estranho, pois se elas disseram à funcionária do bar que estavam numa "aula de substituição" e se o "prof baby sitter" não pode acompanhar os alunos do futebol, as alunas do volei e as que têm fome, ao mesmo tempo, porque não serviram as moças?
Certificou-se que elas estavam mesmo com fome e sede e, como disseram que sim, lá foi com elas.
Não vou entrar em pormenores sobre o que se passou no bar.
Por uma questão de pudor.
Apenas digo que a funcionária o informou que, naquela escola, «os funcionários estão proibidos de servir os alunos a não ser nos intervalos».
"Por ordens superiores".
Portanto, nem sequer acompanhadas pelo professor as alunas poderiam ser servidas. Ia abrir uma excepção, porque o professor estava ali.
Nunca na vida! - Exclamou o professor de matemática.
Ficava em favor! E isso, no país mais corrupto da Europa, é que nunca!
Em vez de aceitar o "favor", perguntou, o professor baby sitter, o que fazia, então, a funcionária durante todo o dia, uma vez que só há um intervalo de manhã e outro de tarde, mas já nem quis ouvir a resposta básica do género: estou a cumprir horário!
Claro que hoje já se confirmou que aquela ordem superior, se existe, não se cumpre.
Há alunos que são servidos e outros não, de acordo com o critério absolutamente arbitrário e da disposição momentânea de quem está no bar.
Claro que as alunas começaram logo a perguntar «se era melhor estarem ali 3 funcionárias o dia inteiro, a dar à língua, sem fazer nada».
E claro que, ao chegar a casa, contaram aos pais o que se passou.
O professor substituto, por seu lado, ficou abismado com o descaramento e a resposta pronta de quem tem a coragem de lhe dizer na cara que está ali a cumprir horário!
Ou seja: a fazer NADA!
Voltou para trás. As alunas ficaram sem comer, as funcionárias continuaram a dar à língua, os alunos a jogar futebol e as meninas a jogar volei.
Assim se passou uma aula de substituição de Educação Física de um professor de matemática.
"A semana que passou, marcada pela vigília dos professores, pela entrega na 5 de Outubro de um documento com 65.000 assinaturas, de repúdio pelas propostas do Ministério da Educação, e pela greve dos estudantes, não foi, tão-só, "mais uma jornada de luta", que se somou à manifestação e à greve precedentes. A semana que passou patenteou, sobretudo, que o descontentamento e a agitação social se apossaram das escolas e começam a ser insustentáveis, face ao prejuízo imenso que repercutem no ensino e na educação dos alunos.
O país tem hoje dois problemas de monta. Um é substancial e de natureza económica e financeira: na educação, na saúde, na segurança social, na reforma do Estado, tudo se reduz a cortar, subtrair, nivelar por baixo. O outro é existencialista e de natureza patológica: na mente de alguns aninhou-se a missão de salvar a Pátria, albergou-se a verdade única e a convicção de que, em nome da "esquerda moderna", vale tudo.
Os que, como eu, pensam que a solução da crise económica é incompatível com uma política fundamentalista de anulação, em anos, de um défice que se engordou em décadas, admitem, com tolerância, que as regras europeias (com que não concordam) e a competitividade feroz do mercado global (que não apreciam) imponham modificações dolorosas para sanear as contas públicas. Mas não admitem que a factura seja paga apenas pelo trabalho e isente o capital; que as modificações sejam impostas e não negociadas; que a manipulação sem pudor dos números seja usada para fomentar a inveja e o ódio contra classes profissionais honestas; que a débil informação da generalidade dos portugueses seja demagogicamente aproveitada para lhes "comer as migas na cabeça". O que se segue fundamenta o que acabo de escrever. Os visados que desmintam, se forem capazes.
1. Nos últimos tempos disse-se, citando a OCDE e para os denegrir, que os professores portugueses eram dos mais bem pagos da Europa. O que permitiu a notícia, glosada até à náusea, foi um gráfico que se refere apenas aos professores do secundário com 15 anos de serviço, em função do PIB por habitante, que é dos mais baixos da Europa. Na mesma página, logo por cima do gráfico utilizado, está outro, bem mais relevante, que ordena os professores em função do valor absoluto do salário. E nesse, num total de 31 países estudados, os professores portugueses ocupam a 20.ª posição! Mas, sobre isto, nada se disse!
2. Disse-se, aludindo ao mesmo estafado indicador, que somos dos que mais gastamos com a educação. Mas não se disse o que importa: que o dinheiro efectivo gasto por aluno nos atira para a 23.ª posição entre os 33 países examinados e que, mesmo em relação ao PIB, estamos, afinal, num miserável 19.º lugar.
3. Disse-se que a prioridade das prioridades era a qualificação dos portugueses, mas não se disse como se concilia isso com o corte de 4,2 por cento na educação básica e secundária e 8,2 por cento no ensino superior. Como tão-pouco se disse, do mesmo passo, que os subsídios pagos pelo Estado a alguns colégios privados cresceram exponencialmente, de 71 a 108 por cento, como se retira da matéria publicada no DR de 16 de Outubro!
4. Disse-se, ainda, alto e bom som, que os funcionários do Estado estavam mais bem pagos que os privados. Mas não se disse que um estudo encomendado pelo Ministério das Finanças a uma consultora internacional (é moda agora adjudicar a consultoras externas e pagar-lhes a peso de ouro aquilo que os técnicos dos serviços sabem fazer) concluiu, e por isso foi silenciado, que os funcionários públicos ganham, em média, muito menos do que ganhariam se fizessem o mesmo trabalho para um patrão privado. E estamos a falar de diferenças que são, diz o estudo, de 30, 50, 70 ou mais que 100 por cento, em desfavor do funcionalismo público. Isto não se disse! As cerca de 300 páginas deste estudo estão, prudentemente, silenciadas na gaveta de Teixeira dos Santos.
5. Igualmente silenciados, porque não convém que se diga, estão os dados do Eurostat que mostram a inutilidade das medidas da ministra da Educação para a área: o abandono escolar precoce passou dos 38,6 por cento do ano passado para os 40 por cento deste ano, enquanto diminuiu por toda a Europa.
6. José Sócrates disse no Parlamento, qual justiceiro-mor que não ataca só os que pouco podem, que determinaria a inspecção obrigatória das empresas que declarassem prejuízos superiores a um milhão de euros, relativos a operações de reestruturação societária. Mas não disse... que isso já está na lei vigente e não passa, pois, de mero fogacho. Na mesma altura, disse ainda ir propor legislação destinada a obrigar os bancos a explicarem que manobras de planeamento fiscal estão a preparar. Mas não disse... , mais uma vez, que não estava a descobrir a pólvora, porque a lei actual já permite obstar a manobras que se destinem à simples obtenção de vantagens fiscais, assim tenha coragem de a aplicar. E, mais importante, não disse o óbvio, isto é, quando vai fazer legislação sem buracos e quando cumprirá a reforma do sigilo bancário que, segundo prometeu, já devia estar feita. Digo eu que estes expedientes cansam! "
Santana Castilho
Professor do ensino superior
Para além de violência à força toda nas escolas - a que os especialistas chamam "bullying", hoje em dia - está a instituir-se mais uma virtude nas modernas escolas-cárcere, em que os alunos são obrigados a estar, 36 horas por semana sempre a malhar sem ter tempo de ir à casa de banho nem sequer nos intervalos.
É a CENSURA prévia aos artigos que os alunos vão escrevendo nos jornais escolares.
Assim, parece ser preferível abafar casos em que alunos de 12 anos vivem aterrorizados com medo dos matulões de 16 cujo passatempo preferido é sová-los, do que denunciar estes casos.
Assim, os pequenitos, mal toca para a saída, enfiam-se nas casas de banho à espera do toque para a entrada.
Uma pouca vergonha sem limites no Portugal democrático.
Onde estão as melhores escolas do mundo?
Em Portugal!
Vejamos o exemplo de uma turma do 7º ano de escolaridade - ensino básico.
Entre DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES e NÃO DISCIPLINARES, temos:
1 - Língua Portuguesa
2 - História
3 - Língua Estrangeira I — Inglês
4 - Língua Estrangeira II — Francês
5 - Matemática
6 - Ciências Naturais
7 - Físico-Químicas
8 - Geografia
9 - Educação Física
10 - Educação Visual
11 - Oferta da escola 1 entre (Tapeçaria, Música, Dança, Fotografia, Cerâmica, Expressão plástica, Teatro).
12 - Educação Visual e Tecnológica
13 - Educação Moral R.C.
14 - Estudo Acompanhado
15 - Área Projecto
16 - Formação Cívica.
É ISSO – CONTARAM BEM – SÂO 16 (dezasseis)
Carga horária = 36 tempos lectivos
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de todo o Portugal?
MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!
A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência , apesar de os professores não terem formação para isso ;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar de os professores não terem formação para isso ;
Não pode esquecer os outros alunos, "atestado-médico-excluídos" que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, por vezes, não falam uma palavra de Português ;
Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos como:
Currículos Alternativos;
Percursos Escolares Próprios;
Percursos Curriculares Alternativos;
Cursos de Educação e Formação.
MAS AINDA HÁ MAIS…
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:
Educação sexual
Prevenção rodoviária
Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares ,etc.
Preservação do meio ambiente
Prevenção da toxicodependência
Etc, etc…
Mas então, pergunta-se: afinal… em Portugal as crianças são todas órfãs?
Os pais NÃO ENSINAM NADA AOS FILHOS???
Pelo que eu vejo, é verdade que não.
Os pais demitiram-se totalmente de ministrarem qualquer tipo de EDUCAÇÃO e de normas de civilidade aos filhos. Mas a isso estão obrigados não só eticamente mas também POR LEI!!!
Nem sequer aparecem na escola quando convocados por carta registada pelo director de turma!
E não se pense que é só no básico que isto se verifica.
A Escola Secundária de Seia tem 600 alunos e no último plenário da Assembleia de Pais apareceram menos de 20!
Como é isto possível???
E depois são estes pais ausentes e absolutamente desinteressados do percurso escolar dos seus filhos aqueles que MAIS criticam a competência dos professores??
É claro que, perante uma realidade destas só se encontra mesmo um único responsável se a Educação falha: Os professores .
Porque, na esmagadora maioria dos casos, são os únicos que a trabalham em Portugal.
Assim, faz-se dos professores uma cambada de selvagens e incompetentes que não merecem o que ganham e "trabalham" poucas horas. Apenas 35.
Para além disso têm milhares de férias (22 dias úteis) e passam a vida a ser achincalhados e até agredidos pelos pobres dos alunos. E pelos seus pais.
Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam o material para as aulas, que façam os trabalhos de casa, que estejam atentos e não berrem que nem capados na sala de aula e depois ainda têm o descaramento de ficar aborrecidos quando os alunos deles escarnecem e lhes faltam ao respeito!!
Façamos, pois, aquilo a que somos obrigados E NADA MAIS, já que nem a ministra nem os pais isso fazem.
Deixemos aos pais as tarefas da civilidade que lhe competem e punamos, apenas, tout-court, os alunos que, na escola, revelem comportamentos de incivilidade. Já nem falo dos que se mostram absolutos selvagens.
Veremos como, ao fim da 10ª falta disciplinar, os Pais se recordarão de que também eles têm obrigações sociais para com os seus filhos, para além do simples descarregar e carregá-los no grande armazém de tempos livres que é, para eles, a Escola.
Enquanto em Portugal se fecham maternidades e SAPs (como em Oliveira do Hospital aqui ao lado), em Espanha transplantam-se pulmões aos portugueses que estariam irremediavelmente condenados a morrer no nosso País.
É assim que os governantes portugueses tratam o povo.
E é assim que os governantes Espanhóis tratam o povo português.
Correia de Campos, um Pai tirano, fecha todas as unidades de Saúde que pode, porque alegadamente dão prejuízo (se calhar queria que a Saúde desse lucro!), excepto salas de chuto e clínicas de aborto.
Essas darão lucro, pelos vistos.
E os portugueses, que estão sob a sua alçada, vão morrendo em lista de espera, se não forem os nossos irmãos Espanhóis.
Um dia fatalmente se fará a História desta classe política corrupta, criminosa e genocida que nos arruína desde Abril de 74, e que ficará para sempre associada às indignidades e aos crimes que diariamente vem praticando, por razões politico-economicistas.
É comum ouvir-se vozes discordantes e até bastante críticas relativamente às actuações dos sindicatos. Algumas questionam a sua utilidade. Outras consideram mesmo os sindicalistas como a ministra considera os professores.
Eu sou sindicalizado desde que comecei a dar aulas, em Pombal, em 85.
Por mais do que uma vez me apeteceu desindicalizar-me, especialmente quando, ano após ano, não via consequências práticas da luta do sindicato.
Ainda bem que o não fiz.
Ninguém se iluda: a não ser o sindicato, quem é que quer saber da vida e dos problemas do professor?
Felizmente esta ministra mostrou claramente que não é o seu ministério que se preocupa com a nossa vida ou com as nossas inexistentes condições de trabalho. Preocupa-se, sim, em poupar dinheiro e cumprir o déficit à nossa custa.
Não é à custa da alta finança nem da banca milionária que o governo pretende poupar 0,8% no déficit ( e ainda resta saber se isso se confirmará!...).
Se aqueles Pedreiras e aqueles Lemos são forçados a recuar nas suas pretensões de acabar de vez com alguma réstea de dignidade na Profissão de Ensinar, isso o devemos aos sindicatos.
Com o nosso esforço e participação, é certo.
Sem o empenho dos trabalhadores intelectuais o sindicato dos professores não teria força nem legitimidade.
Há que apoiar, por isso, nesta hora, os nossos sindicatos e apelar - isso sim - a que alguns deles se dissolvam porque não fazem, de facto, o mínimo sentido.
Um sindicato que representa poucas dezenas ou centenas de professores não é útil à classe.
Um que represente dezenas de milhares, é-o concerteza.
Vamos unir-nos todos contra a nítida e declarada intenção do governo de dividir para reinar!
O medo está instalado nas escolas, como antes do 25 de Abril.
Um governo autoritário completamente vendido à alta finança aterroriza os funcionários públicos e sobretudo os professores, ameaçando-o com a extinção das suas carreiras.
Com a esmagadora maioria dos conselhos executivos das escolas nas mãos, com a promessa de que serão esses mesmos "professores" (que o não são porque decidiram deixar de o ser para se tornarem burocratas) os que subirão ao 10 escalão e à carreira de professor titular, a ministra conseguiu instalar um clima de quase terror nas escolas, muito propício à desmobilização dos colegas e à sua consequente divisão.
Como uma professora diz, nesta peça da SIC, «os assuntos não são debatidos em voz alta. Toda a gente tem medo de falar com receio de represálias.»
Um estado pro-fascista, portanto, este que se vive na esmagadora maioria das escolas de Portugal, 32 anos depois de Abril.
A guerra é muito difícil porque os pais, que se demitem todos os dias da educação dos filhos, são levados, pela propaganda diária do governo, a acreditar que quem retira os seus filhos das trevas do analfabetismo e da ignorância ... não passam de mandriões.
Portugal 2006.
Para que conste.
Estudantes do Secundário protestam contra aulas de substituição
No mesmo dia em que começaram oficialmente as negociações suplementares do ECD, centenas de alunos convocaram um protesto contra as aulas de substituição.
Alunos do Ensino Secundário protestaram ontem em vários pontos do País contra as aulas de substituição, numa iniciativa convocada por mensagens de telemóvel (SMS) e Internet, que terminou com a realização de uma greve e o encerramento de algumas escolas.
"Greve de alunos 16 de Novembro contra as substituições. Mensagem a rodar. Passem!" foi uma das mensagens que circulou desde o início do mês por telemóveis e sistemas de conversação instantânea na Internet.
Os alunos estão "contra as aulas de substituição" porque "não têm sentido nenhum". Na sua opinião, em vez de utilizarem "saudavelmente o tempo", os alunos ficam "fechados nas salas de aula a jogar às cartas, por exemplo".
"Antes de criar aulas de substituição, o Ministério devia preocupar-se com os métodos para a sua concretização", afirmam.
"Em vez de estarmos fechados numa sala de aula devíamos estar a aproveitar os recursos que a escola nos oferece, como a biblioteca, as salas de computadores ou as salas de estudo".
Perante os protestos dos mais de 400 estudantes, só em Lisboa, contra as aulas de substituição, Jorge Pedreira aconselhou os alunos a apresentarem as suas queixas junto dos conselhos executivos e garantiu que a tutela "dará todo o apoio para a resolução desses problemas".
"Há normas e orientações da parte do Ministério que permitem assegurar as aulas e actividades de substituição com qualidade e maior significado pedagógico. Há todas as condições para esse efeito. É, fundamentalmente, uma questão de organização", afirmou.
Jorge Pedreira faz jus ao seu nome, se profere uma afirmação destas.
Porque, das duas, uma:
Ou desconhece em absoluto o que é uma escola, ou desconhece em absoluto o que é uma escola.
Alguma vez uma aula de substituição, neste regime de ensino, pode servir para alguma coisa?
Nem sequer no ensino básico faz qualquer sentido na prática.
Ainda ontem eu (professor de matemática) fui fazer uma substituição de um colega de História.
O professor tinha deixado uma ficha de trabalho.
Mesmo assim, e talvez por isso, aquilo foi um pandemónio porque os alunos, naturalmente, fazem todo o tipo de perguntas, levantam dúvidas, colocam questões sobre a ficha.
E, embora eu tenha conseguido responder a todas elas, fiquei naturalmente na dúvida sobre a forma como o deveria ter feito.
Porque eu não tenho formação pedagógica para dar História e Geografia de Portugal.
Não sei como se aborda cada questão no contexto das matérias a tratar. Nem sei quais as matérias que estão a ser dadas. Tive que pedir um livro e, literalmente, estudar ali, na hora, para tentar "descobrir" os contextos.
Conheço, felizmente, os rios principais da Peninsula Ibérica porque, por acaso, exceptuando a Galiza, conheço bem toda a Espanha (mas quantos colegas de matemática conhecerão os rios espanhóis?). Mas não sei, claro está, como se enquadra essa informação no contexto das matérias que estão a ser tratadas pelo professor. Orografia? Navegabilidade? Aproveitamento agrícola? Aproveitamento hidroeléctrico? Turismo?
Isto, no básico.
Imagine-se agora o que se passa no secundário, com as complexidades e as especificidades das matérias a leccionar.
Só um desconhecedor absoluto do nosso sistema educativo pode imaginar que as aulas de substituição podem ter algum efeito útil, a não ser o de evitar que os alunos andem no exterior da escola a brincar - actividade que lhes seria bastante mais útil do que estar fechados em salas a olhar uns para os outros.
Em Lisboa, cerca de 400 estudantes de várias escolas secundárias manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação (ME), onde decorre a vigília dos professores. Gritavam palavras de ordem como "Mostra a tua indignação, diz não às aulas de substituição" ou "Eu não vou daqui para fora, enquanto a ministra não se for embora".
O protesto obrigou ao corte de trânsito, durante a manhã, no sentido sul-norte da Avenida 5 de Outubro - uma situação que acabou por ficar normalizada por volta das 13h45, quando apenas cerca de 100 alunos permaneciam junto às instalações do ME.
Na região de Lisboa, as escolas secundárias Fonseca Benevides e Braamcamp Freire foram encerradas a cadeado durante a manhã. Na escola básica do 2.º e 3.º ciclos Gonçalves Crespo, na Pontinha, registaram-se desacatos: os alunos impediram a entrada dos professores e um aluno de 15 anos agrediu um agente da PSP.
Na quarta-feira, a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) tinha enviado a todos os estabelecimentos de ensino um ofício que estabelecia o que fazer em caso de encerramento a cadeado. A DREL ordenava os conselhos executivos a chamar a polícia e a identificar os autores.
No Porto, o protesto quase não se fez sentir. A agência Lusa contactou várias escolas secundárias, que se encontravam a funcionar com normalidade. Apenas cartazes afixados em vários pontos da cidade, que informavam a realização de uma manifestação de estudantes do Ensino Secundário, no dia 22, na baixa do Porto, eram o único sinal relacionado com a manifestação.
Em Coimbra, a repercussão também foi reduzida: uma concentração de estudantes que estava marcada para o meio-dia ainda não tinha sequer começado por volta das 13 horas.
Mais impacto teve a iniciativa no Alentejo, onde os alunos aderiram em força à greve, registando uma adesão de 80% a 90% na Secundária São Lourenço, em Portalegre, e cerca de 50% na Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.
Em Évora, os alunos bloquearam com pregos as entradas da Secundária Gabriel Pereira, enquanto no litoral alentejano mais de duzentos estudantes protestaram nas ruas de Alcácer do Sal, com a greve a fazer-se sentir igualmente nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém.
No Algarve, cerca de 200 estudantes manifestaram-se nas ruas de Faro e foram mesmo recebidos pelo governador civil da cidade, a quem entregaram uma moção com as suas reivindicações.
Segundo disse à agência Lusa o director regional de Educação, a jornada de luta não originou, no entanto, quaisquer fechos de escolas nesta região.
O protesto de alunos chegou também à Madeira, onde os estudantes da escola básica e secundária da Ponta do Sol, no Funchal, mantiveram os portões encerrados durante 30 minutos.
Já nos Açores não houve qualquer tipo de protestos dos estudantes do Ensino Secundário.
Perante o facto de os protestos dos alunos contra as aulas de substituição se terem desenrolado no mesmo dia do arranque da negociação suplementar relativa ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, disse estranhar a coincidência óbvia: "Queria registar, e ao mesmo tempo lamentar, que haja esta tentativa de perturbação da vida normal das escolas, por coincidência no mesmo dia em que retomamos a negociação sobre o Estatuto da Carreira Docente", afirmou o responsável, em conferência de imprensa.
Questionado pelos jornalistas sobre se estava a insinuar que o protesto dos alunos tinha sido combinado com os professores, que estão em vigília à porta do Ministério da Educação (ME) desde quarta-feira, Jorge Pedreira declarou: "Estou a querer dizer apenas isto - a coincidência é óbvia e mais nada".
Perante acusações proferidas pela Juventude Socialista (JS), a FENPROF já emitiu um comunicado a negar "estar na base da acção de protesto desencadeada por alguns estudantes no dia 16 de Novembro". Esta organização sindical garante que, a FENPROF tal como as restantes organizações sindicais de professores, "apenas tomou conhecimento da iniciativa no próprio dia face aos desenvolvimentos publicamente conhecidos".
Em declarações aos jornalistas, Jorge Pedreira garantiu que a solução "não passa por acabar com as aulas de substituição" e criticou a forma como os estudantes escolheram protestar: "Penso que os estudantes têm todo o direito de se manifestar e protestar. Penso que fazê-lo nos moldes em que o estão a fazer, nas ruas, não resolve nada", defendeu.
Marta Rangel| 2006-11-17
Mas está enganado! E sabe-o bem.
É mesmo só pelo escândalo público que os males se vão resolvendo neste país!
Mãe de aluno deu pontapés e mordeu a docente
Uma professora da Escola C+S de Esmoriz, em Ovar, foi agredida com violência pela mãe de um aluno durante uma reunião, na quarta-feira à tarde, destinada a debater a indisciplina do jovem.
Durante o encontro, em que participaram elementos do Conselho Executivo da escola, a encarregada de educação exaltou-se e terá agredido a professora com vários pontapés na perna esquerda, dentadas nos membros superiores e puxões de cabelo.
O caso foi relatado esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias e confirmado ao PortugalDiário por fonte dos Bombeiros de Esmoriz que, juntamente com a GNR, foram chamados ao estabelecimento de ensino no dia dos acontecimentos.
«Recebemos o alerta da escola, por volta das 15:25, e encontrámos a professora muito nervosa com a perna esquerda ferida, os membros superiores com mordidelas e cabelos arrancados», descreveu Óscar Alves, tripulante da ambulância de socorro, dos Bombeiros de Esmoriz.
in Portugal Diário
O governo recua substancialmente no ataque à carreira docente.
Afinal as faltas por doença, por nojo, etc, já não constituirão barreiras à progressão na carreira docente.
Nem nunca poderiam constituir obstáculo a essa progressão.
Seria uma medida claramente inconstitucional. Mas esse trabalho, o de o demonstrar, já não teremos.
Por outro lado os professores no 10º escalão ficam automaticamente na nova carreira de professores titulares.
Ou seja: os professores que não fizeram greve são os mais beneficiados.
Daqui para diante menos a farão.
Não se pode negar que a Ministra sabe alguma coisa... de política.
O que não se pode negar é que a luta dos professores deu, afinal, algum resultado.
E dará mais... dará mais, seguramente.
A luta pela Qualidade do Ensino continua.
Esta ministra deixará, dentro de meses, de o ser.
Os cargos políticos são efémeros.
E nós continuaremos Professores.
A imprensa a soldo da alta finança lá faz a sua obrigação diária e tenta suavizar hoje, apressadamente, a "pérola" de ontem da ministra:
«Um professor de Direito a dar apoio jurídico ou um professor formado em Engenharia responsável pela manutenção e conservação de edifícios – estes são alguns exemplos que o Ministério da Educação (ME) quer ver no futuro nas escolas, com o programa de reconversão de professores com horário zero.»
Actualmente, de acordo com o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, “mais de dois mil professores de quadro de zona pedagógica estão com horário zero”, a que se juntam algumas centenas de quadros-escola na mesma situação.
Esqueceu-se de dizer que só 600 provocou-os ele este ano porque o ME se "enganou" nas colocações do grupo de Português- Francês...
“Não poupamos nada, porque eles já estão a receber ordenado”, explica Valter Lemos. Estes professores exercem outras funções fora das aulas: apoio aos alunos, apoio à gestão escolar, (leia-se: ajudar os CDs a fazer o que fazem hoje: reprimir os colegas, escolher entre eles quem sobe a professor titular, e o resto do tempo coçarem os... joelhos), trabalho na biblioteca ou no centro de recursos, orientação vocacional. E poderão continuar a realizar algumas das funções, mas com formação adequada. “O objectivo é proporcionar formação adicional”, de acordo com as suas capacidades e conhecimentos.
Lá está: como dizia aqui uma leitora: a tal famigerada formação... para trolha<br>
Na mira estão principalmente os professores do 1.º Ciclo, que ficaram sem alunos após o fecho de mais de 1600 escolas em Setembro.
Então os professores do 1º ciclo é que vão dar apoio jurídico, apoio económico(???) ou manutenção dos edifícios?
“Queremos dar a possibilidade de desempenharem as funções de forma positiva para a escola, tendo em conta a disponibilidade de cada professor”, realça o governante. Esta proposta pretende ser uma alternativa à integração dos docentes na lista de supranumerários. Mas Valter Lemos ainda não consegue especificar o que acontece aos professores com horário zero que não aceitem a reconversão. “Está em estudo, ainda não há normativo”, diz.
Então porquê a propaganda?
No próximo ano, o ME prevê reduzir as despesas com pessoal em 343 milhões de euros: 180 milhões relacionados com a aposentação de professores, 100 milhões com a diminuição dos destacamentos de professores para funções não docentes e com a redução dos encargos dos serviços regionais. O restante é conseguido através do congelamento das progressões automáticas, que vai manter-se, e, com a redução de contratados, menos cinco mil.
E sobre os 10 mil professores que «trabalham» a picar o ponto no Ministério da Educação, lá colocados à vez, pelo PS e pelo PSD?
Nem uma palavra...
Nesses não se pode mexer!
São jobs de parte a parte que têm que ser mantidos a todo o custo...
A directiva é simples: Só se pode prejudicar quem trabalha efectivamente nas escolas!

O último desanrincanço da ministra é colocar os professores excedentários nas escolas a fazer «manutenção de edifícios»!
É pena não haver professores de matemática em excesso, porque eu já tinha decidido:
Ia dedicar-me à manutenção eléctrica e mecânica da minha escola!
Desmontava os quadros eléctricos todos de segunda a quinta.
À sexta desmontava a caldeira.
Ao Sábado, manutenção da cozinha.
E, se pudesse, ao domingo, desmontava mais qualquer coisa começada por um M.
Podia ser que alguém a quisesse montar na segunda.
Dá-me ideia que ela não protestaria muito...

José Gil - Visão, 9 de Novembro de 2006.
O que impressiona nas intervenções mediáticas dos responsáveis do Ministério da Educação (ME), é a ausência total de uma palavra de apreço e incentivo para com os professores.
Quando ela vem, parece forçada, demasiado geral, demonstrando uma incompreensão profunda pelas condições do exercício da profissão.
Os últimos rumores (verdadeiros) sobre as eventuais oito horas lectivas obrigatórias, mais o corte das «pausas» do Natal, Carnaval e Páscoa, provam que as autoridades encarregadas de conceberem a política educativa do nosso país não sabem - ou não querem saber - o que implica ser professor.
Fica-se com a sensação de que o ME tem do professor a ideia de alguém que goza de privilégios imerecidos, que sobe «à balda» na carreira, que falta às aulas quanto pode, que se está nas tintas para o aluno, que se esquiva o mais possível ao trabalho e ao esforço.
O cúmulo deste intolerável estado de coisas é que usufruiria - como se faz crer aos portugueses - dos melhores salários em comparação com os equivalentes europeus.
O imperativo da política educativa formular-se-ia, pois, assim: «Vamos pôr tudo isto na ordem.» Vamos varrer o despesismo, a «balda», o desperdício, o oportunismo, o laxismo, a facilidade, a incompetência - todos esses vícios da maioria dos docentes que teriam transformado a escola num lugar para se viver de boas rendas, trabalhando pouco, mal, e gozando de inomináveis rega-lias e do maior tempo de ócio. Imagem tão pregnante que as excepções - «aquele professor que nos marcou para toda a vida...», frase estafada que, pelo menos, diz a parte mínima que compõe a minoria - seriam incapazes de a combaterem e de a apagarem.
Eis o que explicaria os excessos discursivos (e não só) dos responsáveis do ME. Tem-se a nítida impressão de que não gostam dos professores - por mais que queiram distingui-los dos sindicatos.
Ora, o que está em jogo no actual debate sobre a educação, é a transformação de uma situação há muito desastrosa, criando condições para um ensino de qualidade, à altura das ambições da «modernização» global do País, proclamadas pelo Governo.
Nesse quadro, a Educação constitui um pilar essencial do projecto governativo do primeiro-ministro: se ele falha, falhará todo o projecto. Neste momento constata-se que o clima das escolas (professores cansados, abatidos, deprimidos - dos que pertencem às «excepções») não contribui para a boa aplicação dos novos estatutos que aí vêm.
Quem se importa com os professores?
Questão que poderia deslizar, perigosamente, para esta outra: quem se importa com o ensino?
Quem, nesta reforma, pensa no tipo de trabalho, material e imaterial, que o professor fornece, para que a relação mestre aluno produza os efeitos esperados?
Relação extremamente delicada, que não se reduz à transmissão de conhecimentos, mas que exige do professor um investimento múltiplo, emocional e intelectual, que provoca um desgaste psíquico e existencial extremo.
Que se me permita citar umas linhas que escrevi noutro local: «O investimento na docência convoca forças de toda a ordem, os dons, a capacidade de controlar e de se auto controlar, a plasticidade para se adaptar a e lidar com cada aluno em particular, o equilíbrio incessante entre o papel de docente e o de educador, o constante brio que se exige de si (o terrível superego do professor que o força a ter a melhor imagem de si para estar em paz consigo mesmo), a responsabilidade que assume pelo aproveitamento dos alunos, etc. Ele não investe uma ou duas «competências», investe na aula a sua existência inteira”.
Mas não são só o espírito e os métodos pedagógicos que devem ser considerados dentro de um contexto mais alargado.
É a própria noção de «racionalização» do ensino que tem de ser repensada. A actual política educativa parece padecer de toda uma série de disfunções e desfasamentos: muda-se o estatuto da carreira docente, com novas tarefas, mais trabalho, mantendo-se inalterados os conteúdos e negligenciando a formação necessária dos maus professores; instauram-se regras de avaliação, mas não se eliminam os compadrios e as conivências; exigem-se boas vontades para certas tarefas, e quebram-se as vontades não oferecendo contrapartidas; voltam-se os pais contra os professores, estes contra a instância que os tutela, o pessoal administrativo contra os professores, e já mesmo se formam alianças alunos - pais contra o Ministério. . .
Tudo isto é mau para o ensino e para a educação. Como se a «racionalização» do ensino básico e secundário, ao preocupar-se apenas com alguns dos seus aspectos, e sem visão global, induzisse necessariamente outras formas de irracionalidade e anarquia.»
José Gil - Visão, 9 de Novembro de 2006.
Cortesia de José Ruas

