
A bronca mediática sobre as duas empresas espanholas tráz mais uma vez à luz aquilo que todos sabemos e realça mais um ou dois aspectos laterais.
1º - A PJ portuguesa já investigava as empresas desde 2004. Mas o inquérito estava parado.
2º - A justiça espanhola deteve os administradores das empresas para averiguação. Só serão ouvidos amanhã.
3º - Faz-se constar em todas os orgãos de comunicação social que se trata de uma mega-fraude, mesmo antes de alguém ser ouvido e se poder defender. Nenhuma sentença foi proferida porque nem sequer o julgamento (a existir) foi marcado. Mas já aí está a sentença dos media para o povo consumir: é uma mega-fraude, e pronto.
4º - É óbvio que, depois de uma campanha orquestrada com esta, mesmo que os arguidos sejam declarados inocentes eles não terão a mínima condição de restituir o dinheiro a quem o investiu, dada a corrida aos reembolsos que se prevê.
5º - Se algum banco português fosse alvo de uma tal campanha, a consequência seria a sua falência imediata, pois um banco apenas é obrigado a manter, em reservas, cerca de 5% do capital a ele confiado.
6º - Os espanhóis reclamam, no país vizinho, acusando Espanha de ser uma República das bananas, por ter permitido que estas instituições exercessem livremente a sua actividade, alegadamente ilegal, durante 25 anos.
7º - Os portugueses não entendem essa reclamação. A uma Republica dessas estão eles habituados há 32 anos.
Pelo menos.