Esclarecendo melhor o sentido do texto anterior - porque surgiram dúvidas nos comentários...
O Novo Presidente não tem nada a ver com a governação. Nem este é um caso de governação. Vamos lá a ver para além disso:
Portugal vive o seu pior momento histórico em termos de todos os rácios europeus. Aqui nem sequer estamos a falar de economia. Apenas dos mega-negócios da Alta Finança.
O País está a saque. A Alta Finança que tudo compra por esse mundo fora - governos incluídos - tem, em Portugal, um maná. Não paga impostos e, consequentemente, lucra biliões. Enquanto o país está cada vez mais de tanga. Sucedem-se naturalmente, nesta lógica, os assaltos do capital ESTRANGEIRO às empresas nacionais. Financeiras (bancos) e Giga-empresas (PT, GALP, EDP). Ninguém tem dúvida que nem Belmiro nem J Gonçalves comprariam nada sem capital espanhol. Ou tem? É que eles nem disfarçam... Belmiro disse logo que era o Santander antes que alguém lhe perguntasse alguma coisa.
Assim sendo, o que se vê neste momento são as negociatas de biliões feitas pela Alta Finança enquanto o Estado, por exemplo, não tem nem sequer 500 mil euros para pagar a quem deve, e por isso um hospital (o da Guarda) não é construído por causa de umas migalhas como estas.
Sócras é o caseiro da Alta Finança nacional, que é a testa de ferro da Alta Finança espanhola, americana e europeia.
A Sócras nada interessa a não ser manter-se lá o máximo tempo possível. O país nada lhe interessa como o comprova todos os dias. 25% do tempo do mandato está esgotado e nem uma única das dezenas de medidas prometidas foi executada. Tem feito exactamente o contrário do que prometeu, até agora, e nada se rala.
Não é governar, portanto, que lhe interessa (nem Guterres nunca lhe reconheceu capacidade para tal) mas apenas "manter-se lá" o máximo tempo possível. Bem sabe que nunca mais terá uma oportunidade destas e está a aproveitá-la ao máximo.
Cada dia que passa são mais uns milhões em negócios e isso é o que a estes tipos interessa.
Com um bocado de sorte ainda vem a OTA e o TGV e são mais uns milhões que vão rolar por aí a contento de quem os recebe e a descontento de quem terá que os pagar - o povo bruto e atrasado que só se interessa pelo futaból, e os portugueses lúcidos que sempre constituíram uma imensa minoria e, a cada dia que passa, parecem ser cada vez menos.
É por isso que Cavaco terá que pôr mão nisto, já que Sócras está lá a ver a banda passar e a gritar «Yes!» de cada vez que um mega negócio financeiro é levado a efeito.
Cavaco será, portanto, a única pessoa que poderá pôr cobro a este descalabro, quanto mais não seja pelos avisos públicos e pela ameaça de dissolução do Parlamento se a ostentação giga-milionária continuar a verificar-se num país cada vez mais 3º mundista.
Mais ninguém.
Sobre os financiamentos das OPAs
O financiamento destas operações é feito com 90% de capital fresco espanhol e 10% de aumento real do capital dos accionistas como toda a gente sabe. Os 10% reais são para "enganar" a CMVM, como toda a gente sabe.
Não se pode ser ingénuo a ponto de não perceber como é que isto está a funcionar.
Sobre os subterfúgios
Onde há negócios de milhares de milhões não pode haver subterfúgios. O dinheiro tem que aparecer. O subterfúgio está na forma como as negociatas são construídas e a quem elas aproveitam em termos reais - espanhóis e alta-finança mundial - e quem, em Portugal, recebe as luvas relativas aos mesmos.
É preciso dizer mais alguma coisa?