Recebi este texto num comentário ao qual não posso deixar de dar destaque.
O que se passa com os Centros de Saúde de Seia e S. Romão?
Funcionam ou não?
Ainda mais quando se afirma que o Centro de Saúde de Seia até está a funcionar com as urgências que seriam destinadas ao Hospital, porque o mesmo Hospital não tem médicos suficientes!...
Mas afinal para onde caminha esta Terra em termos de saúde pública?
«Centro de Saúde de Seia:- Necessitando de uma consulta para o Médico de Família, para lhe dar conta de algumas consultas de especialidades a que fui obrigado a submeter-me e ainda para obter receita para as "famigeradas vacinas contra a gripe", uma vez que sou um idoso para quem é recomendada a sua aplicação, só consegui essa consulta para trinta e seis dias depois, seja, já em plena época outonal, com risco de entretanto ser apanhado por algum virus, que, evoluindo, lá poderá atirar comigo para o Hospital, onde me poderá acontecer aquilo que aconteceu a um seu ente querido, pedidndo desculpa de lembrar tal desgraça.
É que já me ia acontecendo o mesmo.
Posto Médico de S. Romão:- Consulta para Méico de Família.
É assim:- Tem que vir para a porta do Posto Médico pela manhã, para apanhar vez, se houver ainda alguma vaga das que guardam diariamente. Consta que tal é infrutífero, dado que alguns familiares de doentes madrugam para o efeito ou...
Outra hipótese:- Na última sexta feira do mês, da parte da tarde, começam as marcações das consultas para o mês seguinte. Se acontecer como aconteceu neste último mês, nessa última sexta feira de Setembro os utentes eram tantos que as datas disponíveis durante o mês de Outubro esgotaram e não conseguiram todos marcação de consulta.
Assim terão de voltar agora em 26 de Outubro a tentar de novo, se entretanto não forem desta para melhor.
Querem País mais terceiro-mundista?
Agradecerei a publicação.
Não refiro datas por ser facilmente identificável, e ficar marcado pelos senhores(as) que nos "guichets" nos tratam da saúde.»
Meus senhores: isto é uma perfeita vergonha.
Para além de ser ilegal e anti-constitucional esta é uma situação que envergonha Seia e as suas populações, que não têm culpa de morar num sitio tão desprezado pelo poder político central como este.
Há que tocar a reunir e exigir que o governo e a ARS cumpram com a sua obrigação e com a Constituição.
Porque os portugueses, ao serem esmifrados, pelo estado esbanjador, dos impostos injustos que são forçados a pagar, já cumprem - e bem! - com a sua parte.