
Armando Vara, ou melhor: o Dr. Armando Vara, um turbo-licenciado à pressa na Independente, apenas 2 dias antes de assumir a direcção na CGD, ao mesmo tempo de Sócrates, pede a "suspenção" do seu mandato!
Para além de mafioso é analfa!
"O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca."
Artigo de Mário Crespo originalmente publicado no JN, 2/11/2009.
O campeão do mundo dos escândalos e das demissões, das pós graduações antes das licenciaturas e tudo na Universidade que Sócrates mandou fechar por fraude académica mal nela conseguiu a sua própria "licenciatura", acaba de se suspender mais uma vez.
É uma vida atribulada a deste técnico superior, ex-ministro e administrador vice-presidente de um banco, que acumula com caixa de uma dependência bancária (única profissão que se lhe conheceu até hoje).
Veremos as cenas dos próximos capítulos e em que é que este mega-escândalo (que já fez esquecer um outro lá para os lados de Alcochete) vai dar.
Para mim - digo e repito - vai dar em nada, como o caso BPN.
Arranja-se um bode expiatório - Godinho, que nunca obrigou ninguém a aceitar dinheiro - e desculpa-se esta imunda corja de corruptos como se fossem coitadinhos, como se eles tivessem sido obrigados a receber as dezenas de milhares de euros e as grandes máquinas com que se abotoaram.

Há pouco mais de um mês elegem um primeiro ministro que passaram 4 anos a insultar.
Aindao homem não fez nada e já lhe retiraram a confiança!
São espectaculares, os tugas...
Absolutamente ingovernável, este país, com um povão destes.
... para desenvolver Portugal e tirar o nosso país da crise.
* /08:00 Segunda-feira, 16 de Fev. de 2009/
Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte.
Uma sorte extraordinária.
Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra.
Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.
Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume.
Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços.
E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública.
Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro.
Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso".
A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".
(Clique abaixo para continuar...)
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava!
Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP. Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!:
Armando António Martins Vara
Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança Nacionalidade: Portuguesa Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica Formação: 2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516>
Extraordinário...
CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !
Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo
professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates...
e viva o BCP e o seu "bom nome"!!!
Refer
É central nos interesses de Manuel Godinho. Aí tinha ‘avençado’ Carlos Vasconcelos e José Valentim para obter informação.
Galp
António Paulo Costa era o contacto. Manuel Godinho tinha grandes interesses nos resíduos deSines, onde comprou vários favores.
EDP
Paiva Nunes, administrador, recebeu um Mercedes depois de Armando Vara o ter colocado no caminho de Godinho.
Ren
As relações entre Manuel Godinho e o clã Penedos em torno de contratos com esta empresa são centrais no inquérito.
Lisnave
Um funcionário da empresa abriu caminho à retirada de cem toneladas de resíduos ferrosos como se de lixo se tratasse.
Portos
Os portos de Setúbal e de Sesimbra e a capitania de Aveiro são também referidos no caso como pontos onde a O2 tinha a sua gente.
Portucel
Um funcionário, Filipe Cacia, recebeu cinco mil euros para prestar informação de concursos e de adjudicações.
CTT É uma das empresas apontadas no despacho como um dos alvos das práticas corruptivas de angariação de contactos.
IDD
As empresas de Ovar investigadas tinham interesse em obter contratos de desmantelamento de material militar e o empresário arranjou contactos na empresa.
EP
Pelo menos um funcionário da delegação de Viseu desta empresa estava nos contactos do dono da empresa O2.
EMEF
Foram corrompidos vários funcionários da delegação do Barreiro desta empresa, alvo de grande interesse do empresário.
Viana
Lopes Barreira, amigo de Armando Vara e com grandes contactos no PS, abriu o caminho de Manuel Godinho nos Estaleiros de Viana do Castelo.
Fonte: CM
Mas atenção:
Manuel Godinho não é o único corruptor neste país.
Nem existem só estes corruptos, e nem estes corruptos se deixaram corromper APENAS pelo Godinho!...
Calma lá!...
Godinho será imediata e convenientemente transformado num bode expiatório, mas ele é apenas um dos milhares de corruptores que por aí vivem, nesta máfia generalizada transformada em país, deste expediente.
O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta. Porém continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é.
Aqui há uns anitos (2?) compilei estas imagens sobre a voz do Ze Pedro Gomes que, num texto magistral, se referia às relações mafiosas entre os membros de alguns governos e os seus "amigos".
Já tem mais de 17 mil visualizações no youtube.
Aqui fica para recordar...
Porque recordar é reincidir; perdão: é viver...
Al Capone foi preso por fuga aos impostos.
Armando Vara, o campeão do mundo dos escândalos que conseguiu sempre não só ultrapassá-los como sair promovido depois de cada um deles, depois de assentar toda esta poeira (1 semana) vai acabar por apanhar uma multa por estacionamento indevido.
Mas só daqui a 12 anos, quando este processo chegar à barra dos tribunais.
Se ainda existirem tribunais, nessa altura, o que não é garantido atendendo ao rumo que as coisas levam...
E se o processo não for arquivado já por uma Cândida Almeida qualquer.
E, no fim de tudo isso, se não o deixarem prescrever por lapso.
Como se vê, a probabilidade de Armando Vara sair ileso de mais esta gigantesca bronca continua muito alta.

Os escândalos são mais do que muitos e a rede apanha todas as maiores empresas do país.
Portugal já não é um estado mafioso. É a máfia em forma de País.
Armando Vara também tirou a sua "licenciatura" na Independente.
Foi posto na rua do governo de Guterres por pressões de Jorge Sampaio por causa das broncas e corrupções com a Agência (?) para a Prevenção Rodoviária. A partir desse despedimento foi sempre a subir...
CGD e depois BCP.
E agora vem-se a confirmar o que sempre se soube.
Mas é cçlaro que isto não dá em nada.
A PJ fez um bom trabalho mas os Tribunais se encarregarão de os ilibar a todos.
Não há problema.
Agora: atente-se nesta peça e note-se bem que ela foi difundida pela RTP - o canal do governo!....
A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, é uma pianista conceituada!
Quem diria!...
É a primeira vez que alguém que sabe, de facto, fazer BEM alguma coisa, chega a um lugar cimeiro da política.
E ainda por cima na Cultura, onde só temos tido consumidores e quase nunca produtores da mesma.
Perfeitamente inédito...
Não querem mais competência.
Querem apenas mais mulheres.
Vá-se lá saber porquê...
Parece-me bem que não foi a gripe A que contaminou Portugal...
Esta é uma directiva comunitária mas parece uma lei portuguesa. Daquelas que nunca ninguém cumpre. A começar pelo Estado.
Com o nível de endividamento inacreditável a que Portugal chegou e o sistema burocrático cuidadosamente construído, ao longo de décadas, para atrasar e dificultar ao máximo todos os procedimentos, por mais simples que eles pareçam, pagar a 30 dias é como pagar a pronto: simplesmente impossível.
Esta faz-me lembrar a lei da paridade. Que foi cumprida.
Na sequência da aplicação da lei, o parlamento tem agora menos mulheres do que tinha antes.
Ora aí está para o que servem as leis em Portugal.
Para se conseguir exactamente o contrário do que nelas se enuncia.
Porque é que a Segurança Social não se preocupa em averiguar quantos subsídios recebe cada beneficiário?
Basta perguntar aos carteiros quantas cartas com nomes diferentes entregam
à mesma pessoa, nos bairros étnicos e problemáticos das grandes cidades (e até das pequenas), por exemplo.
Alguém quer saber disso?
Não.
É só pagar.
E eles recebem.
Depois compram Jaguares e fazem pouco do cidadão que paga os seus impostos que eles alegremente recebem. A duplicar e a triplicar.
O país está podre.
Situação económica do País e a baixa qualificação dos portugueses explica porque o número de beneficiários passou de 346 mil para 385 mil. E 40% têm hoje menos de 19 anos.
Há mais 11,3% de pessoas a receber o rendimento social de inserção (RSI) este ano do que em 2008, num total de 385 164. E, destas, 68 409 (17,8%) já dependeram desta prestação para sobreviver. Têm baixas qualificações, empregos instáveis e dois em cada cinco têm menos de 19 anos. As famílias com filhos recebem, em média, 360,57 euros mensais.
Os dados são do relatório do 1º semestre de 2009 do RSI e demonstram que há mais pessoas com dificuldades económicas, e que muitas das que tentam viver sem este apoio acabam por regressar ao sistema. "Tem a ver com a situação económica e com o facto de algumas pessoas estarem a perder outros mecanismos de protecção social", justifica Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social, sublinhando que mais de 90% dos 149 133 agregados familiares beneficiados assinaram acordos de inserção social.
E como se justifica que quase 70 mil tenham regressado ao sistema, sendo que as maiores percentagens de reincidência se verificam em Faro e Beja? "Estamos a falar de pessoas que têm percursos de vida complicados e que não saem definitivamente. Têm baixas qualificações e as entradas no mercado de trabalho são inconsistentes. E a nossa maior aposta tem de ser na qualificação", diz.
Os números não surpreendem quem trabalha com as famílias desfavorecidas. "O índice de pobreza da população é de 18%, e de 26% nos indivíduos entre 6 e os 18 anos, logo, há pessoas com dificuldades que não têm o apoio. E 121 378 beneficiários têm rendimentos, mas não suficientes para sobreviver. Além disso, 68 409 regressaram à prestação, o que demonstra que a persistência da pobreza resulta da correlação entre o processo de desenvolvimento e a desigualdade na distribuição de rendimentos", diz Maria do Carmo, da CGTP.

Enquanto procuro textos antigos sobre os submarinos de Portas, aqui reproduzo um texto que escrevi em Setembro de 2002 e foi publicado no Expresso na rubrica Leitor com Opinião, sobre Paulo Portas e os seus negócios.
O texto tem mais de 7 anos mas o seu conteúdo está perfeitamente actual.
E, tal como se de uma Lei da Física se tratasse, se mudarmos o titular do ministério da defesa - à época Paulo Portas - por um outro nome qualquer, o conteúdo não se altera.
Eis o link para a versão publicada também no Porta da Estrela.
Portas sem helicópteros e helicópteros sem portas
Até dói reconhecer que, neste país, quem cumprir a lei é, no mínimo, tótó.
O Ministro de Estado vem à televisão com toda a naturalidade do mundo informar que cometeu apenas um singelo crime fiscal: o de pagar por baixo da mesa, fugindo e fazendo fugir os seus credores a todos os impostos devidos.
Até aqui tudo normal para um ministro de um país do hemisfério sul.
Mas num heróico instinto de fuga para a frente mais se queixa, com a voz embargada pela actuação, que tudo isto lhe está a acontecer porque teve a coragem de anular o concurso dos helicópteros...
O ministro, imaginando que Portugal é uma quinta dos Sacadura Cabral, está consciente que pode lançar as maiores suspeições sobre tudo e todos, sem ter que o justificar nem identificar os virtuais criminosos.
Se o Ministro fosse um arrumador de carros ou um indigente, ninguém por certo o condenaria.
Mas apesar do que parece, ele ainda é um Ministro de Estado.
E se há interesses instalados nas Forças Armadas que ficaram melindrados com a não-vinda (para já) dos 10 helicópteros, também não será menos imprópria a seguinte especulação, fruto apenas da minha etérea imaginação:
Quem comprou os Helicópteros? O governo Socialista.
Quem recebeu as luvas (se preferirem chamemos-lhes comissões) na hora da adjudicação?
E 3% de 210 milhões quanto dá?
E já agora, quem iria pagar efectivamente a encomenda?
Será que os fornecedores se disporiam a gratificar novamente o cliente, só porque mudou o tesoureiro?
Penso que será do agrado de todos esta solução mais-que-batida em toda a parte do terceiro mundo quando toca a negócios de milhões e que é a seguinte: o fornecedor nunca entrega nada da encomenda, de comum acordo com o cliente, que por sua vez faz actuar as cláusulas indemnizatórias, com suspensão imediata do negócio.
Informa-se a população de que o negócio acabou e as razões pelas quais se interrompeu: Incumprimento de prazo de entrega. O povo respira de alívio, pensando que o ministro até lhe poupou uns tostões.
Entretanto passam-se 6 meses e o ministro fará saber em conferência de imprensa, com toda a pompa e circunstância, que depois de extenuantes e penosas negociações ocorridas durante largos meses na República Dominicana e nas Seichelles, o fornecedor aceitou compensar o Estado em 2 ou 3 milhões de contos pelo atraso verificado, e que nestas novas condições o Estado adquirirá finalmente os rotativos poupando, de facto, esse dinheiro.
Palmas! Ovações! Eférriás!
O ministro sai como um herói, o negócio concretiza-se na mesma e vai-se a ver... afinal não se verifica a tal diferença no preço total, que curiosamente passa até a ser algo superior porque entretanto se detectou que são necessárias algumas peças sobressalentes (hélices, portas, rodas, etc) não previstas aquando do negócio dos socialistas...
Lá se vai o "cacau" todo previsto no negócio inicial e mais algum.
Os fornecedores, agradecidos ao novo e magnânimo ministro, oferecem-lhe uma torradeira eléctrica como lembrança, porque de varinha mágica o ministro já está servido.
Setembro de 2009
O ensino em Portugal é uma intrujice. Cara.
Avaliam-se os professores mas não se avaliam os alunos...
Escola deve ser inclusiva se quem lá anda quiser aprender. Se não quer, metam-nos noutro lado qualquer. Por exemplo, num campo de futebol a dar pontapés na bola.
Só se mete nos partidos gente manhosa.
Quem tiver mãos para trabalhar não se mete nisso.
Os partidos são uma carreira.
Sócrates é um homem de circo. É gente de circo.
Maioria absoluta com gente deste estilo nunca mais.
Só quem não conheça este povo é que pode dizer uma estupidez destas.
Mas este povão sabe lá o que é que se passa com as escutas ou com essas tricas políticas da treta?
Valha-me Deus...
E era por isso que dezenas de milhares mudavam o seu sentidode voto?
Que desconhecimento do povo e do país REAL...
É giro ver os comentadores profissionais preocupadíssimos com isso.
Nem sequer percebem que as sondagens foram feitas ANTES e DURANTE as primeiras notícias da bronca. O povo nem consciência tinha (nem agora tem) do que se estava a passar.
Que cambada!
Estes tipos pensam que o povo português frequenta o Colombo, compra livros na Bertrand e vai ao cinema todas as semanas...
É possível enganar pouca gente durante muito tempo. Ou muita gente durante pouco tempo.
Não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo.
O que diferencia um verdadeiro artista de um cidadão comum (tanto na política como em qualquer outro domínio da vida em sociedade) é a capacidade de enganar muitas pessoas durante um período de tempo mais longo do que seria expectável.
Mas não tenhamos ilusões:
Todo o vigarista, todo o impostor, todo o vendedor de banha da cobra, todo o falsário será descoberto.
E só se morrer antes não será desmascarado.
Uns serão desmascarados no dia 27, outros no dia 11 e os restantes quando se esfumar e se desmontar este imenso circo das campanhas eleitorais.
Porque há vida para lá de Outubro.
É preciso trabalhar todos os dias. Com seriedade. Sem enganar as pessoas.
Elas acabam por sentir que estão a ser enganadas ao fim de algum tempo, mesmo que seja pelo maior vigarista.
Apliquem isto ao que quiserem e verão que é sempre Verdade

Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.
35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.
No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.
Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.
Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".
Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.
É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.
A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.
O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.
Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.
Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.
O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.
É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.
É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.
in http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
A melhor coisa do debate de ontem foi o despedimento colectivo de todos os ministros.
Um novo governo terá novos ministros!
Isto é que é piscar o olho aos professores!
Mas atenção! São promessas do Pinóquio.
Não são para levar muito a sério...
Em matéria de converseta José Sócrates não dá hipóteses a ninguém.
Ferreira Leite não teve a mínima hipótese ontem. Foi literalmente esmagada pela conversa sedutora do maior pantomimeiro político da História Portuguesa. Se calhar desde sempre.
Uma ascendência clara e inequívoca de Sócrates estabeleceu-se desde o primeiro minuto.
Confiança, serenidade, Sócrates induz em quem o ouve uma sensação de quem está a falar verdade.
E até está, parcialmente.
Mas no fundamental não está.
A verdade é que a sua estratégia de mostrar serenidade ao mesmo tempo que se mostrou acutilante, nunca gaguejando e sobretudo a expressão facial estudada com aqueles truques e laivos de complacência misturados com outros de reprovação enquanto a interlocutora falava, enervou bastante Ferreira Leite que começou a enganar-se, balbuciava, mostrou dislexia grave, muitas brancas e hesitações, tudo fruto de um nervosismo a que eu não suspeitaria que um político tão experimentado como Manuela pudesse soçobrar.
A verdade é que Sócrates dominou totalmente o debate.
Infelizmente.
E é esse também o sentido das edições do debate da SIC e da TVI. Em todos os resumos Sócrates acaba sempre por cima.
Porque foi de facto isso o que aconteceu.
Claro que os jornais falam de empate, pois não se sabe o dia de amanhã... é melhor acautelar. O costume.
É, de facto, muito difícil debater com José Sócrates que é um especialista nisto.
Em debates.
Aprendeu com Santana nos debates futeboleiros, lembram-se?
Agora, sabe-a toda...
Quem sair por último feche a porta.
Quanta actualidade... 50 anos depois...
A Portugal
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.
Jorge de Sena
Araraquara, 6/12/1961
do Capítulo "Tempo de Peregrination ad loca infecta" (1959-1969) do livro "40 Anos de Servidão", 2ª edição revista, Círculo de Poesia da Moraes Editores, 1982
José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo direito do actual primeiro-ministro, será, segundo esses dois arguidos, o homem mencionado em e-mails apreendidos pela polícia judiciária como «o gordo» ou «Bernardo»
Dois dos arguidos do processo Freeport revelaram à TVI que há um outro primo de José Sócrates envolvido no negócio.
José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo direito do actual primeiro-ministro, será, segundo esses dois arguidos, o homem mencionado em e-mails apreendidos pela polícia judiciária como «o gordo» ou «Bernardo».
Estes serão nomes de código utilizados por diversas vezes por Charles Smith e outros intervenientes no negócio.
No DVD que a TVI divulgou, Charles Smith afirma ter entregue durante dois anos envelopes com subornos a um primo de José Sócrates, que alegadamente os faria chegar ao primeiro-ministro. Esta é a reportagem que estava preparada para ser passada no «Jornal Nacional» de sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes.
A TVI fez chegar ao gabinete do primeiro-ministro uma série de perguntas a José Sócrates relacionadas com esta reportagem, mas até agora não recebeu qualquer resposta.
Entre outras questões, a TVI perguntou se José Sócrates mantém uma relação pessoal de proximidade com o primo José Paulo Bernardo, e se alguma vez teve negócios, relações comerciais ou empresariais com ele.
A TVI perguntou também se alguma vez o primeiro-ministro recebeu do primo envelopes com dinheiro relacionados com o projecto Freeport. José Sócrates e o seu gabinete mantiveram o silêncio e não responderam às seis perguntas da TVI sobre este caso.
Manuela Moura Guedes descaradamente saneada da TVI alegadamente porque ia mostrar mais algumas provas irrefutáveis do envolvimento do nosso PM no caso Freeport.
Se não for a TVI a arranjá-las bem sabemos que nao será "investigação" que o fará.
Só que isto já foi longe demais.
Há-de ter consequências catastróficas para Sócrates e a sua comandita.
A peça ficou feita e alinhada.
Aguardemos o jornal nacional de hoje
José Sócrates esteve longos meses ausente do contacto com as populações. Todas as aparições públicas foram criteriosamente planeadas para o afastar de qualquer contacto com as populações.
Este Primeiro-Ministro que evita agora a todo o custo cruzar-se na rua com o povo que governa é a antítese da imagem do homem determinado e corajoso que o PS tentou construir.
Bernardo Ferrão mostrou ontem o Sócrates para lá da encenação dos comícios, do teleponto e dos holofotes.
A campanha ainda não começou e Sócrates já não suporta o povo.
Necessita dele para continuar a reinar e a destruir este pobre país, mas não suporta sequer aquele pequeno magote que foi a Santa Cruz garantir-lhe que continua a apoiá-lo.
Não se imagina qual possa ser a sua reacção num ambiente menos controlado, mais natural, com mais povo.
Com apoiantes e opositores.
A máquina socialista encontra hoje mais dificuldades em colocar o seu candidato num arraial português do que encontrava, há meses, para fechar a praça vermelha para um jogging matinal.
...
Tudo se paga...
Primeiro, a procuradora socialista Cândida Almeida dizia que não havia suspeitos.
Afinal, perante a ameaça de escândalo internacional, um a um TODOS os suspeitos apontados pela polícia Inglesa acabaram por ser constituídos arguidos.
Todos?
Não!
Um pequeno primeiro ministro resiste ainda e sempre à justiça a pedido neste inacreditável país.
De seu nome José Sousa, enquanto for poderoso ninguém lhe tocará tal como aconteceu com vale e Azevedo e acontece com Pinto da Costa, Valentim Loureiro, etc, etc.
Não irá sequer a julgamento, à cautela... não fosse correr mal qualquer coisinha.
E no caso da Cova da Beira vai mas como TESTEMUNHA!!!
Inacreditável, esta justiça para os poderosos.
E Pinto Monteiro?
Encolhe os ombros???
"Não há pior analfabeto que o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política.
Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht
O que Brecht não podia adivinhar é que a sua geração de analfabetos políticos, que ele tão bem caracterizou, geraria uma segunda e esta uma terceira: a dos analfabetos políticos oportunistas.
Tão analfabetos como os pais mas menos que os avós, aprenderam, no entanto, que se entrarem para a "política" (mesmo que dela nada percebam nem por ela nunca se tenham interessado antes) podem aspirar a viver melhor.
É esta a Nobreza da política para o analfabeto político actual.
Entrar na política para vir a ser reconhecido pelos analfabetos seus vizinhos, conhecidos, amigos... e vir a ter uma vida melhor.
O resto?...
Serviço público???
Mas qual resto?

Pina Moura, José Magalhães e Mário Soares vieram do PCP, Durão Barroso do MRPP, mas há quem tenha vindo do PSD também...
Um novo record quando se exige contenção e austeridade.
Como é que pode haver respeito por esta classe política que trata os portugueses como atrasadinhos?
Cartazes e aventais são mais eficazes no esclarecimento das populações do que programas eleitorais.
E ninguém se revolta contra esta ignomínia.
91 milhões para conformar as mentes fracas, porque quem é lúcido sabe bem em quem votar. Não precisa de cartazes nem de brindes para formar o seu voto.
Pobre povo que continua a aceitar que o tratem como gado...
30 milhões gastará o PS e 20 o PSD, nas próximas 2 campanhas eleitorais.
Sócrates, completamente desesperado, rebentará com 30 milhões para tentar convencer os portugueses que ele é Escolhido dos Céus.
Entretanto, o guardense Rui Costa - investigador português a trabalhar nos EUA - acaba de ganhar um prémio de 1,6 milhões de euros pelo seu estudo sobre os mecanismos cerebrais.
Sócrates por certo daria 100 vezes mais a quem lhe ensinasse o caminho da manipulação do cérebro dos portugueses que ainda não são absolutamente estúpidos.
Não é que o justificasse. Eles são tão poucos... mas pelo menos evitava que a comunicação social que ele ainda não conseguiu comprar dissesse coisas do género: Sócrates não responde às perguntas que lhe fazem, preferindo falar de outros (sempre os mesmos) assuntos.
Manipular o cérebro dos alienados, Sócrates sabe.
Manipular o cérebro dos outros ainda não.
O meu, pelo menos, não está ao alcance das suas básicas armadilhas da treta.
Por exemplo, quando ele diz:
"quem acusa o sistema de avaliação em vigor no ensino básico de levar ao facilitismo está a insultar os professores"...
Não há dúvida que esta armadilhazeca está bem montada para 90% dos tugas.
Mas está desajustada para os restantes 10% - os não estúpidos - a quem ele insulta, de facto, ao vomitar esta indignidade propagandística.
Porque quem verifica, no terreno, que o sistema de avaliação do ensino básico é uma autêntica e chocante fraude são todos os seus intervenientes e em primeiro lugar os professores que "avaliam" e se vêem de facto compelidos (alguns fazem-no de livre e espontânea vontade, também é verdade) a passar todos quantos lhes apareçam às aulas sob pena de arranjar um imbróglio interminável para si e para os seus colegas de conselho de turma.
Quem insultou os professores durante 4 anos e os insulta mais ainda - agora com esta recauchutada postura de os elogiar em período pre-eleitoral - é Sócrates e a sua inacreditável ministra da "educação".
Os Professores - os verdadeiros, aqueles que dão as aulas, que transmitem a Luz do Conhecimento às crianças e não os que recebem um ordenado para produzir burocracia ou os boys que se acotovelam nos gabinetes do ME - saberão dar a resposta a estes ronceiros manipuladores de consciências débeis daqui a alguns dias.
Não serão suficientes para tirar este hitlerzinho do poder, mas darão uma boa ajuda.
A ver vamos.
Moita Flores, o comentadeiro da Sic e presidente da câmara em part-time, afirma não estar disponível para votar PSD por causa da trapalhada da formação das listas! Como se a trapalhada da formação das listas no PS fosse menor!...
Isto está a tornar-se um verdadeiro festival de xonés.
Uma ministra da saúde obcecada por uma única doença que ainda não fez uma vítima mortal, enquanto as outras continuam a ceifar cada vez mais vídas; um presidente de câmara que mal pôs lá os pés em 4 anos a criticar a formação de listas; um primeiro ministro que vem para as televisões embandeirar em arco quando os números do INE são favoráveis e ignora-os ou deles escarnece quando são desfavoráveis...
Bem!
Já ninguém leva isto a sério senão teria que se dizer que isto bateu mesmo no fundo.
Mas é bom viver aqui em Portugal.
A gente diverte-se imenso!
Herman José, que John Cleese e Agildo Ribeiro e eu próprio consideramos um dos maiores génios do humor mundial que apenas teve o azar de ter nascido em Portugal, fala do grande comediante Português agora desaparecido.
Chama-lhe Marechal.
Mas se Solnado chegou a marechal foi pela antiguidade, mesmo.
A partir dos anos 80 - há 30 anos - a carreira de Solnado praticamente terminou.
Ha anos que não ouço as suas "histórias da guerra" que guardo em vinyl. Ou a sua célebre "Malagueña Salerosa" - coitado, ele que nunca teve o mínimo jeito para cantar...
É uma parte do Portugal romântico e Bom que morre. A ingenuidade, a pureza dos textos que ele tão bem representava colavam-se-lhe à pele como se fossem escritos por si próprio.
Quando houver tempo escreverei um pouco mais e publicarei aqui excertos e sequências do seu ultimo espectáculo ambulante que gravei durante a sua última estada em Seia e posteriormente em Famalicão num outro festival de Cinema.
É também hora de recordar dois dos maiores comediantes portugueses de Sempre: António Silva e Vasco Santana.
Portugal pode queixar-se de não ter tido em quantidade pensadores, cientistas, políticos e artistas de peso internacional em quantidade.
Mas actores de comédia, teve e tem.
António Silva, Vasco Santana, Beatriz Costa, Raul Solnado, Herman José e mais recentemente Maria Rueff, Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira, num estilo muito mais difícil porque apela à inteligência que é mercadoria que não abunda na zona compreendida entre a Espanha e o Atlântico.
Dentro em breve falarei de cada um deles com especial destaque para dois dos maiores génios da comédia mundial nascidos em Portugal: António Silva e Herman José.
Herman José, um dos maiores génios do humor mundial que apenas teve o azar de ter nascido em Portugal, fala do grande comediante Português agora desaparecido.
Sobre isso já escrevi vários posts aqui neste blog assinalando a efeméride. É só procurar em Agosto e nos anos anteriores.
Limito-me apenas a recordar que meio milhão de civis mortos é algo de que os EUA nunca se poderão desculpar.
Porque a guerra – repito – estava mais do que ganha. Hitler tinha morrido há mais de 2 meses, os alemães rendidos e os japoneses atiravam com os últimos “M-zeros” contra os porta aviões americanos – nem 1% acertava no alvo – porque já nem gasolina tinham para regressar às bases.
Foi a maior infâmia levada a cabo pelo país que mais crimes cometeu contra a Humanidade, tirando o Holocausto cujos números finais não estão de modo nenhum provados nem era possível exterminar por aqueles meios sequer 1 milhão de pessoas. Também já aqui escrevi sobre isso demonstrando que não havia logística para exterminar sequer 1 milhão de pessoas em pouco mais de um ano. Nem linhas de comboios, nem campos de extermínio, nem fornos crematórios em quantidade e nem gente que tratasse de toda essa logística, que só podiam ser outros prisioneiros…
De qualquer modo, este extermínio imediato e continuado de cerca de meio milhão de pessoas foi muito mais grave do que o ataque a Pearl Harbor, que era apenas uma base militar e os alvos eram todos vasos de guerra.
Hiroshima e Nagazaki eram cidades civis. Morreu meio milhão de velhos, mulheres e crianças. Nenhum alvo militar foi seleccionado. O objectivo foi apenas a exterminação de 2 cidades e de toda a sua população.
Em Nagazaki correu “mal”. Uma colina protegeu grande parte da cidade, senão o número de vítimas seria o quíntuplo.
Este genocídio hediondo foi perpetrado pela chamada Land of the Free – Terra dos Livres - que, para o ser, tem escravizado meio mundo ao longo das últimas décadas.
Para que ninguém o esqueça.
Mas isso também não é nada de novo. Quem tinha que o saber já o sabe há mais de um ano e os restantes cidadãos rurais não se preocupam com isso.
Mas votam. E o seu voto vale o mesmo que o das pessoas que sabem, pelo menos, que estão vivas, que estão inseridas numa sociedade global no sec 21, que o homem pisou solo lunar há 40 anos e que a bomba atómica foi usada contra inocentes há 64 anos.
Desculpabilizar a ignorância e a estupidez é contribuir para a sua proliferação.
E agora, que toda a gente sabe que a GALP nos roubou 100 milhões de euros em apenas 1 ano o que fazem os portugueses?
Nada. Continuam a meter gasolina como dantes.
Cada um tem o que merece, não há dúvida.
Acontecesse isto em Espanha a ver se mais alguma vez a GALP venderia um litro…
Não se conhece ainda o leque de manigâncias de todo o processo mas Zé Eduardo Moniz acaba de arrecadar 3,5 milhões para dar corda aos sapatos e ir pregar para outra freguesia.
Virão agora a lume 2 mil histórias diferentes a justificar a saída de Moniz, claro que nenhuma delas associando esse facto a pressões vindas do PM que temos.
Mas todos os não-estúpidos sabemos que essa saída se fica a dever APENAS à actuação de Moniz, por dar cobertura às investigações que a TVI tem levado a efeito sobre o Freeport.
Independentemente do resultado desta investigação – que não será nenhum, como é costume – é preciso recordar que se não fosse a TVI não havia nenhum arguido neste processo. Assim o declarou pública e repetidamente a inacreditável procuradora Cândida Almeida que ainda não foi demitida de funções por Pinto Monteiro.
E neste momento já há 6.
Todos os envolvidos e sinalizados pela polícia britânica excepto Sócrates, que é APENAS a peça fulcral e o motivo de todo o “negócio” de que já há 6 suspeitos.
E palpita-me que, com a desistência da TVI da investigação - que deveria ter sido levada a efeito pela polícia - o carro morre por aqui.
Ficamos com 6 arguidos e todos eles absolvidos.
Carlos Cruz, entretanto, continua à espera que o seu mundialmente envergonhante processo termine.
Acabo de me deliciar mais uma peça jornalística magnífica na RTP internacional em que o editor mandou uma desgraçada de uma estagiária para uma aldeia do interior à procura da opinião das pessoas sobre a gripe A. Vai daí, a rapariga desata a filmar galinhas a esgravatar e paisagens bucólicas. E depois, como não houvesse ninguém na rua, entra numa taberna e pede às pessoas que lá estavam (2 ou 3 idosos e a proprietária) os seus comentários sobre a gripe.
Claro que não havia uma só que soubesse de que é que a entrevistadora estava a falar.
Mas a mais maravilhosa resposta foi aquela que eu escolhi para título deste post.
Portugal é um país notável!
O que me continua a admirar é que seja a RTP, paga com os nossos impostos, a cultivar a imagem que este país consolida no estrangeiro todos os dias: um país de gente pobre, analfabeta e absolutamente ignorante de tudo o que se passa no mundo. Através do seu canal RTPI, o único que se vê por esse mundo fora.
Então a rubrica “bom português” é o maior placard mundial da ignorância deste povo. Por mais que procure em todos os canais no estrangeiro não encontro um canal que tenha uma rubrica igual.
A propósito de gripe A: em Espanha há milhares de infectados, já morreram meia dúzia de pessoas e ninguém fala nisso nas tvs. Porquê? Porque há milhares de doenças muito mais perigosas e que matam gente às centenas todos os dias. Porquê abrir diariamente os telejornais a falar de uma que nem sequer está no ranking?
Só num país subdesenvolvido, mesmo…
Ferreira Leite acaba de perder a oportunidade histórica de dar uma valente lição a Sócrates e aos seus amigos da Alta Finança e da Banca milionária ao provocar mais esta desnecessária cisão no seio do seu próprio partido.
Dispensar Passos Coelho e contratar a centrista Nogueira Pinto não lembra ao demónio...
Coloca Pacheco Pereira nas listas, corrigindo um erro crasso do passado, mas comete outros 2.
Assim nao vamos lá. O PSD sempre foi um saco de gatos, é certo, mas opções destas em nada contribuem para o apaziguamento interno num momento de grande fragilidade para Sócrates e em que era imprescindível tocar a reunir contra o pior governo que Portugal viu depois do 25 de Abril.
Mas assim, nada se aproveita. Assim vai tudo por agua abaixo. Diz-se que cada pais tem o que merece e se calhar este está fadado para ter governantes mafiosos e oposição omissa que, na hora da verdade, enceta guerras civis que nunca mais têm fim.
Pobre Portugal! Não te dão mesmo hipóteses nenhumas.
Eu espero que o distrito da Guarda dê uma lição ao PS e vote massivamente PSD nas próximas legislativas.
Em protesto contra a pouca vergonha que foi a tomada de assalto do PS da Guarda por gente que de modo nenhum se recomenda, pela escolha do pára-quedista Assis a quem partiram os óculos em Felgueiras, mas não só.
Digamos que Seia nada perde e algo ganha, pelo menos ecologicamente, se o PSD ganhar as eleições legislativas de 27 de Setembro, no distrito da Guarda, porque será enviado um sinal inequívoco à direcção do PS nacional de que isto não é forma de se fazer política com transparência.
Pode ser que corrijam, para a próxima vez, estes procedimentos obscuros que em nada dignificam um partido que pactua com estas manobras.
Claro que os resultado final será sempre 2-2, por isso, na prática, tanto faz.
É apenas uma questão de se apurar quem, no PS, tem efectivamente a confiança do eleitorado. Se os lutadores locais, se os pára-quedistas impostos pelo Rato.
Começou o Agosto, acabou-se a política.
Sócrates está de férias há 3 semanas, o pessoal foi a banhos mesmo em época pre-eleitoral. Já ninguém liga nenhuma a isto.
Parece que toda a gente já concluiu que, à última da hora, não há grande coisa a fazer. Está tudo resignado.
Eu, se fosse aos candidatos à CMS, ia já de férias para o Algarve e só voltava em Outubro para votar.
O povo está-se bem a marimbar para esta coisa das eleições.
Acabou-se, de facto, a febre da democracia.
Persiste apenas a curiosidade de se saber quem vai ganhar para se poderem meter umas cunhas a seguir.
Mal empregadinho tempo, feitio e até a Vida que tantos anti-fascistas perderam a lutar por isto.
Se eles imaginassem a miséria intelectual em que este povo se iria tornar...
Bom, mas haverá mais gerações para além desta, penso eu.
Por isso, às gerações vindouras: rapaziada, tentem ressuscitar isto.
Tentem ser menos atrasados e analfabetos do que nós.
Tentem valorizar a cultura - mas não a popularucha, medíocre, desgraçada.
E estudem. Leiam. Mas não jornais desportivos.
Tornem-se cidadãos europeus.
Tirem este país da miséria em que os nossos avós, os nossos pais e nós o enterrámos.
Questionem o que vêem nas televisões.
Parem de consumir sofregamente novelas e futebol.
Perguntem a vós próprios se o que vêem, ouvem e lêem tem a mínima credibilidade ou sequer se pode ser verdade; e porque é que vos estão a encharcar constantemente com notícias parvas quando tanta coisa interessante acontece no mundo...
Não se deixem aparvalhar pelo jornalismo televisivo a soldo do poder, como nós deixámos.
Dêem um valente pontapé na porta e exijam da classe política aquilo que nós nunca fomos capazes de exigir: honestidade, verdade, honradez e competência.
Só uma nova geração de gente bem formada pode exigir Qualidade na prestação dos serviços do Estado.
A nossa, infelizmente, não teve vontade nem tem moral para o fazer.
Façam isso. Sejam íntegros. Abulam o compadrio e a corrupção e...
Viva o próximo Portugal!
O TC diz que, com a Constituição presente, não se pode permitir o casamento tradicional entre a panascada; ou, não querendo ofender os panilhas mais sensíveis, entre a comunidade gay.
Lá se vai mais uma medida emblemática do programa de Sócrates.
Mas não há que desesperar, bicheza...
Da forma que a bichice está a tomar conta do poder é só uma questão de tempo até a Constituição permitir inclusivé o casamento entre bichas e quadrúpedes.
Que, aliás, faz todo o sentido...
A um mês e pouco das eleições os "comentadores" televisivos condenam o PS por ter apresentado JÁ o seu programa eleitoral!
E porquê?
Porque os portugueses não lêem nada dessas coisas nem querem saber disso para nada. E, para além disso, está tudo de férias (!!!).
Dizem que bem faz o PSD, que não apresenta nada e ainda pode criticar o programa do PS!
Ao que este país chegou!....
Sócrates, que a mês e pouco das eleições desata a prometer tudo, mais uma vez insultando a inteligência aos tugas - tarefa que facilmente terá sucesso, convenhamos - lembrou-se agora de emprestar 200 euros à banca, por cada criança que nasça e durante 18 anos. Para além disso tenta convencer pais e padrinhos a porem lá mais algum... a banca agradece, por certo.
A inteligência colectiva é que não.
Ora aí está uma medida bem ao gosto (e ao alcance) deste governo: deixa-se arder, recebem-se os dados e mudam-se os números para ficarem a parecer bem. Nada que já não se tenha feiro com os números do desemprego relativamente aos dados do centro de emprego, ou com os da criminalidade que surpreendentemente descem todos os anos, por exemplo...
Isto, sim!
Isto é que é trabalhar para o País!
Naquela cidade? Minúsculo como ele é? Sempre deserto? Mas ali há gente - na Guarda - para um centro comercial?
Alguém anda aqui a contar uma grande história...
"Storytelling".
Disso falarei mais à frente.
E Joana Amaral Dias demorou horas a dizer que não levou o convite a sério mais do que uma fracção de segundo.
Uma fracção de segundo que demorou horas!
Estão bem um para o outro e ambos para Portugal.
Portanto desenganem-se os portugueses. Na melhor das hipóteses só daqui a 50 anos teremos um PM melhor do que este... no dizer do próprio!
Se dúvidas existissem ainda, elas foram agora eliminadas.
Somos, os portugueses, verdadeiramente bafejados pela sorte.
No Dia 7 de Agosto de 2009
Às 12 horas 34 minutos e 56 segundos
a data e a hora serão
12:34:56 07/08/09
ou seja:
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Isso nunca vai acontecer de novo na nossa vida.
O que poderá ocorrer nesse momento?
Mais um atentado do Bin Laden?
Mais uma calinada da ministra?
Mais uma vigarice do Sócrates?
Mais uma gritante ilegalidade na Justiça?
Não acredito nas últimas 4 hipóteses.
Isso é o que acontece todos os dias....
Para os mais distraídos, aqui vai uma pista:
A ASAE deixou praticamente de ter actuação pública.
Quer dizer: os inspectores que existem estão quase todos, neste momento, empenhados em intermináveis audiências em tribunal na sequência dos milhares de processos que levantaram.
Acabou, portanto, a acção da ASAE no terreno.
Entretanto, as ilegalidades cometidas permanecem. Detenções, apreensão de mercadorias, tudo isso está neste momento posto em causa uma vez que a ASAE foi incumbida de tarefas por quem legalmente o não poderia fazer: o governo.
Mais um caso inacreditável e impossível em qualquer estado de direito.
Mas como estamos em Portogallo...
Entretanto, as milhares de empresas que foram fiscalizadas pela ASAE ponderam fazer queixa formal relativamente à sua actuação, o que entupirá completamente os tribunais.
O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) considera que a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) tem funcionado de forma ilegal, uma vez que é inconstitucional a sua transformação em órgão de polícia criminal, ocorrida em 2007.
Segundo a decisão do TRL, hoje noticiada pelo "Diário Económico", o Governo carecia de uma autorização legislativa da Assembleia da República (AR) para poder legislar sobre a matéria, o que no entender dos juízes que apreciaram a questão não acontecia, tendo assim decidido pela inconstitucionalidade daquele diploma legal (Decreto-Lei nº 274/2007, de 30 de Julho), na parte em que atribui àquele organismo competências de órgão de polícia criminal.
A decisão, subscrita pelos desembargadores Maria de Fátima Mata-Mouros e João Abrunhosa, foi proferida no passado dia 25 de Junho e refere-se a uma detenção efectuada por elementos da ASAE, num café da Trafaria, em Almada. A arguida, estaria a explorar um jogo de fortuna ou azar, estilo raspadinha, e acabou por ser condenada pelo Tribunal de Almada numa pena de 90 dias de prisão, substituída por uma multa de 840 euros. No recurso para o TRL, defendia-se que a detenção fora ilegal, por exorbitar as competências dos elementos da ASAE, pelo que a arguida não poderia ter sido submetida a julgamento nas condições em que o foi.
Além de confirmar a inconstitucionalidade da atribuição de competências de órgão de polícia criminal, o acórdão considera que igualmente fere a reserva de lei da AR uma outra norma do mesmo Decreto-Lei, que atribui à ASAE competências para “desenvolver acções de natureza preventiva e repressiva em matéria de jogo ilícito”. Segundo o entendimento dos juízes desembargadores, estas são atribuições que correspondem à actuação das forças de segurança, matéria sobre a qual a Constituição atribui reserva de competência à AR.
Nas suas alegações, o Ministério Público defendia que, apesar da atribuição de competências de órgão de polícia criminal, em nenhuma parte do Decreto-Lei 274/2007 a ASAE é definida como força de segurança, ao contrário daquilo que acontece com as leias orgânicas da PSP ou da GNR. Por isso, concluía o MP, apenas devem ser entendidas como forças de segurança as entidades com a função de manutenção da segurança e odem públicas, o que não é o caso da ASAE.
O decreto que alterou – e reforçou – as competências da ASAE surgiu “no quadro das orientações definidas pelo Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e dos objectivos do programa do Governo no tocante à modernização administrativa e à melhoria da qualidade dos serviços públicos com ganhos de eficiência”, conforme se lê no seu preâmbulo. Foi aprovado em Conselho de Ministros em 11 de Janeiro de 2007 e promulgado pelo Presidente da República em 29 de Junho do mesmo ano.
A decisão o TRL tem apenas efeitos para o caso concreto do julgamento de Almada, que foi declarado nulo. Dada a matéria, tudo indica que haverá recurso do Ministério Público para o Tribunal Constitucional (TC), cuja eventual decisão continuará a ter efeitos apenas para este caso. Para que as normas em questão sejam declaradas definitivamente inconstitucionais será necessário que o TC se venha a decidir nesse sentido em três casos concreto. Este é apenas o primeiro a ter uma decisão de inconstitucionalidade nos tribunais da relação, mas a questão foi já levantada por várias vezes noutros processos cujo desfecho não é ainda conhecido
Ministério da Economia aguarda por decisão do Constitucional
O Ministério da Economia (ME), que tem a tutela da ASAE, diz que a questão da atribuição de competências de prevenção e repressão e de órgão de polícia criminal é matéria de natureza jurídica, sobre a qual compete ao Tribunal Constitucional pronunciar-se de forma definitiva. Segundo disse ao PÚBLICO a porta-voz do ME, não era tomada qualquer posição sobre a matéria até que o TC emita juízo de constitucionalidade. A mesma fonte salienta, no entanto, que as atribuições da ASAE resultaram da fusão da Inspecção Geral das Actividades Económicas, da Agência Portuguesa de Segurança Alimentar, e da Direcção Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar, cujas competências foram transferidas para a nova entidade.
O acórdão da relação de Lisboa nota que assim foi com o DL 237/2005, que criou a ASAE, mas o que está em causa são as alterações introduzidas pela Lei Orgânica (DL 274/2007). Entre estas está o artº 15º, que estabelece que passa a ter “poderes de autoridade e é órgão de polícia criminal”, e o artº 3º, al. aa) que atribui competência para “desenvolver acções de natureza preventiva e repressiva em matéria de jogo ilícito”. São estas duas normas que o TRL considera estarem feridas de inconstitucionalidade orgânica.
www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391654&idCanal=62
José Sócrates já aceitou a sua demissão.


