maio 24, 2006

Manifesto eleitoral e Plano de Acção da lista B candidata ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Dr Abranches Ferrão

A simples e mera apresentação da nossa lista está a transformar-se numa grande afronta para o regime ditatorial instituído na nossa Escola, que vê, num simples acto de exercício da Democracia instituída em Portugal há 32 anos, uma terrível ameaça.

E, se calhar, o caciquismo que tanto nos teme lá terá as suas razões para nos temer.
Porque sabe bem que a primeira coisa a banir será esse mesmo caciquismo do seio do nosso Agrupamento.
A transparência será a palavra de ordem contra o amiguismo e os cozinhados de panelinha.

Mas não respirem de alívio aqueles que, para azar da nossa Escola, vissem este projecto derrotado.

Porque eu não me esqueço do que andam a dizer a nosso respeito e sei bem quem o faz.

Quer ganhe ou perca, as difamações de que estamos a ser alvos, por termos ousado "desafiar" um regime autoritário e manifestamente ilegal, na nossa Escola, não lhes vão sair baratas. A todos posso assegurá-lo.
Porque o tempo em que eu "levava" e calava, já lá vai.
Não ganhei nada com isso, já que a ladraria continuou e até se avolumou, sempre nas minhas costas, é claro!
A cobardia é uma das principais virtudes de muita gente frustrada que sabe perfeitamente que nunca será mais que um número a apagar na hora da morte.
Mas aguardemos serenamente os resultados.
Na certeza de que haverá desenvolvimentos.
Por um lado, era até bom que não ganhássemos.
Para que eu pudesse de imediato dar o troco a algumas "peixeiras" (sem ofensa para as verdadeiras comerciantes de pescado) que, depois de chumbarem 2 e 3 vezes no seu percurso escolar, se enganaram na lota e rumaram à Arrifana para dar lições de falsa moral no intervalo da faladragem da vida alheia.

Só que não vou ter essa sorte porque, tirando o grupo de caciques que veem os seus perpetuados tachos ameaçados, a generalidade de professores e funcionários do Agrupamento está farto desta experiência traumática de "Regresso ao Passado", e ao tempo da "Outra Senhora", em que nada pode ser discutido livre e abertamente sob pena de represálias de toda a ordem.

VIVA A LIBERDADE E A DEMOCRACIA! digo eu.


A primeira revenche do autoritarismo vingativo já está aí: foi o terem faltado à palavra anteriormente dada, recusando-se agora a apresentar a primeira educadora de Seia com um livro editado comparticipado pela CE e que faz parte, naturalmente, da nossa lista: Anabela Nunes.
Vingativamente, depois de lhe terem dito anteriormente que sim, agora viram-lhe as costas.
Deve ser porque só temos gente capaz e dinâmica na nossa lista.
Não temos cá instalados nem tachistas.


A segunda foi terem positivamente deixado de cumprimentar os elementos da nossa lista, bem como aqueles que elas acham que nos apoiam.
É só rir de tanta estupidez em tão poucas e desprotegidas cabeçonas!
Onde nós chegámos, 32 anos depois da Democracia ter bafejado este país!

E o que mais se verá e, seguramente, será alvo de incómodos desenvolvimentos muitos meses após as eleições.

Nós temos muita Esperança no futuro, apesar de todas estas movimentações histéricas que se estão a passar.
A Verdade vem sempre ao cimo e a Justiça neste país trabalha lentamente...
mas vai trabalhando.




Manifesto eleitoral e Plano de Acção da lista B candidata ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Dr Abranches Ferrão


A presente equipa propõe-se trabalhar em sentido muito diverso - e provavelmente até oposto – relativamente à linha de actuação do actual Conselho Executivo, com objectivos perfeitamente definidos e sempre na perspectiva da prestação de Serviço Público à Comunidade Escolar e à Comunidade Social onde ao Agrupamento se encontra inserido.
Pensamos que o Agrupamento existe para servir a comunidade e o Conselho Executivo para servir o Agrupamento.
E nunca o contrário.


Assim, a filosofia que subjaz ao espírito da presente lista pode resumir-se em 3 grandes linhas orientadoras:


1 - A Acção


Os últimos 3 anos foram, infelizmente, perdidos para o nosso Agrupamento e com especial notoriedade para a nossa Escola Sede.
De facto, se há palavra que caracteriza o mandato que agora termina, ela é: INACÇÃO.
A Escola perdeu sucessivas oportunidades para se modernizar e para melhorar as suas condições de trabalho, porque ao dinamismo do CD anterior que, durante anos, conduziu este Agrupamento de forma exemplar e com desinteressado espírito de Serviço Público (por isso o guindou até à primeira linha de notoriedade relativamente ao que existia no interior do país), fazendo da Escola Sede um EXEMPLO de Dinamismo e de Trabalho, munindo-a de condições inigualáveis – de que o Auditório, a Biblioteca e a Sala de Informática são manifestos exemplos – sucedeu um laxismo e uma falta de intervenção no meio escolar e social atrozes, que fizeram com que este Agrupamento parasse literalmente no tempo durante os últimos 3 anos, em nada evoluindo durante este período.

