Falta-lhe o início, e o som não é o melhor porque captado de uma máquina fotográfica (embora Leica) da incansável Moriae - www.asinistraministra.blogspot.com - que tive o prazer de conhecer pessoalmente.
No início da minha intervenção eu comecei por dizer que vinha de Seia (é obrigatório falar da minha Terra onde quer que esteja) e que me chamava João Tilly, mas podiam tratar-me apenas por... ENGENHEIRO João Tilly, o que arrancou a primeira salva de palmas da assistência.
Depois continuei dizendo que «há meses atrás, num indescritível programa de uma televisão paga pelos nossos impostos, tive a oportunidade de dizer à ministra, de olhos nos olhos que, da mesma forma que ela considera que os professores são culpados por todos os males da Educação em Portugal, também os professores têm a certeza absoluta de que a classe política é a única culpada pelos inêxitos de Portugal nos últimos 33 anos!» - o que arrancou a segunda salva de palmas da assistência.
A partir daí já está no filme.
Em 3 minutos tem que se dizer o que não caberia em 15 e, ainda por cima, interrompido mais algumas vezes pela assistência... mas foi o que se pôde arranjar.
Pelo menos deu para lançar as ideias pioneiras da greve de zelo a nível nacional e da introdução das quotas na avaliação, tal como a ministra faz com os professores.
Eu, pelo menos, diverti-me!
Obrigado, Moriae!
Um dos momentos mais tocantes do Congresso.
Pode não dizer muito a quem não esteve lá, mas aquela envolvência, aquela simples canção do Samuel emoldurada com a sinceridade de toda aquela gente, tocou-me.
Mais um momento que se perderia, não fosse a denodada entrega à causa da Moriae.
Parabéns pela realização - uma câmara apenas sem cortes nem edição - e pela criatividade do final.