palavras para quê?
É um ministro português do governo do engenheiro Sócrates.
Apanhado a 220 à hora, de férias a nadar com o Phelps, um bon vivant.
A mostrar um valente par de argumentos à bancada do PCP.
Foi para Bernardino Soares. Não para Francisco Louçã.
Pinho é o maior!
Este é que devia ser PM...
Desde sempre tenho defendido que o futebol é um dos principais factores conducentes a esta pavorosa situação de atraso congénito do povo português.
Porque é visto como um desígnio nacional em vez de apenas um mero entretenimento.
Eu não sou fanático da bola. Nem de coisa nenhuma. Já passei essa fase das grandes lutas e das grandes entregas há muitos anos.
Outros continuam a sê-lo. Não evoluem.
Mas gosto de ver, de vez em quando, um desafio.
Nunca chego ao fim a não ser que seja da selecção e nas finais de qualquer coisa.
Mas, enfim...
De entre todos os clubes, a Académica e o Benfica sempre foram os da minha simpatia. Desde os anos 70.
De entre os maiores, o Benfica é o verdadeiro clube tuga.
Entre o presidente e o novo treinador é impossível descobrir quem é o mais retardado. Então quando um elogia o outro... é do melhor que há para o cérebro.
Logo à noite não se pode perder a entrevista do presidente.
Às 23. Na Sic notícias.
Primeiro o TGV
Agora o aeroporto...
A seguir vai a 3ª auto estrada.
A 3ª travessia do Tejo já era.
O governo não faz nada do que promete.
Manteve os tugas aparvalhados iludidos durante 3 anos e, tal como eu sempre aqui disse, nenhuma das grandes obras se vai fazer!
Viva Sócras!
És, de facto, o maior!
A questão é: num país de gente atrasadinha(pelo menos 50% do povo) continuarás a enganar tudo e todos?
Veremos em Setembro.
Mas eu acho que não...
27 de Setembro - legislativas e 11 de Outubro - Autárquicas.
Alea Jacta est.
Aqui em Seia as próximas eleições serão ganhas novamente pelo PSD.
Se ganhar por pouco, perderá as autárquicas por muito.
Se ganhar por muito, perderá as autárquicas por menos.
As autárquicas serão ganhas, de qualquer das formas, pelo PS.
Prevejo o resultado de 5-2. Igual ao que hoje se verifica.
O PSD nada fez até agora, nem nada fará no futuro, simplesmente porque não há lá ninguém, neste momento, que perceba o mínimo de coisa nenhuma.
Mas até isso será positivo para o Partido.
Poucas ondas, poucas arrelias, pouca contestação.
Como sempre, aqui fica registada a minha previsão.
Já vai em 6 o número de arguidos no maior e mais descarado caso de corrupção de todos os tempos.
Para a polícia Inglesa, o principal suspeito (e único) é Sócrates.
Preto no branco.
Para a polícia portuguesa, são todos MENOS ele.
Ainda ninguém teve a coragem de o constituir arguido!
Ainda é muito poderoso, o engenheiro pantomimeiro.
Só quando perder as eleições lhe cairá tudo em cima, tal como aconteceu a Vale e Azevedo e acontecerá a Pinto da Costa.
Enquanto as não perder, ninguém lhe toca.
Quando as perder é melhor fugir para os Himalaias, para perto do primo.
Nunca mais é ninguém.
É esta a Justiça a pedido que temos.

Depois do tremendo choque que foi, para mim, a morte de Michael Jackson, há que ultrapassar e continuar a malhar no engenheiro Sócrates que a vida continua e o engenheiro Sócrates também.
E desta vez decidiu, o engenheiro das arábias, impedir um negócio "do qual não tinha conhecimento" mas que afinal estava fartinho de ter, como noticia o Expresso de hoje.
Mais uma galga que no engenheiro Sócrates é normal e ninguém leva a mal.
O engenheiro mixordeiro não quer que haja suspeitas sobre o envolvimento dele no assalto à TVI.
Mas há mais do que suspeitas. Há claras certezas.
Correu foi mal. Soube-se antes do tempo.
E vai dai o engenheiro Pinóquio recua, inviabilizando a negociata que já tresandava a isso mesmo: a pura negociata para se tomar de assalto a TVI.
A única novidade, neste caso, relativamente às demais tropelias de que o engenheiro é pródigo, é que ele já não se assume apenas como chefe do governo.
Ele agora é também dono e chefe do Estado.
Ou melhor: o Estado, afinal, é ele.
Para que não se suspeitasse (do que já toda a gente sabe), ele inviabiliza um mega negócio prejudicando, pois, o próprio Estado e as partes envolvidas. Pois se o negócio estava a ser conduzido desde o inicio do ano é porque era bom para todas as partes. Ou seja: para a economia Nacional.
Mas para o engenheiro mixordeiro isso são tudo coisas de somenos.
É preciso é que a sua imagem não fique beliscada (mais???!!!!!) neste processo. O Estado e a economia Nacional que se lixem, que em primeiro lugar está a face do dono.
Que me perdoem os leitores mas isto já não são tiques de tiranete.
Isto ultrapassa tudo o que é admissível em democracia.
Ultrapassa mesmo a própria democracia.
Este Engenheiro mixordeiro ou é apeado pelo povo em Setembro próximo ou temos aí claramente um novo Mussolini instituído para as próximas décadas.
Para o não ver já não basta ser cego.
Tem que se ser surdo, também.
Porque emudecidos já quase todos estamos, de há uns tempos para cá.

A esperança é a última que morre...
Sócrates não sabia da compra de 30% da TVI por parte da PT, apesar de o estado ser detentor de uma golden share. Também nada sabe de uma fundação fantasma, com morada incerta, que distribui 400 milhões do Estado - nós - por quem bem entende e não dá cavaco a ninguém.
Ora a questão é: por que carga de água quer a PT comprar 30% da TVI? E porque aceita dar 150 milhões por algo que vale, efectivamente e segundo os especialistas, apenas 84?
Não há aqui uma nítida intenção de mudar de Director?
Nááááá!
E essa clara manigância vai ser feita com que dinheiro?
Com o dos nossos impostos?
Claro.
Sócrates deixa de ter a sua maior preocupação mas nada paga por isso. Pagamos nós.
Isto tem que ser bem conversado. Mas agora não há tempo.
Alguém tem que trabalhar, neste país....
Só mesmo um farsante daquela categoria poderia, em 24 horas, tentar passar uma imagem de cordeirinho arrependido.
Mas arrependido de quê?
De nada.
Confessa que cometeu alguns erros.
Mas quais?
Nenhuns.
Diz que devia ter investido mais em Cultura.
De acordo. Mas na dele.
Devia ter estudado e feito os exames em vez de os comprar.
Devia ter um bacharelato verdadeiro em vez de uma licenciatura falsa.
Devia saber que não pode enganar o povo consecutiva e permanentemente.
Mesmo um povo analfabetizado e intelectualmente embrutecido como o nosso.
Mas não sabe.
Por isso pensa que pode sobreviver politicamente vestindo agora a capa de um cordeiro e pedindo desculpas por... nada.
É mesmo à Sócrates.
Absolutamente divorciado da realidade e dos verdadeiros problemas da nação, que entram pelos olhos de todos adentro, menos pelos seus.
Pelos seus, apenas uma louca ganância e uma obsessão irreprimível de se manter no poder qual hitlerzinho de 5ª categoria.
Ontem, no programa Opinião Pública da SIC Notícias, apenas duas velhinhas o defenderam. Foi tudo a cascar de alto a baixo. Estranhamante os boys do costume não ligaram para lá, a defendê-lo, como é hábito.
Até já se conhecem as vozes...
Algo se passa no largo do rato.
Parece-me bem que os socialistas VERDADEIROS já perceberam que este ditadorzeco de meia tijela caiu, de facto, em desgraça e, como bons cortesãos, são os primeiros a retirar-lhe o tapete.
Sócrates será derrotado nas próximas eleições, muito provavelmente. E não haverá maiorias absolutas. O povo castigará, desta forma, a classe política que, no fundo, não é pior do que o povo de onde emana.
Nem podia ser.
Está tudo a correr como o previsto.

Tanto aqueles que asseguravam que Sócrates tinha isto ganho com maioria absoluta como aqueles que estiveram 4 anos a dormir e subitamente acordam agora na esperança que lhes calhe alguma migalha caso isto mude, estão muito enganados.
Os resultados da grande sondagem e mini eleição que foram as europeias 2009 mostram que nem Sócrates afinal tinha isto ganho nem o PSD pode embandeirar em arco.
Senão veja-se o inquérito agora mesmo publicado na sic notícias.
Ainda há 37% de portugueses que consideram que o governo governou bem.
Isto é muito mais gente do que aqueles que votaram no último fim de semana e até do que aqueles que votaram no PSD que apenas obteve 31,7%.

A conclusão é que, se efectivamente os socialistas simpatizantes forem votar, eles não dão hipóteses ao PSD.
E eu acho que, depois deste susto, os socialistas acorrerão em força às urnas nas próximas eleições, porque não se podem dar ao luxo de perder novamente. Pelo menos por muitos.
Isso seria o descalabro para as autárquicas que se realizarão logo a seguir - ou se calhar até no mesmo dia.
Enfim... escreverei uma crónica mais aprofundada e completa sobre este assunto na próxima edição do Jornal de Santa Marinha, mas desde já avanço que as próximas eleições - as legislativas - não são favas contadas para ninguém.
Aqui em Seia o resultado das legislativas pode não ser determinante para o resultado das autárquicas mas conterá, decerto, uma componente significativa.
Que pode alterar em 2 vereadores a composição actual da CMS.
Nessa futura crónica explicarei como e porquê.
O CDS-PP apresenta hoje uma moção de censura ao governo.
O partido mais pequeno de todos quantos se apresentaram a sufrágio censura o governo cujo partido teve mais do triplo da sua própria votação.
Pior: mesmo que a moção passasse, o governo cairia depois das próximas eleições.
Se isto não é o cúmulo da inutilidade não sei o que o será.
Este Paulinho, na sua sede imensa de palco, tanto marca óptimos pontos como a seguir deita tudo a perder.
E agora, que conseguiu enviar os seus dois melhores parlamentares para Bruxelas aí ficará ele sozinho, qual estrela polar a brilhar, mas muito tenuemente, na negra abóbada celeste que é o CDS-PP.
Enfim... mais umas horas de palco e protagonismo, de que Paulinho tanto gosta, mas que, a avaliar pelos resultados eleitorais, não me parece que tenha dado lá assim grande resultado.
Heron Castilho
Na sequência da notícia do SOL sobre a descoberta de cópias de
documentos da venda de um apartamento à mãe de José Sócrates, uma
ex-notária entregou esta manhã ao 21.º Cartório Notarial de Lisboa um
conjunto documentos até agora desaparecidos
Lídia Menezes, de 75 anos, compareceu logo de manhã no 21.º cartório
notarial de Lisboa para entregar vários dossiês de documentos
desaparecidos do cartório.
Segundo uma fonte contactada pelo SOL, a antiga notária alega que os
documentos foram levados por uma ex-funcionária entretanto falecida,
que os entregou a Lídia Menezes pouco antes da sua morte.
Na ausência da actual notária, Luísa Vieira, os dossiês foram
colocados num caixote selado e só serão analisados na segunda-feira.
Para já, desconhece-se o conteúdo dos mesmos.
O desaparecimento de documentos relativos a transações imobiliária
realizadas entre a offshore Stoldberg Investments Limited e Maria
Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro José Sócrates, já tinha
sido noticiado pelo SOL e motivou um inquérito instaurado pelo
Ministério Público.
Esta sexta-feira, o SOL faz manchete com a descoberta de cópias
autenticadas destes documentos no 2.º Cartório Notarial de Lisboa.
Os papéis mostram que a offshore Stoldberg Investments Limited tem
como procuradora uma portuguesa que vive com o líder de um grupo
imobiliário perseguido em França por ligações à Camorra e que reside
agora no Algarve.
www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=138260
Paulo Rangel - o único parlamentar do PSD que deu imensas dores de cabeça a Sócrates foi dispensado para o Parlamento Europeu.
Nuno Melo e Diogo Feio, dois dos melhores parlamentares do CDS de sempre, também.
Quem fica aqui para debater os superiores interesses da nação?
As segundas linhas?
Nisso o PS foi mais inteligente. Descartou o que não lhe interessava nada: Gepetto Vital Moreira, Correia de Campos, Edite Estrela, Ana Gomes.
Não há dúvida que enquanto uns desperdiçam os seus melhores, os outros atiram para a Europa com os seus restos. E as suas incomodidades.
Ninguém ganha nada com a remoção dos seus melhores para o parlamento europeu, onde irão ganhar milhões a fazer figura de corpo presente, mas perde sempre o mesmo: Portugal.
...o problema vai ser exonerá-lo...
Partido Socialista deixa cair Vítor Constâncio
Direcção da bancada parlamentar socialista já interiorizou ser
impossível ilibar o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio,
face aos indícios da actuação negligente daquela instituição face ao
que se passava no Banco Português de Negócios, obtidos pela comissão
parlamentar de inquérito ao chamado 'caso BPN'.
O PS já decidiu: vai deixar cair Vítor Constâncio. O relatório final
da comissão parlamentar de inquérito ao BPN será crítico para com a
actuação do governador do Banco de Portugal neste caso. E sê-lo-á com
o consentimento da maioria socialista na comissão.
Face à acumulação de indícios na comissão de inquérito apontando para uma actuação negligente do banco central face ao Banco Português de Negócios, a direcção da bancada parlamentar socialista já percebeu que é impossível ilibar Constâncio. Isto por mais importante que seja a ligação histórica do governador ao PS (foi secretário-geral do partido
de 1986 a 1989). "É impossível não criticarmos", admitiu ontem ao DN
um membro da direcção parlamentar socialista.
Resta agora saber as consequências políticas que terá sobre a
continuidade de Constâncio como governador a aprovação de um relatório
crítico da comissão de inquérito. Por lei, um processo de exoneração
forçada é muito complexo, tendo que passar pelo Banco Central Europeu,
que nos seus estatutos garante a independência dos chefes dos bancos
centrais face aos respectivos governos. A nomeação ocorre por proposta
do ministro das Finanças, em resolução do Conselho de Ministros.
Falhando o apoio do PS na comissão parlamentar de inquérito, isso
significa que deixa de existir o apoio do respectivo Governo. Foi um
governo do PS que nomeou Constâncio governador pela primeira vez
(Fevereiro de 2000) e foi um Governo do PS (o actual) que o reconduziu
(Maio de 2006). O consulado do ex-secretário-geral do PS à frente do
banco central "apanhou" todo o processo de degradação do BPN, que
levou à necessidade, inédita desde o período revolucionário, de o
Governo nacionalizar o banco, para evitar a sua falência. O "buraco"
no BPN está avaliado em 1800 milhões de euros.
A constatação, pelo PS, de que é impossível ilibar o governador de
responsabilidades no caso, será, no conjunto das pressões para que
Constâncio se demita, uma espécie de cereja no topo do bolo.
As vozes mais veementes defendendo que se deve demitir têm-se ouvido
no CDS. Começando por Paulo Portas, líder do partido, e acabando em
Nuno Melo, o coordenador dos deputados centristas na comissão de
inquérito. Em Novembro do ano passado, face a exigências de Portas
para que se demitisse, Constâncio respondeu: "Nada me pesa na
consciência em termos de ter cometido qualquer acto, deliberado ou por
omissão, para ter contribuído para esta situação."
O PCP exige o mesmo. Anteontem o deputado Honório Novo, membro da
comissão parlamentar de inquérito, afirmou que "Vítor Constâncio já
tem matéria de facto e de conteúdo para ter pedido a sua demissão."
Fê-lo quando confrontado com o facto de o Banco de Portugal ter
recusado enviar vários documentos requeridos pela Assembleia. "A
punição para o crime de desobediência qualificada está definida no
código penal com pena de prisão ou multa", comentou o parlamentar
comunista. O Bloco também há tinha pedido a demissão do governador.
Constâncio disse ontem, no Parlamento, que a oposição lhe faz
exigências de supervisão que transformariam o banco central numa
espécie de "KGB e FBI juntos".
Na oposição, o PSD foi, até agora, o único partido que não exigiu a
Constâncio que se demitisse. Na verdade, dentro do PSD, só o ex-líder
Luís Filipe Menezes se pronunciou nesse sentido. Em Março passado, num
jantar promovido por um blogue do Porto, o presidente da câmara de
Gaia disse que "há muito" que Constâncio se deveria ter demitido do
cargo. "Não digo que tenha tido algo a ver [com o escândalo no BPN]
mas Jorge Coelho também nada teve a ver com a queda da Ponte de
Entre-os-Rios e demitiu-se quando ela aconteceu", disse.
Já em Janeiro do ano passado, Menezes tinha pedido o mesmo - então
ainda líder do PSD - por causa do escândalo à volta do BCP. "Queremos
saber se o governador do Banco de Portugal há três anos sabia
exactamente o mesmo que soube dias atrás quando tomou a iniciativa de
inibir um conjunto de administradores do BCP. Se isso se vier a
verificar nós vamos exigir que seja demitido, que seja afastado do seu
cargo", disse então.
www.dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1246049
«A manutenção de Constâncio no Banco de Portugal anos a fio é apenas
mais um daqueles fenómenos inc0mpreensíveis deste país.
Mas em fim de mandato e em desespero de causa em busca de uma maioria
deixa-se cair tudo o que não for essencial e este já cumpriu a sua
missão de câmara de ressonância.»
Afinal nem foi preciso grande afluência às urnas.
O PSD ganhou estas mini-eleições, tal como eu tinha previsto na minha segunda crónica no jornal de Santa Marinha intitulada "Quinze a zero".
Não vi escrito em mais lado nenhum essa possibilidade. As sondagens davam, aliás, sempre a vitória ao PS.
Não espero palmas. Era bastante fácil prever o que ninguém ousava dizer. Difícil era dizê-lo em voz alta. Eu escrevi-o por via das dúvidas.
E mais: na mesma crónica avanço também que, na minha perspectiva, o Engenheiro Sócrates perderá igualmente as próximas eleições.
Antes absurda, essa possibilidade começa agora a ser encarada com alguma credibilidade pelos comentadores do regime.
Já se percebeu que afinal Sócrates não é um todo poderoso e pode perder como os outros.
Mas não me venham com tretas: aqui não há mérito de ninguém. Nem do PSD, nem do CDS, muito menos do BE.
Dos (poucos) portugueses que se deslocaram às urnas e votaram nesses partidos, mais de metade votaram CONTRA Sócrates.
Os professores fizeram a sua parte. Não "valem" uma vitória numa eleição normal, mas nesta pequena eleição fizeram bem a diferença.
Apesar da esmagadora abstenção registada, os professores cumpriram com o prometido: votaram à esquerda e à direita... mas não votaram PS.
Por isso toda a gente ganhou menos Sócrates.
Tenho a certeza de que, a partir de agora, muitas mais vozes não alinhadas, dentro do PS, se começarão a ouvir. Agora, que se percebeu que o ídolo tem pés de barro.
O tuga é tipicamente cobardolas, mas mal alguém comece, é tudo a ajudar.
A auréola extinguiu-se, o homem é uma pessoa normal. Não se trata de um deus, como muitos quiseram fazer crer ao povo durante anos.
A decepção mal disfarçada de Sócrates e a irritabilidade da ministra da educação foram, para mim, o melhor que o dia de ontem nos trouxe.
Aqui em Seia tudo corre, também, como o previsto.
Os socialistas - como se previa - faltaram à chamada, enquanto o PSD acudiu em força.
Nas legislativas passar-se-á o mesmo. Muitos socialistas não conseguirão votar Sócrates nem em tudo o que de negativo para Portugal ele representa.
Por isso, nas legislativas, a derrota de Sócrates em Seia será ainda maior, a menos que os socialistas toquem a rebate e desatem todos a engolir um sapo daquele tamanho.
Mas não acredito nisso.
Naturalmente, a derrota de Sócrates será igualmente clara.
E os social-democratas daqui terão uma vez mais muita dificuldade em perceber porque é que, após duas vitórias seguidas, o PSD não ganha, também, as autárquicas.
Por isso é que continuam a perdê-las.
Ou a abstenção é superior a 60% e teremos um empate, o que quer dizer que o peso eleitoral dos professores é zero;
Ou temos uma abstenção da ordem dos 50% e aí o PS sairá claramente derrotado. Uma abstenção "tão baixa" só poderá ficar a dever-se a um voto de protesto contra o PS, porque "normalmente" estas eleições apontariam sempre para uma abstenção da ordem dos 60%.
Claro que, logo à noite, milhentos comentadores explicarão os resultados à posteriori. Isso é fácil.
Mas, neste momento, que pouco passa das 10 da manhã e sem quaisquer previsões de coisa nenhuma, eu prognostico claramente o que está escrito acima.
Ou temos uma grande abstenção e é a única hipótese que o PS tem de ganhar, reduzindo a imensa luta dos professores à sua expressão mais simples, ou temos uma abstenção menor e o PSD ganha de certeza.
Quanto vale a aposta?
E porque é que eu centro o voto de protesto nos professores?
Porque eles andam a ameaçar há meses, via blogosfera e imprensa (as televisões não fazem ouvir a sua voz) que, em todas as eleições, se deve votar qualquer coisa menos PS.
Vamos a ver se conseguem esse desiderato.

Tem circulado por *e-mail* a ideia de que o voto em branco é uma arma
poderosa.
Na dúvida da validade/força do voto em branco, uma colega colocou a questão
à *Comissão Nacional de Eleições* (CNE).
A resposta, que segue, é
peremptória: *o voto em branco de nada vale!* Quem tiver dúvidas pode
esclarecê-las enviando um *e-mail* (*cne@cne.pt*
telefonando para o 21 3923800*.*
Por isso, *vota à direita ou esquerda, mas não votes em branco que isso é inútil e, por isso, estúpido*
Exma. Senhora
Em resposta à mensagem de correio electrónico enviada por V. Exa. sobre o
assunto em referência, informo o seguinte:
O voto em branco verifica-se quando o boletim não tenha sido objecto de
qualquer tipo de marca feita pelo eleitor, nos termos do artigo 98º, n.º 1
da Lei eleitoral da Assembleia da República - Lei nº 14/79, de 16 de Maio,
aplicável à eleição para o Parlamento Europeu. Em qualquer eleição ou
referendo, a declaração de vontade em que se traduz o voto tem que ser feita
através de uma cruz assinalada num quadrado do boletim de voto.
Assim, o voto em branco não é válido para efeitos de determinação do número
de candidatos eleitos, não tendo influência no apuramento do nº de votos e
da sua conversão em mandatos, nos termos do artigo 16º da referida Lei nº
14/79.
Deste modo, ainda que o número de votos em branco seja maioritário, a eleição é válida, visto que existem votos validamente expressos, só esses
contando para efeitos do apuramento.
Com os melhores cumprimentos
Ana Cristina Branco
Gabinete Jurídico*

Não mantenham as pessoas directamente afectadas pela queda do avião na espectativa absurda. Nem à espera de corpos.
A 4 kms de profundidade tudo é literalmente esmagado. Os submarinos nucleares não submergem abaixo dos 300 metros.
Nada - absolutamente nada - pode recuperar corpos abaixo dessa profundidade.
O Kursk estava a 180 metros e o regate demorou mais de um ano.
Para que trazem as pessoas enganadas?
Também é verdade que elas andam enganadas porque querem.
Bastava ler.
Mas as pessoas odeiam aprender seja o que for. Tanto aqui como no estrangeiro, pelos vistos.
Porque é que apareceram 2 corpos, então?
O que terá acontecido é que o avião, fatalmente, por volta dos 50 - 60 metros de profundidade, ou logo quando chocou com a água, ter-se-á esmagado e porventura partido em 2 partes. Depois de toda a água na cabine entrar, a pressão equilibra-se e apenas um esmagamento à compressão de todas as partes teve lugar. Se alguns corpos, por acaso, se libertaram dos assentos e escaparam para a superfície, nos primeiros minutos após impacto, enquanto ainda não totalmente esmagados, isso será apenas um acaso. A maioria dos corpos não se libertou, por certo, dos cintos nos primeiros minutos após impacto, o que quer dizer que, arrastados para o fundo, terão sido rapidamente esmagados dado que há zonas em que a água não entra repentinamente para equilibrar a pressão exterior. Aos 300 metros está tudo esmagado, sem qualquer ar dentro dos corpos. Aos 4000 metros já nunca mais cá vêm parar acima. A essa profundidade os objectos estão sujeitos a milhares de toneladas por metro quadrado. Um corpo humano não terá mais do que 1 cm de espessura.
Lamento. É mecânica de fluidos...

Já ninguém, no PS, vem em defesa do governador milionário do banco de Portugal.
Depois da vergonha e da incompetência crassa demonstradas ao longo do processo da roubalheira BPN - como diz o seu colega Vital Moreira - fica claro que amigo Constâncio se limitou a receber chorudos ordenados durante década e meia, sem fazer rigorosamente nenhum.
Milhões de euros do erário público foram assim inutilizados no mais incompetente e milionário governador de um banco central da europa.
Agora, a 2 dias de cair em desgraça, resta-lhe contar os milhões auferidos e retirar-se calmamente para uma ilha das Seichelles.
Correu mal... mas Viva Portugal!
Ao acusar as figuras gradas do PSD de serem as responsáveis pela roubalheira no BPN, Gepetto Vital Moreira lançou a bomba que terá, por certo, consequências.
Porque não foram só as figuras gradas do PSD quem roubou o BPN. As figuras gradas do PS também não se podem pôr de fora da fotografia, uma vez que o BPN, como aliás a banca em geral, tem nos seus quadros superiores administradores cirurgicamente colocados pelos partidos.
Vamos ver como irá Sócrates descalçar esta bota e apagar o fogo antes que fique indominável...