Eu recuso-me a acreditar no que acabo de ver na SIC.
Uma professora delegada sindical a queixar-se disto!
De que o Ministério quer uma lista exaustiva e circunstanciada dos professores que fizeram greve!
Como no tempo do fascismo!
Mas onde é que estes senhores pensam que estão?
Na Coreia?
Basicamente, o que conseguimos provar com este precedente foi que afinal aquilo que a Ministra ou o Secretário de Estado se lembram de despachar NÃO TEM FORÇA DE LEI!
Quando «um simples professor de matemática» apoiado por um «simples» (mas competentíssimo!) «advogado da nossa praça» ganha um caso único no país às dezenas de juristas do ME pagos sabe-se lá a que peso, está tudo dito!
O mesmo se aplica:
- à obrigatoriedade por parte de qualquer aluno de ter que assistir àquela coisa sem adjectivação que são as aulas de substituição no secundário - ilegais, já que não se trata de Escolaridade mínima obrigatória.
- à obrigatoriedade de um professor dar as «aulas de apoio», já que o ministério deixou de as contemplar como tal.
Quer dizer, através de mais um despacho iluminado, do género daquele que foi derrotado, agora, em tribunal, o ME deixou de considerar as «aulas de apoio» como aulas!!!
Ou seja: são «aulas» para se darem, mas «não são aulas» para fazerem parte da componente lectiva!
Isto só num país do 3º mundo!
Apesar das manobras obscurantistas e censórias levadas a cabo por dois inimigos declarados meus escudados numa auto-intitulada «comissão de acompanhamento do acto eleitoral», e da triste novela daí resultante, com o intuito de não me permitirem concorrer ao acto eleitoral ao Conselho Executivo da minha Escola, realizado em Maio último, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco acaba de nos dar razão no essencial e a minha lista terá - apesar de todas as forças de bloqueio - que ser submetida a votos.
Ou seja: as eleições terão que ser repetidas
Portugal, apesar de todo o caciquismo e obscurantismo que tentam reimplantar a cada dia que passa, por todo o lado, ainda é um Estado de Direito.
Viva a Democracia e a Liberdade de expressão consignadas na Constituição da República Portuguesa!
O problema destas aulas resulta essencialmente da legislação proposta pelo Secretário de Estado, que não faz a mínima ideia do que é ser professor.
Dá ideia que a formação dele é essencialmente religiosa.
Passo a explicar: Se por acaso um padre adoece, a missa pode ser dada por outro prelado.
O génio deste Secretário de Estado ainda, com a ideia cabotina que o professorado é um sacerdócio, "pensa" que sacerdócio quer dizer troca de sacerdote; daí a facilidade com que ele se propõe resolver as aulas de substituição: falta um professor de Matemática, nada de pânico: pega-se na planificação do dito, vai-se à sala de profs, arrebanha-se um que esteja disponível (o professor de moral, trabalhos oficinais, inglês, história, etc e, está resolvido o problema).
Com secretários destes, todos os problema se resolviam.
Ex: Medicina: O operador não veio? Fácil de resolver... ele que mande a planificação da transplantação coronária que o dentista, que está de folga, faz essa operação.
Como é possivel que este génio tenha perdido tanto tempo como vereador numa câmara do interior e tenha levado o país à degradação em que está?
Promovam-no ou internem-no que eu, como estou de folga, opero-o.
In:
http://ocartel.blogspot.com
É isto que eu proponho a todos.
Assim as escolas ficam fechadas 2 dias e mostraremos à ministra que o seu ataque cego e cerrado aos mais fracos não fica impune.
E não se ficará a rir, como o faz de cada vez que desconta um dia de greve a um pobre professor.
Os pais, se quiserem ser solidários com a luta dos trabalhadores intelectuais que mostram a Luz da Ciência aos seus filhos não devem levá-los sequer às escolas nestes dois dias .
Pensem nisto:
Na quinta, mais de metade dos professores faltarão. Os filhos não ficam a fazer nada na escola.
Não pode haver substituições a quem faz greve.
Furar uma greve é crime à luz da lei.
No segundo dia, se as escolas abrirem, não há garantias do mínimo de segurança para os seus filhos.
Não é preferivel deixá-los em casa nesses dois dias?
Colegas que lutam pela sua classe como eu:
Proponham trabalhos para casa para os vossos alunos se ocuparem e assim poderem estudar e praticar as várias disciplinas estes dois dias.
Recebi este texto que adaptei à minha maneira inserindo-lhe umas buchas aqui e ali.
Mas gostava de saber quem é o autor.
Para lhe dar os parabéns!
O sistema educativo não estava famoso, mas não precisava, Senhora Ministra da Educação, de aparecer para estragar o resto!
Vem, V/ Exa., perguntar agora o que estão 30 professores a fazer numa sala de professores?
Sabe que também me coloco (e coloquei aqui) essa questão muitas vezes? E sabe o que estão lá a fazer?
O que V/ Exa. mandou: a cumprir horário!
Não aumentou a carga horária dos docentes?
Esqueceu, foi?
Tal como as utilíssimas «aulas de substituição» em que V. Ex.Cia coloca um professor de Matemática a substituir um de Educação Física e vice-versa.
V/ Exa. Manda e os professores obedecem! Não têm alternativa, não é verdade?
Pode, portanto, V/ Exa. orgulhar-se dos resultados obtidos!
Eles são a consequência da sua «reforma»!
Mas não se preocupe pois vão piorar! Com o escabroso Estatuto da Carreira
Docente que V/ Exa. inventou, os resultados só podem evidentemente piorar! Nenhuma reforma, nunca, se conseguirá impor por decreto-lei nem contra a vontade da maioria dos envolvidos!
Os professores, obedientemente, cumprem e cumprirão sempre as suas ordens! Contrariados… muito contrariados… mas cumprirão! Não lhes pode é pedir que, apesar de tudo, as cumpram de sorriso nos lábios, felizes, contentes e totalmente envolvidos com as suas orientações! Não há milagres.
Cumprirão e ponto final! Que é o que V. Ex.Cia quer.
Não se pode, portanto, queixar.
Continue a mandar assim e verá a tal curva de crescimento em queda absoluta.
É que não pode V/ Exa. exigir que se cumpram 35 horas de serviço na escola e se venha para casa preparar fichas de trabalho… apontamentos… actividades…estratégias… visitas de estudo… grelhas… avaliações… relatórios… currículos alternativos…programas adaptados… trabalhos em equipa… etc… etc… etc.
V/ Exa. Tem família?
Saberá, porventura, o que é a dor de um pai que se vê obrigado a negligenciar a educação e o crescimento do seu próprio filho para acompanhar os filhos dos outros?
Esquece V/ Exa. Que os professores também são pais?
Também são pais, Senhora Ministra! Pais!!
Que estabilidade emocional pode um professor ter se V/ Exa. resolve, 30 anos depois de Abril, impedir os professores de acompanhar os seus próprios filhos ao médico … à escola… aos ATLs?
Não têm os pais que são professores os mesmos direitos dos outros pais?
Conhecerá V/ Exa. a dor de uma mãe que se vê obrigada a abandonar o seu filho prometendo-lhe voltar dali a uma semana?
E quer V/ Exa. motivação natural?
Com a vida familiar desfeita?
Não é do conhecimento público que os professores são os maiores clientes dos psiquiatras?
E que é entre os professores que se encontra a maior taxa de divórcios?
Porque será, Senhora Ministra?
Motivação?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a fazer de auxiliares de acção Educativa?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a estar na escola mesmo sem alunos? Motivação como se V/ Exa. obriga a cumprir 35 horas na Escola mesmo não tendo esta os meios essenciais para que se possa trabalhar?
Motivação, como? Se temos que pagar fotocópias, tinteiros para as impressoras da Escola…canetas… papel?
Motivação, como? Se o clima é de punição e de caça aos mais frágeis?
Motivação, como? Se lava as mãos como Pilatos e deixa tudo à deriva passando toda a responsabilidade para as escolas?
Não é função de V/ Exa. resolver os problemas?
Não seria mais produtivo trabalhar ao lado dos professores?
Motivação, como? Se de cada vez que abre a boca para as televisões fá-lo para tentar virar toda a sociedade portuguesa contra a classe?
Motivação, como? Se toda a gente percebe que o seu objectivo é dividir para esfrangalhar a classe e poupar uns cobres?
Quer lá V. Ex.Cia saber da qualidade do Ensino para alguma coisa!.... Quer é poupar!
O que vale é que por todo o país a opinião pública - e principalmente os Pais - já se estão a aperceber disso.
Motivação, como? Se V/ Exa. tem feito de tudo para isolar os professores dos alunos, dos pais, dos Sindicatos, da sociedade em geral?
E fica V/ Exa. admirada com os resultados?
Não eram estes os resultados que esperava obter quando tomou posse e iniciou a sua cruzada contra os professores?
A sua estratégia é a mesma daqueles professores que V/ Exa. acusa de não estarem preocupados com os resultados escolares dos seus alunos!
Sabe, Senhora Ministra da Educação?
O sucesso não depende do manual… como não depende do decreto-lei!
O sucesso depende do envolvimento que o professor consegue com os seus alunos!
Depende da capacidade de motivar! Depende da capacidade de o professor ir ao encontro dos interesses dos seus alunos.
Depende da relação professor-aluno!
A tal que V/ Exa. queria que fosse avaliada por alguém de fora da escola!
A mesma que, se fosse feita a V/ Exa, daria nota zero.
E, já agora, sra ministra, já que a esmagadora maioria (quase totalidade) dos seus colegas de governo são reformados - alguns 2 vezes - siga-lhes, por favor, o exemplo.
Eu não me importo de trabalhar até aos setenta se V. Ex.Cia se reformar já.
Mas é da política.
Pode ser?
Segundo Valter Lemos, o Ministério da Educação poupou cinco milhões de euros com a redução de encargos nos serviços centrais, dois milhões com os professores destacados nos sindicatos, 53 milhões em professores com funções não docentes, 165 milhões com professores aposentados e dois milhões de euros na administração central."
Como é que o ME "poupa 165 milhões com professores aposentados"? não será antes com o ADIAMENTO das aposentações que "poupa", mas só na CGA?
(É que um contratado fica muito mais barato...)
Os professores que se podiam / deviam aposentar estão quase sempre no topo da carreira, os contratados, além de nela não entrarem, ficam desempregados...
Comentário de uma professora:
Esqueceu-se de acrescentar a isso tudo a sobrecarga de trabalho dos professores existentes, alguns quase duplicando o trabalho e assim (chego à tua premissa) minimizando a contratação - único objectivo das medidas no sector da educação. Sim porque nunca esteve, nem está em causa, a melhoria da educação, na verdadeira acepção do termo, já que professores sobrecarregados (numa profissão em que é preciso "espaço e tempo" para se obterem resultados) não podem ser melhores professores.
Em Vila do Conde foram os alunos que se substituíram, nos protestos, aos professores.
Reconhecendo a absoluta inutilidade e a estúpida perda de tempo que são, na prática, as "aulas" de substituição que, para além de ilegais, não são sequer contabilizadas como AULAS (registam-se fora do periodo lectivo do professor), os alunos tentaram chamar a atenção da ministra para esse facto.
Espanto-me com o facto de, no ministério inteiro (10 mil jobs), não haver ninguém que tenha percebido que só por milagre um professor de uma disciplina substituirá um colega da mesma.
Entretanto, o que poderá um professor de educação física fazer, enfiado numa sala durante uma hora e meia, com os alunos - que nem sequer são seus - a "substituir" o seu colega de matemática?
Isto só podia mesmo lembrar a estes cérebros iluminados da Rodrigues e do Lemos...
ESCLARECIMENTO:
…
A propósito das declarações de Sócrates em jantar partidário sobre a
Revisão do ECD
EM NOME DA VERDADE:
Contra a Manipulação da Opinião Pública.
A Plataforma de Sindicatos entregou em 25 de Outubro, 4.ª feira, uma contraproposta ao Ministério da Educação com a qual desmonta todo o argumentário pseudo-pedagógico e meritocrático de Sócrates e Lurdes Rodrigues.
Com o texto entregue a Jorge Pedreira, em 25 de Outubro, os Sindicatos admitiriam:
1. Que do regime de transição a aprovar pudesse resultar, no imediato, perdas de tempo de serviço.
Mas, desde que o ME aceitasse negociar uma recuperação faseada no tempo.
Assim, seria atenuado o esforço orçamental que, eventualmente, adviria de um regime de transição que integrasse os docentes no escalão a que, por tempo de serviço, teriam direito;
2. Aceitar o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo Ministério da Educação, com as alterações que são admitidas no documento entregue em 19/10/2006 (IV versão), designadamente as cinco menções qualitativas propostas pelo ME.
Contudo, uma vez que o ME considera exigente e rigoroso o modelo que propõe, a atribuição de qualquer menção qualitativa não poderia, nunca, depender de quotas ou outros mecanismos administrativos mas sim do mérito e da competência de cada professor ou educador;
3. A existência de patamares salariais de acesso condicionado.
Desde que. esses patamares correspondessem a novos escalões [um ou dois] a criar para além do actual topo de carreira. Não seriam, assim, frustradas as expectativas profissionais dos docentes, nem o princípio da confiança que estão subjacentes ao princípio do Estado de Direito Democrático, consagrado no Artigo 2º da Constituição da República Portuguesa, uma vez que se manteriam os requisitos que antes se colocavam aos docentes para atingirem determinado patamar da carreira em que já se encontravam (Avaliação do desempenho, formação contínua e tempo de serviço). Só assim poderá ser, também, respeitado o princípio da segurança jurídica.
4. Discutir a possível extinção dos Quadros de Zona Pedagógica, apesar de a sua defesa nunca ter sido feita pelas organizações sindicais.
Se existisse um processo negocial específico e devidamente precedido da existência de estudos que comprovassem as vantagens para o sistema educativo de tal medida.
Estes são os MAS, CONTUDO, DESDE QUE e SE que organizações sindicais responsáveis para com os seus associados e o país tiveram de, inevitavelmente, colocar. São as condições necessárias para o prosseguimento de negociações sérias e em torno de pressupostos correctos.
A Plataforma Sindical apresentou ainda uma série de propostas para a salvaguarda de um conjunto de direitos fundamentais gerais e específicos dos docentes, tais como:
a) horário de trabalho, duração e consequente definição de funções lectivas e não lectivas, bem como regime de reduções para todos os níveis de educação e de ensino;
b) direito à protecção na doença, de maternidade/paternidade e ao exercício de actividade sindical ou qualquer outra função que configure serviço de relevante interesse público;
c) direito dos professores e educadores, através das suas organizações sindicais, e no cumprimento pelo preceito constitucional e legal do direito à negociação colectiva, à negociação de todos os processos de regulamentação que decorram da aprovação de um novo ECD.
Ao apresentar esta contraproposta, a Plataforma de Sindicatos foi tão longe quanto lhe foi possível, no respeito por princípios que os professores e educadores defendem para sua profissão, como enformadores de uma carreira com características exigentes quanto às práticas educativas e aos processos de avaliação dos docentes, mas sucessivamente valorizadora, profissional e socialmente.
Ao fazê-lo, deixou o ministério da Educação sem possibilidade de prosseguir com o seu discurso demagógico de que os Sindicatos recusam a avaliação, defendem a banalidade e a mediocridade e rejeitam a exigência.
O ME, porém, IRRESPONSÁVEL, não aceitou a contraproposta dos Sindicatos e, por isso, ao contrário do afirmado pelo primeiro-ministro, não houve consenso nem acordo.
O texto entregue pela Plataforma Sindical é um extraordinário exemplo de esforço negocial que, não sendo aceite pelo Ministério da Educação, deixa, inequivocamente, claras as intenções do Governo:
- Reduzir o número de professores e educadores;
- Desvalorizar os salários dos docentes,
- Impedi-los, a qualquer preço, de progredir na carreira, pelo que se comprova que nunca foram verdadeiras (como aliás se sabia) as manifestações de intenção de valorizar a profissão e os profissionais mais capazes.
Aos professores e educadores dirigimos uma mensagem. A de que é necessário manter AS MESMAS CORAGEM E DETERMINAÇÃO com que realizámos a Marcha de 5 e a Greve de 17 e 18 de Outubro, porque
A LUTA VAI CONTINUAR!
Consultar Comunicado do Secretariado Nacional da FENPROF a este propósito:
http://www.sprc.pt/paginas/Novidades/novidades_mentirasgov.html
O Departamento de Informação e Comunicação
Reproduzo na íntegra a
Nota à Comunicação Social
PROCESSO DE REVISÃO DO ECD:
PRIMEIRO-MINISTRO ESTÁ A MENTIR!
Só por desconhecimento, distracção ou tentativa de enganar a opinião pública, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, poderá ter afirmado que as organizações sindicais de docentes teriam, finalmente, concordado com a introdução de mecanismos de avaliação do desempenho na carreira docente e com a sua divisão em duas categorias.
Relativamente à avaliação do desempenho, os Sindicatos de Professores concordam com a sua existência há, pelo menos, 16 anos, ou seja, desde que foi aprovado o primeiro Estatuto da Carreira Docente. O que tem separado (e continua a separar!) os Sindicatos, do Ministério da Educação, é que, para as organizações sindicais, a avaliação do desempenho deverá ter um carácter essencialmente formativo, servindo para melhorar a qualidade do desempenho dos docentes. Já para o ME, os objectivos são outros: castigar os professores, retirar-lhes tempo de serviço que cumpriram, impedi-los de chegar ao topo da carreira e, em situação limite, expulsá-los da profissão. Daí que, também sobre esta matéria, as divergências entre os Sindicatos e o Ministério da Educação se mantenham!
A admissão, em sede de negociação e num esforço extraordinário de procura de consenso, de uma eventual aceitação do modelo (do modelo!) proposto pelo ME, dependeria sempre da sua disponibilidade para deixar cair os constrangimentos de carreira que propõe (quotas e vagas). O ME não aceitou o esforço sindical, logo essa flexibilidade negocial assumida pelos Sindicatos, deixou de existir!
Quanto às duas categorias, trata-se de outra questão fracturante no actual processo de revisão que, na reunião realizada ontem com o ME, ocupou a maior parte da discussão. Para os Sindicatos de Professores, a existência de duas categorias significaria a negação da própria profissão, pois deixaria a meio da carreira milhares de professores e educadores que são dos melhores que existem nas escolas!
Já a admissão (admissão!) de introduzir no debate a existência de um ou dois patamares salariais (que não se confundem com categorias!) de acesso condicionado, para os Sindicatos dependeria de um compromisso a assumir pelo ME: nenhum professor ou educador actualmente no sistema poderia ser impedido de atingir o actual topo da carreira (10º escalão – índice salarial 340), pelo que tais escalões, a existirem, teriam sempre de ser superiores ao actual topo. Este compromisso exigido pelos Sindicatos foi desde logo recusado pelo ME, pelo que tal discussão terminou no momento em que se colocou!
Assim sendo, o desacordo global manifestado pelas 14 organizações sindicais de docentes que constituem a Plataforma Sindical de Professores mantém-se em absoluto e a FENPROF exige que o Primeiro-Ministro, José Sócrates, corrija as suas afirmações, pois fica mal a um governante com as responsabilidades de Primeiro-Ministro, de fazer afirmações que não são verdadeiras!
Por fim, a FENPROF apela aos professores e educadores para que se mantenham atentos, pois, como se prova, o Governo, neste momento, não olha a meios para atingir os seus fins que parecem ser a criação de confusão e de divisões entre os professores. A consulta dos sites dos Sindicatos da FENPROF será sempre o meio de informação mais adequado sobre o ponto da situação negocial.
O Secretariado Nacional do SPRC
Em mais um golpe de teatro desinformativo, depois de, ontem, Mário Nogueira ter afirmado que não se abdicava das cotas (=quotas) na avaliação, vem hoje o governo afirmar que os sindicatos chegaram a acordo com o ministério quanto à avaliação no novo ECD.
E quanto às cotas na avaliação?
E será que reuniram noite dentro?
Ontem, às 21 horas, a plataforma não tinha chegado a acordo com o governo.
Hoje, às 7 da manhã, já tinha?
Anda aqui alguém a enganar o povo, como é habitual.
Se o governo não cedeu, como é que ficamos?
É preciso esclarecer isso hoje mesmo!

Se para alguma coisa serve, o ranking das escolas, é para se poder comparar DENTRO DE UMA MESMA REGIÃO - a diferença entre a qualidade do ensino que é dado ou VENDIDO aos cidadãos.
E porque o tema foi levantado neste blog, nomeadamente com um defensor acérrimo do ensino privado e vários opositores, aqui vão as conclusões que se podem extrair do ranking das escolas, que se pode obter em milhares de sítos na net.
Eu fui buscá-lo à SIC. O formato é pdf e consta de 13 páginas.
Qualquer um as pode imprimir.
Era bom que o fizesse para poder confirmar as conclusões que aqui se tiram:
COIMBRA:
Colégio Rainha Santa - PRIVADO - propina mensal da ordem dos 600 euros por mês, lista de espera interminável, entrevista rigorosa a todos os candidatos.
Só recebe, portanto, os alunos mais ricos e melhores de Coimbra.
Propõe 258 alunos aos exames do 12º ano.
Média dos exames: 12.52 valores. Posição no Ranking nacional: 15
Escola Secundária José Falcão – Pública - sem propina mensal. É obrigada a aceitar toda a gente. Recebe, portanto, todos os alunos mais pobres de Coimbra e aqueles que são rejeitados pelo colégio Rainha Santa.
Propõe 450 alunos aos exames. Mais 192 alunos que o super Colégio Rainha Santa. Ou seja, mais 74% do que aquele colégio.
Média dos exames: 12.38 valores
Posição no ranking: 19
Conclusão - menos 1 DÉCIMA que o colégio Rainha Santa
LISBOA:
Colégio do Sagrado Coração de Maria - PRIVADO
Dispenso as considerações anteriores.
Leva a exames 273 alunos. Média nos exames: 13.57 valores
Posição: 3
Escola Secundária do Restelo – Pública
Dispenso as considerações anteriores.
Leva a exame 485 alunos, mais 77% que o colégio anterior.
Média nos exames: 13.42 valores
Posição: 4
Diferença entre eles: 1,5 DÉCIMAS!
PORTO:
Colégio Luso Francês PRIVADO
Leva 224 alunos a exame. Média: 13.25 valores.
Posição no ranking: 7
Escola Secundária Aurélia de Sousa
Leva 683 alunos a exame. 304% (mais do triplo) do colégio anterior. Média: 13.03 valores.
Posição no ranking: 9
Conclusão: menos 2 DÉCIMAS que o colégio anterior.
Só para falar no topo da tabela, portanto relativamente aos MELHORES COLÉGIOS DO PAÍS!!!
Porque do meio para baixo e o fundo da tabela estão pejados de colégios .
O segundo pior estabelecimento de ensino do país, por exemplo, é um colégio de Manteigas. Mas não se pense que é por estarmos no interior.
Apenas uma dúzia de lugares acima (499 em 513) está um colégio de Leiria!
O que eu acho mais incrível é que um colégio leva a exame de metade a um terço dos examinandos de uma escola pública e, mesmo assim, os resultados globais não são, de modo nenhum, melhores.
Aqui está a prova.
Se os colégios apanhassem com o triplo dos alunos, sem possibilidade de escolhas, como as secundárias, situar-se-iam - fica provado! - bem abaixo de quase todas elas.
Espero agora, à luz desta evidência, os comentários dos fanáticos defensores do negócio - perdão - do ensino PRIVADO.
Curiosidades:
O pior classificado estabelecimento de ensino de Lisboa é o Instituto Militar dos Pupilos do Exército - não é aberto à população. Tem rigorosa escolha prévia dos candidatos.
O pior classificado estabelecimento de ensino do Porto é o Externato D. Dinis (Privado) - 439
O pior classificado estabelecimento de ensino de Coimbra é o Colégio da Imaculada Conceição (Privado) - 376
O pior classificado estabelecimento de ensino da Covilhã é o Externato Nossa Senhora dos Remédios (Privado) - 425.
O pior classificado estabelecimento de ensino da Madeira é a Escola da APEL (Privado) - 433.
O pior classificado estabelecimento de ensino de Braga é o Externato S. Miguel de Refojos (Privado) - 472.
Há, apenas, 67 colégios que não representam, sequer, 5% dos alunos admitidos a exame, enquanto há 446 Escolas públicas cujos alunos correspondem a mais de 95% da população que se submeteu a exame.
Os colégios representam, por isso, uma elite muito restrita da população escolar, da qual apenas cerca de 1% (20% da sua própria população) pode ser considerada boa ou muito boa, enquanto os restantes 4% (80% da sua própria população) estão perfeitamente enquadrados no nível da mediania do ensino público.
Senão mesmo abaixo.
A Escola secundária da minha terra (Seia) encontra-se numa classificação terrível, no último quinto da tabela - 401. Média exames: 9.40 valores.
A Escola secundária da cidade mais próxima e vizinha (Gouveia) encontra-se significativamente acima - 309. Média exames: 9.92 valores.
Estas é que são más notícias.
Portanto, todas as «bocas» que circulam na net que anunciam que o ministério estaria a comprar o silêncio dos sindicatos são falsas.
Na Grécia, o ano lectivo para o primeiro ciclo ainda nem sequer começou.
Os professores do secundário associaram-se hoje à luta dos seus colegas do ensino básico.
E cá?
Quando conseguiremos unir-nos todos para dar a resposta a uma ministra absolutamente alheia às questões do ensino?
Dias 9 e 10 há greve.
Não nos interessa o que o povo é induzido a pensar de nós, pela comunicação social e pelo governo Sócras.
O povo mais bruto e atrasado da Europa odeia e inveja os trabalhadores intelectuais.
É fácil atiçar o ódio dos incapazes e daqueles que, por algum motivo, não conseguiram chegar mais longe.
Essa fase já lá vai.
Que lhes interessa aos maquinistas, aos controladores de tráfego aéreo, aos 60 capitães dos portos marítimos - que pararam a economia do país aqui há 5 ou 6 anos - saber da opinião de um povo alheado dos seus direitos, absolutamente desinformado da actualidade político-social do país e apenas tratando da sua vidinha, porque se encontra, em grande parte, alienado pela desinformação televisiva e pelas doses maciças e diárias do futebol?
A nossa resposta, nesses dias, não pode ser diluída pela propaganda que este desgoverno produz diariamente nos órgãos da comunicação social.
Será, a nossa luta, nos dias 9 e 10, aquela que se impõe?
Quem bem está a começar este dia! - dizia eu.
E se o bacharel, hoje, não aumentasse nenhum imposto, nem inventasse nenhuma portagem, nem taxas moderadoras para acesso ao oxigénio e se, por ser dia 19, não retirasse a última "côdea" da boca dos pobres, como dizia o grande e saudoso Professor Ferreira?
«- Um Homem fala alto e mija direito!»
«- Um Homem refila sempre quando tem razão!»
e, à sexta feira à tarde:
«- Vamos embora, por esses campos fora!»
Era um Grande Professor.
E comunista, em 1966.
E delegado Escolar.
Cortava resmas de folhas de 35 linhas da delegação escolar e fazia cadernos, com agulha e linha, para os colegas mais pobres, que os não podiam comprar.
Arranjava canetas (de aparo, de carregar nos tinteiros embutidos à frente nas carteiras), para todos.
Não admitia que os filhinhos de papás trouxessem borrachas cheirosas, cadernos coloridos ou lápis cheios de bonecos, porque isso constituía um insulto para com os colegas pobres.
Ali, naquela sala, éramos todos iguais.
Tudo saltava por cima das carteiras e alinhava em ordem ao canto da parede, para ser o primeiro a mostrar-lhe o problema resolvido.
Naquela Escola Primária vivíamos, todos os dias, em Democracia e em Liberdade, 8 anos antes de elas aparecerem em Portugal.
Bem hajas, professor!
Nunca te chegarei aos calcanhares, mas tento imitar-te todos os dias.
E agora, vamos lá para a Escolinha!
Hoje já não há greve.
Há aulas para dar e crianças àvidas de aprender (há sim senhor! 5 ou 6, mas ainda há!...) às quais tem que se revelar mais um pouco da Luz do Conhecimento.
E pais ansiosos por descarregarem os filhos nas escolas pejadinhas de "péssimos" professores...
É só rir, este País.
Quando reivindicamos Justiça e lutamos para que não nos roubem descaradamente, somos apelidados de "péssimos profissionais", como dizia ontem na miserabilenta tvi aquela parelha de pivots imbecis e o comenteiro noveleiro Sousa Tavares.
Logo a seguir, de manhã, os mesmos que não conseguem dizer pior dos professores, correm às Escolas para entregarem a esses péssimos profissionais o que de mais precioso têm: os filhos!
Está aqui a escapar-me alguma coisa, não?
Não!
É grunhice colectiva, mesmo!
É um bypass intelectual generalizado que provoca a ligação directa do intestino grosso ao cérebro.
Até logo.
Vou ensinar os filhos dos que me insultam.

Hoje só tinha um bloco de 2 aulas.
Às quartas só há aulas de manhã, como se sabe.
E às 8:45h cá estava eu, como de costume.
Tomei um cafezinho no bar.
Deu o toque para a entrada.
Deu o segundo toque.
E cá fiquei eu na sala de professores, a fazer greve.
Acabou de dar o toque de saída.
Vou-me embora.
Gastei mais 70 euros a lutar por mim e por aqueles que estavam ao meu lado, a ganhá-los, e a chamarem-me, porventura, de burro.
Dever cumprido.
O que pesa imenso no orçamento, já de si estrangulado, da nossa classe.
Não espero a mesma adesão de ontem, porque hoje é quarta-feira, as escolas básicas e secundárias estão fechadas à tarde e há poucas aulas.
E já se fez greve ontem.
O número de 80% de adesão na greve de ontem parece ser, de facto, muito aproximado ao real.
Entretanto, a DREC é a única Direcção do país que se recusa a informar os cidadãos sobre o número de escolas que encerraram ontem.
A tradição ainda é o que era.
Depois dos escândalos dos compadrios no seu seio que deram lugar às exonerações de que todos nos recordamos - começando pela do director - a filosofia de transparência nos procedimentos permanece a mesma.
O obscurantismo ainda prolifera, em Portugal, 32 anos depois de Abril.
E o professor de Santa Comba Dão deixou sementes que encontram, ainda hoje, terreno fértil para a sua frutificação neste pobre país.
Veja-se como o Governo tenta, em desespero, continuar a manipular os números, não se dando conta sequer da ridicularia das suas próprias contradições:
Por exemplo: se diz que só aderiram 30% de professores à greve como é que há 24,6% de escolas encerradas?
Se tal fosse verdade, não haveria nenhuma escola encerrada.
Só encerraram as escolas onde não compareceu praticamente nenhum professor!
Aqui em Seia só encerrou a minha Escola - parabéns a todos!
Nas restantes, embora a maioria dos professores tivesse aderido à greve, ainda compareceram professores suficientes para que as Escolas se mantivessem abertas.
27% de escolas encerradas corresponde a tudo para cima de 80% de adesão.
Basta fazer contas simples... daquelas que o ministério não sabe fazer.
Na região Norte, o Governo avança com uma adesão de 32%, com 24,6% de escolas encerradas, enquanto os sindicatos apontaram para uma participação de 85%.
No Centro, o ME afirma terem aderido ao protesto 51% dos docentes, enquanto as organizações sindicais referem ter sido cerca de 90% os professores em greve.
A divergência de números verifica-se igualmente na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde o ME fala em 52 por cento de adesão, com 27% de escolas encerradas, e os sindicatos contrapõem com valores de participação entre os 80 e os 85%.
No Alentejo, a tutela adianta um valor de 33% de adesão e 28% de escolas encerradas, enquanto os sindicatos afirmam que a participação chegou aos 80%.
Mais a sul, a participação no Algarve foi de 28 por cento, com 24 % de estabelecimentos sem funcionar, segundo o ME, mas os sindicatos apontam para valores acima dos 80%.
Nas regiões autónomas, as organizações sindicais referem que cerca de 60%dos professores madeirenses aderiram à paralisação, o mesmo acontecendo com 50 por cento dos docentes açorianos, mas o Ministério não divulgou qualquer dado sobre a greve nas ilhas.
in TSF
A greve que faria parar o País e cobriria a ministra de amarelo era uma greve às reuniões de avaliação por tempo indeterminado, mas em que só faltasse um professor por dia e por cada turma.
As notas nunca mais saíam...
Nós teríamos que nos deslocar às escolas todos os dias, é certo, mas só perderíamos um dia de salário e far-se-ia uma paragem contínua durante todas as férias de Natal.
Que acham da ideia?
.
É terrivelmente frustrante entrar numa escola, num dia destes, e ver dezenas de professores a trabalhar.
Quando está tudo em jogo, neste momento, para eles.
Boicotar a luta dos colegas, quando do seu bom sucesso depende a reposição da Justiça para todos é uma indignidade.
Eu não tenho nenhum respeito por um professor que não faça pelo menos um dia nestes dois de greve.
Desculpem lá!
Mas isso é brincar estupidamente com a sua própria vida e com a dos que lutam por um Ensino melhor para Portugal e pela Dignificação da Carreira Docente que, hoje, tão arredia anda, por causa da propaganda mentirosa deste governo do bacharel e da filha desprezada do professor.
A luta continua!
Eu nem quero acreditar!
Não vou nomear - por enquanto - os autores desta indignidade e deste CRIME.
Esperemos que seja um lapso momentâneo motivado por muito se querer lamber as botas à ministra para se subir a professor-titular!...

