Sou informado que numa escola básica aqui ao lado - que não a minha, ressalve-se - o Presidente do CD obriga os professores que vão faltar a elaborar o plano de aula para o professor substituto a dar!Literalmente!
Já tem acontecido um professor de Francês dar Matemática!
E - pasme-se! - há colegas que não se recusam a esta imundice intelectual.
Afinal, andamos tantos anos a estudar Pedagogia, para quê?
Para que são os cursos de especialização que cada um de nós tem fazer, anualmente, para se afinarem as estratégias do nosso ofício e ele se tornar o mais eficaz possível, se depois se obriga um professor de Francês que já nem se lembra de ver um número negativo, a não ser no seu extracto bancário, a dar equações do 2º grau?
Eu bem gostava de dar os parabéns a essa heroína colega de Francês e desejar-lhe um feliz Natal...
no Júlio de Matos.
Bons tempos da escola livre. Hoje é uma panela de pressão para estupidificar as crianças.
Afixado por: João Vasco em novembro 28, 2006 07:34 PMNa minha escola as OTL funcionam da seguinte forma: Quando o professor A sabe que precisará de faltar, vai ver no mapa das substituições quem são os colegas que estarão "de serviço". Se estiver lá o professor B, do mesmo grupo disciplinar, o colega A deixa uma aula planificada para ser dada pelo colega B. Esse plano poderá incluir matéria nova (ou não).
Se estiverem no mapa professores de outras áreas disciplinares, o professor deixará uma ficha de trabalho, obrigatoriamente com as soluções. Os alunos fazem a ficha e vão ao quadro fazer a correcção. O prof. substituto poderá anotar as dúvidas dos alunos às quais não sabe responder e transmiti-las ao colega A. Não havendo plano de aula, porque o professor A não previu que iria faltar, o substituto fará o que bem entender. No 1.º e no 2.º casos, as lições são numeradas e sumariadas. No 3.º caso (filmes, jogos, etc.) não o são.
Àparte o facto de estarmos a dar aulas de borla com todas as letras, o esquema tem funcionado bem.
Afixado por: Carla em novembro 28, 2006 09:28 PMProf. Ana: fabulosa a parte em que o professor substituto anota as dúvidas... de gritos! Poderei depreender que os alunos não necessitam de as anotar e, em simultâneo, que o professor pedirá um "apoiozito" (na componente individual de trabalho,certamente!) ao seu colega para lhas esclarecer?!
Afixado por: J.F. em novembro 28, 2006 11:16 PMSOU A FAVOR DAS AULAS DE SUBSTITUIÇÃO!!
Ontem mesmo levei um saco-cama para a escola e coloquei-o na sala de professores, ao lado do cobertor da minha colega Almerinda, uma professora de Matemática de 25 aninhos e, por acaso, muito jeitosa. Vamos passar a noite a trabalhar, ali, quentinhos, os dois. É que ela, depois de amanhã, vai substituir-me (sou professor de Alemão), porque vou ao médico e eu vou ensinar-lhe a Passiva em Alemão e obrigá-la a aprender as declinações dos adjectivos (a forte, a fraca e a mista). Ela, por seu turno, disponibilizou-se para me ensinar as equações de 3.º grau, que eu vou ter de explicar a uma turma dela, amanhã às 2 da tarde.
As nossas famílias já estão avisadas de que vamos passar a noite juntos, correndo o risco de divórcio e de bocas mal-paradas nos corredores da nossa escola. Mas os brilhantes inventores das aulas de substituição têm razão: só não as dá quem está de má fé. E eu, pelo ensino, faço qualquer sacrifício.
Pois!
Chico da Batuta in MENOS QUE ZERO
Afixado por: Chico da Batuta em novembro 29, 2006 12:08 AMNa minha escola deram-me a entender que tinha que controlar as faltas de outros colegas. Como Directora de Turma (???). Ainda hoje não entendi porquê - nem ouvi falar mais no assunto. Sei que expressei na 1ª reunião a intenção de não o fazer fosse lá porque razão fosse.
Acerca desses planos de aula, tb pediram. E parece que algumas pessoas os elaboram, quando sabem que vão faltar.
Uma ou duas coisas sei, anoto o trabalho de casa (as 7/9 horas), não faço mais do que x horas de reuniões por semana e cada dia é uma pequena batalha em que, gosto da sensação de estar bem (nem sei como) com os meus alunos.
Na minha escola há três hipóteses e devem ser adoptadas, preferencialmente, pela ordem que refiro:
1º - O professor sabe que vai faltar (tem consulta, vai a uma acção de formação,...), faz permuta com outro colega do conselho de turma ou repõe a aula noutro dia e não tem falta.
2º - O professor sabe que vai faltar, mas não consegue nenhuma das hipóteses referidas: deixa plano de aula e um colega do departamento, com quem combinou previamente, dá a aula e recebe a hora extraordinária, enquanto que o primeiro tem falta.
3º - Houve um imprevisto, o professor faltou e não deixou plano de aula: há um grupo de professores destacados a todas as horas, naqueles tempos que somos obrigados a passar na escola (trabalho de estabelecimento, reposição dos 5 minutos dos tempos lectivos ou redução de idade)e o professor será substituído por um professor qualquer (desde que não haja nenhum da disciplina em falta, pois neste caso será esse a assegurar a aula e recebe hora extraordinária) que tomará conta dos meninos e fará o que muito bem entender e o que puder: vê filmes, conversa,... Esta última modalidade corresponde a cerca de 44% das faltas totais (70 blocos de aulas, numa escola de cerca de 2000 alunos e 180 professores).
O que acho mais extraordinário é o zelo seguidista dos CE,autênticas extensões governamentais, que afinal são profs como todos os outros, mas que por qualquer razão para mim obscura, teimam em ser mais papistas que o Papa...
Afixado por: mário silva em dezembro 3, 2006 10:13 PMJ. F.:
As dúvidas que os alunos manifestam quando realizam uma ficha de trabalho sob a orientação de do professor substituto, são tomadas em conta porque são importantes. Quem substituiu, quando falar com o colega que faltou, diz-lhe "olha, reparei que os miúdos ainda não perceberam bem a questão dos verbos transitivos e intransitivos", por exemplo. O professor da turma poderá, ou não, aprofundar essa matéria. Não é ao substituto que ele tem de ensinar os verbos, mas sim, aos alunos. Isto parece-me muito normal.
Carla: Entendi, desde o início. Já agora, creio que o professor terá todo o interesse em aprender - afinal, numa próxima actividade do género (pau para toda a obra/ especialista da generalidade) já não terá que anotar a dúvida e passará, de imediato, a utilizar os seus (novos,pequenos mas parece que suficientes) conhecimentos científicos. Seria mais útil desenvolver autonomia, responsabilidade e capacidade organizativa levando os alunos a esquematizar as suas próprias dúvidas e colocá-las ao respectivo professor! "Normal"(?), só quando as finalidades e objectivos da Escola se voltarem a centrar no Ensinar - Aprender!!! (O quê? - Conhecimento e Saber).
Afixado por: J.F. em dezembro 5, 2006 01:16 AMA Censura continua?????
Afixado por: tomás costa em dezembro 18, 2006 11:12 PM