janeiro 16, 2009

Caso Joana e julgamento dos PJs que têm como método científico de investigação arrear nos presos até obter confissões

Faro, 16 Jan (Lusa) - O julgamento das alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da Polícia Judiciária (PJ) regressa hoje à barra do Tribunal de Faro, para que não haja interrupção na produção de prova, continuando depois na próxima quinta-feira.

Na última sessão do julgamento, realizada em meados de Dezembro passado, também com a mesma finalidade, o advogado de Leonor Cipriano entregou no tribunal um requerimento para serem ouvidas 16 testemunhas, para fazerem o contraditório.

A primeira testemunha apresentada no requerimento é Leonor Cipriano, assistente neste processo, fazendo também parte da lista de testemunhas pretendidas por Marcos Aragão Correia o professor catedrático de medicina legal Pinto da Costa, o inspector do Ministério Público Alípio Ribeiro e a directora do Estabelecimento Prisional de Odemira, Ana Maria Calado.

O requerimento fundamenta-se, segundo o advogado da mãe de Joana, na necessidade de esclarecer "contradições" da assistente invocadas pelos arguidos e esclarecer se a mesma foi injectada com uma droga no Hospital de Faro, com o propósito de perturbar a sua capacidade.

O processo das alegadas agressões a Leonor Cipriano por inspectores da PJ está relacionado com o denominado "caso Joana", que remonta a 12 de Setembro de 2004, dia em que a menina, de oito anos, desapareceu da aldeia de Figueira, Portimão, Algarve.

As acusações do Ministério Público contra cinco inspectores e ex-inspectores da Judiciária surgiram na sequência dos interrogatórios na PJ de Faro em 2004, altura em que Leonor terá aparecido com lesões na cara e no corpo no Estabelecimento Prisional de Odemira, onde estava em prisão preventiva.

Três inspectores são acusados de crime de tortura, um é acusado de crime de falso testemunho e de omissão de denúncia e um quinto é acusado do crime de falsificação de documento.

A mãe de Joana, Leonor Cipriano, e o tio, João Cipriano, estão condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça a 16 anos de prisão cada um, pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver da criança que nunca apareceu.

Nem sequer o mínimo vestígio de ADN da menina.

Ora, portanto:
Aquela analfabeta e nitidamente retardada, Leonor Cipriano é, afinal, um génio do mal que, com a sua suprema inteligência e argúcia criminosa conseguiu fintar toda a PJ e anular os mais modernos métodos de investigação da polícia científica deste país.

Meu Deus!!!
Como é possível???

Publicado por JoaoTilly em janeiro 16, 2009 08:16 AM
Comentários

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