novembro 23, 2009

Isto não me parece bem...

Publicado por JoaoTilly em 01:40 PM | Comentários (3)

setembro 17, 2009

2 imagens dizem tanto como 200.000 professores...

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Publicado por JoaoTilly em 10:47 PM

setembro 14, 2009

Manifesto de Obama aos alunos americanos

obama Pictures, Images and Photos

«As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas.
Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar.
E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem.
Espero grandes coisas de todos vocês.
Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês.


Tenho a certeza que são capazes»
.



Manifesto na íntegra: clique abaixo

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Publicado por JoaoTilly em 10:50 AM

agosto 27, 2009

A ilusão estatística

A redução do insucesso escolar, anunciada com pompa e circunstância
pelo Governo, é um estudo estatístico que pouco vale.
Apenas indica
que há menos alunos a chumbar, mas isso não significa que a escola
ensine melhor e os estudantes aprendam mais.

O facilitismo dos exames e a pressão exercida sobre os professores
para passarem alunos explicam esta ilusão estatística. Há o perigo da
satisfação estatística com os resultados condenar milhares de jovens a
uma vida de analfabetismo funcional , apesar de o sistema de educação
lhes atribuir um diploma que pouco valerá.

Não é por determinação genética que entre os melhores alunos das
escolas públicas portugueses se encontram os filhos dos imigrantes de
Leste.
A explicação reside nos hábitos de trabalho e de exigência, a
que esses imigrantes estão habituados, mas que são raros em Portugal.

Não se aprende sem trabalho, nem exigência, e isso explica a razão por
que grande parte dos alunos portugueses odeia a Matemática e nas
comparações internacionais os portugueses têm péssimos resultados.

Se a escola tiver o objectivo de passar alunos, só porque é politicamente
conveniente, esquecendo–se de preparar os jovens para um mundo real
difícil e competitivo, está a prestar um péssimo serviço e a
contribuir para o empobrecimento do País”.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do CM

Publicado por JoaoTilly em 06:16 AM

junho 25, 2009

Video dos professores bloqueado no Youtube

Publicado por JoaoTilly em 03:06 PM

junho 13, 2009

Jorge Pedreira confessa que a treta da avaliação dos professores não tem como objectivo a melhoria da qualidade do ensino, mas apenas a contenção salarial dos profs


Jorge Pedreira desvenda mistério da avaliação dos professores.


Jorge Pedreira admitiu, hoje, o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado, essa "avaliação" apenas visa contribuir para a redução do défice público.

O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira confessou o politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).

Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.

Nesta matéria, Pedreira foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *;
o resto - a qualidade das escolas e do desempenho dos professores - é simplesmente tanga.

Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*;
Percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebe-se a ministra do Pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.
A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradece-se à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro, até é engenheiro), por finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para combater o défice público (!).

Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.

Publicado por JoaoTilly em 10:39 AM

maio 20, 2009

Professora louca: Mais de 50 transmissões na SIC

Cerca de 100 vezes mais do que a Sic fala do caso Freeport, em média, por dia.
Sobre o Freeport, o maior caso de corrupção da história portuguesa porque envolve uma das mais altas figuras do Estado, que a policia inglesa considera formalmente o principal suspeito, fala-se uma vez dia sim dia não.
Esta peça da professora louca está a ir para o ar, tal como eu ontem "adivinhava", de 10 em 10 minutos na Sic Notícias e em todos os noticiarios da Sic generalista.
Foram mais de 50 emissões só nesta estação durante as últimas 24 horas.


A quem interessa isto?

Publicado por JoaoTilly em 08:47 AM

maio 19, 2009

Ensino:
Aquela maluca é apenas isso mesmo: uma maluca


A "professora" louca que a Sic transmite incessantemente nos telejornais é apenas isso: uma senhora absolutamente desiquilibrada que em nada representa a esmagadora maioria dos profissionais do Ensino em Portugal.
Aquilo envergonha-nos a todos, é certo. Mas é preciso ver que há 140 mil professores neste país. Forçosamente - e isto é apenas estatística - alguns deles não baterão bem da bola. É normal.
Mas fazer daquela estúpida excepção a regra e o ícone das professoras e dos professores portugueses é que é absolutamente soez.

Os pais, esmagadoramente iletrados (como ela diz), que já não olham os professores com grande simpatia, passarão a odiá-los mais ainda com a confusão que está a ser provocada junto da população.
Não era preciso chegar ao requinte de malvadez de expor a nu todos os devaneios da senhora. Trata-se apenas de uma louca, uma desiquilibrada. E isso deveria ser o suficiente.
Gravar e transmitir quase na íntegra a gravação de uma alienada a dizer asneiras consecutivas, a quem serve? Qual é o objectivo desta campanha, para além de lançar o odioso sobre toda a classe?

Mas pior: repetir aquela vergonha até à exaustão, com intervalos de poucos minutos entre cada transmissão, demonstra-me claramente que isto é coisa encomendada.
Os pais - todos os que aparecem - testemunham disfarçados.
Pergunto: Porquê? Têm medo da professora louca?
Não me parece.


Que sirva de aviso a todos os professores. Um gravador digital custa 39 euros.
Mas nem é preciso comprar nenhum. Qualquer telemóvel dos miúdos grava horas de conversa.
Neste caso, ainda bem que tal aconteceu. A senhora está doente e foi a única maneira de a afastar do ensino.
Mas outros casos haverá em que uma frase, descontextualizada, pode produzir efeito semelhante.

Todos nós damos exemplos de situações humorísticas e caricatas, na aula, aqui ou além quando se proporciona, até para desanuviar o ambiente e provocar alguma descontração.
Nem quero imaginar o que aconteceria se os alunos desatassem a gravar tudo o que dizemos e apresentassem aos pais uma frase ou tirada humorística completamente descontextualizadas....
Podia ser o diabo!
Como é que eu iria explicar algumas das minhas tiradas de improviso absolutamente non-sense à Herman ou à John Cleese, que provocam a risada geral na turma?
Os pais nunca iriam perceber...
E não só eu. Muitos professores usam esta estratégia frequentemente para quebrar o gelo e desanuviar o ambiente.
Que mal há nisso?

Será que teremos que banir o humor (e a inteligência) das nossas aulas?
Teremos que passar a dar as aulas sempre com uma seriedade aterradora, por medo dos gravadores, a partir de agora?

Os professores estão sujeitos a todo o tipo de pressões.
Esta é só mais uma.

Publicado por JoaoTilly em 07:38 AM

maio 17, 2009

CONTRATOS POR TEMPO INDETERMINADO - TRANSIÇÃO FOI SUSPENSA

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Se és professor isto interessa-te!

DREC RECUA PERANTE A ILEGALIDADE DO FIM DO VÍNCULO DE NOMEAÇÃO. SPRC/FENPROF TINHA RAZÃO!



Conselhos Executivos instados a corrigir actos ilegais!


Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores.

O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento de ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro perante a inexistência de esclarecimentos claros da administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região.

Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:


(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;


(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma constitucionalidade.


Esta matéria é, aliás, alvo de forte contestação pelos docentes portugueses e motivo de preocupação quanto ao que reservará o futuro neste ou num quadro político semelhante.


O SPRC congratula-se com o resultado de uma forte acção desenvolvida nos locais de trabalho e de pressão sobre o ME e a DREC, para que parassem todos os actos administrativos ilegais e corrigidos os já verificados.
VALE A PENA LUTAR!
SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO

Publicado por JoaoTilly em 12:02 PM

abril 11, 2009

Erros costumeiros na imprensa regional

"A Filarmónica 1º de Janeiro convida toda a população, (VIRGULA) a marcar presença e a usufruir duma tarde de magníficos acordes musicais.
Num jornal local."


Meus Senhores: acabem lá, de uma vez por todas, com estas vírgulas que são erros de palmatória porque separam o sujeito do predicado (como se dizia na minha altura. Agora é tudo sintagmas nominais e verbais, mas isso é o que menos interessa).

Uma VIRGULA NUNCA PODE SER USADA PARA SEPARAR O SUJEITO DA ACÇÃO que lhe está associada.
Por exemplo:
A banda convida. Sem virgulas.
O João vai a Coimbra. A Manuela está a brincar.
NÃO HÁ CÁ VIRGULAS NENHUMAS. POR AMOR DE DEUS!

Publicado por JoaoTilly em 09:48 AM

BLOGGER'S???
Cuidado com a língua!

Em tempos entretinha-me (e não "entertia-me", como alguns dizem!) a contar os erros que cada artigo dos jornais locais traziam escarrapachados nas suas páginas.
Mas eles eram tantos que rapidamente desisti.
Não se podia "auguentar", como diz um amigo meu.
Mas ultimamente tenho vindo a ser alertado por colegas meus, professores, para o facto de as crianças escreverem mal também porque vêem as palavras mal escritas nos jornais com demasiada frequência.
Não só. Nas televisões raro é o telejornal que não traga várias calinadas de se lhes tirar o chapéu. Então quando a notícia envolve números... estamos conversados. E para milhões verem e desaprenderem.
Por isso, sem me pretender armar em Edite Estrela, vou passar a debruçar-me um pouco mais sobre alguns erros crassos que, impressos, podem fazer escola junto da nossa juventude.
E, para que não se pense que isto é uma crítica a um jornal local ou outro, começo com uma notícia que vem nos dois:
O 3º "encontro de blogger's" que se vai realizar em Junho aqui pela Serra.
Isso mesmo.
Sem tirar nem pôr.
BLOGGER'S com apóstrofe e tudo.


Ora, a palavra blogger's, tal como está escrita no título da notícia, não faz qualquer sentido. Nem em português nem em inglês.

A ser "blogger's", tratar-se-ia do caso possessivo, em inglês, que significaria: "a casa do blogger".
Mas não é o caso. Aqui trata-se apenas do plural de blogger, que não pode, por isso, conter qualquer apóstrofe (que nem sequer existe no léxico português). Trata-se apenas do plural do anglicismo blogger (autor de um blog) - que não tem tradução ainda na nossa língua.
Deveria escrever-se, pois, "encontro de bloggers".

A colocação do apóstrofe antes do s indicia um pedantismo e um desconhecimento do mecanismo das duas línguas - o português e o inglês - no mínimo preocupantes.
E, como um jornal é um veículo de cultura, aqui fica o reparo para que tal calinada se não reproduza no futuro.
Bem sei que a asneira não é da autoria dos jornais, porque já vi isso escrito noutros locais, mas é da responsabilidade do director (caso haja!) a aprovação de textos de proveniência duvidosa sem a devida revisão.

Publicado por JoaoTilly em 09:33 AM

abril 09, 2009

vamos todos ter acesso aos processos de avaliação de todos os professores

Decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos

Violando claramente a Constituição da República Portuguesa no que se refere à confidencialidade e protecção de dados,
Informação sobre avaliação dos professores é de acesso público

A Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) analisou
uma queixa de um professor que reclamou o acesso ao processo de
avaliação de uma colega avaliada em 2007/08. O docente alegava que uma
vez terminada a avaliação do desempenho, este tipo de informação é de
livre acesso a qualquer cidadão. A CADA concorda. Os sindicatos falam
de “bomba ao retardador”.


Vai ser, no mínimo, surreal quando daqui a uns meses cada colega professor, cada encarregado de educação e cada aluno puder ter acesso na íntegra a tudo quanto cada professor colocar no seu portfolio e, em suma, a todo o seu processo de avaliação.
Vamos lá a saber porque é que um professor se considera melhor do que a média dos seus colegas (sim, porque há quotas e são públicas. Já estão publicadas nas escolas) para pedir um Muito Bom ou um Excelente!
Vai ser de morrer de rir!

A escola do professor bem alegou que o Estatuto da Carreira Docente
determina que o processo de avaliação dos professores é confidencial.
Mas um parecer da CADA a que o PÚBLICO teve acesso dá conta do
entendimento da comissão:
“A documentação da avaliação do
desempenho da referida docente “será acessível a qualquer pessoa e sem
restrições”.

Publicado por JoaoTilly em 12:40 AM

abril 01, 2009

Notícia que precisa de ser confirmada!...Demissão de Lurdes Rodrigues

Fonte bem informada mas que deseja guardar o anonimato revelou que entre hoje e amanhã a ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues vai apresentar a sua demissão.
Esta decisão que foi manifestada pela primeira vez o ano passado a José Sócrates, teve agora finalmente a sua concordância.
Segundo a mesma fonte de dentro do próprio ministério e que jurei não revelar sequer a sua condição profissional, acrescenta que se trata de tentar nestes últimos meses que restam antes das eleições, fazer esquecer um pouco a desgraça que foi o M.E. sob Lurdes Rodrigues para tentar capitalizar votos favoráveis de professores...

Publicado por JoaoTilly em 07:59 PM

março 23, 2009

O programa e.escola é um espectáculo!

No meio de tanta reunião, protocolo, milhões gastos em hardware e em escritórios de advogados, ninguem se lembrou do que pode acontecer se a máquina avariar!
Tão simples como isso.
Se o computador avariar ou for a placa de banda bem estreita que deixe de funcionar... ninguém resolve.

No caso abaixo o computador já vinha avariado.
No meu caso são as placas que, volta e meia, deixam de dar.
Passei horas em Portimão o ano passado a tentar resolver um problema com uma, substituiram-me o cartão 2 vezes, tudo sem sucesso. E agora já tenho a outra avariada.
É preciso ter duas, que é para haver probabilidade de uma delas estar a funcionar...
Os clientes de Seia com problemas nas placas TMN têm que se deslocar - imagine-se - a Viseu!
E à hora de expediente!

Publicado por JoaoTilly em 01:09 PM

março 22, 2009

"Directores" (porque ainda o não são) recusam tentar punir professores. Ninguem é maluco...

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Se eu percebo alguma coisa disto, aqui em Seia vai haver notícias em, pelo menos, uma escola. A não ser que seja verdade o que se diz e esse "director" já tenha elaborado os objectivos aos professores da escola há meses, mesmo antes de se falar dessa hipótese...
A ver vamos

Publicado por JoaoTilly em 09:17 AM

março 19, 2009

Tribunal diz que docentes não podem ser prejudicados

Foi ganha pelos sindicatos a primeira batalha jurídica contra o ministério: o tribunal aceitou uma das quatro providências cautelares contra a notificação dos professores pela não entrega de objectivos individuais. Fenprof diz que escolas vão ter de classificar mesmo quem só fizer auto-avaliação

Fica suspensa notificação feita a docentes do Norte

Os professores que foram notificados pelos conselhos executivos por não entregarem objectivos individuais não poderão ser prejudicados na sua carreira, como tem dito o Ministério da Educação (ME). E, no fim do ano, se entregarem ficha de auto-avaliação, terão de ser avaliados. A decisão do Tribunal Fiscal e Administrativo do Porto aplica-se a milhares de docentes do Sindicato de Professores do Norte, afecto à Fenprof, que viu ontem a Justiça acolher a sua providência cautelar. E, com isto, vence a primeira batalha jurídica numa guerra que dura há dois anos.

"A repercussão desta decisão é muito maior", sublinhou ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. A decisão é pontual e ainda não resume a acção principal entregue no tribunal, "mas os seus efeitos são nacionais", acrescenta. Até porque os professores não podem ser avaliados de modo diferente no País. Para Mário Nogueira "surgem agora sinais dos tribunais que mostram que as orientações dadas pelo ME não são correctas nem conformes". Curiosamente, "com a legislação aprovada pelo próprio Ministério", diz o dirigente sindical, referindo-se ao decreto que simplifica o modelo de avaliação e à informação veiculada pela Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação. Em Fevereiro, a DGRHE informou as escolas que os docentes seriam prejudicados se não entregassem objectivos.

Nesta acção apresentada no tribunal do Porto, o sindicato dava conta de várias situações em que os conselhos executivos notificaram os professores com esta fundamentação da DGRHE, avisando-os que seriam lesados por não terem apresentado objectivos. O tribunal suspendeu agora essas notificações, abrindo a porta para o que se passará no futuro. Se em Junho, mediante apresentação da ficha de auto-avaliação, for recusada a avaliação a estes docentes, os sindicatos prometem mais acções.

Além de suspender, cautelarmente, as notificações, a decisão judicial é vista pelos sindicatos como uma derrota do Governo. "A aceitação desta providência reforça a opinião dos professores de que a entrega dos objectivos não é determinante", diz.

Ontem foi conhecida também a posição do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa que analisou uma providência cautelar com casos de professores que não foram notificados mas temem que a não entrega de objectivos os venha a prejudicar. O tribunal não aceitou a providência, sublinhando que ainda não há elementos, mesmo indiciários, de que a conduta dos presidentes dos conselhos executivos - ao não notificar estes docentes - possa afectar os seus direitos. E diz que não se vislumbra qualquer fundado receio de que a conduta do professor possa ser lesiva. Os sindicatos aguardam a decisão de duas outras acções. Já o Ministério prefere não comentar.


http://dn.sapo.pt/2009/03/18/sociedade/tribunal_que_docentes_podem_prejudic.html

Publicado por JoaoTilly em 05:24 AM

março 18, 2009

TRIBUNAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA CAUTELAR
Ameaças de represálias e processos sobre os professores que não entregaram os objectivos são um bluff!!!

RESPOSTA DO M.E. SOBRE A NÃO ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS NÃO PASSA DE UM CONJUNTO DE EQUÍVOCOS

TRIBUNAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA CAUTELAR

Relativamente às dúvidas suscitadas em relação às consequências da não entrega de Objectivos Individuais pelos docentes, no âmbito da avaliação do desempenho, a resposta do Ministério da Educação ao Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares e, por esta via, à Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República não consegue sair da vulgaridade de outras respostas já antes divulgadas pela DGRHE/ME junto das escolas e assenta num conjunto de equívocos, que se lamentam. Resposta, aliás, contrariada pela própria Ministra quando, em entrevista recente, afirmou que eventuais penalizações ou inviabilização de avaliação seria algo a decidir pelas escolas, sacudindo, dessa forma, a água para capote alheio, o que é inaceitável. Se há responsabilidades pela confusão criada elas pertencem inteiramente ao ME, cabendo-lhe assumi-las em vez de as atribuir aos outros.
Na resposta que o ME fez chegar aos Deputados falta ainda, e era bom que não faltasse, um conjunto de esclarecimentos que, a serem referidos, faria ruir todo o castelo de argumentação ministerial.

A saber:
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais (OI) não é um dever profissional. Estes são apenas os que constam do artigo 10.º do ECD (Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro);
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não constitui uma fase do processo de avaliação. Estas são as que constam dos artigos 44.º e 15.º, respectivamente do ECD e do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro;
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não é obrigatória. Obrigatória é a auto-avaliação, conforme estabelece o n.º 2 do artigo 16.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro. Como, aliás, refere a DGRHE/ME em informação enviada às escolas, a apresentação de proposta de OI é uma “possibilidade”. Ou seja, um direito que, como tal, pode ou não ser exercido;
- Equívoca é, ainda, a utilização da expressão “fixação de objectivos individuais” e, principalmente, a falta de clarificação sobre quem tem competência para os fixar. De facto, tal competência não é do avaliado, mas do avaliador. O avaliado pode apresentar uma proposta de OI, mas compete ao avaliador fixá-los, podendo, para esse efeito, aceitar, ou não, os que são propostos. Foi, aliás, nesse sentido que a DGRHE/ME informou os presidentes dos conselhos executivos de que estes poderiam, se entendessem, fixar os OI de quem não tivesse apresentado qualquer proposta;
- Por fim, a FENPROF entende que o normal desenvolvimento do processo de avaliação não depende da existência de objectivos necessariamente fixados para cada docente, pois o artigo 8.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, já estabelece os “elementos de referência da avaliação”.
Equívoca, mal construída e tecnicamente incorrecta, a resposta do ME apenas confirma a confusão em que mergulhou, mais uma vez, o processo de avaliação imposto aos professores, razão que reforça a necessidade da sua suspensão imediata, sob pena de se acentuarem ainda mais os conflitos e a instabilidade que atinge as escolas.

TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA
CAUTELAR REQUERIDA PELA FENPROF;
TRIBUNAL ADMINISTRATIVO DE CÍRCULO DE LISBOA ADMITE QUE NÃO
PODERÃO RESULTAR PREJUÍZOS PARA OS PROFESSORES
O TAF do Norte aceitou a Providência Cautelar requerida pelo SPN/FENPROF e que assentava no facto de alguns professores terem sido notificados pelas suas escolas, devido à não apresentação de proposta de OI, sendo informados, através da notificação, que estariam impedidos de ser avaliados e/ou que seriam penalizados no seu desenvolvimento de carreira.
Já em Lisboa, a decisão do TAC foi outra, uma vez que, por opção jurídica, a situação apresentada pelo SPGL/FENPROF se referia, não a casos concretos de docentes já notificados, mas a uma situação de ausência de notificação, procurando prevenir, desde já, eventuais penalizações.
De acordo com a informação do TACL, ainda “não existem quaisquer elementos, mesmo indiciários, que a conduta do referido dirigente [não notificação do docente por parte do presidente do conselho executivo] venha a afectar os direitos do Requerente“ acrescentando que não se vislumbra “qualquer fundado receio de que a conduta do dito dirigente do Requerido possa vir a constituir-se lesiva”.
Portanto, também as posições já conhecidas dos tribunais, apesar de a decisão sobre as acções administrativas apresentadas não estar ainda tomada, parecem ir ao encontro da interpretação que a FENPROF faz e que as escolas e os professores têm vindo a fazer.
Mas, convém referir, a luta dos professores, atravessando, agora, esta fase mais jurídica, não vai no sentido de garantir o reconhecimento de que a avaliação pode ter lugar independentemente de terem ou não sido fixados objectivos individuais, mas no de suspender, este ano, o desqualificado modelo de avaliação imposto pelo ME e de o substituir, para o futuro, por um modelo formativo, coerente, adequado à função docente e capaz de ter relevância para o desempenho dos docentes e, dessa forma, para as aprendizagens dos alunos.

O Secretariado Nacional

Publicado por JoaoTilly em 12:16 AM

março 17, 2009

Escolas recusam-se a processar professores

Este país está podre.
A ministra, em desespero, remete agora para conselhos executivos o trabalho sujo. Aquilo que sabe não poder legalmente fazer.

Presidentes sentem-se confusos e reclamam orientações do Ministério
"O Ministério da Educação quer passar para as escolas a responsabilidade de punir os professores que não entreguem os Objectivo Individuais (OI) porque também não encontra respostas" para este problema. É assim que Rosário Gama, presidente da Escola Infanta Dona Maria, em Coimbra, interpreta as afirmações da ministra sobre caber às escolas decidir que sanções aplicar a quem não cumprir esta fase do processo. Mas se a responsabilidade recair sobre as escolas, uma coisa é certa: muitas não encontram base na lei para punir os docentes.

Em entrevista ao Jornal de Notícias, a governante disse que "pode ou não haver penalizações" e que "isso será com cada escola". Para os presidentes dos conselhos executivos contactados pelo DN, é da competência dos estabelecimentos de ensino instaurar os processos disciplinares mas cabe ao Ministério esclarecer se há razões para o fazer. Muitas escolas entendem que não e outras continuam à espera que a tutela esclareça este tema polémico.

"O ónus dessa decisão não pode ficar nos ombros mais ou menos espadaúdos de quem exerce o poder nas escolas. Uma das nossas responsabilidades é cumprir a lei, mas a lei tem de ser clara. Convinha que não sentíssemos que andamos a fazer o trabalho sujo", diz Isabel Le Gué, porta-voz de um grupo de presidentes de escolas que contestam a avaliação. As palavras de Maria de Lurdes Rodrigues deixaram-na perplexa. "Estas questões são tão determinantes na carreira dos professores que não podem ser decididas por cada escola", reforça.

Ou seja, "não é justo para os professores umas escolas procederem de uma maneira e outras de outra", salienta Eduarda Carvalho, a presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares. Aliás, só o risco de não ser avaliado já é uma penalização enorme, uma vez que implica não progredir na carreira, lembra.

Na sua escola, tal como na Infanta Dona Maria e nas 212 - onde foi assumido que a entrega dos OI não é necessária -, não se tenciona punir nenhum professor por não entregá--los. Nestes casos, os conselhos executivos assumiram que os objectivos do projecto educativo da escola e do plano anual de actividades podem nortear a avaliação. Assim, só é necessário que os docentes façam a auto-avaliação no final do ano.

Por outro lado, as palavras da ministra só contribuíram para confundir mais os responsáveis que ainda estão à espera de respostas, como Fernando Mota, da secundária de Pombal. "Com que base jurídica é que vou penalizar os professores que não entregaram os OI? Se o ministério não é capaz de dar uma resposta clara relativamente a isso, não somos nós que vamos dar", diz.

Também Jorge Jerónimo, da secundária de D. Duarte, em Coimbra, onde só cinco docentes entregaram os OI, continua à espera de resposta à pergunta "o que é que acontece aos professores que não o fizeram?"

Isto bateu no fundo.
A verdade é só uma:
A ministra está completamente às aranhas e recorre agora a quem aumentou extraordinariamente há poucos meses na esperança de que esses seus apaniguados lhe resolvam o problema.
Perguntava-me um colega, ontem:
«Se eu estivesse a dar aulas na melhor escola pública do país (Coimbra) nada me acontecia porque o executivo já informou que não há nada na lei que possa ser usado contra quem não entregou objectivos.
Como estou numa das piores o que é que me vai acontecer?

E eu respondi:
Num país destes eu já espero tudo.
Até pena de prisão.
Espero que alguém me vá lá levar um maço de tabaco aos domingos...

Publicado por JoaoTilly em 07:44 AM

março 08, 2009

Professores continuam em luta

Pelo menos estes 10 mil.
Os outros 130 mil claudicaram, pelos vistos...

Publicado por JoaoTilly em 12:09 PM

Trabalhos de casa por encomenda!



O melhor de tudo é os alunos tugas a lamentarem-se que tenha que se pagar...
«A pagar, não! Se não se pagasse... claro!»
E as moças: «é um bocadinho anti-pedagógico!...»
Acham mesmo, meninas??
Náááá!!!!

O cromo do repórter iluiminado diz, no fim da peça, que afinal aquilo não serve de nada porque o site não pode fazer os exames.
É que é bruto!
Se os alunos já levam altas médias com trabalhos feitos por outrem, depois nos exames precisam de muito menos classificação para passarem ou fazerem a disciplina.
Daaaah, reporterzinho tuga!

Publicado por JoaoTilly em 09:10 AM

março 05, 2009

Não entrega de objectivos individuais:
Ministra vai ter que dizer a verdade no Parlamento

Para esclarecer consequências da não entrega de objectivos individuais
Ministra da Educação chamada ao Parlamento.

A Ministra da Educação vai ter de prestar explicações na Comissão de Educação e Ciência (CEC) da Assembleia da República sobre as consequências para os professores da não entrega dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho.

O PSD propôs hoje à comissão que Maria de Lurdes Rodrigues seja chamada e já fez saber que se o PS inviabilizar esse pedido a presença da ministra será imposta, através do agendamento potestativo. Terça-feira a CEC volta a reunir e nessa altura saber-se-á qual a posição do PS.

O anúncio, feito pelo deputado do PSD Pedro Duarte, surgiu durante a audição na CEC de representantes de movimentos independentes de professores e de 212 presidentes de conselhos executivos, que apelaram a uma clarificação por parte do Governo. 'Neste momento está instalada a arbitrariedade nas escolas', denunciou Octávio Gonçalves, do movimento Promova.

A 17 de Fevereiro, a CEC deliberou, por unanimidade, questionar por escrito a ministra sobre as consequências legais e disciplinares da não entrega dos objectivos, mas até ontem a resposta não tinha chegado. António José Seguro, presidente da CEC, explicou que 'o prazo regimental é de 30 dias' com Pedro Duarte a considerar a demora 'inaceitável num Estado de Direito Democrático'. 'Devia responder em duas horas. Ou a ministra não sabe a resposta ou sabe e não diz para manter a ameaça no ar', disse o deputado social-democrata, considerando que 'está instalado nas escolas um clima de pântano em que não se sabe a regras do jogo'. Duarte revelou que 'nestes quatro anos nunca o PSD teve uma reunião com o Ministério da Educação', considerando que 'seria positivo haver consensos em matérias que mexem com a vida de muita gente como o Estatuto da Carreira Docente': 'Se o PSD ganhar as eleições terá de alterar o estatuto e depois vem o PS e muda outra vez, uma matéria não pode andar ao sabor da alternância política'.

Contactado pelo CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, garantiu que a pergunta 'será respondida dentro do prazo'.

Recorde-se que dia 3 de Fevereiro Lurdes Rodrigues esteve na CEC mas escusou-se sempre a responder aos deputados e aos jornalistas sobre as consequências da não entrega dos objectivos, afirmando apenas que 'as consequências estão estabelecidas nos decretos-lei e decretos-regulamentares'.

Para Isabel Legué, presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, 'quando a lei é clara não temos dúvidas mas as ambiguidades e omissões desta dão azo a todo o tipo de aplicações diferentes'.

Os movimentos de professores (APEDE, MUP e Promova) apelaram ainda aos deputados para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta e sucessiva da constitucionalidade dos decretos que regulam a avaliação de desempenho, mas nenhum dos partidos se comprometeu nesse sentido. Ricardo Silva (APEDE) pediu ainda para o Governo esclarecer o que sucede a quem não entrega a ficha de auto-avaliação, fase posterior do processo. 'Eu e outros colegas estamos dispostos a resistir até ao limite. Já me congelaram três anos e estou disposto a perder mais dois mas quero saber se posso ser despedido por não fazer a auto-avaliação', disse.

O deputado do PS Luís Fagundes Duarte admitiu que há problemas com o modelo de avaliação. 'Embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem', disse.

Publicado por JoaoTilly em 09:33 PM

março 03, 2009

96% das crianças de 5 anos já frequentam a pré-escola
Sócrates promete aquilo que já existe!

96% das crianças de 5 anos já frequentam a pré-escola. Sócrates promete aquilo que já existe

José Sócrates prometeu, no domingo, no final do congresso do PS, estender a obrigatoriedade da frequência da pré-escola a todas as crianças de 5 anos de idade.

Os dados da Inspecção Geral da Educação (2007/08) indicam que 96% das crianças de 5 anos de idade já frequentam o jardim-de-infância. Apenas 4% das crianças de 5 anos ficam de fora da pré-escola.

Onde existem problemas de acesso é no atendimento das crianças de 3 anos de idade e nas creches. 23% das crianças de 3 anos ficam de fora porque a prioridade vai para as crianças de 4 e 5 anos de idade. E as creches só dão cobertura a 35% das crianças com idades compreendidas entre os 3 meses e os 3 anos de idade.

Portugal tem, actualmente, uma das taxas mais elevadas de frequência da pré-escola, nos 4 e 5 anos de idade, de toda a União Europeia. Há, no entanto, dificuldade no acesso às creches (3 meses aos 3 anos de idade). Embora o primeiro-ministro tenha lançado um programa para apoiar a construção de creches, a cargo de instituições de solidariedade social, com financiamento estatal de 50%, pouco ainda foi realizado.
www.profblog.org/2009/03/96-das-criancas-de-5-anos-ja-frequentam.html

Publicado por JoaoTilly em 07:06 PM

Os erros de escrita da Directora Regional da Educação do Norte

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"A directora regional de Educação do Norte tornou-se conhecida por ter instaurado (a um professor) um processo disciplinar de contornos políticos.
Não contente com isso, que já é demais em qualquer país decente, avisou que coleccionava jornais e blogues que a criticassem, certamente para perseguir os seus autores.

Pode bem fazê-lo: circulam pela net algumas das suas maiores pérolas ortográficas e sintácticas, de bradar aos céus.
Por menos do que isso pode negar-se emprego a muita gente.
O problema é que esses erros graves de Português em documentos oficiais são dados por uma responsável do Ministério da Educação. Que confiança podemos ter num Ministério que mantém no seu posto uma chefe de serviços que atropela a Língua Portuguesa em documentos que levam o seu selo? Nenhuma."

Francisco José Viegas, escritor no CM
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentid=6E7B128B-9148-4344-99F3-750D62BAAED2

E MAIS ESTA:

"Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.
Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como:

"Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável";

ou:

"a sua [da escola] missão de processos de socialização";

ou:
"razão central porque",

e por aí fora....

Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece.
Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar."

Manuel António Pina no J.N.

Publicado por JoaoTilly em 05:49 PM

fevereiro 27, 2009

FENPROF interpõe primeira providência cautelar

FENPROF interpõe primeira providência cautelar
referente à avaliação do desempenho


A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa,
entrega esta sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa,
a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos.

Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.
O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado "limite", qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.
Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes.


O Secretariado Nacional da FENPROF
26/02/2009

Publicado por JoaoTilly em 08:23 AM

fevereiro 22, 2009

DREN obriga professores a desfilar no Carnaval!!!

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A NOTÍCIA...
Paredes de Coura
Professores de luto, amordaçados e acorrentados por «serem obrigados» a desfile de Carnaval
Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura participaram hoje no desfile de Carnaval vestidos de preto, amordaçados e acorrentados, que consideram como «forma de protesto» por terem sido obrigados pela DREN a promover aquela actividade.

«Vou mascarada de presidente do Conselho Executivo, ou seja, amordaçada e acorrentada, sem qualquer autoridade e muitas vezes até sem poder falar» , disse a responsável do agrupamento.

Cecília Terleira falava antes de pôr uma mordaça preta na boca, que manteve ao longo do desfile carnavalesco.

Desfilou ainda com as mãos acorrentadas, acompanhada dos restantes professores, todos igualmente trajados de negro e alguns também acorrentados e amordaçados.

Os professores afirmaram que participam neste desfile porque foram «obrigados» pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

«Vamos contrariados e desmoralizados, mas vamos, porque fomos obrigados a ir por uma determinação da directora regional» , afirmou Cecília Terleira.

Os professores daquele agrupamento tinham decidido, em Conselho Pedagógico, cancelar o desfile de Carnaval, alegando falta de tempo para o preparar.

Os docentes queixam-se de estarem «atafulhados» de trabalho, com os processos de eleição do Conselho Geral e do director do agrupamento, as provas assistidas e a avaliação do desempenho, e ainda as provas de aferição e exames nacionais.

No entanto, a Associação de Pais do agrupamento já se tinha insurgido contra o cancelamento do desfile e chegou mesmo a ameaçar com manifestações públicas de protesto, considerando que os professores estavam a usar os alunos como «armas de arremesso» contra o Ministério da Educação, por causa do processo de avaliação de desempenho.

Terça-feira, a directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, determinou, através de um e-mail, a realização do desfile.

«Determino o cumprimento das actividades com os alunos previstas para esta época» , refere o e-mail.

Por isso, os professores desfilaram hoje com a palavra «determino» nas costas e com cartazes com a frase «De luto mas em luta».

«Os professores preferiram ceder à determinação da DREN do que colocar em causa o meu lugar de presidente do Conselho Executivo. Por isso, embora completamente contrariados, cá estamos todos a 'festejar' o Carnaval» , afirmou Cecília Terleira.

Durante os últimos dias, Cecília Terleira tinha sido «proibida de falar» à comunicação social sobre esta polémica.

A Lusa tentou ouvir Margarida Moreira sobre este assunto, mas sem sucesso até ao momento.



A mim, para além deste tipo de repressão apalhaçada - a que já estamos habituados - que invadiu o ensino e a escola portuguesa, surpreende-me a iliteracia desta Directora Geral.
Escreve como um analfabeto funcional. Pelo menos, se não escreve, assina os textos...
Já não é a primeira vez que se encontram plasmados na net textos da autoria desta senhora que são verdadeiros hinos à degradação da escrita.
Em apenas dois parágrafos, a mulher comete 3 erros de palmatória.
Ambas as frases se quedam sem sentido.
No último, a senhora escreve o contrário do que, obviamente, pretende dizer.
Em vez de ser a escola que prestigia a sociedade, é a sociedade que prestigia a escola!
Uma incrível subversão, apesar disso não tão grande como o facto de se colocar uma senhora com este nível cultural e de desempenho da Língua a dirigir o ensino na Região Norte.


Enfim: este governo prova a cada passo que a máxima «cada país tem o que merece» faz realmente todo o sentido.

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Publicado por JoaoTilly em 09:48 AM

fevereiro 20, 2009

Professor selvaticamente agredido... e um manto de silêncio se abate sobre o caso




Ninguém presta declarações por ordem da DREN.
No Portogallo que se aproxima a passos largos quem não andar com uma fusca no bolso do casaco está tramado...

Publicado por JoaoTilly em 02:26 AM | Comentários (0)

fevereiro 10, 2009

E vale a pena ser professor?

Editorial do ENSINO MAGAZINE (Dez.2008)
www.ensino.eu


E vale a pena ser professor?
Claro que vale. E muito! Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor.

Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua actividade profissional.

Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio.

De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem-postos no presente e os olhos bem focados no futuro.

Ser professor obriga a não ter geração.
Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira.
É pai, mãe e espírito santo.
E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública.
Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa.

O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e dos saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.

O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua auto-estima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.

O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas lectivas.

Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.

Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoira e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização.

Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem-estar e à busca do desenvolvimento pessoal.

Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.

Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incomensurável. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.

Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.

Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos para que possam ultrapassar com sucesso este desafio, esta dura prova a que todos os dias se têm visto sujeitos e para que possam ver ficar pelo caminho as políticas e os políticos que os quiseram humilhar.


João Ruivo
ruivo@rvj.pt

Publicado por JoaoTilly em 09:38 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2009

COMUNICADO FINAL DO ENCONTRO DE PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS, NO DIA 7 DE FEVEREIRO, EM COIMBRA

COMUNICADO FINAL DO ENCONTRO DE PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS, NO DIA 7 DE FEVEREIRO, EM COIMBRA


Os 212 Presidentes de Conselho Executivo reunidos em Coimbra, consideram que a base do desempenho das suas funções se rege por princípios de gestão democrática da actividade educativa das escolas. Não estando em causa a ofensa do quadro legal em vigor, sublinha-se, porém, que o cumprimento de tal dever não exclui, antes implica, a assunção do dever cívico de garantir o bom funcionamento das Escolas no cumprimento de projectos educativos destinados à melhoria das aprendizagens dos alunos.

O espírito que tem vindo a presidir à iniciativa de encontro de Presidentes de Conselho Executivo é o de, na observância dos princípios de responsabilidade institucional, transmitirem ao Ministério da Educação:

· a convicção de que este modelo de avaliação é um mau instrumento de gestão.

· a convicção de que este modelo não contribui para a melhoria do desempenho da escola pública naquela que é a sua finalidade: garantir a qualidade do ensino.

· que a insistência na aplicação do actual modelo não teve em conta e prejudica a construção de uma ferramenta de avaliação do desempenho docente justa, séria e credível, parecendo ignorar os sinais de preocupação e empenho continuadamente transmitidos pelas escolas, nomeadamente, em reuniões com o Ministério da Educação e documentos enviados pelas mesmas.

· Que as sucessivas adaptações introduzidas no modelo de avaliação, não correspondendo ao acima expresso, promoveram - sob a forma de recomendações e documentos avulso - factores de perturbação da vida nas Escolas, descentrando a atenção dos docentes daquela que é a sua tarefa principal.

· que tal insistência - desvalorizadora das diversas tomadas de posição dos docentes no uso das garantias de participação e protesto inerentes ao funcionamento do regime democrático - parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento de um calendário.


