
Ora aí está uma medida não aberrante.
24 pessoas por dia - ou outro número qualquer, já que por aqui as estatísticas são como o jornalismo, faz-se delas o que se quer - morrem por dia vítimas de alguma coisa que estará relacionada com o tabaco.
O fumo não faz bem a nada a não ser ao stress, segundo se diz.
Eu, que nunca consegui travar o fumo, não me incomodo que fumem ao pé de mim. Considero que tão más como o fumo são as inúmeras doenças com que cada um de nós brinda os demais através da simples respiração, de que as 12 constipações que apanho no princípio de cada ano lectivo são um repetitivo exemplo.
Por acaso, como não há nem um por entre todos os iluminados que redigiram o novo Estatuto da Carreira Docente que tenha dado aulas nos últimos 15 anos, já ninguém se lembra disso.
Que os professores adoecem todos os anos com gripes e constipações transmitidas pelos alunos. Que depois se agravam, dada a idade dos professores, se não forem combatidas logo aos primeiros sintomas.
Ninguém sabe ou se lembra que, em cada turma, entre Outubro e Fevereiro, todos os alunos apanham pelo menos uma constipação - e uns apanham as dos outros - e todas eles as transmitem, via tosses constantes, aos professores.
Eu tenho o meu método.
Vejo aquela pequenada toda a tossir na fila da frente e toca logo a abrir a janela. Corre ar e os efeitos são minimizados.
Depois, é tomar imediatamente um Anadin Extra, mal chego a casa.
Até porque se adoecer e faltar, isso IMPOSSIBILITA-ME de subir na carreira, de acordo com o novo estatuto.
Mais uma...
«A constipação é um processo autolimitado, que evolui em três a cinco dias e depois termina», diz Sandra D’Abril, referindo os grupos mais susceptíveis de sofrer constipações:
«Pessoas com mais de 65 anos, crianças, grávidas, indivíduos com a defesa do organismo diminuída (cancro, SIDA), doentes cardíacos, diabéticos, aqueles que sofrem de patologias do foro respiratório e os profissionais de saúde por estarem em permanente contacto com os doentes.»