Na terceiora divisão nacional, o UDS abandona subitamente o futebol no incio da época.
Os jogadores foram informados subitamente do facto consumado.
Sem pretender fazer juízos de valor - pessoalmente sempre me bati contra o monopólio dessa alienação maior dos cérebros desprotegidos que é o pontapé na bola - tem que referir-se, pelo menos, a falta de transparência do processo e a surpresa da decisão.
A juntar ao facto de que, ao que se diz, alguns membros da direcção não apareciam desde Outubro.
Parece, também que os montantes das entradas dos espectadores aos jogos não dava, sequer, para pagar às autoridades obrigatoriamente presentes nos jogos.
A mim interessa-me essencialmente, não apenas o facto da desistência do desporto-rei em Seia, mas a sintomatologia que lhe subjaz.
Quando, numa cidade como esta, ninguém vai aos jogos, após uma época notável e um número impressionante de vitórias, há que perguntar:
1 - Será que já não estamos socialmente tão moribundos como Gouveia? É que lá, apesar de tudo, ainda há futebol...
2 - Para que serve, agora, o campo relvado, cuja manuntenção custa milhares de euros por mês?
3 - Será que as nossas crianças, jovens e adultos poderão, ao menos, começar a usufruir desse esplêndido espaço para a prática do futebol ou de outros desportos, supervisionadas, evidentemente, por monitores?
Se a resposta a esta terceira interrogação for positiva, temos que concluir que não houve qualquer prejuízo, muito pelo contrário...
Se não...