novembro 27, 2006

Mariano, o Gago.

Adriano Moreira acaba de reduzir Mariano Gago a pó.
No Prós e Contras.
O Reitor da Universidade Nova está de acordo.
Às vezes não entendo certos subalternos que vêm sistematicamente a terreno defender aquilo que nenhum especialista (alguns são mesmo seus patrões) pode defender:
A única preocupação de Mariano e de Maria de Lurdes é poupar.
O ensino e a investigação que se lixem...

Este é, de facto, o mais triste governo que tivemos em Portugal desde que há memória democrática.

Publicado por JoaoTilly em novembro 27, 2006 11:42 PM
Comentários

Para perceberes porque estás enganado, tinhas de saber o que o Mariano Gago fez pela investigação neste país.. isso demora um bocadinho a explicar, pelo que me fico por aqui.
Quanto ao "diferencial", em que é que ficamos?

Afixado por: Antonio Tilly em novembro 28, 2006 01:17 AM

Então é o teu reitor e o de todas as outras universidades que estão errados, incluindo os das privadas, que tanto defendes (ou é só no ensino básico e secundário?) e que também lá estavam representados. Praticamente todos.
Diz-lhe isso quando o vires aí nos corredores da Nova amanhã. Talvez seja mais útil do que perderes tempo, de facto, em blogs da treta.

Afixado por: João Tilly em novembro 28, 2006 05:50 AM

Tilly,
foi ao contrário, meu caro. O pensamento estratégico do Mariano Gago para a Ciência e o Ensino Superior não teve (não tem) sequer um pálido reflexo nos reitores (talvez com uma ou duas excepções) e demais participantes no programa.
Isto era uma longa conversa. Um dia falo-te sobre o que o Mariano Gago tem feito pela Ciência e o ensino neste país.

Afixado por: Laranjas em novembro 29, 2006 01:10 AM

Pois, mas é só ameaças.
Tipo religião: «um dia vais saber... um dia vou-te contar...»
Cruzes!
O homem já foi ministro da ciência quando havia muito papel e nem por isso os investigadores portugueses deixaram de debandar para os países a sério se quiseram trabalhar a sério.
Aqui ficam a trabalhar a brincar, porque não há realmente condições nas Universidades falidas.
Mas este é um fenómeno recorrente no ensino:
Cada escalão está de costas voltadas para o escalão hierarquicamente superior.
Assistentes vs Profs das Cadeiras.
Profs das Cadeiras vs Reitores.
Reitores vs Ministros.
Cada qual embirra com o escalão imediatamente superior que desconsidera ao máximo, vá-se lá saber porquê, embora não seja difícil de adivinhar. Naturalmente as pessoas querem subir nas suas carreiras ou socialmente. Não imagino o que levará um Reitor a candidatar-se quando, há anos, não tem dinheiro para o papel e para as reparações das fotocopiadoras nas suas universidades. Mas isso é que é outra história...
É como os Conselhos executivos das escolas básicas. Até se matam para ir para lá...
Ora, como os Reitores AINDA não são de nomeação ministerial, parece que as eleições para Reitor e para a Associação de Estudantes são, talvez, os 2 únicos actos democráticos que se desenrolam nas universidades.
E és tu e os teus colegas que elegem os Reitores, certo?
Então?
E depois nenhum deles alinha na conversa economicista do Gago.
E porquê?
Porque têm que te pagar o ordenado ao fim do mês e o Gago nem para isso lhes dá o dinheiro necessário, quanto mais para a tão propalada investigação!
Não brinques comigo, pá!
Tanto o Gago com a Rodrigues foram mandados para ali para POUPAR. Não foi para investir no ensino ou da ciência deste país.
Porque investir faz-se INVESTINDO. Não é cortando em tudo quanto é coisa.
Por outro lado, um tipo que quase lambeu as botas, frente às câmaras da tv a um atrolhado como o Cristiano Ronaldo por ter dado a cara a um jogo, que ainda por cima nem sequer foi desenvolvido em nenhuma universidade, para mim está catalogado.
É um político. Pode ser bem intencionado. Isso também muitos outros são.
Não há é papel (para eles ainda vai havendo que o Teixeira dos Santos passa a vida a rir e a gargalhar na rua).
São, portanto, "políticos" portugueses.

Afixado por: João Tilly em novembro 29, 2006 07:59 AM

O dinheiro não é “dado” às universidades para a investigação. Isso era dantes e foi isso que o M. Gago mudou (a divisão do bolo sempre pelos mesmos). O dinheiro é “dado” a grupos de investigação que são coordenados por um PI (principal investigator). O PI usa parte do seu tempo a escrever e a submeter projectos de investigação cujo mérito é avaliado por equipas de cientisas internacionais. O financiamento é condicionado à avaliação. Isto possibilitou que tipos jovens e com boas ideias formassem os seus grupos, atraissem outros para a ciência, emergissem centros de qualidade etc, etc... Formaram-se assim investigadores qualificados e muito motivados cujo trajecto passou depois por boslas de doc e pós doc estrangeiro. É assim que isto funciona em todo o mundo e foi isto ( a avaliação externa e independente (dos projectos, grupos e centros de investigação) uma das medidas crucais que o Gago implementou (ainda no governo Guterres). A investigação nas universidades era, à data, um décor.
Mas, como te disse antes, isto é uma longa conversa ...

Afixado por: Laranjas em novembro 29, 2006 11:45 AM

Pois é, pode ser o governo mais triste, mas milhões votaram nele, inclisivé muitos professores...
A questão é que, dado o panorama politico nacional, onde está a alternativa?
É que agora temos laranja ou laranja: um disfarçado de rosa e outro verdadeiro...

Afixado por: mário silva em dezembro 3, 2006 10:20 PM
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