Contra a nova ditadura.
Contra a completa subversão da nossa mui Nobre Missão de Ensinar.
Contra uma proposta de ECD indigna.
Pela Qualidade no Ensino.
Pela dignificação da imagem e da carreira de Professor.
EU ESTOU EM GREVE!
dedicado à proposta da ministra (já se diz ao novo ECD!) para a remodelação do Estatuto da Carreira Docente, serviu para perceber, uma vez mais, que os boys do regime não desarmam e estão muito atentos a tudo quanto possam ser as denúncias das suas verdadeiras intenções.
Que nada, ou quase nada, têm a haver com preocupações sobre a Qualidade do Ensino - sobre isso não há uma só palavra - mas que têm apenas a haver com a poupança de uns milhões de euros por mês a conseguir com o congelamento ad-eternum das carreiras dos professores.
O que tive a oportunidade de dizer, hoje, no fórum, foi que apesar de mal, o ensino está muito melhor que a média dos indicadores civilizacionais portugueses - já que nos encontramos em 16º lugar enquanto a nossa economia se encontra em 80º lugar , por exemplo, segundo os últimos estudos da OCDE (independentes e não encomendados pelo governo), publicados em finais de Setembro, e que o que o «novo» ECD pretende é apenas e de facto impedir que 90% dos professores atinjam - mesmo que o mereçam - o topo de carreira, por via das cotas impostas a essa progressão.
Na prática trata-se de uma catástrofe.
Porque serão muitos dos piores professores que temos - aqueles que preferiram abandonar a carreira docente para se fazerem eleger nos Conselhos Directivos - os únicos a subir ao escalão de titular.
E porquê?
Porque são os únicos que, por mais que faltem (e se alguns faltam! Semanas a fio...), nunca mais ninguém lhes marca uma só falta!
Como não têm horários a cumprir, nunca nenhum deles falta. E se aqueles que ainda têm umas horas lectivas faltarem a uma ou outra aula, o colega do CD justifica-lhe logo a falta com a treta do «serviço oficial».
A máfia dos conselhos directivos - como eu já designei por mais que uma vez - é assim que trabalha.
Insultante (para eles próprios) é analisar os seus registos biográficos antes e depois de se fazerem eleger.
De 20 ou 30 faltas por ano (alguns até mais) que davam enquanto professores, passam a dar... ZERO, depois de eleitos!
Ou seja:
Nunca mais adoecem, nem os filhos, nem os maridos nem as mulheres. Os carros nunca mais avariam nem nunca mais têm qualquer (um que seja!) percalço na sua vida que os obrigue a faltar um único dia!
É maravilhoso!
Como eu escrevia há 2 anos:
Ser eleito para o Conselho Directivo dá uma saúde de ferro!
Ora, é sabido que para se chegar a professor titular não se pode dar mais de meia dúzia de dias de faltas por ano, (7%) nos últimos 6 anos!!!
Mesmo por doença ou a repor, mais tarde, nas férias.
Na prática, só podem apresentar folhas dessas aqueles a quem ninguém marca faltas, por mais atrasados que cheguem, ou que nem sequer apareçam durante semanas inteiras, como aconteceu na minha escola no ano transacto.
3 de 4 elementos conseguem tirar licenciaturas ou mestrados, desde que entraram para o CD!!! Enquanto foram professores não houve tempo...
E faltas?
Nem vê-las!
É claro que isto é um nítido caso de polícia em qualquer país civilizado.
Trata-se de corrupção e tráfico de influências claríssimo com o compadrio de quem se demite das suas obrigações de fiscalizar a assiduidade dos membros do CD, QUE NÃO SÃO MAIS QUE OS DEMAIS!!! Nem têm estatuto diferente.
E sê-lo-á em breve, porque eu não deixo que façam pouco de mim e dos meus colegas que, mal cheguemos 2 minutos atrasados a uma aula, temos imediatamente falta, tal como manda a Lei.
Hoje voltei à carga, sobre esse assunto, na TSF.
Ninguém me desmentiu, pelo que concluo que o que se passa por aqui não é muito diverso da pouca-vergonha que se passa por esse país fora.
A ministra lançou já - em reuniões "secretas" que agora se vieram a saber - mão desses autênticos «capos» do regime mafioso de lobies escuros e amizades confessas.
E a coisa está preparada para trabalhar assim:
Sobem os elementos dos Directivos - alguns deles, como afirmo, dos piores professores que imaginar se possa, perfeitos mangas de alpaca e que, por isso mesmo, se recusam há mais de 10 anos a dar aulas - ao topo de carreira, na condição de esses mesmos «capos» obstaculizarem a subida à mesma condição dos colegas - aqueles que de facto trabalham, dão aulas e são os verdadeiros operários do Ensino deste país.
Fica a corrupção cimentada: os que não ensinam sobem e os que ensinam não passam da cepa torta.
Mas comigo, não!
Enquanto for vivo denunciarei esse plano e este estado podre de coisas.
Tal como acontece neste momento, sentarei todos os Directores Regionais da Educação do Centro que derem cobertura a estes conselhos executivos corruptores no banco dos réus, tantas vezes quantas as necessárias e não descansarei enquanto a Verdade não for reposta.
Os colegas - os verdadeiros Professores! - que façam o mesmo nas suas escolas e verão como a coisa melhora imediatamente...

... se me deixarem falar, é claro!

Uma professora foi ofendida e agredida à estalada e ao murro por uma encarregada de educação, em Lamego, que não concordou com as censuras feitas ao comportamento da filha durante uma reunião.
A agressão, divulgada ontem pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), aconteceu na quarta-feira, pelas 19h30, durante uma sessão de atendimento aos pais da Escola EB 1.
A professora, de 40 anos, natural de Bragança, foi agredida em frente a uma das suas filhas, de outras crianças e de uma auxiliar educativa. Teve de receber tratamento hospitalar e “está muito abalada psicologicamente, sem coragem para sair de casa com receio de represálias”, referiu João Pedro Melo, do SPRC-Lamego.
A encarregada de educação agiu com violência depois de a docente lhe ter dito que “o comportamento da aluna piorava a cada dia e desestabilizava a sala de aulas”.
É nestas alturas que eu gostava que a Maria de Lurdes Rodrigues e su muchacho Walter Lemos estivessem a dar aulas...

Como se esperava, o manto de obscurantismo que o governo Sócras fez cair sobre este país, desde que tomou posse, continua a filtrar e a censurar todas as ocorrências de relevância que não sejam benéficas para a imagem do regime pró-ditatorial vigente.
Exactamente como acontecia durante Estado Novo, tudo o que não interesse à ditadura da desinformação instalada, simplesmente não passa, ou passa convenientemente desvalorizado.
Analisemos este manto de fascismo cinzento na comunicação social:
A SIC:
A SIC deu ontem um mero apontamento de um minuto, como se se tratasse de um seminário de 150 professores, dando toda a importância do seu telejornal a mais umas balelas de Teixeira dos Santos, das quais já ninguem se lembra hoje.
Hoje, na sua homepage dá realce a Nobre Guedes que, se calhar, se vai candidatar à liderança do CDS-PP.
E a uma exposição sobre carros presidenciais à boa maneira de Américo Thomaz.
A TVI:
A TVI faz uma pequena chamada ao facto de entre 20 a 25 mil professores terem estado ontem em protesto (coisa pouca...) e dá-lhe o título de «Sindicatos da Função Pública Insatisfeitos»(!!!)
A RTP:
A RTP, paga pelos nossos impostos, dá os únicos relevos na sua homepage ao Fernando Ruas, que aconselha Teixeira dos Santos, e ao futebol como é evidente... e à seleccção sub-21.
Ignora todas as demais notícias do dia.
Mesmo na sua sub-secção Nacional nada é referido sobre a marcha de ontem.
Apenas notícias politicamente correctas, como se de imprensa cor-de-rosa se tratasse:
«Encomendas à indústria cresceram 3,7% em Agosto
Indicador OCDE para Portugal melhorou em Agosto
Farmácias garantem vacinas para todos a partir de 15 Outubro
Construção civil portuguesa não está preocupada com concorrência chinesa
Preços continuam a recuar com Brent em 59,68 dólares»
Entretanto, o maior número de professores da História de Portugal reuniu-se ontem e desceu a Av. da Liberdade até ao Rossio na maior manifestação de repúdio pelas intenções da ministra e su muchacho Walter Lemos.
Esperemos hoje as notícias na RTP1 e da TVI, que cobriram durante todo o tempo a mega-manifestação.
À espera de mais um ridículo minutinho em cada um desses canais...
É a primeira grande demonstração de força - que a ministra jura que não temos - contra a política desavergonhada e insultuosa deste governo relativamente à nova carreira DOENTE que eles querem impôr aos professores, a meio da sua vida.
1 - A impossibilidade de 90% dos professores poderem chegar a professores titulares, porque não há ninguém - excepto os conselhos directivos - que não tenha mais do que 3 faltas / ano nos últimos 6 anos.
2 - As cotas de 10% para atingimento do 8º , 9º e 10º escalões.
3 - A pouca vergonha de se considerar todas as tarefas extra-curriculares mais importantes que a actividade para a a qual somos pagos - ensinar - para que se possa subir na carreira.
4 - A miséria da contagem das aulas de apoio como período não lectivo!!! Esta não lembra ao demónio!!!
5 - Castigos, penalizações e prejuízos gravíssimos para quem falta por razões de doença própria ou dos filhos.
Como ainda não voltámos ao tempo da ditadura e da opressão, cada um de nós deve demonstrar a essa senhora ex-professora que connosco não brinca.
E que esta classe, que ela tanto desprestigia diariamente nos meios de comunicação social e acusa de todos os males do mundo, ainda não consegue ser tão má como a classe política a que ela agora pertence, e que tem relegado consecutivamente este país para a cauda da europa (agora até do leste!) nos últimos 30 anos.
Todos à luta!
Todos à marcha pela Educação na próxima quinta feira!
Clique abaixo para aceder ao apelo do SPZC.
Dia Mundial do Professor
5 de Outubro - Docentes marcham em Lisboa
em defesa de uma profissão digna e valorizada
Já sabe que:
Em Portugal decorre um processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente que, da parte do governo, se traduz numa tentativa de imposição de um conjunto de alterações que, se forem aprovadas, irão aniquilar o texto em vigor e a configuração estabelecida por consenso, entre governo e sindicatos, para a profissão docente, em 1998, durante o governo de António Guterres.
Conhece a actual proposta do ME e sabe que:
— a carreira deixa de ser um incentivo à melhoria das práticas educativas, organiza-se em duas categorias, transformando-se numa barreira intransponível para mais de 80% dos professores portugueses, a partir do meio do seu percurso profissional. Apenas alguns poderão aspirar à categoria superior, sem que, contudo, tal corresponda a um reconhecimento do mérito profissional;
— o acesso ao topo estará reservado só para alguns e, mesmo assim, para esses, tal só ocorrerá muito para além dos 32 anos de serviço;
— direitos fundamentais dos cidadãos portugueses serão negados aos docentes, designadamente o direito de faltar por motivo de doença, de frequentar acções formação profissional durante os períodos lectivos, de faltar para dar assistência a filhos menores ou, pasme-se, de gozar o direito à licença de maternidade e de paternidade, universalmente consagrados;
— todos os professores, com a transição prevista da actual para a nova carreira, perderão de dezenas de milhar a mais de 2 centenas de milhar de euros;
— perderão anos de tempo de serviço com evidentes consequências na sua vida profissional e verão a sua profissão espartilhada num modelo de avaliação do desempenho que não tem em vista incentivar às boas práticas, mas sim provocar constrangimentos à evolução profissional e remuneratória dos professores.
5 de Outubro será, pois, um dia que ficará assinalado para sempre na memória dos professores portugueses como aquele em se uniram para lutar por um dos mais nobres objectivos: promover uma profissão digna e valorizada.
E o(a) Colega? Vai ficar descansado, sonhando que isto não seja para si. Acorde deste pesadelo e lute por si, pela profissão.
Inscreva-se nos transportes que disponibilizamos para se deslocar a Lisboa. Consulte horários e locais de partida. Tome a iniciativa de agir.
Ainda há alguém que se preocupa em gravar "debates" destes...
Um amigo arranjou-me o dvd e aqui ficam os 7 minutos mais acalorados do programa:
Precisamente sobre a «malfadada» matemática...
Portugal está nos últimos lugares de várias tabelas relacionadas com a educação, como mostra o estudo da OCDE que analisa a ajuda aos estudantes, as despesas nos vários ciclos e o período de frequência na escola.
Em Portugal, apenas 2,6% do orçamento do ensino superior é utilizado para aliviar os custos das famílias com filhos a frequentar o ensino superior, revelou um relatório da OCDE, denominado «Panorama da Educação 2006», divulgado na semana passada.
Estas ajudas incluem bolsas de estudo, os créditos bonificados concedidos aos estudantes para financiarem os seus estudos e os subsídios concedidos directamente a instituições privadas.
Portugal gasta anualmente 4.422 € em despesas de educação por aluno, desde o ensino básico até ao superior, ficando no 23.º lugar entre os países analisados pela OCDE.
O nosso país está, assim, abaixo da média de investimento anual dos países da OCDE na Educação, fixada em 5.381 € por aluno.
Dados de 2003 mostram que Portugal despendeu 3.549 € nos gastos com o primeiro e segundo ciclos do ensino básico, enquanto no terceiro ciclo do básico e ensino secundário foram gastos por ano e por estudante 4.803 €.
No ensino superior, o investimento do Estado português em cada estudante é de 5.674 €, quando a média da OCDE se situa nos 8.868 €.
A Suíça está à frente da listagem, com o Estado a investir anualmente 6.409 € por aluno no primeiro e segundo ciclos do ensino básico, 9.624 € no terceiro ciclo do básico e no ensino secundário e mais de 20.400 € no ensino superior.
Poucos anos de escola
O documento revela que Portugal é o país da OCDE onde a população adulta (entre os 25 e os 64 anos) passou menos tempo no sistema de ensino, com uma média de oito anos e meio.
Em primeiro lugar surge a Noruega (quase 14 anos no sistema educativo), a Alemanha e a Dinamarca.
No fundo da tabela mas à frente de Portugal, aparece a Turquia (9,6 anos) e o México (8,8 anos).
A média dos países da OCDE é de 11,9 anos.
O número de pessoas entre os 25 e os 34 anos que concluíram o ensino secundário tem vindo a aumentar na OCDE, com uma média de 77%. Portugal apresenta o quarto valor mais baixo (40 por cento).
Pior só o México (25 por cento), a Turquia (33 por cento) e o Brasil (38 por cento).
Em 23 dos 30 países da OCDE analisados, 67% das pessoas entre os 25 e os 64 anos terminaram pelo menos o 12.º ano.
Neste parâmetro, Portugal surge em penúltimo lugar, com 25 %, apenas à frente do México, com 23 %.
Quanto ao ensino superior, 20 % dos portugueses entre os 25 e os 34 anos possuem um diploma universitário, valor que desce para 10 % na faixa etária entre os 45 e os 54 anos.

Eis algumas das ilegalidades que se podem encontrar à fartazana nos nossos horários.
Os conselhos directivos da cúnfia da ministra pactuam com ela para conseguirem subir, um dia, a professores titulares, na nova carreira DOENTE que se avizinha, espezinhando entretanto vilmente todos os seus colegas.
Aqueles que assim procedem são uns miseráveis traidores à classe!
Deviam demitir-se em bloco de Norte a Sul do País!
Mas tá queto!!!
É tão bom ganhar mais, não ter horários fixos, nunca faltarem mesmo quando não põem lá os pés semanas a fio, e poder-se subir ao 10º escalão!
Os conselhos directivos que aprovam estes horários são uma autêntica vergonha para o bom nome, para a ética e para a honra profissional dos Professores!
Há que reclamar destes horários!
Temos a Lei da República do nossso lado!
Estas ilegalidades, qualquer dia, passam a ter força de Lei por via de um governo ditatorial de maioria absoluta que despreza os professores e apenas pretende ganhar uns milhões com os congelamentos das suas carreiras.
Mas Portugal ainda não é uma ditadura!
Insurge-te!
Luta por ti e por um Ensino que não despreze nem hostilize os trabalhadores intelectuais, nem os reduza a meros directores de turma, ou a outros cargos para os quais não receberam qualquer formação.
Um professor deve, antes de tudo, ensinar.
É para isso que é pago e é isso que dele se espera!
HAJA VERGONHA!!!
Este "professor" teve o desplante de questionar a utilidade e até a legitimidade da existência dos sindicatos dos professores, como não se fazia nem no tempo do "fascismo", numa atitude de maior subserviência, perante a ministra, que a de um escravo no tempo dos descobrimentos.
Ninguém lhe respondeu, infelizmente, a não ser as vozes indignadas dos verdadeiros professores (os que dão aulas) que ali se encontravam.
Mais anti-professor que a própria ministra que, não se sabe ainda bem porquê, não nos pode ver.
Uma triste e ridícula figura que envergonha qualquer Professor que verdadeiramente o seja.
Um cinzento manga-de-alpaca que, se alguma vez o soube, há muito esqueceu o drama de trabalhar (intelectualmente) enquanto deslocado centenas de quilómetros da família e de casa.
O pior que a nossa classe tem aqui o deixo, escarrapachado, para que não nos esqueçamos que até neste maravilhoso mundo da Educação existem tumores que urge remover.
A ministra da educação, para além de todas as virtudes que se lhe conhecem tem, também, um chefe de gabinete mentiroso e desavergonhadp.
Tanto ela como o responsável pela área do projecto tiveram a coragem de afirmar, no programa Prós e Contras da última segunda feira, que «todos os projectos de matemática elaborados pelas escolas tinham sido aprovados, excepto os das escolas que submeteram mais do que um».
Respondi-lhe em directo informando-a que, na minha escola, de nada se sabia a esse respeito.
E hoje, 3 dias depois, ainda nada se sabe.
Portanto, para todos os efeitos, o nosso projecto não foi aprovado.
Mentem, portanto, descaradamente tanto a ministra como os seus boys.
O que se sabe é que, dos tais 900 e tal projectos de matemática não mais do que uma centena foram, de facto, aprovados.
Foi isso que foi comunicado, na apresentação que teve lugar no Pavilhão do Conhecimento, há 2 semanas.
Pelo que tudo quanto se afirma que o ministério tem feito «a bem do ensino da matemática» são balelas.
Para que conste.

Tratou-se, aquilo, de uma óbvia operação de limpeza de imagem da ministra.
Nada mais.
Claro que se esperaria tudo de um governo destes. Mas ainda assim, Sócras continua a conseguir surpreender-me quase todos os dias.
Desde o secretário de estado, Walter Lemos, até não sei quantos assessores, tudo ali estava a dar bitaites à ministra, nos intervalos, numa gigantesca operação de lavagem de imagem. Não se sabe bem para quê. Nada daquilo, afiinal, era preciso. Não havia interlocutores à altura, o programa tinha sido cuidadosamente planeado de modo a que não aparecesse ninguém a colocar questões incómodas à ministra e até o dito "representante" dos professores não era mais que um mete nojo de um testa de ferro da cúnfia do ministério a cantar loas à senhora, numa atitude do mais ridículo que me foi dado ver até à data.
Nada daquilo foi inocente e tudo tresandou a trabalhinho encomendado.
Mas o pior foram as dezenas de funcionários (professores??) que constituíam a sua claque: o Ministério da educação preencheu, com assistentes, mais de metade dos lugares disponíveis. E o seu chefe de claque dava indicação à bancada dos momentos em que a turba devia irromper em palmas "espontâneas".
Uma orquestração que, vista ali, era absolutamente ridícula mas que, afinal, parece que surtiu o efeito desejado, uma vez o telespectador a isso não tem acesso e, pelo que pude perceber ontem, as palmas à ministra foram interpretadas, pelos teleespectadores, como vindas dos professores.
Estas operações de charme, de que eu já tinha ouvido falar mas nunca tinha presenciado ao vivo, mais alento ainda me dão para continuar esta minha luta de desmistificação e desmontagem da máquina propagandística a que se resume o governo Sócras.
Trata-se de um permanente circo de show-off e de mentiras, com encenações estudadas para cada caso, a lembrar os tempos da outra senhora.
Porque ali não se debateu praticamente nada.
Os convidados eram todos, afinal, grandes amigos da ministra.
Tudo aquilo não passou de uma encenação televisiva a imitar um debate inexistente que só o não foi na sua totalidade porque, na minha curta, inesperada e improvisada intervenção, tive a oportunidade de o denunciar claramente, e porque o representante do sindicato, na parte final, disse algumas das coisas que deveriam ter sido ditas logo no início do programa.
Conclui-se que a esmagadora maioria dos professores nem sequer chegaram a ver aquela coisa até ao fim, de tão desinteressante que aquilo foi, mudando de canal ou indo para a cama.
De facto tratou-se de uma miséria sem jeito nenhum, absolutamente morna e combinada entre as partes e lamenta-se que uma jornalista condecorada como a dra Fátima de Campos Ferreira não tenha arranjado representantes por entre os milhares de professores deslocados centenas de quilómetros de suas casas - agora por 3 anos! - e por entre os outros milhares não colocados e ultrapassados nos concursos por colegas menos qualificados que, ao serem colocados em 3ª fase, acabaram por ficar mais perto de casa, enquanto os Quadros de Zona Pedagógica, que deviam ter preferência a estes, foram todos mandados para o cú de Judas.
Ninguém falou em nada disto, nem nos principais problemas do ensino, e apenas na parte final se abordou ao de leve a nova carreira DOENTE que está a ser proposta para os professores e, não fosse eu ter denunciado a vergonha e o insulto aos professores de matemática que têm sido os exames nacionais do 9ª ano, até isso era branqueado.
Não se pode dar os parabéns a ninguém por aquela sensaboria.
Nem sequer à ministra, pois o arranjinho foi tão óbvio que a nenhum professor, em seu perfeito olfacto, poderia ter deixado de cheirar fortemente a esturro.
Agradeço a todos quantos me felicitaram pelo pouco que pude dizer no fim, e ontem mesmo me telefonaram durante o dia para a minha escola, desde o Alentejo ao Barreiro, e a todos os colegas quero dizer que, se soubesse que, afinal, me deixariam intervir - quando sempre me foi dito que não havia hipóteses - eu tinha no bolso 12 questões para colocar à ministra, qualquer uma mais incómoda que as que acabei por colocar daquela forma súbita e improvisada.
Fica para uma próxima oportunidade, até porque a ministra não é nenhum papão. É uma senhora inteligente, colocada naquele lugar por um estratega obscuro, é certo, mas que também não é nenhuma atrasada, como querem fazer crer.
Acredito - e mais agora depois de ter assistido a toda esta encenação que se fez em torno desta operação de lavagem de imagem pública - que os professores têm 100% de razão nas suas queixas e que no próximo dia 5 lá estarão a dar a resposta à ministra e ao estratega obscuro, mostrando, pela primeira vez desde que me lembro, que a classe dos professores talvez não esteja, neste momento, tão desunida como se pensa.
Um abraço aos meus colegas.
E não parem de lutar e de desmistificar esta horrorosa política de tachos e penachos para os directivos e de agruras para os verdadeiros trabalhadores intelectuais que não podem ser reduzidos a meros burocratas ou funcionários administrativos: os BONS professores deste país.
Até ao dia 5, em Lisboa!
Logo à noite, a partir das 22:30h RTP1 - Prós e Contras.
Se me deixarem falar... vai arrepender-se de lá ter ido!
Falta de cantinas escolares leva a que muitas crianças se fiquem pelo suplemento
Grande parte das crianças que frequentam o primeiro ciclo não tem acesso a refeições quentes servidas nas escolas, que em muitos casos nem sequer dispõem de cantina.
E, se alguns podem ir a casa, outros ficam-se pelo suplemento alimentar atribuído pelo Estado.
A maioria dos alunos que frequentam escolas do primeiro ciclo em Portugal não tem acesso a refeições servidas nos estabelecimentos, o que deixa “muitas crianças” a comer apenas uma sandes e uma peça de fruta, segundo uma notícia avançada na edição de ontem do «Jornal de Notícias».
O fornecimento de refeições às escolas do Ensino básico é uma competência das autarquias há 12 anos, mas muitos estabelecimentos não têm sequer um refeitório onde servir o almoço.
No final do ano passado, eram 263 os municípios que usufruíam de um apoio financeiro do Ministério da Educação para fornecimento de refeições em 4.323 escolas (58 por cento do total), frequentadas por 80% daquela população escolar (329.437 estudantes).
Dados das direcções regionais de Educação revelam que “apenas 42,1 por cento dos alunos beneficiaram de refeições”, o que não significa necessariamente que os restantes não tenham acesso a qualquer refeição, já que muitos vão almoçar a casa, e diversos municípios garantem refeições com recursos próprios ou com financiamento da Segurança Social.
No entanto, sem precisar quantas crianças se encontram nesta situação, o jornal refere que “muitas terão apenas o suplemento alimentar”: uma sandes e uma peça de fruta.
De acordo com António José Galvão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), há diferentes modelos escolhidos pelas autarquias para assegurar as refeições: protocolos com escolas, concessão a empresas de catering e restaurantes, e acordos com colectividades ou instituições particulares de solidariedade social. “Uma refeição gratuita para os alunos do primeiro ciclo seria um bom investimento na Educação e na Saúde”, defendeu.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) estão preocupadas com a situação e apontam o encerramento de muitas escolas, que poderá dificultar o fornecimento alimentar dos estabelecimentos de ensino de acolhimento.
in Primeiro de Janeiro
Isto não interessa nada à ministra da educação - a única que aparece nas televisões todos o dia a dizer que isto está tudo a correr muito bem - nem a Sócras, o inefável.
Cortar nas carreiras dos profs é o que mais interessa na Educação deste país.
A descida efectiva das despesas do Estado com salários deve-se quase exclusivamente à diminuição destes encargos com os professores.
De acordo com o boletim de execução orçamental de Agosto, apresentado pelo Ministério das Finanças na passada sexta-feira, as remunerações certas e permanentes no Estado diminuíram 2,3% face ao período homólogo do ano anterior.
Dessa descida, contudo, um ponto percentual, como refere o próprio boletim, é devido a uma alteração meramente contabilística: a saída dos laboratórios do Estado para o subsector dos Fundos e Serviços Autónomos.
A restante diminuição de 1,3%, que corresponde a 58,7 milhões de euros é, em larga medida, realizada no Ministério da Educação. Aqui, a redução homóloga dos salários pagos aos funcionários, principalmente professores, foi de 2,4% ou 75,9 milhões de euros.
Retirando os que detinham, durante o ano passado, laboratórios do Estado, apenas em mais três ministérios se verificou uma descida da despesa com salários: a Justiça com menos 0,8%, a Saúde com menos 1% e o Trabalho e Solidariedade Social com menos 1,1%.
Nos restantes, verificou-se uma subida das remunerações certas e permanentes. A mais pronunciada, curiosamente, regista-se no Ministério das Finanças e da Administração Pública, de onde saem as instruções para contenção de custos e restrição nas contratações de pessoal.
Os montantes gastos em salários na entidade liderada por Fernando Teixeira dos Santos aumentaram 2,2% até Agosto deste ano face a igual período do ano anterior.
O peso do Ministério da Educação no total das despesas com salários no subsector Estado atinge os 58,7%, pelo que a descida registada chegou para compensar as subidas que se verificaram em outras áreas do Estado.
No boletim de execução orçamental, as Finanças afirmam que a redução das remunerações certas e permanentes tem "especial incidência no Ministério da Educação" e que se deve "à diminuição do número de professores dos ensinos básico e secundário contratados para o ano lectivo 2005/2006".
Para além disso, Teixeira dos Santos defendeu que este resultado se deve também à moderação salarial imposta pelo Executivo e ao congelamento das progressões automáticas na carreira.
O que é certo é que a descida registada nas remunerações certas e permanentes é a principal contribuição para a limitação da variação da despesa corrente do subsector Estado a um nível inferior à inflação e ao que estava previsto no Orçamento do Estado.
Para 2007, o plano do Governo é manter esta tendência, possivelmente ainda com a manutenção do congelamento das carreiras, com aumentos salariais negativos em termos reais e com os efeitos da reestruturação da administração pública. SA
in DN
Teixeira dos Santos, o segundo ministro das finanças (e a 15ª escolha de Sócras para essa pasta) no mais horrendo governo que Portugal já teve o azar de suportar após o PREC, tira aos professores para que o seu próprio ministério possa esbanjar mais!
Porque não reduz ele as despesas no seu próprio ministério???
E para quando o novo 25 de Abril?
Lisboa, 15 Set (Lusa) - O ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos (foto), afirmou nesta sexta-feira em cnferência de imprensa que os dados da execução orçamental de Janeiro a Agosto mostram que as despesas públicas estão controladas e que a receita está evoluindo melhor que o esperado.
Segundo relatório da Direção-Geral do Orçamento (DGO), nesse período a receita pública cresceu 7,7% e a despesa aumentou 2,8%, com grau de execução de 65%. A evolução, "ligeiramente" melhor que o previsto, reflecte a melhoria da receita fiscal, com recuperações "significativas" nos impostos, afirmou.
Teixeira dos Santos reforçou ainda a idéia de que o governo vai manter um "rumo rigoroso" nas contas públicas, para chegar ao fim do ano com a meta de déficit orçamentário equivalente a 4,6% face ao Produto Interno Bruto (PIB).
A contenção salarial - juntamente com o congelamento das progressões nas carreiras e com a redução do número de funcionários, sobretudo na área da educação - justifica esta melhoria, explicou Teixeira dos Santos.
E com 4500 professores a receberem o ordenado sem fazerem nenhum!!!
Congelam-se as carreiras a quem trabalha para se poderem manter os boys no Ministério (10 mil professores nos jobs) e mais os 4500 que estão de braços cruzados à espera do fim do mês!
Grande política de contenção e rigor, ó Teixeira!
Hás-de me dizer em que Universidade é que aprendeste essa!
Há já 4500 professores com «horário zero», este ano.
Não têm escola, mas recebem salário.
E o Ministério contratou mais dez mil!
No início do ano lectivo 2006/07 há quase 4500 professores vinculados a quadros de zona pedagógica (QZP), sem escola nem turmas atribuídas, isto é, com «horário zero», noticia o jornal Público.
Mesmo que não venham a dar aulas, estes docentes vão receber o respectivo vencimento.
Segundo o jornal, a situação afecta sobretudo os docentes do 1.º ciclo, havendo perto de três mil à espera de saber se vão dar aulas este ano e onde. Os Educadores de infância nesta situação são mais de 700 e professores de Português e de Inglês ultrapassam o meio milhar.
Segundo a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), o Ministério da Educação contratou cerca dez mil professores este ano lectivo para preencher lacunas causadas por horários incompletos e de substituição.
Fátima Ferreira, presidente da ASPL, diz não compreender «a razão pela qual permanecem docentes pertencentes aos quadros de zona pedagógica por colocar, quando para esses mesmos grupos disciplinares existiam vagas por preencher, e para as quais são contratados novos professores», sem vínculo ao ministério.
Para a ASPL, que vai expor o caso ao provedor de Justiça, trata-se de uma «duplicação de recursos humanos desnecessária» com implicações financeiras.
É que, independentemente de terem ou não turmas atribuídas, os QZP têm o vencimento garantido, sendo depois chamados a fazer outras tarefas nas escolas.
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É este o rigor do governo Sócras.
E depois diz a culpa é dos professores que são uns malandros!
Esta pose maravilhosa, com as mãozitas muito juntinhas, a fazer de conta que presta a maior atenção do mundo a um puto de 7 anos, mostra que a ministra já começou a ter aulas de marketing político.
Já não era sem tempo, ministra!
Fazer-se fotografar ao lado da ganapada, ali reunida pelos assessores de imagem para lhe compor a dita, é o primeiro passo para começar a passar uma nova imagem e a única propaganda eficaz neste país de iluminados que só as imagens conseguem convencer. Nunca os argumentos e muito menos os factos.
Os estudos mostram que as mensagens faladas ou escritas «se tornam muito aborrecidas» para os portugueses que, por isso, acabam por nunca perceber nada do que lhes é transmitido.
Apesar disso e a provar a sua imensa criatividade e "inteligência afectiva" - como agora se diz - o verdadeiro tuga possui a maravilhosa capacidade de, mesmo quando apanhado desprevenido na rua, ou a meio de uma sande de torresmo, conseguir «dar sempre a sua opinião» sobre todo e qualquer tipo de questões colocadas.
Não vale, por isso, a pena esforçar muito as cabecinhas desprotegidas dos tugas, já tão ocupadas com a FIFA e com o Gil Vicente...
Ao menos assim, só com uma simples imagem, até um presidente de um clube de futebol percebe logo o que se está a passar:
É a ministra no papel de avozinha de dia e em frente às câmaras, que depois se transforma em loba má nas trevas do seu gabinete e que pretende fazer-se passar pelo Capuchinho Vermelho.
Perceberam?
O Ministério da Educação - tal como já nos vem habituando - fez, uma vez mais, asneira da grossa, ao que diz hoje o canal 1 da RTP.
Em pleno período de férias, em que mais de 90% dos professores estão a gozá-las, saem as listas de colocação para os próximos 3 anos.
Há 48 horas para a sua aceitação.
Teriam que ser interrompidas as férias a centenas de milhares de professores. O sindicato lá suplicou - que agora neste tempo de estado novo versão II só se lá vai se nos arrojarmos pelo chão a suplicar por amor de Deus - e o ministério lá percebeu a asneira e lá condescendeu em prolongar o prazo até ao final do mês.
Claro que ainda nem 10% dos professores tiveram tempo de consultar as listas mas a verdade é que já há centenas de reclamações; e só no primeiro dia útil seguinte ao da publicação das listas.
600 professores de Português Francês dos Quadros de Zona Pedagógica ficaram de fora enquanto 600 outros foram contratados para o seu lugar. Ninguém deu por nada no Ministério!
Quer dizer: é bem capaz de haver 600 horários zero só nestas disciplinas para os próximos 3 anos!!!
E depois a culpa é dos professores, que são uns malandros e não querem trabalhar!
Outros que estavam nas listas graduadas até à hora da colocação simplesmente desapareceram.
Nem ficaram colocados nem não ficaram.
Pura e simplesmente desapareceram!!!
E ainda falavam do Santana Lopes!!!
Que é que vão dizer agora?
É mesmo só rir!
Caro amigo:
Só lamento não ter o tempo devido para responder, ponto por ponto, às tuas afirmações, que bem o mereciam. Mas enquanto o meu Macintosh está a renderizar um filme e vai demorar 14 minutos, segundo indica, aí vai o que se pode arranjar nesse tempo.
1 - Os professores têm que ser avaliados. Nunca defendi o contrário.
A questão é que eles já são avaliados hoje em dia., embora de forma incipiente, reconheço.
Basta-lhes frequentar uns cursos por ano com o sucesso mínimo – mas têm que os frequentar – para arranjar os créditos necessários e ainda não “provocarem” grandes conflitos com os alunos, para subirem de escalão.
O método em vigor não é respeitável. Porque os cursos valem zero e nada se aprende de facto com eles.
Simplesmente, neste momento, NINGUÉM SOBE DE ESCALÃO: nem os bons nem os maus professores. E que culpa temos nós que o ministério não seja capaz de modificar o método de avaliação por outro mais eficaz? Enquanto não se aprova um novo, o velho devia vigorar. Em qualquer estado de direito assim é. Milhares de professores não se importam – e que remédio têm… – de se submeter ao novo método. Mas não há novo método nem o velho método está em vigor, agora. Com este truque, do congelamento dos métodos todos, o governo mete ao bolso uns milhares ILEGALMENTE. Os professores cumprem a Lei, o Ministério também tem que a cumprir.
Não te considero um vulgar tuga – senão nem perdia tempo a responder-te – por isso verifica lá se eu tenho, ou não, razão.
O ministério acaba com o velho método sem implementar um novo?
Com que justificação?
Não a tem.
É para poupar. Provavelmente para pagar os 10 estádios de futebol que GuGu mandou construir. Ou a Expo 98 onde GuGu perdeu 5 milhões de contos NOSSOS (fora o escândalo dos paquetes de luxo e do Mar da Palha), e sobre os quais ninguém pergunta nada a Mega Ferreira, que por isso mesmo, deles não dá fé.
2 - A avaliação não pode passar pelos pais. Isso é que é fascismo e salazarismo. Dispenso-me de te explicar porquê. Toda a gente percebe a subversão ao ensino que isso traria. Há milhares de textos e caricaturas na net sobre esse desarrincanço da ministra.
3 – Há professores muito maus. Mas em Portugal a esmagadora maioria dos profissionais são muito maus. Por isso é que somos um país muito mau. Sempre, e cada vez mais, na cauda da Europa. Não é só por culpa dos professores, descansa… Não se faça deles o bode expiatório de todo um país que é um verdadeiro portfolio de mediocridades, onde a incompetência, a inveja e a corrupção imperam a todos os níveis.
A classe política, à qual pertence a ministra, é também a pior da Europa, pois é justamente ela quem nos governa e nos atira para a cauda do 1º e até do 2º mundo, neste momento.
4 – A vergonha do exame do 9º ano a matemática é disso prova gritante. Esse “exame” de matemática foi cuidadosamente antecedido de um filtro que impossibilitava, na prática e à partida, que 50% dos alunos conseguisse nele ter êxito. Aqui ou na China.
Tratou-se de um exame destinado, em primeiro lugar, à interpretação de textos introdutórios aos problemas e, só depois, a questões de matemática pura.
Pelo segundo ano consecutivo, qualquer aluno sem jeito para Português não tem hipótese alguma de tirar positiva a matemática. A maior perversão que vi no ensino em toda a minha vida.
Qual o objectivo? Nitidamente achincalhar os profs de matemática, no sentido de os denegrir, aos olhos da opinião pública, a tal ponto que não lhes deixe moral suficiente para reivindicarem os seus direitos e os direitos dos seus alunos.
O mesmo acontecerá aos de Português – já começou este ano com o dobro das negativas do ano passado – por aplicação de uns critérios de correcção que passaram da balducha absoluta para o rigor absoluto, de um ano para o seguinte.
É, isto, sério?
Não é.
É, como escrevo, uma nítida arma política a fim de dividir os professores, a classe mais desprotegida da Função Pública.
Nada mais.
Nenhuma preocupação com os alunos revela o ministério. Apenas com a poupança de meios e com a intoxicação da opinião pública, o que dá muitos votos.
Mas depois há o reverso da medalha.
Nem tudo corre bem a quem o mal porfia…
Já nem falo dos erros crassos no exame de Física e Química do 12º ano.
Mas todos esses exames foram feitos pelas equipas que a tua BOA ministra arranjou.
E então eu pergunto: como se vão avaliar os professores topo-de-gama que elaboraram esses exames cheios de erros? É que parece que são do melhor que há em Portugal!...
A Nata dos profs!.
Será mesmo essa a nata? Não posso crer. Qualquer um de nós, meros professoreszitos normais de província, a uma primeira leitura, detectamos os erros.
Em que é que eles são melhores que nós?
Nós não cometeríamos aqueles erros, posso assegurar-to.
Cometeríamos outros? – perguntarás.
Talvez. Mas aqueles, não.
E aqueles que eventualmente pudéssemos cometer, não os cometemos. Por isso, temos que nos cingir à matéria factual: os erros dos Grandes Professores, Lentes, Doutorados e Jubilados e o mais que queiras.
Sem falar nos erros ortográficos que vêm nos textos dos critérios de correcção justamente dos exames a Língua Portuguesa!!!
Ninguém acredita!
Uma correctora de exames mostrou-mos e eu vi com os meus olhos. Senão, também não acreditava.
Sem comentários.
Não há um documento vindo do ministério que não traga erros. Pelo menos de pontuação.
Nas Escolas é o mesmo.
Cada documento exposto no placard, cada calinada.
Como queres tu avaliar estes grandes e os outros pequenos professores?
Acabou-se o tempo. Tenho que voltar ao trabalho.
Um abraço
João Tilly

