
Com este texto, a desenvolver, pretende-se estabelecer mais um curioso paralelismo entre a oportunidade das aparições de Lourdes, França em 1858 e as de Fátima, Portugal em 1917 à luz dos regimes políticos então vigentes.
Comecemos por França.
Governava Charles Louis Napoléon Bonaparte, sobrinho do grande Napoleão, presidente e imperador da França.
Após a queda de Napoleão I, Charles iniciou um longo período de exílio na Suíça, onde se associou aos carbonários, sociedade revolucionária formada na Itália e activa na França e também em Portugal, em finais do sec 19 e princípio do sec 20 (nomeadamente no regicídio de D. Carlos) e na transição da monarquia para a República.
Em 1832, com a morte do único filho de Napoleão I, Luís Bonaparte tornou-se o pretendente bonapartista ao trono francês. Tentou, em 1836, em Estrasburgo, e em 1840, em Bolonha, fazer-se proclamar imperador e derrubar Luís Filipe.
Na primeira vez, foi deportado para os Estados Unidos. Quatro anos depois, embarcou na desastrada 'Conspiração de Bolonha'. Condenado a prisão perpétua, foi encarcerado na Fortaleza de Ham, de onde fugiu para Londres (1846) disfarçado de pedreiro, com o nome de Badinguet, que depois ficou como seu apelido.
Durante as Revoluções de 1848, voltou para a França.
Apresentou-se, então, como defensor dos ideais napoleónicos e dos princípios da ordem e da estabilidade social.
Foi eleito em vários departamentos e, com a nova Constituição, chegou à presidência da República em 1848.
De 1852 a 1858, Napoleão III exerceu um poder absoluto (Império Autoritário), que se caracterizou por muitas restrições às liberdades civis.
É neste contexto que aparece, em 11 de Fevereiro de 1958, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, a primeira aparição da "Senhora" a Bernardete Soubirous, uma criança de 14 anos.
Aqui fica a história oficial das aparições de Lourdes.
Chamo a atenção para a analogia com o que se passaria, 6 décadas depois, em Fátima:
1 - Bernardete vai com amigas à lenha.
2 - A criança tem uma saúde muito frágil. (Dois dos 3 pastorinhos morrem nos anos seguintes às aparições por tuberculose, presumivelmente).
3 - Os pais não acreditam nela, tal como aconteceria em Fátima.
4 - Há repetição nas aparições - 18 ao todo - e uma agenda de aparições que se prolonga por 6 meses, exactamente como aconteceria em Fátima, 59 anos depois.
5 - E só Bernardete vê a Senhora, tal como só os 3 pastorinhos viam a Virgem.
O que é bastante conveniente para "explicar" fenómenos que mais ninguém acaba por ver.
Em seguida (mais logo, que agora já não há tempo) abordarei o fenómeno português das aparições de Fátima e o momento político que as envolveu, começando por revelar que o primeiro ministro português, na altura, era um senense de seu nome Afonso Costa.
E que Afonso Costa já tinha sido primeiro ministro (chefe do governo) por mais duas vezes. Em 1915 e em 1916. Coisa que poucos senenses saberão.
E que foi no seu tempo de primeiro ministro, em 1917, que se deram as duas revoluções Russas.
A primeira, que depôs o czar Nicolau II e em que o menchevique Kerenski assumiu o governo provisório, e a segunda, a bolchevique, liderada por Lenine. O chamado Outubro Vermelho.
Dois importantes acontecimentos (um nacional e outro mundial) que nunca vi relacionar com o tempo de Afonso Costa, nem com as aparições de Fátima, mesmo depois de se fazer constar que um dos segredos de Fàtima envolvia justamente uma tentativa de «conversão da Rússia», por parte da Senhora.

Não se percebe que influência poderiam ter os 3 pastorinhos na Igreja Ortodoxa Russa, nem porque é que a Senhora apareceu na Cova da Iria em vez de dar o recado directamente na Praça Vermelha, se era esse o seu propópsito, mas também muito pouca coisa faz sentido quando se fala em religião. Por isso...
O facto é que foi desta forma que o «segredo» foi vendido ao povo.
(continua já a seguir)...
Se existe algo,não sei só sei que tem sido um grande comercio.
Mas,isso não me interessa,pois penso que as pessoas tem de acreditar em algo,não acredito muito nas aparições mas que uma pessoa sente-se bem lá isso é verdade.
Parabens pelo blog.
Se existe algo,não sei só sei que tem sido um grande comercio.
Mas,isso não me interessa,pois penso que as pessoas tem de acreditar em algo,não acredito muito nas aparições mas que uma pessoa sente-se bem lá isso é verdade.
Parabens pelo blog.
Tudo em alturas muito convenientes, e sempre da mesma madeira. Mas que decadência! O que mais me impressiona é que só os católicos é que falam em Fátima como sendo vergonhosamente um comércio, o que me leva a perguntar, porquê? A religião não foi sempre um comércio e uma mentira? Qual é o espanto? Querem sentir-se melhores sejam optimistas,ou arranjem um psicólogo, porque a vida não é para os fracos!
Afixado por: Jorge em junho 12, 2007 09:55 PM