Maria de Lurdes Rodrigues mostrou-se ontem EXTREMAMENTE CHOCADA ao saber que mais de metade dos alunos desiste no 12º ano.
É caso para perguntar:
Quando aceitou ser ministra da Educação não foi informada do país onde ia exercer o cargo?
Pensava que ia ser ministra onde?
Em França?
No Reino Unido?
Na Bélgica?
Na Holanda?
Que pouca vergonha!!!!
Ao menos mantenha a boca fechada, para que o povo não perceba que a senhora NÃO FAZ A MÍNIMA IDEIA do panorama escolar do país nem do ministério que tutela.
E, já agora, também ainda não saberá que:
Os alunos entram para o 2º ciclo sem saberem ler?
E fazem o 9º ano sem perceber o que lêem?
E que os professores perdem mais de metade do tempo com alunos cábulas em vez de se dedicarem aos bons, aos quais não ligam nenhuma, «porque não é preciso»?
Estamos a criar um país de analfas, nas escolas, porque nos dedicamos aos ALUNOS-ZERO que não querem saber da Escola para nada, em vez de nos dedicarmos aos BONS, que querem ser alguém na vida.
Porque são estes - e não aqueles - que nos podem tirar, no futuro, desta torpe e vil estagnação intelectual em que o mega-sistema vigente de perpetuação da mediocridade, estabelecido pelos sucessivos desgovernos e religiosamente alimentado pela morangada mediática e pelo inenarrável "jornalismo televisivo", mergulhou esta geração.
O culto da mediocridade instituído no ensino básico leva a que as Escolas se tenham transformado em clubes de perpetuação de subdesenvolvimento, onde se privilegia a mediocridade e o obscurantismo, em vez de locais onde se ministre o Conhecimento e se mostre a Luz da Ciência às mentes, em formação, das nossas crianças e jovens.
Nós, os professores do ensino básico, ao seguir escrupulosamente as directivas dos sucessivos ministros da Educação, constituimo-nos dos maiores "criminosos" da Nação.
Por mim, sempre dei o meu máximo, tentando ensinar a Matemática a todos, tornando-a o mais apelativa e útil que me é possível, mas não perco tempo com quem anda na escola em turismo.
Por isso, talvez, é que tenho conseguido, em 19 anos de ensino, níveis de aprovação, a Matemática, da ordem dos 78%, que depois são confirmados na Secundária.
Enquanto os meus colegas, por esse país fora, cumprindo rigorosamente com o estabelecido pelo Ministério, perdem todo o seu precioso tempo (e o dos seus alunos) a tentar "recuperar" quem se recusa a pegar num livro.
Paciência...