Caro amigo João Tilly
Estive a ler alguns dos textos que colocaste no teu blog, tendo dedicado particular atenção àqueles que falam da educação. Sendo um assunto que nos levava muito longe e percebendo eu que reconheces que existe um número significativo de docentes, desde o básico ao universitário, que roça o analfabetismo e a “incultura mais boçal”, custa-me a entender que não advogues a Avaliação dos Professores. Não está sequer em causa se a avaliação é aquela que agora é proposta ou outra; o que me parece é que recusas a avaliação “tout court” e falas no descongelamento de Carreiras, termo próprio da função pública que causa arrepios a qualquer pessoa que esteja no mercado empresarial, mesmo sendo empresário e assumidamente de esquerda. O termo Carreira aplicado à função pública é algo que causa suores frios a qualquer utente de um serviço público e é uma mera capa para premiar a antiguidade e não os skills profissionais.
Para quem vive no “mundo real” a carreira até pode (e deve) ser planeada, mas a título individual e em função do que se vale. Ouvir a palavra carreira em empregos “nine to five” (poupem-me à ladainha da correcção dos testes e da preparação das aulas), é algo que me causa uma absoluta repulsa e acho isto muito mais pernicioso que pensar-se e discutir-se se o deputado ganha 3 ou 4 mil euros. Infelizmente, se ganham isso, ganham muito mas muito pouco, pois o objectivo nunca deve ser nivelar por baixo. Aliás, é uma herança muito própria do salazarismo mais bafiento a preocupação que temos com as pessoas que são muito bem pagas por aquilo que fazem. Olhando para o que vejo escrito no blog e só por isso, felizmente não vivo em Seia …
Voltando à Avaliação dos Professores, só temo que, se ela fosse levada a sério, ficássemos com escolas vazias. De professores e não de alunos, claro. Tive até o cuidado de ler duas vezes o teu artigo Greve de Zelo, pois admiti estar enganado. Por um lado, por me parecer que a opinião que aí expressas contradiz em absoluto o que na mesma altura escreves noutros artigos do blog e, por outro lado, porque me pareces estar a apelar a algo que, para muitos dos teus colegas, está em vigor desde o primeiro dia que abraçaram a profissão.
Para finalizar deixo-te uma pequena história que se passou comigo em AGO/SET de 2005. No dia 02/SET de 2005 (6ª) quando viajava da Grécia para Portugal vindo de 8 dias de férias (faço parte do número de pessoas que tem cerca de 10 dias úteis de férias por ano e não 25 ou mais, sendo até daqueles que não percebe o que se pode fazer com 25 dias de férias se fosse para ler, ainda “vá que não vá”), ouço no banco atrás do meu, duas professoras do ensino público a rebelar-se contra a campanha que havia contra os professores, a indecência que ganhavam em relação a quem trabalho no sector privado, etc, etc. É então que surge a questão assassina feita por uma delas : - Mas então como é que fizeste para estes dois dias (5ª e 6ª) ? - Oh pá, olha arranjei atestado !!! Para quem está na iniciativa privada como é o meu caso, esses foram 2 dias de férias em 10 (e não me queixo); mas atrás de mim vinham dois modelos de virtude já com 45 ou 60 dias de férias “nas pernas” e que ainda recorreram ao “atestadozinho da ordem”. Tenham dó e não me venham falar da regra e da excepção.
Avaliem-nos e já !!! Mas recorram a privados para o fazer. Não avaliem uma corporação através de outra corporação.
Sendo repetitivo mais uma vez e como tu bem sabes, entendo que a culpa tem um único rosto e felizmente caiu da cadeira. Esse sim, o “botas”, que nos fez pequeninos, amigos do expediente rasteiro e muito muito pouco virados para a inovação, para a cultura e para a modernidade. E daí, não temos as escolas que queremos, mas sim o sistema escolar que herdámos e esta ministra é mais uma que vai sair chamuscada em fogo lento, apesar de me parecer ter sido aquela que esteve mais próxima de dizer aos professores o que eles realmente merecem ouvir.
Um abraço.
Pedro Fraga
Neste país, para se ser bom a Matemática tem que se ser, primeiro, muito bom a Português.
Depois de mais um interregno forçado provocado pela avaria do meu modem e pela falta de tempo que me vem assolando, aqui vão mais umas achegas ao momento particular do ensino que está a viver-se em todo o país.
O exame de matemática foi, uma vez mais, uma manobra propositada doministério para achincalhar os professores de matemática.
Aquilo tresanda a manobra política. Porque nada tem a ver com matemática e muito menos com o ensino em geral.
Tem apenas a ver com a clara estratégia da ministra da educação, que aposta tudo em dividir a classe mais fraca do país – os professores – para lhe continuar a retirar regalias profissionais, umas atrás das outras, poupando assim uns milhões por mês para continuar a pagar os 10 mega-estádios de futebol de Guterres (porque hospitais continuam a não se construir), penalizando todos aqueles que trabalham, dando o melhor de si próprios, na tentativa todos os dias renovada de levar a Luz do Conhecimento às crianças por essas Escolas fora.
Falo dos verdadeiros professores. Aqueles que dão as aulas.
E não os que estão instalados em cargos partidários – como os 10 mil “professores” que se encontram a «trabalhar» no Ministério da Educação.
Mas os verdadeiros professores que se “matam” nas aulas, quantas vezes a aturar todo o tipo de malcriadices a que as famílias e os conselhos executivos disfuncionais fecham permanentemente os olhos, não têm culpa que o ministério não tenha dinheiro para lhes pagar os salários.
Porque os impostos são-lhes retirados, à cabeça, do seu vencimento.
Aqui não há fuga ao fisco.
Se alguém cumpre, em termos de não fugir ao fisco, neste país, somos exactamente nós, os funcionários públicos.
Não temos hipóteses de arranjar engenharias financeiras, como fazem as empresas, para poupar algum ao fim do mês.
Acredito mesmo que, tirando o funcionalismo público, não haja quem que não fuja ao fisco neste país.
Por isso é mais injusta ainda esta «caça ao prof.» que a ministra da educação decidiu abrir aos professores.
E começou, o ano passado, pelos de matemática.
Recapitulemos:
O ano passado – o primeiro ano em que se realizaram exames no 9º ano em Portugal – os resultados de um deles, intitulado «de matemática», foram tão baixos como a qualidade da classe política dominante deste país.
Porque aquele exame não era «de matemática» em parte nenhuma do mundo.
Era, sim, de «interpretação de textos» – longos – e, no final de uma interpretação difícil, em alguns casos, então sim, era «também de matemática».
Portanto, tratava-se do 2 em 1 costumeiro: era um exame de «interpretação + matemática». Portanto, só chegava a ser de matemática para quem soubesse, primeiro, interpretar o que se dizia e o que se pedia.
O que não acontece com 50% dos alunos, claro está.
Esperava-se que, este ano, a coisa abrandasse e pudéssemos assistir a um exame de matemática pura.
Mas ainda não foi desta.
O exame deste ano foi ainda pior, se bem que mais inteligente.
Duas ou três questões de cá-cá-rá-cá asseguraram a todos os alunos – mesmo àqueles que nem sequer sabiam qual era a matéria – um 2.
Evitou-se, assim, o escândalo do 1 em série do ano passado e conseguiu subir-se a nota média.
Por outro lado, o exame de interpretação foi muito mais complicado a ponto de os próprios professores serem obrigados a ler, por mais do que uma vez, cada enunciado de centenas de palavras, para perceber o que se pedia.
Por exemplo, apenas uma questão em 12 – a número 4 - ocupava qualquer coisa como duas páginas.
Eu não tenho o exame de Língua Portuguesa comigo, mas houve quem contasse as palavras dos exames de Português e de Matemática e – imagine-se! – o de Matemática comporta mais do dobro das PALAVRAS do de Português.
Será isto possível?
Só o é, dada a estratégia do ministério de achincalhamento dos professores, de uma forma geral, bem sabendo que ao vulgar tuga tudo lhe passa ao lado. O que fica é a ideia de que os profs. são baldas.
Objectivo cumprido.
Ora eu condeno liminarmente a estratégia e o tipo de exames que o governo Sócras manda cá para fora.
Porque, como disse no início, bem se vê que se trata de meras armas políticas com um objectivo bem determinado: dividir para reinar.
Se os exames fossem de matemática e mais nada, como deviam ser, as questões seriam directas e os problemas claros.
Isto não quer dizer que as questões fossem menos complexas: longe disso!
Podiam até ter dificuldade superior àquela que se verificou este ano, desde que as questões fossem CLARAS e DIRECTAS e não rendilhadas ou escondidas em orações intercalares que são intransponíveis para a esmagadora maioria dos alunos.
Façam isso a Língua Portuguesa – concordo - mas nunca a Matemática, nem a Físico-Química, onde o que se avalia é o raciocínio lógico dedutivo e não as aptidões linguísticas de descodificação de textos.
Porque é que um aluno tem que ser bom ou muito bom a Português para poder ter um mísero 3 a matemática?
Porque é isso mesmo o que se verifica.
Todos os meus alunos a quem dei positiva, este ano, se tivessem percebido o que se pedia no exame, tiravam de 3 para cima.
E os dos meus colegas também.
Mas bastou esperá-los à saída da sala de exames para facilmente se perceber que a maioria não entendeu muito do que leu e, por isso, deu resposta ao que lhe pareceu e não àquilo que, de facto e no fundo, se perguntava.
Querem a prova do que afirmo?
Informem-se junto das Escolas das vossas Terras e depois digam-me:
Quantos foram os alunos que tiveram negativa a Língua Portuguesa e positiva a Matemática?
1%? Nem tanto!
E todos sabemos que grande percentagem dos alunos tem muito mais aptidão para os números do que para as letras, como é natural em qualquer parte do mundo.
Menos no Portugal Sócriano de 2006.
Aqui, para se ser bom a matemática, pelos vistos tem que se ser simultaneamente muito bom a português.
Estou a dizer alguma mentira?
Investiguem…
E tirem as vossas conclusões.
(para se ler à ALENTEJANÂ... TÁ A VERI?)
À nossa MILU RODRIGUES,
MINISTRA DA EDUCAÇÃ:
Por mais que tu te empertigues
Tens em mim um grande "fã".
Te imagino a "despachari"
E parte-se-me o coraçã;
Parece que vai rebentari:
Com tanta "substituiçã"!
Tua bela e doce bocâ
Nessa face tã altivâ
Que peninha nã ser mouca:
"componente nã-activa"...
Tê nariz arrebitadoo,
De pôres "os pontos nos isje",
Já tava mais que quebradoo
Se fosse noutro paíje.
Ê Sô tímido, Mariâ
E cuidadosoo no trato,
Senã bem colocariaa
No cacifo o teu retrato...
E se a foto num cacifo
visibilidade não meti,
Num dia de grande pifo
Vai decorar a retreti.
Mas aqui quero deixar-te
O mê apreço e agradoo
P'lo que tens modificadoo
Na Escola em toda a parte
Antigamente ensinari
era chato, dava azia...
Nã dava para conversari:
Sala de profs vazia...
A Escola era um fastio
de um e de outro lado.
Ninguém se via parado
A olhar para o vazio.
Com este corte profundo
Que a ministra foi fazeri
A Escola passou a seri
O melhor sítio do mundo!
Antes era um saltinho,
Dava as aulas, e saía.
Hoje estão lá todo o dia,
Mas ninguém faz um pelinho...
Longas horas de lazer
"sala de profs", sentado,
Não há nada para fazer...
Namora-se um bom bocado!
Conhecem-se umas colegas
Que vieram desterradâs
De Faro, Braga ou Xabregas
E dã-se-lhe umas cantadas...
Elas querem é curtir
Shots, dança, grão-na-asa
Fim de semana é pa casa
De resto... é até partir!
E há que aproveitar
Que isto agora são 3 anos
Maridos a trabalhar
E elas a engatar manganos.
Não se podem condenar
Que esta vida é muito dura..
Quando têm que ir a casa
É uma autêntica tortura.
O que vale é que depois
É mais de um mês sem lá iri
Ficam lá em casa os mansos
Que elas cá... é sempre a abriri!
De tarde, é descomprimiri
À noite é que é mais dorido;
Passo as manhãs a dormiri,
E ando, aqui, todo partido...
Com tamanha animaçã
E tão pouco descansari
A Escola é só de Verã
E o trabalho? Nem pensari!
E quando se pensa que já se bateu no fundo em Portugal é-se sempre surpreendido por pior.
Na sequência do post anterior, uma colega minha informa-me que na Escola da sua Terra (que mais uma vez poupo, porque também as Terras não merecem o que certos inqualificáveis fazem nelas) a coisa foi bastante pior:
Instituiu-se o prémio do PIOR ALUNO na Escola onde a filha estuda.
E então, durante a Festa de final de ano, no ano passado, foram chamados ao palco os 2 piores alunos da escola, sob uma saraivada de palmas da comunidade escolar, aos quais foram atribuídos 2 valiosos prémios.
É assim: isto, de facto, ultrapassa-me.
Subvertidos todos os conceitos, como as escolas estão a fazer, e ao verem-se palhaçadas como esta, feitas com este despudor, alguém pode rebater aqueles que ofendem abertamente os professores, chamando-os claramente de incompetentes, como faz a ministra da Educação, todos os dias?
Assisti ontem à festa de encerramento de final do ano de um Agrupamento de Escolas.
Decidi retirar daqui o seu Nome, por respeito ao seu Patrono, e depois de perceber que o Grande Homem que ele foi não merecia aquilo que hoje fazem com o seu Nome.
A sala quase cheia, que os pais querem ver os filhos a fazer coisas.
Prémios foram distribuidos para quem toca bem o pífaro (1º, 2º e 3ª prémio).
Prémios existiram também para os "melhores do jogo do 24", uma triste actividade circense que se pretende confundir com a Ciência séria que é a Matemática.
4 apresentadores 4 - qual deles o mais aparvalhado e analfabeto - não conseguiam ler 3 palavras sem se enganarem, e tentavam, talvez por isso mesmo, ter alguma graça, desarrincando todo o tipo de estupidez do monte imenso de incultura que, pelos vistos, foi a única coisa que conseguiram absorver na Escola - os 4 chumbram já no nono ano, segundo se dizia na sala.
Se não chumbaram o cenário é pior ainda...
A melhor parte foi quando vestiram os alunos com plásticos e fizeram uma «passagem de modelos», com as crianças disfarçadas de palhaços, sob uma chuva de palmas das outras crianças que riam desalmadamente das figuras ridículas dos colegas.
Ou seja:
Assistiu-se ao exemplo acabado do que NÃO DEVIA ser uma festa de encerramento de um ano escolar.
Porque se valoriza unicamente a palhaçada em detrimento de qualquer actividade séria e do objecto do trabalho da Escola.
Não houve um prémio, ou um destaque, pelo menos, para os BONS alunos daquele Agrupamento. Aqueles que cumpriram todos os objectivos da Escola, e lhe conferem toda a razão de existir. Aqueles que provam, no final de cada ano de trabalho, que ainda vale a pena existir a instituição Escola e a profissão de Professor.
Ao invés, viu-se ali uma Escola a tentar desesperadamente confundir-se com um triste circo de enésima categoria. Que se esqueceu de prestar homenagem ao seu melhor produto, enquanto elevou garbosamente os piores cábulas ao estatuto de vedetas.
Uma coisa absolutamente degradante para a região e para o Ensino que se ministra por cá.
Chamei, para isso, a atenção do presidente do conselho executivo, no final, ao que me respondeu que a Autarquia já vai homenagear os melhores alunos.
- A Autarquia?? Pergunto, incrédulo...
Ainda bem, e parabéns à Autarquia por se substituir à Escola neste acto fundamental de reconhecimento do trabalho e do êxito de quem o conseguiu alcançar, mas pergunta-se:
Foi a Autarquia que formou estes BONS alunos?
Foi a Autarquia que trabalhou, durante 2 ou 3 anos, para que estes BONS alunos atingissem o êxito agora alcançado?
Ou foi a Escola?
Esta subversão é absolutamente insuportável, em 2006, dC.
Ainda mais quando é a própria Escola que subverte o seu importantíssimo papel na sociedade.
Espera-se, já agora, que o sr Presidente daquele Agrupamento vá entregar os prémios de excelência aos melhores funcionários da Câmara Municipal, na festa de Natal deste ano...
Meus amigos:
O papel da Escola é ensinar.
E, consequentemente, tem o dever de promover e salientar, socialmente, para que sirva de exemplo à Comunidade, o melhor que consegue produzir.
Deve ser aplaudido e incentivado o êxito, quando ele é conseguido, no objectivo do seu trabalho: a transmissão de Conhecimento Científico nas várias áreas.
Não é no toque do pífaro nem na passagem de modelos, nem no dizer asneiras e inconveniências aparvalhadas ao microfone que uma Escola mostra o seu melhor.
Mas é nesta última actividade que mostra o seu pior.
Felizmente a aparelhagem era de tão má qualidade e estava tão mal regulada que a maioria das cretinices não se ouviu...
Parabéns por isso.
Portugal é o único país da Europa em que a escolaridade mínima obrigatória não é o 12º ano.
Ninguém a consegue colocar a este nível enquanto formos, cumulativamente, o país mais analfabeto da europa com um índice de alfabetização envergonhante de 85%, enquanto nos demais países desenvolvidos esse índice ronda os 99% - 100%, e até em muitos países africanos é maior que estes 85%.
Portugal é o país onde se regista, igualmente, o maior abandono escolar.
Apenas 50% dos alunos que ingressam no ensino secundário terminam o 12º ano.
Portugal é o país do mundo onde há mais professores que não ensinam. Só o Ministério da Educação tem lá 10.000! Destacados, herdados dos partidos que foram ganhando as eleições. Leia-se: Boys e Girls fora de prazo, para lá arrumados.
Basta entrar num gabinete de uma DRE para se cair de costas a rir com a quantidade absurda de tias que ali passam o dia, encafuadas em gabinetes minúsculos, agarradinhas ao telefone, sabe-se lá a fazer o quê.
Na DREC chega a haver 2 relógios de ponto, tal é a chusma à saída!
Nos sindicatos, mais umas centenas a tempo inteiro. Dizem-me que são só 400, mas eu cá para mim acho que devem ser bem mais... pelo que vejo...
A ministra já percebeu que a classe dos professores não existe. Até se ri com as greves propostas pelos sindicatos nas vésperas de feriados, entre feriados ou ao fim de semana. Porque se assim não for, ninguém faz greve.
É tudo tiros no pé para descredibilizar mais a classe.
Os pais querem ter sitio para depositar os filhos durante o dia e, se possível, também à noite.
As férias são o maior pesadelo. Os filhos não são descarregados no armazém costumeiro, o que é a maior dor de cabeça do mundo.
Os pais são esmagadoramente analfabetos funcionais no interior do país. Por isso só querem que os alunos passem de ano. Não se ralam minimamente se o seu educando, no final do ano, não tiver aprendido nada.
Tem é que passar e ter boas notas, melhores que as do filho do vizinho, que é para entrar para medicina.
Para um dia, mais tarde, poder dizer, com orgulho, no meio de uma alta patuscada semanal que, por erro de diagnóstico, já mandou para casa (=morte) 200 ou 300 doentes. Eh! Eh! Eh!
O governo não tem mão nos médicos.
Nem nos juízes.
Nem nos enfermeiros.
Nem nos funcionários judiciais.
Medidas menos gravosas que as propostas para os professores foram suspensas, para essas classes, para posterior estudo.
Mas o governo tem mão de ferro nos professores, a classe mais triste e desunida à superfície da terra.
E era tão fácil pôr a ministra no seu devido lugar, como fizeram as classes supracitadas!
Não com greves de um dia, descontadas do parco salário da carreira congelada do professor, e coladas a um feriado ou a um fim de semana.
Mas com uma verdadeira e silenciosa "greve de zelo", diária, mensal, anual.
Até a ministra descongelar as carreiras e recuar na sua pretensão pidesca de avaliar os professores.
- Bom dia meninos!
- Bom dia, setora.
- Então digam lá, meninos: de que vamos falar hoje?
- Pode ser de fataból, setora???
- Claro, Zezinho! Vamos falar de futebol. Olhem: conversem entre vocês, que eu vou pôr aqui umas coisitas em dia, tenho que fazer uns telefonemas para o talho e tenho que saber porque é que a incompetente da professora do meu filho caiu de cama hoje.
Onde é que o meu marido vai deixar o miúdo, não me dizem?
- Pois é, setora. Os professores são mesmo uns desgraçados, mas deixe lá que os nossos pais vão avaliá-la bem a si, que nos deixa fazer tudo o que nós queremos.
E por falar nisso: já agora, como vai ser o próximo teste?
- Então, meninos, é como de costume: eu dou-vos o teste com as questões já respondidas na primeira hora e depois vocês copiam as respostas para as vossas folhas de teste na segunda, ok?
- Obrigado, setora! A setora é mesmo uma setora baril! E directora de turma também!
(Janado) - Ó dread: o ke é ke esta gaja dá?
(dread) - axo ke eh história ó geografia, ó o kamano...
- A setora dá história, não é, setora?
- Isso, meninos! Não se esqueçam de dizer aos V. pais que eu preciso de EXCELENTE no final do ano, ok?
- Esteja descansada, setora. Os nossos pais não sabem escrever, mas a gente escrevemos por eles na sua ficha: Xelente!
- Obrigados, meninos! Que bom é ser professora numa escola básica do interior!
Esta carta, que será divulgada também na comunicação social, tem como objectivo contribuir para a reflexão acerca da Qualidade da Educação do nosso país.
Neste sentido, e ao invés de contestar ponto por ponto a sua proposta de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, os docentes deste país ficam-se pelas suas consequências, o tal efeito prático que a Sr.ª Ministra prefere dissimular num jogo falacioso e perigoso, atirando-nos, pais e professores, uns contra os outros.
Embora tenha surgido como o maior engodo – o de chamar os pais à escola - da história da Educação deste país, na verdade, a avaliação dos Docentes pelos Pais e Encarregados de Educação, representa apenas uma ponta da ponta de um iceberg, uma linha de texto num documento de 54 páginas. Interessa apenas a quem se limita a promover manobras de diversão facilmente identificáveis, parecendo ignorar que nenhum professor sério irá temer se for avaliado de forma séria.
É vergonhoso, até para nós que somos portugueses, verificar o calculismo e a facilidade com que a Sr.ª Ministra aborda a questão complexa, como é a de avaliar os desempenhos dos professores, sem o mínimo de profundidade, preferindo, sem olhar a meios, o populismo fácil e barroco.
Recorrendo a meras hipóteses, se o novo estatuto fosse, numa eventualidade pouco inteligente, aprovado, o docente teria um número fechado de vagas para Muito Bons e Excelentes.
Assim, perguntamos nós: e se, num acaso, os professores de uma escola excederem o número premeditado de Excelentes?
Escolher-se-iam os melhores dos melhores e passar-se-iam os outros para Muito Bom e os que tinham a dita nota para o Bom? Ou, numa outra eventualidade, rasurar-se-iam as notas, de forma a não se levantarem polémicas no seio de uma escola que se quer unida e sempre controlada?
Talvez se vislumbre uma resposta se se conhecerem melhor os dezasseis pontos em que o hipotético docente será avaliado, previsto no artigo 46º do hipotético novo estatuto:
. o professor será avaliado pelos resultados escolares dos alunos.
Explicar-nos-à a Sr.ª Ministra como pode um professor de uma má escola, e em muitas "má" será sempre um doce eufemismo, ter o mesmo nível de qualidade na sua avaliação de um colega seu numa boa escola?
Será então que os professores têm as mesmas medidas e oportunidades de uma boa avaliação? Ou, por outro lado, bastará que se avalie positivamente os alunos, independentemente da realidade?
. o professor será avaliado pelas taxas de abandono escolar? Certamente que no Ministério ainda andam à procura de uma resposta coerente a esta pergunta. Imaginemos que existe uma comunidade de etnia cigana numa escola ou que em determinada localidade, e não são assim tão poucas, os pais querem retirar os filhos da escola para que trabalhem com eles.
Como pode o professor ser penalizado por uma situação como esta onde a responsabilidade não lhe cabe?
Não se deveriam criar medidas coerentes para um mundo real? Neste caso como seria, então? Seriam penalizados todos os docentes daquela escola ou apenas daquela turma?
Não será esta uma medida oportunista, em que se acusam os professores da incompetência, de um governo que não cria segundas verdadeiras opções para os jovens que abandonam o ensino ou que simplesmente querem mais? Não será esta medida economicista, visto que, deste modo, os professores ficam limitados na sua avaliação, o que prejudica seriamente a sua progressão e, naturalmente, os impede de subir de escalão e vir a auferir um melhor salário?
. apreciação do trabalho colaborativo do docente? O que significa exactamente trabalho colaborativo? E para colaborar com o quê? Ou com quem? Terá a Sr.ª Ministra intenção de instigar ao mau ambiente na sala de professores ou a de tornar menos transparentes algumas avaliações?
Haverá aqui uma vontade de tornar ambíguo o que se quer simples e preciso? Talvez, na sua visão, "dividir para reinar" faça um sentido que não cabe nesta profissão!
. apreciação realizada pelos pais e encarregados de educação. Consegue a Sr.ª Ministra avaliar com a exacta certeza uma pessoa que nunca viu e cuja imagem foi construída apenas por uma criança ou pelos comentários de outras? Serão todos os pais capazes de avaliar os professores através de quase nada?
É essa a avaliação que pede aos professores, quando se trata de avaliar os seus alunos?
Avaliar com pouco?
Mas sempre num nível positivo, de forma a não transtornar os pais? A Sr.ª Ministra quer que nós acreditemos que uma avaliação realizada desta forma irá ser objectiva e transparente? Muito embora cada um dos pontos tenha um peso, que ainda não se conhece, tal questão parece-nos irremediavelmente condenada ao fracasso, pelo menos se observada de um ponto de vista sério e rigoroso.
. avaliação através da observação de aulas?
Quais são os critérios adoptados pela Sr.ª Ministra? Imaginemos que decorre a avaliação de dois docentes distintos em dois locais diversos. Cada um dos quais está a ser medido por um hipotético professor titular.
Imaginemos que são duas escolas em meios diferentes. Encontra-se a Sr.ª Ministra capaz de nos assegurar que ambas as avaliações serão correctas ou que, sendo invertidos os lugares, os docentes manteriam a mesma qualificação ou quase?
Nestas contas entram factores demasiado subjectivos.
Numa mesma escola, o mesmo professor pode obter dois níveis diferentes, se for avaliado, por exemplo, por titulares de distintas sensibilidades. Suponhamos, por outro lado, que a aula corre mal, porque o professor está engripado ou porque os alunos vieram de uma visita de estudo.
Será sério avaliar todo um ano escolar com três visitas à sala? Será sério fazer depender a progressão na carreira desta forma?
Os docentes passariam a ser avaliados em dezasseis pontos ou itens de classificação como lhe chama a Sr.ª Ministra.
Destes, quinze são perfeitamente subjectivos, e um deles, o que respeita à assiduidade, o único preciso porque se trata de um número, a Sr.ª Ministra trata-o com a ligeireza que parece ser o seu maior dom.
A Sr.ª Ministra não se nega a coarctar aos docentes qualquer esperança, ainda que infeliz, de poderem assegurar o seu desempenho se caírem doentes numa cama.
O professor passa, assim, a ser obrigado a cumprir 97% do seu serviço lectivo, se quiser progredir na carreira. À priori, esta medida parece ser finalmente a resposta aos pedidos dos pais e encarregados de educação dos nossos alunos.
Será assim tão óbvia e tão simples esta leitura?
Três por cento de faltas como máximo, representa cinco dias de faltas por ano?
Explique-nos, por favor, a Sr.ª Ministra como justifica o facto de não poder estar doente. Fazemos notar que não falamos apenas de nós próprios, aqui também cabe a assistência à família.
Repare a Sr.ª Ministra que os professores lidam com crianças, cerca de vinte e cinco por cada uma das cinco turma (em média, claro está), e que estas mesmas crianças adoecem e se constipam e nos constipam.
E nós sabemos que às vezes mais vale ficar um dia em casa e recuperar a saúde, do que prestar um mau serviço público.
Os docentes têm um grande respeito pela sua profissão. Nenhum professor sério falta para ficar a dormir.
Teremos que "contagiar" toda uma escola necessariamente, em nome da graduação profissional, uma vez que só serão devidamente justificadas as doenças em regime ambulatório.
Por outro lado, repare Sr.ª Ministra, pois talvez ainda não o tenha feito, que a grande maioria dos docentes está deslocada da sua casa, longe dos seus familiares.
Esta enorme massa humana que se desloca pelo país, em milhares de quilómetros mensais, aos princípios e fins-de-semana, em veículo próprio, e que entrega dinheiro ao estado nos impostos de combustíveis, está muito sujeita a ter contratempos na estrada ou com a mecânica do seu automóvel, e que, a partir de agora, estes mesmos cidadãos manterão esta distância durante três e depois quatro anos!
No que diz respeito às mães ou futuras mães, não compreendemos como pode a Sr.ª Ministra querer avançar com um estatuto que as espartilhará – a maternidade é um direito protegido pela Constituição da República Portuguesa. É-nos dito que, no decorrer desse ano, a docente não será avaliada, pelo que a mãe terá nesse ano a mesma classificação que lhe for atribuída no seguinte, ou seja, bastar-lhe-à faltar seis dias para que não progrida na carreira dois anos. Saberá a Sr.ª Ministra o complexo que é cuidar de uma criança durante os primeiros meses e anos de vida?
Numa primeira fase, a do período do parto, o novo estatuto salvaguarda as mães para depois as deixar desamparadas numa segunda fase, como se a maternidade se esgotasse no acto de "dar à luz".
Contempla alguns destes dados na sua proposta, Sr.ª Ministra, ou prefere tratá-los com a distância da sua demagogia? Como quer a Sr.ª Ministra estabilidade docente, aquela que tanto aclama, convencendo apenas quem ignora a realidade do que é ser educador, se qualquer uma das acções que toma vai no sentido de criar instabilidade e insatisfação?
Como quer a Sr.ª Ministra docentes produtivos e colaborativos se instiga ao fascismo redutor, como se lidasse com gente disposta a rebaixar-se aos seus pés sem que lhe fosse levantado um par de olhos?
Como quer a Sr.ª Ministra um alto nível de rendimento escolar e uma enorme qualidade para a Educação quando atira medidas laças para cima de uma mesa, onde se discute o futuro
Este é um assunto sério, Sr.ª Ministra, nenhum professor está aqui para brincar! À Sr.ª Ministra interessa ter os pais do seu lado, independentemente dos meios, o que lhe interessa são os fins economicistas, cada vez mais sublinhados por cada medida que assina.
Pretende convencer os professores deste país que um tecto ao fim de doze anos de carreira é um objectivo para quem tem que ser avaliado e classificado todos os anos?
As demagogias criadas para iludir a opinião pública são os instrumentos de trabalho utilizados pelo estado, mas do tempo da outra senhora, quando a Sr.ª Ministra ainda tinha a esperança de viver numa democracia – se é que teve…
Parece-nos que todas estas medidas foram lançadas ao ar para justificar o trabalho de alguns caciques que há muito não leccionam e que pululam de gabinete em gabinete na esperança, certamente vã, de lhe apresentar algum trabalho, uma vez que, somente quando já não tiver professores no seu ministério, vossa Senhoria ficará plenamente satisfeita.
Junho de 2006
Um grupo de Professores desrespeitados
Trata-se de algo de que venho falando há tempos, mas mais concentrado sobre a futura «carreira docente»

