A todos os frustrados que se dedicam a descobrir maneira de achincalhar os professores neste blog:
Só voltais a fazer terrorismo analfabeto neste blog, quando eu puder comentar também nos vossos.
Como nunca sereis capazes de produzir um blog que seja lido por mais do que 3 pessoas, estamos conversados.
Feliz Natal para vocês e para a vossa incomensurável frustração.
E nunca mais levem os vossos filhos (se é que tiveram a capacidade de gerar algum) à escola.
Fiquem com eles o dia inteiro e ensinem-nos vocês, já que os professores não prestam senão para serem achincalhados por iluminados escribas como um que derrama aqui o seu fel contra eles diariamente.
Vocês são - pelos vistos - capazes de ensinar os vossos filhos muito melhor do que nós, professores.
Por isso, se o não fazem, é porque (cada um escolha o seu caso):
A) são uns miseráveis cobardes.
B) as bestas comodistas mais imundas à face da Terra.
C) os vermes mais desprezíveis do subsolo.
D) os porcos mais abjectos da imensa pocilga que é a inveja tuga.
E) umas torpes cavalgaduras pilecas, inúteis e desferradas.
F) Todas as respostas anteriores.
Se, pelo contrário, retirarem os vossos filhos da escola que é o maior nojo e das mãos da corja incompetente que são os professores deste país, então provam ser pessoas coerentes.
Façam o favor de nos dizer de que escolas retirarão os vossos filhos amanhã.
Para que possamos comprová-lo.
Até lá, como sei que se vão esquecer de o fazer, e para não ter que vos mandar para a senhora que, coitada, vos deu à luz com o cordão umbilical enrolado em volta do hipotético cérebro,
me subscrevo.
Desatentamente a V. Alimárias,
João Tilly
É assim que se fala em português!
Parece que o povinho, só percebe este tipo de linguagem, mas o problema está em que muita gente pensa o mesmo, mas tem aquilo a que se chama "cu"!
Essa cambada de "Doutores", que por aí anda a criticar os professores e que tirou o curso sabe-se lá em que estabelecimento comercial de ensino, pagando forte e feio pra conseguir pavonear um canudo insignificante e que conseguiram emprego através do tão conhecido factor C, gostaria de os ver à frente de 25 alunos oriundos de bairros problemáticos e sem qualquer inserção social. Aí gostaria de os ver a criticar os professores!
Cambada de parasitas sanguessugas, que vivem à custa de subsídos dos impostos dos funcionários públicos e que desfilam pelas ruas com "grandes máquinas", as quais foram pagas com o dinheiro que deveriam pagar em impostos!
Os professores deveriam fazer uma greve de um mês, para ver se o povinho percebia que não eram só as crianças que ficavam ignorantes, mas sim que a sua ignorância de dor de cotovelo é maior que a de qualquer analfabeto!!
E já agora fica aqui uma nota aos professores deste país:
Acabem com toda e qualquer actividade (tipo visitas de estudo) que passem para além do horário lectivo, porque ningué agradece, nem ninguém paga horas extraordinárias!!
Que vá a ministra com eles!
Afixado por: Diabo em cuecas em novembro 28, 2006 08:36 AMSorte minha que o achincalhamento pelas minhas bandas sempre foi algo moderado e quem chegou percebeu que não tinha nada a ganhar com a coisa.
Mas percebo que há quem ande por aí só mesmo para aborrecer a vizinhança.
Sim, senhor, muito bem dito! Vamos lá a ver se algum paizinho tira o filho da minha escola. Bem precisava: construída, há 15 anos, para 1000 alunos tem, neste momento, quase 2000 e nós lá com eles. Salas divididas, aulas em todos os cubículos, incluindo cantina, uma sala de trabalho para 180 professores com 10 computadores e por aí adiante... E querem que nós façamos melhor do que o que temos feito! Esta gente está louca!
Afixado por: Armanda em novembro 28, 2006 12:10 PMAh Ganda João, que Deus te dê muita força. Ganas dessas são autênticas cerdas crivadas nos cérebros tacanhos e malcheirosos de alguns oportunistas com pretensões a intelectuais e que não passam de meros passageiros que tentam apanhar o comboio da ministra.
