outubro 05, 2007

Cimento do Hospital de Seia parado. E o Hospital propriamente dito?

A mim não me preocupa que o cimento páre durante meia dúzia de dias.
O que me preocupa é o que acontecerá ao cimento depois de seco.

Será que o Hospital - que querem transformar em unidade de cuidados avançada denominada «Unidade Local de Saúde (ULS)» dependendo directamente da Guarda - vai servir para alguma coisa?
Será que a dança macabra das ambulâncias - SEIA - GUARDA - COIMBRA irá finalmente parar?




































Temo bem que não.
Porque é isso o que ainda hoje acontece.

E asim sendo, não seria melhor que estivessemos ligados a Viseu, que possui um Hospital com muito maiores valências do que o da Guarda, que nem sequer possui nos seus quadros médicos em número suficiente para manter as especialidades e o atendimento a que hoje em dia se propõe?
Isto não pode ser só política...
Ouço argumentos do tipo: «a Guarda precisa de Seia» e «historicamente estamos ligados à Guarda», mas estes argumentos, com o devido respeito, não fazem qualquer sentido.
Os senenses têm que ter o que é melhor para Seia e não o que é melhor para a Guarda, que está legitimamente a tratar de si, usando Seia para aumentar o seu peso político.
E o argumento histórico, com o devido respeito pelo Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Seia, ainda faz menos sentido.
O que é fundamental é o bem estar das populações do nosso concelho.
Tudo o resto é chicana política.

Até no caso de o doente ter que ser transportado para Coimbra não seria necessário andar LITERALMENTE para trás se estivéssemos ligados a Viseu.
Fica quase "em caminho".

Caros decisores políticos: muitas vidas podem ser poupadas se se arrepiar o caminho que parece estar a ser tomado de se enviarem os doentes que apresentam um quadro mais complicado para a Guarda.
Por favor tenham isto em atenção.


Publicado por JoaoTilly em outubro 5, 2007 09:20 AM
Comentários

Concordo do ponto de vista relativo à distâcia entre Viseu e Seia. Mas Viseu não tem as valências necessárias e indispensáveis como tem Coimbra porque todos os Governos têm concentrado recursos por razões economicistas e do poder dos "lobbis"

Afixado por: Jacinto Figueiredo em outubro 5, 2007 01:01 PM

Muito menos valencias tem a Guarda relativamente a Viseu.
Esta análise está correcta e só não vê quem não quer. Os senenses andam ceguinhos!

Afixado por: António Cardoso em outubro 8, 2007 07:26 AM
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