E, embora um cibercafé não seja o local ideal para se escrever seja o que for sobre um Grande Homem, um Médico lendário e um Radioamador pioneiro como foi o Dr Guerra Cerdeira, aqui deixo um link para a página da ARBA onde se pode ter uma ideia do pioneirismo deste Homem que, já nos anos 70, falava quase diariamente com o filho que na altura estava a trabalhar no Brasil. http://www.ct1arb.com/rep_estrela.htm
O Dr Guerra Cerdeira - o Dr Zeca, como familiarmente era conhecido e estimado por Castro Daire inteiro - foi o radioamador que instalou o primeiro repetidor no ponto mais alto do Continente: na Torre.
Era o equivalente ao Dr Guilherme, em Seia. Um médico que calcorreava quilómetros de noite, em estradas e caminhos, para ir ver os doentes aos lugarejos e casebres.
E nada cobrava aos pobres. Pelo contrário. Dava-lhes medicamentos, conforto e dedicação extrema.
Uma ocasião, nos anos 70, tive a oportunidade de ir com ele ver um ferido que tinha sido baleado, a uma aldeia de que já não me recordo o nome, noite cerrada. Um dia contarei a história.
Hoje ainda não posso.
O Dr Zeca, o histórico CT1HU, era meu tio.
As minhas condolências pelo seu ente querido.
Afixado por: Paulo Cardoso em agosto 2, 2007 02:36 PMJoão, as minhas condolências.
A vida continua e tu perpetuarás a memória dele, continuando a deixar nestas novas tecnologias a marca e o desejo de fazer chegar a informação, correcta, a muito mais pessoas.
Que pena não encontrarmos a dedicação do teu tio em muitos dos nossos profissionais, teríamos um país muito melhor, mais humano e mais desenvolvido!
Um abraço sentido deste teu amigo.
Boa viagem de regresso a Seia.
Condolências meu caro.
Cheguei a comunicar com o CT1HU, toda a comunidade radioamadora sente sempre a perda de um elemento seu.
Os radioamadores, independentemente das suas profissões ou ocupações, tendem sempre a ser pessoas prestáveis para a comunidade, sempre preparados para situações de emergência e naturalmente disponíveis para ajudar os mais novos na entrada neste nobre hobby.
Na verdade, somos cada vez menos assim.
Paz à sua alma.
CT1DID
José Luís Dias