No dia em que se completaram exactamente 4 anos sobre o homicídio do meu pai, o Ministério Público deduz finalmente a acusação de Homicídio por negligência à médica que enviou o meu Pai para a morte. Ou seja: para o Hospital de Seia.
Muito se deveu à minha insistência e à queixa que eu e o meu irmão fizemos no DIAP: Senão, até hoje essa desgraçada continuaria a mandar doentes para a morte na maior das descontrações.
Nunca saberemos quantos "aviou", esta médica.
Sabemos que, se continuar a exercer, seguramente não o voltará a fazer com a mesma leviandade.
Que se faça justiça e essa péssima profissional pague bem caro o que fez àquele grande Homem, que podia muito bem estar vivo hoje e de perfeita saúde, entre os seus - mulher, filhos, netos, irmãos, sobrinhos e amigos - se não tivesse tido o azar de ir parar às mãos dessa inqualificável que, apesar de ter reconhecido que o meu pai estava a sofrer de um ataque cardíaco agudo, o mandou para Seia.
Para quê?
Para morrer, evidentemente. Só permanecendo em Coimbra, nos cuidados intensivos, o doente poderia sobreviver, como era óbvio e aqui se prova.
Mandou-o para Seia à uma e tal da manhã numa ambulância sem suporte de vida.
João Tilly dos Santos ainda sobreviveu a isso e a mais duas viagens. Uma inútil para a Guarda e a final para Coimbra novamente, para finalmente vir a falecer após tanto sofrimento escusado.
Ao enviar João Tilly dos Santos, no decurso de um enfarte de miocárdio, para o Hospital de Seia, de onde ele já provinha, e que não tem as mínimas condições para socorrer o doente, a médica provocou-lhe a morte.
O Hospital de Seia é caracterizado várias vezes, ao longo desta acusação, por ser um Hospital sem quaisquer condições para prestar assistência a casos graves.
O Hospital da Guarda é também caracterizado por não possuir muitos dos serviços necessários para socorrer um doente em crise aguda, nem sequer possuir um laboratório a funcionar durante a noite.
Este extenso documento, no qual o Ministério Público acusa a médica de, com a atitude criminosa de enviar o meu pai para Seia, lhe ter causado a morte, arrasa igualmente as competências técnicas dos hospitais de Seia e da Guarda.
Aqui fica a acusação na íntegra, para quem a quiser ler.
Esta leitura pode salvar a vida a muitos incautos que ainda pensem que o Hospital de Seia - ou mesmo o da Guarda - podem salvar alguém em perigo de Vida.
É uma mentira criminosa que aqui fica bem demonstrada e para a qual as populações têm que ficar alerta, para não caírem no erro de enviar os seus entes queridos com doença grave ou crise aguda para estes Hospitais.
Enviar um doente em enfarte, AVC ou outra crise aguda para os hospitais de Seia ou da Guarda é o mesmo que os mandar para a morte, como aqui fica indubitavelmente provado.
Enviar um doente para o Hospital de Seia e depois transferi-lo para a Guarda é garantir que este doente não sobreviverá.
Chama-se a atenção para a página 41 onde se deduz formalmente a acusação.
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Página 18 - no Hospital de Seia não há análises nem medicina interna à noite
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Página 41 - dedução da acusação
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Resultado da autópsia
São necessários 4 anos para deduzir culpa?
Talvez tenha sido muito rápido!
A minha solidariedade ao Persistente João Tilly
Caro João,
Parabéns por essa sua vitória justa.
Nem sempre as perdas que acumulamos na vida se mostram acompanhadas de pelo menos igual força de vontade e determinação.
No seu caso, é notória a força e a capacidade de resistir.
O João por certo não ignora que a essa acusação permite a lei que a arguida reaja com a abertura da instrução e que em última análise, terá de ser comprovada em julgamento.
Faltam pois algumas batalhas ainda ...
Espero que a serenidade e a coragem o acompanhem sempre e termino com o voto que sei será o de todos os cidadãos que acreditam no Direito : que se faça justiça !
Saudações
Maria