
Depois do tremendo choque que foi, para mim, a morte de Michael Jackson, há que ultrapassar e continuar a malhar no engenheiro Sócrates que a vida continua e o engenheiro Sócrates também.
E desta vez decidiu, o engenheiro das arábias, impedir um negócio "do qual não tinha conhecimento" mas que afinal estava fartinho de ter, como noticia o Expresso de hoje.
Mais uma galga que no engenheiro Sócrates é normal e ninguém leva a mal.
O engenheiro mixordeiro não quer que haja suspeitas sobre o envolvimento dele no assalto à TVI.
Mas há mais do que suspeitas. Há claras certezas.
Correu foi mal. Soube-se antes do tempo.
E vai dai o engenheiro Pinóquio recua, inviabilizando a negociata que já tresandava a isso mesmo: a pura negociata para se tomar de assalto a TVI.
A única novidade, neste caso, relativamente às demais tropelias de que o engenheiro é pródigo, é que ele já não se assume apenas como chefe do governo.
Ele agora é também dono e chefe do Estado.
Ou melhor: o Estado, afinal, é ele.
Para que não se suspeitasse (do que já toda a gente sabe), ele inviabiliza um mega negócio prejudicando, pois, o próprio Estado e as partes envolvidas. Pois se o negócio estava a ser conduzido desde o inicio do ano é porque era bom para todas as partes. Ou seja: para a economia Nacional.
Mas para o engenheiro mixordeiro isso são tudo coisas de somenos.
É preciso é que a sua imagem não fique beliscada (mais???!!!!!) neste processo. O Estado e a economia Nacional que se lixem, que em primeiro lugar está a face do dono.
Que me perdoem os leitores mas isto já não são tiques de tiranete.
Isto ultrapassa tudo o que é admissível em democracia.
Ultrapassa mesmo a própria democracia.
Este Engenheiro mixordeiro ou é apeado pelo povo em Setembro próximo ou temos aí claramente um novo Mussolini instituído para as próximas décadas.
Para o não ver já não basta ser cego.
Tem que se ser surdo, também.
Porque emudecidos já quase todos estamos, de há uns tempos para cá.