outubro 06, 2006

(EM VEZ DA MINISTRA) PROFESSORA AGREDIDA À ESTALADA

Uma professora foi ofendida e agredida à estalada e ao murro por uma encarregada de educação, em Lamego, que não concordou com as censuras feitas ao comportamento da filha durante uma reunião.
A agressão, divulgada ontem pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), aconteceu na quarta-feira, pelas 19h30, durante uma sessão de atendimento aos pais da Escola EB 1.
A professora, de 40 anos, natural de Bragança, foi agredida em frente a uma das suas filhas, de outras crianças e de uma auxiliar educativa. Teve de receber tratamento hospitalar e “está muito abalada psicologicamente, sem coragem para sair de casa com receio de represálias”, referiu João Pedro Melo, do SPRC-Lamego.
A encarregada de educação agiu com violência depois de a docente lhe ter dito que “o comportamento da aluna piorava a cada dia e desestabilizava a sala de aulas”.



É nestas alturas que eu gostava que a Maria de Lurdes Rodrigues e su muchacho Walter Lemos estivessem a dar aulas...

Publicado por JoaoTilly em outubro 6, 2006 01:35 PM
Comentários

e vamos dois a desejar o mesmo, bom blogue, parabéns.

Afixado por: João Ferreira Dias em outubro 6, 2006 02:45 PM

A ministra não dirá uma palavra a essa professora. A ministra está paga para humilhar, desvicular, desacreditar os professores. A ministra até fica grata a esse "encarregado de educação"
Mais baixo do que o nível a que chegámos não sei se será possível.

Afixado por: João Norte em outubro 6, 2006 03:20 PM

A maior parte dos professores do ensino público não precisa da Ministra para ser humilhada e desacreditada.

Afixado por: AnToino em outubro 8, 2006 01:00 AM

E a maior parte dos profs do ensino privado que só lá está porque não consegue lugar no público? Ainda é pior, não? Esses nem conseguem chegar a ser humilhados pela ministra. São-no todos os dias pelos seus patrões que muitas vezes se confundem com os seus donos. É ver a pouca vergonha que se passa nas esmagador maioria dos colégios onde os papás pagam mais por cada filho do que ganha um professor.

Afixado por: João Tilly em outubro 8, 2006 04:29 AM

Este tipo de raciocinio primário não é certamente de um professor.
Misturar coisas que são deveriam ser misturadas,dá jeito para desviar-nos a atenção do essencial.
Os professores e seus representantes sindicais,ainda não conseguiram acertar o passo,passam o tempo a dar tiros nos pés,fazem-me lembrar os juízes há bem pouco tempo,haverá alguma coisa em comum???

Afixado por: danieltecelao em outubro 8, 2006 11:08 PM

Não sou professor mas conheço de perto o que está a contecer à minha companheira que é professora. É hora de acção. Não andem aos tiros uns aos outros. É exactamente isso que os tecnocratas das Educação, do Estado querem.

Todos temos direito à indignação.
abraços

Afixado por: asinistraministra em outubro 9, 2006 12:42 AM

Se o privado só tivesse os professores que não têm lugar no público, porque pagariam os pais mais dinheiro por um ensino com piores professores?
Há bons e maus em todo o lado.
Mas o que vejo é exactamente ao contrário: quem procura os bons professores é o ensino privado. Só este o pode fazer, o público não.
Procurar bons professores para o ensino público, implicaria, além de alterações ao código administrativo, avaliações, enfim, um conjunto de medidas "discriminatórias"... Vinha logo aí o blogue-de-esquerda zurzir...
Os bons professores são constantemente convidados para o ensino privado onde não interessa a gradação do condidato-sem-nome, mas sim o curriculum e desempenho do docente.
É exactamente por esta razão, entre outras, que o ensino privado se pode tornar mais facilemente um "ensino de excelência" e o público não.

Afixado por: AnToino em outubro 9, 2006 01:41 AM

E desde quando é que um colégio particular com fins lucrativos quer pagar mais a um professor, para fazer o mesmo.
Já trabalhei para um colégio e digo que o objectivo é poupar e não gastar.
Muita gente acha que nos colégios é que é bom, mas é apenas aparência. Não sabem realmente o que se passsa por detrás.

Afixado por: António Silva em outubro 10, 2006 11:53 AM

É concerteza o caso de um mau "colégio", só equiparado, sem dúvida, a uma escola pública. Por isso fazia, apenas, "o mesmo".

É que nos "colégios" , os alunos têm de ser conquistados, têm de ser ganhos. Não aparecem lá automaticamente como no ensino público. Eu não vejo os professores do público a trazer alunos para o ensino, antes pelo contrário.

Se a maior parte dos alunos pudesse optar, como os "ricos", não estariam certamente no ensino público.

É o vosso desconhecimento desta realidade, mais que evidente, que vos torna incapazes de compreender que um professor no ensino privado não têm necessariamente que "fazer o mesmo".

Em 1994, um colega meu, professor de Educação Musical, ganhava, num colégio privado de lisboa mais de 3000 Euros por mês. Mas não fazia "o mesmo": tinha apenas meio horário e o resto do tempo (estamos a falar de 35 horas por semana ou mais), organizava e dirigia a escola de música do dito "colégio", escola essa, a de música, que hoje tem mais de 500 alunos.

Portanto concordamos num ponto. Se é para "fazer o mesmo" não vale a pena. Já temos o ensino público, único, regular, normalizado e cego.

A questão está mesmo aí: não é para fazer o mesmo!

Afixado por: AnTóino em outubro 11, 2006 02:15 AM

Penso que a discussão entre escolas privadas e escolas públicas é completamente inútil e raramente tem algo a ver com a qualidade dos professores.

Em muitos casos , na escola pública o ensino é pior , porque os professores têm de "engolir" com todos os alunos que lhe colocam à frente .

Muitos desses alunos , não têm qualquer motivação e nem interesse têm em aprender . Por isso chega a determinada altura do ano , em que começam por desestabilizar e prejudicar os alunos normais que querem aprender .

E há coisas ridiculas : estou no Algarve , tenho turmas de 28 alunos , que incluem alunos de 6 nacionalidades. Além de alunos brasileiros e outros de lingua portuguesa tenho alunos russos , romenos , dinamarqueses ... Imaginem o que é ensinar Ciências da Natureza , a um aluno russo ou dinamarquês , que está em Portugal há um mês e que automaticamente foi incluído no 6º ano de escolaridade ...

Esses problemas , presumo que não acontecem nas escolas privadas , onde as mensalidades afastam imediatamente os alunso que não têm capacidade para as pagar ...

No ensino público temos de aceitar tudo , quer o aluno queira aprender ou não .... e acreditem alguns NÂO QUEREM !

Há depois casos ridiculos de no 6ºano alguns alunos em Matemática não saberem quanto são 3 x 3. É a primeira vez que os tenho à frente e penso " a culpa não foi minha " .... , tento que pelo menos aprendam a tabuada mínima .... mas recusam-se mentalmente a aprender ...

Claro , eu preferia estar no ensino privado , mas no qual me pagassem o mesmo que no ensino público , e com o mesmo grau de liberdade para ensinar e gerir o meu ensino , sem pressões estúpidas de alguns directores sem qualidade que abundam no privado ...

Portanto , basta de divisionismos , sejamos profissinais e que cada um faça com dedicação o melhor que pode ....



Afixado por: Vitor Leal em outubro 14, 2006 01:44 PM
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