As galgas do bacharel e sus apaniguados não passam em claro neste blog.
Eis o que se passa, realmente, em Espanha:
O facto de as clínicas em Badajoz fazerem aborto à balda (sem fiscalização aparente) não significa que o aborto em Espanha seja livre.
Porque o não é.
A lei espanhola é tão restritiva como a portuguesa actual.
«Existe despenalização até às dez semanas, em caso — comprovado — de perigo para a vida da mulher, má formação do feto ou violação».
O que se passa é que, em Espanha, as clínicas fazem-no mais ou menos à balda, porque o governo - que nunca referendou o aborto - tem fechado os olhos a esta prática.
O que está a acontecer neste momento é que se estão a realizar 80 mil abortos por ano em Espanha. Um em cada 7 minutos e 6100 por mês. E como as as sequelas a nível emocional para as jovens e casais começam a ser incomportáveis, as autoridades começaram já a perseguir as clínicas que o fazem abertamente.
«Recomeçou a debater-se a questão nos últimos meses, porque se descobriu que existem clínicas espanholas que, infringindo a lei, se dedicam a eliminar seres humanos a qualquer preço e em qualquer fase de desenvolvimento do feto», afirmou Juan António Camino, fazendo notar que estes casos já se encontram nas mãos da justiça.
«Uma sociedade que não respeita a Vida é uma sociedade sem futuro» disse, ontem, em Braga.
Cármen Ocaña, psicóloga clínica da Universidade de Sevilha, sustentou que a liberalização do aborto em Espanha não foi uma solução mas sim a criação de mais problemas.
Segundo aquela especialista, o governo espanhol - em Espanha não houve referendo sobre o aborto - optou pelo lado economicista da questão do aborto e não se dedicou a informar a população sobre as consequências físicas e psicológicas de uma IVG e a esclarecer as alternativas ao aborto.
"Para o governo é mais barato eliminar uma pessoa do que criá-la e educá-la", disse a psicóloga clínica, acusando a sociedade espanhola de ser hipócrita por gastar mais dinheiro a salvar o lince ibérico do que a ajudar as mulheres em risco de abortar.
Assente na sua experiência clínica diária, Cármen Ocaña assegurou que as mulheres, os companheiros delas e os médicos que procedem a uma IVG sofrem posteriormente de síndrome pós-aborto.
"Transtornos emocionais e afectivos, ansiedade, sentimento de culpa, de pressão, efeitos psicossomáticos, insónia, predisposição para drogas e álcool, tendências suicidas ou preocupação com gravidezes futuras" são alguns dos sintomas daquele síndrome nas mulheres.
A especialista explicou que nos homens o síndrome pós-aborto provoca tristeza generalizada, transtorno no sono, falta de respeito pelas mulheres e mesmo disfunções sexuais.
Lamentando as estatísticas espanholas que indicam que em cada quatro minutos que passam desfaz-se um casamento e em cada sete minutos há um aborto - por dia há 207 e por ano há 80 mil abortos em Espanha -, Cármen Ocaña afirmou que Portugal irá ter um "problema grande de futuro" caso o Sim ganhe no referendo de dia 11 de Fevereiro.
Imagem colhida na Sic Online.
É preciso resistir a mais esta grande patranha que nos anda a ser vendida a todos.