Visitei ontem a nova ETAR de Seia no âmbito de um curto documentário que estamos a fazer (o clube de Audiovisuais da minha escola) sobre a água. O seu percurso desde a Torre até ao Rio Seia.
Aquilo é uma obra grandiosa. De certeza a mais importante e útil obra que se fez em Seia nos últimos anos... se trabalhar bem.
Porque o rio continua muito poluído, embora se note já uma grande melhoria nas ribeiras de acesso e na foz do esgoto, como lhe chamei quando a denunciei publicamente há 2 anos.
Os vizinhos dizem que há dias em que o Rio vem quase limpo mas que, de repente, fica negro como o carvão e com o cheiro costumeiro insuportável, ao qual nunca ninguém se habituou.
Como «o caminho se faz caminhando», chama-se a atenção do sr Caminheiro Presidente para que mande averiguar a que se devem tais oscilações, porque a ideia que está a surgir é que as lamas estão a ser retidas nalgum lado e depois são novamente lançadas no rio.
É a vox populiis.
E já se sabe: voz do povo... não chega ao céu.
Mas chega bem ao esgoto.