A imprensa a soldo da alta finança lá faz a sua obrigação diária e tenta suavizar hoje, apressadamente, a "pérola" de ontem da ministra:
«Um professor de Direito a dar apoio jurídico ou um professor formado em Engenharia responsável pela manutenção e conservação de edifícios – estes são alguns exemplos que o Ministério da Educação (ME) quer ver no futuro nas escolas, com o programa de reconversão de professores com horário zero.»
Actualmente, de acordo com o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, “mais de dois mil professores de quadro de zona pedagógica estão com horário zero”, a que se juntam algumas centenas de quadros-escola na mesma situação.
Esqueceu-se de dizer que só 600 provocou-os ele este ano porque o ME se "enganou" nas colocações do grupo de Português- Francês...
“Não poupamos nada, porque eles já estão a receber ordenado”, explica Valter Lemos. Estes professores exercem outras funções fora das aulas: apoio aos alunos, apoio à gestão escolar, (leia-se: ajudar os CDs a fazer o que fazem hoje: reprimir os colegas, escolher entre eles quem sobe a professor titular, e o resto do tempo coçarem os... joelhos), trabalho na biblioteca ou no centro de recursos, orientação vocacional. E poderão continuar a realizar algumas das funções, mas com formação adequada. “O objectivo é proporcionar formação adicional”, de acordo com as suas capacidades e conhecimentos.
Lá está: como dizia aqui uma leitora: a tal famigerada formação... para trolha<br>
Na mira estão principalmente os professores do 1.º Ciclo, que ficaram sem alunos após o fecho de mais de 1600 escolas em Setembro.
Então os professores do 1º ciclo é que vão dar apoio jurídico, apoio económico(???) ou manutenção dos edifícios?
“Queremos dar a possibilidade de desempenharem as funções de forma positiva para a escola, tendo em conta a disponibilidade de cada professor”, realça o governante. Esta proposta pretende ser uma alternativa à integração dos docentes na lista de supranumerários. Mas Valter Lemos ainda não consegue especificar o que acontece aos professores com horário zero que não aceitem a reconversão. “Está em estudo, ainda não há normativo”, diz.
Então porquê a propaganda?
No próximo ano, o ME prevê reduzir as despesas com pessoal em 343 milhões de euros: 180 milhões relacionados com a aposentação de professores, 100 milhões com a diminuição dos destacamentos de professores para funções não docentes e com a redução dos encargos dos serviços regionais. O restante é conseguido através do congelamento das progressões automáticas, que vai manter-se, e, com a redução de contratados, menos cinco mil.
E sobre os 10 mil professores que «trabalham» a picar o ponto no Ministério da Educação, lá colocados à vez, pelo PS e pelo PSD?
Nem uma palavra...
Nesses não se pode mexer!
São jobs de parte a parte que têm que ser mantidos a todo o custo...
A directiva é simples: Só se pode prejudicar quem trabalha efectivamente nas escolas!
Cada vez mais sinto vergonha em ser português! (ou melhor, ser governado por portugueses!)
Entreguem isto aos espanhóis, pelo menos não tinhamos de viver a contar cêntimos nem as mães portuguesas que vão dar à luz a Espanha, tinham de ficar em favor!!!
E agora ainda têm a lata de dizer que o mundial de futebol era uma boa opção pra este país falido!!!!
Já agora, que mandem os professores com horário zero para os estádios fantasmas que foram construídos para o europeu, pode ser que assim tenham alguma utilidade, em vez de servirem apenas para as câmaras estarem individadas eternamente com as suas prestações e manutenção!
Razão tinham os Filipes!!!!
Afixado por: Zé Paulo em novembro 15, 2006 08:34 AME da bronca dos professores de Português/Francês não se salvaram os das outras línguas (como eu) já que funciona tudo em bola de neve... À minha frente está uma colega de Inglês/Português que não foi colocada no grupo de Português onde costuma estar todos os anos, porque um contratado de Francês entrou para o lugar dela, e eu - e muitos de Inglês - desta forma fiquei de fora... Parece uma "bronca" ingénua, e que foi bem disfarçada foi!, mas não o é. Ao fim de 12 anos de ensino, fiquei desempregada!
