
Com o mais que esperado desfecho do arquivamento dos processos do «apito dourado» sobre Pinto da Costa e Valentim Loureiro, surge agora uma questão que deve servir de «emenda» para Marques Mendes e para todos os outros políticos que tanto pugnam por ver as funções de autarca e deputado credibilizadas:
Nunca se convençam que alguma Justiça neste país funciona contra os todos-poderosos.
Momentaneamente, sob os holofotes das televisões, até pode parecer que os senhores do capital e do poder ficam subitamente fragilizados, mas os grandes advogados são todos seus amigos, e começam a trabalhar no dia seguinte ao dos escândalos.
E os resultados são invariavelmente estes: a investigação é sempre uma vergonha e o Ministério Público acaba por não ter matéria nenhuma para a acusação.
Conclusão?
Depois do show-off televisivo e mediático, tem que ser tudo arquivado.
A seguir, vai de se exigirem - e muito bem! - milhões ao Estado por perdas e danos morais.
Haja milhões!
É sempre um totoloto que sai a todos os poderosos que se vêm subitamente alvo de processos-crime.
Assim, até vale a pena ser acusado!
Quanto à alegada falta de credibilidade e consequente falta de apoio de MM a Valentim Loureiro nas últimas autárquicas, com a justificação que o Major estava indiciado em n crimes de corrupção, como ficamos agora?
Ganda Nóia...
Ó MM: a falta da credibilidade, em Portugal, não afecta só os políticos.
Ela atinge ainda mais as polícias e a Justiça.
Ela reside, no fundo, em todas as àreas de actividade, neste maravilhoso país.
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