De facto:
A Escola nunca mais se candidatou nem concorreu a projectos inovadores que, para além da grande notoriedade que lhe vinha granjeando, garantiam um excelente encaixe financeiro que permitiu, por exemplo, construir as 3 valências notadas acima: Auditório, Biblioteca e Sala de informática.

Isto, para além de ter permitido a obtenção de equipamento vário de índole tecnológica de que também o Agrupamento foi pioneiro nesse tempo. máquinas de filmar e de fotografar digitais topo de gama (na época);
- equipamento de som para o Clube de Rádio que emitia diariamente,
- equipamento de projecção vídeo e de som Surround (5.1) para o Auditório onde funcionava o Clube de Cinema que, através do visionamento e discussão das obras cinematográficas mais marcantes do nosso tempo, era frequentado por dezenas de alunos nos seus tempos livres,
- equipamento de observação astronómica (telescópio e conjunto de lentes),
- a estação meteorológica
- e equipamento vário que se encontra, muito dele, encaixotado na sala de Físico-Químicas sem nunca ter sido utilizado, como osciloscópios e geradores de sinal.

Tudo isso acabou ou está INACTIVO.

A Escola regrediu em diversidade e qualidade da Oferta extra-curricular e tudo o que hoje ainda possui e não foi destruído ou vandalizado – como a aparelhagem do clube da rádio ou o equipamento de som da escola - para nada serve.

A Escola-sede deveria ter recebido o FORSEIA (Centro de Recursos e Formação) no primeiro ano do mandato deste CE.
Esse programa, se tivesse sido aqui desenvolvido durante os últimos anos, dotaria a Escola Sede de meios tecnológicos e de recursos financeiros mais do que suficientes para continuarmos a ter uma Escola apetrechada com o que de mais evoluído existe em termos de Novas Tecnologias da Informação e de Transmissão de Dados.
Ao invés, passou-se que estivemos mais de 3 meses sem sequer termos tido Internet na Escola, só este ano-lectivo.

Outro exemplo: A Escola esbanja milhares de euros por ano em energia eléctrica, porque todas as salas funcionam com a iluminação ao máximo.
Mesmo – e sobretudo – nos dias radiosos de sol. Nesses dias, têm que se baixar as persianas para se acenderem as luzes do tecto.


Bastaria colocar bandas translúcidas nas janelas para filtrar a incidência directa dos raios solares, eliminando os reflexos do quadro, e já não seria necessário ter a iluminação ligada.
Em vez disso, o que se faz?
“Obriga-se” os professores a poupar nas fotocópias prejudicando a legibilidade dos testes – e o desempenho escolar dos alunos – a fim de se pouparem uns míseros cêntimos porque «não há dinheiro para as fotocópias».


Pergunta-se: Não há dinheiro para as fotocópias dos testes e há dinheiro para se equipar a sala do CE com mobiliário de luxo?

Nós captaremos recursos financeiros por via dos projectos a que nos candidataremos.
E pouparemos no que se deve poupar e NUNCA naquilo que é o objecto do nosso trabalho: o processo Ensino-Aprendizagem.
Voltaremos a ter uma Escola exemplar no domínio da diversidade da oferta extra-curricular, dinamizaremos planos de formação para alunos, funcionários e professores nas mais diversas áreas do Conhecimento.
Abriremos a Escola-sede à Comunidade social envolvente, com iniciativas que motivem os Pais para o acompanhamento da aprendizagem dos filhos.
Voltaremos a fazer observação astronómica à noite, aberta à comunidade.
Voltaremos a dinamizar o Clube da Rádio, de Cinema, faremos Televisão em circuito fechado e mostraremos à comunidade que, depois de um cinzento período de inacção de 3 anos, a nossa Escola continua com o fôlego e o dinamismo que sempre conheceu e que a caracterizava até há bem pouco tempo.


2 - A Disciplina


Nenhuma Escola pode funcionar sem um mínimo de disciplina interna.
Mas o CE pode impor respeito e rigor numa Escola se ele próprio é o paradigma da falta deles.

A Escola não pode continuar a iniciar as suas actividades, de manhã, sem que pelo menos um elemento do CE esteja presente.

Tal não se verifica há anos.
Esta Escola Sede tem invariavelmente funcionado em regime de auto-gestão, sem responsável presente até à hora em que chegue o primeiro, que a maior parte das vezes é depois das 10 da manhã.
Exceptuando, curiosamente, os dias em que há visitas.
Nesses dias há sempre mais do que um elemento às 8:45h.
Não pode ser.
Se há um acidente (e já houve) são os auxiliares que chamam a ambulância.
Se é urgente sujeitar-se um aluno insurrecto a uma medida de coacção, não há para onde o enviar.
Ninguém do órgão de gestão está presente.


