
Há motivos para grande alegria entre os portugueses!
Sócras tem razão em dizer que devemos ter esperança no futuro (já que não fazia muito sentido ter esperança no passado...).
Burkina Faso acabou de revelar os seus indices civilizacionais e, a acreditar neles, Portugal ainda vai muito à frente.
Suspeita-se que neste momento Portugal possa pedir meças ao Senegal, à Gambia, à Serra Leoa, ao Gana, ao Togo, ao Benin e ao Chade.
O Mali tem-se desenvolvido muito, ultimamente, pelo que é capaz de já estar ao nível de desenvolvimento do Portugal/2006.
Mas esses países continuam decididamente atrás de nós.
Sensivelmente à mesma distância que nós estamos da Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, por aí fora.
Já para não falar de uma Finlândia, onde o nosso Primeiro aprendeu que não vale a pena perder tempo com aulas suplementares aos alunos com necessidades educativas especiais (provavelmente porque não os há por lá).
Por aqui, bem contadinhos, são quase 50% deles, se não forem mais.
Acontece que o INE debita internacionalmente a bonita cifra de 85,6% para a taxa de alfabetização em Portugal.
Uma coisa absolutamente ímpar na Europa, onde o segundo país mais analfabeto - Malta - apresenta uma taxa superior a 90%.
Qualquer país desenvolvido tem entre 98,8 a 100% de percentagem de alfabetização.
Mas não só nos países ditos desenvolvidos, porque a Arménia apresenta 99%, o Azerbaijão, 98%, o Quirguizistão, 97%, O Turquemenistão 98%, o Cazaquistão 98,4%, e o Usbequistão 99%, por exemplo.
Com a mesma taxa de alfabetização de Portugal encontro a Jordânia (86,6%), o Líbano (86,4%) e o Bahrain ( 88,5%).
Porque dos países do 3º mundo, e com muito maior taxa de alfabetização que nós, aparece-nos o Sri Lanka (90,2%) as Maldivas (93,2)%, a Índia (92%), as Coreia do Norte (99%) e do Sul (98%), a Tailândia (93,8%), o Vietname (93,7%), as Filipinas (94,6%) e Singapura (93%).
Mas não desesperemos: com tanto professor excedente - que até se vão mandar para Angola, provavelmente o problema estará mesmo aí: muito professor para poucos alunos. Atropelam-se, sei lá... estorvam-se provavelmente.
Eu, por exemplo, tenho uma turma com 10 alunos e 19 professores.
Dos 10 alunos nenhum deles pode ser considerado normal, segundo os padrões europeus. Nenhum deles imagina o que anda a fazer na Escola. Sem fazerem a mínima ideia de como o "conseguiram", estão já no 8º ano em vias de passar para o 9º. Não sabem ler nem escrever com um mínimo de decência (o de um 4º ano normal).
Cada palavra contem, pelo menos, um erro; a ler, só conseguem soletrar e raro é aquele que percebe alguma coisinha do que acabou de balbuciar. E isto, quando conseguem chegar ao fim da frase. A maioria das vezes desistem de o tentar. Ficam-se a meio e queixam-se: «Ó professor, isto dá muito trabalho. Podemos ir ver um filme?».
Como se percebessem alguma coisa de algum filme, tirando as sessões de pancadaria e as explosões...
Portugal tem, ainda, uma mortalidade infantil de 5,6 crianças por cada 1000 nascidas.
Outro indicador sem paralelo na Europa.
Será por isso que Sócras quer fechar as maternidades? Por achar que é por haver muita maternidade que morrem tantas crianças à nascença em Portugal como na Polinésia Francesa?
Vá-se lá saber...
eu gostava de saber se quem tanto fala de espanha como se fosse uma mecca do dessenvolvimento económico e prosperidade alguma vez lá pôs os pés? Eu vivi em madrid 2 anos da minha vida e posso-vos confirmar que foram dois anos desperdiçados, visto que aquela cidade é a maior espelunca em que eu já tenha tido a infelicidade de meter os pés. Lisboa comparada não só é 30 mil vezes mais bonita, como ofereçe exactamente o mesmo nivel e qualidade de serviços...a diferença é que os espanhois são descomesuradamente orgulhosos de tudo o que fazem e têm, apesar de normalmente o que eles "fazem e têm" ser de qualidade bastante inferior ao resto da europa. ja estudei em londres, em madrid, em nova yorque e agora em paris...acho que o que nos distingue fundamentalmente, e o que nos faz não saír da cepa torta a nivel economico não é a falta de qualidade no que o povo tem para oferecer, mas sim a falta de auto-confiança que aliás, os próprios indices consistentement!
e ditam que tem vindo a ser a mais baixa da europa, enquanto que de o outro lado da fronteira os espanhois têm tido o mais alto...e assim o será enquanto que o hobbie naçional seja espalhar propaganda negativista.