
A cimeira acabou.
O mundo ficou exactamente na mesma.
Nenhuma resolução foi tomada, nenhuma mudança se registou.
Nada, no planeta, mudou.
Não consegui encontrar, em nenhum jornal diário, uma única foto sobre a cimeira, tirando esta referência macarrónica no jn.
Todos os outros nem disso falaram!
Porque, de facto, tirando 3 noites bem passadas em Portugal, nada mais ninguém ganhou.
As relações económicas entre a UE e África e os direitos humanos (ou a falta deles) no continente africano ficam na mesma.
Quer dizer: ganharam os hotéis e as empresas que vivem destes eventos, mas não me parece que fosse essa a intenção deste encontro...
Ou seria?
O certo é que foram mais 100 milhões de euros, subtraídos ao bolso dos portugueses, que Sócrates estoirou em 3 dias, inutilmente.
Ninguém lhe tinha encomendado o sermão, mas o bacharel queria brilhar a nível mundial tal como Durão Barroso...
Um ego desmedido que, só em dois eventos - este e a "venda" de Cahora Bassa justamente quando começava a dar lucro - já causou mais prejuízo a Portugal do que qualquer catástrofe natural após o terramoto de Lisboa.
Sócrates só não conseguiu ainda ultrapassar Guterres com os estádios e a Expo.
Mas para lá caminha, com a Ota e o TGV, a passos largos.
Dêem-lhe tempo; dêem-lhe tempo que ele chega lá!...
Caro, Tilly,
muito bem observado. Nunca vai haver retorno deste "investimento" através desta cimeira porque os líderes africanos não são ingénuos como este PM pensa que p.ex. os portugueses são. Os líderes africanos já não caiem nas promessas de cooperação dependente com o Ocidente como há 20 anos atrás e uma China, parceiro económico preferido, não os chateia com lições de Direitos Humanos.
Mas no geral o que este PM continua a seguir zelosamente é a agenda Bilderberg que lhe foi encomendada - globalização, defesa dos grandes grupos económicos, controlo da população. Basta dizer que o livro "Bilderberg, os senhores do mundo" da Temas e Debates deixou de ser publicado, sabe-se lá porquê...
" Vampiros " - Zeca Afonso
No céu cinzento, sob o astro mudo Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada
A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios, poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Se alguém se engana com o seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
São os mordomos do universo todo
Senhores à força, mandadores sem lei
Enchem as tulhas, bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [2x]