Mestre Gepetto não tem mesmo jeito para a política.
Na história original Gepetto criou Pinóquio, o boneco mentiroso.
Nesta história, terá que ser o próprio Pinóquio galguista a salvar o seu criador.
Irónico...
Quem tiver curiosidade em ler a história original das "aventuras de Pinoccio", do autor italiano Carlo Collodi, publicada em 1881, muito diferente e muito mais rica que a versão animada de Disney de 1940, clique aqui abaixo.
Mestre Cereja, um carpinteiro, toma dum pedaço de pau, comum, para fazer uma perna de mesa, mas, ao tocar com a machadinha, ele respondeu. Prestes a crer estar ficando maluco, recebe uma insperada visita.
Chega o Mestre Gepeto, que ignora a existência de um pedaço de pau falante. E Mestre Cereja o presenteia para o seu amigo Gepeto. Isso se dá não sem as provas de mútua amizade: Gepeto tem o apelido de Polentinha, por conta da cor estranha de sua peruca. Chamado pelo apelido que odeia pelo pedaço de pau, discutem ambos, surram-se a valer, jurando em seguida continuar tão bons amigos por toda a vida.
Gepeto vai-se, sonhando transformar o pau num belo boneco.
Em sua "rica" mansarda, Gepeto dá início ao labor. A sala tem uma lareira, pintada. Sobre esta, uma chaleira ferve... mas também é pintada.
Gepeto decide logo pelo nome: "Quero chamá-lo Pinóquio. Este nome lhe dará sorte. Conheci uma família inteira de Pinóquios: - era Pinóquio pai, Pinóquia, a mãe, Pinóquios, os filhos (...) O mais rico deles pedia esmola.
"À medida que trabalha, o pedaço de pau reage: os olhos piscam, mal feita a boca e esta dá-lhe língua. Feitas as pernas, e Pinóquio foge correndo para a rua. Capturado, arma um escândalo. Gepeto é preso.
Pinóquio volta para casa, sozinho. Um grilo falante surge e dá-lhe conselhos. Pouco tolerante a tais imiscuências em sua curta vida, Pinóquio atira-lhe um martelo e esmaga-lhe a cabeça.
Sentindo fome, o boneco encontra um ovo. Mas, ao romper a casca para fritá-lo, sai um pintinho que ganha o mundo, feliz da vida.
Esfaimado, sai Pinóquio à rua, pedindo comida... ganha um belo dum banho frio. Era pleno inverno, o boneco acende um fogareiro para se aquecer. Assim, esquece os pés de madeira no fogo. Ao raiar o dia, Pinóquio acorda com uma voz chamando na porta: é Gepeto quem volta.
O bom velhinho pede ao "filho" que lhe abra as portas. Pinóquio inventa que seus pés foram comidos por um gato. Para aplacar a fome do boneco, dá-lhe três pêras que trazia para seu próprio almoço.
Gepeto faz novos pés e vende seu próprio capote para com o produto comprar uma cartilha: Pinóquio promete-lhe ir à escola. Vendo o sacrifício do bondoso pai, o boneco salta-lhe ao pescoço, beijando-lhe efusivamente o rosto.
O boneco sai para seu primeiro dia de aula, pleno de sonhos: num dia, quer aprender a ler, no outro, a escrever; no terceiro, os números... Mas, no caminho, escuta uma musiquinha alegre.
Desviando-se do rumo, chega a um local onde se anuncia o Grande Teatro dos Bonecos de Pau. Pinóquio vende sua cartilha para comprar o bilhete.
Polichinelo e Arlequim representam no palco quando este último reconhece o boneco de pau, e todos os bonecos festejam a presença do "irmão".
Surge o diretor Come-fogo e pendura o boneco num prego. Com uma grande barba negra e olhos vermelhos, brande um chicote com o qual apavora todos os bonecos. Durante o jantar, ordena aos bonecos da trupe que lhe tragam Pinóquio: quer usá-lo como lenha.
Come-fogo dá um espirro, ao ouvir os gritos de Pinóquio.
O espirro é sinal de que sente compaixão. Come-fogo resolve então lançar Arlequim às chamas, mas o boneco oferece-se em sacrifício, para salvar o amigo. Come-fogo fica condoído e poupa a ambos.
No dia seguinte o diretor do teatrinho chama Pinóquio. Quer saber quem era seu pai e qual sua profissão: "É pobre" - responde-lhe. Come-fogo dá-lhe 5 moedas de ouro para que leve a Gepeto. No caminho Pinóquio encontra-se com a Raposa e um Gato cego. Tão cego que engole um melro num bote. Levando o boneco na conversa, convencem-no que deve plantá-las para que venham a render duas mil e quinhentas iguais - e o ingênuo fantoche esquece-se dos planos que fizera de dar um novo capote ao pai, comprar uma cartilha...
Antes de irem ao local do plantio, passam no albergue do "Caranguejo Vermelho", uma estalagem onde todos comem fartamente, às expensas de Pinóquio, pois seus amigos não fariam a desfeita de pagarem o jantar. Querem encontrá-lo num "campo dos Milagres", e o boneco parte na escuridão. Uma voz o alerta para não confiar nos que prometem riquezas da noite para o dia: é o espírito do Grilo-falante.
Pinóquio segue adiante. No escuro, é atacado por dois mascarados. O boneco esconde as moedas na boca, e nada o faz abri-la. Escapando-lhes, sobe num pinheiro. Ateiam fogo à árvore. Pinóquio foge novamente, saltando um fosso, onde caem os dois perseguidores. Mas nada os faz parar.
Chega finalmente a uma casa, onde encontra uma menina. Ela informa que todos os moradores, inclusive ela, morreram - é uma linda menina de cabelos azuis. Pinóquio, apesar de falar com uma morta, vai pedir ajuda, mas é brutalmente agarrado pelo pescoço: são os perseguidores que o alcançam e, esperando que abra a boca, enforcam-no num grande carvalho. Pinóquio agoniza.
A menina de cabelos azuis, pedindo a um falcão que use seu bico, liberta Pinóquio de sua morte certa. O boneco é levado pelo cão Medoro, cocheiro da menina, para o interior da casa. Ali é atendido por 3 médicos: um Corvo, uma Coruja e um Grilo-falante. Os doutores divergem se o boneco está vivo ou morto, até que do leito o boneco emite um soluço: "Quando o morto chora, é que está em vias de curar-se" - vaticina o médico Corvo.
Pinóquio recusa-se a tomar um remédio amargo, mas aceita o açúcar primeiro. Surgem, então 4 coelhos vestidos de coveiros e, com medo da morte, ele toma o remédio. A menina pede e o boneco narra-lhe suas desventuras, mas tanto inventa que o seu nariz cresce a cada mentira... Envergonhado, ele tenta fugir, mas o nariz não deixa que passe pela porta.
Depois de muito chorar, a menina bate palmas e mil pássaros bicam-lhe o narigão até devolver-lhe a forma original. A menina diz que seu pai está vindo a seu encontro, e ansioso o boneco parte para encontrá-lo no caminho. Em vez de Gepeto, encontra a Raposa e o Gato... Estes de novo o convencem a ir plantar as moedas no Campo dos Milagres. Atravessam uma estranha cidade, chamada "Agarra-pepinos", cheia de sórdidos moradores. Chegam a um campo, e ali Pinóquio semeia suas moedas. Seus amigos se retiram, para cuidar da própria vida...
Pinóquio volta à cidade, esperando o tempo para sua maravilhosa colheita. Mas não há a tal árvore e, ao cavar o local da sementeira, nada encontra. Um papagaio ri-lhe da ingenuidade e revela o engodo dos meliantes. Revoltado, o boneco volta à cidade e denuncia ao juiz, que era um grande gorila, o roubo. A sentença foi imediata: Pinóquio é condenado a 4 meses de cadeia. Por sorte o rei daquela cidade festeja uma vitória, e todos os prisioneiros são libertos.
Pinóquio corre feliz, pensando em rever a menina de cabelos azuis. Mas pára, assustado: encontra uma gigantesca cobra. O boneco pede licença, mas nada. Quando vai finalmente, passar pela serpente, esta dá um bote. Pinóquio cai de cabeça para baixo, enfiando-se na lama - e o réptil morre de tanto rir! Segue, então, sua viagem, mas a fome o faz entrar numa fazenda para colher uvas. Pinóquio fica preso numa armadilha para pegar raposas.
Capturado pelo lavrador, este prende o boneco numa coleira, a fim de substituir o cão-de-guarda (chamado Melampo) que morrera, mandando-o vigiar.
Duas horas de sono e é acordado por 4 raposas que chamam por Melampo: o cão era-lhes cúmplice dos roubos. Pinóquio as prende no galinheiro e dá o alerta. Em recompensa, é posto em liberdade.
Voltando a correr rumo à casa da menina de cabelos azuis, Pinóquio finalmente chega, descobrindo que sua amiga está morta "de dor por ter sido abandonada por seu irmão Pinóquio". Um enorme Pombo surge, à sua procura, para informar que Gepeto fizera um barco e partia no oceano a fim de encontrar o filho desaparecido. O Pombo carrega o boneco em suas costas e ao chegar à praia, vê apenas um ponto ao longe. Pinóquio atira-se nágua para salvar o pai.
Após nadar por toda a noite, na manhã seguinte avista terra. É uma ilha que, informado por um "peixe" (um golfinho, em verdade), tem aldeias. O "peixe" também conjectura que Gepeto deve ter naufragado, e sido engolido por um grande tubarão que ronda aquela área. Pinóquio encontra a "Aldeia das Abelhas Laboriosas". Pinóquio pede esmolas e recusa trabalho, mas acaba por ajudar uma mulher que carregava vasos de água, recebendo comida em pagamento. Na casa dela, reconhece a fadinha de cabelos azuis.
Pinóquio revela à fada seu sonho de ser como gente. Então a fada promete-lhe conceder esse sonho, se for um menino bondoso. O boneco jura que tudo fará para conquistar essa dádiva.
O boneco vai para a escola, fazendo-se bom aluno. Apesar disso, cultiva amizades com moleques. Um dia, estes o convencem a faltar à aula para, na praia, verem um tubarão que morrera ali.
Na praia nenhum tubarão havia, e Pinóquio luta com os moleques. Um caranguejo adverte-os, sem sucesso. Um dos moleques alveja o boneco com um livro, mas, desviando-se, quem é atingido foi outro menino, Eugênio, que cai feito morto. Ao socorrer o garoto, soldados prendem Pinóquio. Este foge correndo, e os soldados soltam um cachorro para o capturar.
O cão, de nome Alidoro, persegue o boneco, ambos levantando uma nuvem de poeira. Fugindo para a praia, Pinóquio salta na água, mas Alidoro não sabia nadar e cai ao mar. Pede socorro e o fantoche salva-o. Depois, volta para o mar e entra numa gruta onde vira uma fumaça. É pescado pela rede de um monstro verde, que esfomeado aprecia a pescaria até deparar-se com aquele estranho animal, que imagina ser um caranguejo, depois um raro-peixe boneco. Apesar das súplicas, passa farinha em Pinóquio e vai jogá-lo à frigideira...
Naquele exato momento, entra na gruta um cão faminto. O pescador tenta afugentá-lo, mas uma vozinha suplica: "Salva-me, Alidoro". Pinóquio foi salvo pelo agora amigo, e cada um tomou seu rumo. Pinóquio sabe que o menino ferido se recuperara, por um velho. Conta-lhe mentiras a respeito de si mesmo, e sente o nariz crescer; fala a verdade, e volta ao normal. Voltando à casa da Fada, Pinóquio é recebido por uma Lesma enorme, que leva toda a noite para abrir a porta. Impaciente, chuta a porta e fica com o pé preso. Sentindo fome, a Lesma lhe traz a comida que era de gesso, papelão e mármore. Pinóquio jurou à Fada que se comportaria - e por um ano inteiro efetivamente cumpriu a palavra: até boas notas tirou. A Fada, vendo aquilo, prometeu-lhe, um dia, que "Amanhã seu desejo será realizado". Tudo certo, mas...
Mas o boneco sai para convidar os amigos, a fim de verem sua transformação. Encontra seu amigo Romeu, mais conhecido por Pavio, e este lhe fala da "Terra dos Brinquedos" - um lugar onde não se estuda, nem trabalha... apenas se brinca. Fiel a suas resoluções, Pinóquio nega-se a ir, mesmo quando ouvem o som da carruagem que recolhe as crianças vadias...
Doze burrinhos puxam a carroça, iguais aos burros normais, menos pelos pés, calçados com chinelos. Meninos de 8 a 12 anos festejam, Pavio insiste e o boneco termina por embarcar. Sem lugar, monta num dos burricos, mas este resiste, e até lhe fala para arrepender-se. Um homenzinho conduz o carro, e no dia seguinte chegam ao lugar prometido, onde as crianças eram livres para tudo fazer. A farra dura-lhes 5 meses, até a manhã em que Pinóquio acordou com uma grande surpresa.
Constata Pinóquio que lhe nasceram orelhas de burro. E com Pavio dá-se o mesmo. Aos poucos vão se transformando em burricos até não mais falarem. Quando zurram, desesperados, surge novamente o cocheiro.
O Homenzinho, com face de leite e mel, era um monstro que seduzia meninos incautos. O burrico Pinóquio é vendido e trabalha duro. Seu dono é o Diretor de um circo de cavalinhos, e ele passa a ser a principal atração. Durante o espetáculo, vê a Fada na platéia. Zurra e apanha. A Fada desaparece e ele, num salto, cai, ficando irremediavelmente manco. Sem serventia para o espetáculo, é vendido para um coureiro. Este amarra uma pedra ao pescoço do animalzinho, jogando-o de um penhasco ao mar para morrer afogado - e depois lhe tirar a pele.
Quando puxa de volta a corda, o coureiro dá de cara com um boneco! Os peixes haviam comido sua "casca" animal. Salta na água e foge a nado. Avista, depois de algum tempo, um rochedo sobre o qual vê uma linda cabritinha, que lembra a menina dos cabelos azuis. Mas surge o gigantesco Tubarão, o "Átila dos peixes", e o boneco é engolido. Na escuridão da barriga monstruosa, uma voz grossa dialoga com ele: é um Atum, que espera resignado a digestão. Vê então o boneco uma luz ao fundo já que, sem a cauda, mede o Tubarão 1 quilômetro.
Ao aproximar-se vê um branco velhinho sentado a uma mesa, a comer peixinhos vivos: era Gepeto. Feliz reecontro de pai e filho! Pinóquio conta-lhe sua aventuras, e decide que devem fugir. Vão para a bocarra do monstro - este, já velho e asmático, dormia de boca aberta. Mas o animal espirra e são lançados de novo para dentro. Voltam a sair e, com o pai aos ombros, o boneco salta na água.
O boneco nada até faltarem-lhe as forças. Pai e filho estão a morrer quando uma voz é ouvida: era Atum, que imitara o amigo, fugindo. Montados nele, chegam enfim à praia. Vão caminhando devagar por uma estrada. Encontram dois seres desfigurados: eram o Gato e a Raposa: um de tanto fingir, ficara cego de verdade; a outra, até a cauda vendera. Seguindo, encontram uma bela cabana. Descobrem que o morador nada mais é que o Grilo-falante, que apesar do ocorrido, recebe-os. Gepeto é deitado numa cama, e o boneco sai para conseguir leite com um criador chamado Giângio. Este exige cem baldes de água, em troca - e o boneco trabalha para conseguir - o trabalho até então era feito por um burrico... exatamente Pavio. Pinóquio realiza, todos os dias, esse trabalho; e faz cestos para vender e assim sustentarem-se. Juntou dinheiro e decide comprar roupas. A caminho, encontra a Lesma, que lhe informa estar a Fada doente num hospital, sem nem ter o que comer. Pinóquio dá-lhe o dinheiro e promete sempre trazer mais. Voltando, trabalha ainda mais que antes. Ao dormir, sonha com a Fada que, dando-lhe um beijo, elogiou sua nova conduta. Acordando, sente Pinóquio não ser mais um boneco: havia se transformado em menino de verdade. Olhando em volta, a cabana havia se transformado numa bela casa. Onde guardava seus trocados, moedas de ouro. E o doente Gepeto, alegre e forte, o esperava numa sala. Curioso com a súbita mudança provocada pelo bem que praticara, pergunta a seu pai onde estava o velho Pinóquio de pau.
E lá estava ele, apoiado a uma cadeira, a cabeça virada de lado, braços pendentes, pernas cruzadas. Pinóquio admira-o e, finalmente, conclui:
– Como eu era engraçado, quando era boneco de pau! E como estou contente agora, por ter virado menino de verdade!
JP Sá Couto, empresa condenada por fuga ao fisco, cresceu 1300 por cento por causa do Magalhães!!!
A Comissão Europeia considera ilegais os contratos que o estado português estabeleceu com empresas informáticas, ao abrigo do programa e-escolas, onde se incluí o Magalhães.
Em relação ao Magalhães, o caso mais conhecido, o governo continua a tentar enganar os portugueses. O secretário de estado Paulo Campos nega que o estado tenha favorecido por qualquer forma a JP Sá Couto na aquisição dos computadores Magalhães.
Basta ver a acção do Engenheiro Sócrates, o inacreditável Primeiro-ministro de um país muito mal frequentado chamado Portugal, que se assume como o director de marketing da empresa matosinhense, para dissipar qualquer dúvida.
Não há dúvidas sobre o favorecimento escandaloso que a JP Sá Couto recebeu do estado por ter ganho, sem concurso, o negócio da assemblagem do portátil low cost de marca branca que é vendido em mais de 50 países no mundo e que em Portugal recebeu o nome de Magalhães.
A empresa cresceu 1308,5 por cento no primeiro trimestre deste ano. Neste momento a JP Sá Couto lidera a venda de portáteis em Portugal, com 40,8 por cento de quota de mercado. Este ano a empresa vendeu 212 mil portáteis, contra apenas 6 mil no ano anterior.
E o que permitiu este crescimento fantástico? O contrato Magalhães!
Da vergonha em que se afundou o ensino àquela em que se tornaram os partidos.
Está aqui tudo.
Os poucos portugueses ainda lúcidos têm vergonha é de todo o aparelho podre em que se tornou a justiça portuguesa, que só oprime o pilha-galinhas pobre e protege sistematicamente o hipercriminoso poderoso.
Marinho Pinto ainda é dos que denunciam alguma coisa...
Eram precisos muitos mais Marinhos Pintos para abanar esta pouca vergonha em que se tornou a instituição Justiça, em Portugal.
A pior, a mais ineficaz, a mais bárbaramente tratada e a que mais envergonha este pobre país no estrangeiro.

Subitamente tudo enche a boca com a corrupção.
Para aqui e para além parece que virou tudo corrupto, neste país!
Que falsidade!
Alguma vez isso existiu?
Maledicentes!
Gente sem vergonha!
Ponham os olhos no que diz Albeeerto Costa: Não vêm o estrago que isso causa à imagem e reputação portuguesas?
Seus burros: comam e deixem comer quem come!
E sobretudo: Calem a boca!
Palhaços...
Perderam-se todos os valores dos nossos antepassados.
Já não há descrição (ver as coisas e não comentar).
Já não há contenção (sofrer e não denunciar).
Já não há comiseração (ter pena dos que sofrem por só terem 3 tachos e 4 reformas milionárias. Mataram-se a trabalhar para isso).
Já não há pão (...)
Ó diabo. Esta correu mal.
Mas o crédito para as micro, pequenas e médias empresas continua a não chegar até elas. Ninguém sabe o que a banca anda a fazer ao dinheiro mas é certo que o retém e que ele não circula.
O prémio Nobel da economia acusou ontem a alta finança de ser a única responsável pela crise e diz que os governos não estão a combate-la com eficácia.
"O que a alta finança mundial fez fez foi detectar que afinal havia dinheiro do fundo da pirâmide (os que vivem no limiar da pobreza e que, à força de querer pertencer à classe média desataram a comprar casa) e captou esse dinheiro pobre que, todo junto, são biliões de biliões.
O problema é que os pobres deixaram de ter capacidade de honrar os seus compromissos e isso causou a hecatombe geral".
Agora a alta finança está a reclamar dos estados a contribuição para a minimização do prejuízo que ela e apenas ela provocou.
E muitos governos - como o nosso - vão na cantiga de injectar o dinheiro dos contribuintes em bancos falidos, agravando a crise.
Porque esse dinheiro era urgente nas empresas para dinamizar a economia. Não devia ser dado à banca, que continua falida embora com prejuízos menores.
Porque é que o governo não pára de injectar dinheiro no BPP e o BPP nem assim o devolve aos seus clientes?
Porque é que o governo não injecta esse dinheiro nas empresas com futuro mas que sem ele não o terão? Ou pelo menos porque não o devolve aqueles que depositaram as suas economias nesses bancos muito duvidosos?
Os depositantes não guardarão o seu dinheiro em casa.
vão depositálo noutros bancos que lhe mereçam mais confiança. O dinheiro circularia. Assim, não.
O dinheiro assim dado à banca falida desaparece de imediato para as off-shores, como referem os principais especialistas na matéria. Nem um cêntimo é usado para reanimar a economia nacional. É tudo dinheiro deitado à rua. Literalmente.
Quanto mais o governo der aos BPPs desta vida, mais os BPPs o enviam para o estrangeiro para o porem a salvo.
Como diz o prémio Nobel: a banca apostou mal nos clientes, mas apostou bem nos políticos.
A foto refere-se à mafia da noite mas o post é sobre outra mafia muito mais influente: a de dia.
Ao aumentar para 1 milhão e 250 mil euros o montante que qualquer particular pode entregar a um partido "no questions asked", esta nova e maravilhosa lei convida à lavagem generalizada de dinheiro e à corrupção descarada.
Esta é a minha opinião, mas não só.
Também a de Maria José Morgado e de João Cravinho.
Este, inclusivamente, chega a protestar publicamente dizendo que isto é uma vergonha e uma porta escancarada à corrupção.
E apela mesmo ao Presidente da República adormecido para que a não promulgue.
Vamos ver o que fará Cavaco se entretanto acordar do seu sono profundo.

Os portugueses são dos cidadãos mais tristes e desmotivados da Europa e só os povos de leste da Hungria e Bulgária têm valores semelhantes. Tudo isto porque Portugal já foi, em termos de crescimento, ultrapassado por todos os países da Europa, segundo o britânico The Economist.
Segundo o Finantial Times e o the Economist, o povo português é o mais desanimado e triste de todos os povos da Europa.
Desacreditado dos lideres políticos no governo e na oposição, o povo não descortina saída para a crise que se acentua a cada dia que passa.
A isto se soma a corrupção desenfreada que grassa na sociedade portuguesa de uma forma geral e em particular as que incidem sobre o actual primeiro ministro no caso Freeport.
Uma vez que a Justiça portuguesa não funciona o povo não tem razões para encarar o futuro com o mínimo de esperança.
Estas são as conclusões do reputado jornal, com as quais eu concordo em absoluto, como é público e notório.
As previsões económicas para este ano, actualizadas ontem pela União Europeia, apontam para um défice orçamental de 6,5 por cento e uma taxa de desemprego superior a 9 por cento, valores que sobem para 6,7 por cento e 9,8 por cento respectivamente em 2010.
Para piorar a situação, o país teve, durante a última década, um crescimento muito abaixo da média europeia: longe de uma aproximação aos países de referência, Portugal já foi ultrapassado por todos os países da Europa.
É caso para dizer: que mal fizemos nós a Deus?
Estas, que hoje vieram a lume e não são feitas pelo ex-deputado socialista Rui Oliveira e Costa, têm certamente mais que as dele.
Pelo menos não são descaradamente manipuladas como as da euroexpansão.
E aqui temos o PS separado do PSD por apenas 7 pontos.
PS: 41%, PSD: 34%, BE: 12%, PCP:7% e CDS 2%.
Sem significado.
É na votação do PCP que eu menos acredito. O CDS perdeu completamente a identificação popular. É hoje um partido de elites e de políticos. mesmo assim terá mais do que os 2% agora previstos.
Em Outubro este país estará de pantanas, pelo que o PS só pode continuar a descer. Vamos ver se o PSD aproveita o descontentamento popular generalizado. O que não me parece que, pelo menos até agora, esteja a acontecer.
Se o PSD não ganhar estas eleições, com um país num estado absolutamente caótico em termos sociais, não sei que eleições mais poderá ganhar...
Crónica publicada na ultima edição do Jornal de Santa Marinha.
Uma balada a Cavaco Silva, o presidente - estátua, o presidente que recebe o seu ordenado para dizer que nada pode fazer, o presidente que apenas se preocupa com a sua perda de poderes no estatuto dos Açores. Um presidente que para nada serve, de facto, aos portugueses. Um presidente absolutamente inútil.
Esperei 3 anos para concluir que Cavaco Silva tem prestado, por nada fazer, um péssimo serviço à democracia e ao povo português.
E esta é a minha forma de lho dizer.
Claro que seguiu cópia para a Presidência da República.
Dos recados, do cão de água e dos árbitros míopes
Por uma vez estou de acordo com o Engenheiro Sócrates. Pelas razões contrárias.
Portugal não precisa de recados. Precisa de acção, que rima com corrupção, mas é o seu contrário.
Precisa de inteligência afiada, que rima com esperteza saloia mafiada, mas também é o seu contrário.
Precisa de clareza de procedimentos e avaliação correcta, que se opõem ao obscurantismo e à bufaria pateta. Precisa de ideias brilhantes e baratas. Não precisa de compadrios nem de negociatas.
Cavaco parece ter acabado de acordar de um longo sono de mais de 2 anos. Acordou tarde e mal disposto. Resmungão mesmo, dir-se-ia.
Os recados - se o são - não produzem qualquer efeito porque Engenheiro Sócrates (com o tratamento honorifico de ENGENHEIRO tal como é tratado nas tvs) não reconhece a Cavaco (simplesmente CAVACO. Sem o título honorífico de DOUTOR, tal como é tratado nas tvs) grande estatuto intelectual. Aliás, Engenheiro Sócrates a ninguém reconhece capacidades intelectuais pois apenas a Inteligência pode reconhecer-se a si própria. A mediocridade não reconhece coisa nenhuma. Nem a sua própria condição medíocre.
Cavaco, se acordou, acordou tarde. Provavelmente não acordou ainda. Terá sido um estertor de sonambulismo... É que até hoje, por exemplo, não lhe ouvimos uma palavra sobre a luta dos professores portugueses. A maior e mais impressionante luta de uma classe profissional de que há registo no nosso planeta. Se a este país restar ainda um pingo de vergonha, isso pagar-se-á nas urnas. Nem Engenheiro Sócrates nem Cavaco se ficarão a rir.
O silêncio pode ser de ouro, mas esse ditado não se aplica a quem tem a função de arbitrar a democracia.
Um árbitro tem que apitar. Pelo menos quando a falta é descarada e grave. Este governo está farto de cometer penalties nítidos contra os professores e contra os mais pobres e fracos. E o árbitro o que faz? Assobia para o lado mesmo quando as 18 câmaras de televisão mostram à saciedade, e em câmara lenta, as faltas cometidas descaradamente contra o povo desmoralizado.
De toda a Europa "rica" este é o povo mais pobre, o mais doente, o que vive menos tempo, o mais demitido dos seus direitos porque também o mais iletrado e, talvez por isso, também o que melhor veste e o que ostenta melhores carros e vivendas. Tudo pago a prestações.
Já sei que me vão responder que a culpa é do Salazar. Que foi, à sua época, o maior inimigo da ostentação fútil...
42 anos depois de Salazar (2 gerações, pois só os maiores de 60 anos se lembram dele) os protagonistas políticos são outros mas o obscurantismo é o mesmo.
Neste novo jogo as vantagens vão sucessivamente para a equipa mais forte: a da Alta Finança e especulação financeira. O povo continua a ser derrubado em falta mesmo dentro da (sua) área mais restrita: a da Família, a da frugal economia familiar e a da satisfação das necessidades básicas. E já nem falo no meio-campo da Saúde e da Justiça que, simplesmente, não existe para a equipe (como dizem os comentadores desportivos) pobre.
Mas se este jogo está tão viciado, como se contem a revolta da equipe pobre?
Em primeiro lugar é preciso dizer que esta equipe não tem treinador. Quem a devia treinar - a escola - está de rastos. Mais desmoralizada que os próprios jogadores.
Existe apenas a propaganda e a desinformação da equipe rica. Que mais contribui para a derrota da equipe pobre.
Depois, este povo mantém-se anestesiado com pouco. Ilude-se com qualquer coisa por mais ridícula que seja.
A dupla "Engenheiro Sócrates / jornalismo televisivo que temos" descobriram - antes do Infarmed - que um bom fármaco estupidificador genérico é o Orgulho Pátrio. De que são exemplos o orgulho do "magalhães" português que afinal se fabrica até na Etiópia ou o orgulho do cão de água do Obama que também é português apesar de nunca aqui ter posto as patas.
Aliás a raça só existe na América. Aqui já a deixaram extinguir.
E pronto. Hoje um fait-divers, amanhã outro... as doses diárias de estupidificação em massa são rigorosamente administradas por via audiovisual às horas do telejornais. E o povo lá vai consumindo o bálsamo que o mantém num estado intelectual pró-comatoso. Por isso continua a deixar-se insultar a níveis que ninguém por essa Europa fora acredita.
Voltando ao árbitro míope:
Este novo jogo, iniciado em 74, vê agora, nos últimos 3 anos, as suas regras completamente violadas.
Mas este jogo tem um árbitro que para tudo olha e nada parece ver.
Pergunta-se: afinal onde tem Cavaco metido o apito? E por quanto tempo mais fará Cavaco vista grossa aos atropelos diários da equipa dos milhões contra a das preocupações?
texto de José M. Barbosa
«Senhor Primeiro Ministro,
Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Excelência.
Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não só os da mesma geração e não é pela diferença de calendário.
Em 1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista.
Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno". Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase). Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de António Guterres (UM SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? - e José Luís Nunes (OUTRO SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? com quem privei (este último infelizmente partiu).
De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Theutónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro.
Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi.
Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?
Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. (...) Vossa Excelência, onde estava ? Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS.
Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente.
Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em 1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major Valentim Loureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da "incineração", com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio, "bindo das Américas".
Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.
A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência.
Nunca fala a favor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso de Vossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência.
Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo, pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até se pirou para fazer um curso de "karatê" no Nepal ou na China onde ainda anda. Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta, como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor.
Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo, marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soa a Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.
O caso, mais um, "computador Magalhães", seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma horda de idiotas.
É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo de caras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência é completamente alheio ao facto. Pergunte Vossa Excelência a António Guterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.
Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas.
Houve homens que sofreram a perseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.
Não, Vossa Excelência não sabe.
Cá para mim, até não sabe de nada.
Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesa Nacional, da imagem do País. Falta-me é paciência e já não acredito em nada.
Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz na coragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar. Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova .. prove-nos só que é Português. Deve.
Demita-se.
E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê com o "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem. Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço.
Se assim for, está perdoado. Desde que não volte. Primo, idem.»
Director-geral da TVI desmente «caça ao homem» e critica «intimidação» do primeiro-ministro.

Veja aqui o vídeo
O director-geral da TVI confirmou, esta quarta-feira, durante o Jornal Nacional, que já avançou para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates.
«Já avancei para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates, não impedindo outros jornalistas de o fazerem também», revelou.
José Eduardo Moniz utilizou as próprias palavras do primeiro-ministro para desmentir as mesmas: «Não sou cobarde, nem me escondo atrás de uma moita ou de um arbusto para fazer uma caça ao homem, utilizando um jornal travestido.»
«José Sócrates transmitiu o seu enorme desconforto perante o jornalismo de investigação que os melhores jornalistas desta casa têm desenvolvido em relação ao caso Freeport.
Ele teve oportunidade de esclarecer o país sobre o seu alegado envolvimento, mas não conseguiu, não pode, não soube ou não quis fazê-lo. Preferiu atacar a TVI. Ofendeu-me a mim em particular, o último responsável pela informação, quer na minha honra, quer na minha dignidade», afirmou.
O responsável do canal assegurou a sua «surpresa» e «alguma estupefacção», «não pela atitude crítica» em relação a um telejornal «do qual assumidamente não gosta», mas pelo «tom e termos impróprios para uma pessoa com as suas responsabilidades».
«A única vitima até agora parece ser a liberdade de informação», disse, acusando Sócrates de «processos de intimidação que querem condicionar o exercício do jornalismo» e acrescentando: «Tal não acontecerá enquanto aqui estiver. Continuaremos a trabalhar da mesma maneira, com independência e rigor.
Afirmando-se «seguro do profissionalismo e competência» dos jornalistas da TVI, Moniz reforçou: «A TVI só relatou factos, não os inventou. Não acusámos nem julgámos seja quem for (...) Até hoje ninguém desmentiu a nossa informação.»
«Não vou alimentar mais polémicas. É triste e irónico que a poucos dias do 25 de Abril se presenciem tantos ataques e ameaças ao jornalismo livre», concluiu.
Esta frágil Terra precisa de acção.
Precisa de ti.
http://www.greenpeace.org/me2
Com a actividade económica em clara recessão, ninguém tem lucros = as empresas não pagam impostos.
Com o desemprego a disparar, os novos desempregados (mais de 1000 por dia) deixam de pagar impostos para começarem a receber subsídios.
Este país tem mais 6 meses de actividade até ao colapso final. Que vai coincidir com as autárquicas.
A abstenção será inimaginável nas próximas eleições.
Ganhará quem conseguir "puxar" para as urnas um povo que, em Outubro, nem quererá ouvir falar de política.
Vamos ter presidentes de Câmara a ganhar com meia dúzia de votos...
O caso flagrante de corrupção (que é natural, em Portugal) chamado Freeport já não cheira mal. Tresanda de tanta corrupção directa, clara, não encoberta. Isto porque não havia, sequer, na época, a preocupação de encobrir aquilo que por todos era considerado "normal", como diz Isaltino.
As pessoas estão a ser chamadas a depor pela PJ. Todas?
Não! Os principais, os poderosos - como afirmou ontem no seu discurso de posse o presidente do sindicato dos magistrados do ministério público - não serão chamados a depor, como toda a gente sabe.
Então, se de facto é proibido tocar nos intocáveis, para que se anda a perder tempo e a gastar dinheiro com isso?
Faça-se já como prognostica Cândida Almeida: arquivem-se já todos os casos que envolvam José Sócrates. Pelo menos enquanto ele for primeiro ministro.
Quando ele deixar de o ser cair-lhe-á tudo em cima, como acontece com todos os ex-poderosos.
Mas tem que se esperar até lá.
Porque os poderosos gozam de imunidade total, em Portugal. Foi João Palma quem o disse claramente ontem.
E eu ando a dizê-lo há anos.
João Palma, entretanto, já foi silenciado. Já não fala em pressões nem as conhece e diz que nem nunca falou nisso.
É simplesmente notável!
Apenas 3 semanas após as suas acusações em directo, nas televisões, o homem desdiz-se com uma naturalidade chocante.
Tudo é possível, não há dúvida. Tanto no Burundi como no Portogallo.

Acabo de assistir a um directo da Madeira, na RTP 1, de um Centro de Ciência Viva qualquer, em que uma atrasada, balbuciando um dialecto ininteligível, tentava explicar que um balão, se tivesse colada fita cola e fosse furado nessa zona por um alfinete, não rebentava.
Isto porque alegadamente "a fêta cula fá da remend ê o à na sei"...
Imaginando que a atrasada queria dizer que "a fita cola faz de remendo e o ar não sai" é preciso explicar aos atrasadinhos da produção da RTP e da Ciência Viva da Madeira que essa explicação é do mais estúpido que imaginar se possa.
Até o engenheiro Sócras, com a sua cultura muito superior a de qualquer canguru da Malásia, não se deixará enganar por essa absurda explicação.
De facto o balão rebenta, quando furado, porque a pressão do ar no seu interior é superior à tensão de coesão do material nas fronteiras do furo que, ao ser produzido, fragiliza gravemente o material.
Assim, o que ocorre é o colapso do pvc nas fronteiras do furo, por ruptura, porque as tensões que agregam o frágil plástico são bastante inferiores à pressão que o ar do interior exerce, momentaneamente, sobre essas fronteiras do furo, ao tentar sair para o exterior.
O balão rompe devido ao diferencial da pressão que o ar exerce ao sair relativamente à tensão de coesão do material nas fronteiras do furo, e não simplesmente porque o ar sai.
A prova disto é que num pneu com um furo, por exemplo, o ar também sai e o pneu não rebenta. Porque justamente as forças de coesão interna da borracha nas fronteiras do furo são muito superiores à pressão que o ar exerce sobre essas fronteiras ao sair pelo furo.
A atrasada, para além de dever ser demitida imediatamente por estar a prestar informações erradas ao país e às centenas de crianças que já enganou com essa história, também devia ser presa por falar um dialecto que ninguém em seu perfeito juízo entende.
Um país em que a Ciência e o Conhecimento são diariamente desprezados pelo Estado e quando alguém se propõe ganhar dinheiro com esse produto é simplesmente para enganar o povão, de duas uma: ou é o Burundi ou é Portugal.
Segue email para a produção do programa e direcção da RTP e para esse esgoto cultural da ciência morta e bem morta na Madeira.
O Governo demitiu o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Stº Onofre (Caldas da Rainha).
O Governo não gosta de um C. Executivo que não faz as vontades ao ME (por exemplo na avaliação do desempenho e na aplicação do modelo antidemocrático de gestão aprovado pelo Governo).
É inaceitável este crescente autoritarismo do Governo e da maioria absoluta que apoia !!
Envia um mail de solidariedade
Proposta de texto “Estou solidário com a luta dos docentes do Agrupamento de Escolas de Stº Onofre”
Envia para: gme@me.gov.pt (ME) esteves.lina@gmail.com (C.Executivo demitido)
Ora bem:
Uma porcaria de uma música destas, mal feita, cantada por um arrumador que diz «aquerditou» duas vezes e mesmo assim a coisa é aprovada, tenho que reconhecer: está perfeitamente ajustada para combater a ignomínia destes tipos que nos governam.
Neste país, contra a miséria, a inteligência não tem hipóteses...
só mesmo a mediocridade!
Constâncio caiu na real e agora é ele o mais pessimista de todos.
Com o fim do tacho à vista, Constâncio luta desesperadamente para não ficar na História como um boneco decorativo, um yes-man e um verbo de encher.
Mas já não vai a tempo.
Anuncia para este ano 3,5% de recessão.
Nem a OCDE previa tanto!
No final deste ano este país está bom para testes nucleares.
Os militares da GNR não recebem as horas extraordinárias a que têm direito desde Setembro e o governo anuncia que a PSP vai passar a recebê-las tal como o resto da Função Pública.
Mas acontece que o resto da Função Pública também não recebe horas extraordinárias de uma maneira geral.
Por isso não sei o que quer o governo dizer com isso.
A situação nas foças da ordem é próximo de caótica e eu continuo a pensar que é justamente por aqui que se poderá dar uma próxima convulsão social generalizada.
Não estou a ver as forças armadas voltarem-se contra a GNR e contra a PSP se estas decidirem manifestarem-se nas ruas e baixar os braços, como já fizeram em Setúbal, com as consequências que todos conhecemos.
A coisa está abafada e ainda não foi devidamente explorada pela Comunicação Social mas quem lá mora assegura que a PSP não passa multas desde o ano passado. São milhões que os cofres perdem por mês, relativamente ao previsto no Orçamento GE.
Se isso se generaliza ao resto do território, a GNR e a PSP poderão fazer falir o sistema.
E a resposta do governo não pode ser a de lhes cancelar os ordenados. Se cometesse esse erro provocaria a revolta geral.
A resposta só pode ser a do costume: fazer de conta que não se passa nada e enviar emissários para negociar com as cúpulas a pressão a exercer sobre os praças. O imbróglio é que não são as cúpulas quem passa as multas.
Por isso este é mais um problema sem resolução.
Aguardemos os desenvolvimentos na península de Setúbal porque eles serão determinantes para o que se seguirá.
E o que se seguirá, como se dizia antigamente na RTP a preto e branco, é já dentro de momentos...

Retirado da entrevista anterior, por aqui se pode ver que, com um crescimento destes, não se pode fazer política social.
Medina Carreira tem toda a razão.
Nem que Cavaco fosse o J Cristo teria soluções para Portugal
Se tivéssemos escolas que ensinassem e justiça que funcionasse...
O país ao serviço dos partidos
Os partidos que são bancos alimentares
A nossa economia ao nível da década de 1910
Ja viu a policia judiciaria a investigar as sucessivas derrapagens?
A imoralidade das elites políticas e económicas.
Você não conhece um homem da política que seja condenado
Ficar com o dinheiro alheio é não ser parvo
Casos em tribunais com 23 anos. Acha que isto é um país a sério?
A maioria absoluta é boa para gente sensata, inteligente, humilde.
Este país não tem nenhuma destas características.
O voto se dá maioria absoluta é disparate. Se dá maioria relativa é disparate.
etc, etc, etc...
Está tudo explicado aqui
A opinião pública não é parva. O eleitorado não se enrola às 3 pancadas. O mal estar está em todo o lado.
Quem venceu a batalha que eu perdi?
A corrupção.
E não é preciso dizer mais nada!
José Luis Zapatero acaba de remodelar o seu governo, substituindo os ministros que maior polémica levantaram no seio da sociedade espanhola.
O ministro da economia e finanças, o mítico Pedro Solbes, que geriu os últimos anos do "milagre económico" espanhol, não conseguiu impedir o aumento do desemprego nem que Espanha sofresse com a recessão; acabou por ser uma vítima colateral da crise.
A ministra da Educação cujas políticas estavam a sofrer ultimamente uma contestação crescente - embora essa contestação não chegasse nem aos calcanhares do que se passou aqui em Portugal - também se ficou pelo caminho.
Por cá continua tudo na mesma, apesar das notícias (se calhar do 1 de Abril) que davam como certa a demissão iminente de Maria de Lurdes Rodrigues.
Costuma dizer-se que cada país tem o que merece.
E eu não posso estar mais de acordo com isso.
Por cá continua tudo na mesma, apesar das notícias (se calhar do 1 de Abril) que davam como certa a demissão iminente de Maria de Lurdes Rodrigues.
Costuma dizer-se que cada país tem o que merece.
E eu não posso estar mais de acordo com isso.
Sócrates é «corrupto», diz Smith em DVD
Freeport: TVI revela em exclusivo o som do DVD em que Smith fala de PM
«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith & Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.
Contactado pela TVI, João Cabral recusou fazer qualquer comentário sobre o conteúdo do DVD.
A conversa que incrimina Sócrates
Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido¿
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo¿ a um homem¿
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa».
www.tvi24.iol.pt/politica/tvi24-socrates-freeport-freeport-dvd-tvi-socrates/1052899-4072.html
O insulto à inteligência dos tugas não parece ter limites.
Agora este governo já não promete coisas para o ano que vem. Nem para daqui a 2 anos.
É para daqui a 4.
Futuramente prometerá para daqui a 8 e assim sucessivamente.
O mais giro é que aquilo que se promete para daqui a 4 anos é menos do que têm os nossos vizinhos já hoje.
O salário mínimo em Espanha - que nenhum espanhol recebe, apenas os emigrantes de leste - já é, neste momento, superior a 690 euros.
Mas - repito - ninguém recebe esse salário.
Um português que vá para a construção civil fazer tarefas indiferenciadas (trolha) ganha 1200 euros.
O mesmo se passa na Agricultura. Por isso é que eles para lá vão.
Agora: todos os bens de primeira necessidade continuam muito mais baratos do que cá. carne, peixe, leite, frutas, legumes, detergentes, combustíveis, e agora até o tabaco é quase 1 euro mais barato em Espanha do que em Portugal. Automóveis, mais de 30% mais baratos. Se forem de luxo, quase metade do preço.
Rendas de casa em cidades pequenas são ao nível das nossas.
Em cidades grandes, aí sim, um pouco mais caras. Tal como os produtos de luxo.
Os restaurantes "normais" já estão ao nosso preço (10,5 euros com 3 pratos, sobremesa e café).
E depois há situações incompreensíveis: Os hotéis de 4 estrelas nas praias são muito mais baratos e com tudo incluído.
Enfim... ganhamos menos de metade dos espanhóis e continuamos a ter quase tudo muito mais caro.
Sinceramente não sei como conseguem os portugueses sobreviver.