Estas preocupações, transmitidas à Sra. Ministra da Educação em audiência do passado dia 15 de Janeiro, não se alteraram e têm vindo a ser confirmadas, não se tendo dissipado o clima de instabilidade vivido nas Escolas, antes o agudizando.

Assim, é entendimento dos presentes que em relação às questões que envolvem a entrega dos OI, importa sublinhar que:

· na legislação publicada, não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos mesmos pelos docentes, nem à sua fixação pelo Presidente do Conselho Executivo;

· os objectivos constantes no projecto educativo e no plano anual de actividades da Escola são referência adequada, em si mesmos, à avaliação de desempenho docente.


De igual modo, os presentes consideram fundamental dar continuidade ao desenvolvimento de um trabalho reflexivo e compreensivo sobre as questões essenciais da educação, da função da Escola Pública e da Carreira Docente.

Neste sentido exortam os demais Presidentes de Conselho Executivo do país a associarem-se a esta reflexão.

Este plenário reitera a posição anteriormente assumida, em Santarém, e transmitida à Sra. Ministra da Educação, no sentido da suspensão do actual modelo de avaliação como condição essencial para a defesa inequívoca da Escola Pública e da qualidade do ensino.

Publicado por JoaoTilly em 11:10 PM | Comentários (0)

Presidentes de conselhos executivos insistem na suspensão da avaliação de professores

Os dirigentes das escolas asseguraram aos docentes que não são obrigados a apresentar os objectivos individuais

Quando, depois de longas horas de discussão, 212 presidentes de conselhos executivos de escolas de todo o país saíram do auditório da Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, para reiterar o pedido de suspensão do actual modelo de avaliação de professores, só uns dez se dirigiram aos respectivos automóveis. A maior parte posicionou-se em frente ao edifício, num longo friso em forma de meia-lua, desenhado para as câmaras da TV. "É para a ministra ver que somos mesmo muitos. Quase mais cem do que há um mês!", explicou um deles, antes de uma colega insistir em que o movimento de contestação "está a crescer".

A noite caíra há muito, os jornalistas davam sinais de inquietação à medida que se aproximava a hora dos noticiários das televisões e os presidentes dos conselhos que compunham a moldura batiam os pés, enregelados. "Vá, avança!", incentivou Pedro Araújo, da secundária de Felgueiras, dando um ligeiro empurrão a Isabel Le Gué, da Rainha D. Amélia, de Lisboa.
A porta-voz fora escolhida no último minuto, para ler um documento duro em relação ao Governo, mas que ainda estava entalado na impressora. E ninguém tentava disfarçar a desorganização de um movimento que nasceu e cresceu de forma espontânea. "Isso está explícito no documento que infelizmente não estou a ler", chegou a soltar Isabel Le Guê, em resposta a uma pergunta. Atrás, os colegas atrapalhavam a conferência de imprensa, pontuando as declarações da porta-voz com ruidosas salvas de palmas.
A presidente da escola da Rainha D. Amélia não terá utilizado palavras tão duras como as do texto da moção. Nela, os PCE dizem, claramente, que "a insistência" do Governo na aplicação de um modelo de avaliação "cujas adaptações têm constituído factores de perturbação nas escolas" "parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento do calendário". E desmentem o Ministério da Educação, que através da Internet se terá referido à apresentação dos objectivos individuais, por parte dos professores, como a primeira fase da avaliação.
"Relativamente aos objectivos, lembramos que não há normativos legais que obriguem à sua apresentação e por isso consideramos não haver razão para alarme", disse Isabel Le Guê.
Depois, acrescentou que "o importante é que os professores percebam que são livres e que não se sintam coagidos a tomar uma decisão". "Há coacção, às vezes subliminar", disse a porta-voz. Ao seu lado, Ana Pereira, presidente do conselho executivo da Escola de Paço Sousa, precisou: "Nas escolas há medo e, principalmente, angústia. Medo das consequências, por parte dos que não entregaram os objectivos. E angústia - de uns por terem entregado e de outros por não o terem feito".
Ao contrário do que aconteceu no primeiro encontro, em que participaram 128 presidentes, a possibilidade de demissão em bloco não dominou a discussão. "Não nos demitimos de continuarmos a ter voz. É uma voz pequena, mas está a crescer", avisou Isabel Le Gué.
Dentro da sala, o apelo foi mais claro. Se em Santarém o desafio tinha sido chamar "mais colegas" - "para aumentar a capacidade de revindicação" - agora a aposta é que cada um dos 212 leve ao próximo encontro, ainda sem data marcada, "pelo menos mais dois representantes de outras escolas".
Em Lisboa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, mostrou ter uma percepção diferente do que se passa nas cerca de 1200 escolas e agrupamentos do país. "Está tudo a correr com normalidade. Com dificuldades, mas com normalidade", disse à Agência Lusa, referindo-se à avaliação.

Publicado por JoaoTilly em 12:24 AM | Comentários (0)

janeiro 29, 2009

No Algarve, Professores pedem todos EXCELENTE!

É com muita satisfação que recebo a notícia que os professores continuam a lutar, por esse país fora, contra esta indignidade que o ME quer impor aos portugueses.
Aqui em Seia, infelizmente, a luta não é generalizada.
Muitos professores, aterrorizados com medo da ministra, quebraram totalmente, aceitando entregar os objectivos e pactuando assim com aquilo em que não acreditam.
Mas no Algarve, por exemplo, um familiar meu - avaliador - aconselhou todos os colegas a avaliar a pedirem o Excelente e é isso que está a acontecer em todas as escolas.
E objectivos? Ninguém entregou.

Ainda há professores corajosos de Norte a Sul do país.
Não são todos, é certo, mas ainda os há. E são dezenas de milhares.
Só por aqui, por este interior esquecido e ostracizado, é que o medo se sobrepõe aos demais valores de Cidadania e de Resistência Cívica.

Paciência. Como sempre, metade dos professores lutam pela valorização das suas carreiras, pela dignificação da Escola e contra o plano de desmantelamento dessa mesma Escola pública, plano esse que é infelizmente apoiado, na prática, pela outra metade de professores que, embora partilhando dos mesmos valores, acaba por soçobrar ao medo.

O medo é, de facto, a maior das "virtudes" dos portugueses.
Tudo o que fazem é com medo do que aconteceria se o não fizessem.
É o medo que, de facto, comanda a vida de milhões de portugueses, nos mais pequenos actos do dia a dia.
O exemplo mais caricato é o de se dar uma moeda a um arrumador com medo que lhe risque o carro.

Um país de gente medrosa e demitida dos seus Direitos é um país que não se afirma em plano nenhum. Nem sei se merece ser levado a sério, lá fora.

Lamento profundamente que assim seja.

Publicado por JoaoTilly em 09:07 AM | Comentários (2)

Camões - Soneto à sinistra

Soneto à sinistra

Alma mesquinha e vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.

Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.

Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:

Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!


Vieira

Publicado por JoaoTilly em 01:05 AM | Comentários (2)

janeiro 28, 2009

O Relatório dito da OCDE foi encomendado e pago pelo Governo.

Mais uma manobra do propagandista-mor da República!

Chamo a atenção para o equívoco que a Comunicação Social tem divulgado.
O estudo não é da OCDE.
É desenvolvido por um grupo de peritos "liderado por Peter Matthews" e segue os critérios ("metodologia e abordagem") da OCDE.
E foi solicitado pelo ME, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de independentes (para quê referir expressamente "independentes"?!).
E baseia-se nas informações fornecidas pelo ME. Tudo isto se lê na página derosto do ME, de que transcrevo o seguinte: "Solicitado pelo Ministério da Educação (ME), este estudo corresponde a uma avaliação intermédia, realizada durante a fase de implementação das reformas, com o objectivo de verificar se as medidas desenvolvidas estão a atingir os resultados previstos e se as estratégias adoptadas devem ser ajustadas em função da experiência. Liderada pelo professor Peter Matthews, esta avaliação seguiu a metodologia e a abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros, ao longo dos anos, com resultados positivos".
Abílio Carvalho.

Já agora, quanto é que pagaram à equipa de Peter Mattews?
Eu conheço a forma de trabalhar dos peritos internacionais.
Actuam em rede e juntam-se por afinidades intelectuais e políticas. Oferecem os seus serviços aos Governos e às Organizações Internacionais Globalistas, como a OCDE.
Regra geral, fazem-se pagar muito bem: no mínimo 25000 euros por mês de trabalho.
Se o pagamento for feito à totalidade do relatório, o montante pode chegar a muitas dezenas de milhares de euros.
A metodologia é a habitual: o Gabinete da Ministra tem um "oficial" de ligação que fornece aos peritos toda a informação; os peritos fazem duas ou três deslocações curtas a Portugal para entrevistarem pessoal de topo do ME, os coordenadores dos programas e dirigentes da IGE e é tudo.
Depois, é só escrever o Relatório. Regra geral, não há lugar para observações prolongadas nas escolas nem a entrevistas a professores, alunos e pais.
Logo que consiga ter acesso à metodologia do Relatório, analisarei, em concreto, os procedimentos da equipa liderada por Peter Mattews.
Aposto que não foi muito diferente da que aqui relatei.

Reparem nesta conclusão do Relatório:
"A alteração das regras de gestão das escolas, designadamente no que respeita à eleição do director, é encarada de forma positiva, na medida em que permite uma escolha baseada no mérito profissional dos candidatos."
(Fonte: ME).
Então, os peritos internacionais "independentes" pagos pelo Governo de José Sócrates não sabem que os actuais PCEs já têm formação especializada em gestão escolar?
E que os novos directores até podem não ter a categoria de titulares?
Para quem diz que a categoria de titular serve para distinguir o mérito e diferenciar os professores, há aqui qualquer coisa que não bate certo!

in Profavaliação

Publicado por JoaoTilly em 09:31 AM | Comentários (1)

janeiro 23, 2009

ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…

Dada a quantidade de mensagens de professores angustiados com as pressões dos Conselhos Executivos e hesitantes quanto ao que devem fazer, e porque o tempo urge, envio estas considerações, que são, por enquanto, da minha exclusiva responsabilidade, agradecendo, desde já, a sua massiva divulgação.

ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…

· Significa aceitar que, no próximo ano lectivo, o modelo de avaliação imposto pelo ME se aplicará na sua versão integral.

· Significa conformar-se com a existência de titulares e de quotas.

· Significa colaborar na degradação da escola e da profissão docente.

· Significa desperdiçar toda a força acumulada nas grandiosas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro e nas extraordinárias greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro.


Rejeitar o Modelo de Avaliação do ME e continuar a contestação passa por:

NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS.
Mesmo correndo riscos, eles serão sempre insignificantes se comparados aos prejuízos provocados pela aplicação deste modelo, sobretudo tendo em conta que, neste caso, o risco será sempre muito limitado, porque:

· A entrega dos objectivos não tem carácter obrigatório, portanto, não dá lugar a qualquer sanção disciplinar.

· A não entrega dos objectivos não impede a continuação do processo de avaliação, já que a auto-avaliação é a primeira fase do processo, realizar-se-á no fim do presente ano lectivo e, apesar de ser meramente consultiva, é considerada um dever, tenha ou não se tenha apresentado objectivos.

· Os parâmetros da ficha do Presidente podem ser pontuados com ou sem objectivos definidos.

· A avaliação não terá qualquer efeito nos concursos para o próximo ano lectivo.

· As classificações inferiores a Bom, obtidas este ano, poderão ser corrigidas por uma avaliação extraordinária a realizar no ano seguinte.

Mesmo que assim não fosse, as consequências do não cumprimento da lei são sempre inversamente proporcionais ao número dos que não a cumprem.
140 mil processos disciplinares parariam o país mais rapidamente que o terramoto de 1755…


Por isso, a questão central, neste momento, é a seguinte:
VAMOS BAIXAR A CABEÇA E DEIXAR RUIR O QUE CONSTRUÍMOS, TÃO DURAMENTE?


Não, Obrigado!

Os professores com P grande e titulares em matéria de ética profissional vão mostrar a este governo intransigente e obstipado que a dignidade não tem preço.

Nota final:

Nas escolas onde não for possível aprovar esta posição, isso não impede os colegas em minoria de afixar na sala de professores uma Declaração de não entrega de objectivos.

A contabilidade da não participação neste modelo injusto far-se-á, não só pelo número de escolas, mas também pelo número de professores de todo o país.


Faria Pinto
SPN

Publicado por JoaoTilly em 01:43 AM | Comentários (0)

ESCOLAS SUSPENDEM E RECUSAM-SE A ENTREGAR OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

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Na Região Centro,

Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas (Oliveira do Hospital)
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Agrupamento de Escolas da Caranguejeira (Leiria)
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Anadia
Agrupamento de Escolas de Buarcos (Figueira da Foz)
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
Agrupamento de Escolas de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Paúl-Entre Ribeiras (Castelo Branco)
Agrupamento de Escolas da Pedrulha (Coimbra)
Agrupamento de Escolas de Penacova
Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda
Agrupamento de Escolas de S. Silvestre, Coimbra
Agrupamento de Escolas da Sé (Lamego)
Agrupamento de Escolas da Sequeira, Guarda
Agrupamento de Escolas de Tabuaço
Agrupamento de Escolas de Tondela
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas do Caramulo (Tondela)
Agrupamento de Escolas do Paião (Figueira da Foz)
Agrupamento de Escolas Entre-Ribeiras (Paúl)
Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento de Escolas Inês de Castro, Coimbra
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas José Saraiva (Leiria)
Agrupamento de Escolas Maria Alice Gouveia (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Martim de Freitas (Coimbra)
Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal (Pombal)
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral (Belmonte)
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches (Penamacor)
Agrupamento de Escolas Serra da Gardunha
Escola Básica Integrada do Senhor da Serra (Miranda do Corvo)
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Cristina Torres da Figueira da Foz
Escola Secundária c/ 3.º Ciclo D. Dinis (Coimbra)
Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Carregal do Sal
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Fernando Namora (Condeixa-a-Nova)
Escola Secundária c/ 3.º Ciclo Quinta das Palmeiras (Covilhã)
Escola Secundária de Arganil (Coimbra)
Escola Secundária de Mortágua
Escola Secundária Emídio Navarro (Viseu)
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Escola Secundária Homem Cristo (Aveiro)
Escola Secundária Infanta Dona Maria (Coimbra)
Escola Secundária José Falcão (Coimbra)
Escola Secundária Quinta das Flores (Coimbra)

A luta decide-se nas Escolas! Os Professores não desarmam!

Ver posições das escolas em
http://www.sprc.pt/default.aspx?id_pagina=657

Publicado por JoaoTilly em 12:57 AM | Comentários (0)

janeiro 22, 2009

Greve às aulas assistidas

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As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fez chegar nos prazos legalmnte instituídos, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).

Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os professores e educadores continuam a rejeitá-lo.
Poderão alguns docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.
Esta, como outras formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão continuam a exigir.
A Plataforma Sindical dos Professores

Publicado por JoaoTilly em 03:52 PM | Comentários (0)

NAO ENTREGAR OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

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Quais as consequências legais e/ou de carácter administrativo da não entrega de objectivos individuais por parte dos docentes? (Questão colocada por escrito por 20 professores)

De: meducacao@min-edu.pt

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,

Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:

O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução
da carreira docente.

No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.

Com os melhores cumprimentos

DGRHE


Este documento (esclarecimento do ME) vem confirmar o que os Sindicatos da FENPROF sempre disseram, baseados nos seus Gabinetes Jurídicos. Se repararmos, mesmo quanto à fixação dos objectivos individuais pelos PCE, tal não é obrigatório, como é óbvio. A resposta proveniente do ME/DGRHE refere PODERÁ e não DEVERÁ.
Fica, como não podia deixar de ser, à mercê da consciência do PCE/Director. Daí a importância de declararmos a suspensão do processo, escola a escola, agrupamento a agrupamento, com a não entrega dos objectivos individuais. Assumimos a nossa determinação e apoiamo-nos na nossa unidade.
Dificulta a vida a quem quer quebrá-la.

Bom Trabalho. A Luta Continua!

Nota importante: se na tua escola ainda não suspenderam a avaliação, querem fazê-lo e precisam de apoio para a elaboração de um texto que seja coerente com as posições já assumidas, não hesites e contacta o SPRC/FENPROF.

Publicado por JoaoTilly em 03:28 PM | Comentários (0)

janeiro 21, 2009

Movimentos criticam silêncio do Presidente perante "tamanha crise"

O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento.
Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.

"Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo", disse ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos. O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas.

"O problema é demasiado grave e não tem a ver apenas com os professores. O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos", acrescenta o líder do MUP, afirmando que, entre professores, já circulam expressões do tipo: "vota à direita ou à esquerda, mas não votes PS".

Publicado por JoaoTilly em 11:57 AM | Comentários (1)

Rescaldo da greve

Um dia depois da greve, movimentos independentes e sindicatos convergem na avaliação da situação: há mais professores unidos contra as políticas do Governo e escolas a preparem reuniões gerais para tomar decisões. "As escolas readquiriram parte da determinação que tinham perdido", diz Ilídio Trindade. Mário Machaqueiro acrescenta que este "ânimo" poderá levar à adesão a greves mais prolongadas se a posição do ME não mudar.

Apesar da leitura optimista, movimentos e plataforma reconhecem que o processo está a avançar nalgumas escolas e que há professores que, mesmo fazendo greve, estão a ser coniventes com o sistema, tendo já aulas assistidas e objectivos individuais entregues.
"Se isso acontece ainda é mais grave. É sinal de que não o fazem de sua livre vontade e acordo mas porque são alvos de pressões e ameaças", afirma Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma sindical.

O combate à avaliação entrou ontem numa nova fase, com o início da greve dos avaliadores ao processo de avaliação do desempenho.

Publicado por JoaoTilly em 11:55 AM | Comentários (0)

PONHAM AQUI OS OLHOS, SRs PROFESSORES!

Ultimamente, e por falta de tempo, o meu repúdio a este Governo, sobretudo a este ME, tem sido mais praticado do que escrito. Pratico (faço todas as greves, ignoro por completo qualquer acto relacionado com esta fantochada de avaliação e prefiro dedicar-me à minha escola e aos meus alunos) porque não tenho MEDO. No dia que eu tiver medo de um Governo do meu País, suicido-me!

É exactamente pela tristeza que sinto de ver muitos colegas perderem o fôlego nesta luta, por manifesto medo (até de serem exonerados, eu já ouvi!) que resolvi aqui publicar um texto sublime de uma colega de Barcelos!

Ponham-lhe os olhos! Meditem nele! Acreditem que não podemos deixar-nos vencer pelo medo! E como diz Barack Obama: «yes, we can!!!»


«Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas. O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação, tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? Fizeram como a avestruz?
Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.
Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.
Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.
Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.
Hoje dei mais um passo em frente… não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por “parir” um rato.Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah! e já não tenho marido.
Quando ouço alguns colegas que desabafam “Ai, eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado”… Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.
Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.
Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!»

(Escola Secundária de Barcelos)


postado por Paulo Carvalho
http://paulocarvalhoeducacao.wordpress.com/2009/01/21/ponham-aqui-os-olhos-srs-professores/

Publicado por JoaoTilly em 08:54 AM | Comentários (0)

janeiro 20, 2009

Escola Requiem

Escola Requiem


Escola! Velha Amiga!... Onde estás?
Procuro e não te encontro no meu Mundo
Há uma que te imita – e mal. No fundo,
copiou-te o nome e mais não é capaz


A luz da Inteligência… já a não dás?
O Digno? O Vertical? Está moribundo…
És Àgua de Cristal e um charco imundo
tomou o teu lugar. Desistirás?


Pudera dar-te a Vida, dar-te o Alento,
fazer brilhar a Luz que esvaneceu.
Reacender-te a Chama, o Talento…


Mas logo caio em mim. Que engano, o meu!
Já nada há a fazer. Para meu tormento
A Escola Verdadeira já morreu.







João Tilly 20/01/2009

Publicado por JoaoTilly em 07:34 PM | Comentários (0)

"Guerra" perdida?
Jornais ignoram completamente a luta dos professores


E até as televisões pouco referiram a greve de ontem. Foi tudo abafado porque não se atingiu o mesmo número da greve anterior. Os fura greves foram muitos mais.
A ministra, pré-demissionária e sózinha, acaba de derrotar 140 mil professores. Quer dizer: derrotou, de facto, 70 mil. Os outros derrotaram-se a si próprios e derrotaram a luta dos colegas.
Depois deste fraco impacto na comunicação social não me parece que o projecto-lei do CDS vá avante. Os ex-professores e deputados do PS, com esta adesão, já não terão medo de votar novamente contra. Penso, sinceramente, que os professores perderam a luta. Em parte porque acordaram tarde. E a culpa é só sua. Foram avisados pelos sindicatos do que se estava a passar com o ECD a tempo e horas. Não quiseram saber. E, por outro lado, porque foram atraiçoados pelos colegas medrosos. Que os há, também, aos milhares.
Sobre isto escreveremos a 23, tal como prometido
Publicado por JoaoTilly em 08:26 AM | Comentários (1)

janeiro 19, 2009

Sobre a entrega dos Objectivos Individuais

De: meducacao@min-edu.pt

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,
Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:

O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução da carreira docente.
No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.

Com os melhores cumprimentos
DGRHE



A comentar esta resposta, que é exactamente o que está na lei 2/2008, há a dizer que ela já foi alterada pela 1-A/2009 e nada nos garante que o não seja novamente ou até que tudo fique suspenso no próximo dia 23 na AR, quando o CDS apresentar o seu projecto-lei para a suspensão deste modelo de avaliação.
Basta que 2 deputados do PS faltem para que vá tudo ao ar.

Publicado por JoaoTilly em 08:34 AM | Comentários (0)

Depois da Madeira...
Avaliação dos professores suspensa nos Açores!

Isto não é um País: são 3, pelo menos.
Na Madeira a avaliação já foi feita pela tutela.
Nos Açores ela acaba de ser suspensa e no Continente continuamos a ser obrigados a um regime que foi banido nas regiões autónomas.
Que 3 países estes!...
Que palhaçada de governo!!!





Confira:
http://ww1.rtp.pt/acores/?article=6294&visual=3&layout=10&tm=7

Publicado por JoaoTilly em 08:27 AM | Comentários (0)

janeiro 16, 2009

ESCOLAS SUSPENDERAM MESMO A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

LISTA DAS ESCOLAS/AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO (456)

[Dados às 20H00 de 17.12.2008]
________________________________________

REGIÃO NORTE (166) ver site SPN
________________________________________
REGIÃO CENTRO (136)
________________________________________
Coimbra (35)
Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Escola Secundária Fernando Namora
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária da Lousã
Escola Secundária / 3º CEB de Cristina Torres
Escola Secundária Bernardino Machado, Figueira da Foz
Escola Secundária c/ 3.º ciclo de Mira
Escola Secundária Avelar Brotero, Coimbra
Escola Básica Integrada Ferrer Correia, Senhor da Serra - Miranda do Corvo
Agrupamento de Escolas de Mira
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de Penacova
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva
Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Agrupamento de Escolas da Carapinheira - Montemor-o-Velho
Agrupamento de Escolas de Penela
Agrupamento de Escolas Finisterra, Febres, Cantanhede
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho
Agrupamento de Escolas da Lousã
Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas - Oliveira do Hospital
Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova
Agrupamento de Escolas de S. Silvestre, Coimbra
Agrupamento de Escolas da Cordinha, Oliveira do Hospital

Aveiro (24)
Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa
Agrupamento de Escolas de Oliveirinha, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Aveiro
Agrupamento de Escolas de Avanca
Agrupamento de Escolas de Branca, Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Agrupamento de Escolas de Eixo, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Fermentelos, Águeda
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, Aveiro
Agrupamento de Escolas de Anadia
Escola Secundária de Estarreja
Escola Secundária de Vagos
Escola Secundária Jaime Magalhães Lima
Escola Secundária Homem Cristo
Escola Secundária Marques de Castilho, Águeda
Escola Secundária José Estêvão
Escola Secundária da Mealhada
Escola Secundária de Anadia
Escola Secundária de Esgueira

Castelo Branco (18)
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Frei Heitor Pinto
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Quinta das Palmeiras
(pararam todos os procedimentos)
Agrupamento de Escolas Paul e Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Castelo Branco
(Em reunião geral dos professores do agrupamento, aprovaram a suspensão 101 dos 115 presentes)
Agrupamento de Escolas da Sertã
Agrupamento de Escolas José Sanches, de Alcains
(Em reunião geral dos professores do agrupamento, assinaram a suspensão 95 dos 127 professores do agrupamento - 75%)
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, Penamacor
Agrupamento de Escolas da Serra da Gardunha
Agrupamento de Escolas de Mação
Agrupamento de Escolas de Tortosendo
Agrupamento de Escolas Padre António Andrade, de Oleiros - Castelo Branco
Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã
Agrupamento de Escolas João Roiz, Castelo Branco

Guarda (15)
Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Loriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas
Agrupamento de Escolas do Sabugal
Agrupamento de Escolas de Vilar Formoso
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
Escola Secundária de Seia
Escola Secundária de Pinhel
Escola Secundária Afonso de Albuquerque
Escola Secundária da Sé - Guarda

Leiria (11)
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Domingos Sequeira
Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos
Agrupamento de Escolas do Avelar
Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pêra
Agrupamento de Escolas de Pataias
Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal
Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel
Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos
Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus
Agrupamento de Escolas de Caranguejeira, Leiria

Viseu (33)
Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Agrupamento de Escolas Azeredo Perdigão - Viseu
Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique - Viseu
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros
Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Agrupamento de Escolas de Castro Daire
Agrupamento de Escolas de Tabuaço
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão
Agrupamento de Escolas de Mundão
Agrupamento de Escolas do Viso
Agrupamento de Escolas de Sernancelhe
Agrupamento de Escolas de Mundão. Viseu
Agrupamento de Escolas de Nelas
Agrupamento de Escolas de Souselo, Cinfães
Agrupamento de Escolas de Cinfães
EB 2/3 + S de Oliveira de Frades
Escola Secundária de Mortágua
Escola Secundária/3CEB Egas Moniz - Resende
Escola Secundária Viriato – Viseu
Escola Secundária de Carregal do Sal
Escola Secundária de Santa Comba Dão
Escola Secundária de Tondela
Escola Secundária de Castro Daire
Escola Secundária Alves Martins – Viseu
Escola Secundária Prof. Dr. Flávio de Resende (Cinfães)
Escola Secundária Emídio Navarro, Viseu
Escola Secundária Felismina Alcântara, Mangualde
________________________________________
REGIÃO DE LISBOA E VALE DO TEJO (105) ver site do SPGL
________________________________________
REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) (49) ver site do SPZS

Publicado por JoaoTilly em 02:00 AM | Comentários (1)

janeiro 15, 2009

Deputados que são (???) professores e votaram CONTRA os professores

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Publicado por JoaoTilly em 12:19 AM | Comentários (2)

janeiro 14, 2009

Quem "escreve" assim é a Directora Regional da Educação do Norte

"A inenarrável directora regional de Educação do Norte, famosa pela desabrida forma como tratou um professor que terá dito uma graça sobre "o primeiro-ministro de Portugal", entendendo, em contrapartida, que encapuzar-se e, em plena aula, apontar uma pistola de plástico à cabeça da professora já é só uma brincadeira de mau gosto, voltou à ribalta, e de novo pelas melhores razões: um ofício dirigido às "suas" escolas sobre o não menos famoso "Magalhães", que a doutora (do latim "doctor", aquele que ensina) redige numa língua inédita, vagamente parecida com o português.

Algumas passagens do documento são verdadeiros clássicos do português técnico, versão Ministério da Educação.
Repare-se, por exemplo, neste naco de prosa:

"O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023″.

Mas o resto, designadamente a inovadora técnica de pontuação que é pegar em vírgulas e atirá-las ao ar a ver onde caem, não é menos esclarecedor do nível hoje exigível para se ocupar um alto cargo educativo em Portugal."

Artigo de Manuel António Pina, JN de 13-01-2009

Publicado por JoaoTilly em 11:32 PM | Comentários (1)

janeiro 09, 2009

Oportunidade desperdiçada

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Não. Não foi esta.
Foi a anterior votação em que, se os 13 deputados do PSD não se têm baldado à fartazana, como costumam fazer às sextas, a avaliação teria sido suspensa.
Claro que agora os socialistas tocaram a reunir e não iriam dar ao PSD a oportunidade de ficar bem visto perante 140 mil professores e suas famílias, num total de meio milhão de votos, seguramente, e pelo menos.

O PSD perdeu mais uma flagrante oportunidade de roubar votos a Sócras.
Cada um tem o governo e a oposição que merece.
E nós, pelos vistos, merecemos um e outra.

Publicado por JoaoTilly em 07:45 AM | Comentários (0)

dezembro 10, 2008

O currículo de uma professora primária que chegou a ministra sem NUNCA TER SIDO avaliada


Como é possível que, em Portugal, um Professor que NUNCA FOI
AVALIADO chegue ao topo da Carreira político-docente (Ministra da Educação!) e se ponha a disparar em todos os sentidos contra os Professores-não-avaliados?

Vejamos: a Drª Maria de Lurdes tirou o antigo 5º (actual 9º) ano e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso).
Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5ºano + 2 anos de Magistério Primário!).
Ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno, saiu com um
DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas(?!) no ISCTE, por acaso onde sr. engenheiro fez a pós-graduação (mestrado?) a seguir à 'licenciatura' da Universidade Independente.
Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA! Do outro lado da barricada, também era CONTRA a avaliação dos Professores, não era Drª Maria de Lurdes?
Pelo menos o seu ex-Professor Iturra diz que sim... e ainda nenhum ex-aluno veio aqui para os fóruns gabar-lhe os dotes docentes!

Não teremos mesmo melhor?
Os professores poderão lidar com os alunos como a Srª lida com os professores?
Exigir-lhes tudo, ensinando pouco e com tão parco exemplo?

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Publicado por JoaoTilly em 03:17 AM | Comentários (1)

dezembro 04, 2008

«Não houve aulas mas as escolas não fecharam...»


Inefável Valter o Lemos confirma que não houve aulas em quase escola nenhuma neste país mas que as escolas não fecharam, na sua maioria.
Substitui-se a função principal das escolas pela de armazenagem de população estudantil.
Tudo na linha desta "avaliação" de não-professores, em que tudo conta e interessa... menos ensinar.
Serviram, por isso, as escolas de depósitos de crianças.

Eu acho que com esta solução de armazenagem horizontal toda a gente ficou satisfeita.
Os pais, que ficaram com os filhos nas escolas. A fazer o quê? Isso não interessa.
Os Conselhos Executivos e os poucos auxiliares que, sem professores nas escolas, tiveram eles próprios que tomar conta de centenas de garotos sem ocupação. Penso que também ficaram satisfeitos com esta solução senão tinham fechado as escolas.

Publicado por JoaoTilly em 08:22 AM | Comentários (3)

novembro 21, 2008

Contorcionista galguista

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Meras 24 horas depois de se afirmar absolutamente inflexivel, miss Milú dá um golpe de rins dificil até parra o mais experimentado contorcionista.

Mas os prossupostos mantêm-se.
Esta gente até ontem tão arrogante, afinal hoje a tudo se humilha desde que o processo (mas afinal qual processo??? Já nem interessa nada isso!... um qualquer!) não páre.

O medo que estes desgraçados têm de perder a face!...
Querem lá eles afinal saber da Escola, dos alunos ou de uma avaliação justa!
Estes galguistas, durante ano e meio, encheram a boca com mentiras descaradas e insultaram a inteligência todo o país para agora, de um dia para o outro, virem dar o dito por não dito e voltarem o bico ao prego. Tudo com a maior cara de pau e desfaçatez!
Só foi preciso terem percebido que o tacho estava em perigo.
Estes infames já só querem é sobreviver politicamente até às eleições.

Pois não sobreviverão!
Eu estou de acordo e solidário com os sindicatos neste ponto.
Aliás é preciso dizer que Mário Nogueira percebeu a infâmia em que caiu ou foi atraído (vamos passar um pano sobre isso) e agora está a NOVAMENTE A proceder muitíssimo bem.
Errar é humano.
E eu, pela minha parte, já lhe perdoei, porque ele retomou a luta NO PONTO ONDE TINHA CLAUDICADO e emendou a mão.

Não há que parar esta luta até os deitar literalmente por terra.
Há que mostrar a esta gente quem são os «ratos» e os «professorzecos».

Publicado por JoaoTilly em 07:44 AM | Comentários (2)

novembro 20, 2008

Socras, num lampejo de clarividência, convoca CM para tratar da miséria da avaliação

Sócras convocou um Conselho de Ministros extraordinário para tratar exclusivamente do processo de avaliação dos professores.
Se Sócras não estiver completamente louco, comunicará aos seus empregados que decidiu suspender o processo.
Se for completamente louco continuará para a desgraça total.
Cavaco deve ter dado um puxão de orelhas grande a Sócras ontem à noite, depois de confessar que «lamentava muito» que Sócras tivesse feito orelhas moucas ao seu apelo.


Se eu ainda percebo alguma coisa deste circo gigante a que chamam Portugal, Sócras irá suspender o pidesco processo.
Se não o suspender agora, ele de qualquer modo não avançará. E Sócras perderá a face quando se perceber que nem 5% dos professores se submeterão ao pidesco processo.
É tão simples como issso.

E é isso que vai acontecer, ou eu não me chame Asdrúbal,

Publicado por JoaoTilly em 03:13 PM | Comentários (1)

Jorge Pedreira equipara os professores a ratos numa reunião de professores socialistas!


Explicando porque não pode ceder o ministério às exigências dos professores:

«Quando se dá uma bolacha a um rato ele a seguir quer um copo de leite!»

Um relato na primeira pessoa.
Leia toda a história clicando em baixo!

Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença do Jorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar em Setúbal, no dia 16 de Novembro às 17h. A palestra era subordinado ao tema "Política de Educação", foi promovida pela distrital do PS mas era aberto a não-militantes.
Eu lá apareci, pensando que ia encontrar vários colegas da nossa escola, mas fui o único. No auditório da Estalagem do Sado, estávamos oitenta pessoas, o que corresponde a cerca de metade dos lugares. Esperava ver lá mais gente. Quase todos os presentes eram militantes do PS e percebi mais tarde,
pelas intervenções, que cerca de metade dos presentes eram, também, professores. Eu, que sou apartidário e feroz crítico de quase tudo o que seja políticos e seus comportamentos, e nada habituado a estas lides, ali fiquei sentado ao lado de um colega de outra escola, na última fila.
Na mesa estava o secretário de estado, ladeado pelo ex-deputado, actual presidente da distrital do PS (e também pintor) Vítor Ramalho, e por um indivíduo que nunca falou e que desconheço. Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado do PS.
A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aos militantes sobre o assunto em causa.
O secretário de estado falou durante 50m, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras e até ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: os professores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem ser avaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, os professores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras, o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc., etc.
Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entre as quais eu, que falei mais ou menos a meio. Pensei que a generalidade dos militantes aproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo de avaliação, mas não foi isso que aconteceu. Começou por falar o militante Chocolate Contradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver o estado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido. O Humberto Daniel teve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que "por muito menos o Correia e Campos foi para a rua"; foi aplaudido. Outros militantes se seguiram. O Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse "a Escola está agora pior" e, referindo-se a uma passagem do discurso do secretário de estado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que "o PS esteve 7 desses 10 anos no governo"; foi muito aplaudido. Seguiram-se outras intervenções, de professores, alguns membros de conselhos executivos, ex-professores e militantes do PS, cada uma apontando aspectos diferentes das fraquezas deste modelo de avaliação, raramente se
apontando virtudes.
Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltado sobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido ainda comentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês "Quando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite." Assim, sem tirar nem pôr! Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:
– Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira;Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e
achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:
– Isto é uma palhaçada!
Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
– Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.
Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:
– Isto é uma palhaçada!
Às tantas o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim, e eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:
– Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro.
– Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia. Ainda perguntei, por duas vezes:
– Estou a dizer alguma mentira?
Ninguém me disse que não. Sentei-me; ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes.
Um psicólogo referiu que a ministra tem, à partida, qualquer coisa contra os professores, e que isso é notório nas suas intervenções. O último a falar foi um colega que referiu conhecer como funcionam as coisas noutros países da Europa, onde esteve várias vezes em trabalho, e de não saber de nenhum onde os professores sejam divididos em duas carreiras. Questionava ele a que país, afinal, tinha ido o ME inspirar-se.
Para terminar, foi dada a palavra ao secretário de estado, que voltou a falar das virtudes deste modelo de avaliação e da importância de o levar à prática. Foi um discurso circular, onde muito pouco se reflectiram as preocupações colocadas pela plateia.
Foi assim a minha aventura de quatro horas numa palestra promovida pelo partido que suporta o governo que está a destruir o ensino público no nosso país.
António Galrinho

Publicado por JoaoTilly em 07:37 AM | Comentários (1)

novembro 19, 2008

Objectivos online são ilegais!
DIVULGUEM ESTA MENSAGEM

D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M

VEJAM A LEGISLAÇÃO

A questão da privacidade da definição de objectivos e avaliação está claramente definida na legislação.


Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD

NÃO CAIR NA RATOEIRA. OS PROFESSORES NÃO SÃO FILHOS DE GENTE PARVA !!!

NÃO PREENCHER OS OBJECTIVOS ON-LINE !!!

Esta medida é 100% ilegal! ILEGAL !!! ILEGAL!!!!

Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD

Ilegalidades deles, são como tordos a cair!
Como de costume esta gentinha não sabe as leis com que se cose! São propostas de ilegalidade, em cima de propostas de ilegalidade!!!!
A lei diz tudo! Ninguém me pode obrigar a divulgar um qualquer documento sobre a minha avaliação, mesmo que me garantam sigilo! O sigilo é só entre mim e o avaliador! Não entre mim e o pessoal da DGRHE!

Decreto-Lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro
Artigo 6.º
Instrumentos de registo
3 -- Sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivos de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos.

Artigo 49º
Garantias do processo de avaliação do desempenho
1--Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação 512 Diário da República, 1.a série--N.o 14--19 de Janeiro de 2007 tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2--Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria.

Para além disto, quer o artº Artigo 3º Princípios orientadores, quer o Artº40º
Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho referem que:


1 -- A avaliação do desempenho do pessoal docente desenvolve-se de acordo com os princípios consagrados no artigo 39.o da Lei de Bases do Sistema Educativo e no respeito pelos princípios e objectivos que enformam o sistema integrado de avaliação do desempenho da Administração Pública, incidindo sobre a actividade desenvolvida e tendo em conta as qualificações profissionais, pedagógicas e científicas do docente.

E que diz o SIADAP sobre o assunto?

Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro
Artigo 44.º
Publicidade
2 -- Sem prejuízo do disposto no número anterior e de outros casos de publicitação previstos na presente lei, os procedimentos relativos ao SIADAP 3 têm carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada trabalhador ser arquivados no respectivo processo individual.
3 -- Com excepção do avaliado, todos os intervenientes no processo de avaliação bem como os que, em virtude do exercício das suas funções, tenham conhecimento do mesmo ficam sujeitos ao dever de sigilo.
4 -- O acesso à documentação relativa ao SIADAP 3 subordina-se ao disposto no Código do Procedimento Administrativo e à legislação relativa ao acesso a documentos administrativos.

D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M

Publicado por JoaoTilly em 12:35 PM | Comentários (0)

ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE

ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE
[Não introduza quaisquer dados no aplicativo informático criado pea DGRHE. Pode incorrer numa situação ilícita!]

Caro/a Colega,
Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.

Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.

Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.

E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.

1.º - Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;

2.º - Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.

Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!

Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.

Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.