Afixado por: Vee em novembro 15, 2006 11:17 AMÓ Zé Paulo que falta de generosidade. Então quer mandar os profs com horario zero para os estadios de futebol? Fazer o quê? Jogar? cortar a relva? limpar as bancadas? fazer de seguranças nos dias dos jogos e apanhar na tromba?
ZÉ Paulo isso fica-lhe mal! Os profs nao merecem isso.
Bem e espero que não estivesse a imaginar metê-los lá tipo campo de concentração nazi, ou de Goulag! Isso nem me passa pela cabeça. Deus me livre!
JOÂO TILLY:
Não sei se já reparou que não são muitos os os posts aqui colocados, comparando com outros blogs que por aí proliferam!
Tem de reconhecer que tenho sido eu o animador deste espaço e julgo que já me era devido um agradecimento por tal!
Sem movimento não há blog. E a ,aioria ods comentários têm sido provocados pelas minhas intervenções.
Sim, porque os seus textos introdutorios e são todos seus, chatos, panfletários e sempre iguais não provocam quaiquer reacções, ou apenas uma ou outra de algum amigo muito próximo.
Julgo ser merecedor do seu agradecimento!
Não seja por isso:
Obrigado ó Tomás!
Mas acontece que eu não conheço pessoalmente nenhum dos comentadores que por aqui passam.
Chamá-los amigos é capaz de ser um pouco excessivo, tal como dizer que os meus textos são "chatos".
Estou habituado a que os considerem provocadores e a responder em tribunal e em processos disciplinares consecutivos por esses textos "a quem ninguém liga"...
Afine lá esses conceitos, vá lá...
A verdade é como o azeite, vem sempre “ao de cima”! E os factos são indesmentíveis! Acabo de assistir na TV a algo de absolutamente surrealista. Frete ao ME, em Lisboa uma vigila de profs. Lá estão no seu direito não necessariamente na sua razão. Mas cada um pensa como entende. Por SMS (?) uma manifestação hoje de launos, protestanto contra as aulas substuição. Ele há cada coincidência!!!! Os alunos juntam-se aos profs frente ao ME, na av 5 de Outubro. O epaço é curo e é preciso pôr ordem! Uma professora ( seria) ou funcionária do sindicato ou semelhante, mas falando em nomes dos profs diz: Aos alunos: temos de pôr ordem nisto. Por favor não deitem abaixo as barreiras! E depois gritem connosco: ABAIXO AQUELA MULHER! ( a ministra).
É um prof., perante um aluno a dizer isto. Um educador! Num país a sério colocavam-se duas dúvidas: - a manif dos aluno era legal e foi autorizada, na via publica? Uma professora destas não devia imediatamente ter em cima um processo disciplinar? (Ela não falava aos seus colegas manifestantes. Aliciava alunos para a sua manif!)
Depois querem ter razão?
Pois dir-vos-ei: cá para mim vocês ganharam a guerra, por ausência de adversário! A situação neste momento nas escolas é o CAOS! A ministra não domina a situação. Vai ser preciso um ministro que coloque o ENSINO, a EDUCAÇÂO e os PROFSno cumprimento das suas obrigações profissionais e éticas! Não venham com a “cantilena” do fascismo, nem ditadura, nem comunismo! É o mais elementar exercicio das liberdades, direitos e obrigaçoes democráticas num Estado de Direito! Onde os Educadores se demitiram das suas funções, para serem corporativistas, activistas da luta de rua, sem rei nem roque! E mais, sem deontologia! Respeitem-se, para serem respeitados! E nós cidadãos deste País é que vos pagamos os ordenados com os nossos impostos! Temos o direito de exigir!
Já agora achei graça à razão invocada por alunos e alguns profs contra as aulas de substituição! Os substitutos não dominam a matéria do substituido. O de Português não sabe matemática. Ora essa. Claro. Sempre assim foi, há dezenas de anos. Então as Escolas deveriam ter para cada horario e disciplina um substituto. Isto é, o dobro dos profs. Grandiosas razões e invocações!
