1 - Ou o novo código penal foi feito por gente que não faz a mínima ideia do cataclismo que iria provocar - versão defendida nos meios judiciários;
2 - Ou quem o fez queria ilibar alguém e o resto teve que ir por arrastamento - versão da pura má língua que é, geralmente, a que fica sempre mais próxima da realidade neste país;
3 - Ou a prioridade de quem o fez foi arranjar espaço nas cadeias.
Admitindo a terceira hipótese - a única plausível - não é sensato arranjar espaço nas cadeias soltando homicidas, violadores, pedófilos e assaltantes.
Quem testemunhou, na quinta feira, contra um assassino condenado e preso, pode hoje encontrá-lo frente a frente na rua.
Uma revolução destas teria que ter sido implementada gradualmente, de forma a que a tramitação dos processos pendentes continuasse inalterada, aplicando o novo código apenas aos novos processos.
Claro que isto não poderia ser assim tão linear. A lei seria inconstitucional se não fosse aplicada a todos.
Mas falo apenas no processo penal: o novo poderia ter tido em atenção a realidade presente, no que se refere à libertação imediata de homicidas condenados mas em recurso, ou aos presos preventivos.
Não teve.
E por isso eles aí estão, a somar aos 6 que fugiram da prisão de Guimarães e sobre os quais nunca mais se falou e aos 3 assaltantes que, apesar de totalmente cercados pela Judiciária em Viseu, continuavam a assaltar bancos no Norte...
Bolas ... tu já viste isto??? Agora anda aí a ladroagem e "criminosagem" toda a rir-se... Começo a achar que se impõe a necessidade de justiça pessoal (não gosto do termo popular porque me lembra o Socras).
Grande abraço querido amigo corajoso!
M.
E ... vamos lá ver o que "se diz" hoje no Prós e Prós. Ainda tenho presente o dia em que lá apareceste :)
Afixado por: Moriae em setembro 17, 2007 09:40 PME que grande intervenção, essa! Frontal e corajosa.
Ó Moriae, repara como tu em três palavras tonificaste exemplificativamente este desfilar de beija-rabos e alienação do povo: Prós e Prós. Eheh, bem dito.
O Tilly bem podia propor à RTPS, perdão, RTP, um reality-show apresentado por ele, sobre as verdades deste País. Teríamos audiência, apesar do carácter dramático!