A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:

25 a 28 de Novembro – MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (26 É NA REGIÃO CENTRO)

3 de Dezembro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES

4 e 5 de Dezembro – VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME

9 a 12 de Dezembro – GREVES REGIONAIS (NA ÁREA DA DREC É A 10 DE DEZEMBRO)

GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) - será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.

19 de Janeiro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)

Os Sindicatos vão, ainda, interpôr PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.

Tendo em conta a gravidade da situação, não é posto fora de hipótese a realização de OUTROS PERÍODOS DE GREVE que poderão ocorer em períodos coincidentes com avaliações, no final do 1.º período.

Os professores não vão desarmar!

Agora, mais unidos do que nunca, temos condições para provar a razão a quem nunca quis admitir que a tinha perdido, há muito tempo!

COLEGA, DIVULGA ESTA INFORMAÇÃO PELOS TEUS AMIGOS PROFESSORES E PELOS COLEGAS DA TUA ESCOLA!

O Departamento de Informação e Comunicação SPRC

Publicado por JoaoTilly em 05:03 AM | Comentários (0)

TODOS OS QUE ENTREGAREM OS SEUS "O.I." PODEM SER SUJEITOS À AVALIAÇÃO CONFORME OS CALENDÁRIOS APROVADOS!

E ainda há quem entregue os "objectivos individuais"... por medo(?!)...

UNIDOS SOMOS FORTES!

TODOS OS QUE ENTREGAREM OS SEUS "O.I." PODEM SER SUJEITOS À AVALIAÇÃO CONFORME OS CALENDÁRIOS APROVADOS!

A ENTREGA DOS O.I. É A PRIMEIRA INDICAÇÃO, DO DOCENTE, DE CONCORDÂNCIA COM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO!

- PARA QUÊ INTEGRAR MANIFESTAÇÕES, ASSINAR MOÇÕES, TER INTERVENÇÕES INFLAMADAS CONTRA O MODELO DE AVALIAÇÃO, CONTRA AS QUOTAS NA ATRIBUIÇÃO DAS AVALIAÇÕES DE "EXCELENTE" E "MUITO BOM", CONTRA O E.C.D APELANDO PELA SUA REVOGAÇÃO, SE, DEPOIS, NUMA OUTRA ATITUDE DE SUBSERVIÊNCIA, SE VAI, DILIGENTEMENTE, APOIAR A VONTADE PREPOTENTE DA MINISTRA, DEFRAUDANDO A UNIDADE QUE TÃO DIFICILMENTE TEMOS CONQUISTADO?

- SEJAMOS GRANDES, NESTE "PORTUGAL DOS PEQUENINOS", QUE CADA UM DE NÓS TENHA A CORAGEM QUE TODOS DEMONSTRÁMOS ATÉ AQUI:

-------- DIGAMOS NÃO ! NÃO ENTREGO OS O.I.!

Aos Colegas que, eventualmente, já tenham entregue os "O.I." na sua Escola/Agrupamento:
- Ainda estão a tempo de reconsiderar! Abrir uma brecha, por medo, pode fazer ruir a muralha que, com tanto esforço e sacrifício, UNIDOS conseguimos erguer!

CUIDADO COM O SITE DA DGRHE! A ARMADILHA ESTÁ MONTADA: a entrega on-line dos objectivos individuais, vai permitir ao ME obrigar à avaliação com o tão contestado modelo e, aí, não há "reconsideração" possível!... QUE NINGUÉM CAIA NA "TENTAÇÃO" DE FAZER A ENTREGA ON-LINE!

Urgente enviar este e-mail a todos os Colegas, imprimi-lo e colocá-lo, em local visível, nas salas de professores!

Publicado por JoaoTilly em 05:01 AM | Comentários (1)

novembro 18, 2008

Cavaco fala de tudo menos da avaliação dos professores

Parece que ainda ninguém disse a Cavaco que existe o maior clima de conflitualidade nas escolas portuguesas, resultado da implementação forçada de um processo de avaliação miserável dos professores.
O personagem fala de tudo MENOS da luta dos professores que é o assunto mais importante no país há, pelo menos, 1 semana.
E que se arrasta há mais de um ano.
Perdão: falou sim!
Para condenar os miúdos que atiraram os ovos à ministra!
Isso é que foi o acontecimento mais imortante da actualidade!
Agora a avaliação e o clima de guerra civil nas escolas?
Isso não interessa nada!

Dizem amigos meus posicionados na "alta" política, em Lisboa, que Cavaco está completamente xoné e que já toda a gente o percebeu.
E eu até começo a acreditar...

Publicado por JoaoTilly em 08:23 AM | Comentários (0)

Alunos de Ponte de Lima obrigados a devolver o Magalhães!

É mais do que maquiavélico!
Depois de carregar com as televisões às costas para filmarem a palhaçada da entrega dos 250 Magalhães, afinal era tudo mentira!
As pobres das crianças viram-lhes ser retirados os rebuçados da boca no mesmo dia!
Só uma cambada de pulhas da pior espécie se poderia alguma vez lembrar de tal velhacaria!

Com o diz o infame: «foi um dia histórico para Ponte de Lima!»

Publicado por JoaoTilly em 08:17 AM | Comentários (2)

Setúbal e Vila Real dizem NÃO! a esta avaliação

Depois de Coimbra, Setúbal e Vila Real recusam participar NESTE processo de avaliação.

Ninguém pede nada nem sugere permissão para coisa nenhuma, como infelizmente se faz noutras escolas.
Aqui diz-se à ministra: Não a este processo.
E nada fazem.
Acabou-se.
É este o modelo a seguir.
Não há cá pedidos nem propostas ao ministério, porque virão todas recusadas.

Publicado por JoaoTilly em 08:14 AM | Comentários (0)

O despacho dos Ovos

Tem a chancela de Maria de Lurdes Rodrigues - espanta não ser de Valter Lemos - e pretende aclarar o que ficou mal redigido da primeira vez ou que, o mais certo, foi mal pensado desde o início.
Porque, ao contrário do que Valter Lemos, Albino Almeida e a própria Ministra têm tentado fazer crer, não foram as Escolas a aplicar mal a Lei 3/2008. A Lei é perfeitamente clara
:

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É perfeitamente claro que a medida correctiva decorria das faltas, «independentemente da sua natureza». Que não percebam a leitura de uma lei é apenas normal na actual equipa ministerial.
Aliás, que não percebam que um despacho ministerial não pode contrariar uma lei da Assembleia da República é que me parece mais grave, pois deixa muito mal visto o serviço jurídico da 5 de Outubro.
Julgo que a jogada é apostar que ninguém se rale com isto e conteste a legalidade deste despacho, nem sequer Vital Moreira, o paladino do cumprimento das leis em Portugal. Mas a verdade é que este despacho é nulo de efeitos atendendo à sua natureza, por contrariar o estatuído numa lei com origem parlamentar.
Para além disso, o ME parece ainda desconhecer que nas escolas e agrupamentos em que o Decreto-lei 75/2008 já esteja em pleno vigor, com Regulamento Interno aprovado, a sua revisão não é um processo tão rápido e evidente quanto isso, pois deveria acontecer apenas de 4 em 4 anos ou extraordinariamente por decisão de maioria absoluta dos membros do Conselho Geral. O que pode levantar alguns problemas
.

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Mas isso, claro são questões que o ME atira para cima das escolas e agrupamentos em torrente com a velha técnica do nós despachamos e vocês desenrasquem-se.
In: http://educar.wordpress.com/

Publicado por JoaoTilly em 01:18 AM | Comentários (0)

novembro 17, 2008

Volta, sindicato: estás perdoado!

Depois do flop que foi a mini manif de sábado - que se poderia chamar: o suicídio dos professores livres - tenho que voltar a dar razão aos sindicatos. No que concerne a arrebanhamento de professores eles são os verdadeiros profissionais.
Eles põem autocarros, eles põem merendas, eles põem bandeiras e megafones.

Os professores embarcam nesse folclore.
Mas se tiverem que pagar portagens e gasolina... a coisa pia mais fino.

Os professores livres, no sábado, foram 7500.
Só em Lisboa vivem mais do que esses.

Os professores arrebanhados no sábado anterior tinham sido 120 mil.
16 vezes mais!

Os movimentos independentes perceberam que não têm público e evidentemente morreram com a acção que organizaram.
Claro que eles não vão concluir isso, e porventura passarão a enfermar do mesmo erro dos sindicatos: querer sobreviver a todo o custo.
Fazem mal.
Mostraram ao país que não têm representatividade e como tal devem extinguir-se ou pelo menos dar tempo a que os professores reflitam em mais este suicídio político que acabaram de cometer.

É certo que a culpa do flop foi dos movimentos independentes que nunca deveriam ter mantido a manif de 15 depois do êxito de colagem sindical que foi a manif de 8.
Não se esperava outra coisa...

Certo é que os sindicatos varreram com os movimentos independentes e mostraram que, apesar de atraiçoarem professores e ministros, quem tem a verdadeira força são eles.

Adeus consciência, adeus ética, adeus verticalidade.

Os professores deste país bem merecem o que lhes acontece.

O passarem de «malandros» a «excursionistas borlistas».

Publicado por JoaoTilly em 12:41 AM | Comentários (4)

novembro 16, 2008

LISTA DE ESCOLAS QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

LISTA DAS ESCOLAS/AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO (124)

[Dados às 11H00 de 14.11.2008]
REGIÃO NORTE (33)
--------------------------------------------------------------------------------
Amarante
Agrupamento de Escolas de Felgueiras
Agrupamento de Escolas de Idães
Agrupamento de Escolas de Mesão Frio

Braga
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária de Maximinos
Escola Secundária de Póvoa de Lanhoso
Agrupamento de Escolas de Vila Verde

Chaves
Escola Secundária Júlio Martins
Escola Secundária António Granjo

Monção
Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura
Agrupamento de Escolas de Valdevez
Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca

Penafiel
Escola Secundária de Lousada

Porto
Escola Secundária de Gondomar
Escola Secundária Diogo Macedo
Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora
Agrupamento de Escolas de Rio Tinto
Agrupamento de Escolas da Areosa
Escola Secundária António Nobre
Agrupamento de Escolas Soares dos Reis
Agrupamento de Escolas Irene Lisboa

Póvoa do Varzim
Escola Secundária Alcaides de Faria
Escola Secundária D. Afonso Sanches
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária de Barcelinhos

S. João da Madeira
Agrupamento de Escolas Cucujães
Escola Secundária João da Silva Correia

Vila Real
Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia
Escola Secundária Camilo Castelo Branco
Escola Secundária de S. Pedro
Escola Profissional Agrícola do Rodo

Vila Nova de Famalicão
Agrupamento de Escolas de Calendário

REGIÃO CENTRO (48)

Coimbra
Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva

Aveiro
Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Escola Secundária de Estarreja
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa

Castelo Branco
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Agrupamento de Escolas Paul - Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Agrupamento de Escolas da Sertã

Guarda
Agrupamento de Escolas de Pinhel
Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Seia
Agrupamento de Escolas de Louriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas

Leiria
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
Agrupamento de Escolas do Avelar

Viseu
Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Escola Secundária de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros

GRANDE LISBOA (29)

Lisboa
Agrupamento de Escolas de Fernando Pessoa
Agrupamento de Escolas S. Julião da Barra
Escola Secundária Rainha D. Amélia
Escola Secundária Marquês de Pombal
Casa Pia - Colégio Pina Manique
Casa Pia - Nuno Alvares
Casa Pia - Instituto Jacob Rodrigues Pereira
Casa Pia - Colégio Maria Pia)
Escola Secundária Padre Alberto Neto
Escola Secundária D. João II
Escola Secundária Dr. António Carvalho Figueiredo
Escola Secundária Ferreira Dias
Escola Secundária Camões
Escola Secundária Virgílio Ferreira
Agrupamento de Escolas Avelar Brotero
EBI de Santo Onofre

Setúbal
Escola Secundária c/ 3º Ciclo da Amora
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Manuel Cargaleiro
Agrupamento de Escolas Pinhal de Frades
Agrupamento de Escolas Conceição E Silva
Agrupamento de Escolas Elias Garcia
EB 2, 3 Luísa Todi
Escola Secundária de Sampaio
Escola Secundária Padre António Macedo

Santarém
Agrupamento de Escolas do Entroncamento
Escola Secundária do Entroncamento
Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével
Escola Secundária de Rio Maior
Agrupamento de Escolas Francisco Casimiro

REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) (14)
Évora
Escola Secundária Severim de Faria
Escola Secundária Gabriel Pereira
Escola Secundária André de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Redondo

Faro
EB 2,3 D. José I
Escola Secundária de Tavira
Escola Secundária Teixeira Gomes
Escola Secundária de Silves
Agrupamento de Escolas Francisco Cabrita
Agrupamento de Escolas de Salir
Escola Secundária de Vila Real de Santo António
EB 2,3 de Cacela
EBI de Salir
Escola Secundária Tomás Cabreira

Publicado por JoaoTilly em 09:30 AM | Comentários (0)

novembro 14, 2008

Sábado no Marquês

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Publicado por JoaoTilly em 08:21 AM | Comentários (1)

55 dos 58 Agrupamentos de Escolas de Coimbra suspendem avaliação.

E a ministra diz que não há uma escola onde o processo esteja parado!...
É só rir!
Há já mais de 600 escolas neste momento em que as aulas estão a decorrer normalmente como se não tivesse existido nunca esta tentativa de instalação de Estado de terror nas Escolas.
E já nem sequer se fala disso!...


MPÕE-SE A SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
PELOS PROFESSORES E PELAS ESCOLAS

O SPRC saúda o facto de 55 dos 58 conselhos executivos, do distrito de Coimbra, terem reclamado a suspensão da aplicação do modelo de avaliação de desempenho em vigor, tendo em conta a degradação do ambiente das escolas e o risco que as aprendizagens dos alunos correm.

Regista ainda que tenha sido consensual não avançar, desde já, independentemente da forma, com qualquer procedimento de avaliação.

A Direcção do SPRC reafirma que a única solução possível para travar o desenvolvimento de um modelo tão negativo é a sua suspensão, pelo que o SPRC apela aos Professores para que prossigam com todas as iniciativas que a concretizem, garantindo todo o apoio.

Com a suspensão deste modelo de avaliação e a sua substituição ganhará a Escola Pública, os Alunos e todos os Docentes. Ganhará o País!

Publicado por JoaoTilly em 01:09 AM | Comentários (0)

500 professores de Setúbal não entregam objectivos individuais

COLEGAS, NÃO ESTAMOS SOZINHOS E CADA VEZ SOMOS MAIS.
AJUDEMOS A AUMENTAR ESTA IMPARÁVEL BOLA DE NEVE ... pelo nosso futuro, pelo de toda uma classe, mostremos dignidade ... e não ter medo!

500 professores, reunidos em Setúbal, aprovam a não entrega dos objectivos individuais

In: http://www.profblog.org

Publicado por JoaoTilly em 01:07 AM | Comentários (0)

novembro 13, 2008

Milú aka Adolf

Publicado por JoaoTilly em 11:58 PM | Comentários (1)

Vou explicar como se a ministra fosse muito burra...



Depois de 120 mil professores/educadores nas ruas de Lisboa, a Ministra da Educação, cínica e sibilina, fez afirmações demasiado absurdas (e mentirosas) para as deixar passar sem resposta, digamos assim.

Pensei um pouco e tentei arranjar uma maneira de explicar à sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues que, por exemplo, não é verdade que os professores não queiram ser avaliados, como fez questão de afirmar de novo.

Ora vamos lá ver se a sr.ª entende de uma vez por todas:

imagine que acorda, num belo sábado (por exemplo, num 8 de Novembro de 2008), um pouco mal-disposta e muito desgrenhada. Vá lá... não é assim muito difícil de imaginar, pois não?

Continue a imaginar que se olha ao espelho e que resolve, num segundo, que tem de ir à sua cabeleireira nessa mesma manhã, para cortar um pouco o cabelo e fazer uma madeixas... para aumentar a sua auto-estima e se sentir ainda mais bela e sedutora. E assim faz!

Mas imagine que o salão da sua amiga Cacilda está fechado (coitada, o sogro dela morreu a noite passada) e que a sr.ª tem de ir a outro salão!

Imagine que ao entrar noutro estabelecimento, que até lhe pareceu ter bom aspecto, diz à cabeleireira:

- Olhe, querida, quero que me faça aqui um corte ao meu cabelinho... que estou a precisar de me sentir melhor! Aqueles malditos sindicalistas andam a desviar os professorzecos do bom caminho, andam a incentivá-los a não cumprirem a Lei... e eu estou a ficar um pouco farta disto, estou a ficar um pouco nervosa. Preciso de me animar e nada melhor do que dar aqui um jeitinho ao meu rico cabelinho!

Imagine, sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues, que a cabeleireira lhe pergunta:

- Tem a certeza que quer que lhe corte o cabelo?

Ora, obviamente, sabendo ao que se propôs nessa bela manhã, a sr.ª diria que sim!

Imagine que ela lhe respondia:

- Muito bem! Sente-se aí que eu faço-lhe já um "pente zero"!

Minha cara Maria de Lurdes Rodrigues: agora sou eu que me vou pôr a imaginar... que a sr.ª sairia dali imediatamente... e a pensar (com razão, concedo já) que a cabeleireira, simplesmente, "é doida"!

Agora deixo-lhe uma perguntinha: seria justo e verdadeiro, depois de uma cena destas, eu AFIRMAR que, afinal, a sr.ª NÃO QUERIA CORTAR O CABELO?!

Se mesmo assim não perceber o que lhe quis dizer COM ESTA HISTÓRIA DE "FAZ-DE-CONTA"... se não perceber o que é que isto tem a ver com a avaliação dos professores... com o modelo que a sr.ª e a sua equipa implementaram e com os motivos que levaram os professores a fazerem novamente uma gigantesca manifestação... avise-me... que eu mando-lhe o contacto do meu psiquiatra, para onde a sua política, o excesso de trabalho e as maldades de algumas pessoas me enviaram há já uns tempos! Ele pode não conseguir explicar-lhe, de um modo mais explícito, o que eu agora me esforcei para ser até entendido por um miúdo de 10 anos... mas, pelo menos, ele receita-lhe umas gotas que lhe farão bem aos olhos, aos ouvidos e à cabecinha (que imagino deva estar um pouco confusa com tanto ruído produzido pelos "zecos")!

Sempre ao dispôr
NP, um professor que quer cortar o cabelo... MAS NÃO A "PENTE ZERO"!

Publicado por JoaoTilly em 11:53 PM | Comentários (0)

Aos pais e encarregados de educação



Caros pais e encarregados de educação,


É chegada a hora de caminharmos juntos em defesa da Escola Pública e da qualidade do ensino, pelo futuro dos nossos filhos e por uma escola de todos e para todos. Queremos uma Escola de sucesso, mas um sucesso ao serviço da sociedade e da cidadania, não um sucesso meramente estatístico, que é um logro e uma ameaça ao desenvolvimento futuro do nosso país. Muito mais do que certificar, queremos qualificar e formar! Para isso é necessário que os professores se sintam motivados, valorizados, e tenham as condições necessárias para desenvolver o seu trabalho junto dos alunos. Esta é a nossa luta, e é chegado o momento de termos ao nosso lado, cúmplices do nosso esforço e justíssimas reinvidicações, os pais e encarregados de educação dos nossos alunos. E é por isso que vos convidamos a juntarem-se a nós, no próximo sábado, no Marquês de Pombal, às 14 horas.

CONTAMOS COM O VOSSO APOIO! TODOS A LISBOA NO DIA 15!

A ORGANIZAÇÃO GARANTIRÁ UM LOCAL PRÓPRIO, NO DESFILE ATÉ S. BENTO, PARA OS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO!

Publicado por JoaoTilly em 06:54 AM | Comentários (0)

A proposta de Braga: greve por tempo indeterminado

"Professores querem greve antecipada por tempo indeterminado"

Mas...
Plataforma recusa greve anticipada

Entretanto, o porta-voz da Plaforma Sindical, Mário Nogueira, disse à Rádio Cube que os sindicatos não aprovam a intenção de uma greve por tempo indeterminado a partir de 25 de Novembro.

ISTO FAZ-ME LEMBRAR O QUÊ?
O CAMINHO É PARA A FRENTE!!!!

Publicado por JoaoTilly em 06:50 AM | Comentários (0)

Sócras: a lei é para cumprir por todos... menos por mim!


Caros colegas,

Hoje o Sr. Primeiro Ministro enquanto inaugurava duas escolas em Ponte de Lima disse e afirmou que a avaliação é para cumprir tal e qual com está, dizendo ainda e passo a citar "... a lei é para cumprir por todos tal como eu a cumpro."
Pois bem...
Alguém se lembra quando o Sr. Primeiro Ministro viajou até à Venezuela e dentro do avião fumou um cigarro?
Pois é! A lei também diz que o não se pode fumar em aviões... mas parece que afinal se pode... ou ele pode.

Parece-me que o Sr Primeiro Ministro não cumpriu a lei e não levou qualquer penalização.
Apenas se limitou a fazer um pedido de desculpas público e ficou por isso mesmo.

Então caros colegas...
No final também fazemos um pedido de desculpas público por não termos realizado a avaliação e não haverá qualquer penalização.
Como o Sr Primeiro Ministro disse "... eu sou um cidadão como outro qualquer e também cumpro a lei."
E quando não a cumpre não lhe acontece nada.
Nós também somos cidadãos deste país... e portanto cumprimos tanto como ele cumpre!
Que paciência para aturar este Governo...

Publicado por JoaoTilly em 12:57 AM | Comentários (0)

Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD

Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD

Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro


Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.

José António Ruas Martins de Pinho
mostrar detalhes 00:03 (49 minutos atrás) Responder

Subject: Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD

Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.

A Avaliação de Desempenho Docente (ADD) assume-se como um instrumento conducente à valorização das práticas docentes, com resultados positivos nas aprendizagens dos alunos e, simultaneamente, promotor do desenvolvimento pessoal e profissional, como globalmente o estipulam os artigos 3º e 4º, do mencionado Decreto Regulamentar.
O ambiente que se vive nas nossas escolas não é propício a um trabalho consentâneo com as competências atribuídas aos Órgãos de Administração e Gestão das Escolas, nomeadamente na recomendação de envolver os docentes em todo o processo de ADD.
A formação ministrada pela DGIDC, em Viseu, nos meses de Março e Maio, não atingiu os objectivos de dotar os PCE de mecanismos que favorecessem a sua concretização.
Os trabalhos não corresponderam às expectativas, nem em termos conceptuais nem em termos pragmáticos. Posteriormente, a formação que tem vindo a ser desenvolvida pelos Centros de Formação (e que ainda se encontra a decorrer) tem atingido os objectivos, mas há que reconhecer a sua extemporaneidade e a necessidade de ter abrangido todas as partes envolvidas - avaliadores e avaliados - antes do início do processo.
A implementação do modelo protagonizado, com coerência e rigor, tem vindo a provocar graves perturbações no normal funcionamento das nossas escolas, já que, actualmente, nos deparamos com as seguintes vicissitudes na implementação de avaliação de desempenho docente:
o A dificuldade dos órgãos de gestão das escolas e dos professores para organizarem um conjunto de procedimentos que são enquadrados por uma conceptualização que exige/pressupõe uma enorme diversidade de documentos e de instrumentos de registo;
o A complexidade da gestão de toda a organização escolar (mais acentuada neste período de transição) decorrente do acréscimo de alunos e das ofertas formativas a que procuramos dar resposta;
o As inúmeras situações que exigem dos órgãos de gestão uma intervenção constante no espaço escola/comunidade (normativos legais, transferência de competências...);
o O esforço que este acréscimo de ofertas formativas, a sua inovação e diversidade acarreta a todos os docentes;
o A tendência (emergente) para desvirtuar as funções dos professores ocupando-os em tarefas burocráticas de elaboração/reformulação de documentos/ instrumentos em detrimento de funções pedagógicas;
o A constatação no dia a dia das nossas escolas de que o processo de ensino -aprendizagem pode, a muito curto prazo, vir a ser relegado para segundo plano.
o A evidente repercussão negativa de todas estas variáveis na prática lectiva, quando a ADD deverá conduzir à melhoria das práticas e, consequentemente dos resultados;
o A dificuldade em criar condições para que, de forma coerente e objectiva, se definam objectivos individuais, em unidades de gestão que, nos nossos casos, chegam a ter 200 professores;
o As anomalias na concretização do ensino/aprendizagem nas turmas dos docentes avaliadores já que, para assistirem a aulas dos docentes avaliados têm que faltar às aulas das suas próprias turmas, interrompendo, assim, a regularidade e a continuidade pedagógica. E, ainda a situação do pré - escolar e do 1º ciclo em que avaliados e avaliadores têm sempre simultaneidade de horário.
o A tendência para a não legitimação do papel de avaliador pela discrepância que tantas vezes existe (tempo de serviço, habilitações, disparidade de áreas científicas ...) entre avaliados e avaliadores.
o A contingência de se alterarem as calendarizações previamente aprovadas, dilatando constantemente os prazos para aprovação das fichas e instrumentos de registo e de definição de objectivos individuais e, mesmo assim, no horizonte, a possibilidade de não ser possível aplicar o modelo com o rigor que lhe é devido.
Concluindo, o objecto de acção dos professores e dos órgãos de gestão são os alunos; o concretizar de um conjunto significativo de aprendizagens, através de aulas bem preparadas, de projectos educativos consistentes; de organizações escolares que respondam à crescente complexidade da sociedade em geral e, em particular, à enorme diversidade de públicos e de contextos sócio - económico - familiares com que nos deparamos no dia a dia.
Não podemos continuar a sentir, nas nossas comunidades escolares, que a avaliação é um fim em si própria.
Urge garantir que haja mais vida nas escolas para além da avaliação de desempenho.
Gafanha da Nazaré, 28 de Outubro de 2008
Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro
Anexos: Ofício para o ME (ofmeilhavo) e versão da posição em ficheiro pdf com as assinaturas (add), para que não possam dizer que é falso e que só há posições individuais de professores e não de Escolas ou Agrupamentos.

Publicado por JoaoTilly em 12:55 AM | Comentários (0)

Novas Oportunidades

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Publicado por JoaoTilly em 12:48 AM | Comentários (0)

Fafe!

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Publicado por JoaoTilly em 12:47 AM | Comentários (0)

O que o Socretino devia saber sobre a FINLÂNDIA!!!

Sim, seria uma obra de caridade que esta missiva chegasse ao seu destinatário - O Sr. P.M."Enginheiro" Socras

Como Sª Exª tem a mania de nos comparar com a Finlândia, venho por este meio dar o meu pequeno contributo sobre as comparações que tanto gosta de fazer entre os 2 distantes, mas dignos, Países:

1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;

2. Na Finlândia há contínuos, aliás - políticamente correcto - 'auxiliares de accção educativa', acompanhando constantemente os professores e educandos;

3. Na Finlândia, as crianças são educadas pelos pais no intuito de
respeitarem a Escola e os Professores;

4. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;

5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os miúdos vão para
casa brincar, estudar;

6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;

7 . Na Finlândia não há avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!

8. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são felizes.

Nota alguma diferença???

Publicado por JoaoTilly em 12:40 AM | Comentários (0)

novembro 12, 2008

Manuel Alegre rebenta com Milú Rodrigues

Publicado por JoaoTilly em 07:12 PM | Comentários (1)

Mais uma pérola!... que vale bem a pena ler.

Colegas,

Suponho que todos se sintam sensibilizados por sentirem que, no passado Sábado, fizeram parte de “algo maior”, que fizeram parte da história…

Pois na história, por maior e mais significativa que tenha sido a manifestação, é onde todos e cada um dos 120 000 irá ficar se, chegados às escolas, nada fizerem para mudar as coisas.

Sei que muitos se sentiram desiludidos com as consequências práticas da primeira manifestação e que muitos temem a repetição do mesmo com esta segunda manifestação. Alguns sentem-se desiludidos, ou mesmo ultrajados, com as declarações da Sr.ª ministra da Educação na televisão… Seremos assim tão ingénuos que estávamos à espera que ela viesse às televisões pedir desculpa, dizer que se tinha enganado e que se iria empenhar, connosco, no combate aos verdadeiros males do nosso ensino?! Não me façam rir!

Porque não há-de a ministra se sentir segura, se ela sabe que 90% dos professores que aos Sábados vêm gritar para as ruas chegam às escolas, na segunda-feira seguinte, e continuam a colaborar na política das aparências…

Ela conta com o nosso medo, conta com a nossa inércia, conta com o nosso “seguidismo”… Não lhe interessa resolver nada do que está mal, interessa-lhe apenas a nossa colaboração. E ela sabe que a está a ter em centenas de escolas, as mesmas de onde vieram muitos dos 120 000.
A esse medo chama-se CONIVÊNCIA!

Sejamos honestos! Em causa não está a avaliação, mas TUDO o resto. Toda a política da aparência que está a conduzir o sistema de ensino público português para o mesmo caminho que o nosso famigerado sistema nacional de saúde.

Quem, de entre nós, tendo um pouco de dinheiro, não prefere recorrer a uma clínica privada do que perder horas num centro de saúde ou num hospital público?! Pois o mesmo irá acontecer ao sistema de ensino público português, caso não nos revoltemos contra esta política que, perante as dificuldades, cede.

No futuro, e o futuro é daqui a dois ou três anos, no sistema de ensino público ficarão apenas os que forem incapazes de fugir para o privado: professores e alunos.

Os meninos estão a ter maus resultados a Matemática?
Não faz mal, baixa-se o nível de exigência dos exames.
Os meninos ficam retidos no final do ano?
Não faz mal, inventam-se dezenas de “planos” e de “justificações” e o pessoal, só para não ter que preencher a papelada, continua a “engolir sapos” e a passar os meninos todos no final de cada ano.

É necessário passar a imagem, para a opinião pública, que o governo está muito preocupado com os problemas do ensino?
Inventa-se uma “avaliação burocrática de docentes” e a malta colabora, com medo, e vamos para casa todos contentes com o “Bom”…

O sistema público de ensino está a ruir a cada ano e em vez de enfrentarmos os problemas de frente e assumir o que está mal, incluindo o que está errado dentro da classe docente, continuamos a colaborar com o “sistema”…
Ou seja, o “Titanic” afunda-se, mas nós continuamos a dançar ao som da orquestra…
Pois bem, se houver alguém que acredite que este sistema de avaliação vai melhorar o nosso sistema de ensino, que entregue os objectivos pessoais.

Se houver alguém que acredita que os professores que se esforçam, que sempre se esforçaram, vão ser “premiados”, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que os nossos colegas que sempre fizeram do ensino a sua “segunda profissão” e se gabam de usar indiscriminadamente os 102 irão ser penalizados, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que este processo nos irá ajudar a melhorar os nossos métodos de ensino e a ser melhores professores, que entregue os objectivos pessoais.

Se alguém acredita que este processo irá permitir detectar os nossos erros e corrigi-los, beneficiando indirectamente os nossos alunos, que entregue os objectivos pessoais.

Mas NÃO ENTREGUEM OS OBJECTIVOS POR MEDO!
Não cedam à chantagem do medo e às ameaças da ministra. Todos temos muito a perder, mas há coisas que não têm preço…
Uma delas é a nossa dignidade profissional.

Nós somos professores e, na nossa profissão, todos os dias somos confrontados com ameaças directas à nossa autoridade.
Quando não temos mais argumentos para convencer os nossos alunos pela razão, o que é que fazemos?! Ameaçamos!
É a última arma que resta, quando faltam mais argumentos…Sabemos bem como é!

Pois bem, temos uma ministra que, há muito, desistiu de nos convencer pela razão, pois nós bem sabemos da hipocrisia desta pseudo-avaliação.
Que lhe resta?
A ameaça… Como não pode mandar os professores para a “rua” com uma falta disciplinar, ameaça-nos com a não progressão na carreira.
E nós? Nós, pelos vistos, cedemos com um sorriso nos lábios…
Seremos assim tão ingénuos que pensamos que, se alinharmos no “esquema” e entregarmos os objectivos, nada nos irá acontecer?!

Seremos tão ingénuos ao ponto de pensar que, se alinharmos com o “sistema”, o nosso emprego estará assegurado para sempre?

Será que as pessoas não compreenderam que os tempos mudaram e que já não há certezas no que toca a um emprego para toda a vida, nem mesmo para quem trabalha para o Estado?

ACORDEM e olhem à vossa volta… Estamos a entrar numa das piores crises financeiras que o mundo ocidental já conheceu… Alguém acredita que o seu emprego estará seguro indefinidamente só por não contrariar o “chefe”?!
Os tempos mudaram e não voltam atrás, nem mesmo para quem é funcionário público.

A escola de Silves está cheia de pessoas normais, não de super-heróis.
As pessoas que estão a boicotar a avaliação na minha escola são pessoas honestas e cumpridoras da lei.
Pagam impostos e não têm cadastro criminal.
Não são loucas, nem irresponsáveis e, por isso, também têm medo.

Estão habituadas a ensinar aos seus alunos e filhos a cumprir as leis. Mas sabem que antes de qualquer lei, está a lealdade e a rectidão perante as nossas mais profundas convicções.

Os professores de Silves também têm medo das repercussões que este acto de resistência pode ter nas suas carreiras, sobretudo os corajosos avaliadores que arriscam, talvez, um processo disciplinar.
De onde lhes vem a coragem? De saber que pior que ter medo de não cumprir esta avaliação, é o medo de olharmos para o espelho e termos vergonha de não termos defendido a nossa dignidade profissional e os nossos alunos.

É disso que se trata, de defender a dignidade do nosso sistema de ensino.
É daí que nos vem a força, das nossas convicções…
Como poderíamos olhar de frente, olhos nos olhos, os nossos alunos se cedêssemos na luta pelos nossos ideais?

A ministra ameaça-nos como “meninos mal comportados” e nós claudicamos? Em Silves, não!
Não sigam o exemplo dos professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues de Silves, sigam a vossa consciência.
E se, perante ela, se sentirem bem em entregar os objectivos pessoais, entreguem-nos!

Nós, perante o medo, continuamos a RESISTIR!
E desde que o começámos a fazer que dormimos melhor e que temos um outro sorriso… Estamos bem com a nossa consciência e isso não tem preço.

Desde que resisto, que sou MAIS FELIZ!
Os meus alunos agradecem…


Pedro Nuno Teixeira Santos, BI 10081573, professor QZP do grupo 230 no Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves)


(NOTA: se alguém me quiser instaurar um processo disciplinar na sequência deste texto, agradeço o envio de um e-mail e eu envio na resposta, e com agrado, o resto dos meus dados pessoais)

Publicado por JoaoTilly em 06:56 PM | Comentários (0)

Eu não diria melhor: está aqui tudo.

O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores
que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir
à destruição do sistema de ensino em Portugal.

Os motivos? ....fácil:
- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir
o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde
administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favores cada
vez mais inconcebíveis! Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças
deficientes (incluindo deficiências profundas, surdos, mudos, cegos, etc...)
fechando os estabelecimentos apropriados a estes casos, colocando-as todas
'inseridas' em turmas comuns numa escola normal!!!

Para fazer o quê?
Apenas porque o professor tem o dever de dar aulas? Não !!!!!

- É para descredibilizar a Escola Pública e abrir caminho para os negócios
privados da Educação que aí vêm!
O último grande negócio que lhes faltava!

Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da
escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao 12º ano.
Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar
e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e
viverá em extrema riqueza à custa de todos!

Já Salazar sabia o perigo do povo ter instrução: - A CULTURA LIBERTA!!!
O burro aceita o cabresto!!!

- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da
escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!

Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de
tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...)
são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos
seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas
por dia na escola!!! não querem filhos? Para que os tiveram?) e os alunos são
promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não
tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando
garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada, a culpa é do
professor, claro !

De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos
são incompetentes e maus profissionais, segundo este governo!

Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na
educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a
trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação!

A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!

Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões
por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que
se passa!

PASSEM O E-MAIL, POIS ISTO É AINDA MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE!

A avaliação do desempenho de professores é uma patranha para escamotear mais uma
poupança para combater o défice!

Publicado por JoaoTilly em 05:06 AM | Comentários (0)

novembro 11, 2008

Já que se diz que a avaliação dos professores é tão boa...
por que não aplicá-la às outras classes profissionais?
Aos médicos, por exemplo...

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora…

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…


Paulo de Carvalho

Publicado por JoaoTilly em 06:07 PM | Comentários (1)

Já que se diz que a avaliação dos professores é tão boa...
por que não a aplicar a outras classe?
Aos médicos, por exemplo...

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora…

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…

Publicado por JoaoTilly em 06:07 PM | Comentários (0)

Já que se diz que a avaliação dos professores é tão boa...
por que não a aplicar a outras classe?
Aos médicos, por exemplo...

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora…

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…

Publicado por JoaoTilly em 06:07 PM | Comentários (0)

meia VITÓRIA???
Ministério propõe que avaliação de professores só conte dentro de quatro anos

Hoje às 16:01

O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho só pese no concurso de professores dentro de quatro anos. Os sindicatos discordam da proposta e falam em «cortina de fumo» e «encenação».
O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho dos professores tenha efeito no concurso de professores apenas dentro de quatro anos e não no próximo concurso como anunciado pela tutela.

O secretário de Estado adjunto da Educação assegurou que a proposta iria ser apresentada, ainda esta terça-feira, aos sindicatos, uma proposta que exclui esta avaliação dos factores determinantes da graduação de docentes.

Em declarações à TSF, no dia em que os sindicatos faltaram à Comissão Paritária que está a avaliar este processo de avaliação, Jorge Pedreira justificou esta proposta com o facto de haver ainda professores que ainda não têm avaliação.

«A bonificação só contará a partir de colocações que serão feitas em 2010/11. Claro que o próximo concurso para a maior parte dos professores será de facto daqui a quatro anos, mas residualmente todos os anos é preciso fazer um concurso para preencher os horários que entretanto fiquem vagos e para esses haverá já contagem», acrescentou.

Jorge Pedreira esclareceu ainda que «só os que não encontrarem colocação nas vagas dos quadros e portanto nas suas preferências é que terão de concorrer a um outro quadro de zona de uma lista em que há necessidades de professores, que são sobretudo os quadros do Litoral».

João Dias da Silva, da FNE, já considerou que esta proposta é uma «cortina de fumo e uma encenação», uma vez que o actual modelo de avaliação e as suas regras não pode ser aplicável em concursos de professores «nem daqui a oito anos».


A Fenprof também já desvalorizou esta proposta e lembrou que não só os docentes não aceitam que esta avaliação seja incluída nos concursos como que os concursos sejam feitos de quatro em quatro anos.


«Isso significa que durante quatro anos haja inúmeros lugares de quadro que vão sendo disponibilizados e portanto as necessidades efectivas do sistema vão sendo preenchidas por professores contratados quando deviam ser preenchidas com professores dos quadros», explicou Mário Nogueira.


Sobre a inclusão da avaliação nos concursos, este sindicalista recordou que esta situação não está abrangida pela legislação e que por isso esta proposta é uma «inovação e originalidade deste Ministério».


«O que o Ministério está, no fundo, a dizer é que havia um problema. Não estamos aqui para adiar problemas. Estamos aqui para resolver problemas», concluiu este dirigente da Fenprof.

Publicado por JoaoTilly em 05:06 PM | Comentários (0)

15 de Novembro

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15 DE NOVEMBRO: DO MARQUÊS ATÉ S. BENTO

Caros colegas,

A Manifestação de Professores, no dia 15 de Novembro, inicia-se com a concentração, às 14:00 horas, no Marquês de Pombal. Seguirá em desfile pela Rua Braamcamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento e terminará com um plenário em frente da Assembleia da República.

