
Portugal, Brasil e Angola são irmãos no infortúnio.
Três povos que falam português - enfim... mais ou menos - e que viveram sob um jugo ditatorial até à década de 70.
Portugal transforma-se cada vez mais numa imitação europeia, triste e descolorida da original, profissional e festiva corrupção brasileira.
Não há um brasileiro que não conheça o mensalão. Que é, apenas, a ponta do iceberg de uma classe política que da corrupção faz a sua actividade principal.
A verdade é que, segundo quase todos os analistas locais, o povo pobre brasileiro está, hoje, bem pior do que há 5 anos.
Claro que ninguém paga impostos e a maioria não paga água nem luz, por essas favelas fora, que é o único remédio que a classe política tem de evitar revoltas generalizadas.
Há, hoje, no Rio, bairros em que as organizações de marginais podem trabalhar à vontade bem sabendo que a polícia não entra lá durante o ano inteiro.
O território foi dividido tacitamente entre o governo e a marginalidade.
Como no Chicago da lei seca.
E todos aceitam essas regras.
Chega-se à altura das eleições e ganha quem prova que é corrupto todos os dias.
Que se há-de fazer?
Trata-se de um fenómeno da portugalidade. Quem está no poder consegue quase sempre conservá-lo independentemente de ser muito ou pouco corrupto. A corrupção não é valorizada pela população que fala a língua de Camões.
Justamente porque ela própria, no seu dia a dia, também o é.
A pequena cunha, os "conhecimentos", uma "palavrinha".... enfim.
De Angola nem vale a pena falar.
Quando for, finalmente, instituída a democracia na nossa antiga colónia verificar-se-á o mesmo, certamente. Uma classe política igual à que assentou arraiais depois de Agostinho Neto substituirá ou dará continuidade a José Eduardo dos Santos. Ninguém tem disso a menor dúvida.
É o nosso fado.
Viver assim, naturalmente.
E ainda pensam que vivemos num pais democratico e livre, todos os dias estamos a perder liberdades fundamentais, como a educação, a segurança, a saude, etc...
Vivemos enganados pelos discursos de baixo nivel e pela incompetencia geral dos nossos politicos que todos os dias mudam de lado só para arrecadarem mais beneficios proprios, enquanto o conjunto dos Portugueses vive calado e á espera de estar totalmente na miseria para depois vir protestar contra o estado da Nação.
Se isto é democracia entao antes quero estar no Portugal do Estado Novo, pois passados 30 anos continuamos pobres na mesma mas ao menos tinhamos orgulho em ser Português.
Basta!
E Timor??
Esqueçeu-se do governo dominado por "familiares" de Alcatidi, Xanana, ou Carrascalão... aqulio é uma republica de bananas, onde se injectaram milhares de dolares de ajuda externa para formar um governo e que ninguem sabe onde estão... ou melhor: o povo ignorante por natureza não sabe onde está, mas quem começa a duvidar é "mandado calar"
Eles tb falam Português... quando precisam...