António P.
Pessoas como você é que deviam estar no Ministério...com conhecimento do terreno e da realidade...
Ponham a Ministra a cumprir essa legislação que inventou, a ver quantos dias aguenta...eheh...
A pressão é tanta de todos os lados, que em vez de melhorarmos o ensino, vamos é piorar porque aquilo que ninguém ainda viu é que ser professor exige muita disponibilidade mental, descontracção, criatividade e relação espontânea...ser professor é uma arte e não uma máquina de programação...
Tenho saudades dos tempos em que não era preciso tanto papel, tanta «planificação, programação, caracterização da turma, plano anual, etc etc»...essas coisas faziam-se sim, na minha cabeça e esquematicamente no papel se assim sentisse necessidade, mas sem tanta escrita desnecessária, sem tanto tempo perdido na papelada...
O professor passa o dia metido com as papeladas, mais duas horas de trabalho na escola, mais reuniões semanais que se prolongam sempre para além do previsto, mais a sua vida pessoal (porque com aquilo que ganha, não consegue pagar uma empregada), mais a pressão dos pais, os olhos atentos das auxiliares educativas ou de limpeza (grandes inspectoras também), mais a falta de educação dos «meninos»...e mesmo perante este cenário, tem que ser o super professor dedicado à «excelência» no ensino...
Ponham lá a ministra, (com filhos e uma casa para cuidar) a trabalhar numa escola a cumprir tudo o que legislou...avisar que vai faltar, com três dias de antecedência...missão impossível...há doenças, indisposições, imprevistos...e nem sempre ganhamos bem para recorrer aos «atestados médicos»...
Senhora Ministra, acorde, porque você vive num mundo de sonho...ponha-se a trabalhar no terreno e aí sim, talvez perceba o quanto está a escravizar os professores e a desumanizá-los...
ensinar tem que ser uma arte que faço com paixão e criatividade...não pode ser um trabalho calculado ao milímetro, controlado ao pormenor, pressionado por todos os lados ...
«Estou farto de semi-deuses, onde é que há gente neste mundo»? Gente que falha e admite que falha, gente que colabora espontaneamente, sem necessidade de planos previstos, de inspecções a toda a hora...
Eu, professora, me confesso: não sou grande coisa como professora...faço o melhor que posso e o melhor que sei nas circunstâncias que me oferecem...
Antigamente, sentia-me à vontade para procurar ajuda à minha volta, nas dúvidas que tinha,nas inquietações...agora com esta nova legislação é melhor ficar «caladinha como um rato» porque tudo pesa na hora da avaliação e arrisco-me a perder a estabilidade profissional que com tanto sacrifício conquistei...melhor mesmo é fingir que «está tudo bem» e colocar um grande sorriso artificial...
Ponham a senhora ministra a trabalhar em escolas a andar a pé duas horas diárias, debaixo de chuva e frio, como eu andei três anos consecutivos e vejam se a idade não lhe pesa...
Tenho que reconhecer, estou preocupada...porque chegar onde cheguei, foi uma luta que ninguém avalia...e agora, quando pensei ter adquirido algum equilíbrio e estabilidade, vêm estas novas leis que só farão com que a competição aumente, com que todos se julguem melhor que todos, com que os professores sejam um alvo fácil de abater...
Em outros tempos, havia colaboração espontânea entre colegas, partilha de materiais, diálogo e reflexão, entreajuda, muita dedicação ao ensino...frequentava formação porque gostava de me actualizar , sentia necessidade de me aperfeiçoar e não para conquistar créditos ou ser avaliada...
O presente está excessivamente legislado...controlado ao detalhe...e quando se tenta legislar aquilo que há de mais profundo e transcendente no ser humano, controlando-o em cada minuto da sua vida,avaliando-o como máquina de ensino, aquilo que vai certamente resultar é um conjunto de seres atrofiados, falsos, artificialmente funcionais, que vão viver de aparências, porque a realidade assim o exige...
Senhora ministra, vá fazer «trabalho de campo»...é assim que se aprende na vida REAL...
Aos professores, muita força, porque é isso que nos vai certamente fazer muita falta, com os tempos que se avizinham...