Para se exigir respeito é preciso merecê-lo.

É por isso que, hoje, de entre Professores e Funcionários, poucos são os que nutrem algum respeito e admiração pelo actual CE em funções.
Muito menos os alunos insurrectos costumeiros repetidamente identificados que fazem o que querem, fumando à descarada na pérgola, bebendo álcool atrás dos pavilhões e até no bar, faltando deliberadamente às aulas, passeando-se alegremente pela Escola, gritando nos corredores a plenos pulmões em tempos lectivos, prejudicando as restantes aulas que decorrem, vociferando palavrões despudoradamente à frente de professores, auxiliares e até elementos do CE; numa palavra: exibindo todos estes maus exemplos perante a comunidade escolar, dia após dia, dentro do recinto da Escola sem que disso se retirem consequências.

O actual CE, sempre tão autoritário para com os professores não tem a mínima "mão" nos alunos insurrectos e por isso presta um péssimo serviço à Escola que devia proteger.

Não se incute respeito em ninguém quando os exemplos que vêm de cima são incredíveis.
A credibilidade conquista-se pela actuação diária.
Não ela rectórica vazia e formal como a do Plano de Actividades do actual CE.


3 - A Justiça


Uma Escola é um meio social.
É uma sociedade heterogénea em que se movimentam pessoas diferentes, de carácteres diferente, de maneiras de ser, sensibilidades, credos, de convicções diferentes.
Os conflitos interpessoais são espectáveis. Por isso é preciso saber gerir susceptibilidades.
Chama-se a isso Gestão de Recursos Humanos.
Nesta escola, infelizmente não é só a gestão de recursos financeiros que é deficiente.
A gestão dos Recursos Humanos deixa, igualmente, muito a desejar.

Neste particular:
Os professores e os auxiliares que não cumprem devem ser, evidentemente, chamados à atenção.
Mas só um CE que CUMPRA pode chamar a atenção dos incumpridores.

Não podem fomentar-se perseguições a Professores e Funcionários que se recusem a entrar no jogo de compadrios, de “filhos e de enteados”.
Todos os professores e funcionários são iguais perante a Lei e o regime Escolar.
Não pode haver preferências pessoais, nem discriminações positivas ou negativas.

Evitando estas práticas correntes, evita-se a maior parte dos conflitos.
Um funcionário, se tiver mais habilidade e gosto para desempenhar determinada tarefa não deve ser colocado noutra apenas por capricho de quem manda ou como acto de punição por antipatia pessoal.
Ao funcionário exige-se que cumpra, mas devem-lhe ser, antes, dadas as condições materiais e psicológicas para que possa cumprir.
A um funcionário não se pode exigir um comportamento prossecutório de colegas ou de professores.


Connosco não haverá Professores nem Funcionários Administrativos nem Auxiliares privilegiados.
Haverá PAZ Social dentro da Escola e do Agrupamento.

Propomos o fim de um autoritarismo bafiento e o despontar da Democracia Participativa neste Agrupamento.

É urgente a injecção de sangue novo, de ideias e projectos inovadores, e o fim de situações de nítido privilégio dentro e fora dos órgãos de gestão, que todos conhecemos.




1º Ciclo e Jardins de Infância


As crianças das nossas Escolas do 1º ciclo e dos Jardins de Infância voltarão a frequentar a Escola Sede às quartas feiras, em regime de rotatividade,
onde programas específicos ligados à descoberta da nossa realidade Cultural e Científico-Natural os esperam para, inseridos em actividades de espírito marcadamente lúdico, possam proporcionar às nossas crianças o despertar para os estágios de desenvolvimento que naturalmente se lhes seguirão.
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Companheira(o):
Se é sensível às Verdades indesmentíveis que aqui são descritas, dê-nos a sua confiança na próxima terça-feira, 30 de Maio.

Todos – Professores e Funcionários - trabalharemos com o mesmo objectivo: o de voltar a conferir a este agrupamento os níveis de Excelência que ele já atingiu no passado.

A todos será dada a OPÇÃO e a VOZ para que, dentro da escala de serviço que tem que se desempenhar, possam ESCOLHER aquele para que demonstrem mais aptidão.
Por-se-á fim às guerrilhas internas que afligem os Trabalhadores da Escola Sede.


Por tudo isso e muito mais que fica por dizer,
Garantimos à Comunidade Escolar que:

Connosco, este Agrupamento voltará aos níveis de Modernidade, Qualidade de Ensino e de Produção de Serviço a que todos os senenses se habituaram a identificar com a Escola Dr Abranches Ferrão.

O futuro deste Agrupamento de Escolas estará, no dia 30 de Maio, nas Vossas mãos.

Gratos pela Vossa atenção.


Somos, para Servir,


João Tilly
Pedro Ferreira
Anabela Nunes
Gorete Rodrigues


22/05/2006

Publicado por JoaoTilly em maio 24, 2006 08:28 AM