Um dos temas mais debatidos na actualidade é o da reforma do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Todavia, sem ser por acaso, tem-se restringido o debate a um dos itens de classificação dos professores na avaliação que a direcção executiva da escola terá de fazer acerca do mérito do desempenho de cada um dos docentes (artigo 46º do projecto).
A ministra da educação, seguindo a cartilha que caracteriza este executivo, vai-se referindo ao tema como o tem feito com os demais que à sua pasta respeitam: a educação vai mal em Portugal e os responsáveis por tal catástrofe são os professores, por isso há que tudo fazer para os punir.
Depois os indefectíveis do partido e os outros que apenas por acharem que este gabinete faz coisas o querem apoiar, vão refinando a argumentação, a qual, por mimetismo associado à preguiça de muitos comentadores e jornalistas (a maioria dos quais nunca leu nem vai ler o ECD), se vai impondo no discurso corrente.
Uma coisa é certa: uma asneira, mesmo a mais bem disfarçada e ainda que muitas vezes repetida, nunca será mais nada do que isso mesmo, uma asneira.
Diz-se (sobretudo repete-se) que os sindicatos (não se diz os professores por preconceito ideológico) estão contra «porque são sempre do contra», sendo uma espécie de forças de bloqueio das reformas que vão endireitar Portugal. Com isto quer-se tapar o sol com uma peneira.
Vejamos o assunto com alguma objectividade e comecemos pelo princípio:
o sistema de ensino é organizado pelos poderes públicos, concretamente pelos governos, que o moldam de acordo com a sua ideologia ou pelo menos segundo a sua vontade.
Daí que a escola actual não seja nem mais nem menos do que aquilo em que os senhores políticos (que nestes 30 anos governaram a pasta da educação) a quiseram tornar.
Na sequência do 25 de Abril de 1974 houve nesta área transformações inevitáveis e positivas, como a democratização do ensino e a garantia do acesso universal. Mas o disparate começou logo a seguir.
Intencionalmente desgastou-se a autoridade dos professores e encetou-se o desprestígio da função.
Os «cientistas da educação», espécie de sociólogos pós-modernos que se incrustaram na área do poder, conseguiram vender a ideia falaciosa de que aprender não é algo que exija esforço e sacrifício e também que a autoridade (qualquer autoridade) é por natureza opressiva e por isso incompatível com um ensino «moderno».
Foram assim afogando a escola numa complexa rede burocrática, desgastando a imagem do professor (esse ente «autoritário»; agora crismado de «privilegiado») e degradando o seu estatuto.
O resultado está à vista.
A verdade é que a educação nunca foi encarada, seriamente, como um vector estratégico para o desenvolvimento do país. Os sucessivos governantes mais não fizeram que engendrar esquemas para falsear as estatísticas do «sucesso escolar», como falsearam as regras de apuramento da verdadeira taxa de desemprego ou do exacto valor do défice orçamental.
Para enganar quem? A história os condenará. Mas por enquanto a festa continua.
À semelhança do que já fizeram com os juízes, com os funcionários públicos e com outros, estes governantes alijam com facilidade as responsabilidades próprias e atiram as culpas do que está mal para cima de outros, que hão-de servir de bodes expiatórios.
E a cereja em cima do bolo vem a ser que a máquina mediática, que tão bem têm sabido olear, lhes vai dando lastro para prosseguir, com altas taxas de popularidade (e só isso verdadeiramente conta). Assim, têm conseguido pôr os portugueses uns contra os outros, sem que estes se apercebam que isto vai tocar a todos (menos aos do costume, como é óbvio).
Os professores não estão, evidentemente, contra o princípio de que as promoções hão-de resultar da apreciação do mérito profissional de cada um deles; como também não são contra a participação dos pais dos discentes na vida da escola; apenas não estão dispostos a ser prisioneiros daqueles.
E na verdade parece relativamente consensual que numa sociedade democrática os pais devem poder participar na definição estratégica do projecto escolar e que devem envolver-se nas actividades educativas a que sejam chamados a participar, etc.
Mas a avaliação do mérito dos docentes é uma coisa séria de mais para ser posta, ainda que apenas de modo residual, nas mãos deles.
Se se quisesse fazer uma verdadeira reforma do sistema de ensino, com vista a uma transformação radical do país no espaço de uma geração, o caminho era totalmente outro, o que inevitavelmente se reflectiria no ECD.
O princípio haveria de ser a verdade (e não apenas a aparência). E a táctica passaria pelo reforço da matemática, da física, da biologia, da língua pátria, das línguas estrangeiras e da história. O resto seriam opções que não contariam para o totobola.
O mérito dos professores e dos alunos havia de ser apreciado, claro. Mas com verdade (sempre ela), sem recurso a limites quantitativos para acesso aos escalões mais altos da carreira docente (veja-se o projecto de ECD; Mas porque é que só uma percentagem ínfima há-de poder ser excelente?).
E com a assumpção que haveria alunos excelentes e alunos maus, e que estes teriam de ser penalizados (é assim na vida, porque é que não há-de ser assim na escola?).
A taxa de «sucesso escolar» cairia drasticamente, para recuperar daqui por 20 anos, quando este já fosse um país diferente.
Ao invés e por incrível que possa parecer, a ministra da educação, a quem se não pode seriamente atribuir qualquer inversão relevante do caminho para o abismo que o sector da educação vem trilhando, tem granjeado a simpatia de muitos comentadores, apenas «porque sim». Porque quanto à reforma que o sistema precisa: nada.
E quem ler atentamente o projecto do novo ECD verá que a malha administrativa se adensa, a autoridade dos professores continua a diluir-se e o desprestígio da profissão se acentua. O que é que daqui se pode esperar que não, apenas, o poupar de uns trocos?
In Dizpositivo
E porá igualmente os pais dos réus a avaliar os juízes?
E os pais dos doentes a avaliar os médicos?
E os pais dos contribuintes a avaliar o Fisco?
É necessária uma tomada de posição urgente contra este tipo de populismo PRECiano e inqualificável.
Os Conselhos Pedagógicos das escolas de todo o país deviam já ter reunido com o ponto único de dar resposta a esta escalada prepotente e analfabeta do governo.
Que qualificações pedagógicas terão os pais para avaliar um professor?
Onde chega a demagogia!
E, entretanto, os professores o que fazem?
Assistem a programas televisivos em que os colegas apanham pancada dos alunos em plena sala de aula... e ficam entretidos com isso.
É preciso reagir a esta indignidade!
É preciso protestar e chamar a atenção da Opinião Pública que ainda não esteja totalmente alienada pelo futebol, para esta pouca-vergonha.
Eu farto-me de escrever e de berrar nos fóruns da TSF.
E os outros?
Como não podia deixar de ser, perante tal chorrilho de ilegalidades a «presidente» da «comissão que não sabe ler a lei» foi forçada a suspender o acto eleitoral.
Não estamos, ainda, na República das Bananas...
Mas pouco falta.
Se um tipo se descuida, voltamos ao tempo da PIDE....
Safa!
Uma «comissão de acompanhamento eleitoral» aparecida, de repente, a 2 dias do sufrágio e que, a existir legalmente, deveria ter visto publicada a sua constituição muito antes do início do processo eleitoral e deveria ter analisado as condições de elegibilidade dos concorrentes ANTES da afixação das listas, está a tentar, num esforço final desesperado para nos impedir de concorrer, anular-nos a lista.
Os incautos nem sequer imaginam as consequências PESSOAIS que esta tentativa CRIMINOSA - porque baseada em argumentação absolutamente FALSA e facilmente desmontável, lhes vai trazer.
Claro que nem sequer nos notificaram da sua "deliberação" pre-tomada, mas isso é só mais uma das ilegalidades a somar às dezenas de outras que os amigos do polvo instituído na escola cometem diariamente com a maior naturalidade e displicência.
É claro que recorremos de imediato, apesar de formalmente não notificados.
Mas não apenas para as instâncias que eles imaginam...
Quem se mete numa guerra deve curar de conhecer primeiro a qualidade do adversário.
Nós até podemos perder nas urnas. Não há problema nenhum.
Isso é Democracia. Umas vezes ganha-se, outras perde-se.
É tudo normal, se o processo for limpo.
Mas não é o caso deste, que se encontra inquinado desde o início.
NÓS APENAS EXIGIMOS CONCORRER!
E vamos poder concorrer, ninguém tenha disso a menor dúvida!
Agora, ou daqui a uma semana, ou daqui a um mês, ou daqui a 2 meses.
Concorreremos, DE CERTEZA ABSOLUTA!
Porque a Lei não deixa qualquer margem para dúvidas e não pode ser grosseiramente MANIPULADA pelos amigos do "sistema" vigente.
Eu possuo exactamente as mesmas qualificações, aos olhos da lei, que a actual presidente da CE possuía há 3 anos quando a sua lista foi aceite a sufrágio. Pela mesma pessoa que agora recusa a nossa.
Artigos 19 e 7 da lei 115-A/99, que não mudou.
Mas não só.
Ainda hoje, apesar de a nossa concorrente possuir QUASE um mandato em funções numa CE, eu possuo EXACTAMENTE as mesmas condições de elegibilidade.
Porque a Lei é clara: é preciso contar-se UM MANDATO COMPLETO em exercício de funções.
Não incompleto nem parcial.
Portanto, a actual presidente concorre com as mesmas qualificações que possuía há 3 anos.
E eu estou exactamente nas mesmas condições que ela.
Não há nada a fazer.
Por muito que estrebuchem, e por mais ilegalidades em cadeia que cometam, enquanto a redacção desta lei não for alterada, ela não deixa qualquer margem para dúvidas.
É clara como a água.
Aguardaremos com serenidade os desenvolvimentos que se precipitarão na próxima semana.
P.S.: A presidente desta comissão que tenta inviabilizar agora a nossa lista é curiosamente a presidente da Assembleia de Escola que a tinha aceite anteriormente e também a mesma que deu ilegalmente posse à actual CE em 2003, e a mesma que, ilegalmente, também, não nos diponibilizou, até hoje, os cadernos eleitorais.
Como se tal não bastasse, substituiu a actual presidente do CE na Assembleia de Escola quando esta decidiu concorrer à CE.
As suas relações de amizade e cumplicidade com a actual presidente são do conhecimento geral, bem como a sua relação hostil para comigo. Que advem de uma discussão sobre «avaliação contínua» decorrida o ano passado.
A senhora professora, com tão grandes responsabilidades na Escola, não fazia a mínima ideia do que «avaliação contínua» significava.
Defendia que as notas do terceiro período não reflectiam as do 1º nem as do 2º períodos.
Exactamente ao contrário do que a lei postula.
Tive que lhe explicar o conceito de «avaliação contínua».
Com desenhos no quadro e tudo.
E nem assim percebeu!
Dizia que, para ela (lá está: em vez de estudarem, inventam!) «avaliação contínua» apenas queria dizer «avaliação continuada».
Sem comentários.
Ora, depois de tudo isto, a senhora não precisava fazer campanha eleitoral contra nós.
Mas não consegue conter-se...
A simples e mera apresentação da nossa lista está a transformar-se numa grande afronta para o regime ditatorial instituído na nossa Escola, que vê, num simples acto de exercício da Democracia instituída em Portugal há 32 anos, uma terrível ameaça.
E, se calhar, o caciquismo que tanto nos teme lá terá as suas razões para nos temer.
Porque sabe bem que a primeira coisa a banir será esse mesmo caciquismo do seio do nosso Agrupamento.
A transparência será a palavra de ordem contra o amiguismo e os cozinhados de panelinha.
Mas não respirem de alívio aqueles que, para azar da nossa Escola, vissem este projecto derrotado.
Porque eu não me esqueço do que andam a dizer a nosso respeito e sei bem quem o faz.
Quer ganhe ou perca, as difamações de que estamos a ser alvos, por termos ousado "desafiar" um regime autoritário e manifestamente ilegal, na nossa Escola, não lhes vão sair baratas. A todos posso assegurá-lo.
Porque o tempo em que eu "levava" e calava, já lá vai.
Não ganhei nada com isso, já que a ladraria continuou e até se avolumou, sempre nas minhas costas, é claro!
A cobardia é uma das principais virtudes de muita gente frustrada que sabe perfeitamente que nunca será mais que um número a apagar na hora da morte.
Mas aguardemos serenamente os resultados.
Na certeza de que haverá desenvolvimentos.
Por um lado, era até bom que não ganhássemos.
Para que eu pudesse de imediato dar o troco a algumas "peixeiras" (sem ofensa para as verdadeiras comerciantes de pescado) que, depois de chumbarem 2 e 3 vezes no seu percurso escolar, se enganaram na lota e rumaram à Arrifana para dar lições de falsa moral no intervalo da faladragem da vida alheia.
Só que não vou ter essa sorte porque, tirando o grupo de caciques que veem os seus perpetuados tachos ameaçados, a generalidade de professores e funcionários do Agrupamento está farto desta experiência traumática de "Regresso ao Passado", e ao tempo da "Outra Senhora", em que nada pode ser discutido livre e abertamente sob pena de represálias de toda a ordem.
VIVA A LIBERDADE E A DEMOCRACIA! digo eu.
A primeira revenche do autoritarismo vingativo já está aí: foi o terem faltado à palavra anteriormente dada, recusando-se agora a apresentar a primeira educadora de Seia com um livro editado comparticipado pela CE e que faz parte, naturalmente, da nossa lista: Anabela Nunes.
Vingativamente, depois de lhe terem dito anteriormente que sim, agora viram-lhe as costas.
Deve ser porque só temos gente capaz e dinâmica na nossa lista.
Não temos cá instalados nem tachistas.
A segunda foi terem positivamente deixado de cumprimentar os elementos da nossa lista, bem como aqueles que elas acham que nos apoiam.
É só rir de tanta estupidez em tão poucas e desprotegidas cabeçonas!
Onde nós chegámos, 32 anos depois da Democracia ter bafejado este país!
E o que mais se verá e, seguramente, será alvo de incómodos desenvolvimentos muitos meses após as eleições.
Nós temos muita Esperança no futuro, apesar de todas estas movimentações histéricas que se estão a passar.
A Verdade vem sempre ao cimo e a Justiça neste país trabalha lentamente...
mas vai trabalhando.
Manifesto eleitoral e Plano de Acção da lista B candidata ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Dr Abranches Ferrão
A presente equipa propõe-se trabalhar em sentido muito diverso - e provavelmente até oposto – relativamente à linha de actuação do actual Conselho Executivo, com objectivos perfeitamente definidos e sempre na perspectiva da prestação de Serviço Público à Comunidade Escolar e à Comunidade Social onde ao Agrupamento se encontra inserido.
Pensamos que o Agrupamento existe para servir a comunidade e o Conselho Executivo para servir o Agrupamento.
E nunca o contrário.
Assim, a filosofia que subjaz ao espírito da presente lista pode resumir-se em 3 grandes linhas orientadoras:
1 - A Acção
Os últimos 3 anos foram, infelizmente, perdidos para o nosso Agrupamento e com especial notoriedade para a nossa Escola Sede.
De facto, se há palavra que caracteriza o mandato que agora termina, ela é: INACÇÃO.
A Escola perdeu sucessivas oportunidades para se modernizar e para melhorar as suas condições de trabalho, porque ao dinamismo do CD anterior que, durante anos, conduziu este Agrupamento de forma exemplar e com desinteressado espírito de Serviço Público (por isso o guindou até à primeira linha de notoriedade relativamente ao que existia no interior do país), fazendo da Escola Sede um EXEMPLO de Dinamismo e de Trabalho, munindo-a de condições inigualáveis – de que o Auditório, a Biblioteca e a Sala de Informática são manifestos exemplos – sucedeu um laxismo e uma falta de intervenção no meio escolar e social atrozes, que fizeram com que este Agrupamento parasse literalmente no tempo durante os últimos 3 anos, em nada evoluindo durante este período.
De facto:
A Escola nunca mais se candidatou nem concorreu a projectos inovadores que, para além da grande notoriedade que lhe vinha granjeando, garantiam um excelente encaixe financeiro que permitiu, por exemplo, construir as 3 valências notadas acima: Auditório, Biblioteca e Sala de informática.
Isto, para além de ter permitido a obtenção de equipamento vário de índole tecnológica de que também o Agrupamento foi pioneiro nesse tempo. máquinas de filmar e de fotografar digitais topo de gama (na época);
- equipamento de som para o Clube de Rádio que emitia diariamente,
- equipamento de projecção vídeo e de som Surround (5.1) para o Auditório onde funcionava o Clube de Cinema que, através do visionamento e discussão das obras cinematográficas mais marcantes do nosso tempo, era frequentado por dezenas de alunos nos seus tempos livres,
- equipamento de observação astronómica (telescópio e conjunto de lentes),
- a estação meteorológica
- e equipamento vário que se encontra, muito dele, encaixotado na sala de Físico-Químicas sem nunca ter sido utilizado, como osciloscópios e geradores de sinal.
Tudo isso acabou ou está INACTIVO.
A Escola regrediu em diversidade e qualidade da Oferta extra-curricular e tudo o que hoje ainda possui e não foi destruído ou vandalizado – como a aparelhagem do clube da rádio ou o equipamento de som da escola - para nada serve.
A Escola-sede deveria ter recebido o FORSEIA (Centro de Recursos e Formação) no primeiro ano do mandato deste CE.
Esse programa, se tivesse sido aqui desenvolvido durante os últimos anos, dotaria a Escola Sede de meios tecnológicos e de recursos financeiros mais do que suficientes para continuarmos a ter uma Escola apetrechada com o que de mais evoluído existe em termos de Novas Tecnologias da Informação e de Transmissão de Dados.
Ao invés, passou-se que estivemos mais de 3 meses sem sequer termos tido Internet na Escola, só este ano-lectivo.
Outro exemplo: A Escola esbanja milhares de euros por ano em energia eléctrica, porque todas as salas funcionam com a iluminação ao máximo.
Mesmo – e sobretudo – nos dias radiosos de sol. Nesses dias, têm que se baixar as persianas para se acenderem as luzes do tecto.
Bastaria colocar bandas translúcidas nas janelas para filtrar a incidência directa dos raios solares, eliminando os reflexos do quadro, e já não seria necessário ter a iluminação ligada.
Em vez disso, o que se faz?
“Obriga-se” os professores a poupar nas fotocópias prejudicando a legibilidade dos testes – e o desempenho escolar dos alunos – a fim de se pouparem uns míseros cêntimos porque «não há dinheiro para as fotocópias».
Pergunta-se: Não há dinheiro para as fotocópias dos testes e há dinheiro para se equipar a sala do CE com mobiliário de luxo?
Nós captaremos recursos financeiros por via dos projectos a que nos candidataremos.
E pouparemos no que se deve poupar e NUNCA naquilo que é o objecto do nosso trabalho: o processo Ensino-Aprendizagem.
Voltaremos a ter uma Escola exemplar no domínio da diversidade da oferta extra-curricular, dinamizaremos planos de formação para alunos, funcionários e professores nas mais diversas áreas do Conhecimento.
Abriremos a Escola-sede à Comunidade social envolvente, com iniciativas que motivem os Pais para o acompanhamento da aprendizagem dos filhos.
Voltaremos a fazer observação astronómica à noite, aberta à comunidade.
Voltaremos a dinamizar o Clube da Rádio, de Cinema, faremos Televisão em circuito fechado e mostraremos à comunidade que, depois de um cinzento período de inacção de 3 anos, a nossa Escola continua com o fôlego e o dinamismo que sempre conheceu e que a caracterizava até há bem pouco tempo.
2 - A Disciplina
Nenhuma Escola pode funcionar sem um mínimo de disciplina interna.
Mas o CE pode impor respeito e rigor numa Escola se ele próprio é o paradigma da falta deles.
A Escola não pode continuar a iniciar as suas actividades, de manhã, sem que pelo menos um elemento do CE esteja presente.
Tal não se verifica há anos.
Esta Escola Sede tem invariavelmente funcionado em regime de auto-gestão, sem responsável presente até à hora em que chegue o primeiro, que a maior parte das vezes é depois das 10 da manhã.
Exceptuando, curiosamente, os dias em que há visitas.
Nesses dias há sempre mais do que um elemento às 8:45h.
Não pode ser.
Se há um acidente (e já houve) são os auxiliares que chamam a ambulância.
Se é urgente sujeitar-se um aluno insurrecto a uma medida de coacção, não há para onde o enviar.
Ninguém do órgão de gestão está presente.
Para se exigir respeito é preciso merecê-lo.
É por isso que, hoje, de entre Professores e Funcionários, poucos são os que nutrem algum respeito e admiração pelo actual CE em funções.
Muito menos os alunos insurrectos costumeiros repetidamente identificados que fazem o que querem, fumando à descarada na pérgola, bebendo álcool atrás dos pavilhões e até no bar, faltando deliberadamente às aulas, passeando-se alegremente pela Escola, gritando nos corredores a plenos pulmões em tempos lectivos, prejudicando as restantes aulas que decorrem, vociferando palavrões despudoradamente à frente de professores, auxiliares e até elementos do CE; numa palavra: exibindo todos estes maus exemplos perante a comunidade escolar, dia após dia, dentro do recinto da Escola sem que disso se retirem consequências.
O actual CE, sempre tão autoritário para com os professores não tem a mínima "mão" nos alunos insurrectos e por isso presta um péssimo serviço à Escola que devia proteger.
Não se incute respeito em ninguém quando os exemplos que vêm de cima são incredíveis.
A credibilidade conquista-se pela actuação diária.
Não ela rectórica vazia e formal como a do Plano de Actividades do actual CE.
3 - A Justiça
Uma Escola é um meio social.
É uma sociedade heterogénea em que se movimentam pessoas diferentes, de carácteres diferente, de maneiras de ser, sensibilidades, credos, de convicções diferentes.
Os conflitos interpessoais são espectáveis. Por isso é preciso saber gerir susceptibilidades.
Chama-se a isso Gestão de Recursos Humanos.
Nesta escola, infelizmente não é só a gestão de recursos financeiros que é deficiente.
A gestão dos Recursos Humanos deixa, igualmente, muito a desejar.
Neste particular:
Os professores e os auxiliares que não cumprem devem ser, evidentemente, chamados à atenção.
Mas só um CE que CUMPRA pode chamar a atenção dos incumpridores.
Não podem fomentar-se perseguições a Professores e Funcionários que se recusem a entrar no jogo de compadrios, de “filhos e de enteados”.
Todos os professores e funcionários são iguais perante a Lei e o regime Escolar.
Não pode haver preferências pessoais, nem discriminações positivas ou negativas.
Evitando estas práticas correntes, evita-se a maior parte dos conflitos.
Um funcionário, se tiver mais habilidade e gosto para desempenhar determinada tarefa não deve ser colocado noutra apenas por capricho de quem manda ou como acto de punição por antipatia pessoal.
Ao funcionário exige-se que cumpra, mas devem-lhe ser, antes, dadas as condições materiais e psicológicas para que possa cumprir.
A um funcionário não se pode exigir um comportamento prossecutório de colegas ou de professores.
Connosco não haverá Professores nem Funcionários Administrativos nem Auxiliares privilegiados.
Haverá PAZ Social dentro da Escola e do Agrupamento.
Propomos o fim de um autoritarismo bafiento e o despontar da Democracia Participativa neste Agrupamento.
É urgente a injecção de sangue novo, de ideias e projectos inovadores, e o fim de situações de nítido privilégio dentro e fora dos órgãos de gestão, que todos conhecemos.
1º Ciclo e Jardins de Infância
As crianças das nossas Escolas do 1º ciclo e dos Jardins de Infância voltarão a frequentar a Escola Sede às quartas feiras, em regime de rotatividade,
onde programas específicos ligados à descoberta da nossa realidade Cultural e Científico-Natural os esperam para, inseridos em actividades de espírito marcadamente lúdico, possam proporcionar às nossas crianças o despertar para os estágios de desenvolvimento que naturalmente se lhes seguirão.
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Companheira(o):
Se é sensível às Verdades indesmentíveis que aqui são descritas, dê-nos a sua confiança na próxima terça-feira, 30 de Maio.
Todos – Professores e Funcionários - trabalharemos com o mesmo objectivo: o de voltar a conferir a este agrupamento os níveis de Excelência que ele já atingiu no passado.
A todos será dada a OPÇÃO e a VOZ para que, dentro da escala de serviço que tem que se desempenhar, possam ESCOLHER aquele para que demonstrem mais aptidão.
Por-se-á fim às guerrilhas internas que afligem os Trabalhadores da Escola Sede.
Por tudo isso e muito mais que fica por dizer,
Garantimos à Comunidade Escolar que:
Connosco, este Agrupamento voltará aos níveis de Modernidade, Qualidade de Ensino e de Produção de Serviço a que todos os senenses se habituaram a identificar com a Escola Dr Abranches Ferrão.
O futuro deste Agrupamento de Escolas estará, no dia 30 de Maio, nas Vossas mãos.
Gratos pela Vossa atenção.
Somos, para Servir,
João Tilly
Pedro Ferreira
Anabela Nunes
Gorete Rodrigues
22/05/2006
...para se perceber a verdadeira dimensão da obra de Salazar, por exemplo, e porque é que continuamos o país mais atrasado da Europa.
O leitor faça um favor a si próprio: quando tiver 10 minutos livres (no intervalo de um dos milhares de programas sobre futebol com que vai ser assediado a partir de agora) faça um esforço para ler os dois textos anteriores.
Sobre a plataforma idiosincrática que eles estabelecerão no seu cérebro já poderemos começar a "trabalhar" sobre os principais assuntos de Portugal.
Se os não ler, nunca vai perceber o que se segue e o que nos tem acontecido a todos nós desde que a República foi implantada em Portugal.
Por exemplo: alguma vez foi realizado um referendo (ou uma consulta generalizada) para se saber se os portugueses queriam de facto a destituição da Monarquia e a implantação da República em 1910? Não.
E alguma vez se perguntou aos portugueses se eles queriam o golpe de Estado que se deu a 25 de Abril? Também não.
E o que se deu em 1917? (Sidónio Pais). Nada.
E sabe que foi um decreto DITATORIAL de 17 que instituiu a democracia (sufrágio directo do Presidente da República) em Portugal?
Curioso, não?
Ou seja: em Portugal ao povão nunca lhe perguntaram coisa nenhuma.
Primeiro, sucessivos golpes de Estado mudam o regime e demitem Presidentes.
E depois é que se pergunta ao povo quem escolhe para o governar.
Mas não se pergunta nada sobre o tipo de regime que o povo quer.
Esse foi-lhe sempre imposto.
É esta uma das conclusões a que chega obrigatoriamente quem estude alguma coisinha sobre o nosso país.
O último desarrincanço da ministra que não faz a mínima ideia da realidade do ensino, e que se destina apenas a tentar lançar areia para os olhos do povo que eles garantem já totalmente embrutecido pela morangada com açucar, é a seguinte:
«Os professores que sabem com antecedência que vão faltar num determinado dia (1% das faltas dadas, na melhor das hipóteses!) têm que deixar a aula preparada para que alguém (quem?) possa dá-la por eles.
Confesso que nunca vi semelhante assalto à pretensa estupidez do povo a quem se dirige esta propaganda, na minha vida de 19 anos de professor!
Porque toda a gente percebe que esta medida não serve para nada.
Vejamos:
1º - Praticamente ninguém sabe que vai faltar no dia anterior à falta.
As faltas são dadas por motivo de força maior.
Uma dor de barriga, uma avaria no carro que se recusa a pegar de manhã, um filho que adoeceu durante a noite, uma circunstância imponderável, são as causas de 99% das faltas dos professores.
2º - Mas mesmo que os professores saibam que vão faltar, apenas será necessário que o não publicitem. E pronto. Passa automaticamernte a constituir um facto imponderável. Cai tudo por terra.
3º - Nos residuais casos em que as faltas são previamente declaradas (e só podem ser dadas para a frequência de acções de formação, ao abrigo da Lei), a aula deixa-se então ficar preparada.
Muito bem.
E para quê? Alguém a vai dar?
É claro que não!
Porque nunca coincide que um professor de matemática do 9º ano, por exemplo, esteja disponível em horário de substituição quando o seu colega falta. Ou está a dar aulas, ou estará em horário extra - por exemplo a dar aulas de apoio pedagógico - ou em cargos, ou não estará na escola.
A probabilidade de estas coincidências poderem ocorrer, simultaneamente na mesma escola, seria ínfima. Porque mesmo que assim calhasse, em 45 minutos dos 90 que compõem a aula, este professor de substituição teria que ser do mesmo grau de ensino.
Ou seja: do mesmo ciclo. Não pode ser um professor do 6º ano ou do secundário, por exemplo.
Estão a ver? A probabilidade de tudo isto acontecer simultaneamente é quase a mesma de nos sair o totoloto.
Vejamos um exemplo prático: no meu horário de 28 tempos (quando deviam ser só 18 lectivos, segundo a lei) eu tenho 3 blocos de 45 minutos de substituição.
Na minha escola eu só posso substituir um colega, que é o único do meu ciclo, para além de mim.
Se ele faltar em qualquer um dos dias de aulas, bem pode preparar as aulas que quiser, que nunca ninguém as dará.
Porque essa falta nunca calhará em cima de nenhum dos meus 3 blocos de substituição. Calhará sempre em cima das minhas aulas ou quando eu não estou na escola. E vice versa, pelo mesmo motivo.
4º - Mesmo que todas estas incríveis coincidências se verificassem, por milagre, o professor que fosse substituir o colega não tem noção nenhuma da turma (porque ele não é professor dessa turma. O professor é o colega que está a faltar) ou seja: não tem noção do estado em que a turma se encontra no processo ensino-aprendizagem, nem conhece as dificuldades de cada aluno.
Conclusão:
Só uma louca ou uma pessoa que não possui a mínima noção do que a palavra «pedagogia» significa, poderia sequer pensar numa aberração destas.
Mas lá está: o objectivo também não é o de que algo melhore.
O objectivo desta propaganda miserável é o de que este povo continue adormecido e se continue a iludir com o pretenso «trabalho» do governo.
Vamos a ver se o consegue.
Maria de Lurdes Rodrigues mostrou-se ontem EXTREMAMENTE CHOCADA ao saber que mais de metade dos alunos desiste no 12º ano.
É caso para perguntar:
Quando aceitou ser ministra da Educação não foi informada do país onde ia exercer o cargo?
Pensava que ia ser ministra onde?
Em França?
No Reino Unido?
Na Bélgica?
Na Holanda?
Que pouca vergonha!!!!
Ao menos mantenha a boca fechada, para que o povo não perceba que a senhora NÃO FAZ A MÍNIMA IDEIA do panorama escolar do país nem do ministério que tutela.
E, já agora, também ainda não saberá que:
Os alunos entram para o 2º ciclo sem saberem ler?
E fazem o 9º ano sem perceber o que lêem?
E que os professores perdem mais de metade do tempo com alunos cábulas em vez de se dedicarem aos bons, aos quais não ligam nenhuma, «porque não é preciso»?
Estamos a criar um país de analfas, nas escolas, porque nos dedicamos aos ALUNOS-ZERO que não querem saber da Escola para nada, em vez de nos dedicarmos aos BONS, que querem ser alguém na vida.
Porque são estes - e não aqueles - que nos podem tirar, no futuro, desta torpe e vil estagnação intelectual em que o mega-sistema vigente de perpetuação da mediocridade, estabelecido pelos sucessivos desgovernos e religiosamente alimentado pela morangada mediática e pelo inenarrável "jornalismo televisivo", mergulhou esta geração.
O culto da mediocridade instituído no ensino básico leva a que as Escolas se tenham transformado em clubes de perpetuação de subdesenvolvimento, onde se privilegia a mediocridade e o obscurantismo, em vez de locais onde se ministre o Conhecimento e se mostre a Luz da Ciência às mentes, em formação, das nossas crianças e jovens.
Nós, os professores do ensino básico, ao seguir escrupulosamente as directivas dos sucessivos ministros da Educação, constituimo-nos dos maiores "criminosos" da Nação.
Por mim, sempre dei o meu máximo, tentando ensinar a Matemática a todos, tornando-a o mais apelativa e útil que me é possível, mas não perco tempo com quem anda na escola em turismo.
Por isso, talvez, é que tenho conseguido, em 19 anos de ensino, níveis de aprovação, a Matemática, da ordem dos 78%, que depois são confirmados na Secundária.
Enquanto os meus colegas, por esse país fora, cumprindo rigorosamente com o estabelecido pelo Ministério, perdem todo o seu precioso tempo (e o dos seus alunos) a tentar "recuperar" quem se recusa a pegar num livro.
Paciência...
Texto notável de António Galrinho, professor dos ensinos Básico e Secundário, em Setúbal.
Vale a pena ler até ao fim.
"Portugal é um país habituado a viver em crise.
Nos anos setenta e oitenta, em anos de pouca chuva atribuíam-se as culpas à seca; quando havia acentuados aumentos do petróleo encontravam-se as culpas nesse facto.
Nos tempos que correm acontecem as duas coisas, mas os políticos decidiram eleger como inimigo público número um a função pública.
Descobriu-se agora que a origem dos grandes problemas da nossa sociedade está na função pública quando, afinal, esta se limita a trabalhar dentro das directrizes e das condições que lhe são apresentadas? Porque quem decide, que são os políticos.
Os professores são uma parte especialmente visada nas críticas mais recentes dos políticos. Os governos e os ministros da educação sucedem-se, as reformas também. Aplicam-se e abandonam-se sucessivos modelos de ensino copiados de países económica, social e culturalmente diferentes do nosso. Nesses países as turmas têm menos alunos, as famílias têm mais recursos económicos e os políticos têm mais seriedade.
Com índices de sucesso escolar francamente abaixo dos da União Europeia, torna-se fácil atribuir culpas aos professores, não só em relação a esse aspecto, como também às consequências que isso tem em termos futuro na sociedade.
No entanto, o que se tem feito é forjar um sucesso falso, assentando-o na frieza das estatísticas. De facto, em termos percentuais, actualmente transitam de ano muito mais alunos do que sucedia há duas ou três décadas atrás, uma vez que a legislação em vigor leva os professores a fazê-lo sem que os alunos tenham condições para tal.
Os professores têm conhecimentos e capacidades para fazerem melhor do que estão a fazer, bastam que lhes peçam e lhes dêem condições para tal, assim como aos alunos.
Normalmente, quando se mexe nos programas das disciplinas retiram-se ou reduzem-se os conteúdos mais complexos; além disso os professores passam alunos que não deviam passar, porque a legislação assim decide.
Deste modo, atingem-se taxas de sucesso falsas nos ensinos básico e secundário, que se reflectem mais tarde em elevadas níveis de abandono nas faculdades e numa deficitária integração no mundo adulto, apesar de fazerem brilharetes quando apresentadas em Bruxelas. Até há pouco tempo, os alunos só podiam transitar de ano com duas negativas, agora com três todos passam, mais!, a legislação prevê que os alunos possam passar com qualquer número de negativas e mesmo sem sequer terem ido à escola.
Temos sido governados essencialmente por políticos incompetentes, pouco inteligentes, vaidosos e desconhecedores da realidade, interessados sobretudo em promover carreiras pessoais e em abrir portas a familiares e amigos.
Os professores têm formação superior, fazem a sua profissionalização
e têm formação contínua ao longo das suas carreiras, apresentando, em média, habilitações académicas e profissionais superiores às dos políticos. Além disso, na generalidade, fazem do ensino uma carreira profissional exclusiva por toda a vida activa.
Em trinta anos fizeram-se duas dezenas de reformas. As mudanças são tão frequentes que ainda os professores se estão a habituar a uma, logo vem outra. Tantas mudanças são um sinal inequívoco de que quem governa não sabe governar, que não sabe o rumo que quer dar ao país.
Há uma dúzia de anos surgiu a Área-Escola. O ministério difundiu com entusiasmo as suas mil e uma virtudes, pensando que esta viria dinamizar as escolas, envolver professores, alunos, comunidade escolar e meio. Nada mais errado. Afinal, aquilo que a Área-Escola pretendia era envolver todos esses
elementos em torno de projectos interdisciplinares. Esses projectos sempre existiram e surgiam naturalmente a partir de propostas de alunos, professores ou meio, que tinham que ver com circunstâncias de momento, envolvendo actividades de carácter pedagógico e lúdico que muito contribuíam para enriquecer e aproximar os alunos. A partir do momento que se tornou obrigatório, e muitas vezes com um peso considerável na avaliação, esse tipo de projectos perdeu o encanto que tinha e os alunos passaram a fazê-los contrariados. De repente, surge uma reforma que termina com a tão vantajosa Área-Escola.
Os programas das disciplinas mudam constantemente, os manuais escolares também. Por vezes são mudados programas a meio do ano. Há desajustes entre programas e manuais. Mudam-se métodos de ensino de acordo com modas que,normalmente, trazem mais confusão do que eficácia.
Há uns anos entendeu-se ser pedagogicamente correcto que o número de disciplinas fosse menor, com mais tempos semanais cada uma, deixando de haver disciplinas a funcionar apenas uma vez por semana; recentemente surgiu outra reforma que voltou a fazer funcionar parte das disciplinas apenas uma vez por semana; agora, nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico os alunos têm o dobro das disciplinas que tinham antes.
Quando os professores e alunos se estão a habituar a um determinado modo de funcionamento surgem mudanças que, na maior parte das vezes, nada trazem de realmente útil ou vantajoso.
Nas últimas duas décadas os políticos destruíram ou fragilizaram importantes sectores produtivos do nosso país. A sociedade modificou-se e tornou-se mais agressiva. Exige-se mais das escolas, porque se percebeu, finalmente, que está aí o motor de arranque duma sociedade. O ensino tornou-se um alvo de pressões de políticos e de associações de pais.
No entanto, congelam-se ordenados e progressões na carreira, é retirada autoridade aos professores e diminuem-se as verbas atribuídas às escolas. Muitas são as escolas cujos edifícios se encontram em adiantado estado de degradação, extremamente frios no Inverno, extremamente quentes nos meses de maior calor. Há falta de equipamentos, e de manutenção dos existentes, que permita a correcta leccionação dos conteúdos e consequente aquisição de competências por parte dos alunos.
Apregoa-se a autonomia das escolas. No que respeita ao lado administrativo, essa autonomia joga-se num espaço de actuação extremamente limitado, indo pouco além da definição do horário de funcionamento da papelaria ou do preço das sandes. Em matéria pedagógica e disciplinar, as escolas têm de jogar com aspectos de algum melindre, que deviam estar definidos superiormente, mas
que não estão vá-se lá saber porquê!
De forma abusiva vêm a público insinuações das mais variadas contra os professores dos ensinos básico e secundário. Diz-se que trabalham poucas horas ,porque se olha apenas paro o horário lectivo; não se olha às horas de reuniões e trabalho de casa para preparação de aulas e correcção de
testes e outros elementos de avaliação.
Diz-se que os professores têm muito tempo de férias; não se olha ao trabalho que realizam quando os alunos já estão de férias. Além disso, se mesmo assim os professores tiverem mais dias de férias do que os restantes trabalhadores é apenas, porque cumprem com o calendário que lhes é atribuído.
Mas não se fala dos muitos que, para terem um bom desempenho profissional, compram computador e se ligam à Internet, compram materiais didácticos, dão materiais a alunos carenciados, arranjam equipamentos degradados ou dão dinheiro a alunos para que possam comer.
Querem que os professores dos ensinos básico e secundário estejam cada vez mais tempo nas escolas, mas não se lhes são dadas condições para isso, ficando por fazer em casa aquilo que melhor se faria lá. No entanto não se fala das situações, essas sim vergonhosas, que acontecem em algumas
faculdades, que começam as aulas no final de Outubro ou princípio de Novembro, que em Dezembro já estão de férias do Natal, que em Fevereiro não têm aulas por causa das frequências, que na Páscoa já estão de novo de férias e que terminam as aulas nos primeiros dias de Junho.
Não são poucos os professores colocados a mais de cem quilómetros de casa, sem um cêntimo extra por isso, gastando em viagens e estadia metade ou mais do seu ordenado. O stress a que a actividade docente conduz, nos ensinos básico e secundário, leva a que esta seja a profissão que mais procura ajuda de psicólogos e psiquiatras.
Hoje, uma parte significativa da população docente recorre regularmente a calmantes, anti-depressivos e atestados médicos como forma de minimizar os problemas de saúde causados pela profissão. A recuperação do desgaste ao longo duma semana, dum mês ou dum ano, torna-se cada vez mais difícil com o avançar da idade; além do desgaste vem, ainda mais cedo, a desmotivação de quem se sente desconsiderado e desaproveitado.
A profissão docente devia ser considerada de desgaste rápido ou, pelo menos, de desgaste acentuado. Quem nos governa não deve fazer a mínima ideia do que será dar aulas com sessenta e cinco anos de idade e quarenta ou mais anos de ensino, a adolescentes desmotivados, socialmente desintegrados e oriundos de famílias desmembradas e caóticas. Deste modo, além da nossa saúde, a tão falada qualidade de ensino será também afectada significativamente.
No fundo, os nossos políticos até não são assim tão pouco inteligentes.
Eles sabem onde residem os problemas e talvez até saibam como se resolvem. Mas isso obriga ao emprego de verbas que eles não querem disponibilizar. Além disso, preferem tomar medidas populistas de modo a garantirem a reeleição nas eleições seguintes. Por isso, tomam-se as medidas que sejam mais do agrado dos pais do que dos professores, por aqueles representarem um maior número de votantes do que estes.
Só que algumas dessas medidas são tão ridículas que os próprios pais se revoltam: muitos não querem que os seus filhos tenham aulas de substituição; outros aparecem nas escolas a pedir que não transitem os seus filhos, quando os acham em más condições para isso.
Os sindicatos são muitos, desunidos e ineficazes, cujos dirigentes se encontram afastados da realidade ou mais interessados em promover carreiras pessoas, pactuando muitas vezes com decisões lesivas do respeito pela actividade docente.
Alguns sindicatos limitam-se a desempenhar papéis de fantoches, servindo apenas para cooperar de forma passiva com as decisões do agrado dos governantes.
Cedendo às pressões das associações de pais, os nossos governantes concederam-lhes cada vez mais poder, tendo estas uma cada vez maior influência nas decisões que se tomam quer a nível legislativo, quer a nível do funcionamento dos estabelecimentos de ensino, relegando muitas vezes
para segundo plano as propostas e as ideias dos professores. Há que perceber que as águas têm de ser separadas e que o Ensino não se deve confundir com a Família.
Os papéis são complementares e diferentes, não se peça aos professores que façam também de pais. Não se peça aos professores que sejam também psicólogos, assistentes sociais e animadores culturais. Não é essa a formação nem a vocação dos professores, para isso existem outros profissionais, cuja inclusão no sistema educativo e nas famílias seria vantajosa.
Os professores são depositários e transmissores de conhecimentos fundamentais, são elementos-chave da sociedade. Os pilares duma sociedade moderna são a Saúde, o Ensino, a Justiça e a Segurança. Que se pode esperar do futuro duma sociedade que desinveste e desconsidera os profissionais destas áreas?"
À boa maneira propagandística FASCISTA - esta sim! - o governo lança números, no dia da greve dos professores, para continuar a voltar a opinião pública contra esta classe desprotegida e desunida.
Que os professores faltam a 9 milhões de aulas por ano!
Que lindo e demagógico número este de 9 milhões!
E eu até posso garantir que, este ano, com os horários sobrecarregados ILEGALMENTE para o dobro do que a lei manda, se vão bater todos os recordes de absentismo que imaginar se possam... nunca se viram, de facto, tantas faltas.
O Ministério propagandeia que os profs faltaram a 9.3% das aulas. E faltaram por motivos de doença, de assistência à família e de assistência a menores. Tudo o que a Lei consagra.
Mas porque não se diz que, se faltam esse (ou outro número de aulas), o fazem legalmente?
Mas é crime faltar em condições que a lei permite?
Não. Mas faz mossa na opinião pública.
É pena que quem assim fala não mostre as suas folhas de presença efectiva na Assembleia da República enquanto deputado.
Especialmente às sextas feiras
Quem lança estes números para a comunicação social num dia destes, quantas reformas e pensões aufere do estado, legalmente?
A propaganda obscurantista aí está, à boa maneira do regime anterior, sem pudor.
Mas nem era preciso.
Os professores estão tão "tesos" que na sua maioria não farão greve para não perderem os míseros 30 euros que lhes custa cada greve.
Eis a condição a que chegou a nossa democracia.
Podemos, teoricamente, lutar pelos nossos direitos... mas depois, na prática, não podemos outra vez.
Já o denunciava Karl Marx no séc 19: O capitalismo entrega ao proletariado apenas o necessário para sobreviver no dia seguinte e nem mais uma migalha, para ter a garantia de ter sempre os trabalhadores na mão.
Nada mais actual nesta pseudo-democracia tuga.
A greve geral do próximo dia 18, se tiver grande participação, pode ser o primeiro passo para que a ministra da educação recue na sua política de insulto aos professores e à carreira docente.
Não se admite que esta ministra trate os profissionais do ensino como meros baby-sitters, de quem mais não se espera do que tomem conta das crianças em armazéns denominados escolas do ensino básico, para descanso dos pais.
Os pais têm que compreender que um professor licenciado e profissionalizado é um profissional de pedagogia e um operário da cultura com uma especialização ao mais alto nível, acreditada pelo estado português, e a única classe que está autorizada a formar e a ministrar Conhecimento às nossas crianças e jovens.
Um professor não é um arrumador de crianças em armazéns, um entertainer barato, nem um vigilante dos jovens nos seus tempos livres.
Os pais têm que compreender que a função de um professor é a de ENSINAR. Não é a de TOMAR CONTA das crianças, ocupando-lhes o tempo livre com palhaçadas mais ou menos inconsequentes.
Para ocupar os tempos das crianças existem os animadores culturais, os ATLs e mais uma miríade de projectos e organizações há muitos anos.
É preciso criar mais? De acordo. Mas não podem ser os operários da cultura a tomar conta das crianças, como um pastor de um rebanho, enfiados numa sala a aturarem-se uns aos outros, desmotivando-se todos eles.
Esta ministra ofendeu toda a classe.
A classe tem que lhe dar a resposta, sob pena de qualquer dia nos colocar a cortar a relva e a lavar os tachos nas cantinas.

