Caras e caros colegas,
O meu Balanço dos Prós-e-Contras:
Finalmente apareceu alguém a fazer frente à Sra. Ministra da Educação, parabéns aos colegas de Ribeirão (porque é verdade que ela mente, e sabe que mente, e nós também sabemos que sim) e à colega que lhe disse que "qualquer um que não seja professor pode ser ministro da educação".
Já fui simpatizante (não militante) de um partido político, coisas da
juventude em que acreditamos no que nos dizem, mas agora não acredito em
nenhum deles.
Também coloco sérias reservas nos nossos sindicatos que nos deixarem ao merecê das politicas educativas dos sucessivos ministérios.
No entanto, quero dar os parabéns ao colega da Fenprof que esteve à altura dos acontecimentos e respondeu-lhe, com convicção e querer, que a luta não vai parar.
Esta batalha não é fácil, é talvez a mais difícil de todas as que travamos
até agora em prol dos ideais que nos levaram um dia a sonhar ser professor.
Temos de continuar a lutar, sem discursos embrulhados, vagos e com o cuidado de ficar de bem com todos. Não é aceitável que um professor venha dizer que a culpa é de todos, porque se alguma culpa os professores têm, é a de nunca se terem demarcado das várias experiências pedagógicas frustadas, iluminadas e copiadas (de ilustres países onde os políticos são sérios e onde os jovens não se atrevem se quer a cuspir para o chão) que nos foram impostos governo após governo.
A escola tem sido um verdadeiro tubo de ensaio e o ministério de educação o
laboratório por onde têm passado muitos aprendizes de "feiticeiros" e "estagiários" a cargos públicos bem remunerados.
Se o tubo de ensaio nunca chegou a explodir, a nós se deve, que anos após
anos improvisamos e asseguramos a minima qualidade do ensino.
Mas escola e alguns professores erraram, desde logo na preparação da classe
política autista que agora nos governa, que sem qualquer respeito pelo comum
dos cidadãos lhe retira os seus direitos, lhe diminui a participação cívica, lhe diminui a dignidade, lhe quer fizer sentir inútil e desprezável no seu próprio país.
Compare-se a postura deste governo na educação e na saúde, na educação
dá-se o poder aos pais, às autarquias e às empresas, na saúde, nomeadamente
nas juntas médicas, dá-se o poder exclusivo aos médicos.
Temos de nos unir!!! E dizer BASTA SRA MINISTRA! BASTA SR. 1º MINISTRO!
BASTA SR. DA CONFAP!!!
Não se esqueçam, todos os dias na escola lutem pelos vossos direitos!!!
Não permitam no vosso dia a dia que os outros julguem o vosso trabalho sem
nada conhecerem sobre a educação!
Manifestem o interesse de participar na avaliação do desempenho das outras profissões!
No dia 1 de Março concentração na Avenida da Liberdade em Braga!
Usem a máxima levem um professor consigo!
No dia 8 de Março todos a Lisboa, vamos mostrar ao país que não são só
alguns professores que protestam, mas sim a sua grande maioria.
Abraços,
Eduardo Cunha
Professor (simplesmente) da Escola Secundária de Barcelos
Para o Sr.Eduardo Cunha: quer parcticipar na avaliação do meu trabalho?... Diariamente, por linguagem verbal e não verbal, e anualmente, via relatório, o meu trabalho já é avaliado pela minha entidade empregadora. Aliás, sempre o foi desde que iniciei a minha actividade profissional e tendo eu uma actividade especializada, o meu desempenho foi avaliado pelas chefias cujas competências eram MUITO diferentes das minhas.
Agora pergunto: quem é a entidade patronal dos professores? Porque é que estes têm que ser diferentes das outras profissões?
(asseguro-lhes que não sou 'cavador', apesar de não me envergonhar de se o fizesse)...
Ai as 'Primadonas'!!!
Sou professor aposentado, passei por todas as reformas e pseudo-reformas antes e depois do 25 de Abril, vi e sofri muitos desvarios, mas este é maior. Apesar de já não me atingir directamente, não iri a todas as manifestações porque não posso. E não pretenço a nenhum partido da oposição, pelo contrário. Apenas penso como cidadão livre.
Afixado por: João Norte em fevereiro 27, 2008 06:39 PMVolto apenas para dizer ao "ppp" que deixa o comentário anterior ao meu.
Você, quem quer que seja É simplesmente Parvo!
Sr. João Norte, posso ser tudo menos parvo pois vivi na 'pele' os anos em que a carreira de docente era para TODA A VIDA, independentemente da (in)competência do Docente. E se uns havia que se dedicavam à profissão como uma Missão de Vida, outros havia para os quais ser professor era apenas uma boa saída profisional.
Mas, apesar de pensar que apenas critico os segundos, engana-se pois se os primeiros preferiam "assobiar" para o ar quando os segundos viam os segundos fazer da sua profissão uma actividade de lazer, são tão culpados quanto eles!
Até posso ser parvo, mas Burro é que não sou!!!