
Em Seia a factura da "água " chega a ser 9 vezes mais cara que a água ela própria.
Claro que para além da água (neste caso 1,05€ que corresponde a 3 metros cúbicos) temos mais 7 parcelas, em que duas delas são taxas de saneamento (em repetição), uma Tarifa de Quota de Disponibilidade(!), uma taxa de resíduos sólidos e 3 parcelas de IVA.
Este é um dos meios de encaixe de verbas da Câmara.
Mesmo que não se gaste água nenhuma (por ausência do proprietário), 8 euros e pouco ninguém os tira.
Mas estes valores deviam, no minimo, estar indexados entre si.
Quem não gasta água ou gasta pouca água (um agregado familiar pequeno, uma pessoa a viver sozinha, uma segunda habitação) também não produz lixo em quantidade comparável aos agregados grandes.
Aqui há uma nítida inversão dos valores aceites em todo o mundo, do que postulam a Agenda 21 e o protocolo de Quioto, por exemplo:
Paga quem não polui por aqueles que poluem.
As taxas foram aprovadas em Assembleia Municipal da qual eu faço parte. Mas nenhuma simulação foi feita e nem eu e - tenho a certeza - nenhum dos deputados se apercebeu do exagero que se abateu sobre os consumidores de Seia.

Pergunta-se:
Que será quando forem as Àguas do Zêzere e Coa a cobrar directamente ao consumidor?
A História começou aqui, em 2003.
«A qualidade da água ou negócio.
Milhões de investimento para uns, milhões a alienar para outros.
A preços de 2001, os únicos possíveis de acordo com a conta de Gerência Camarária aprovada, o Município de Seia despenderá em 2004 mais do aquilo que obtém na cobrança da água pelo facto de passar a integrar o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento.
E isso é só a comparticipação mínima garantida aos Amigos para a Vida, assim se auto proclama “Águas do Zêzere e Côa, SA”, em que Seia entrará com de 15% do Capital Social.
Enquanto em Seia se votou por unanimidade na sessão Camarária e por maioria na Assembleia Municipal, Oliveira do Hospital solicitou esclarecimentos adicionais.
Gouveia assumiu: fica de fora!
A Covilhã considera um escândalo a entrada nas AZC.
Uma consequência imediata para a população Senense: todos vão pagar.
Freguesias como Loriga, Alvoco da Serra, Teixeira, Vide não ficam isentas. As três últimas pagarão ainda a recolha do lixo. 2,5 euros por residência/mês não resolvem o problema. É necessário ainda um local único de aterro ou depósito daquele.
Ninguém o quer!»
Como funcionário do municipio de Seia, com o nº 53, venho solicitar que o sr informe, retractando-se da sua ignorância, da parte do documento que apresentou no seu blog. No dia que aparece na guia o funcionário, constante da mesma encontrav-se de férias, o que pode facilmente poderá ser comprovado, e no entanto o Sr omitindo, da guia o seu nome a sua morada e ainda o seu numero de contribuinte, montou uma cabala da qual eu de modo nenhum posso fazer parte e como tal espero que proceda do modo mais correcto pedindo publicamente o devido pedido de desculpas.
Afixado por: Joaquim Ferreira em setembro 5, 2007 12:18 AMÉ pá: isto lá pela Camara está pior do que eu pensava!...
O que é que o Joaquim Ferreira terá querido dizer com este comentário?
No meio do arrazoado de uma língua impossível de descortinar só consegui perceber que me chamou ignorante...
Bem Haja!
Quando vejo um tipo escrever assim e chamar-me ignorante, fico logo bem disposto para o resto do dia!
Mas então estava de férias, era?
Quer dizer que este documento que eu tenho em meu poder é falso?
Não existe, é?
E se tivesse o nome e morada - que eu obviamente retirei - já era verdadeiro?
E se eu não tivesse retirado o nome e morada você já não estava de férias?
Explique-se lá, homem!
Gostava de perceber a confusão que vai nessa cabeça...
Como é que isto em Seia pode alguma vez ter hipóteses!....
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Ó Kripphal: este deve ter estado um bocadinho acima dos 10 segundos no meu blog, não?
E com a cabeça ao sol...