A língua fácil e o comportamento dúbio, diga-se.
Porque um activista de extrema esquerda vir a ser o mandatário financeiro de um candidato proposto pelo partido mais ligado à Alta Finança portuguesa (e que ainda por cima passa a vida a denunciar que a banca não paga impostos) é, no mínimo, curioso.
É claro que o futebol português tresanda. Toda a gente sabe disso.
Mas nem eu nem ninguém acredita que Pinto da Costa e o Major Valentão sejam - apenas eles - o Eixo do Mal.
Há-de haver muito mais coisas por esse país fora noutros clubes.
O comentador futeboleiro da SIC, Rui Santos, cada vez mais indisfarçavelmente parcial, revela em cada entrevista o seu anti-Pintismo visceral, o que é estranho para um comentador para quem a imparcialcidade deveria ser condição essencial.
Tudo isto ajuda ao clima de desconfiança que agora se vive.
Este documento anónimo tem, para já, esse grande defeito: o ser anónimo.
A sua forma é perfeitamente análoga à do documento que tentava desmascarar a intenção da investigação, e nomeadamente a de um certo inspector, em tramar Carlos Cruz, no processo Casa Pia.
A verdade é que, inocente ou culpado, lhe deram mesmo cabo da vida....
Uma coisa é certa: analisando o seu percurso político e declarações recentes, Saldanha Sanches inspira a mesma confiança daqueles que ele denuncia.