dezembro 07, 2006

Ministério da educação obrigado a criar mais uma vaga em medicina

O ministério da Educação baterá, este ano, todos os recordes de ilegalidades descobertas em Portugal desde o 25/4.
Depois da trapalhada dos exames do 12º ano e das ilegalidades e arbitrariedades que lhe sucederam, é agora obrigado a colocar os alunos que recorreram para os Tribunais.
Infelizmente, das dezenas de milhares de alunos prejudicados apenas 78 processaram o Ministério.
E os outros?
Acontece que, embora esta frase tenha caído em desuso ultimamente, a verdade é que ninguém está acima da Lei.
Há pessoas - ou mal intencionadas, ou caciques, ou simplesmente grunhos - que se recusam a aceitar isto, meros 32 anos depois da madrugada de Abril.
Mas aí está a Justiça a fazer cumprir a Lei a quem é pago para a respeitar, embora faça exactamente o contrário todos os dias.
Mais um aluno que o Tribunal obrigou o Ministério a colocar em Medicina.
De 78, falta julgar 76 casos.
Os 2 julgados foram mais duas envergonhantes derrotas para o Ministério da Educação.
Repito, para que ninguém se esqueça:
NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI!
Agora pergunto:
Porque é que os milhares de alunos que foram prejudicados por estas provas indignas e absolutamente incompetentes não reclamaram?
Entupiam os tribunais, é certo. Mas até isso era serviço. Chamava a atenção do país para esta triste realidade do «quero, posso e mando (e só faço asneira da grossa)».
Assim, os desistentes injustiçados deram o seu lugar aos que não se conformaram com os “despachos” e as coisas que aqueles senhores do Ministério se lembram de “despachar” a toda a hora.
Alunos Portugueses: ponham aqui os olhos!
RECLAMEM SEMPRE quando acham que têm razão. Cortem de vez com esta prática miserável do «parece mal» e do «não vale a pena».
Tudo vale a pena se alma não é pequena!
NUNCA desistam de lutar por uma causa justa!
QUEM LUTA, GANHA!

E se não ganhar para si, prestou um Grande Serviço à comunidade e ao País.
Quem se assume como estúpido, palonço ou carneirinho não passará nunca disso.
Ninguém respeitou nunca um amorfo ou um desistente.
Pouco me importa que me chamem panfletário.
Não faço é fretes ao poder e à corrupção instalados em todas as áreas deste pobre país.

Lutem, jovens de Portugal, pela democracia, pela Liberdade e pela Legalidade e Transparência de procedimentos.
Houve muito Grande Português que perdeu a vida nessa luta, para que hoje pudéssemos ser livres e, sem receio de ser presos, apontar o dedo ao novo "fascismo" e obscurantismo que se instalam rapidamente em todo o lado.
Não deitemos fora o que outros deram a vida para nos oferecer.
Respeitemos, ao menos, quem lutou pela Democracia e pela Liberdade quando isso implicava a prisão, a tortura e, para muitos, a morte.
Não foi há tanto tempo assim...

A lei do silêncio, a cobardia e o medo só abrem caminho à corrupção e ao compadrio cada vez mais instalados e descarados.
Como diria o Carlos Carvalhas, com aquela típica pronúncia de Visjeu:
«Amigojs e Companheirojs:
Lutemojs juntojs!
Facijsmo, nunca maijs!»

Publicado por JoaoTilly em dezembro 7, 2006 07:21 AM
Comentários

Ó TillY - eu cá sou o Tomás!
Então sempre era verdade o que eu dizia há uns 2 meses atrás. Sempre gostas de CENSURAR! Mais, como me permito discordar do senhor, retira-me a liberdade de expressão! Foi-me proibido o acesso ao seu blog! Grande democrata das grandes causas!Com que então a "recordar bons tempos, outras eras e regimes?"
Verdade seja que tambem já havia desistido. Mas como só agora é que vi!!!!!!
Força, homem, a liberdade volta sempre, como se vê! Mas tive de entrar pelas traseiras! Pela frente estou vedado. O Tilly não gosta que lhe falem de frente!

Afixado por: tomás costa em dezembro 8, 2006 07:05 PM

Gosto, gosto!
O que eu gosto é mesmo disso. Se não gostasse apagava esse comentário.
O que não gosto é que você utilize este espaço para tentar denegrir sistematicamente os professores.
Se os odeia tanto a ponto de passar a vida a insultar os professores, faça-o no seu próprio blog que eu depois vou lá comentar...
Fora isso, esteja à vontade.
Numa coisa tem, no entanto, razão: os seus professores não fizeram grande trabalho.

Afixado por: João Tilly em dezembro 9, 2006 01:44 AM
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