janeiro 31, 2008

O país da pedinchice

Não há dúvida! A moda do pedir tomou conta da tugalhada toda e está aí para durar.
Assumindo a sua triste condição de inferioridade intelectual, o povo agora desata a pedir por tudo e por nada.
Petições para a direita e para a esquerda.
Uns pedem a favor e outros contra!
Os túneis, por exemplo.
Há uma petição contra e outra a favor dos túneis da Serra.
Que nunca serão construídos, está bom de ver.
Não sei se haverá alguma petição para a abstenção...

É tudo de joelhos a pedir.
A ver quem pede mais...

Acabem lá com essa indignidade, meu povo!
Homem que é Homem não pede: EXIGE!!!

Valha-me Deus...

Publicado por JoaoTilly em janeiro 31, 2008 06:50 PM
Comentários

Não poderia estar mais de acordo! pedir o que nos é devido??????? mas cada vez mais nos humilham e tentam fazer interiorizar que a EXIGÊNCIA de DIREITOS são meros pedidos, aos quais, porque até são generosos, por vezes acedem!... Veja-se,por exemplo, os PEDIDOS de subsídio de desemprego...lá vamos com o rabo entre as pernas PEDIR o q é nosso por direito, pl cumprimento dos nossos DEVERES...e pedimos envergonhados, qual sopa dos pobres, e ai de quem se sinta mais seguro, que logo a funcionáriaZECA do IEFP nos recorda:"o senhor é um reles desempregado!!! muita sorte terá se alguém aceder ao seu pedido!!!"..." e não se esqueça q está sob termo de identidade e residência!"..."veja lá se merece a liberdade condicional! sujeite-se e não bufe!"...e nós, todos nós?, sujeitamos... e bufamos baixinho não vá algum bufoZECO nos ouvir...

Afixado por: catarina em fevereiro 2, 2008 07:35 PM

DESABAFO DE PROFESSORA: Nunca me senti tão só. Só no “estar” (pensar e agir em conformidade com)... nunca senti, como hoje, que não consigo rever-me em nenhum colega, nem naqueles que dizem concordar com o que penso, nem naqueles com quem concordo. Os que criticam, como eu, fazem-no como se as afirmações valessem por si (ou seja, nada), como se os argumentos, por mais válidos que sejam, tivessem uma espécie de vida própria que os levasse à acção... como se não tivessem brotado, portanto, de princípios, mas sim de fins. Como se os factos (quais factos?) tornassem impossíveis os meios...

De que serve “ser”contra quando tal não passa de “dizer”?!... “palavras leva-as o vento”, e talvez seja com isso que contam. Mas se o vento leva as palavras, as acções cravam-se na realidade, agarram-se-lhe com uma força superior à de qualquer tempestade. Mas não... depois das palavras vem o vento. O silêncio de MAIS palavras, o silêncio das ACÇÕES... O MEDO das consequências.
Se preciso for, não dizem como disseram antes, quando não era preciso. Pior, se preciso considerarem ser, dizem o contrário do que disseram antes.

Actualmente distingo dois tipos de colegas de profissão: os corruptos e os corruptíveis. ONDE ESTÃO OS INCORRUPTÍVEIS? NUNCA ESTIVERAM?
Teremos chegado a tal ponto de descrédito que nem as nossas próprias convicções sejamos capazes de assumir de forma consequente? Então que MERDA de LIBERDADE é esta que exigimos sem qualquer responsabilidade?

Afixado por: catarina em fevereiro 2, 2008 08:41 PM
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