Quem é que esperaria outra coisa?
É só perder tempo e gastar dinheiro.
Mas o que é que, neste país, funciona mesmo?
O que é que, de facto, é conclusivo?
Para além da condenação de 2 tristes, no caso Joana, por um crime "provado" administrativamente sem nunca um corpo ter aparecido? Fossem eles médicos ou advogados reputados a ver se já não estavam cá fora há que tempos...
E absolvidinhos da silva!
O grave é que toda a gente sabe que isto é verdade. Ninguém tem sobre isto a menor dúvida.
O Estado continua a pretender, pois, encenar uma peça que todos os espectadores sabem não passar disso mesmo. Uma pobre teatrada de 15ª categoria.
Vivemos, hoje em dia, numa sociedade de mentira total, tal como no tempo do D. Afonso VI, que, hemiplégico e deficiente mental, começou a reinar Portugal aos 13 anos de idade.
Claro que quem reinava de facto era a sua mãe - D. Luisa de Gusmão - e mais tarde, depois de as intrigas palacianas a afastarem, foi regente o conde de Castelo Melhor, D. Luis de Vasconcelos e Sousa, que conseguiu infligir várias derrotas aos espanhóis durante a guerra da restauração - Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e, por fim, Montes Claros em 1665.
Estes sucessos militares conferiram ao "Rei" D. Afonso VI o cognome de «O Vitorioso»(!!!)
Só em Portugal, mesmo...
Voltando às perícias inconclusivas, elas são o pão-nosso de cada dia da "investigação científica" portuguesa.
Pergunta-se: para que se continua a recorrer a peritagens?
Para - apenas - se cumprir calendário, e se poder dizer que foram inconclusivas?