O record do desemprego não é o da última década, como a comunicação social a mando da alta finança se apressou a desdramatizar: Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma taxa de desemprego de 8,4%. Os dados revelam um aumento de 0,7% em relação aos primeiros três meses de 2006. De acordo com as contas do INE, há perto de 470 mil portugueses sem trabalho.
Desde o segundo trimestre de 2006 que a da taxa de desemprego tem vindo a subir consecutivamente. A tendência põe agora o índice do desemprego no valor mais alto desde 1998, ano em que o INE mudou os critérios de apuramento da taxa de desemprego. Se as mudanças não tivessem sido feitas, seria o valor mais elevado dos últimos 20 anos.
Esta é, REALMENTE, a maior taxa de desemprego dos últimos 20 anos!!!
O INE já não consegue esconder a verdade por mais tempo.
O Governador de si próprio e TAMBÉM do Banco de Portugal já começa a balbuciar umas hesitações que não indicam outra coisa senão a espectacular falência do pior (o mais mentiroso, o mais vendido à Alta Finança e o menos eficaz) governo de Portugal desde o PREC.
Há, no entanto, uma atenuante para este número: Sócras prometeu criar 150 mil postos de trabalho. Para lá caminha, mas ainda não conseguiu nomear boys suficientes para lá chegar.
No entanto, se não fosse esta sua patriótica política de nomeações de milhares de cromos das concelhias do PS para o aparelho do Estado, enquanto congela as carreiras dos verdadeiros e profissionais funcionários públicos, a esta hora o desemprego seria ainda bem maior!!!!
Obrigado Sócras!
Como primeiro ministro tornaste-te um engenheiro e pêras!
Trabalhava há quase 20 anos na DREN
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294471&idCanal=90
Afixado por: Carlos Barroso em maio 19, 2007 11:30 AM