fevereiro 25, 2008

As milhentas contradições de um país sem rumo

A Caixa Geral de Depósitos personifica o país.
A luta pelo controle do maior banco português, por parte do governo e da alta finança privada, deu no que deu.
Desde sábado que os cartões da CGD não fazem operações em nenhuma caixa automática em Seia, nem passam na maioria dos terminais de pagamento.
A CGD não é só "o banco", como diz o Scolari.
É o maior e provavelmente também o pior de todos os bancos em termos de serviços.
Uns jornais da especialidade afirmam que a CGD está a perder milhões por dia enquanto outro diz que os lucros, mesmo assim, são incomensuráveis. Provavelmente há verdade nas duas afirmações.

Depois a bulha dos galarós socialistas: o do Tribunal de Contas e o da Câmara de Lisboa: à força de querer tomar conta de tudo, o PS acaba por lançar uns socialistas contra outros!
Quando os escândalos são monumentais, não há peneira que tape o sol...

DGV não tem hipóteses de cobrar multas, como eu sempre aqui disse. São às dezenas de milhar e não há gente que consiga tratar nem de um décimo delas.
Os papalvos que as pagam voluntáriamente ficam sem o dinheiro. Os outros, espertalhuços, os que nada fazem, vêm as multas arquivadas.
Quem é que manda os portugueses serem burros? Para além das televisões e da comunicação social, claro...

Na mesma página pode ler-se que o pai do IRS e do fisco viu uma vivenda penhorada depois de pagar o que devia!
Ora aí está! Deus não dorme!

E afinal a economia, ao contrário do que afirma o pinóquio, está na maior crise desde 93! Já não se consegue esconder por mais tempo o falhanço a toda a linha do indigno engenheiro projecteiro mamarracheiro.

A escolha de um amigo íntimo de Pinto da Costa para investigar o crime na noite do Porto pôs aquela rapaziada trabalhadora da PJ toda aos saltos.
Não é que haja alguma diferença: quem confessar leva com um processo e quem não se acusar fica de fora, como sempre aconteceu aqui em Portugal.
Mas não deixa de ter uma certa piada que já não haja nomes disponíveis para os cargos de chefia da investigação que não passem invariavelmente por... Pinto da Costa.
PC tornou-se num planeta gigante (gasoso, segundo Carolina) que atrai, segundo as leis da física, toda a matéria inerte e orgãnica, desde os maiores calhaus à poeira mais insignificante que à sua volta gravitam.

E os Falcon que, afinal, já não estão ao nível de um país de inquestionável modernidade e franco progresso como Portugal!
Há, pois, que os substituir. E já!
É uma vergonha para todos os portugueses - especialmente para as crianças maioritariamente pobres (68%) e para o analfabetismo funcional que ronda os 55% (diagnosticados, fora os outros 30 e tal que estão encobertos...) e para os reformados que vivem com pensões de 300 euros por mês - que Cavaco e o seu irmão gémeo Sócrates (como diz Júdice) se deixem transportar em aviões ultrapassados.
Claro que os Falcon têm que ser substituídos, nem que para isso se tenham que fechar mais umas escolas e uns serviços de urgência por esse interior fora.
E vamos substitui-los por quais? Isso é que é outra história!...
Talvez por mais alguns desses F-16 descontinuados há séculos e comprados directamente ao Big Brother Guantanamo, que os mantinha a aguardar ordens de abate, ou por aqueles corsair A-7 que estavam em plena sucata no deserto do Nevada à espera de serem transformados em latas de coca cola.

Este país é impagável!

Publicado por JoaoTilly em fevereiro 25, 2008 08:26 AM
Comentários

Excelente artigo, caro colega J Tilly.

Afixado por: Paulo Cardoso em fevereiro 25, 2008 09:26 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?