A coisa começa a ficar demasiado preocupante para Pinto Monteiro. a única pessoa que parece não pactuar com esta história.
Ou Cândida Almeida pára com as entrevistas de entretenimento e começa a sério a trabalhar naquilo para que lhe pagam ou Pinto Monteiro terá mesmo que a despedir.
As próximas semanas serão determinantes para se perceber se a Justiça vai continuar a proteger os poderosos ou se vai, finalmente, inflectir nestes inqualificáveis comportamentos.
De qualquer modo, este manto de silêncio muito dificilmente chegará às eleições legislativas.

Agora é o antigo presidente da câmara de Alcochete a denunciar que aquilo foi tudo uma jogada para o PS ganhar a Câmara - pelo menos isso. A poucos dias da campanha eleitoral o projecto foi chumbado pelo governo Guterres. E nem água vai... o presidente da câmara da altura, Miguel Boieiro, foi informado desse chumbo... pelos jornais.
Agora afirma que foi tudo uma jogada política e que o projecto foi depois aprovado, já na vigência da câmara seguinte - socialista - com alterações mínimas "só para justificar a manobra."
Meu Deus!
É mau demais!
Reformas fixadas com base no salário de 2009
Armando Vara duplicou o rendimento ao passar de vogal do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para vice-presidente do Millennium/BCP, diz o «Correio da Manhã».
De acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, Armando Vara recebeu uma remuneração-base de 244.441 euros/ano.
Um montante que fica muito aquém daquele que foi pago pelo BCP em 2008:
mais de 480 mil euros.
Trata-se, no entanto, de um valor que é mais de cinco vezes inferior àquele que ganhava a administração liderada por Paulo Teixeira Pinto.
O que é certo é que a actual administração do Millennium deciciu devolver 1/3 dos seus salários ao banco.
Entretanto, o Conselho de Remunerações e Previdência, presidido por Joe Berardo, decidiu fixar como cálculo para a reforma dos administradores o ordenado-base referente a 2009.
Esta decisão contraria o regime que se encontrava em vigor e que calculava a reforma dos administradores do Millennium/BCP com base nos dois últimos anos de salário e que resultava num valor 50 vezes superior ao actualmante definido.
Recorde-se que Vara assumiu funções no BCP a 16 de Janeiro de 2008.
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1050458&div_id=1729

O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros.
O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.
Que rico Franciscano aqui está!!!
"Despoja-te de tudo e vem juntar-te a Cristo!"
Vai lá, vai!
Um dos receios das forças democráticas é a tomada de controlo dos media independentes pelo poder socratino, cujo principal segredo é o controlo directo (veja-se o lançamento do diário i) e indirecto dos meios de comunicação social. Só mediante esse controlo de rédea curta é que foi possível manter a farsa da túnica linda do rei que ia nu.
Nesse controlo há quem estranhe a independência do grupo Prisa em Portugal face ao Governo. Porém, fechados sobre os problemas domésticos, descura-se a análise do contexto internacional.
A TVI (e o grupo Media Capital) é agora a jóia da Prisa, batida por problemas muito sérios e de difícil solução em Espanha. Zapatero quer a pele deles porque, apesar da tradição pós-franquista de apoio ao PSOE, acha que colaboraram subtilmente com Aznar até à noite de 13 de Março de 2004. Por isso, lançou-lhes em cima do Plus dois canais televisivos e ainda o diário espanhol Público, não se abstendo, além disso, de intervir na sucessão do grupo após a morte de Jesús de Polanco.
Não é que a Sócrates falte a vontade de controlar todos os media - e assim tentar inverter o rumo da TVI e do Sol. Mas estamos num tempo tecnológico que não consente a concretização dessa veleidade. Como temos explicado, existe a net.
Por António Balbino Caldeira, o professor que desmascarou a mentira do percurso académico de Socrates.
Poupança na investigação: Polícia científica passa seis meses sem meios
Cabecilha de gang solto por falta de verba
A falta de kits para análise de vestígios biológicos no Laboratório de Polícia Científica da PJ, entre Setembro passado e o início deste mês, para poupar dinheiro, fez com que já escapassem à Justiça vários suspeitos de crimes violentos, apurou o CM. Entre eles estão três elementos do célebre gang do multibanco – sendo que um é considerado o cérebro do grupo que, a partir de Setúbal, roubou mais de dois milhões de euros de caixas ATM em 2008.
in CM
Absolutamente incomentável.
O jornal informa ainda que a recolha de vestígios no carro utilizado em assalto de Reguengos de Monsaraz foi inútil: os mesmos não foram depois analisados.
Se isto não é uma imensa palhaçada...
Ninguém acredita na selva em que se tornou este pais.
O presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Álvaro Amaro, do PSD, vai recandidatar-se ao cargo nas próximas eleições autárquicas para um terceiro mandato à frente dos destinos da autarquia.
Álvaro Amaro, também presidente da Distrital do PSD da Guarda, anunciou em conferência de imprensa que esta é uma decisão que corresponde à sua “vontade política”.
“Sou hoje um feliz presidente da Câmara” afirmou o autarca, acrescentando ter conseguido “cumprir os desígnios” a que se propôs, nomeadamente "recolocar Gouveia no mapa e devolver confiança e auto-estima aos gouveenses".
Portanto, o tabú está desfeito.
As cartas estão na mesa.
Não tenho dúvidas que Álvaro Amaro ganha em Gouveia.
Para além da minha sensibilidade, é o próprio povo quem o diz...
Este governo é coerente. Isso não se pode negar.
Não é só o ensino público que ele tenta por todos os meios esvaziar e até destruir, a bem das escolas privadas que proliferam a cada dia que passa.
É também a saúde pública em favor das clínicas privadas que aparecem todos os dias e agora até a segurança privada ganha milhões à custa da inexistência de segurança pública.
Qualquer dia temos tribunais privados, forças armadas privadas (pelos vistos até já temos!) e finanças privadas (também já temos!).
Em breve, públicos serão só os urinóis que não estiverem entupidos.
Tudo o resto será privado.
Pergunto: para que é que nós pagamos impostos?
Se quisermos Ensino a sério temos que o pagar à parte.
Se quisermos Saúde digna desse nome temos que a pagar ou ir para o estrangeiro e se quisermos segurança, que remédio...
Mas na hora de receber a pensão de reforma vamos ter uma côdea que nos permitirá passar fome alegremente durante o resto dos poucos dias que nos sobrarem (àqueles que se conseguirem manter vivos até lá).
Que andam os portugueses armados em ovelhas a caminho do matadouro a fazer às suas vidas?
Temos um primeiro ministro que é "engenheiro" sem ter posto os pés numa faculdade decente e até o administrador da CGD, Faria de Oliveira, é engenheiro.
Percebe-se perfeitamente. É preciso muita engenharia capo-financeira
para se conseguir tirar milhões do bolso dos portugueses que não têm acesso ao crédito, e dá-lo literalmente aos Finos desta vida para o perderem à vontade na especulação bolsista.
Para quê perder tempo com outras áreas do Saber?
Engenharia é o que está a dar.
Aguardo convite para administrador do novo banco luso-angolano. Mas sem lá pôr os pés, claro. Mando para lá o Armando Vara e faço a gestão da coisa a partir da Villa Galé.
Atente-se no desabafo do jovem.
Ele caracteriza fielmente a actuação das forças policiais e do ministro Rui Pereira. Descontando algum exagero, é isto, de facto, o que se passa.
A não perder...
Luis Filipe Vieira acusado de pagar a Carolina para esta tramar Pinto da Costa...
As negociatas Finas que a CGD faz com amigos... e com o nosso dinheiro.
E eu apoio.
Mas Cavaco está noutra...
Torres Couto explica finalmente o que são os partidos e os sindicatos.
São poucos segundos que dizem tudo.
Tal como 90% das coisas que este governo inventa... a lei das rendas serviu para zero.
Pois claro.
Se há uma palhaçada maior do que o Freeport... é esta!
Enquanto Cavaco estiver refém de Dias Loureiro... para nada, pelos vistos...
Claro que não tem nem sombras da importância do bota de ouro, mas... faz o que pode.
Sem comentários. Basta ver.
«Eu não gosto de ser tomado por parvo!», diz Pacheco Pereira.
Pois é exactamente isso que Sócras-te faz a todos os portugueses.
O problema é que 99,9% deles não dá conta...
«Jamais esperaria que o 1º ministro fizesse uma declaração que equivale às de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais»... diz Lobo Xavier!
Pois é... mas equivalem mesmo!
Porque a matéria em presença é rigorosamente a mesma.
A casa onde se perpetrou o assassinato continua por selar. Provas espalhadas pelo chão.
A repórter da Sic andou por lá pelo meio da casa a verificar o espectáculo do sangue do presidente... tudo!
O Procurador Geral da República Guineense está nas calmas.
Deve estar à espera do Gonçalo Amaral...
O que se passa com as suspeitas - muitas delas são bem mais que suspeitas - inviabiliza qualquer tipo de respeito internacional por este arremedo de país.
Pinto Monteiro tem tudo na mão. Menos quem trabalhe.
Pinto Monteiro tem que decidir se parte a loiça ou se se demite.
Cavaco nada faz. Quer deixar arrastar este pântano até às eleições.
Estratégia previsível.
Já Cenourinha o não fez: na primeira oportunidade demitiu Santana Lopes porque dormiu uma sesta e foi à discoteca à noite em vez de estar num jantar oficial da treta.
Recordo, no entanto, que Santana Lopes não esteve envolvido em:
2 escândalos (até ver) de corrupção de milhões
Falsificações de documentos e de assinaturas
Sociedades com criminosos
Ilegalidades de milhões para beneficiar terceiros.
Isto é um pouco diferente de uma sesta e uma discoteca.
Mas, em Portogallo, é mais grave a sesta e a discoteca do que a envolvência em máfias e polvos com ramificações inimagináveis.
Até quando?
*ALTERAÇÃO DOS VÍNCULOS PROFISSIONAIS*
Parece que vêm aí novidades que vão deixar toda a gente em estado de choque.
Entre as muitas novidades uma delas é que chegou às escolas nova legislação, contemplada no Novo Código de Trabalho, que determina que todos os professores e demais funcionários públicos vão perder o vínculo aos seus organismos e passam ao estatuto de «contratados por tempo indeterminado».
Neste decreto, só ficam de fora os funcionários públicos ligados à Segurança.
Pudera!!!
Quem é que tem as armas???
Também vamos deixar de ter A.D.S.E. e passamos a pertencer à Segurança Social*.
*A legislação para atestados médicos também está alterada e a quem faltar,
é-lhe descontado por inteiro os 3 primeiros dias e nos seguintes é-lhe
aplicada uma taxa de 30%, não sabemos se reembolsável*.
*A data é de Janeiro deste ano e já chegou às escolas*.
Andamos demasiado preocupados com a avaliação, que nos mereceu e merece a nossa melhor atenção, mas não nos centramos em coisas de maior interesse, já que toda esta alteração do nosso estatuto é bem mais profunda que a avaliação.
Dentro de 20 anos as reformas dos portugueses corresponderão a pouco mais do que 50% do último vencimento.
Dados da OCDE (da verdadeira).
Somos, de facto, o melhor povo do mundo. Aquele que todos os tiranos adorariam dominar, porque aguentamos as maiores vilanias sem sequer nos queixarmos.
Depois de termos atingido o 1º lugar no ranking da iliteracia, da falta de protecção social e na Saúde, da pobreza e da carga fiscal sobre o povo mais pobre da Europa civilizada, vem agora mais esta prenda para animar os nossos dias e iluminar a nossa perspectiva de futuro.
Como é que era a canção?
"Heróis do mar, nobre poooovo..."
Não era?
Só nos primeiros 2 meses deste ano entraram na Segurança Social mais pedidos para suspensão temporária de trabalho do que durante todo o ano de 2008.
78 empresas e 4000 trabalhadores afectados.
E estes números são do ministro...
Este Engenheiro Sócrates não pára de me surpreender.
Quando eu penso que ele já não pode atirar mais areia para os olhos do tuga, eis que todos os anteriores limites inferiores da decência são ultrapassados.
No tempo de António Ferro havia o Secretariado de Propaganda Nacional.
Mas a coisa era algo subtil. Nada que se compare a isto.
Pelo menos, nessa altura, as coisas chamavam-se pelos nomes.
E não se insultava assim o povo. Pintavam-se as coisas um pouco...
Agora... isto? Mas que país é que esta gente pensa que está a vender ao povo?
Portugal é precisamente o contrário do que este video propagandístico pretende mostrar.
E o povo bem o sente na pele todos os dias.
Eu acho que insultos destes à inteligência do povo vão pagar-se caro...
'Hackers' entraram nos computadores da PGR
"Foram vários dias de bombardeamanento." Foi desta forma que um procurador do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) descreveu ao DN o ataque informático de que o departamento foi alvo. Segundo um primeiro relatório de um grupo de peritos, o principal alvo foram "as passwords de acesso do procurador Pais de Faria a uma caixa de correio electrónico segura" por onde são enviados documentos confidenciais. Pais de Faria, recorde-se, é um dos magistrados à frente do caso Freeport.
De acordo com a mesma fonte, só ao fim de alguns dias é que os procuradores detectaram sinais de que estariam a ser alvo de um ataque informático. "Os computadores começaram a dar sinais de mau funcionamento e foi chamada uma equipa de peritos", contou o interlocutor do DN. O sistema informático acabou por ser desligado e os peritos concluíram que "a forma como foi desencadeada a operação revela que por detrás da mesma está um grupo de pessoas bem preparadas", disse a fonte do DN. O rasto, entretanto, levou ao computador de Pais de Faria que, juntamente com Vítor Magalhães, investiga o Freeport. "O facto é que chegaram a entrar, mas tudo já foi reconfigurado." Uma das hipóteses equacionadas passa por colocar os procuradores com processos mais complexos a trabalharem offline, isto é, tudo o que seja informação confidencial e sensível deixará de estar em computadores ligados à rede da PGR.
A notícia foi avançada, ontem, pelo jornal Sol, mas um especialista informático ouvido pelo DN duvida das reais motivações do alegado autor do ataque: "A lógica de um vírus é a reprodução. Normalmente, passam de email para email indiscriminadamente. Só que acabam barrados pelas firewalls e pelos programas antivírus".
Para este especialista, se há um ataque cirúrgico a um computador ligado em rede, há que considerar a hipótese de inside job, isto é, alguém internamente ter despoletado o vírus.
Até porque a lógica de um trojan é abrir uma porta de um computador para um acesso remoto. Porém, uma variante deste vírus tem incorporado um progama chamado de keylooger que grava todas as operações efectuadas pelo utilizador. Um pouco à semelhança do que acontece com o chamado phishing, uma forma de atacar utilizadores caseiros, "roubando--lhes" códigos de acesso aos serviços de homebankink. Em declarações ao DN, João Palma, secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) afirmou que "actualmente, os magistrados não têm confiança nos sistemas informáticos". "Há uma percepção generalizada que os meios não são invioláveis", adiantou ainda João Palma.|
Guiné Bissau debaixo de fogo.
Segundo a France Presse, o Presidente Nino Vieira acaba de ser assassinado na sequência de um ataque perpetrado contra a sua residência.
O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas foi igualmente assassinado num ataque à bomba.
A coisa não está fácil...
Droga: Relatório americano põe Portugal como porta de entrada na Europa
América admite PCC em Portugal
As autoridades brasileiras notaram um crescente envolvimento nos narcóticos e contrabando de armas pelo PCC de São Paulo e CV do Rio de Janeiro. Estes gangs organizados de criminosos têm uma presença internacional crescente em países como a Bolívia, Paraguai e possivelmente Portugal'.
O relatório do Departamento de Estado americano sobre tráfico de drogas confirma assim as suspeitas das autoridades portuguesas sobre o funcionamento de um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) – grupo de criminosos que nasceu nas prisões de São Paulo – em Portugal.
Tal como o CM tem vindo a noticiar, há vários meses que a PJ investiga uma ramificação do PCC em Portugal, sob a designação de PCP – Primeiro Comando de Portugal – com especial incidência na Margem Sul do Tejo.
A detenção do brasileiro Edivaldo Rodrigues, membro do PCP e suspeito do homicídio de um ourives de Setúbal em 2008, é um dos casos que liga o grupo a actividades criminosas em Portugal.
PORTA DA DROGA
O relatório do Departamento de Estado (International Narcotics Control Strategy Report 2009) diz que 'Portugal é um ponto de entrada para os narcóticos em trânsito para a Europa e os oficias do Governo português indicam que a maioria do dinheiro lavado em Portugal está relacionado com drogas. Câmbios de moeda, transferências bancárias e compras de imobiliário são usados para lavar dinheiro criminoso'.in CM
(a comentar em breve)

Este é um novo site com as capas dos jornais do dia.
É só subscrever e recebe-se um resumo diário de imprensa logo pela manhã, para ficar a par da actualidade.
É gratuito.
Antigamente eu tinha que andar a clicar nos jornais todos. Agora é sempre a andar. E ainda por cima dizem que dão prémios...
Mas não foi por isso que subscrevi o serviço.
O site é Jornais e Revistas.
Pode subscrever o resumo no topo da página com rss automáticos, notíciarios das rádios e TVs.

Com a confiança dos portugueses ao nível mais baixo dos últimos 22 anos, como se pode ter vontade de rir?
Pelos vistos a vida, a Manel Pinho, não corre tão mal como para a esmagadora maioria dos portugueses...
Há 8 meses anunciou que a crise tinha acabado e só não se sabia a dimensão da retoma.
Ela aí está.
A retoma.
Sim, senhor!
Isto é que é sentido de humor!
Parabéns!
1 - 70 mil pessoas perderam o emprego em Janeiro deste ano. Números do IEFP.
70 mil famílias que entram em recessão.
Mais de 200 mil pessoas passam a viver em aflição. Para além do outro milhão e meio (455 mil desempregados) que já viviam.
Se o ritmo continua - e tudo indica que sim - antes das eleições este país entra em colapso total.
2 - 1300 processos para cada juiz nos tribunais tributários.
Quem consegue cobrar os 13 MIL milhões em causa? Ninguém.
3 - 609 cafés fechados em 2 meses. 1300 empregados perdem o emprego neste ramo.
Parece-me exagerado a número de cafés que existe.
Dá-me ideia que neste país quem não sabe fazer nada abre um café. Ou mete-se na política. E, se bem que o tuga adore passar horas por dia no café (e não na biblioteca) a verdade é que há demasiados cafés e demasiada falta de dinheiro para lá deixar. E agora?
4 - 60 casas assaltadas por dia em Portugal - 60.
Números conhecidos. Fora outros tantos, ou se calhar o dobro deles, em que os proprietários não fazem queixa por acharem ser inútil.
O que nos transporta para o problema da criminalidade. E da tentativa da sua ocultação.
Só há uma entidade a quem interessa ocultar o crime: é à classe política instalada, em cada momento, no poder.
A todos os demais essa ocultação é prejudicial.
Aqui em Seia os jornais não reflectem, há anos, a criminalidade existente.
Ignoram-na. O mesmo é dizer: escondem-na.
2 carrinhas roubadas, um carro roubado e atirado para um rio, um restaurante assaltado 4 vezes, uma tentativa de assalto numa ourivesaria e isto só no último mês...
Mas não se passa nada nos jornais de Seia.
Nada, com a dimensão que de facto, tem.
Isso é um péssimo serviço prestado aos cidadãos. Ocultar o crime é ajudar à sua proliferação.
Recordo os episódios repetidos passados há meses de roubos por esticão, na rua do Funchal, todos cuidadosamente silenciados, e em que foi preciso assaltarem a mãe do director de um jornal para que uma pequena referência se fizesse nesse jornal.
Caricato e ridículo.
Queixas?
Nenhumas.
«Era um cigano, não vale a pena...» ouvia-se dizer.
Mas não vale a pena porque a justiça não funciona, ou porque os assaltados têm medo de represálias?
Isso é que era preciso saber...
Foi preciso um presidente da junta vir a público reclamar da falta de policiamento na sua freguesia para que se soubesse que a respectiva junta era repetidamente assaltada.
Foi preciso relatar o episódio caricato da forma como a carrinha do conservatório foi localizada na Guarda por um professor do conservatório e como a policia lhe perdeu novamente o rasto, para se saber que uma carrinha tinha sido roubada no centro de Seia, à porta da Casa Municipal das Artes.
E sobre a carrinha da CM que foi roubada da porta do motorista no largo da Fisel?
Nem uma palavra!...
A função de um órgão de informação é informar e denunciar os crimes perpetrados contra a sociedade. Não é oculta-los. Isso é a função da propaganda.
Com a denúncia e a publicação dos números, a tutela vê-se obrigada a reforçar a vigilância policial e a polícia sente-se compelida a melhorar a sua prestação.
É preciso denunciar os crimes para que a sociedade exija das forças de segurança o cumprimento da sua obrigação.
Repito: esconder um crime é tornar-se dele cúmplice e ajudar à sua proliferação.

Diz o advogado de Bibi, José Maria Martins:
Está o ..."Milk" entornado nas contas do PS.
O Bloco de Esquerda já tem 18% das intenções de voto
O Partido Socialista tem na sua posse sondagens que apontam no sentido de que o Bloco de Esquerda já tem 18% das intenções de voto.
José Sócrates está sumamente preocupado, uma vez que a deriva Manuel Alegre não conseguiu estancar a sangria de intenções de voto no Bloco de Esquerda.
Mais precisamente, o eleitorado do PS mais à esquerda não se revê nas políticas direitistas de José Sócrates e é muito sensível aos sucessivos escândalos que envolvem José Sócrates.
O PS tem sondagens que mostram que o Bloco de Esquerda está a captar os descontentes do PS, que por motivos históricos não se sentem confortáveis votando PCP, mas que querem dar o seu voto ao BE, como protesto.
O PS e o Governo de José Sócrates estão a tentar tudo por tudo para evitar a sangria de votos do seu eleitorado mais à esquerda.
Primeiro avançou Manuel Alegre. Andou misturado com o BE, por ali andou também Carvalho da Silva, que quer descolar do PCP e ir para o PS mas que ronda o BE.
Depois veio a história dos casamentos homossexuais e o apelo do Primeiro Ministro para que as pessoas vissem o filme ... Milk . Sublinho Milk, que conta a história de um político homossexual!!! Este apelo de José Sócrates mostra que em política há cada coincidência...
A seguir avançou o Ministro Santos Silva com o "gosto de malhar" ... no Bloco de Esquerda e ... na Direita.
Agora o Governo de José Sócrates deixou cair parte dos interesses do BPP, para não desagradar mais à ala mais esquerdista do PS.
Há muita gente que não sendo militante, nem se revendo no Bloco de Esquerda está firmemente decidido a votar no BE , para derrotar o Partido Socialista!
Estou absolutamente convicto da veracidade da sondagem que dá ao BE 18% das intenções de voto, porque as fontes que tenho são fidedignas.
É caso para dizer que está o milk entornado para os lados do Partido Socialista.
A três meses das eleições a tendência será para uma subida do BE.
Se o PSD não se reorganizar depressa…
Blogue do advogado José Maria Martins - http://josemariamartins.blogspot.com
Em Espanha, um ministro da Justiça entra numa caçada com um juiz (Baltazar Garçon) que investiga maroscas no Partido Popular - da oposição. É apanhado a caçar sem licença e obrigado a demitir-se.
Em Portogallo, um primeiro ministro, um ministro ou um conselheiro de estado podem mentir descaradamente quantas vezes quiserem, estar envolvidos em negociatas de milhões, falsificar documentos, obstruir a Justiça colocando os amigos (juízes, procuradores, etc) nos lugares - chave, enfim: tudo o que quiserem que nada lhes acontece.
É essa a diferença entre um país civilizado, um país a sério... e este.
Por isso, Maria José Morgado está a perder credibilidade a cada dia que passa e Pinto Monteiro está no limite do estado de Graça.
Ou assumem definitivamente que Portogallo é um estado legalmente mafioso, eles são incapazes de por mão nisto e demitem-se ou então têm que mostrar trabalho.
Sócras-te colocou os irmãos Guerra em terreno, segundo a ultima bomba da Sic.
Um aprovou o licenciamento e o outro, no Interjust, "controlou" o processo judicial subsequente em (des)contacto com a investigação inglesa.
Agora é tarde para se fazer seja o que for.
Os 7 anos de paragem foram os suficientes para deixar prescrever qualquer crime de corrupção que se tivesse praticado ali.
Justiça à Portoghese...
Uma coisa para fazer inveja a qualquer Don que se preze!
Ponham aqui os olhos, ó Corleonezitos da treta!
Aprendam com quem sabe!
Carlos Guerra deu "luz verde" ao Freeport
Responsável do ICN foi consultor de Manuel Pedro
O semanário Expresso revela o nome da pessoa que deu “luz verde” ao projecto do Freeport. Carlos Guerra, que em 2002 presidia ao Instituto da Conservação da Natureza (ICN). Sem o parecer positivo do ICN, o ‘outlet’ não teria avançado. Dois anos depois, Carlos Guerra foi trabalhar como consultor privado para Manuel Pedro, agora arguído no processo.
SIC
Especial
Caso Freeport: Suspeitas em redor do licenciamento do complexo comercial em Alcochete
Primeiros interrogatórios no "caso Freeport"
Procurador-Geral da República não revela se José Sócrates será ouvido
Empresa de Charles Smith e Manuel Pedro
Consultora contratada para facilitar contacto entre investidores e autoridades Sem o parecer positivo do ICN, o Freeport nunca teria visto a luz do dia. Uma hipótese que esteve prestes a acontecer já que só à terceira é que o ICN aprovou o projecto.
A entidade presidida na altura por Carlos Guerra tinha o poder de veto em termos técnicos e rejeitou a projecto em finais de 2001, mas em Março de 2002 viabilizou a obra desde que fossem feitas algumas alterações.
Um parecer que serviu de base ao então secretário de Estado do Ambiente para assinar a obrigatória declaração de impacte ambiental.
Contactado pelo Expresso, o actual director do Gabinete de Políticas e Planeamento do Ministério da Agricultura admite que trabalhou directamente para Manuel Pedro entre Fevereiro e Dezembro de 2004. Lembra também que durante esse período não tinha qualquer ligação à administração pública.
Pela mão de Manuel Pedro, o arquitecto Carlos Guerra foi depois trabalhar para uma empresa da Sociedade Lusa de Negócios que fez o plano de pormenor de outro projecto de grandes dimensões em Alcochete, o núcleo turístico da Barroca d'Alva.
Mais tarde voltou à administração pública para exercer funções na Direcção geral de Agricultura e Pescas do Norte, de onde saiu em finais do ano passado para se tornar no responsável nacional do Plano de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura.
Esqueceram-se foi de dizer que o PS - a Acçao Socialista no tempo de Santos Silva - fez o mesmo com Paulo Portas, disfarçando-o de virgem Maria e com Durão Barroso caricaturando-o por mais do que uma vez.
E não há mal nenhum nisso. Claro.
Trata-se de humor.
Mas humor é para pessoas inteligentes.
Seria uma boa medida se as coisas no Portogallo fossem transparentes. Mas não são.
Portanto, saber quem é que se vai abotoar de facto, com estes 4 milhões.
Será um instituto criado à ultima da hora ou... os bancos?
E quais são as empresas que se podem candidatar a estes fundos?
E para fazer o quê?
Se se cumprirem os trâmites e as burocracias normais, 99% dos operadores turísticos ficarão impedidos de se candidatar a estes fundos - tal como está a acontecer com as ajudas à industria automóvel às quais até agora conseguiram candidatar-se... 1 empresas - 1!
E portanto os 4 milhões irão para 3 ou 4 empresas de gente amiga, como de costume.
Manuel Pinho ficou incomodado pelo facto de a Sic informar gratuitamente os portugueses.
Coisa que ele propositadamente não faz.
Gasta o dinheiro dos portugueses a vender-lhes propaganda, mas cuidadosamente nada informa sobre coisa nenhuma.
Através da Sic ficámos a saber que quem quiser painéis solares comparticipados tem que se dirigir aos bancos.
Mais uma negociata, pois claro.
Com esta governança, a intenção é que todos os negócios passem pelos bancos que, para além de venderem o dinheiro, também vendem agora os produtos subsidiados por quem não tem dinheiro para comprar paineis solares (a esmagadora maioria dos portugueses), e que alguns felizardos vão adquirir com o dinheiro que também compram.
Confuso?
É Portogallo!...
Vamos fazer aqui uma pausa no Carnaval para falar de coisas sérias
Pergunta-se:
Não haverá ninguém no PS que se oponha a este desqualificado?
Um tipo que não percebe nada de coisa nenhuma, não é especialista em nada, nem sequer uma licenciatura decente tem, um claro mentiroso, com um passado que fede pior que o Planalto Beirão ou a Cova Beira (de que era sócio do António Morais, o tal que ele nunca tinha conhecido ANTES da universidade)?
Eu já nem quero saber disso, nem dos documentos falsos no Parlamento, nem do Freeport, nem da Nova Setúbal, nem dos projectos dos barracões da Guarda, nem de nada dessas tramoias que não convencem ninguém da sua absoluta inocência.
Tal como o amigo Pedroso e a Casa Pia.
Mas não há dúvida de que este país bateu mesmo no fundo. E não apenas no endividamento externo.
Como é possível que um país destes tenha chegado a este ponto?
Temos mesmo que continuar a rir, senão um tipo até fica doente com tanta miséria intelectual chancelada pelo povo mais demitido da história europeia.
Autarcas da oposição opõem-se às conclusões de um relatório interno da autarquia que ilibam José Sócrates.
O já célebre caso dos projectos de obras na Guarda assinados pelo engenheiro técnico José Sócrates, hoje Primeiro-ministro, passou a caso de polícia.
Os vereadores do PSD da Câmara Municipal da Guarda enviaram já uma queixa formal à Procuradoria -Geral da República (PGR) e à Polícia Judiciária (PJ). Estes projectos, mais de 20, seriam da autoria de técnicos da Câmara impedidos de o fazer e que foram assinados por José Sócrates, o que é ilegal.
Os autarcas da oposição opõem-se às conclusões de um relatório interno da Câmara Municipal da Guarda, elaborado por técnicos superiores da autarquia, dependentes do Governo do Partido Socialista, e que ilibaram José Sócrates de qualquer irregularidade no processo. Agora, a bola engrossou e está do lado da Polícia e da Justiça.
Em 2007, o jornal Público denunciava que 23 projectos assinados por José Sócrates, na zona da Guarda, tinham sido elaborados por técnicos camarários locais, o que é proibido, e assinados por Sócrates, o que é crime. O facto foi admitido a uma rádio local pelo, na altura, presidente da Câmara da Guarda, Abílio Curto.
Olhando para o processo de uma casa de Covadoude a situação parece evidente. A letra dos cálculos do betão é similar à letra de um dos técnicos da Câmara que aprovou o processo, o engenheiro Fernando Caldeira.
Em 2007, o Público falou com as pessoas que encomendaram as 23 obras assinadas por Sócrates e todas, menos uma, reconheceram ter encomendado as obras a técnicos da Câmara.
Foi o caso de uma moradia e armazém em Porto da Carne. O dono reconheceu ter pago a obra ao engenheiro Fernando Caldeira, actual director de obras municipais da Câmara da Guarda e que, na altura, era técnico na mesma autarquia.
Desde que o caso se tornou conhecido, Abel Beirão tem-se recusado a reafirmar as suas declarações. Fernando Caldeira recusou-se a falar para a TVI, mas reconheceu, em 2007, ter colaborado com José Sócrates.
Uma comissão interna da Câmara da Guarda analisou o caso das casas assinadas pelo engenheiro técnico José Sócrates. A comissão não interrogou nenhum dos técnicos, não falou com as pessoas que encomendaram as obras, mas conseguiu negar que Sócrates tivesse assinado projectos que não eram seus, eventualmente a troco de dinheiro, dizendo:
«1. Foi publicamente declarado pelo autor dos projectos, a sua autoria e responsabilidade; 2. Facto este que é reconhecido notarialmente em vários documentos da época, constantes em processos».
Fica, portanto, por perceber a razão que levou a comissão interna a não se interrogar a respeito de um facto espantoso: há dezenas de assinaturas diferentes de José Sócrates ao longo dos processos.
Das duas, uma: ou o actual Primeiro-ministro nunca assina da mesma maneira ou as assinaturas não são dele. Esta ilegalidade é desvalorizada pelo actual presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente.
A oposição local tem uma opinião diferente. Os vereadores do PSD, descontentes com as conclusões do relatório interno da Câmara da Guarda, enviaram uma queixa à PGR e à PJ para que o caso seja analisado por entidades independentes.
Provavelmente nunca se saberá nada.
Na paisagem da Guarda, ficam as casas assinadas pelo actual Primeiro-ministro. São tão populares que até têm vídeo no Youtube com música a condizer.
«Nova Setúbal»
Sócrates assinou plano de pormenor inexistente
A promotora da construção é participada da SLN e tem fortes ligações ao BPN.
José Sócrates aprovou em 2001, como ministro do Ambiente, o estatuto de imprescindível utilidade pública de um plano de pormenor de um projecto em Setúbal, sem que o dito plano existisse na realidade.
É um caso de alegado favorecimento que envolve o nome do actual Primeiro-ministro e outro ministro de então, e que diz respeito ao projecto imobiliário «Nova Setúbal», considerado de grande importância pelo Governo.
A empresa promotora da construção é participada da Sociedade Lusa de Negócios e tem fortes ligações ao Banco Português de Negócios (BPN).
De uma só vez, em poucas horas de uma manhã, perante o olhar das autoridades, quase 800 sobreiros centenários vão abaixo.
A autorização para o abate chegou pelas mãos da autoridade florestal, no desfecho, ainda que provisório, de um processo complicado e questionável.
O processo começou em 2001 quando a autarquia de Setúbal, então socialista, requereu a imprescindível utilidade pública para o Plano de Pormenor do Vale da Rosa e Setúbal Oriental, uma zona fora da cidade, com povoações de sobreiro.
A carta enviada para o Ministério da Agricultura está datada de 7 de Novembro. Apenas 12 dias depois, um verdadeiro recorde, é publicado em «Diário de República», o despacho conjunto dos ministérios da Agricultura e Ambiente, a decretar o dito plano como de imprescindível utilidade pública.
O despacho é assinado pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e pelo colega do Ambiente, José Sócrates.
O problema é que o Plano de Pormenor, considerado de imprescindível utilidade pública, só viria a ser aprovado anos depois.
Em 2008 é finalmente publicado em «Diário de República». Ou seja, os dois Ministérios aprovaram um plano que não existia. O mesmo é dizer que não conheciam.
Além do mais, a aprovação é dada sem uma avaliação de impacto ambiental.
O estatuto de imprescindível utilidade pública é dado com base na infra-estrutura desportiva a construir, ou seja, o futuro campo do Vitória Futebol Clube.
Na zona onde se abateram os sobreiros vai nascer apenas um centro comercial junto à estrada para o Algarve. Noutra zona povoada por árvores vão erguer-se casas 7500 fogos para 30 mil pessoas, ou seja, um terço da população actual da cidade.
Longe de tudo isto, está o esperado estádio de utilidade pública, que está previsto para uma zona deserta, a dois quilómetros da área do abate.
A promotora do empreendimento, a empresa Pluripar, escusou-se a prestar esclarecimentos sobre o caso. A empresa disse apenas que a lei do montado, que protege os sobreiros, foi cumprida para as árvores abatidas.
A Pluripar não adiantou qualquer outro pormenor sobre o processo. A empresa é participada pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), esteve no universo do BPN e dois dos membros da direcção, entre eles o até há pouco tempo presidente, Emídio Catum, têm ligações directas com o banco.
Contactado pela TVI, o presidente da câmara em 2001, Mata Cáceres, defende que não houve qualquer ilegalidade no processo, nem tão pouco favorecimento ou tráfico de influências. O certo é que o despacho assinado pelos ministros da Agricultura e Ambiente é feito dias antes das eleições autárquicas. Curiosamente, nessa altura, Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, era deputado municipal em Setúbal.
A Polícia Judiciária chegou a investigar o caso, mas sem grandes novidades até agora. O processo continua no Departamento de Investigação e Acção Penal de Setúbal. Em causa poderão estar crimes de prevaricação, corrupção passiva para acto ilícito e abuso de poder.
Como se pode ver, não sou apenas eu quem pensa desta forma.
Muito boa gente também...
(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
(cliquem abaixo. Vale bem a pena ler quem tem esta lucidez e chama os bois pelos nomes).
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
Notas:
1 - A igreja não perdoará a Sócras os casamentos dos homossexuais. Mais de 1 milhões de votos de católicos sem livre-arbítrio vão à vida.
2 - Não vejo os não católicos reformados a apoiarem isso, também (30% da sua base eleitoral, ou mais).
3 - Nem os professores (250 mil votos, no mínimo, incluindo as famílias)
4 - Mais de um terço dos simpatizantes socialistas não perdoarão as embrulhadas de Sócras (Licenciatura, projectos, Freeport)
Pergunto:
Onde é que está a vitória assegurada?
Mas nem tudo é negro...
99% das empresas em dificuldades fecharão em Portugal.
As poucas que crescem... as de papel higiénico (pudera!), vão crescer para a Galiza!
Portugal pode conhecer a prazo clima de revolta, diz Mário Soares
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1141866
Mário Soares considera que sem transparência no País, em especial no sector da banca, Portugal poderá conhecer a prazo um clima de revolta.
O ex-presidente da República afirma que é preciso esclarecer o que se passou no Banco Português de Negócios (BPN) e no Banco Privado Português (BPP).
Mário Soares considera que é preciso esclarecer casos BPN e BPP
Para Mário Soares a falta de transparência, particularmente no sector da banca, pode levar a que Portugal venha a conhecer a prazo um clima de revolta e acontecimentos de gravidade.
«Espero que se saiba o que se passou no BPP e no BPN. Tudo tem de ser esclarecido. É preciso transparência no País, se não é impossível haver confiança. Isso gera revolta - e não estamos imunes que isso aconteça em Portugal. Há alguns generais, dois que eu me lembre dois, que já dizeram que é preciso cuidado com as Forças Armadas porque há um certo mal-estar», disse.
O antigo presidente da República insistiu nesta tónica.
«Como é que as pessoas podem aguentar que o Estado vá salvar um banco onde se sabe que há roubalheiras absolutas e fique tudo na mesma e aqueles continuem a dirigir os bancos depois do Estado lá meter o dinheiro dos contribuintes?», interrogou.
«É preciso que digam porque razão gastaram nisso [no BPN e BPP] e não em outras coisas», acrescentou.
Mário Soares afirmou depois estranhar «o clima de silêncio» existente a propósito destes casos com o BPP e BPN.
«Espero que não haja opacidade. As pessoas têm de saber o que se passou», adiantou o fundador do PS.
Há casos na justiça que devem ser «rapidamente esclarecidos»
O ex-Presidente da República referiu-se também indirectamente ao caso «Freeport», dizendo que há casos na justiça que devem ser «rapidamente esclarecidos».
«É preciso esclarecer o que se passa, porque há muitas pessoas com dúvidas sobre a justiça», afirmou.
Mário Soares aludiu aos «muitos processos que começaram e não acabaram».
«Há investigações e há fugas da justiça que não se sabe de onde vieram. Tudo isto são questões importantes que devem ser esclarecidas. Acho que tudo deve ser rapidamente esclarecido mas, quem sou eu para pedir isso?», comentou o ex-chefe de Estado.
O fundador do PS questionado sobre a actual crise com que Portugal e o mundo se defrontam disse acreditar que é a história demonstra que estes períodos são transitórios. O antigo presidente considera ainda que com a ajuda da ciência e da criatividade dos portugueses será possível criar melhores condições para ultrapassar os problemas.
Os alertas de Mário Soares foram feito, na terça-feira à noite, numa conferência promovida pelo INATEL subordinada ao tema «Novas respostas e Novos desafios».
Está Bem... Façamos de Conta
"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve
invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.
Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir
montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris
irrepreensível.
Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aosprodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos / figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva".
Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).
Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não
me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade".
E Manuel Alegre também.
Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.
Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do
procurador-geral da República.
Façamos de conta que não há SIS.
Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria
dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos.
Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.
Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja.
Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo - Jornal de Notícias
Sei bem da hipocrisia que tomou conta da população portuguesa - especialmente da classe média - em que toda a gente quer mostrar aquilo que não é.
Usam-se todos os recursos, recorre-se a todos os expedientes no único propósito de se continuar vivendo o dia a dia entre o pagamento de um empréstimo até ao pagamento do próximo crédito ao consumo.
Bom. E até isso se compreende. Há filhos e famílias para se sustentar.
Mas isso não é razão suficiente para que se ultrapassem todos os limites da Decência e da Honra.
Eu, aos 48 anos, tenho o maior orgulho em ter cortado radicalmente com todos os inúteis, todos os hipócritas e (ultimamente) todos os ladrões que comigo se cruzaram na vida. Também não foram muitos, felizmente.
Não me era possível continuar a conviver com aqueles que, nas costas dos amigos (todos sem excepção!), os esgalham de alto a baixo.
Nem daqueles que usam os amigos e os amigos dos amigos para conseguir negócios e vantagens e, mesmo assim, continuam a maldizer de todos.
Não é possível suportar a hipocrisia e a maledicência permanente que grassa em Seia - e provavelmente não só - fruto de uma frustração de anos que não termina nunca.
Os maledicentes profissionais de Seia continuam a cortar em tudo e em todos sem apresentar nenhuma alternativa a coisíssima nenhuma.
Apenas na esperança que isto mude para que "os amigos", uma vez no poleiro, depois lhes confiram as vantagens esperadas.
É tão estúpido como impressionante.
À falta de debate político, à falta de informação, à falta de propostas e alternativas por parte da oposição, incrivelmente adormecida desde Outubro de 2005, a isto se reduziu a luta política e partidária em Seia: a um conjunto de interesses que se querem manter versus um conjunto de interesses que se querem adquirir.
Com poucas excepções.
Pois a mim têm que me riscar dessa lista de ignomínia.
Critico quando acho que tenho razões para isso - apontando sempre as soluções que eu considero correctas - e aplaudo quando a minha consciência a isso me impele.
Não vem isto a propósito de nada em especial. Era para ser um desabafo.
Mas já que estamos a falar em chamar os bois pelos nomes, aqui vão algumas mensagens, para quem as quiser ler:
1 - Estrada Seia - Sabugueiro. Está impraticável. Por mero exemplo, na Sra do Espinheiro, para quem sobe, a toda a largura da estrada formou-se uma cratera que impede a circulação. Quem ali cair, com uma certa velocidade, parte o carro de certeza. Numa época em que todos nos viramos para o Turismo, como tábua de salvação para esta região, aquilo não faz sentido nenhum.
A oposição fala nisso? Pelos vistos nem sequer lá passa...Não.
2 - Feira do queijo. Como já escrevi, há que resistir à tentação de empaturrar o povo com queijo que é devorado acto-contínuo. A Requalificação da Feira do queijo passa exactamente pelo contrário. Pela qualidade. Pela decência. Pela exposição correcta de produtos. Por provas organizadas pelos expositores. E, acima de tudo, por se pagar o que se consome.
A oposição tem alguma ideia para isto? Não se conhece.
A minha está nas actas da AM.
Em Seia, à semelhança do que acontece noutras cidades vizinhas, resistiu-se à tentação de transformar a Feira do queijo noutra coisa qualquer que forçosamente descaractariza e desvaloriza o produto que se pretende promover. Já é positivo.
3 - O trânsito em Seia está um caos.
Os semáforos à nova igreja provocam engarrafamentos monumentais e perfeitamente escusados à hora de ponta, pois 95% do tempo em que a av 1 de Maio está parada não há ninguem a descer a rua da Igreja. Já houve denúncias da situação. É preciso corrigir isso. O sinal de proibição de voltar á esquerda também está a mais de 50 metros do semáforo. Devia estar perto do semáforo. As pessoas acabam por esquecer-se, na fila, que não podem voltar à esquerda.
A oposição fala nisto?
Não.
Não deram conta ainda.