Lembramos a todos os colegas que a manifestação está oficializada para o percurso referido e que, de acordo com a lei e e por notificação da Senhora Governadora Civil de Lisboa, apenas teremos de manter a distância de 100 metros do edifício da Assembleia da República.

Publicado por JoaoTilly em 08:21 AM | Comentários (0)

É só uma folhinha, diz a ministra...

Exma. Senhora

Directora Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo

Maria Leonor Teixeira da Costa Lopes Varela, Professora Titular do Quadro de Escola da Escola Secundária de Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, grupo 330, nomeada avaliadora, por delegação de competências, perante os esclarecimentos ontem dados pela Senhora Ministra da Educação, ao Canal “SIC Notícias”, sobre a avaliação de Professores, vem solicitar informações sobre os seguintes pontos:

1. Enquanto avaliadora

A requerente tem sete avaliandos, distribuídos por dois grupos de docência. Já todos entregaram os respectivos anuais. Se os Professores têm apenas que entregar “duas folhinhas com os objectivos”, como qualquer funcionário de uma qualquer empresa, pretende a requerente saber se deverá suspender todas as actividades subsequentes, nomeadamente:

a. As sete reuniões com os sete avaliandos, para discussão dos objectivos individuais com o Conselho Executivo;
b. A marcação das sete observações de aula previstas para o primeiro período;
c. A marcação das sete reuniões para análise e discussão dos respectivos planos de aula.
d. A análise crítica dos sete planos de aula para verificação sobre se enformam o espírito de:
• O Projecto Educativo;
• O Plano Anual de Actividades;
• Os programas das respectivas disciplinas e níveis de escolaridade (em média dois por avaliando, alguns dos quais a requerente nunca leccionou, o que perfaz, em média 14 conteúdos programáticos diferentes);
• A Planificação Anual das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação Trimestral das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação das Unidades didácticas das respectivas disciplinas e níveis;
e. A marcação das sete reuniões subsequentes, para discussão dos resultados da observação das respectivas aulas.

2. Enquanto avaliada

A requerente já discutiu os seus Objectivos individuais com
• A Avaliadora
• A Avaliadora e o Conselho Executivo.

Deverá, agora, suspender:
• A elaboração escrita entrega do Plano de Aula assistida?
• A entrega do mesmo?
• A assistência da aula?
• A elaboração do Portfólio de onde constam:
1. O Projecto Educativo da escola;
2. O Plano Anual de Actividades;
3. Os programas das disciplinas e níveis que lecciona:
4. A Planificação Anual das disciplinas e níveis que lecciona;
5. A Planificação Trimestral das disciplinas e níveis que lecciona;
6. A Planificação das Unidades didácticas das disciplinas e níveis que lecciona;
7. As grelhas de avaliação por que vai ser avaliada;
8. A redacção da reflexão crítica de todas as aulas que deu até ao momento;
9. A redacção da reflexão crítica de todas as leituras que fez até ao momento,
10. A análise dos resultados anteriores dos alunos, para verificação do cumprimento da taxa final de sucesso escolar.
11. Não constam as taxas de abandono escolar, por terem sido consideradas desprezíveis nesta Escola?
• Obviamente, a reunião marcada para discussão da observação da aula assistida?

Mais se solicitam esclarecimentos sobre
1. Se esta suspensão tem efeitos apenas para o presente período lectivo ou para todo o ano;
2. A verificar-se ao longo do ano, como deverá a requerente proceder
a. À avaliação dos sete avaliandos;
b. Á sua própria avaliação.


Com os melhores cumprimentos,

Publicado por JoaoTilly em 08:11 AM | Comentários (0)

novembro 10, 2008

Esta traição dupla do «memorando de entendimento» até teve uma vantagem...

...que foi a de obrigar Sócrates, embora muito a contra-gosto, a DIZER UMA VERDADE NA SUA VIDA!

Queixa-se que foi «atraiçoado pelos sindicatos que tudo aceitaram e agora tudo negam».
BOA, SÓCRAS!!!!
Não deste conta, mas Isso é VERDADE!

Tivemos que esperar 3 anos mas ouvimos-te finalmente UMA VERDADE!

Hoje é que é MESMO um dia histórico para Portugal!

SÓCRAS FALOU VERDADE!!!

Porreiro, pá!



Publicado por JoaoTilly em 08:17 AM | Comentários (3)

O que eu penso sobre o momento actual no ensino... e sobre o que vai acontecer

Este post deveria ser falado mas, dado o adiantado da hora, resumo-o em 6 pontos fulcrais:
Sobre 3 deles eu não tenho qualquer dúvida.
Sobre outros 2 eu tenho algumas.
E sobre o último eu tenho-as todas.

Os 3 primeiros:
1 - Não tenho qualquer dúvida que a ministra da educação não passa de uma senhorinha sem estatura política e sem background científico na área que lhe arranjaram: a educação. Trata-se de uma professora do 1º ciclo que se licenciou nos ISCTEs da vida, lá foi tirando uma daquelas pós-graduações chapa 10 e - parece - um doutoramento numa área que só conhece pelos livros que terá lido.
Nunca deu aulas a sério nem por tempo suficiente para perceber o que é isso de ensinar, na sua vida. Nunca deu aulas ao segundo e terceiro ciclos sequer - que tutela. Sabe tanto de educação como qualquer um de nós, com a diferença de que não tem prática disso: de ENSINAR.
É pois, uma "professora" teórica. Uma escriturária ou manga-de-alpaca do ensino.
Como se isso existisse...
E é, também, por isso, uma "professora" de mandar fazer aos outros aquilo que ela nunca conseguiria fazer numa sala de aula.

Por outro lado, mesmo em termos estritamente teóricos, é uma pessoa que científicamente ninguém conhece fora do país.
Não tem trabalhos publicados nas revistas internacionais da especialidade (cá nem sequer há disso), não é convidada para os simposiums internacionais, enfim: não passa de uma professorazeca (como ela própria diz) com a particularidade de não dar aulas.

2- Não tenho qualquer dúvida que a plataforma sindical vendeu os professores em troca da manutenção do número de delegados sindicais a tempo inteiro à boa-vida (que seria reduzido para um décimo na proposta inicial, o que provocou grande escândalo no último congresso da FENPROF) e da possibilidade de eles próprios - os dirigentes sindicais - poderem progredir até ao tão maltratado escalão de professores titulares embora não dando aulas (o que era condição fundamental de início).

3 - Não tenho qualquer dúvida de que os sindicatos também atraiçoaram o entendimento que tinham assinado com a ministra, mal viram as barbas a arder e os professores de norte a sul do país a voltarem-lhes as costas e a começarem a organizar-se extra-sindicatos.
Isso aconteceu ultimamente quando os professores perceberam a miserável negociata estabelecida entre sindicalistas e governo em que os professores foram apenas usados como moeda de troca.

Esta manif de 8 foi a tentativa in-extremiis de esvaziar a manif de 15 que estava - e está - a ser organizada pelos professores EXTRA-SINDICATOS.
Não se podia permitir que se reunissem dezenas de milhares de professores sem a lojística dos sindicatos por trás. Perguntar-se-ia para que servem os sindicatos e não haveria resposta a dar.
Assim, antecipa-se a coisa para 8, para ver se eles desarmam do dia 15.
Não desarmaram, pelos vistos. Mas isso é outra conversa.

Nesta contingência, a coisa correu mal para os comerciantes de consciências de professores: os sindicatos e o ministério - porque os professores não vão nisso.

E aqui se coloca a minha primeira dúvida: mas não vão em quê?
Isto é tudo por causa da avaliação?
Mas esta avaliação é zero. Cada um diz o que quer e faz o que quiser porque não há normas nenhumas. Cada escola inventa as suas e, se assim é, em vez de estarmos preocupados com este tipo de "avaliação" devíamos estar gratos e satisfeitos.
É que com esta balducha não há ninguém que consiga atribuir um nível de regular a um prof. Todos tirarão Bom, pelo menos.
É certo que os amigos dos avaliadores e dos executivos tirarão Excelente mas até isso será escândalo, porque tudo será exposto mais cedo ou mais tarde.

Ou seja: esta palhaçada sem pés nem cabeça, por isso mesmo, não prejudica os professores. Pelo contrário...

Mas os profs também se queixam de reuniões sucessivas e de papelada às toneladas...
Mas - pergunto eu - quais reuniões?
O ME não marca reuniões. Os Conselhos Directivos e os avaliadores podem marcá-las mas é evidente que elas são de carácter facultativo. Uma reunião para esclarecer a avaliação não pode ser obrigatória para os docentes. É do seu interesse, mas não obrigatória.
Por isso não deveriam os professores queixar-se disso nas ruas.
É sintomática da dessintonia entre os protestantes e as fundadas razões desse protesto.

Sobre as grelhas para a colocação de objectivos, há-as desde uma página até 50.
Quanto aos planeamentos de aulas, há-os desde uma página a 27!!!

E a culpa é de quem?
Dos maluquinhos que se põem a inventar e a meter medo a quem depois mostra que se calhar não tinha mesmo condições nenhumas para estar no ensino.
Um alienado que tem o desplante de entregar um plano de aula de 27 páginas devia estar preso numa jaula e com uma camisa de forças vestida. Não devia andar à solta numa escola.

Só dão razão à ministra que apenas exige uma ficha - claro que, bem contadas são 16 páginas, mas que sejam as 16. Não é nada do outro mundo! - com os objectivos anuais.

Portanto as minhas 2 dúvidas são estas: será que 10% dos professores fazem uma pequena ideia do que têm que fazer para poderem ser avaliados segundo este sistema?
E será que os professores - e até os sindicalistas profissionais - ainda hoje sabem qual o conteúdo do «memorando de entendimento»?

É que Memorandum é para lembrar mais tarde... Mas parece-me que os professores nunca o conheceram e os sindicalistas já o esqueceram.

Pelo que conheço, pelo que vejo à minha volta e vi ontem nas tvs estou sinceramente inclinado a responder Não às duas questões anteriores.

Por último, para a pergunta: «o que vai acontecer agora»? eu tenho 3 respostas mas todas vão dar à mesma saída: a suspensão.
Explico::
1 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, faz de conta que não se passa nenhuma avaliação e deixa passar os prazos todos como se nada existisse - atitude à Sócras e, portanto, a medida xico-esperta que se espera.
2 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, declara que o processo está suspenso até este modelo ser testado em escolas piloto, acabando assim com o clima de total instabilidade nas escolas - medida mais inteligente e por isso mesmo decerto não será a adoptada por este governo.
3 - O governo deixa passar o tempo sem nada fazer na esperança que toda a sociedade se conforme. Nesse caso, o governo obriga, a curto prazo, a uma tomada de posição do PR que não poderá continuar calado por mais tempo do que a semana que hoje começa.
Findo esse tempo de reflexão e ponderação o governo terá que dizer alguma coisa.
Se o não fizer obriga Cavaco a partir a louça toda.

E depois?
Depois, das duas uma: ou Sócras continua sem passar cavaco a Cavaco - e capaz disso é ele! - iniciando uma guerra institucional que perderá, na melhor das hipóteses, nas urnas...
Ou Sócras acede a suspender o processo alegando os superiores interesses do Estado.

Como vêm, por mais que berre, poucas saídas restam a Sócras para além de decretar a suspensão deste processo de avaliação. Explicita ou implicitamente.

Isto é o que eu prevejo neste momento com os dados disponíveis.

Publicado por JoaoTilly em 02:12 AM | Comentários (2)

novembro 09, 2008

Atenção, que eles vão jogar sujo

Atenção, que eles vão jogar sujo


O Ministério e as cúpulas sindicais (que eu não confundo com os Sindicatos) vão pôr as suas centrais de desinformação a funcionar a todo o gás para nos convencer que a Manifestação do dia 15 foi desconvocada.

Atenção, colegas: A MANIFESTAÇAO NÃO FOI DESCONVOCADA! Continua convocada para a Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, no dia 15 de Novembro às 14:00.

Por favor divulguem.


Este alerta circula na net.


Este tipo de alertas é importante porque ele contribui para reduzir os fenómenos que se esperariam, não fosse esta medida profilática.

Pessoalmente, não acredito que os sindicalistas passem a palavra (em público) da desmobilização.
Terão vergonha. Seria o descrédito total.
O governo, com a sua máquina de desinformação, sim.

Mas neste caso menos, porque quanto mais professores houver nas ruas a 15, (sendo certo que não se aproximarão dos 120 mil) mais força será retirada aos sindicatos.

Os professores, os sindicatos e o governo estão, portanto, num triplo braço de ferro entre eles.
Se a maior força pender para os professores independentes, perdem os sindicatos e o governo.
Se a maior força pender para os sindicatos, perdem os professores independentes e o governo.
Se a maior força pender para o governo perdem os professores todos.
Mas pior: perde a escola toda.

Publicado por JoaoTilly em 04:30 PM | Comentários (0)

AGORA SEM SINDICATOS!!!!


PARA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS: MANIFESTAÇÃO DIA 15 DE NOVEMBRO


Para quem ainda não tinha percebido... Ouça bem!

01:20 - "contestação sindical"?
Lá estaremos sem sindicatos, no dia 15, Sra. Ministra!

02:57 - "Que o modelo se concretize por duas razões..."
03:05 - O modelo que está neste momento a ser concretizado é aquele que resultou do Memorando de Entendimento com os sindicatos."
Lá estaremos, sem Memorandos de Entendimento, Sra. Ministra.

04:57- "E o que espero dos sindicatos sinceramente é que cumpram aquilo que foi acordado."
Os sindicatos podem cumprir; os professores, não! Dia 15 de Novembro voltarão a Lisboa!

05:59: "Existe este que foi negociado durante mais de dois anos em mais de cem reuniões sindicais."
06:06 - "Este modelo de avaliação não saiu de nenhuma cartola, foi negociado com os sindicatos em mais de cem reuniões sindicais."
Para se chegar a isto? Dia 15 de Novembro voltaremos a Lisboa.

08:00 - "Cumprimento do que está acordado. Cumprimos integralmente o Memorando de Entendimento."
Mas não pode ser para cumprir. Dia 15 de Novembro os professores voltarão a dizê-lo, em nova manifestação em Lisboa.

13:29 - "O que espero dos sindicatos é que cumpram o Memorando".
Os professores não concordaram com o Memorando. Virão dizê-lo, dia 15, do Marquês de Pombal à Assembleia da República.
MUP
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Publicado por JoaoTilly em 04:03 PM | Comentários (0)

Emídio Rangel continua a malhar nos professores!
Mas eu também acho que era preferível reunir 40 mil sem a logística dos autocarros do que 100 mil à boleia de quem anda à boleia dos professores

Eu não posso concordar com Emídio Rangel.
E não é por criticar o sindicalista profissional Mário Nogueira.
Que não dá aulas há 22 anos.

Porque também não é só ele!
Todo o corpo sindical não entra numa sala de aulas há décadas.
E os Conselhos Directivos instalados desde os anos 90?
E os 10 mil ex-professores destacados nas DREs, autênticos armazéns de clientela política?

Não. Não é por isso.
A mim o que me custa é que Rangel continua a ver os professores como simples «rebanho» e meros «funcionários» do aparelho, tal como escreve aqui abaixo nesta crónica do CM.

Está enganado. Não somos rebanho, sr Rangel.
Nem sequer isso, somos! Nem espírito seguidista temos, senão as coisas há muito se teriam resolvido.
Isto, nesta classe, é cada um para si e eu até acho incrível como é que se pode pensar que foi o «Agitador» Nogueira quem conseguiu reunir mais 120 mil.

É que, de facto, não foi ele quem os reuniu.
O «agitador», neste caso, vem a reboque de uma manifestação organizada só por professores que estava marcada poara o dia 15.
Esta foi uma manobra de antecipação que, neste caso, nem aqueceu nem arrefeceu a luta dos professores.
Se bem pensarmos até terá sido algo perniciosa para os próprios professores.
Porque mais uma vez se fez, de certo modo, o jogo da ministra.
Evitou-se que o país percebesse que os professores não precisam de sindicatos que os atraiçoam com acordos escuros firmados com a tutela, à revelia dos próprios professores, como a ministra ontem não se cansou de denunciar.

Paciência, ministra!


Os sindicalistas não são mesmo flor que se cheire.
É verdade que têm pavor de voltar a dar aulas, tal como os directivos e os destacados nas DREs.
Têm que «jogar», por isso, sempre com os seus melhores interesses na mira.
Um dia atraiçoam os colegas, no dia seguinte atraiçoam os ministros com quem acordaram previamente as negociatas longe dos olhares daqueles que dizem representar.

Os sindicalistas, tal como os políticos, tratam APENAS dos seus próprios problemas usando descaradamente a classe que dizem representar primordialmente para esse fim.

Já toda a gente o percebeu.
E sempre assim foi. Em todo o mundo.
Recordemos o filme «On the Waterfront», de Elia Kazan com Marlon Brando e Sam Spielgel, rodado em 1954 e já esse problema era por todos reconhecido nos EUA.


Neste momento e processo, os professores nada ganharam com a colagem dos sindicatos.
Era preferível 40 mil na rua sem a logística dos autocarros do que 100 mil à boleia de quem anda à boleia dos professores.

(Clique abaixo para ler a crónica de Emídio Rangel)


Coisas do circo
Professores agitados
“Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos”.

Hoje, Mário Nogueira entra em cena de novo. Nos últimos dias tem prometido uma manifestação de professores maior do que aquela que se realizou a 8 de Março, em Lisboa, com cerca de 100 mil pessoas, na contagem de Mário Nogueira. Com a prosápia que é comum a todos os especialistas em agitação, Mário Nogueira assegura que a passeata de hoje será um acontecimento a nível mundial. "Nunca aconteceu no Mundo inteiro", diz o agitador.

E estou mesmo convencido de que milhares de jornalistas de televisão, rádio e jornais do Planeta não quererão perder um evento único como este. Pessoas inteligentes a cumprir as ordens, os gestos, os gritos do pastor Mário Nogueira. Notável este homem. É secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, aestrutura sindical dominada pelo Partido Comunista. Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos. Ou seja, já não é capaz de exercer a sua profissão. ‘Transferiu-se’ da escola para o sindicato e, em consequência, ‘comanda a vida’ dos professores há mais de 22 anos. Era um professor, hoje é um agitador.

O que faz? Faz manifestações "únicas no Mundo", como a que anuncia para hoje. Consegue, para só falar nesta manifestação, mais de 700 autocarros alugados em Portugal e em Espanha para trazer o seu rebanho, faz esperas ao primeiro-ministro quando este se desloca pelo País, para o invectivar, humilhar, insultar, desde que tenha as câmaras de televisão pela frente. No caso em apreço, uma ira porque não concorda com a avaliação dos funcionários. Se não fosse a avaliação, era uma qualquer outra coisa. O que o motiva é a agitação, em prol da estratégia do PCP. Não há nada com que concorde. Ano após ano.

Em consonância com a estratégia do seu partido, nunca houve um ministro da Educação razoável. São todos estúpidos, passam a maior parte do mandato a congeminar medidas contra os professores. Se o ministro fosse militante do PCP, aí sim, todos os problemas ficavam resolvidos por um truque de magia. Mas como esse cenário é longínquo, quase impossível, Nogueira terá de continuar a cumprir tarefas de destabilização para o ‘povo’ das escolas não adormecer. Francamente ele merece a ‘ordem de Lenine e Estaline’. Tem sido um militante incansável e todos os louvores lhe são devidos. Os professores que não aceitaram uma venda nos olhos e não vão amanhã à manifestação vão poder assistir pela televisão ao maior espectáculo do Mundo – ‘o circo de Nogueira’.
Emídio Rangel

Publicado por JoaoTilly em 09:49 AM | Comentários (4)

novembro 08, 2008

Governo autista com 90% dos professores na rua!


PSD: Governo não pode continuar a ser "autista e indiferente" na política educativa
"A manifestação de hoje é a prova evidente que não pode ficar tudo na mesma, o Governo não pode ser autista e indiferente", defendeu o deputado social-democrata Pedro Duarte, em declarações à Lusa.

Pedro Duarte, que integra a comissão parlamentar de Educação, recordou que existem cerca de 143 mil professores em Portugal, sendo que "entre 80 a 90 por cento estão hoje em Lisboa" a manifestar-se "não por motivações políticas ou partidárias".

Por isso, continuou, quando "entre 80 a 90 por cento de uma classe profissional" decide sair à rua para se manifestar é porque a política que está a ser seguida não está a ser compreendida.

"A partir deste momento, é insustentável a manutenção da política educativa que o Governo está a seguir", sublinhou, considerando que é tempo do Executivo de maioria socialista sair da "redoma" em que está fechado. "É quase unânime, há um consenso quase total entre os agentes educativos", acrescentou, insistindo não se lembrar de alguma vez ter-se assistido a uma manifestação tão representativa de uma classe profissional.

O deputado do PSD lembrou ainda que já na sexta-feira, a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas. "O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial", afirmou, anunciando que, "por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação" e entende que, "desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz".

Milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo

Publicado por JoaoTilly em 07:53 PM | Comentários (1)

Mas esta ministra é completamente louca!

Na RTP disse que tudo não passa de uma luta político-partidária nas escolas e nas ruas!!!
Como é possível?
Alguma vez houve luta partidária nas escolas???
Dizer isso é, até, crime!
Tanto desconhecimento!!!???

Mas diz mais:
Diz que o seu maior problema foi a greve aos exames há 2 anos....
Mas qual greve????
Desafia os professores a fazerem greve aos exames?!
Coitada: totalemente desesperada, tenta esta rasteira baixa: voltar os pais contra os professores.
Uma coisa já muito batida...

Já ninguém é estúpido!
Não vamos chegar aos exames.
Isso era só no final do ano!
Há que parar esta pouca vergonha e é já!
Há que não dar notas já em Dezembro!
Há, inclusivamente, que parar a matéria já por aqui enquanto não se resolver o problema da avaliação louca comprada no Chile!
Que vergonha de mulher!

Só tenho uma esperança: é que Sócras, por mais alucinado que seja, não pode fechar os olhos a isto!
120 mil professores equivalem a meio milhão de votos, pelo menos!!!
Já perdeu as próximas eleições se não parar esta vergonha por aqui já!
Esta linguagem é a única que o pinóquio percebe bem!....

Publicado por JoaoTilly em 07:07 PM | Comentários (0)

novembro 07, 2008

A 1ª grande Vitória dos Professores!!!

Ei-la!





"Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
PARA QUE CONSTE... NO PRESENTE E NO FUTURO

DECLARAÇÃO DA PRESIDENTE DO PSD
(Avaliação do desempenho dos Professores)

A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente.


Só que o modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial.

O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo.

A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino – a motivação dos professores.

Por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação.

Entendemos que, desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz, assente fundamentalmente em três vectores:

A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar.
A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo.

E igualmente se deve acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda.

Insistir no actual modelo é pura perda de tempo.

Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e principalmente, os alunos e as suas famílias, estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas.

Lisboa, 7 de Novembro de 2008




Já em Fevereiro - antes da Grande Manifestação FURADA dos profesores de 8 de Março - Menezes se solidarizava com a luta dos professores, na altura FURADA pelos sindicatos.
Menezes fazia a semelhança entre a situação que se vivia na altura e a que levou à demissão do Ministro da Saúde.
Contudo, os Sindicatos FURARAM INDECENTEMENTE a luta dos professores numa TRAIÇÂO nunca vista no Portugal democrático ao usarem os 100 mil que encheram as ruas de Lisboa PARA SEU PROVEITO PRÓPRIO.
Para cozinharem um «ENTENDIMENTO» que até hoje permanece no segredo dos Deuses mas cujos efeitos práticos foram:
1 - Proteger a ministra da queda iminente
2 - Guindarem-se eles próprios a professores titulares
3 - Concederem a mesma borla aos autarcas, deputados e demais classe política.

Agora, depois de verem que a classe dos professores lhes voltou literalmente as costas na sequência da sua TRAIÇÃO, vieram a correr a gritar: Ó Rita! Ó Ana! - para ver se não ficam no desemprego e se não têm que recomeçar a vergar a mola nas escolas.

Que isto, ao fim de 10 anos no Bem-Bom, nem Conselhos Directivos nem sindicalistas já fazem uma pequena ideia do que são os miúdos e de como se dá uma aula.

Ter que picar o cartão todos os dias à hora certa e não se poder faltar à fartazana sem passar cavaco a ninguém é duro Meus Senhores!!!!

Esperemos que os sindicalistas não nos vendam novamente depois da manifestação do próximo Sábado.

Publicado por JoaoTilly em 06:13 PM | Comentários (0)

Ninguém acredita nisto!!!!
Professores PEDINTES!
Professores auto-propõem-se a angariar fundos, para poderem progredir na carreira!!!

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Não poucas vezes me sinto envergonhado por pertencer a esta classe profissional.
Esta é uma dessas ocasiões.

Publicado por JoaoTilly em 08:05 AM | Comentários (1)

novembro 06, 2008

CONSELHO EXECUTIVO PEDE SUSPENSÃO

AINDA HÁ PROFESSORES NOS CONSELHOS EXECUTIVOS!!!

Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
Neste caso é um pedido de suspensão que parte para o ME por iniciativa do próprio órgão de gestão.

A Sua Excelência A Ministra da Educação

Com conhecimento a:
- DREN;
- Conselho Científico de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente;
- Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos, Esposende e Famalicão

O Conselho Executivo da Escola Secundária Alcaides de Faria vem, por este meio, solicitar a Sua Excelência que seja suspenso e revogado o actual modelo de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente, regulamentado pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, pelos motivos seguintes:

1. Para o Conselho Executivo, tal modelo torna-se inexequível na medida em que a nossa Escola tem cerca de 220 professores, que terá que avaliar, segundo critérios que não se podem considerar objectivos e observáveis. Esta tarefa é, para o Conselho Executivo, humanamente impossível de concretizar com o mínimo de rigor e seriedade, princípios que devem estar sempre presentes num processo tão delicado como é o da avaliação de professores.

2. Este modelo, muito burocrático e pouco realista, está a promover a degradação do relacionamento interpessoal entre a classe docente, perturbando seriamente o clima escolar, com reflexos negativos (directos e indirectos) no processo de ensino e aprendizagem. A este facto, acresce o descontentamento que impera entre os docentes, que se vêem com uma sobrecarga de tarefas que o actual modelo de avaliação exige, pondo em causa o desenvolvimento normal da sua actividade enquanto professores.

3. O Conselho Executivo teme, seriamente, que seja colocada em causa a essência da actividade da Escola, que se centra essencialmente nas aprendizagens dos alunos, desvirtuando, assim, a razão da nossa existência. Estamos plenamente convencidos que a aplicação do actual modelo de avaliação dos professores irá prejudicar seriamente os alunos e o normal desenvolvimento do ano lectivo, como, aliás, já está a acontecer. Não se pode pedir à Escola o que é, de todo, impraticável.

4. A ser levado até ao fim o actual modelo de avaliação, não pode, este Conselho Executivo, e cremos que nenhum, garantir uma avaliação justa e justificável dos professores. Não é uma avaliação justa, imparcial e verdadeira que se pretende? Acreditamos, sinceramente, que não o conseguiremos com o actual modelo. Não queremos, e daí a nossa posição, entrar por um processo em que a avaliação é feita, a qualquer custo, mas sem o rigor, a moralidade e a seriedade que devem ser os pilares de qualquer processo de avaliação de pessoas, com sentido de responsabilidade e ética.

5. A ser levado até ao fim este modelo de avaliação, o que será da Escola no final do ano? Como estarão as relações entre os professores, uns avaliadores e outros avaliados, num processo em que, em geral, ninguém acredita, de verdade? Este Conselho Executivo não quer imaginar-se a gerir uma Escola em que a conflitualidade se instale irremediavelmente.

6. O Conselho Executivo considera a avaliação dos professores uma exigência, nem está contra ela, bem pelo contrário. Quer é poder avaliar com rigor, com isenção e com competência, o que, no nosso entendimento, só poderá ser feito através de um modelo objectivo, menos complexo e, acima de tudo, que seja exequível. Deve-se, pois, na nossa opinião, construir um novo, urgentemente.

Barcelos, 28 de Outubro de 2008

MUP

Publicado por JoaoTilly em 08:17 AM | Comentários (2)

outubro 25, 2008

Bendito sejas, ó Magalhães...

Publicado por JoaoTilly em 12:26 AM | Comentários (0)

outubro 23, 2008

SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO

Documento a subscrever pelos professores e educadores e a apresentar ao Conselho Pedagógico e Conselho Executivo.

_________________________________________________

Proposta ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo


Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de………………………………., subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho em curso nos termos e com os fundamentos seguintes:

1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo Decreto-Regulamentar 2/2008 não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;

2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto-regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;

3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;

4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;

5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;

6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;

7. A maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;

8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio Dec-Regulamentar 2/2000, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados por forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;

9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;

10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas, como itens de avaliação;

11. O Ministério da Educação assumiu com os Sindicatos de Professores a revisão, este ano lectivo, do modelo instituído pelo Dec-Regulamentar 2/2008;

12. Suspender o processo de avaliação permitirá: (i) recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar; (ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos; (iii) antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio sindical.

Assim, o signatários, renovam a proposta de que o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de ……………………… suspendam todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.

Os signatários
………………………………………………………………………………….
…………………………………………………………………………………
………………………………………………………………………………….
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Publicado por JoaoTilly em 06:28 PM | Comentários (0)

Ao recusar a entrega dos objectivos individuais paralisa-se todo o processo de avaliação

Olá colegas,

A dinâmica que se tem vindo a gerar no sentido da suspensão deste Modelo de Avaliação é imparável, pelo que, todos os dias, aumenta o número de escolas e agrupamentos que enveredam por esta forma de resistência interna.

Neste âmbito, divulgo em anexo o texto final da posição assumida pelos bravos colegas de Chaves, bem como o Manifesto aprovado pela esmagadora maioria dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real.

Chamo a atenção para a posição corajosa dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, pois a mesma inaugura uma segunda geração de resistência, não remetendo a suspensão do processo para uma decisão do C. Pedagógico ou do C. Executivo.
São os próprios docentes que recusam a entrega dos objectivos individuais e, desta forma, paralisam todo o processo de avaliação. E isto faz toda a diferença!... Esta postura merece ser acompanhada pelos docentes que rejeitam este modelo de avaliação, pelo que, muitas outras escolas e agrupamentos seguirão, nos próximos dias, esta nova orientação.

Entretanto, a comunicação social começa a interessar-se pelo tema. Veja-se a cobertura da Agência Lusa e do JN (parabéns Delfina! Este modelo absurdo tem, em Vila Real, uma oposição inamovível) http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1032684
Abraço,
Octávio V Gonçalves

Publicado por JoaoTilly em 05:22 PM | Comentários (0)

Carta aos avaliadores dos professores

Prezado Colega,


Não são poucos os que, neste deplorável momento que a Escola atravessa, têm optado pela colagem ao lado mais prepotente, desprezando as legitíssimas razões que levam os seus colegas à praça, esquecendo que são — sobretudo e antes de tudo — professores. Não são poucos os que apanharam gripes com os espirros da senhora ministra, inundando as suas escolas de autoritarismo, ordens, reuniões, papéis e verborreia que tresanda a subserviência, a miséria ética, mental e profissional.

Não são poucos os que — apesar de a consciência lhes dizer que tudo isto está errado e inquinado desde o início — não conseguiram ainda força para resistirem, para se erguerem, para serem aqueles homens e mulheres que os seus alunos, os pais e a sociedade em geral gostariam que fossem. Por isso te escrevo, prezado colega, pois sei que pertences a este último grupo e não te sentes em paz com a tua consciência: sabes que estás a ser instrumentalizado; sabes que estás a contribuir, com o teu punho, para o ataque mais mordaz, mais infame e mais cobarde contra a classe docente e contra a escola pública; sabes que vais colaborar num processo injusto — para todos — mas não recuas, porque tens medo da mão tirana que está a puxar os cordelinhos de toda esta mísera tragédia de fantoches. Sei que és científica e pedagogicamente competente para ensinar e avaliar os teus alunos, contudo, — sabes bem — avaliar professores não é a mesma coisa! Presta, pois, atenção às seguintes perguntas que te faço. Depois, está nas tuas mãos a decisão que tomarás, de acordo com a tua consciência. O medo não te poderá servir de álibi!

- Quando aceitaste ser avaliador, deram-te conhecimento mínimo do processo subsequente, das inerências desse cargo e da natureza da avaliação a realizar?
- Achas correcto que tal decisão te tenha sido exigida no preâmbulo de todo este processo?
- Se tal decisão te fosse exigida neste momento — com os conhecimentos e experiência que tens — aceitarias o cargo?
- Tens o exigido conhecimento teórico e prático das diferentes correntes pedagógicas e metodológicas de ensino?
- Dominas suficientemente os conceitos, parâmetros e critérios que estruturam as grelhas de avaliação que vais utilizar?
- Consideras ter a distância afectiva exigida para tal situação?
- Caso um colega avaliado te questione relativamente a estes itens, estás preparado para o esclarecer de forma consciente, segura e relevante?
- Consideras esses instrumentos de avaliação justos, equilibrados e exequíveis?
- Foram testados, na tua escola?
- Consideras que a formação que te foi proporcionada te habilita para avaliar professores?
- Sentes-te científica e pedagogicamente competente para avaliar os teus colegas?
Agora é contigo, prezado colega!
Lembra-te de quem és!

Lembra-te de que, caso não te sintas preparado, o PEDIDO DE SUSPENSÃO DE FUNÇÕES não é uma fuga, é um imperativo moral e profissional! Consulta quem sabe mais que tu, sindicatos, colegas com muita experiência, associações, etc.
Lembra-te de que, embora não pareça, ainda vivemos numa sociedade de direito e que há instituições, que ainda vão funcionando, para fazer justiça!


Um abraço do colega
Luís Costa

Publicado por JoaoTilly em 05:20 PM | Comentários (0)

Resistências: Escola Secundária Dr. Júlio Martins (Chaves)

Exmos. Senhores


Presidente do Conselho Geral Transitório
Presidente do Conselho Executivo
Presidente do Conselho Pedagógico

Depois de muitas horas passadas em leitura e descodificação de documentos, em reuniões de área disciplinar, departamento e conselhos vários, em reflexões individuais ou de grupo, na tentativa de descortinar algum sentido no modelo de avaliação imposto pela Tutela e em formas de operacionalização do mesmo, algumas das quais já efectivamente aprovadas pelos órgãos da escola, subsistem enormes dúvidas quanto a uma série de questões, das quais destacamos, como forma de exemplo, as seguintes:

1. Na ficha de avaliação pelo Presidente do Conselho Executivo (PCE)
1.0. Relativamente ao parâmetro A.1. não está esclarecido o que significa o cumprimento de 100% do serviço lectivo, uma vez que, por exemplo, o professor pode estar ausente por acompanhamento de alunos em visita de estudo, sendo deste modo sempre penalizado, porque ou não deu a aula (A.1) ou não participou ou dinamizou actividades previstas no PEE, PAA e PCT's (C.1.).
1.1. O PCE sente-se com capacidade e competência para avaliar objectivamente o parâmetro "Cumprimento do serviço do apoio educativo e do apoio individual aos alunos" (A.2.1.1)? E, no caso de entender que "o docente propôs, dinamiza e colabora sistemática e continuadamente em actividades de apoio educativo e apoio individual aos alunos" (A.2.1.1.4), atribui-lhe 9 ou 10? Temos direito a saber qual a diferença!
1.2. Se, em relação ao parâmetro B.1.2, o docente tiver definido os objectivos pelo mínimo terá grandes probabilidades de os superar. Pode o PCE garantir que os objectivos estavam clara, objectiva e honestamente definidos?
1.3. Como é que o PCE avalia objectivamente "o empenhamento e a qualidade da participação" de todos os docentes nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão (C.3.1.1)?
1.4. Não será utópico que aos professores, para além das múltiplas e absorventes tarefas e funções, ainda lhes seja exigida a "participação e dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa" (C.4)?
1.5. Parâmetro E. "Relação com a comunidade", baseia-se apenas nos objectivos individuais. O que é preciso fazer para ter a nota máxima?
1.6. No parâmetro F.1.3. o avaliador é penalizado (só tem 3 pontos) se atribuir "à maioria dos docentes avaliados igual classificação em todos ou quase todos os itens e parâmetros". Afinal, não é possível isso acontecer, sobretudo em áreas disciplinares onde se trabalha muito em equipa, i.e., os professores dos mesmos anos planificam aulas em conjunto, elaboram testes em conjunto e partilham experiências e recursos?
1.7. Tal como referido no ponto 1.1., aparecem vários itens/indicadores com classificações como "1 a 6" ou "9 ou 10". Afinal em que ficamos? É um 1 ou é um 6? É um 9 ou um 10? O que é que distingue estas classificações?
1.8. Perguntas ao PCE:
1ª Possui instrumentos de registo de todas as observações que tem de efectuar? Se não tem, o processo não pode ser iniciado. Se tem, temos direito a conhecê-las.
2ª Existem grelhas para avaliação da professora de ensino especial? Se existem, a professora tem de conhecê-las.
3ª Sente-se com capacidade e tempo disponível para avaliar com objectividade, coerência, fundamentação e justiça todos os docentes desta escola em todos os indicadores e parâmetros?
2. Na ficha de avaliação pelo Coordenador de Departamento/Professor Avaliador:
2.0. Parece haver incoerências no parâmetro A., uma vez que o parâmetro A.1. "Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação das actividades lectivas" engloba todos os outros, i.e., as estratégias, metodologias e recursos fazem parte da planificação.
2.1. No parâmetro B.1. há uma redundância pois os objectivos e orientações já estão incorporados nos programas.
2.2. Quanto ao parâmetro B.3., para além de poder ser questionada a questão da eficácia da utilização das tecnologias na aprendizagem dos alunos, assim como a sua acessibilidade, também é necessário definir o que são "recursos inovadores" e se a única forma de observação deste parâmetro são as grelhas das aulas assistidas. Afinal vamos ter de fazer planos de aula "especiais" para quando o avaliador está presente ou será simplesmente mais honesto e natural seguir o nosso plano de trabalho?
2.3. O conteúdo do parâmetro C, itens/indicadores C.1., C.2., e C.3., remete para muito do que já está incorporado no parâmetro B., enquanto o item C.3. remete para situações extra lectivas que não podem ser observadas, como a grelha sugere, na grelha de observação de aulas.
2.4. Perguntas aos Coordenadores de Departamento/Professores Avaliadores:
1ª Possuem instrumentos de registo de todas as observações que têm de efectuar? Se não têm, o processo não pode ser iniciado. Se têm, temos direito a conhecê-las.
2ª Sentem-se com competência científica e/ou pedagógica para avaliar com coerência, justiça, fundamentação e objectividade todos os docentes que lhes estão atribuídos, mesmo que não pertençam à vossa área disciplinar ou eventualmente tenham uma preparação científica, académica ou até pedagógica superior a vossa?
Perante todas as dúvidas e incoerências demonstradas e convictos de que:
1. Todas estas questões decorrem da regulamentação imposta pelo Decreto Regulamentar nº. 2/2008 e não da nossa incapacidade ou falta de vontade de resolver problemas;
2. A avaliação de desempenho dos professores e a sua progressão na carreira não se pode subordinar a parâmetros como o sucesso dos alunos, as classificações atribuídas e o abandono escolar, desprezando variedades inerentes à realidade social, económica e familiar das turmas que lhe são atribuídas, bem como à relevância das aprendizagens anteriores dos alunos, e cria desigualdades devido ao facto de algumas disciplinas/anos/turmas estarem sujeitos a avaliação externa e outros não.
3. O modelo não assegura a justiça, a imparcialidade e o rigor, não valoriza de facto o desempenho dos docentes e não beneficia a aprendizagem dos alunos;
4. A sua apressada implementação tem desviado os professores para tarefas burocráticas de elaboração e reformulação de documentos, em detrimento das funções pedagógicas;
5. As escolas e os alunos estão a sofrer com a exaustão de professores afogados em burocracia, instabilidade, insegurança e excesso de carga horária e de trabalho;
Os professores abaixo assinados solicitam a todos os órgãos da escola, particularmente Conselho Geral Transitório, Conselho Executivo e Conselho Pedagógico, que não aprovem quaisquer documentos nem dêem início ao processo de avaliação de desempenho de docentes, sem estarmos todos esclarecidos em relação às questões acima mencionadas e convictos de que o modelo é exequível e intrinsecamente bom, rigoroso, justo, imparcial e benéfico para os alunos, para os professores, para a comunidade educativa e, em última instância, para o sistema de ensino em Portugal. Solicitamos ainda que quaisquer resoluções destes órgãos sejam devidamente fundamentadas, divulgadas aos professores e enviadas para o Ministério da Educação.
Escola Secundária Dr. Júlio Martins, 16 de Outubro de 2008

Publicado por JoaoTilly em 05:13 PM | Comentários (1)

outubro 16, 2008

'Traídos 1…Traídos 2…Traídos…'

Normalmente, sentimos que estamos a ser traídos, mas quase nunca temos provas efectivas do acto ilícito.
Quando a Plataforma assinou um tal de Entendimento que 100Mil Professores, de facto, não entendeu, não quisemos crer que fosse traição, pelo menos consciente e assumida!
Deu-nos jeito pensar que eles eram ingénuos e que MLR lhes tinha conseguido dar a volta.
Lá engolimos em seco, uns com mais dificuldade do que outros, e continuámos, serenamente, mas de olhos abertos, a tentar perceber as conquistas alcançadas com a união de toda uma classe social, a dos Professores! Conquistas que, diga-se, nunca chegaram! As injustiças mantiveram-se, a complexidade dos documentos raia o limite da loucura, o excesso de trabalho burocrático não é mensurável!
Com a raiva nos dentes, vamo-nos arrastando, diariamente, para a escola na esperança de que alguém nos defenda, altere tanta asneira produzida em três anos e nos deixe trabalhar, voltando a olhar para os nossos alunos como a grande força que nos move.
Só que, afinal, da primeira vez, a traição tinha sido mesmo traição! Assumida bem nas nossas barbas! Os interesses do país, dos nossos filhos, dos nossos jovens, não se coadunam com os timings políticos da FENPROF e, por sua vez, da Plataforma que dirige!
O Entendimento não foi assinado ingenuamente!
Foi, propositadamente!
Como é possível?
E não é que vão mantê-lo mesmo CONTRA a grande maioria dos professores?