Reproduzo um comentário de um leitor, muito pertinente:
O português defende-se sempre com um "o sistema torna isso impossível, não vale a pena".
Não vale a pena escrever no livro de reclamações, porque é inconsequente.
Não vale a pena levar um contencioso a tribunal, porque a justiça não funciona.
Não vale a pena desafiar uma decisão administrativa, porque depois acabamos por pagar as favas.
Não vale a pena chumbar os meninos, o que vem a seguir que se amole.
Para a maioria dos professores, não vale a pena o esforço de chubar um menino, porque o sistema torna tudo de tal modo complicado.
Uma boa maneira de disfarçar a sua própria incompetência.
Claro que depois há os outros, os competentes, que percebem que passar os que não aprendem é prejudicar os que aprendem.
Infelizmente, também esses professores se deixam enganar com greves aos exames, exames esses que irão desmascarar o estado lamentável da educação básica.
A solução: pôr os filhos em colégios privados, ou se não os houver (como em Seia), pô-los nas explicações. Só deste modo temos a certeza que eles estarão a aprender alguma coisa.
Mas esperem lá... Se apenas os filhos que andam em colégios privados e explicações aprendem, então temos um sistema de classes. Os que não têm dinheiro fazem a escolaridade obrigatória e ponto final, os que têm aprendem e seguem para o ensino superior, de preferência no estrangeiro.
Hah. Lá se foi o ideal Abrilista, o ensino unificado, igualdade para todos.
Hmmm...
Não sou dado a teorias da conspiração, mas se fosse, diria que esta é uma boa maneira de manter os previlégios das classes altas, camuflado num manto de igualdade.
Com a conivência e apoio dos professores, de TODOS os professores. Porque aos que não concordam, não basta refilar, terão que se demitir para serem consequentes.
Ou então, estão dispostos a vender os seus princípios por um ordenadozinho ao fim do mês, e a refilice serve para aplacar a consciência...
Hmmm...
COMENTÁRIO ao comentário:
Não é bem com a conivência DE TODOS.
A prova é que eu sou um dos que não aceita essa inevitabilidade.
E não me demito. Porque eu ensino MESMO matemática. No meu grupo todos ensinamos MESMO matemática.
Os que aprendem, passam. Os que não aprendem, porque não trabalham, chumbam.
Os que não aprendem porque são atrasados - e estamos a falar de 25% dos alunos nesta região - apesar de se ser menos exigente com eles, se não pegam num livro, também chumbam.
Esta é a prova de que o sistema do Ministério funciona, quando os professores o cumprem.
O Ministério não tem culpa nenhuma desta vergonha nacional que é a balducha da "avaliação" no final de cada ano.
Os programas estão equilibrados.
Os exames do 9º foram dirigidos aos estudantes NORMAIS.
Nem sequer é preciso tanto tempo de aulas para se dar o programa todo do 7º, do 8º e do 9º, a Matemática.
Podem fazer-se revisões a tudo no final do ano que ainda sobra tempo.
Praticamente no final do 2º período toda a matéria está dada. Ao princípio era só eu que o conseguia. Todos me apontavam o dedo.
Hoje, felizmente, já muitos dos meus colegas na minha escola - se não faltarem muito durante o ano - começam a chegar a essa conclusão.
O que não funciona MESMO é o sistema DE AVALIAÇÃO.
Porque, embora sejam competentes no ensino, OS PROFESSORES, no final do ano, abdicam de avaliar correctamente os alunos para não terem chatices.
Com isso, OS PROFESSORES estão a condenar a nação à estupidez continuada.
É um crime de lesa-pátria aquele que é cometido há anos PELA MINHA CLASSE. Estou farto de o denunciar. Arranjo 2 apoiantes e 100 inimigos por ano.
100 setôres que não percebem que avaliar MAL custa o mesmo que avaliar BEM.
E eu, que faço?
Continuo a Ensinar, o melhor que sei.
Avalio os progressos dos alunos com o máximo rigor a cada nova unidade que se encerra. "Puxo" pelos que têm mais dificuldades, mas que se interessam.
Não dedico tempo nem esforço intelectual aos que estão ali para gozar com o sistema (mas que passarão, igualmente, no final do ano, como eles próprios bem o sabem e dizem alto e bom som).
Guardo esse esforço para os que, com dificuldade mas com querer, tentam atingir os objectivos no final do ano.
Não condescendo com quem se recusa a trabalhar o mínimo admissivel.
E, apesar desta estratégia politicamente incorrecta, tenho obtido 75% de sucesso escolar. Que invariavelmente se confirma na Secundária, nos anos subsequentes. Se considerarmos que 20 a 25% dos alunos não conseguem entender uma só frase do que lêem, este nr equivale praticamente a 100% dos alunos normais.
É por isso que ainda cá continuo.

Foi outro lapso.
Mas desta vez foi meu.
Porque eu sou uma pessoa como os ministros. Só tenho é menos ordenado; perdão: só tenho é menos responsabilidades.
Foi outro lapso.
Porque as pessoas são como os ministros.
Só têm é menos de tudo.
Até menos lapsos.
Ultrapassando a discussão sobre a legalidade da convocatória de todos os professores das escolas para o Serviço de Exames do 9º ano, analise-se a ética da filosofia subjacente a esta insólita decisão.
1 - Ela é reprovável, porque não faz sentido que se considere a totalidade dos trabalhadores de uma empresa (professores de uma escola) como absolutamente imprescindíveis para assegurar os serviços mínimos em caso de greve.
Serviços Mínimos não são Serviços máximos, e a verdade é que mais de metade dos professores não têm, hoje, o que fazer. Não há aulas de manhã justamente «para que os exames possam ser realizados em clima de tranquilidade».
2 - Assim sendo, bastariam meia dúzia de professores para assegurar o serviço de exames - os que estão, de facto, para ele escalonados. O que quer dizer que o governo requisita toda a gente motivado apenas pelo medo de que toda a gente fizesse greve. É uma medida política e não técnica ou administrativa.
3 - O precedente que se abre com esta manobra tem consequências imprevisíveis. A partir de agora o governo pode furar todas as greves requisitando todos os trabalhadores da empresa. O que esvazia totalmente o conceito de greve, mas mais do que isso: mostra que o conceito de democracia, para este governo, é um assunto menor.
Há 10 anos o Expresso lançava o escândalo no país ao afirmar, em grandes parangonas, que o analfabetismo funcional poderia chegar aos 55% da população.
Eram números exagerados, evidentemente.
Correcto seriam os 85 a 90%.
A esmagadora maioria da população idosa - mais de 4 milhões - estava nessas condições.
Hoje, o panorama está melhor, felizmente.
Na prova de aferição de Português do 9.º ano, em 2004, 36% das respostas estavam erradas ou em branco e 33% parcialmente correctas – só 31% estavam totalmente certas.
in CM
Meus amigos: assim não vamos lá!
Os exames são instrumentos imprescindíveis para se avaliarem os desempenhos das escolas.
Não podemos continuar a fazer progredir alunos absolutamente impreparados.
Tem que se instituir um ano ZERO para a reabilitação do ensino.
Um ano, a partir do qual só progrida quem tiver as condições mínimas efectivas para o fazer.
Pelas minhas contas, isso equivaleria a um número escandaloso de reprovações e retenções da ordem dos 70% nas escolas do interior.
Mas mais escandalosa é esta situação em que se passam alunos que deveriam estar 2 anos abaixo daquele em que se encontram.
Isso tem que ser feito.
Se os professores não têm coragem para o fazer, nas suas escolas, o método do exame nacional final é o mais apropriado.
Um exame que incida rigorosamente sobre o programa com os pesos específicos das várias Unidades Didáticas, cujos alunos sejam propostos pelo professor - e que com isso ele seja objecto de avaliação na sua carreira - e que valha, pelo menos, 50 % da avaliação final.
Isso obrigaria os professores a:
1 - ter que propor alunos para exame, sendo avaliados por isso. Os alunos não propostos poderiam auto-propor-se mas automaticamente o professor ficaria livre das consequências do seu insucesso. O sucesso dos alunos propostos recairia sobre a sua avaliação e desempenho para progressão na carreira. Da análise desses números, o professor poderia progredir mais rapidamente na sua carreira, estagnar, receber louvores ou ser exonerado.
2 - cumprir o programa integralmente, como é sua obrigação.
3 - ter que acelerar o seu trabalho a fim de atingir esse objectivo, o que o obrigaria a "descolar" dos mais incapazes que são, justamente, aqueles com quem os professores mais se preocupam - erradamente - e quem introduz o insucesso para a sala de aula.
1 - Os Politécnicos criticam a obrigatoriedade da nota mínima de 95 nas provas de ingresso no superior, o que poderá excluir mais de 10 mil jovens. “Há alunos de 18 valores que têm 9,4 na prova e não conseguem entrar.
2 - Segundo o CCISP, o fecho dos cursos com poucos alunos levaria ao encerramento de 77% dos cursos nos Açores, 61% em Évora, 47% por cento na Madeira, 43% no Algarve e 41% por cento na Beira Interior. E ao desemprego de mais 20 mil professores. in CM
1 - Se a nota mínima estivesse instituída nos politécnicos do interior, mais de 50% desses alunos não tinham entrado no ensino superior. Hoje são licenciados. E desempregados, ou trabalham em áreas que nada têm a ver com o curso que tiraram. Essa de um aluno de 18 não conseguir 9,5 deve ser para rir. A nota mínima de ZERO mostra a qualidade da matéria prima com que se trabalha nesses Institutos, e explica porque é que o nível de exigência a muitas cadeiras não ultrapassa o 10º ano de escolaridade.
É uma tragicomédia o ensino superior politécnico no interior, todos o sabemos. Também o básico o é. Uma grande parte dos alunos que chega ao secundário não tem a preparação exigida nem para um 8º ano decente.
Mas as Escolas Básicas não querem chatices e querem ver-se livres daqueles que nem as capas dos livros chegam a conhecer, empurrando-os para um nível de ensino que faz alguma triagem: o secundário.
Com a escolaridade obrigatória até ao 12º ano espera-se naturalmente que a balducha a que hoje se assiste no básico se passe e reflectir no secundário ou o nível de reprovações ultrapassará os 80%.
Mas se se elevar a fasquia desertificam-se as escolas.
O que fazer?
Dotar os Politécnicos daquilo que lhes falta: sentido.
Em vez de «licenciaturas» inúteis e desqualificadas profissionalmente, que não dão qualquer saída profissional a quem as detem, substituí-las por cursos técnicos especializados com forte componente científica e prática.
Coisa que deveria estar a ser feita pelas Escolas Profissionais, mas que, como tudo neste país, não se faz.
Formaremos quadros médios especializados - que sabem trabalhar e fazer progredir este país - em vez de mais uns milhentos doutores da treta anuais que, com o canudo na mão, bem o podem usar para ver Braga.
2 - E o desemprego dos professores?
Não se verificaria, porque os Politécnicos continuariam a ter os mesmos - ou até mais - alunos.
Claro que haverá sempre excedentes. Não descortino onde se mete tanta centena de milhares de professores num país de analfabetos.
Mas estes têm bom remédio: vão para o Ministério da Educação - onde já lá há 10 mil a fazer não se sabe bem o quê - ou para os 500 sindicatos que existem. Só lá estão 5.000 a receberem o ordenado para ficar em casa, por isso é bem capaz de haver lugar para outros tantos.
Parece que a experiência - mais uma - não será para repetir.
De qualquer modo os exames estão aí e os profs já correm que nem baratas tontas a darem aulas suplementares aos miúdos para que eles (profs e alunos) não façam muito má figura aquando da saída dos resultados.
Eu cá nem acredito que esses resultados sejam, alguma vez, publicados.
Sabendo que o Ministério não vai pagar um chavo aos voluntários correctores e que vão calhar 80 exames a quem se dispuser a corrigi-los à borla, pergunta-se: quem serão os lorpas que vão passar 3 dias a corrigir exames e a preencher grelhas?
Aqui vai mais um post que me vai granjear mais uns 300 amigos por esse país fora...
Preste bem atenção:
1 - A minha «média de sucesso», como é comum dizer-se agora, é da ordem dos 72%. Em 19 anos de trabalho. Quer dizer que 72% dos meus alunos passam no final do ano. A matemática, que é a disciplina que eu lecciono.
2 - No final do 2º período tenho a matéria toda dada. Programa completo. O 3º período é para revisões.
3 - Faço testes globais no final de cada período e no final do ano, embora a legislação a isso não obrigue.
4 - Quando apanho alunos de outras turmas nas aulas de apoio e lhes peço os cadernos, e quando tenho acesso aos testes dos meus colegas de departamento, verifico que os exercícios que eles fazem nas suas aulas são bastante mais elementares do que aqueles que eu proponho.
4 - Milagre? Não. Trabalho.
Há já uns anos, na sequência de uma "queixa" de um aluno que desabafava a sua surpresa por estarem a acabar-se-lhe as folhas do caderno ainda antes do Natal, pedi-lhe que contasse os exercícios que já tinhamos feito. Era princípio de Dezembro e ele contou 575 exercícios. Estavamos a acabar o 1º volume do livro e portanto situavamo-nos quase a meio do programa, que comporta 2 volumes.
Perante a surpresa geral, todos os alunos fizeram o mesmo e - ressalvando aqueles que pouco ou nada fazem - o número foi confirmado.
- «Ó sr professor: trabalhamos mais este ano numa aula que no ano passado num mês» - é costume ouvir dizer àqueles que são meus alunos pela primeira vez.
É claro que, a estes, eu apanho-os também sem saberem a tabuada. E não perco tempo a fazê-la decorar. Seria inútil. Mas à força de tanto exercício fazerem, eles acabam por naturalmente irem ganhando a prática necessária para a resolução de problemas progressivamente mais complexos.
Não sou - note bem - melhor professor que a média. De maneira nenhuma.
Trabalho é mais. Bastante mais do que a média. E, portanto, os meus alunos são obrigados a trabalhar ao meu ritmo. Onde não há lugar para pasmaceira.
Uma aula tem 90 minutos. O prof demora 5 a chegar à sala. Mais 3 a escrever o sumário no quadro e no livro, marcar as faltas e preparar os elementos de trabalho. No final da aula, os últimos 2 minutos são para arrumar. Restam 80 minutos reais. Numa aula prática a parte expositiva (resumo teórico) nunca deve ultrapassar uns breves 2 ou 3 minutos. Partamos dos 78 minutos e dividamo-los por 3 minutos - tempo mais que suficiente para que um aluno médio resolva uma questão de nível médio/alto. Dá 26.
26 exercícios são aqueles que devem, em média, ser resolvidos pelos alunos numa aula prática. 260 em 10 aulas. 2600 em 100 aulas.
Num ambiente descontraído, os alunos mais lentos podem atingir metade desse objectivo. Os mais rápidos podem ajudá-los, se sentados ao seu lado. O espírito de entre-ajuda é a chave do sucesso de muitos alunos mais fracos. Passados uns meses é notável verificar o brilhozinho nos olhos quando, por vezes, conseguem realizar o trabalho proposto antes do colega do lado.
Estamos no interior. Os alunos provêm de famílias iletradas.
Ninguém os obriga a trabalhar em casa. Muitos pais nunca vêm à escola nem sequer para receber as notas no final do período.
Teremos que ser nós, nas aulas, a proporcionar-lhes aquilo que deveria ser realizado no recato do lar: a prática.
Até porque a carga horária é demoníaca e não pode ser exigido às crianças que, saindo de casa às 7,5 da manhã e regressando às 6,5 da tarde, ainda vão agarrar-se aos livros.
Por amor de Deus!
Um ano lectivo comporta mais de 100 aulas. Tirando aquelas que o prof falta e as abençoadas viagens de estudo e aquelas que são dedicadas aos testes ficamos, em matemática, com cerca de 100.
Se todos os alunos resolvessem metade desse objectivo - 1300 exercícios por ano - garanto que conseguiriam o que os meus conseguem. Se, ainda por cima, o 3º período fosse dedicado a revisões de toda a matéria - com enfoque na álgebra, evidentemente - a média de sucesso de todos os meus colegas seria igual ao superior à minha, porque nós apanhamos, nesta zona do interior, com 20% de alunos ao abrigo do art. 319 (com um nível de raciocínio declaradamente retardado relativamente ao normal).
Pronto.
Podem bater no ceguinho à vontade, agora.
Isto já não é notícia, infelizmente.
É só mais um ano e a Europa a chamar-nos novamente de «os mais analfabrutos» de todos.
Incluindo os novos países membros de leste.
O que se há-de fazer:
1 - Quando 85% dos portugueses não conseguem mais que a escolaridade mínima obrigatória... que ainda por cima tem sido apenas o 9º ano, quando em todo o lado é de 12 anos de estudo...
2 - Quando mais de metade nem isso tem.
3 - E quando 1 em cada 5 professores não consegue preencher correctamente a sua candidatura ao concurso, segundo os Serviços...
Que se há-de fazer - repito - a um país destes?
Eu confesso que já não sei.
Mas ainda penso que se trata de um problema cultural de falta de rigor popular.
Parece-me que o rigor é um valor a que não se dá qualquer importância, em Portugal. Ao contrário do que vejo por todos os países civilizados por onde passei, e também de acordo com o que não vejo, justamente, nos países subdesenvolvidos.
Portanto deve ser por aí. Pela falta de rigor com que se esbarra para onde quer que se olhe.
Aqui é tudo feito «mais ou menos». O aluno não sabe ler capazmente, mas diz umas por outras, e está «mais ou menos» para o 3. Não sabe resolver uma equação até ao fim, enganando-se em todas as passagens. Mas acerta, no meio daquilo tudo, uma ou outra coisa e pronto. Está «mais ou menos». Ou seja: está pronto para passar com um 3 e continuar estúpido.
Penso que é por aí, mesmo.
A culpa - como sempre tenho defendido - não é dos alunos, que não podem ser culpabilizados por se encontrarem no 9º ano mal sabendo ler e com 6 negativas na média ponderada do 1º e 2º periodos do ano anterior.
A culpa, por mais que nos custe, é nossa. É dos professores.
Dos mesmos que se enganam sistematicamente a preencher a porcaria do boletim, provocando a risada geral da sociedade não-estúpida.
Que existe. Não se pense que não.
Não serão os 15% dos "letrados". Mas são, seguramente, 3% da população. O que ainda dá umas boas 300 mil almas de portugueses não-estúpidos.
Era escusado dar-lhes motivos de troça da classe que devia ser a mais esclarecida do país...
Da minha experiência de convívio e trabalho com milhares de alunos ao longo das últimas 2 décadas, e dos apontamentos que fui retirando anualmente, afirmo convictamente que, de entre eles, 3 em cada 20 são absolutamente capazes. 5 são esforçados mas não passarão da mediania. E o resto não consegue desenvolver o raciocínio esperado para o seu grau de ensino. Destes, cerca de metade são mesmo manifestamente retardados.
Portanto, em cada turma estamos a "construir", em média, 3 adultos esclarecidos. 5 minimamente informados (ao nível médio do povo do interior da Espanha e na Grécia) e 12 brutamontes.
Esta é a guerra que temos perdida à partida.
60% dos alunos do interior - a menos que um milagre lhes aconteça em idades mais avançadas - não atingirá mais mais que o nível do tuga desgraçado agarrado ao ecran a berrar golo! e a consumir as novelas da produção nacional da TVI.
E agora?
É possível melhorar estes números?
Não substancialmente, se continuarmos a apanhar com 60% de alunos retardados, à partida, em cada turma.
Pior: teremos mesmo a sina de continuar a receber 3 a 4 alunos por turma já previamente diagnosticados com "Necessidades Educativas Especiais"? Cuja capacidade mental é declaradamente inferior ao normal, e praticamente residual?
É que, com esta matéria-prima, também não se podem atingir números europeus.
15% de alunos NEE são 15% de futuros adultos de quem nada há a esperar. A somar aos 45% a 50% que são passados porque conseguem umas coisas «mais ou menos» completam-se os tais 60% do nosso descontentamento.
Do meu, pelo menos.
Salas com temperaturas negativas onde os alunos ainda aceitam realizar testes... noticia a TVI.
No Portugal profundo, pois claro.
No nosso.
Onde as pessoas voltam a rezar por chuva.
Como Há 5.000 anos.
Veja-se o rodapé.
Alguém acredita nisto, por esse mundo fora?
Mesmo dizendo que se trata de Portugal (a quem a Comissão Europeia de Durão Barroso "roubou" a Madeira), duvido...
Aprecie-se a mensagem de entrada do meu menu principal do weblog - igual à de todos os "texto-dependentes" da blogosfera:
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JOãO TILLY
Actualidades, Jornalismo, inJustiça, Ensino e Seia - Serra da Estrela
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Quase um ano após o início desta aventura, e por uma estranha coincidência - quase tão grande como a de estarmos todos vivos num planeta que ninguém por esse universo fora conhece - repara-se que o número de posts é exactamente igual a metade do número de comentários.
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Se é uma verdade LiliCaneciana que "o estarmos vivos é exactamente o contrário de estarmos mortos", não deixa de ser uma curiosidade o facto da probabilidade de um quociente tão redondo, ao fim de tanto tempo de textos desperdiçados ao vento, só poder ter explicação se for provado que tal se deve a pressões de Paes do Amaral e de Santana Lopes junto do nosso guru Paulo Querido.
Porque a Morais Sarmento ou a qualquer outro ministro marreco não me parece que se deva tal coincidência...
A bicha Castelo Branco só pode estar a pegar a doideira ao nosso primeiro.
Só pode, mesmo!
De cada vez que Santana mostra os dentes, ou entra mosca ou sai asneira! Mas há-de haver um limite para a falta de noção deste primeiro.
Quer dizer: se este querido continua a falar todos os dias não se faz ideia do que poderá estar a debitar no final do mês. Pode até igualar ou mesmo ultrapassar em inutilidades / enormidades o nosso Presidente da República, o que - convenhamos - não está ao alcance de qualquer um...
Professores licenciados a assessorarem quem???
1 - Um juíz é um licenciado. Não tem formação académica superior a essa.
É um profissional tão especializado na sua área como um professor o é na sua.
Quem é que deve assessorar quem?
2 - Se fosse para ensinar a interpretar textos ou fazer um simples cálculo aritmético - que não está ao alcance de 99% dos juízes em Portugal - ainda se percebia...
3 - Para ensinar aos juízes a regra de 3 simples, que se aprende no 7º ano de escolaridade e que se usa em todas as actividades do dia a dia - inclusivé nos tribunais - e a qual, apesar disso, os magistrados estão a anos-luz de sequer saberem que existe, ainda se percebia...
Agora assessorá-los?
Em quê?
No estabelecimento daquelas elaboradíssimas teorias baseadas na maior ostentação de anti-lógica que imaginar se possa e que os levam àquelas doutas convicções, fruto do maior desprezo do que se passa no dia a dia do português médio, que grassa no seio da esmagadora maioria dos cérebros dos magistrados portugueses?
Só se for.
Porque os professores, ao menos, entendem bem a matéria de que o povo - juízes incluídos - é feito...