4 - Positivo o sentido proibido descendente para a escola secundária. Lamenta-se que seja apenas por causa das obras. Não há, naquela ruazita estreita, espaço para 2 sentidos. E, na hora de ponta, ainda mais com carros estacionados do lado direito. Já há, afinal - ao contrário do que me tinham dito - uma placa a anunciar o desvio no cruzamento anterior.
Aqui está a prova de que é sempre necessário ir ver com os próprios olhos e não acreditar em quem difunde informação.
5 - Para quê a polémica em torno do "jardim" da EDP ser transformado num parque de estacionamento?
Mas qual jardim? Alguém tem acesso aquilo? Tivemos, sim, durante anos.
Eu próprio o frequentava com os meus amigos nos anos 70.
Agora ninguém tem.
Os cisnes primeiro, depois os patos, há muito morreram.
Aquilo não é nada.
Não há, sequer, acesso ao público, para além do perigo que sempre representou para as pessoas e crianças que se debruçam sobre o muro. Caíram alguns lá abaixo, em tempos.
Se as 60 pessoas que lá trabalham estacionarem ali 30 carros, serão 30 lugares que se ganham no reduzido estacionamento local.
Eu só posso achar bem.
O que acha a oposição?
Nada.
Desde 2005 que a comissão política do PSD nem sequer reune com os vereadores, para tratar de qualquer problema que seja. Por isso, chamo a este o presidente-zero.
6 - Estacionamento na Av Luis Vaz de Camões: Acabou. Ninguém estaciona em frente aos edifícios jardim, Tribunal e Casa da Cultura desde que as Finanças para ali vieram.
Os funcionários têm lugar próprio. Assim sendo, não se percebe tanto afluxo. Também não há assim tanta gente nas Finanças...
O problema é que as pessoas já vêm estacionar ali porque não encontram mais próximo do centro. Está tudo a rebentar pelas costuras. Já nem atrás dos edifícios Jardim I, II e III há lugar.
A prova disso é que nas manhãs de sábado e domingo há mais lugares livres na avenida Luis V Camões do que os ocupados nos mesmos estacionamentos.
É urgente a criação de espaços para estacionamento. Nesse sentido o parque da EDP contribui no sentido positivo, já que aquilo, presentemente, não é nada.
(continua).
Armando António Martins Vara
Dados pessoais:
Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança
Nacionalidade: Portuguesa
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
Mandato em Curso: 2008/2010
Formação e experiência Académica:
2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
Com 56 anos só é licenciado há 4!!!
E entretanto já foi isto tudo - apenas com o 7º ano do liceu (ou se calhar com o 5º, ou com o 2º do ciclo! Sabe-se lá...):
2001/2005 - Director e Director Coordenador na Caixa Geral de Depósitos, SA
Setembro 2000/Dezembro 2000 - Ministro da Juventude e do Desporto do XIV Governo Constitucional
Outubro 1999/Setembro 2000 - Ministro-Adjunto do Primeiro Ministro do XIV Governo Constitucional
1997/1999 - Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna XIII Governo Constitucional
1995/1997 - Secretário de Estado da Administração Interna XIII Governo Constitucional
Deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI e VII Legislaturas
Vice-Presidente das Comissões Parlamentares de Equipamento Social e de Juventude
1987/1991 - Membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa
Agora melhor:
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516
Extraordinário...
CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS!
Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do amigo, José Sócrates...
Pinócrates...
Vítima de "Campanha Negra"...
*O homem é só azares… Irra!
Parece que sim, Sócrates está a ser vítima de uma, imagine-se ... "campanha negra".*
*Uma "campanha negra" que não é de agora:*
- No dia 13 de Fevereiro de 1992 aparece na Assembleia da República um Registo Biográfico FALSIFICADO com a sua própria letra. Até hoje, NINGUÉM foi capaz ainda de explicar como foi possível aparecerem 2 cópias escritas por ele próprio, cada uma delas com informações diferentes sobre as suas habilitações literárias e profissão.*
*- No dia 08 de Setembro de 1996, a um DOMINGO, enquanto grande parte dos portugueses ia à missa, José Sócrates "licenciou.se" em "engenharia civil".
Já nem vale a pena falar na "campanha negra" que foi a equivalência de 26 disciplinas, no exame por FAX ou no amigo-professor-António Morais que lhe fez os "exames".
Mais tarde, no âmbito da mesma "campanha negra", José
Sócrates encerra a Universidade que lhe deu o curso, face ao conjunto de vergonhas que se foi sabendo, e antes que se viesse a saber mais alguma coisa.*
- Em 13 de Maio de 2008, há uma "campanha negra" que apanha José Sócrates a fumar num avião desobedecendo, em absoluto, àquilo que ele próprio tinha legislado e que antes mesmo já não era permitido em aviões. Queixinhas, informou os jornalistas que não tinha sido só ele, também o Ministro Manuel Pinho o tinha feito. E para completar a "campanha negra" ... NÃO PAGOU A MULTA!*
*- Em 31de Janeiro de 2008, a "campanha negra" continua. O jornal Público denunciava que Sócrates assinava projectos de casas na Guarda das quais não era o autor mas sim Manuel Caldeira, funcionário da câmara municipal da Guarda e um colega de "curso" da Universidade Independente (dos 22 projectos localizados por amostragem, 16 foram aprovados em menos de um mês; desses houve nove aprovados em menos de dez dias e, destes, três em menos de três dias). *
- Desta "campanha negra" voltou-se recentemente a falar quando o Presidenteda Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, também este colega de "curso" de Sócrates na Universidade Independente (irrra ... sempre a Independente) e autor de um dos projectos que Sócrates assinou, arquivou um inquérito feito a este caso por uma comissão "independente" feita por empregados ... da própria autarquia.*
*- Agora, é o caso Freeport. Parece que tudo está claro, estão-lhe a montar uma "campanha negra", basta dizer que o tio que lhe diz que "alguém" quer 4 milhões de luvas e ele não chama a Judiciária nem o Ministério Público. Não denunciou o caso? PORQUÊ??*
*No mínimo, isto é demasiado "amador", qualquer criança denunciava IMEDIATAMENTE o facto.*
Este texto não é meu - circula na net - mas eu não me importava nada que fosse.
Se eu propusesse uma iniciativa destas, aqui em Seia, caía o Carmo e a Trindade!
Mas como foi a JSD nacional... já pode ser.
E até a Ferreira Leite apoia.
As pessoas, por aqui, reconhecendo - no fundo - as suas muitas limitações, habituaram-se a pensar pequenino.
E a fazer menos ainda.
Que longe estamos da Inteligência de Lisboa!
Como é que diz o Pacheco Pereira? - «Os imbecis do meu partido, que nada tem a ver com o PSD...»
Mas nem serão imbecis: acho que é estupidez, apenas.
E quando a estupidez é explicação suficiente não é necessário procurar outra.
Benza-os Deus...
Estes outdoors aparecem com 2 anos de atraso, pelo menos. Há 2 anos já estavam perfeitamente justificados e os efeitos de desgaste e alerta popular não deixariam Pinócrates atingir os incríveis níveis de popularidade que atingiu. Claro que, neste momento, já perdeu grande parte deles.
Mas permanece ainda a dúvida em milhões de portugueses.
Estes outdoors seriam, de facto, utilíssimos há 2 anos.
Hoje, confundem-se e dissolvem-se na pré-campanha eleitoral e perdem grande parte da carga que, de facto, possuem.

Mas, pronto... é melhor que nada...
Um partido tem que fazer alguma coisa e lembrar às pessoas que existe. É sempre preferível do que permanecer parado, inactivo, numa letargia infinda.
Só aqui em Seia é que a "comissão política" do PSD (Mas qual comissão? 2 ou 3 pessoas que se reunem na véspera das AMs?) não percebe isso.
Ou se calhar até percebem... se calhar falta - há 3 anos - é quem conheça as pessoas do concelho e quem saiba fazer alguma coisinha no terreno...
De qualquer forma, 3 anos e meio de sono prolongado ainda não são suficientes.
Paciência.
Deixá-los continuar a dormir. Não se deve acordar ninguém a meio de um sono profundo, que é perigoso...

Olhando para os nomes que constam na tabela do texto abaixo, surgiu-me este tema que é recorrente na atrasada sociedade portuguesa, embora surpreendentemente menos no interior do que nas grandes cidades.
O pedantismo - consequência directa da estupidez, ou pelo menos de falta de inteligência - pode encontrar-se em todos os actos sociais.
A começar pelo nome que as pessoas usam para se fazerem conhecer socialmente.
Aqui no interior - é certo - pouco se tem seguido a moda palonça de se escolherem os apelidos em vez dos nomes que os nossos Pais nos atribuíram e que nós damos aos nossos filhos.
Em primeiro lugar deve dizer-se que ninguem é obrigado a ficar com o nome que os pais decidiram dar-lhe. Pode mudá-lo ao atingir a maioridade.
Mas não é isso que se verifica.
O que se verifica é a estupidez de os tugas preferirem ser conhecidos pelos apelidos em vez de pelos nomes próprios.
Uma coisa surpreendente e inédita em todo o mundo civilizado, onde as pessoas são conhecidas pelo nome próprio e pelo apelido de família.
Ex: George Bush, Angela Merkel, José (Maria) Aznar, José (Luis) Zapatero, Nicolas Sarkozy, Ronald Reagan, Barak Obama, Adolf Hitler - e até em culturas e alfabetos totalmente diferentes dos nossos: Vladimir Putin, Mao Tse-Tung, milhões de exemplos...
Este pedantismo da troca / baldroca dos nomes, em Portugal, é um insulto, no mínimo, aos Pais de cada trocador.
Mas não se fica por aqui, o pedantismo. Há variações ainda mais maquiavélicas.
Outra habilidade costumeira é escolher-se um dos apelidos em vez do outro, por ser menos incómodo.
E disso há muitos exemplos aqui no interior.
Acham, os próprios, pedantemente, que essas estratégias conferem mais "status". E por isso o fazem.
Os portugueses valorizam, acima de tudo, o seu relacionamento com os que os rodeiam. Que também são portugueses e fazem a mesma coisa.
Mesmo que esse relacionamente seja completamente falso e hipócrita.
Assumem, os iluminados, ao receber um canudo, que a partir desse momento passam para outra dimensão. Passam a seres superiores e portanto pretendem demarcar-se socialmente logo a começar pelo nome que, acto-contínuo, cuidadosamente mudam.
Onde? Nas placas dos escritórios, dos ateliers, dos consultórios.
A seguir é pela roupa e pelo carro, casa, etc...
Chama-se a isto pedantismo puro.
Uma doença muito em voga há 2 gerações, com origem nas "boas" famílias de doutores que assim ganharam diferenciação social em Coimbra, meio predominantemente rural onde se detectou a primeira necessidade de que os jovens licenciados, vindos da aldeia, se destacassem do meio rural de onde provinham para ganharem credibilidade académica ou científica (tudo treta) junto dos seus pares e dos seus clientes.
Procedimento que se generalizou e se foi estendendo a Lisboa e ao Porto onde o mesmo fenómeno se verificaria.
Mas, felizmente, aqui pelo interior essa fragilidade intelectual não se propagou muito.
Por exemplo, na lista abaixo, apenas 1 interveniente não se faz conhecer pelo seu Nome próprio. (E tinha que calhar na minha Terra, claro!). Mas pode não ter sido propositado. Em Coimbra ainda é comum que as pessoas sejam tratadas assim...
Todos os demais se fazem conhecer pelos nomes próprios: João, Francisco, Carlos, António, José, Joaquim, Álvaro, Júlio...
O pedantismo existe e caracteriza logo que tipo de inteligência o envolve.
Ninguém se chama Santana Lopes. Chama-se Pedro Lopes.
Ninguém se chama Durão Barroso. Chama-se José Barroso.
Ninguém se chama Cavaco Silva. Chama-se Aníbal Silva.
Ninguém se chama José Sócrates. Chama-se José Sousa.
Mas há quem se chame Mário Soares, Jorge Sampaio, Alberto (João) Jardim.
É muito mais frequente esta troca e baldroca nos simparizantes do PSD do que nos do PS e isso também devia ser estudado.
Por exemplo, neste governo, só 3 ministros fazem a troca/baldroca:
1 - José Sousa troca para José Sócrates (primeiro e segundo nomes próprios), ignorando completamente as famílias - Carvalho e Pinto de Sousa - de que provém.
2 - Fernando Santos troca para Teixeira dos Santos por puro pedantismo já tratado.
3 - Mário Correia troca para Mário Lino (os 2 nomes próprios) desprezando o nome da família, tal como faz José Sócrates.
Ao contrário do que pode parecer José Gago não chega bem a trocar para Mariano Gago, porque Mariano é também um dos seus nomes próprios. José Mariano Rebelo Pires Gago. Resolveu assim o problema. E percebe-se que o tenham chamado por Mariano desde criança. É menos comum que José.
Todos os restantes ministros se fazem tratar normalmente. Nome próprio e apelido: Luís Amado, Pedro (Silva) Pereira, Nuno (Severiano) Teixeira, Rui Pereira, Alberto Costa, Francisco (Nunes) Correia, Manuel Pinho, Jaime Silva, José (Vieira) da Silva, Ana Jorge - que substituiu o pedante Correia de Campos - Maria (de Lurdes) Rodrigues, José (António) (Pinto) Ribeiro, Augusto (Santos) Silva.
Aqui em Seia nunca tivemos razão de queixa. Tivemos um Jorge Correia na Câmara, depois um Eduardo Brito, que teve pela frente um Nuno Vaz, e agora vamos ter um Carlos Camelo - que podia ser facilmente um Carlos Figueiredo (último apelido), se o Carlos fosse um pedante e pretendesse, como outros fizeram, fugir ao incómodo do apelido Camelo (um apelido tradicional e muito comum em Seia) - contra um .... Pina Prata???
Não! Contra um Horácio Prata.
Senão, será contra... um Albano Figueiredo. Correcto.
Ou in extremiis um... Andrade Ferreira???. Não um António Ferreira.
Assim é que está certo.
Assim é que não somos - nem fazemos dos outros - estúpidos.
Como o tempo é pouco, aqui vai.
1 - Gonçalo Amaral. A sua derrota política é um passo no sentido correcto dado por Ferreira leite. Amaral personifica o que de pior a Judiciária tem. E o país. Ser mediático - pelos piores motivos - não pode ser suficiente para se ser candidato. Medida correcta.
2 - A droga venceu o velho Lido. A Amadora perdeu o centro comercial abandonado e alguém vai ganhar muito com o negócio imobiliário. Se é que ainda há quem queira investir...
3 - A criminalidade no Porto não pára. Nem em Lisboa, aliás. Hoje soubemos que 2 grupos, a acreditar na polícia (coisa que eu garanto que não faço), assaltaram 2 farmácias na mesma rua e o Intermarché de Avintes e mais não sei o quê. Só se sabe isto porque foi tudo na mesma noite e o desgraçado do gerente do Intermarché levou um tiro na cara. Mas isto é todos os dias. Basta abrir o Correio da Manhã.
Se a polícia apanhar um só das centenas de ladrões que assaltam diariamente este país, faz uma festa para abrir os telejornais.
Mas, por cada um que apanham, mais de 1000 percebem que a probabilidade de serem apanhados é igual à de lhes sair o totoloto e começam calmamente a "trabalhar".
Uma verdadeira vergonha, a investigação policial em Portugal.
Uma verdadeira vergonha.
Há 3 perguntas que eu faço, na sequência desta trapalhada toda que se vive hoje – o caso Freeport.
E a primeira é: alguém, em Portugal, acredita que Sócrates tirou de facto uma licenciatura limpa?
A segunda é: alguém, em Portugal, acredita que aqueles projectos na Guarda foram da sua autoria?
Nesta sequência, vem a terceira:
Alguém acredita, em Portugal, que Sócrates está completamente inocente nesta história do Freeport?
Mesmo que esteja inocente a verdade é que ninguém nisso acreditará, neste momento.
E então Sócrates tem condições para governar debaixo de toda esta suspeita?
De maneira nenhuma!
Ele agora calar-se-á à espera que os seus comissários políticos e a justiça (leia-se os amigos que tem colocados nos mais altos cargos no aparelho judicial) façam o trabalho dos bombeiros para apagar a fogueira e o tempo fará o resto. Como diz Jorge Coelho: há muita pouca memória na sociedade. Passados 6 meses…
Aquilo passa e este será mais um inqualificável episódio que envolve este primeiro ministro e as fortes suspeitas públicas sobre a sua honorabilidade, sobre a sua rectidão, sobre a sua honestidade, já por duas vezes questionadas no passado. De modo que esta é a terceira vez que as vemos – a honestidade, a honorabilidade, a rectidão do 1º ministro – altamente questionadas publicamente.
Falta a quarta, a quinta, a sexta…
E eu desconfio que é só uma questão de tempo até que as próximas apareçam.
É que quando a Justiça não funciona contra os fortes, outra coisa – a praça pública - toma o seu lugar.
Ninguém pense que controla a sociedade.
Pode controlar muitos órgãos de informação durante algum tempo. Como aconteceu com este governo.
Mas, como se vê claramente neste caso, é impossível controlar todos os órgãos durante todo o tempo.
Este primeiro ministro tem a sua imagem absolutamente degradada e vai arrastar consigo a imagem dos mais altos dignitários da Justiça, se Pinto Monteiro não puser já Cândida Almeida no seu devido lugar.
Não podemos permitir que a sua amiga e correligionária Cândida Almeida continue à frente deste processo que envolve o seu amigo, como é já público.
Não é límpido.
Pode não ser ilegal, mas é imoral.
E é mais uma desconfiança que ficará, se não for resolvida rapidamente.
Cândida Almeida – ela própria – já violou o segredo de justiça na RTP ao declarar um dos intervenientes no processo como não suspeito e outro como suspeito.
Curioso é que o não suspeito é exactamente aquele que a polícia inglesa aponta como Principal suspeito enquanto o outro – o tio – nem sequer é mencionado na carta rogatória inglesa.
Ora é fundamental que Cândida Almeida, depois das declarações que proferiu na RTP, seja afastada das investigações para que não aconteça de novo o que se passou com Paulo Pedroso, que, apesar de não acusado, não haverá ninguém neste país que não acredite no seu envolvimento no caso da Casa Pia.
Exactamente por isso. Porque o seu processo foi tratado pelos amigos.
E não pode ser.
Portanto, como não há fim à vista neste processo, nem daqui a vários anos (se não ficar esquecido na gaveta de Cândida Almeida mais 3 anos), e como Sócrates não se demite, na minha opinião o Presidente da República só tem uma solução: dissolver o Parlamento e convidar o PS a formar novo governo.
Que o PS não aceitará.
E, sendo assim, convocar eleições antecipadas.
Não há grande prejuízo. Elas vão existir na mesma e a dissolução serviria apenas para marcar uma posição que não tem alternativa.
Deixar prolongar isto até às eleições é o pior que se pode fazer.
É consolidar o pântano de desconfiança e de corrupção generalizada em que este país já está atolado.
Sei que não é isso o que acontecerá.
Mas é isso o que devia acontecer.
...ou já só existe uma alternativa a Sócras-te: a demissão.
Pedro Silva Pereira, que em 2002 - aquando da Declaração de Impacto Ambiental e da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo foram aprovadas - era secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza - deu esta garantia durante uma entrevista conduzida por Mário Crespo, na SIC.
Para o Ministro da Presidência, o caso Freeport está a viver de "suspeitas alimentadas na comunicação social".
"Tudo deve ser investigado e investigado até ao fim", disse.
Conhecedor do dossier Freeport, Pedro Silva Pereira negou que, no âmbito da alteração da ZPE, as organizações ambientais não tenham sido consultadas, garantindo que "o Governo até isso fez", apesar de se tratar de uma recomendação - "não obrigatória" - da Assembleia da República.
Segundo o ministro, a Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente foi recebida pelo Governo, no âmbito da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Sem "comentar enredos", o ministro da Presidência alertou para aquilo que disse ser a prova da "maior mentira" que estará a ser contada e que se prende com a alegada relação entre a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do projecto Freeport e alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Isto porque a DIA data de 14 de Março de 2002 e o decreto-lei que altera os limites da ZPE é de 20 de Maio do mesmo ano.
"É uma falsa relação", garantiu.
Questionado sobre a alegada existência no Ministério do Ambiente, quando José Sócrates era ministro desta pasta, de "favores a troco de dinheiro", Pedro Silva Pereira limitou-se a classificar a pergunta de "insultuosa".
Ora bem:
São estas intervenções que acabam por me reconvencer que esta gente está toda implicada nesta lixeira de favores, corrupçção e compadrio. Não me refiro apenas ao caso Freeport, que toda a gente sabe, em Alcochete e nas redondezas, como é que foi feita a coisa.
Toda a gente vendeu terrenos ou tem amigos que os venderam.
Tudo "mamou" directa ou indirectamente com a especulação imobiliária e já tinha "mamado" antes com a ponte Vasco da Gama.
A corrupção e a negociata estão no sangue do tuga.
Não vale a pena ir por aí.
A classe política mais não faz do que espelhar fielmente (e se calhar até por defeito) o verdadeiro âmago da alma corrupta tuga.
A isto chegou um antigo povo de navegadores e heróis.
O que, em qualquer parte do mundo civilizado é considerado um crime altamente censurável e socialmente envergonhante é, para nós, uma coisa normalíssima e perfeitamente natural.
Pedir favores, pagar "luvas" e "agradecer" a quem ajuda a fazer "negócios" é do mais banal que há neste país.
Este procedimento em Inglaterra, França, Holanda, Suécia, Noruega, etc, dá prisão.
Mas aqui é assim. É a nossa "cultura". Nada a fazer.
O verdadeiro negócio, no caso Freeport, não foi, de facto, a construção que se vê.
Foi o outro. O que deu 4 milhões a quem não colocou uma pedra, um vidro, uma porta.
A muitos, provavelmente.
Eu devo dizer que, neste caso, recuso-me a acreditar que Sócras tenha recebido algum. Pelo menos "algum" substancial.
Não sei porquê, mas não acredito.
Tenho a certeza - como todos temos - que o seu diploma e a sua licenciatura são falsos. Bem entendido. E que os projectos dos barracões na Guarda - toda a gente lá o sabe - não são da sua autoria.
Desse tipo de pequena corrupção ele é perfeitamente capaz, como se vê.
Agora... da corrupção mesmo??? Da grossa??? Receber milhões???
E continuava na política à espera de quê?
De que isto se soubesse?
Não acredito.
Podem ter sobrado umas migalhas, pela porta do cavalo, mas a parte de leão não foi para ele.
De certeza absoluta.
É claro que muitos se abotoaram à grande e à portuguesa. Disso também ninguém tem dúvidas absolutamente nenhumas.
Mas não só com o Freeport. Com tudo o que se constrói e quando há muito dinheiro em jogo.
Em Portugal "sobra sempre para todos", como na América Latina.
Mas quando se vê esta réplica do Sócrates (veste-se exactamente como ele, penteia-se exactamente como ele, age exactamente como ele) vir a terreiro dizer que «a desanexação da Zona Protegida do Tejo nada teve a ver com o Freeport», apetece-me reconvencer-me de tudo o que me convenci.
Estes insultos à inteligência mais banal não os aceito de modo nenhum.
Vá lá insultar quem ele quiser.
Isso é que foi um grande insulto, e não a pergunta do Mário Crespo.
Quando ouço estas marionetas apetece-me logo duvidar que a coisa possa ter sido assim tão ingénua...
Mas nem tudo é mau:
Acabámos de entrar no Guinness:
Somos o único país do mundo desenvolvido que consegue ter um primeiro ministro suspeito de forte corrupção, no activo.
A Marinha conta com mais almirantes no activo e na reserva em efectividade de serviço do que o número de navios em actividade operacional.
Ao todo, no final de 2008, existiam 52 almirantes em situação efectiva de serviço, um número superior aos 40 navios operacionais referidos no relatório e contas do Ministério da Defesa de 2007.
Face a esta disparidade numérica, a Associação de Praças da Armada (APA) considera que “o número de almirantes é exagerado”, mas o ramo liderado por Melo Gomes argumenta que, “como em qualquer Marinha, não existe uma relação directa entre o quantitativo de oficiais generais e o número de unidades navais.”
Já o meu pai dizia - e foi marinheiro 8 anos - que, a Marinha portuguesa, para vencer um único almirante, tinha que ter mais do dobro dos navios que tinha (em 1950). E, pelo menos, um couraçado.
Nós só tinhamos fragatas... e poucas.
E, na altura, já havia 3 almirantes.
Hoje há 52!
E o número de navios é aproximadamente o mesmo da época (se não for menor).
Também por aqui se vê o que é que fizeram a este país, que sempre foi do faz-de-conta.
Mas que, hoje em dia, só é do faz-de-conta, mesmo.
Primeiro-ministro disse que as suas decisões sobre o Freeport estão “de acordo com as normas em vigor”
Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país.
O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países.
A hipótese de se criar uma equipa mista, avançada pelas autoridades britânicas ainda antes do Verão de 2008, também não foi aceite. Três anos depois do início da investigação e numa altura em que se aproximam processos eleitorais, os responsáveis do Ministério Público e da PJ (na reunião esteve Cândida Almeida, directora do DCIAP; Pedro do Carmo, número dois da PJ; e Moreira da Silva, responsável pelo combate ao crime económico da PJ) deixaram claras as suas reservas quanto ao timing do processo.
Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro.
Naquela, era assumido claramente o pagamento de ‘luvas’ a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres.
A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto.
Depois de uma fase inicial de alguma euforia, o Freeport, empresa que integra capitais da família real britânica, entrou em dificuldades financeiras e alguns centros comerciais faliram mesmo.
O CM sabe que as autoridades portuguesas mostraram também alguma relutância quanto à prova recolhida pela congénere britânica. A gravação da conversa em DVD não é admissível como prova na lei portuguesa e, por outro lado, o fluxo do dinheiro detectado não aponta directamente para Sócrates. Os representantes nacionais terão entendido que o máximo que será possível apurar é um possível financiamento ao PS.
Em Haia ficou ainda assente que as investigações iriam prosseguir autonomamente.
Portugal necessita que os ingleses cumpram um pedido de fornecimento de elementos expedido em 2005 e que esteve adormecido três anos, ao passo que a investigação inglesa se apresentou em Haia com um pedido idêntico.
Foi nesse quadro de realização de uma investigação autónoma que anteontem o DCIAP desencadeou buscas domiciliárias ao tio de José Sócrates, ao escritório dos advogados que tratou da legalização do Freeport e ao arquitecto Capinha Santos, que assinou o projecto.
O pedido de colaboração à PJ de Setúbal estava previamente definido. Cândida Almeida e Maria Alice Fernandes, da PJ de Setúbal, tinham acordado os termos da ajuda. Que acabou por ser solicitada ao final da tarde de quarta-feira.
O escritório de advogados Vieira de Almeida & Associados foi visado por ter organizado a operação de financiamento do projecto e a busca foi acompanhada pelo juiz Carlos Alexandre. Os fluxos de dinheiro enviados de contas inglesas para Portugal chegaram ao escritório de Vieira de Almeida, mas esta firma apenas assume o pagamento do imóvel.
EMPRESA DAS 'LUVAS' ACABOU EM DEZEMBRO
A empresa Smith & Pedro, Consultores Associados, Lda, suspeita de ter sido a intermediária no pagamento de ‘luvas’ a políticos portugueses, incluindo o actual primeiro-ministro José Sócrates, foi dissolvida no dia 5 de Dezembro de 2008. Constituída em Agosto de 2000, teve uma primeira sede em Faro, na Urbanização do Vale da Amoreira, mudou-se em 2004 para Alcochete e acabou por ser dissolvida no mês passado quando já estava na mira das autoridades portuguesas e inglesas.
Um dos seus sócios, Charles Smith, é uma das pessoas que aparece no DVD gravado por um administrador inglês da empresa Freeport Pic, que veio a Portugal propositadamente para conhecer o destino dos milhões de euros que foram sendo transferidos para a Smith & Pedro em diversas tranches. Na presença de João Branco, engenheiro contratado pela Smith & Pedro para dar apoio técnico, o administrador inglês interrogou Charles Smith sobre o destino do dinheiro enviado para Portugal. E foi então que o sócio da empresa de consultadoria afirmou que tinha sido utilizado para pagar comissões a toda a gente.
A conversa prosseguiu e a dada altura Charles Smith, já arguido em Inglaterra, conta que tudo foi combinado numa reunião com o ministro Sócrates para facilitar o licenciamento do Freeport na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, processo que já tinha sido chumbado duas vezes e que seria aprovado pelo Governo Guterres a três dias das eleições de 2002.
INVESTIGAÇÃO NA TV
RTP: 22 MINUTOS EM SILÊNCIO
A televisão do Estado demorou 22 minutos a falar no caso Freeport. A notícia lida por José Rodrigues dos Santos baseava-se no comunicado do DCIAP – Departamento Central de Investigação e Acção Penal –, em que a magistrada Cândida Almeida esclarece que as buscas de quinta-feira foram da iniciativa das autoridades portugueses, embora confirme que receberam uma carta rogatória da polícia inglesa.
E acabou a notícia com um resumo breve do caso Freeport.
SIC: FREEPORT A TODO O VAPOR
A estação de Carnaxide recordou o processo de licenciamento do Freeport a três dias das eleições de 2002. Falou de um relatório de 53 páginas elaborado pelo Ministério do Ambiente que esperavam pareceres de várias entidades. No prazo-limite dado pelo Governo, 14 de Março, faltavam quatro. Mesmo assim o processo seguiu em frente para o secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves. Dias depois foi aprovado pelo Governo.
CAMPANHA ELEITORAL DO PS SOB SUSPEITA
As investigações ao caso Freeport indicam que o PS poderá ter sido também contemplado com uma parte dos quatro milhões de euros em comissões que terão sido pagas a vários intervenientes no processo de licenciamento do maior outlet da Europa.
Ao que o CM apurou, as suspeitas apontam para que a empresa de Júlio Coelho Monteiro, tio de José Sócrates, tenha sido um dos veículos utilizados para fazer circular o dinheiro por empresas offshore.
No essencial, as verbas terão saído de Portugal para Inglaterra, através da ISA – Investimentos Imobiliários, construtora sediada em Setúbal, e daí terão sido transferidas para offshores detidas pelo próprio Júlio Monteiro.
A confirmar-se este percurso do dinheiro, os investigadores terão extrema dificuldade em descobrir o destino final do mesmo. A partir de uma sociedade sediada num paraíso fiscal, como as Ilhas Caimão ou Gibraltar, o rasto das verbas destinadas a eventuais comissões torna-se indetectável.
Ao MP e à PJ cabe fazer o que muitos consideram impossível.
O DVD DA POLÉMICA
Administrador do freeport interroga Charles Smith:
– Qual foi o destino dos milhões de euros que a sua empresa recebeu?
Charles Smith sócio da empresa Smith & Pedro:
– Esse dinheiro serviu para pagar as comissões a toda a gente.
Administrador do Freeport faz nova pergunta:
– Como explica que tivesse de se pagar dinheiro?
Charles Smith hesita mas começa a contar a história
– O dinheiro serviu para pagar o que ficou combinado numa reunião com o ministro Sócrates (só diz o segundo nome) para facilitar o licenciamento do Freeport.
OS RICOS TIOS MATERNOS DO PRIMEIRO-MINISTRO
O primeiro-ministro, José Sócrates, tem, afinal, dois ricos tios maternos. Júlio Eduardo Coelho Monteiro e Celestino Júlio Coelho Monteiro são meios-irmãos da mãe de Sócrates, Maria Adelaide de Carvalho Monteiro.
Ambos estão ligados ao sector da construção e do imobiliário e têm algumas sociedades conjuntas. Em Setúbal construíram vários empreendimentos, nomeadamente para habitação e comércio.
A imobiliária Etermóvel, actualmente sem actividade, foi deles.
Júlio e Celestino foram também accionistas de referência da Grão-Pará, a imobiliária de Fernanda Pires da Silva. Mas, em 1989, Júlio Monteiro vendeu a sua parte nesta imobiliária e ficou apenas o irmão. Celestino ainda hoje tem 8,77% da Grão-Pará, através de uma das suas sociedades, com sede nos EUA. Primeiro estas acções pertenceram à Medes Holding LLC, sendo que, em Novembro de 2007, esta vendou as 219 acções à outra sua empresa, a Invesmon Limited.
Porém, e até ver, apenas a casa e os escritórios de Júlio Monteiro foram alvo de buscas judiciais no âmbito do caso Freeport. Júlio, de 67 anos, divorciado e natural de Vila Real, vive numa sumptuosa casa, com piscina, na zona de Cascais, e tem um Bentley e um Audi A8. É licenciado em Engenharia Mecânica.
Ao que o CM apurou, foi no sector da construção que este tio de Sócrates fez fortuna. A sua empresa, a ISA – na qual o irmão Celestino também tem uma participação – foi a grande promotora de um bloco de habitação no Parque das Nações. Júlio Monteiro tem ainda várias sociedades com Nuno Miguel Carvalho Monteiro, que será seu filho. Entres estas está a Mito Selvagem, uma empresa de comercialização de motos.
fontes ligadas à família garantem que, 'mesmo com tanto dinheiro e gostos caros, são pessoas simples'. Os tios e a mãe de Sócrates 'têm uma boa relação, apesar de se falarem de tempos em tempos', segundo a mesma fonte.
'UMA COISA ESCONDIDA QUE UM DIA SE HÁ-DE SABER'
Quando, em Julho de 2007, o tribunal condenou o ex-inspector da Polícia Judiciária de Setúbal por violação de segredo de funcionário, José Torrão avisou: 'Eu fui a cereja para pôr em cima do bolo de uma coisa escondida que um dia se há-de saber.'
Torrão, que teve intervenção em algumas diligências da investigação ao licenciamento do Freeport de Alcochete, foi acusado de ter tentado influenciar o caso e de ter fotocopiado um documento interno de planeamento que acabou reproduzido, em 2005, em ‘O Independente’.
O extinto semanário, então dirigido por Inês Serra Lopes – que foi absolvida em julgamento –, avançou então que o candidato a primeiro-ministro e ex-ministro do Ambiente, José Sócrates, estaria a ser investigado. A notícia foi desmentida mas o ex- -inspector acabou condenado por violação de segredo.
'NÃO VOTO NO PARTIDO DO MEU SOBRINHO' (Júlio Eduardo Coelho Monteiro, tio de Sócrates)
Correio da Manhã – Ficou surpreendido com as buscas?
Júlio Monteiro – Parece impossível o que me está a acontecer. Entreguei tudo o que me pediram e mais não posso dizer porque tenho de respeitar o segredo de Justiça. Sou um transmontano honesto. Quem me conhece sabe isso.
– Mas tem de admitir que o facto de terem ocorrido buscas na sua casa e empresa lança suspeitas?
– Não sou a pessoa que aparece nas notícias. Sou honesto. Se querem atingir alguém que atinjam directamente essa pessoa e não andem com rodeios. Meteram-se com a pessoa errada.
– Está a falar do seu sobrinho, do primeiro-ministro José Sócrates, e está dizer que é uma questão política?
– Não voto no partido do meu sobrinho, mas sou tio dele com muito orgulho. Ele é um rapaz muito corajoso. E só pode ser uma coisa política. Mas eu nem sou político, nem ando metido com partidos.
– Tem ou teve negócios com o seu sobrinho, nomeadamente no Freeport? Têm uma relação próxima?
– Só ajudei nuns contactos. Não posso dizer mais nada. Somos apenas família. Não há muito convívio porque ele não tem tempo. A própria mãe se queixa de que é difícil falar com ele.
'ARRANJEI ENCONTRO COM SÓCRATES'
Júlio Eduardo Coelho Monteiro, tio do primeiro-ministro José Sócrates, afirma que foi ele que arranjou um encontro entre Charles Smith, sócio da Smith & Pedro, e o seu sobrinho, então ministro do Ambiente.
A TVI deu ontem à noite alguns extractos da entrevista que o tio de Sócrates deu ao semanário ‘Sol’, em que Júlio Eduardo Coelho Monteiro afirma que foi contactado por Charles Smith porque andavam a pedir à empresa Smith & Pedro quatro milhões de contos para licenciar o Freeport.
Quando a jornalista do ‘Sol’ lhe pergunta quem é que andava a pedir o dinheiro, Júlio Eduardo Coelho Monteiro diz que não sabia muito bem, mas que lhe parecia ser um gabinete de advogados. O tio de José Sócrates afirma que disse a Charles Smith que isso era impossível e que ia falar com o sobrinho. Num contacto telefónico com o então ministro do Ambiente, José Sócrates, contou-lhe a versão de Charles Smith e ouviu da boca de Sócrates o seguinte: 'Mentira, tio. Mande o fulano falar comigo.' Júlio Eduardo Coelho Monteiro comunicou o relato da conversa a Charles Smith, que ligou para o Ministério do Ambiente a marcar a reunião.
O tio de José Sócrates não sabe com quem falou o empresário inglês, mas admite que tenha combinado o encontro com Sócrates através da secretária do ministro do Ambiente. Depois, diz o tio do primeiro-ministro, não soube mais nada: 'Não me disse mais nada, tiveram o licenciamento e nem uma palavra me disseram. Nem um agradecimento. Estou chateado por isso.'
O tio de Sócrates explicou ainda como conheceu Charles Smith: 'A mulher dele (sabe o CM que se chama Linda Smith) é administradora de um condomínio na Quinta do Lago (o CM sabe que é o LakeSide Village) e conhecemo-nos por causa disso.' Interrogado pela jornalista do ‘Sol’ sobre as offshores que estão em seu nome, Júlio Eduardo Correia Monteiro mostrou-se surpreendido por já saberem disso e exclamou: 'Essa investigação já vai avançada.'
E garantiu logo a seguir que não tinha nada a ver com o caso Freeport ou com esses dinheiros, que estava completamente fora do caso e que as suas offshores 'não foram usadas para nada disso'. E a finalizar afirmou: 'Estou a dizer-lhe isto tudo e ainda não falei com o meu sobrinho. Não sei se ele vai gostar disto ou não.'
FRASES
'Conheci o Charles Smith porque a mulher dele é administradora de um condomínio na Quinta do Lago.'
'O Charles Smith disse-me que andavam a pedir-lhe quatro milhões de contos para licenciarem o Freeport.'
'Parece que quem lhe andava a pedir esses quatro milhões de contos era um escritório de advogados.'
'Disse-lhe que era impossível e que ia falar com o meu sobrinho.'
'Liguei ao meu sobrinho e disse-lhe o que o Charles Smith me tinha dito, a história dos quatro milhões.'
'A resposta do meu sobrinho foi: ‘Isso é mentira, tio. Mande o fulano falar comigo’.'
'Falei ao Charles Smith, contei-lhe e disse-lhe para marcar uma reunião com o meu sobrinho.'
'Acho que o Charles Smith marcou a reunião com o meu sobrinho através da secretária.'
'Nem uma palavra me disseram. Tiveram o licenciamento e nem um agradecimento tive. Estou chateado por isso.'
'Offshores em meu nome? Como é que sabem isso?'
'Não sei se o meu sobrinho vai gostar disto ou não. Ainda não falei com ele.'
SÓCRATES NÃO SE LEMBRA DO PEDIDO DO TIO
José Sócrates confirma que, enquanto ministro do Ambiente, realizou uma reunião 'alargada' que contou com a presença de promotores do empreendimento Freeport e responsáveis da Câmara Municipal de Alcochete, mas não se lembra do pedido do seu tio materno, Júlio Coelho Monteiro, para receber os promotores do projecto.
'Esta reunião teve lugar por solicitação da Câmara Municipal de Alcochete. Admito, embora não recorde esse facto, que também o meu tio, Júlio Monteiro, me tenha pedido para receber os promotores de modo a esclarecer a posição do Ministério sobre o projecto', afirmou ontem o primeiro-ministro, numa nota à Comunicação Social, na qual se revela indignado e repudia as notícias que o envolvem no caso Freeport.
No mesmo comunicado, Sócrates garante que a Declaração de Impacte Ambiental favorável ao outlet de Alcochete foi emitida pelo secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves, assegurando, porém, que a 'aprovação ambiental do empreendimento cumpriu todas as regras legais aplicáveis à época', afirmando estar a ser vítima de 'insinuações e afirmações caluniosas'. O primeiro-ministro voltou também a pressionar o MP para concluir 'rapidamente a investigação'.
CRONOLOGIA
JANEIRO/2002: LICENCIAMENTO
O primeiro pedido de licenciamento da área comercial Freeport, em Alcochete, entrou na Câmara em Janeiro de 2002. O primeiro projecto foi recusado.
MARÇO/2002: REUNIÃO
A 14 de Março, três dias antes das eleições que Ferro Rodrigues perdeu, José Sócrates, governante e com a pasta do Ambiente, aprovou projecto em Conselho de Ministros.
FEVEREIRO/2005: 'INDEPENDENTE'
O Semanário 'Independente' publicou um documento com o timbre da PJ - que se veio a apurar ser falso - e que apontava José Sócrates, candidato a 1.º ministro, como suspeito.
JULHO/2007: SENTENÇA
José Torrão, inspector aposentado da PJ de Setúbal, foi condenado a oito meses de prisão por violação de segredo. Era acusado de ser a ‘fonte’ de ‘O Independente’.
SETEMBRO/2008: AVOCADO
O DCIAP chamou a si, para ser consultado, o processo Freeport, que estava há três anos no Ministério Público do Montijo. Semanas depois o processo foi avocado.
18 NOVEMBRO/2008: REUNIÃO
Dirigentes da PJ e responsáveis do Ministério Público reuniram-se em Haia, Holanda, para acertar uma possível colaboração entre as duas entidades.
DEZEMBRO/2008: DVD
Foi divulgada na imprensa a existência de um DVD que gravara uma conversa entre um administrador inglês e um sócio da consultora Smith & Pedro. Aquele falava do pagamento de ‘luvas’.
22 JANEIRO/2009: BUSCAS
O Ministério Público e a PJ de Setúbal fizeram buscas a casa do tio de Sócrates, do advogado que tratou do processo e do arquitecto Capinha Lopes que fez o projecto.
NOTAS
FREEPORT
A legalização do espaço foi feita em tempo recorde. O estudo de impacte ambiental foi aprovado em Conselho de Ministros, três dias antes de o PS ter perdido as eleições.
2005
O caso Freeport apareceu pela primeira vez em público no começo da campanha eleitoral das legislativas que puseram frente a frente Sócrates e Santana Lopes. Na altura, o semanário ‘O Independente’ falava numa lista de 15 suspeitos. A notícia deu origem a um processo em que foi condenado um inspector da Judiciária.
Eduardo Dâmaso / Tânia Laranjo / Sónia Trigueirão / Ana Luísa Nascimento / A.R.F.
in CM
Aconselho os leitores a sentarem-se porque isto que vão ler, apesar de real, é absolutamente hilariante!!!
1ª Parte
A carrinha, com apenas 4 dias de uso, foi furtada da porta do Conservatório de Música de Seia, na noite de quinta para sexta da última semana, na sequência de assalto havido (o 3º) às instalações do Conservatório, como já relatei atrás.
Agora vejam o que aconteceu a seguir:
Primeiro, não aconteceu nada.
A carrinha não aparecia.
E quando toda a gente já pensava que a carrinha nunca mais ia aparecer, eis que uma professora do Conservatório a avista no Centro da Cidade da Guarda!!!
Não foi um agente da PSD. Não foi um agente da GNR.
Foi uma professora do Conservatório - que só tem 21 professores.
Veja-se a probabilidade de isto acontecer!
Mas a verdade é que a professora reconheceu a carrinha que se passeava calmamente pelo centro da cidade da Guarda e imediatamente a seguiu enquanto telefonava para Seia, para o Director do Conservatório, para a GNR de Seia, enfim... para todo o lado.
Durante vários minutos a professora seguiu a carrinha pelo centro da Cidade da Guarda até que, na sequência de todas estas chamadas (Professora - Conservatório, Conservatório - GNR, e entre a GNR de Seia e da Guarda, porventura, também), se montou uma operação STOP e o condutor foi mandado parar pela PSP.
E depois?
Acabou a história?
Não.
O condutor simplesmente não parou. Fugiu. E ficou tudo como dantes!!!
A carrinha continuou desaparecida.
(!!!!)
2ª Parte
Passaram-se mais uns dias e o ladrão continuava a passear-se calmamente no centro da Guarda.
Como é que sabemos isto?
Porque ante-ontem uma carrinha mal estacionada numa rua de sentido único
não deixava passar o trânsito.
Chamou-se a PSP.
O proprietário não aparecia, vai daí... reboca-se a carrinha.
A carrinha vai para as instalações da polícia à espera que aparecesse o dono para pagar a multa.
A sorte foi que ele, o "dono", não apareceu...
Senão ainda a pagava e levava a carrinha outra vez!!!
Está-se mesmo a ver de que carrinha falo!...
Entretanto, umas horas depois - não se sabe bem como - alguém identificou a carrinha como sendo a do Conservatório. A que esteve uma semana roubada... e a passear no centro da Cidade da Guarda.
Esta é a verdadeira história da forma como a PSP da Guarda conseguiu encontrar a carrinha roubada do conservatório de Seia!!!
Havia muitos mais episódios e peripécias a contar, mas como acho que são tão inacreditáveis que cobriam a própria Instituição de ridículo, não os vou explanar aqui.
Investigação à alegada corrupção no licenciamento do “outlet” de Alcochete
O tio materno de José Sócrates, Júlio Monteiro, admitiu ter proporcionado o encontro entre o actual primeiro-ministro e Charles Smith, sócio da Smith & Pedro, empresa contratada para conseguir o licenciamento do Freeport. As declarações fazem parte de uma entrevista dada pelo tio do ex-ministro do Ambiente ao semanário “Sol” e que será publicada amanhã. Paralelamente, um primo de Sócrates, Nuno Carvalho Monteiro, confirmou ao "Expresso" a existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport e o então ministro do Ambiente.
“Foi através de mim que ele conseguiu a reunião”, afirmou Júlio Monteiro, que, contudo, garantiu não saber mais nada sobre o desenrolar dos acontecimentos. O tio de Sócrates sublinhou estar a ser “inconveniente” para o sobrinho mas disse estar-se “nas tintas porque é verdade”. O empresário explicou, ainda, que a situação o magoou: “Eu até fiquei chateado pelo facto de nem me agradecerem [o encontro que marquei]”.
Sobre os assuntos que motivaram a reunião Júlio Monteiro assegurou que apenas sabe que Charles Smith se queixou por alegadamente lhe estarem a pedir quatro milhões de contos para o projecto poder avançar e que se mostrou interessado em falar com o ministro do Ambiente da altura.
Num DVD que está na posse das autoridades inglesas desde 2007, é possível ver-se uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do “outlet” de Alcochete e Charles Smith, onde é denunciado o pagamento de “luvas” ao ministro português envolvido no caso e que encabeça a lista detida pelos ingleses de 15 suspeitos de corrupção no licenciamento da superfície comercial.
Buscas
O nome do tio de Sócrates veio ontem a público quando o Departamento Central de Investigação e Acção Penal e a Polícia Judiciária realizaram, no âmbito do caso Freeport, buscas na casa e empresas de Júlio Carvalho Monteiro, no escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida e no gabinete de arquitectura Capinha e Lopes, autor do projecto.
Na sequência das diligências, as autoridades levaram documentação diversa e alguma referente a “offshores antigas”, segundo disse Júlio Monteiro. Ao semanário o empresário informou, ainda, que a contabilidade da sua empresa de Setúbal – a imobiliária ISA – foi apreendida e que a polícia referiu também um email sobre o licenciamento da superfície comercial que terá sido enviado para o Freeport.
A 10 de Janeiro o “Sol” noticiou que as autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, tinham uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de António Guterres. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa inglesa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados.
O Freeport, construído numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, foi viabilizado num dos últimos Conselhos de Ministros do Governo de António Guterres, durante o mês de Março de 2002. Nessa altura, de acordo com as autoridades inglesas, saíram da sede da empresa em Londres grandes quantias de dinheiro que foram transferidas para Portugal através de “offshores” na Suíça e Gibraltar, alegadamente para o pagamento de “luvas”.
Alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo
O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada mais do que uma vez por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia.
O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente. Posteriormente, a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport. Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.
Apesar disso, ontem, à margem da Cimeira Ibérica, em Zamora, o primeiro-ministro recomendou às autoridades judiciais que “façam rapidamente o seu trabalho”, lembrando que durante a campanha eleitoral de 2005 o caso Freeport tinha sido abordado pela primeira vez. “E volta agora, quando vão novamente ser disputadas eleições”, acentuou Sócrates, que recusou comentar a acção das autoridades judiciais. “Eu bem posso falar, porque era ministro do Ambiente. Embora não tivesse participado no licenciamento, o Ministério do Ambiente fê-lo obedecendo a todas as normas e exigências ambientais. Disse-o em 2005 e digo-o agora”, disse ainda Sócrates.
Julio Carvalho Monteiro - tio materno de Sócrates e a sua empresa - ISA - em Sertúbal, estão a ser alvo de buscas por parte de elementos da polícia judiciária acompanhados por um juiz.
A contabilidade da ISA foi integralmente confiscada e bem assim um email relativo ao licenciamento do Freeport.
O escritório de advogados de Vieira de Almeida, que tratou do processo de licenciamento do Freeport está igualmente a ser alvo de buscas.
Pela primeira vez o nome de José Sócrates é falado na comunicação social como relacionado com o caso Freeport.
Toda a gente sabe, há anos, que o caso se desenrolou no tempo em que Sócrates era ministro do ambiente, mas ainda ninguém tinha tido a coragem de pronunciar o seu nome.
Sócras é Deus!!!
Mas Vale e Azevedo tambem era, enquanto presidente do Benfica.
Ninguém lhe tocou, enquanto o foi.
E para bom entendedor...
Por isso pessoalmente não acredito que a PJ portuguesa avance com alguma coisa que remotamente se possa relacionar com José Sócrates, pelo menos enquanto este for 1º ministro.
E não é porque Sócrates tente influenciar seja o que for. Não vou por aí.
É porque é assim tradicionalmente em Portugal.
Nos fortes não se pega.
A não ser que venha algum elemento de Inglaterra tão flagrante que não possa ser ignorado...
Aguardemos
GOVERNO DRAMATIZA CHUMBO DA AVALIAÇÃO
Educação. Um ministro agitou ontem veladamente o cenário de demissão
do Governo caso a avaliação seja suspensa. Manuel Alegre recusa
pressões e avisa: "Nunca me deixei condicionar, nunca deixarei".
Suspensão da avaliação seria "situação grave"
A avaliação dos professores vai regressar ao debate no Parlamento no
próximo dia 23, por via de um projecto do CDS propondo a sua
suspensão, e adivinha-se um novo braço de ferro dentro da maioria PS
entre a respectiva direcção e a ala "alegrista".
Ontem, entrevistado no Rádio Clube Português, o ministro da
Presidência, Pedro Silva Pereira foi questionado sobre o que teria
acontecido se na quinta-feira passada, no Parlamento, algum projecto
propondo a suspensão da avaliação tivesse sido aprovado (e só não
foram os do Bloco e do PEV por apenas um voto, tendo obtido quatro
votos favoráveis na bancada do PS: Manuel Alegre, Teresa Portugal,
Júlia Caré e Eugénia Alho).
Na resposta, deixou uma ameaça velada de que o Governo poderia abrir
uma crise política, demitindo-se: "O Governo ficaria impedido de
cumprir o seu programa num aspecto fundamental. E naturalmente o país,
todas as suas instituições, teriam de fazer uma grande reflexão sobre
a situação a que teríamos chegado." Acrescentando: "O país estaria
confrontado com uma situação grave do ponto de vista democrático." "É
uma questão verdadeiramente séria: quem é que, em democracia,
constatadas as divergências, tem legitimidade para decidir", disse
ainda.
As afirmações do ministro podem ser entendidas como dirigidas ao
Presidente da República. Mas também à minoria "alegrista" na bancada
do PS, que já por três vezes (duas na avaliação dos professores e uma
no Código Laboral) colocou em perigo a maioria.
"Humildade diante dos factos"
Ouvido ontem pelo DN, Manuel Alegre recusou ver as afirmações de Pedro
Silva Pereira como uma forma de pressão ou chantagem. "Nunca me deixei
condicionar, nunca me deixarei", afirmou.
"Não há pressões possíveis. Senão temos uma democracia tutelada ou sob
ameaça", acrescentou, dizendo que a "legitimidade para decidir"
invocada pelo ministro é de "quem tem mandato popular para isso",
agindo exclusivamente de acordo com a sua consciência. À cúpula da
maioria PS, Alegre recomendou o pensamento do socialista espanhol
Tierno Galvan: "Humildade diante dos factos".
Na quinta-feira passada, o ministro dos Assuntos Parlamentares,
Augusto Santos Silva, recusou dizer se o Governo admitia ou não
demitir-se caso tivesse sido aprovada a suspensão do processo de
avaliação.
In DiáriodeNotícias.
Não escapa ninguém neste país.
É já o segundo ministro deste governo que é assaltado em pouco tempo.
Os assaltantes terão entrado na casa de Mariano Gago através de um pátio existente nas traseiras do prédio onde vive o ministro da Ciência
Um grupo de assaltantes invadiu o apartamento do ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, na Costa do Castelo, em Lisboa.
A mulher do governante estava sozinha em casa e, doente na cama, na segunda-feira de manhã, nem se apercebeu de que lhe estavam a revirar a casa toda, tendo os ladrões fugido com um casaco valioso de Mariano Gago.
Se fizer como o seu colega de governo assaltado nos finais do ano passado, Augusto Santos silva, Gago virá para a comunicação social dizer que não se passou nada. Para continuar a manter anestesiados os tugas e dar mais ânimo aos assaltantes.