É assim que a 2ª traição vem a caminho!
Desta vez, inequivocamente! A Plataforma está contra a manifestação dos professores! Vão assumi-lo, não tivéssemos nós dúvidas, oficialmente, amanhã, dia 15 de Outubro, pelas 17H, quando a Plataforma Sindical anunciar ao país que a SUA manifestação é dia 7 de Novembro, ou sei lá quando, e que não subscreve a nossa, já convocada legalmente, a do dia 15 de Novembro! Traídos uma vez…traídos segunda…alguém vai esperar para assistir à terceira?! Se nas escolas, os grelhados já não se aguentam, o cheiro a esturro desta Plataforma é inqualificável! É nestas alturas que se percebe (parte, apenas parte…) dos interesses daqueles a quem, mesmo em época de crise, pagamos religiosamente as nossas quotas…
E a FENPROF até cobra à percentagem! Permitiria Mário Nogueira um lugar que não fosse na primeira fila?!
Ele é o Protagonista!
Ele é que sabe!
Pior…ele é que controla a classe docente! Como poderia participar numa manifestação convocada por outros, ainda que esses outros sejam aqueles que diz representar? E os outros sindicatos?
Todos contra a manifestação, porquê?!
Ao longo dos anos, fui assistindo à irritação da FENPROF sempre que surgia um novo sindicato de professores que, de alguma maneira, se afirmava contra as políticas educativas defendidas sob o lema “ Carreira Igual, Salário Igual”! Mas foram surgindo e são catorze, dizem!
Dividiram-se, roubaram sócios uns aos outros, criticaram as formas de agir de uns e de outros, até surgir o milagre conhecido de MLR que deu origem a uma Plataforma Sindical capaz de reunir sindicatos com os objectivos mais díspares entre si! Aqueles que lutaram, anos a fio, contra a FENPROF acabam por eleger a própria FENPROF como seu porta-voz! Muito bem, ou muito mal, aconteceu! O momento era, e é, de união e não houve alternativa!
Mas, afinal, por que se demarcam agora catorze sindicatos de professores de uma manifestação marcada por Professores?
Há um denominador comum a todos eles: têm medo!
Estão com medo!
Medo de perder o protagonismo e, sobretudo, medo que novos sindicatos venham a caminho!
E, possivelmente, até vêm!
E se tiverem mérito serão bem-vindos!
E se defenderem os interesses dos professores serão bem-vindos! E se conseguirem reunir 143Mil professores, melhor ainda!
E então, se forem capazes de não trair os professores, será ouro sobre azul! Dia 15 de Novembro, os professores devem tocar a reunir e marchar, novamente, até Lisboa!
De carro, de autocarro, de comboio…a pé, se preciso for!
Alguém precisa da Plataforma para ir até Lisboa?!
Por favor, organizem-se!
Na escola, com os amigos, os filhos, a família, os vizinhos!
Mas vão! E não para se manifestarem contra a Plataforma!
Esqueçam-nos!
Vão, sobretudo, para mostrar uma coisa que, na minha opinião, é muito importante: mostrar à Senhora Ministra que já não basta que mande a FENPROF mandar nos Professores!
Já não basta que os sindicatos se juntem todos numa Plataforma Amiga para calar os professores e controlá-los! Os professores já não se deixam mais controlar!
E querem que o país inteiro, no dia 15 de Novembro, o perceba claramente! Dia 15, por nós e por Portugal, diremos Não à política educativa do governo e aos interesses sindicais daqueles que são sindicalistas, mas não são, com certeza, Professores!
Os Professores, mesmo que sindicalistas, esses, certamente, estarão lá!

Publicado por JoaoTilly em 04:05 PM | Comentários (1)

Uma escola com 130 docentes gasta 1560 horas com a avaliação de desempenho



«Hoje estou mesmo de 'língua de fora'.
Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a traçar objectivos individuais.
Agora estou em casa a trabalhar na direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo para que o trabalho fosse feito no devido local.
Passei o fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes.
Amanhã tenho que estar às nove e vinte na escola.
Vou na segunda semana de aulas e, não fora a experiência, seria uma lástima.
Não sobra tempo para preparar estratégias que seduzam os alunos.
Só a força anímica e o grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma dimensão cultural e cívica que ainda me fascina.
Mas hoje, tive que interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber água e tomar um pacote de açúcar para me segurar.
ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo.
»


Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!


Só alguns anormais em Lisboa e os seus fiéis comentaristas de serviço tentam fazer passar a ideia contrária.

A principal dificuldade do modelo de avaliação dos professores reside
no número de horas necessárias para o processo, cerca de 12 horas/ano
por professor. A conclusão é do Agrupamento de Escolas D. João II, em
Santarém, após realizar uma 'avaliação teste' a 16 professores
efectivos durante o último trimestre do ano lectivo passado. António
Pina Braz, presidente do conselho directivo do agrupamento, revelou
que 'a maior dificuldade sentida foi a gestão de tempo'. No total
contabilizou-se a necessidade de 12 horas/ano para a avaliação de cada
professor do agrupamento. Uma escola secundária com 130 docentes
gastará 1560 horas com a avaliação de desempenho. São 1560 horas de
trabalho a mais sem benefícios para a qualidade do ensino e das
aprendizagens. Ao invés, essas 1560 horas acrescem à carga horária
semanal do professor que, em muitos casos, excede as 40 horas. São
1560 horas de trabalho que contribuem para a exaustão do professor e
que o impedem de dedicar tempo e energia à preparação das aulas, à
elaboração de materiais de ensino, à relação pedagógica, ao apoio
individualizado e à avaliação dos alunos.

A propósito do excesso de carga horária semanal dos professores, leia
este depoimento da colega Isabel Fidalgo: 'Hoje estou mesmo de 'língua
de fora'.Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção
de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a
traçar objectivos individuais. Agora estou em casa a trabalhar na
direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo
para que o trabalho fosse feito no devido local. Passei o
fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes. Amanhã tenho
que estar às nove e vinte na escola. Vou na segunda semana de aulas e,
não fora a experiência, seria uma lástima. Não sobra tempo para
preparar estratégias que seduzam os alunos. Só a força anímica e o
grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de
aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma
dimensão cultural e cívica que ainda me fascina. Mas hoje, tive que
interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber
água e tomar um pacote de açúcar para me segurar. ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo.'


Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!
Só os anormais deste governo e os seus fiéis comentaristas de serviço
é que tentam fazer passar a ideia contrária

Publicado por JoaoTilly em 01:15 PM | Comentários (2)

CCAP desacredita modelo de avaliação


Está explicado o pedido de aposentação da Presidente do CCAP. A motivação não terá sido muito diferente da de muitos milhares de professores que estão a ser empurrados para a aposentação prematura pelo obscurantismo desta equipa ministerial.
Saudemos as conclusões do CCAP. Bem-vindos à lucidez!
Contra a razão e a ética não há mistificação, nem propaganda que resista! É apenas uma questão de tempo!...
Para além da ignorância e da teimosia de Sócrates, esta equipa ministerial já não dispõe de nenhuma âncora credível e séria para continuar a impor a monstruosidade deste modelo de avaliação.
Os professores não serão devedores de uma palavra de Sua Excelência o Sr. Presidente da República, dos partidos políticos e de outras entidades perante este ataque à inteligência e à dignidade dos professores? Querem ser cúmplices silenciosos da destruição da escola pública?
De que estamos à espera para reagir?...
Abraço,
Octávio V Gonçalves

PS: Se o modelo de avaliação é tão bom apliquem-no, experimentalmente, aos obtusos Miguel Sousa Tavares e Emídio Rangel, para depois o exportarem para a Venezuela como brinde anexado aos Migalhães J.

Publicado por JoaoTilly em 12:13 PM | Comentários (1)

O malhão dos professores

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Os promotores da acção de formação sobre o classmate conhecido como Magalhães obrigaram os desgraçados dos profs que lá estavam a dançar e a cantar... se quiseram habilitar-se ao sorteio de um computador (entre duzentos e tal professores...!).

Ao que os desgraçadinhos daqueles meus colegas chegaram!
Como é que isto não havia de ter batido no fundo?

Publicado por JoaoTilly em 08:24 AM | Comentários (1)

outubro 15, 2008

Somos os primeiros!

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Portugal ocupa orgulhosamente o primeiro lugar no ranking da iliteracia popular.
Isto apesar de ser o país em que mais jornais desportivos nacionais diários debitam baboseiras - 3 - nenhum deles em crise, muito pelo contrário.
Em crise encontram-se os jornais que trazem notícias verdadeiramente importantes. Essas ninguém as quer ler.

Um professor que não se deixe transformar num miserável palhaço não tem lugar numa escola básica portuguesa.
Porque os alunos gozam com ele.
Ao dar uma negativa a um aluno que nada faz nem sequer livros traz para as aulas o professor está, de facto, a dar uma negativa a si próprio, negativa essa que pode custar-lhe o emprego.
Os alunos já perceberam que são os reis da escola, tendo substituído no trono os concelhos directivos que eram os antigos donos das escolas. Hoje são os alunos quem manda.
E ai de quem não obedeça: é avaliado negativamente se for professor e é chamado à pedra se pertencer ao directivo.
Acabaram-se os processos disciplinares (aos alunos). Estes podem fazer o que quiserem, tratar mal professores, colegas e funcionários que de certeza nada lhes acontece para além de uns conselhos para que não voltem a fazer o mesmo. O que voltará, claro, a acontecer logo em seguida.
Os professores do ensino básico estão, neste momento, reduzidos a autênticos palhaços nas mãos dos piores alunos que têm que ser todos aprovados mesmo que não saibam ler uma linha, sob pena de o professor perder o emprego em 2 anos.

Foi isto o que estes indivíduos fizeram ao ensino e ao país.
Um crime de lesa-Pátria com o único intuito de modificar gráficos como o de cima.
Não se ensina nada, não se aprende nada, nem isso é importante para coisa nenhuma.
Há é que produzir papelada para inglês ver. E os alunos cada vez mais
analfabetos e os professores cada vez com menos tempo para os ensinar.

Pagaremos durante gerações o que estes indivíduos estão a fazer ao país. Uma geração de estúpidos está a ser fabricada com todo o esmero nas escolas básicas.
Turmas inteiras com nível 1 foi coisa que eu, em 22 anos de prática, nunca imaginei ver.
Mas está a acontecer de Norte a Sul.
E riem-se. E desdenham de quem se esforça por lhes ensinar alguma Luz da Ciência.
E cada vez são mais.
Uma onda avassaladora de miudos absolutamente estúpidos está a assaltar as escolas.
De onde vêm?
Porque ficaram assim?
E porque é que são cada vez mais?
São perguntas para as quais não imagino uma resposta sólida.
A única que me ocorre é que eles percebem que não têm que trabalhar absolutamente nada para terem sucesso, no final do ano.
Ai do professor que os chumbe!
E é isto o que está a acontecer.
E isto paga-se.
Uma geração de gente impreparada que mal sabe ler e não entende minimamente o que lê está a ser mandada para o mercado de trabalho.
Dão-lhes diplomas que atestam apenas que aqueles incultos adquiriram inúmeras capacidades absolutamente indetectáveis por mais que se escrutinem à lupa.
Substitui-se um grau académico sério por uma palhaçada a que se chama novas oportunidades.
E dão-se computadores aos maiores marginais.
Que os exibem nas aulas para as quais não trazem material.
E acedem à net para revolverem tudo o que é lixo inimaginável. O computador oferecido com os nossos impostos aos turistas das escolas serve-lhes evidentemente para tudo menos para algo que seja útil.
Crianças de 12 anos utilizam os portáteis e-escola para aceder a pornografia livre. Nenhum filtro funciona na net, como é sabido. Basta clicar nos links que eles enviam uns aos outros.


Que imundice esta em que se tornou este país...
E ninguém se revolta. Ninguém diz nada.
Como no tempo do fascismo, não se fala em coisa nenhuma por mais aberrante que ela seja.


Triste país e triste povo absolutamente demitido de todos os ideais de Abril, da Democracia da Liberdade, que subsidia igrejas multimilionárias enquanto desiste da paupérrima Saúde a que teria direito; e troca a escola pelo estádio de futebol.

Quem, neste momento, critica os professores não faz a mínima ideia do que é o terror de ter que aguentar com dezenas de miúdos arrogantes que, a coberto do novo ECD, se estão a tornar refinados pulhas aos 14 anos de idade, a escarnecerem de quem lhes tenta ensinar alguma coisa.
E no final do ano o professor TEM MESMO que os passar se não quiser ser avaliado com um insuficiente e não perder o sustento da família.

Esta ministra da educação, com a cobertura deste desgraçado primeiro ministro e depois de ter comprado o sindicalismo profissional - que já nem se lembra do que é uma sala de aula - constituiu-se como a maior predadora do Ensino, da Educação e do Conhecimento nas escolas públicas.

É evidente que os maiores prejudicados são os bons alunos - que ainda os há - que, com este novo clima de terror imposto na escola pública, deixaram de ter professores minimamente empenhados em ensinar-lhes o que quer que seja, porque os 90 minutos de cada aula são integralmente passados a mandar calar os marginais e a tentar minimizar a chavasquice em que eles transformam sistematicamente cada aula. Fora da sala, o tempo quer deveria ser dedicado à preparação de aulas não é suficiente para o preenchimento das 2 mil grelhas que constituem o processo de avaliação de cada professor. É que, se a sua nota não for Suficiente num somatório de centenas de parâmetros em que em lado nenhum se tem em conta o esforço pedagógico do professor (apenas o esforço burocrático em construir portfolio), este professor perderá o seu emprego.
Portanto, como disse acima, neste momento a única coisa com que o professor não pode perder tempo é com ensinar.


Os bons alunos, com pais ricos e nas grandes cidades, irão rapidamente para os colégios onde os maus alunos nem sequer têm entrada.
Esses serão 3%.
E os outros 97%?
Vão para onde?


Espero que nada de bom aconteça a esta ministra.
Nem todos seremos sumidades e muitos de nós não serão grandes profissionais, como em todas as profissões. Aceito claramente.
Para esses havia que se dar formação.
Não a palhaçada dos créditos onde o formador é infinitamente menos apto que o mais lerdo dos formandos.

Isso nem sequer é preocupação.
O pior e mais desajeitado professor algo sempre produz e algo sempre ensina.
90% dos alunos, neste momento, NADA querem aprender.
Porque disso foram dispensados, directa e indirectamente, pela ministra.

Felizmente ainda não dei em marginal como aqueles que ela protege e incentiva.
Mas pode ser que, neste momento, alguém já esteja "mais para lá do que para cá".
Eu, se fosse ao falso engenheiro e a esta senhora, reforçava de imediato a minha segurança pessoal.

O seguro morreu de velho e estes, por este andar, dificilmente chegarão lá.

Publicado por JoaoTilly em 12:25 AM | Comentários (1)

Mais um contributo.... divulgar

Colegas:
A minha saudação a todos os que não desistem de lutar pelos seus ideais nem se acobardam.
O meu agradecimento pelas centenas e centenas de emails que recebi desde que em 19 de Março de 2008, imediatamente após a manifestação em Lisboa, escrevi um singelo texto “divulgar” que enviei a alguns colegas.
Continuo a receber diariamente emails de professores que só agora dele tomam conhecimento. Muitos meses passaram, o conteúdo do texto continua a ser actual.
Colegas… muita água passou debaixo das pontes desde 8 de Março de 2008.
A situação apenas e cada vez mais, piorou… piorou… piorou, para todos os professores deste país, como aliás era previsível por quem tivesse os pés assentes na terra, desde que este governo tomou posse e esta ministra assentou arraiais.
Nesta altura do “campeonato” já todos fizemos profundas reflexões individuais sobre o nosso papel enquanto professores … enquanto cidadãos empenhados no futuro do seu país … sobre o futuro dos nossos filhos, nesta sociedade…
Dada a conjuntura por que passamos … reflectimos todos muito…
Sou professor há 30 anos. Percorri o país arrastando os meus filhos de terra em terra. Mudei-me de casa vezes sem conta… O dinheiro que ganhava, tinha que ser contabilizado para conseguir pagar as contas mensais. Fui abalroado várias vezes na estrada, quando me dirigia para o trabalho.

Dediquei-me, sempre aos meus alunos como se fossem meus filhos. Contam-se pelos dedos das minhas mãos, os alunos que reprovei em 30 anos. Dei à escola as minhas horas vagas, a minha total disponibilidade, o meu saber e o meu empenhamento. Fiz do ensino a minha religião. E…não fui só eu…conheço centenas, senão milhares de professores “missionários” que fizeram muito mais do que eu…
Hoje digo basta !!!
Por feitio próprio sempre fui educado, cordato, conciliador. Mas… tudo muda na vida.
O poder em Portugal é DEMOCRÁTICO porque foi eleito, mas é antidemocrático nas suas práticas para com os cidadãos.
O Ministério da educação demonstra comportamentos, desde 2005, que nada deixam a dever à prática das ditaduras sul americanas, de tão má memória.
A ministra da educação tem revelado, desde que assumiu funções, um ódio visceral contra os professores deste país. Toda a sua acção tem sido no sentido de “esmagar” os 140.000 docentes portugueses. Não vou enumerar toda a prática legislativa, todo o discurso público, todas as conversas particulares que são tornadas públicas em que os professores são calcados, humilhados e vilipendiados por esta senhora e pela sua equipa. Há, aqui, claramente, um problema psicótico ao qual os professores são alheios, mas do qual acabam por ser vítimas.
Os professores deste país sempre lutaram, com os meios de que dispunham, para a valorização dos seus alunos e da escola pública. Não são os professores os responsáveis pelo insucesso e abandono escolar… São os políticos!!!
A situação anímica dos professores nunca atingiu níveis tão baixos. Recebi emails de colegas que revelam estados de “alma” de profundo abatimento e desânimo.
É exactamente isso que esta equipa político ministerial pretende, quebrar-nos, espezinhar-nos, tornar-nos tapetes, criados para todo o serviço.
Na marcha do 8 de Março, em Lisboa, mostrámos que estávamos presentes, não nos sujeitávamos, estávamos dispostos a lutar pelos nossos direitos e pela nossa dignidade.
Os sindicatos, órgãos representativos, lideraram os contactos com a tutela e tiveram o apoio de toda a classe. Se bem que reconheçamos a sua importância em toda a nossa luta, o seu papel ficou gravemente comprometido quando assinaram, com a ministra, o memorando de entendimento, altamente lesivo para o interesse dos professores e que compromete a curto prazo a sua liderança neste processo.
No dia de hoje, com o desenrolar dos acontecimentos recentes, já não há mínima dúvida, a ministra conseguiu parar os sindicatos, mas não parou os professores.
Como é que sindicalistas “de carreira”, extremamente experientes, cometeram um erro estratégico tão grave, numa luta tão difícil, é coisa que só o tempo virá, um dia, a esclarecer.
A luta continua.
Não aceito, nem nunca aceitarei, um estatuto da carreira docente vexatória que procura dividir para reinar. Os professores não são militares, não há generais, capitães e soldados. Todos somos pura e simplesmente PROFESSORES, numa carreira horizontal em que a missão de todos e de cada um é ajudar a aprender e formar cidadãos na verdadeira dimensão da palavra.
Não aceito, nem nunca aceitarei um regime de avaliação aviltante, cuja única finalidade é humilhar-nos, enterrar-nos em papéis e degradar a nossa condição profissional.
No meu primeiro texto “divulgar” sugeri que adoptasse-mos como forma de luta a estratégia de Gandhi… a resistência passiva. As circunstâncias vieram demonstrar que já não há uma forma privilegiada de luta. Todas são aceitáveis. Cada professor, cada escola, deve sugerir e aplicar formas de luta conducentes a tornar inviável esta política. Não somos um rebanho com um pastor. Somos pessoas inteligentes que, contra a força bruta, havemos de mostrar a nossa razão e fazer valer os nossos direitos, os dos nossos alunos e valorizar o sistema de ensino público em Portugal.
Precisamos da força de todos e de cada um. É nos momentos mais “negros” que se avalia a fibra das pessoas Não se deixem intimidar.
Eu não desisto. Tenho a certeza que havemos de ganhar esta luta. Sócrates, o de fraca memória, há-de partir, Maria de Lurdes Rodrigues será esquecida, os secretários de estado… coitados… quem são???
Antes de terminar, duas referências essenciais. Em primeiro lugar uma chamada de atenção para a verdadeira campanha de intoxicação da opinião pública, utilizando publicidade paga em jornais, referências constantes nas televisões, desdobráveis enviados para as escolas, exaltando os feitos deste ministério e deste governo. Se estão tão certos da obra feita, então porque não confiam no julgamento sereno dos portugueses, em vez de andarem a esbanjar o dinheiro público??? Cá se fazem, cá se pagam… Os professores portugueses e as suas famílias não têm memória curta!!!
A segunda diz respeito às formas de luta futuras.
No dia 15 Novembro lá estarei, com sindicatos ou sem eles. Faça frio ou calor, chova, troveje ou caia neve.
Gritarei pelos direitos e dignidade dos professores, da qualidade de ensino, contra a prepotência, a arrogância e a estupidez. Estarei em 15 de Novembro e sempre que a unidade dos professores o reclame, em defesa de VALORES.
Lembrem-se, colegas, a luta será longa, mas será tanto mais eficaz quanto mais pública se tornar. É exactamente aí, o ponto fraco de Sócrates.
Saudações a todos.
Do colega
Francisco da Silva

Publicado por JoaoTilly em 12:03 AM | Comentários (0)

outubro 14, 2008

PROFESSORES: Votar à direita ou votar à esquerda mas
NUNCA VOTAR PS!!!


Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores

A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% doS votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos.
Se, nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.
Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Senão vejamos: esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:


VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!>

Publicado por JoaoTilly em 04:15 PM | Comentários (2)

ASSEGURADOS OS QUESITOS LEGAIS DA MANIFESTAÇÃO DE 15 DE NOVEMBRO

Os quesitos necessários relativamente à legalidade da manifestação de dia 15 de Novembro estão assegurados, depois de, hoje, representantes da APEDE e do MUP se terem deslocado ao Governo Civil do Distrito de Lisboa, onde formalizaram a comunicação da manifestação, agendada para as 14:00, com concentração no Marquês de Pombal.

Esta "iniciativa" pretendeu apenas dar resposta a muitos colegas que se questionavam sobre o carácter legal de uma manifestação que surgiu de forma espontânea entre os professores de vários pontos do País.

Naturalmente, pretendemos que todos os movimentos se juntem a nós, tendo como protagonistas apenas os professores, a fim de que essa jornada de luta seja expressiva e tenha o sucesso que todos almejamos: inverter o processo de aniquilação da escola pública de qualidade e da dignidade da profissão docente.

www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

Divulga sff (É muito importante que, muito rapidamente, todos os professores possuam esta informação)

Publicado por JoaoTilly em 03:57 PM | Comentários (0)

Tanta asneira!

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O amigo Protesto Gráfico brindou-nos com uma colecção de imagens com aquilo a que chama «dos 5 maiores pontos negros da política do ME, a "lista negra"». Uma contribuição para a luta dos professores a que o WeHaveKaosInThegarden tem todo o gosto de se associar, na sua convicção da urgência de defesa da Escola Pública e da necessidade de mudar as politicas educativas da Sinistra Ministra, rasgar o Memorando de Entendimento assinado pela Fenprof e lutar pela revogação do Estatuto da Carreira Docente e do novo Regime de Gestão Escolar.

Publicado por JoaoTilly em 08:02 AM | Comentários (0)

Queixas em catadupa

Pessoalmente acredito tanto nos sindicatos como no governo, mas enfim...
Pode ser que eu esteja enganado.
Aqui fica para os crédulos

Colegas, no sítio internet da Fenprof (http://www.fenprof.pt/), existe um
correio verde com o objectivo de receber queixas dos professores sobre o
processo de avaliação. Até agora receberam cerca de 500 reclamações.
Se cada colega que está a ler esta mensagem, manifestar o seu desagrado deste sistema de avaliação (injusto, iníquo, burocrático, altamente complexo,
gerador de grande instabilidade nas escolas e promotor do verdadeiro
insucesso escolar), enviando uma mensagem para o 'correio verde' e, enviar
esta mensagem a mais cinco colegas, em breve serão várias dezenas de milhar
as opiniões negativas. Talvez, este pequeno gesto, obrigue os sindicatos a
retomar o protesto contra este ECD e esta avaliação docente.
Email verde:

http://www.fenprof.pt/MailVerde/default.aspx

Publicado por JoaoTilly em 07:54 AM | Comentários (1)

outubro 13, 2008

Professores de Chaves abandonam as reuniões departamentais onde se discutiam as fichas de avaliação.

2 estratégias que podem paralisar o processo

Na Escola Secundária António Granjo, em Chaves, os professores, por unanimidade, abandonaram as reuniões de departamento onde se discutiam as diferentes fichas de avaliação de desempenho.
Tomaram esta atitude por discordarem deste modelo de avaliação.
Esta decisão ficou lavrada em todas as actas.

E se o exemplo dos professores da Escola Secundária António Granjo, em Chaves, for seguido em todo o país?
Nem será preciso que o movimento atinja o país todo.
Basta que um punhado de escolas e agrupamentos faça o mesmo.
É simples: basta aprovarem uma resolução a suspenderem os trabalhos invocando falta de tempo, falta de formação ou excesso de complexidade das fichas.
De seguida, os professores, quer sejam avaliadores ou não, devem entregar nas secretarias das escolas e agrupamentos requerimentos a solicitar esclarecimentos sobre o processo de avaliação de desempenho.
São duas estratégias simples que, combinadas, paralisam todo o processo de avaliação de desempenho.
Por exemplo, quem teve formação específica sobre como preencher a ficha de objectivos individuais?
Ninguém teve.
É razoável e perfeitamente compreensível que os professores entreguem requerimentos, nas secretarias das escolas, a pedirem esclarecimentos sobre como se preenche a ficha.
Entretanto os PCEs enviam os requerimentos para cima.
Enquanto os esclarecimentos não chegarem, ninguém adianta nada.
E o processo de avaliação de desempenho pára.
Isto é tão evidente e tão claro que só não entendo como é que os professores ainda não começaram a usar estas duas estratégias.

Publicado por JoaoTilly em 12:34 AM | Comentários (0)

outubro 11, 2008

Recusei-me a ir a Lisboa dar cobertura à negociata dos sindicatos...
Mas a esta vou!!!!

Photobucket


Os professores acordaram um ano depois do ECD ter sido promulgado.
Sempre distraídos, os 100 mil professores desfilantes fizeram um grande favor ao sindicalistas que, através da negociata com a ministra (e usando estes 100 mil ingénuos adormecidos), a mantiveram no lugar a troco de eles próprios poderem manter as cotas - que seriam reduzidas a 80%, segundo a original proposta do governo - e poderem aceder a professores titulares.
Os sindicalistas e os políticos.
À total revelia do que a Milú dizia defender, afinal são os que não dão aulas há séculos que vão poder chegar a professores titulares, como se tem visto.

Por isso eu vou manifestar a minha revolta CONTRA os Sindicatos vendidos e CONTRA a inefável MILÚ e o seu mentor SÓCRAS, no próximo dia 15 de Novembro em Lisboa.

Nao há sindicato vendido que me desmoralize.
Ultrapassemos as negociatas privadas dos sindicalistas que afinal não são diferentes dos políticos.
Unamo-nos sem qualquer estrutura a apoiar, nem autocarros nem o raio que os parta.
E partamos para Lisboa mostrar às televisões e ao povo que a nossa luta é tão justa que nem de sindicalistas vendidos precisamos.

CONTRA OS VENDIDOS MARCHAR! MARCHAR!

Publicado por JoaoTilly em 11:25 PM | Comentários (1)

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES - 15 DE NOVEMBRO - LISBOA

É oficial!
Se, até aqui, apenas pairava no ar a ideia de uma manifestação, no dia 15 de Novembro, esta é, agora, irreversível. Para todos aqueles que se têm interrogado sobre as questões legais e de organização, a partir de hoje o apelo é oficial.

Numa reunião da APEDE, em que o MUP participou, ficou decidido que uma comissão composta por elementos desta Associação e deste Movimento tratará dos aspectos legais (pedido de autorização ao Governo Civil de Lisboa)
para:Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.

Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.

Nota: A APEDE é uma Associação legalmente constituída. Sítios na internet: http://apede.blogspot.com/ e http://apede.pt/.

Esta manifestação será o prenúncio de outra, certamente maior! Agora, é preciso mobilizar o maior número de professores...
TODOS SEREMOS POUCOS!

Publicado por JoaoTilly em 11:23 PM | Comentários (0)

Professores preparam-se para dar corpo aos seus sentimentos de completa saturação com as políticas do actual ministério da Educação.

Tal como se previa, os professores portugueses preparam-se para dar, de novo, corpo aos seus sentimentos de completa saturação com as políticas do actual ministério da Educação.

Depois da célebre manifestação de 8 de Março de 2008, seguiu-se um período marcado por uma espécie de entendimento entre duas entidades - governo e plataforma de sindicatos - assustadas e atónitas com a força da contestação.

Algumas vozes do partido do governo, aquelas que conhecem as razões dos professores, e alguns sindicalistas, acreditaram que o entendimento envolvia a demissão da ministra da Educação antes da abertura do presente ano lectivo e, em consequência disso, a queda dos diplomas. Se isso era ou não verdade, talvez nunca se venha a concluir. Mas já se viu que não se confirma. As mesmas vozes, incrédulas e quase sem argumentos, justificam-se com o apoio incondicional da presidência da República à ministra da Educação. Lá sabem do que falam.

Mas há factos incontestáveis:

• o mote da contestação parte do monstruoso processo de avaliação do desempenho de professores que é contrariado pela simples razão de ser completamente inexequível, e, claro, brutalmente injusto;
• há outros diplomas que são objecto da mais lúcida contestação - o estatuto da carreira e a gestão escolar -;
• a saturação dos professores atingiu um grau tão elevado que é impossível estabelecer estratégias de médio prazo ou agir a pensar em calendários eleitorais (arrepio-me quando leio propostas recheadas de "tácticas" de "lume brando" e penso nos professores que se vão reformando com brutais penalizações).

Nem quero advogar um estatuto de adivinho: mas o dia 15 de Novembro de 2008 será marcado pelo recomeço das idas á rua por parte dos professores portugueses; com os sindicatos, espero bem que sim, e com os movimentos que, entretanto, se tinham organizado.

Nesta altura, saliento dois aspectos que me parecem importantes: ninguém se deve pôr em bicos de pés nem lançar libelos acusatórios e importa consertar, o mais possível, modos de actuação.

Aonde isso vai parar, não sei dizer. Mas se estes diplomas não caírem cedo, adivinha-se uma confrontação sem paralelo conhecido na democracia portuguesa.

Publicado por JoaoTilly em 11:21 PM | Comentários (0)

Professores do agrupamento de escolas de Aradas exigem suspensão da avaliação de desempenho

O comboio está em marcha. Que ninguém fique na estação! A luta dos professores assume duas vertentes: a luta dentro das escolas para paralisar o processo de avaliação burocrática de desempenho e a preparação e mobilização para a Marcha de Novembro, em Lisboa.
Depois dos professores de Chaves, Barcelos e Coimbra, é agora a vez dos colegas de Aradas: Ora leia:


"Este Ministério não pode pôr de pé um sistema avaliativo construído sobre o desrespeito, a anulação e a exploração dos professores.
O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de profunda injustiça e parcialidade, devido aos "acertos" impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de Excelente e Muito Bom, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista que subjaz a este Modelo de Avaliação.

Enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enformam este modelo de avaliação não forem corrigidas, e, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, os professores signatários desta moção, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do seu desempenho profissional, solicitam ao Conselho Pedagógico a suspensão de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação por ele preconizada."

Agrupamento de Escolas de Aradas, 6 de Outubro de 2008

Publicado por JoaoTilly em 11:18 PM | Comentários (0)

Professores da Escola Secundária Alice Gouveia aprovaram suspensão do processo de avaliação de desempenho

Os professores da Escola Secundária Alice Gouveia de Coimbra aprovaram em reunião do Conselho Pedagógico a suspensão do processo de avaliação de desempenho. A justificação para a suspensão do processo é a seguinte:



O Artigo 37º do CPA e a Avaliação de Professores:


No fórum da DGRHE, foi feita a seguinte pergunta sobre a publicação do despacho de delegação de competências de avaliação: 'É necessário que o despacho de delegação de competências de avaliação proferido pelo Presidente do Conselho Executivo seja publicado em Diário da Républica para ter efeito legal, ou um despacho interno será o suficiente? 'Re: Delegação de Competências by dgrhe - Quinta, 2 Outubro 2008, 05:30 'Sim, os actos de delegação de poderes estão sujeitos a publicação no Diário da República, tal como está estipulado no Artigo 37º do Código de Procedimento Administrativo.'
O que significa que os actos praticados antes disso são ilegais!
Começa a surgir um movimento dentro das escolas que vai no sentido da suspensão do processo até que os despachos de delegação de competências de avaliação sejam publicados no DR. Os colegas avaliadores por delegação de competências devem lembrar os PCEs que todos os actos realizados antes da publicação do despacho no DR são ilegais.


Convém lembrar, no entanto, que os coordenadores de departamento que recusem aceitar as competências de avaliação ficam sujeitos à penalização de Irregular. Apenas os avaliadores por delegação de competências se podem recusar a exercer as funções enquanto o despacho de delegação de competências não for publicado no DR.

Publicado por JoaoTilly em 11:16 PM | Comentários (0)

outubro 10, 2008

Mais de 1100 professores reformados só este mês

Total das aposentações em 2008 já é de 5060.
Só na última quarta-feira - o mesmo dia em que foi noticiado que perto de quatro mil professores já se tinham reformado este ano - foram publicadas em Diário da República mais 1106 aposentações, referentes a novos processos concluídos este mês.

O balanço actual, segundo contas enviadas ao DN pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep), já vai nas 5060 reformas.
E é "cada vez mais previsível" que, até ao final de 2008, tenham duplicado as cerca de 3200 de 2007.

Publicado por JoaoTilly em 11:58 PM | Comentários (2)

Avaliação de professores


Porque contestam os professores unanimemente o sistema de avaliação imposto pelo Ministério da Educação? A recusa dos professores por este sistema de avaliação é que não é justo, nem independente nem objectivo.
Vamos aos argumentos pró-governamentais que, por não serem verdadeiros, tanto perturbaram a classe. O primeiro argumento é o de que os professores não querem ser avaliados, afirmação que a esmagadora maioria dos professores não produziu, mas que tem sido repetida até à exaustão pelo Governo e seus seguidores, na esperança que uma mentira mil vezes repetida se torne verdade. A posição dos professores é clara: quem não deve não teme e qualquer avaliação justa, independente e objectiva reconhecerá o seu trabalho. Não é o caso deste sistema.
Não lembraria a nenhum Governo de bom senso impor, pela força, um sistema de avaliação a uma classe inteira de profissionais, ainda mais tão respeitada em Portugal, como no mundo. A ideia é tão peregrina que Vicente Jorge Silva, ex-deputado do PS, admite no seu blogue ter sido inspirada no Marquês de Sade: "A ideia feita de que uma boa reforma é sempre uma reforma impopular pressupunha uma relação sado-masoquista entre o reformador e o destinatário das reformas, gozando um o prazer de aplicar a dor e o outro a delícia mórbida de sofrê-la." Freud explica, Vicente Jorge Silva também.

Aliás, não seria difícil a este ou qualquer outro Governo chegar a acordo com os professores e os seus representantes. Contudo, decidiu o Governo, sem qualquer base de sustentação, ficcionar que os sindicatos não representavam os professores e manteve teimosamente a tese até à véspera da espantosa (na dimensão e no civismo) manifestação de 100 mil professores. No método, esta reforma contra quase 150 mil profissionais, do Algarve ao Minho, formados nas melhores universidades deste País, representou um completo desrespeito pelos professores.

No conteúdo, também. Comecemos pela avaliação pelos pares. O corpo docente de uma escola é composto por apenas algumas dezenas de professores. Há relações de proximidade, de afastamento, de indiferença e, até, laços familiares. Ora, não sendo as relações entre as pessoas neutras, que garantia de independência pode ter a avaliação? O coordenador de departamento vai avaliar a colega, que, por acaso, é a esposa?! Depois de uma almoçarada, o presidente do conselho executivo vai avaliar o colega, de quem é amigo desde a creche?! Enfim, sem comentários.