O substituto pretende apenas ocupar, de forma o mais inteligente possivel um espaço vazio. Trabalhos generalistas. Não conseguem? Bem ou o prof é mau e falta-lhe cultura geral, ou é malandro e não quer trabalhar. Segundo alguns alunos hoje, na manif, em algumas aulas de substituição jogavam cartas e outras actividades afins. A culpa é de quem ? dos Pais? da Ministra? dos Alunos? Não, claro! Do professor que não sabe adaptar o espaço e os seus conhecimentos ao que lhe é solicitado. Onde isto chegou!!!!
Que os seus textos são chatos, são. Não careço de afinar conceitos. Porque repetitivos, lugares comuns, slogans, etcc...
Quanto aos amigos limitei-me a constatar do que li: " Ó João, sei o que tu vales" "Estou contigo João," Desta vez vais ganhar..." e...etc..etc.. estes tratamentos são naturais entre amigos e conhecidos! E haveria mais exemplos mas a falta de tempo não me permite procurar. Porque ao contrario do que disse há dias aí uma bloguista qualquer, não passo aqui o dia, a intervir de 10 em 10 minutos. Venho cá de vez em quando e deixo 4 ou 5 posts. Normalmente não perco meia hora nisto. E muito menos todos os dias. E sabe porque venho? Porque a tanta asneira aqui dita alguem tem de surgir pelo menos com a missão de levantar duvidas! Olhe: sou um missionário!!!!
O Tomás tem razão.O Tomás quebra a monotonia. O Tomás levanta dúvidas. O Tomás é do tipo missionário. O Tomás vem de vez em quando...quatro ou cinco vezes.
Venha sempre. À missionário ou não.
O Sr. Tomás deve ser daqueles que até ficará satisfeito lá por dentro, quando alguém bate nos "malandros" dos professores (que não fazem nada nem nada querem fazer), como foi o caso relatado na imprensa de ontem, quando uma professora foi literalmente mordida por uma encarregada de educação (não, não foi um cão Sr. Tomás, foi uma encarregada dita de educação!...), no decurso de uma reunião, convocada ironicamente para sanar um conflito entre essa professora e a encarregada de educação de um aluno mal comportado... Olhe, Sr. Tomás, se se quiser de facto combater o insucesso escolar, é indispensável que, concomitantemente, se tomem medidas contra o previsível aumento da indisciplina nas nossas escolas. Como pode haver sucesso (uma palavra que começa a estar gasta…) quando a violência e a indisciplina, muitas vezes camuflada fora dos portões da escola, ultrapassa esses mesmos portões? Como pode haver sucesso, quando em vez de se fomentar a colaboração estreita entre professores e pais/encarregados de educação (estes últimos, sim, os primeiros e os principais educadores) se incentiva à discórdia entre eles? Como pode haver disciplina numa Escola, quando, sistematicamente, por omissão ou por má-fé, a tutela (?!...) denigre, dia após dia, a classe docente? Há que arrepiar caminho o quanto antes, caso contrário, estaremos a lançar para a sociedade sucessivas fornadas de pessoas sem formação, sem valores, que facilmente se tornarão nos grandes ditadores do amanhã.
Quando aos comentários menos próprios que faz aos textos do Sr. João Tilly, permita-me, Sr. Tomás, que lhe relembre um pensamento do grande Aristóteles (não, não foi do nosso Sócrates!...): "O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte".
Cumprimentos para si e para o Sr. João Tilly, uma voz incómoda no meio de tanta hibernia social.
Pois é JSilva:
Foram as afirmaçoes peremptorias de alguns dos bloguistas, aqui produzidas, que me levararam, aristotelicamente, a vir levantar duvidas, a questionar o que ia sendo afirmado.
Se ler os meus textos verá que são apenas a tentativa de questionar as verdades e a razão absolutas por aí repetidas! Veja o seu proprio texto: não admite quetionar a responsabilidade dos profs no insucesso ou na indisciplina que por aí se multiplica dentro das escolas? Ela só vem de fora? Não ha profs incapazes, responsaveis ( ou irresponsaveis) que são contributo para tal? Não há dentro das escolas qualquer tipo de culpa? Como vê, aristotelicamente, devia reflectir e colocar alguma duvida sobre essa possibilidade.
Cumprimentos