Nos Açores.
Uma jovem de 24 anos morreu, em 2004, em consequência de má prescrição de medicamento, no Hospital.
Morreu asfixiada horas depois.
A pena de prisão foi suspensa.
A multa de 125 mil euros nunca será paga.
Mas já é um início.
Não sei é se a sentença seria a mesma se a médica fosse portuguesa e filha de "boas famílias".
A médica dos HUC que enviou o meu Pai para a morte, apesar de isso vir explícito e provado no relatório da inspecção, está apenas a ser alvo de processo disciplinar. Que pode dar em águas de bacalhau, repreensão ou multa.
Não a estou a ver ir presa.
Mas vou seguindo o caso.
Porque é que este assunto merece menção?
Porque a maior parte das famílias a quem matam, ou deixam morrer, doentes nos Hospitais públicos, por negligência, nunca fazem queixa.
Por isso continuam a ser enviados pacientes para a morte, todos os dias, nos hospitais.
Há concerteza médicos que já devem ter enviado para a morte dezenas de doentes e nada lhes aconteceu até hoje. Nem sei se deram conta disso, ao menos...
É por isso que a queixa e a denúncia pública destes actos negligentes, que acabam por conduzir à morte de pessoas que poderiam e deveriam ser salvas, são importantes em Portugal.
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Afixado por: João Tilly em maio 13, 2007 11:26 PM