Por outro lado, entre os parâmetros a avaliar estão uma série de itens subjectivos, como a disponibilidade ou a relação com a comunidade. Há, por isso, receios fundados de que este sistema promova, não o mérito dentro das escolas, mas o compadrio pessoal e político . Além disso, este sistema de avaliação burocrático vai obrigar o professor, para sua defesa, a tomar diariamente nota de todas as suas actividades, o que poderá representar, ao fim do ano, centenas de páginas e outras tantas horas perdidas inutilmente que bem poderiam ser dedicadas aos seus alunos.

A avaliação dos professores irá depender da progressão das notas dos seus alunos. Ora, como já referi anteriormente, as notas dos alunos são facilmente inflacionáveis ou manipuláveis. Por isso, ou me engano muito, ou dentro de algum tempo, os alunos portugueses irão ser os que mais progressos registam no mundo! E ninguém pode levar a mal, afinal, os professores são muito sérios, mas também têm família para sustentar. Bem pode o Governo argumentar que há mecanismos de controlo, que é quase impossível provar este tipo de arranjos, mais ainda aplicado a 150 mil professores.

Mesmo nas disciplinas sujeitas a exame, que garantias tem o professor de ser avaliado com justiça, mais ainda quando o grau de exigência dos exames não é uniforme? O professor será tanto mais penalizado quanto maior for a diferença entre a classificação interna (atribuída pelo professor) e a classificação do exame. Ora, não é linear que uma grande diferença nas classificações se deva necessariamente a incompetência do professor. Por vezes, basta as perguntas serem formuladas de forma diferente ou com utilização de outra terminologia, para que as notas dos alunos desçam em exame, mesmo que as aprendizagens tenham sido feitas.

No limite, o método poderá também prejudicar os alunos, se o professor começar, consciente ou inconscientemente,a atribuir as classificações internas a pensar já na estimativa dos resultados de cada aluno em exame, de forma a que não haja grandes diferenças entre as duas classificações. Todo este sistema de avaliação à revelia dos professores me parece imprudente e arriscado.

Imaginemos o que seria este método aplicado a outras profissões. Se a avaliação dos polícias dependesse dos resultados, dispararia o número de multas aplicadas aos condutores. Se a avaliação dos cirurgiões dependesse do número de cirurgias, teríamos cirurgiões a ganharem 30 mil euros por mês, como já sucedeu. Se a avaliação dos juízes dependesse do número de processos, provavelmente não faltariam turbo-juízes a despacharem processos. E se dependesse das condenações, não haveria prisões que chegassem para alojar os condenados. Se a avaliação dos enfermeiros dependesse do número de injecções, não faltariam pretextos para picas nos utentes.

Aplicar (mal) os métodos das empresas à Administração Pública só pode dar maus resultados. Por mais que alguns empresários mal informados deste País queiram impor as suas receitas neoliberais ao Estado, servir os utentes com justiça e imparcialidade não é o mesmo que vender sabonetes.

Repete o Governo que é preciso distinguir os bons dos maus professores. Ora, quem percebe alguma coisa de educação sabe que esta divisão maniqueísta entre professores bons e maus não passa de uma ficção. Há professores com umas características, outros com outras e, de um modo geral, todas são importantes. A escola é feita de diversidade e os alunos só têm a ganhar em ter professores com características diferentes. Há, por isso, também fundados receios de que este sistema seja castrador das diferenças e promova mais a intolerância do que o mérito.

Uns professores valorizam mais a autoridade, outros a tolerância. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor traz as aulas milimetricamente preparadas, outro é mais criativo e valoriza mais a interacção e a participação dos alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor é circunspecto, outro cultiva a proximidade com os alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Como se vê, a avaliação de professores está muito longe de ser uma ciência exacta.

Outro cliché afirma que esta avaliação visa distinguir os professores com vocação dos professores sem vocação. Ora, não conheço nenhum "vocaciómetro" para medir a vocação de cada um, sendo a noção de vocação seguramente mais um estado de alma do que um dado objectivo. Nada garante que um professor supostamente com muita vocação seja melhor que um professor com menor vocação, mas que faz o seu trabalho com profissionalismo, como há péssimos cantores a jurarem que nasceram para cantar e óptimos músicos a dizerem que só o são por acidente. Exemplos não faltam, na música, na profissão docente ou em qualquer outra área.

A acusação de corporativismo é também facilmente desmontável. Em primeiro lugar, os professores portugueses não vieram de Marte e, portanto, têm, pelo menos, o mesmo crédito de patriotismo e sentido cívico que os outros portugueses, trabalhem estes ou não no sector privado. Acresce que a maior parte dos professores também são pais pelo que a acusação de que colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses dos alunos não faz sentido.

Além do crédito comum à generalidade dos portugueses, os professores têm ainda o crédito de serem um exemplo para os seus alunos. E são-no de facto, ou não fosse a profissão docente das mais escrutinadas do mundo, sendo o comportamento de cada professor controlado diariamente por centenas de alunos, pais, auxiliares de acção educativa e pelos próprios colegas professores. Dificilmente este sistema de avaliação, informal mas efectivo, toleraria professores que não fossem um exemplo, pelo menos na escola. Têm, portanto, esse crédito acrescido.

Por último, uma nota para o novo sistema de gestão das escolas. Como já referi atrás, a comunidade docente numa escola reduz-se a algumas dezenas de professores. De entre estes, pouco mais de uma dezena podem, geralmente, ascender ao cargo de director, sendo necessário, para tal, experiência no cargo ou o curso de Administração Escolar. Ora, este número, em muitos casos, é claramente insuficiente para garantir massa crítica e proporcionar a indispensável pluralidade de opções para o cargo. Muitas vezes, só irá haver um candidato ao cargo de director. Por isso, nada garante que o futuro director seja uma pessoa reconhecidamente competente no cargo.

A democraticidade interna das escolas assegura hoje que estejam em cargos intermédios pessoas tanto ou mais capazes que os presidentes dos conselhos executivos, o que permite às escolas respirarem mesmo que um presidente do conselho executivo seja menos competente ou dialogante. Ora, o novo modelo de gestão escolar vai concentrar todos os poderes numa só pessoa, o que não garante necessariamente maior eficácia às escolas e vai fatalmente potenciar situações de prepotência e compadrio pessoal e partidário. Uma vez mais se comete o erro de importar mal um modelo das empresas para a Administração Pública, apesar de serem realidades completamente diferentes.

Nas últimas semanas, temos assistido a um frenesim de comentadores do regime brandindo as estatísticas da educação para defender que "é preciso fazer qualquer coisa" e que estas "reformas" têm de continuar. Ora, o que o País certamente não precisa é que se faça "qualquer coisa": isso foi o que fizeram os 26 ministros da Educação dos últimos 30 anos! O Ministério da Educação não deve ser um campo para o experimentalismo inconsequente nem palco de reformas voluntaristas. O que Portugal precisa é que a Educação seja definitivamente levada a sério e executada serenamente com o aval de quem sabe do assunto: os professores.


Mário Lopes

Publicado por JoaoTilly em 12:21 PM | Comentários (0)

DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES
DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR – 2008/09
Considerando que:


O processo de avaliação dos professores definido pelo Ministério da Educação está, por enquanto, completamente e sistematicamente burocratizado, incompleto e confuso;
Os órgãos da escola têm, compreensivelmente, muita dificuldade em definir parâmetros previstos na lei indispensáveis para a implementação do processo;
O trabalho e o ambiente escolares estão a ser totalmente contaminados pelos problemas burocráticos criados por este modelo;
A quantidade de papéis, reuniões, discussões, etc. que os professores são obrigados a ler e a fazer não permite desempenhar a tarefa fundamental do professor que é ENSINAR;
Os professores abaixo assinados vêm apresentar ao Conselho Pedagógico, ao Conselho Executivo e ao Ministério da Educação a sua demissão do cargo de avaliadores para o qual foram indicados.
Lisboa, 2 de Outubro de 2008
Manuel Beirão dos Reis (Departamento de Filosofia)

Publicado por JoaoTilly em 12:16 PM | Comentários (0)

Acabar com a palhaçada

Ou vamos para a rua para acabar com esta palhaçada ou a palhaçada acaba connosco e vamos todos acabar no manicómio.
Sinto-me a sufocar e na escola já anda quase tudo a poder de calmantes...
ainda agora começou o ano...

Não sei quem lançou a iniciativa mas vamos a isso. Novamente num sábado?é óptimo por causa das "bocas" e das faltas

Vamos todos para acabar com esta palhaçada !!!!!!!

Desta vez não vão ser 100 000 !!! Vamos ter um país inteiro a apoiar os professores e contestar o mais hipoócrita e traidor governo da história moderna.
Vamos todos a Lisboa dia 15 de Novembro !!!
Vamos mostrar sem qualquer rodeio quem são os verdadeiros professores. Entretanto vamos bloquear o processo de avaliação.
Se todos colaborarem vai ser mesmo o fim desta palhaçada.
Divulguem ! É agora !

O movimento está iniciado.
Com ou sem sindicatos, os professores marcharão novamente pela sua dignidade e contra a palhaçada que este ministério quer instituir com esta avaliação.
Vamos mostrar a este Governo e a esta ministra que a nossa paciência ESTÁ ESGOTADA.

Queremos dar aulas...queremos que os nossos alunos aprendam e não queremos que eles saiam prejudicados com esta trapalhada que este ministério quer impor.
Como diz o nosso hino...'contra os canhões, MARCHAR, MARCHAR'.

Publicado por JoaoTilly em 12:13 PM | Comentários (1)

APEDE: Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino

APEDE: Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino

http://apede.blogspot.com/

Colegas

Está na altura de agir e passarmos à prática; não basta o inconformismo generalizado que graça por todas essas escolas do país face à política educativa de liquidar a escola pública e o ensino por excelência.
É tempo de passar à acção e de contestar o ataque feito à carreira profissional por parte deste governo, que nos pretende reduzir a meros técnicos de ensino de crianças futuras analfabetas num mundo global.

Deixamos de lamentações e partimos para a acção; só e apenas nós podemos mudar o rumo dos acontecimentos. Por isso, a todos e de norte a sul do país, colaborem nesta luta sem tréguas pela defesa de uma escola pública e democrática e por um outro tipo de ensino mais exigente, qualificativo e gratificante para todos – as nossas crianças e jovens assim o desejam.
Não cruzes os braços em desânimo; participa nas acções e colabora na luta contra o sistema que nos querem impor: quotas para isto e aquilo, horários de trabalho para lá das 35 horas semanais, afunilamento e estagnação na carreira, burocracia sobre burocracia, desleixo grosseiro do ensino – aprendizagem, redução das reformas, tudo e mais alguma coisa.

A APEDE pode ser o trampolim da nossa luta; dia 15 de Novembro, na rua, pode ser a data de todas as datas para mostrar a nossa revolta perante a degradação das nossas condições de trabalho e do ensino em Portugal impostas por este governo. Por isso, é urgente que tu, na tua
escola, colabores; pequenas colaborações juntam-se a outras pequenas
colaborações e todos juntos faremos frente à ofensiva de quem apenas interessa vencer a resistência aos que se opõem à destruição do ensino público em Portugal.

Organiza e dinamiza o teu núcleo de constatação na escola; participa e manifesta o teu descontentamento. Não deixes de barafustar e indignar-te pela afronta aos teus direitos laborais. Participa nas acções.
Conto contigo, colega professor; que cada escola do país, sem excepção, esteja para já representada com alguém na reunião da APEDE, a realizar no próximo dia 11 de Outubro, Sábado, pelas 10h30, no Sport Club do Bairro, sito no bairro Sra. da Luz – Caldas da Rainha.
A presença de alguém da tua escola é importantíssima para a nossa união e luta nacional. Participa, não faltes.

COPIA ESTE E-MAIL E ENCAMINHA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS COLEGAS.
É UM OBRIGADO DE TODOS OS PROFESSORES PARA TI MESMO.

Publicado por JoaoTilly em 12:09 PM | Comentários (0)

PROFESSORES EXIGEM A REVOGAÇÃO DO "ECD do ME"

Os Professores e Educadores abaixo-assinados, exigem a revogação do actual estatuto da carreira docente – ECD do ME – imposto contra tudo e todos, na sequência de um processo aparentemente negocial, dada a quantidade de reuniões realizada, mas no qual o Ministério da Educação recusou alterar o que de mais negativo apresentou logo na primeira reunião: a fractura da carreira, um regime de avaliação do desempenho sem conteúdo pedagógico, a existência de uma prova de ingresso na profissão, uma carreira ainda mais longa.

Um estatuto para o qual verteram, ainda, algumas das medidas mais negativas impostas no âmbito da Administração Pública, tais como o roubo do tempo de serviço ou o agravamento dos requisitos para a aposentação.

Face a esta situação, os docentes exigem a revogação do ECD do ME e a aprovação de um ECD que dignifique e valorize a profissão docente. Um verdadeiro Estatuto que:

Consagre a existência de apenas uma categoria de Professor;

Garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado;

Estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência;

Valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico;

Elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão, docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso.

http://www.fenprof.pt/AbaixoAssinado/RevogaECD

Publicado por JoaoTilly em 11:53 AM | Comentários (0)

outubro 08, 2008

Professores: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais

Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar os professores a troco de coisa nenhuma.
Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar a ideia de que houve recuo e que todos ganharam.
Se assim for (oxalá me engane!), será uma desgraça para os professores. Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão: fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc.
A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar.
A escola pública vai morrer.
As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes.
Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais.'

Ramiro Marques

Publicado por JoaoTilly em 04:49 PM | Comentários (1)

outubro 06, 2008

Todos os meses mais de 500 docentes abandonam a profissão: saem com fortes penalizações

É a debandada geral porque assim não se pode ser professor.
Basta ir ao site da CGA que remete para o Diário da República: todos os meses são mais de 500 os docentes que se aposentam, quase todos com fortes penalizações.
Simplesmente, não aguentam a quantidade de burocracia que lhes caiu em cima e o mau ambiente profissional.
Quem pode, foge. Há de tudo: desde os que se aposentam com o tempo todo até aos que saem com fortes penalizações de 40%.
Há casos de professores que se aposentam com 800 euros mensais ilíquidos. Muitos arriscam deixar a profissão, ao fim de mais de 30 anos de serviço, com uma reforma de 1800 euros ilíquidos.
São sobretudo os professores que entraram na profissão em 1975 e que, apesar de já terem 33 anos de serviço, têm idades compreendias entre os 53 e os 55 anos de idade.
Esses não querem esperar pelos 65 anos de idade. Se o fizerem correm o risco de sair com uma aposentação inferior a 80% do último salário, apesar dos 45 anos de serviço docente e de outros tantos anos de descontos para a CGA.
Veja a lista dos professores que se vão aposentar em Outubro .
http://www.profblog.org/

Publicado por JoaoTilly em 01:47 PM | Comentários (0)

outubro 04, 2008

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Publicado por JoaoTilly em 02:34 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2008

Professores de Ourique exigem suspensão da avaliação

Os Professores do Agrupamento de Ourique deixam-se de lamúrias e passam à acção: exigem a suspensão da avaliação de desempenho

«5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.»

MOÇÃO

(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.

Publicado por JoaoTilly em 07:30 AM | Comentários (1)

setembro 25, 2008

A vergonha, a brutalidade, a estupidez da atribuição dos «Magalhães»!

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«...Na sala daquela professora os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos "negócios" que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores.
Os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura»


Este escrito vem a propósito do já famoso portátil Magalhães, que não sei se foi beber o nome ao deputado desse nome, a algum cinzento burocrata, ou mesmo ao famoso circo-navegador Fernão de Magalhães

Uma professora das minhas relações enviou-me um e-mail, onde se mostrou indignada por ter recebido na sua sala de aula os benévolos distribuidores desta aberração politiqueira.

Indignada, porque os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos negócios que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores. É claro que há excepções, como em tudo.

Na sala daquela professora os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura.

Na sua pressa em exibir o chorudo brinde, o governo e o ministério esqueceram-se de que os alunos alvo desta medida são os mesmo que ainda não receberam os manuais de que tanto necessitam para trabalhar.

Este país que premeia a burrice e a bandalhice é o mesmo que solta os criminosos.

Que eu saiba, só em Portugal é que os melhores alunos das escolas públicas não são acarinhados nem premiados com bolsas de mérito e outros prémios de incentivo.

Estes alunos podem não ser capazes de aprender a ler e a escrever, nem se interessar por fazê-lo, mas têm um portátil no qual nunca saberão mexer.

Não sei se o portátil ainda estará inteiro daqui por uns dias ou se não foi vendido na feira da ladra aos tais infelizes que não tiveram direito a recebê-lo, pois muitos dos que declaram os parcos rendimentos ao fisco, contam os tostões.

Não sei que resultados, para além dos estatísticos, é que um computador produzirá em crianças de 6 anos ou 7 anos, que mal sabem ler e contar.


Esta gente que está a acabar com o pouco que Portugal ainda tinha de Bom merecia levar a paga dos gravíssimos crimes de lesa-Pátria que cada vez mais comete.
Mas o máximo com que poderão levar é com uma derrota eleitoral.
E se calhar nem isso...
Ficam todos bem, na mesma.
E a Bondade e Inteligência Portuguesa, praticamente destruídas.

Publicado por JoaoTilly em 06:58 AM | Comentários (5)

setembro 20, 2008

COMO PODEM OS PROFESSORES DERROTAR ESTA LEGISLAÇÃO

AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Nota Introdutória

Colegas, ao longo da marcha da humanidade, desde a antiguidade, ficou demonstrado que a inteligência vence sempre a força bruta, a arrogância e a prepotência. Mesmo quando esta força bruta consegue alguma pretensa vitória, ela é sempre efémera e os valores de justiça e solidariedade acabam por se impor.

100 000 professores manifestaram-se no dia 08 de Março de 2008, numa “marcha da indignação” contra um governo e uma equipa ministerial que, desde 2005, nada mais tem feito que desvalorizá-los, humilhá-los, desautorizá-los e manipular a opinião pública contra eles.
Nunca os verdadeiros interesses do Ensino Público, da qualificação, da formação e da valorização dos recursos humanos foram o principal objectivo desta equipa ministerial e deste governo.

É hoje notório que este ministério da educação foi empossado com dois objectivos políticos prioritários: o primeiro, era o de criar mecanismos administrativos que impedissem a maior parte dos professores de progredir na carreira, e, portanto, poupar milhões e milhões de euros aos cofres do estado; o segundo, era o de criar uma máquina propagandística que fizesse crer à opinião pública que o insucesso estava a diminuir drasticamente devido à sua acção, o número de alunos estava a aumentar nas escolas e por último que se apostava em grande na qualificação dos recursos humanos.

Nada mais falso… O insucesso não diminui por decreto. Assim como os acidentes rodoviários nunca diminuirão por decreto, mas antes pelo aumento da educação e civismo dos cidadãos, aliados a medidas de prevenção rodoviária ao longo de dezenas de anos. Também o insucesso escolar é fruto entre outros, do tipo de formação cultural e da estrutura socioeconómica da nossa população. Querer resolver o insucesso escolar em três ou quatro anos é mera questão propagandística que se baseia numa pressão intolerável sobre os professores, para que estes, administrativamente, acabem com ele.
As estatísticas podem dizer que o insucesso está a diminuir, mas o conhecimento, a educação, os valores e a civilidade estão claramente num plano inclinado descendente, nas nossas escolas e na sociedade, porque essas não são as prioridades deste ministério nem deste governo.

Relativamente ao aumento do número de alunos nas escolas, ele é meramente conjuntural, e, se bem que muito positivo, ele não representa uma vaga de fundo que contrarie o abandono escolar por motivos económicos e educacionais, cujas causas não estão na escola, mas na sociedade e nos seus graves problemas.

Quanto à qualificação dos recursos humanos, o exemplo de toda a falsidade da política deste governo e deste ministério são as “Novas Oportunidades”. Não há, nem nunca houve, maior traficância de habilitações literárias em Portugal, do que o programa “Novas Oportunidades”.
Dezenas de milhares de portugueses com a antiga “quarta classe” ou pouco mais do que isso, são habilitados com o nono ano, em apenas três meses. Nada de transcendente aprendem que verdadeiramente os qualifique, mas preenchem as estatísticas que em 2009 serão exibidas em época de eleições, como um passo fundamental no progresso futuro do país… Ó Portugal que tão mal vais…

Mas o que se passa nas “Novas Oportunidades” a nível do secundário é muito mais grave. Dezenas ou centenas de milhar de candidatos provenientes das “Novas Oportunidades” do terceiro ciclo, lançam-se na aventura de conseguirem o diploma do décimo segundo ano. É legítimo. Pois se fazer o terceiro ciclo foi tão fácil porque não continuar?
O problema reside, mais uma vez, em que nada de i
mportante e qualificante (excepto nos de dupla certificação) é fornecido a estes candidatos, e eles lá vão escrevendo as suas histórias de vida, onde, muito a custo, os formadores vão descortinando as mais bizarras competências que lhes atribuirão o 12º ano.

São estas as coroas de glória desta ministra e deste governo ???
Nós que estamos por dentro deste processo dizemos… “que DEUS nos acuda”.
A actual legislação sobre a avaliação dos professores não é um fim em si mesma, ela é, apenas, um elo de uma cadeia legislativa que começou com o estatuto da carreira docente e tem por fim último, com dissemos atrás, impedir a maioria dos professores de progredir na carreira.

Depois da marcha da indignação, Sócrates assustou-se e reorganizou a estratégia. A ministra politicamente está morta, no entanto, enquanto cadáver político, ela está incumbida de levar até ao fim a missão de aplicar, na prática, estes diplomas, depois … irá à sua vida….

As instruções foram para que o discurso fosse “adocicado”, parassem os insultos públicos à classe docente (havia que calar Valter Lemos), ceder em questões pontuais de pouca importância e manter inalterável o núcleo duro da avaliação, custe o que custar.

Nós, professores, consideramos fundamental a avaliação. Fazemos ponto de honra disso. Ela é um instrumento crucial de valorização e de reafirmação da qualidade do nosso trabalho.
Somos os primeiros a exigir uma avaliação digna, isenta, rigorosa, valorativa e formativa na perspectiva da ultrapassagem de dificuldades.
Mas como todos já percebemos… a ministra não cede…nem cederá…(???)
A sua estratégia é simples… e pretensamente eficaz!!! Atribuir ás escolas e aos professores a responsabilidade de se auto e hetero-avaliarem (diria talvez, se auto e hetero-crucificarem).

A estratégia é velha e já foi aplicada no estatuto da carreira docente. Dividir para reinar. Ela ficará de fora, cantando e rindo e, em 2009, com uma classe profissional, das mais qualificadas que existe no país, completamente esfrangalhada, dirá “…estão a ver que afinal não custou nada, eu afinal é que tinha razão!!!”

Como aliás diz das aulas de substituição, com a sua infindável demagogia, que só não engana quem está dentro do sistema e sabe bem o que por cá se passa.
Os sindicatos, forças importantes na condução da luta dos professores, estão a chegar a um beco sem saída, onde as alternativas escasseiam.
Resta-nos a nós, professores, num quadro de unidade continuar a luta que iniciámos com as manifestações e que podemos levar mais longe duma forma eficaz.

QUE ESTRATÉGIA ADOPTAR ?

A mesma que Gandhi adoptou contra o todo poderoso Império Britânico, aplicando o célebre princípio… “contra a força… haja resistência… passiva”.
Ou seja:

1º. A ministra quer que sejam as escolas a criar os seus próprios instrumentos de avaliação…
2º. Que sejam as escolas a adoptar os seus próprios calendários…
3º. Que sejam professores a avaliar outros professores…

ESTRATÉGIA:

1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…

Que pode a ministra fazer fazer-nos ?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ? Assim seja !!!
Esta é a minha proposta.

Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.

NOTA FINAL

Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá... O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…

Francisco da Silva
Professor
francis1000.silva@gmail.com

Publicado por JoaoTilly em 04:30 AM | Comentários (2)

setembro 19, 2008

8 negativas??? Passam na mesma!

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Publicado por JoaoTilly em 09:33 AM | Comentários (0)

Avaliação de Professores:
Finalmente a verdadeira intenção revelada pelo secretário de estado

Jorge Pedreira admitiu hoje, na TSF, o óbvio:

«A Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes.»
Nas palavras do Secretário de Estado «ela apenas visa contribuir para a redução do défice público».

Finalmente!
O enigma da má-fé ministerial fica revelado.



Que vão os sindicatos e a comunicação social fazer desta incrível confissão?

No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos
pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a
avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto
durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes),
confessouo politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para
que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir
beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e
desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira
em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente
serve propósitos de requalificação educativa (se para isso
directamente contribui)ou se visa simplesmente constituir-se em mais
um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima
emser secretário da ministra que também parece oriunda de uma
pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa
salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do
desempenho dos professores) é tanga(!!!).

Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia
aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos
quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a
desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa
pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes
(que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a
Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a
ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não
existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou
modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que
por acaso não é pedreiro -- até é engenheiro), finalmente nos ter
brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:

*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo
para combater o défice público*(!).

Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.

Publicado por JoaoTilly em 08:33 AM | Comentários (0)

setembro 04, 2008

O que o governo esconde sobre o ensino...

«Relatório da OCDE sobre Ensino».


O que o Ministério sabe mas esconde, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.

"Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus..."

Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
Em...
http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf


Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro.
Não é assim.
É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses!

No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários

Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

E isto, o M.E. não manda publicar...

Não tem problema.
Já estamos habituados a fazer todos os serviços.
Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível, para que se divulgue e publique a verdade.

Publicado por JoaoTilly em 08:44 AM | Comentários (0)

julho 13, 2008

Os departamentos da treta

Os departamentos, ao contrário do Ensino Superior, não tinham e não têm qualquer valor em termos da organização e trabalho docente. É uma artificialidade deste ME.
Isto porque “curricularmente” está tudo pré-definido, em termos de programas e currículos no sector do Ensino Básico e Secundário.
Foram sempre cargos absoletos, entregues a professores que desejavam (e bem) descansar um pouco do trabalho com os alunos, que como se perecebe é muito desgastante física e psicologica/.
No máximo, implicavam uma reunião por mês de duas horas. Na prática, nem isso.
O que é relevante na acção de uma escola são os professores e os Directores de Turma.
E o coordenador de directores de turma.
E o conselho pedagógico que infelizmente, muitas vezes, foi desvirtuado do seu papel central na vida da escolas.

Os departamentos curriculares não fazem sentido uma vez que pouco ou nada há para tratar “curricularmente” nas escolas.
Já vem tudo fast food. O que neste momento fazem é tentarem decifrar, qual burocratas de serviço, a quantidade de tralha burocrática que cai nas escolas. Inutilidade, perca de tempo precioso, desgaste. É um artefacto do monstro da 5 de Outubro


Subscrevo inteiramente.

Publicado por JoaoTilly em 10:17 AM | Comentários (0)

Concursos para professores titulares: injustiças aos milhares!

É em nome da dignidade e da sanidade mental que venho apresentar a minha situação no que respeita ao Concurso de Professores Titulares.
Sou professora há 28 anos, encontrava-me no 9º escalão, congelada, a quatro meses de alcançar o 10º escalão, nunca me recusei a fazer o que quer que fosse, fui leccionando programas e níveis que me foram distribuídos, tendo entre 7 e 5 turmas, ou seja, entre 150 e 180 alunos, por todo o país.
Fui durante os últimos sete anos, os que agora foram avaliados, Directora de Turma, quase todos os anos, Coordenadora da Biblioteca, Coordenadora de Departamento e Delegada e desempenhei todas as tarefas que decorrem da docência.
Só porque o Ministério que me tutela decidiu juntar no Departamento inúmeros Grupos Disciplinares eu não tive oportunidade de ascender a Professora Titular apesar de somar 126 pontos, enquanto em outros Departamentos, com menos Grupos ou menos pessoas, ou até em outras escolas, professores com poucos pontos, com menos anos de ensino, com menos experiência ascendem a professores titulares.

Aliás, na minha escola e no meu Departamento ascenderam a professores titulares o Director do Centro de Formação, que não deu aulas nestes últimos sete anos(!) e professores que durante anos se mantiveram com uma turma, porque mais não existia na escola, completando o horário com cargos e outras reduções lectivas, para se manterem em funções.
A lei em vigor permitia-o.
Estava errado? Pois esteve com muitos professores, durante muitos anos, mas a Tutela deixou correr e eu como tantos outros, nada pudemos fazer.
Como me poderei sentir? Em que profissão poderá ocorrer tal injustiça?
Assim, na minha escola, no meu Departamento candidataram-se 14 (catorze) professores para 4 (quatro) vagas, enquanto em outros Departamentos ou noutras escolas abriram cinco ou seis vagas para menos professores candidatos.
Qual o critério? Se estivesse a 30 km, da minha actual escola teria sido provida como Titular. Comparo com professores de outros Departamentos, na mesma escola e são Titulares com muito menos pontos. Poderemos falar em igualdade de circunstâncias, em mais competência, experiência e empenho?
Não suporto mais desrespeito pela profissão e pelo empenho com que sempre trabalhei.
Aguardando a Vossa atenção para este assunto, subscrevo-me,

Respeitosamente

In,
http://queixasdeprofessores.blogspot.com/

Publicado por JoaoTilly em 10:15 AM | Comentários (0)

julho 11, 2008

A nova Pide nas escolas

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Absolutamente sem comentários.

Publicado por JoaoTilly em 06:47 PM | Comentários (0)

julho 05, 2008

Do velho pesadelo para a súbita Felicidade:
só num ano, os cábulas ficaram BARRAS a Matemática!


Tal como eu tenho vindo a escrever há pelo menos 3 anos, aliviou-se o cerco à matemática por via de um exame de "cá-cá-rá-cá" (com,o diziam os nossos antigos professores) e complica-se agora a vida aos colegas de Língua Portuguesa.
Estava tudo previsto, toda a gente já sabe como é que estes malfeitores da educação trabalham e não foi surpresa para ninguém o facilitismo dos exames de matemática do 9º e do 12º ano, como o não serão agora os correspondentes resultados.
O método está testado e aprovado e por todos os professores conhecido. Os professores de português terão agora que aguentar aquilo que nós - os de matemática - já aguentamos há 2 anos: reuniões inúteis, absurdas, sem assunto, em que se discutirá tudo MENOS a forma de fazer chegar a Língua Portuguesa mais perto dos alunos.
Mas não se preocupem: no final do próximo ano o exame terá um grau de dificuldade 1 ciclo abaixo - como aconteceu este ano - e os resultados serão óptimos.
Não esquecer que em 2009 há eleições.
Os profs de Português só vão sofrer inutilmente um ano.
Nós, os de matemática, sofremos inutilmente dois.
Parabéns ao ministro da propaganda Valter Lemos e que continue este histórico trabalho a bem da mediocridade, da imbeciliodade e do torpe insulto à inteligência de todos os portugueses: alunos, professores e encarregados de educação.

Publicado por JoaoTilly em 12:01 PM | Comentários (0)

junho 19, 2008

Agora que acabou esta overdose, vamos finalmente pensar nos problemas imensos deste país?

Agora que este circo absurdo da alienação futebolística chegou ao fim e os tugas (9,5 milhões deles) iniciam a sua costumeira ressaca de 48 horas, será que poderemos começar a focalizar-nos no que verdadeiramente interessa e discutir os gravíssimos problemas do país mais estúpido da Europa?
Será que já podemos, por exemplo, responder a essa inqualificável ministra que hoje vomitou que os resultados positivos a matemática são fruto da sua política? Uma "política" que ninguém conhece e que nem sequer ainda começou a ser implementada nos níveis das provas de aferição (4º e 6º)?
Alguém replica a essa senhora que os resultados são melhores porque os exames, este ano, foram de uma simplicidade atroz?
Mas que os alunos, por acaso, sabem ainda menos do que no ano passado?
E porquê?
Porque já perceberam que, com o novo ECD dos professorzecos, agora é que os alunos não precisam de estudar... porque nunca chumbarão. A menos que encontrem 5 professores masoquistas num mesmo conselho de turma, o que é menos provavel do que acertar no euromilhões.
Alguém diz isso a esta imitação de ministra?

Publicado por JoaoTilly em 11:46 PM | Comentários (8)

Incrível!!! Leiam esta mensagem!!!

Tilly, isto não tem a ver com o post mas quero partilhá-lo com os colegas que lêem este blogue.
Ontem e hoje, na minha escola, tem sido um corropio de Encarregados de Educação ciganos, a chatearem e a pressionarem os Directores de Turma.

Os filhos pouco foram às aulas e, as vezes que foram nem a mochila abriram. Conclusão: cortaram-lhe o rendimento mínimo! Estão fulos e querem que os Dts justifiquem faltas, façam falcatruas e tudo e mais alguma coisa para poderem voltar a receber o dinheirinho que tanto jeito lhes dá e que os nossos impostos pagam.
Para quando, acabar com este parasitismo social?



Ó Carla: e eu daqui te digo (que nem sequer sei onde a tua escola fica) que os Directores de Turma da tua escola tudo vão justificar e tudo vão fazer com medo desses parasitas da sociedade.
Mas a culpa não é dos parasitas: é dos portugueses que lhes aparam o jogo criminoso com medo de levarem um balázio na cabeça.
Idade Média, portanto...

Publicado por JoaoTilly em 11:31 PM | Comentários (9)

junho 18, 2008

A gargalhada



Já ninguém leva este inenarrável a sério...
As pessoas riem-se na cara dele.

Clicar na imagem para ler o texto na íntegra.

Publicado por JoaoTilly em 07:27 AM | Comentários (1)

maio 20, 2008

Os "empossados" da treta

Alguns presidentes de conselho executivo — agora nomeados "directores" pela varinha de condão — estão a viver autênticos dias de plenitude profissional nunca antes experimentada. Pelos indícios externos, parece um estado de alma semelhante ao dos adolescentes que acabam de descobrir os segredos do sexo: uma certa lascívia no exercício constante da autoridade "patronal" está a manifestar-se num "quero, posso e desmando" que tem tanto de provinciano como de ridículo: parecem maestros de banda filarmónica, caminhando à frente da trupe, enquanto gesticulam abundantemente, de peito emproado como generais. Depois do 25 de Abril mais triste dos últimos trinta e quatro anos e do 1º de Maio mais sorumbático — e até com o seu quê de "retro"— parece que voltámos ao tempo do medo de falar e dos laconismos cínicos: "porque sim"; "porque eu decidi"; "porque tem de ser"; "estou apenas a cumprir ordens".
Mas… «não nos interroguemos sobre os nossos superiores, porque eles têm preocupações que nós nunca entenderemos», como já se dizia no tempo da senhora dona ditadura.

O texto completo vem noutro blog de um professor de Braga:

http://dardomeu.blogspot.com/2008/05/os-empossados.html

Publicado por JoaoTilly em 10:26 PM | Comentários (1)

Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina

O exemplo britânico.
Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas.
Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira".
Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos".
A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais".
O Livro Branco dá ainda aos professores um direito "claro" de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente.
Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida.
As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

Publicado por JoaoTilly em 10:11 PM | Comentários (0)

maio 18, 2008

Sozinho na rua

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E agora, Nogueira? Aceitaste o presente envenenado da Milú:
Garantiste os tachos aos sindicalistas mas perdeste os professores...

Publicado por JoaoTilly em 11:41 PM | Comentários (0)

maio 16, 2008

A luta continua...

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«Se um aluno bater num cidadão, os pais são responsabilizados.
Se bater num professor a culpa é deste que não se soube impor»...

Esta máxima é a que caracteriza melhor o pântano em que este governo afogou o ensino em Portugal.
Mas os professores merecem-no bem, porque não se revoltam perante tudo o que lhes fazem e por mais vilanias a que os sujeitem.
Sigamos, pois, de vitória em vitória, até à derrota final.

Publicado por JoaoTilly em 05:41 AM | Comentários (2)

maio 10, 2008

Em qualquer país civilizado os pais são responsabilizados pela agressividade dos filhos.
Aqui também, excepto na agressividade contra os PROFESSORES.
Aqui, a culpa é dos profs!


«Se eu fôr atacada por um cão, que é um animal irracional, o dono é responsável pelos actos e pelos danos que o animal causar. Mas se eu for 'atacada' por um aluno, a culpa é minha porque não soube impôr respeito».

Como é que os pais podem ser desresponsabilizados pelas atitudes dos filhos, pelos valores e exemplos que lhes deram, pela falta de cuidado e de preocupação com que os deixaram crescer em auto-gestão, sem lhes impor regras nem limites?

«De pequenino é que se torce o pepino»...
Mas hoje os pais têm medo de educar os filhos; têm medo que eles fiquem traumatizados porque, ao obrigá-los a pôr o cinto na cadeirinha do carro, eles começam chorar...

É lógico que aos 10 - 15 anos (quando não mais cedo) o 'pepino' já está demasiado torcido e «Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita».


Condenada por la agresividad de su hijo

La Audiencia de Sevilla encuentra culpable a una madre por su 'laxitud y tolerancia' a la actitud violenta de su vástago

La Audiencia de Sevilla ha condenado a una mujer a pagar 14.000 euros de multa por una agresión de su hijo en el Instituto de Secundaria en el que estudia. El tribunal considera que la 'laxitud y tolerancia' de la mujer a la hora de educar al menor han motivado el comportamiento violento del adolescente.

La multa pagará el tratamiento para recomponer los dientes de otro menor, compañero de Instituto Castilla de Castilleja de la Cuesta, Sevilla. En el juicio, la mujer intentó desviar la responsabilidad hacia el centro educativo por no hacer 'labores suficientes de vigilancia' de los alumnos, pero la sentencia estima que los adolescentes no necesitan una vigilancia tan rígida, sino que 'la brutalidad e intensidad' de la agresión evidencian 'una falta de inculcación o asimilación de educación y moderación de costumbrse en el agresor para la convivencia en valores'.

La Audiencia confirma así el primer fallo judicial que hablaba de una 'incorrecta educación', que los jueces equiparan a aquellas situaciones en las que los progenitores 'permiten o no se preocupan de controlar que sus hijos no lleven al centro escolar objetos que puedan resultar en sí mismos peligrosos'.
Confira a notícia no El País.

Publicado por JoaoTilly em 07:31 AM | Comentários (0)

maio 06, 2008

Demissão do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Azeitão

Ainda há gente Séria em Portugal!
Infelizmente são poucos.
E cada vez menos.

Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento
Vertical de Escolas de Azeitão

Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente
participado, tomou posse este Conselho Executivo.
Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.
Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a
relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para
benefício dos alunos.
Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.
Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção.
Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.
Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de
dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.
A opção por um órgão unipessoal – o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo. Encerra uma lógica economicista e
empresarial adversa à verdadeira missão da escola.
Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade.
Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.
Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de
gestão chegou ao fim.
E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria
natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de
centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.
Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e
princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua
implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de
demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento
Vertical de Escolas de Azeitão.

Com os melhores cumprimentos
Azeitão, 28 de Abril de 2008> Maria Leonor Duarte

Publicado por JoaoTilly em 08:06 AM | Comentários (9)

maio 02, 2008

Finalmente, a negociata!

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Concentraram-se mais professores em 8 de Março do que nas manifestações da UGT (20 mil) e da CGTP (50 mil) somadas, no 1º de Maio.
E nessas manifestaçãoes participaram todas as profissões, reformados, desempregados e estudantes.

