Toda a gente sabe que o ciclo-turismo é um dos mais completos e benfazejos desportos para a nossa saúde.
A todos os níveis.
O ciclismo, praticado de forma regular, continuada, e no intuito da não-competição, a par da natação, é o desporto que mais órgãos beneficia - a começar pelo coração - desentope as artérias, revitaliza tecidos, obstaculiza muitos tipos de cancro, em suma: dá-nos a saúde de que necessitamos no dia a dia, para além de ser um excelente anti-stressante.
Por isso, pergunta-se: porque é que não há ninguém a utilizar a pista de cicloturismo recentemente construída na zona industrial?
Ando lá eu e os meus filhos e praticamente mais ninguém...
A pista não tem mais nada, é certo, tem apenas cerca de 1100 metros dos quais os últimos 100 são quase proibitivos, pelo menos para ciclistas mais idosos, mas a verdade é que nem os jovens aparecem.
Há que promover a prática do ciclismo, não basta construir apenas uma pequena pista.
Há que a limpar semanalmente - está cheia de areia e dejectos de animais.
A pista deveria prosseguir pelo menos até à Arrifana - mais 500 metros, fazendo-se seguidamente o loop nessa Aldeia.
Entrando pelo ramal de cima e saindo pelo debaixo, ou vice versa, conseguia aumentar-se a pista para o triplo, sem esforço. E sempre é melhor, para um ciclista, ver movimento e poder parar num café para beber uma água, do que ter que obrigatoriamente parar sempre na zona do Pingo Doce, no princípio da pista.
Alargando a filosofia ao mais importante:
É possível que uma boa percentagem de automóveis evitasse circular em Seia, se as pessoas se habituassem a deslocar-se de bicicleta.
EXISTEM AGORA BICICLETAS COM MOTOR ELÈCTRICO - ESTOU A TESTAR UMA há 3 dias - QUE TRANSFORMAM LITERALMENTE SUBIDAS EM PLANOS.
NÃO CUSTA NADA subir. Não poluem. São totalmente ecológicas.
A nossa orografia não é favorável à pratica do cicloturismo, mas possui, claramente, 3 zonas em que se pode circular sem esforço:
Zona 1
Desde a Quinta do Crestelo (Intermarché) ao Largo Marques da Silva, Largo da Câmara, Praça da República. Esta zona compreende a Escola Secundária, Escola EB Dr Guilherme Correia de Carvalho e Escola Primária.
Vai até ao Estádio e, embora a subida seja um pouco íngreme, pode perfeitamente levar-se a bicicleta à mão, 200 metros.
Faz bem andar a pé um pouco, também.
No estádio, poderia construir-se uma outra pista - que podia ser parte da de atletismo - destinada às bicicletas.
Não estraga nada - as rodas não produzem qualquer impacto.
O único inconveniente poderá ser algum escurecimento de uma ou duas pistas, se não forem revestidas com qualquer material (tecido barato, por exemplo) devido à borracha dos pneus.
Mas seria muito bom para todos que se se abrisse o estádio às bicicletas para se transformar aquele equipamento subaproveitado numa estrutura muito útil para os senenses e para a sua saúde.
Quem quiser dirigir-se à zona do edifício Jardim - bares, advogados, estabelecimentos comerciais, residências - pode deixar a bicicleta no Largo da Câmara. É só descer as escadas do jardim e pronto. Não precisa de fazer depois o esforço necessário a guindar a bicicleta ao nível superior.
Todo o centro da cidade de Seia pode ser percorrido por bicicletas, evitando-se centenas de carros por dia, com a poluição, as bichas, os gastos em combustível a e a falta de estacionamento que conhecemos.
É apenas uma questão de se mudarem as mentalidades. Mais de 80% das viagens que os automóveis fazem às voltas em Seia, durante o dia, destinam-se a transportar apenas o condutor a um sítio ou outro.
Porque não pode ir de bicicleta?
Zona 2
Quintela - Maceira - Santiago e Zona Industrial.
Tirando uma subida de 150 metros em Maceira, pode fazer-se tudo de bicicleta nas calmas. Mais uma vez não faz mal a ninguém apear-se e fazer 150 metros a pé. Até é bom para descansar e recuperar fôlego. Pode fazer-se essa volta completa pela Ponte de Santiago sem risco nem perigo na rotunda, porque se vem sempre pela direita, escostados à berma.
Zona 3
Fonte 4 bicas - Arrifana - Vodra - S. Marinho - Sta Marinha - Pinhanços - Ponte de Santiago - Seia.
A dificuldade é subir de Quintela até Seia.
De facto, há apenas 250 metros + 250 metros em que tem que se levar a bicicleta à mão. Num percurso de mais de 12 kilómetros, não é muito.
Uma camioneta de caixa aberta pode levar 50 bicicletas de cada vez para cima, se se organizarem passeios alargados ou sistemáticos.
Zona 4
Zona Industrial - Pista cicloturismo - Arrifana - Escola STT - Pista.
É a zona natural mais fácil para a prática do cicloturismo. Aquela por onde se deve começar.
O ciclo-turismo é o hábito mais saudável que há e proporciona um excelente bem estar e descontracção, enquanto põe o nosso corpo todo a «trabalhar» sem qualquer impacto.
Não tem nenhum inconveniente ou contra-indicação, desde que praticado devagar e com cautelas, por causa do trânsito.
A seguir, vou fazer o reconhecimento de alguns destes percursos e trarei exactamente tempos e quilometragem, bem como uma estimativa das calorias queimadas em cada volta.
Vou fazê-lo com uma bicicleta assitida por motor eléctrico, com autonomia para 50 quilómetros, e depois farei o mesmo com uma bicicleta normal, de todo o terreno, dessas que custam 95 euros nos hipermercados.
Até já.