... que as escolas ainda vão ter os professores que faltam até ao final do 1º período.
Sabemos que não serão aqueles que lá deveriam estar, mas o que se exige agora é que sejam colocados uns quaisquer.
É que os alunos têm mesmo que ter aulas. Estamos a meados de Outubro. Já se perdeu um mês.
Há meses eu prognosticava que as escolas só teriam os quadros completos lá para Novembro, mas pensava que estava a exagerar... Não era para ser levado à letra, caramba!
As escolas no fundo da tabela situam-se sobretudo no Interior e nas Ilhas. Em termos gerais, sobressaem os distritos de Portalegre, Bragança e Guarda, bastante abaixo da linha de água. As médias são cada vez mais negras à medida que se vai para o interior e para sul, com excepção de Lisboa. Se pegarmos nas 10 piores escolas, quatro situam-se no Interior, distritos de Vila Real, Castelo Branco e Guarda, e três ficam nos Açores ou na Madeira.
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Conclusão:
É da falta da brisa marítima, excepto nos Açores e na Madeira, conjugada com a proximidade do continente Africano, excepto nos distritos do norte.

Atentar bem na página do site do ministério da educação que trata da senhora ministra:
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Ministra da Educação
Prof. Doutora Maria do Carmo Félix da Costa Seabra
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Quem é?
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Prof. Doutora Maria do Carmo Félix da Costa Seabra
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Nasceu em Lisboa a 27 de Janeiro de 1955. É casada e tem dois filhos. (...)
(...) A 17 de Julho de 2004, tomou posse como Ministra da Educação do XVI Governo Constitucional.
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O que Faz?
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Conteúdo ainda não disponível on-line.
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Pronto! Está tudo explicado!
Mas afinal os gajos não tinham descoberto a pólvora?!
E em meia hora, segundo se viu, ontem, na televisão?
E o cromo a explicar a facilidade da coisa... que era sentá-los como se estivessem no cinema, e depois ficavam com as cadeiras e saíam da sala com as cadeiras atrás...
Bem: eu juro que não percebi a ponta de um corno daquela analogia e garanto que não sou dos mais pecos da minha rua.
E os geniozinhos da meia hora nem desconfiaram quando colocaram professores com... 1 hora lectiva?
Nem a ministra?
Isto nem dá para rir.
Desapareceram centenas de nomes das listas.
Outros foram colocados na 15ª opção, quando na primeira ainda ficaram vagas.
Como é que vão fazer agora, se outros já foram colocados nos seus lugares, hein?
Bem: não se acredita nisto.
Eu digo assim: não se acredita nisto! mesmo sabendo que estamos em Portugal.
É mau demais.
Como dizia o outro (eu): Se isto não é o fundo, onde é que está o fundo?!?
O Ministério (nós) vai pagar durante um ano inteiro a centenas de professores que vão ficar em casa a rirem-se disto.

Se afinal se consegue colocar manualmente 50 mil professores numa semana, porque raio se gastaram milhões em sistemas informáticos que demoram 4 meses a fazer o mesmo?
E, se é assim, porque não saem as listas de colocação dos professores logo em princípios de Junho, já que os concursos são em Maio?
Há necessidade de se perderem, pelos vistos por capricho ou estupidez, 4 meses - de Maio a Setembro - quando os professores afinal podiam saber logo em Junho para onde irão ser colocados no ano seguinte ?
Andam ou não a fazer pouco da gente?
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E não há nenhum comentador televisivo que veja esta simples evidência?
Desata o inefável Luis Delgado a comentar a atitude da ministra que, segundo ele, devia ter feito a coisa à mão há mais tempo, e ninguem pára para pensar que, se afinal é tudo assim tão simples que se pode resolver manualmente numa semana, porque raio se demora 4 meses a fazer o mesmo?
É de pasmar...
Pela primeira vez um político vai pagar pela incompetência dos técnicos.
É uma variante perversa - e neste caso injusta - do que costuma verificar-se: geralmente são os técnicos (competentes) que são substituidos quando dá na bolha a um político recém instalado num gabinete.
E se calhar também foi o caso.
O sistema antigo respondia bem, mas lá está: era preciso dar uns milhões a uns amigos de algum pulguítico e, vai daí, toca a mudar.
Se uma substancial parte dos erros verificados em fases anteriores se deveu a mau preenchimento dos impressos, é agora evidente que não se tratava apenas disso.
Vai pagar esta ministra pelos negócios do tempo de David Justino, o indizível.
Deve ser sina deste país a de lhe calharem em sorte os piores ministros de educação do mundo civilizado.
Temos a maior colecção deles, em 30 anos de palhaçocracia.
Esta tem que ir-se embora.
Que remédio... mas o problema não fica resolvido.
E eu não vejo o fundo ao tacho.
Vão os técnicos tentar correr o programa anterior?
Quantos dias demorariam a ser inseridos os dados?
É impossível.
Mas este programa também já provou que não gera listas correctas.
Então...
A novela está apenas a começar

A saga continua.
Se ainda nem sequer as colocações da segunda fase estão feitas como é que querem abrir as escolas?
Faltam mais de 60 mil professores para serem colocados, senhor!
Tenham juízo.
Que vão para lá fazer as crianças?
Passarem um dia inteiro com uma aula?
Claro que já se sabe o que vai acontecer: fugas, bebedeira e o que mais se verá.
Pois elas têm que ocupar o tempo, que raio!
Ou esperem que elas Fiquem a olhar umas para as outras o dia inteiro?
Deus nos acuda.
As escolas só devem abrir quando se garanta que as crianças têm acompanhamento mínimo.
Ou seja: lá para Novembro.
No mínimo.

Lisboa - Entre os países que constituem a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o terceiro com mais número de jovens, entre os 20 e os 24 anos, fora de um sistema de ensino. A percentagem é de 47% e só consegue ser ultrapassada pelo México e Turquia.
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Ainda de acordo com a OCDE, os professores portugueses são dos mais mal pagos entre os países desenvolvidos. Em média anual, os docentes ganham em Portugal 15.873 euros contra os 18.702 euros da média da OCDE.
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O investimento público na Educação em Portugal também caiu em matéria de Produto Interno Bruto (PIB). Em 1996, eram canalizados 5,4% do PIB para a Educação, mas em 2001 essa verba baixou para os 4,4%.
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Palavras para quê?
É, apenas, POR-TU-GAL

Deve ser para comemorar em beleza o dia mundial do analfabetismo.
Falta colocar mais de 10 mil professores.
Destacar 5 mil.
E refazer os horários de acordo com a idade de cada um.
Um professor com 55 anos tem direito a reduções semanais que um outro, em princípio de carreira, não tem.
Depois há os mini-concursos para provimento das vagas que restam sempre.
Apontemos para Novembro para que tudo esteja, finalmente, resolvido e as vagas ocupadas.
É menos um mês e meio de aulas.
Um primeiro período ridículo a algumas disciplinas para a maioria dos alunos.
Mais uma machadada no projecto escolar mais mal sucedido da europa.
Em Portugal, em vez de se aperfeiçoarem os sistemas com o passar dos anos, não senhor.
Até os que já rolavam sobre esferas, sem sobressaltos, como este da colocação anual de professores, se degradou completamente.
Agora, são mais 4 ou 5 anos para se reatingir o patamar que já se tinha alcançado.
Neste arremedo de Estado de Direito, ciclicamente volta tudo à estaca zero.
Que é para termos a garantia de continuarmos a ocupar o nosso distinto lugar cativo na Europa.
O primeiro da lista invertida.
A notícia não é o facto em si.
Toda a gente sabe que isto é, de facto, um país com todas as características dos do 3º mundo, e só uma grande boa vontade dos nossos parceiros europeus a par de uma feliz situação geográfica ainda nos retira, aparentemente, desse rol.
Mas só aparentemente, porque somos os últimos da europa em tudo o que é positivo e o primeiro em tudo quanto é mau, e devemos estar prestes a ser ultrapassado pela Nigéria e pelo Chade em muitos dos indicadores macro-económicos.
Na iletracia, por exemplo, estamos atrás do Zimbabwe, há anos.
O curioso já não é isso.
É a nova atitude das televisões que ultimamente não perdoam títulos de «descasca pessegueiro» nas notícias.
Já perceberam que isto com paninhos quentes nem lá vai nem ninguém liga, portanto agora é assim:
«Os mais pobres da Europa»
«Portugal Analfabeto»
«Juventude alcoolizada»E eu confesso que até acho piada a esta nova abordagem, embora esteja convencido que nem com esse tratamento de choque isto lá vai.
Qualquer dia, para captarem alguma atenção, terão que fazer caixas do tipo:
«Portugal - o esgoto da europa»
«Não há nada pior que isto!»
«Se quer morrer depressa, venha cá passar férias»,
porque já não acredito que um povo como este venha a ser despertado nem com um abanão tipo Marquês de 1755. Não reage já a nada.
Tende a ficar progressivamente mais amorfo e tristonho à medida que se vai habituando a esta mediocridade nacional.
Cada vez são menos as vozes discordantes da carneirada instituída, por isso muitos dos pensadores e críticos sociais até já optam por «calar a boca e "sacar" o mais que podem», aderindo fatalmente a esta desgraçada trituradora de inteligência e criatividade nacional: este ciclo perpétuo de obscurantismo e estupidez banalizados.
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Apesar de tudo devo dizer que me envergonham títulos como este que agora está a rolar na SIC:
O país mais analfabeto da Europa - mas se o é desde que há registos...
1 milhão de portugueses não sabe ler - como é que a TVI podia ter aquelas audiências?
O país com maior abandono escolar - e quantos mais programas de inserção inventarem e mais milhões distribuirem por esses programas, pior.
Só 11% dos estudantes acabam o secundário - em toda a Europa esse número é superior a 80%. Nos países mais desenvolvidos é naturalmente próximo de 100%
24% dos homens e 41% das mulheres acima dos 65 anos é analfabeta. Foi a longa noite fascista de 48 anos a que se seguiu outra longa manhã obscurantista de 30. E nunca mais chega a hora de almoço.
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Mas o pior nem é isso.
É que dos restantes, daqueles que são considerados alfabetizados, 7 em cada 10 também não entende o que lê.
São, portanto, igualmente analfabetos.
Analfabetos funcionais, como se diz, correntemente.
E esse é que é o verdadeiro problema.
O mais básico "floriado" literário passa imediatamente ao lado de 90% dos que ainda tentam, heroicamente, ler qualquer coisinha.

Temos, portanto, que somar àquele milhão de analfabetos, estes 6.3 milhões para quem as letras, quando juntas, permanecem um enigma.
Restam 2.7 milhões, dos quais metade lêem jornais desportivos e revistas cor de rosa.
Somos o único país da europa que suporta 3 jornais desportivos diários, porque o estilo jornalístico - directo - é o único entendido e a matéria abordada - o futebol - o desígnio nacional. Por seu lado, as teenagers lêem as Ragazzas e as mães compram a Caras pare ver as fotografias dos famosos.
O que fica?
1.3, dos quais metade, embora sabendo, recusam-se a ler.
Restam os 650 mil que compram o Expresso, o Público, o DN, a Visão.
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Por isso a blogosfera é tão importante. Ela reflecte uma finíssima camada da população (0,03%? - 30 mil?) que faz da escrita e da leitura - nacionalmente banidas - a sua actividade lúdica de eleição.
Parabéns a nós, que somos tão poucos e tão importantes.
Publicadas ontem as notas dos exames de acesso ao ensino superior, verifica-se que estas continuam em baixa progressiva, enquanto a exigência científica começa a ser dum grau de facilidade de meter dó.
A prova é que uma amiga minha, que não estudava há 10 anos e foi fazer o exame na desportiva, sem conhecer nenhuma das obras constantes do programa, teve 10 a Português B!
Entretanto, na mesma escola, chumbaram dezenas de alunos regulares, que acompanham a matéria nas aulas, diariamente.
O que é que se passa aqui?
POR-TU-GAL?

Chama-se a isto: a Qualidade no ensino.
Menos 800 escolas implica mais 8.000 a 10.000 alunos a viajarem de taxi todos os dias, pagos pelas câmaras municipais, desde as aldeias até às escolas nos centros maiores. São mais 1.600 auxiliares no desemprego, pelo menos, e mais 800 professores, pelo menos, também no desemprego, ou pior: a "trabalharem" sem componente lectiva.
A ganharem o ordenado, sem ensinar.
Ou seja: eu ainda estou para perceber o que é que o Ministério da Educação ganha, de facto, em fechar escolas - algumas nunca inauguradas, como acontece aqui em Seia.
Os professores são efectivos, tem que lhes pagar na mesma. Os auxiliares são destacados para as outras, como é costume. Depois há que pagar taxis e obrigar as crianças a fazerem 2 viagens por dia, sujeitas ao horário e à disponibilidade de transporte.
Claro que as escolas serão vendidas em saldo e por atacado pela Ferreira Leite, logo a seguir.
Mas isso não é ganhar. É delapidar Património do Estado, ou seja: nosso.
E fica o problema do nosso analfabetismo resolvido.
Voilá.
A coisa não melhora, mesmo.
O Ensino, a 3ª Instituição marásmica mais degradada em Portugal - logo a seguir à Justiça e à Saúde - conta agora ainda por cima com a atenção do sr Presidente.
Não havia nechechidade, eze, eze.
Isto já estava tão mau...

Acordei com o prof Martelo a tentar fazer decorar nomes e factos a criancinhas de 10 anos.
As mais bem ensaiadas lá tinham os microfones de lapela para fazerem as perguntas decoradas. As outras eram como as do Tonecas.
Estavam lá para as cadeiras não ficarem vazias.
Um puto marreco fazia perguntas na carteira da frente, mas enganou-se no alinhamento e fazia-as fora do tempo.
O professor, qual pedagogo velhote do tempo antigo, perguntava em vez de ensinar.
- Quem é que sabe quem foi que fez isto? E aquilo?
E utilizava a técnica maltrapilha de dizer as coisas até meio para os miúdos completarem.
- Salgueiro...?
- Maia! (Sabem lá os putos quem foi Salgueiro Maia, ou a minha avó torta...)
- Democra...
- cia! Respondiam todos à uma.
Portugal é e há-de sempre ser assim.
Um país de tanto palavroso quanto inútil.

A educação continua "às aranhas".
Desde 1975.
Ninguém ainda diagnosticou os seus principais problemas, as suas grandes dificuldades.
Pensam que é com medidas administrativas que resolvem os problemas do ensino.
De facto, sabem bem que não.
Mas como também não têm ideia de como resolver sequer um único, avançam-se estas medidas politiqueiras, estas mezinhas milagrosas que mais não conseguem do que arranjar mais uns tachos para o pessoal amigo e, quem sabe até, diminuir o desemprego entre os professores.
Não esquecer que 30 mil dos nossos colegas estão desempregados.
E que mais 10 mil não dão aulas. Têm tachos no ministério, nas DREs, nas CAEs, nos Sindicatos e nos Conselhos Directivos das escolas.
São mais de 40 mil os professores que o não são.
E depois há os psicólogos que acompanham (?) os alunos nas escolas...
E os professores do ensino especial.
E antigamente ainda havia os que estavam deslocados nas delegações escolares.
E os professores sem componente lectiva (!!!).
Confesso que estes são os meus preferidos.
Os professores sem componente lectiva são uma invenção portuguesa que nos enche a todos deste supremo orgulho lusitano.
Só falta agora inventarmos o vinho sem álcool e e os bifes sem carne.
Ora é justamente nesta linha filosófica da educação que surgem agora os tutores dos alunos em riscos de abandono.
É preciso dizer que não existe a classe dos alunos em risco de abandono.
Todos os alunos desmotivados pela escola e pela sociedade estão em risco de abandono escolar.
E também temos que dizer que estes alunos, com ou sem tutor, abandonarão a escola na primeira oportunidade em que lhes apareça uma actividade que os sustente.
Os 41% de abandono escolar não diminuirão por causa dos tutores.
Melhorariam sim, se a escola fosse eficaz e ensinasse de facto algo que interessasse aos alunos, que lhes mostrasse que o ensino de que são "vítimas" lhes serve para o seu futuro, ou pelo menos, para alguma coisa.Isso, a escola ainda não conseguiu e, pelo contrário, se mostra cada vez mais distante de o conseguir.
Os tutores são criados apenas para lavar o cérebro aos alunos, para ver se eles se aguentam mais tempo nas escolas, pelo menos até à escolaridade mínima obrigatória, já de si a mais baixa da Europa.
Tentarão fazer com que os alunos fujam menos das escolas, mas não a melhorarão.
O cancro mantêm-se e não é a aspirina que o cura.
Ainda assim este país tem uma coisa boa: ninguém se fica a rir de ninguem. A incompetencia não é monopólio de nenhuma área nem de nenhum sector.
O ensino não foge à regra.
No manual de Geologia do 12º ano foram detectados 50 erros considerados crassos por um Professor catedrático. Informou o ministério, que informou a editora.
Ninnguém lhe passou cavaco.
Em Portugal quem decide o que se ensina são as editoras... menos mal: podiam ser os clubes de futebol...
A propósito de um estudo sobre a morfologia do cérebro dos analfabetos (que, pelos visto é diferente dos "normais") da autoria do prof Alexandre Castro Caldas, trabalho esse que lhe valeu um prémio internacional em 99, apresentou a SIC uma peça em que se dizia que 800.000 portugueses são analfabetos.
É verdade. Há 800.000 analfabetos puros se não for o dobro.
Agora: há mais do triplo de analfabetos funcionais primários (lêm palavras soltas que não entendem) e há mais do sextuplo de analfabetos funcionais secundários (conseguem ler frases mas sem compreender o seu sentido).
Mesmo nas escolas hoje em dia se verifica que grande parte dos alunos que completam a escolaridade mínima obrigatória (9º ano) não conseguem interpretar correctamente o que lêem. E o Estado reconhece-lhes o nível académico mínimo.
Só podemos estar a brincar com o Ensino, mas mais grave: com o País.
É certo que em cada turma de 20 alunos aparecem sempre 2 ou 3 a quem é humanamente impossível ensinar seja o que for. Logo aqui estamos a falar de 10 a 15% de insucesso. Este assunto já foi abordado em posts anteriores sobre o Ensino.
Neste momento, é sabido que cerca de metade dos portugueses ou não lê ou lê mas não entende, o que vai dar rigorosamente no mesmo.
E estamos a falar de frases de sentido único, que encerrem em si uma única ideia básica.
Se estendermos a análise ao campo da literatura, bem: nem um décimo dos portugueses consegue ler uma prosa mais rebuscada ou entender um soneto.
Nem sequer um período mais longo como o próximo.
Á luz desta realidade evidente para todos quantos trabalham no ensino - porque contactam com alunos e com os respectivos encarregados de educação - ou em secretarias de atendimento ao público em que se preencham documentos e interpretem textos básicos (requerimentos, declarações, minutas) apetece perguntar:
- o que se tem feito aos milhões que têm anualmente ido para o ensino, já que estamos no top 20 dos gastadores mundiais com a Educação e no fim da tabela em aproveitamento escolar na Europa (e no topo em analfabetismo)?
- Se aqueles 800.000 analfabetos adultos se juntassem num partido único (PS ou PSD) conferir-lhe-iam ou não a maioria absoluta?
- Deve um político hábil passar uma manhã numa feira aos beijos às peixeiras ou é preferivel entregar-lhes documentação sobre as suas propostas explicando-lhes o seu manifesto eleitoral?
O problema dos analfabetismos primário e funcional só começa a ser resolvido quando quem manda na Educação perceber que «tanto custa ensinar bem, como ensinar mal. Mas, passados uns anos, ensinar mal fica extraordinariamente mais caro». José Hermano Saraiva.
- Para os deficientes (15% da população estudantil em cada turma) tem que haver escolas próprias e aulas ministradas por professores especializados cujos objectivos nada têm a ver com os dos professores que ensinam alunos normais.
Para os alunos normais tem que haver maior rigor no ensino e mais exigência por parte dos professores. O aluno "é obrigado a andar" ao ritmo que o professor estipula para ele e não o contrário. Nós, os professores, é que temos que puxar pelo aluno. Alguns ficam pelo caminho. Como em tudo, na vida. Mas os restantes, fazemos deles Bons alunos que não se envergonhem a eles nem a nós, no futuro.
Assim se combate o insucesso no ensino: "puxar" ao máximo pelos médios, desafiar em alta os bons e esquecer os maus. Ensinar o máximo a quem quer aprender! Conseguiremos subir as estatísticas e, mais importante do que isso: em vez de ensinarmos não mais que rudimentos a 20 porque só assim conseguimos com que os 3 piores acompanhem, ensinaremos tudo o que está no programa (e a té mais) a 17.

Então e depois como é que os Reitores arranjam dinheiro para as fotocópias piratas das sebentas?
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Se há que haver contenção, que se dispensense aquilo de que os estudantes menos precisam: os professores.
Já poupam bués...

Uma redacção de um aluno do 5º ano retrata a espectativa de muitas crianças de 11 anos relativamente à escola onde estão inseridos.
Este é o limite do horizonte dos alunos?
Aproximadamente.
Curiosamente muitos destes alunos estiveram ontem na mesma escola todo o dia sem aulas devido a uma acção de formação dos professores, sobre dança (cha-cha-cha, rumba, tango...)
Enquanto os professores dançavam alegremente no pavilhão, os alunos, sem aulas nem actividades programadas, foram deixados ao Deus-dará o dia inteiro na escola. Alguns conseguiram saltar os muros e, no final do dia, regressaram a cair de bêbedos...
O Conselho Directivo chamou os pais para os informar do ocorrido.
Muito bem.
E agora: quem informa o Conselho Directivo das suas obrigações básicas?
A culpa do ocorrido foi só deles? Dos alunos?

Um texto de um (bom) aluno da minha escola chamou-me hoje a atenção, por estar exposto na sala de aula e estar formalmente bem escrito, o que nem sempre acontece.
Contava a história de um caranguejo que tinha, desde sempre, um sonho: o de andar para a frente, ao invés de todos os seus iguais que, como se sabe, não têm essa inclinação.
Uma coisa tipo Fernão Capelo Gaivota, mas penso que original - não acredito que o mocinho alguma vez tenha visto esse filme.
E daí não sei, porque eu projectei-o há 2 anos no clube de cinema da escola, entretanto extinto.
De qualquer forma a ideia é gira.
O problema foi o final.
O caranguejo apaixonou-se e a caranguejinha pôs-lhe o dêdo no nariz: ou ele se punha fino e abandonava a ideia, ou tinha que arranjar outra carapaça-gémea.
Bem: o noivo pensou, pensou, e chegou à conclusão que era melhor abandonar o sonho e passar a andar como os demais.
Raramente tenho lido conclusões tão deprimentes como esta.
O mais espantoso é que se trata de um miúdo dos seus 13 anos (7º ano) e dos melhores do seu ano.
Quer dizer: os miúdos - mesmo os mais inteligentes - já vêm imiscuídos do virus da mediocridade quer de casa, quer da escola, e provavelmente dos dois.
Criatividade? Ambição? - Nunca!
«Sê como os demais, bruto e atrasado se preciso for (e neste caso, acreditem que é mesmo), sem horizontes maiores que a janela da cozinha, que é assim mesmo que se deve ser... para não destoar».
Einstein, felizmente, não foi nessa.
Nenhum criador, cientista, descobridor vai nessa.
Que pena... uma escola oficial promover (incentivando e expondo) este tipo de mediocridade filosófica - exactamente o contrário das novas correntes pedagógicas que justamente apelam à criatividade, à diferença, à protecção do universo distinto e sagrado que cada aluno encerra e que é preciso respeitar e incentivar em todas as suas vertentes lúdicas e sociais.
Que pena...
E depois estranha-se que os colégios particulares milionários sejam os que apresentam melhor rendimento no final do ano.
Algum ministro tem algum filho numa escola oficial?
Vai lá vai...
Voltando ao conformado caranguejo, agora perfeitamente inserido no seu meio social: a história não o diz, mas presume-se que a sua vida tenha sido longa e muito feliz na companhia da carangueja naquele belíssimo aquário, e que tenha recebido a justa homenagem do cozinheiro da marisqueira antes de, como lhe compete e dele é esperado, ter servido de refeição a um qualquer dirigente desportivo da 2ª distrital.

Docentes admitem ter uma entidade que regule a actividade.
Espera lá! Docentes? Pensei que eram os professores.
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Mas afinal só os docentes é que podem fazer parte da Ordem, ou ela também está aberta para quem ensina alguma coisinha?
Já não reproduzo uma carta do António Tilly ao Carlos Teófilo.
A pedido de várias famílias, retiro-a deste blog.
Infelizmente só consigo fazer desaparecer a carta.
Não consigo fazer o mesmo aos "cromos" a quem ela é dedicada.
Esses continuam cá.
Mas cada vez mais desenganados, benza-os Deus.
David Justino, o ministro das escolas - não se pode verdadeiramente falar em Educação neste país, a não ser humorísticamente - culpou já o anterior Governo socialista pelas más notas obtidas pelos alunos nas provas de aferição de 2000.
- "Os fracos resultados obtidos nas provas de Matemática e Português revelam o autêntico descalabro das políticas socialistas".
E mais não disse.
Vais ver que as recentes medidas de colocação de 3 professores junto das suas residências se inseriam, afinal, numa política mais alargada conducente à melhoria da Qualidade do Ensino em Portugal.
Ministrinho incompreendido...