O que fizeram os sindicatos a esse Património Histórico e irrepetível em todo o mundo civilizado?
Assinaram a manutenção dos seus milhares de destacados (sindicalistas) em troca da aceitação do modelo da ministra ipsis verbis.
Em todas as escolas se retomou o processo tal qual tinha sido interrompido.
A ministra não recuou um centímetro na avaliação dos professores, tal como anunciara em 2 telejornais nesse factídico dia da negociata.

Eis a negociata, ou parte dela, aqui.
Basta clicar na imagem
Leiam isto com atenção e percebam que a única coisa que a ministra se compromete a fazer é negociar.
Ora, na altura das negociações, dirá que não abdica de nada, e pronto.
Eis aqui esta coisa do ENTENDIMENTO, que só pode ser para rir!

Publicado por JoaoTilly em 05:06 PM | Comentários (2)

abril 24, 2008

Eu gostava de ter acesso ao texto integral do "entendimento" entre a plataforma e a ministra

Mas não há ninguém, pelos vistos, que tenha acesso a ele...
Continuo a tentar.
Sou bombardeado com emails dos sindicatos que produzem memorandos sobre o acordo.
Mas o texto do acordo propriamente dito... não aparece.
Porquê?
O que tentam ocultar?
Entretanto, nas escolas, o processo da avaliação retomou-se tal qual a ministra queria.
Estou para ver o que ganharam os professores neste processo...

Na minha escola, de 16 inscritos para a votação para a direcção do SPRC para o próximo triénio, compareceram 5 professores e 2 votaram em branco.
3 votos na lista A, em 16 (19%) é capaz de ser bem revelador do que o pessoal está a pensar dos sindicatos neste momento...
Continuo à espera de ler o texto oficial - e não as balelas que nos querem impingir ambas as partes - para me poder pronunciar definitivamente sobre ele.

Publicado por JoaoTilly em 07:47 AM | Comentários (1)

abril 20, 2008

O "apoio esmagador" de 5% dos profesores ao cozinhado entre a Plataforma Sindical - PS - e a Ministra



Passados estes dias já se percebeu que o acordo entre a Plataforma sindical e a ministra apenas serviu para ela não ser posta na rua.
De resto, os professores nada ganharam com isto.
Vão ser avaliados exactamente nos mesmos moldes que a ministra propunha e apenas ganharam um adiamento de uns meses.
Mas até este adiamento foi benéfico para o ME.
A avaliação nestes novos moldes não podia ser posta em prática já este ano porque já tinham passados dois terços do mesmo ano lectivo. Até isso - o não se ter podido desmascarar essa impossibilidade - jogou a favor do ministério.
Eu vou aguardar ainda mais uns dias, mas os meus piores receios estão, infelizmente, a confirmar-se e a reproduzir-se por esse país fora.

Mário Nogueira - ele que é sempre tão solícito a desmascarar as mentiras do ME - pela primeira vez não veio até agora desmentir uma única palavra do que a ministra afirmou, preto no branco, nos telejornais da SIC (meio dia) e da RTP (à noite).
E ela foi peremptória: tudo continuará como o previsto.
Se os meus receios se confirmarem, estaremos perante a maior traição perpetrada contra os ingénuos professores deste país.
Mas também, se esta traição se verificar, os sindicalistas bem podem ir pedir o ordenado à ministra, porque para além dos profissionais dos sindicatos poucos mais se manterão sindicalizados. Penso eu de que.
Mas vamos aguardar pelas manifestações de hoje.
Eu prevejo que, relativamente às últimas, nem metade dos professores comparecerão.
Mas pode ser que me engane...

Publicado por JoaoTilly em 11:37 PM | Comentários (16)

abril 14, 2008

O sindicato vendeu os professores por 30 dinheiros?



Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:
Ponto 8.

Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

Eu não quero acreditar!
A ser verdade, esta é a maior vergonha nacional.
Eu muito estranho que a plataforma sindical tenha concordado em aplicar a avaliação tal como a ministra o propunha a partir do ano que vem!
Tim tim por tim tim!
Então para que foi a manif dos 100 mil?
Exijo uma resposta urgente!
Espero que o Mário Nogueira venha já negar e provar que o que está aqui escrito é mentira.
Caso contrário, vamos tê-las...
Ai isso, vamos!
Eu já sei que sou enganado pela ministra e pelo governo.
Não admito é ser enganado por quem me deve defender!!!!

Publicado por JoaoTilly em 10:11 PM | Comentários (3)

abril 12, 2008

Se é verdade o que a ministra acabou de dizer na SIC...

Os professores averbam a maior derrota de que há memória.
Porque só este ano é que o regime será simplificado.
Para o ano que vem, TUDO - Exactamente tudo - o que Valter lemos inventou será posto em prática.
O que inutiliza toda a luta dos professores e reduz a zero a mega manifestação de Lisboa.
100 mil acordaram muito tarde e começaram a lutar - tal como eu disse - fora de horas e de tempo e depois do ECD ter sido promulgado sem a oposição de ninguém, no terreno.
Se é verdade o que a ministra acaba de dizer, os sindicatos não deveriam ter acordado essa indignidade.
Veremos se é ou não, porque ela - tal como o seu chefe - não é muito certa nas afirmações que faz.
Tenhamos essa fé...

Publicado por JoaoTilly em 01:36 PM | Comentários (2)

abril 10, 2008

A impunidade nas Escolas



Pinto Monteiro apela aos conselhos directivos para que não escondam e façam queixa ao MP sobre os casos de violência nas Escolas.
Entretanto o ministro da Justiça diz que não é nos tribunais que se resolvem os problemas de indisciplina nas escolas.
Então em que ficamos?
Onde se resolvem, afinal, os problemas de indisciplina nas escolas?
Resposta: no mesmo sítio onde se resolvem todos os demais problemas em Portugal:
em lado nenhum!

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Agora que ninguém pode mascarar por mais tempo esta situação, isso não.
Repare-se na disparidade dos números entre quem acha que a violência nas escolas está a aumentar e quem acha que não (Opinião Pública - Sic Notícias).
98% contra2%.
Venha cá a ministra dizer que é mentira!...

Publicado por JoaoTilly em 11:24 PM | Comentários (0)

abril 06, 2008

A pior escola de Portugal



Na escola da Apelação os professores não se preocupam em ensinar: apenas em "conferir competências sociais" aos alunos. Resultado: para além de ser a pior escola do país os "alunos" chegam a roupa ao pelo aos professores à força toda.
Durante a entrevista ouvem-se os coitadinhos dos alunos aos pontapés à porta da sala onde a professora está a se rentrevistada!
Impagável!
Ninguém acredita nisto!
A professora diz que não é psiquiatra... mas vai precisar de um em breve.
Aqui está tudo para não dizerem que eu exagero.

Publicado por JoaoTilly em 12:54 AM | Comentários (2)

abril 05, 2008

Tribunal Constitucional decalara INCONSTITUCIONAL um artigo do ECD

Read this doc on Scribd: ACÓRDÃO Nº 184

O Tribunal Constitucional decidiu "declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma contida no artigo, 15.º n.º 5, alínea c) do referido Decreto-Lei n.º 15/2007, por violação do nº 2 do artigo 47.º da Constituição."

Ainda ninguém sabe bem o que isto quer dizer. E eu já nem sequer acredito que o TC tenha qualquer força num Portugal re-fascizado como este.
Publicado por JoaoTilly em 04:37 PM | Comentários (0)

Dia D

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Publicado por JoaoTilly em 04:27 PM | Comentários (0)

abril 04, 2008

Pinto Monteiro diz que os alunos de 6 anos levam as armas dos pais para a escola e a Ministra diz que não se surpreende!....

Pergunto-me com o que se surpreenderá a ministra!...
Haverá alguma coisa neste mumdo que a surpreenda?
Uma bomba atómica na escola?
Um massacre à americana?

A mim é que já nada que venha daquela boca me surpreende.
A não ser que um dia ela se engane e diga alguma coisa que faça sentido.
A quem estamos entregues, valha-nos Deus!



Publicado por JoaoTilly em 08:27 AM | Comentários (0)

abril 03, 2008

Novo estatuto disciplinar da função pública pretende penalizar quem aderir a greves!

Como os professores são uma categoria especial, só podem tirar férias a partir de 15 de Julho - quanto todos os outros funcionários as podem tirar repartidas.
E a adesão à greve passaria a influir - negativamente - na sua avaliação.
Claro que se trata de mais uma tentativa fascista que terá que ser retirada. Mas mostra a que ponto o irresponsável e taralhouco Valter Lemos (nas palavras de José Miguel Júdice e António Barreto) consegue chegar.
Ameaça com inconstitucionalidades para depois recuar e dizer que cedeu aos professores.
Uma coisa nunca vista depois do 25/4.

Volta António!
Estás perdoado!

Publicado por JoaoTilly em 08:40 AM | Comentários (0)

março 31, 2008

Mais um debate inútil da taralhouca Campos Ferreira sobre o ensino...?


Fátima Campos Ferreira tem vindo a roçar, ultimamente, o limiar da estupidez aceitável para um ileterado.
Com o vedetismo a subir-lhe nitidamente à cabeça, parece estar a ficar cada vez mais estúpida, a mulher...
Por isso, talvez por isso, tenha tanta audiência.
O que me admira é que tanta gente aceite perder uma noite com aquele espécime de pedantismo e imbecilidade.
Não há nada mais previsível que aquela mulherzinha. E aquelas tiradas boçais, reveladoras de uma ignorância colossal sobre os assuntos para os quais devia estar preparada, dá-me definitivamente náuseas.

Vou ver o Excalibur pela 7ª vez.

Publicado por JoaoTilly em 11:12 PM | Comentários (0)

março 30, 2008

Chacota geral a uma professora em plena sala de aula

Uma professora é motivo de troça por parte de um grupo de alunos que gritam e interrompem constantemente a aula, mas diante do cenário não reage.
In Expresso Multimédia

Publicado por JoaoTilly em 12:44 AM | Comentários (0)

março 28, 2008

Os pais educam. A escola ensina.

A educação dá-se em casa.
A Escola transmite Conhecimento.
Os pais educam
Os professores ensinam.
Quem quiser obrigar os professores a serem pais não é uma coisa nem outra.
É um palhaço ou um criminoso


A situação que se vive no ensino básico, hoje em dia, é dramática.
Quando escolhi ser professor – e eu escolhi mesmo sê-lo, porque desisti de uma carreira na indústria para me dedicar ao ensino – não escolhi ser polícia, advogado ou lutador de wrestling. Decidi ensinar, na suposição de que iria encontrar crianças e adolescentes que queriam aprender.
E, nos anos 80 e 90 foi isso que encontrei.
Não digo que já não houvesse maus alunos. Em cada turma havia 2 ou 3 que se recusavam a aprender. Outros que me diziam, logo à partida, que o meu esforço e investimento neles seria em vão, porque nunca tinham conseguido sucesso a matemática. Dava-me uma especial alegria vê-os, depois, conseguir superar as dificuldades e transformar o costumeiro 2 num 3 e até num 4.
Mas isso eram outros tempos. A esmagadora maioria dos alunos queria aprender e passar com boas notas.

Nos últimos 3 a 4 anos a degradação do ambiente escolar tem sido chocante.
Pelo que leio, esse fenómeno é geral. Pode ser que isto seja uma vaga negativa que venha a ser substituída por uma outra mais positiva, mas não acredito muito nesse optimismo dado o comportamento e o tipo de atitudes revelado pelos miúdos que, de ano para ano, nos entram na sala de aulas. São em número crescente os miúdos que nos chegam à escola sem regras comportamentais absolutamente nenhumas. Como se tivessem vindo directamente da selva. Ora isso é preocupante, pois eles já entram ali no 5ª ano. Já passaram 4 noutra escola e mais 2 ou 3 num jardim de infância. E pior: os que entram com alguma educação – leia-se “regras comportamentais de convivência em sociedade” - depressa a perdem contagiados pelos que nunca a interiorizaram.

O sistema falha a todos os níveis.
Os pais cada vez têm menos tempo para “perder” com os miúdos em casa. Fruto da voragem dos dias, os que estão desempregados estão desmoralizados porque nunca mais encontram emprego e o dinheiro falta, os que trabalham cada vez têm que trabalhar mais e até mais tarde para manterem o posto de trabalho. Não sobra disponibilidade para com as crianças que crescem ao sabor da televisão e da rua – os mais pobres – e ao da playstation e do msn – os mais “sortudos”.
Os pais perderam a disponibilidade e a paciência – à noite, já cansados – para conversarem com os filhos. Uma grande parte dos pais demitiu-se mesmo da obrigação do acompanhamento da vida pessoal e escolar dos filhos. A escola que trate deles.
E, de facto, a Escola já os alimenta e os entretém. Só falta vesti-los e lavá-los. E já nem isso falta, em muitos casos.

Para muitos pais, a Escola devia estar aberta até à hora de jantar e de preferência devia dar-lhes o jantar também. E a dormida, porque não? E ao fim de semana levá-os a passear. De facto, a escola devia era manter dentro de muros os alunos durante todo o ano, como antigamente acontecia nos seminários e nos colégos internos.
E os pais, no Natal, entre o fim de uma novela e o início da próxima e no defeso da época futebolística iam lá vê-los para fiscalizar se está tudo bem e poderem, eventualmente, processar a escola se esta não ministrasse, aos seus “educandos”, as doses de amor e carinho devidamente estipuladas no regulamento interno.
Essa era a escola ideal para os nossos dias, pelos vistos. Mas essa escola não existe.

Então o que é que existe?
Existe uma escola tradicional frequentada por miúdos provenientes de famílias em grande sofrimento e sem disponibilidade para eles. Pais que se recusam a ir à escola mesmo quando para isso intimados por carta registada com aviso de recepção. Porque já não suportam ser confrontados com mais problemas. Querem é que lhe aliviem alguns.

Pais que, antes que a Directora de Turma possa abrir a boca, já estão a pedir roupa, comida ou qualquer coisa que ela tenha lá em casa e de que não precise.
Pais de miúdos que, no 5º ano de escolaridade, com apenas 11 anos, vivem sem regras e por isso já não respeitam ninguém.

Qual a resposta da Escola a esta nova realidade?
A mais fácil: inventar atabalhoadamente e em catadupa turmas de currículos alternativos. Turmas para onde se segregam crianças cujo grau de desenvolvimento sócio-cultural é o de simplesmente não conseguirem ler com 14 e com 15 anos. E alunos destes são aos milhares por esse interior fora!
Trata-se de crianças e adolescentes absolutamente retardados (ainda não tenho medo das palavras), dir-se-ia expostos a algum tipo de radiação ou doença que lhes tolheu toda e qualquer possibilidade para aprenderem o mais básico de entre o mais comum.
E o que mais me choca é o número galopante de miúdos nestas condições!
De onde vem esta gente? Que lhes terá acontecido para ficarem assim, num nível intelectual tão empedernido?
Vêm das aldeias a apenas 3 quilómetros da cidades. O que lhes aconteceu , não sei.
Nem vejo nenhum assistente social – dos 800 que se acotovelam em reuniões sucessivas em tudo o que é sítio - minimamente preocupado com isso.
Tenho é a impressão de que nem no tempo da fome, da 2º grande guerra , se verificou um grau de subdesenvolvimento comparável nas crianças aqui à volta de Seia.
Na minha Escola existem casos dramáticos de alunos que sobrevivem em condições precárias em seio familiar que não lhes proporciona as mínimas condições de dignidade Humana, nem são acompanhados por qualquer organismo oficial. Alertei para esse facto os órgãos competentes e a Assembleia Municipal de Seia.
O sr presidente da câmara mostrou-se muito sensível ao problema e não percebeu porque não tinha conhecimento desses casos.
Eu explico-lhe: porque as escolas não os reportam.
Abafam-nos, mantendo as crianças e as famílias a passar mal, quando a Segurança Social, logo ali ao lado, disponibiliza, por Lei, programas de ajuda e de socorro a famílias e jovens carenciados.

O subdesenvolvimento no interior começa nas famílias, é certo, mas não termina nelas.

Os professores não são pais dos alunos.
Os professores só são Pais dos seus filhos. Eu tenho 3. Não tenho 70.
Ninguém pense que eu me vou substituir aos 140 pais dos meus 70 alunos.

Publicado por JoaoTilly em 01:56 PM | Comentários (4)

março 24, 2008

A resposta do "sistema"

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O sistema cuidadosamente desenhado para denegrir a imagem dos professores não se faz esperar quando beliscado.
E responde sempre num prazo máximo de 48 horas.
Eis a resposta do sistema ao episódio da aluna doida do telemóvel.
O objectivo é evidente: calar a indignação do povo. Fazê-lo encolher os ombros, como está instituído há 3 anos.
Perante as maiores e mais chocantes vilanias que bradam aos ceus até no Burkina Faso, a estratégia do sistema do poder é sempre a mesma: em primeiro lugar desdramatizar e fazer crer que as maiores indignidades e anormalidades com que nos deparamos a par e passo neste país são, afinal, perfeitamente normais e aceitáveis.

Depois, mostrar que o contrário de cada escândalo também acontece, levando o povo a desacreditar em tudo o que vê e a alhear-se, por consequência, de tudo.
Um povo estupidificado e descrente dos valores fundamentais civilizacionais e dos seus primeiros e alienáveis direitos básicos é um povo mais fácil de controlar e manipular.

A estupidificação de massas é - não restam dúvidas - a arma de destruição maciça da inteligência portuguesa.

Publicado por JoaoTilly em 10:06 AM | Comentários (1)

março 22, 2008

E consequências?
Nenhumas...


Como tudo, aqui em Portugal, não há que esperar quaisquer consequências visíveis deste episódio que não vale por si, mas simboliza milhares de outros que passam desapercebidos por essas escolas fora.
É deixar passar mais uns diazitos e já ninguém se lembrará de nada.
Fica tudo na mesma, como sempre.
É Portugal... ninguém leva a mal.










Publicado por JoaoTilly em 09:28 AM | Comentários (0)

Coimbra: Conselhos directivos propõem suspensão do processo de avaliação dos profs contratados

COIMBRA

Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra estiveram reunidos e decidiram propor à ministra da Educação a suspensão do processo de avaliação dos professores. A decisão não é inédita mas trata-se da primeira vez que é seguida por todas as escolas de uma mesma localidade.

Rosário Gama, presidente do conselho executivo da escola secundária Infanta Dona Maria, considera que, neste momento, não existe sequer um suporte legal que permita uma avaliação simplificada dos professores contratados.

«Os professores que vão ser avaliados já entraram há algum tempo [para o ensino] e não é agora, a dois meses do fim das aulas, que vão redefinir os seus objectivos e serem avaliados», defende Rosário Gama.

A responsável explica ainda que para os «professores avaliadores assistirem às aulas» dos docentes que vão avaliar «teriam de faltar às suas», sendo por isso «um processo errado logo à partida».

Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra defendem, por isso, a suspensão do processo até ao final do ano lectivo e o relançamento das negociações entre o Governo e os sindicatos para que as duas partes consigam chegar a um entendimento.

Publicado por JoaoTilly em 09:11 AM | Comentários (1)

março 21, 2008

Dá-me o telemóvel!


A que ponto chegaram os pobres professores...
Que miséria de país e de povo, este, que não se revolta contra nada...!
Para mim, o mais chocante de tudo são as gargalhadas generalizadas daqueles alunos anormais e o "sai da friente! Sai da friente!"
«A velha vai cair!»

Mas que espécie de país é este?
Como é que isto chegou a este ponto de bandalheira, imoralidade e descontrole?
E o que faz o CD desta escola useira e vezeira em agressões a professores?
Porque não se demite imediatamente?

Que pena tenho de isto não acontecer comigo...


http://downloads.officeshare.pt/expressoonline/Video/professora.swf

Publicado por JoaoTilly em 03:55 PM | Comentários (7)

A Marcha da Indignação...

Lembram-se...?
Para que serviu?
Em vez de ser o governo a propor o adiamento, são os sindicatos a fazê-lo.
Já nem sequer se fala em reestruturar a avaliação.
Já só se pede-se apenas para se adiar esta...
Pobres professores!...

Publicado por JoaoTilly em 12:33 PM | Comentários (0)

março 19, 2008

Albino Almeida a tentar esvaziar a luta dos professores

Albino Almeida é o presidente da CONFAP.
Podia ser da Junta da terra dele. Mas isso era mais difícil.
A Associação de Pais de que faço parte vai pedir a sua desvinculação dessa confederação de seguidismo cego a tudo quanto a ministra anuncia.
Nós, pais, não nos revemos minimamente no servilismo que este senhor demonstra para com as políticas da ministra da avaliação.

Publicado por JoaoTilly em 05:16 PM | Comentários (1)

Albino Almeida - o "pai" da ministra - e o major Valentim!

Que dupla maravilhosa e credível para apoiar a ministra!



Atente-se no magnífico conselho que Albino deixa aos professores!
Não havia ali ninguém com uma tarte por perto?

Publicado por JoaoTilly em 12:11 PM | Comentários (0)

Maquiavel tomou conta do ME:
Em período de interrupção escolar os professores contratados estão a ser OBRIGADOS a pedir a AVALIAÇÃO!

Contratados coagidos a assinarem requerimento a pedirem avaliação de desempenho

Acabei de saber por uma colega indignada que hoje, na sua escola - do concelho de Sintra, foi chamada ao CE, assim como os seus colegas contratados, tendo-lhes sido comunicado que segundo recentes directivas do ME, iriam ser avaliados e que para dar início ao processo, deveriam antes redigir um documento no qual teriam de dizer expressamente "quero"ser avaliado.

Como é óbvio, os colegas nem queriam acreditar e lá foram argumentando como puderam mas nada ...
Ordens da tutela às quais temos de obedecer!
Se pensarmos que estamos em período de interrupção escolar e que os professores tem menos capacidade de se juntarem e de discutirem, só nos podemos indignar e denunciar!.
A Sra. Ministra vai poder anunciar à comunicação social que o processo de avaliação decorre com toda a normalidade e que até foram os professores que a pediram!.
Eles estão a sair do armário...

Publicado por JoaoTilly em 09:25 AM | Comentários (0)

março 18, 2008

A avaliação de ricochete é inconstitucional


Na fúria de desavaliar de qualquer modo os professores, a fim de se poderem despedir metade deles e se escravizar a outra metade, o ME esqueceu-se de que os professores NÃO PODEM SER PARTE INTERESSADA NA AVALIAÇÃO DOS SEUS ALUNOS.

Vejamos:
Porque a partir de agora todo o professor é parte interessada na avaliação dos seus alunos - ela passa a condicionar directamente a sua própria avaliação - deve pedir escusa de proceder a esse acto, de acordo com o artigo 6º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e o nº2 do artigo 266º da Constituição.
Se o não fizer e avaliar um aluno, nestas novas condições, o professor incorre em falta grave para efeitos disciplinares.

Quer dizer:
O supremo paradoxo está estabelecido.
Ou mudam o CPA e um juiz passa a poder julgar o assaltante do seu próprio carro e o raptor do seu próprio filho, ou nada feito.
Claro que NADA FEITO.

Nem o ME pode mudar o CPA nem a Constituição que consagra o princípio universal da imparcialidade.
A seguir, o desenvolvimento e a justificação jurídica do que se afirma.


Chamo a atenção de todos os professores e particularmente dos presidentes dos CE e dos coordenadores de DT para uma situação que interfere legalmente com as avaliações de alunos e poderá legitimar os professores a que se recusem a avaliar os alunos por essa avaliação infringir o princípio da imparcialidade (Artº 6º do CPA) porque os resultados práticos desta condiciona a avaliação dos professores.

Efectivamente, além de todos os argumentos que têm sido aduzidos na discussão relativa a este processo de avaliação de professores, há uma questão de que ainda ninguém se lembrou: a questão da legalidade e da (in)constitucionalidade relativamente à avaliação de alunos ser um indicador na avaliação do professor...

Ora, o processo é ilegal porque é susceptível de violar o Princípio da Imparcialidade previsto no artigo 6.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e no n.º 2 do artigo 266.º da Constituição da República Portuguesa. A questão da Imparcialidade tem consequências directas no regime de impedimentos que consta nos artigos 44.º e seguintes do CPA. Por sua vez, o artigo 51.º (CPA) estabelece no n.º 2 que "a omissão do dever de comunicação (…), constitui falta grave para efeitos disciplinares".

Assim, a lei obriga a que os professores se declarem impedidos de participar nos próximos Conselhos de Turma de avaliação uma vez que vão decidir sobre matéria (avaliação dos alunos) relativamente à qual têm interesse.

Naturalmente que não se pretende "boicotar" o momento de avaliação que se aproxima. Penso apenas que é importante e necessário que os professores suscitem esta questão junto dos coordenadores de DT e dos presidentes de CE para, inclusivamente, obrigarem a tutela a decidir sobre o assunto.

Paulo Martins

Abaixo os Documentos citados:

CPA
Artigo 6º
Princípios da justiça e da imparcialidade
No exercício da sua actividade, a Administração Pública deve tratar de forma justa e imparcial todos os que com ela entrem em relação
Artigo 44º
Casos de impedimento
Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos:
a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa;
b) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da
linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida, ou quando tal situação se verifique em relação a pessoa abrangida pala alínea anterior;
d) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver;
e) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
f) Quando contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta esteja intentada acção judicial proposta por interessado ou respectivo cônjuge;
g) Quando se trate de recurso de decisão proferida por si, ou com a sua intervenção, ou proferida por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas.
2 - Excluem-se do disposto no número anterior as intervenções que se traduzam em actos de mero expediente, designadamente actos certificativos.
Artigo 45º
Arguição e declaração do impedimento
1 - Quando se verifique causa de impedimento em relação a qualquer titular de órgão ou agente administrativo, deve o mesmo comunicar desde logo o facto ao respectivo superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial dirigente, consoante os casos.
2 - Até ser proferida a decisão definitiva ou praticado o acto, qualquer interessado pode requerer a declaração do impedimento, especificando as circunstâncias de facto que constituam a sua causa.
3 - Compete ao superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial conhecer a existência do impedimento e declará-lo, ouvindo, se considerar
necessário, o titular do órgão ou agente.
4 - Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente.
Artigo 46º
Efeitos da arguição do impedimento
1 - O titular do órgão ou agente deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faça a comunicação a que se refere o n.º 1 do artigo
anterior ou tenha conhecimento do requerimento a que se refere o n.º 2 domesmo preceito, até à decisão do incidente, salvo ordem em contrário do respectivo superior hierárquico.
2 - Os impedidos nos termos do artigo 44º deverão tomar todas as medidas que forem inadiáveis em caso de urgência ou de perigo, as quais deverão ser
ratificadas pela entidade que os substituir.
Artigo 47º
Efeitos da declaração do impedimento
1 - Declarado o impedimento do titular do órgão ou agente, será o mesmo imediatamente substituído no procedimento pelo respectivo substituto legal, salvo se o superior hierárquico daquele resolver avocar a questão.
2 - Tratando-se de órgão colegial, se não houver ou não puder ser designado substituto, funcionará o órgão sem o membro impedido.
Artigo 48º
Fundamento da escusa e suspeição
1 - O titular de órgão ou agente deve pedir dispensa de intervir no procedimento quando ocorra circunstância pela qual possa razoavelmente suspeitar-se da sua isenção ou da rectidão da sua conduta e, designadamente:
a) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse parente ou afim em linha recta ou até ao 3º grau de linha colateral, ou tutelado ou curatelado dele ou do seu cônjuge;
b) Quando o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge, ou algum parente ou afim na linha recta, for credor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato;
c) Quando tenha havido lugar ao recebimento de dádivas, antes ou depois de instaurado o procedimento, pelo titular do órgão ou agente, seu cônjuge, parente ou afim na linha recta;
d) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge e a pessoa com interesse directo no procedimento, acto ou contrato.
2 - Com fundamento semelhante e até ser proferida decisão definitiva, pode qualquer interessado opor suspeição a titulares de órgãos ou agentes que intervenham no procedimento, acto ou contrato.
Artigo 49º
Formulação do pedido
1 - Nos casos previstos no artigo anterior, o pedido deve ser dirigido à entidade competente para dele conhecer, indicando com precisão os factos que
o justifiquem.
2 - O pedido do titular do órgão ou agente só será formulado por escrito quando assim for determinado pela entidade a quem for dirigido.
3 - Quando o pedido for formulado por interessados no procedimento, acto ou contrato, será sempre ouvido o titular do órgão ou agente visado.
Artigo 50º
Decisão sobre a escusa ou suspeição
1 - A competência para decidir da escusa ou suspeição defere-se nos termos referidos nos n.ºs 3 e 4 do artigo 45º.
2 - A decisão será proferida no prazo de oito dias.
3 - Reconhecida procedência ao pedido, observar-se-á o disposto nos artigos 46º e 47º.
Artigo 51º
Sanção
1 - Os actos ou contratos em que tiverem intervindo titulares de órgão ou agentes impedidos são anuláveis nos termos gerais.
2 - A omissão do dever de comunicação a que alude o artigo 45º, n.º 1, constitui falta grave para efeitos disciplinares.
Constituição da RP
Artigo 266.º
(Princípios fundamentais)
1. A Administração Pública visa a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.
2. Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem actuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa-fé.

Publicado por JoaoTilly em 11:28 PM | Comentários (5)

Alvin Toffler: o sistema educativo tem que ser substituído



Mais horas na escola?
Mais do mesmo?
Vale a pena ver até ao fim

Publicado por JoaoTilly em 09:12 AM | Comentários (0)

Baptista Bastos: O poder da rua

As impressionantes manifestações registadas A descida à rua de milhares e milhares de manifestantes irritou alguns articulistas com pigarro, para os quais a existência do facto moral é um anacronismo absurdo. Um deles, que se diz “historiador”, chega classificar de ausência da razão as demonstrações de pura repulsa dos professores, cercados pelas imposições precipitadas.
A artigalhada apareceu num matutino fundado para resistir “à l’air du temps”, e, agora, ideologicamente neoconservador, com assinalável quebra de credibilidade – e de tiragem.

Na verdade, os professores não contestam as avaliações, sim o que lhes subjaz de improviso e de ligeireza. Os velhos mestres da suspeita estabeleceram as confusões habituais a fim de enxovalhar uma profissão admirável e tão vilipendiada. O poder da rua foi (tem sido, é) de tal modo persuasivo que o Governo tem vindo a alterar decisões até agora “inabaláveis.” É razoável que assim proceda. A nossa História próxima recente está pontuada de episódios de idêntica natureza, que nobilitam os políticos e engrandecem a substância da democracia.

A imponente manifestação dos cem mil assinalou, de novo, à luz das urgências contemporâneas, a consciência moral de uma população, preocupada com as derivas “políticas” mas que age impulsionada por motivos cívicos. E quando alguns preopinantes estipendiados e ex-trotsquistas convertidos aos prestígios do capitalismo declamam um anticomunismo protozoário, como justificação das próprias debilidades de carácter, a atoarda já não cola. O que os obsidia é ver como os ofendidos se revoltam e como a sua revolta os qualifica de indignos de um combate que lhes não pertence. Afinal, esses “ex”, que estavam à esquerda de tudo, constituíram-se como ponte de passagem para a organização da sua própria vidinha. E não são tão poucos quanto isso.

A rua foi, no fascismo, a explicação veemente e extremamente corajosa da indignação de um povo, perante um Governo ilegal porque não saído do voto. É uma história exaltante. Nos dias 5 de Outubro (comemoração da República) e 1.º de Maio (Dia do Trabalhador) grupos de pessoas iam-se juntando, concentrando-se nas praças e nos largos principais das cidades. Em Lisboa, no Rossio. Fui espectador e até protagonista de alguns episódios dramáticos. Quando o Rossio apresentava um aspecto significativo, pela quantidade de gente, agentes da PSP e da PIDE/DGS tapavam as ruas circundantes. Os manifestantes começavam, então, aos gritos de “Abaixo o fascismo!”, “Viva a Liberdade!”, “Viva a Democracia!” Eram violentamente espancados por polícias à paisana e por legionários espalhados por aqui e por além. Entendiam, os resistentes, que o acto de estar possuía uma forte componente moral. E era verdade. O antifascismo não representava nenhuma corrente ideológica: era uma posição moral; por isso reuniu republicanos, monárquicos, socialistas, comunistas, anarquistas, católicos.

Contra o delírio histórico, a barreira de homens honrados e livres, independentemente de serem de Direita ou de Esquerda. O regresso da Democracia, com a II República, advinda do 25 de Abril, recompôs o tecido político, e cada qual foi para o partido que correspondia às suas convicções. Quando, há tempos, alguém disse que os antifascistas dispunham de excesso de memória histórica, a afirmação estava certa: evocava o horror que se viveu, e que, até hoje, se não restituiu, na sua totalidade, à pedagogia do conhecimento. Como se fez em França, e está a fazer-se, por exemplo, em Espanha. E a rua foi o local exacto (como, em Democracia, o é também) para a exposição dos nossos desagrados.

Quem tem medo da rua? Os que desprezam a evidência dos factos. Aqueles que o decurso da História aponta à execração popular. A sociedade do silêncio e da traição. É instrutivo verificar que aqueles dos governantes saídos da abdicação e do perjúrio, outrora inflamados gritadores, deixaram de comemorar, na rua, a data que nos reentregou a liberdade. Há, nesta gente, uma estranha e doentia mortificação, que a impele ao insulto, à injúria, à mentira e à calúnia. Claro que, quando saem do Governo, são alojados em lugares seguros com salários chorudos; porém, estão ferrados com a ignomínia e repelidos pelo nojo que causam.

Os jornais dizem que o Governo tem recuado. Não será a palavra mais rigorosa. Diria que o Governo tem reflectido melhor e emendado a mão. As opiniões críticas que se têm registado em alguns jornais, não em todos, em alguns, conseguiram atenuar e, até, abafar, o alarido de “comentadores” obedientes ao solfejo do suserano. A rua, na sua trivial realidade, é consequência e concentrado de todas as vozes. O individualismo teatral sempre foi contrário à vontade de felicidade e ao cuidado de coerência testemunhados por aqueles que não andam na vida com esfuziante leviandade. Dentro de pouco tempo, esses que tais ajeitar-se-ão às modalidades do momento. Como na invasão do Iraque, os que a apoiaram já tentam remanejar o que afirmaram. A conivência, neste último caso, atinge territórios malditos. Porque o que aconteceu e acontece no Iraque configura as dimensões dos crimes de guerra.

Num belíssimo verso de um belíssimo poema, Vitorino Nemésio escreveu: “A hora do extensível força a possibilidade.” Nada mais certo. A possibilidade das coisas torna extensível as infinitas possibilidades do nosso querer. E o homem, quando quer, consegue tudo quanto quer.

Publicado por JoaoTilly em 01:25 AM | Comentários (0)

As mentiras da ministra da avaliação

Na entrevista à jornalista Judite de Sousa, que lhe colocou algumas perguntas pertinentes, a Sr.ª Ministra da Educação escondeu a verdade, fazendo imensas perguntas à entrevistadora. A certa altura não se percebia quem era a entrevistada, e quem era a entrevistadora.

*As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:*

1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto escolar em que estão*. Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se inicialmente estes já tivessem 18. *Se o professor é avaliado pelo sucesso dos seus alunos, o que a Ministra disse* *significa que 8 será sucesso? Faça favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores. *Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros funcionários públicos. *Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.

5.º *A avaliação foi negociada*. As subjectivas e burocráticas grelhas que foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.

6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir. *Esqueceu-se de que, quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.

7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam mais competentes. *Só seria assim se a competência fosse sinónima de antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.

8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação Física. *A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra, venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está o ensino individualizado?

9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares. *Se assim fosse, qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem faltar para a fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as estatísticas.

*Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão*: *Grande parte dos professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu o que está em causa*. Se todos os docentes tivessem lido todos os documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados escravos pessoais.

Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail: * salvarescola@gmail.com *que pode ser utilizado por quem quiser provas e exemplos do que é referido.

Publicado por JoaoTilly em 01:14 AM | Comentários (10)

março 11, 2008

Acabou-se!


Mário Crespo, Jornalista


Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função.
Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções.
Já não está em causa a eficácia da sua política.
A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más.
O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante.
Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos.
Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional.
É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito. (eu acho que nem tanto...)

Mas esse estudo tem década e meia e nada de substancial foi feito no entretanto.
Por isso, o que está em questão não é a avaliação de professores. Apreciações de desempenho são meros pormenores de gestão de pessoal. O que é preciso, como consta de uma lúcida reflexão dos docentes da Escola Rainha D. Amélia, é fazer a escola cumprir com as suas funções na socialização de crianças e jovens. É promover a criação de hábitos de disciplina interiorizados que se multipliquem depois na vida adulta.
Entre Cavaco Silva, o governante confrontado com o estudo de Ana Benavente, e José Sócrates, este processo de calamitosa estupidificação do país não foi interrompido por um projecto lúcido.
O governo actuou agora como se o problema estivesse nos docentes e não no sistema de docência e nos curricula.
Actuou como se o problema único de Portugal fosse o do excesso de privilégios e não o do defeito de cultura.

E assim as frágeis construções da demagogia política trouxeram, mesmo com a intimidação de PSPs à paisana e processos disciplinares da DREN, uma centena de milhar para as ruas de Lisboa.
E o Primeiro-ministro mostrou a sua fibra assistindo em silêncio ao martírio de Maria de Lurdes Rodrigues que se desdobrou nas TVs a tentar demonstrar o indemonstrável axioma socrático que a sua política é infalível e o défice de compreensão é do país.
A resposta de Sócrates foi a de marcar uma manifestação de desagravo para o Porto.
Primeiro era para ser na rua, depois numa praça, depois num pavilhão e vai sempre soar a falso no clamor sem fim das turbas dos indignados.
Foi um contra-ataque ridículo no meio de muito comportamento bizarro.
O Professor Augusto Santos Silva protagonizou o momento de infelicidade quando em Chaves quis assinalar os três anos de governação numa espécie de estágio para o anunciado comício do desagravo.
Foi vaiado.
Ripostou tentando conjurar os seus Manes.
Invocou os nomes dos pais fundadores, dos velhos companheiros que diz serem os seus da luta que diz ser a sua.
Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre.
E nenhum lhe respondeu.
Tentou depois o exorcismo, amaldiçoando os seus demónios pessoais, os grandes e os mais pequenos.
Álvaro Cunhal e Mário Nogueira.
E nenhum lhe respondeu.
Ouviu vaias cada vez mais altas e a voz embargou-se e disse: "eu não me calo... eles calam-se primeiro que eu."
Depois repetiu, baixinho como que a querer convencer-se "... eles calam-se primeiro que eu".
E não se calaram. Ao ouvir na Antena 1 este terrível registo de desgovernação só me ocorreram as sábias palavras de Juan Carlos para o tiranete venezuelano: "por que no te callas".

Publicado por JoaoTilly em 10:05 PM | Comentários (7)

março 10, 2008

Cá para mim, Sócrates quer provocar eleições antecipadas!


Ao afirmar peremptoriamente que suporta totalmente a política da educação que a ministra tenta implementar, sem ouvir Cavaco, Sócrates jogou a mais importante cartada do seu mandato.
Porque bem sabe que quando Cavaco voltar, vai ter muito que lhe explicar.
Por isso antecipa-se.

Chamo daqui a atenção aos meus leitores:
Cá para mim, Sócrates, com a popularidade em queda livre, vai fazer uma jogada final.
Aproveitando a ausência de Cavaco, já anunciou que está irredutivel.
Quando Cavaco voltar e lhe puxar as orelhas, daqui a uns dias, Sócras responderá que já anunciou que apoia a ministra e por isso não remodelará nada no seu gabinete.
E Cavaco fica entre a espada e a parede.
Ou abre um conflito institucional público, ou cala-se, perdendo o respeito de todos os professores. Que ele já percebeu que são praticamente todos: 150 mil.

