Reproduzo na íntegra a
Nota à Comunicação Social
PROCESSO DE REVISÃO DO ECD:
PRIMEIRO-MINISTRO ESTÁ A MENTIR!
Só por desconhecimento, distracção ou tentativa de enganar a opinião pública, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, poderá ter afirmado que as organizações sindicais de docentes teriam, finalmente, concordado com a introdução de mecanismos de avaliação do desempenho na carreira docente e com a sua divisão em duas categorias.
Relativamente à avaliação do desempenho, os Sindicatos de Professores concordam com a sua existência há, pelo menos, 16 anos, ou seja, desde que foi aprovado o primeiro Estatuto da Carreira Docente. O que tem separado (e continua a separar!) os Sindicatos, do Ministério da Educação, é que, para as organizações sindicais, a avaliação do desempenho deverá ter um carácter essencialmente formativo, servindo para melhorar a qualidade do desempenho dos docentes. Já para o ME, os objectivos são outros: castigar os professores, retirar-lhes tempo de serviço que cumpriram, impedi-los de chegar ao topo da carreira e, em situação limite, expulsá-los da profissão. Daí que, também sobre esta matéria, as divergências entre os Sindicatos e o Ministério da Educação se mantenham!
A admissão, em sede de negociação e num esforço extraordinário de procura de consenso, de uma eventual aceitação do modelo (do modelo!) proposto pelo ME, dependeria sempre da sua disponibilidade para deixar cair os constrangimentos de carreira que propõe (quotas e vagas). O ME não aceitou o esforço sindical, logo essa flexibilidade negocial assumida pelos Sindicatos, deixou de existir!
Quanto às duas categorias, trata-se de outra questão fracturante no actual processo de revisão que, na reunião realizada ontem com o ME, ocupou a maior parte da discussão. Para os Sindicatos de Professores, a existência de duas categorias significaria a negação da própria profissão, pois deixaria a meio da carreira milhares de professores e educadores que são dos melhores que existem nas escolas!
Já a admissão (admissão!) de introduzir no debate a existência de um ou dois patamares salariais (que não se confundem com categorias!) de acesso condicionado, para os Sindicatos dependeria de um compromisso a assumir pelo ME: nenhum professor ou educador actualmente no sistema poderia ser impedido de atingir o actual topo da carreira (10º escalão – índice salarial 340), pelo que tais escalões, a existirem, teriam sempre de ser superiores ao actual topo. Este compromisso exigido pelos Sindicatos foi desde logo recusado pelo ME, pelo que tal discussão terminou no momento em que se colocou!
Assim sendo, o desacordo global manifestado pelas 14 organizações sindicais de docentes que constituem a Plataforma Sindical de Professores mantém-se em absoluto e a FENPROF exige que o Primeiro-Ministro, José Sócrates, corrija as suas afirmações, pois fica mal a um governante com as responsabilidades de Primeiro-Ministro, de fazer afirmações que não são verdadeiras!
Por fim, a FENPROF apela aos professores e educadores para que se mantenham atentos, pois, como se prova, o Governo, neste momento, não olha a meios para atingir os seus fins que parecem ser a criação de confusão e de divisões entre os professores. A consulta dos sites dos Sindicatos da FENPROF será sempre o meio de informação mais adequado sobre o ponto da situação negocial.
O Secretariado Nacional do SPRC
e mente que se farta... e o povo a votar nele...
Afixado por: prof em outubro 26, 2006 05:02 PMe mente que se farta... e o povo a votar nele...
Afixado por: prof em outubro 26, 2006 05:04 PMe mente que se farta... e o povo a votar nele...
Afixado por: prof em outubro 26, 2006 05:05 PMAtravés da publicação, ontem, do Decreto-Lei 200/2006, aos professores e educadores passarão a aplicar-se as regras da chamada mobilidade especial (supranumerários). O encerramento de escolas, a constituição de agrupamentos ainda de maior dimensão, o aumento dos horários de trabalho, entre outras medidas que o ME tem vindo a impor, traduzir-se-ão na possibilidade de, a curto e médio prazo, milhares de docentes passarem a supranumerários. Está criado mais um foco de conflitualidade que oporá os docentes ao Governo.
A saga continua, que mais nos irá acontecer?
Afixado por: Maria em outubro 26, 2006 11:40 PMHá que por ordem na classe e acabar de uma vez por todas com o regabofe!
É a única classe profissional onde por forma automática,todos chegam a "generais", quer trabalhem quer estejam de baixa, quer sejam excelentes quer sejam medíocres!
Tenho fé que seja este Governo, que, finalmente o vá conseguir!
Concordo consigo, Quintanilha, porque há mesmo de acabar com o regabofe nas turmas (classe) e acabar com a indisciplina.
Agora discordo consigo quanto a chegar-se por forma automática de professor a general, primeiro porque são carreiras diferentes, e depois porque quem liga o piloto automático são os pilotos e comandantes de aviação.
Finalmente torno a concordar consigo. É tudo uma questão de fé.
E esperar que o avião não caia.
Afixado por: Joana em outubro 28, 2006 09:16 PM