Largos sectores da sociedade esclarecida portuguesa (meia duzia de lunáticos, portanto) declaram-se chocados com esta tentativa escandalosa de instrumentalização da Justiça por via da transformação dos juizes e magistrados em funcionários públicos.
Já esqueceram, portanto, que apenas há 2 dias se declararam escandalizados pela concessão da exploração de todas as estradas pagas com os nossos impostos a uma sociedade obscura pelo prazo de várias gerações.
E que, em média, uma vez por semana se declaram escandalizados por alguma das medidas anunciadas pelo governo que temos.
Felizmente, de todas elas, só foi concretizado o assalto descarado à carreira dos professores, por se tratar da classe profissional menos reivindicativa e mais amorfa de Portugal.
Eu não encontro aqui escândalo nenhum.
Estes "largos sectores" estão, como eu estou, a seguir a actividade do governo desde março de 2005.
Assistiram a tudo o que eu assisti.
Ao domínio e paralização do jornalismo que se fazia, em primeiro lugar.
Não custou muito. Todas as empresas jornalísticas estão na mão da alta finança, por isso a coisa foi fácil.
Sob a ameaça do despedimento imediato não há muito jornalista que insista em dizer a verdade, pela superior razão de lá terem filhos em casa que precisam de comer todos os dias.
Depois do espírito crítico da sociedade aniquilado, tudo se pôde fazer a seguir.
E é essa a estratégia que tem sido seguida pelo governo.
Não há que estranhar, pois, que este governo ditatorial pretenda controlar o que ainda não controla totalmente: a justiça.
Transformando a Justiça (ainda mais) numa fantochada total, esta classe política corrupta poderá ficar para sempre a salvo de todas as inconveniências por que hoje ainda tem que passar.
Veja-se o caso de Fontão de Carvalho e a vergonha nacional que foi arquivar um processo de pedofilia a um ex-deputado quando há 6 crianças - 6 a acusarem-no frontalmente de todo o tipo de coisas indescritíveis.
Por muito menos do que isso - uma acusação ou duas - há gente a passar anos na prisa.
Deste governo espera-se rigorosamente tudo: até à completa extinção da democracia, na prática.
Não há, pois, que estranhar absolutamente nada, vindo deste governo, por mais aberrante que nos pareça.
Até porque este povo, totalmente auto-demitido dos seus direitos, todos os dias prova que merece tudo quanto lhe acontece.
joao, andas há tantos anos, tao aflitivamente a tentar ver alguma lógica onde ela não existe, a tentar organizar, apagar o fogo de indignação que se deita e acorda contigo... que eu não resisto, tenho de (serei o primeiro?... não acredito...) dar-te uma dica preciosa que, quiçá... te acorde para outra realidade e desperte um pouco da tua compaixão... joão, o caminho para a notoriedade, vaidade e excelência neste país está pejado, entupido, estancado por milhares de esgroviados! loucos! não sabem bem porque querem trilhá-lo, não percebem nada, andam ali aos encontrões uns aos outros, e agarram-se aos títulos inerentes aos cargos que vão "acontecendo" sem olhar a quê... serve... estava a ver que nao conseguia, mas espera lá, ha ali outro para onde ha mais gente a correr... :)) eu acho uma pena que desperdices tantas pérolas...
Afixado por: joao em novembro 22, 2007 10:41 AMA Federação Portuguesa de Esqui NÃO vai para a Covilhã. A Federação Portuguesa de Esqui ESTÁ na Covilhã há montes de anos, pelo menos desde 1994
Afixado por: Cristina em novembro 26, 2007 06:08 PMMas a sede não estava. E agora está. Foi a noticia de abertura dos telejornais há dias.
Afixado por: João Tilly em novembro 27, 2007 02:51 AM