Transportes: ANTRAM queixa-se em Bruxelas da diferença de preços entre petróleo e combustíveis em Portugal.
O presidente da ANTRAM explicou que o envio da queixa à Comissária Europeia da Concorrência, Neelie Kroes, surge após vários "alertas" às autoridades portuguesas, até hoje sem resposta.
"Desde Setembro que a ANTRAM tem vindo a alertar as autoridades nacionais para a discrepância entre o custo da matéria-prima [petróleo] e o preço de venda ao público", disse António Mousinho, acrescentando que a Associação pediu uma audiência ao ministro da Economia, Manuel Pinho, que ainda não se realizou.
"Como não tivemos sucesso, decidimos remeter uma queixa à Comissária Europeia da Concorrência com o objectivo de clarificar aquilo que as autoridades portuguesas não conseguiram clarificar", explicou.
O presidente da Associação considera "inadmissível" a manutenção do preço do gasóleo próximo de um euro, quando o barril de petróleo está a ser negociado a cerca de 40 dólares.
"A última vez que o barril de brent [petróleo que serve de referência ao mercado português] rondou os 40 ou 41 dólares, o gasóleo custava entre 68 e 70 cêntimos. Há aqui uma fortíssima discrepância", sustentou António Mousinho.
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) enviou uma queixa à Comissão Europeia contra a "fortíssima discrepância" entre o custo do petróleo e o preço de venda ao público dos combustíveis, afirmou hoje o presidente da organização.

Standard & Poor's pode baixar notação de risco de Portugal
A agência de notação financeira Standard & Poor's colocou sob vigilância negativa o crédito da divida nacional.
A Standard & Poor's alertou que pode vir a rever em alta o risco de crédito da República portuguesa.
O 'rating' (medida do risco de crédito que é tanto melhor quanto mais baixo for o risco), que se encontra actualmente em 'AA-' pode ver cortado, refere a S&P numa nota hoje divulgada, notando que as reformas estruturais do Governo se têm mostrado "insuficientes".
A bem dizer, Portugal passou a ser considerado cliente de risco no que respeita à banca internacional. Não pára de se endividar e gasta o dinheiro que lhe é emprestado mal e porcamente.
Por isso a Standard & Poor's avisa que Portugal vai ter que pagar muito mais caro pelo pouco dinheiro que lhe continuarem a emprestar daqui por diante.
Está tudo a correr conforme o previsto.
O passo seguinte é o fecho das empresas distribuidoras em catadupa. Só no primeiro semestre fecharão milhares.
A seguir, os transportes que perdem clientes e encomendas.
E depois... o resto tudo que vem atrás.
Quem quiser que cultive.
Eis o título da notícia:
Two Portuguese Banks, Caixa Geral de Depositos And Santander Totta, Put On Watch Neg After Same Action On Sovereign

Por mais histórias mirabolantes que se contem sobre o inefável colega de Sócras na Universidade Falsa e dos seus percursos esconços na política, a realidade ultrapassa a ficção e Armando Vara continua REALMENTE a surpreender sempre.
O homem tem, na vida, mais de 100 histórias esquisitas, qualquer uma delas caso nítido de polícia em qualquer país civilizado.
Aqui, neste 2,5º mundo, onde a justiça só funciona para os pobres, ele continua à vontade.
É, de facto, o maior!
Se se quiserem rir um pouco com a voz e o texto do Zé Pedro Gomes e imagens editadas por mim, muitas a partir da genialidade do Kaos, vejam aqui a brincadeira «Tudo bons rapazes» que coloquei no Youtube. Mais de 16 mil visualizações.
Medina Carreira:
«Eu tenho o maior nojo e o maior desprezo por esta classe política!
É tudo uma aldrabice pegada...
(Sócrates:) É preciso é aparecer e dizer qualquer coisa todos os dias.
(Magalhães:) Esses caixotes, felizmente, vão ser destruídos depressa se é que ainda vão ser entregues...
Tudo isto é um nojo.
A política é a grande porcaria
Tenho o maior e o mais progressivo desprezo por todos estes politicos.
São santolas sem conteudo. Só com casca.
O mal está nos partidos politicos.
A santola vai andando até que alguma coisa lhe quebre a casca...
Estamos a reviver um periodo de profunda decadência.»
Ingleses suspeitam de corrupção de ex-ministro de Guterres no caso Freeport
Note-se a preocupação de não mencionar o nome de José Sócrates.
Toda a gente sabe que era ele o ministro do Ambiente da altura.
O Freeport, construído numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, foi viabilizado num dos últimos Conselhos de Ministros do Governo de António Guterres, durante o mês de Março de 2002. Nessa altura, de acordo com as autoridades inglesas, saíram da sede da empresa em Londres grandes quantias de dinheiro que foram transferidas para Portugal através de "offshores" na Suíça e Gibraltar, alegadamente para o pagamento de "luvas".
O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia.
O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente. Posteriormente, a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport.
Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.
Com um povo desta qualidade?

Dos 15 programas mais vistos apenas 2 são de informação e estão no fundo da tabela.
O resto é entretenimento onde são injectadas diariamente doses maciças de estupidez ao povo.
Que delas já não abdica, pelos vistos.
Não há hipóteses.
Como é possível que o PSD vá buscar o indivíduo que mais envergonhou Portugal aos olhos da opinião pública europeia para o candidatar a uma câmara municipal?
O ex-inspector da PJ, conhecido em todo o País pela não resolução dos casos 'Joana' e 'Maddie' foi o nome escolhido pela concelhia do PSD de Olhão para ser o cabeça de lista do partido à câmara local.
O nome vai ter de ser aprovado pela direcção nacional
O ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral, que se tornou conhecido em todo o País durante as vergonhas internacionais dos casos "Joana" e "Maddie", considerou ontem ao DN que a sua candidatura pelo PSD à Câmara de Olhão "resulta de um encontro entre a minha disponibilidade e o convite feito pelo PSD/Algarve e pela concelhia de Olhão".
Gonçalo Amaral afirma que é «altura de ser solidário, intervir e não ficar sentado em casa». «Vou voltar a servir as pessoas, só que noutras funções».
Parece que, desta vez, sem o recurso às murraças e às listas telefónicas nas costas.

Quem recebeu o seu nome com alguma expectativa foi outro ex-PJ e o mais inútil presidente da câmara de Portugal, Francisco Moita (Droga) Flores.
"É interessante ver que os partidos estão a aceitar pessoas libertas de um passado vinculado à guerrilha político partidária".
O presidente da Câmara de Santarém, em part-time, admite contudo, que "os partidos também tentam crescer à custa da notoriedade pública dos outros".
Moita Droga Flores é o especialista em tudo e doutorado em notoriedade pública. Passa semanas sem entrar na Câmara de Santarém, pelo menos durante as horas de expediente, porque durante todas as manhãs está na SIC, a maior parte das tardes está na SIC e muitas das noites está na SIC.
Militante do PSD desde 2002, Gonçalo Amaral reformou-se após ser vergonhosamente demitido da investigação na sequência do caso "Maddie". A meio da investigação, Alípio Ribeiro, o então director nacional da judiciária, mandou-o para casa.
Gonçalo Amaral aguardou mais uns meses até à reforma.
Depois esperou mais um pouco para lançar "Maddie, a Verdade da Mentira", um livro onde tenta justificar a sua incompetência lançando culpas sobre toda a gente, menos sobre si próprio, de facto o único responsável pela não resolução do caso.
Gonçalo Amaral tem 48 anos.
A sua "desgraça" na polícia começou com o caso Joana. Continuou com o caso Maddie.
Hoje responde em tribunal por um crime de omissão de denúncia nas alegadas agressões a Leonor Cipriano, mãe da criança desaparecida, que cumpre 25 anos de cadeia pelo crime de homicídio nunca factualmente provado, num dos processos que mais envergonha a Justiça Portuguesa junto dos especialistas forenses internacionais.

O primeiro programa em antena aberta que mostra claramente o estado miserável em que se encontra Portugal.
Vamos ver quanto tempo o deixam estar no ar.
Não lhe auguro vida longa, a não ser que mude radicalmente de filosofia, atendendo aos procedimentos "democráticos" deste governo.
A DÍVIDA EXTERNA DE PORTUGAL em 31/10/2008
Ascendia a
$ 415.500.000.000,00
QUATROCENTOS E QUINZE MIL MILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES de DOLARES
E se querem saber o que devemos hoje, somem mais 2 milhões por hora, que é o ritmo do nosso endividamento.
Dá qualquer coisa como 3.360 milhões a mais.
Portanto, os números actuais rondarão os 418.860.000.000,00
ou seja:
QUATROCENTOS E DEZOITO BILIÕES E OITOCENTOS E SESSENTA MILHÕES de DOLARES
Cada Português (dos bebés aos reformados) deve mais de 42.000 dólares ao estrangeiro.
Quarenta e dois mil dólares!!
Uma família de 4 pessoas deve 170 mil dólares!
Nunca mais conseguiremos pagar nem um décimo disto.
E o pior é que toda a gente o sabe.
E agora?
Mais alguém nos vai continuar a emprestar um tostão?
É que, se não continuarem a emprestar, Portugal morre à fome e ao frio...
Silva Lopes, ex-governador do BP e Presidente do Montepio, alertou ontem para a grave crise que se avizinha na sequência da recusa da banca internacional de continuar a emprestar dinheiro a Portugal.
É o que eu vos digo: toca a ir começando a pensar em ir abastecer a despensa e o carro a Espanha porque, por este andar, dentro de muito pouco tempo os bens vão começar a escassear nos supermercados nacionais.

Não foi a Mossad israelita para combater a Fatah?
Não foi exactamente o que os EUA fizeram com o Bin Laden?
Então não serão os israelitas os maiores criminosos do mundo, neste momento?
Aquela terra não é dos palestinianos?
O território que as NU atribuíram a Israel, em 48, tem alguma coisa a ver com o que hoje em dia é a extensão do estado de Israel?
Israel já roubou e anexou aos territórios vizinhos, desde então, outro tanto!

Mas os palestinianos dispararam algum tiro contra Israel, que provocasse uma escalada destas?
Nada!
Absolutamente nada.
Ninguém se revolta com esta invasão não provocada?
Um primeiro ministro pantomimeiro é acompanhado de um Presidente da República que só pode ter ficado xoné.
Com um país neste estado, as empresas estranguladas com dívidas, a banca a apertar e a fechar a torneira, o desemprego galopante, a Justiça de pantanas, a Saúde num caos, a Economia à beira do colapso... com o que é que se preocupa Cavaco?
Com o Estatuto dos Açores!
Meu Deus!....
E porquê?
Porque lhe retira poderes!
O que preocupa Cavaco neste momento não é o país à beira do abismo, note-se bem! São as dificuldades acrescidas se, porventura, quiser dissolver o parlamento Açoreano!
Ao que isto chegou!
Palavra de honra... este país vive a mais podre democracia da europa.
Este texto será bem mais rápido de escrever que o anterior.
Comentar o estado da Nação é, infelizmente, muito mais fácil do que comentar o estado da minha Terra.
Em 2009 percebeu-se, finalmente, que tudo quanto o falso engenheiro propala é redondamente falso.
Só mesmo um país absolutamente desorientado poderia ter eleito um entertainer daqueles para primeiro ministro, como toda a gente vai, finalmente, percebendo, mas a verdade é que elegeu. E com maioria absoluta. Maioria essa que, curiosamente, vai acabar por afundar este governo que não pode queixar-se da oposição.
Mesmo assim, a propaganda diária que debitou durante 3 anos funcionou bem tendo como megafone (quase) toda a comunicação social.
Foram 3 anos de mentiras sucessivas contadas à população, de indignidades, de sacrifícios inúteis pedidos ao povo, de provocações a algumas classes profissionais a bem de uma pretensa filosofia de governação rigorosa que nunca existiu.
Claro está que, tal como acontece com todas as teatradas encenadas sem base social de apoio, à arrogancia e à inflexibilidade sucederam-se naturalmente os sucessivos recuos e cedências.
Cedeu com os médicos, com os magistrados, com os funcionários judiciais, com as polícias, com as forças armadas e só falta ceder com os professores, embora, na prática, essa cedência esteja já a ser verificada, porque nenhum professor entregou os objectivos, não houve assistência a aulas, e portanto, nada avançou, no primeiro período. O que esvaziou completamente a Lei porquanto ela, de facto, não foi cumprida.
Espera-se a prometida instauração de 140 mil processos disciplinares. Um por cada professor que não desceu ao nível do esgoto intelectual.
O grande problema, como eu sempre alertei, foi o facto de estas palhaçadas, até há pouco, terem plena cobertura na comunicação social, o que constituiu uma imensa indignidade que este jornalismo tuga analfabeto e demitido do mínimo espírito crítico perpetrou contra a consciência Nacional.
Hoje, felizmente, já não.
A verdade vem sempre ao de cima e, neste momento, vendo as televisões, ouvindo as rádios e lendo os jornais verifica-se que já não há quem perca tempo a comentar sequer as baboseiras diárias que o falso engenheiro teima em continuar a debitar.
O jornalismo que temos redime-se agora entretendo os portugueses com faits-divers do mais boçal: quanto ganham os jogadores de futebol, quantas chamadas se fazem para os centros de atendimento da gripe, quais os produtos mais vendidos no Natal.
Ota?
Já era.
Alcochete?
Nem pensar!
TGV?
Onde???
Grandes obras?
Mas se nem à CGD a banca internacional fia, mesmo com o aval do Estado português!!!
Como se há-de iniciar sequer alguma das mega-obras anunciadas que trouxeram os tugas suspensos em discussões estéreis ao longo de 3 anos?
Nada, absolutamente nada será feito. Percebe-se agora claramente.
Nada será construído simplesmente porque não haverá dinheiro nem sequer para pagar as reformas aos idosos e os subsídios aos pobres dentro de muito pouco tempo.
A alta finança internacional está a fazer com Portugal aquilo que a banca nacional faz com os clientes: não se empresta a pobres.
Só se empresta 10 a quem provar que tem 1000. Portugal não tem cheta e é isso que vai receber da Alta Finança internacional daqui para a frente.
O panorama para 2009 não pode ser, por isso, mais negro.
Se a Alta Finança fecha a torneira de vez, como já começou a fazer, dentro em breve não haverá produtos nas lojas e - mais grave - nos supermercados.
Esse é o meu receio.
Imagine-se o que isso pode implicar em todo o país...
Nós, aqui em Seia, não estamos muito mal.
Estamos perto de Espanha (100 kms) onde, apesar da recessão, se vive com mais do dobro do poder de compra que nós temos neste rectângulo tristemente bafejado pelo azar.
As coisas lá continuam muito mais baratas do que em Portugal.
É só dar um saltinho e aproveitar para meter gasolina lá mesmo. Compensa duas vezes.
Se formos patriotas até podemos meter na Galp. Mas em Espanha. 20 cêntimos mais barata do que a Galp portuguesa... em Portugal
Se os negócios e a economia pararem por aqui, pelo menos a sobrevivência estará assegurada. Mas Lá.
É com esta confiança que eu encaro o ano de 2009 e que faço votos para que todos os meus leitores tenham os carros em bom estado de funcionamento.
Ou muito me engano ou bem precisarão deles, em 2009...
Bom ano Novo!

TC chumba novamente empréstimo de 360 milhões para a Câmara de Lisboa
Sobre este assunto há 4 coisas a perguntar:
1º Onde estava o TC enquanto a Câmara de Lisboa se endividava a níveis para lá da imaginação? Foram muitos anos a contraír dívidas. Muitos orçamentos aprovados e ratificados. Qual foi o papel do TC durante todos esses anos? O mesmo do Banco de Portugal relativamente ao BPN?
2º Se o actual executivo não tem nem terá capacidade para cumprir com os compromissos contraídos por outros executivos e sem poder recorrer ao empréstimo que, pelos vistos, a CGD aprovou, como se fará para se pagar às pequenas e médias empresas que forneceram a Câmara? Ficam sem o dinheiro? E quais as consequências para essas empresas, para os responsáveis e trabalhadores?
3º António Costa, o pagador aos escritórios de advogados que produziram esta lei não sabia que, com base na presente argumentação, o empréstimo seria chumbado? Se o próprio autor da lei não a conhece, para que a produziu?
4º Quantas décadas demora o TC a analisar um documento?
As respostas a estas 4 questões demonstram claramente o estado deste País.

