
Cerca de 175 mil alunos do terceiro ciclo e do secundário enfrentaram há dias a mais temida das provas: o exame nacional de matemática.
Os resultados que conseguirem averbar os pouco mais de 100 mil alunos do 9º ano serão decisivos para fazer uma primeira avaliação dos resultados do plano de acção, lançado há um ano, para tentar acabar com a aversão dos estudantes portugueses à matemática. Aliás, já em Maio a ministra da Educação tinha avisado que, pela primeira vez, os exames nacionais iriam avaliar os alunos, mas também - e de forma inequívoca - o desempenho das escolas e dos professores.
É pena que só agora se reconheça que os maus resultados averbados pelos estudantes são também um reflexo do ambiente pedagógico, das escolas que frequentam, dos programas, dos professores. Já era assim há 30 anos, quando eu lutava nos bancos das escolas com as primeiras equações. E, entretanto, milhares e milhares de portugueses foram escolhendo o seu percurso profissional não em função do que realmente gostariam de fazer, mas sim da distância que conseguiriam cavar entre si e a inultrapassável matemática, durante o resto do seu percurso académico.
O país que somos hoje, com todas as suas fragilidades, é também um reflexo dessas duas ou três gerações de costas voltadas à matemática, com tudo o que isso implica.
Infelizmente, precisaremos de mais 20 anos para que chegue aos lugares de decisão uma geração de gente reconciliada com os números e o com o raciocínio abstracto.
Paulo Camacho
Publicado por JoaoTilly em junho 27, 2007 06:15 PM | TrackBackEste Camacho, como a maior parte dos jornalistas, é um pensador.
Já descobriu o elementar.
Está aqui, está a descobrir que os tipos que vão para Direito já fogem à matemática desde o 9º; que os tugas acham que os carros mais pesados são "mais seguros"; que a Medicina é um curso de prestígio e ideal para enriquecer; que ir à missa é importante para as pessoas não pensarem que somos maus; que o importante é "subir na vida"; e, já agora, que "se tivesses talento já te tinham vindo buscar", uma variante do famoso "nunca ouvi falar de ti" como se a ingnorância de cada um fosse justificada por uma falta do outro.
O problema é que a trampa que periodicamente vem nos jornais não é produzida por quem estuda (procura) nem por quem detém, de facto, o conhecimento. Neste caso, quem lê sabe mesmo menos...
Chegámos ao ponto de citar jornalistas... bem, ao menos "dá" na televisão...
O sr. Antoino tambem é pensador! Já não percebo!! Mas como sabe que é só trampa que vem nos jornais? É porque lê. E quem lê sabe menos. tá certo!
É como uma fórmula de matemática, onde gosta de ser uma variável na equação, mas como são todos burros, já deveria ter percebido que tão sempre a apagá-lo com uma borracha verde já mais suja que o catano!
eh, eh, eh...
... é espectacular..
...ainda há pastores...
.. e ainda há grunhos ..
Afixado por: lili em julho 2, 2007 05:35 PMconcordo e acrescento: com nicks.
Afixado por: António em julho 2, 2007 09:12 PMMoYAor jdlwuhxmeird, [url=http://dmrrczdoopyz.com/]dmrrczdoopyz[/url], [link=http://brdbllmevcby.com/]brdbllmevcby[/link], http://qfvuwzejtgrz.com/
Afixado por: bygqjmpqvy em setembro 12, 2008 10:13 AM