Só o que parece não subir é a revolta de um povo desprovido de coragem para lutar e reivindicar aquilo a que tem direito.
Somos hoje um triste povo manso e acabrunhado, perfeitamente resignado ao seu fado.
O de ser o mais triste e miserável de toda uma europa cada vez mais longe de Portugal.
E um povo cada vez mais sacrificado em prol das negociatas de milhões. Temos que ser nós - o povão - a pagar as OPAs e as fusões e aquisições no seio da Banca multimilionária (que continua a não pagar impostos) e os Estádios do Euro 2004, e as SCUTs que deixarão de o ser e os Hospitais que nunca se construirão e as Otas e os TGVs que também não.
Mas já estamos a pagá-los. A todos.
A esses e a outros negócios que já se fizeram já se pagaram, a Alta Finança e os construtores já receberam e agora falta o dinheiro para o que é verdadeiramente importante.
Paga o povo.
Até um dia, espero eu.
Até ao próximo 25 de Abril que não tarda, de certeza, mais 48 anos....