Não é nova esta estratégia político-comercial.
Guterres - mais uma vez - foi o seu inventor.
Quem reparar nas notícias das televisões, rádios e jornais - especialmente nas empresas detidas pela Alta Finança como:
a Média Capital (TVI, NBP, FAROL, IOL; Portugal Diário, Mais Futebol, Agência financeira, Cotonete, Rádio Comercial Cidade FM, Best Rock, Rádio Clube Português)
a Impresa (SIC televisão 9 canais, Expresso, Visão, Jornal da Região, Blitz, Turbo, Autosport)
ou a Lusomundo (TSF, Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Jornal do fundão, DN Madeira, Açoriano Oriental, 24 horas, Tal e Qual, Grande Reportagem)
fica a perceber que todos os dias este Governo manda dizer que VAI FAZER qualquer coisa.
Ora, essas não-notícias - porque nada aconteceu a não ser um simples anúncio do que vai acontecer (se calhar) - passaram subitamente a ter foros de notícia normal.
Portanto, em Portugal, neste momento, tanto é notícia digna da mesma credibilidade a morte verificada de 10 pessoas durante a operação Páscoa 2006, como o anúncio da deslocalização futura de 3 cadeias na zona da Grande Lisboa e Coimbra, que o governo se lembrou de mandar propagandear hoje. A contruir sabe-se lá quando se alguma vez o fossem...
Por exemplo.
Esta típica propaganda trabalha para fazer confundir, nas mentas mais distraídas dos tugas bacoco-futeboleiros, um anúncio de intenções com um facto consumado.
É mais fácil dizer que o Governo vai conseguir reduzir o déficit do que conseguir reduzi-lo mesmo.
Toda a gente percebe isto.
É preciso, por isso, estar muito atento para que não se confunda aquilo que o Governo manda dizer que vai fazer, com aquilo que de facto ele faz.
Que não se confunda aquilo que o Governo manda dizer que vai acontecer, com aquilo que, de facto se vai verificando.
Porque a coisa está montada, em termos noticiosos nacionais, de forma a que se estabeleça "naturalmente" essa mesma confusão.
E basta atentar na forma como os telejornais abrem. Tem sido, invariavelmente, assim:
«O Governo VAI (fazer qualquer coisa)...»
Mas devia ser:
«O Governo FEZ (qualquer coisa)...»
É preciso distinguir SEMPRE estre essas duas coisas.
E Perceber que, antes de Guterres, não havia não-notícias destas.
É preciso que os portugueses percebam que estão a ser intoxicados, todos os dias, pelas televisões, rádios e jornais, com histórias daquilo que SE VAI FAZER hipoteticamente e que, na sua esmagadora maioria, todos sabemos que não se fará jamais.
Qual o OBJECTIVO deste TRUMAN SHOW:
O objectivo da Alta Finança que suporta o governo e quase toda a Comunicação Social é simplesmente o de manter calmo e anestesiado um povo já de si domado e totalmente resignado à sua sorte, talvez ainda por via dos 48 anos de regime ditatorial a que se somam mais 32 de balbúrdia e corrupção generalizada.
Mas ACONTECE que já passámos (Portugal) por tudo isto, entre 1910 e 1926.
É só ler.
É só perder menos meia hora por dia a ver a morangada estupidificante e dedicar essa meia hora À LEITURA.
É absolutamente indigna esta situação sem paralelo na nossa História democrática e eu recuso-me a acreditar que de entre toda esta cambada de jornalistas não haja um só que perceba que não está a dar notícias a ninguém, mas simplesmente a ser eco da declarada máquina propagandística de um governo que, até agora (14 meses depois de tomar posse), ainda não começou a governar.