A um inspector compete investigar.
De um inspector espera-se que descubra o que aconteceu.
Este inspector mostrou-se incapaz, nos dois casos mais mediáticos ocorridos em Portugal, de descobrir o que quer que fosse.
Sobre a Joana, como não se descobriu coisa nenhuma, decidiu-se simplesmente que a miúda está morta e que foi a mãe que a matou.
Para isso se recorreu a um interrogatório à mãe que a deixou no estado que esta imagem documenta.
Portugal, 2004.
Sobre a Maddie ainda não se conseguiu decidir nada, embora o mesmo mecanismo tenha sido despoletado pela mesma PJ, tal como eu previ aqui logo no dia seguinte ao desaparecimento.
Mas acontece que os pais de Maddie não são grunhos. Nem retardados ou analfabetos como a mãe da Joana.
Claro que as televisões inglesas, mais cedo ou mais tarde, teriam que produzir uma reportagem chamando os bois pelos nomes, ou seja: trazendo a nú a inacreditável incompetência da Judiciária, neste caso, e explicando porquê.
A verdade é que as dezenas de erros consecutivos, cometidos uns sobre os outros, pela auto-denominada "melhor polícia do mundo" impossibilitam, neste momento, qualquer tipo de teoria consistente sobre o que de facto aconteceu.
Também tal como eu prognosticava, neste blog, que iria acontecer, e logo no dia seguinte ao desaparecimento.
Desde o não terem isolado o local de imediato, permitindo que o apartamento se tivesse transformado num local de romaria antes, durante e até depois da chegada dos investigadores, até ao facto de não terem recolhido amostras de sangue a não ser 3 meses e dois alugueres depois, e apenas porque a polícia inglesa o solicitou... um rol de incompetências desmascaradas para que o mundo inteiro perceba que só por milagre a criança alguma vez poderia ter sido encontrada por esta polícia que temos.
E o que faz o responsável pela investigação?
Ao ver a sua incompetência revelada com todas as letras, em vez de fazer o que lhe competia - descobrir o que aconteceu à garota - reage, ferido no seu "orgulho" de incompetente, e decide acusar a polícia inglesa de "estar feita" com o casal, "lembrando" que os pais são suspeitos de ter assassinado a criança.
Não diz onde, nem como, nem quando, muito menos porquê.
Limita-se, como no caso Joana, a decidir que:
1) a criança está morta
2) foi o casal que a matou.
Posto isto, forçoso é concluir que este senhor até pode reunir as condições necessárias para se assumir como inspector no Burkina Fasso ou numa qualquer tribo de aborígenes da Austrália, mas seguramente não as reúne quando se trata de uma polícia de um Estado de Direito, num país civilizado.
Se fosse comigo, ele teria que provar tudo o que afirma, sob pena de ter que arcar com as consequências.
Concerteza que os McCann não o vão deixar ficar impune.
Uma coisa é ser-se incompetente, incapaz, não se ter jeitinho nenhum para o trabalho que se desempenha e pelo qual se é pago.
Outra - e muito mais grave - é tentar encobrir essas manifestas incapacidades com conjecturas sem fundamentação, para desviar a atenção do principal, que é a evidência, revelada ao mundo inteiro, de que a judiciária falhou redondamente na sua obrigação.
Agora:
Não se faz constar que os pais (ou seja quem for) são os assassinos sem se ter a mínima prova ou sequer indício desse facto.
O inspector fala-barato foi de imedito substituído, é certo, mas já vai com 4 anos de atraso.
O que teria acontecido à desgraçada Mãe da Joana se este senhor tivesse ido tratar das galinhas há 4 anos?
Estaria presa?
E se a Joana aparece, daqui a uns tempos?
Quem vai pagar por esta acumulação de desgraças?
No caso Joana, existe a confissão por parte do irmão da mãe, tio da Joana portanto, em audiência de julgamento, a confessar o auxílio ao esquartejamento do cadáver da miuda. Foi assim que ele e a irmã se livraram do cadáver. Aos pedacinhos!! É por isso que a Joana jamais aparecerá.
E outra coisa, se a mãe da Joana tivesse sido espancada pelos agentes da PJ não ficaria nesse estado. Eles não são assim tão parvos e sabem bem dar "uns carolos" sem deixar esse tipo de marcas. Porque razão é que a distinta senhora só foi afastada das outras reclusas depois de ter sido espancada, alegadamente pela PJ?
Quando aos McCann, eu gostava de ouvir uma explicação séria para a presença no carro, alugado 25 dias após o desaparecimento da miuda, de fluidos biológicos de cadáer com uma compatibilidade de 99.99% com o ADN da Maddie, juntamente com uma madeixa grande de cabelo, também com uma compatibilidade de 99.99% com o ADN da miuda.
Os pais dizem que foi das fraldas e de cobertores. Isso é bullshit!!
Afixado por: afp em outubro 3, 2007 02:54 PMreza o acórdão do Tribunal que os condenou (à mae e ao tio de Joana):
"ambos começaram, em conjunto, a dar-lhe sucessivas pancadas na cabeça", levando-a a "embater várias vezes com o lado esquerdo" da mesma na "esquina da parede situada junto à porta de entrada".
"Mesmo depois de a menor ter caído por via desses embates" e "de ter tentado fugir de casa, sendo então puxada para dentro" pelo seu tio, além de "ser já visível que sangrava, mercê dos embates da boca, nariz e têmpora esquerdos na parede". Tal acção "só cessou quando a Joana se encontrava caída no chão, não dando já sinais de vida".
Para não serem "responsabilizados pela morte da filha e sobrinha, decidiram obstar a que a morte fosse conhecida de terceiros", refere o despacho, segundo o qual o corpo foi "embrulhado num édredon, num canto de um dos quartos da casa". Depois, Leonor encarregou-se de lavar a parede "onde estavam sinais de sangue da Joana".
Acontece que apesar de tudo ter sido dado como "provado" por 4 jurados que não tem sequer o 12 ano de escolaridade, nunca apareceu:
Sangue, o edredon, a roupa dela, a faca, a serra eléctrica, os sacos onde a meteram, nem qualquer parte do corpo da joana, nem sequer um cabelo, um bocado de uma unha, qualquer mínimo resquício de adn da joana!
Conclusão:
Os dois grunhos atrasados mentais foram, portanto, mais inteligentes que a PJ portuguesa!!!!