novembro 16, 2006

Duplo aumento nos transportes públicos, para já.
Mas não percamos a esperança: ainda vamos apanhar com mais alguns até ao final de 2007!

Em vez de se subsidiar os preços dos transportes públicos, para desencorajar os milhões de pessoas que trazem, todos os dias, os seus automóveis para os centros das cidades e para os locais de trabalho, poluindo de morte a atmosfera que todos respiramos e aumentando a nossa dependência energética do exterior, o nosso maravilhoso governo prefere fazer o contrário do que Portugal assinou em Quioto e aumenta duplamente os transportes públicos.

Um subsídio de um euro por pessoa/dia pouparia mais de 10 euros em combustíveis, pneus, óleos, pastilhas de travões, embraiagens e toneladas de gases de escape que se lançam na atmosfera / dia.

Alguém se consegue deslocar de casa para o trabalho e vice-versa, nas grandes cidades, com o seu automóvel, sem gastar no total - contas bem feitas - menos de 10 euros por dia?

Mas para este governo isso não é bom negócio.
Implica gastar dinheiro extra já.
Não é visto como um investimento no futuro, porque não se "vê" retorno.
É que para isso não há concursos nem estudos nem pareceres nem comissões nem luvas nem agradecimentos de ninguém.
É, portanto, uma medida que não interessa a este governo.

Sócras é fixe!
E o país... que se lixe.

Publicado por JoaoTilly em novembro 16, 2006 07:48 AM
Comentários

Concordo com a preocupação do Sr. Tilly em desejar uma atmosfera mais sadia e até gostaria de ver o nosso primeiro a declarar guerra à poluição automóvel com a mesma coragem que vem demonstrando noutros combates, concorde-se ou não com as armas utilizadas.
Porém, como utilizador em exclusivo dos transportes públicos, pois larguei o vício do popó vai para 30 anos, acho que o subsídio que refere em nada ia contribuir para levar os Srs. automobilistas a prescindirem do enorme prazer que sentem em chegar ao emprego ao volante do seu bólide.
É uma doença que atingiu a sociedade portuguesa, não importa o estatuto social, e vai levar gerações a erradicar-se, a menos que haja um cataclismo ou medidas severas por parte dos governantes.
Mas como pode o poder central implementar essas medidas se os próprios titulares enfermam dessa doença conforme tem sido referido neste blogue?
Acresce o facto de ser uma patologia que, ao contrário das outras, proporciona uma receita astronómica ao estado, de que nenhum governo, até hoje ousou abrir mão.
Apesar de tudo, acabo por concordar com a sua proposta, ainda que numa perspectiva diferente:
Esse auxílio ou superior, talvez permitisse às empresas que asseguram o transporte de e para as grandes cidades adquirirem autocarros mais decentes que aquelas chocolateiras que vêm comprando na Alemanha de Leste, já fora de prazo, e cuja recuperação deixa muito a desejar, a ponto de se esquecerem de corrigir as legendas dos avisadores de paragem, que continuam a exibir a palavra WAGEN HALT, ou seja, gato escondido com o rabo de fora...
Com melhores e mais baratos autocarros, podiam não angariar mais clientes mas, pelo menos, acabavam por compensar aqueles que, por necessidade ou opção pessoal, contribuem para que o ar que respiramos seja mais puro mas que têm de suportar a poluição assassina dos outros, tal como os fumadores passivos.

Afixado por: Barão dos Formarigos em novembro 16, 2006 11:06 PM
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