1 - O governo recua, como sempre faz, à boa maneira guterrista, quando o bruá da sociedade é demasiado alto. A comunicação social ontem escandalizou os poucos que a vêem com esta notícia.
Então mas os consumidores é que pagam pela poluição dos outros?
E quem produz os sacos? E os hipermercados?
E alternativas aos sacos?
3 respostas erradas a estas 3 questões fizeram o governo recuar na ideia peregrina - mais uma! - de esmifrar mais uns cobres ao Zé à pala da treta da protecção ambiental...
Claro que a estupidez da medida era tal que houve que abandonar de imediato a ideia.
Se os sacos poluem, a única medida não-estúpida é proibi-los. E arranjar alternativas para eles.
Óbvio.
2 - Os consumidores é que vão pagar os contadores da EDP?
A esta ideia vai acontecer o mesmo que à anterior. Em Espanha e em todos os países civilizados quem paga o investimento das empresas são as empresas, evidentemente.
Aqui quer-se obrigar o povo a pagar os investimentos da EDP... para fiscalizar o próprio povo.
Faz sentido neste governo Socretino:
O povo milionário que pague os contadores da EDP pobrezinha!
3 - O alarme a a convicção da Morgado estão enraízados fundo na sociedade palonça.
As câmaras são o paradigma da corrupção!
Não são os negócios multimilionários que os amigos dos governos e a banca multimilionária fazem todos os dias.
Não!
São as câmaras, que não têm um tostão para mandar cantar um cego, que são as responsáveis pelos biliões que a Alta Finança arrecada com o empobrecimento galopante dos tugas.
Abaixo as câmaras, então!
Venha de lá o Sócras e os ministros bêbedos do deserto da margem sul resolver, em cada município, os problemas dos cidadãos!
Alcatroar ruas, abrir esgotos, construir Etares, Escolas e pavilhões gimno-desportivos.
Que tristeza!
Pois se o pouco que ainda se faz em Portugal são as Câmaras Municipais e as Juntas que o fazem, com malabarismos de engenharia financeira impressionantes!
É claro que as mega-misérias como os 10 novos estádios de futebol (que custaram tanto como 10 novos hospitais e estão às moscas), as Expos dos 5 milhões de contos mega-desaparecidos, os aeroportos de conveniência da alta finança, os Freeports sobre o estuário do Tejo, os Portucales e os TGVs que passam ao lado de 10 milhoes de portugueses, são mesmo os governos que as fazem!...
E, como o dinheiro dos portugueses não chega para tudo, há que apertar o cinto às camaras municipais, que andam a esbanjar milhões a reparar ruas e a construir o pouco que ainda se faz em Portugal.
Fernando Ruas e os autarcas que fazem das tripas coração para manter os seus municípios minimamente vivos têm o meu apoio incondicional.
O poder autárquico, mesmo se parcialmente corrupto, é um milhão de vezes mais útil ao país que o poder central - esse sim! - absolutamente corrupto e inútil.