Ao "obrigar" dos professores a passarem os alunos que se recusam a aprender já estavamos todos habituados.
Ai do professor que chumbe um cábula: não progride na carreira, passa o verão a produzir relatórios justificativos e o ano seguinte com um inspector à perna.
Mas agora o requinte de malvadez da ministra vai mais longe:
O aluno passa mesmo que não vá às aulas.
Basta que realize uma qualquer prova de recuperação e toca a andar.
Quer dizer: obriga-se o professor a trabalhar mais, porque o aluno decide faltar às aulas!
Se o professor não quiser ter chatices para o resto da vida, tem que lhe fazer uma prova em que se pergunte o nome do cábula e pouco mais.
Mas não se pense que a perfídia e o insulto à inteligência dos professores acaba aqui: nada disso!
Se o aluno se recusar a fazer essa prova (feita para ele passar), ou se por algum motivo - não descortinável por ninguém em seu perfeito juízo - ele chumbar nessa prova, continua a não haver problema.
«o Conselho de Turma ponderará a justificação das faltas, determinando um plano de acompanhamento especial e a realização de uma nova prova»!!!!
À qual o cábula pode continuar a faltar.
Mas que o professor tem que produzir.
Palhaçada maior do que esta é, realmente, impensável.
O objectivo é claro:
Ir progressivamente esvaziando a autonomia para avaliar do professor.
Pretende-se fazer do professor um miseravel manga-de-alpaca que "pega" às 8:30 e "despega" às 5:30.
Não é preciso - nem desejável, pelos vistos - que ensine nada a ninguém.
Mas mesmo que o professor tenha esse mau feitio de querer ensinar alguma coisinha a quem não quer aprender (e ganha agora o apoio do Estado para manter essa atitude), é forçoso que não avalie o que ensinou.
É absolutamente fundamental que todos os alunos passem de ano, mesmo que não saibam ler nem escrever o seu próprio nome, que é para que Portugal «se possa aproximar» dos países mais desenvolvidos da europa, que têm como escolaridade mínima obrigatória o 12º ano, há já muitos anos.
Como a Letónia, a Bulgária, a Ucrânia, a Bielorrússia...
Caro João Tilly,
Não poderia estar mais de acordo com esta sua opinião.
Com estima,
João
É uma vergonha.. só quem não tem qualquer noção da realidade pode pensar assim...
Não há mais ninguém para Ministro?
Afixado por: Antonio em novembro 8, 2007 01:26 AM"Não há mais ninguém para Ministro?"
Não é nada pessoal mas, PORQUÊ?
Os anteriores eram melhores?
Não, não é pelo exemplo dos anteriores...é que há especialistas em educação e 9 milhões de portugueses... deverá haver alguém... ou somos todos uns trancos?
Afixado por: Antonio em novembro 8, 2007 09:48 PMQualquer um dos dos anteriores, por muito mau que fosse, sempre foi melhor do que esta senhora. Ao menos, nunca nenhum deles afrontou nem desprestigiou a classe docente como tem acontecido com este governo.
Afixado por: Rui em novembro 10, 2007 01:41 AM