A Santoro Financial Holding, detida por Isabel dos Santos, comprou a posição de 9,69% que o BCP detinha no Banco BPI.
A filha do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, comprou esta participação por 163,9 milhões de euros, tendo cada uma das 87.214.836 acções um valor de aquisição de 1,88 euros.
Esta é uma típica não-notícia.
Isabel dos Santos é já dona de metade da economia angolana, pelo que se sabe. E não é de agora.
Dentro em breve será detentora de grande parte do negócio da especulação financeira em Portugal e não só.
Recordemos que os EUA sobrevivem, neste momento, com o capital chinês e indiano.
Não há português estabelecido em Angola que, de uma forma ou de outra, não esteja ligado a uma das empresas desta senhora.
Toda a gente o sabe.
O que não percebo é porque é que isto ainda é notícia...
É esta gente quem decide quem vai ser o nosso próximo primeiro ministro.
Gente aparentemente normal e absolutamente estúpida.
Portugal em 19º lugar no 'ranking' de poder de compra da UE
Portugal situou-se em décimo nono lugar no 'ranking' do PIB per capita em Paridades de Poder de Compra (PPC) dos 27 países da União Europeia (UE) e em vigésimo segundo lugar do universo de 37 países europeus, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo os mesmos dados, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Portugal, medido em PPC, foi equivalente a 76,2% da média da União Europeia (UE) em 2007, tendo-se situado nos 15 373,6 euros ou 18 955,8 unidades de PPC.
A média da UE assume o valor 100% e Portugal situa-se no limite inferior de cinco países europeus com o PIB entre 75 e 100%, estando abaixo da Grécia com 94,9%, do Chipre com 90,8%, da Eslovénia com 89,3% e de Malta com 77,4%.
O INE refere ainda que o PIB per capita português representava 76,4% da média da UE em 2006.
Somos os mais pobres de todos os que usam a moeda única.
Já conseguimos ser mais pobres que Malta!
Orgulhosamente!
Mas temos a banca mais milionária de toda a europa - e não sei mesmo se do mundo - e que, ao primeiro sinal de alerta, é prontamente ajudada pelo governo. Não vão aqueles senhores empobrecer como o povo...
E a populaça, como lhe chama Medina Carreira: Revolta-se?
Nááááá..... Tá-se bem....
As minhas homenagens a este grande português.
Ontem, entrevistado uma vez mais na Sic Notícias MC disse-as todas sem papas na língua.
As palhaçadas do governo em todas as áreas e nomeadamente na educação não foram, por si, poupadas.
Exigir Excelência a professores que têm a dirigi-los uma classe política tão medíocre e que estão encerrados o dia inteiro numa sala de aula a serem permanentemente avaliados por alunos que vão desde o atraso mental profundo até ao brilhantismo, e praticamente por todos desrespeitados seguindo obviamente o exemplo da classe política, seria tarefa impossível de cogitar para um cérebro normal.
Não o é para a ministra nem para os seus dois testas de ferro exactamente por isso.
Medina Carreira, de cada vez que o entrevistador falava da propaganda do primeiro pantomimeiro, respondia: «mas era preciso que eu o levasse a sério!»
De facto!
Não se pode levar a sério este primeiro ministro.
Mas digo mais: não se pode levar a sério esta classe política nem um qualquer primeiro ministro que a "populaça" (como ele diz e repete insistentemente) mais atrasada da europa venha a escolher.
Exactamente por isso.
É verdade que teremos que viver com este facto mas também não é menos verdade que não temos que os levar a sério.
Por mim, concordo com tudo o que diz MC, e também já não os levo a sério para não me enervar.
Faz-se de contas que isto é um filme de terror, uma tragicomédia.
Infelizmente não o é.
Este pesadelo é bem real e o endividamento do estado português de mais 2 milhões a cada hora que passa, também.
Mas faz-se de conta que é filme, senão um tipo até pode avariar e ficar como a ministra da educação...
Curiosidade:
Ao procurar Medina Carreira no google verifiquem lá qual é logo a primeira entrada que aparece: «Medina Carreira arrasa...» no Youtube
É só rir...

Dêem-me os parabéns!
Sou avalista do Banco Privado.
Não me apetece ser cliente, porque eles queriam-me 250 mil euros de depósito mínimo e não me dá jeito ir agora a correr buscar algum às ilhas Caimão onde o tenho a render 8% em investimentos ligados à Ciência e à Educação.
Mas não faz mal.
Não sou cliente, mas sou avalista, juntamente consigo que está a ler isto neste momento, se for português.
E se pagar impostos. Somos só 4 milhões a pagá-los.
Se pertencessemos a alguma etnia não pagávamos nada e recebíamos o rendimento social de inserção para isso mesmo.
Se nos dedicássemos à mui nobre arte de diminuir o património alheio, ou à comercialização de químicos alternativos, também não pagávamos impostos. Recebíamos o mesmo Rendimento retirado dos impostos de quem trabalha.
Mas não pertencemos a nenhuma dessas castas privilegiadas... paciência.
Mas não há que desanimar: acabamos de ser nomeados avalistas do BPP pelo Estado Português.
Se o Banco for à falência eu e você seremos chamados a contribuir para que os banqueiros não percam as imensas fortunas que acumularam ao longo de uma vida inteira de árduo trabalho alheio.
Umas poucas centenas de euros tiradas a cada um de nós, o que é isso?
Insignificâncias.
O importante é que os srs banqueiros não desmoralizem e continuem a dedicar-se, com o afinco que têm demonstrado, ao Bem do País.
Estes 4 milhões de portugueses que, na sua maioria, nem condições tinham para ser avalistas dos seus próprios filhos num empréstimo para a compra de uma humilde casinha, têm finalmente razões para sorrir!
Agora tudo mudou.
Agora somos todos, finalmente, avalistas dos maiores milionários de Portugal!
Que bom para a nossa auto-estima!

Carta de um professor socialista
Caros colegas,
Sou militante do PS desde 1989 e estive ontem na sede do PS, Largo do Rato. Não tive a oportunidade de intervenção porque houve bastante participação. Inscrevi-me, mas confesso que abdiquei da minha intervenção pois iria repetir-me. Em resumo: insistência e muita propaganda para validar o modelo a qualquer custo. A divisão da carreira é para continuar, sendo que foi demonstrado cabalmente que não corresponde ao mérito mas sim a redução de custos e que mais de 2/3 dos professores jamais a atingem. Quero deixar a mensagem que só muito poucos é que tiveram a coragem de dizer as verdades. Enfim, a pressão é muita e o satus presente não permitiu que todos nos sentissemos "livres".
Porque sou socialista, porque acredito num verdadeiro PS e não neste, porque quero e luto por um PS mais justo, mais digno, mais fraterno... irei fazer greve assim como muito dos colegas presentes. Quero ainda dizer-vos: Este PS está aflito. Vai recorrer a tudo o que puder para levar por diante toda esta maquinação. Dizem que não podem perder a face.
Nós professores também não! Se ganharmos agora, ganhamos todos! Se perdermos neste momento, jamais nos levantaremos! O PS de Sócrates e não dos socialistas tudo irá fazer para nos vergar. Isto é uma certeza. Cabe-nos a nós resistir, porque resistir é vencer!
Aguardo melhores dias para o meu verdadeiro PS.
PS: Foi dito por um colega que neste momento o PS já tinha perdido a maioria e que se arriscava mesmo a perder as eleições com esta luta contra os professores. Este PS não está mesmo preocupado... e todos nós julgamos saber porquê. Quem vier a seguir que feche a porta, pois estes já têm lugar de estadia e vôo marcado para destinos definidos e bem remunerados.
Professor socialista que não vota neste PS.
30 de Novembro de 2008 17:58

A Alta Finança mundial está a ser obrigada a mostrar alguns dos seus muitos podres.
A especulação financeira tem sido o modo de vida e de enriquecimento fácil e perpetuado de muitas Famiglias, Comendadores, e de todo um pântano que se ocupa em reproduzir o dinheiro sujo de alguns, sujando-o mil vezes mais.
Ninguém acredita que os milhões exibidos pelos inenarráveis Berardos desta vida tenham sido ganhos com o suor do próprio rosto. Menos com recurso à sua clara inteligência.
Mas foram de facto "ganhos" com suor. E muito. E lágrimas. De muitos milhões de rostos.
Estamos a espreitar apenas por uma pequena fresta para dentro da colossal caixa de Pandora que é o mundo da Alta finança e da especulação financeira mundial.
«Ganhar milhões com o trabalho e o negócio de outrem».
Era a isto que se dedicava a Alta Finança nos meados do sec 20. Há meros 60 anos.
Mas não chegava.
Era preciso ganhar muito mais.
Assim, começou-se a investir na desgraça da Humanidade.
Nas 7 indústrias mortais:
1 - Na indústria do armamento.
2 - Na indústria da disseminação da droga world wide.
3 - Na indústria da doença que justifica a Indústra da Saúde.
4 - Na Indústria da Religião que cimenta e perpetua a estupidificação popular e o atraso continuado dos povos.
5 - Na Indústria da pornografia que retirou qualquer réstea de dignidade à condição Humana.
6 - Na indústria da informação, ou seja: da estupidificação do povo por parte dos media.
7 - Na Indústria da Terra (agricultura e minas) que escraviza os povos - nações inteiras que nela trabalham ganhando menos de 1 dólar por dia para dela extraír os produtos transaccionados em bolsa, como o café, e os outros que dão bem mais, como a coca e os diamantes.
Não há nenhum banco que não invista na maior parte destes ramos de negócio,
directa ou indirectamente. Porque são estes os negócios que fazem dinheiro a sério.
Os outros, os tradicionais - construção, automóveis, música, cinema, roupa, mobiliário, alimentação, comércio a retalho, turismo - por mais rentáveis que sejam dão apenas uns "cobres", uns míseros peanuts se comparados com aqueles 7 grandes grupos.
Ninguém vai arriscar 1 milhão de euros numa linha de têxteis - veja-se o que aconteceu aqui mesmo em Sta Marinha, onde até uma empresa sem dívidas a ninguém fechou!!! - arriscando-se a perdê-lo ou a andar sempre aflito, se o puder investir seguramente num dos 7 cavaleiros do apocalipse citados.
Mas como não é próprio nem de bom tom recomendar-se directamente o investimento em nenhum destes 7 ramos, dizemos, simplesmente, que estamos a colocar dinheiro "a salvo" numa off-shore.
Onde é que essas off-shores investem?
Nos negócios tradicionais???
E ainda por cima estas operações não trazem quaisquer riscos dignos de menção.
Quando a polícia apanha um rabbit, propositadamente enviado para ser apanhado com uns quilitos de coca falsificada sem valor comercial nenhum é porque os verdadeiros Senhores dos Químicos já passaram um milhão de vezes mais no mesmo sítio.
Quanto à Indústria do armamento, ou dos diamantes, por exemplo, a coisa é tão sofisticada que são os próprios Estados os branqueadores do capital alheio.
Toda a gente o sabe.
O que não se sabe é a dimensão da catástrofe que se avizinha.
Porque embora tudo continuasse a funcionar em pleno, surpreendentemente a cadeia quebrou-se.
E, quais Donas Brancas planetárias, os bancos acabarão todos sem um avo.
Neste momento ainda estão na fase de olhar uns para os outros, a tentar resistir mais umas semanas à declaração de descalabro.
Mas mal comece um, os outros segui-lo-ão em catadupa porque todos estes triliões de dólares ganhos nas 7 principais indústrias do planeta se espalham rapidamente e se dissolvem on thin air...
E é preciso continuar a facturar na guerra, na droga, na doença na religião e na desinformação que distrai as populações e adormece as consciências críticas com lixo, futebol e novelas, tudo abafando e permitindo, por isso, a perpetuação do status quo.
É que se estes 7 negócios vão abaixo, milhões de pessoas em todo o mundo morrerão à fome. E doentes. Não sei mesmo se a Humanidade globalizada não se extinguirá dentro de poucos anos.
Este é o paradoxo da nossa civilização.
É a destruição lenta da Humanidade aquilo que ainda a sustenta.
E isso até é Natural no sentido estrito do termo.
Repare-se que é o envelhecimento o que nos permite continuarmos vivos e evolutivos.
No momento em que pararmos de envelhecer e de nos degradarmos, em vida, o que acontece?
Pensem nisto.
Há, pois, que continuar a viver com este paradoxo.
A nossa sobrevivência enquanto espécie garantiu-se à custa da destruição de milhares de outras.
Eu não tenho nenhuma dúvida que a sobrevivência das restantes espécies neste planeta só se garantirá com a extinção da nossa.
Isso até já aconteceu em locais isolados num passado não muito longínquo.
Os Habitantes da Ilha de Páscoa extinguiram-se.
Os Maias também.
Está tudo inventado. Foi-nos tudo explicado pela Mãe Natureza.
Temos que ter esta noção enquanto bebemos champagne e comemos caviar.

O Bloco de Esquerda retirou a confiança política ao Zé: o que cortava a direito, o justo, o incorruptível, o que não pactuava com as negociatas e as denunciava todas.
Por isso, das duas uma: ou o Zé deixou de ser isso tudo, ou o bloco deixou de considerar essas permissas suficientes para continuar a apostar no Zé.
O Zé, que obteve menos votos em Lisboa (com mais de meio milhão de eleitores) do que o presidente da câmara de Seia (onde só há 19.000 eleitores reais), mostra ao país que quando se está por dentro das coisas elas adquirem afinal uma outra dimensão.
Ou porque se sabe mais, ou porque se ganha mais, ou ambas.

Paciência...
Tem o bloco que arranjar outro Zé. Talvez menos espalhafatoso e um nadinha mais vertical.
Uma religiosa do Porto foi condenada a um mês de prisão por não ter pago o bilhete de autocarro e ter recusado pagar uma multa de 50 euros que o juíz lhe aplicou como alternativa a ir para a cadeia um mês, escreveu o 24 horas a 20 de Outubro
Maria Amélia Gomes, a freira, disse não ter dinheiro para pagar a multa e preferiu a cadeia, onde já cumpriu pena efectiva. Esteve em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos.
A freira percorre os bairros problemáticos do Porto, tendo já por diversas vezes sido agredida por traficantes de droga que a acusam de ser informadora da polícia. Segundo o 24 horas, quem a conhece diz que não tem quaisquer posses, pois dá tudo o que tem.
A freira acabou por estar quase 'em casa', já que a prisão de Santa Cruz do Bispo fica num terreno que no passado pertencia ao Paço Episcopal e era local de férias para o bispo do Porto.
Os traficantes, criminosos, ladrões, trafulhas, assassinos, violadores, pedófilos e os criminosos de colarinho branco têm atenuantes nos seus crimes quando vão a julgamento...
99,9% deles nem sequer a julgamento vão, neste país do 3º mundo.

Qualquer semelhança entre este cenário e a realidade deste país, 100 anos depois, será pura coincidência...?
Veja-se como que Guerra Junqueiro caracterizava o comportamento do povo português e dos partidos políticos maioritários da altura e, como hoje, passados mais de 100 anos, tal testemunho se aplica sem deslocar uma vírgula que seja....
Pátria
'Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.'
Guerra Junqueiro 1896
A Pergunta da Semana é uma espécie de pensamento que passa pela cabeça de muitos mas que ninguém pergunta aos políticos (corruptos).
Perguntar não ofende!!! Já diz o povo. E o povo é soberano.
Então cá vai:
*Se os resultados dos exames de 9.º ano e 12.º ano foram tão bons...
Se as melhorias foram tão significativas...
Se não houve facilitismo...
**
**
*
Então por que é necessário avaliar os Professores???

Meu Caro, Desperto (o que é um eufemismo pois estive acoradado até às 5 horas a acompanhar a eleição in EUA...) pelo teu blog, partilho uma not´cia muito curiosa sobre a "ligação" entre os Kennedy e Obama...Aí vai:
Robert Kennedy, irmão do presidente assassinado John F. Kennedy, disse há exacatamente em 1968, há exactamente 40 anos atrás, que os Estados Unidos teriam, dentro de 40 anos, um presidente negro.
«Não há dúvida que daqui a 30, ou 40 anos, um negro pode chegar ao cargo que o meu irmão ocupou como presidente dos Estados Unidos», disse o então Procurador-Geral dos Estados Unidos, acrescentando que era preciso continuar com a mudança e progredir na inclusão racial.
«Não podemos continuar como estamos».
O texto, publicado no Washington Post em 27 de Maio de 1968, acabaria por ser uma previsão correcta daquilo que viria a acontecer. Esta quarta-feira, 40 anos e poucos meses após o discurso de Kennedy, Barack Obama tornou-se no primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.
Paulo Barata.

Paga-se por uma largura de banda de 10 Megas por segundo e a maior parte do tempo não se tem sequer 200kps, como a própria Cabovisão confirma no seu speed test.
Neste momento, o teste já nem sequer arranca...
Eis o conteúdo do email que acabo de lhes enviar.
Ex.mos Srs:
O V/ serviço de internet em Seia é uma autêntica vergonha.
Pago por uma largura de banda de 10 megas e não tenho sequer 200k segundo o V. speed test que agora já nem sequer arranca.
Não sou só eu a queixar-me: é toda a gente.
Já sei que me vão responder, como costumam, daqui a um mês com uma resposta institucional.
É vergonhoso!
Um verdadeiro insulto à inteligência das pessoas.
Nem quero saber da V. resposta.
Assim que puder mudo tudo e só não mudei ainda porque infelizmente no Portugal profundo não há alternativa em cabo.
Mas a net vai já embora para um operador que não nos engane.
Obrigado por nada.
JT
Há 10 anos fiquei absolutamente chocado com este filme - DEEP IMPACT(Impacto profundo) - que tenho mostrado, sempre que posso, aos alunos da minha escola nas aulas de acompanhamento.
Pelo conteúdo, pelos efeitos especiais, pelo dedinho de Spielberg na produção e pela ousadia de nos apresentar pela primeira vez um Presidente dos Estados Unidos... de cor.
Neste filme é protagonista também o jovem Elijah Wood, mais tarde celebrizado como "Frodo" na trilogia Lord of the Rings (O Senhor dos Aneis).

Apenas 10 anos depois, aí o temos.
Uma coisa absolutamente impensável até há pouco tempo.
Como diria Bob Dylan: Times they are changing...
Já só falta ver um Cristo de cor.
Sócras, que é da geração Kennedy, é que se lembra bem disso.
Vamos lá a ver quanto tempo durará este...

Obama - Kennedy (OK)
Kennedy - Obama (KO)
Por acaso também me meteu uma certa confusão quando ouvi isto...
Mas tudo o que vem da boca deste galguista eu já nem perco tempo a confirmar...
Sócrates, o menino prodígio
Fenómeno - José Sócrates acompanhou com três anos de idade as presidenciais norte-americanas
Bebés assim só em Vilar de Maçada!!!
As palavras são do primeiro-ministro José Sócrates na extensa entrevista que concedeu no último fim-de-semana:
"Sou, digamos assim, da geração Kennedy. Essa eleição representou já um momento histórico.
Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA.
Lembro-me bem do que isso significou."
Nos meios socialistas e não só estas palavras causaram espanto ou perplexidade.
O caso não é para menos: se a biografia oficial está correcta, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nasceu no dia 6 de Setembro de 1957 em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real. E John F. Kennedy foi eleito presidente dos EUA em Novembro de 1960, com uma vantagem de 112 881 votos sobre o republicano Richard Nixon.
Isto é, nesse tempo José Sócrates tinha três anos de idade.
Perante estes factos, há quem entenda que o primeiro-ministro é um sobredotado.
Mas há quem tenha outra explicação para este facto extraordinário.
A certidão de nascimento pode ter sido adulterada por alguém ou o registo ter sido feito mais tarde e Sócrates ser mais velho do que pensa.
António Ribeiro Ferreira

O BPN é a primeira vítima nacional da conjuntura financeira internacional.
Nem o grande Luis Figo nem a bela Catarina Furtado o salvaram.
Vão salvá-lo os nossos impostos.
Há poucos dias pediu um empréstimo à CGD para fazer face a uma situação gritante de falta de liquidez.
No último dia 29, Miguel Cadilhe denunciou que alguns quadros do BPN estariam a cometer "crimes".
Meros 4 dias depois o governo decide nacionalizar o banco.
Os depositantes ficam assim mais descansados.
Os contribuintes mais prejudicados.
Nunca esperei assistir a uma nacionalização, depois de 75, mas ela aí está.
E pelas razões contrárias a todas as nacionalizações do verão quente.
Confirme em:
http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?c=po&v=94&l=pt
http://www.indexmundi.com/pt/portugal/divida_externa.html
http://www.indexmundi.com/g/r.aspx?t=0&v=94&l=pt
http://www.indexmundi.com/pt/portugal
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2079rank.html
Talvez não seja necessário ser doutorado em economia para se perceber a enormidade do que se passa com este país a nível de dívida externa.
Talvez não seja necessário sermos grandes especialistas na matéria para percebermos que Portugal será dos primeiros países a quem será cortado o crédito se a crise internacional se continuar a manifestar, como todos os especialistas esperam.
Cada português (homem mulher criança) deve, neste momento 45.100 dólares aos bancos internacionais.
O que corresponde a 35.511 euros ao câmbio de hoje( 1€ = 1.27 dolares ).

Uma família de 4 pessoas deve mais do que alguma vez poderá pagar, mesmo que, de repente, os pais fossem aumentados para o dobro, passando a auferir rendimentos da ordem dos 2000 euros / mês.
Actualmente o rendimento médio das famílias não ultrapassa os 1000 euros / mês, com os 2 adultos a trabalhar.
A nossa dívida é superior à da Finlândia, da Coreia, da China, e o dobro da dívida do Brasil, por exemplo.
Tudo países com recursos naturais que lhes permitiriam liquidá-la num só dia.
Como iremos nós pagar esta monstruosa dívida se nada produzimos em comparação com esses países?
Medina Carreira é o único Português que chama a atenção para este cancro que acabará por nos devorar a todos enquanto nação e povo livre e independente.
Quando a torneira internacional se fechar, não haverá sequer comida nos supermercados.
Que faremos, então?
Pensem nisto...
Perdoámos dívias aos países africanos, contruímos 10 mega estádios de futebol, fizemos a expo 98, e estamos a pagar isso tudo, agora... sem termos um tostão no bolso.
Teremos que continuar a pedir para continuarmos a pagar.
E se deixarem de nos emprestar, como fazem os bancos às famílias endividadas?
É a ruína de qualquer administração.
E o mais dramático é que ninguém fala nisto.
A classe política anda preocupada com os casamentos gay e o estatuto dos Açores...
Hoje sentam-se no banco dos réus 5 dos alegados torturadores da mãe de Joana.
No processo mais envergonhante da justiça portuguesa, uma desgraçada analfabeta é condenada sem uma única prova para além da sua própria confissão, arrancada à base da tortura continuada.
A polícia científica não encontrou um único vestígio de que Joana tivesse sido assassinada.
Pode muito bem estar viva, neste momento, a criança.
Mas se não está, nenhuma prova foi conclusiva que indicasse, sem sombra de dúvida, que foi a mãe quem a matou.
O mesmo processo foi tentado com os pais de Maddie pelo mesmo inefável Gonçalo Amaral, o inspector que demorava 3 horas a almoçar e bebia 3 whiskies no fim de cada mega-almoço, segundo a polícia e os jornais ingleses nunca desmentidos.
A imprensa inglesa já foi condenada a pagar centenas de milhares de euros ao casal McCain por difamação, por terem transcrito as baboseiras infundadas dos jornais portugueses, eles próprios induzidos nas patranhas da PJ que nada descobre e por isso tudo inventa.
Resta saber porque é que os jornais portugueses, que foram as fontes da difamação, ainda não pagaram nada.
Porque o casal ainda os não accionou?
Vai ser rir, quando chegar a sua vez... muitos fecharão as portas.
Em apenas 1 minuto explica os monstruosos ZEROS que são Sócrates e Teixeira dos Santos!
A não perder!

Receio que o povo português adira às conclusões do estudo e se sinta assaltado pelas gasolineiras (...). O povo, maldosamente, poderia começar a identificar as gasolineiras com os nomes que normalmente se atribuem aos assaltantes vulgares
Quando o preço do barril de petróleo sobe, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis devido ao encarecimento da matéria--prima. Quando o preço do barril de petróleo se mantém estável, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque não se deixam enganar pela estabilização do barril, cuja tendência para a dissimulação conhecem bem. Quando o preço do barril de petróleo desce, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque, mais cedo ou mais tarde, o preço do barril vai subir novamente, e é bom que as pessoas já estejam prevenidas. Se há coisa de que o consumidor não se pode queixar é da instabilidade do mercado: os preços sobem de forma constante e muito previsível.
Segundo um estudo do Automóvel Clube de Portugal há indícios claros de que as gasolineiras combinam o preço dos combustíveis entre si para evitar a concorrência e prejudicar o consumidor. Por gasolineiras entendo aqui, com o rigor que me caracteriza, tanto as empresas petrolíferas como as bombas de gasolina. Devo dizer que não acredito no estudo do ACP por uma razão clara: deste modo, evito processos judiciais. Esta é uma conduta moral que tem norteado a minha vida. Mas receio que o povo português adira às conclusões do estudo e se sinta assaltado pelas gasolineiras – o que seria grave e erróneo. O povo, maldosamente, poderia começar a identificar as gasolineiras com os nomes que normalmente se atribuem aos assaltantes vulgares. Em vez de Zé Naifas, Marco Mãozinhas e Nando Pirata o povo, se for mal-intencionado (queira Deus que não), pode passar a dizer que vai meter gasolina à BP Naifas, à Repsol Mãozinhas ou à Galp Pirata.
Entretanto, o preço do petróleo aumentou de tal maneira que já não faz sentido chamar-lhe o ouro negro. Tendo em conta os preços da gasolina, o ouro é que é o petróleo dourado.
Curiosamente, nenhum dos grandes economistas que dirigem a economia mundial previu que ninharias como a especulação no preço dos combustíveis iriam conduzir o mundo a uma profundíssima crise. A economia parece ser uma espécie de ciência oculta. Um tipo de astrologia sem búzios nem cartas. E sem tanta credibilidade.
O ministro da Economia acaba de anunciar o fim do mundo, o que é revelador. Já nem o professor Bambo cai nessa. Pela minha parte, estou sempre optimista. Pode ser que as coisas se invertam. Talvez um dia o mundo anuncie o fim do ministro da Economia.
Mário Crespo. Lisboa
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.

Vivemos porventura a semana mais determinante a nível da economia europeia e mundial.
Nos próximos dias se saberá se os europeus decidirão "assaltar" os bancos para levantar as suas economias ou se não.
Se isso acontecer, o crash será total e ninguém poderá prever o futuro a curto prazo.
As falências dos primeiros bancos impedirão os resgates e quando as pessoas se aperceberem disso a corrida aos saques será total e irreversível.
Só quem tiver dinheiro na mão sobreviverá.
Se não se instalar o pânico, a crise poder-se-á aguentar mais umas semanas ou meses até a confiança dos aforristas se restabelecer.
Lembro, no entanto, que a crise bolsista de Outubro de 29 durou até 1932. Quase 3 anos.
Embora a estrutura da economia nos nossos dias pouco tenha a ver com a de então, os efeitos podem ser similares.
Todas as grandes crises económicas foram precedidas de crashes bolsistas.
Um crash bolsista é uma queda súbita e acentuada do valor das acções no mercado financeiro.
O termo crash surgiu em 1873 quando as bolsas de Viena e de Berlim caíram fortemente.
A palavra “Krak” transformou-se em Krash, crash em inglês.
O fenómeno de crash é brutal e assustador para os investidores.
O valor das acções cai rapidamente (queda súbita e acentuada) devido a um forte desequilíbrio entre procura e venda.
Os "vendedores" decidem vender a qualquer preço as suas acções na sequência de um movimento generalizado de venda.
Embora o fenómeno seja brutal, é sempre o resultado de um mecanismo de longo prazo, onde um mercado sobe “acima do razoável” e onde os valores se dissociam das realidades económicas. O preço das acções atribui um valor elevadíssimo à empresa a que se referem, o que chega a roçar o irracional.
E isso é fruto apenas da especulação bolsista.
Uma acção não é um produto físico estável nem um serviço fiável.
É uma participação no capital de uma empresa, que se faz baseado numa expectativa quase sempre desfocada da realidade.
Uma empresa ou um grupo de empresas, num determinado momento, e fruto da especulação bolsista baseada em notícias e rumores sobre o seu potencial crescimento, pode estar cotada em bolsa com valores muitas vezes superiores ao seu real valor.
Quando o mercado se ajusta - quando se descobre que o rei vai nu - normalmente fá-lo de forma abrupta e generalizada.
O factor psicológico influencia decisivamente os fenómenos de crash.
De facto, comportamentos gregários dos aforradores podem levar a subidas e descidas irracionais de valores bolsistas.
Histórico de crashes:
O crash das túlipas:
Nos Países Baixos, em 1636.
Nesta altura, um bulbo de túlipa chegou a valer o preço de uma viatura e dos seus cavalos.
Crunderkrack:
o crash da bolsa de Viena em 1873;
O crash de 1929:
entre o 24 de Outubro de 1929 e o ano 1932, a bolsa de Nova Iorque perde 89% do seu valor.
O crash de 1987 na Bolsa de Nova Iorque - Black Monday.
19 de Outubro foi o dia em que os mercados mais caíram na história das bolsas. O índice Dow Jones caíu 22,5% só nesse dia.
O Crash da bolha Internet:
Entre Abril de 2000 e Setembro de 2002, o Nasdaq passou de 4700 para 900 pontos.
Ontem mesmo, nas bolsas asiáticas:
Indice Nikkei com o valor mais baixo dos últimos 21 anos.
É o décimo sexto dia seguido em que tal acontece.
Tanto em 29 como em 87, os dois maiores crashes da bolsa de Nova Iorque foram registados em Outubro.
A propósito:
Em que mês estamos?

Agora é o "Magalhães" - que afinal se trata do mais que conhecido Classmate que parece que já existe em trinta e tal países e que tem sido vendido para o 3º mundo desde 2006 (e que até já vai na segunda versão) que é "TOTALMENTE português"...
E estes jornalistazecos que não se cansam de repetir aquilo que o dono lhes ensina!...
Sem nada questionarem, nem confirmarem.
O charlatão diz que o computador é português e não há um tuga de um jornalista que investigue, então, onde é que são produzidos.
E com que tecnologia.
Já produzimos processadores, neste avançadíssimo de país???
Boa!
E Space Shuttles?
De certeza que também. Aí numa garagem qualquer.
Que triste jornalismo este!!!
Onde será feito o processador? Na Vidigueira?
E chama-se INTELI?
E a motherboard? No Aguincho?
No tempo dos cowboys, charlatões destes eram besuntados com alcatrão e penas e deixados nus às portas da cidade.
Afinal Portugal vai crescer apenas 0,7% em 2008 ao contrário do que o governo prometia (1,5%).
E para o ano que vem ainda será pior.
Espera-se 0,6% de crescimento para 2009.
Relativamente ao que se passará na Europa será mais um gigantesco passo em frente. Para o descalabro total, claro.

A criminalidade multiplicar-se-á.
As famílias mais endividadas começarão a passar fome.
Mas cada povo tem o governo que escolheu e que merece.
Como este governo não renova as licenças de uso e porte de arma, ninguém se pode defender legalmente da criminalidade que disparará.
Mas uma 6.35 custa 250 euros em qualquer acampamento étnico.
O problema é que a maioria não funciona.
As boas ficam eles com elas...
Eu antigamente indignava-me com estas coisas e considerava-as escandalosas.
Hoje, acho que nem sequer são notícia, de tão banais se tornaram...

Frente Comum satisfeita com adesão à greve
Quando a Ana Avoila - que já não sabe o que é o seu serviço há, pelo menos, 20 anos - se congratula com uma greve a ZERO ABSOLUTO no país, estamos conversados!
É mais demagógica a CCSTCTJAA - Central Corleone dos Sindicatos dos Tachos Conjuntos Todos Juntos e Amigos e Assim - do que a miséria do governo que nos calhou.
Palavra de Escuteiro.

A esmagadora maioria do povo que interveio no "Opinião Pública" da Sic desta manhã revoltou-se contra a greve da FP porque - e cito - «há muita gente em situação muito pior do que os funcionários públicos que não fazem nada».
«Há muita gente desempregada e a ganhar o ordenado mínimo. E antigamente não havia greves e trabalhava-se 12 horas por dia. Eles que se vão embora e deixem o lugar para quem está muito pior.»
Acham que há alguma coisa que se possa fazer por este país?
Afinal o Magalhães é mesmo português.


Não há dúvida:
Depois de 5 anos a despertar consciências, a mostrar coisas inacreditáveis, com milhares de exemplos, a denunciar todo o tipo de situações anómalas, ilegais, estúpidas e até criminosas... o que é que se consegue?
Tenho aqui 3200 textos, a maior parte deles denunciando situações que só se verificam em ditaduras, ou em países do 3º mundo. OU EM AMBOS.
Vê-se melhorar alguma coisa?
Nada! Cada vez pior!
Vale a pena continuar a alertar as pessoas que me lêem e me dão a ler aos outros para as mesmas situações de sempre?
Que ainda por cima se agravam no dia a dia?
Tipo Partido Comunista que anda a dizer o mesmo há 34 anos?
Ná!...
Vou descansar um pouco, agora.
Quem quiser entreter-se com injustiças, ilegalidades e estupidez quanta queira tem aí mais de 3000 textos escritos com denúncias dessas, desde 2003 até agora.
Não me apetece continuar a bater em ferro frio.
Vou dedicar-me, nos próximos tempos, a mostrar as coisas lindas que tem a minha Terra independentemente de quem por ela zela, da forma como zela e de quem também devia contribuir para esse zelo e nada faz.
As pessoas já estão insensíveis à desgraça, à fome, à necessidade.
Os portugueses não podem estar mais desanimados com a classe política que os oprime, protegendo sempre a Alta Finança especuladora que tudo suga.
E o que se vê é que ninguém se revolta contra este estado catastrófico a que chegou o poder de compra da esmagadora maioria dos portugueses no interior.
Falo do interior que conheço bem.

Bem sei que há cada vez mais e maiores fortunas colossais.
Que há portugueses que gastam, num segundo apenas e num capricho, aquilo que o seu semelhante não recebe em 5 anos de trabalho somando todos os vencimentos, e mesmo que conseguisse amealhar todos os tostões.
Um ladrão que rouba um milhão de euros a um ourives coloca uma questão bem mais profunda do que essa:
Onde ganhou aquele ourives ( e há milhares deles!) aquela fortuna que levava numa só mala?
E de quantas malas daquelas é composta, de facto, a sua fortuna pessoal?
Como ganhou aquela fortuna impensável para o comum dos mortais?
E o fisco, o que anda a fazer?
Penhoras de ordenados da função pública por dívidas de 300 euros?
O que aconteceu àqueles que deram milhões ao Camilo Coelho para ele investir em off-shores?
Enquanto os alunos oriundos das mesmas aldeias entregam os pratos limpos na cantina das escolas e pedem mais... porque bem sabem que se não comerem na escola...
Que país terceiro mundista é este?
E o que é que eu posso fazer mais para o mudar?
Continuar a denunciar... a apontar... a chamar a atenção todos os dias...
uma repetitiva atitude que, já vi, não produz grandes efeitos junto da população absolutamente amorfa e adormecida.
Dir-se-ia que a casta dos portugues dos descobrimentos se extinguiu completamente para dar lugar a uma sub-espécie de seres anaeróbicos com uma excepcional capacidade para a mediocridade, para a palhaçada imunda, para a estupidez diariamente cultivada.
Estou à espera de quê, pergunto-me?
Que me ergam um busto, quando eu bater a bota, numa pose inquisidora, com um dedo apontado em atitude condenatória, como diz o meu rapaz?
Robespierre já morreu.
E morreu muito antes de Napoleão que bem dele e das suas ideias se serviu.
As minhas ideias, as minhas denúncias, as minhas indignações já aqui estão por mais de 3000 vezes ilustradas.
Quem quiser que as leia e quem não quiser que continue a encharcar-se de novelas e de futebol.
Eu vou virar a página e dar lugar a outros nesta luta que, depois de 8 anos, se tornou repetitiva demais para o meu gosto.
Já o devia ter feito o ano passado em Setembro. Cheguei a anunciá-lo mas ainda não era a altura, pelos vistos.
Agora já é.
A partir de agora é filmes, fotos e coisas bonitas.
Que são cada vez menos...
Há que as mostrar para contribuir para um mundo e um Concelho melhor.
Vamos, agora, por aí.
Vejam lá se vale a pena lutar por um país destes:
A HIPER-ANEDOTA em que se transformou Portugal...
- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida de trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem dinheiro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
- Um polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias: não estão inseridos na sociedade.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).
- O Ministério do Ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize bicicleta.
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O sr.Primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal.
Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.
- Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada.
Acham, sinceramente, que este país tem ponta por onde se lhe pegue?
Mais uma mega-acção de conjunto do Governo. Depois do Dia do Diploma, poderá dizer-se que esta terça-feira vai ser o dia de «Magalhães». Isto porque José Sócrates, juntamente com outros onze governantes, vão andar pelo país a distribuir três mil computadores portáteis a alunos do 1º ciclo.
Segundo a agência Lusa, onze camiões carregados destes computadores deixaram a sede da empresa JP Sá Couto, em Matosinhos, na tarde desta segunda-feira, rumo às 16 escolas onde serão entregues os primeiros portáteis especificamente concebidos para crianças dos seis aos 11 anos.
O primeiro-ministro vai estar, pelas 11 horas, em Matosinhos, na Escola Padre Manuel de Castro (S. Mamede de infesta), juntamente com os secretários de Estado da Educação, Valter Lemos, e Adjunto, e o secretário das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos.
À mesma hora, outros elementos do Governo vão repetir o gesto.
Maria de Lurdes Rodrigues, desloca-se à Escola Básica de Portel, antes de ir à EB de São Tiago, em Castelo Branco, às 15h30. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, vai à EB do 1.º Ciclo Sacadura Cabral, na Amadora. A Directora Regional de Educação do Centro vai estar na Escola Básica de Mortágua; a secretária de estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, preside a sessão na Escola Básica de Telheiras; o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, está na Escola Básica do 1.º Ciclo Hélia Correia, em Mafra e o Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, marcará presença na EB1 Coca Maravilhas, de Portimão.
A lista é quase interminável. Pelas 11h30, o secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, vai ao Centro Escolar de Resende, em Vilar de S. Martinho. Para a tarde, há mais entregas de computadores:
Às 15h, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, irá à Escola n.º 1 de Sabrosa; o secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, vai à EB1 Lage, de Vilarinho, depois de ter entregue na EB1 n.º 1, de Ponte da Barca, às 11h00; a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, na Escola Básica Casal Novo, Lourinhã; o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, na EB1 Vale do Carro, Albufeira.
Às 15h30, o secretario de estado da Educação, vai estar na EB1 de Paredes e às 18h o Director Regional de Educação do Algarve vai entregar os últimos «Magalhães» na EB1 Ilha do Ancão.
Quer dizer: não há quem governe o país: está tudo a entregar computadores para as camaras da tv!

É por estas e por outras que isto não vai lá.
A balbúrdia total está ionstalada na Justiça.
Se um juiz decreta um mandado para que a polícia possa ir lá a casa, de certo foi com base em fortes suspeitas que foram integralmente confirmadas.
Então e depois de tudo isso confirmado, o juiz manda-o embora????
Os poucos - quase nenhuns - criminosos apanhados em flagrante na posse de explosivos, todo o tipo de espingardas e pistolas, como se viu na tv, são mandados aguardar o julgamento em liberdade...
Sendo, ainda por cima, estrangeiros quem é que acredita que eles fiquem à espera de ser presos?
Uma semana antes do julgamento dão ao slide, evidentemente.
Mas entretanto é que vai ser assaltar!...