Aproxima-se, pois, um momento fulcral na política portuguesa:
Se Cavaco se cala, a inteligência nacional cai-lhe em cima. Provavelmente o seu estado de graça termina, porque os professores já mostraram que não pararão.
Se chama a atenção em privado a Sócras, este vai responder-lhe que já anunciou publicamente que apoia incondicionalmente a ministra e não pode recuar para não perder a face.

Cavaco vai ter que decidir: ou aceita o braço de ferro ou não.

Eu penso que ele terá que o aceitar sob pena de perder a face e a confiança da esmagadora maioria dos portugueses não broncos.
Que ainda são muitos. Não se pense que não... Só professores serão 150 mil. Mais as famílias. E os amigos. E os indecisos. E os descontentes por outros motivos. São mesmo muitos... mais de um milhão a somar aos que naturalmente não votarão Sócras. Este milhão (pode chegar a 2 facilmente) desiquilibra tudo.

Cavaco tem que perceber isto porque Sócras, com aquela arrogância cega que o caracteriza, pensa que são só 100 mil votos e que ganha o dobro com os pais.
Sócras pensa que quanto pior fizer aos professores mais votos ganhará dos pais.
«Perdi os professores mas ganhei a opinião pública», lembram-se?
Por isso apostará na fractura da sociedade portuguesa: pais contra professores. Ele pensa que tem o jogo ganho já que, embora os professores também sejam pais, há muitos mais pais que não são professores.

Isto é o pensamento mediano e básico de quem não possui uma pinga de inteligência. Apenas ratice politiqueira. E isso, verdade seja dita, não lhe falta.

Mas vejamos porque não funciona este raciocínio básico do 2 + 2 = 4.
A principal razão está paradoxalmente no factor em que ele mais aposta: na ignorância e no nivel de escolaridade dos pais.
Porque essa ignorância, ao contrário da sua própria, não é arrogante: a esmagadora maioria dos pais não está contra os professores porque não possui recursos intelectuais para ajuizar sobre estes assuntos mais complexos.
As famílias portuguesas, para além de inacreditavelmente iletradas, também são bastante tradicionalistas. Não desenvolveram espírito crítico porque nunca o exercitaram no tempo da escola nem autodidacticamente fora dela. Infelizmente não é nas conversas com os vizinhos, a consumir desenfreadamente o futebol ou as novelas das TVs que se aprende alguma coisa ou se desenvolve a inteligência.
A moda do dizer mal dos professores não colhe, por isso, a maioria (longe disso) na população. Claro que há uns raivosos, uns frustrados que nunca deram nada nos estudos e culpam os professores por isso.
Mas esse número é uma pequeníssima minoria no universo das famílias portuguesas.
A maioria dos pais reconhece que os professores, por muitos defeitos que tenham, são muito mais cultos do que eles e, por isso, acabam por confiar neles, segundo todos os estudos que foram publicados recentemente.
O povo confia muito mais nos professores do que nos políticos.
Por isso, este esticar de corda vai acabar por correr mal a Sócras, se Cavaco aceitar o braço de ferro.

Sócras está preparado para lançar a bomba atómica. Percebeu-se hoje.
Mas é bluff, na minha opinião. Ou então pirou de vez.
Se Cavaco o encostar às cordas tenho a certeza de que ele não se demitirá para provocar eleições antecipadas.
Porque não tem a certeza de que ganhe.
Já não tem.
Por muito que as sondagens da «Eurosondagem» do socialista e ex-deputado do PS Rui Oliveira e Costa lhe dêem a maioria, Sócras sabe bem que números são aqueles e quem os encomenda...

Mesmo que ganhasse nunca seria com maioria absoluta. Ou seja: se agora está com dificuldades, depois seria pior.

Mas pode sempre acontecer que Sócras se tenha passado da cabeça e esteja convencido que sai com uma maioria reforçada, tipo Alberto João.
Nesse caso Cavaco deve fazer-lhe a vontade.
Aceitar o braço de ferro e mandá-lo fazer o que ele quiser.
Cavaco tem que se impôr e devolver a bola a quem lhe deu o primeiro pontapé.
De uma forma ou de outra, Portugal fica a ganhar.

Se Cavaco não for a jogo, irão os professores e as populações por causa dos Hospitais desactivados. E Cavaco ficará desautorizado aos olhos das populações.
É uma questão de meses.
Este ano não haverá "silly season", tenho a impressão...

Publicado por JoaoTilly em 12:48 AM | Comentários (3)

março 09, 2008

Ontem foi sábado. Nenhum funcionário público trabalhou, mas eu tive que ver testes em minha casa.


E hoje é domingo.
Nenhum funcionário público trabalha, mas eu tenho que continuar a ver testes.
E onde se preparam as aulas?
E onde se elaboram as fichas e os testes de avaliação?
Tudo em casa, depois de um àrduo dia de trabalho a tentar ensinar a quem não quer aprender.
E ao fim de semana também se trabalha.

Os restantes funcionários públicos levam trabalho para casa?
Alguém que trabalhe por conta de outrem leva trabalho para casa?
Sim.
Os professores.
Do ministériozeco da ministrazeca da avaliaçãozeca.

Eu também sou pai.
Quando vou ter tempo de dar uma volta com os meus filhos?
Diga lá, seu asqueroso Emídio Rangelzeco!

Publicado por JoaoTilly em 01:20 AM | Comentários (8)

março 08, 2008

85 mil em Lisoa, segundo a polícia.

E o número continua a crescer.
Os da margem sul ainda não conseguiram chegar ao Terreiro do Paço.
Nos Restauradores ainda não se consegue ver o fim da fila, neste momento.
E o Terreiro do Paço já está cheio.
«A maioria qualificada dos professores está aqui», diz Mário Nogueira.
É a primeira vez que uma classe profissional se faz representar em maioria num só local em Portugal.
E não só após o 25 de Abril: não há relato que tal já tenha acontecido antes, na História de Portugal.

Que pena os professores não terem aberto os olhos mais cedo...

Ó Milú.... tu até podes levar a tua avante, mas não é neste governo.
Estás feita!

Porreiro, pá!

Publicado por JoaoTilly em 05:25 PM | Comentários (2)

Mais polícias para vigiar os professores do que para o Sporting - Benfica

Governo trata os professores como hooligans.
Destacou mais de 600 polícias de intervenção para acompanhar a manif de hoje. Mais do que os que destacou para o jogo de altíssimo risco que foi o último Sporting - Benfica...

Publicado por JoaoTilly em 01:15 PM | Comentários (1)

O Dia pós-D

Ao contrário do que o jornalismo desconhecedor de tudo o que se passa propala na imprensa diária, hoje não é o dia D para os professores.
Os meses M foram os que antecederam a promulgação do inefável ECD, em 19 de Janeiro de 2007. Já lá vai mais de um ano.
Aí, os professores pouco ou nada protestaram. Tirando a manif de Lisboa em 5 de Outubro de 2006, pouco mais houve.
Nessa manif, que juntou 25 mil pessoas no Rossio, muito poucos foram os professores de Seia que nela alinharam.
Hoje, mais de um ano volvido, começam os professores a sentir na pele os efeitos desse maligno ECD.
Mas eu avisei.
Eu fiz tudo para mostrar aos meus colegas que eles estavam a chancelar a ruína das suas carreiras, sem protesto.
Riram-se.
Reuniões sindicais na minha escola? Com 6 ou 7 pessoas. Noutras, nem uma só.
Ainda estou a ver meia dúzia de professoras a dizerem, na sala de professores, escarnecendo de quem lutava por eles: «era o que mais faltava ir agora para Lisboa armada em palhaça!»...
Estes, hoje, estão lá todos.
Mas tarde. Hoje, o ECD foi promulgado e é Lei.

O que esperam, pois, os professores neste momento?
Não se sabe, ao certo. Eu não sei se eles sabem.
Que a ministra seja substituída?
Talvez.
E mais?
Nada.
Lei é lei e é para cumprir.
Os professores, com a sua negligência, deixaram que esta fosse a Lei promulgada.
Cavaco promulgou-a sem hesitação. Não se pode levar a mal. Ele não viu qualquer contestação nem movimentação da classe, a não ser os costumeiros protestos dos sindicatos, e aquela manif do 5 de Outubro...

Estou convencido que agora é tarde.
Mais coisa, menos coisa, tudo seguirá os seus trâmites se isto for um estado de direito.

Mas enfim:
Já que se perderam todas as oportunidades para, em tempo útil, se protestar e se tentar corrigir o monstro que é este ECD (e que muitos professores ainda desconhecem em profundidade e ainda não se aperceberam bem do que ele encerra) é verdade que vale mais a manif de hoje do que nada.
Embora a apoie, claro, receio que de pouco efectivamente venha a servir, porque este governo - está visto - não vai revogar a Lei.
Nem o próximo, cá para mim...
Portanto, professores: demitiram-se dos vossos deveres de cidadania e dos vossos direitos de protesto em tempo útil?
Protestam fora de prazo?
Paciência... aprendam ao menos que, para a próxima, é melhor lutar em tempo útil do que chorar sobre o leite derramado.

Publicado por JoaoTilly em 01:10 PM | Comentários (0)

Avaliar um professor pelas positivas que dá é o mesmo que avaliar um juiz pelas absolvições que decreta.

A subversão é a mesma:
Menos condenações = menos despesa para o estado = melhor rácio de criminalidade = menor despesa com a população presidiária = evitabilidade de construção de novas prisões = melhor imagem internacional de Portugal.

Todos os números melhoram.
A sociedade é que não, porque os maus alunos passam mas continuam ignorantes e os criminosos cometem crimes mas não vão presos.
Uns e outros não receberão o justo castigo que merecem.
Pelo contrário: são recompensados pelo mal que fazem a si próprios e à sociedade.
Quem sai prejudicado são, por isso, os bons alunos e as pessoas sérias e honestas.

É o Portugal de Sócras.

Publicado por JoaoTilly em 12:34 AM | Comentários (1)

março 07, 2008

ÚLTIMA HORA: Professores esgotam autocarros em todo o país!

A alternativa é o comboio!
De Coimbra, Aveiro, Porto, centenas de professores já compraram bilhetes de comboio para Lisboa, para a marcha de amanhã.
Não há autocarros no centro do país.
Está tudo alugado!
Vai ser uma coisa nunca vista.

Vamos é ver se corre tudo bem...
Não me admira que, com tanta gente e tanta confusão, alguém contrate meia dúzia de arruaceiros infiltrados para provocar confusão e lançarem a culpa sobre os professores...
Há que ter muita atenção e agir como antes do 25 de Abril.
De resto, a distância entre o antes e o depois do 24/4 já está bem encurtada...

Publicado por JoaoTilly em 01:56 PM | Comentários (0)

Polícias nas escolas armados em PIDEs

Das poucas diferenças que ainda se podem descortinar entre Salazar e Sócras - para além da colossal distância entre a privilegiada inteligência do primeiro e a triste xico-espertice do segundo - é que ambos perceberam que o estado é de quem é chefe, embora de formas diferentes.
Salazar mandou instruir uma polícia especializada - a PIDE - para proteger o estado (quer dizer: o regime) - dos ataques e das subversões da democracia.

Sócras percebeu que todo o tuga atrasado almeja ser bufo do seu chefe.
Por isso, enquanto Salazar dispunha de uma polícia especializada de 200 ou 300 agentes (fora os bufos) para cuidar da Inteligência (Informação secreta) do Estado, Sócras pretende funcionar com 5 milhões deles - metade da população que bufa sobre a outra metade - para o mesmo fim.
É mais seguro, este sistema, pois se toda a gente controla toda a gente neste estado policial, tem-se a certeza absoluta de que qualquer "conspiração" aborta à nascença.
E mais: não lhes paga!
Genial, devo confessar...

Assim, temos os agentes à paisana a entrar nas escolas e a fazerem perguntas inquisitórias do género: «qual vai ser a adesão da marcha?»
E a pedirem mais notícias sobre o que se está a organizar.
Bem: eu não sei como comentar isto.

Repetem-se os métodos, nada se aprende com as calinadas, e isto não pode ficar a dever-se apenas à estupidez de meia dúzia de agentes que querem subir na carreira à custa de lamber as botas aos chefes.
Alguém os mandou fazer aquele serviço.
Sabemos que, neste momento, na Função Pública, todo o bicho careta, seja ele analfabeto, estúpido ou mero sapo aprendiz de político adora bufar aos ouvidos do chefe.
Os polícias não fugirão à regra.
Mas daí até fazerem aquilo por vontade própria vai uma distância intransponível.

A verdade é que nada se aprendeu com a indignidade do que se passou no sindicato da Covilhã.
Ontem tivemos 2 ou 3 xicos-espertos a correrem as escolas a imitar os espiões que vêm nos filmes "amaricanos".
Hoje, e mesmo depois das garantias em sentido contrário do Ministro (como se ele fizesse a mínima ideia do que se passa no terreno...), tivemos mais um caso.
E amanhã?

Publicado por JoaoTilly em 01:47 PM | Comentários (0)

março 06, 2008

MARCHA DA INDIGNAÇÃO – INSTRUÇÕES IMPORTANTES

• Como se prevê uma enorme deslocação de professores de fora de Lisboa para o local da Marcha…

• Atendendo ao elevado número de autocarros, cerca de 600, e aos muitos professores que se deslocarão em automóvel, principalmente das localidades mais próximas de Lisboa…

• Se se considerar que a PSP tomará excepcionais medidas de segurança, quer relativamente ao acesso ao local de arranque da Marcha, quer em relação a desvio de tráfego e a locais de estacionamento…

• Como é provável que as principais artérias que confluem na Rotunda do Marquês de Pombal, estejam cortadas ao trânsito, até porque serão utilizadas como locais de concentração dos manifestantes, por região…

…O SPRC aconselha que:

1. Quem se desloca de fora de Lisboa, em transporte próprio, deve fazê-lo num horário que permita estar em Lisboa bastante tempo antes do início da marcha;

2. Como as áreas de serviço da A1 vão estar saturadas, cada um leve o seu “farnel”, como forma de evitar congestionamentos nos locais de refeição;

3. Chegados ao “Marquês”, os professores da região centro do país (distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, excepto das áreas sindicais do SPN e SPGL) se concentrem ao fundo do Parque Eduardo VII;

4. Aí, junto à carrinha de som, que estará assinalada com uma placa com a palavra CENTRO, levantem diversos materiais que devem ser utilizados na Marcha (bandeiras, faixas e autocolantes);

5. Em caso de dúvidas ou necessidade de apoio, antes e durante a Marcha, se dirijam ao pessoal de apoio/segurança que se situará nas bandas laterais em toda a extensão da Marcha.

Informa-se, ainda, que, tendo em conta o balanço realizado ontem, 5 de Março, relativamente às inscrições já apuradas para os transportes organizados, foi necessário alterar o percurso da marcha, passando o final da Marcha para o Terreiro do Paço, pois o número previsível de manifestantes ultrapassará a capacidade do Rossio (local anteriormente previsto).

Assim, a Marcha da Indignação dos Professores iniciar-se-á no topo da Avenida da Liberdade (junto à rotunda do Marquês) e acabará no Terreiro do Paço.


A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 03:36 PM | Comentários (1)

Ninguém nos pára...


Prosseguem de Norte a Sul protestos espontâneos de professores contra a forma como o Ministério da Educação está a conduzir a avaliação do seu desempenho.
Ontem, cerca de 1200 pessoas juntaram-se em Vila Real e 500 em Chaves.
Em Lamego, o descontentamento reuniu 300 docentes.
Outras centenas manifestaram--se em Bragança e no Barreiro.

in CM

No dia 8, em Lisboa, daremos a resposta à vil ministra da avaliação e ao seu guarda-costas.
25 de Abril, SEMPRE!

Publicado por JoaoTilly em 05:45 AM | Comentários (1)

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES


ESCLARECIMENTO DO SPN

Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:

- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;

- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;

- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,

isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:

"1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.

2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto".

Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo, Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.

Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:

- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;

- o estabelecimento de objectivos individuais;

- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.
Porto, 21 de Fevereiro de 2008


A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 03:42 AM | Comentários (0)

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS


NÃO ESQUECER:

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS

http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2075&mid=115

Se por acaso na escola onde trabalha já ocorreu reunião de Conselho Pedagógico e nela foi aprovada seja o que for neste sentido, saiba que é ilegal.

Como agir?
Solicitar cópia da acta do Conselho Pedagogico (todos os professores têm o direito e dever de ler estas actas) e entregue-a num sindicato de professores. Para tratamento judicial.

Saiba que o que está no site da DGRHE, com as assinaturas do Valter e Morais é desobediência às ordens dos Tribunais e punível judicialmente.

Quem responde judicialmente por desobediência são os Pedagógicos e os professores das escolas. Atenção!

Os prof contratados serão avaliados como sempre foram no final do ano de serviço.

Publicado por JoaoTilly em 03:31 AM | Comentários (0)

março 05, 2008

Palavras, para quê?

Photobucket

Publicado por JoaoTilly em 03:37 PM | Comentários (0)

Mas afinal como é que os professores Alemães e Suiços são avaliados?

Como é que os professores alemães e suiços são avaliados?
Não se deixe enganar pela propaganda e pela prosa semianalfabeta de cronistas ignorantes!
Leia aqui:
http://www.scribd.com/doc/2210501/Como-e-que-os-professores-alemaes-e-suicos-sao-avaliados-1
... e pasme-se com a propaganda FALSA deste governo que não tem pejo em enganar descaradamente as pessoas.
Hoje, com a net, sustentar MENTIRAS escandalosas é cada vez mais difícil...

Publicado por JoaoTilly em 10:20 AM | Comentários (2)

março 04, 2008

Valter, o lemos embaraça direcção do PS

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, embaraçou o actual Governo pela forma como atacou uma sua antecessora socialista na função, Ana Benavente, que por sua vez tinha considerado que a equipa que dirige o ministério da Educação "não honra o PS".

O embaraço surgiu porque ao disparar sobre Ana Benavente, acabou por atingir, por ricochete, um influente membro do actual Governo, Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, que no tempo de Guterres foi ministro da Educação, tendo precisamente Ana Benavente como sua secretária de Estado. A actuação de Benavente no Governo, disse Valter Lemos, teve como consequência "os piores resultados escolares da Europa".

Manuel Alegre ataca

"Não é normal que um secretário de Estado de um Governo do mesmo partido ataque um anterior secretário de Estado", disse ao DN.
O ex-candidato presidencial achou a atitude "tanto mais estranha quando isso pôs em causa o titular da pasta da Educação da altura, que por acaso é o actual ministro dos Assuntos Parlamentares".


Com que então, os piores resultados da europa, durante um governo socialista, hein?
Não há nada como se zangarem as comadres!...

Publicado por JoaoTilly em 07:55 AM | Comentários (0)

março 03, 2008

CONFAP recebe 150.000 euros da ministra da avaliação!


Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).
Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115).
Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.



















Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida?
Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro.
O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).

E AINDA TEM A CORAGEM DE SE DIRIGIR AOS PROFESSORES E MANDÁ-LOS TRABALHAR, E PÔR O INTERESSE DOS ALUNOS À FRENTE DOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES!!!!

É preciso lata!

Publicado por JoaoTilly em 10:44 PM | Comentários (12)

Muita atenção aos Conselhos Directivos que desrespeitam as decisões dos Tribunais!...


AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES
ESCLARECIMENTO DO SPN



Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:
- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;
- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;
- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,
isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:
“1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.
2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto”.
Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo,
Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.
Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:
- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;
- o estabelecimento de objectivos individuais;
- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.


Porto, 21 de Fevereiro de 2008
A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 01:48 AM | Comentários (4)

2.ª FEIRA – 3 DE MARÇO em LEIRIA!!!

2.ª FEIRA – 3 DE MARÇO

PROTESTO DOS PROFESSORES EM

Leiria


A concentração dos docentes terá lugar na Praça Rodrigues Lobo a partir das 17.00 horas.


Publicado por JoaoTilly em 01:40 AM | Comentários (0)

5 de Março em LAMEGO!

O SPRC/FENPROF realiza uma concentração de professores, em

Lamego,

no próximo dia 5 de Março (quarta-feira), pelas 17.00 H, frente à Escola Secundária Latino Coelho.

Aos professores sobram razões para lutar. Não faltes !


A CONTESTAÇÃO TODOS OS DIAS NA RUA.

Publicado por JoaoTilly em 01:37 AM | Comentários (0)

março 01, 2008

1ª Grelha de auto-avaliação

Photobucket

Publicado por JoaoTilly em 09:17 PM | Comentários (1)

Carta Aberta aos professores da Escola da Amora

1
Enquanto profissionais da educação e, em particular, enquanto
professores, temos a obrigação de intervir, participar e exercer a crítica
relativamente a todas as políticas, a todas as decisões e a todos os actos que
tenham repercussões no sistema educativo e na nossa vida docente. No
momento em que ocorrem alterações radicais que atingem toda a nossa
estrutura profissional, mais essa obrigação se impõe.
Tendo presente a ininterrupta sucessão de políticas que visam retirar
direitos, denegrir a imagem dos professores e afectar a sua vida pessoal e
profissional, e que têm sido concretizadas em diferentes diplomas legais
(Estatuto da Carreira Docente — um amontoado de artigos incoerentes,
iníquos e inaceitáveis; concurso para professores titulares — a maior
barbaridade e indignidade cometida contra uma parte significativa dos
professores em toda a história da educação em Portugal; e, agora, no
inqualificável decreto regulamentar da avaliação de desempenho), torna-se,
para nós, um imperativo ético manifestar publicamente alguns dos nossos
pontos de vista em relação a certas matérias que presentemente estão em
discussão em todas as escolas do país.
Os órgãos e/ou as estruturas de orientação educativa a que cada um
de nós pertence são, obviamente, fóruns onde apresentamos e debatemos
ideias, mas não são, nem devem ser, os únicos locais de reflexão. A livre e
pública partilha de opiniões e o livre e público exercício do contraditório são
exigências e práticas de que nunca abdicaremos.
Por isso, damos, neste momento, a conhecer as nossas opiniões
relativamente a alguns aspectos do conteúdo do decreto regulamentar da
avaliação de desempenho e às reacções que ele motiva ou deve motivar.

2
1. A concretizar-se o que está delineado neste decreto regulamentar,
estaremos perante um modelo de avaliação desmesurado, burocratizado e
incompetente, que irá gerar, porque mal pensado, conflitos gravíssimos entre
colegas. É um modelo que não tem credibilidade para avaliar seja o que for e
quem for. É um modelo perverso, porque estabelece uma ligação directa
entre a avaliação de desempenho dos professores e as classificações dos
alunos. É uma ligação inaceitável, seja qual for o ponto de vista. Hipoteca e
submete a qualidade, a exigência e o rigor do ensino e das aprendizagens à
redução meramente estatística do insucesso escolar.
2. É um modelo de avaliação caracterizado pelo gigantismo de tarefas
improcedentes e gizado por quem não tem a mínima noção do que é avaliar
o desempenho de professores nem a mínima noção do funcionamento
efectivo das escolas.
3. É um sistema que o ministério quer impor a toda a pressa, sem ele
próprio, ministério, ter produzido a legislação complementar que o decreto
regulamentar exige. É o ponto máximo da incompetência.
Sem o mínimo e elementar bom senso, o ministério exige que o
processo ande, mesmo atamancado, mesmo irreflectido, mesmo
incapacitado. Não interessa o que se vai fazer nem como se deve fazer, o
que é preciso é que se faça, o que é preciso é que passe para a opinião
pública a imagem de que os professores estão a ser avaliados.
4. Perante tudo isto, que estão as escolas a fazer? Que devem as
escolas fazer? Várias escolas têm tomado posição pública fortemente crítica
e exigido aquilo que parece ser óbvio para quase todos: o diploma deve ser
suspenso e reformulado. Vários jornais têm revelado as iniciativas públicas
de contestação de dezenas de escolas, do parecer de vários especialistas,
do parecer do Conselho de Escolas.
E a nossa escola, através dos seus diferentes órgãos (ouvidos os
professores, claro), não tomou nenhuma posição pública, porquê? Se não
está de acordo com o decreto regulamentar, não lhe pareceu imperativo
juntar a sua voz à de todas as outras escolas, organismos e pessoas que o
têm feito? Não o fez porquê?
3
Sabe-se que, no passado dia 28 de Janeiro, os presidentes dos
conselhos executivos das escolas do município do Seixal reuniram e
acordaram que fariam um texto para ser enviado ao ministério. Há três dias,
dia 8 de Fevereiro, esse texto, que não representa uma tomada de posição
das escolas, mas apenas a opinião dos signatários, ficou concluído e foi dado
a conhecer, via e-mail, por alguns presidentes aos professores das suas
escolas.
Primeira pergunta: porquê tanto tempo para haver uma reacção?
Segunda pergunta: por que razão esse texto reduz quase
exclusivamente o problema do decreto regulamentar da avaliação de
desempenho a um problema de calendário? É só um problema de tempo que
está em causa e de falta de orientações? Não se vislumbra nada de mais
grave no diploma?
Do nosso ponto de vista, não é só esse o problema, nem é
principalmente esse o problema. Esse é um problema, mas não é o
problema. O recente comunicado do M.E., do dia 9 de Fevereiro, ao transferir
para as escolas a gestão do tempo, mas mantendo inalterado todo o
conteúdo do decreto regulamentar, só vem confirmar que não é correcto
focalizar o problema da avaliação de desempenho no factor tempo. Agora,
diz o governo, as escolas não se podem queixar da falta de tempo. Todavia
os problemas de fundo mantêm-se.
5. Simultaneamente, escolas há, entre as quais a nossa, que parecem
essencialmente preocupadas com a rápida elaboração dos instrumentos de
registo previstos no Artigo 6º, como se mais nada estivesse em causa,
avançando com o processo ainda antes do famigerado Conselho Científico
ter emitido as famigeradas recomendações. A pressa manifestada na
elaboração desses instrumentos é pouco compreensível, já que os
instrumentos de registo são um dos elos da cadeia, mas não são o único,
nem o primeiro e nem sequer o mais importante.
Sem enveredarmos por uma análise exaustiva, vejamos alguns
aspectos.
Na mesma data que o decreto regulamentar prevê que estejam
prontos os referidos instrumentos de registo, prevê-se, igualmente, que
estejam definidos, por parte de cada escola, os indicadores de medida. Ora,
4
diz o Artigo 8º, esses indicadores de medida aplicam-se ao “progresso dos
resultados escolares esperados para os alunos ”(o que, como já afirmámos,
é inaceitável, porque visa acabar administrativamente com o insucesso
escolar, através do enviesado caminho da pressão sobre os professores) e à
“redução do abandono escolar tendo em conta o contexto
socioeducativo ”.
a) Quer dizer, portanto, que é preciso definir indicadores de medida.
Mas antes de se definir os indicadores de medida tem de se definir aquilo
que vai ser medido. Como é óbvio, não se produzem indicadores de medida
sem se saber, exactamente, o que se vai medir.
b) Ora se se vai medir o progresso dos resultados escolares é preciso
definir o que se entende, exactamente, por progresso. Um aluno que tenha
como classificações 6, 7 e 8, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos
lectivos, progrediu? Ou só se entende que progride se de uma classificação
negativa passar para uma positiva? E um aluno que obtenha como
classificações 12, 9, 10, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos lectivos,
progrediu? O progresso é avaliado aluno a aluno e depois é feita a média da
turma? É por turmas do mesmo ano de escolaridade ou é a média geral de
todas as turmas do mesmo professor? Ou não é nenhuma destas formas? E
nos cursos de Educação e Formação de Adultos? E no ensino recorrente por
módulos, que são independentes uns dos outros? E...? E...? Já se discutiu
isto na nossa escola? Nos departamentos nada foi discutido!
c) E quanto à medição do abandono escolar? Que se entende por
abandono escolar? Já está definido? Por exemplo, o conceito de abandono
escolar vai ser o mesmo, quer se refira ao ensino diurno quer ao ensino
nocturno? Incluem-se no conceito de abandono escolar os alunos que
interrompem os estudos para irem trabalhar? E os que se matriculam e nunca
apareceram a uma única aula também são incluídos no abandono escolar? E
os que vieram apenas a três ou quatro aulas incluem-se? Qual é a fronteira
entre o que é abandono e o que não é? Isto já foi discutido? Nos
departamentos, não.
5
d) E o contexto socioeducativo da escola já foi definido? Que
influência vai ele ter na ponderação das taxas de abandono e na avaliação
dos progressos escolares, conforme está previsto no decreto regulamentar?
Já se tem uma ideia de como vai ser,em concreto,“tido em conta ” o factor
“contexto socioeducativo ”da Escola Secundária de Amora no processo de
avaliação?
e) Já foi discutido se a avaliação de desempenho deve também ter por
referência o projecto curricular de turma, conforme o possibilita o ponto 2
do Artigo 8º? Os professores, quando definirem os seus objectivos
individuais, têm de estar informados sobre isto.
f) Já foi analisado o Projecto Educativo da Escola para se avaliar se
está adaptado às novas exigências que a avaliação de desempenho suscita
(em particular para o que está estipulado nos artigo 8º e no ponto 2 do artigo
13º)? E o Plano Anual de Actividades?
g) Que indicadores de medida vão ser utilizados para aferir “a
prestação de apoio à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com
dificuldades de aprendizagem ” (alínea c),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a
participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão
da escola ”(alínea d),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a relação com a
comunidade ” (alínea e), ponto 2, Artigo 9º)? Etc., etc., etc.
Como se vê, existe muito mais mundo para além dos instrumentos de
registo (vulgo, grelhas) e muito mais importante e muito mais complexo.
Os exemplos apresentados são apenas alguns de entre muitos outros
aspectos complexos que requerem profunda reflexão e debate alargado.
Porquê, então, centrar as atenções nos instrumentos de registo? Se,
em lugar de ter havido uma focalização quase exclusiva nos instrumentos de
registo, se tivesse feito uma análise aprofundada e partilhada destes e dos
restantes pontos do decreto regulamentar, com certeza que se teria tornado
evidente que o processo em marcha é totalmente insustentável. Com
certeza que já se teria sentido a obrigação de o manifestar, de modo
profissional, isto é, de modo fundamentado, sério e rigoroso, à senhora
Ministra da Educação.
6
O absoluto gigantismo do processo, a sua objectiva desadequação e
manifesta inoperacionalidade, a ausência de qualquer formação prévia
neste domínio, a incompletude da legislação e, fundamentalmente, a
inaceitável ligação dos resultados dos alunos à avaliação dos
professores, não são, entre outros, motivos mais do que justificados para
uma tomada de posição pública da nossa escola?
Não deveríamos nós contribuir para engrossar o movimento de
contestação à vergonhosa situação que a educação no nosso país chegou?
É este tipo de inacção que permite ao senhor Secretário de Estado
diz er que “só uma vintena de escolas ” se manifestou contra..
A nossa escola tem mais de duzentos professores, é uma instituição
com uma dimensão significativa no contexto nacional. Porque está muda e
queda? Não tem uma palavra a dizer?
Não estamos a falar de um levantamento popular, nem de
ilegalidades, nem de ilícitos disciplinares. Estamos a falar do exercício do
direito, mas também do dever, de manifestação formal e pública — através
dos órgãos da escola, junto do ministério e dos meios de comunicação
social — do nosso, mais que legítimo, parecer profissional, alicerçado em
razões profissionais, que critique aquilo que objectivamente deve ser
criticado.
Amora, 11 de Fevereiro de 2008

Publicado por JoaoTilly em 09:11 PM | Comentários (0)

fevereiro 28, 2008

Professorzecos... esses privilegiados!

Hoje tive reunião e acabou às 7 e meia da noite.
Só para tratar de um problema de um (1) aluno.
E tivemos sorte em acabar tão cedo.
Às 6:30h foi preciso ir tirar uma fotocópia a uma acta.
Correu-se a escola toda.
Não havia um funcionário na secretaria.
Nem um professor no conselho executivo.
Já é para aí a quinta vez que isto me acontece só este ano.

Os Professores Titulares em regime de exclusividade no directivo deixam os professorzecos (como nos chamou a ministra, no Parlamento) a trabalhar na escola e vão para casa ter com as famílias.
Os funcionários da secretaria e os auxiliares da educação também.
E os professorzecos ficam a trabalhar até às 20:45h da noite - como nós estivemos na semana passada!

Professorzecos! Esses privilegiados!
José Monteiro - Setúbal


Ó Monteiro: como eu te compreendo... olha: junta-te ao clube...

Publicado por JoaoTilly em 10:04 PM | Comentários (12)

1 de Março: Lisboa, Setúbal, Viana do Castelo e Braga!

À semelhança do que tem acontecido em vários capitais de distrito, também em Lisboa vai haver uma mobilização de professores no dia 1 de Março, às 16 h, no IPJ.

E TAMBÉM EM SETÚBAL, 15:00 PRAÇA DO BOCAGE

"Professores em luta pela dignidade e respeito a que temos direito.
Todos à Praça da República - VIANA DO CASTELO, e Avenida Central, em BRAGA -próximo sábado, dia 1 de Março, às 16h. Haverá uma vigília com velas acesas, Sexta à noite, também em Braga

Publicado por JoaoTilly em 09:58 PM | Comentários (1)

Contra a ministra da AVALIAÇÃO - Viseu, Guarda, Castelo Branco!


É o 25 de Abril para o Ensino tolhido e amordaçado por Sócras e pela Ministra da Avaliação.
O fascismo, o clientelismo, o amiguismo não passarão!
Os professores, embora tarde, perceberam, finalmente do que se trata: da aniquilação pura e simples de alguma réstea da sua dignidade profissional.
A malvada Ministra da Avaliação - como lhe chamou Sócras - não passará!
Acontecer-lhe-á o mesmo que a Correia de Campos.


Aníbal!
Toma posição, Aníbal!
Os professores têm os olhos postos em ti!
Só tu ou uma revolução podem resolver este problema.
Ordena ao infame, ao badameco, ao ignorante que envergonha Portugal com a sua estupidez e iliteracia, que acabe com esta violência contra os professores e contra o Ensino - que está literalmente parado, porque com tanta papelada doida e reuniões inúteis até às 9 da noite, não há tempo sequer para preparar aulas ou estratégias.


Faz como fizeste com o Correia de Campos, Aníbal!
Anda lá. Ajuda Portugal.
Põe o tiranete na ordem...

Publicado por JoaoTilly em 07:24 AM | Comentários (9)

fevereiro 27, 2008

Pagas ou não pagas???




Inefável Valter Lemos, o verdadeiro ministro, diz que só paga as horas aos professores que recorreram para os tribunais e ganharam.

Este tipo não existe!...
A que país da África sub-sahariana terá ido Sócras desencantar esta sua fabulosa equipa para a educação?

Publicado por JoaoTilly em 12:48 AM | Comentários (0)

fevereiro 26, 2008

2500 professores em Coimbra neste momento!!!!



A maior manif de professores em luto e com archotes em Coimbra.
A SIC Notícias esteve lá.
E eu estou aqui a tratar de mostrar o trabalho dos repórteres.
Cada um luta à sua maneira...


Desligar o som do Cotonete à direita em baixo

Publicado por JoaoTilly em 11:03 PM | Comentários (0)

Porque nutrirá tanto ódio contra os professores, Sousa Tavares?


Na TVI disse hoje meia dúzia de mentiras das quais destaco a de que, no que se refere ao pagamento de horas estraordinárias por parte do ME, os processos ganhos se referem a providências cautelares, o que nem sequer faz sentido!...
É falso. trata-se de sentenças que já transitaram em julgado, portanto tornaram-se efectivas, e por isso podem fazer jurisprudência.
Sousa Tavares devia informar-se antes de dizer calinadas na televisão.
Pode nutrir o ódio que quiser pelos professores, mas não devia poder mentir ao povo.
Digo eu...

Publicado por JoaoTilly em 09:08 PM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2008

Vale a pena ler...


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Publicado por JoaoTilly em 08:59 PM | Comentários (0)

Cordão Humano, em Coimbra

Em defesa da dignidade de SER PROFESSOR


Dia 26 de Fevereiro de 2008, terça-feira, vamos realizar um CORDÃO HUMANO.
A concentração terá lugar na Praça da República (21 horas).
De seguida, seguiremos até à DREC (delegação do ME em Coimbra).
Uma caminhada que simbolizará “O protesto da unidade dos professores para mudar a Educação”, porque ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR.

Pedimos aos colegas que se vistam de preto ou assinalem o luto com peças de roupa preta!

Chegou a hora de dizermos que já chega de tanta irresponsabilidade e destruição da Escola e da nossa Profissão.


Passa a palavra! Não faltes!


A Direcção do SPRC/FENPROF

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Tirando a palhaçada da roupa preta, concordo com a acção. Mas os portugueses, um dia, e os professores, já, deviam deixar-se destas atitudes circenses.
Não é preciso roupa preta nem azul.
É preciso é ir!

Publicado por JoaoTilly em 12:08 PM | Comentários (0)

fevereiro 21, 2008

A suprema alegria para os pais: os alunos passam a jantar e a dormir nas escolas!

O DN de hoje traz mais uma espectacular notícia para as escolas, para os alunos e os professores.
A Ministra da Educação ameaça estender o conceito de 'escola a tempo inteiro' aos 5º e 6º anos de escolaridade.
O senhor Albino, Presidente da Confap, rejubila com a medida.
Com esta medida, ficamos mais perto do sonho da Confap:
transformar os professores em empregados domésticos dos pais.
Os alunos do 2º ciclo do ensino básico passam actualmente 39 horas por semana na escola.
A dona Lurdes e o senhor Albino acham pouco.
E vai daí, juntam esforços e o sonho concretiza-se: os alunos vão estar, brevemente, enfiados na escola durante 55 horas semanais, ou seja, mais 16 horas do que actualmente.

O plano é assim: depois das 17 horas, as escolas do 2º ciclo passam a oferecer mais duas horas de Actividades de Enriquecimento Curricular, onde a Ministra vai enfiar a martelo a área de projecto, a formação cívica e o estudo acompanhado.

Para o senhor Albino, esta é uma boa medida. Assim, os pais podem trabalhar descansados, ir ao cinema, namorar e enfiar-se nos centros comerciais, enquanto os filhos ficam enclausurados entre quatro paredes, desafiando a paciência e a autoridade dos professores.

Ninguém contesta um modelo de sociedade e de economia que impede os pais de estar com os filhos antes das 20 horas.

A anomia e a anestesia deste Povo são tão grandes que poucos contestam uma sociedade que obriga as crianças a estarem 11 horas por dia na escola! Estou em crer que se quer fazer com as crianças aquilo que a economia já fez com muitos dos pais delas: embrutecê-las!

É provável que a Ministra ainda tenha tempo para anunciar a suprema das medidas, a mãe de todas as reformas da Educação: as escolas públicas irão passar a funcionar em regime de internato, oferecendo uma verdadeira 'escola a tempo inteiro': 24 horas por dia de actividades lectivas, de enriquecimento curricular e de repouso. O senhor Albino ficará feliz e o Povo rejubilará.

Os pais vão finalmente ver-se livres dos filhos: para sempre!

E os professores verão aprovado um novo e derradeiro estatuto:

o estatuto de empregados domésticos dos pais!

Bem mas este novo estatuto sempre tem uma vantagem: se desaparecer alguma criança de alguma escola, só passados 3 meses os pais darão conta....

Publicado por JoaoTilly em