Na RTP1 a coisa começa a ter foros de escândalo.
Que a culpa do DESensino de Português é dos métodos e da infantilização a que ele está, cada vez mais, sujeito. Então havia de ser de quê? Das obras públicas?
David Justino está a concordar, neste momento, em directo no canal 1.
É o fim da macacada!
O ministro a concordar que o ensino está podre...
A oposição não faria melhor.
Que interessa lá que os alunos do 9º ano tenham maioritariamente negativas a Português e a Matemática?
Por acaso não têm positiva a Educação Física e a Moral?
E porque é que só falam em Português e Matemática, hein?
Têm óptimas notas nos Clubes, em Formação Cívica, Estudo Acompanhado e em Viagens de Estudo.
E são muito QUERIDOS, tá bem?
Não esquecer que tem que se lhes aumentar a AUTO-ESTIMA, a todo o momento. Temos que lhes explicar que se ainda não sabem ler no 9º ano, a culpa não é deles, mas também não é dos professores.
É do SISTEMA.
Vamos lá a não ser parciais na análise.
Quando, em 2007, entrar em vigor a nova forma de acesso ao ensino superior, os alunos do interior não irão invadir as Universidades dignas desse nome.
De facto, o mesmo aluno concorrerá a 12 Instituições, até perceber que ninguém o aceita em lado nenhum porque as provas são escritas numa estranha Língua da qual eles mal ouviram falar.
Como alternativa, os ex-Institutos da nota zero que proliferavam no interior.
Repare-se neste curto diálogo entre alunos de Humanidades do 12º ano do interior profundo:
- Ó rapazes: indes a concorrer a qual?
- Nós estamos a pinsar im ir a Lizboa.
- Ó pá Lizboa não, qué munto defícil. Os gaijoz lá fartam-se de fazer preguntas, diz que é a manhê toda a ezcrever, a ezcrever... ê cá não. Vou pó Politénico que a nota de entrada é zero...
- Ulha! Boa. Iá, méne. Politénico é que stá a dar!
- Mas espera lá (diz o intelectual do grupo). Ouvi dizer que no Politécnico também vai haver nota mínima de acesso de 9,5...
- (silêncio) Não interessa pá! Vamos lá fazere az provaz à mezma e depois vamoz buer um copo pá naite!
(todos à uma) - BUTE!
Escolas com menos de 5 alunos fecham já e com menos de 10, até 2007.
Presume-se que em 2009 fecham as que tiverem menos de 20, em 2011 as que tiverem menos de 40 e a partir de 2013 teremos finalmente a rede escolar verdadeiramente optimizada. Escolas apenas nas cidades, deixando a ruralidade para o que ela tem de melhor: o TURISMO ZOOLÓGICO.
Os turistas quando se deslocarem à Serra terão o privilégio de apreciar verdadeiros espécimes humanos em estado de pré-renascentismo, realmente preservado no ambiente rural circundante: nascem, vivem, reproduzem-se e morrem de forma totalmente natural, sem os preconceitos da cultura e do ensino, que só desviam os espécimes da suprema missão para a qual foram criados: o turismo humano-zoológico. Um programa especial de subsidiação será criado para garantir a estas famílias zoo-humanas do interior a sua sobrevivência. Inspecção veterinária e ração diária, já com antibióticos doseados, bem como higiene em grupo e cobertores de pura lã para os dias frios de invernia, farão parte do pacote de cuidados a ter com os autóctones.
O fornecimento de ração será submetido a concurso interno, privilegiando-se as empresas privadas que estejam, no momento a cumprir contratos de fornecimento de cantinas escolares. Poupam-se, com este procedimento, toneladas de matéria orgânica de sobras denominadas como "intragáveis", que estão a ser diariamente enviadas para o lixo.
De verão, os espécimes usarão calções de surrubeco patrocinados por empresas e marcas de prestígio.
Esta foi tirada dum fórum desses que por aí abundam.
Acho-a genial, porque representa o mais condensadamente que já vi o estado a que chegou a juventude cibernética.
Agora imagine-se a rural....

O estudo da obra de Luís de Camões "Os Lusíadas" no livro do 9º ano vem acompanhado de uma proposta: os alunos têm de ler as previsões de um horóscopo e imaginar qual o signo que melhor serviria a epopeia dos descobridores portugueses.
"Isto é só para, cada vez mais, infantilizar os alunos e contribuir para uma certa mediocridade do ensino", assim avalia Maria do Carmo Vieira.
Isto prova que só existe em Portugal uma mega bandalheira comparável à da Justiça: a do Ensino, digo eu.
Astrologia na Escola?? E no currículum de uma disciplina nuclear da escolaridade mínima obrigatória!!!??? Meu Deus! Estamos a formar "bichos" da espécie piteco stupidificadus como a maioria dos seus professores já se mutaram? Absolutamente desprovidos de orgão pensante, substituído por uma panóplia recursiva de saloias frases feitas, ensurdecedora guincharia permanente e shhhh!s de manhã até à noite?
O obscurantismo domina efectivamente o ensino.
Mas porquê? Para além de percebermos que os professores de hoje eram os alunos mediocres de ontem não é possível explicar este fenómeno...
Aceitam-se sugestões.
40 mil doutores no desemprego e ainda não temos licenciaturas em Caixas de Supermercado nem em Aprovisionamento para Restaurantes, como no Brasil.
Mas a Licenciatura em Analfabetismo Funcional era imprescindível que se criasse nas Universidades Privadas Portuguesas.
Já temos Doutoramentos para bacharéis e cursos de pós-graduação para quem tem o 11º ano incompleto, por isso os pré-requisitos estão preenchidos.
Tenho que comentar este texto que já tinha lido algures.
Quer dizer: isto não está fácil.
Se é verdade que a média dos empresários portugueses não chega à escolaridade mínima obrigatória, não é menos verdade que só não a têm porque não querem.
Basta balbuciar uma ou outra sílaba na leitura em Português, que o problema está resolvido à Lingua Materna, no 9º ano.
A matemática fica logo para tráz e ainda podem ter mais 2 negas; ou seja: podem aparecer com 5 no último período, porque os profs levantam, com o receio das inspecções e das chatices das justificações (pasme-se!!!) as 2 menos flagrantes (as que não forem nível 1)...
in «Os cães ladram e a caravana passa»
3 horas não eram passadas desde o último escândalo da dupla Guerra/Teixeira e já um juiz desembargador com o ar mais alucinado do mundo se posicionava em frente às câmaras a defender o ex-colega.
Agora analisemos a lógica do raciocínio elaboradíssimo com que estes senhores chegam ao final de uma carreira brilhante (depois de terem condenado milhares de pessoas, sabe-se lá quantos inocentes, e de terem absolvido outros tantos criminosos):
afirmação 1: Uma carta anónima não constitui prova, em nenhum caso.
afirmação 2: Mas se o procurador a meter no lixo pode ser acusado de ocultar provas.
Então se a carta nunca é prova, como é que está a ocultar provas?
Bem: e isto é um Juiz dos mais cotados - cujo nome me recuso a repetir a bem da sanidade mental dos meus leitores.
Será possível que os Tribunais estejam entregues a gente desta????
Isto de eleger meia dúzia de colegas para as Comissões Executivas tem cada vez mais piada... para eles.
Nós chamamos-lhe Democracia; eles chama-lhe um figo, e a nós... chamam-nos tansos.
A classe dos professores é decididamente a mais desunida, porque a mais medrosa que há.
A partir do momento que são eleitos é vê-los a transmutarem a sua personalidade, como que por magia.
Os mais humildes tornam-se arrogantes, os mais acessíveis, altivos e os mais estúpidos, mais ainda.
Como tem coragem, gente que nunca geriu nada na vida a não ser as respectivas cozinhas, de se candidatar a gestor escolar?
Qual a sua formação? A maior parte das vezes é directamente proporcional aos seus níveis intelectuais.
Mas agora: que benesses adquirem imediatamente?
Apenas algumas:
1º - NUNCA MAIS FALTAM NEM NUNCA MAIS SE ATRASAM. Porquê? Porque não há registo de faltas para os membros do Conselhos executivos. Podem aparecer às horas que quiserem, se quiserem, que está tudo bem. No final do ano, recebem um bónus de 1 mês por nunca terem faltado nem chegado atrasados.
2º - SAEM ÀS HORAS QUE QUEREM. Não há registo de horário de trabalho para os membros das Comissões Executivas. Por lei têm que fazer 35 horas semanais.... é só rir!!!
3º - NUNCA NINGUÉM SABE, MESMO QUE ESTEJAM AO SERVIÇO, ONDE ESTÃO. Não há horários afixados nas portas dos CE, exactamente para que a confusão se estabeleça. É obrigatória a sua colocação, mas se o fizerem, começam logo a ficar controlados. Têm, pelo menos, que estar na Escola. Portanto, sem horário afixado é tudo muito melhor.
- Onde está Fulano?
- Deve estar para aí.
- E Cicrano?
- Deve andar lá para cima...
- E Beltrano?
- Acho que hoje ia com a filha ao médico...
4º - REDUÇÃO das componentes lectivas, aqueles que têm algumas, quase para zero. O resto do tempo, escusam de vir à Escola, porque não há controle das restantes horas.
5º - ULTRAPASSAGEM de centenas de colegas mais graduados na listagem geral, porque se pertence a Comissões Executivas. Onde andariam muitos dos professores sem tempo de serviço que se perpetuam em Escolas perto da residência, não fossem as jogadas das CEs? Destacamentos e cunhas são logo ultrapassados por este método seguro.
Vens para a Comissão Executiva e garantimos-te lugar por 3 anos.
Há melhor???
Viva a democracia!
Por 3 vezes chamei, por escrito, a atenção da DREC para as ilegalidades perpetradas na Escola EB 2,3 Dr Abranches Ferrão, que ostenta um pseudo Conselho Executivo totalmente ilegal desde a sua eleição. Logo no momento em que foi eleito o CE nunca deveria ter tomado posse, uma vez que o Agrupamento iria receber - todos bem o sabíamos - escolas novas imediatamente.
Disse-o alto e bom som no último Conselho Pedagógico em que participei.
Foi "cozinhada" no silêncio e nas costas dos Pais, Professores e comunidade Escolar, uma solução de compadrio entre os Presidentes da Comissão Executiva anterior e da actual, que mantém 50% da composição da anterior.
Tipicamente um arranjinho de amigos.
A transparência, na Arrifana, é igual à legalidade: zero.
E isso só convém àqueles que não têm vergonha na cara.
Estou farto de denunciar esta situação, e até agora tudo o que se ouviu foi o som do silêncio.
Um silêncio cúmplice.
Um silêncio podre.
Mas não me calarei porque não me farão a mim cúmplice de «jogadas de amigos» que a ninguém deixam dúvidas.
Como consequência destas exposições e alertas, a nova CE ilegal decidiu perseguir os professores que alertaram para a autêntica pouca-vergonha que se verifica a nível dos "cargos" assim perpetuados.
A verdade é que este CE tomou mesmo posse, de forma absolutamente abusiva, posse essa conferida por José Diogo, que assim chancelou e decidiu apadrinhar uma gritante aberração.
Este Concelho Executivo ilegal tem sido "mantido" no poder até agora pelo silêncio cumplice da DREC e do sr coordenador José Diogo Pinto, agora suspenso pelo Ministro, que não cumpriram, também neste caso, a Lei.
É urgente a reposição da legalidade no Agrupamento através de novo processo eleitoral, já que este Agrupamento foi aumentado com várias Escolas e Freguesias e portanto, à luz da Lei, é considerado para todos os efeitos como um Agrupamento NOVO. Deve ser nomeada ou eleita uma Comissão Instaladora com a prazo de UM ANO, como manda a Lei, e não perpetuar-se ILEGALMENTE um Conselho Directivo com 3 anos de vigência.
Ninguém pode atropelar a Lei, por mais amigos que sejam de coordenadores ou de directores adjuntos.
Devem os professores que fazem parte deste ilegal Conselho Executivo ressarcir os cofres do Estado dos montantes ilegalmente auferidos desde a sua tomada de posse, e retomar a sua situação de simples professores nas escolas para onde deveriam ter sido colocados, não fora esta manobra degradante e grotescamente ilegal.
Ou se cumpre a Lei ou têm que se expôr a público os prevaricadores.
Até para que os colegas que foram prejudicados com estas manobras possam saber exactamente quem os prejudicou.
Nenhum acto deste Conselho Executivo se revestiu até hoje de um mínimo de legalidade, pelo que aquele Agrupamento de Seia continua a funcionar absolutamente à margem da Lei.
Até quando?
Até chegarem as televisões?

«Deficiente e fraudatória prestação de informação... » Assim reza o comunicado em que o Ministro da Educação informa ter demitido o director regional adjunto do Centro na sequência das conclusões de um inquérito à colocação de professores em Aveiro e Viseu.
António Vicente Figueiredo torna-se assim o primeiro director adjunto a ser demitido na sequência das milhentas caldeiradas que sempre existiram e vão continuar a existir nos concursos de professores.
Mas é preciso que se diga que este amigo dos seus amigos apenas foi demitido porque foi ingénuo a ponto de confessar que fez um jeito a uma filha de uma amiga.
Se tivesse ficado de bico calado, como todos os demais colegas, o inquérito teria apurado tratar-se apenas de um erro de concurso a ninguém imputável em em particular e tudo ficaria tal e qual, como compete a um país que cultiva tão religiosamente a corrupção como a futeboleirice.
Cedo piaste, ó Figueiredo.
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Perdoe-se-me a imodéstia, mas aqui deixo mais um link para o meu último artigo publicado no "leitor com opinião" do Expresso.
E vão 5, o que me parece ser um record absoluto, já que mais nenhum autor escolhido repete, sequer, um texto.
E como eu não conheço aquela gente de lado nenhum... cunha não é.
É sobre o problema (da falta) de ensino.
Com ele arranjarei mais uma boa centena de inimigos - os professores do funcionalismo público do extremo cansaço à segunda feira de manhã - e mais 2 ou 3 amigos entre os poucos professores que não envergonham esta desavergonhada classe (já que a maioria é quem determina o que a classe, de facto, é).

É preciso avisar a polícia marítima que nem todos os iates ao largo dos Açores têm droga. Parece que há lá um, pequenino, que não tem. E nem todos os que estão ao largo da Madeira são laboratórios e estúdios vídeo de pedofilia. Mais de metade deles apenas traficam droga e não têm nada a ver com crianças.
Que fique isto bem explicadinho para que a imagem do nosso país não fique degradada fora de portas. Por falar em portas, quando é que chegam os submarinos de combate à frota pesqueira espanhola?
Então e agora?
Será que os professores vão mesmo ter que dar aulas a sério?
É que isto assim é um grande retrocesso na nova reforma nr 7832 no Ensino.
Pois se os professores já hoje não fazem outra vida que é falar do Big Brother (o grande irmão, segundo a TVI!) nas aulas, pelo menos institucionalizava-se a matéria que de facto é dada, não é?
Agora assim...
Portugágál perdeu 283 milhões em subsídios para a formação. 43% do dinheiro disponível.
Só 3 % dos trabalhadores participaram em acções de formação em 2003, enquanto na europa o número é cerca do triplo.
Por outro lado não há de certeza em toda a Europa inqualificados como nós aqui temos, já com 6 cursos no pêlo...
Os centros de emprego, para manterem ao activo alguns cursos, vão buscar e levar os formandos a casa, pagam-lhes subsídios e dão-lhes o almoço. E ainda lhes pedem por amor de Deus que se inscrevam no próximo, senão acaba-se a "guita".
Maravilhoso condado este...
Anda tudo à procura de uma razão que possa justificar o nosso perpétuo atraso relativamente aos restantes países da Europa.
Atraso esse que, apesar dos biliões de contos em subsídios da CEE recebidos (e dos milhares de cursos de formação, nos mais variados e inacreditáveis âmbitos ministrados ao povo), se mantem e se agrava, a cada dia que passa.
Em 1986 ainda tinhamos a Grécia e a Irlanda atrás de nós, mas hoje estamos orgulhosamente isolados no comando da tabela invertida.
Eu tenho desenvolvido uma teoria, baseada apenas na minha observação enquanto professor - e não é preciso muito mais, como verão - que aponta inequivocamente para uma razão de peso que pode explicar este nosso atraso europeu.
É tão simples que até assusta: Em Portugal existem 670 mil deficientes cadastrados.
Segundo o professor Martelo, 1 em cada 15 portugueses é deficiente profundo.
Engana-se o professor.
Em cada turma de 20 alunos há pelo menos 2 que nunca estão cadastrados como deficientes mas que o são claramente, na medida em que não conseguem desenvolver qualquer tipo de raciocínio a um nível superior ao do perú.
Esta é a triste realidade. Estamos a falar de 10% dos alunos cujo futuro não ultrapassará o dar palha à burra.
Agora se somarmos estes 10% aos 6.7% já cadastrados, chegamos ao impressionante valor de 16,7%, ou seja exactamente um sexto da população é deficiente. Físicos ou mentais.
Eu lembro um estudo mandado fazer pelo governo de Cavaco Silva a uma empresa Suissa sobre o rendimento intelectual dos portugueses e que foi logo interrompido aquando da entrega do relatório preliminar sobre a população algarvia. Os jornais fizeram grande eco deste escândalo, na altura. A verdade é que o relatório apontava para números que nem os responsáveis queriam acreditar. Mais de metade dos cidadãos algarvios adultos inquiridos apresentavam atraso mental acentuado relativamente ao padrão médio europeu.
Penso que não serão necessárias muito mais considerações sobre o tema, mas era importante tentar encontrar o vírus que nos deforma e nos mantem nesta triste sina, geração após geração.
Será o radão na atmosfera? O Urânio no subsolo? A salmonela nas águas? Ou simplesmente um fenómeno de transmissão genética da deficiencia mental profunda detectada pela primeira vez em 1640?
Isso é que era preciso descobrir...
David Justino não tem mão no pepino.
Ele são os sub-directores a promoverem as grávidas de risco, nas tabelas de graduação; ele são os próprios directores regionais a explicarem que a culpa é dos subdirectores que têm muitos "amigos"; ele são todos os funcionários da DREC a dizerem à boca cheia que a Directora devia era estar em casa a lavar pratos; eles são os subsecretários a despacharem cunhas em todas as direcções e a mudarem a ordem do concurso. Ele são as secretárias e mandarem amigas para uma escola perto de si. Bem...
Razão tinha o ministro, há 2 meses, quando ficaram 30.000 professores sem escola: "Isto aqui não é uma agência de emprego!"
E é bem verdade. É uma agência de destacamentos.
Ânimo: o futuro ex-ministro vai assumir as suas responsabilidades... não se sabe ainda em que Empresa Pública, mas vai. Olá se vai!
E dizem que não vai sozinho. Que leva a Ferreira Leite com ele.
Pessoalmente não acredito, embora estejamos nesta Quadra Festiva. Durão, forreta como é, não é capaz de dar uma prenda tão boa aos portugueses.
...na Sonae Investimentos, na Portucel, na ANA, na Sonae SGPS, na EDP, na CGD, na Sonae Imobiliária, na PT, na Sonae homebanking, na...
Lá que seja só na de bode, ainda vá.
Mas também a mulher a dias - assessora, melhor dito - já andará, segundo as más-línguas, nas mercearias do bairro do Ingote a colar papéis nas montras informando os coimbrões que aceita cunhas para tudo o que tenha a ver com escolas, excepto: perfumaria, cirurgia de correcção estética e assentadores de marfim, porque com essas actividades já o sr director contratou em regime de exclusividade.
Diz uma "colega" no Médico explica medicina a intelectuais:
Esses meninos com 18 valores que ficam fora da faculdade de Medicina, não se iludam, noutros tempos, teriam menos de 12 valores; e quem tiver dúvidas que faça os percentis, e verá; ou que pergunte ao seu stôr de matemática.
Há limites para tudo, até para o ridículo..."
Então, ó "colega" e estes alunos que fazem (!?!) agora o 12º ano sem saber ler escorreitamente e a dar um erro por palavra?
Alguem vê aquele jardim zoológico do Big Brother onde não há um (1) que saiba o que está a ler? E a escrever? Fazem concursos a ver quem é que dá menos erros.... mas quem der mais é o maior, e tudo a rir!!!
Como se da instrução primária se tratasse, mas ao contrário.
Isto é vendido a milhões, na minha província, que cada dia que passa mais se identificam com um País assim tratado pela comunicação social.
O estranho é chegar à escola e ainda haver professores (cada vez menos, é certo) que não debatam com eles as últimas aventuras TVIescas e as maravilhas da incultura nacional!
Isso é que "me admira a mim"!
A Justiça, a disciplina, o rigor
A primeira coisa que um aluno faz, no início de cada ano, é testar cada professor.
Descobrir-lhe os tiques, os pontos fracos, as hesitações, as imprecisões.
Acompanhei o meu filho, no primeiro dia de aulas à sua escola (que não é a minha) e fiquei simplesmente aterrado com o que vi.
Logo na apresentação, os alunos faziam o que queriam. Riam, brincavam, conversavam virados para trás, não ligando a mínima a dois pobres professores que para ali estavam a falar para ninguém, como se estivesse tudo normal.
E estavam lá adultos! Eu e mais 3 pais.
Incrível!
Assim, não há hipóteses.
É claro que apanham logo alcunhas, é claro que nunca mais têm o respeito dos alunos.
Mas isto é a maioria, pelos vistos.
A disciplina, em ambiente de serenidade e sem constrangimentos, é absolutamente necessária para se transmitir seja o que for a um aluno, e para se poder trabalhar com ele.
Agora, a disciplina não pressupõe berros constantes, gritos, ameaças, num pseudo clima de terror.
Isso é para rir, nos dias que correm.
Há dias, durante um teste que estava a dar a uma turma do 7º ano, eu e os meus alunos tivemos que ouvir uma aula inteirinha de uma colega que começou aos berros do princípio da aula até ao fim.
É completamente absurdo que se possam dar aulas nestas condições. É também inacreditável o aparelho vocal da colega que, ao que me informaram, faz isto há anos.
Mas então: acham que é aos gritos que se transmite conhecimento?
E necessária e urgente uma mudança filosófica relativamente às exposições tradicionais.
Eu defendo, por exemplo, que todas as aulas deviam ser abertas à comunidade escolar, que devia ser obrigatório o registo em audio e vídeo de cada aula de cada professor.
E que o visionamento das aulas devia ser aberto ao público, sempre que tal fosse solicitado por pais ou educadores.
Apenas essa medida isolada melhoraria a qualidade do ensino em 100%.
É preciso transparência. O mais possível.
E transformar a Escola, que hoje é mais um local que os alunos têm que frequentar por obrigação e por isso transformam o mais possível em àrea de lazer, numa "fábrica" de investigação; numa instituição onde, de facto, se ensine e se aprenda mesmo.
Vamos lá a esclarecer este triste e arrastado problema do Ensino em Portugal e sobretudo no Portugal profundo - o Interior Beirão - a minha zona
Clarifiquemos a minha posiçãoo sobre este assunto que, aliás, é pública há mais de 12 anos (sendo que sou professor há cerca de dezasseis). Por todo o lado tenho escrito o que penso e não será uma sociedade de medrosos (podem trocar as consoantes da segunda sílaba, que o resultado é o mesmo) que me fará ser igual a eles.
Nunca o fui. Sempre disse o que tenho a dizer, e neste caso fruto de profunda reflexão e prática profissional de mais de década e meia.
É evidente que a culpa de termos a pior escolaridade da Europa - de termos o maior abandono escolar da Europa e de termos os alunos mais incultos da Europa - não é só dos professores.
Mas é, na sua maior parte, deles.
É que se não percebemos isto, temos então que concluir pela alternativa: que temos os alunos mais broncos da Europa porque são os mais atrasados mentais da Europa, já que o que se estuda aqui é praticamente o mesmo que se estuda em todo o lado.
Falemos na Matemática: um "papão" a nível do 12º ano.
A minha escola tem índices de aprovação, há pelo menos 4 anos, da ordem dos 70%.
No secundário, essa média não ultrapassa os 40% e no 12º não chega sequer aos 30%.
E não se tem podido ir muito mais além, na minha escola, porque os mesmos alunos que atingem 70%, 80% e até mais nos testes, simplesmente não entendem o que se pretende num problema vulgar.
Eles lêem, mas não percebem o que se pergunta.
Se lhes explicarmos o que se pretende, IMEDIATAMENTE RESPONDEM ACERTADAMENTE.
Ora, o mesmo (eu sei) se passa às demais disciplinas.
Eu peço aos meus alunos que leiam os enunciados e, em cada turma do 9º ano, não há mais do que 3 ou 4 cuja leitura seja aceitável. E mesmo desses, uma parte (cerca de metade) não percebeu exactamente o que leu.
A forma perfeitamente balbuciante como os alunos que saem com a escolaridade obrigatória lêem um pequeno excerto de um texto, indica, claramente, a falta de hábitos, a falta de treino de leitura.
Há alunos que praticamente só lêem o que o professor lhes manda ler, na aula.
Ora isso é manifestamente insuficiente.
Possuimos, os portugueses, um património de valor inestimável: a nossa Língua, que nada tem a ver, hoje, com a imediatamente associável "língua de Camões" (trata-se de mais uma triste demagogia) e já pouco, mesmo muito pouco com a de Eça.
Aquele estilo é impensével usar-se, como é impensável dizerem-se aquelas coisas daquela forma, hoje em dia.
Mas o património linguístico que hoje temos é o resultado da evolução natural de Camões e de Eça, como da maioria dos grandes escritores portugueses e até da oralidade do vulgar cidadão da rua (não estou a falar do execrável bués, e do K substituindo o Q, como é evidente. Ainda não cheguei a esse nível.)
A primeira coisa que um estudante de qualquer assunto tem que fazer é TRABALHAR.
Uns precisam de mais; outros, mais dotados, que assimilam as regras e os mecanismos com mais facilidade, de menos trabalho. Mas todos precisam de trabalhar.
Ora isso é coisa que não se faz, no ensino básico.
Os professores demitiram-se da obrigatoriedade do controle do estudo, por parte dos alunos.
Mandam-nos estudar, apenas. Nada mais.
Eles, claro, não pegam num livro. E está tudo bem, porque no final, mesmo quase não sabendo ler, os alunos fazem o 9º ano.
Esse é o primeiro Crime que está a ser perpetrado no Ensino.
Por negligência, é certo, mas igualmente um Crime.
Se o aluno não estuda, não pode saber, não pode dominar os assuntos que estão na agenda - currículum - e portanto se o professor o passa de ano sem ele ter os conhecimentos que lhe permitam alicerçar os seguintes, o professor está a ser cúmplice de um logro.Um logro para o aluno, que "passa", e por isso se convence que sabe; um logro para a escola, que aprovando o aluno está ciente de que o aluno tinha condições para passar; e, o pior de tudo: um logro ao país que paga o ordenado ao professor, na convicção de que este consegue transmitir os conhecimentos, perícias e capacidades requeridas pelo sistema de ensino em vigor, o que é, obviamente, mentira.
É por verificar que o professor médio hoje em dia não se preocupa suficientemente com a evolução dos seus alunos que eu sustento que é sua a maior parte dessa culpa.
Não porque não saiba ensinar, não por não ser competente em identificar as matérias mais importantes em cada nível de ensino. Não é por nada disso.
É apenas porque não acompanha suficientemente o aluno, porque não identifica as dificuldades em cada caso, porque não tenta descobrir a forma de ultrapassar esses obstáculos que já vêm, muitas vezes de trás, preferindo descarregar sistematicamente a velha frase de "este aluno nunca percebeu nada disto, não tem pré-requisitos, nunca se interessou por isto".
Estamos todos fartos de ouvir estas "desculpas" que, pretendendo desculpabilizar o professor, mais o penalizam por revelarem a sua incapacidade em resolver os problemas para os quais foi contratado e que consubstanciam o seu vencimento ao fim do mês.
Vivemos numa pequena cidade do interior, com alunos oriundos da mais funda e insuspeitada ruralidade.
Mas temos uma escola equipada com tudo o que é necessário para ultrapassar essa insuficiência.
E temos 5 anos de contacto com os alunos. Mais do que o tempo que eles passaram nas escolas do 1º ciclo (vulgo Primária).
Temos uma biblioteca recheada com todo o tipo de livros sobre todos os temas que se possam imaginar. Temos vídeos didáticos, jogos interactivos em cd, internet a qualquer momento. Meios bastante diversificados que muito ajudariam, se utilizados, a consolidar aquilo a que vulgarmente se chama de "cultura geral" - expressão ingrata, mas que identifica todo um conjunto de saberes basilares sem os quais é comunmente aceite que não estaremos a formar pessoas, mas simples autómatos.
Não temos desculpa se, no 9º ano, depois de 5 anos, pelo menos, de trabalho com um aluno, ainda temos o desplante de desabafar que "eles já vêm assim da primária".Haja um pouco mais de vergonha, ou pelo menos de contenção.
Interactividade positiva
Exemplifico aquilo a que eu chamo de interactividade positiva: ao resolver um problema de proporcionalidade inversa (matemática), sobre o tempo de construção das pirâmides do Egipto, pode aproveitar-se para se falar nas próprias pirâmides em vez de elas servirem apenas como mero pretexto para se fazerem umas contas mais ou menos chatas, a seguir. Porque foram construídas, quando o foram e quantos milhares de toneladas de pedra foram necessários para a sua construção. Se os funcionários eram ou não escravos e, se não eram, se de facto eram voluntários, a troco de quê trabalhavam toda a sua vida nessas obras.
De onde veio toda aquela pedra, por que meio de transporte e como foi possível colocá-las em sobreposição dado que, há milhares de anos, não havia gruas.
Posso garantir que este sistema interactivo funciona às mil maravilhas.
Os alunos interessam-se pelo assunto, o que representa 80% do caminho andado.
Depois é só "obrigá-los" a trabalhar, através da descoberta, da pesquisa, para chegarem às conclusões sobre as possíveis respostas às questões formuladas.
Ora isto é exactamente o contrário do que hoje se faz:
Fazem-se-lhes as perguntas do livro e dão-se-lhes praticamente as respostas implicitamente, e por isso eles não têm a curiosidade natural de descobrir.
Desinteressam-se porque não há mistério, não há a emoção na descoberta. Não há, no fundo, nada que os desperte para o trabalho de procurar descobrir, sempre o caminho mais fácil e eficaz para o Saber.
E também para quê, afinal? Se, ainda por cima, sem nenhum trabalho sempre vão passando...
Quando os professores reganharem o gosto por ensinar e começarem a ver os resultados, tenho a certeza absoluta que o ensino melhorará, e deixaremos de ter a vergonha que é verificar que os alunos que nós damos como aptos para a prossecução dos estudos, raramente chegam mais além.
Essa é a principal vergonha para todos nós.
Afinal, nós não somos pagos para distribuir diplomas de escolaridade mínima admissível por quem permanecerá, para sempre, analfabeto funcional.
De uma amiga minha, professora de português numa escola secundária, a terminar o mestrado em Linguística (acho que é isso...) recebi o seguinte texto delicioso que passo a transcrever, e que prova inequivocamente que os professores não são todos ex-alunos medíocres que não conseguiram arranjar emprego em mais lado nenhum.
Ainda os há por vocação.
Sei que ninguém acredita nisso, mas eu até sei que há.
Poucos, é certo. Mas há.
Ó senhor Engenheiro, não bata mais nos professores... (sobretudo nos de Português)!
Até parece que não está a dizer uma grande verdade!
O que interessa o "psicologismo" de um António Sérgio, a "metafísica" de um Antero de Quental ou ainda, para piorar, a "magalomania" desconcertante de um Mário de Sá-Carneiro ("não...não é o de Camarate", alerta feito na sala dos professores!) ou de um Almada Negreiros? Isso é muito profundo e tem pouco de sentimental!...
Nos tempos que correm, o que está a dar é conhecer a obra de uma tal de Margarida Rebelo Pinto e da Ritinha( Ferro)! Só literatura "light"! Fácil de digerir e não engorda! É que depois não há tempo para ir tratar da cabeleira ou de ir assistir às Jornadas ...Ah...Ah...
Pergunte às suas colegas de Português (as das cabeleiras intocáveis) quem escreveu o "Sei Lá!" , que vai ter uma surpresa!"
Quer-se dizer: nem eu seria tão radical.
O comandante dos BV de Seia, Virgílio Borges, deu uma entrevista à RTP denunciando que o Hospital de Seia não tem condições para receber ambulâncias nem tem plano de segurança interno.
Nada que não se soubesse há anos.
Se chegarem 2 ambulâncias simultaneamente, é o cabo dos trabalhos.
Quanto ao plano de segurança, não sou entendido na matéria, mas se ele o diz...
Recordemos que o mesmo comandante denunciou, em Agosto, que a Fiagris também não tinha plano de segurança e esteve-se tudo a marimbar para isso. Ninguém mexeu uma palha nem se importou com isso.
Enfim, esperemos que, com o tempo, Seia fique cada vez menos provinciana e entenda que não são só os bares que têm que cumprir a lei.
As Feiras e os Hospitais também.
Era preciso saber se os professores do ensino básico, os mesmos que se queixam diariamente de que os seus alunos não têm grande sucesso porque não dominam a Língua Portuguesa, - apesar de terem nisso também responsabilidade há 3, 4 ou 5 anos - dominam eles próprios a mais artística língua do Mundo.