Isto é a tal não-notícia.
É uma verdade de todos conhecida.
E os que têm a coragem de o dizer também são sempre os mesmos.
Vimos aquela palhaçada em Guimarães, com centenas de autocarros vindos de todo o país (incluindo daqui de Seia) para impressionar a tuguice.
Vimos um espectáculo encenado à americana com os figurantes atrás.
Não falta nada.
A cópia desavergonhada é a palavra de ordem deste «inovador».
Diz que quer a mudança...
Aí estamos todos de acordo!
A curiosidade é que ainda há jornais que - chamando-lhe mentiroso - dizem a maior das verdades.
Maior cartel de sempre
Lucros ilícitos de 172 milhões
É o maior cartel de sempre apanhado em Portugal.
Sete empresas de «catering» que fornecem refeições preparadas a escolas e hospitais terão lesado o Estado em 172,6 milhões de euros.
Entre elas, cozinhavam os preços a apresentar nos concursos, trocavam informações comerciais e desta forma asseguravam dois terços do mercado de prestação de serviços de fornecimento de refeições, diz o «Jornal de Negócios».
A suspeita é da Autoridade da Concorrência (AdC), que iniciou as investigações em Fevereiro de 2007 e agora formalizou a acusação, a que o Negócios teve acesso. Segundo a acusação, o cartel era formado pela Gertal e Itau (ambas do grupo Trivalor), ICA e Nordigal (com os mesmos sócios), Eurest, Uniself e Sodexho.
Este caso representa o mais elevado ganho económico ilícito - mais de 172 milhões de euros - em resultado do cartel detectado pela AdC. Mas além disso, é também o primeiro processo em que, além das empresas, os próprios gestores são arguidos e podem vir a ser condenados ao pagamento de multas.
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=992681&div_id=1730
Nota: Imagine-se o que será o "polvo" completamente instalado nas Escolas portuguesas.
Como este desgoverno ambiciona via suas "reformas" ...
De que está o governo à espera para pôr cobro a este assalto?
Se há que acabar com a liberalização dos preços, acabe-se já.
O governo não tem desculpa há muitos meses.
Mas agora que todos os portugueses já viram as contas, que foram tornadas públicas pela SIC, o governo não tem como continuar a assobiar para o lado.
Sabe que estamos todos a ser roubados.
Mas também sabe que metade desse roubo reverte para os cofres do Estado.
Então em que ficamos?
Assumimos definitivamente que o Estado português é cumplice?
Se é cumplice é, igualmente, ladrão.
E os ladrões vão presos.
Quem vai prender o Estado português?

Uma vez que a oposição está esvaziada - parece que é mal geral - tem que ser Cavaco a apontar algumas das asneiras que o governo se prepara para fazer todos os dias.
Foi o caso daquela saída inacreditável da ministra da educação, que pretendia convencer os portugueses que os alunos, de um ano para o outro, passaram de bestas a bestiais, enquanto com os professores aconteceu o contrário.
Já não queria estender a escolaridade obrigatória até ao 12º ano...
E porquê?
Porque bem sabe que, se o fizer, 50% dos alunos chumbam a partir do 10º.
Por isso, enquanto não arrajar forma de intimidar os professores do secundário, para os obrigar a passar todos os alunos, como já fez no básico, a coisa tem que abrandar...
Senão voltava-se o feitiço contra o feiticeiro.
É obvio que ela e o governo não querem saber se os alunos SABEM o que se lhes exige que saibam.
Ela e o governo querem é que os alunos PASSEM para que Portugal não continue a ser visto como o país dos analfas lá fora.
Não se preocupam com o facto de continuarmos a ser analfas... desde que essa realidade se mascare.
Justiça lhe seja feita:
Este é um governo coerente: um governo da mentira em todos os âmbitos.
Quando este governo descobrir forma de obrigar os professores do secundário a passar toda a gente, aí sim: aí a escolaridade obrigatória já poderá chegar aos 12 anos, como acontece em qualquer parte do mundo civilizado (11-12).
Esta vergonha dos combustíveis é outro caso em que a GALP rouba descaradamente os portugueses, com a cumplicidade do governo, que a única coisa que faz é recomendar ao lobo que se interesse pelo vegetarianismo.
Nunca o crude esteve tão barato, nos últimos 7 meses (abaixo de 95 dólares) e os combustíveis não baixam.
Os portugueses merecem tudo...

Alberto João Jardim defende que os partidos têm que se regenerar
"Os partidos políticos precisam de se regenerar. Tal como estão, não têm nada a ver com a população", defendeu Jardim, numa conferência de mais de meia hora proferida ontem à noite no Palácio da Bolsa, no Porto, integrada nas comemorações do 20º aniversário do BANIF.
Para Alberto João Jardim, "a qualidade das pessoas no interior dos partidos políticos tem piorado", defendendo a necessidade de uma "regeneração" que os aproxime da população.
Não posso estar mais de acordo.

Faz hoje 7 anos. Estava a meter gasolina na Ana Chaves quando recebo um telefonema do meu irmão a perguntar se estava a ver televisão.
Não estava.
Mas como ia almoçar ao Tonito com o Lopes logo de seguida tive a oportunidade de ver o que se estava a passar na televisão do restaurante.
Sei que fiquei ali de pé em frente à tv e só me sentei passado mais de uma hora.
Assisti em directo à queda da primeira torre. E depois da segunda.
Não queria acreditar que aquelas torres, "construídas para resistir a embates de aviões", tivessem sucumbido exactamente a isso.
Quando o repórter disse que o Air Force One estava no ar temi que houvesse retaliação nuclear.
Por minutos cheguei a pensar que isto tudo podia estar no fim.
Fiquei estranhamente sereno durante alguns momentos.
Mas logo percebi que tal não iria acontecer, porque senão já teria acontecido.
Teríamos notícia do resultado na pele bem antes de vermos fosse o que fosse na tv.
Aliás, o simples facto de as televisões americanas continuarem no ar foi o melhor sinal de que a coisa não evoluiria para uma dimensão planetária.
Se a emissão fosse interrompida eu sairia logo a correr dali.
Nunca mais me esquecerei dessa sensação única...
Nunca tinha experimentado aquilo e nunca mais o voltei a experimentar.
Morreram mais de 3000 inocentes naquele dia.
Bush e Cheney mandaram outros tantos jovens americanos para a morte no Iraque.
Iraquianos civis ninguem sabe quantos morreram.
De 40 a 250 mil, há números e estatísticas para tudo, como sempre.
O mundo mudou... mas por pouco tempo.
O nível de protecção anti-terrorista que foi instalado entretanto em todo o lado já baixou o seu rigor... quase para zero.
Nos tribunais já nem funcionam os detectores de metais instalados após o 11/9, por exemplo.
Quem se fartou de ganhar dinheiro foram as empresas que venderam aquela maquinaria toda hoje avariada e obsoleta.
A loucura que era a revista minuciosa no check in dos aeroportos acabou.
O mundo está quase na mesma relativamente ao 10 de Setembro.
Estamos, por isso, prontinhos para outro.

A Unidade fabril que pertence à multinacional sueca, situada em Canas de Senhorim que, há pouco mais de 2 anos, (no dia 7 de Junho de 2006) foi completamente consumida pelo fogo, está novamente a ser vítima de um grande incêndio neste preciso momento.
Bombeiros de toda a região região acorrem ao local.
O fogo é intenso.
É tudo quanto se sabe, neste momento.
De todas as vezes em que se ouve a população descrever os carros que intervem nos assaltos aparecem infalivelmente os Honda Civic PRETOS!
Vá-se lá a saber porquê!...
Aqui há uns anos, quando as nossas lojas da Guarda foram assaltadas, foi sempre por Hondas Civics. PRETOS.
Em Seia, no último assalto de que fomos vítimas (Nós e a Optimus) também foi um Honda Civic. PRETO.
Nos restantes assaltos ninguém viu os carros em questão.
Portanto, sempre que se viu algum carro este era um Honda Civic. PRETO.
Cá para mim às tantas trata-se do mesmo grupo de assaltantes - ou do mesmo carro - que anda a assaltar o país há, pelo menos, 15 anos impunemente.
Já vi acontecerem coisas bem mais inverosímeis neste país...
O inefável já chega ao ponto de chamar as tvs e a sua ministra yes-woman para inaugurar farmácias!
Prometidas para Junho de 2007, inaugurou a primeira farmácia inserida num hospital apenas ontem.
Menos mal...
Seguindo a mesma filosofia de aproveitar os locais onde se produzem as matérias para lhes dar seguimento de imediato, aguarda-se para breve a inauguração da primeira mega sanita inserida no Palácio de S. Bento.
Enquanto tal não acontece, cada um pode ir contribuindo à sua maneira, para o atingimento deste desígnio nacional: o de encaminhar as coisas para os sítios devidos.
Essa de colocarem seguranças privados a vigiar os postos de combustível não lembra ao diabo!..
Pois se os seguranças privados nem sequer podem usar armas....
Ao que isto chegou!
Vale tudo para lançarem areia para os olhos do povo!...
Se há uma coisa que este governo conseguiu mesmo, foi voltar toda a população contra os professores.
Acabei de ver o opinião Pública na Sic, em que não houve uma só pessoa a defender os professores.
Tudo a dar os parabéns a Sócras eng e à ministra por «ter conseguido pôr estes malandros na ordem».
Pergunto:
Como é que se vai enfrentar mais um ano de trabalho quando todos os pais de todos os alunos dizem aos filhos que os professores são uns malandros e uma corja de incompetentes?
Para quando a tal greve de zelo que eu propus no Congresso da Fenprof e que foi aplaudida por todos os congressistas?
Que anda a fazer o sindicato?
Ah! Já me esquecia: é que tal como muitos Conselhos Directivos, instalados há décadas nas escolas, os sindicalistas profissionais também já não dão aulas há séculos!
Já nem sabem o que isso é...

Quem ousou questionar Sócras eng pelos malabarismos, para não lhe chamar outra coisa, de desanexar parte significativa da área protegida do estuário do Tejo para se instalar lá o Freeport e assinou o despacho que permitia essa instalação no mesmo dia, foi perseguido pela PJ e foram-lhe levantados processos-crime há 3 anos, após as eleições.
Lembram-se?
Mas afinal parece que não há fumo sem fogo.
Parece, agora, que o acto foi mesmo ilegal - assim o considera o DIAP - e ainda que o não fosse, os dois actos-continuos tresandam a negociata à portuguesa.
Vamos ver se Sócras eng ainda consegue abafar mais este processo até às próximas eleições.
Se tudo correr como tem corrido, vai-se saber das ilegalidades e dos compadrios todos na semana seguinte às das eleições.
Certo?

Distritos do Interior têm dos supermercados mais caros do país
Um estudo da Deco - Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor coloca o distrito da Guarda entre as regiões do país onde os super e hipermercados praticam preços mais elevados.
A tabela, publicada na edição de Setembro da revista Proteste, coloca Castelo Branco na posição 12, entre os 18 distritos do continente. Os distritos do interior são os mais penalizados ao nível dos preços, nomeadamente Guarda (16.º), Bragança (17.º) e Beja (18.º). Em Portalegre ou Viseu o cabaz que serviu de base a este estudo fica mais em conta do que em Castelo Branco, mas a diferença é mínima.
A revista de consumidores analisou 63452 preços em 570 lojas de 114 cidades. Pela primeira foram incluídas lojas de localidades espanholas que fazem fronteira com Portugal. A conclusão é que raramente compensam
Ora vamos lá a não nos deixarmos confundir com estes estudos:
Então raramente compensa comprar em Espanha??
Compensa a quem? Aos pobres portugueses que ganham metade do que ganha um espanhol a fazer o mesmo?
E ainda queriam que as coisas lá fossem mais baratas???
É que por acaso muitas até são.
E atenção que se compararam preços na fronteira que são muito mais caros do que no interior, justamente porque os portugueses pagam tudo mais caro.
Basta andar 20 km para o interior de Espanha para se encontrar tudo mais barato.
A começar pelos combustíveis (30 cêntimos em litro!!!), a carne, o peixe - até o bacalhau! - e materiais de limpeza de qualquer tipo. Isso então é a metade do preço.
Mas querem comparar o preço do arroz, da carne, do leite entre dois países em que um deles tem o dobro do nível de vida do outro???
Para ficarmos empatados os preços em Espanha deviam ser o dobro dos preços em Portugal!
Isso é que seria empate.
Agora: eles compram as mesmas coisas ao mesmo preço que nós, que ganhamos metade, e ainda se tiram conclusões aberrantes destas??
O tuga merece tudo, mesmo!...

Quem quiser saber a forma como a europa - e particularmente os ingleses -vêem este país é só comprar os respectivos jornais.
Este nem é preciso comprrá-lo. É gratuito.
A GNR é apresentada a passar multas, que não são cobradas - dai a caixa - enquando o interior vem pejado de notícias sobre assaltos e crimes.
Portanto, por muito que o governo tente mascarar esta triste realidade, os europeus não são tugas e não engolem as patranhas do "engenheiro".
É que, para os europeus desenvolvidos, o que conta são os factos e não as histórias mentirosas de embalar que o governo é especialista em contar e que ainda resultam, pelos vistos, para adormecer a tuguice.
Pois. Mas para enganar os europeus, não servem.

A polícia parece ter apanhado os 2 atrasados que balearam o alemão, à frente de toda a gente, na estação de Boliqueime na semana passada.
Vai daí não se fala noutra coisa nas tvs.
É uma perfeita estupidez, porque isso leva a perguntar: onde estão os outros?
Os do assalto à carrinha de valores, os dos assaltos aos bancos, os que mataram o ourives em Setúbal, os que mataram o jovem em Sesimbra, os assaltantes do Minipreço, os das centenas de assaltos às gasolineiras e às ourivesarias, algumas delas assaltadas 4 vezes em 3 meses...
Quer dizer:
Com a obcessão de mostrar serviço a polícia só expõe, cada vez mais, a sua inépcia.
Porque é que não estão caladinhos e fazem o seu serviço discretamente, que é para isso que são pagos?
Não senhor! Tem que haver circo. Eles próprios são ensinados a dizer que é para combater o sentimento de insegurança.
Mas ouçam lá, meus caros:
Nem eu nem nenhum português que não seja absolutamente estúpido nos sentimos mais seguros com estas actividades circenses que os srs se apressam a mostrar à saloice tuga.
Nós sentir-nos-emos mais seguros APENAS se os assaltos e os crimes diminuirem e se os srs começarem a apanhar os criminosos a um ritmo significativo. Não é capturar 1 em cada mil!
Quando os srs conseguirem apanhar 50% dps criminosos eu já me começo a sentir mais seguro.
Enquanto os srs não apanharem mais do que 0.1% deles - se calhar bem menos do que isso - os portugueses só podem sentir-se cada vez mais inseguros e os criminosos mais à-vontade.
Percebem isto, srs generais?
Porque é que anda sempre uma equipa de televisão atrás das operações stop que são supostas ser surpresa?
Na última sexta feira foi uma autêntica novela aqui em Seia: uma equipa da TVI atrás da BT que tinha Seia completamente cercada.
Os cães com as patas em cima dos capots e a polícia a obrigar as pessoas a abrir as malas dos carros - o que é uma ilegalidade se feito sem mandato.
Então mas quando a polícia é filmada sem o esperar vem a correr pedir para se retirar as suas imagens da net e depois quando têm que mostrar serviço para pacóvio ver andam com as televisões às costas?
Mas que raio de polícia é esta?
Ou será que são actores a rodar uma novela?
Perdeu a respeitabilidade que detinha, Mário Mendes, ao aceitar um tacho político agora criado, vendendo a sua independência e esvaziando a distância que o poder judicial tinha por obrigação democrática manter relativamente ao poder político.
O presidente da Associação Sindical dos Juízes criticou a escolha de um juiz para o desempenho para as funções de secretário-geral de Segurança Interna:
«Os juízes devem estar nos tribunais, para julgar, e só excepcionalmente devem ser autorizadas comissões de serviço, em lugares que não tenham ligação de estrita confiança política, e em lugares em que as próprias leis orgânicas do serviço exijam que sejam exercidas por um juiz, são essas comissões de serviço que devem ser autorizadas, e este não é o caso», considerou.
O presidente da Associação Sindical dos Juízes criticou ainda o facto do Governo ter anunciado o nome de Mário Mendes, sem saber ainda qual será o parecer do Conselho Superior da Magistratura, que apenas se reúne a 9 de Setembro para apreciar a comissão de serviço de Mário Mendes.
Esta tentativa de Sócrates de se apoderar do Poder Judicial não tem paralelo em nenhuma democracia europeia.
E eu digo mais:
Nem Hitler se lembrou disto.
Hitler apenas tomou conta do poder político e das forças armadas.
Nunca nomeou nenhum juiz para dirigir a Gestapo.
Façam favor de confirmar.
No âmbito da Lei de Segurança Interna, o secretário-geral terá funções de coordenação das forças policiais e de segurança em situações como ataques a órgãos de soberania, hospitais, prisões e escolas, sistemas de abastecimento de água e electricidade, bem como estradas e transportes colectivos. Funcionará na dependência directa do primeiro-ministro.
Dois jovens encapuzados assaltaram, esta sexta-feira, à mão armada a dependência da Caixa-Geral de Depósitos de Rio de Mouro, no Cacém, desconhecendo-se o montante roubado.
Fonte da PSP revelou à agência Lusa que o assalto ocorreu às 13:45.
De acordo com a PSP, os dois homens encapuzados ameaçaram uma funcionária com uma arma branca e uma pistola, levando o dinheiro das caixas, desconhecendo-se até ao momento o montante roubado.
Após o assalto, os dois homens, que terão idades compreendidas entre os 16 e os 20 anos, fugiram a pé, encontrando-se a Policia Judiciária a investigar o caso.
Em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro, ainda que sem gravidade, durante um assalto a uma ourivesaria em Joane.
Os quatro homens, encapuzados e armados de pistolas, efectuaram disparos de intimidação junto à porta e no interior do estabelecimento comercial.
Só faltou dizer que foi a quarta vez, nos últimos meses, que esta joalharia foi assaltada. A reportagem da Sic disse-o claramente.
A proprietária entrou em choque por isso mesmo.
Só falta assaltarem as esquadras de polícia!

Tanto desvalorizaram a inacreditável onda de crimes, que lhes toca agora a eles próprios também.
A justiça cósmica, já que outra é mais difícil encontrar...
Que andam a fazer os membros do nosso governo? Tem sido um descalabro crescente a todos os níveis e andam a dizer que isto não é alarmante?
O nosso primeiro nem uma palavra sobre isto? Que dizer do silêncio sobre o assalto que fizeram ao escritório de advogados do Vitalino Canas? Não interessou divulgar porque é membro do PS???
Era esta criminalidade que o governo queria com o novo código penal?
Aos nossos governantes não afectará muito...será por terem guarda-costas?
Há 2 dias debitava o Vitalino:
"Vemos com apreço as medidas propostas pelo Sr. Procurador-Geral da República e entendemos que são importantes e que vão no sentido de combater este surto de criminalidade", afirmou o porta-voz do PS, Vitalino Canas.
Em nota divulgada hoje à tarde, o PGR, Pinto Monteiro, disse que aguarda que o "legislador" faça os ajustamentos legais necessários para combater a criminalidade violenta.
"Na nossa perspectiva, a lei existente é passível de uma firme aplicação pelos juízes e é adequada", respondeu o deputado socialista, questionado sobre um possível reajustamento ao Código Penal, em vigor desde Setembro de 2007.
"A lei é recente, foi alterada pela Assembleia da República, foi votada pelos dois maiores partidos, o PS e o PSD, e permite definir se é necessário fazer uma monitorização da lei. Ao fim de dois anos far-se-á um balanço da mesma", acrescentou.
O que ele não disse foi que o seu próprio escritório foi totalmente vandalizado na semana passada.
O PS manda desvalorizar a criminalidade galopante a uma vítima dessa própria criminalidade!
Isto é Maquiavelismo como nem o Salazar conseguiria...
Dois homens armados assaltaram CGD de Rio de Mouro
Hoje às 19:05
Dois jovens encapuzados assaltaram, esta sexta-feira, à mão armada a dependência da Caixa-Geral de Depósitos de Rio de Mouro, no Cacém, desconhecendo-se o montante roubado. Em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro durante um assalto a uma ourivesaria.
Fonte da PSP revelou à agência Lusa que o assalto ocorreu às 13:45.
De acordo com a PSP, os dois homens encapuzados ameaçaram uma funcionária com uma arma branca e uma pistola, levando o dinheiro das caixas, desconhecendo-se até ao momento o montante roubado.
Após o assalto, os dois homens, que terão idades compreendidas entre os 16 e os 20 anos, fugiram a pé, encontrando-se a Policia Judiciária a investigar o caso.
Por seu turno, em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro, ainda que sem gravidade, durante um assalto a uma ourivesaria em Joane.
Os quatro homens, encapuzados e armados de pistolas, efectuaram disparos de intimidação junto à porta e no interior do estabelecimento comercial.
São menos de 2 minutos e dizem tudo!

Reparem os leitores que há 2 dias não ouvimos falar de assaltos.
Será que eles terminaram todos no mesmo dia?
Claro que não!
Basta ler o CM e o 24 Horas para perceber que eles continuam à força toda por todo o país.
Mas as televisões já não piam.
Porquê?
Num directo da Rtp uma repórter histérica está a fazer o relato de uma detenção que se está a verificar numa rusga em Odivelas. A repetir as mesmas coisas dezenas de vezes... nitidamente a encher chouriços, coitada.
O pivot da RTP, no estúdio, diz que as operações se destinam a «recuperar armas e droga».
Recuperar droga?
Essa é boa...
Eu não diria melhor.
Duas notas dignas de realce:
1 - O PS acha que nada há de errado com a criminalidade em Portugal. Contribui, com essa desvalorização, para o seu aumento.
2 - A Comissão de especialistas não encontrou causas para o descarrilamento da linha do Tua.
Outra coisa não seria de esperar.
A polícia não descobre os criminosos, a Justiça não se faz, a Saúde só funciona bem para quem tem cunhas, o Ensino não ensina porque as crianças não precisam de aprender para passarem de ano, e os especialistas não descobrem as causas de um descarrilamento.
É este o país que temos, não é outro.
O mesmo se passou na ponte de Entre os Rios e se passará na esmagadora maioria dos colapsos de estruturas ou acidentes graves que se vierem a verificar.
E quando o governo exige a uma determinada e específica classe profissional que se afogue em papéis, como é o caso dos professores, devia também lançar os olhos para as restantes, a começar por ele próprio, porque neste país o normal é ninguém render o normal.
Só não percebo é porque é que estes acontecimentos esperados continuam a notícia...
Cavaco Silva pede "estratégia adequada" para combater criminalidade violenta
"A onda de assaltos e crimes violentos é uma coisa muito séria", afirmou Cavaco Silva, defendendo que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens.
O Presidente da República disse ser necessário "uma concentração de meios e esforços" e "uma estratégia muito adequada para que a imagem de país seguro não seja alterada".
Interrogado se considera que a estratégia que está a ser seguida não é a adequada, o chefe de Estado admitiu que "a onda de crimes aumentou significativamente" e que "não há dias sem assaltos", o que poderá implicar que haja uma "adaptação da estratégia".
Cavaco Silva falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do Unidade de Cuidados Continuados de Odemira.
O alegado aumento da criminalidade violenta levou o CDS-PP a pedir uma reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República, mas o requerimento dos democratas-cristãos foi inviabilizado pelo PS, que garante, porém, estar disponível para discutir o tema dentro do "calendário estabelecido pelo Parlamento".
Pergunta inocente:
Se este turista fosse português haveria alguma «caça ao homem»?
É a vez dos alemães perceberem a insegurança e o vale-tudo que se está a passar em Portugal.
Ontem um turista foi baleado à queima roupa na cabeça por um delinquente que tinha sido expulso do comboio em Boliqueime.
A GNR montou uma operação de caça ao homem, mas é claro que o homem nunca mais aparecerá, tal como aconteceu com a Maddie e com qualquer bandido ou assassino que não seja completamente estúpido ou que não se entregue à polícia.
Fugiram a pé.
2 delinquentes.
E ninguém os encontra.
Como é que responde o governo?
Com o anúncio da criação de brigadas e coisas escritas no papel.
Veja-se a peça da RTP clicando no link seguinte
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=360408&tema=27
Pronto.
Agora os alemães já sabem o mesmo que os ingleses.
Já sabem o que é Portugal neste momento.
Aguardemos pelas reacções.
nesta peça da RTP diz-se que já se «tinha esgotado o tempo para que a GNR pudesse descobrir quem quer que fosse...»

O filme continua.
Noite após noite, o crime instala-se em crescendo.
As polícias não actuam, não andam na rua, o ministro desapareceu, o governo está preocupado com a medalha do Nelson e os nossos comerciantes continuam a ser abatidos a sangue frio sem este país ter sequer esboçado qualquer tipo de resposta.
Não sei de que está o governo à espera para lançar a polícia para as ruas à noite.
Há que pagar horas extraordinárias?
Mas isso é o menos.
Parece-me que a vida e a propriedade dos cidadãos o justifica.
Ou será que não?
Só faltava esta:
sabotarem composições.
Para quê?
Com que intuito?
O maquinista diz que aquilo não foi normal.
Pois não.
Mas quem é que tem interesse em fazer descarrilar um comboio?
O interesse - a haver - seria exactamente o contrário.
Manter aquela linha em funções por causa do turismo.
Desactivá-la não interessa a ninguém.
Esta não se percebe.
E nas coisas que não percebo não acredito.
Este é o tipo de notícia à qual o secretário de estado diz que temos que nos habituar.
Eu não me habituarei nunca a viver num país que dedica os seus parcos recursos a construir estádios de futebol inúteis enquanto fecha escolas e maternidades; e a subsidiar o aborto a 100% enquanto obriga os doentes a pagar taxas moderadoras.
Mas isso sou eu que tenho mau feitio...
E, em corolário, a simples explicação para o país que somos.
Enquanto o crime anda à solta nas ruas os ministros divertem-se com as estrelas internacionais.
Isto era exactamente o que acontecia em Cuba a 31 de Dezembro de 1958.
Fulgêncio Baptista banqueteava-se na festa de fim de ano com os seus amigos magnatas da alta finança Americana enquanto o povo passava fome e a criminalidade actuava desenfreada nas ruas de Havana.
Mas como estes tipos nem no mais básico da História Universal ouviram falar, cometem cegamente os mesmos erros que outros cometeram no passado.
A sorte deles é que em Portugal parece que já não há Portugueses com um P maiúsculo. Parece só haver resignados com r bem minúsculo.
Decididamente, Martins Moniz já os não há.
Até ver...

Há quem garanta que eram 3 milhões mas mesmo que fossem só 2,5, estes brasileiros - perdão! - estes criminosos sabiam bem o que lá ia dentro.
Serão bruxos?
Pais de Santo?
Ou terá sido a Iemanjá dos Algarves?
A Rui Pereira, coitadinho, já ninguém o vê.
Graças a Deus!
Em vez de dois azares, assim só nos podemos queixar de um...
Ora aprendam lá, srs brasileiros - perdão! - srs criminosos, aquilo que o jornalismo tuga bem vos ensina.
Deixem lá os bancos e dediquem-se mas é aos carros de transportes!
Não é isto o que pretende transmitir esta peça?
E agora: será que os criminosos sabem ler português?
Que língua se falará em Minas Gerais?
E só rir...
Lisboa é o distrito com mais habitantes e é, evidentemente, o distrito com mais crimes.
Está no topo da pior tabela de todas.
Contou em 2007 101.511 crimes.
Mais de 100 mil crimes registados!
O crime mais comum na região da capital é o furto em veículos.
No interior, o álcool - ou a sua desenfreada perseguição - continua a ser um problema. Nesta região o crime registado mais comum é a condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l.
É claro que estamos a falar de crimes registados, sendo este o único tipo de crime em que a GNR actua por sua livre e espontânea vontade.
Todos os demais são passíveis de queixa dos interessados e, hoje em dia, já ninguém faz queixa de coisa nenhuma porque não vale a pena. Nunca há resultados dessas queixas e elas só acarretam chatices e incómodos, idas repetidas ao posto para interrogatórios e outras diligências que nunca dão em nada para quem faz queixa de alguma coisa.
Na geografia do crime a Guarda recebe também o devido destaque. Este foi o distrito onde o número de crimes mais aumentou - 6,1%, sendo que aqui o crime mais comum é a agressão física.
Crime este que ganha também nas tabelas de Aveiro, Bragança, Viseu, Porto e Viana do Castelo.
O crime de furto é o mais comum nos distritos de Santarém (terra de Moita Flores, o profissional da Sic), Faro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Setúbal. Neste distrito a subida de 5,8% na criminalidade global é agravada também pelo aumento dos crimes violentos em mais de 8%.
Este era o cenário em 2007.
Nao há dados sobre 2008 e acredito bem que os não teremos antes das eleições de 2009 porque, a serem reais, eles serão absolutamente escandalosos.
Qual a culpa de Rui Pereira neste cenário que já está incontrolável e dentro em pouco será catastrófico?
Não terá grande culpa, coitado, porque ele nem terá bem noção do país em que vive...
Mas a maior é a de cegamente seguir a cartilha Socretina da desvalorização das evidências.
Porque uma coisa é manipular os números referentes à iletracia dos portugueses para europeu ver. Outra é fazer o mesmo quando se trata da propriedade e até da vida das pessoas.
São aldrabices muito diferentes, embora para quem é aldrabão compulsivo toda a aldrabice esteja de tal forma arreigada ao cérebro que já nem se dá conta de que está a mentir.
Mas se a primeira é, até certo ponto, desculpável para não se transmitir para o exterior a imagem real da qualidade intelectual deste povo, já a segunda se não pode tolerar pelos efeitos subversivos e perniciosos que ela acarreta.
Nada mais convidativo para os gangs do que perceberem que podem assaltar calmamente centenas de bancos e joalharias porque não só não serão nunca apanhados, como o ministro ainda virá desvalorizar esses assaltos.
Portugal, seguindo-se esta política de desinformação, tornar-se-á a breve trecho num paraíso para a delinquência e para todo o tipo de crime.
A consciencialização das pessoas é fundamental também neste ponto e mentir ou desvalorizar aquilo que devia ser o principal motivo de preocupação do governo é, em meu entender, igualmente criminoso porque incita à escalada do crime.
É claro que Rui Pereira hoje em dia já nem abre a boca nas televisões porque já nem cara tem para continuar a balbuciar aquelas trivialidades do costume.
O escândalo é generalizado, as pessoas de modo nenhum acreditam na eficácia das polícias - aliás vêem-nas como agentes repressores e profissionais de caça à multa, que é essa a imagem que elas têm tratado de transmitir ao longo da última década, pelo menos - e de maneira que o caos para o qual eu tenho vindo a alertar desde finais de 2006 está aí a instalar-se e a consolidar-se perante a estupefacção de todos e a admiração de quem tinha o dever de prever e obstar a este alastramento exponencial do crime.
Durante os últimos 2 anos o governo recorreu ao INE e à sua falta de bases de dados para propagandear que "afinal os crimes até nem tinham aumentado assim tanto", mas neste momento pode recorrer às estatísticas forjadas que quiser que já ninguém engole essa.
Mais vale admitir para se descredibilizar menos.
E então há que actuar.
Como?
Só há uma forma, nem sequer há duas: o reforço de policiamento nos locais tradicionalmente e potencialmente mais perigosos.
Policia na rua, mas não ocupada em passar multas de estacionamento.
E motivar (€€€) a PJ que, neste momento, e depois do esperado desfecho do caso Maddie está moralmente de rastos, expulsando simultaneamente os palhaços do seu seio, quer os que escrevem livros para desculparem a sua falta de competência, quer os que passam a vida a dar informações falsas aos jornalistas com o mesmo intuito dos anteriores.
E, acima de tudo, algemar o Moita Flores à entrada nos estúdios da Sic, amanhã de manhã, e conduzi-lo ao seu local de trabalho - a Câmara Municipal para a qual foi eleito - de onde só se deixará sair, no fim do dia, directamente para o Lar.
Meus Caros: o lugar dos palhaços é no circo.
Não é na Polícia, na comunicação social e muito menos no governo de Portugal.
E, enquanto Portugal não colocar cada um no seu devido lugar, esta tragicomédia não terá fim.
Rui Pereira e Moita Flores no lar da 3ª idade de onde nunca os deveriam ter deixado sair.
Os inspectores dos whiskies, dos almoços de 3 horas, dos espancamentos para obter as confissões... atrás das grades.
E os ministros que vêm defender diariamente o indefensável - esses sim! - para o circo Chen ou Cardinalli que, tal como a Alta Finança, pagam bem e a horas.
Só o dinheiro é que é mais limpo.

Não são as notícias em si.
É o facto de ainda haver jornais que as dêem.
Claro que no fim da página com um destaque 50 vezes menor que a medalha do Évora.
Se os nossos vizinhos Espanhois dessem o mesmo destaque a cada uma das medalhas que têm ganho não havia tempo televisivo na TVE para mais nada.
Mas a cada um a sua pequenez.
Dentro em pouco veremos gente a ser baleada à nossa frente e isso já não será notícia.
A criminalidade violenta que assola o país teve esta quinta-feira mais seis casos conhecidos. E já marca o subconsciente dos portugueses. Exemplo disso mesmo foi o assalto "fantasma" a uma carrinha de valores no centro do Porto.
O alerta para a PSP chegou à hora do almoço, por volta das 12.30 horas. Uma pessoa dava conta de que um veículo "suspeito", de matrícula estrangeira, estaria a seguir uma carrinha de valores da Esegur, que entretanto estacionou junto ao supermercado Pingo Doce, na Praça da República, no Porto, para ali proceder à recolha de dinheiro.
Com o inédito ataque a uma viatura da Prosegur em Aljustrel (em que foram usados explosivos) ainda na memória, a Polícia não facilitou. Em poucos minutos, a praça ficou tomada por vários carros-patrulha e elementos das forças de intervenção. "Havia agentes com coletes e armados de "shotguns" (caçadeiras). Via-se que levaram bem a sério a denúncia", contou ao JN um comerciante. "Perguntei aos polícias se estava segura e disseram-me que sim, mas para permanecer na loja", acrescentou outra testemunha do aparato.
Mas no local já não se encontrava qualquer viatura suspeita nem havia sinais de eventuais assaltantes. Os próprios tripulantes da carrinha da Esegur "não se aperceberam de nada", ou seja, de que poderiam correr risco de assalto, adiantou uma testemunha. Azar tiveram os condutores de dois carros que passavam na praça, e que, com a confusão, se envolveram em pequenas colisões. Passada a agitação, a viatura de transporte de valores seguiu destino, mas agora sob escolta da PSP, como "medida cautelar", segundo fonte policial.
Bem a sério, quatro indivíduos armados e encapuzados assaltaram e sequestraram, ontem à tarde, o condutor de uma carrinha de distribuição de tabaco, junto ao café Falésia, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia.
Tudo aconteceu depois do condutor ter retirado o dinheiro da máquina de tabaco, que estava no interior do café, e ter-se dirigido à carrinha para ir buscar mais cigarros. Foi nessa altura que os assaltantes bloquearam a entrada do café com o automóvel em que se faziam transportar.
Segundo o proprietário do café Falésia, Fernando Godinho, os assaltantes só ameaçaram duas pessoas, para além do condutor da carrinha de distribuição: "Ameaçaram um senhor que estava sentado na esplanada e uma senhora que estava na paragem (do outro lado da rua) e que tinha um telemóvel e uma máquina fotográfica na mão".
Em seguida, o grupo terá obrigado o distribuidor de tabaco a entrar na carrinha. "Mete-te dentro da carrinha já, ou eu lixo-te, que eles já me estão a conhecer!", terão dito, levando depois a vítima até um local a 200 metros do café, onde lhe roubaram mercadoria num valor ainda não apurado, pondo-se em fuga no mesmo automóvel em que chegaram. Segundo apurou o JN, os assaltantes "deixaram" o proprietário do estabelecimento accionar o alarme que imediatamente alerta as autoridades.
Um grupo de encapuzados tentou assaltar, ontem de manhã, a ourivesaria Neves, em Vilar do Pinheiro, Vila do Conde, efectuando vários disparos de caçadeira contra as montras, mas o proprietário conseguiu impedir a investida, accionando as grades de protecção.
Na altura, cerca das 11.45 horas, encontravam-se na ourivesaria Paulino Neves (dono do estabelecimentos), Carlos Neves (filho) e e o neto, de 10 anos, que já tinha assistido a um assalto à mesma ourivesaria há três anos e que ficou em pânico. "Quando dei conta de que estavam a querer entrar e começaram a dar tiros, accionei logo a grande para que descesse", explicou Carlos Neves.
Carla Cruz, moradora, testemunhou a tentativa de assalto. "Fui à janela e vi dois indivíduos encapuzados dentro de um carro escuro, junto aos ecopontos, e outros dois a darem tiros contra a ourivesaria.
Quando fui à porta para pedir ajuda passaram os quatro em alta velocidade". Os assaltante acabaram por desistir e puseram-se em fuga num Nissan Primera preto.
Três homens assaltaram, ontem de manhã, a serralharia "Profilógico", na Rua de Angeiras, Lavra, Matosinhos, roubando 300 euros em dinheiro. O assalto ocorreu por volta das 10.30 horas, quando dois dos assaltantes entraram no estabelecimento fazendo-se passar por clientes.
Segundo um funcionário, que não estava na serralharia na altura do assalto, um dos indivíduos terá ficado perto da porta, enquanto o outro pedia "um orçamento para umas portas". No momento em que o colega de serviço se preparava para fornecer o contacto do proprietário, o indivíduo apontou-lhe uma arma de fogo, exigindo o dinheiro em caixa. "Apanharam o dinheiro e não quiseram saber de mais nada", contou o funcionário.
Após o assalto, os dois homens puseram-se em fuga, num Fiat Uno preto, sem chapa de matrícula, onde estaria o terceiro elemento à espera, tomando a direcção da A28. O JN tentou contactar o proprietário da serralharia, mas este não estava disponível para prestar declarações.
Pela segunda vez em menos de dois meses, a Farmácia Nova de Jugueiros, em Felgueiras, foi assaltada à mão armada. Desta vez, com tiros. O assalto aconteceu anteontem, por volta das 19 horas. Dois encapuzados entraram de rompante no estabelecimento e dispararam logo um tiro contra o tecto. De seguida, deslocaram-se até à caixa e obrigaram a funcionária a dar-lhes o dinheiro todo. No entanto, deram conta da presença de dois clientes, que já se encontravam na farmácia. Os assaltantes ter-se-ão intimidado e dispararam um segundo tiro, sem causar feridos.
"Eu estava com dois clientes, quando eles entraram e dispararam logo um tiro. Quanto ao dinheiro, só posso dizer de que foi uma pequena importância. Eles fugiram a correr, mas não posso precisar se h